REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 165 | Ano 4 | 1 de Julho 2021

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Edição 165 | Ano 4 | 1 de Julho 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 12 artigos desta edição:
A Qualidade do fator de proteção ultravioleta do vestuário pessoal
A amostragem de efluentes líquidos e corpos receptores
A acreditação representa a segurança em produtos e serviços para a sociedade
A exatidão (veracidade e precisão) dos métodos e dos resultados de medição
Os projetos e a instalação de telhas de alumínio e suas ligas
O que o ouro ilegal e a lavagem de dinheiro têm a ver com a sustentabilidade
Target Adnormas
O projeto das travessias rodoviárias em passagens em nível públicas
O impacto da indústria de mineração para o desenvolvimento do Brasil
Logística 4.0: a redução de custos e desperdícios desde a primeira milha
Como implementar um robô em uma fábrica
Bichectomia: a relação entre o procedimento e o envelhecimento do rosto
A destilação à pressão atmosférica de produtos de petróleo

A documentação técnica para projetos arquitetônicos e urbanísticos

A NBR 6492 de 06/2021 – Documentação técnica para projetos arquitetônicos e urbanísticos – Requisitos estabelece os requisitos para a documentação técnica de projetos arquitetônicos e urbanísticos, em função das etapas de projeto, especificando, em cada uma delas, os documentos pertinentes e os respectivos conteúdos. Não se aplica aos critérios e às diretrizes de projeto. Os critérios e as diretrizes de projetos podem ser verificados em outras normas, como na NBR 16636 ou na legislação vigente.

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Como deve ser executado o estudo de viabilidade de projeto arquitetônico (EV-ARQ)?

Como deve ser feito o projeto executivo arquitetônico (PE-ARQ)?

Como é caracterizado o levantamento de dados para o projeto urbanístico (LV-PROJURB)?

Como se caracteriza o estudo de viabilidade para o projeto urbanístico (EV-PROJURB)?

Para que uma obra seja construída, é necessário que todos os agentes envolvidos compreendam os projetos, o que significa entendimento das partes interessadas (por exemplo, clientes, projetistas, construtores, fornecedores de materiais e componentes, órgãos legais e competentes, e outros). Nesse sentido, apresentam-se como objetivos principais a correta comunicação entre os agentes, a produção de uma base documental para tomada de decisões e do histórico do processo de projeto, os quais, em conjunto, auxiliam na redução de falhas e retrabalhos e na realização de correções mais precisas, durante o processo, e na melhoria da qualidade do próprio projeto.

Assim, é importante estabelecer regras para a documentação escrita e gráfica de projetos arquitetônicos e urbanísticos, reunindo o conteúdo mínimo de informações das etapas dos projetos, a serem devidamente registradas, em textos, desenhos, imagens ou outras formas de documentação. Os documentos técnicos a serem apresentados devem pertencer a uma das duas categorias: documentos gráficos; e documentos escritos. Os documentos gráficos são quaisquer peças cujas informações são transmitidas por uma das formas descritas a seguir.

Os desenhos podem ser os croquis: representação gráfica que não exige precisão, uso de escalas ou de dimensões exatas, onde as intenções e ideias dão os primeiros passos no processo criativo, destinado à discussão do partido arquitetônico ou urbanístico e ao esclarecimento de dúvidas ao longo do projeto; as plantas: as plantas de edificação devem ser de todos os pavimentos, deixando claro quando houver repetições. As plantas do projeto urbanístico devem apresentar todos os elementos projetados, sejam edificados ou não, e a sua inserção no território preexistente.

Recomenda-se que a altura do plano secante seja de 1,50 m. No entanto, ela pode variar para cada projeto, de maneira a representar os elementos considerados fundamentais, recomendando-se que as exceções sejam informadas claramente. Os cortes devem ser dispostos de forma que o desenho mostre o máximo possível de detalhes construtivos. Pode haver deslocamento do plano secante onde necessário, devendo ser assinalados, de maneira precisa, o seu início e o final.

Nos cortes transversais, podem ser marcados os cortes longitudinais e vice-versa. Os cortes transversais e longitudinais podem ser marcados nas fachadas. As elevações servem para complementar as informações que não foram contempladas pelos cortes e plantas. Recomenda-se que todas as fachadas sejam representadas pelo projeto e os detalhes servem para seleção das elevações constantes da documentação gráfica (desenhos), que deve ser considerada a quantidade de informações necessárias ao entendimento do projeto, de acordo com o objetivo de complementação do conteúdo.

Incluir as perspectivas; fotos e imagens; esquemas, diagramas e histogramas. Os documentos escritos são quaisquer peças nos quais o conteúdo principal seja apresentado de forma textual e/ou numérica. Os documentos, em geral, devem estar registrados em papéis com resistência e durabilidade apropriadas.

A escolha do tipo de papel deve ser feita em função dos objetivos, do tipo do projeto e das facilidades de reprodução. Devem ser utilizados os formatos de papel da série A, formato A0 como máximo e A4 como mínimo, para evitar problemas de manuseio e arquivamento. As cópias devem ser dobradas, obtendo-se o formato A4 ao final do dobramento.

Deve-se considerar aba lateral à esquerda para fixação das folhas em pastas, e o carimbo sempre deve estar totalmente visível. O carimbo deve estar posicionado no canto inferior direito das folhas de desenho e deve ser reservado à titulação e numeração dos desenhos, seguindo o formato A4.

Devem constar no mínimo as seguintes informações: identificação da empresa; identificação do cliente, nome do projeto ou empreendimento; título do desenho; indicação sequencial do projeto (número ou letras); escala; local e data; autoria do desenho e do projeto; responsável (is) técnico (s); indicação da revisão; local para chancela de aprovação (quando aplicável). Próximos do carimbo, localizados acima deste, devem constar: a planta-chave; a escala gráfica; a numeração; a descrição da revisão; as convenções gráficas; as notas gerais; os desenhos de referência; a legenda de símbolos.

O levantamento de dados para o projeto arquitetônico (LV-ARQ) caracteriza-se como a coleta de dados e informações técnicas sobre terreno, vizinhança, legislação incidente e condições ambientais locais, que auxiliam na elaboração e desenvolvimento do projeto arquitetônico. Outros levantamentos de dados pertinentes, que interessem à arquitetura, também podem ser realizados.

A composição da documentação técnica exigida nesta etapa é descrita a seguir. Os seguintes documentos gráficos devem ser apresentados: plantas cadastrais da vizinhança: do cadastro: limites e identificação dos distritos e setores municipais, das quadras e dos lotes; vias com códigos e nomenclatura de logradouros; da altimetria: pontos cotados e curvas de nível; dos elementos naturais: corpos hídricos (rios, córregos, lagos, represas); dos elementos construídos: projeção dos edifícios existentes e de equipamentos urbanos, com identificação pelo nome (de educação, saúde, cultura, lazer, infraestrutura e outros relevantes); ruínas; cercas e muros.

Quanto à simbologia, indicação de norte, escala e legenda de símbolos, conforme recomendações no Anexo A; para a planta do levantamento planialtimétrico do terreno, inclui a altimetria: pontos cotados e curvas de nível a cada metro; os elementos naturais: corpos hídricos (rios, córregos, lagos, represas), áreas alagáveis e massas arbóreas; árvores e arbustos (representados por troncos e copas); os elementos construídos: edificações existentes, inclusive ruínas; caminhos, estradas pavimentadas e estradas de ferro; calçadas; cercas e muros; torres de alta-tensão; postes; os elementos de drenagem (grelhas, canaletas, canais); e outros existentes; as definições escriturais, patrimoniais, legais: divisa do levantamento; divisas de matrícula (com respectivos números); delimitação de áreas de preservação ou de conservação; e delimitação de áreas de servidão.

Incorporar as plantas, cortes e elevações do terreno juntamente com as edificações nele existentes e edificações vizinhas. Para o terreno, curvas de nível e taludes (em plantas, cortes e elevações); das edificações: contorno dos edifícios vizinhos (com mais informações, se for do interesse); os elementos construtivos das edificações existentes no terreno; indicação de norte, escala, dimensões, cotas de nível, legenda de símbolos, conforme recomendações no Anexo A.

Os documentos escritos são relatórios técnicos sobre os levantamentos realizados, como de topografia, sondagem, vizinhança, aspectos ambientais e outros pertinentes, que permitam tomar decisões durante o desenvolvimento do projeto arquitetônico, contendo as informações a seguir. Os dados ambientais locais, como temperaturas, pluviosidades, insolação, regime de ventos e marés, com as respectivas fontes; níveis de poluição do ar, do solo, das águas e sonora, com identificação do responsável pela medição, método e instrumentos utilizados.

Incluir os dados urbanísticos, como o uso e ocupação do solo e padrões arquitetônicos do entorno; a infraestrutura disponível, considerando redes de água e esgoto, gás, energia, transporte urbano (preferencialmente, deve estar acompanhado de mapeamento); as condições de tráfego. Descrever os dados legislativos (municipais, estaduais e federais): de limitações no terreno: restrições de uso; taxas de ocupação e coeficiente de aproveitamento; gabaritos; alinhamentos, recuos e afastamentos; de exigências específicas: de prefeituras; corpo de bombeiros; concessionárias de serviços públicos; patrimônio histórico e outros; os registros fotográficos de terreno e vizinhança, preferencialmente coloridas e com indicação esquemática dos pontos de vista e textos explicativos.

Os seguintes documentos gráficos devem ser apresentados: organograma funcional com a relação entre os ambientes e destes com os fluxos pretendidos; esquemas básicos em escalas convenientes que tratem da caracterização desses ambientes quanto à área, dimensões, mobiliário e demais exigências. Para os documentos escritos, incluir a planilha com a identificação e quantificação dos ambientes, respectivas dimensões e áreas mínimas, descrição dos usuários e atividades, além de outras exigências que o projeto deva suprir.

