Como elaborar um projeto eficiente em edificações quanto às condições de acessibilidade

Atualmente, se tornou importante considerar a diversidade humana na elaboração de projetos arquitetônicos e urbanísticos, de forma a respeitar as diferenças existentes entre as pessoas e a garantir a integração entre produto/ambiente e usuários para que sejam concebidos como sistemas e não como partes isoladas. Para tanto, a concepção do espaço arquitetônico ou urbanístico deve se fundamentar nos conceitos de acessibilidade, nas dicotomias entre espaço público e privado, bem como na interação do indivíduo com o espaço, de forma a contribuir com o desenho de ambientes adequados ao usuário – suas formas e usos.

A situação dos portadores de deficiência física ou com mobilidade reduzida está sujeita às dinâmicas de diferenciação que culminam com a exclusão e discriminação de âmbito socioeconômico, entrando em conflito com a legislação vigente – criada com o intuito de amparar por dispositivos legais a consolidação e garantia de medidas necessárias ao processo de integração. A garantia de resultados concretos depende da complexa articulação e entendimento de todos os envolvidos, direta ou indiretamente, além da constante revisão daquilo que os orienta na promoção da inclusão social e que requerem ações práticas dos poderes públicos, as quais não devem estar alienadas dos interesses políticos, econômicos e privados envolvidos

O desenho universal é a concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem utilizados por todas as pessoas, sem necessidade de adaptação ou projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia assistiva. Esse conceito tem como pressupostos: equiparação das possibilidades de uso, flexibilidade no uso, uso simples e intuitivo, captação da informação, tolerância ao erro, mínimo esforço físico, dimensionamento de espaços para acesso, uso e interação de todos os usuários. É composto por sete princípios,

Apesar de sua importância, o princípio da acessibilidade nos espaços edificados não é assegurado. Não se verifica a aplicação efetiva ou adequada desse princípio nos equipamentos e serviços da cidade, principalmente nas instituições de ensino, o que pode gerar um significado e uso oposto àquele merecido ou desejado – a expressão maior do direito de ir e vir e promoção da integração social.

Segundo a NBR 9050 de 08/2020 – Acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, que estabelece critérios e parâmetros técnicos a serem observados quanto ao projeto, construção, instalação e adaptação do meio urbano e rural, e de edificações às condições de acessibilidade, há alguns fatores relevantes para o projeto de uma edificação acessível. Assim, a informação deve ser clara e precisa para ser facilmente entendida e não ambígua. O excesso de informação dificulta a sua memorização. As informações conflitantes podem contribuir para o estresse dos usuários e dificultar a compreensão. Por esse motivo, a consistência da informação é tão importante.

A informação deve ser fornecida no momento em que for necessária. Informações adequadas significam também que devem estar atualizadas e que deficiências na informação diminuem a confiança dos usuários no sistema informativo. Para enfatizar as facilidades e características de projeto, é importante considerar: para distinguir as bordas de superfícies grandes, como pisos de andares, portas e tetos, diferenças de light reflectance value (LRV) ou valor de reflexão da luz apropriadas devem ser utilizadas.

O LRV das cores das paredes deve ser diferente do utilizado nos pisos e nos tetos e para fornecer uma impressão precisa da dimensão do espaço, o LRV de rodapés largos (barras de pintura) deve ser o mesmo do LRV das paredes (menos importante para rodapés de contorno até 125 mm). Os reflexos de superfícies brilhantes confundem pessoas com baixa visão, e o uso desses tipos de acabamentos em grandes áreas deve ser evitado.

Os reflexos podem adicionalmente afetar a habilidade de pessoas que têm baixa audição e que se comunicam por leitura labial. O contraste visual adequado deve ser utilizado para identificar os perigos em potencial. Se os batentes em volta das portas tiverem contraste visual com as paredes, a oportunidade de identificar a presença da porta estará disponível mesmo quando a porta estiver aberta.

Para enfatizar a presença de uma porta, diversas medidas são recomendadas. Preferencialmente, a porta e os seus batentes devem contrastar com as paredes do entorno. Se a porta e a parede tiverem LRV similares e apenas os batentes fornecerem o contraste, ainda é possível identificar a presença da facilidade, mas é exigido mais tempo para identificar uma porta aberta.

Se os batentes e as paredes tiverem LRV similares, apenas o LRV da porta fornece o contraste, e é muito difícil identificar a presença de uma porta quando ela está aberta, pois, quando a porta está fechada, é disponível o contraste visual suficiente. Nestes casos, recomenda-se a aplicação de demarcação do perímetro da porta, com largura mínima de 50 mm.

Tudo o que foi descrito até agora é apenas uma recomendação. Naturalmente há muitos outros fatores que afetam a seleção e utilização de cores nos ambientes, porém devem ser preservadas as condições de contraste. Quanto à importância do uso da sinalização tátil e visual no piso, pode-se ressaltar que as pessoas com deficiência visual podem se deparar com situações de perigo ou obstáculos. Durante os seus deslocamentos, essas pessoas utilizam informações táteis, bengalas de rastreamento ou a sola de seus sapatos.

Dessa forma, a sinalização tátil no piso é utilizada para auxiliar as pessoas com deficiência visual a trafegarem sozinhas. A sinalização deve ser consistente e ter um leiaute simples, lógico e de fácil decodificação, facilitando a movimentação de pessoas com deficiência visual em lugares familiares e o reconhecimento de espaços onde trafegam pela primeira vez.

A sinalização tátil e visual no piso deve assegurar a sua identificação por pessoas de baixa visão tanto quanto por pessoas cegas. Para esse propósito, os pisos devem ser facilmente detectáveis pela visão. Isto é conseguido pela aplicação de um mínimo de contraste de luminância (ΔLRV) entre os pisos e o pavimento adjacente.

Entende-se como a Língua Brasileira de Sinais (Libras) a forma de comunicação e expressão em que o sistema linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria, constitui um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos, oriundos de pessoas com deficiência auditiva.

Para a localização da informação, a sinalização de identificação deve estar localizada junto às portas de entrada da edificação. Os planos ou os mapas acessíveis de orientação devem ser instalados, sempre que necessário, imediatamente após a entrada principal das edificações. Uma sinalização adequada deve ser prevista ao longo do percurso, considerando os pontos de tomada de decisão.

Dar importância ao contraste visual, pois a luz é essencial para a percepção da cor. As pessoas com deficiência visual podem não ser capazes de identificar as cores, mas podem perceber tons claros e escuros, uma vez que esta característica é intrínseca das superfícies coloridas. O contraste visual entre superfícies adjacentes facilita a percepção e a legibilidade da informação desejada pelas pessoas com deficiência visual.

A aparência das superfícies pode ser influenciada pela natureza das condições de iluminação. Para eliminar tais diferenças, os medidores de LRV devem prover uma fonte de luz padronizada. Durante as medições, não pode ser permitida a influência de luzes advindas de outras fontes naturais ou artificiais.

O LRV da cor utilizada em um elemento, produto ou acabamento pode ser obtido junto ao fabricante. É importante lembrar que o valor medido é dependente da iluminância (ou nível de iluminação), quando a medição é executada. Entretanto, os valores de LRV são apenas verdadeiramente aplicáveis em situações em que as mesmas condições de iluminação são disponíveis.

Para a determinação das diferenças de luminância (LRV), as medições de contraste visual com diferenças relativas de luminância (tonalidade) em superfícies adjacentes são importantes e devem ser determinadas. As diferenças de matiz (natureza da cor) ou croma (intensidade da cor) sozinhas não medem adequadamente o contraste visual.

Para determinar a diferença relativa de luminância, o LRV da superfície deve ser conhecido. Os fabricantes fornecem os LRV das cores e acabamentos. Quando o LRV não for conhecido, a luminância relativa das superfícies pode ser medida sob as mesmas condições de iluminação nas duas superfícies, por aparelho específico.

Para as diferenças entre valores de LRV, o ponto recomendado entre os valores de LRV entre duas superfícies está descrito na tabela abaixo. Ela é baseada na diferença de LRV de suas superfícies adjacentes ou entre um componente e sua base de fixação. A escala de LRV começa em zero, definida como uma superfície de absorção perfeita de luz a qual pode-se assumir como totalmente preta, e 100 que se pode assumir como uma superfície de branco perfeito.

Por causa das influências de ordem prática, o preto é sempre maior que o zero e o branco não chega a 100. Para entender um medidor de LRV, a distribuição espectral combinada da fonte de luz e do fotossensor deve coincidir com a distribuição espectral combinada do iluminante D65 com a curva de sensibilidade luminosa espectral V(λ), padronizadas pela International Electrotechnical Commission (IEC). O sistema de iluminação deve garantir a distribuição da intensidade luminosa sobre a área em avaliação, com variação de uniformidade não superior a 10% da média de iluminação.

O ângulo de abertura da fonte de luz, determinado do centro da área de medição, não pode ser superior a um retângulo correspondendo a 10 min de arco por 20 min de arco. A abertura do retângulo é dada com o primeiro lado paralelo ao plano do observador. A abertura do fotossensor, determinada do centro da área de medição, não pode ser maior que um quadrado com 20 min de arco por 20 min de arco.

