REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 173 | Ano 4 | 26 de Agosto 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 173 Ano 4
Edição 173 | Ano 4 | 26 de Agosto 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:
A Qualidade e a segurança na fabricação de produtos abrasivos aglomerados
Os reservatórios em polietileno para água potável devem cumprir a norma técnica
Os limites admissíveis para os defeitos superficiais em parafusos
Qualidade de vida: a dieta low carb versus a carbo load
Um novo olhar para a geração de resíduos

O crescimento linear e as mudanças tecnológicas exponenciais Target Adnormas
Investir na indústria 4.0 se tornou uma questão de sobrevivência
A qualificação do método da termografia infravermelha
A segurança contra acidentes das cordas auxiliares esportivas ou laborais
A proteção de dados e a comercialização de informações pessoais entre empresas
A determinação dos alcaloides totais como a nicotina em tabaco
A conformidade dos agregados reciclados para os concretos de cimento Portland

A proteção contra incêndio em túneis urbanos existentes

A NBR 16980 de 07/2021 – Proteção contra incêndio – Túneis urbanos existentes – Requisitos de revitalização estabelece os requisitos de segurança contra incêndio para túneis urbanos existentes, visando à sua revitalização e atendendo às condições necessárias para a implantação dos sistemas de segurança utilizados atualmente em túneis urbanos. A revitalização pode ser realizada em quatro etapas, por meio da elaboração da metodologia de análise e gerenciamento de riscos de incêndio, incluindo os procedimentos de emergência e de contingências, da programação de implantação, projeto dos sistemas novos e, finalmente, da instalação dos sistemas, ensaios e operação. Não inclui a revitalização de túneis rodoviários e metroferroviários. A revitalização pode ser definida como a atividade técnica de modernização dos equipamentos e/ou sistemas de segurança existentes e instalados no túnel urbano.

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Como pode ser definido um túnel urbano?

Como deve ser executado o projeto executivo dos equipamentos e/ou sistemas?

Como deve ser feita a segurança na implantação do túnel urbano bidirecional?

Como deve ser feito o treinamento técnico dos recursos humanos?

Esse documento apresenta os requisitos de segurança contra incêndio para a revitalização dos equipamentos e/ou sistemas instalados em túneis urbanos existentes e operacionais anteriores à vigência de 2009 da NBR 15661, e também, para auxiliar os gestores de túneis urbanos existentes a decidir como realizar a revitalização destes túneis. A revitalização de túneis urbanos em operação demanda análises e métodos diferenciados do processo de implantação e, portanto, os estudos são realizados em etapas, pois é necessário considerar o espaço existente e as restrições físicas e operacionais inerentes.

Todas as implantações e modernizações são realizadas durante a sua operação comercial, ou em breves períodos em que o túnel é interditado. Destaca-se a previsão da análise de risco do processo de revitalização, como parte integrante da etapa inicial de análise, além dos aspectos inerentes do túnel, a interferência destas intervenções no fluxo dos veículos, e o risco adicional gerado.

Os requisitos de segurança contra incêndio para a revitalização deste tipo de túnel urbano são relacionados em quatro etapas: análise e gerenciamento de riscos de incêndio; planejamento para a revitalização, incluindo as análises físicas das condições dos equipamentos e/ou sistemas existentes; projeto dos novos equipamentos e/ou sistemas; e implantação dos novos equipamentos e/ou sistemas. Essa norma apresenta também a metodologia de análise e gerenciamento de riscos, os planos de emergência e de contingências, os tipos de treinamentos técnicos e os ensaios, procedimentos de comissionamento do túnel urbano revitalizado, inspeção, manutenção e fiscalização.

A metodologia da análise e de gerenciamento de riscos de incêndio a ser utilizada na revitalização do túnel urbano encontra-se descrita no Anexo C. Os estudos de análise e de gerenciamento de riscos de incêndio devem ser elaborados por empresa independente do projetista e/ou do gestor do túnel urbano a ser revitalizado.

O gestor do túnel urbano é responsável pela execução destes estudos de riscos de incêndio, que inclui também a sua implantação, revisões e a divulgação. O estudo de análise de riscos de incêndio (ARI) faz parte do planejamento do projeto de revitalização do túnel urbano selecionado.

O estudo ARI deve ser elaborado no início do projeto para identificar o nível de segurança atual do túnel urbano selecionado antes da revitalização, e propor as adequações específicas para cada sistema já instalado no túnel urbano e/ou a instalação de novos equipamentos e/ou sistemas, de acordo com a NBR 15661 e a legislação vigente. Após a instalação dos novos sistemas, efetuar outro ARI para identificar possíveis desvios de segurança ainda existentes, para assegurar o nível de segurança dos usuários do túnel urbano revitalizado.

A metodologia de análise de risco deve ser a mesma daquela usada anteriormente, visando verificar a eficiência do nível de segurança do túnel urbano revitalizado. O gerenciamento de riscos de incêndio (GRI) deve ser elaborado ao final do projeto de revitalização do túnel urbano selecionado e antes do comissionamento deste túnel.

A composição do GRI está descrita no Anexo C. Os procedimentos de gerenciamento de riscos de incêndio devem atender à NBR 15661. A elaboração dos planos de ação de emergência e de contingência deve atender à NBR 15661. A composição destes planos está incluída no GRI, descrito no Anexo C, e deve estar de acordo com a NBR 15661.

Os planos de ação de emergência (PAE) e de contingência devem ser elaborados por empresa independente do projetista e/ou do gestor do túnel urbano a ser revitalizado, porém em conjunto com o projetista e/ou gestor do túnel urbano. O gestor do túnel urbano é responsável pela execução e, posteriormente, implantação destes planos.

Os requisitos de segurança contra incêndio para a revitalização de túnel urbano existente podem ser desenvolvidos em quatro etapas: análise e gerenciamento de riscos de incêndio; planejamento para a revitalização, incluindo as análises físicas das condições dos equipamentos e/ou sistemas existentes; projeto dos novos equipamentos e/ou sistemas; implantação dos novos equipamentos e/ou sistemas; encerramento da implantação, ensaios e operação.

O planejamento da revitalização de túneis urbanos contém as etapas: seleção do túnel a ser revitalizado; levantamento dos sistemas existentes, conforme a Tabela A.1 disponível na norma; a análise física do estado dos equipamentos e/ou sistemas existentes; a elaboração da análise de riscos de incêndio (ARI); a análise dos equipamentos e/ou sistemas selecionados para a revitalização; a execução do projeto de revitalização; a implantação dos equipamentos e/ou sistemas revitalizados; a elaboração e/ou revisão dos procedimentos de gerenciamento de riscos de incêndio; e a elaboração e/ou revisão e implantação dos planos de ação de emergência e de contingência.

A análise física do estado atual dos equipamentos e/ou sistemas existentes no túnel urbano antes da revitalização é muito importante sob o aspecto de segurança e de desempenho futuro dos novos sistemas implantados. Essa análise deve contemplar: o estabelecimento em detalhes da função e do estado operacional dos equipamentos e/ou sistemas existentes; o estabelecimento em detalhes do estado físico da estrutura do túnel urbano, principalmente em relação à sua proteção contra incêndio; a preparação de uma relação das condições físicas dos equipamentos e/ou sistemas existentes, inclusive sua tecnologia, existência de peças sobressalentes e a realização de ensaios operacionais; a avaliação do tempo de vida operacional dos equipamentos e/ou sistemas existentes e as condições de sua substituição por sistemas mais modernos em termos de tecnologia e segurança; a realização de um levantamento das inspeções e manutenções destes equipamentos e/ou sistemas, para identificar o tipo de falhas e a sua frequência; e a elaboração de um relatório técnico de análise física do estado dos equipamentos e/ou sistemas existentes.

Esta análise física deve ser complementada com os aspectos administrativos, por exemplo, procedimentos operacionais, de manutenção, de segurança e de atendimento às emergências no túnel urbano. Após a análise das condições físicas e operacionais dos equipamentos e/ou sistemas existentes no túnel urbano antes da revitalização, procede-se a seleção dos equipamentos e/ou sistemas existentes a serem modificados (modernizados) e/ou instalados.

Nos equipamentos e/ou sistemas selecionados, verifica-se a possibilidade de recuperação, se a tecnologia usada permitir adequação à tecnologia mais moderna e, finalmente, a sua substituição. Os equipamentos e/ou sistemas identificados e selecionados pela ARI devem ser analisados em relação à priorização em termos de segurança viária e às condições técnicas para a viabilização de sua instalação no túnel urbano existente.

Após a decisão de revitalização dos equipamentos e/ou sistemas a serem instalados no túnel urbano, inicia-se o projeto para instalação de cada um deles, visando à otimização da segurança dos usuários do túnel urbano em questão. O projeto de revitalização do túnel deve conter seguintes as etapas: o projeto básico; o projeto executivo; a execução da obra; a inspeção; os ensaios; o encerramento da obra; e a operação.

As especificações normativas das locomotivas com tração diesel-elétrica

A NBR 16971 de 05/2021 – Locomotiva diesel-elétrica – Requisitos gerais estabelece os requisitos gerais para a especificação de locomotivas com tração diesel-elétrica, baseado na necessidade em aderir às dimensões da via, aparelhos de mudança de via e demais componentes da via permanente e ao material rodante, permitindo o acoplamento a qualquer vagão ferroviário e ou locomotiva existente no país, respeitando-se as diferenças entre as bitolas. É aplicável às locomotivas fabricadas após a sua data de publicação.

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Qual deve ser a demanda de aderência (DA) de uma locomotiva?

Qual é o peso aderente corrigido (PC) de uma locomotiva?

Qual é a taxa de frenagem de uma locomotiva?

Qual é a resistência total ao avanço da locomotiva?