A conformidade dos prestadores de serviço de pesquisas de mercado, de opinião e social

A NBR ISO 20252 de 06/2021 – Pesquisa de mercado, pesquisa de opinião e pesquisa social – Vocabulário e requisitos de serviçoestabelece os termos, as definições e os requisitos de serviço para prestadores de serviço que realizam pesquisas de mercado, de opinião e social, incluindo insights e análises de dados. As atividades não relacionadas à pesquisa de mercado, como marketing direto, estão fora do escopo deste documento.

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Por que fornecer o treinamento e a conscientização sobre a segurança da informação?

Como deve ser feito o gerenciamento de relacionamento com o cliente?

Como deve ser planejada a concepção e o desenho de instrumentos de coleta de dados?

Por que o prestador de serviços deve fornecer entregas ao cliente, conforme acordado?

O principal objetivo da normalização na pesquisa de mercado, de opinião e social é facilitar os padrões globais e consistentes da indústria aplicáveis a diferentes mercados nacionais e regionais. O objetivo deste documento é seguir uma estrutura para assegurar que sua implementação leve ao aprimoramento contínuo da pesquisa e a harmonia com outros padrões nacionais e códigos do setor já disponíveis.

Com o surgimento e a aceitação geral de amostras online para pesquisa de mercado, de opinião e social, uma fonte primária de amostras online, painéis de acesso online evoluíram em seu uso e foram aumentados com outras fontes de amostras on-line. A ISO 26362:2009 foi cancelada e seu conteúdo foi incorporado a este documento, que agora abrange os painéis de acesso, tanto online quanto offline.

A estrutura principal do negócio de pesquisa é estabelecida e documentada na Seção 4 deste documento. Os anexos normativos fornecem a estrutura específica para várias metodologias de pesquisa reconhecidas globalmente. O prestador de serviços pode alinhar suas práticas aos requisitos, conforme declarado em cada anexo, a fim de atestar conformidade com a metodologia ou funções de pesquisa específicas.

A intenção é aplicar os requisitos especificados na Seção 4 como estrutura obrigatória para qualquer declaração de conformidade por um prestador de serviços em conformidade com este documento, com suporte de pelo menos um anexo. A estrutura e o escopo deste documento não permitem a declaração de conformidade a este documento sem atender aos requisitos de pelo menos um anexo.

Independentemente de uma empresa realizar atividades de pesquisa como uma função interna ou terceirizada, o prestador de serviços é responsável por assegurar que as atividades de pesquisa atendam aos requisitos deste documento. Portanto, o escopo e os limites das disciplinas aplicáveis precisam ser refletidos na declaração de aplicabilidade (SoA), incluindo os anexos com processos de gerenciamento implementados para assegurar que os requisitos deste documento sejam atendidos.

Qualquer declaração de conformidade indicará clara e inequivocamente quais anexos estão em conformidade com este documento. O objetivo a longo prazo é que as empresas atestem a maioria, se não todas, de suas atividades de pesquisa neste Documento.

O prestador de serviços deve criar uma declaração de aplicabilidade (SoA) que descreva o escopo completo dos serviços atestados como atendendo aos requisitos deste documento. A SoA define quais anexos estão em conformidade com este documento, na medida em que esses serviços sejam incluídos nos sistemas do prestador de serviços.

A intenção é que o prestador de serviços ateste a maioria, se não todas, das suas atividades de pesquisa neste documento. A declaração de conformidade deste documento deve ser obtida pelo prestador de serviços quando os requisitos principais (ver Seção 4) e pelo menos um dos seguintes anexos, incluindo todos os requisitos com referência cruzada a outros anexos, forem atendidos: Anexo A – Amostragem incluindo painéis de acesso; Anexo B – Trabalho de campo; Anexo C – Observação física; Anexo D – Observação digital; Anexo E – Autopreenchimento; Anexo F – Gerenciamento e processamento de dados.

Para os prestadores de serviços que especificarem o Anexo A na SoA, diretamente ou como serviços subcontratados, os requisitos adicionais especificados no Anexo A são aplicáveis. Para os prestadores de serviços que especificarem o Anexo B na SoA, diretamente ou como serviços subcontratados, os requisitos adicionais especificados no Anexo B são aplicáveis.

Para os prestadores de serviços que especificam o Anexo C na SoA, seja diretamente ou como serviços subcontratados, são aplicáveis os requisitos adicionais especificados no Anexo C. Para os prestadores de serviços que especificarem o Anexo D na SoA, diretamente ou como serviços subcontratados, os requisitos adicionais especificados no Anexo D são aplicáveis.

Para os prestadores de serviços que especificarem o Anexo E na SoA, diretamente ou como serviços subcontratados, os requisitos adicionais especificados no Anexo E são aplicáveis. Para os prestadores de serviços que especificarem o Anexo F na SoA, diretamente ou como serviços subcontratados, os requisitos adicionais especificados no Anexo F são aplicáveis.

A conformidade com um anexo específico é necessária apenas quando esse anexo é especificado na SoA ou quando um requisito específico é referenciado em um anexo especificado na SoA. Qualquer comunicação da declaração de conformidade deve indicar clara e inequivocamente com quais anexos o prestador de serviços está em conformidade.

A SoA (ver a figura abaixo) deve registrar o escopo declarado pelo nome e número do anexo, conforme este documento, como uma declaração clara e inequívoca de quais serviços são incluídos e excluídos do escopo. A SoA deve incluir todos os serviços subcontratados. A SoA deve ser autorizado e datado por uma pessoa da alta gerência representando o prestador de serviços atestado.

O prestador de serviços deve disponibilizar a SoA para clientes e outras partes interessadas continuamente (por exemplo, em uma página da web). A SoA do prestador de serviços deve estar sujeito a avaliação em relação a este documento. O prestador de serviços não pode usar frases subjetivas, de marketing ou redundantes na SoA, como alta qualidade, tremenda, maior organização global ou altamente precisa.

Os nomes dos produtos podem ser incluídos na SoA se forem parte integrante de um serviço fornecido. A SoA deve ser analisada criticamente pelo menos anualmente para determinar a necessidade de mudança e garantir que os detalhes sejam precisos.

As informações fornecidas pelos clientes para fins de projeto devem ser usadas apenas pelos prestadores de serviços no contexto para o qual foram fornecidas. Elas não podem ser disponibilizadas a terceiros sem autorização prévia dos clientes e devem ser tratadas com a máxima confidencialidade, de acordo com os requisitos do cliente.

Os dados identificáveis dos participantes são confidenciais e todas as garantias dadas aos participantes devem ser cumpridas. Nos casos em que bancos de dados ou listas de contatos são fornecidos por terceiros (por exemplo, clientes), o prestador de serviços deve solicitar que terceiros confirmem que o uso dessas fontes está em conformidade com os códigos do setor. Os participantes convidados ou recrutados devem ser informados pelo prestador de serviços que a participação é voluntária.

O prestador de serviços deve assegurar a ciência do participante: durante cada recrutamento ou convite, referente aos tipos de dados pessoais, usos propostos e retenção e/ou reutilização dos dados a serem coletados; durante a coleta direta de dados (por exemplo, presencial ou por telefone) em relação aos princípios de confidencialidade, finalidades para as quais os dados podem ser utilizados e detalhes de identidade e contato do prestador de serviços e de quaisquer subcontratados e/ou clientes, conforme apropriado.

Quando identificadores digitais (por exemplo, cookies) são usados pelo prestador de serviços durante a coleta de dados, isso deve ser comunicado aos participantes, incluindo o objetivo dos identificadores pretendidos. Sempre que métodos de localização geográfica ou áreas geográficas são usados para coletar dados dos participantes, o prestador de serviços deve conscientizar os participantes sobre isso e obter consentimento. Quando não houver contato direto entre o prestador de serviços e o (s) participante (s) e não for possível fornecer garantias diretas, as obrigações de privacidade ainda serão cumpridas.

Devem ser tomadas precauções razoáveis pelo prestador de serviços para garantir que os participantes e as pessoas observadas (incluindo aqueles que podem não estar cientes de que estão sendo observados) não sejam identificados, prejudicados ou afetados negativamente como resultado de sua participação. O prestador de serviços deve fornecer a cada participante em potencial convidado a fazer parte de um projeto de pesquisa as informações apropriadas, incluindo: uma descrição geral do objetivo de um projeto; a duração estimada do tempo de participação; uma declaração da confidencialidade das respostas de cada participante; uma declaração do anonimato e/ou identificação das respostas de cada participante; a data de encerramento das respostas preenchidas (se aplicável); divulgação completa dos termos e condições de incentivo relacionados ao projeto; as informações sobre se o convite é enviado em nome de outro prestador de serviços; e a oportunidade de cancelar a inscrição ou optar por não participar da atividade de pesquisa.

Quando os participantes solicitarem os detalhes anteriores sobre um projeto, se as informações não puderem ser compartilhadas antes da participação, o prestador de serviços deve compartilhar esses detalhes após a participação. Os requisitos a seguir relativos à participação de crianças devem ser aplicados. Ao coletar dados de crianças ou participantes considerados vulneráveis, o prestador de serviços deve: obter o consentimento de um dos pais, tutor, ou adulto responsável depois de fornecer a eles informações suficientes sobre o processo de pesquisa; exercer o devido cuidado durante o processo de coleta de dados, incluindo o consentimento da criança ou da pessoa vulnerável em participar.

O devido cuidado pode incluir treinamento adicional dos entrevistadores de campo e diretrizes adicionais. Quando a permissão para coletar dados de crianças e pessoas vulneráveis for obtida, a permissão deve ser renovada pelo menos a cada 12 meses ou no próximo convite para participar, o que for mais frequente.

As definições do que constitui uma criança, pessoa vulnerável e adulto responsável variam de país para país, e isto deve ser considerado na pesquisa entre países (multicountries). O prestador de serviços deve determinar, documentar, implementar e manter os sistemas e práticas organizacionais necessários para: estar em conformidade com este documento de acordo com a SoA.

Também, deve identificar, avaliar e abordar os riscos associados a qualquer complexidade e natureza da pesquisa realizada e identificar as necessidades e expectativas das partes interessadas e garantir que seus requisitos sejam considerados (por exemplo, clientes, participantes, comunidades, órgãos reguladores).

