Os ensaios em lãs de politereftalato de etileno (PET) para isolamento

Saiba quais são os requisitos e métodos de ensaio para as lãs de PET utilizadas em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall destinadas ao isolamento acústico e térmico entre ambientes construídos. Esta norma também estabelece os critérios para aceitação e rejeição, as condições para armazenagem, manuseio, transporte, uso e orientações gerais. 

A NBR 16832 de 08/2020 – Sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall — Lãs de PET para isolamento térmico e acústico — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para as lãs de PET utilizadas em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall destinadas ao isolamento acústico e térmico entre ambientes construídos. Esta norma também estabelece os critérios para aceitação e rejeição, as condições para armazenagem, manuseio, transporte, uso e orientações gerais. A lã de PET é formada por fibras de PET distribuídas aleatoriamente de forma tridimensional apresentada em forma de painéis ou rolos. O PET é um polímero termoplástico da cadeia dos poliésteres denominado politereftalato de etileno/polietilenotereftalato (poliéster)

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Como deve ser executado o plano de amostragem para os ensaios de análise dimensional, gramatura, absorção de umidade, resistência à tração longitudinal e estabilidade dimensional?

Como deve ser a embalagem e a marcação das lãs de PET?

Como deve ser feito o ensaio das dimensões da lã de PET em rolo?

Como deve ser a preparação dos corpos de prova para a determinação da gramatura?

A tabela abaixo apresenta os requisitos, critérios e os métodos de ensaio das lãs de PET para isolamento térmico e acústico em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar os valores médios de largura e comprimento conforme tolerâncias estabelecidas na tabela acima, quando avaliadas de acordo com o Anexo A. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar as gramaturas nominais constantes em 8.1, conforme tolerâncias estabelecidas na tabela acima, quando avaliadas de acordo com o Anexo B.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma absorção de umidade máxima de 2% em relação ao peso bruto do produto, quando avaliadas de acordo com o Anexo C. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma resistência à tração longitudinal mínima equivalente a quatro vezes o valor médio do peso de três trechos de lã de PET com área igual a 1,50 m², quando avaliadas de acordo com o Anexo D. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall podem apresentar variações dimensionais de ± 3,5 % em relação às medidas iniciais determinadas nas seções longitudinal e transversal, quando avaliadas de acordo com o Anexo E.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem apresentar uma condutividade térmica máxima de 0,049 W/m.K, a uma temperatura média de 24 °C, quando avaliadas de acordo com a ASTM C518. O ensaio de condutividade térmica deve ser realizado com uma frequência mínima de cinco anos. Caso seja feita alguma alteração na composição do produto, informada na ficha técnica fornecida pelo fabricante, este ensaio deve ser realizado independentemente da data de realização dos ensaios anteriores.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem ser classificadas como II-A quando submetidas ao ensaio de reação ao fogo conforme a NBR 9442 e ASTM E 662 ou EN 13823. O ensaio de reação ao fogo deve ser realizado com uma frequência mínima de cinco anos. Caso seja feita alguma alteração na composição do produto, informada na ficha técnica fornecida pelo fabricante, este ensaio deve ser realizado independentemente da data de realização dos ensaios anteriores. A inspeção para recebimento de lotes é realizada pelo comprador ou seu preposto e tem como característica que a aceitação ou reprovação da amostra implique na aceitação ou rejeição do lote.

O local de inspeção deve ser previamente acordado entre fornecedor e comprador, podendo ser no pátio da fábrica ou no distribuidor ou na obra. Todo lote de entrega deve ser dividido em lotes de inspeção conforme acordado entre fornecedor e comprador. Cada lote de inspeção deve seguir o plano de amostragem expresso na unidade de comercialização, de uma mesma gramatura, proveniente da mesma unidade fabril. Os ensaios para recebimento devem ser feitos conforme estabelecido nesta norma e são limitados aos lotes de entrega do produto acabado apresentados pelo fornecedor.

De cada lote de inspeção, formado dos lotes de entrega, deve ser retirada a amostra e as lãs de PET constituintes das amostras devem ser submetidas ao seguinte ensaio não destrutivo para recebimento: análise dimensional, conforme 4.2; e aos ensaios destrutivos para recebimento: gramatura, conforme 4.3; absorção de umidade, conforme 4.4, resistência à tração longitudinal, conforme 4.5, e estabilidade dimensional.

A aceitação e a rejeição do lote de inspeção, quando for efetuada inspeção no recebimento dos lotes, devem ser conforme 5.3.2 a 5.3.7, aplicada para cada tipo de ensaio. Se o número de unidades defeituosas (aquelas que contêm uma ou mais não conformidades) na primeira amostragem for igual ou menor que o primeiro número de aceitação, o lote deve ser considerado aceito. Se o número de unidades defeituosas na primeira amostragem for igual ou maior que o primeiro número de rejeição, o lote deve ser rejeitado.

Se o número de unidades defeituosas encontrado na primeira amostragem for maior que o primeiro número de aceitação e menor que o primeiro número de rejeição, uma segunda amostragem de tamanho indicado pelo plano de amostragem deve ser retirada. As quantidades de unidades defeituosas encontradas na primeira e na segunda amostragem devem ser acumuladas. Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou menor que o segundo número de aceitação, o lote deve ser aceito.

Se a quantidade acumulada de unidades defeituosas for igual ou maior que o segundo número de rejeição, o lote deve ser rejeitado. Para cada lote de inspeção, o relatório de resultados deve conter no mínimo as seguintes informações: identificação do produto; identificação do lote; tamanho do lote inspecionado; resultados dos ensaios de recebimento; resultados dos últimos ensaios de condutividade térmica e reação ao fogo apresentados pelo fornecedor; declaração de que o lote atende ou não às especificações desta norma.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem estar com a identificação do produto legível. As embalagens devem estar íntegras e o produto seco. Devem ser armazenadas em local coberto e seco, de preferência sobre um estrado que as separe do chão, para evitar a contaminação do produto por água ou outros materiais. Devem ser manuseadas, transportadas e acondicionadas sem o auxílio de ganchos ou cordas, de forma a não sofrerem danos.

As lãs de PET, quando fornecidas em rolos, devem ser armazenadas preferencialmente na vertical e, quando armazenadas na horizontal, não podem ser compactadas em mais de 30% do diâmetro do rolo. As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall devem ser comercializadas com instruções de uso, contendo no mínimo as seções “ADVERTÊNCIAS” e “ORIENTAÇÕES”. As instruções de uso devem conter o seguinte texto: “IMPORTANTE LER COM ATENÇÃO E GUARDAR PARA EVENTUAIS CONSULTAS”, em letras com tamanho não inferior a 5 mm de altura e com destaque em negrito.

As lãs de PET para sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall, quando fabricadas em atendimento a esta norma, são recicláveis, não tóxicas e não requerem equipamento de proteção individual (EPI) específico para o manuseio e instalação. Deve-se ressaltar que os segmentos de lã de PET devem ser cortados preferencialmente com auxílio de tesoura para produtos em rolo e faca ondulada para produtos em placa. Em seguida, devem ser posicionados manualmente nos vãos existentes entre os perfis de aço, de maneira que todos os perfis metálicos estejam em contato com a lã de PET e, se necessário, deve-se utilizar as pontas dos parafusos passantes como ancoragem.

O operador deve estar atento a arestas e pontas metálicas cortantes. Para a aplicação das lãs de PET, é necessário que as chapas de gesso sejam previamente fixadas à estrutura metálica (no caso de paredes, as chapas de gesso que compõem uma das faces). Para a fixação de cargas suspensas no sistema drywall montado com lã de PET em seu interior, é imprescindível a utilização de dispositivo que limite o comprimento da broca, de maneira a perfurar somente a chapa de gesso, evitando o possível contato da ferramenta utilizada com a lã de PET instalada. Recomenda-se utilizar a bucha adequada, respeitando o limite de carga. As lãs de PET não podem ser instaladas caso apresentem alguma contaminação ou estejam molhadas. As lãs de PET não necessitam de manutenção específica após a sua aplicação, salvo eventos fortuitos referentes a reformas e/ou vazamentos.

A segurança das instalações de sistemas de gás natural veicular (GNV)

Deve-se conhecer os requisitos mínimos de segurança para injetores, indicadores, misturadores, dosadores, injeção e controle e linha de baixa pressão. É aplicável à instalação de sistemas para gás natural veicular em veículos rodoviários e veículos automotores para a utilização deste combustível de forma exclusiva (dedicado), como uso alternativo a outros combustíveis (gasolina e/ou álcool), por exemplo, sistemas policombustíveis ou como uso combinado com diesel.

