Como desenvolver uma estratégia para o facility management

A NBR ISO 41014 de 10/2021 – Facility management – Desenvolvimento de uma estratégia para facility managementfornece as diretrizes para o desenvolvimento de uma estratégia para o facility management (FM) quando a organização pretende assegurar o alinhamento entre os requisitos de FM e os objetivos, necessidades e restrições do negócio principal da organização demandante; deseja melhorar a utilidade e os benefícios fornecidos pelas instalações para o aperfeiçoamento da organização demandante e de seu negócio principal; visa atender às necessidades das partes interessadas e provisões aplicáveis de maneira consistente; visa ser sustentável em um ambiente globalmente competitivo.

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Qual deve ser a estratégia do negócio?

Qual deve ser a base para medir o sucesso?

Qual é a relação entre atividades principais e não principais?

Quais devem ser os alvos para melhoria?

Por que o risco pode ser considerado como ameaça e oportunidade?

O FM integra múltiplas disciplinas para ter uma influência sobre a eficiência e a produtividade das economias de sociedades, comunidades e organizações, bem como a maneira pela qual os indivíduos interagem com o ambiente construído. O FM afeta a segurança do trabalho, o bem-estar e a qualidade de vida de grande parte das sociedades e da população em todo o mundo por meio dos serviços que gerencia e entrega (ver NBR ISO 41001).

O FM é definido como uma função organizacional que integra pessoas, local e processo dentro do ambiente construído com o propósito de melhorar a qualidade de vida das pessoas e a produtividade do negócio principal (ver NBR ISO 41011:2019, 3.1.1). Ele é de importância estratégica porque apoia diretamente a estratégia do negócio principal da organização demandante, permitindo que seus objetivos e planos sejam realizados por meio da gestão das instalações que sejam seguras, confiáveis, eficientes, rentáveis e sustentáveis.

Uma organização demandante é uma entidade que tem uma necessidade e autoridade de incorrer em custos para que tenham os requisitos atendidos (ver NBR ISO 41011:2019, 3.3.1.1). Por exemplo, o proprietário de uma instalação, operador, operador-proprietário, locatário ou, em alguns casos, um agente de gestão que atua em nome de um proprietário.

Este documento se refere à organização demandante e à organização responsável por FM e serviços de facility. Uma distinção é necessária devido à natureza variável em que o FM é organizado e onde os serviços de facility são entregues por meio das pessoas dentro da organização demandante, por meio de prestadores de serviços externos ou uma combinação dos dois.

As orientações neste documento se aplicam principalmente à organização responsável por FM. Em situações onde não exista atualmente nenhuma organização formal para esta finalidade, convém que uma pessoa (ou órgão) seja indicada(o) para desempenhar uma função ativa no desenvolvimento da estratégia de FM. A NBR ISO 41001 faz referência a uma estratégia para FM e estabelece isto no contexto de um sistema de gestão de facility management (FM).

Os benefícios de desenvolvimento de uma estratégia para FM incluem: melhor entendimento dos objetivos, necessidades e restrições da organização demandante e uma abordagem apropriada ao FM e serviços de facility; probabilidade reduzida de uma desconexão entre os objetivos e as necessidades da organização demandante e os meios para apoiá-los; alinhamento entre os requisitos de FM e as atividades do negócio principal da organização demandante; melhor eficiência na gestão de FM em geral e na entrega de serviços de facility em particular; práticas de gestão consistentes a partir de uma metodologia para o desenvolvimento de uma estratégia para FM que seja transparente, reproduzível e mensurável; uma base inicial para medir a melhoria na efetividade operacional de FM e sua contribuição para o negócio principal da organização demandante; contribuição para a rentabilidade da organização demandante e, quando aplicável, sua competitividade; contribuição para a sustentabilidade por meio do uso mais eficiente de recursos escassos.

Esse documento é destinado a preencher uma lacuna no fornecimento atual de orientações para permitir que a abordagem mais apropriada de FM e serviços de facility seja determinada. O objetivo é promover a conscientização, o desenvolvimento de competências e o conhecimento pelo fornecimento de recomendação estratégica nas decisões que afetam a gestão das instalações e/ou a entrega de serviços de facility.

Especificamente, esse documento é aplicável a qualquer organização para FM que deseja: utilizar uma metodologia para desenvolver uma estratégia de FM; assegurar-se do alinhamento da estratégia de FM com a estratégia do negócio principal da organização demandante; demonstrar conformidade com este documento: realizando uma autodeterminação e autodeclaração; buscando confirmação de sua conformidade pelas partes que tenham interesse na organização de FM; e buscando confirmação de sua autodeclaração por uma parte externa à organização de FM.

Este documento fornece orientação para programas de auditoria interna ou externa. Os usuários deste documento podem comparar práticas para o desenvolvimento de uma estratégia para seu FM com um referencial internacionalmente reconhecido, fornecendo princípios sólidos para a gestão efetiva destas práticas.

Este documento provê uma base comum para o entendimento dos fatores que convém que a organização de FM considere quando desenvolver uma estratégia para FM. Este documento promove uma metodologia para auxiliar a organização de FM em determinar a abordagem mais apropriada e os arranjos para o desenvolvimento de uma estratégia como uma base para a subsequente implementação de requisitos táticos e operacionais de FM para apoiar o negócio principal da organização demandante, principalmente suas atividades de negócios.

Este documento enfatiza as decisões, atividades, informações, dados e partes interessadas que têm de ser coordenados em um processo gerenciável para o desenvolvimento de uma estratégia para FM e os estágios dentro desta estratégia, incluindo: entender a organização demandante: contexto, governança, gestão de riscos e alinhamento estratégico (ver Seção 4); desenvolver os requisitos de FM: interesse em instalações, maturidade de FM, partes interessadas, prioridades, requisitos funcionais, serviços, opções de entrega e fornecimento (ver Seção 5); formular a estratégia de FM: compilando a estratégia, seu formato e conteúdo, requisitos orçamentários, compras, comunicação, feedback e implementação (ver Seção 6); gerenciar o desempenho: monitoramento e controle, indicadores de desempenho, medição, revisão, ações corretivas e lições aprendidas (ver Seção 7); melhorar os resultados: aplicando as lições aprendidas, reavaliando saídas (consequências) e alvo, atualizando a estratégia e a política (ver Seção 8).