Deve salvaguardar a confidencialidade dos participantes e fornecer as garantias necessárias aos participantes; explicar os incentivos, quando aplicável, incluindo sua natureza, e disponibilizar termos e condições de incentivo aos participantes; fornecer informações com clareza, transparência, identificação e rastreabilidade para permitir auditoria e replicação de projetos de pesquisa; fornecer informações com clareza sobre retenção e destruição de registros.

As práticas de retenção de dados devem ser comunicadas ao cliente. O prestador de serviços deve revisar as funções para determinar as qualificações, competências e conhecimentos necessários para atender aos requisitos da função. Ao recrutar pessoal, o prestador de serviços deve considerar os candidatos de acordo com este critério.

O treinamento, o desenvolvimento de pessoal e as análises anuais de desempenho devem ser realizados e documentados pelo prestador de serviços para garantir que as pessoas que ocupam cargos ou responsabilidades sejam competentes e permaneçam competentes. Devem ser mantidos registros do histórico do candidato, incluindo experiência anterior, quando conhecidos, qualificações, análises de desempenho, treinamento e reciclagem.

No mínimo, o treinamento fornecido pelo prestador de serviços deve incluir: os requisitos legais e regulatórios associados a cada função; as metodologias específicas de pesquisa, conforme definidas nos anexos e conforme determinado pelos procedimentos e normas do prestador de serviços e conforme apropriado para a função; as competências específicas para pessoas que desempenham funções operacionais pertinentes à coleta de dados e outras metodologias. O prestador de serviços deve garantir que o conteúdo e o escopo do treinamento para funções de pesquisa sejam adequados à natureza e complexidade de qualquer trabalho de pesquisa realizado.

A supervisão e o feedback do trabalho podem ser necessários. O prestador de serviços deve identificar os riscos de segurança associados às informações que eles processam e implementar uma estrutura de gerenciamento de segurança das informações para impedir o acesso, uso, modificação ou destruição não autorizada das informações. Essa estrutura deve ser adequada aos riscos identificados e aplicar-se à coleta, recebimento, armazenamento, transferência e exclusão de informações. Essa estrutura deve incluir todos os formatos e locais em que as informações possam ser mantidas.

A classificação dos veículos rodoviários automotores, seus rebocados e combinados

A NBR 13776 de 05/2021 – Veículos rodoviários automotores, seus rebocados e combinados – Classificação classifica os veículos rodoviários automotores, seus rebocados e combinados em categorias que determinam o número de passageiros, o tipo de veículo e a capacidade de carga, bem como a sua finalidade.

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Quais as características da subcategoria L7-A – Quadriciclo pesado para uso rodoviário?

Quais as características da subcategoria L7-B2 – Bugue?

Quais são os veículos da Categoria N3?

Quais são as definições e croquis do vão livre sobre o solo?

Esta norma foi revisada para se adequar às mudanças tecnológicas trazidas pela eletrificação de veículos rodoviários. Na categoria L, são introduzidas duas novas categorias para definição de quadriciclos leves e pesados, além de diversas subcategorizações voltadas para a diferenciação técnica dos veículos. Tais mudanças seguem as tendências e os critérios europeus estabelecidos em último nível pelo Regulamento EU 168/2013.

Veículos motorizados com até quatro rodas são classificados, com comprimento ≤ 4.000 mm, sendo ressalvados os seguintes casos: categoria L7-C ≤ 3.700 mm; categoria L6-B ≤ 3 000 mm. Os de largura ≤ 2 000 mm, são ressalvados os seguintes casos: categoria L1 ≤ 1.000 mm; categoria L6-B e L7-C ≤ 1 500 mm. Os de altura ≤ 2.500 mm.

A massa em ordem de marcha dos veículos da categoria L não pode considerar os seguintes pesos: do condutor (75 kg) e do passageiro (65 kg); da (s) máquinas ou equipamentos instalados na plataforma de carga; da (s) baterias de propulsão, no caso de veículos elétricos ou híbridos; do sistema de alimentação de combustível a gás natural veicular (GNV) ou ar comprimido, bem como dos cilindros de combustível, no caso de veículos monocombustível, bicombustível ou multicombustível.

A Categoria L1 – Veículos motorizados de duas rodas devem ter as seguintes características: possuir cilindrada ≤ 50 cm³, se um motor a combustão interna de ciclo Otto fizer parte da configuração do sistema de propulsão; possuir velocidade máxima ≤ 50 km/h; ter potência nominal máxima contínua, no caso de veículos com motor elétrico, ou potência máxima líquida, no caso de veículos com motor a combustão interna de ciclo Otto ≤ 4 kW; e ter peso máximo igual ao peso tecnicamente admissível declarado pelo fabricante.

Os veículos da subcategoria L1-A – Ciclomotorizado devem ter as seguintes características: ser concebidos para se pedalar equipados com um sistema de propulsão auxiliar, tendo como objetivo principal uma pedalagem assistida; ter a alimentação do sistema de propulsão auxiliar interrompida em uma velocidade ≤ 25 km/h; possuir potência nominal máxima contínua, no caso de veículos com motor elétrico, ou potência máxima líquida, no caso de veículos com motor de combustão interna ≤ 1 kW, ser motorizados, com três ou quatro rodas que cumpram os critérios de subclassificação estabelecidos nos requisitos já descritos e que são classificados tecnicamente como equivalentes aos veículos de duas rodas da categoria L1-A.

Os veículos da subcategoria L1-B: – Ciclomotor de duas rodas são quaisquer outros veículos da categoria L1 que não possam ser classificados de acordo com os critérios estabelecidos nos requisitos já descritos. Os veículos da categoria L2 – Ciclomotor de três rodas devem ter as seguintes características: ser motorizados de três rodas, com cilindrada ≤ 50 cm3, para veículos com motor de combustão interna de ciclo Otto, ou ≤ 500 cm3, se um motor de compressão fizer parte da configuração de um sistema de propulsão; possuir velocidade máxima de projeto do veículo ≤ 50 km/h; ter massa em ordem de marcha ≤ 270 kg; e possuir no máximo dois lugares sentados, incluindo a posição do condutor.

Os veículos da subcategoria L2-P – Ciclomotor de três rodas para transporte de passageiros devem ter as seguintes características: ser da categoria L2, com características diferentes dos critérios de classificação específicos para os veículos da categoria L2-U. Os veículos da subcategoria L2-U – Ciclomotor de três rodas para fins comerciais são os veículos concebidos exclusivamente para o transporte de mercadorias com plataforma de carga aberta ou fechada, que cumpram os seguintes critérios: tenham comprimento da plataforma de carga multiplicado pela largura da plataforma de carga ≥ 30% do comprimento do veículo multiplicado pela largura do veículo; ou tenham plataforma de carga equivalente à do critério da alínea a), utilizada para instalar máquinas e/ou equipamentos; e sejam concebidos com uma plataforma de carga claramente separada da área reservada para os ocupantes do veículo por uma divisória rígida; e tenham plataforma de carga capaz de transportar um volume mínimo equivalente a um cubo de 600 mm.

Os veículos da categoria L3 – Motociclo de duas rodas devem ter as seguintes características: ser motorizados de duas rodas; ter peso máximo igual ao peso tecnicamente admissível declarado pelo fabricante; ter potência nominal máxima contínua, no caso de veículos com motor elétrico, ou potência máxima líquida, no caso de veículos com motor de combustão interna ≥ 4 kW; e não poder ser classificado como veículo da categoria L1.

Os veículos da subcategoria L3-A1 – Motociclo de baixo desempenho devem ter as seguintes caraterísticas: possuir cilindrada ≤ 125 cm³; ter potência nominal máxima contínua, no caso de veículos com motor elétrico, ou potência máxima líquida, no caso de veículos com motor de combustão interna ≤ 11 kW; ter relação potência/peso inferior ≤ 0,1 kW/kg. Os veículos da subcategoria L3-A2 – Motociclo de médio desempenho devem ter as seguintes caraterísticas: ter potência nominal máxima contínua ≤ 35 kW; ter relação potência/peso inferior ou igual a 0,2 kW/kg; e não ser derivados de um veículo equipado com um motor que tenha mais que o dobro da sua potência.

Os veículos da categoria L3 que não possam ser classificados conforme os critérios de subclassificação já descritas são considerados veículos da subcategoria L3-A1. Os veículos da subcategoria L3-A3 – Motociclo de alto desempenho são veículos da subcategoria L3-A3: quaisquer outros veículos da categoria L3 que não possam ser classificados conforme os critérios de classificação dos veículos já descritos.

Os veículos da categoria L4 – Motociclo de duas rodas com carro lateral devem ter as seguintes caraterísticas: veículo base motorizado conforme os critérios de classificação e subclassificação para os veículos da categoria L3; possuir carro lateral, e ter no máximo quatro lugares sentados, incluindo o condutor do motociclo com carro lateral; possuir no máximo dois lugares sentados para os passageiros no carro lateral; e ter peso máximo igual ao peso tecnicamente admissível declarado pelo fabricante.

Os veículos da categoria L5, triciclo motorizado, devem ter as seguintes caraterísticas: ser motorizados, de três rodas; ter massa em ordem de marcha ≤ 1.000 kg; e ser um veículo de três rodas que não possa ser classificado como um veículo da categoria L2. Os veículos da subcategoria L5-A – Triciclos devem ter as seguintes caraterísticas: ser da categoria L5, exceto os que são classificados como veículos L5-B; e possuir no máximo cinco lugares sentados, incluindo a posição de assento do condutor.

Os veículos da subcategoria L5-B – Triciclo comercial devem ter as seguintes caraterísticas: ser concebidos como veículo utilitário e caracterizados por possuírem um habitáculo fechado para o condutor e o passageiro, acessível no máximo por três lados; possuir no máximo dois lugares sentados, incluindo o condutor; e ser concebidos exclusivamente para o transporte de mercadorias com plataforma de carga aberta ou fechada, horizontal e praticamente plana, que cumpram os seguintes critérios: ter comprimento da plataforma de carga multiplicado pela largura da plataforma de carga > 30% do comprimento do veículo multiplicado pela largura do veículo; ou ter uma plataforma de carga equivalente à da definição acima, utilizada para instalar máquinas e/ou equipamento; e possuir uma plataforma de carga claramente separada da área reservada para os ocupantes do veículo por uma divisória rígida; e ter uma plataforma de carga capaz de transportar um volume mínimo equivalente a um cubo de 600 mm.