A estabilidade da combinação da fonte de luz e do fotossensor deve garantir que as leituras não variem mais que 1 % entre as medições espaçadas em 10 s. Deve possuir geometria óptica capaz de reproduzir as especificações geométricas do cone visual estabelecido nos parâmetros da NBR 9050. Deve ser portátil, com possibilidade de ser posicionado sobre vários tipos de material em diferentes localizações. Deve ser construído de modo a mitigar as contaminações da iluminação ambiente na área de medição.

Voo Simples: governo publica medida provisória (MP) para reduzir a burocracia no setor aéreo

A edição desta quinta-feira (30) do Diário Oficial da União (DOU) traz a Medida Provisória nº 1.089/2021, que faz parte do programa Voo Simples. A iniciativa reúne 69 medidas que atualizam e reduzem a burocracia de processos e procedimentos do setor aéreo, buscando o aumento da eficiência na prestação de serviços e o desenvolvimento da aviação civil. Mais de 90% das ações já foram iniciadas ou concluídas.

O texto regulamenta os chamados “vazios regulatórios”, os quais emperravam investimentos no modal, além de reformular requisitos legais e regulatórios que se tornaram obsoletos ao longo dos anos e necessitavam passar por atualização. Na prática, o programa traz melhorias estruturantes para o setor com foco na simplificação de procedimentos, alinhamento às regras internacionais, aumento da conectividade e fomento de um novo ambiente de negócios, mantendo os altos níveis de segurança exigidos.

Na avaliação do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, o programa dará mais eficiência ao setor pela incorporação de novas tecnologias, transformação digital, liberdade para a inovação e criação de modelos de negócios no modal aéreo. “Estamos lançando iniciativas que buscam diminuir o peso do Estado sobre o setor, inclusive sobre a aviação geral, que representa 97% do total de aeronaves registradas no país e engloba setores estratégicos para a economia brasileira, como o transporte de carga, o táxi-aéreo e as operações aeroagrícolas”, disse.

“Nós amanhecemos hoje com uma excelente notícia para o setor de aviação; medidas que vão diminuir os custos da aviação, destravar investimentos na nossa infraestrutura e, principalmente, gerar empregos”, ressaltou o secretário-executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio. Para se ter uma ideia do impacto da MP sobre as despesas do setor, a revisão da Taxa de Fiscalização da Aviação Civil (TFAC) reduz de 342 para 25 os fatos geradores, deixando os valores de cobrança mais justos. Por exemplo, uma certificação concedida a um balão girava em torno de R$ 900 mil. Agora, vai passar para R$ 20 mil, podendo chegar em alguns casos a R$ 500.
Entre os destaques do Voo Simples está a simplificação dos processos para fabricação, importação ou registro de aeronaves, que atualmente demandam muitas fases, podendo levar meses para se importar e registrar um avião no país. Agora, empresas de pequeno porte e que atendem localidades remotas terão mais agilidade na prestação do serviço. Assim, a conectividade aérea, principalmente em regiões mais remotas, será beneficiada.

Também estão sendo simplificadas exigências para a atuação no setor de táxi-aéreo, equilibrando a regulação de modo adequado ao tamanho de cada empresa. A ideia é permitir que novos operadores de pequeno porte entrem no mercado para que, com um custo mais baixo, prestem serviços de transporte aéreo, aumentando a oferta de mobilidade nas áreas menos atendidas, mantendo sempre a segurança.

Por meio da MP, foram revogados e revisados dispositivos do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) e das leis Nº 11.182/2005 (de criação da Anac), Nº 6.009/1973 e Nº 5.862/1972. Segundo o diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Juliano Noman, a MP vai permitir a melhoria do ambiente de negócios, a atração de investimentos e a redução de custos para o setor e para a administração, o que é essencial no processo de retomada da aviação civil brasileira no cenário pós-pandemia. Além disso, com a redução da burocracia, a Agência poderá concentrar seus recursos na promoção da segurança da aviação civil brasileira”.

“O programa de redução de burocracia entra em vigor com a publicação da MP. O foco é na retomada do setor, que foi um dos mais impactados pela crise sanitária, mas é tão pungente e resiliente que, no mercado doméstico, já atingiu neste mês 100% do período pré-pandemia”, explicou o secretário Nacional de Aviação Civil, Ronei Glanzmann. “Esses ajustes contribuirão para reduzir os custos do setor e os impactos causados pela covid-19, gerando mais empregos”.

Deve-se ter atenção à cibersegurança para as compras online

De acordo com um estudo do IBM Institute for Business Value de 2021, 80% dos consumidores no Brasil disseram que vão fazer compras nesta temporada e 41% planejam fazê-lo online. Nesse contexto, é particularmente importante ficar vigilante, já que é viável que os cibercriminosos busquem oportunidades para obter informações pessoais, espalhar malware e aproveitar a abundância de dados que são compartilhados durante a agitada temporada de férias. A IBM tem algumas recomendações para se fazer compras online de forma segura:

• Não salve suas informações. Nunca armazene suas informações de cartão de crédito em sites de compras e em navegadores web, especialmente aqueles que você não frequenta.

• Tenha cuidado com os e-mails de rastreamento de pacotes inesperados. É comum que os cibercriminosos usem e-mails de rastreamento de pacotes para instalar malware.

• Sempre use o seu cartão de crédito se você não se sente seguro. Os cartões de crédito estão mais protegidos e se estão comprometidos, não haverá impacto na sua conta principal do banco.

• Não clique nos links se você não estiver absolutamente certo. Você não se lembra de ter pedido alguma coisa? Entre manualmente na sua conta da loja e confira diretamente. Não confie no seu e-mail.

• Utilize um endereço de e-mail diferente para compras. Tenha um endereço de e-mail separado do seu endereço pessoal para comprar ou lidar com sites de compras.

• Seja cauteloso com cupons ou códigos de desconto. Caso seja um e-mail, não clique em nenhum link ou botão. Insira os códigos diretamente no website do varejista para validá-los.

• Use senhas exclusivas para cada loja online. Nunca reutilize as mesmas credenciais em vários sites. Você pode usar um gerenciador de senhas para não ter que memorizá-las.

• Examine as URL ou links das lojas. Você vê um “L” em vez de um “i”? Olhe atentamente para as URL e se você estiver em dúvida, não clique. As marcas de grande reputação têm sites simples e claros.

• Use Autenticação Multifator (MFA). Ainda que alguém tenha acesso à sua senha, o uso do MFA é a última linha de defesa porque acrescenta uma camada extra na qual o usuário mantém o controle.

• Seja criativo com respostas de recuperação de senha. Nunca opte por perguntas cujas respostas possam estar em redes como “o nome da rua em que você cresceu”. Em vez disso, selecione uma questão de opinião como: “qual é o seu filme favorito de todos os tempos”.

Em temas de cibersegurança é bom confiar no instinto: se algo é bom demais para ser verdade, provavelmente não é. Embora seja particularmente importante ser cauteloso durante a temporada porque há um aumento perceptível nas ciberameaças, a conscientização em torno da segurança cibernética deve fazer parte da rotina diária porque os cibercriminosos estão procurando capitalizar as oportunidades para executar ataques o ano todo. A melhor proteção é conhecer as ameaças e implementar hábitos digitais inteligentes.

O ensaio de acuidade visual com optótipos padrão e clínico

A NBR ISO 8596 de 09/2021 – Óptica oftálmica – Ensaio de acuidade visual – Optótipos padrão e clínico e sua apresentação especifica uma gama de optótipos de anel de Landolt e descreve um método para medir a acuidade visual à distância sob condições fotópicas, para fins de certificação ou licenciamento. Esse documento não pretende ser um padrão para medições clínicas nem para a certificação de cegueira ou visão parcial. Outros optótipos utilizados para pesquisas clínicas estão descritos no Anexo A, para informação.

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Como deve ser feita a especificação de luminância?

Quais são os tipos de optótipos para uso clínico?

Qual deve ser a progressão logarítmica dos tamanhos dos optótipos?

Quais são os critérios para determinação e avaliação da acuidade visual usando gráficos ETDRS ou Bailey Lovie?

A acuidade visual é o número que caracteriza a capacidade do sistema visual de reconhecer optótipos. Atualmente, três diferentes sistemas de escala são usados para descrever a acuidade visual de um paciente. Estes são acuidade visual decimal, fração de Snellen e acuidade LogMAR. O anel de Landolt está detalhado na tabela abaixo e mostrado na figura abaixo.

A acuidade visual decimal de grau 1 deve ser representada por um anel de Landolt cujo diâmetro externo, d, é um ângulo de 5 min de arco e cuja largura, assim como a abertura em sua continuidade, subentendem um ângulo de 1 min de arco na distância de visualização designada. O anel de Landolt deve ser capaz de apresentar oito orientações de abertura diferentes, incluindo orientação horizontal esquerda e direita, orientação vertical superior e inferior, e as quatro principais orientações diagonais.

Os graus de acuidade visual devem ser dados conforme a tabela abaixo. O tamanho de abertura do optótipo-padrão deve ser graduado logaritmicamente. Os optótipos dos graus de acuidade decimal 0,05, 0,06, 0,08 e 2,0 podem ser omitidos, se necessário. O uso de graus adicionais de acuidade decimal, maiores ou menores que os listados na tabela abaixo é permitido.

O campo deve se estender pelo menos 0,5° em todas as direções, desde o contorno dos optótipos até a borda do campo de ensaio. Se mais de um optótipo padrão for usado na mesma área de ensaio, os espaçamentos dados na tabela acima devem ser aplicados. Se mais de um grau de acuidade for usado na área de ensaio, o espaçamento para o maior optótipo deve ser aplicado.

