API RP 754: os indicadores de desempenho de segurança das indústrias de refino e petroquímica

A API RP 754:2021 – Process Safety Performance Indicators for the Refining and Petrochemical Industries identifica os indicadores de segurança de processo adiantados e atrasados úteis para impulsionar a melhoria de desempenho em indústrias petroquímicas. Como uma estrutura para medir a atividade, o status ou o desempenho, este documento classifica os indicadores de segurança do processo em quatro níveis de indicadores de avanço e atraso.

Os níveis 1 e 2 são adequados para relatórios públicos em todo o país e os níveis 3 e 4 destinam-se ao uso interno em instalações individuais. Também são fornecidas orientações sobre métodos de desenvolvimento e uso de indicadores de desempenho.

Essa recommended practice (RP) foi desenvolvida para as indústrias de refino e petroquímica, mas também pode ser aplicável a outras indústrias com sistemas operacionais e processos onde a perda de contenção tem o potencial de causar danos. A aplicabilidade não se limita às instalações cobertas pela norma OSHA Process Safety Management Standard, 29 CFR 1910.119 ou regulamentos nacionais e internacionais semelhantes. Para permitir a aplicação consistente desta RP a outros subsegmentos da indústria de refino e petroquímica, foram criados anexos informativos para definir a aplicabilidade e a definição do processo para esses subsegmentos. O usuário substituiria o conteúdo desses anexos pelas seções referenciadas deste RP: Anexo A – Operação de oleoduto e terminal, Anexo B – Estações de serviço de varejo, Anexo C – Operações de perfuração e produção de petróleo e gás.

Conteúdo da norma

1 Escopo. . .. . . . . . . . .. . 1

1.1 Geral. . . . . . . . . . . . . . . 1

1.2 Aplicabilidade. . .. . . . . . 1

1.3 Princípios orientações . . . . . . . . . . . 2

1.4 Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . 2

2 Referências normativas.  . . . . . . . . . . . 3

3 Termos, definições, acrônimos e abreviações. .. . . . . 3

3.1 Termos e definições. . . . . . . . . . . . . . . 3

3.2 Siglas e abreviações. . . . . . . . . . . . . . 11

4 Indicadores de desempenho avançados e atrasados.. . 11

5 Indicador de desempenho de nível 1 – evento de segurança de processo (process safety event- PSE).. . . . . . . 12

5.1 Tier 1 Indicator Purpose . . . . . . . . 12

5.1 Objetivo do indicador de nível 1.  . . . . . . . 12

5.2 Definição e consequências do indicador de nível 1. . . . 13

5.3 Cálculo da taxa PSE Tier 1. . .  . . . . . . . 14

5.4 Ponderação de severidade PSE Tier 1.  . . . . . 15

6 Indicador de desempenho de nível 2 – eventos de segurança de processo. . . . . . . . 19

6.1 Objetivo do indicador de nível 2. . . . . . . . . 19

6.2 Definição do indicador de nível 2 e consequências. . . 19

6.3 Cálculo da taxa PSE Tier 2. . . . . . . . . . 20

7 Indicadores de desempenho de nível 3 – desafios aos sistemas de segurança. . . . . . 21

7.1 Objetivo do indicador. . . . . . . . . . . . 21

7.2 Exemplos de PSE Tier 3. . . . . . . . . . . 21

8 Indicadores de desempenho de nível 4 – Disciplina operacional e desempenho do sistema de gestão. . . . . 24

8.1 Geral.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

8.2 Objetivo do indicador. . . . . . . . . . . . . . . . 24

8.3 Exemplos de indicadores de nível 4. . . . . . . . . 25

9 Diretrizes para Seleção de Indicadores de Segurança de Processo. .  . . . . . . 25

9.1 Geral.  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

9.2 Objetivo dos indicadores.  . . . . . . . . . . 26

9.3 Indicadores atrasados versus indicadores principais. .  26

9.4 Características dos indicadores eficazes. . . . . . . 26

9.5 Seleção de indicadores. . .  . . . . . . . . . . . . . 27

10 Relatórios de indicadores de desempenho. .. . . . . 27

10.1 Formato e fórum. .  . . . . . . . . . 27

10.2 Transparência. . .  . . . . . . . . . . . . . 28

10.3 Stakeholder. .  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

10.4 Captura de dados PSE.. . . . . . . . . . . . . 29

Anexo A (informativo) Aplicativo para operações de oleodutos e terminais de petróleo. . . . . . . . . . . . . 43

Anexo B (informativo) Aplicativo para reter postos de atendimento. . .  . . . . . . . . . . . . 45

Anexo C (informativo) Operações de perfuração e produção de petróleo e gás. .. . . . . . . 46

Anexo D (normativo) Tier 1 PSE do peso de gravidade. . . 47

Anexo E (informativo) Exemplos e perguntas de PSE. . . . 51

Anexo F (informativo) Classificação de produtos químicos classificados por quantidade limite (Com base na classe ou agrupamento de perigo UNDG).  . . . . . . . 84