Os veículos da categoria L6 – Quadriciclo leve devem ter as seguintes caraterísticas: ser motorizados, de quatro rodas; possuir velocidade máxima de projeto ≤ 50 km/h; e ter massa em ordem de marcha ≤ 425 kg; e ter cilindrada ≤ 50 cm³, para veículos com motor de combustão interna de ciclo Otto, ou uma cilindrada de ≤ 500 cm³, caso um motor de compressão faça parte da configuração do sistema propulsor do veículo; e ser equipados com um máximo de dois lugares sentados, incluindo a posição do assento do condutor.

Os veículos da subcategoria L6-A, quadriciclo leve para uso rodoviário, devem ter as seguintes caraterísticas: ser da categoria L6, que não se enquadrem nos critérios específicos de classificação dos veículos L6-B; possuir no máximo dois lugares em posição montado, incluindo o condutor; ser conduzidos por guidão; e ter potência nominal máxima contínua, no caso de veículos com motor elétrico, ou potência máxima líquida, no caso de veículos com motor de combustão interna ≤ 4 kW.

Os veículos da subcategoria L6-B – Quadrimóvel leve devem ter as seguintes caraterísticas: possuir habitáculo fechado e acessível, sendo acessível no máximo por três lados; e ter potência nominal máxima contínua, no caso de veículos com motor elétrico, ou potência máxima líquida, no caso de veículos com motor de combustão interna ≤ 6.000 W. Os de subcategoria L6-BP – Quadrimóvel leve para transporte de passageiros devem ter as seguintes caraterísticas: ser da categoria L6-B, concebidos para o transporte de passageiros; e ser da categoria L6-B, exceto os que cumprem os critérios de classificação para os veículos da subcategoria L6-BU.

Os veículos 3.1.7.2.2 Subcategoria L6-BU – Quadrimóvel leve para fins comerciais devem ser os concebidos exclusivamente para o transporte de mercadorias com plataforma de carga aberta ou fechada, que cumpram os seguintes critérios: ter comprimento da plataforma de carga multiplicado pela largura da plataforma de carga ≥ 30% do comprimento do veículo multiplicado pela largura do veículo; ou ter uma plataforma de carga equivalente já descrita, utilizada para instalar as máquinas e/ou equipamentos; e ter uma plataforma de carga claramente separada da área reservada para os ocupantes do veículo por uma divisória rígida; e ter uma plataforma de carga capaz de transportar um volume mínimo equivalente a um cubo de 600 mm.

Os da categoria L7, quadriciclo pesado, devem ter as seguintes caraterísticas: ser motorizados, de quatro rodas; possuir massa em ordem de marcha: ≤ 450 kg para o transporte de passageiros; ≤ 600 kg para o transporte de mercadorias; ser da categoria L7, que não possam ser classificados como veículos da categoria L6. Os da subcategoria L7-A, quadriciclo pesado para uso rodoviário, devem ter as seguintes caraterísticas: ser da categoria L7, que não se enquadrem nos critérios de classificação específicos para veículos da subcategoria L7-B ou L7-C; ser concebidos para o transporte de passageiros; e ter potência nominal máxima contínua, no caso de veículos com motor elétrico, ou potência máxima líquida, no caso de veículos com motor de combustão interna ≤ 15 kW.

Os da subcategoria L7-A1, quadriciclo pesado para uso rodoviário A1, devem ter as seguintes caraterísticas: possuir no máximo dois lugares em posição montada, incluindo o condutor; e ser conduzidos por guidão. Os da subcategoria L7-A2, quadriciclo pesado para uso rodoviário A2, devem ter as seguintes caraterísticas: ser da subcategoria L7-A, que não se enquadrem nos critérios de classificação específicos para os veículos da subcategoria L7-A1; e possuir no máximo dois lugares sentados, incluindo o condutor.

Os veículos da subcategoria L7-B, quadriciclo pesado para todo terreno, devem ter as seguintes caraterísticas: ser da categoria L7, que não se enquadrem nos critérios de classificação específicos para os veículos da subcategoria L7-C; e possuir distância ao solo ≥ 180 mm.

ASME B31.3: a tubulação de processos em refinarias de petróleo

A ASME B31.3:2020 – Process Piping contém os requisitos para tubulações normalmente encontradas em refinarias de petróleo, plantas químicas, farmacêuticas, têxteis, de papel, semicondutoras e criogênicas e plantas de processamento e terminais relacionados. Abrange os materiais e os componentes, o projeto, a fabricação, a montagem, o exame, a inspeção e o teste de tubulação.

Aplica-se às tubulações para todos os fluidos, incluindo: os produtos químicos brutos, intermediários e acabados; os produtos de petróleo; gás, vapor, ar e água; os sólidos fluidizados; os refrigerantes; e os fluidos criogênicos. Também está incluída uma tubulação que interconecta peças ou estágios dentro de uma montagem de equipamento embalado.

As principais mudanças nessa revisão incluíram as válvulas não listadas (parágrafo 307), os fatores de flexibilidade e intensificação de estresse (parágrafos 319 e 320), o teste de impacto (parágrafos 323.2.2, 323.3.1), as soldas de fixação de flange (parágrafo 328.5.2), o tratamento térmico (parágrafo 330.1, 331.1), o projeto de pressão de serviço de fluido de alta pressão (parágrafo K302.3.2) e a análise de fadiga de serviço de fluido de alta pressão (parágrafos K302.3, K304.8).

Esse é um dos códigos mais solicitados na ASME e ele serve como um complemento para o Código B31.1 da ASME em tubulação de energia, bem como para os outros códigos da série B31 da ASME. Juntos, eles continuam sendo referências essenciais para qualquer pessoa envolvida com tubulação. A aplicação cuidadosa desses códigos B31 ajudará aos usuários a cumprir os regulamentos aplicáveis em suas jurisdições, ao mesmo tempo em que podem obter os benefícios operacionais, de custo e de segurança a serem obtidos com as muitas práticas recomendadas da indústria detalhadas nesses volumes.

Destina-se aos fabricantes, usuários, construtores, projetistas e outros interessados em projeto, fabricação, montagem, levantamento, exame, inspeção e teste de tubulação, além de todas as entidades governamentais em potencial. Deve-se ressaltar que é responsabilidade do proprietário selecionar a seção do código que mais se aplica a uma instalação de tubulação proposta. Os fatores a serem considerados pelo proprietário incluem limitações da Seção do Código; requisitos jurisdicionais; e aplicabilidade de outros códigos e normas.

Todos os requisitos aplicáveis da Seção de Código selecionada devem ser atendidos. Para algumas instalações, mais de uma seção de código pode-se aplicar a diferentes partes da instalação. O dono é também responsável por impor requisitos complementares aos do Código, se necessário, para garantir uma tubulação segura para a instalação proposta.

Certas tubulações dentro de uma instalação podem estar sujeitas a outras códigos e normas, incluindo, mas não se limitando a NSI Z223.1 – Código Nacional de Gás Combustível: tubulação para combustível gás desde o ponto de entrega até a conexão de cada combustível dispositivo de utilização; normas de proteção contra incêndio NFPA: proteção contra incêndio sistemas que usam água, dióxido de carbono, halon, espuma, produtos químicos secos e úmidos; NFPA 99 – Estabelecimentos de saúde: médicos e laboratoriais sistemas de gás; e códigos de construção e encanamento, conforme aplicável, para água potável quente e fria, e sistemas para esgoto.

O Código especifica os requisitos de engenharia considerados necessários para um projeto seguro e construção de tubulação sob pressão. Embora a segurança seja a principal consideração, este fator sozinho não indicará, necessariamente, as especificações finais para qualquer instalação de tubulação. O código não é um projeto manual e muitas decisões que devem ser feitas para produzir uma instalação da tubulação não é especificada em detalhes dentro este código.

Ele não substitui boas ideia de engenharia por parte do proprietário e do projetista. Na medida do possível, os seus requisitos para o projeto são declarados em termos de princípios básicos e fórmulas. Estes são complementados conforme necessário com os requisitos para garantir a aplicação uniforme dos princípios e para orientar a seleção e aplicação dos elementos da tubulação.

O Código proíbe projetos e práticas conhecido por serem inseguras e contém avisos onde cautela, mas não proibição, pode ser justificada. Ele inclui o seguinte: as referências e as especificações de materiais aceitáveis e normas de componentes, incluindo requisitos dimensionais e classificações de pressão-temperatura; os requisitos para o projeto de componentes e conjuntos, incluindo suportes de tubulação; os requisitos e dados para a avaliação e a limitação de tensões, reações e movimentos associados com a pressão, as mudanças de temperatura e outras forças; as orientações e as limitações na seleção e aplicação de materiais, componentes e métodos de união; os requisitos para a fabricação, montagem e elevação da tubulação; os requisitos para exame, inspeção e teste da tubulação.

Qualquer Sistema Internacional (SI, também conhecido como métrico) ou unidades habituais dos EUA podem ser usadas com esta edição. As unidades locais habituais também podem ser usadas para demonstrar o cumprimento deste Código. Um sistema de unidades deve ser usado de forma consistente para requisitos que se aplicam a uma determinada instalação. As equações neste Código podem ser usadas com qualquer sistema consistente de unidades.

É responsabilidade da organização realizar os cálculos para garantir que um sistema consistente de unidades é usado. O Comitê ASME B31 é organizado e opera sob procedimentos da instituição que foram credenciados pelo American National Standards Institute. O Comitê é contínuo e mantém todas as Seções de Código atualizadas com novos desenvolvimentos em materiais, construção e prática industrial.

Novas edições são publicadas em intervalos de dois anos. Os usuários do Código notarão que os parágrafos do Código não são necessariamente numerados consecutivamente. Tais descontinuidades resultam de seguir um esboço comum, prático, para todas as seções de código. Dessa forma, o material é correspondentemente numerado na maioria dos códigos, Seções, facilitando assim a referência de quem tem ocasião de usar mais de uma seção.