A tabela acima aplica-se ao espaçamento horizontal e vertical. O fundo dos optótipos deve aparecer uniformemente brilhante e sem qualquer variação de cor ou textura que possa indicar a orientação dos símbolos. Se as diferentes orientações forem obtidas por rotação dos optótipos, este movimento rotativo não pode ser observado pelo indivíduo.

O optótipo deve ser apresentado no mínimo em número correspondente ao número de posições diferentes por grau de acuidade, como demonstrado na tabela acima. Em 50% dessas posições, a abertura deve ser vertical ou horizontal, mas, no caso em que um número ímpar de apresentações é usado, esse valor deve ser arredondado para o próximo número inteiro maior.

A sequência de apresentações deve ser tão diversificada quanto possível e deve ser ordenada aleatoriamente. Se o optótipo-padrão for apresentado isoladamente, este fato deve ser especificamente mencionado no relatório de ensaio.

Para a qualidade de apresentação, o optótipo-padrão, tal como apresentado, deve aparecer com contornos bem definidos para um observador com uma acuidade visual binocular de pelo menos 1,0 a uma distância de observação de 1/3 da distância em que os optótipos foram projetados para serem utilizados. Os optótipos de uma série não podem diferir visivelmente em contraste e contorno.

Os tipos de ensaio apresentados nos instrumentos devem ser observados com uma ampliação de 3 ×, a fim de verificar a qualidade de apresentação. A luminância no contorno imediato dos optótipos (fundo do gráfico, ver Lv na figura acima) deve estar dentro da faixa de 80 cd/m² a 320 cd/m² e deve ser aplicada a todos os métodos de apresentação. A luminância do optótipo-padrão não pode ser maior do que 15% ao redor do campo, quando medida em uma sala escura.

Todas as fontes de luz e superfícies refletoras no campo visual do paciente não podem ser mais brilhantes do que o gráfico do ponto de vista do objeto de ensaio. Além disso, nenhuma fonte de luz deve iluminar o gráfico de maneira que altere a luminância do gráfico ou o contraste do optótipo do ponto de vista do indivíduo do ensaio.

Não pode haver qualquer fonte de luz direta ou indireta (por exemplo, fonte de luz, imagem refletida de uma fonte de luz, superfície fosca luminosa ou muito brilhante) dentro do campo de visão. A luminância recomendada é de 200 cd/m².

Os requisitos de luminância dos optótipos e do fundo do gráfico são mostrados na figura acima. Convém que a luminância do fundo do gráfico que se estende por 0,5 d (onde d = diâmetro do optótipo) além da borda do optótipo não varie em mais de ± 30 % da luminância média do fundo.

Convém que o medidor de luminância meça uma área de diâmetro não superior a 0,05 d. A distância de visualização, para ensaios de acuidade visual à distância, deve ser realizada com uma distância mínima de visualização de 4,0 m entre a pupila de entrada do indivíduo e o optótipo.

Quanto os critérios para determinação e atribuição de grau de acuidade visual, ao ensaiar a acuidade visual, o nível de desempenho no qual a apresentação de optótipos deve ser terminada depende do número de optótipos utilizados para cada tamanho. Os números preferidos de apresentação são cinco ou 10.

Em cada caso, o mínimo chamado corretamente representa aproximadamente 60% do total. Para uma avaliação de aprovação, pelo menos três devem ser citados corretamente, se o número total de optótipos usados for cinco; e pelo menos seis devem ser citados corretamente, se o número total de optótipos utilizados for 10.

Para uso clínico, pelo menos quatro devem ser citados corretamente, se o número total de optótipos utilizados for seis ou sete. Se o número total de optótipos utilizados for oito ou nove, pelo menos cinco devem ser citados corretamente.

Deve-se terminar o ensaio no primeiro grau de acuidade, no qual o número corretamente identificado fica abaixo do número requerido para uma avaliação de aprovação. O grau de acuidade visual deve ser atribuído, como um grau inferior (ver a tabela acima) àquele em que o ensaio foi terminado.

O relatório de ensaio deve incluir as seguintes informações: referência a este documento, ou seja, NBR ISO 8596:2021; identificação dos graus de acuidade dos optótipos utilizados no ensaio (ver a tabela acima); instrumento utilizado, se houver; número de posições diferentes para cada grau de acuidade; distância de visualização utilizada; grau de acuidade visual atribuído; data e localização do ensaio; nome e endereço do examinador.

BS EN 17168: as barreiras de plataforma para o acesso aos trens

A BS EN 17168:2021 – Railway applications – Platform barrier systems se aplica a todos os envolvidos na implementação e integração do sistema de um sistema de barreira de plataforma, incluindo proprietários, projetistas, instaladores e operadores. Não cobre os sistemas de barreira usando barras, cordas, etc. ou que operem na direção vertical. No entanto, a conformidade com as cláusulas relevantes deste documento pode ser usada no desenvolvimento de justificativas de segurança para esses tipos alternativos de sistema de barreira.

Aplica-se aos serviços ferroviários leves, por exemplo, sistemas de metrô e bonde e serviços ferroviários pesados, conforme solicitado por uma especificação de projeto. Aplica-se a sistemas pequenos, trabalhando em conjunto com um único veículo, ou com sistemas maiores trabalhando com um trem completo.

Esta norma europeia se aplica a sistemas de barreira de plataforma usados em estações subterrâneas, estações de superfície fechadas (por exemplo, aquelas fechadas para fins de proporcionando um ambiente com ar condicionado para os passageiros em espera), e aquelas totalmente ao ar livre. Não cobre os requisitos normativos relativos ao desempenho de fogo ou requisitos de fogo decorrentes do uso de sistemas de barreira de plataforma como barreiras de incêndio.

Conteúdo da norma

Prefácio europeu………………………………….. 4

Introdução……………………………….. ….. 5

1 Escopo…………………………….. …… 6

2 Referências normativas ………………….. 7

3 Termos e definições ………………………. 9

4 Requisitos de projeto do sistema …………………… 12

4.1 Requisitos físicos e estruturais da barreira da plataforma……………… 12

4.1.1 Requisitos estruturais gerais …………… …. 12

4.1.2 Princípios de projeto estrutural … ………….. 13

4.1.3 Condições de carregamento estrutural……….. 14

4.1.4 Vidros e outros materiais de painéis em fachadas, incluindo portas e portões ………….. 15

4.1.5 Desempenho ao fogo – use como uma barreira de fogo…………16

4.1.6 Desempenho ao fogo – resistência ao fogo dos materiais……………. 16

4.1.7 Requisitos para portas/portões de saída de emergência……………… 16

4.1.8 Requisitos para portas/portões de acesso do condutor………………… 17

4.1.9 Requisitos para portas/portões das extremidades da plataforma …………………… 18

4.1.10 Enredamento entre a barreira da plataforma e os vagões………….. 19

4.1.11 Requisitos ambientais …. ………. 24

4.1.12 Propriedades acústicas e térmicas das barreiras da plataforma…………….. 25

4.1.13 Requisitos físicos de portas e portões para operação normal ………………… 25

4.2 Requisitos elétricos e de controle…………….. 28

4.2.1 Sistema de controle – condições para abertura/fechamento de portas/portões……….28

4.2.2 Detecção de travamento e fechamento de porta/portão……………………… 28

4.2.3 Indicações de status de porta/portão………….. 28

4.2.4 Sincronização das portas/portões do veículo e da plataforma ………………. 29

4.2.5 Alertas audíveis e visíveis ……………….. 29

4.2.6 Integridade dos sistemas de controle de barreira da plataforma …………………………….. 29

4.2.7 Controle local das portas/portões em um sistema de barreira de plataforma …………… ……. 30

4.2.8 Segurança elétrica – arranjos de aterramento e ligação………………………… 30

5 Requisitos operacionais ……………… 33

5.1 Requisitos operacionais gerais……………. 33

5.1.1 Manutenção ………………………. 33

5.1.2 Pessoas com mobilidade reduzida…………….. 34

5.1.3 Medição …………………………………………34

5.1.4 Risco de tropeçar nas portas de barreira do veículo e da plataforma ……………….. 34

5.2 Requisitos para preenchedores de lacunas mecânicas operando em conjunto com os sistemas de barreira da plataforma. ……………………………. 35

6 Teste e verificação dos sistemas de barreira da plataforma………………………. 36

6.1 Geral ……………………….. 36

6.2 Testes de tipo ………………… 36

6.3 Testes de rotina …………………………. 36

6.4 Teste funcional do sistema de barreira da plataforma……………… 36

6.5 Teste de integração das barreiras com outros subsistemas ferroviários ……………………… 36

Anexo A (normativo) Plano de teste……………… 38

Anexo B (informativo) Orientações sobre o projeto estrutural……………………….. 40

Anexo C (informativo) Princípios para estratégias de aterramento e ligação……………………… 46

C.1 Fatores a serem considerados ………………. 46

C.2 Princípio A – O sistema de barreira da plataforma é ligado à terra da estação ……………………. 46

C.3 Princípio B – O sistema de barreira da plataforma é isolado da estação de terra e também do trilho de retorno da corrente de tração (ou seja, flutuante) ……………….. 47

C.4 Princípio C – O sistema de barreira é colado ao trilho de retorno de tração e isolado da estação terrestre……… 47

C.5 Princípio D – A barreira da plataforma é construída de materiais não condutores …… 50

Anexo D (informativo) Integração do sistema…….. 51

D.1 Objetivo ……………………………… 51

D.2 Responsabilidade ……………………………… 51

D.3 Alvos gerais ………………………………….. 51

D.4 Considerações específicas … …………………. 51

D.4.1 Integração com os sistemas de controle ferroviário e com a operação do trem ………………………. 51

D.4.2 Sistema de controle – condições para abertura/fechamento de portas/portões……. 51

D.4.3 Precisão de parada ……………………… 53

D.4.4 Alinhamento ………………………… 53

D.4.5 Visibilidade da interface plataforma-trem…………………………………… 53

D.4.6 Outras considerações físicas……… 54

Anexo E (informativo) Orientação sobre carregamento aerodinâmico dos trens…………………… 55

E.1 Introdução ………………………… 55

E.2 Base técnica e método………….. 55

E.3 Cálculo de pressões equivalentes…………. 56

Bibliografia …………………………… 58

Os sistemas de barreira de plataforma fornecem uma barreira móvel entre trens e outros veículos de trânsito guiados e passageiros esperando nas estações e pontos de embarque. Os sistemas de barreira da plataforma são usados cada vez mais no metrô e em outras redes ferroviárias para garantir a segurança dos passageiros na plataforma da estação que estão esperando para embarcar nos veículos.