Os itens ou componentes da locomotiva devem atender rodeiro: NBR 5565; sistema de vigilância: NBR 12754; buzina (pressão sonora): NBR 16447; gabarito: NBR 12915; altura do engate: NBR 16444; contorno do engate: NBR 16086; bateria de chumbo ácido: NBR 16786; bateria alcalina: NBR 16825. O Anexo A contém o método de cálculo da lotação do trem (peso bruto do trem, rebocável pela locomotiva no trecho considerado).

A designação das extremidades e lados da locomotiva deve ser conforme a AAR RP-514. A identificação dos eixos e rodas deve ser conforme a AAR RP-5523. O raio mínimo de inscrição em curvas deve ser especificado pelo comprador. A altura entre a parte mais baixa da locomotiva, tomada a partir do topo do boleto do trilho, não pode ser menor que 64 mm, medida com as rodas em última vida (rodas gastas).

As locomotivas em serviço de linha devem ser equipadas com farol de iluminação externa em ambas as cabeceiras (frente e ré), a fim de permitir a visão noturna da via permanente e da sinalização. Cada farol, quando ligado, deve produzir uma intensidade de pico de pelo menos 200.000 cd (candela) e produzir pelo menos 3.000 cd, em um ângulo de 7,5°, e pelo menos 400 cd em um ângulo de 20°, a partir da linha central da locomotiva, quando a luz é orientada paralelamente com os trilhos da via. Cada farol deve ter capacidade mínima para iluminar uma pessoa em pé sobre a via permanente, que esteja a 240 m de distância da locomotiva.

As locomotivas empregadas nos serviços de manobra devem ser equipadas com farol de iluminação externa em ambas as cabeceiras (frente e ré), a fim de permitir a visão noturna da via permanente e da sinalização. O farol, quando ligado, deve produzir uma intensidade de no mínimo 60.000 cd.

Cada farol deve ter capacidade mínima para iluminar uma pessoa em pé sobre a via permanente, que esteja a 90 m de distância da locomotiva. Os faróis podem ser compostos por uma ou duas lâmpadas incandescentes, alógenas ou de LED. As demais luzes externas de sinalização devem ser requisitos do comprador.

O combustível utilizado para o motor de combustão interna deve ser o óleo diesel. O motor a combustão interna deve operar satisfatoriamente com óleo diesel da classificação B, conforme a legislação vigente. A classificação dos combustíveis para os motores a combustão interna é feita pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A taxa de frenagem deve ser conforme a AAR RP-509. O freio de estacionamento deve atuar com um mínimo de duas sapatas de freio em um truque. A taxa de frenagem deve ser de no mínimo 10%. No caso de aplicação manual, a taxa de frenagem mínima deve ser assegurada com uma força máxima de 730 N aplicada no volante de acionamento.

A torneira angular do encanamento geral deve ser conforme a AAR S-470. As torneiras angulares devem ser montadas de modo a possibilitar o desacoplamento das mangueiras do encanamento geral, de forma suave, quando houver afastamento relativo entre dois veículos adjacentes, sem necessidade de interferência manual.

A posição da torneira angular não pode interferir no movimento de abertura lateral (angular) do engate, a fim de evitar danos a ela. A posição da torneira angular deve permitir a sua operação de forma segura e ergonômica.

A locomotiva deve ser dotada de equipamento de freio pneumático, que permita a operação independente do freio da locomotiva e do freio do trem, bem como do freio da composição, concomitantemente. A aplicação do freio da composição deve ocorrer pela queda de pressão do encanamento geral.

O controle do freio deve ocorrer pela existência de dois manipuladores de freio, sendo um manipulador para o comando do freio independente, denominado independente da locomotiva, e outro manipulador para o comando do freio da composição, denominado automático. O manipulador do freio independente deve ser capaz de promover o alívio do freio da locomotiva, quando o freio da composição estiver comandado pelo freio do manipulador automático (bail off).

O conjunto pneumático do freio deve promover o controle do freio da composição pelo manipulador automático, por meio da queda de pressão no encanamento geral de freio ou sinal elétrico. O conjunto pneumático de freio deve promover o controle do freio da locomotiva pelo manipulador independente, por meio de aplicação direta de pressão no cilindro de freio da locomotiva.

O conjunto pneumático do freio deve promover a automanutenção da pressão do encanamento geral. O conjunto pneumático do freio deve ser equipado com um volume de ar equilibrante, representativo do volume do encanamento geral. A queda de pressão do encanamento geral deve seguir a queda de pressão do volume equilibrante.

O comando do manipulador automático deve ocorrer mediante atuação no volume equilibrante, sendo que o encanamento geral deve repetir a pressão do volume equilibrante. O conjunto pneumático do freio deve permitir o uso de unidades múltiplas de tração, havendo a possibilidade de ser comutado em modo comandante ou comandada.

Em modo comandada, a locomotiva deve responder aos comandos do freio de uma locomotiva comandante, de forma automática. O sinal de comando deve ser pneumático e efetuado por meio do encanamento de freio acoplado entre as mangueiras das unidades que compõem a unidade múltipla.

O uso de controle tipo potência distribuída, no caso de equipamento de freio eletrônico, é requisito do comprador. As posições do punho dos manipuladores e as condições de pressão no cilindro de freio da locomotiva e do encanamento geral são indicadas nas figuras e na tabela abaixo.

O conjunto pneumático do freio deve prever a instalação de duas válvulas de aplicação de emergência, conectando diretamente o encanamento geral para a atmosfera e de comando manual. Uma válvula deve ser montada no posto do maquinista e uma deve ser montada na posição destinada ao maquinista auxiliar.

O conjunto pneumático do freio deve prever a instalação de duas válvulas de descarga de abertura rápida, conectadas diretamente no encanamento geral, atuadas pela sensibilidade de rápida queda de pressão do encanamento geral, a fim de acelerar o esgotamento do encanamento geral para a atmosfera em aplicações de emergência. O conjunto pneumático do freio deve permitir a recepção de sinais elétricos que permitam a aplicação dos freios de serviço e de emergência, oriundos de outros dispositivos de vigilância e segurança.

As condições de inibição do corte de tração ou frenagem dinâmica, devido a uma aplicação de emergência ou penalidade, devem ser configuráveis. Recomenda-se que a arquitetura básica do conjunto pneumático do freio seja conforme as AAR RP–505 e AAR RP-508.

Um dispositivo de preparação para reboque de locomotiva morta deve ser previsto, sendo que o seu comando deve ser acessível pelo operador. Esse dispositivo deve permitir o uso de lacre.

O sistema de geração e armazenamento de ar comprimido deve ser conforme a AAR RP-546. A mangueira do encanamento geral (EG) deve ser conforme as AAR S-436 e AAR S-441. Os vazamentos no reservatório principal e em suas tubulações não podem exceder uma média de 3 psi/min, por um período de 3 min, após a pressão ter sido reduzida para 60% da pressão máxima de operação.

Com a locomotiva isolada do trem e com as torneiras do encanamento geral (EG) fechadas, o vazamento no encanamento geral não pode exceder 1 psi/min. Em aplicação de serviço total e com a comunicação com os cilindros de freio fechada, os freios devem permanecer aplicados por no mínimo 5 min.

Com a torneira de isolamento para o reservatório de controle fechada, a queda de pressão observada pelo seu manômetro não pode exceder uma média de 3 psi/min, por um período de 3 min. Deve-se instalar um aparelho de choque e tração, a fim de absorver a energia oriunda de choques normais de manobra de engate e desengate e choques normais do movimento dos trens.

O curso combinado de tração e compressão deve ser no máximo de 165 mm e deve produzir uma reação no mínimo de 2.200 kN em tração e de 3.550 kN em compressão, quando em máximo curso. A capacidade mínima deve ser de 20 kJ em tração e de 48 kJ em compressão. Deve ser fornecido o manual de manutenção e reparação dos componentes individualizados da locomotiva. Os componentes considerados não reparáveis ou cujo reparo implique na abertura de segredo industrial ou invasão de propriedade intelectual estão dispensados do manual de manutenção dos componentes.

O ensaio por correntes parasitas para as descontinuidades em materiais metálicos

A NBR 16979 de 06/2021 – Ensaios não destrutivos – Correntes parasitas – Detecção e dimensionamento de descontinuidades superficiais e subsuperficiais em materiais metálicos estabelece as técnicas para a execução do ensaio por correntes parasitas para a detecção e dimensionamento de descontinuidades superficiais e subsuperficiais (próximo da superfície) em materiais metálicos, inclusive suas juntas soldadas. Essas técnicas podem ser aplicadas sobre superfícies não revestidas e revestidas (não condutoras e não magnéticas), durante a fabricação e também para ensaio de equipamentos em uso. Essa norma também estabelece o procedimento para medição da espessura de camadas não condutoras e não magnéticas.

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Qual é o exemplo de padrão de referência para detecção e dimensionamento de trinca em material ferrítico revestido?

Como executar a medição de espessura de revestimentos?

Como deve ser feita a detecção de descontinuidades subsuperficiais?

Para a execução do ensaio, como deve ser a condição da superfície?

O procedimento deve ser concebido e qualificado para atender ao requerido pela seção do código de referência ou para detecção e dimensionamento das descontinuidades esperadas em equipamentos em uso. O ensaio por correntes parasitas deve ser executado conforme o procedimento escrito que deve no mínimo conter os requisitos listados na tabela abaixo. O procedimento escrito deve estabelecer valores ou faixas de valores para cada um dos requisitos.

Os procedimentos devem ser qualificados por demonstração, para atender aos requisitos de um código de referência, ou para detecção e dimensionamento de descontinuidades em equipamentos em uso. Uma alteração de variável no procedimento requer uma revisão ou adendo. No caso de alteração de uma variável essencial, o procedimento deve ser requalificado.

O usuário é responsável por atribuir o ensaio por correntes parasitas a profissionais qualificados de acordo com os requisitos das normas e códigos aplicáveis à situação. A qualificação de pessoal deve estar de acordo com a NBR NM ISO 9712 ou com uma norma equivalente apropriada ao nível requerido nos setores industriais relevantes.