Esta edição da Seção B31.3 do Código não é retroativa. Normalmente, o acordo é feito entre as partes contratantes a usar uma edição específica, considerando os requisitos da autoridade com jurisdição. Quando especificado como a última edição e quando nenhuma edição for especificada, a edição é aquela emitida pelo menos seis meses antes da data do contrato original para a primeira atividade de projeto.

Os usuários deste Código são advertidos contra o uso de suas revisões sem garantia de que sejam aceitáveis às autoridades competentes na jurisdição onde a tubulação deve ser instalada. O Comitê B31 estabeleceu um procedimento ordenado a fim de considerar os pedidos de interpretação e revisão dos requisitos do Código. Para receber consideração, tal o pedido deve ser por escrito e deve fornecer detalhes completos de acordo com o Apêndice Z.

A resposta aprovada a uma consulta será enviada diretamente para o inquiridor. Além disso, a pergunta e a resposta serão publicadas como parte de um suplemento de interpretação. Um caso é a forma prescrita de resposta quando o estudo indica que a redação do Código precisa de esclarecimento, ou quando a resposta modifica os requisitos existentes ou concede permissão para usar novos materiais ou alternativas nas construções. O caso será publicado como parte de um Suplemento.

Um pedido de revisão do Código será colocado na Agenda do Comitê. Mais informações ou participação ativa por parte do proponente pode ser solicitado durante a consideração de uma proposta de revisão. Os materiais normalmente são listados nas tabelas apenas quando o uso suficiente na tubulação dentro do escopo do código foi mostrado. Os pedidos de listagem devem incluir evidência de uso satisfatório e dados específicos para permitir o estabelecimento de pressões permitidas, máximo e limites mínimos de temperatura e outras restrições. Os critérios adicionais podem ser encontrados nas diretrizes para adição de novos materiais ASME Boiler and Pressure Vessel Code, Section II.

A segurança dos sistemas eletromédicos em ambientes domésticos de cuidado à saúde

A NBR IEC 60601-1-11 de 05/2021 – Equipamento eletromédico – Parte 1-11: Requisitos gerais para segurança básica e desempenho essencial – Norma Colateral: Requisitos para equipamentos eletromédicos e sistemas eletromédicos utilizados em ambientes domésticos de cuidado à saúde se aplica à segurança básica e ao desempenho essencial de equipamentos eletromédicos e sistemas eletromédicos para o uso no ambiente doméstico de cuidado à saúde, conforme definido em 3.1, e especificado pelo fabricante nas instruções de uso. Esta norma se aplica independentemente do equipamento EM ou sistema EM ser destinado ao uso por um operador leigo ou por pessoal treinado dos cuidados à saúde. O ambiente doméstico de cuidado à saúde inclui: a moradia na qual o PACIENTE vive; outros lugares nos quais pacientes estejam presentes tanto em área interna quanto externa, exceto ambientes de instalações profissionais de cuidado à saúde onde se encontram operadores com treinamento médico continuamente disponíveis quando os pacientes estão presentes.

Esta norma não se aplica a equipamentos EM e sistemas EM destinados somente ao uso no ambiente de serviços médicos de emergência, cobertos pela NBR IEC 60601-1-12, ou somente para o uso em instalações profissionais de cuidado à saúde cobertas pela NBR IEC 60601-1, sem os acréscimos da NBR IEC 60601-1-12 ou desta norma Colateral. Não obstante, os equipamentos EM ou sistemas EM podem ser destinados a múltiplos ambientes de uso e, como tal, caso sejam também destinados ao uso no ambiente doméstico de cuidado à saúde, encontram-se dentro do escopo desta norma.

Exemplo equipamentos em ou sistemas EM destinados tanto ao ambiente doméstico de cuidado à saúde quanto ao ambiente de instalações profissionais de cuidado à saúde. Os equipamentos EM e sistemas em para ambientes domésticos de cuidado à saúde podem ser utilizados frequentemente em locais com fontes de alimentação elétrica não confiáveis e aterramento elétrico ruim.

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Como devem ser a identificação, a marcação e os documentos de equipamentos EM?

Quais são as informações iniciais ao operador leigo?

Quais são os requisitos adicionais para procedimento de inicialização de equipamentos EM?

Quais são os requisitos adicionais para limpeza, desinfecção e esterilização do EM?

Um ambiente doméstico de cuidado à saúde é a moradia na qual um paciente vive ou demais locais nos quais pacientes estejam presentes, exceto ambientes de instalações profissionais de cuidado à saúde onde se encontrem operadores com treinamento médico continuamente disponíveis quando os pacientes estiverem presentes. Exemplos: em um carro, ônibus, trem, barco ou avião, em uma cadeira de rodas ou caminhando em ambiente externo. As instalações profissionais de cuidado à saúde incluem hospitais, consultórios médicos, centros cirúrgicos independentes, consultórios odontológicos, maternidades independentes, instalações de cuidados limitados, salas de primeiros socorros ou de resgate, instalações de tratamentos variados e serviços médicos de emergência. Para os fins desta norma colateral, casas de repouso são consideradas ambientes domésticos de cuidado à saúde. Outros lugares onde um paciente esteja presente incluem o ambiente externo, no trabalho e em veículos.

A prática médica está cada vez mais fazendo uso de equipamentos eletromédicos e sistemas eletromédicos para o monitoramento, tratamento ou diagnóstico de pacientes no ambiente doméstico de cuidado à saúde. A segurança de equipamentos eletromédicos neste ambiente não controlado em relação à instalação elétrica e seus meios relacionados de segurança e proteção é um motivo de preocupação.

A potencial falta de treinamento do operador leigo e, possivelmente, daqueles supervisionando o uso do equipamento eletromédico ou sistema eletromédico e o grau de instrução destes precisam ser abordados no desenvolvimento dos documentos acompanhantes e nas marcações pertinentes do equipamento em si, de modo que esse material possa ser compreendido. Esta norma colateral fornece orientações especiais sobre como convém que isso seja tratado nas instruções de uso.

Ela foi desenvolvida com as contribuições de médicos, engenheiros e reguladores. A terminologia, os requisitos, as recomendações e as orientações gerais se destinam a serem úteis a fabricantes de equipamentos eletromédicos e sistemas eletromédicos e a comitês técnicos responsáveis pelo desenvolvimento de normas particulares. Para equipamentos EM ou sistemas EM destinados ao ambiente doméstico de cuidado à saúde, as características da rede de alimentação elétrica especificadas na norma geral se aplicam, com os seguintes acréscimos descritos a seguir.

Deve-se supor que as redes de alimentação elétrica no ambiente doméstico de cuidado à saúde possuam as seguintes características: nenhuma tensão excedendo a 110% ou menor que 85% da tensão nominal entre qualquer um dos condutores do sistema ou entre qualquer um desses condutores e o terra. Para equipamentos EM ou sistemas EM destinados a ativamente manter vivo um paciente ou ressuscitá-lo, deve-se supor que a rede de alimentação elétrica no ambiente doméstico de cuidado à saúde possua as seguintes características: nenhuma tensão excedendo a 110% ou menor que 85% da tensão nominal entre qualquer um dos condutores do sistema ou entre qualquer um desses condutores e o terra.

A faixa declarada da tensão nominal do equipamento EM no ambiente doméstico de cuidado à saúde deve incluir pelo menos 12,4 a 15,1 V para operação a partir de rede de alimentação elétrica de 12 V cc e pelo menos 24,8 V a 30,3 V para operação a partir de rede de alimentação elétrica de 24 V cc. Os equipamentos EM e sistemas EM no ambiente doméstico de cuidado à saúde devem manter a segurança básica e o desempenho essencial durante e após uma queda de 30 s para 10 V em uma rede de alimentação elétrica de 12 V cc e durante e após uma queda de 30 s para 20 v para operação a partir de uma rede de alimentação elétrica de 24 V cc.

Nenhum ensaio ambiental a temperaturas abaixo de +5 °C precisa ser realizado com controle de umidade da câmara de ensaio. Na NBR IEC 60601-1:2010 e na NBR IEC 60601-1:2010/Emenda 1:2016, o fabricante especifica as condições permissíveis de uso, incluindo condições para transporte e armazenamento na descrição técnica (ver a 7.9.3.1, segundo travessão). Essas condições estão referenciadas em requisitos para ensaio por toda a norma geral.

As instruções de uso devem indicar as condições ambientais permissíveis de transporte e armazenamento de equipamentos EM após o equipamento EM ter sido removido de sua embalagem de proteção e subsequentemente entre utilizações. A menos que seja indicado o contrário nas instruções de uso ou caso o equipamento EM seja estacionário, o equipamento em deve permanecer operacional em utilização normal dentro de sua especificação e dos requisitos desta norma após o transporte ou armazenamento na seguinte gama de ambientes: –25 °C a +5 °C; e +5 °C a +35 °C a uma umidade relativa de até 90 %, sem condensação, > 35 °C a 70 °C a uma pressão de vapor de água de até 50 hPa, após ter sido removido de sua embalagem de proteção e subsequentemente entre utilizações.

Isso representa a classe 7K3 como descrita na IEC/TR 60721-4-7: 2001. Caso as instruções de uso declarem uma faixa mais restrita de condições ambientais de transporte e armazenamento entre utilizações, essas condições ambientais devem ser: justificadas no arquivo de gerenciamento de risco; marcadas no equipamento EM, a menos que esta marcação não seja possível, caso em que a faixa mais restrita precisa ser divulgada apenas nas instruções de uso; e marcadas no estojo de transporte, se as instruções de uso indicarem que o equipamento EM se destina a ser transportado ou armazenado em um estojo de transporte entre utilizações.