Quando for adotada uma abordagem do processo para o desenvolvimento de uma estratégia, pode ser útil considerar três fases: análise, solução e implementação. Estas fases são abrangidas nas Seção 4, Seção 5 e Seções 6 a 8, respectivamente. A metodologia é destinada para ser escalável, significando que as provisões deste documento são aplicáveis a qualquer organização de FM em maior ou menor grau.

Como tal, a organização de FM pode determinar quais das provisões se aplicam total ou parcialmente ao desenvolvimento da estratégia de FM alinhadas com os objetivos, necessidades e restrições do negócio principal da organização demandante e o tipo, tamanho, complexidade, condição e localização geográfica de suas instalações. De maneira similar, a responsabilidade pela análise, solução e implementação da estratégia de FM pode variar dentro das organizações, dependendo de sua estrutura e escopo contratual.

Uma matriz de atribuição de responsabilidade pode ser utilizada para alocar funções dentro do negócio principal, na organização de FM e prestadores de serviços, como apropriado, para o desenvolvimento da estratégia de FM. Muitas organizações existem em um ambiente de mudança dinâmica. Não há, provavelmente, duas organizações iguais e o que faz sentido para uma organização poderia ser inapropriado para outra.

Entendendo como uma organização demandante antecipa, planeja e responde às mudanças, especialmente as mudanças que poderiam afetar a sua necessidade e o impacto no FM e nos serviços de facility, é uma consideração chave para sua alta direção. Alinhando as estruturas e a entrega de FM e serviços de facility com as atividades de negócio da organização demandante é, portanto, crítica para a conquista do sucesso de seus objetivos do negócio principal. Isto se aplica se a organização demandante for um órgão público ou privado, e é independente do setor na qual ela opera.

No entanto, sua estrutura organizacional, pessoas, valores, cultura, estilo de gestão e contexto tem um efeito sobre como ela lida com uma ampla variedade de fatores e suas decisões em relação à necessidade e uso das instalações. Cada vez mais, as organizações demandantes estão trabalhando através de regiões geográficas e em diferentes culturas.

Elas podem experimentar diferenças nas influências culturais que as afetam de um local para outro. Isto pode enriquecer o ambiente de trabalho e a qualidade do trabalho, porém pode requerer uma abordagem modificada por parte da alta direção. Estes fatores e as decisões relacionadas que a organização demandante enfrenta são tipicamente tornadas explícitas em sua estratégia do negócio principal ou em uma declaração da política dela derivada.

Convém que a estratégia do negócio principal da organização demandante reconheça a contribuição que é esperada do FM para o sucesso de seu negócio principal, todavia o sucesso é definido. Da mesma forma, convém que a estratégia para FM reflita os objetivos, necessidades e restrições do negócio da organização demandante e convém que seja capaz de traduzi-los em requisitos de FM.

Fazendo assim reduz muito a probabilidade de uma desconexão entre os objetivos, necessidades e restrições do negócio e os meios para apoiá-los na forma de instalações apropriadas e serviços de facility. Convém que considerações sejam dadas a quaisquer planos de negócios que impactariam nas necessidades em relação ao uso atual e futuro de instalações e serviços de facility e os horizontes de planejamento do negócio sobre os quais estes poderiam ocorrer (por exemplo, curto, médio e longo prazo, conforme definido pela organização demandante). Em termos práticos, a estratégia do negócio principal está preocupada como as pessoas na organização demandante tomam decisões e alocam recursos para alcançar os objetivos do negócio e o planejamento requerido para esta finalidade.

Os objetivos podem ser alcançados por meio de ações que incluem, porém não se limitam a formular a estratégia de FM em alinhamento com a estratégia do negócio principal da organização demandante; elaborar as políticas; determinar as normas e as diretrizes internas (por exemplo, ativos, espaço, atividades e serviços de facility); assegurar às pessoas a saúde, a segurança do trabalho e a segurança patrimonial dentro e nas proximidades das instalações; realizar uma gestão proativa de eventos de risco; assegurar a continuidade do negócio no evento de interrupção ao uso normal das instalações; apoiar a recuperação de desastres; prover apoio prático para a gestão de mudanças da organização demandante; avaliar o impacto das instalações nas atividades do negócio, meio ambiente e comunidade; manter as relações com autoridades e outras partes interessadas; aprovar planos do negócio e orçamentos; adquirir bens e serviços; e prover uma resposta resiliente e sustentável.

Convém que a organização de FM esteja ciente a medida em que convém endereçar os problemas neste documento, para ajudar a satisfazer os objetivos e necessidades do negócio da organização demandante. Convém que o objetivo da organização de FM seja considerar cada problema suficientemente para chegar a um entendimento equilibrado das necessidades.

Quando informações e dados solicitados pela organização de FM não podem ser providos pela organização demandante, convém que suposições apropriadas sejam feitas e declaradas explicitamente na documentação e comunicação relativa à estratégia de FM. A natureza, o porte e a estrutura da organização demandante têm um impacto direto na necessidade de instalações e serviços de facility, e, portanto, convém que a estrutura organizacional atual e futura sejam definidas quando praticável.

Convém que quaisquer mudanças na estrutura organizacional existente (por exemplo, expansão, redução, realocação, desinvestimento ou reestruturação) e no prazo envolvido sejam documentados. Em uma situação ideal, as instalações e os serviços de facility da organização demandante se ajustariam à estrutura organizacional atual e antecipariam mudanças dentro de limites razoáveis.

Quando esta condição não estiver sendo alcançada ou não puder ser alcançada, convém que a organização demandante documente as razões e algumas preferências que fecham a lacuna entre as instalações e os serviços de facility existentes e aqueles considerados como os mais adequados. Convém que consideração seja dada à política da organização demandante nas instalações e espaço sustentáveis como parte de qualquer avaliação de seu planejamento do negócio de longo prazo. Convém que qualquer lacuna seja documentada e disponibilizada para o desenvolvimento da estratégia de FM.