Esses sistemas também são usados em sistemas guiados de “movimentação de pessoas” para trânsitos de curta distância, por exemplo, em aeroportos. Seu uso é recomendado pela EN 62267 para qualquer sistema de trânsito totalmente automatizado. Em particular, os sistemas de barreira da plataforma podem ser usados para controlar o risco de: incursão de passageiros ou outras pessoas na via férrea (deliberada ou acidental); e o contato entre passageiros e veículos em movimento.

Esses riscos podem ser especialmente significativos quando há a possibilidade de superlotação nas plataformas das estações em locais movimentados. As barreiras podem aumentar o espaço utilizável com segurança na estação para os passageiros esperando e circulando nas plataformas. Os sistemas de barreira da plataforma integram a operação das portas e portões das barreiras da plataforma com a abertura e fechamento das portas dos trens e também auxiliam no gerenciamento das operações das estações, para permitir com segurança velocidades mais altas para os trens que entram e saem das estações.

As instalações de barreira também podem fazer parte de uma partição contínua entre as pistas de corrida e as áreas da estação para fins de: segurança contra incêndio (incluindo gerenciamento de fumaça); ventilação do túnel e da estação (incluindo redução do efeito do pistão); redução de ruído na via; e o conforto dos passageiros em estações climatizadas. Além disso, a terminologia usada em conexão com sistemas de barreira de plataforma, em particular para melhorar a especificação e compreensão dos requisitos de segurança, deve ser normalizada.

IEC TR 62908-1-3: uma introdução à tecnologia de toque de caneta

A IEC TR 62908-1-3:2021 – Touch and interactive displays – Part 1-3: General introduction of pen touch technology fornece as informações gerais sobre a tecnologia de toque de caneta com o objetivo de normalização. Este documento inclui uma visão geral da tecnologia de toque da caneta, características críticas de desempenho, problemas de medição de características e outras informações. O objetivo deste documento é fornecer uma visão geral dos diferentes produtos disponíveis na tecnologia de toque de caneta.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO…………………… 4

INTRODUÇÃO……………… 6

1 Escopo………………………. 7

2 Referências normativas ………….. 7

3 Termos, definições e termos abreviados………… 7

3.1 Termos e definições ………………………….. 7

3.2 Termos abreviados …………………….. 7

4 Informações genéricas sobre a tecnologia de toque de caneta………………. 8

4.1 Geral ……………………………………. 8

4.2 Classificação……………….. 8

4.3 Tecnologia de detecção para caneta de toque………………….. 9

4.3.1 Geral ……………………… 9

4.3.2 Estrutura do painel do tipo resistivo e método de detecção …………… 10

4.3.3 Estrutura do painel do tipo capacitivo e método de detecção …………… 10

4.3.4 Estrutura do painel do tipo EMI e método de detecção………… 11

4.3.5 Estrutura do painel de tipo óptico e método de detecção…………. 12

4.3.6 Estrutura do painel do tipo ultrassônico e método de detecção ………………. 12

4.4 Arquitetura da caneta de toque……………… 13

4.4.1 Geral ……………………………. 13

4.4.2 Caneta stylus passiva ………………… 13

4.4.3 Caneta stylus ativa ……………………….. 14

5 Características de toque da caneta……………… 17

5.1 Geral ………………………….. 17

5.2 Características básicas do toque da caneta……………. 18

5.3 Características únicas e importantes do toque da caneta……………… 18

5.3.1 Geral ………………… 18

5.3.2 Velocidade de rastreamento…………………. 19

5.3.3 Conforto ao escrever ………………………… 19

5.3.4 Paralaxe de posição ………………………… 19

5.3.5 Área mínima e pressão mínima………….. 20

5.3.6 Sensibilidade à pressão……………………….. 20

5.3.7 Ângulo de inclinação……………………. 21

6 Exemplo de aplicação para cada tecnologia de toque de caneta………………………… 21

6.1 Geral ……………………………… 21

6.2 Caneta stylus passiva ………….. 21

6.3 Caneta stylus ativa ……………. … 21

6.3.1 Geral ………….. ……… 21

6.3.2 Caneta EMI ……………………. ………. 21

6.3.3 Caneta universal para tipo PCAP…………. 22

6.3.4 Tipo MPP ……………….. ……. 22

6.3.5 Tipo AP ……………… ……… 23

6.3.6 Caneta ES ativa tipo WA ……………….. 23

6.3.7 Tipo U (uso múltiplo) ……………………….. 23

7 Problema da futura tecnologia de toque de caneta……. 23

7.1 Geral……….. …………… 23

7.2 Velocidade de rastreamento………………. …. 23

7.3 Conforto ao escrever…………………………. …. 24

7.4 Uso combinado de toque de dedo e caneta………. 24

7.5 Área de rejeição da palma e relação posicional da caneta………………. 24

8 Colaboração de hardware e software…………….. 25

Bibliografia………………….. 26

Figura 1 – Estrutura do painel do tipo resistivo………… 10

Figura 2 – Estrutura do painel do tipo capacitivo…….. 11

Figura 3 – Estrutura do painel tipo EMI……………………… 12

Figura 4 – Estrutura do painel do tipo óptico……… 12

Figura 5 – Estrutura do painel do tipo ultrassônico …. 13

Figura 6 – Exemplo de ponta de fibra condutiva……. 14

Figura 7 – Exemplo de ponta de disco transparente…. 14

Figura 8 – Exemplo de caneta exclusiva…………………….. 14

Figura 9 – Exemplo de canetas EMI (Tipo WE) ……….. 15

Figura 10 – Paralaxe de posição ……………………… 20

Figura 11 – Pen tablet para animação/ilustração …… 22

Figura 12 – Exemplos de notebooks……………….. 23

Tabela 1 – Comparação entre dispositivos apontadores…… 8

Tabela 2 – Classificação da caneta de toque…………. 9

Tabela 3 – Correspondência entre o painel de toque e a caneta de toque …………….. 10

Tabela 4 – Comparação de desempenho de canetas de toque para PCAP/EMI ………….. 17

Tabela 5 – Características básicas do toque da caneta………………….. 18

Tabela 6 – Características únicas e importantes da caneta de toque ……………………….. 18

Com a disseminação dos smartphones nos últimos anos, a tecnologia de toque de dedo se espalhou por todo o mundo. O campo de popularização começou a partir dos smartphones e se espalhou de terminais de informação, como notebooks (laptops) e tablets para quiosques, caixas eletrônicos, equipamentos de venda na área de infraestrutura social, equipamentos médicos para uso profissional e itens relacionados à construção.

O toque do dedo apresenta vários desafios, como mau funcionamento devido ao ambiente de uso, como uso de luvas ou gotas de água, além da dificuldade de desenho fino com o toque do dedo, entrada de assinatura e assim por diante. Inicialmente, para o toque da caneta, o sistema operacional e o software aplicativo suportavam apenas a mesma função do toque do dedo, mas recentemente um novo conceito de tinta digital permitiu usar não apenas os dados da trajetória inserida, mas também os dados de progresso, como pressão de escrita, ângulo da caneta e desenho, sendo digitalizados e salvos junto com os dados de trajetória.

Isso significa que uma nova técnica com a entrada de caneta foi desenvolvida, que vai além da tecnologia convencional de entrada de toque do dedo. Com base nessa situação, este documento visa enfocar as questões relacionadas à padronização futura, resumindo os métodos de detecção do toque da caneta, os tipos de canetas sensíveis ao toque e as tecnologias correspondentes e as tendências de mercado da tecnologia do toque da caneta.

O conceito de usabilidade em ergonomia da interação humano-sistema

A NBR ISO 9241-11 de 07/2021 – Ergonomia da interação humano-sistema – Parte 11: Usabilidade: Definições e conceitos fornece uma estrutura para entender o conceito de usabilidade e aplicá-lo a situações em que as pessoas usam sistemas interativos, e outros tipos de sistemas (incluindo ambientes construídos), e produtos (incluindo produtos industriais e de consumo) e serviços (incluindo serviços técnicos e pessoais). Neste documento, a frase objeto de interesse se refere ao sistema, produto ou serviço para o qual a usabilidade está sendo considerada. Esse documento explica que a usabilidade é um resultado do uso; define os termos e conceitos-chave; identifica os fundamentos da usabilidade; e explica a aplicação do conceito de usabilidade.