O procedimento deve ser demonstrado nos corpos de prova e padrões de referência adotados para detecção e dimensionamento das descontinuidades reais esperadas. Se a execução do ensaio derivar da exigência de um código, o procedimento deve ser demonstrado de acordo com os requisitos da seção correspondente do código referenciado.

O aparelho de correntes parasitas deve possuir as seguintes características principais: armazenar, medir e apresentar a fase e a amplitude do sinal no plano de impedância; ter faixa de frequência do aparelho que permita uma adequada penetração no material que está sendo ensaiado; incluir recursos de congelamento do sinal na tela até que seja apagado pelo operador; ter sinal claramente visível em qualquer condição de iluminação esperada durante o ensaio; possuir controle de rotação de fase do sinal, em degraus não maiores que 10° e permitir a rotação total do sinal de 0º a 360º.

As sondas selecionadas para o ensaio devem ser capazes de no mínimo atender ao seguinte: detectar e dimensionar todas as descontinuidades artificiais dos padrões de referência e corpos de prova, representativas das descontinuidades esperadas no ensaio; ser capaz, junto com o cabo e o aparelho, na frequência definida, de apresentar a descontinuidade de menor profundidade, com altura correspondente a pelo menos 10% da altura da tela, com a mesma configuração; a amplitude do sinal correspondente à descontinuidade mais profunda deve ocupar pelos menos 50% da tela e ter relação sinal-ruído maior que 3; considerar a geometria do local a ser ensaiado e as dimensões da sonda, permitindo o acoplamento adequado a todas as superfícies a serem ensaiadas.

Os cabos que conectam o aparelho e a sonda devem ser projetados e montados para operar com estes componentes. Os cabos extensores podem ser utilizados entre a sonda e o aparelho, se a função sensibilidade e resolução do sistema como um todo for preservada.

Os itens do sistema de medição que devem ser periodicamente calibrados são os padrões de referência realizados por laboratórios que atendem aos requisitos da NBR ISO/IEC 17025. A periodicidade de calibração dos instrumentos de medição e dos padrões de referências depende da frequência e das condições de utilização. Recomenda-se que a periodicidade de calibração atenda ao especificado na NBR ISO 10012.

Qualquer avaria observada nos padrões de referência implica na necessidade de nova calibração, independentemente da periodicidade estabelecida. Os padrões de referência devem atender ao seguinte: ser fabricados com o mesmo tipo de material (propriedades eletromagnéticas) do componente a ser ensaiado; ser representativos das condições do ensaio (material, descontinuidades, geometria, etc.); possuir descontinuidades naturais ou artificiais representativas daquelas que são esperadas.

A forma do componente e o acesso da sonda às áreas de interesse sendo ensaiadas podem influenciar a sensibilidade do ensaio. Geometrias complexas, como juntas cruciformes ou chapas de reforço, devem ser ensaiadas considerando, além do acesso às superfícies de interesse, também a orientação relativa das descontinuidades.

BS EN 17168: as barreiras de plataforma para o acesso aos trens

A BS EN 17168:2021 – Railway applications – Platform barrier systems se aplica a todos os envolvidos na implementação e integração do sistema de um sistema de barreira de plataforma, incluindo proprietários, projetistas, instaladores e operadores. Não cobre os sistemas de barreira usando barras, cordas, etc. ou que operem na direção vertical. No entanto, a conformidade com as cláusulas relevantes deste documento pode ser usada no desenvolvimento de justificativas de segurança para esses tipos alternativos de sistema de barreira.

Aplica-se aos serviços ferroviários leves, por exemplo, sistemas de metrô e bonde e serviços ferroviários pesados, conforme solicitado por uma especificação de projeto. Aplica-se a sistemas pequenos, trabalhando em conjunto com um único veículo, ou com sistemas maiores trabalhando com um trem completo.

Esta norma europeia se aplica a sistemas de barreira de plataforma usados em estações subterrâneas, estações de superfície fechadas (por exemplo, aquelas fechadas para fins de proporcionando um ambiente com ar condicionado para os passageiros em espera), e aquelas totalmente ao ar livre. Não cobre os requisitos normativos relativos ao desempenho de fogo ou requisitos de fogo decorrentes do uso de sistemas de barreira de plataforma como barreiras de incêndio.

Conteúdo da norma

Prefácio europeu………………………………….. 4

Introdução……………………………….. ….. 5

1 Escopo…………………………….. …… 6

2 Referências normativas ………………….. 7

3 Termos e definições ………………………. 9

4 Requisitos de projeto do sistema …………………… 12

4.1 Requisitos físicos e estruturais da barreira da plataforma……………… 12

4.1.1 Requisitos estruturais gerais …………… …. 12

4.1.2 Princípios de projeto estrutural … ………….. 13

4.1.3 Condições de carregamento estrutural……….. 14

4.1.4 Vidros e outros materiais de painéis em fachadas, incluindo portas e portões ………….. 15

4.1.5 Desempenho ao fogo – use como uma barreira de fogo…………16

4.1.6 Desempenho ao fogo – resistência ao fogo dos materiais……………. 16

4.1.7 Requisitos para portas/portões de saída de emergência……………… 16

4.1.8 Requisitos para portas/portões de acesso do condutor………………… 17

4.1.9 Requisitos para portas/portões das extremidades da plataforma …………………… 18

4.1.10 Enredamento entre a barreira da plataforma e os vagões………….. 19

4.1.11 Requisitos ambientais …. ………. 24

4.1.12 Propriedades acústicas e térmicas das barreiras da plataforma…………….. 25

4.1.13 Requisitos físicos de portas e portões para operação normal ………………… 25

4.2 Requisitos elétricos e de controle…………….. 28

4.2.1 Sistema de controle – condições para abertura/fechamento de portas/portões……….28

4.2.2 Detecção de travamento e fechamento de porta/portão……………………… 28

4.2.3 Indicações de status de porta/portão………….. 28

4.2.4 Sincronização das portas/portões do veículo e da plataforma ………………. 29

4.2.5 Alertas audíveis e visíveis ……………….. 29

4.2.6 Integridade dos sistemas de controle de barreira da plataforma …………………………….. 29

4.2.7 Controle local das portas/portões em um sistema de barreira de plataforma …………… ……. 30

4.2.8 Segurança elétrica – arranjos de aterramento e ligação………………………… 30

5 Requisitos operacionais ……………… 33

5.1 Requisitos operacionais gerais……………. 33

5.1.1 Manutenção ………………………. 33

5.1.2 Pessoas com mobilidade reduzida…………….. 34

5.1.3 Medição …………………………………………34

5.1.4 Risco de tropeçar nas portas de barreira do veículo e da plataforma ……………….. 34

5.2 Requisitos para preenchedores de lacunas mecânicas operando em conjunto com os sistemas de barreira da plataforma. ……………………………. 35

6 Teste e verificação dos sistemas de barreira da plataforma………………………. 36

6.1 Geral ……………………….. 36

6.2 Testes de tipo ………………… 36

6.3 Testes de rotina …………………………. 36

6.4 Teste funcional do sistema de barreira da plataforma……………… 36

6.5 Teste de integração das barreiras com outros subsistemas ferroviários ……………………… 36

Anexo A (normativo) Plano de teste……………… 38

Anexo B (informativo) Orientações sobre o projeto estrutural……………………….. 40

Anexo C (informativo) Princípios para estratégias de aterramento e ligação……………………… 46

C.1 Fatores a serem considerados ………………. 46

C.2 Princípio A – O sistema de barreira da plataforma é ligado à terra da estação ……………………. 46

C.3 Princípio B – O sistema de barreira da plataforma é isolado da estação de terra e também do trilho de retorno da corrente de tração (ou seja, flutuante) ……………….. 47

C.4 Princípio C – O sistema de barreira é colado ao trilho de retorno de tração e isolado da estação terrestre……… 47

C.5 Princípio D – A barreira da plataforma é construída de materiais não condutores …… 50

Anexo D (informativo) Integração do sistema…….. 51

D.1 Objetivo ……………………………… 51

D.2 Responsabilidade ……………………………… 51

D.3 Alvos gerais ………………………………….. 51

D.4 Considerações específicas … …………………. 51

D.4.1 Integração com os sistemas de controle ferroviário e com a operação do trem ………………………. 51

D.4.2 Sistema de controle – condições para abertura/fechamento de portas/portões……. 51

D.4.3 Precisão de parada ……………………… 53

D.4.4 Alinhamento ………………………… 53

D.4.5 Visibilidade da interface plataforma-trem…………………………………… 53

D.4.6 Outras considerações físicas……… 54

Anexo E (informativo) Orientação sobre carregamento aerodinâmico dos trens…………………… 55

E.1 Introdução ………………………… 55

E.2 Base técnica e método………….. 55

E.3 Cálculo de pressões equivalentes…………. 56

Bibliografia …………………………… 58

Os sistemas de barreira de plataforma fornecem uma barreira móvel entre trens e outros veículos de trânsito guiados e passageiros esperando nas estações e pontos de embarque. Os sistemas de barreira da plataforma são usados cada vez mais no metrô e em outras redes ferroviárias para garantir a segurança dos passageiros na plataforma da estação que estão esperando para embarcar nos veículos.

Esses sistemas também são usados em sistemas guiados de “movimentação de pessoas” para trânsitos de curta distância, por exemplo, em aeroportos. Seu uso é recomendado pela EN 62267 para qualquer sistema de trânsito totalmente automatizado. Em particular, os sistemas de barreira da plataforma podem ser usados para controlar o risco de: incursão de passageiros ou outras pessoas na via férrea (deliberada ou acidental); e o contato entre passageiros e veículos em movimento.

Esses riscos podem ser especialmente significativos quando há a possibilidade de superlotação nas plataformas das estações em locais movimentados. As barreiras podem aumentar o espaço utilizável com segurança na estação para os passageiros esperando e circulando nas plataformas. Os sistemas de barreira da plataforma integram a operação das portas e portões das barreiras da plataforma com a abertura e fechamento das portas dos trens e também auxiliam no gerenciamento das operações das estações, para permitir com segurança velocidades mais altas para os trens que entram e saem das estações.