A segurança do trabalho, o bem-estar e a eficiência das pessoas da organização demandante são fatores-chave de contribuição para o seu sucesso. Existe uma relação próxima entre a estrutura organizacional e as pessoas em muitos aspectos, não menos importante o equilíbrio entre o trabalho requerido e outras atividades ou funções centralizadas no ser humano e a disponibilidade de pessoas devidamente qualificadas e competentes.

Convém que os planos da organização demandante para o seu pessoal, atualmente e no futuro, sejam estabelecidos juntamente com o prazo previsto. Convém que estes planos reflitam qualquer crescimento, redução, reimplantação ou realocação de pessoas e as razões (por exemplo, recrutamento para atingir novos mercados e maior rotatividade ou número de funcionários reduzido e menor despesa operacional).

Um sistema de valor representa o conjunto de crenças e comportamentos que as pessoas compartilham e está intimamente associado à cultura de uma organização, o qual agrega dimensões sociais e psicológicas. Coletivamente, eles podem ser expressos como a maneira na qual as coisas são feitas em uma organização.

Mais formalmente, eles são utilizados para definir uma abordagem para trabalhar ou outras atividades e funções centradas no ser humano. Exemplos são encontrados em declarações de políticas, normas e procedimentos internos que mapeiam as crenças, atitudes, comportamentos, funções e responsabilidades das pessoas dentro de uma organização e as relações com órgãos externos.

Ao documentar tal abordagem, convém que sejam levados em consideração os impactos interculturais reais ou potenciais. Convém que a organização de FM identifique aquelas políticas, normas e procedimentos internos existentes que orientam o negócio do dia-a-dia da organização demandante, incluindo aqueles relacionados às instalações e serviços de facility, e convém que sejam levados em consideração quando desenvolver a estratégia de FM.

Convém que qualquer lacuna na cobertura de disposições essenciais relacionadas às instalações ou serviços de facility seja documentada. Convém que detalhes sejam disponibilizados para desenvolver a estratégia de FM.

A maneira na qual os objetivos do negócio de uma organização demandante são realizados por seus gestores define seu estilo de gestão. Isto varia de organização para organização, setor para setor e local para local, até mesmo de um gestor para outro, e também poderia ser influenciada por fatores externos. É importante não generalizar ou fazer suposições, mas sim identificar como as decisões são tomadas e quem as toma.

As funções e as atividades podem então serem planejadas, com recursos, implementadas e controladas. Convém que os detalhes da tomada de decisão que afetam as instalações e os serviços de facility da organização demandante sejam documentados. Convém que as tarefas que são requeridas para serem realizadas nesse sentido sejam identificadas, juntamente com funções, responsabilidades e deveres associados e, em seguida, registradas em uma matriz de atribuição de responsabilidade (por exemplo, um RACI ou RASCI).

As maneiras pelas quais a organização demandante está sujeita à regulamentação e é responsável perante as suas partes interessadas, criam uma estrutura distinta para seu negócio que é altamente pertinente às suas instalações e serviços de facility. Uma abordagem apropriada à governança da organização demandante é necessária para assegurar que existam consistência e transparência em suas atividades do negócio principal e nas relações com órgãos e indivíduos externos.

Convém que qualquer aspecto da governança da organização demandante que impacte atualmente ou é provável a impactar as instalações e os serviços de facility seja identificado. Convém que o status legal do interesse da organização demandante nas instalações seja identificado (por exemplo, proprietário, locatário, sublocatário ou autorizado). Convém que as maneiras e a extensão para a qual a organização demandante tem o direito a utilizar ou alterar suas instalações sejam documentadas. Convém que um aconselhamento profissional seja considerado em questões relacionadas ao interesse e aos direitos da organização demandante em relação às instalações.

A organização demandante é, em última análise, responsável por todas as decisões que afetam o uso de suas instalações e serviços de facility. Autoridade delegada para operações do dia a dia é esperada. Convém que as funções e as responsabilidades, incluindo deveres, sejam formalizados e comunicados para todas as partes interessadas afetadas. Uma matriz de atribuição de responsabilidade é útil para esta finalidade. Convém que não exista ambiguidade nas funções, responsabilidades e deveres ou quaisquer lacunas entre eles.

As instalações e os responsáveis por elas estão sujeitos a regulamentos e compliance, com extensões variadas, dependendo da localização (isto é, jurisdição). Convém que a organização de FM verifique a extensão para a qual os regulamentos e o compliance afetam as obrigações e deveres com respeito às instalações e serviços de facility.

Convém que as declarações de política, normas internas e documentação processual da organização demandante sejam disponibilizadas, ou solicitadas, para desenvolver a estratégia de FM. Convém que qualquer lacuna na provisão de política, normas ou procedimentos seja identificada e ações sejam tomadas para remediar esta situação antes de continuar com o desenvolvimento da estratégia de FM.

Convém que a maturidade das atividades, processos e sistemas do negócio principal da organização demandante seja avaliada. Um modelo de maturidade de aptidão normalmente descreve um caminho evolutivo em cinco níveis de atividades, processos e sistemas cada vez mais organizados e mais maduros e podem ser úteis nesse sentido.

Os cinco níveis são: inicial, quando os processos são pobremente controlados e imprevisíveis; gerenciado, quando os processos são caracterizados, porém são genéricos e na maioria das vezes reativos; definido, quando os processos são sistemáticos e integrados; medido, quando os processos são avaliados e controlados; otimizado, quando o foco está sobre melhoria contínua. Convém que o nível de maturidade da organização demandante e sua intenção de progredir para um nível mais alto (quando isto for possível), juntamente com o cronograma para que esta mudança seja realizada, sejam determinados.

O contexto para a organização demandante é o ambiente mais amplo em que ela opera e inclui as forças que impactam no negócio principal e os fatores que moldam sua resposta a eles. Convém que a organização de FM identifique estas forças e os fatores que conduzem à gestão de sucesso das instalações e serviços de facility. Igualmente, convém que a organização de FM identifique estas forças e fatores que são prejudiciais e determine respostas apropriadas dentro dos limites de opções disponíveis. Há uma ligação direta para a gestão de riscos.