Não descreve processos ou métodos específicos para considerar a usabilidade no desenvolvimento ou avaliação de projetos. Os usuários previstos para este documento incluem os profissionais de usabilidade/ergonomia/fatores humanos; os projetistas e desenvolvedores de sistemas, produtos e serviços; o pessoal voltado para a garantia de qualidade; os compradores públicos e corporativos; e as organizações de consumidores. As aplicações mais comuns deste documento são em projeto e avaliação.

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O representa a acurácia?

O que indica a eficiência?

O que representa a satisfação?

Quais são os usos específicos do conceito de usabilidade?

A usabilidade é a extensão na qual um sistema, produto ou serviço pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico. Os usuários específicos, objetivos e contexto de uso se referem à combinação particular de usuários, objetivos e contexto de uso para os quais a usabilidade está sendo considerada.

A palavra usabilidade também é usada como qualificação para se referir aos conhecimentos de projeto, competências, atividades e atributos de projeto que contribuem para a usabilidade, como a experiência em usabilidade, profissional de usabilidade, engenharia de usabilidade, método de usabilidade, avaliação de usabilidade, heurística de usabilidade. Dessa forma, o objetivo de projetar e avaliar sistemas, produtos e serviços visando a usabilidade é o de permitir que os usuários alcancem suas metas de forma eficaz, eficiente e com satisfação, considerando o contexto de uso.

Este documento explica como a usabilidade pode ser interpretada em termos de desempenho e satisfação do usuário, e enfatiza que a usabilidade depende das circunstâncias específicas em que um sistema, produto ou serviço é usado. Este documento explica como interpretar cada componente na definição de usabilidade: a extensão na qual um sistema, produto ou serviço pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico.

Nesse documento, a usabilidade é relacionada ao resultado de interagir com um sistema, produto ou serviço. A usabilidade, conforme definida neste documento, não é um atributo de um produto, embora os atributos apropriados do produto possam contribuir para que o produto seja utilizável em um determinado contexto de uso.

A usabilidade é um conceito mais abrangente do que comumente entendido por facilidade de uso ou uso amigável. Ela é pertinente para o uso contínuo regular, para permitir que os usuários alcancem seus objetivos de forma eficaz, eficiente e com satisfação; para o aprendizado, para permitir que novos usuários se tornem eficazes, eficientes e satisfeitos ao começarem a usar um sistema, produto ou serviço; para o uso ocasional, para permitir que os usuários sejam eficazes, eficientes e estejam satisfeitos, com o sistema em cada reuso; para o uso por pessoas com a mais ampla diversidade de capacidades; para minimizar o risco e as consequências indesejáveis dos erros durante o uso; e para a manutenção, permitindo que as tarefas de manutenção sejam concluídas de forma eficaz, eficiente e com satisfação.

A usabilidade é pertinente ao se projetar ou avaliar interações com um sistema, produto ou serviço para fins de desenvolvimento; aquisição; revisão ou comparação; e marketing e pesquisa de mercado. Os Anexos A e B deste documento fornecem uma explicação da relação da usabilidade com outros conceitos e disciplinas como projeto centrado no ser humano, ergonomia, fatores humanos, qualidade centrada no ser humano, experiencia do usuário e qualidade (como aplicado em sistemas e engenharia e software), e explicam como a usabilidade pode ser considerada em diferentes escopos de contextos de uso e fornecem exemplos de medidas de usabilidade.

A usabilidade é a eficácia, a eficiência e a satisfação da interação do usuário com o objeto de interesse. Ao projetar um sistema, produto ou serviço: quando a usabilidade for menor do que o esperado, os usuários pretendidos podem não ser capazes ou estarem dispostos a usar o sistema, produto ou serviço; quando a usabilidade for suficiente, o sistema, o produto ou o serviço fornecerá os benefícios pessoais, sociais e econômicos pretendidos para os usuários, empregadores e fornecedores; quando a usabilidade for maior do que o esperado, o sistema, o produto ou o serviço pode apresentar uma vantagem competitiva (por exemplo, retenção de clientes ou clientes que estejam dispostos a pagar.

Os benefícios específicos fornecidos pela usabilidade apropriada incluem contribuir para o cumprimento de metas que visam a eficiência operacional das organizações; facilitar a compreensão e a aprendizagem de sistemas, produtos e serviços, aumentando assim a captação e reduzindo custos de suporte, como help desks; aumentar a usabilidade para pessoas com diversidade de necessidades; melhorar a experiência do usuário; contribuir para os objetivos de sustentabilidade (ver as ISO 26000 e ISO 27500); reduzir os riscos de consequências indesejáveis pessoais, sociais ou empresariais; proporcionar uma vantagem competitiva, por exemplo, melhorando a imagem da marca.

Este documento fornece uma base para identificar os componentes pertinentes da eficácia, eficiência e satisfação, e os componentes do contexto de uso. Ao especificar, projetar ou avaliar a usabilidade resultante do uso de um sistema, produto ou serviço, o objetivo é alcançar o nível pretendido de eficácia, eficiência e satisfação. A estimativa dos potenciais impactos de determinados níveis de usabilidade (sejam eles impactos comerciais, organizacionais, pessoais ou sociais) pode ser usada para justificar os esforços necessários de desenvolvimento (ver ISO 9241-210 e ISO 9241-220).

A usabilidade indica a extensão na qual um sistema, produto ou serviço pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com eficácia, eficiência e satisfação em um contexto de uso específico. A figura abaixo mostra o sistema, o produto ou o serviço, que representa o objeto de interesse. O objeto de interesse é mostrado dentro do contexto de uso, que é composto pelos usuários, os objetivos e tarefas, os recursos e o ambiente. A usabilidade, composta de eficácia, eficiência e satisfação, é mostrada como o resultado de uso. Há também outros resultados de uso que incluem acessibilidade, experiência do usuário e evitar danos pelo uso.

A extensão alcançada pela usabilidade varia dependendo das características do sistema, do produto ou do serviço; dos objetivos; das tarefas; dos usuários; dos recursos; do ambiente de uso. O uso do mesmo sistema, produto ou serviço pode resultar em níveis significativamente diferentes de usabilidade, dependendo dos objetivos, dos tipos de usuários de outros componentes do contexto de uso.

A usabilidade será influenciada pelas características, capacidades e outras diferenças individuais dos usuários, e pelas características das tarefas que realizam, podendo depender dos ambientes físicos, sociais, culturais e organizacionais. A usabilidade é tipicamente considerada relacionada a um sistema, produto ou serviço que está sendo projetado ou avaliado em um determinado contexto de uso (ou seja, para determinados grupos de usuários, tarefas e ambiente).

Por exemplo, um aplicativo de software que suporta análises estatísticas avançadas tem altos níveis de usabilidade para estatísticos experientes, mas tem baixos níveis de usabilidade para estudantes que usam o módulo estatístico no primeiro ano. A usabilidade também pode ser usada para considerar a adequação de um componente do contexto de uso.

Por exemplo, o nível de iluminação do ambiente (parte do ambiente físico) necessário para o uso de um produto específico em um contexto específico (ou outro) de uso. Não há uma única medida intrínseca da usabilidade de um sistema, produto ou serviço porque a eficácia, eficiência e satisfação dependem dos usuários, objetivos e outros componentes do contexto de uso para o qual a usabilidade está sendo considerada.

A usabilidade é considerada em relação a um objeto de interesse identificado (um sistema, produto ou serviço). Sistemas, produtos ou serviços podem ser considerados em vários níveis de especificidade, desde sistemas altamente complexos até partes individuais de um sistema, produto ou serviço.

A capacidade resulta da interação entre um usuário e um objeto de interesse. O objeto de interesse com o qual o usuário interage (por exemplo, um sistema ou serviço) pode incluir outras pessoas. Os usuários específicos, objetivos e outros aspectos do contexto de uso se referem à combinação particular de usuários, objetivos e outros aspectos do contexto de uso que são específicos com o propósito de considerar a usabilidade resultante do uso de um determinado objeto de interesse.

Os usuários, objetivos e outros aspectos do contexto de uso podem ser especificados para fins de consideração da usabilidade, sejam eles considerados ou não nas especificações utilizadas para fins de desenvolvimento de sistemas. A usabilidade resultante do uso de um objeto de interesse pode ser significativamente diferente para diferentes combinações de usuários, objetivos e tarefas, recursos e ambientes especificados.

Os usuários especificados são os que são escolhidos com o propósito de considerar a usabilidade. As características dos usuários influenciam a usabilidade. Os usuários especificados são um ou mais grupos de usuários que são tipicamente, mas não necessariamente, parte do conjunto de grupos pretendidos de usuários para os quais o sistema, produto ou serviço foi desenvolvido. É importante identificar claramente os objetivos especificados para as quais a usabilidade está sendo considerada, pois nem todos os objetivos identificados podem ser selecionados para serem metas específicas.

Os objetivos especificados (resultados pretendidos) para as quais a usabilidade é considerada podem ser aquelas pretendidas pelo usuário, pelo gerente ou pelo fabricante. Em muitas situações, a usabilidade é considerada para um conjunto de objetivos e não apenas para um único objetivo. Pode haver conflitos entre objetivos que resultarão em decisão entre alcançar a usabilidade para um objetivo específico ou alcançar a usabilidade para um outro objetivo específico.