As instalações de barreira também podem fazer parte de uma partição contínua entre as pistas de corrida e as áreas da estação para fins de: segurança contra incêndio (incluindo gerenciamento de fumaça); ventilação do túnel e da estação (incluindo redução do efeito do pistão); redução de ruído na via; e o conforto dos passageiros em estações climatizadas. Além disso, a terminologia usada em conexão com sistemas de barreira de plataforma, em particular para melhorar a especificação e compreensão dos requisitos de segurança, deve ser normalizada.

A segurança e o desempenho dos equipamentos para diálise peritoneal

A NBR IEC 60601-2-39 de 08/2021 – Equipamento eletromédico – Parte 2-39: Requisitos específicos para segurança básica e desempenho essencial de equipamentos para diálise peritoneal é aplicável à segurança básica e ao desempenho essencial de equipamento eletromédico de diálise peritoneal, conforme definido nessa norma, sendo referido como equipamento de diálise peritoneal (DP). É aplicável ao equipamento de DP destinado ao uso pela equipe médica ou sob a supervisão de especialistas médicos, incluindo equipamento de DP operado pelo paciente, independentemente de o equipamento de DP ser usado em um ambiente hospitalar ou domiciliar. Caso uma seção ou subseção seja especificamente destinada a ser aplicável ao equipamento EM apenas, ou aos sistemas EM apenas, o título e o conteúdo dessa seção ou subseção dirão isso.

Se esse não for o caso, a seção ou subseção é aplicável tanto ao equipamento EM quanto aos sistemas EM, conforme pertinentes. Os perigos inerentes à função fisiológica destinada de equipamento EM ou sistemas EM dentro do escopo deste documento não são abrangidos pelos requisitos específicos neste documento, exceto em 7.2.13 e 8.4.1 da Norma Geral. Este documento também pode ser aplicado ao equipamento de DP usado para compensação ou alívio de doenças, ferimentos ou deficiência.

Esses requisitos específicos não se aplicam à solução de diálise ou ao circuito da solução de diálise. A diálise peritoneal (peritoneal dialysis) é o processo por meio do qual uma solução de diálise é introduzida na cavidade peritoneal do paciente e é, subsequentemente, removida. A solução de diálise pode ser deixada na cavidade peritoneal por um tempo de permanência ou pode ser trocada continuamente.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os requisitos gerais para ensaios de equipamentos EM?

Quais são os requisitos adicionais referentes ao equipamento de DP?

Como evitar os respingos no equipamento EM e sistemas EM?

Quais são os cuidados com a temperatura da solução de diálise?

Se aplicável, o DESEMPENHO ESSENCIAL do EQUIPAMENTO DE DP inclui, mas não se limita a, funções encontradas nas subseções listadas na tabela abaixo que devem ser atendidas dentro das tolerâncias especificadas pelo fabricante, em condições normais.

A exatidão da taxa de fluxo da solução de diálise, fornecida pelo equipamento de DP durante o influxo/efluxo para e do paciente, deve ser a especificada pelo fabricante. Uma taxa de fluxo da solução de diálise durante o influxo/efluxo abaixo do valor determinado é considerada prejudicial para um tratamento típico. A conformidade é verificada sob as seguintes condições de ensaio.

Deve-se ajustar o equipamento de DP para um volume de preenchimento ou volume de ciclo de 2,0 L ou para um volume de preenchimento ou ciclo apropriado especificado pelo fabricante. Conectar o equipamento de DP a um paciente simulado, incluindo os seguintes elementos: uma bolsa de líquido vazia ou parcialmente cheia, com tamanho apropriado, simulando a cavidade peritoneal do paciente e um restritor de fluxo alinhado entre o equipamento de DP e a bolsa de fluido, simulando a resistência combinada do fluxo do cateter peritoneal, conjunto de transferência e conector de fluido, de acordo com a recomendação do fabricante.

O restritor de fluxo pode, por exemplo, ser um tubo de silicone de 60 cm, com diâmetro interno de 2,67 mm. Ajustar a temperatura da solução de diálise para 37 °C, se aplicável. Ajustar o tempo de ciclo do equipamento de DP para o mínimo, ou para um tempo de permanência de 0 min. Ajustar o equipamento de DP para operar até que todos os componentes de processamento da solução de diálise estejam prontos.

Colocar o paciente simulado sobre uma balança localizada 50 cm acima do equipamento de DP ou na altura máxima permitida, conforme especificado pelo fabricante. Ajustar a taxa mais alta de influxo e efluxo da solução de diálise, se aplicável. Medir o fluxo da solução de diálise durante cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando a duração de cada fase e o peso da bolsa de fluido no início e no final de cada fase.

Ajustar a taxa mais baixa de influxo e efluxo da solução de diálise, se aplicável. Medir o fluxo da solução de diálise durante cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando a duração de cada fase e o peso da bolsa de fluido no início e no final de cada fase. Colocar o paciente simulado sobre uma balança localizada 50 cm abaixo do equipamento de DP ou na altura mínima permitida, conforme especificado pelo fabricante.

Ajustar a taxa mais alta de influxo e efluxo da solução de diálise, se aplicável. Medir o fluxo da solução de diálise durante cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando a duração de cada fase e o peso da bolsa de fluido no início e no final de cada fase. Ajustar a taxa mais baixa de influxo e efluxo da solução de diálise, se aplicável. Medir o fluxo da solução de diálise durante cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando a duração de cada fase e o peso da bolsa de fluido no início e no final de cada fase.

Os valores da taxa de fluxo da solução de diálise devem estar entre as tolerâncias especificadas pelo fabricante nas instruções de uso. A exatidão do volume do influxo e efluxo da solução de diálise do equipamento de DP deve ser alcançada conforme especificada pelo fabricante. Um desequilíbrio de volume da solução de diálise maior que o valor determinado é considerado mais negativo para um tratamento típico.

A conformidade é verificada sob as seguintes condições de ensaio: ensaio para equipamento EM para DPA: ajustar o equipamento de DP para o volume de preenchimento máximo ou volume de ciclo máximo. Conectar o equipamento de DP a um paciente simulado, incluindo os seguintes elementos: uma bolsa de líquido vazia ou parcialmente cheia, com tamanho apropriado, simulando a cavidade peritoneal do paciente e um restritor de fluxo alinhado entre o equipamento de DP e a bolsa de fluido, simulando a resistência combinada do fluxo do cateter peritoneal, conjunto de transferência e conector de fluido, de acordo com a recomendação do fabricante.

O restritor de fluxo pode, por exemplo, ser um tubo de silicone de 60 cm, com diâmetro interno de 2,67 mm. Ajustar a temperatura da solução de diálise para 37 °C, se aplicável. Ajustar o tempo de ciclo do equipamento de DP para o mínimo, ou para um tempo de permanência de 0 min.

Também deve-se ajustar o equipamento de DP para operar até que todos os componentes de processamento da solução de diálise estejam prontos. Colocar o paciente simulado sobre uma balança localizada 50 cm acima do equipamento de DP ou na altura máxima permitida, conforme especificado pelo fabricante. Medir o volume da solução de diálise de cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando o peso do paciente simulado no início e no final de cada fase.

Deve-se colocar o paciente simulado sobre uma balança localizada 50 cm abaixo do equipamento de DP ou na altura mínima permitida, conforme especificado pelo fabricante. Medir o volume da solução de diálise de cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando o peso do paciente simulado no início e no final de cada fase. Ajustar o equipamento de DP para o mínimo volume de preenchimento ou volume de ciclo.

Colocar o paciente simulado sobre uma balança localizada 50 cm acima do equipamento de DP ou na altura máxima permitida, conforme especificado pelo fabricante. Medir o volume da solução de diálise de cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando o peso do paciente simulado no início e no final de cada fase.

Colocar o paciente simulado sobre uma balança localizada 50 cm abaixo do equipamento de DP ou na altura máxima permitida, conforme especificado pelo fabricante. Medir o volume da solução de diálise de cinco fases de influxo e de efluxo, respectivamente, registrando o peso do paciente simulado no início e no final de cada fase. Para equipamento de DP corrente, usar uma bolsa de fluido do paciente simulado parcialmente preenchida.

Os valores das exatidões de volume da solução de diálise devem estar dentro das tolerâncias especificadas pelo fabricante nas instruções de uso. A exatidão do tempo de permanência em diálise para o equipamento de DP deve ser conforme especificado pelo fabricante. A conformidade é verificada por ensaios funcionais pertinentes para a definição do tempo de permanência em diálise especificado pelo fabricante.

O método de ensaio da exatidão da composição da solução de diálise deve ser especificado pelo fabricante e a conformidade verificada de acordo com esse método. Este ensaio não é aplicável ao equipamento de DP que usa a solução de diálise pré-fabricada em sacos. A temperatura da solução de diálise do equipamento de DP deve ser obtida conforme especificado pelo fabricante.

Este ensaio é aplicável somente ao equipamento de DP que possui um aquecedor para a solução de diálise. A conformidade é verificada sob as seguintes condições de ensaio: deixar o equipamento de DP funcionar até estar em uma condição termicamente estável. A temperatura ambiente deve estar entre 20 °C e 25 °C. Ajustar a temperatura da solução de diálise para 37 °C, se aplicável.

Deve-se ajustar o equipamento de DP para operar até que todos os componentes de processamento da solução de diálise estejam prontos. Ajustar o fluxo mais alto da solução de diálise. Conectar o equipamento de DP a uma bolsa de líquido vazia com tamanho apropriado, simulando a cavidade peritoneal do paciente (paciente simulado). Medir a temperatura na entrada do paciente simulado.