Os símbolos 5.3.5 (ISO 7000-0534 (2004-01)), 5.3.6 (ISO 7000-0533 (2004-01)) ou 5.3.7(ISO 7000-0632 (2004-01)) da NBR ISO 15223-1:2015 podem ser utilizados para marcar a faixa de temperatura (ver a Tabela C.1, símbolos 2, 3 e 4). O símbolo 5.3.8 (ISO 7000-2620) da ABNT NBR ISO 15223-1:2015 pode ser utilizado para marcar a faixa de umidade (ver a Tabela C.1, símbolo 5) e o símbolo 5.3.9 (ISO 7000- 2621) da NBR ISO 15223-1:2015 pode ser utilizado para marcar a faixa de pressão atmosférica (ver a Tabela C.1, símbolo 6).

Quando equipamentos EM possuírem diferentes marcações para condições de transporte e armazenamento entre utilizações, condições de operação contínua e condições de operação transiente, essas marcações devem vir acompanhadas de marcações suplementares (por exemplo, terminologia apropriada), exceto quando a respectiva aplicabilidade for óbvia (por exemplo, limites para transporte e armazenamento entre utilizações no estojo de transporte e limites para operação do próprio equipamento EM). A conformidade é verificada por meio do seguinte ensaio e, quando uma faixa mais restrita for declarada nas instruções de uso, por inspeção do arquivo de gerenciamento de risco.

Deve-se preparar o equipamento EM para transporte ou armazenamento de acordo com as instruções de uso. Exemplo: remoção de baterias, esvaziamento de reservatórios de fluidos. Expor o equipamento EM a suas condições ambientais de transporte e armazenamento especificadas mais baixas (temperatura 0 −4 °C): por pelo menos 16 h; ou confirmar se o equipamento EM atinge a estabilidade térmica por pelo menos 2 h. Então, expor o equipamento EM a 34 °C ± 4 °C e 90% – 0 % + 6 % de umidade relativa até que a câmara de ensaio atinja o equilíbrio.

Convém que a transição de condições de temperatura baixa para alta seja feita de maneira lenta o bastante para fornecer um ambiente sem condensação. Manter por pelo menos 2 h. Então, expor o equipamento EM a suas condições ambientais de transporte e armazenamento especificadas mais altas, mas sem requerer uma pressão parcial de vapor de água maior que 50 hPa, temperatura 40+ °C): por pelo menos 16 h; ou confirmar se o equipamento EM atinge a estabilidade térmica por pelo menos 2 h.

A intenção de especificar uma duração mínima da exposição a ambas as condições de temperatura, alta e baixa, é para garantir que todo o EQUIPAMENTO EM atinja as condições declaradas. Ao final desse período de condicionamento, permitir que o equipamento EM retorne e se estabilize às condições de operação de utilização normal. Avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele fornece a segurança básica e o desempenho essencial. As instruções de uso devem indicar as condições ambientais de operação permissíveis do equipamento EM.

Convém que as condições ambientais de operação sejam marcadas em equipamentos EM operáveis em trânsito, a menos que esta marcação não seja possível, caso em que as condições ambientais de operação precisam ser divulgadas apenas nas instruções de uso. A menos que seja indicado de outro modo nas instruções de uso, o equipamento EM deve estar em conformidade com suas especificações e com todos os requisitos desta norma quando operado em utilização normal sob as seguintes condições ambientais de operação: uma faixa de temperatura de +5 °C a +40 °C; uma faixa de umidade relativa de 15% a 90%, sem condensação, mas que não requeira uma pressão parcial de vapor de água maior que 50 hPa; e uma faixa de pressão atmosférica de 700 hPa a 1.060 hPa.

Isso representa a classe 7K1 como descrita na IEC/TR 60721-4-7: 2001. Caso as instruções de uso declarem uma faixa mais restrita de condições ambientais de operação, essas condições devem ser: justificadas no arquivo de gerenciamento de risco; marcadas no equipamento EM, a menos que esta marcação não seja possível, caso em que a faixa mais restrita precisa ser divulgada apenas nas instruções de uso; e marcadas no estojo de transporte, se as instruções de uso indicarem que o equipamento EM se destina a ser operado em um estojo de transporte.

Os símbolos 5.3.5 (ISO 7000-0534 (2004-01)), 5.3.6 (ISO 7000-0533 (2004-01)) ou 5.3.7 (ISO 7000-0632 (2004-01)) da NBR ISO 15223-1:2015 podem ser utilizados para marcar a faixa de temperatura (ver a Tabela C.1, símbolos 2, 3 e 4). O símbolo 5.3.8 (ISO 7000-2620 (2004-01)) da NBR ISO 15223-1:2015 pode ser utilizado para marcar a faixa de umidade (ver a Tabela C.1, símbolo 5) e o símbolo 5.3.9 (ISO 7000- 2621 (2004-01)) da NBR ISO 15223-1:2015 pode ser utilizado para marcar a faixa de pressão atmosférica (ver a Tabela C.1, símbolo 6). Quando os equipamentos EM possuírem marcações diferentes para condições de operação contínua e condições de operação transientes, essas marcações devem vir acompanhadas por marcações suplementares (por exemplo, terminologia apropriada).

O equipamento EM deve estar em conformidade com suas especificações e com todos os requisitos desta norma quando operado em utilização normal sob as condições ambientais de operação especificadas. A conformidade é verificada por meio do seguinte ensaio e, quando uma faixa mais restrita for declarada nas instruções de uso, por inspeção do arquivo de gerenciamento de risco: preparar o equipamento EM para operação de acordo com sua utilização destinada. Expor o equipamento EM a 20 °C ± 4 °C: por pelo menos 6 h, ou confirmar se o equipamento EM atinge a estabilidade térmica por pelo menos 2 h.

Avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele fornece a segurança básica e o desempenho essencial. A avaliação da segurança básica não precisa incluir ensaios de corrente de fuga e de rigidez dielétrica. Avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele fornece a segurança básica e o desempenho essencial enquanto na pressão atmosférica especificada mais baixa.

A avaliação da segurança básica não precisa incluir ensaios de corrente de fuga e de rigidez dielétrica. Avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele fornece a segurança básica e o desempenho essencial enquanto na pressão atmosférica especificada mais alta. A avaliação da segurança básica não precisa incluir ensaios de corrente de fuga e de rigidez dielétrica. Para EQUIPAMENTOS EM que sejam sensíveis à pressão (por exemplo, que utilizam ou medem gases ou pressões ou que utilizem interruptores de membrana), pode ser necessária a avaliação da segurança básica e do desempenho essencial enquanto a pressão se altera em ambas as direções.

Aliviar a pressão na câmara de pressão. Resfriar o equipamento EM até suas condições ambientais de operação mais baixas especificadas (temperatura 40 + °C e umidade relativa menor que ou igual a 15%). Algumas câmaras de ensaio podem requerer uma alteração de modo para conseguir essa combinação de temperatura e umidade. Manter o equipamento EM até suas condições ambientais de operação mais baixas especificadas: por pelo menos 6 h, ou confirmar se o equipamento EM atinge a estabilidade térmica por pelo menos 2 h.

Avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele fornece a segurança básica e o desempenho essencial. A avaliação da segurança básica não precisa incluir ensaios de corrente de fuga e de rigidez dielétrica. Aquecer o equipamento EM até suas condições ambientais de operação contínua especificadas mais altas, mas sem requerer uma pressão parcial de vapor de água maior que 50 hPa, (temperatura 40 + °C). Convém que a transição das condições mais baixas para as mais altas seja feita de maneira lenta o suficiente para fornecer um ambiente sem condensação.

Manter o equipamento EM às condições: por pelo menos 6 h, ou confirmar se o equipamento EM atinge a estabilidade térmica por pelo menos 2 h. Avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele fornece a segurança básica e o desempenho essencial. A avaliação da segurança básica não precisa incluir ensaios de corrente de fuga ou de rigidez dielétrica.

Se as instruções de uso declararem uma faixa mais ampla de condições ambientais de operação contínua do que a indicada, o equipamento EM operável em trânsito deve manter a segurança básica e o desempenho essencial na presença de condensação e choque térmico resultante de alterações rápidas na temperatura ambiente e na umidade durante a utilização destinada. A conformidade é verificada por meio do seguinte ensaio: preparar o equipamento EM para operação de acordo com sua utilização destinada. Expor o equipamento EM a suas condições ambientais de operação mais baixas especificadas (temperatura 40 + °C e umidade relativa menor que ou igual a 15 %). Manter o equipamento EM até suas condições ambientais de operação mais baixas especificadas: por pelo menos 6 h, ou confirmar se o EQUIPAMENTO EM atinge a estabilidade térmica por pelo menos 2 h.

Expor o equipamento EM a suas condições ambientais de operação especificadas mais altas, mas sem requerer uma pressão parcial de vapor de água maior que 50 hPa, dentro de 5 min (temperatura 40 + °C). Enquanto mantém o ambiente do equipamento EM às condições descritas, avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele continua a fornecer a segurança básica e o desempenho essencial até que o equipamento EM atinja a estabilidade térmica ou por pelo menos 2 h. A avaliação da segurança básica não precisa incluir ensaios de corrente de fuga ou rigidez dielétrica por causa das classificações de grau de poluição requeridas pela norma geral. Uma amostra de ensaio separada pode ser utilizada para os seguintes ensaios.

Preparar o equipamento EM para operação de acordo com sua utilização destinada. Expor o equipamento EM a suas condições ambientais de operação especificadas mais altas, mas que não requeiram uma pressão parcial de vapor de água maior que 50 hPa (temperatura 40 + °C). Manter o equipamento EM a suas condições ambientais de operação especificadas mais altas: por pelo menos 6 h, ou confirmar se o equipamento EM atinge a estabilidade térmica por pelo menos 2 h.

Expor o equipamento EM a suas condições ambientais de operação mais baixas especificadas (temperatura 40 + °C e umidade relativa menor que ou igual a 15%) dentro de 5 min. Enquanto mantém o ambiente do equipamento EM às condições descritas, avaliar o equipamento EM quanto às suas especificações e confirmar se ele continua a fornecer a segurança básica e o desempenho essencial até que o equipamento EM atinja a estabilidade térmica ou por pelo menos 2 h. A avaliação da segurança básica não precisa incluir ensaios de corrente de fuga ou de rigidez dielétrica.