A NBR 11353-1 de 08/2020 – Veículos rodoviários e veículos automotores — Sistemas de gás natural veicular (GNV) – Parte 1: Terminologia estabelece os termos, definições e abreviaturas utilizados nas instalações veiculares de gás natural veicular (GNV). A NBR 11353-2 de 08/2020 – Veículos rodoviários e veículos automotores — Sistemas de gás natural veicular (GNV) – Parte 2: Indicadores, injetores, misturadores, dosadores, injeção e controle estabelece os requisitos mínimos de segurança para injetores, indicadores, misturadores, dosadores, injeção e controle e linha de baixa pressão. É aplicável à instalação de sistemas para gás natural veicular em veículos rodoviários e veículos automotores para a utilização deste combustível de forma exclusiva (dedicado), como uso alternativo a outros combustíveis (gasolina e/ou álcool), por exemplo, sistemas policombustíveis ou como uso combinado com diesel. No caso de veículos rodoviários combinados, esta parte é aplicável quando a instalação de GNV está localizada no veículo de tração. Não trata de temas relativos à capacitação do instalador ou conversor e dos mecanismos institucionais para garantia de qualidade dos veículos a GNV.

A NBR 11353-3 de 08/2020 – Veículos rodoviários e veículos automotores — Sistemas de gás natural veicular (GNV) – Parte 3: Redutores de Pressão estabelece os requisitos mínimos técnicos e de segurança para os redutores de pressão de gás natural veicular (GNV). é aplicável à instalação de sistemas para gás natural veicular em veículos rodoviários e veículos automotores, para a utilização deste combustível de forma exclusiva (dedicada), como uso alternativo a outros combustíveis (gasolina e/ou álcool), como sistemas policombustível ou como uso combinado com diesel. No caso de veículos rodoviários combinados, esta parte é aplicável quando a instalação de GNV estiver localizada no veículo de tração. Não aborda os temas relativos à capacitação do instalador ou convertedor, nem relativos aos mecanismos institucionais para garantia de qualidade dos veículos a GNV.

A NBR 11353-4 de 08/2020 – Veículos rodoviários e veículos automotores — Sistemas de gás natural veicular (GNV) – Parte 4: Cilindro, válvulas, sistema de ventilação, linha de alta pressão e conexões estabelece os requisitos mínimos de segurança, os métodos de ensaio e os critérios para aceitação de cilindros, válvulas, sistema de ventilação, linha de alta pressão e conexões. É aplicável à instalação de sistemas para gás natural veicular em veículos rodoviários e em veículos automotores para a utilização deste combustível de forma exclusiva (dedicada), como uso alternativo a outros combustíveis (gasolina e ou álcool), como sistemas policombustíveis ou como uso combinado com diesel. No caso de veículos rodoviários combinados, esta parte é aplicável quando a instalação de GNV está localizada no veículo de tração. Não trata de temas relativos à capacitação do instalador ou convertedor, nem dos mecanismos institucionais para garantia de qualidade dos veículos a GNV.

A NBR 11353-5 de 08/2020 – Veículos rodoviários e veículos automotores — Sistemas de gás natural veicular (GNV) – Parte 5: Suportes em geral estabelece os requisitos mínimos de segurança para os suportes na instalação de sistemas de gás natural veicular (GNV). É aplicável à instalação de sistemas de gás natural veicular em veículos rodoviários e veículos automotores para a utilização deste combustível de forma exclusiva (dedicado), como uso alternativo a outros combustíveis (gasolina e/ou álcool), como sistemas policombustíveis ou como uso combinado com diesel. No caso da aplicação de veículos rodoviários combinados, esta parte é aplicável quando a instalação de GNV está localizada no veículo de tração. Não trata de temas relativos à capacitação e registro do instalador e dos mecanismos institucionais para garantia de qualidade dos veículos a GNV.

A NBR 11353-6 de 08/2020 – Veículos rodoviários e veículos automotores — Sistemas de gás natural veicular (GNV) – Parte 6: Instalação estabelece os requisitos mínimos para executar a instalação de sistemas de gás natural veicular, para uso exclusivo do GNV comercial, visando a segurança do veículo adaptado, a qualidade do serviço de instalação e o bem-estar do usuário. É aplicável à instalação de sistemas para gás natural veicular em veículos rodoviários e veículos automotores, para a utilização deste combustível de forma exclusiva (dedicado), como uso alternativo a outros combustíveis (gasolina e/ou álcool), como sistema policombustível ou como uso combinado com diesel. No caso de veículos rodoviários combinados, esta parte é aplicável quando a instalação de GNV está no veículo de tração. Não trata de temas relativos à capacitação do instalador ou convertedor, nem dos mecanismos institucionais para garantia de qualidade dos veículos a GNV.

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Como deve ser constituído o injetor?

Como devem ser constituídas as conexões de baixa pressão?

Quais os métodos de ensaios e aceitação dos redutores de pressão?

Quais os requisitos da válvula de abastecimento e da válvula de fechamento rápido?

Quais são as configurações de montagem dos cilindros?

Como deve ser executada a instalação dos componentes do sistema de GNV?

Para as amostragens, se nenhum outro requisito específico for definido, deve ser aplicada a NBR 5426:1985, Tabelas A.1 e A.2, com os seguintes critérios: disponíveis na Tabela 1: os níveis especiais (ensaios destrutivos), aplicar a coluna S2; os níveis gerais (ensaios não destrutivos), aplicar a coluna 2; na Tabela 2: NQA = 0,01 (zero defeito). O indicador de pressão e o indicador de quantidade de GNV devem ser especificados de acordo com os requisitos de segurança e resistência ao funcionamento.

Para o indicador de pressão e o indicador de quantidade de GNV providos de dispositivo elétrico de leitura indireta, os componentes elétricos devem ser compatíveis para utilização automotiva em relação à resistência mecânica, ao isolamento, à capacidade de condução elétrica e ao risco de incêndio e/ou acidentes. O indicador de pressão do tipo por elemento sensor Bourdon deve possuir um dispositivo de alívio de pressão blow-out. Quaisquer alterações no indicador de pressão só podem ser implementadas após a aprovação pelo fabricante.

O fabricante deve apresentar o memorial descritivo com as instruções de aplicação, operação e montagem. O indicador de pressão deve ser capaz de operar pelo menos 1,5 vez a pressão de serviço. O indicador de pressão deve atender aos ensaios estabelecidos na parte 2 da NBR 11353 (ver Anexo A). Devem der exibidas as seguintes marcações no produto e/ou na embalagem: nome ou marca do fabricante; código do modelo; pressão máxima de serviço e limites de temperatura de serviço; indicação que o uso é para GNV; especificações elétricas de tensão e potência (quando aplicáveis); identificação da conformidade (quando aplicável); número de série ou de lote de fabricação; referência à parte 2 da NBR 11353.

Os componentes indicados na Tabela B.1 (na norma) que operem em baixas pressões de serviço (PS) devem conduzir o GNV sem comprometimento de suas resistências. Devem der exibidas as seguintes marcações no produto e/ou na embalagem: identificação do modelo (código do fabricante); pressão de serviço (PS); temperatura de operação; sentido do fluxo; tipo de combustível; tensão de operação; aplicações (motor e veículo); materiais empregados nos componentes. Os componentes devem ser classificados conforme a tabela abaixo.

O fabricante deve apresentar o memorial descritivo com as instruções de aplicação, operação e montagem. O componente deve ser capaz de operar pelo menos 1,5 vez a pressão de serviço. Devem ser exibidas as seguintes marcações no produto e/ou na embalagem: nome ou marca do fabricante; código do modelo; pressão máxima de serviço e limites de temperatura de serviço; indicação que o uso é para GNV; especificações elétricas de tensão e potência (quando aplicáveis); sentido do fluxo quando este for requerido na instalação; identificação da conformidade (quando aplicável); número de série ou de lote de fabricação; referência à parte 2 da NBR 11353.

A linha de baixa de pressão deve ser especificada quanto aos requisitos de segurança e resistência. A linha de baixa pressão deve ser compatível para utilização automotiva em relação à resistência mecânica e compatibilidade com o GNV. O fabricante deve apresentar o memorial descritivo com as instruções de aplicação, operação e montagem. A linha de baixa pressão deve atender aos ensaios estabelecidos na parte 2 da NBR 11353 (ver Anexo C).