Deve-se registrar a temperatura durante cinco fases de influxo. Ajustar o fluxo mais baixo da solução de diálise. Medir a temperatura na entrada do paciente simulado. Registrar a temperatura durante cinco fases de influxo. Os valores da temperatura da solução de diálise devem estar dentro das tolerâncias especificadas pelo fabricante nas instruções de uso.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 172 | Ano 4 | 19 Agosto 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 172 Ano 4
Edição 172 | Ano 4 | 19 Agosto 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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O desenvolvimento da informação documentada em gestão da qualidade

A NBR ISO 10013 de 07/2021 – Sistemas de gestão da qualidade — Orientação para informação documentada provê orientação para o desenvolvimento e a manutenção de informação documentada necessária para apoiar um sistema de gestão da qualidade eficaz, adaptada às necessidades específicas da organização. Também pode ser usado para apoiar outros sistemas de gestão, por exemplo, sistemas de gestão ambiental ou de saúde e segurança ocupacional.

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O que representam os mapas de processos, os fluxogramas de processos e/ou descrições de processos?

O que são os fluxos de trabalho automatizados?

O que são os planos, cronogramas e listas?

Por que fazer o uso de referências?

A NBR ISO 9001 requer que uma organização mantenha e retenha informação documentada para apoiar a operação de seus processos e para ter confiança que os processos estejam sendo realizados como planejado. A informação documentada é aquela que se requer que seja controlada e mantida por uma organização e o meio no qual ela está contida.

Ela pode ser usada para comunicar, para prover uma evidência objetiva ou para compartilhar conhecimento. Possibilita que o conhecimento e as experiências da organização sejam preservados e pode gerar valor para apoiar a melhoria de produtos ou serviços.

Este documento provê orientação para o desenvolvimento e a manutenção de informação documentada. A adoção de um sistema de gestão da qualidade é uma decisão estratégica para uma organização, que pode ajudar a melhorar seu desempenho global e a prover uma base sólida para iniciativas de desenvolvimento sustentável.

Isso é aplicável a todas as organizações, independentemente de porte, complexidade ou modelo de negócio. Sua finalidade é aumentar a conscientização de uma organização sobre seus deveres e seu compromisso em atender às necessidades e expectativas de seus clientes e de suas partes interessadas, e em alcançar a satisfação com seus produtos e serviços.

É importante considerar o contexto da organização, incluindo a estrutura legal e regulamentar, as necessidades e expectativas de partes interessadas, os riscos e oportunidades, e a direção estratégica da organização, quando uma organização planeja qual informação documentada manter e reter para seu sistema de gestão da qualidade. Ao mesmo tempo que a adoção de um sistema de gestão da qualidade é estratégica, isso também se aplica à sua informação documentada.

Ela pode estar relacionada com as atividades totais de uma organização ou com uma parte selecionada dessas atividades, por exemplo, requisitos especificados, dependendo da natureza dos produtos e serviços, dos processos, dos requisitos contratuais, dos requisitos estatutários e regulamentares e do contexto da própria organização. É importante que o conteúdo da informação documentada também esteja em conformidade com os requisitos das normas que se pretende satisfazer, por exemplo, requisitos de setor específico.

As organizações têm mudado de sistemas baseados em papel para meio eletrônico nas últimas duas décadas. A NBR ISO 9001 refletiu essa mudança, substituindo terminologia como documentação, manual da qualidade, procedimentos documentados e registros por informação documentada. Este documento de orientação usa a expressão informação documentada para se referir à informação que necessita ser controlada pela organização e documentos para se referir a informação.

Ela também usa a palavra documentar como um verbo em alguns locais. As normas de sistema de gestão da ISO usam uma estrutura de alto nível para incentivar o uso de sistemas de gestão integrados. Este documento de orientação, por seu projeto e escopo, é focado no sistema de gestão da qualidade e usa a terminologia da NBR ISO 9000:2015.

Todavia, nada proíbe seu uso em outras normas de sistema de gestão. Na versão anterior deste documento, foi sugerida uma hierarquia de documentação como manual da qualidade, procedimentos, instruções de trabalho e formulários/listas de verificação, como uma maneira de documentar o sistema de gestão da qualidade.

Esta versão não prescreve uma hierarquia em particular, mas reflete a capacidade do meio eletrônico de se organizar de uma infinidade de maneiras. É importante perceber que, embora um manual da qualidade não seja requerido, ele ainda pode ser útil e muitas normas de setor específico ainda requerem manuais da qualidade e procedimentos documentados.

A informação documentada pode ser estruturada e criada de muitas maneiras, com base nas necessidades da organização e outros fatores, como liderança, resultados pretendidos do sistema de gestão, contexto (incluindo requisitos estatutários e regulamentares) e partes interessadas. A estrutura da informação documentada usada no sistema de gestão da qualidade pode ser descrita em uma hierarquia. Essa estrutura facilita a distribuição, a manutenção e o entendimento da informação documentada.

Os sistemas eletrônicos proveem escolhas adicionais para estruturar informação documentada. O Anexo A ilustra exemplos de estruturas de informação documentada. As organizações menores podem escolher uma estrutura simplificada de informação documentada para atender às suas necessidades.

Convém que o tipo e a extensão de informação documentada necessária para o sistema de gestão da qualidade sejam baseados em uma análise de processos e podem diferir de uma organização para outra devido a, por exemplo, o porte da organização e o tipo de atividades; a complexidade de processos e suas interações; a maturidade do sistema de gestão da qualidade; os riscos e oportunidades; a competência de pessoas; os requisitos estatutários e regulamentares; os requisitos do cliente e de outras partes interessadas; a necessidade de evidência de resultados alcançados; e a necessidade de apoiar acessibilidade e recuperabilidade remotamente.

A informação documentada pode incluir definições. Para melhorar a compreensão, convém que a organização considere usar vocabulário que esteja de acordo com termos e definições padronizados que são referenciados na NBR ISO 9000, no uso geral de dicionário ou que possa ser específico para a organização. Um sistema de gestão da qualidade de uma organização pode usar terminologias diferentes para os tipos definidos de informação documentada.

A informação documentada de uma organização deve incluir o escopo do sistema de gestão da qualidade; uma política da qualidade; os objetivos da qualidade; a informação que a organização determinou como sendo necessária para apoiar a operação do sistema de gestão da qualidade e seus processos, incluindo, como aplicável: um manual da qualidade; os organogramas; os mapas de processos, fluxogramas e/ou descrições de processos; os procedimentos e as instruções de trabalho; os fluxos de trabalho automatizados; as especificações de produtos e serviços; as comunicações internas e externas; os planos, cronogramas e listas; os formulários e listas de verificação; a informação documentada de origem externa; a informação documentada a ser retida (isto é, registros) para prover evidência de resultados alcançados.

A informação documentada pode estar em qualquer tipo de meio, como papel, eletrônico, fotografia ou amostras físicas. As vantagens do meio eletrônico são, por exemplo, o acesso facilitado a versões pertinentes, incluindo acesso a partir de locais remotos; o controle de mudanças facilitado, incluindo o cancelamento de informação documentada obsoleta; a distribuição imediata e controlada; a recuperabilidade e retenção versus papel ou outro meio físico.

O propósito para uma organização ter informação documentada inclui a comunicação de informação; evidência de alcançar resultados ou atividades realizadas; o compartilhamento de conhecimento; a preservação de conhecimento; a descrição do sistema de gestão da qualidade da organização. Os benefícios para uma organização ter informação documentada incluem: demonstrar compliance com requisitos estatutários e regulamentares; prover informação para grupos multifuncionais, para que eles possam melhor compreender inter-relacionamentos; comunicar compromisso da organização com a qualidade para partes interessadas pertinentes; ajudar as pessoas a compreender seu papel na organização, provendo assim uma base para expectativas de desempenho no trabalho; facilitar a compreensão mútua entre os diferentes níveis na organização; prover a evidência objetiva de que requisitos especificados foram alcançados; abordar os riscos e as oportunidades para melhorar o desempenho organizacional, a conformidade de produto ou serviço e a satisfação do cliente; prover conhecimento organizacional, incluindo a base para competência e treinamento para pessoas e outras partes interessadas pertinentes; declarar como coisas são para ser feitas para atender consistentemente a requisitos especificados, promovendo assim condições controladas e provendo uma base para melhoria contínua; demonstrar para partes interessadas as capacidades na organização, provendo assim confiança; prover requisitos para provedores externos; prover uma base para auditar e avaliar a eficácia e adequação contínua do sistema de gestão da qualidade.

O escopo do sistema de gestão da qualidade deve ser documentado com base na determinação pela organização dos limites e da aplicabilidade do sistema de gestão da qualidade. O escopo de um sistema de gestão pode incluir a organização como um todo, funções específicas e identificadas da organização, seções específicas e identificadas da organização ou uma ou mais funções em um grupo de organizações.

Convém que o escopo declare os tipos de produtos e serviços cobertos e, se requerido, proveja a justificativa para qualquer requisito da norma de qualidade pertinente que a organização determine que não seja aplicável ao escopo de seu sistema de gestão da qualidade. Convém que o escopo do sistema de gestão da qualidade seja baseado na natureza dos produtos e serviços da organização, seus processos operacionais, questões levantadas ao estabelecer o contexto da organização e os requisitos pertinentes de partes interessadas, o resultado de mentalidade de risco, considerações comerciais e requisitos contratuais, estatutários e regulamentares.

A política da qualidade ajuda uma organização a engajar suas pessoas na cultura da qualidade da organização. Convém que ela seja alinhada com a direção estratégica, a missão e a visão da organização. Ela provê um compromisso verificável com a qualidade para partes interessadas pertinentes.

Uma organização pode ter outras políticas, além da política da qualidade, relacionadas ao sistema de gestão da qualidade. Os objetivos da qualidade devem refletir os resultados a serem alcançados pela organização com respeito à sua direção estratégica, sua política da qualidade, seus riscos e oportunidades e seus requisitos aplicáveis ao sistema de gestão da qualidade.