A usabilidade se concentra na eficácia, eficiência e satisfação da interação do usuário em relação ao objeto de interesse. A efetividade, a eficiência e a satisfação são compostas de componentes mais específicos. A importância relativa da eficácia, eficiência e satisfação e seus componentes dependerá da razão pela qual a usabilidade estiver sendo considerada e do contexto de uso especificado.

Por exemplo, para um usuário clínico treinado, as considerações mais importantes de um dispositivo médico podem ser eficácia (acurácia e completude) e eficiência (tempo de uso). O usuário pode ser eficaz sem ser eficiente, ou estar satisfeito sem ser eficaz ou eficiente. A provisão da necessidade de funcionalidade técnica é um pré-requisito para a usabilidade.

A efetividade, eficiência e satisfação podem ser consideradas, especificadas ou avaliadas como medidas do desfecho observado e/ou da percepção do usuário sobre o resultado (ver Anexo B). Outros resultados de uso importantes por serem componentes adicionais da qualidade centrada no ser humano são a acessibilidade, a experiência do usuário e o dano potencial que poderia resultar do uso. As saídas de um sistema de computador não são as mesmas que os resultados de seu uso.

Um sistema pode produzir uma variedade de saídas, nem todas as quais são pertinentes para os resultados pretendidos de uso. Algumas saídas apoiam diretamente a obtenção de um resultado pretendido, algumas saídas podem interferir na obtenção de um resultado pretendido, e algumas podem não ter influência em um resultado pretendido. À medida em que os requisitos de usabilidade, acessibilidade, experiência do usuário e prevenção de erros causados pelo uso são atendidos, pode-se chamar de qualidade centrada no ser humano.

Os indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida

A NBR ISO 37120 de 03/2021 – Cidades e comunidades sustentáveis – Indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores, a fim de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida. Ela segue princípios estabelecidos na NBR ISO 37101 e pode ser utilizada em conjunto com a NBR ISO 37101 e outras estruturas estratégicas. Este documento é aplicável a qualquer cidade, municipalidade ou governo local que intencione medir seu desempenho de uma forma comparável e verificável, independentemente do tamanho e da localização.

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Como reportar a porcentagem da população feminina em idade escolar matriculada em escolas (indicador essencial)?

Como deve ser a porcentagem de estudantes com ensino primário completo: taxa de sobrevivência (indicador essencial)?

Como descrever a relação estudante/professor no ensino primário (indicador essencial)?

Quais são os requisitos para o consumo final total de energia per capita (GJ/ano) (indicador essencial)?

As cidades necessitam de indicadores para mensurar seu desempenho. Os indicadores existentes no nível local geralmente não são padronizados, consistentes, ou comparáveis no tempo ou entre cidades. Este documento é dedicado a serviços urbanos e qualidade de vida como uma contribuição à sustentabilidade da cidade.

Como parte de uma nova série de normas internacionais que estão sendo elaboradas para uma abordagem holística e integrada para o desenvolvimento sustentável, que inclui indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, indicadores para cidades inteligentes e indicadores para cidades resilientes, este conjunto de indicadores padronizados proporciona uma abordagem uniforme do que é mensurado, e como a medição é realizada. Apresentada como uma lista de indicadores, não é fornecido um juízo de valor para estes, ou estipuladas metas numéricas de referência.

Estar em conformidade com esta norma não confere um status a este propósito. Uma cidade adaptada a esta norma, em relação à mensuração de indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, pode somente reivindicar conformidade neste sentido. Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade.

A fim de atingir o desenvolvimento sustentável, todo o sistema da cidade necessita ser considerado. Convém que o planejamento para as necessidades futuras considere o atual uso e a eficiência de recursos, para o melhor planejamento do amanhã.

Os indicadores e métodos de ensaio associados nesta norma foram elaborados a fim de auxiliar as cidades a: medir a gestão de desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida ao longo do tempo; aprender umas com as outras, ao permitir comparação por meio de uma vasta gama de medidas de desempenho; e apoiar a definição de políticas e estabelecimento de prioridades. É reconhecido que as cidades podem não ter influência direta ou controle sobre os fatores atuantes de alguns destes indicadores, mas o relato destes é importante para a comparação significativa e proporciona um indicativo geral da prestação de serviços e da qualidade de vida em uma cidade.

Os indicadores nesta norma foram selecionados para serem reportados da forma mais simples e econômica possível, e, portanto, refletem uma plataforma inicial para relatórios. Indicadores adicionais estão sendo elaborados no ISO/TC 268 para promover inteligência (ISO 371221) e resiliência (ISO 371232) em cidades.

Esta norma também inclui uma terceira categoria de indicadores – de perfil – que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Indicadores de perfil adicionais estão relacionados no Anexo D.

Manter, aprimorar e acelerar o progresso na direção de melhoria dos serviços urbanos e qualidade de vida é também fundamental para ambas as definições de cidades inteligentes e cidades resilientes. Pretende-se que esta norma seja implementada em conjunto com a NBR ISO 37122 e a NBR ISO 37123 para mensurar o progresso na direção de cidades inteligentes e cidades resilientes, respectivamente. A relação entre a família de normas é apresentada na figura abaixo.

Inserir cidade2

Os indicadores são estruturados em torno de temas. Reconhecendo as diferenças das cidades ao redor do mundo, em recursos e capacidades, o conjunto global de indicadores para desempenho de cidades foi dividido em indicadores essenciais (aqueles que devem ser seguidos na implementação desta norma) e indicadores de apoio (aqueles que convém que sejam seguidos na implementação desta norma). Ambos os indicadores, essenciais e de apoio, estão relacionados no Anexo A, Tabela A.1.

Existem três tipos de indicadores nesta norma: os indicadores essenciais: indicadores que são requeridos para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida; os indicadores de apoio: indicadores que são recomendados para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida. Estes indicadores podem ser selecionados de acordo com os objetivos da cidade.

Deve-se incluir os indicadores de perfil: indicadores que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Os indicadores de perfil são utilizados como uma referência informativa.

Este documento é concebido para auxiliar cidades a direcionar e avaliar a gestão de serviços urbanos e toda a prestação de serviços, assim como a qualidade de vida. A sustentabilidade é considerada como seu princípio geral, e inteligência e resiliência como conceitos orientadores no desenvolvimento das cidades. Todos os indicadores devem ser compilados em bases anuais. Se dados de censos forem utilizados, o ano do censo deve ser informado. O ano dos dados populacionais também devem ser informados.

Aqueles que implementam este documento devem reportar todos os indicadores essenciais relacionados nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais descritos nesta norma são considerados indispensáveis para direcionar e avaliar a gestão do desempenho dos serviços urbanos e qualidade de vida.

Dependendo dos objetivos, convém que as cidades reportem também os indicadores de apoio fornecidos nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais, de apoio e de perfil, são classificados em temas de acordo com os diferentes setores e serviços prestados em uma cidade.

A estrutura de classificação é utilizada exclusivamente para indicar os serviços e área de aplicação de cada tipo de indicador quando reportado por uma cidade. Esta classificação em temas não tem significado hierárquico e é ordenada alfabeticamente. Para cada indicador, a correspondência com as áreas de ação da NBR ISO 37101 é indicada [para compatibilidade com o Anexo B, Tabela B.1, e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (Anexo C)].

Para fins de interpretação de dados, as cidades devem considerar a análise do contexto no momento da interpretação de resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar os indicadores. Em alguns casos, serviços podem ser prestados pelo setor privado ou pela própria comunidade.

Indicadores sob cada tema, quando possível, foram selecionados e combinados com base nos insumos e resultados do indicador, para posterior análise do contexto. Ao interpretar os resultados de uma área de serviço específica, é importante analisar os resultados de vários tipos de indicadores transversalmente nos temas; focar em um indicador isolado pode levar a uma conclusão distorcida ou incompleta.

Os aspectos e os anseios também devem ser levados em consideração na análise. Os usuários também podem considerar os seguintes aspectos, que devem ser claramente mencionados e justificados no relatório: os indicadores podem ser agregados em áreas administrativas maiores (por exemplo: região, área metropolitana, etc.); uma vez que alguns indicadores são indiretamente relacionados à sustentabilidade, há a necessidade de considerar a eficiência de recursos de uma cidade; os indicadores podem ser agrupados para análise de acordo com as características holísticas de uma cidade; e este conjunto de indicadores pode ser complementado por outros conjuntos de indicadores a fim de obter uma abordagem mais abrangente e holística para análise de sustentabilidade.

Além disso, também é importante reconhecer potenciais efeitos antagônicos dos resultados de indicadores específicos, sejam positivos ou negativos, ao analisar os resultados. Por exemplo, o número de automóveis per capita potencialmente resultará em níveis maiores de emissões de gases de efeito estufa.

Como exemplo, um indicador em economia, a taxa de desemprego da cidade (indicador essencial). Os indicadores são aqueles que implementarem este documento e devem reportar este indicador em conformidade com os requisitos descritos a seguir. A taxa de desemprego é considerada um dos indicadores mais informativos do mercado de trabalho, o qual reflete o desempenho geral do mercado de trabalho e a saúde da economia como um todo.

Ele é usado para medir a oferta de trabalho e localizar os ciclos de negócios de uma cidade. Quando o crescimento econômico é forte, as taxas de desemprego tendem a ser baixas e quando a economia está estagnada ou em recessão, as taxas de desemprego tendem a ser maiores.