Devem ser exibidas as seguintes marcações no produto e/ou na embalagem: nome ou marca do fabricante; código do modelo; pressão máxima de serviço e limites de temperatura de serviço; indicação que o uso é para GNV; especificações elétricas (quando aplicáveis); identificação da conformidade (quando aplicável); número de lote de fabricação; referência a esta parte 2 NBR 11353.

O redutor de pressão deve ser projetado para pressão máxima de serviço de 22,0 Mpa e para operar no intervalo de temperaturas entre – 40 °C ou – 20 °C a 120 °C. Quando o redutor de pressão possuir válvula de corte na entrada de alta pressão, não é necessária a utilização de dispositivo de alívio de pressão. Quando o redutor de pressão possuir válvula de corte entre os estágios, deve possuir dispositivo de alívio de pressão com canal de descarga direcionado para a atmosfera.

Todos os redutores de pressão devem ser providos de sistemas que impeçam o bloqueio do fluxo de gás por congelamento. O redutor deve possuir dreno para remoção de óleos e condensados. Pode-se ressaltar que o cilindro deve atender aos requisitos da NBR NM ISO 11439. A pressão máxima de serviço deve ser de 20,0 Mpa, com gás à temperatura uniforme de 21 ºC.

Em cilindros cuja rosca utilizada seja cônica, a rosca do pescoço deve ser 3/4” – 14 NGT conforme a ANSI/CSA/CGA V-1 (FED-STD-H28/9A), ou 25E, conforme a ISO 11363-1. Em cilindros cuja rosca utilizada seja paralela, a rosca do pescoço deve ser 30P (M30 x 2), conforme a ISO 15245-1, 2-12 UN ou 1 1/8 – 12 UNF, conforme a ANSI/ASME B1.1 e 4.3.14. É facultativa a utilização de cilindro com dois pescoços, desde que atendidos os requisitos. Em hipótese alguma o cilindro pode ter suas características físicas, dimensionais, estruturais ou de tratamento térmico alteradas após a manufatura do produto.

O cilindro não pode ser utilizado como elemento estrutural do veículo ou de suas partes. O cilindro deve atender à NBR 12176 quanto ao padrão de pintura estabelecido para a utilização do GNV. As marcações aplicadas no cilindro, referentes à fabricação e/ou requalificação periódica, e outros requisitos aplicáveis devem atender à NBR NM ISO 11439 para a pressão máxima de serviço, incluindo o tipo de rosca referente ao acoplamento com a válvula ou outros componentes, quando se tratar de cilindro com dois pescoços.

O cilindro deve possuir pescoço com altura paralela mínima de 10 mm para a fixação do sistema de ventilação incorporado ou não à válvula, visando à segurança na exaustão de eventuais vazamentos entre o cilindro e a válvula. A válvula de cilindro deve ser especificada quanto aos requisitos de segurança e resistência ao funcionamento. A rosca de entrada da válvula, se do tipo cônica, deve ser 3/4” – 14 NGT, conforme a ANSI/CSA/CGA V-1 (FED-STD-H28/9A), ou 25E, conforme a ISO 11363-1. A rosca de entrada da válvula, se do tipo paralela, deve ser 30P (M30 x 2), conforme a ISO 15245-1, 2-12 UM ou 1 1/8 – 12 UNF, conforme a ANSI/ASME B1.1 e 4.3.14. Não é permitido adaptador algum entre a válvula e o cilindro.

Nos casos de rosca paralela 30P (M30 x 2), 2-12 UN ou 1 1/8–12 UNF, convém que a válvula seja fornecida com o anel de vedação (o’ring) acoplado a ela. As especificações das conexões (acessórios) são dadas em 4.6 e devem atender aos requisitos ali estabelecidos. O suporte deve ser compatível com os veículos, ou família de veículos, para os quais foi projetado desde que de mesma plataforma. Seus pontos de fixação devem ser dimensionados de acordo com os locais apropriados da estrutura do veículo.

Nos cilindros com fixação por cintas, o suporte deve garantir a fixação do cilindro em pelo menos duas seções de apoio. Os elementos do conjunto do suporte (abraçadeiras, cintas, batentes ou cintas limitadoras, elementos de proteção e elementos de fixação) devem garantir a rigidez da montagem, de forma a impedir o deslocamento do cilindro. O suporte deve ser fabricado de forma a não proporcionar locais de concentração de tensões, desgaste ou corrosão no cilindro, e este não pode ser considerado seu elemento estrutural.

O suporte deve ser compatível com os veículos, ou família de veículos, para os quais foi projetado. Seus pontos de fixação devem ser dimensionados de acordo com os locais apropriados da estrutura do veículo. Todas as soldas do suporte devem ser realizadas por meio de cordões contínuos. Toda estrutura metálica do suporte deve ser isolada do cilindro por meio de elementos de borracha ou material equivalente.

Nos cilindros com fixação tipo boss, pelo pescoço, o suporte deve garantir que a fixação sempre seja realizada pelos pontos de fixação no pescoço frontal e traseiro do cilindro, utilizando blocos de montagem aprovados pelo fabricante do cilindro. Um dos pontos de fixação do cilindro deve ser móvel, de maneira a compensar variações de movimento do cilindro durante condições normais de operação. O ponto de apoio fixo, rígido, deve ser capaz de prevenir a rotação do cilindro durante condições normais de operação.

O suporte deve ser capaz de prevenir qualquer contato entre os cilindros e seus acessórios, ou entre o cilindro e a estrutura do conjunto do suporte ou qualquer parte do veículo. Todas as soldas do suporte devem ser realizadas por meio de cordões contínuos. O suporte deve ser fabricado de forma a não proporcionar locais de concentração de tensões, desgaste ou corrosão no cilindro, e este não pode ser considerado seu elemento estrutural.

Toda a estrutura metálica do suporte deve ser confeccionada com material tratado com proteção superficial contra corrosão. Os elementos de proteção de borracha ou material equivalente devem ser instalados entre o berço e o cilindro de GNV, entre as cintas e o cilindro de GNV e, quando existente, entre os batentes limitadores e o cilindro de GNV. Os materiais elastômeros devem ser resistentes à ação do ozônio, fluidos do veículo e produtos de limpeza. Estes materiais devem ser capazes de manter suas características mecânicas durante todo o tempo de vida útil do suporte.

Para a estrutura metálica, qualquer material pode ser utilizado desde que tenha sido verificado por meio de cálculo estrutural ou ensaios de deformação, que este resiste à aplicação das cargas padrão, conforme estabelecido em A.2. Caso o suporte não possua cálculo estrutural, toda a estrutura metálica deve ser confeccionada em material ASTM A36, ou equivalente. O veículo a ser adaptado para o uso de GNV deve estar em perfeito estado de conservação e operação, tanto no conjunto motopropulsor, como também em sua estrutura. A estrutura do veículo a ser adaptado para o uso de GNV deve permitir a instalação segura dos suportes necessários à fixação dos componentes de GNV.

Os elementos da suspensão devem estar em condições de operação regular, conforme as especificações e recomendações do fabricante do veículo. Os cuidados com o motor do veículo automotor devem ser tomados, antes e após a instalação do sistema de GNV, devendo ser verificado o seguinte: funcionamento do conjunto motor, considerando as partes fixas e móveis e todos os elementos de vedação e complementos do conjunto; aspecto do bloco do motor, cabeçote, cárter e tampa do cabeçote, quanto à existência de trincas e vazamentos de óleo lubrificante e/ou líquido de arrefecimento; aspecto da ponteira do escapamento quanto à formação de borra de óleo queimado ou lavagem por vapor d’água, sintomas clássicos de desgaste ou defeito grave de funcionamento do motor; catalisador e abafadores do sistema de escapamento, quanto a entupimentos e/ou vazamentos de gases de combustão; pressão de compressão dos cilindros, certificando-se de que haja equilíbrio entre eles e conforme as especificações do fabricante.

A maior diferença de pressão entre os cilindros não pode ser superior a 10% da pressão dinâmica efetiva, devendo ser consultado o manual do instrumento de medição utilizado. As condições do óleo lubrificante, filtro de óleo lubrificante e funcionamento geral do sistema de lubrificação devem estar em conformidade e o funcionamento do conjunto motor que, em temperatura normal de funcionamento, não pode apresentar fumaça visível, exceto vapor d’água. Deve-se ter cuidados com o sistema de arrefecimento, antes e após a instalação do sistema de GNV, devendo ser verificado o seguinte: as condições do radiador, reservatório de expansão (se aplicável), ventilador, sensores de temperatura, válvulas termostáticas, mangueiras e nível do líquido de arrefecimento e aditivos recomendados (se aplicável); funcionamento geral do sistema e ocorrência de eventuais vazamentos e/ou superaquecimento.