Além disso, a organização deve determinar o tipo e a extensão da informação documentada necessária para apoiar a operação de seus processos, os formatos a serem usados e o meio para se comunicar com usuários. A organização pode decidir que termos ela usa para sua informação documentada. Enquanto termos como procedimentos, instruções de trabalho e manual da qualidade são usados neste documento, a organização não está obrigada a adotar tal terminologia.

Quanto ao manual da qualidade, pode-se dizer que há muitas maneiras pelas quais uma organização pode documentar seu sistema de gestão da qualidade. As organizações podem escolher usar um manual da qualidade, ou um manual da qualidade pode ser exigido pelos requisitos externos da organização. Um manual da qualidade é único para cada organização.

Ele pode prover a estrutura, o formato, o conteúdo ou o método de apresentação para documentar o sistema de gestão da qualidade para todos os tipos de organizações. Uma pequena organização pode achar apropriado incluir a descrição de seu sistema de gestão da qualidade inteiro em um único manual, incluindo toda a informação documentada que ela mantém.

As organizações grandes, multinacionais, podem necessitar de manuais em níveis distintos (por exemplo, nível global, nacional ou regional) e uma hierarquia mais complexa da informação documentada. Se a organização escolher implementar um manual da qualidade, ele pode incluir procedimentos documentados, ou uma referência a eles, e uma descrição dos processos do sistema de gestão da qualidade e suas interações.

Convém que seja incluída no manual da qualidade a informação sobre a organização, como nome, localização, contexto e meios de comunicação incluindo termos específicos e definições pertinentes. A informação adicional também pode ser incluída, como suas linhas de negócio, uma breve descrição de seus antecedentes, história e porte.

O manual da qualidade pode prover uma descrição do sistema de gestão da qualidade e de sua implementação na organização. Convém que descrições dos processos e de suas interações, ou uma referência a elas, sejam incluídas no manual. Convém que os processos da organização sejam projetados para atender aos objetivos globais da organização, suas políticas, seu contexto e as expectativas pertinentes de partes interessadas.

Em grandes organizações, os processos podem ligar áreas funcionais da organização (ver Anexo A). Convém que a organização documente seu sistema de gestão da qualidade específico seguindo a sequência do fluxo dos processos ou qualquer sequenciamento apropriado à organização. Referência cruzada entre a norma selecionada e os processos da organização pode ser útil. A sequência e a interação dos processos no sistema de gestão da qualidade podem ser documentadas usando um mapa de processos.

A conformidade do projeto e construção dos fluxômetros

A NBR 16982 de 07/2021 – Fluxômetros para conexão em reguladores de pressão e postos de utilização de sistemas centralizados de suprimento de gases medicinais e gases para dispositivos médicosestabelece os requisitos de projeto, construção, métodos de ensaio e marcação dos fluxômetros: conectados e desconectados pelo operador, diretamente ou por meio de conectores flexíveis, nos postos de utilização de um sistema centralizado de suprimento de gases medicinais e de gases para dispositivos médicos, para ajuste, medição e entrega da vazão; conectados e desconectados pelo operador nos pontos de conexão específicos de gases de dispositivos, como reguladores de pressão. São exemplos de gases: oxigênio medicinal, ar comprimido ou sintético medicinal, óxido nitroso medicinal, hélio, xenônio e suas misturas. Essa norma não se aplica aos fluxômetros elétricos e eletrônicos e para os gases utilizados no acionamento de ferramentas cirúrgicas.

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Quais são os requisitos construtivos dos fluxômetros?

Como deve ser a embalagem dos aparelhos?

Quais são os coeficientes de conversão?

Qual é o método de ensaio para durabilidade das marcações e das identificações por cores?

O fluxômetro é um dispositivo de medição de vazão equipado com um conector de entrada e um conector de saída, e que incorpora um dos seguintes mecanismos: um medidor de vazão e uma válvula de controle de vazão; um medidor de vazão, um orifício fixo e uma válvula de controle de vazão; um ou mais orifícios fixos com um sistema que previne a seleção de diferentes vazões. Assim, eles são equipamentos utilizados para o suprimento de gases medicinais diretamente para os pacientes ou para os dispositivos médicos, alimentados por um sistema centralizado de gases ou por cilindros de gases medicinais, conectados a reguladores de pressão.

Estes equipamentos entregam vazões precisas, sob condições variáveis de temperatura e pressão de entrada. Portanto, é importante que as suas características operacionais sejam especificadas e submetidas aos ensaios adequados.

Essa norma objetiva principalmente assegurar: a segurança do fluxômetro quanto à resistência mecânica; que as conexões de entrada e de saída do fluxômetro estejam de acordo com a especificidade de cada gás; a limpeza do fluxômetro; o uso adequado dos materiais utilizados na fabricação do fluxômetro, a precisão da vazão; a adequação do fluxômetro aos ensaios; a identificação do fluxômetro; e as informações mínimas fornecidas ao usuário. O Anexo A contém justificativas para alguns dos requisitos desta norma.

Considera-se que o conhecimento dessas justificativas não apenas facilita a correta aplicação desta norma, como também tornará mais rápidas as revisões posteriores. As pressões indicadas nesta norma são expressas como manométricas (isto é, a pressão atmosférica é determinada como zero), salvo quando mencionado de outra forma.

Quando transportados, armazenados, instalados, operados em uso normal e mantidos de acordo com as instruções do fabricante, os fluxômetros não podem causar riscos à segurança que possam ser previstos usando procedimentos de gerenciamento de risco que estejam em conformidade com a NBR ISO 14971 e que estejam conectados à sua aplicação, em condições normais ou na condição de falha única. Os fluxômetros devem manter o atendimento aos requisitos desta norma, após serem embalados para transporte e armazenagem e após serem expostos às condições ambientais, conforme estabelecido pelo fabricante.

Os componentes e materiais em contato com os gases, durante o uso normal, devem ser resistentes à corrosão e compatíveis com o oxigênio e demais gases, suas misturas e gases para acionamento de dispositivos médicos, na faixa de temperaturas especificada nessa norma. A resistência à corrosão inclui resistência contra umidade e materiais adjacentes. A compatibilidade com oxigênio é geralmente definida como a capacidade de um material coexistir com oxigênio e com uma fonte moderada de ignição.

O objetivo de utilizar materiais compatíveis com o oxigênio é desenvolver um projeto que tenha baixa probabilidade de ignição e que minimize as consequências, com base no uso de materiais com boa compatibilidade e baixa liberação de energia, se inflamados, ou reduzir a quantidade de componentes não metálicos. Muitos destes materiais podem se inflamar por atrito na sede da válvula ou por compressão adiabática, quando um gás rico em oxigênio sob alta pressão é introduzido rapidamente em um sistema que estava, inicialmente, em baixa pressão.

As considerações de projeto e critérios para a seleção de materiais metálicos e não metálicos são dadas na ISO 15001. A temperatura de autoignição dos componentes não metálicos em contato com o gás utilizados na fabricação dos fluxômetros, incluindo os materiais de vedação e lubrificantes (se utilizados), não pode ser menor que 160°C. A máxima temperatura de operação permitida para o material sob ensaio é 100°C mais baixa do que a temperatura de autoignição na pressão correspondente de oxigênio.

Esta margem de segurança é necessária para atender a um aumento imprevisto na temperatura de operação e pelo fato de que a temperatura de autoignição não é constante. Os valores da temperatura de autoignição sempre dependem do método de ensaio usado, o que não simula exatamente todas as possíveis condições de operação. Os materiais devem ser dimensionados para permitir que os fluxômetros e seus componentes atendam aos requisitos dessa norma, na faixa de temperatura de -20°C a +60°C.

Os materiais revestidos ou suscetíveis de liberar particulados que possam entrar em contato com o gás, em condição normal ou em condição de falha única, não podem ser utilizados na fabricação de componentes que trabalhem sob tensão e em peças sujeitas a desgaste. Exemplo de componente sob tensão: mola. Exemplo de componente revestido: peça cromada ou niquelada.

O conector de entrada de suprimento de gás deve ser um dos seguintes: uma rosca com conexão específica para cada gás, em conformidade com a NBR 11906; um inserto (bico fixo ou bico escalonado) para conexão com mangueira de baixa pressão. A entrada do suprimento de gás deve ser equipada com um filtro que seja substituível; possua poros não superiores a 100 μm ou uma rede de contenção equivalente. A evidência de conformidade deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

O conector de saída deve ser um dos seguintes: uma rosca com conexão específica para cada gás, em conformidade com a NBR 11906; um inserto (bico fixo ou bico escalonado) para conexão com mangueira de baixa pressão. Para a resistência mecânica, o fluxômetro deve atender aos requisitos dessa norma, depois de suportar uma pressão de 1.000 kPa, por 5 min. O ensaio para a resistência mecânica é especificado nessa norma.

Os ensaios para os vazamentos são especificados nessa norma. O vazamento externo (para o ambiente) não pode exceder 0,5 mL/min (equivalente a um decaimento de pressão de 0,050 6 kPa∙L/min), à pressão de entrada P1. Esta verificação deve ser realizada após os ensaios de resistência mecânica e de precisão.

O vazamento interno, com a válvula de controle de vazão fechada com um torque de 0,4 Nm ou, no caso de um fluxômetro com múltiplos orifícios fixos, com o sistema de seleção de vazão ajustado para zero, não pode exceder 0,3 mL/min (equivalente a um decaimento de pressão de 0,030 3 kPa∙L/min), à pressão de entrada P1. Esta verificação deve ser realizada após os ensaios de resistência mecânica e de precisão.

Para os requisitos para fluxômetros equipados com tubo cônico de medição (bilha) e uma válvula de controle de vazão, a escala do fluxômetro, marcada no tubo cônico de medição, deve ser graduada em unidades de litros por minuto (L/min) ou, para vazões menores ou iguais a 1 L/min, em unidades de mililitros por minuto (mL/min). A evidência de conformidade deve ser verificada por inspeção visual.