As vestimentas de proteção contra calor e chama provenientes do fogo repentino

A NBR 16623 de 10/2021 – Vestimentas de proteção contra calor e chama provenientes do fogo repentino – Requisitos estabelece os requisitos de aceitabilidade para a avaliação de desempenho, das vestimentas de proteção, quando são submetidas a ensaios, sob condições controladas, contra os perigos térmicos do calor e das chamas provenientes do fogo repentino, que podem ocorrer de forma fortuita e inesperada em ambientes suscetíveis a atmosferas potencialmente explosivas oriundas de atividades industriais em plantas químicas, petroquímicas, de prospecção de hidrocarbonetos ou de poeiras inflamáveis. Não se aplica à proteção contra chamas oriundas de fogo estrutural, incêndios florestais, resgates técnicos, riscos térmicos de arcos elétricos, respingos de metais fundidos e calor convectivo e irradiado.

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Como deve ser o pré-tratamento e a lavagem do material têxtil?

Qual a condição de ensaio de manequim instrumentado?

O que constar no manual de instruções fornecido pelo fabricante?

Os fabricantes ou os importadores devem assegurar e comprovar que a vestimenta de proteção contra o fogo repentino possui capacidade de isolamento térmico em conformidade com os requisitos dessa norma. Os requisitos gerais de vestimentas de proteção devem estar conforme ao estabelecido na NBR ISO 13688.

Caso as vestimentas de proteção possuam dispositivos de regulagem, estes devem oferecer mecanismos de fixação que impeçam a sua alteração involuntária, após ajustados pelo usuário, desde que observadas as condições previsíveis de utilização, conforme avaliação qualitativa a ser executada pelo laboratório de ensaio. Essas vestimentas de proteção não protegem do risco, mas agem como uma das barreiras para reduzir ou eliminar a lesão ou agravo decorrente de um acidente ou exposição que o trabalhador possa sofrer, em razão dos riscos presentes no ambiente laboral.

As dimensões corporais para o dimensionamento da vestimenta de proteção para o usuário final devem atender à NBR ISO 7250. O usuário pode solicitar demandas específicas, em função da sua utilização e atividades laborais. Os aviamentos adicionados às vestimentas de proteção devem ser avaliados quanto aos requisitos térmicos e devem estar de acordo com a ISO 17493, quando estes forem aplicados externamente ou quando transpassados do interior para o exterior.

Os aviamentos não podem comprometer o desempenho de proteção das vestimentas de proteção. Os corpos de prova devem ser retirados de peças de vestimentas prontas ou montadas em painéis têxteis de mesma composição e gramatura dos tecidos utilizados nas vestimentas, de forma a representar as costuras e os aviamentos aplicados nas peças de vestimentas de proteção prontas.

Os aviamentos como velcro e zíper não podem fundir ou gotejar comprometendo a remoção da vestimenta após o ensaio de manequim instrumentado conforme as ISO 13506-1 e ISO 13506-2. As linhas de costura utilizadas na construção das vestimentas de proteção, resistentes ao calor e à chama, devem ser de fibra inerentemente resistente à chama, e devem atender ao seguinte: ser ensaiadas a uma temperatura de 260 °C, de acordo com a ISO 17493; ser ensaiadas conforme a ISO 15025 e ser aplicadas aos corpos de prova, de forma representativa às peças de vestimenta; posicionadas na vertical, na região onde ocorrerá a incidência da chama.

As faixas retrorrefletivas das vestimentas de proteção devem estar conforme a NBR 15292 e devem ser ensaiadas a 260 °C, conforme a ISO 17493. As vestimentas de proteção devem passar por uma lavagem do material têxtil para a realização dos ensaios mecânicos e químicos, conforme a ISO 6330, Método 6N, com temperatura de secagem de (60 ± 3) °C.

Para a realização desse ensaio, os corpos de prova devem ser lavados com cinco ciclos de lavagem. O usuário pode solicitar demandas específicas, em função da sua utilização e atividades laborais. A lavagem dos corpos de prova para os ensaios conforme a ISO 15025 deve ser realizada em conjuntos de corpos de prova, com cinco e 100 ciclos de lavagem, conforme a ISO 6330, Método 6N, com temperatura de secagem de (60 ± 3) °C.

Os corpos de prova de vestimentas de proteção prontas para ensaio de manequim instrumentado devem ser lavados com cinco ciclos de lavagem, conforme a ISO 6330, Método 6N, com temperatura de secagem de (60 ± 3) °C. Para o condicionamento dos corpos de prova, devem ser observadas as condições indicadas nas

A gramatura do tecido da vestimenta de proteção deve ser avaliada conforme a NBR 10591. A composição do tecido da vestimenta de proteção deve ser avaliada conforme as NBR 11914 e NBR 13538. Na impossibilidade técnica de determinação da composição quantitativa do tecido pelos ensaios citados e comprovados por laudo de laboratório de terceira parte, pode ser aceita uma declaração de primeira parte.

A medida da alteração dimensional deve ser avaliada conforme a ISO 13688. A alteração nas dimensões em virtude das lavagens do tecido da vestimenta de proteção não pode exceder ± 3% para o tecido plano, nos sentidos da trama e urdume. Para outros tecidos, o resultado do ensaio deve ser informado.

Os ensaios de resistência à tração, resistência a rasgos, resistência ao estouro para materiais em malha e costuras, calor convectivo, calor radiante e calor de contato devem ser conforme a tabela abaixo e atender aos requisitos mínimos estabelecidos. Os ensaios dos tecidos ou malhas devem atender aos requisitos estabelecidos nas tabelas abaixo.

O fabricante do EPI deve realizar o ensaio de manequim instrumentado para avaliação têxtil (maior insumo da vestimenta) e da vestimenta completa, pronta no modelo final e que identifique ser mais representativa de seu processo produtivo. Se materiais metálicos forem utilizados, estes não podem entrar em contato com a pele devido à grande probabilidade de que a condução de calor venha a provocar leões.

De acordo com a necessidade do usuário, a avaliação de modelos adicionais ou mesmo a avaliação sem a utilização de roupas sob a peça de vestuário, ou sob a vestimenta-padrão, podem ser solicitadas. Os ensaios de manequim devem ser realizados atendendo aos tamanhos fornecidos pela grade de medidas indicada pelo laboratório.