Cuidados com os sistemas de partida e de carga do motor do veículo automotor devem ser tomados, antes e após a instalação do sistema de GNV, devendo ser verificado o seguinte: tensão nominal, tensão de partida e estado de conservação da bateria; condições de funcionamento do alternador (carga); condições de conservação e isolamento dos cabos e terminais elétricos; condições de conservação, fixação e isolamento da bateria. Devem ser tomados cuidados com o sistema de alimentação de combustível do motor do veículo automotor, antes e após a instalação do sistema de GNV, devendo ser verificado o seguinte: condições do filtro de ar e seu elemento; filtro de combustível; ocorrências de entradas falsas de ar pelas juntas e acoplamentos dos sistemas de filtragem e coleta de ar, verificando os elementos de vedação e ocorrência de empenamento das superfícies dos acoplamentos secos; as condições de conservação das mangueiras de combustível e de seus acoplamentos; o carburador ou corpo de borboleta, quanto à fixação e vedação em relação ao coletor de admissão; a ocorrência de eventuais vazamentos de combustível, antes e após instalação do sistema de GNV.

Devem ser tomados cuidados com o sistema de gerenciamento eletrônico de combustível do motor e de demais sistemas do veículo automotor, antes e após a instalação do sistema de GNV, devendo ser verificado o estado de conservação e funcionamento dos sensores, quanto aos itens a seguir, quando aplicáveis: posição da borboleta – TPS; temperatura do ar admitido – ACT; temperatura do motor – ECT; rotação do motor – HALL; rotação do motor – ESS; válvula de controle da marcha lenta; válvula de purga do canister; sensor de oxigênio; bobinas ou transformadores de ignição; velas e cabos de velas; sensor de velocidade; módulo de ignição; válvulas (bicos) injetoras; sensor de detonação – KS; sensor da massa de ar admitido – MAF; sensor da pressão do ar admitido – MAP; codificador de octanas; conjunto de circulação de gases – EGR; sensor de fase.

Deve-se realizar a verificação das condições de funcionamento do sistema de injeção eletrônica e sistemas de controle de emissões de gases poluentes (catalisador) e verificar o funcionamento de todos os dispositivos de sensoriamento das condições do sistema de alimentação e gerenciamento da mistura de combustível líquido e ar, utilizando o programa correspondente à marca e modelo do veículo automotor em processo de instalação do sistema de GNV. Verificar, pelo tempo de injeção, se o combustível reconhecido pelo modulo é o mesmo que está no tanque.

Verificar o estado geral do sistema de exaustão, compreendendo coletor, escapamento, silencioso, catalisador, entre outros componentes aplicáveis, quanto ao seu estado de conservação e possíveis adulterações. Verificar no painel de instrumentos do veículo se a lâmpada da luz indicadora de mau funcionamento (LIM) permanece acesa após a partida do motor. Caso permaneça acesa, verificar a existência de possível avaria no sistema de injeção eletrônica, ocorrida antes ou após a instalação do sistema.

Verificar, pelo ensaio de emissões de gases de combustão, se os índices de referência legais aplicáveis são atendidos. Quaisquer anormalidades e/ou desvios observados nas verificações descritas em 4.2 e 4.3 devem ser corrigidas conforme as instruções prescritas no manual de manutenção do fabricante do veículo automotor e/ou nos manuais técnicos dedicados à marca e ao modelo do veículo em processo de instalação. As correções necessárias são de responsabilidade do proprietário do veículo automotor.

Os componentes do sistema de GNV devem ser fixados dentro do perímetro do veículo, com exceção do compartimento de passageiros ou cabine e para-choques, nas regiões de atuação e nos componentes móveis ou de deformação. Este requisito não é aplicável aos componentes eletrônicos específicos. Os componentes do sistema de GNV devem ser fixados ao chassi ou à carroçaria do veículo, de forma que ofereçam rigidez de fixação e segurança aos usuários do veículo e à sua da carga.

IEC TR 63164-2: a confiabilidade de dispositivos e sistemas de automação industrial

Esse relatório técnico (Technical Report – TR), editado em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), fornece a orientação sobre o cálculo de dados de confiabilidade de sistemas de automação que podem ser simplificados como estrutura em série, paralela ou mista com base em dados de confiabilidade de dispositivos únicos e / ou subsistemas, e na forma de apresentar os dados.

A IEC TR 63164-2: 2020 – Reliability of industrial automation devices and systems – Part 2: System reliability fornece a orientação sobre o cálculo de dados de confiabilidade de sistemas de automação que podem ser simplificados como estrutura em série, paralela ou mista com base em dados de confiabilidade de dispositivos únicos e / ou subsistemas, e na forma de apresentar os dados. Esse procedimento é direcionado apenas à confiabilidade dos sistemas de automação, mas não aos sistemas que incorporam sistemas de automação, por exemplo, planta de processo.

A confiabilidade está incluída na segurança do equipamento e este documento se concentra principalmente nas falhas de hardware aleatórias que afetam a confiabilidade. Confiabilidade é usada como um termo coletivo para as características de qualidade relacionadas ao tempo de um item e inclui, adicionalmente, disponibilidade, recuperabilidade, capacidade de manutenção, desempenho de suporte de manutenção e, em alguns casos, outras características como durabilidade, proteção e segurança, que não são no âmbito deste relatório técnico.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO………………….. 3

INTRODUÇÃO……………… 5

1 Escopo …………………… 6

2 Referências normativas…… 6

3 Termos, definições e termos abreviados ……6

3.1 Termos e definições……………………. 6

3.2 Termos abreviados…………………….. 9

4 Confiabilidade do sistema………… 9

5 Cálculo da confiabilidade do sistema…………………… 9

5.1 Geral…………….. 9

5.2 Forma para apresentar dados de confiabilidade……….. 10

5.3 Estruturas e cálculos…………………………… 10

5.3.1 Fórmulas básicas…………………………. 10

5.3.2 Estruturas em série……………………… 11

5.3.3 Estruturas paralelas…………………….. 12

5.3.4 Estruturas mistas………………………….. 13

5.3.5 Resumo…………………………….. ……. 14

Anexo A (informativo) Exemplos de sistemas de automação típicos…………………….15

A.1 Geral……………. …………….. 15

A.2 Exemplo para estrutura em série do sistema de automação de processo…………………… 15

A.3 Exemplo para estrutura mista de subsistema de automação de processo…………………… 16

Anexo B (informativo) Métodos para melhorar a confiabilidade do sistema……………….. … 18

B.1 Geral …………. …………….. 18

B.2 Métodos para reduzir a falha sistemática…………………. 18

B.2.1 Geral…………………………. ……… 18

B.2.2 Medidas para evitar falha sistemática…………… 18

B.2.3 Medidas para controlar a falha sistemática………. 18

B.3 Método de redução de falha aleatória de hardware……. 19

B.3.1 Projeto tolerante a falhas………………………………. 19

B.3.2 Projeto de prevenção de erros…………………….. 19

B.3.3 Projeto de desclassificação do sistema…………………. 19

Bibliografia…………….. ………………….. 21

Figura 1 – Diagrama de blocos de confiabilidade em série…………………………. 11

Figura 2 – Diagrama de blocos de confiabilidade paralela……………………… 12

Figura 3 – Diagrama de blocos de confiabilidade em série paralela geral (redundância)…………………. 13

Figura 4 – Reduzir a estrutura mista………………….. 13

Figura A.1 – Um sistema de automação de processo típico (fundição de alumínio) ……………….. 15

Figura A.2 – Diagrama de blocos para sistema de automação de fundição de alumínio……………………… 16

Figura A.3 – Processo de sedimentação e lavagem para sistema de automação da fundição de alumínio ………. 16

Figura A.4 – Diagrama de blocos para o processo de assentamento e lavagem………………………. ………. 17

No contexto da manufatura inteligente, novos modos de produção, como customização em massa com base em fábricas interconectadas, requerem interconexão em tempo real, comutação frequente e integração em diferentes níveis. Portanto, a confiabilidade é um requisito importante para os sistemas de automação nas fábricas. Dados de confiabilidade de sistemas de automação são a base para o planejamento de manutenção, por exemplo manutenção de estoque de peças de reposição de uma linha de produção.