Para a legibilidade, os valores de vazão (inclusive o zero) marcados na escala do tubo cônico de medição do fluxômetro devem ser legíveis para um operador situado a uma distância de pelo menos 1 m do equipamento, em local iluminado. Quanto à precisão da vazão, a vazão real, em qualquer leitura da escala de um fluxômetro com vazão máxima maior que 1 L/min, deve estar dentro de ± 10% do valor indicado, para vazões entre 10% e 100% da escala total, ou dentro de ± 0,5 L/min, o que for maior, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente e corrigido para as condições de referência.

A vazão real em qualquer leitura da escala de um fluxômetro com vazão máxima de até 1 L/min deve estar dentro de ± 10% da escala total, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente e corrigido para as condições de referência. A precisão da vazão deve ser verificada ao longo da faixa de pressões de entrada especificada pelo fabricante, enquanto o fluxo é liberado para o ambiente. Esta verificação deve ser feita após a realização do ensaio de resistência mecânica.

Para aumentar a precisão da vazão e reduzir o risco de descarga eletrostática, convém que sejam fornecidos meios para minimizar o acúmulo de cargas eletrostáticas tanto dentro como fora do tubo cônico de medição do fluxômetro e de seu alojamento. Para aumentar a precisão da vazão e reduzir a imprecisão da leitura na escala, convém que sejam fornecidos meios para compensar a influência da contrapressão, quando um componente for instalado na saída do fluxômetro.

O umidificador é um exemplo de componente instalado na saída do fluxômetro que gera contrapressão. A evidência de conformidade com esses parâmetros descritos deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação. Em relação à válvula de controle de vazão, o botão de controle de vazão e a agulha da válvula devem estar acoplados ao fluxômetro, de forma que não possam ser removidos sem o uso de uma ferramenta adequada.

A conformidade deve ser ensaiada pela tentativa de remoção do conjunto botão e agulha, sem o uso de uma ferramenta. A válvula de controle de vazão deve ser projetada de forma que a vazão aumente quando o botão for girado no sentido anti-horário. A evidência de conformidade deve ser verificada por inspeção visual. A válvula de controle de vazão pode ser posicionada tanto a montante como a jusante do fluxômetro. A posição afeta a precisão da vazão em diferentes pressões de suprimento e a resistência na saída (contrapressão).

Para os requisitos para fluxômetros equipados com um manômetro de vazão, um orifício fixo e uma válvula de controle de vazão, a faixa da escala do manômetro de vazão deve se estender a um valor que seja no mínimo 33% maior do que a vazão máxima especificada pelo fabricante. O manômetro de vazão deve ser graduado em unidades de litros por minuto (L/min). As evidências de conformidade devem ser verificadas por inspeção visual.

Para a legibilidade, os valores de vazão indicados na escala do manômetro de vazão devem ser legíveis para um operador situado a uma distância de pelo menos 1 m do equipamento, em local iluminado. Para a precisão da vazão, a vazão real em qualquer leitura na escala do manômetro de vazão deve estar dentro de ± 10% do valor indicado, para vazões entre 10% e 100% da escala total, ou dentro de ± 0,5 L/min, o que for maior, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente e corrigido para as condições de referência.

A precisão da vazão deve ser verificada ao longo da faixa de pressões de entrada especificada pelo fabricante, quando o fluxo for liberado para o ambiente. Esta verificação deve ser feita após a condução do ensaio de resistência mecânica. A evidência de conformidade com deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

Na válvula de controle de vazão, o botão de controle de vazão e a agulha da válvula devem estar acoplados de forma que não possam ser removidos sem o uso de uma ferramenta adequada. A conformidade deve ser ensaiada pela tentativa de remoção do conjunto botão e agulha sem o uso de uma ferramenta.

A válvula de controle de vazão deve ser projetada de forma que a vazão aumente quando o botão for girado no sentido anti-horário. A conformidade deve ser verificada por inspeção visual. A válvula de controle de vazão pode ser posicionada tanto a montante como a jusante do fluxômetro.

A posição afeta a precisão da vazão em diferentes pressões de suprimento e de resistência na saída (contrapressão). Para os requisitos para fluxômetros equipados com um ou mais orifícios fixos e com um dispositivo de seleção de vazão, para a legibilidade o valor da vazão indicado para o orifício fixo em uso deve ser legível para um operador situado a uma distância de pelo menos 1 m do equipamento, em local iluminado.

Para a precisão da vazão real, ela deve estar dentro de ± 20% de cada valor indicado, para vazões maiores do que 1,5 L/min e dentro de ± 30% de cada valor indicado, para vazões até 1,5 L/min. A precisão da vazão deve ser verificada ao longo da faixa de pressões de entrada especificada pelo fabricante, quando o fluxo do gás for liberado para o ambiente. Esta verificação deve ser feita após a condução do ensaio para força mecânica. A evidência de conformidade deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

Para a seleção da vazão, para os fluxômetros equipados com múltiplos orifícios fixos, a força tangencial requerida no raio máximo do dispositivo de seleção de vazão para sair da posição desligado e para mudar de um ajuste de vazão para outro não pode ser inferior a 5 N nem superior a 50 N. A evidência de conformidade deve ser disponibilizada pelo fabricante, mediante solicitação.

Convém que o dispositivo de seleção de vazão seja projetado para se autocentrar em uma determinada vazão, para reduzir a probabilidade de seleção de posições intermediárias, onde pode não haver fluxo (como, por exemplo, entre ajustes de vazão subsequentes), exceto para o ajuste de vazão zero. A evidência de conformidade deve ser verificada por ensaio funcional.

Se o dispositivo de seleção de vazão de um fluxômetro com múltiplos orifícios fixos puder ser posicionado entre os ajustes de vazão adjacentes, de modo que não haja vazão na saída, um aviso para este efeito deve ser colocado no dispositivo. A remoção de um orifício fixo deve requerer o uso de uma ferramenta apropriada.

Os riscos das estações transmissoras de radiocomunicações para o ser humano

A NBR IEC 62232 de 07/2021 – Determinação da intensidade de campo de RF, densidade de potência e SAR na proximidade das estações base de radiocomunicações com o objetivo de avaliar a exposição humana fornece métodos para a determinação da intensidade de campo eletromagnético na faixa de radiofrequências (RF) e da taxa de absorção específica (SAR) nas proximidades das estações transmissoras de radiocomunicações (ETR), com o objetivo de avaliar a exposição humana. Este documento: considera a ETR radiando intencionalmente em uma ou mais frequências na faixa de 110 MHz a 100 GHz, usando uma ou mais antenas; considera o impacto das fontes presentes no ambiente na exposição à RF pelo menos na faixa de frequências de 100 kHz a 300 GHz; especifica os métodos a serem usados para a avaliação da exposição à RF para as seguintes aplicações da determinação da conformidade, a saber: conformidade do produto – determinação de informações de fronteira de conformidade de um produto de uma ETR antes de ser colocado no mercado; conformidade da instalação do produto – determinação dos níveis totais de exposição à RF em áreas acessíveis de uma ETR e outras fontes relevantes antes de entrar em operação; determinação da exposição à RF in situ – medição dos níveis de exposição à RF in situ nas proximidades de uma instalação de uma ETR, após a entrada em operação do produto; descreve várias metodologias de medição e computacionais de intensidade de campo de RF e SAR, com orientações sobre a sua aplicabilidade tanto nas avaliações in situ da ETR instalada, como e nas avaliações baseadas em laboratório; descreve como os avaliadores, com um nível de conhecimento suficiente, estabelecem os seus procedimentos de avaliação específicos e apropriados para a sua finalidade de avaliação; fornece orientações sobre como relatar, interpretar e comparar resultados de diferentes metodologias de avaliação e, onde a finalidade da avaliação o exigir, determinar uma decisão justificada em relação a um valor-limite; fornece descrições curtas dos exemplos de casos informativos fornecidos no Relatório Técnico complementar IEC TR 62669.

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Quais os símbolos e termos abreviados usados nessa norma?

Como fazer a seleção da área de determinação?

Como devem ser feitas as medições da total exposure ratio – TER (razão de exposição total) gerais?

Como usar os métodos computacionais para avaliar o nível de exposição?

Esse documento aborda a avaliação dos níveis de intensidade de campo eletromagnético na faixa de radiofrequências (RF), densidade de potência ou taxa de absorção específica (SAR), nas proximidades das estações transmissoras de radiocomunicações (ETR), também chamadas de produto ou equipamento sob ensaio (ESE), radiando intencionalmente na frequência de 11O MHz a 100 GHz, de acordo com o escopo (ver Seção 1). Não trata da avaliação de densidade de corrente cujas diretrizes de exposição geralmente não são consideradas relevantes ao se avaliarem os campos de RF na faixa de frequência de operação da ETR pretendida.

Este documento especifica os métodos de avaliação de exposição à RF a serem usados para conformidade do produto, conformidade da instalação do produto e determinação da exposição à RF in situ. Este documento não determina limites de exposição humana, também chamados de limites de exposição. Ao efetuar a determinação da exposição à RF, o avaliador se refere ao conjunto de limites de exposição aplicáveis em que a exposição ocorre. As Seções 2, 3 e 4 tratam de referências normativas, termos e definições e símbolos e termos abreviados, respectivamente.

A Seção 5 fornece um guia rápido e detalhes sobre como usar este documento. A Seção 6 descreve as três principais áreas de aplicação deste documento: métodos de avaliação de exposição à RF para conformidade do produto, conformidade da instalação do produto e determinação da exposição à RF in situ. Detalhes adicionais são fornecidos no Anexo C.

A Seção 7 fornece diretrizes sobre como selecionar o método de avaliação. Detalhes adicionais são fornecidos no Anexo A. A Seção 8 estabelece os métodos de avaliação da exposição à RF a serem utilizados e faz referência a mais detalhes nos Anexos B e F. A Seção 9 trata da estimativa da incerteza e faz referência ao Anexo E para mais detalhes.