Anexo G (informativo) Aplicação de TRC a lançamentos multicomponentes. . .. . . . . . 87

Anexo H (informativo) PSE Tier 1/Tier 2 Determinação da árvore lógica de decisão . . . . . . . . . . . . 90

Anexo I (informativo) Orientação para a implementação de indicadores de nível 3 e nível 4.  . . . . . . . . . 92

Anexo J (informativo) Indicadores de exemplo de nível 4. 112

Bibliografia . . .. . . . . . . . . . .  . 123

Esta RP se aplica à parte responsável. Em instalações localizadas por exemplo, em parque industrial, esta RP aplica-se individualmente às partes responsáveis e não à instalação como um todo. Os eventos associados às seguintes atividades estão fora do escopo deste PR e não devem ser incluídos na coleta de dados ou nos esforços de relatório: liberações de operações de transporte de dutos fora do controle da parte responsável; operações de transporte marítimo, exceto quando a embarcação estiver conectada ou em processo de conexão ou desconexão ao processo; em operações de transporte rodoviário ou ferroviário, exceto quando o caminhão ou vagão estiver conectado ou em processo de conexão ou desconexão do processo, ou quando o caminhão ou vagão estiver sendo utilizado para armazenamento no local; em operações de caminhão a vácuo, exceto operações de carregamento ou descarregamento de caminhão no local, ou uso da bomba de transferência de caminhão a vácuo; eventos de construção de escritórios, lojas e depósitos (por exemplo, incêndios em escritórios, derramamentos, ferimentos ou doenças pessoais, etc.); em eventos de segurança pessoal (por exemplo, escorregões, tropeções, quedas) que não estão diretamente associados à resposta no local ou exposição a um evento LOPC; em eventos LOPC de equipamentos auxiliares não conectados ao processo; em laboratórios de garantia de qualidade (QA), controle de qualidade (QC) e pesquisa e desenvolvimento (P&D) (plantas piloto estão incluídas); em construção nova que está positivamente isolada (por exemplo, cega ou com espaço de ar) de um processo antes do comissionamento e antes da introdução de quaisquer fluidos de processo e que nunca fez parte de um processo; em postos de abastecimento de varejo; e em operações de abastecimento no local de equipamentos móveis e fixos (por exemplo, caminhões pick-up, geradores a diesel e equipamentos pesados).

O limite entre as operações de transporte marítimo e no processo de conexão ou desconexão do processo é a primeira/última etapa no procedimento de carga/descarga (por exemplo, primeira linha em terra, última linha removida, etc.). O teste ativo não faz parte da conexão ou desconexão do processo; a preparação ativa não é considerada armazenamento no local; e a encenação ativa faz parte do transporte.

O limite entre as operações de transporte por caminhão ou ferrovia e no processo de conexão ou desconexão do processo é a primeira/última etapa no procedimento de carga/descarga (por exemplo, calços nas rodas, freios a ar, desconecte a chave geral, etc.). As emissões de transtorno são avaliadas como possíveis PSE Tier 1 ou Tier 2 de acordo com 5.2 e 6.2. Os indicadores de desempenho identificados neste PR são baseados nos princípios orientadores descritos a seguir. Os indicadores devem orientar a melhoria e o aprendizado do desempenho de segurança do processo.

Os indicadores devem ser relativamente fáceis de implementar e facilmente compreendidos por todas as partes interessadas (por exemplo, trabalhadores e o público). Os indicadores devem ser estatisticamente válidos em um ou mais dos seguintes níveis: indústria, empresa e instalação.

A validade estatística requer uma definição consistente, um tamanho mínimo do conjunto de dados, um fator de normalização e um conjunto de relatórios relativamente consistente. Os indicadores devem ser apropriados para benchmarking em nível de indústria, empresa ou instalação.

Os incidentes de segurança do processo raramente são causados por uma única falha catastrófica, mas sim por vários eventos ou falhas que coincidem. Essa relação entre falhas simultâneas ou sequenciais de vários sistemas foi originalmente proposta pelo psicólogo britânico James T. Reason em 1990 e é ilustrada pelo modelo do queijo suíço em que os perigos são contidos por várias barreiras de proteção, cada uma das quais pode ter pontos fracos ou buracos. Quando os orifícios se alinham, o perigo é liberado, resultando em potencial de danos.

Christopher A. Hart em 2003 representou o modelo de Reason como um conjunto de discos giratórios com orifícios de tamanho variável. Esta representação sugere que a relação entre o perigo e as barreiras é dinâmica, com o tamanho e o tipo de fraqueza em cada barreira mudando constantemente e o alinhamento dos furos mudando constantemente.

Em ambos os modelos, as barreiras podem prevenir ou mitigar incidentes. As barreiras também podem ser classificadas como ativas, passivas ou administrativas/procedimentais. Os buracos podem ser latentes, incipientes ou abertos ativamente por pessoas.

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