Um sistema de automação geralmente consiste em vários dispositivos ou máquinas diferentes que são usados em série, em paralelo ou mistos. Este relatório técnico fornece orientação para o integrador de sistema sobre como avaliar a confiabilidade de tais sistemas inteiros. Este relatório é a segunda parte da série. Esta parte se concentra no cálculo das taxas de falha ou valores de confiabilidade para sistemas com base em taxas de falha ou valores de confiabilidade de dispositivos individuais, dependendo da estrutura do sistema.

Isso é necessário para que os integradores de sistema ou projetistas possam calcular a confiabilidade de um sistema inteiro a partir dos valores de confiabilidade de dispositivos individuais (consulte IEC TS 63164-1). As partes da série IEC 63164 são: Parte 1: Garantia de dados de confiabilidade de dispositivos de automação e especificação de sua fonte; Parte 2: Confiabilidade do sistema. As partes futuras poderão incluir os seguintes assuntos: coleta de dados de confiabilidade para dispositivos de automação em campo; e um guia do usuário.

Os requisitos dos cabos ópticos protegidos contra o ataque de roedores

Saiba como deve ser a fabricação dos cabos ópticos dielétricos protegidos contra o ataque de roedores. Os cabos com revestimento NR ou RC são indicados para instalações subterrâneas aplicadas em linhas de dutos e em instalações aéreas, espinado junto ao mensageiro.

A NBR 14773 de 07/2020 – Cabo óptico dielétrico protegido contra o ataque de roedores para aplicação subterrânea em duto ou aérea espinado — Especificação especifica os requisitos para a fabricação dos cabos ópticos dielétricos protegidos contra o ataque de roedores. Os cabos com revestimento NR ou RC são indicados para instalações subterrâneas aplicadas em linhas de dutos e em instalações aéreas, espinado junto ao mensageiro. Os cabos com revestimento COG, COR, COP ou LSZH são utilizados apenas para instalações subterrâneas em dutos ou internas. Um cabo óptico dielétrico protegido contra o ataque de roedores para aplicação subterrânea em duto ou aérea espinado é um conjunto constituído por fibras ópticas monomodo ou multimodo de índice gradual, revestidas em acrilato, com elemento (s) de proteção da (s) unidade (s) básica (s), eventuais enchimentos; com elemento (s) de proteção da (s) unidade (s) básica (s) e núcleo resistente à penetração de umidade, e protegidos por revestimento interno de material termoplástico, uma barreira resistente à ação de roedores e revestimento externo de material termoplástico.

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Como pode ser definido o material hidroexpansível?

Qual é o código de cores das unidades básicas?

Quais são as cores das fibras ópticas?

Como deve ser executada a barreira resistente à ação de roedores?

Como deve ser feita a marcação métrica sequencial?

Na fabricação dos cabos ópticos dielétricos protegidos contra o ataque de roedores para aplicação em linhas de dutos ou aérea espinado, devem ser observados processos de modo que os cabos prontos satisfaçam os requisitos especificados nesta norma. Os cabos ópticos dielétricos protegidos contra o ataque de roedores para aplicação em linhas de dutos ou aérea espinado são designados pelo seguinte código: CFOA – X – Y – W – Z – K, onde CFOA é o cabo com fibra óptica revestida em acrilato; X é o tipo de fibra óptica, conforme a tabela abaixo; Y é a aplicação do cabo e formação do núcleo, conforme a tabela abaixo; W é o tipo de barreira à penetração de umidade, conforme a tabela abaixo; Z é o número de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo. Outras quantidades de fibras por cabo podem ser adotadas, sendo objeto de acordo entre o comprador e o fornecedor. K é o grau de proteção do cabo quanto ao comportamento frente à chama, conforme a tabela abaixo e especificado em 5.2.7 (Comportamento frente à chama). A gravação do termo NR é facultativa.

Os materiais constituintes dos cabos ópticos dielétricos protegidos contra o ataque de roedores para aplicação em linhas de dutos ou aérea espinado devem ser dielétricos. Os materiais utilizados na fabricação do cabo devem ser compatíveis entre si. Os materiais utilizados na fabricação dos cabos com função estrutural devem ter as suas características contínuas ao longo de todo o comprimento do cabo. As fibras ópticas tipo multimodo de índice gradual, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13487.

As fibras ópticas tipo monomodo com dispersão normal, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13488. As fibras ópticas tipo monomodo com dispersão deslocada e não nula, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 14604. As fibras ópticas tipo monomodo com baixa sensibilidade a curvatura, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 16028.

Não são permitidas emendas nas fibras ópticas durante o processo de fabricação do cabo. O núcleo deve ser constituído por unidades básicas. Os cabos ópticos devem ser fabricados com unidades básicas de 2, 4, 6, 8, 12, 16, 24, 36 ou 48 fibras ópticas. As unidades básicas devem ser dispostas em elementos de proteção adequados, de modo a atender aos requisitos especificados nesta norma.

Os elementos de proteção podem ser constituídos por tubos de material polimérico encordoados em uma ou mais coroas, ou de forma longitudinal. Os elementos de proteção encordoados devem ser reunidos com passo e sentido escolhidos pelo fabricante, de modo a satisfazer as características previstas nesta norma. Podem ser colocados enchimentos de material polimérico compatível com os demais materiais do cabo, a fim de formar um núcleo cilíndrico.

No caso de cabos ópticos constituídos por elementos de proteção encordoados dispostos em mais de uma coroa, opcionalmente estas coroas podem ser separadas por fitas, a fim de facilitar a sua identificação. O núcleo pode ser constituído por um único elemento de proteção central de material polimérico. É recomendado que cabos ópticos compostos por elementos de proteção encordoados de até 12 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter 2 ou 6 fibras ópticas.

É recomendado que cabos ópticos compostos por elementos de proteção encordoados de 18 a 36 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter 6 ou 12 fibras ópticas. É recomendado que cabos ópticos compostos por elementos de proteção encordoados de 48 a 288 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter 12 ou 24 fibras ópticas. É recomendado que cabos ópticos compostos por elementos de proteção encordoados com capacidade superior a 288 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas onde cada unidade pode conter 24, 36 ou 48 fibras ópticas.

Os elementos de proteção das unidades básicas devem ser preenchidos com composto não higroscópico ou com materiais hidroexpansíveis que assegurem o enchimento dos espaços intersticiais. O núcleo do cabo óptico geleado deve ser preenchido com composto não higroscópico que assegure o enchimento dos espaços intersticiais e limite a penetração e propagação de umidade no interior do cabo. O núcleo do cabo óptico seco deve ser protegido com materiais hidroexpansíveis, de forma a assegurar a sua resistência à penetração de umidade.

Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem ser homogêneos e inodoros, e devem permitir a identificação visual das partes componentes do cabo. Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem ser livres de impurezas, partículas metálicas ou outros materiais estranhos.

Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem ser facilmente removíveis e não tóxicos, e não podem provocar danos ao operador. Os compostos de preenchimento e os materiais hidroexpansíveis devem apresentar características que não degradem os componentes do cabo. O núcleo do cabo óptico deve ser protegido termicamente, de modo que sejam evitados danos às fibras ópticas e às unidades básicas, não permitindo a adesão entre elas, provocada pela transferência de calor durante a aplicação dos revestimentos.

O desempenho dos dutos corrugados de polietileno

Saiba quais são os requisitos gerais e de desempenho, bem como os métodos de ensaio, para fabricação de dutos corrugados de polietileno, empregados em instalações de infraestrutura elétrica (baixa, média ou alta-tensão) e/ou de telecomunicações, podendo estar confinados, enterrados ou aparentes.

A NBR 15715 de 07/2020 – Sistemas de dutos corrugados de polietileno (PE) para infraestrutura de cabos de energia e telecomunicações — Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos gerais e de desempenho, bem como os métodos de ensaio, para fabricação de dutos corrugados de polietileno, empregados em instalações de infraestrutura elétrica (baixa, média ou alta-tensão) e/ou de telecomunicações, podendo estar confinados, enterrados ou aparentes. Esta norma não especifica os requisitos a serem atendidos pelos eletrodutos utilizados em sistemas elétricos prediais.

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Quais são as características dimensionais dos dutos corrugados?

Como deve ser feita a marcação dos dutos corrugados?

Qual deve ser o plano de amostragem para verificação dimensional e visual?

Como deve ser executada a aceitação e rejeição na inspeção de recebimento?