Este indicador reflete as áreas de ação “Convivência, interdependência e reciprocidade” e “Economia, produção e consumo sustentáveis”, conforme definidas na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para os propósitos de “Coesão social”, “Bem-estar”, “Atratividade” e “Resiliência” da cidade, conforme definidos na NBR ISO 37101.

Os requisitos do indicador essencial envolvem a taxa de desemprego de uma cidade que deve ser calculada pela população residente na cidade em idade ativa que, durante o período de referência da pesquisa não estava em emprego remunerado ou autônomo, mas disponível para o trabalho e à procura de trabalho (numerador), dividida pela força de trabalho total (denominador). O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como uma porcentagem.

O desemprego deve se referir a indivíduos sem trabalho, buscando ativamente trabalho em um período passado recente (últimas quatro semanas), e atualmente disponível para o trabalho. As pessoas que não procuram trabalho, mas que têm perspectiva de trabalho futuro (arranjos para um futuro início de trabalho) são contados como desempregados (Organização Internacional do Trabalho).

Os trabalhadores desalentados ou desempregados ocultos devem ser considerados como pessoas que não estão ativamente à procura de trabalho, porque elas acreditam que as perspectivas de o encontrar são extremamente baixas ou elas têm restrições de mobilidade no mercado de trabalho, enfrentam discriminação e/ou barreiras estruturais, sociais e culturais. Elas não são contabilizadas como parte da força de trabalho e, portanto, não são consideradas desempregadas.

A ausência de busca ativa por trabalho deve se referir a pessoas que não tenham tomado medidas ativas para procurar trabalho (por exemplo, procura de emprego, entrevistas, reuniões informativas etc.) durante um período recente especificado (geralmente nas últimas quatro semanas). A força de trabalho deve se referir à soma total de pessoas empregadas e desempregadas que estão legalmente aptas para trabalhar, e que residem na cidade.

Para cidades que não podem reportar o desemprego no nível da cidade, convém que o nível de desemprego reportado seja indicado. Se os dados são categorizados por gênero, as cidades são incentivadas a especificar as respectivas taxas de desemprego de homens e mulheres quando reportarem a taxa de desemprego total.

Os temas centrais de responsabilidade social dos Direitos Humanos e Práticas de Trabalho da NBR ISO 26000 podem ser considerados, e são particularmente úteis em relação ao trabalho infantil. Os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho (PDFT) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluem a eliminação do trabalho infantil ao lado do direito à liberdade de associação e à negociação coletiva, a eliminação do trabalho forçado, e a eliminação da discriminação no emprego ou ocupação.

Estes princípios e direitos fundamentais no trabalho são mutuamente interdependentes. A violação de uma categoria de direitos no trabalho muitas vezes tem um impacto negativo sobre o respeito e a percepção dos outros. Vice-versa, reconhecimento, promoção e implementação de uma categoria de direitos podem ter um impacto benéfico sobre o respeito e a realização dos outros.

Ao longo dos anos, a comunidade internacional desenvolveu uma estrutura de normas internacionais que buscam proteger as crianças do trabalho infantil, em especial, as duas importantes convenções da OIT sobre o assunto e de forma mais geral a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Enquanto alguns progressos estão sendo feitos na redução do trabalho infantil, em muitos casos os direitos contidos nestas normas internacionais ainda não são totalmente aplicados na prática e tornados obrigatórios. Os usuários desta norma são encorajados a manter estes princípios em mente.

NFPA 80: a conformidade das portas corta-fogo

A NFPA 80:2019 – Standard for Fire Doors and Other Opening Protectives regula a instalação e a manutenção de conjuntos e dispositivos usados para proteger aberturas em paredes, pisos e tetos contra a propagação de fogo e fumaça dentro ou fora de edifícios. Deve-se consultar o Anexo K para informações gerais sobre portas corta-fogo. Com exceção dos conjuntos de cortina de segurança contra incêndio de tecido, esta norma aborda conjuntos que foram submetidos a testes de incêndio padronizados. (Consulte o Capítulo 20.)

Nenhum requisito de teste de incêndio existe atualmente para o qual os conjuntos de cortina de segurança contra incêndio em tecido possam ser testados. Apenas o tecido da cortina é testado de acordo com a ASTM E119 – Standard Test Methods for Fire Tests of Building Construction and Materials.

O perímetro e a estrutura interna e todos os componentes de suporte, guia e operacionais usados em aplicativos específicos não são testados. As variações no tamanho das aberturas do proscênio e a quantidade de folgas laterais e principais disponíveis para estágios individuais ditam o número de variações no design dos conjuntos.

As portas de incineradores, portas de salas de registros e portas de abóbadas não são cobertas por esta norma. Para requisitos de instalação, consulte a NFPA 82 – Standard on Incinerators and Waste and Linen Handling Systems and Equipment e a NFPA 232 – Standard for the Protection of Records. Os requisitos para portas deslizantes horizontais, deslizantes verticais e giratórias, conforme usados nesta norma, não se aplicam a portas de elevadores para elevadores e monta-cargas.

Para requisitos sobre a instalação de portas dos elevadores e monta-cargas, consulte as seções aplicáveis da ASME A17.1 – Safety Code for Elevators and Escalators ou a CSA B44 – Safety Code for Elevators. Essa norma não cobre os materiais de envidraçamento resistentes ao fogo e conjuntos de dobradura de deslizamento horizontal fabricados para uso como paredes e testados como conjuntos de parede de acordo com ASTM E119 – Standard Test Methods for Fire Tests of Building Construction and Materials.

A avaliação do desempenho ao fogo desses conjuntos é testada de acordo com ASTM E119, para portas de acesso horizontais, a NFPA 252 – Standard Methods of Fire Tests of Door Assemblies, para portas e venezianas corta-fogo, a NFPA 257 – Standard on Fire Test for Window and Glass Block Assemblies, para janelas de incêndio e blocos de vidro, a NFPA 288 – Standard Methods of Fire Tests of Horizontal Fire Door Assemblies Installed in Horizontal Fire Resistance–Rated Assemblies, para portas em conjuntos resistentes ao fogo horizontais. Não é intenção desta norma estabelecer o grau de proteção exigido ou constituir a aprovação de qualquer produto.