A vestimenta-padrão consiste em um macacão de mangas longas com fechamento frontal (fecho de contato, zíper ou fechamento por botões), sem bolsos, sem elástico nas costas e sem fechamento nos tornozelos. Para comprovação da proteção contra fogo repentino, os ensaios devem ser realizados na peça de vestuário completa no (s) modelo (s) escolhido (s) pelo fabricante confeccionista.

Para os ensaios em conjuntos de calça e camisa, ou de calça e jaqueta, com o objetivo de avaliar as peças da composição do vestuário (calça, camisa ou calça e jaqueta), o material e a confecção das peças de vestuário devem ser equivalentes, com mesma composição e gramatura; para mais de uma camada, a mesma ordem das camadas na composição da peça de vestuário deve ser seguida.

Os corpos de prova devem receber pré-tratamento e lavagem do material têxtil. Os ensaios devem ser realizados com camiseta interna, tipo t-shirt, 100 % algodão, com gola careca, manga curta e gramatura de (150 ± 10%) g/m², e cueca curta, no mínimo 90% algodão, tipo boxer, e com gramatura de (200 ± 10%) g/m², quando aplicável, para o tipo de vestimenta sob ensaio.

Os caminhos e os espaços para o cabeamento estruturado

A NBR 16415 de 10/2021 – Caminhos e espaços para cabeamento estruturado especifica a estrutura e os requisitos para os caminhos e espaços, dentro ou entre edifícios, para troca de informações e cabeamento estruturado, de acordo com a NBR 14565. Também influencia a alocação de espaço no interior do edifício e abrange os edifícios monousuários e multiusuários. Não abrange os aspectos de segurança do projeto do edifício, medidas de contenção de incêndio ou sistemas de telecomunicações que requeiram quaisquer tipos especiais de medidas de segurança. Os requisitos de segurança elétrica, de incêndio e de compatibilidade eletromagnética estão fora do escopo dessa norma.

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Como devem ser projetadas as caixas de passagem e de emenda?

Como devem ser os espaços que contêm distribuidores?

Onde devem ser posicionados os pontos de terminação?

Como deve ser feita a seleção de estruturas de caminhos?

Para conformidade com esta norma, os requisitos descritos nessa norma e nos seus Anexos A a D devem ser atendidos. Toda infraestrutura metálica, os componentes e os suportes devem ser aterrados e equipotencializados. As especificações de segurança pessoal e do trabalho estão fora do escopo desta norma.

O projetista deve seguir as normas de segurança aplicáveis ao local das instalações. A figura abaixo mostra as relações entre os elementos dos caminhos e os espaços para cabeamento estruturado dentro de um edifício monousuário.

Existem alguns critérios que se aplicam a todos os espaços de telecomunicações. Eles não podem estar localizados em saídas de emergência e áreas sujeitas à inundação e infiltração de água. Os subsolos de edifícios devem ser evitados. Os sistemas de drenagem no piso são recomendados se houver risco de ingresso de água no espaço.

Os espaços devem estar livres de encanamentos de água ou dreno que não sejam requeridos para suportar os equipamentos ali instalados. Um encanamento de dreno deve ser considerado dentro das salas de telecomunicações em caso de risco de entrada de água nestes espaços e devem ser vedados para prevenir o ingresso de contaminantes, pragas, propagação de chamas, gases tóxicos, etc. O piso, as paredes e o teto devem ser construídos de modo a reduzir a quantidade de pó e outros contaminantes no interior do espaço e devem ser selecionados materiais de piso com propriedades antiestáticas.

Deve-se levar em consideração a demanda inicial e a expansão futura e evitar áreas que possam limitar a expansão, como poços de elevadores, caixas de escadas e paredes fixas. Os limites de carga de piso não podem ser excedidos durante a construção e operação e os acabamentos devem ser de cor clara para melhorar a iluminação do espaço. Na construção, devem oferecer níveis adequados de segurança e acesso restrito para o cabeamento estruturado, e a sinalização deve ser feita de acordo com a política de segurança da organização.

As classificações de risco de áreas que contêm equipamentos ativos ópticos, bem como cabeamento óptico, devem ser tratadas de acordo com a IEC 60825-2 para a determinação de práticas adequadas de instalação e identificação e a implementação adequada dos requisitos desta norma deve considerar que as instalações elétricas, a equipotencialização e as medidas de proteção contra sobretensões sejam observadas. O conceito mecânico, ingresso, climático/químico, eletromagnético (MICE) deve ser aplicado ao ambiente industrial conforme a NBR 16521, devendo ser usado para descrever o ambiente no qual o cabeamento ou partes do cabeamento forem instalados.

A infraestrutura para o cabeamento deve ser selecionada para oferecer proteção ambiental suficiente para que o cabeamento atenda aos requisitos de desempenho de transmissão. O acesso aos caminhos entre edifícios é feito nos espaços de telecomunicações e estruturas, como caixas de passagem e inspeção, poços de visita, etc.

Todas as aberturas para acesso aos espaços e estruturas devem manter as características ambientais. A entrada de cabo nos espaços e infraestruturas deve prover suporte para prevenir sua dobra excessiva e oferecer alívio de tensão conforme especificação ou instruções dos fabricantes.

O material usado na construção de espaços e estruturas deve ser especificado para resistir à deterioração causada por irradiação solar. Os poços de visita devem ser projetados para garantir a manutenção do raio mínimo de curvatura dos cabos a serem instalados. Quando vários tipos de cabos ou várias especificações de raio mínimo de curvatura estiverem envolvidos, o maior raio deve ser considerado no projeto.

Essas estruturas devem ser grandes o suficiente para conter gabinetes, bastidores e acessórios de suporte, se necessário. O roteamento de cabos pelos poços de visita deve permitir que a instalação esteja em conformidade com os seguintes requisitos: os cabos devem ser instalados em primeiro lugar nos níveis mais altos; os cabos não podem ser entrelaçados; devem ser utilizados suportes para evitar que os cabos fiquem depositados na base do poço; não pode ser mantido excesso de cabos no poço, além da reserva técnica; deve ser mantida uma área interna para permitir serviços de manutenção; as tampas e os acessos aos poços de visita devem ser vedados para evitar a infiltração de contaminantes e pragas.