A matéria-prima para a fabricação dos dutos corrugados deve ser o composto de polietileno, que é o material fabricado com resina à base de polietileno, contendo os aditivos e pigmentos necessários. As conexões devem ser fabricadas com composto de polietileno, polipropileno ou PVC. Os dutos corrugados e suas conexões devem atender à classificação da tabela abaixo, quanto à sua aplicação e a sua classificação à propagação de chama. Os dutos corrugados devem atender à classificação da tabela abaixo, quanto à sua aplicação e classificação de resistência à compressão.

Recomenda-se que o fabricante adote um controle do processo de fabricação capaz de assegurar que os produtos que fabrica estejam de acordo com esta Norma. Como referência informativa, pode ser utilizado o Anexo A. Os sistemas de dutos corrugados, quando montados de acordo com as instruções do fabricante, devem ter resistência apropriada às influências externas, conforme a classificação declarada pelo fabricante.

Os dutos corrugados e as conexões devem suportar os esforços normais que ocorrem durante o transporte, armazenamento, instalação recomendada e aplicação. Devem ser fabricados por processo de extrusão e as conexões podem ser fabricadas por qualquer processo de transformação, desde que atendam aos requisitos desta norma. A cor dos dutos corrugados e das conexões deve ser estabelecida entre o fabricante e o comprador, porém recomenda-se a utilização da cor preta.

Os dutos corrugados devem ser aditivados com absorvedores e estabilizantes que assegurem suas propriedades, quando expostos a intempéries durante o período de armazenamento. As superfícies dos dutos corrugados e conexões devem apresentar cor e aspecto uniformes e devem ser isentas de corpos estranhos, bolhas, fraturas do fundido, trincas ou outros defeitos visuais que comprometam o desempenho do produto. O fornecimento e o acondicionamento devem atender ao seguinte: os dutos corrugados devem ser fornecidos em barras com comprimentos múltiplos de 6 m ou em rolos com comprimentos múltiplos de 25 m; quando transportados, os dutos corrugados e conexões não podem ficar expostos à fonte de calor e agente químico agressivo, devendo ser acondicionados adequadamente para que não se soltem durante o transporte e para que preservem sua integridade mecânica.

Os dutos corrugados que não forem na cor preta e as conexões não podem ser estocados em locais sujeitos a intempéries por período superior a seis meses. Para os dutos corrugados pretos, em locais sujeitos a intempéries, recomenda-se que o período de estocagem não seja superior a 12 meses. Para períodos maiores de armazenamento, recomenda-se que os dutos sejam guardados protegidos dos raios solares ou intempéries.

Os dutos corrugados em barras devem ser fornecidos acompanhados de suas respectivas luvas de emenda e dos elementos de vedação, de forma a garantir a resistência às influências externas e, para os dutos corrugados em rolos, o fornecimento de luvas, tampões e elementos de vedação deve ser objeto de acordo entre o comprador e o fornecedor. Os dutos corrugados em rolos devem ser fornecidos com fio-guia interno, cujas extremidades devem ser amarradas nas pontas do duto. A unidade de compra do duto é o metro e das conexões é a peça.

Os dutos corrugados fabricados conforme esta norma devem ser compatíveis entre si, utilizando-se conexões de transição correspondentes. Os dutos corrugados e as conexões devem ser apropriados para a montagem da junta de vedação. Quaisquer que sejam os tipos de juntas formadas, seu desempenho deve ser garantido pela verificação da resistência às influências externas. A junta de vedação deve ser montada segundo as instruções do fabricante.

O duto corrugado deve suportar a carga mínima de 450 N ou 680 N, de acordo com a sua classificação indicada na tabela acima, quando submetido ao ensaio de resistência à compressão. Após o ensaio, os corpos de prova não podem apresentar fissuras, trincas ou estrangulamentos. O ensaio de resistência à compressão deve ser realizado de acordo com o Anexo C.

Quanto à resistência à curvatura, esse ensaio deve ser aplicado somente para os dutos corrugados fornecidos em rolos, aplicando o raio de curvatura indicado pelo fabricante do duto. O duto corrugado deve permitir a passagem de uma esfera ou gabarito cilíndrico com diâmetro de 95% do diâmetro interno mínimo do duto corrugado, quando submetido à curvatura. Após o ensaio, os corpos de prova não podem apresentar quebra, trinca ou fissuras. O ensaio de resistência à curvatura deve ser realizado de acordo com o Anexo D. O duto corrugado e a conexão devem resistir ao impacto sem apresentar quebra, rachaduras ou trincas que permitam a passagem de água ou luz entre os seus meios interior e exterior.

As juntas entre os dutos corrugados e as conexões devem apresentar grau de proteção às influências externas de classificação mínima IP38. A junta é constituída de segmentos de dutos corrugados, conexões e/ou elementos de vedação (quando aplicável). Se necessário, as extremidades abertas do conjunto montado podem ser fechadas ou não incluídas no ensaio.

A montagem das juntas deve ser realizada de acordo com as instruções indicadas no manual técnico do fabricante. A conformidade, de acordo com a classificação informada pelo fabricante, deve atender aos requisitos descritos a seguir, conforme aplicável. O ensaio de verificação da resistência às influências externas da junta deve ser realizado de acordo com a NBR IEC 60529.

Para os efeitos de aplicação da NBR IEC 60529, onde é utilizado o termo invólucro nesta norma é utilizado o termo junta. O conjunto montado deve ser ensaiado de acordo com o ensaio apropriado da NBR IEC 60529, considerando o primeiro numeral característico de proteção especificado pelo fabricante e os respectivos requisitos específicos do grau de proteção contra ingresso de objetos sólidos estranhos.

O conjunto montado ensaiado para o primeiro numeral característico 5 ou 6 deve ser considerado aprovado no ensaio se não houver penetração de poeira visível a olho nu, sem ampliação adicional. O conjunto montado deve ser ensaiado de acordo com o ensaio apropriado da NBR IEC 60529, considerando o segundo numeral característico de proteção e os respectivos requisitos específicos contra a penetração de água. O conjunto montado ensaiado deve ser considerado aprovado no ensaio se não houver penetração de água suficiente para formar uma gota visível a olho nu, sem ampliação adicional.

O ensaio do teor de negro de fumo deve ser aplicado somente ao duto corrugado fornecido na cor preta e somente para sua camada externa. A parede externa do duto corrugado na cor preta deve ser pigmentada com negro de fumo dispersado homogênea e adequadamente, com conteúdo na massa do composto de (2,5 ± 0,5) %. O ensaio de determinação do teor de negro de fumo deve ser realizado de acordo com a ISO 6964.

O ensaio de resistência ao intemperismo artificial deve ser aplicado somente ao duto corrugado fornecido em qualquer cor diferente da cor preta. A parede externa do duto corrugado não fornecido na cor preta deve ser aditivada com protetores ultravioletas dispersados homogênea e adequadamente, permitindo sua proteção dentro do período de estocagem às intempéries. Os resultados dos ensaios de tração no escoamento e alongamento na ruptura dos corpos de prova antes do envelhecimento, comparados com os resultados após o envelhecimento, devem ter variação máxima dentro do intervalo de ‒ 25% a + 25%. O ensaio de resistência ao intemperismo artificial deve ser realizado de acordo com o Anexo F.

O ensaio de dispersão de pigmentos deve ser aplicado somente à camada externa dos dutos corrugados. Este ensaio não é aplicado aos dutos corrugados classificados como não propagantes à chama. O duto corrugado deve apresentar uma dispersão de pigmentos que atenda à classificação máxima grau 3.

O ensaio de dispersão de pigmentos deve ser realizado de acordo com a NBR ISO 18553. O ensaio de resistência à chama deve ser aplicado somente aos dutos corrugados e às conexões classificados como não propagantes de chama. Os corpos de prova do duto corrugado não podem inflamar, para que sejam considerados resistentes à chama.

Se os corpos de prova queimarem ou forem consumidos sem queimar, o duto corrugado deve ser considerado aprovado, se os três corpos de prova atenderem a todos os requisitos a seguir: não pode haver combustão por mais 30 s após a remoção da chama; após ter cessado a combustão e após o corpo de prova ter sido limpo, utilizando-se um pedaço de tecido embebido em água, a amostra não pode apresentar evidência de queima ou carbonização a menos de 50 mm de qualquer parte da abraçadeira; e não pode ocorrer combustão no lenço de papel. O ensaio de resistência à chama do duto corrugado deve ser realizado de acordo com o Anexo G.