A Seção 1 descreve os requisitos do relatório para a avaliação ou determinação. Os Anexos e a Bibliografia são referenciados extensivamente para fornecer esclarecimentos ou orientações úteis. Orientações adicionais podem ser encontradas no IEC TR 62669, que inclui o conjunto de estudos de caso que fornece exemplos práticos da aplicação deste documento.

Dados os diferentes tipos de métodos de avaliação da exposição humana a campos eletromagnéticos e suas complexidades inerentes, este documento contém uma quantidade significativa de detalhes técnicos. Embora esses detalhes sejam necessários, cuidados devem ser tomados para se estratificar a apresentação das informações, com conteúdo amplamente separado em processos, detalhes e informações adicionais.

Na Seção 5, informações básicas de processo são fornecidas sob duas perspectivas: em 5.2, descreve-se a estrutura do documento, quando aplicado na realização de uma avaliação; em 5.3, tem-se uma abordagem baseada na utilização básica do documento em situações como na determinação de uma fronteira de conformidade. O guia rápido fornece uma visão geral do processo de avaliação como um fluxograma.

O guia rápido mostrado na figura acima descreve o processo de avaliação juntamente com as etapas de avaliação explicadas nessa norma. Essa sequência envolve a determinação do objetivo da avaliação, método(s) de avaliação, bem como a extrapolação, média espacial, média do tempo e soma de múltiplas frequências. As etapas da incerteza e do relatório completam o processo de avaliação.

Existem três aplicações principais de avaliação de exposição à RF estabelecidas neste documento. Conformidade do produto: determinação das informações de fronteira de conformidade de um produto estação transmissora de radiocomunicação (ETR) antes de ser colocado no mercado. Conformidade com a instalação do produto: determinação dos níveis totais de exposição à RF em áreas acessíveis a partir de um produto ETR e outras fontes relevantes antes da entrada em serviço do produto. Determinação da exposição à RF in situ: medição dos níveis de exposição à radio frequency – RF (rádio frequência) nas proximidades de uma instalação ETR, após a instalação e a operação do produto.

A Seção 7 fornece diretrizes sobre como selecionar o método de avaliação. As agências reguladoras nacionais podem ter requisitos diferentes que substituam os especificados neste documento. Um Relatório Técnico da IEC dedicado, IEC TR 62669, contém exemplos de avaliação trabalhada de sites típicos de ETR, usando vários métodos descritos neste documento. Os locais de exemplo incluem telhados, torres, postes, pequenas células e células internas.

Cada estudo de caso foi escolhido para ilustrar locais típicos de ETR e tarefas comuns de avaliação. Alguns dos estudos de caso demonstraram vários métodos de avaliação. No entanto, na maioria dos cenários, apenas um método seria necessário para concluir uma avaliação. O IEC TR 62669 foi desenvolvido para atender à IEC 62232:2011. Uma nova versão do IEC TR 62669 está atualmente em desenvolvimento, para refletir os procedimentos de avaliação atualizados neste documento.

Para o processo de avaliação da conformidade de produto, normalmente, é necessário que um fabricante ou outra entidade legal que coloque um produto ETR no mercado forneça informações de exposição à RF, incluindo fronteiras de conformidade aplicáveis (zonas de exclusão), para o usuário final do produto. A fronteira de conformidade deve ser estabelecida para os limites de exposição à RF aplicáveis, usando métodos de determinação de intensidade de campo, densidade de potência ou SAR.

As informações de fronteira de conformidade são normalmente determinadas para várias configurações típicas selecionadas do produto ETR (banda de frequência, número de transmissores, largura de banda, antena, alimentador, etc.), assumindo condições de espaço livre e com a potência máxima para cada configuração. O estabelecimento de fronteiras de conformidade pode ser um dos vários requisitos ou métodos relacionados à conformidade do produto.

Quando um produto está em conformidade com a IEC 62479 e essa se aplica, dependendo do reconhecimento da agência reguladora nacional envolvida, nenhuma fronteira de conformidade é necessária. Caso contrário, a fronteira de conformidade será avaliada de acordo com essa norma.

As medições de taxa de absorção específica (SAR) ou de densidade de potência (dependendo da faixa de frequência) são a técnica de avaliação mais apropriada para determinar informações precisas sobre a fronteira de conformidade (CB) para os equipamentos projetados para dispositivos independentes pequenos e antenas de estação transmissora de múltiplos elementos menores ou iguais a 1,5 m. Exemplos desse tipo de equipamento incluem os de médio alcance, área local ou estação residencial, pico-célula e microcélula 3GPP TS 25. 1 04, 3GPP TS 36. 1 04. Como alternativa, a SAR pode ser calculado usando equações de estimativa ou usando métodos computacionais avançados.

Para todos os produtos ETR, em particular os equipamentos de macrocélulas, mas também equipamentos de pequenas áreas de cobertura, avaliações de intensidade de campo ou densidade de potência são aplicáveis. Podem ser usadas medições de laboratório ou cálculos. Como alternativa, a SAR pode ser calculado usando equações de estimativa ou métodos computacionais avançados.

A fronteira de conformidade mais precisa (menor) é obtida como uma isosuperfície, com o valor da isosuperfície fornecido pelo limite de exposição à RF aplicável. Nesse caso, a forma da fronteira de conformidade deve ser descrita com precisão, por exemplo, em termos de uma função matemática z = f (x,y). A fronteira de conformidade isosuperficial pode ser incluída em volumes de geometria mais simples para determinar fronteiras de conformidade mais conservadoras.

As formas de fronteira de conformidade válidas não se limitam a esses exemplos. As fronteiras de conformidade cilíndricas, em forma de caixa ou truncados , devem ser geradas medindo a intensidade de campo de RF em direções adequadas em relação à antena transmissora (por exemplo, frontal, traseira, lateral e acima/abaixo) e comparando a intensidade de campo de RF obtida com limites de exposição aplicáveis (intensidade de campo de RF ou densidade de potência).

A densidade de potência ou a intensidade de campo devem ser calculadas em uma região ao redor da antena da estação-base, para se obter a máxima potência transmitida possível usando as equações indicadas nessa norma. Com base nessa avaliação, as fronteiras de conformidade na forma de vários sólidos podem ser determinadas. Como alternativa, o algoritmo básico pode ser usado para obter uma fronteira de conformidade isosuperfície, usando o limite de exposição à RF aplicável como o valor da isosuperfície.

As fronteiras de conformidade mais simples e mais conservadoras podem ser obtidas inscrevendo a isosuperfície obtida em vários sólidos. Após a criação de um modelo numérico preciso, os campos ao redor da antena da estação-base devem ser calculados para a potência máxima possível transmitida.

Uma fronteira de conformidade isosuperficial pode ser obtida em um pós-processamento usando o limite de exposição à RF aplicável como o valor da isosuperfície. Fronteiras de conformidade mais simples e mais conservadoras podem ser obtidas inscrevendo a isosuperfície obtida em vários sólidos.

Um operador de rede ou outra entidade legal que pretenda colocar um produto ETR em operação geralmente precisa avaliar os níveis de intensidade de campo de RF. Normal mente, essas avaliações são realizadas em áreas acessíveis e nas proximidades da estação-base, para verificar a conformidade com os regulamentos e limites de exposição à RF aplicáveis.

Nessa avaliação, é necessário considerar as contribuições de outras fontes relevantes e os possíveis efeitos do ambiente. Devem ser empreendidos esforços razoáveis para considerar outras fontes pertinentes. Os níveis de exposição à RF do produto ETR e de outras fontes pertinentes devem ser determinados à potência máxima de transmissão do equipamento (teórica ou real), usando medições ou cálculos.

As contribuições de várias fontes devem ser determinadas usando equações de soma.  Onde um novo produto é instalado, o procedimento deve ser usado para avaliar a exposição à RF, levando em consideração outras fontes de RF nas proximidades. Para permitir avaliações precisas e eficientes, diferentes rotas são possíveis, dependendo das características da instalação do produto.

Em alguns casos específicos, é possível um processo de avaliação simplificado da instalação do produto sem a necessidade de realizar medições ou cálculos. Um processo simplificado de instalação do produto se aplica quando não são necessárias medições ou cálculos detalhados para estabelecer a conformidade da instalação do produto.

O processo de avaliação simplificado é baseado em características facilmente acessíveis da configuração da instalação, como a potência equivalente isotrópica radiada (EIRP), direção do lóbulo principal, fronteira de conformidade e posições de instalação dos transmissores/antenas em relação às áreas acessíveis para o produto e outras fontes relevantes, quando aplicável. Para a implementação do processo de avaliação simplificado, devem ser usadas as especificações do produto fornecidas pelo (s) equipamento (s) e/ou fabricante (s) de antena (s), em particular as dimensões de potência transmitida, ganho de antena e fronteiras de conformidade avaliadas.

A avaliação da instalação do produto não será necessária se o produto estiver em conformidade com a IEC 62479 ou se as dimensões da fronteira de conformidade do produto forem zero. Para os produtos com diretividade de antena de 30 dB ou superior (por exemplo, antena parabólica), a avaliação da instalação do produto não é necessária, se não houver acesso dentro das dimensões da fronteira de conformidade.

Para esses produtos, a antena geralmente é instalada para manter as condições da linha de visada, a fim de impedir que o link do rádio seja interrompido. As classes de instalação do produto para as quais um processo simplificado de avaliação de instalação é aplicável podem ser desenvolvidas com base nos limites de exposição aplicáveis.

Por exemplo, para as classes determinadas podem ser usados limites de exposição para o público em geral, baseados na lnternational Commission on Non-lonizing Radiation Protection (ICNIRP). As justificativas usadas para estabelecer essas classes são apresentadas no Anexo C. Se houver vários itens de equipamento localizados no mesmo local que o produto, os critérios de EIRP se aplicam à soma do EIRP de todos os equipamentos localizados.