Enquanto o equipamento EM for aquecido ou resfriado, a avaliação da segurança básica e do desempenho essencial é repetida por 2 h ou até que a estabilidade térmica seja atingida. Adicionalmente aos requisitos da norma geral, partes de equipamentos EM que são consideradas como partes acessíveis são identificadas por meio de inspeção e, quando necessário, por meio de ensaios. Em caso de dúvidas, uma parte de equipamento EM que seja considerada como uma parte acessível é determinada por um ensaio com a sonda de dedo mindinho mostrada na figura acima, aplicada em uma posição dobrada ou estendida: para todas as posições do equipamento EM quando operado conforme a utilização normal; e após abertura de tampas de acesso e remoção de partes, incluindo lâmpadas, fusíveis e suportes de fusíveis, quando: as tampas de acesso puderem ser abertas sem o uso de uma ferramenta, ou  as instruções de uso orientarem um operador leigo a abrir a tampa de acesso pertinente.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 164 | Ano 4 | 24 Junho 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 164 Ano 4
Edição 164 | Ano 4 | 24 Junho 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
Confira os 13 artigos desta edição:
A confiabilidade e a manutenção dos equipamentos em plantas petroquímicas
O projeto para a função de parada de emergência em máquinas
As empresas necessitam de um sistema fiscal ágil, seguro e na nuvem
A Qualidade da amostragem dos líquidos isolantes elétricos
Os referenciais de medidas de roupas para bebês, crianças e adolescentes
Os parâmetros dos cabos ópticos autossustentados para longos vãos
Target Adnormas
O futuro da indústria 4.0
Indústria aposta nas aplicações do alumínio para o segmento automotivo
Brasil tem menos de 1% de celulares com proteção criptográfica eficiente
Automação e telemetria poderão impulsionar as metas em saneamento básico
As micro e pequenas empresas e o necessário acesso ao crédito
A determinação do ruído do ventilador do sistema de arrefecimento do motor
A conformidade das cordoalhas de aço para estruturas de concreto protendido

A compatibilidade de materiais em equipamentos elétricos com o óleo mineral isolante

A NBR 14274 de 04/2021 – Óleo mineral isolante – Determinação da compatibilidade de materiais empregados em equipamentos elétricos especifica um método de ensaio para a determinação da compatibilidade de materiais empregados em equipamentos elétricos com óleo mineral isolante, com ou sem adição de inibidor, de base parafínica ou naftênica, que, quando novos, atendam à especificação de óleo mineral isolante da Agência Nacional do Petróleo, Gases e Biocombustíveis (ANP).

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Como pode ser definido o óleo mineral isolante?

Quais são os ensaios após o condicionamento no óleo?

Quais são os valores de referência para a prova em branco após o ensaio?

Quais são os valores de referência para os gases dissolvidos?

As propriedades físicas e químicas do óleo mineral isolante, como cor, índice de neutralização, tensão interfacial, fator de perdas dielétricas, entre outras, podem ser alteradas, quando em contato com materiais usados na fabricação de equipamentos elétricos. As alterações físicas do corpo de prova, como dureza, inchaço e descoloração, mostram o efeito do óleo na amostra e são usadas para determinar a adequação do material para uso em óleo isolante.

Estes métodos de ensaio não se aplicam às avaliações de classe térmica e tempo de vida do material. A variação das propriedades elétricas do óleo mineral isolante é importante na determinação da contaminação do óleo pelo material ensaiado.

As mudanças físicas e químicas no óleo, como cor, tensão interfacial e índice de neutralização, são indicativas de solubilidade ou outros efeitos adversos do material ensaiado no óleo. As mudanças físicas no material ensaiado, como dureza, fissura, perda de resistência mecânica, inchamento ou descoloração, indicam o efeito do óleo no material e são usadas para determinar a utilização do material em presença do óleo mineral isolante.

Um material que atenda a todos os critérios recomendados pode não ser necessariamente indicado para utilização em equipamentos elétricos, portanto outras propriedades também devem ser consideradas. A diferença entre os resultados dos ensaios físico-químicos do óleo da prova em branco e do óleo do material pode ser discutida em um momento anterior à realização do ensaio de compatibilidade entre o fornecedor e o cliente (usuário) do material.

Para realização do ensaio de compatibilidade, a seguinte aparelhagem deve ser utilizada: estufa com circulação forçada de ar; aparelho para medir a tensão interfacial; aparelho para medir o fator de potência; colorímetro; aparelho para medir o teor de água por Karl Fischer; aparelho para medir a rigidez dielétrica. Os materiais utilizados no ensaio são os seguintes: frascos de Erlenmeyer ou similar, com capacidade de 1 L, com diâmetro da boca ≥ 40 mm, com tampa em vidro esmerilhado. Na falta da tampa de vidro, pode ser usada uma folha de alumínio.

Incluir ainda uma bureta para o ensaio de índice de neutralização; pinça; proveta graduada de 1.000 mL; dessecador. Para o preparo da amostra, em comum acordo entre o fornecedor e o cliente, recomenda-se utilizar uma razão entre a área superficial e o volume de óleo de quatro vezes a relação real empregada no equipamento elétrico em estudo.

Se a relação real calculada exceder o estabelecido a seguir, deve ser adotada a situação mais crítica para a preparação da amostra. As relações entre área e volume são sugeridas. Se a amostra puder ser medida (papel, papelão, fita de fibra de vidro, fenolite, etc.), utilizar 52 cm² de área superficial para cada 800 mL de óleo.

Para os materiais utilizados na fabricação de lençóis, membranas, bolsas de borracha e gaxetas (cordões, anéis de vedação, perfis ovais, redondos, etc.), utilizar 52 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. O material deve atender aos requisitos da NBR 16126:2012, Tabela 2. Tintas, vernizes e materiais utilizados em revestimentos internos em contato com o óleo devem ser curados em papel para uso elétrico, chapas de aço-carbono ou folha de alumínio previamente limpos e livres de contaminações superficiais.

Utilizar 1.300 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. O Anexo A descreve o procedimento sugerido para homologar novos revestimentos e/ou fornecedores por meio da geração de gases. Valores de geração de gases, diferentes dos valores de referência do Anexo A, podem ser acordados entre o fornecedor e o cliente.

Para chapa de aço silício e seus revestimentos, utilizar 1.300 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. Para fios esmaltados, utilizar 740 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. Na coleta e no preparo das amostras, deve ser assegurado que as amostras sejam representativas do material como fornecido pelo fabricante. O contato direto do material com as mãos deve ser evitado.

Os materiais que precisam ser curados (revestimentos internos, vernizes, resinas, etc.) devem seguir as instruções de tempo e temperatura do fabricante do material. Existem certos materiais usados em equipamentos elétricos em que as proporções sugeridas de material para óleo são impraticáveis. Neste caso, anotar a proporção a ser efetivamente utilizada no equipamento elétrico.

Para o procedimento, secar previamente todos os materiais sólidos por 16 h, em estufa a 100 °C ± 5 °C. Retirar as amostras da estufa e colocá-las nos frascos contendo 800 mL de óleo mineral isolante que atenda às características mínimas descritas na tabela abaixo. Na impossibilidade de colocar as amostras nos frascos logo após a secagem, acondicionar as amostras em um dessecador.

Borbulhar nitrogênio superseco (N2 SS – 99,9 % de pureza) por 10 min, a uma vazão ≥ 1 L/min. Tampar os frascos. Preparar uma prova em branco (sem material) com o mesmo óleo a ser utilizado para cada grupo de amostras a ser ensaiado. Sempre que possível, executar o ensaio da amostra e da prova em branco em duplicata.

Condicionar as amostras e a prova em branco em estufa com circulação de ar a 100 °C ± 1 °C, por um período de 164 h. Após este período, quando for atingida a temperatura ambiente, retirar a amostra do frasco utilizando pinças adequadas e realizar os ensaios no óleo. A avaliação das mudanças físicas do material deve ser considerada com base nas necessidades específicas da aplicação.

Os resultados obtidos no óleo contendo amostra de material devem ser comparados com os encontrados na prova em branco, para avaliar a variação existente. A ausência de variação entre a amostra do óleo contendo o material e a prova em branco indica que o óleo não foi afetado pelo material e que este é considerado apto para uso em contato com o óleo mineral isolante, contudo, outros ensaios no material, de acordo com a aplicação, podem ser necessários.

A inspeção de sistemas de amostragem mecânica de cobre, chumbo, zinco e níquel

A NBR ISO 11790 de 05/2021 – Concentrados de cobre, chumbo, zinco e níquel – Diretrizes para inspeção em sistemas mecânicos de amostragem estabelece práticas recomendadas para a inspeção de sistemas de amostragem mecânica. Ele serve como referência para a conformidade com as normas internacionais aplicáveis para concentrados de cobre, chumbo, zinco e níquel. Abrange as considerações gerais, incluindo precisão, variação de qualidade, vício, estabelecimento de sistemas de inspeção e procedimentos de inspeção.

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Como devem ser feitas as inspeções mecânicas?

Qual deve ser a razão de amostragem?

Como pode ser feito um resumo de inspeção cobrindo a massa de cada amostra parcial coletada?

O que devem conter os registros da amostragem?

As verificações de precisão são recomendadas para cada tipo de material amostrado pelo sistema. Se houver uma mudança significativa no tipo de material ou se um novo tipo de material for introduzido, recomenda-se realizar uma verificação de precisão. Convém que o teste descreva a precisão da amostragem, a preparação e a análise de cada tipo de material amostrado pelo sistema. Esses ensaios devem estar em conformidade com a ISO 12744.

A variação da qualidade entre incrementos, 2sb, é uma medida da heterogeneidade do lote e é a variação das características de qualidade dos incrementos retirados do lote. O valor de 2sb deve ser medido experimentalmente para cada tipo de material, para cada instalação de manuseio em condições operacionais normais, de acordo com a NBR ISO 12743.

Convém que todo o sistema de manuseio do material até o sistema de amostragem mecânica seja examinado para determinar se algum procedimento de descarregamento, armazenamento ou recuperação produz um padrão cíclico que poderia fazer com que a coleta de incremento entrasse em fase com a sequência de variabilidade do material. As variações nas características físicas, como distribuição de tamanho de partícula, umidade da superfície, matéria estranha e material superdimensionado, poderiam se tornar cíclicas e até estar em fase com a coleta de incremento baseada em massa ou no tempo.