A conformidade das chapas e bobinas de aço laminadas

Saiba quais são os requisitos para os produtos planos de aço-carbono de baixa liga com espessura mínima nominal de 0,50 mm, laminado, revestido por uma liga metálica protetiva contra corrosão ou sem revestimento, para peças e blanks submetidos a tratamento térmico de austenitização e estampagem a quente seguida de resfriamento rápido para endurecimento (têmpera).

A NBR 16875 de 07/2020 – Chapas e bobinas de aço laminadas, revestidas ou não, para peças estampadas a quente — Requisitos estabelece os requisitos para os produtos planos de aço-carbono de baixa liga com espessura mínima nominal de 0,50 mm, laminado, revestido por uma liga metálica protetiva contra corrosão ou sem revestimento, para peças e blanks submetidos a tratamento térmico de austenitização e estampagem a quente seguida de resfriamento rápido para endurecimento (têmpera).

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Quais são os valores de dureza superficial e de microdureza pós-tratamento?

Por que deve ser feita a análise química da corrida?

O que deve constar da declaração de qualidade?

Como devem ser feitos os ensaios mecânicos?

Esta norma estabelece os requisitos mínimos para o fornecimento de chapas e bobinas de aço destinadas ao processo de estampagem a quente seguidas de têmpera. As chapas e bobinas de aço-carbono especificados por esta norma são uma indicação do valor de limite de resistência à tração após todo o processo térmico e mecânico de estampagem ocorrido. Os graus dos aços, suas respectivas composições químicas bem como as propriedades mecânicas antes (pré) e após (pós) o processo térmico e mecânico de estampagem estão indicadas nas tabelas abaixo. Os graus dos aços devem atender à especificação de composição química estabelecida na tabela abaixo.

Os graus dos aços e seus requisitos de propriedade mecânica de tração são dados na tabela abaixo, onde “pré”, significa os valores de referência antes do processo de tratamento térmico e estampagem a quente e “pós”, significa os valores finais de garantia. Os requisitos de pós-estampagem se referem antes da cura da pintura e devem ser acordados entre os responsáveis pela estampagem a quente e os clientes finais. O ensaio de tração e seus procedimentos devem estar em conformidade com as normas respectivas de seus produtos, sendo para o não revestido a NBR 11888, para os produtos revestidos por zinco e liga zinco-ferro a ABNT NBR 7008-1, liga zinco-níquel conforme a NBR 14964 e liga alumínio-silício conforme a NBR 16539.

A direção de ensaio é longitudinal à direção de laminação na pré-estampagem. As faixas de especificações mecânicas podem ser negociadas com os fornecedores. O valor de alongamento ao ensaio de tração pode ser realizado em outra base de medida, desde que informado e em conformidade com a norma ISO 2566-1. Caso não seja possível a retirada de corpos de prova para realização de ensaio de tração, ensaios de dureza (superficial ou microdureza) podem ser realizados em regiões acordadas entre o cliente final e o responsável pela estampagem a quente.

A superfície da peça deve ser preparada eliminando o revestimento ou o óxido existente, para a medição da dureza no substrato. As propriedades mecânicas são de responsabilidade da empresa de estampagem a quente, dado que as características químicas apresentadas na tabela acima sejam consideradas.

Quando aplicável, o revestimento do substrato pode ser de zinco ou liga zinco-ferro conforme a NBR 7008-1, liga zinco-níquel conforme a NBR 14964 ou liga alumínio-silício de acordo com a NBR 16539. A qualidade superficial das chapas e bobinas de aço-carbono fornecidas para o processo de estampagem a quente admite imperfeições leves a moderadas compatíveis ao tipo de aplicação. O grau de superfície deve seguir os requerimentos estabelecidos nas respectivas normas de seus produtos, não podendo ser um iniciador de dano a estrutura do aço-base durante o processo de estampagem a quente, nem em processos posteriores.

As chapas e bobinas de aço-carbono podem ou não ser fornecidas revestidas e de acordo com as respectivas normas de seus produtos. O revestimento tem por objetivo não realizar processos posteriores de retirada de óxidos de superfície, dar maior eficiência no controle de descarbonetação bem como a proteção contra intempéries após o processo de estampagem a quente. A qualidade do revestimento pré-estampagem deve atender aos pré-requisitos estabelecidos nas respectivas normas de seus produtos.

Pequenas imperfeições no revestimento, como trincas causadas pelo processo de estampagem a quente são inerentes ao processo. As imperfeições possíveis, além dos níveis de aceitação, devem ser acordadas entre o responsável pelo processo de estampagem a quente e o cliente final. Após o processo de estampagem a quente os diferentes revestimentos passam por transformações metalúrgicas e suas espessuras podem ser alteradas. As características metalúrgicas e dimensionais do revestimento devem ser acordadas entre o responsável pela estampagem e o cliente.

O material de pré-estampagem deve estar de acordo com as normas vigentes e não pode apresentar desvios de qualidade que possam influenciar na sanidade do revestimento. O revestimento não pode iniciar irregularidades estruturais (microtrincas no aço-base) e de corrosão quando em aplicação. Os itens listados a seguir são as informações que, no mínimo, devem ser descritas na ordem de compra das chapas e bobinas de aço carbono por esta norma: grau do aço e número desta norma; dimensão nominal em milímetros: espessura × largura × comprimento (no caso de chapas); revestimento (quando aplicável); massa (toneladas); aplicação específica ou uso final; faixa de peso unitário da bobina ou do fardo de chapas. As tolerâncias dimensionais e de forma devem estar de acordo com as respectivas normas de seus produtos. Qualquer requisito diferente do estabelecido por esta norma fica condicionado ao acordo entre o cliente e o fornecedor.

A conformidade dos cabos ópticos dielétricos para aplicação enterrada

Um cabo óptico dielétrico enterrado (DE) como o conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo ou multimodo índice gradual, revestidas em acrilato, elementos de proteção da unidade básica, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, com elementos de proteção da unidade básica e núcleo preenchido com material resistente à penetração ou propagação de umidade, protegidos por um revestimento interno de material termoplástico, um revestimento adicional de poliamida e um revestimento externo de material termoplástico. 

A NBR 14103 de 07/2020 – Cabo óptico dielétrico para aplicação enterrada — Especificação especifica os requisitos técnicos para a fabricação dos cabos ópticos dielétricos para aplicação enterrada. Esses cabos são indicados preferencialmente para instalação subterrânea em aplicação diretamente enterrada, em redes de entroncamentos e redes especiais.

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Como deve ser feita a identificação das unidades básicas?

Quais devem ser as cores das fibras ópticas?

Como deve ser fabricado o revestimento adicional de poliamida?

Qual deve ser o acréscimo ou variação de atenuação?

Pode-se definir um cabo óptico dielétrico enterrado (DE) como o conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo ou multimodo índice gradual, revestidas em acrilato, elementos de proteção da unidade básica, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, com elementos de proteção da unidade básica e núcleo preenchido com material resistente à penetração ou propagação de umidade, protegidos por um revestimento interno de material termoplástico, um revestimento adicional de poliamida e um revestimento externo de material termoplástico. O cabo óptico dielétrico protegido enterrado (DPE) é o conjunto constituído por um cabo óptico conforme a NBR 14566, sobre o qual é aplicado um revestimento de poliamida. O cabo assim constituído é protegido por um duto de material termoplástico.

Na fabricação dos cabos ópticos para aplicação subterrânea diretamente enterrada, devem ser observados processos de modo que os cabos prontos satisfaçam os requisitos técnicos fixados nesta norma. Os cabos ópticos são designados pelo seguinte código: CFOA – X – Y – W – Z, onde CFOA é o cabo de fibras ópticas revestidas em acrilato; X é o tipo de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo1; Y é a aplicação do cabo e formação do núcleo, conforme a tabela abaixo; W é a barreira à penetração de umidade no cabo, conforme a tabela abaixo; Z é o número de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo. Outras quantidades de fibras por cabo podem ser adotadas, sendo objeto de acordo entre o comprador e o fornecedor.

Todos os materiais utilizados na fabricação dos cabos ópticos devem ser dielétricos. Os materiais utilizados na fabricação do cabo devem ser compatíveis entre si. As fibras ópticas tipo multimodo índice gradual, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13487. As fibras ópticas tipo monomodo de dispersão normal, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13488. As fibras ópticas tipo monomodo de dispersão deslocada e não nula, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 14604.

As fibras ópticas tipo monomodo de baixa sensibilidade à curvatura, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 16028. Não são permitidas emendas nas fibras ópticas durante o processo de fabricação do cabo. O núcleo deve ser constituído por unidades básicas. Os cabos ópticos devem ser fabricados com unidades básicas de 2, 4, 6, 8, 12, 16, 24, 36 ou 48 fibras ópticas.