Quando os espaços e estruturas forem projetados para conter equipamentos ativos, a temperatura e umidade devem ser mantidas para permitir a operação contínua dos ativos e a alimentação elétrica para a carga suportada deve estar disponível. Os espaços que contêm distribuidores devem ter portas de acesso com no mínimo 1,0 m de largura e 2,10 m de altura.

A altura livre mínima do piso elevado em salas nas quais os segmentos de cabos são encaminhados a gabinetes ou racks por caminhos sob o piso deve ser de 0,3 m. A intensidade de luz nas salas que contêm distribuidores deve ser de 500 lux no plano horizontal e 200 lux no vertical, medida a 1,0 m do piso acabado, nas partes frontal e posterior dos gabinetes e racks. Considerar iluminação auxiliar para os serviços de terminação de cabos.

As salas que contêm equipamentos ativos devem: oferecer controle de temperatura e umidade relativa do ar para a carga térmica instalada; oferecer alimentação elétrica adequada para a carga instalada; ter os interruptores de luz acessíveis com acionamento manual próximos à entrada da sala. Para detalhes, consultar o projeto elétrico do espaço.

A sala de entrada é o local que recebe os cabos de backbone de campus, de edifício e das operadoras. Deve-se levar em consideração que esse espaço necessita de alimentação elétrica em conformidade com a NBR 5410. A infraestrutura de entrada é de responsabilidade do proprietário do edifício.

A decisão quanto ao projeto desse espaço deve levar em consideração os critérios de segurança, quantidade de cabos, tipo de protetores, tamanho do edifício e localização física dentro do edifício. Um espaço para serviços por antena deve ser projetado e deve estar localizado próximo ao pátio de antenas.

Se dispositivos de interface de rede e equipamentos de telecomunicações forem requeridos na sala de entrada, deve haver um espaço adicional, que pode combinar as características de uma sala de entrada e de uma sala de equipamentos. A sala de entrada deve abrigar apenas instalações diretamente relacionadas ao sistema de cabeamento estruturado e aos seus sistemas de suporte.

A entrada da antena é um espaço destinado aos equipamentos e conexões para os sistemas de antenas, devendo estar localizado em posição mais próxima possível das antenas e suas estruturas verticais. Este espaço é mostrado na figura acima e deve ser dimensionado conforme especificado na Tabela A.1, disponível na norma. O espaço pode ser aberto e, se fechado, recomenda-se que o pé-direito atenda às especificações e instruções de projeto.

Deve haver conexão física com os shafts ou prumadas do edifício. Deve-se levar em consideração que este espaço necessita de alimentação elétrica em conformidade com a NBR 5410. As salas de equipamentos normalmente contêm uma grande parte dos equipamentos de telecomunicações, terminações de cabos e distribuidores. Elas podem ser consideradas salas para atendimento de todo o edifício ou campus.

Uma sala de equipamentos deve ser climatizada e pode exercer as funções de qualquer espaço de telecomunicações. Deve-se levar em consideração que este espaço necessita de alimentação elétrica em conformidade com a NBR 5410. Recomenda-se que a sala de equipamentos seja implementada em localidades não sujeitas à interferência eletromagnética.

Uma atenção especial deve ser dada aos transformadores elétricos, poços de distribuição de energia elétrica, motores, geradores, reatores de lâmpadas, equipamentos de radiologia, transmissores de rádio, bem como outras fontes potenciais de interferência. Uma sala de equipamentos deve: ser dimensionada para atender aos requisitos dos equipamentos de telecomunicações, redes, terminações dos cabos e distribuidores; ter no mínimo 0,07 m² para cada 10 m² de espaço de área de trabalho, quando equipamentos de uso específico não forem conhecidos; levar em consideração os distribuidores horizontais e de backbone, conexões aos equipamentos, áreas para manutenção, espaços livres e circulação de pessoas.

Em edifícios de uso especial, como, por exemplo, hospitais, hotéis, universidades etc., o tamanho da sala de equipamentos deve ser dimensionado com base no número conhecido de áreas de trabalho em relação à área útil do pavimento. Essa sala deve ser dedicada à função de telecomunicações e redes, bem como abrigar apenas os equipamentos diretamente relacionados ao sistema de cabeamento estruturado e telecomunicações; ter o acesso restrito ao pessoal autorizado e, quando possível, ficar em um edifício de múltiplos pavimentos, recomendando-se que a sala de equipamentos seja localizada no pavimento intermediário para possibilitar um fácil acesso do cabeamento às salas de telecomunicações localizadas nos outros pavimentos.

Além disso, deve estar localizada em uma área acessível aos elevadores de carga para entrega de equipamentos de grande porte. O acesso para a entrada de equipamentos de grande porte na sala de equipamentos deve ser previsto na fase de projeto. A sala de telecomunicações deve estar preparada para a instalação de equipamentos de telecomunicações, terminações de cabos e distribuidores.

Recomenda-se que a sala de telecomunicações esteja localizada o mais próximo possível do centro da área atendida e dos caminhos do edifício, como shaft ou prumada. Os caminhos horizontais devem terminar na sala de telecomunicações, localizada no mesmo pavimento da área atendida ou em pavimentos adjacentes. Considera-se pavimento adjacente aquele imediatamente acima ou abaixo do pavimento onde se encontra uma sala de telecomunicações.

A sala de telecomunicações deve ser dedicada à função de telecomunicações e respectivas instalações e não pode ser compartilhada com outros sistemas do edifício. Devem ser disponibilizadas tomadas elétricas dedicadas em circuitos separados para conectar equipamentos ativos, em quantidade e localização adequadas às necessidades do projeto elétrico.

As tomadas elétricas de uso geral devem ser consideradas em circuitos separados dos dedicados aos equipamentos de telecomunicações. Para a distribuição elétrica, ver a NBR 5410. O projeto da sala de telecomunicações deve considerar um sistema de ventilação ou de climatização.

Para áreas de edifício onde é difícil adicionar tomadas de telecomunicações após a instalação inicial, considerar no mínimo duas localidades separadas para tomadas de telecomunicações na etapa de projeto, para cada área de trabalho. As tomadas devem ser localizadas de forma a oferecer a máxima flexibilidade para mudança dentro da área de trabalho, por exemplo, em paredes opostas em um espaço privado do escritório.