Quando tais variações cíclicas ocorrerem no fluxo de material, convém que a fonte das variações seja investigada para determinar a praticabilidade de eliminar as variações. Se não houver uma maneira prática de eliminar as variações, convém que o intervalo entre os cortes primários seja ajustado para que a coleta de incrementos não esteja em fase com a variação cíclica. Alternativamente, a amostragem aleatória estratificada pode ser usada.

Após o comissionamento e a auditoria de um novo sistema ou qualquer modificação significativa de engenharia de um sistema existente, convém que um teste de vício seja realizado de acordo com a ISO 13292, para confirmar a operação correta do sistema. Em instalações do tipo multimateriais, é recomendado que o material com maior variabilidade seja escolhido para o teste de vício.

Recomenda-se que, regularmente, futuros pares de amostras para teste de vício sejam tomados para confirmar se o resultado inicial do vício é ainda relevante. Se uma mudança significativa for feita no sistema de amostragem, ou se for introduzido um novo material com características mais difíceis de amostragem, convém considerar a necessidade de um novo teste de vício.

Desde que o sistema de amostragem mecânica atenda aos critérios descritos na NBR ISO 12743, os testes de vício não são mandatórios. No entanto, os princípios de garantia da qualidade em instalações individuais poderiam exigir testes de vício.

O sistema de amostragem mecânica deve ser iniciado em algum momento antes do início do transporte do material a ser amostrado, de tal forma que quaisquer substâncias estranhas (incluindo a água) sejam purgadas. Quando sistemas de acionamentos hidráulicos forem usados, convém permitir tempo suficiente para que o óleo hidráulico e o sistema associado atinjam a temperatura de equilíbrio.

Recomenda-se, particularmente em sistemas de amostragem do tipo multimateriais, que seja permitido passar um corte primário pelo sistema mecânico, para ambientá-lo antes do início da amostragem. É recomendável que o operador analise os registros do sistema de amostragem mantidos pelo operador anterior. Convém que estes registros incluam itens como quantidades de material manipulado e amostrado, e anotações sobre mau funcionamento do sistema, interrupções/paradas, bloqueios ou outras deficiências.

Convém que o operador use uma lista de verificação adequada, como o exemplo no Anexo A. Recomenda-se que o operador complete todos os itens de uma lista de verificação adequada, projetada para o sistema específico. Para grandes sistemas multiusuários, convém que um relatório de inspeção do operador, como o exemplo no Anexo B, seja desenvolvido.

Convém que estejam disponíveis pontos de inspeção adequadamente projetados para observar se os cortadores em fluxo em queda e os cortadores do tipo cross-belt cortam a totalidade do fluxo de material, e as aberturas do cortador podem ser inspecionadas quanto a bloqueios e cegamentos. Para garantir uma operação confiável, é recomendável que uma lista de verificação de amostragem (Anexo A) e o registro de amostragem do operador (Anexo B) sejam desenvolvidos com entrada para as seguintes informações: os critérios originais do projeto e registros de quaisquer mudanças ou melhoramentos subsequentes; os manuais de operação do equipamento de amostragem e de manutenção; a gerência responsável pelo sistema; o pessoal que opera ou faz a manutenção do sistema; para um novo sistema, o pessoal responsável pelo projeto e comissionamento.

Um método geral para o estabelecimento destes procedimentos está descrito a seguir. Fazer referência à NBR ISO 12743 para garantir um correto esquema de amostragem. Fazer referência aos manuais de operação e manutenção do fornecedor do equipamento para determinar os procedimentos corretos de operação e os intervalos para manutenção de rotina.

Os manuais podem fornecer informações úteis com base no projeto do sistema. Informações como as vazões, velocidades do transportador e parâmetros do material (particularmente, o tamanho de partícula e a variabilidade) são dados significativos, e convém que sejam sempre considerados quando mudanças forem contempladas.

Examinar os registros existentes de amostragem e manutenção de um longo período. Essa informação fornecerá diretrizes aos operadores para garantir que o nível requerido de inspeção e manutenção seja realizado, assegurando uma operação confiável e possivelmente alertando os operadores sobre qualquer manutenção ou modificação inadequada que possa ter sido feita no equipamento.

Levantar a experiência pessoal da equipe de manutenção, operacional e de amostragem em relação ao sistema de amostragem. Essa informação, juntamente com aquela obtida acima, permitirá a preparação de um manual do operador apropriado, registro de amostragem do operador e lista de verificação do sistema.

Um esquema para auditorias regulares do sistema de amostragem deve ser estabelecido. Recomenda-se fazer referência aos parâmetros operacionais originais e aos dados do fornecedor do projeto do equipamento, bem como a quaisquer registros de alterações ou melhorias subsequentes, a fim de estabelecer a conformidade com as normas internacionais aplicáveis. O Anexo A fornece uma lista de referência típica.

A operação correta para todos os novos sistemas precisa ser confirmada por uma auditoria, em seguida ao estágio de comissionamento, antes de ser aceita como operacional. O projeto e a operação do sistema precisam ser confirmados por uma auditoria antes de qualquer teste de vício.

Convém estabelecer um esquema para as inspeções de rotina do sistema de amostragem por parte dos operadores, semelhantemente ao exemplo do Anexo A. A frequência e o detalhe das inspeções serão determinados por fatores como, mas não limitados, a confiabilidade do sistema, características de manuseio do material amostrado, frequência de uso do sistema e propósito da amostragem (por exemplo, controle de processo, comparado às grandes instalações portuárias multiusuários).

Convém que os procedimentos e as inspeções operacionais sejam estabelecidos e realizados imediatamente antes, durante e imediatamente após a operação do sistema de amostragem para um dado lote ou sublote, semelhantemente ao exemplo do Anexo A. Estes procedimentos e inspeções serão menos extensos do que os realizados como auditorias ou inspeções mecânicas, respectivamente.

Convém que eles sejam projetados para serem simples inspeções da integridade do processo de amostragem. Para grandes instalações multiusuários, recomenda-se que um sistema de relatórios operacionais seja desenvolvido, e um exemplo desse relatório é fornecido no Anexo B.

As características dos refinadores de grãos do alumínio e suas ligas

A NBR 15698 de 05/2021 – Alumínio e suas ligas – Refinadores de grãos AlTi e AlTiB, nas formas de vergalhões, lingotes e barras – Composição química, tamanho de grão e microestrutura estabelece a composição química, o tamanho de grão e a microestrutura dos refinadores de grãos AlTi e AlTiB, nas formas de vergalhões, lingotes e barras, utilizados no refino de grão do alumínio e suas ligas.

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Para o ensaio de refino de grão, como deve ser feita a amostragem?

Quais são os reagentes e materiais usados no ensaio de refino de grão?

Como deve ser o molde para o ensaio de refino de grão?

Para a análise metalográfica, como deve ser feita a amostragem?

A composição química para os refinadores de grãos, bem como os seus respectivos códigos de cores para identificação, de acordo com o escopo desta norma, está especificada no Documento International Designations and Chemical Composition Limits for Aluminum Hardeners – North American and International Registration Record, publicado pela Aluminum Association [1400 Crystal Drive, Suite 430 – Arlington, VA 22202, EUA], também conhecido como Gray Sheets. Os refinadores de grãos com limites de composição química não listados no referido documento podem ser utilizados, desde que seja acordado previamente entre o fornecedor e o comprador.

O tamanho médio dos grãos, ensaiados de acordo com o Anexo A, deve ser menor ou igual a 140 μm. Outros tamanhos de grãos podem ser aceitos, desde que acordado entre o fabricante e o consumidor. As amostras para análise de microestruturas devem ser preparadas de acordo com o Anexo B.

Os requisitos de microestrutura podem ser acordados entre o fabricante e o consumidor em função da criticidade do processo de produção. Na ausência deste acordo, são aplicáveis os requisitos estabelecidos nessa norma. A análise do TiB2 deve ser realizada com aumento de 1.000 vezes, e o tamanho da partícula individual do TiB2 deve ser de no máximo 50,0 μm, sendo a maioria no mínimo de 90 %, entre 0,5 μm e 2,0 μm. As partículas devem estar dispersas e distribuídas na matriz de alumínio, e os aglomerados de TiB2 devem atender aos limites sugeridos na tabela abaixo.

A fase titânio-alumínio (TiAl3) deve estar presente na forma de finas plaquetas, cujo tamanho máximo depende da concentração e do tipo de Ti utilizado como matéria prima. As partículas devem estar dispersas e distribuídas na matriz de alumínio e não podem conter aglomerados de TiAl3 e titânio não dissolvido.

As características microestruturais desses refinadores devem ser determinadas previamente entre o fabricante e o consumidor. A presença de TiB2 é aceitável, desde que atenda aos valores especificados na tabela acima. O tamanho máximo das plaquetas deve ser acordado entre o fabricante e o consumidor.

Na ausência deste acordo, deve-se atender ao seguinte: para o refinador TiAl 6%, as plaquetas não podem exceder 100 μm na largura e 300 μm no comprimento; para o refinador TiAl 10%, as plaquetas não podem exceder 1.000 μm na largura e 3.000 μm no comprimento. A microestrutura do refinador de grãos deve estar isenta de grafite, sais não dissolvidos de Ti-B, escória e refratário.

A presença de outras inclusões na microestrutura do refinador, como carbetos, óxido de alumínio (α-Al2O3) e boreto de alumínio (AlB12), deve ser controlada, sendo que os limites aceitáveis devem ser acordados entre o fornecedor e o comprador. A análise dos filmes óxidos deve ser realizada com 100 vezes de aumento.

O comprimento dos filmes deve ser somado e dividido pela área total analisada, obtendo o comprimento médio em micrômetros por centímetro quadrado (μm/cm²), cujo número não pode ser superior a 3.000 μm/cm². Além disso, o comprimento individual deve ser menor que 5 000 μm. Estes limites de comprimento devem ser acordados entre o fabricante e o consumidor.