Conteúdo da norma

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Retroatividade

1.4 Equivalência

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações da NFPA

2.3 Outras publicações

2.4 Referências para extrações em seções obrigatórias

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

Capítulo 4 Requisitos gerais

4.1 Limitações gerais

4.2 Produtos listados e rotulados

4.3 Classificações e tipos de portas

4.4 Material de envidraçamento em portas de incêndio

4.5 Vidros classificados para resistência ao fogo em portas e janelas

4.6 Classificação de hardware para portas de incêndio

4.7 Dispositivos de atuação para portas de incêndio, persianas e janelas de incêndio

4.8 Construção de apoio

Capítulo 5 Inspeção, teste e manutenção

5.1 Geral

5.2 Inspeção e teste

5.3 Operadores de retrofit

5.4 Opção baseada em desempenho

5.5 Manutenção

Capítulo 6 Portas giratórias com ferragens de construtores

6.1 Portas

6.2 Construção de apoio

6.3 Aberturas

6.4 Componentes de montagem

6.5 Aplicação, instalação e ajuste

Capítulo 7 Portas giratórias com ferragens para portas corta-fogo

7.1 Portas

7.2 Construção de apoio

7.3 Aberturas

7.4 Componentes de montagem

Capítulo 8 Portas deslizantes horizontalmente

8.1 Portas

8.2 Construção de apoio

8.3 Aberturas (Reservado)

8.4 Componentes de montagem

Capítulo 9 Portas dobráveis de deslizamento horizontal para fins especiais

9.1 Portas

9.2 Construção de apoio

9.3 Folgas ao redor das aberturas

9.4 Componentes de montagem

Capítulo 10 Portas de incêndio deslizantes verticalmente

10.1 Portas

10.2 Construção de apoio

10.3 Autorizações

10.4 Componentes de montagem

Capítulo 11 Portas de aço circulante

11.1 Portas

11.2 Construção de apoio

11.3 Aberturas

11.4 Componentes de montagem

11.5 Proteção contra intempéries.

Capítulo 12 Persianas de incêndio

12.1 Tipos

12.2 Requisitos

12.3 Proteção contra intempéries

Capítulo 13 Portas corta-fogo do balcão de serviço

13.1 Portas

13.2 Construção de apoio

13.3 Contadores

13.4 Fechamento automático

Capítulo 14 Portas para elevadores e monta-cargas

14.1 Portas

14.2 Tipos de portas

14.3 Painéis de visão da porta do elevador

14.4 Operação da porta

Capítulo 15 Portas de calha

15.1 Portas de descarga da calha

15.2 Portas de entrada da calha

15.3 Portas de gravidade de acesso limitado

15.4 Portas de entrada da calha pneumática

Capítulo 16 Portas de acesso

16.1 Portas

16.2 Tipos de portas

Capítulo 17 Janelas antifogo

17.1 Janelas

17.2 Material de envidraçamento

17.3 Tipos de janelas

17.4 Instalação

17.5 Dispositivos de fechamento.

Capítulo 18 Conjuntos de blocos de vidro

18.1 Geral

18.2 Instalação

Capítulo 19 Instalação, teste e manutenção de amortecedores de fogo

19.1 Geral

19.2 Instalação

19.3 Teste operacional

19.4 Teste de aceitação

19.5 Testes periódicos

19.6 Manutenção

19.7 Modificações de campo

Capítulo 20 Cortinas de segurança contra incêndio em tecido

20.1 Geral

20.2 Componentes da cortina de segurança contra incêndio em tecido

20.3 Instalação

20.4 Conjuntos da cortina de proteção contra incêndio

20.5 Construção de apoio

20.6 Equipamento de içamento

20.7 Operação do conjunto da cortina de proteção contra incêndio

20.8 Teste de aceitação

20.9 Cuidado e manutenção

Capítulo 21 Conjuntos de cortina de proteção contra incêndio

21.1 Geral

21.2 Montagem de conjuntos de cortina de proteção contra incêndio

21.3 Componentes de montagem

21.4 Operadores de energia

21.5 Instalação

21.6 Inspeção, teste e manutenção

21.7 Teste de aceitação

21.8 Dispositivos de fechamento

21.9 Inspeção e testes periódicos

21.10 Manutenção.

Anexo A Material explicativo

Anexo B Portas corta fogo: proteção para aberturas

Anexo C Ilustração de tipos de fogo em janela

Anexo D Classificação de porta corta fogo e janelas

Anexo E Acessórios para portas giratórias

Anexo F Hardware de localizações da porta

Anexo G Tipos de porta

Anexo H Portas para fins especiais

Anexo I Transferência de calor radiante

Anexo J Opção baseada no desempenho para a inspeção, teste e manutenção de conjuntos de portas corta-fogo

Anexo K Informações gerais sobre as portas corta-fogo

Anexo L Referências informativas

Nessa edição de 2019 houve novas definições para a inspeção e rótulo de campo que ajudam os usuários a aplicar disposições de inspeção, teste e manutenção. As disposições atualizadas no Capítulo 4 reconhecem a preparação do local de trabalho de portas corta-fogo para pinos corta-fogo. Novas disposições no Capítulo 4 cobrem a medição da folga sob a parte inferior das portas corta-fogo e um novo requisito trata da folga no fundo com a presença de dispositivos de hardware de travamento.

O escopo do Capítulo 5 é expandido para tratar dos conjuntos de cortina de proteção contra incêndio e uma nova seção no Capítulo 5 trata das marcas de inspeção. Embora a norma agora exija que as instruções de instalação e manutenção dos fabricantes de amortecedores sejam mantidas no local para novas instalações de amortecedores, o Capítulo 19 atualizado também tem os requisitos mais recentes para a inspeção, teste e manutenção de amortecedores de incêndio e combinação fogo/fumaça e adiciona um método de inspeção remota.

A nova linguagem esclarece a aplicação dos requisitos de inspeção para amortecedores inacessíveis únicos. O anexo A contém números novos e revisados para instalações típicas de estrutura de porta de aço. Todas as publicações referenciadas e seções extraídas estão atualizadas.

A acessibilidade de pessoas com deficiência em trens de longo percurso

Saiba quais são os requisitos para a acessibilidade a pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida, de forma segura, em trens de longo percurso.

A NBR 14020 de 02/2021 – Transporte — Acessibilidade à pessoa — Trem de longo percurso estabelece os requisitos para a acessibilidade a pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida, de forma segura, em trens de longo percurso. Aplica-se tanto aos projetos novos quanto às adaptações dos projetos já existentes.

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Como deve ser feita a identificação dos assentos preferenciais?

Como deve ser delimitado o espaço para cadeira de rodas?

Quais devem ser as dimensões básicas da mesa acessível para refeição?

Quais são os requisitos dimensionais para o lavatório?

As estações e paradas devem atender aos requisitos da NBR 9050 e possibilitar a integração acessível do trem com outros meios de transporte existentes no local. Deve haver local para que as pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida aguardem o embarque com segurança.

A plataforma deve oferecer condições de segurança e conforto, obedecendo aos padrões e critérios de acessibilidade previstos na NBR 9050. O piso deve ser regular, firme, estável e antiderrapante. Os valores das dimensões indicadas pelos limites máximo e mínimo devem ser considerados absolutos.

Quando não definidos os limites para as dimensões deve ser considerada uma tolerância de ± 0,02 m. Todas as portas para embarque, desembarque e internas do carro acessível devem ter um vão livre mínimo de 0,80 m quando abertas.

Nas estações e paradas que tenham um vão e desnível superior a 0,03 m e 0,02 m, respectivamente, entre a plataforma e a porta do carro acessível, a fronteira deve ser transposta utilizando-se dispositivo que permita o embarque e o desembarque com segurança e, preferencialmente, com autonomia. O dispositivo utilizado para o embarque e o desembarque pode estar localizado no carro ou na plataforma.

Para transpor a fronteira entre o local de embarque/desembarque e o interior do carro, deve ser utilizado um dos dispositivos vinculados ao carro, indicados a seguir, ou então a conjugação entre eles: a plataforma elevatória veicular (PEV); ou a rampa de acesso veicular, manual ou motorizada, formada por um único elemento, podendo ser dobrável ou retrátil, para acesso ao piso inferior do carro; ou a rampa de acesso veicular, manual ou motorizada, formada por dois elementos separados e paralelos entre si, podendo ser dobrável ou retrátil, para acesso ao piso inferior do carro; ou a rampa de acesso móvel, manual ou motorizada, podendo ser dobrável ou retrátil.

Outros equipamentos ou dispositivos para transposição de fronteiras podem ser considerados, desde que atendam aos requisitos da NBR 15320. O fabricante dos dispositivos para transposição de fronteiras deve considerar no projeto técnico a compatibilidade com o conjunto carroceria, em especial, relativo à interferência no peso bruto total (PBT), na estrutura e na capacidade de transporte do carro.

Os dispositivos para transposição de fronteiras devem ter as seguintes características mínimas: oferecer condições de utilização segura, confiável, suave e estável; ter piso ou área específica para apoio dos pés, em material com características antiderrapantes, com coeficiente de atrito estático (CAE) mínimo de 0,38, obtido conforme a NBR 15570; dispor de dispositivos de emergência para acionamento do equipamento em casos de falhas durante a operação; não apresentar cantos vivos ou arestas que possam oferecer riscos aos passageiros e operadores.

Exclusivamente para o caso de inoperância ou pane durante a operação dos dispositivos de transposição de fronteira, devem estar estabelecidos procedimentos adequados e alternativas de acessibilidade pelo responsável pelo dispositivo, que garantam segurança no embarque ou desembarque das pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Deve ser reservado no mínimo um assento especial, nos carros para o público em geral, e este deve estar próximo à porta principal.

Em caso de impedimento técnico decorrente do projeto de carroceria que possa comprometer o acesso ao assento especial, pode ser admitido o reposicionamento. O assento especial dos carros para o público em geral deve ter no mínimo o mesmo nível de conforto e acabamento que os demais assentos disponíveis no salão de passageiros. A identificação dos assentos especiais dos carros para o público em geral também deve ser realizada por informação aplicada na parede lateral (revestimento) ou no anteparo frontal, conforme a figura abaixo.

As dimensões da identificação devem obedecer aos parâmetros a seguir: dimensões: 220 mm (comprimento) × 95 mm (largura); fonte: tipologia helvética ou similar; cor das letras: preta (aplicação na parede lateral) ou transparente (aplicação no vidro); cor do fundo: branca (aplicação na lateral) ou transparente (aplicação no vidro); cor dos pictogramas: fundo azul-escuro e pictograma branco (aplicação na parede) ou fundo branco e pictograma transparente (aplicação no vidro). Os assentos especiais do carro para o público em geral devem ser identificados pela cor amarela (Munsell 5y 8/12), aplicada no mínimo no protetor de cabeça do assento. Alternativamente, podem ser utilizadas capas substituíveis e laváveis para o apoio de cabeça. Os assentos preferenciais do carro acessível para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida devem conter cintos de segurança retráteis de três pontos para cada passageiro. Os assentos preferenciais do carro acessível devem ser identificados pela cor amarela (Munsell 5y 8/12) aplicada no mínimo no protetor de cabeça do assento.

Alternativamente, podem ser utilizadas capas substituíveis e laváveis para o protetor (apoio) de cabeça. As dimensões do sanitário acessível devem garantir o posicionamento das peças sanitárias e os seguintes parâmetros de acessibilidade: circulação com giro de 360° para a cadeira de rodas, com diâmetro livre recomendável de 1,50 m no nível do piso, sendo admitido o mínimo de 1,30 m; a área de manobra pode utilizar no máximo uma flecha de 0,20 m sob a projeção da bacia sanitária e de 0,30 m sob a projeção do lavatório no nível do piso; área livre de 1,20 m × 0,80 m, disponível para a transferência da cadeira para a bacia sanitária em pelo menos uma posição, ou lateral, ou perpendicular, ou diagonal; junto à bacia sanitária devem ser instaladas barras para apoio e transferência.

As barras de apoio devem ter seção circular com diâmetro externo de 0,03 m a 0,04 m. Deve existir um lavatório com coluna suspensa, ou lavatório sobre o tampo, em local que não interfira na área de transferência para a bacia sanitária.

No banheiro exclusivo para pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida, os comandos devem ser configurados em alavancas ou sensores de acionamento. O banheiro do carro acessível deve conter botões de emergência audiovisuais, com a sinalização adequada para uso exclusivo da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.