As localidades para as tomadas de telecomunicações podem ser adequadas ao leiaute do mobiliário do escritório. No mínimo uma tomada de alimentação elétrica deve ser instalada próxima a cada tomada de telecomunicações, conforme especificado no projeto elétrico. Os caminhos independentes e diretos devem ser providos em áreas com altas demandas de equipamentos de telecomunicações, como centros de controle, sala de servidores etc., para atendimento de salas de telecomunicações e salas de equipamentos.

IEC 60884-3-1: os requisitos para tomadas que incorporam fonte de alimentação USB

A IEC 60884-3-1:2021 – Plugs and socket-outlets for household and similar purposes – Part 3-1: Particular requirements for socket-outlets incorporating USB power supplyaplica-se a tomadas fixas ou portáteis apenas para ca, com ou sem contato de aterramento, com uma tensão nominal superior a 50 V, mas não superior a 440 V e uma corrente nominal não superior a 32 A, destinadas a usos domésticos e similares, internos ou externos, incorporando fonte de alimentação USB. Esse documento define os requisitos de segurança e EMC para tomadas que incorporam fonte de alimentação USB. As especificações, o desempenho e os requisitos dimensionais das tecnologias USB não são cobertos por este documento. Eles são definidos na (s) parte (s) relevante (s) da IEC 62680.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO …………………….. 4

1 Escopo ………………………. 6

2 Referências normativas ……………… 6

3 Termos e definições ………….. 7

4 Requisitos gerais ……………….. 8

5 Observações gerais sobre os testes……………… 8

6 Avaliações …………………… 10

7 Classificação …………………… 11

8 Marcação …………………… 11

9 Verificação das dimensões …………………. 12

10 Proteção contra choque elétrico ………….. 12

11 Provisão para aterramento ……….. 13

12 Terminais e terminações …………………… 13

13 Construção de tomadas fixas …………….. 14

14 Construção de plugues e tomadas portáteis……….. 14

15 Tomadas intertravadas ……………. 15

16 Resistência ao envelhecimento, proteção fornecida por gabinetes e resistência à umidade…………………. 15

17 Resistência de isolamento e força elétrica………. 15

18 Operação de contatos de aterramento ………. 16

19 Aumento de temperatura ………….. 16

20 Capacidade de interrupção ……………… 18

21 Operação normal ………………… 18

22 Força necessária para retirar o plugue……….. 19

23 Cabos flexíveis e sua conexão ……………. 19

24 Resistência mecânica …………… 19

25 Resistência ao calor ……………… 20

26 Parafusos, peças portadoras de corrente e conexões….21

27 Distâncias de fuga, folgas e distâncias por meio de composto de vedação ……………….. 21

28 Resistência do material isolante ao calor anormal, ao fogo e ao rastreamento ……………… 21

29 Resistência à ferrugem……………. 21

30 Testes adicionais em pinos fornecidos com luvas isolantes…… 21

31 Requisitos EMC …………. 21

32 Requisitos de campos eletromagnéticos (electromagnetic fields – EMF) ……… 26

101 Condições anormais …………….. 26

102 Requisitos particulares para o circuito de alimentação USB…………………… 28

Anexos………………………. 31

Anexo AA (informativo) Testes de rotina relacionados à segurança para controle de teste de força elétrica – Teste de força elétrica da fonte de alimentação USB………. 32

Bibliografia ……………………. 34

A conformidade dos tanques, lavatórios, bidês e mictórios

A NBR 16728-1 de 10/2021 – Tanques, lavatórios e bidês – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos e métodos de ensaio para tanques (com ou sem coluna), lavatórios (com ou sem coluna) e bidês destinados à instalação em sistema hidráulico predial de água potável. A NBR 16731-1 de 10/2021 – Mictórios – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos para mictórios destinados à instalação em sistema hidráulico predial de água potável.

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Quais são as regiões críticas de lavatórios, tanques, colunas e bidês?

Quais são as dimensões para a fixação dos metais sanitários em tanques, lavatórios e bidês?

Quais são as dimensões para a saída d’água de tanques, lavatórios e bidês do tipo I?

Para a fixação de bidê suspenso, quais as dimensões padronizadas?

Quais os limites máximos de incidência de defeitos superficiais em função da localização dos mictórios?

O acabamento das superfícies dos tanques, lavatórios e bidês deve atender aos requisitos deste documento. Os defeitos superficiais devem ser avaliados levando-se em consideração as seguintes diretrizes: não apresentar risco de segurança sanitária ou física do instalador ou usuário; não afetar a utilidade da peça; maior dimensão do defeito; quantidade de defeitos por região; quantidade de defeitos em uma mesma janela de inspeção; capacidade de visualizar o defeito a uma determinada distância da superfície da peça.

A iluminação ambiental para observação dos defeitos superficiais deve ser parcialmente difusa, proveniente da luz do dia, suplementada, se necessário, com luz artificial também difusa, de modo que, próximo da superfície a ser inspecionada, haja um iluminamento de pelo menos 1,0 klx no nível de transbordamento. Os tanques, lavatórios e bidês devem ser examinados na posição de instalação por um observador em pé e com uma altura de observação de (1,60 ± 0,10) m, no perímetro estabelecido por um semicírculo de inspeção de raio igual a 1,50 m, como ilustrado na figura abaixo.

Após a constatação de um defeito superficial, anotar a sua localização, verificando em qual região da superfície da peça está localizado o defeito. Os defeitos superficiais não observados desta posição são considera dos imperceptíveis. Recomenda-se que a preparação da peça a ser avaliada (limpeza, remoção da fita, desembalagem, etc.) não seja feita pela pessoa que irá realizar a avaliação do acabamento superficial.

Após a anotação de todos os defeitos verificados, estes devem ser avaliados para verificação de sua aceitabilidade. A tabela abaixo apresenta os limites máximos aceitáveis para a incidência de defeitos superficiais nas peças, levando-se em consideração as regiões críticas.

Nos aparelhos sanitários, devem ser marcados, de forma legível e permanente, em região visível após a instalação, a marca ou o nome do fabricante. Devem ser fornecidas, junto com a peça ou em folheto atualizado e amplamente divulgado, as instruções sobre a instalação do produto, inclusive indicando os elementos de fixação adequados. Além disso, devem ser indicadas as instruções de regulagem e manutenção.

Uma forma típica de divulgação ampla é por meio eletrônico. O aparelho sanitário deve conter, de forma legível, a data de fabricação, com no mínimo mês e ano. É desejável que a informação seja de forma permanente. Também pode ser utilizada etiqueta adesiva.

O valor do empenamento no plano de transbordamento de bidês deve ser no máximo 10 mm. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo A. O valor do empenamento na superfície de assentamento dos aparelhos sanitários deve ser de no máximo 3 mm. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo A.

Os aparelhos sanitários dotados de furos para instalação de metais ou plásticos sanitários devem obedecer aos valores constantes na tabela 2 na norma, referentes às dimensões indicadas nessa norma. Os lavatórios destinados à instalação de metais sanitários fixos devem possuir dimensão A2 igual a (80 ± 5) mm para A1 igual a (160 ± 10) mm ou A2 igual a (100 ± 5) mm para A1 igual a (200 ± 10) mm.

As dimensões A5 e A6 estabelecem, para cada furo de fixação de torneiras e misturadores, duas circunferências concêntricas, que limitam as áreas em torno do furo que devem ser livres de ressaltos e obstruções, para permitir o bom assentamento da torneira e do misturador. A dimensão A7 estabelece uma área livre para manobra de torneiras e misturadores. Esta dimensão pode ser assegurada tanto na instalação do produto quanto na dimensão do produto.

Para bidês, deve existir uma circunferência concêntrica de 50 mm no mínimo com o furo da ducha vertical A9, na parte inferior, livre de ressaltos e obstruções, que permita o bom assentamento do elemento de fixação da ducha. Para os bidês, o valor máximo da absorção de água obtido a partir da média de três resultados deve ser de até 0,50 %. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo B.

Para os tanques e lavatórios, o valor máximo da absorção de água obtido a partir da média de três resultados deve ser de até 15 %. Quando o valor da absorção for entre 0,50% e 15%, todas as partes dos tanques e lavatórios que podem ter contato com a água devem possuir tratamento superficial impermeabilizante permanente.

A esmaltação é um exemplo de tratamento superficial impermeabilizante permanente, utilizado em materiais cerâmicos. A superfície acabada dos aparelhos sanitários não pode apresentar qualquer sinal de gretamento. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo C. Estão dispensados deste ensaio os produtos 100% em plástico ou metal.

Para a resistência mecânica, os aparelhos sanitários devem resistir à carga apresentada nessa norma sem apresentar fissuras, rachaduras, deformações visíveis a olho nu e outros sinais que indiquem que a resistência mecânica da peça seja insuficiente para suportar a carga aplicada. Adicionalmente, para aparelhos sanitários do tipo II, a deflexão residual máxima após a retirada da carga não pode ser maior que 10 mm. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo D.

Para a resistência após envelhecimento acelerado, os corpos de prova moldados a partir do composto empregado na fabricação do aparelho sanitário devem apresentar resistência após o envelhecimento em câmara ultravioleta de condensação (C-UV) por 500 h. O valor da resistência obtido no ensaio de impacto de Charpy deve ser igual ou superior a 70% do valor obtido antes do envelhecimento. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo G. Este requisito é aplicável apenas aos aparelhos sanitários do tipo II.

Já o acabamento das superfícies de mictórios deve atender aos requisitos da norma. Os defeitos superficiais devem ser avaliados levando-se em consideração as seguintes diretrizes: não apresentar risco de segurança sanitária ou física ao instalador ou usuário; não afetar a utilidade da peça; maior dimensão do defeito; quantidade de defeitos por região; quantidade de defeitos em uma mesma janela de inspeção; capacidade de visualizar o defeito a uma determinada distância da superfície da peça.

A iluminação ambiental para observação dos defeitos superficiais deve ser parcialmente difusa, proveniente da luz do dia, suplementada, se necessário, com luz artificial também difusa, de modo que, próximo da superfície a ser inspecionada, resulte em um iluminamento de pelo menos 1,0 klx no nível de transbordamento. Os mictórios devem ser examinados na posição de instalação.

Para mictórios suspensos, considerar a altura de (0,60 ± 0,10) m por um observador em pé e com altura de observação de (1,60 ± 0,10) m, no perímetro estabelecido por um semicírculo de inspeção de raio igual a 1,50 m, conforme a figura abaixo. Após a constatação de um defeito superficial, deve-se anotar a sua localização, verificando em qual região da superfície da peça ele está localizado.

Os defeitos superficiais não observados nesta posição são considera dos imperceptíveis. Recomenda-se que a preparação da peça a ser avaliada (limpeza, remoção da fita, desembalagem etc.) não seja feita pela pessoa que vai realizar a avaliação do acabamento superficial. Após a anotação de todos os defeitos verificados, estes devem ser avaliados para verificação de sua aceitabilidade.

Os mictórios devem ser marcados, de forma legível e permanente, em região visível após a instalação, com a marca ou o nome do fabricante. As instruções para instalação e operação devem ser fornecidas, junto com a peça ou por meio de folheto atualizado e amplamente divulgado, instruções sobre a instalação do produto, inclusive indicando os elementos de fixação adequados.

Além disso, devem ser indicadas as instruções de regulagem e manutenção. Caso o produto não possua um desconector incorporado, deve ser informada a necessidade de instalar um desconector junto à sua saída. Uma forma típica de divulgação ampla é por meio eletrônico.

Deve-se verificar se o fecho hídrico do desconector do mictório tem altura mínima de 50 mm. Caso não seja possível medir a altura do fecho hídrico, ou se esta for menor que 50 mm, deve-se realizar o ensaio de capacidade de retenção do fecho hídrico, conforme o Anexo D.

A amostra é considerada aprovada se apresentar a altura mínima do fecho hídrico de 50 mm ou se o fecho hídrico não romper no ensaio de capacidade de retenção do fecho hídrico (ver Anexo D). Esta verificação deve ser realizada apenas em mictórios que possuam o desconector incorporado ou fornecido junto ao produto.