As unidades básicas devem ser dispostas em elementos de proteção adequados, de modo a atender aos requisitos especificados nesta norma. Os elementos de proteção podem ser constituídos por tubos de material polimérico encordoados em uma ou mais coroas ou de forma longitudinal. Os elementos de proteção encordoados devem ser reunidos com passo e sentido escolhidos pelo fabricante, de modo a satisfazer as características previstas nesta norma.

Podem ser colocados enchimentos de material polimérico compatível com os demais materiais do cabo, a fim de formar um núcleo cilíndrico. No caso de cabos ópticos constituídos por elementos de proteção encordoados dispostos em mais de uma coroa, opcionalmente estas coroas podem ser separadas por fitas, a fim de facilitar a sua identificação. O núcleo pode ser constituído por um único elemento de proteção central de material polimérico. É recomendado que os cabos ópticos compostos por elementos de proteção encordoados de até 12 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter duas ou seis fibras ópticas.

Para os cabos ópticos de 18 a 36 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha seis ou 12 fibras ópticas. Para os cabos ópticos de 48 a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 12 ou 24 fibras ópticas. Para os cabos ópticos superiores a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 24, 36 ou 48 fibras ópticas. Cada lance de cabo deve ser fornecido acondicionado em um carretel de madeira com diâmetro mínimo do tambor de 22 vezes o diâmetro externo do cabo óptico ou duto de proteção.

A largura total do carretel não pode exceder 1,5 m e a altura total não pode ser superior a 2,7 m. Os carretéis devem conter um número de voltas tal que entre a camada superior e as bordas dos discos laterais exista um espaço livre mínimo de 6 cm. Os carretéis utilizados devem estar de acordo com a NBR 11137. As extremidades do cabo devem ser solidamente presas à estrutura do carretel, de modo a não permitir que o cabo se solte ou se desenrole durante o transporte. A extremidade interna do cabo na bobina deve estar protegida para evitar danos durante o transporte, ser acessível para ensaios, possuir um comprimento livre de no mínimo 2 m e ser acomodada com diâmetro de no mínimo 22 vezes o diâmetro externo do cabo óptico DE ou duto de proteção do cabo óptico DPE.

Após efetuados todos os ensaios requeridos para o cabo, as extremidades do lance devem ser fechadas, a fim de prevenir a entrada de umidade. No conjunto do cabo óptico dielétrico protegido enterrado devem ser fechados o cabo e o duto de proteção, separadamente. Cada lance de cabo óptico deve ter um comprimento nominal de 2.000 m, podendo, a pedido do comprador, ser fornecido em comprimento específico. A tolerância de cada lance deve ser de + 3%, não sendo admitidos comprimentos inferiores ao especificado.

No caso do cabo óptico dielétrico protegido enterrado, o comprimento do cabo deve ser no mínimo igual ao comprimento do duto de proteção. Devem ser marcadas em cada bobina, com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis, as seguintes informações: nome do comprador; número da bobina; designação do cabo; comprimento real do cabo na bobina, expresso em metros (m); massa bruta e massa líquida, expressa em quilogramas (kg); uma seta ou indicação apropriada para indicar o sentido em que o cabo deve ser desenrolado; identificação de remarcação, quando aplicável. O transporte, armazenamento e utilização das bobinas dos cabos ópticos devem ser feitos conforme a NBR 7310.

Os equipamentos de manobra e comando em corrente alternada

Salvo especificação em contrário, é previsto que os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, incluindo os dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares que formam parte integrante, sejam utilizados de acordo com as suas características nominais e nas condições normais de serviço descritas nessa norma.

A NBR IEC 62271-1 de 06/2020 – Manobra e comando de alta tensão – Parte 1: Especificações comuns para equipamentos de manobra e comando em corrente alternada é aplicável aos equipamentos de manobra e comando em corrente alternada, previstos para instalação abrigada e/ou ao tempo e para funcionar nas frequências de serviço até e incluindo 60 Hz e tensões nominais superiores de 1.000 V. É aplicável a todos os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, salvo especificação contrária nas normas IEC particulares para os tipos específicos de equipamentos de manobra e comando. Para a utilização deste documento, alta tensão é definida como a tensão nominal superior a 1.000 V. Entretanto, o termo média tensão é normalmente utilizado para sistemas de distribuição com tensões superiores a 1 kV e geralmente é aplicada às tensões inferiores ou iguais a 52 kV.

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Qual é a faixa I para tensões nominais inferiores ou iguais a 245 kV?

Quais são os níveis de isolamento nominais para as tensões nominais da faixa I, série I?

Quais são os níveis de isolamento nominal para tensões nominais da faixa II?

Quais os fatores de pico para corrente admissível nominal?

Salvo especificação em contrário, é previsto que os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, incluindo os dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares que formam parte integrante, sejam utilizados de acordo com as suas características nominais e nas condições normais de serviço descritas abaixo. O funcionamento nas condições normais de serviço é considerado coberto pelos ensaios de tipo de acordo com esta norma e com a norma de produto correspondente.

As condições normais de serviço para os equipamentos de manobra e comando para uso abrigado são: a temperatura ambiente não excede 40 °C e o seu valor médio, medido em um período de 24 h, não excede 35 °C e a temperatura ambiente não decresce abaixo de – 5 °C; a influência da radiação solar não existe; a altitude não excede 1.000 m; o ar ambiente não é poluído significativamente por poeira, fumaça, gás corrosivo e/ou gás inflamável, vapores ou sal, e seria considerado como tendo uma classe de severidade de poluição local (SPS) muito leve, de acordo com a IEC TS 60815-1:2014; as condições de umidade são as seguintes: o valor médio da umidade relativa, medida em um período de 24 h, não excede 95%; o valor médio da pressão de vapor d’água, medida em um período de 24 h, não excede 2,2 kPa; o valor médio da umidade relativa, medida em um período de um mês, não excede 90%; o valor médio da pressão de vapor d’água, medida em um período de um mês, não excede 1,8 kPa.

Pode ocorrer condensação onde houver mudanças bruscas de temperatura durante períodos de alta umidade. Uma umidade elevada pode ser causada pelas águas de chuva ao nível do solo ou para aplicações subterrâneas, a partir de bandejas de cabos de entrada que estão conectados ao equipamento de manobra. Além disso, devem ser levadas em consideração as vibrações devido a causas externas ao equipamento de manobra e comando ou tremores de terra não excedem o impacto das vibrações causadas pela manobra do próprio equipamento.

As condições normais de serviço para os equipamentos de manobra e comando para uso ao tempo são: a temperatura ambiente não excede 40°C e o seu valor médio, medido em um período de 24 h, não excede 35°C; a temperatura ambiente não é inferior a – 25 °C. As variações rápidas da temperatura podem ocorrer, por exemplo, em um dia ensolarado seguido por uma chuva repentina. Não se esquecer que a radiação solar não exceda o nível de 1.000 W/m²; a altitude não exceda a 1.000 m; o ar ambiente pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal; a poluição não excede a classe de severidade de poluição local (SPS) média, como definido pela IEC TS 60815-1:2014; a camada de gelo não exceda a 20 mm; a velocidade do vento não excede 34 m/s. As características do vento são definidas na IEC 60721-2-2.

Lembrar que os valores médios de umidade indicados podem ser excedidos. Pode ocorrer condensação ou precipitação. As características de precipitação são definidas na IEC 60721-2-2. As condições de umidade sempre resultam de uma combinação da umidade relativa com outros parâmetros ambientais, principalmente temperatura e variações rápidas da temperatura. As vibrações devido a causas externas do equipamento de manobra e comando ou tremores de terra não devem exceder o impacto das vibrações causadas pela manobra do próprio equipamento.

Quando se espera que o equipamento de manobra e comando de alta tensão seja utilizado em condições diferentes das condições normais de serviço dadas em 4.1, convém que os requisitos do usuário se refiram às condições normalizadas, caso não sejam previstas pelas normas do produto. As ações apropriadas são tomadas para assegurar o funcionamento apropriado nas condições de outros componentes, como relés. Informações detalhadas relativas à classificação das condições ambientais são indicadas nas IEC 60721-3-3 (abrigado) e IEC 60721-3-4 (ao tempo).

Para instalações a uma altitude superior a 1.000 m, o nível suportável de isolamento requerido para a isolação externa no local de utilização deve ser determinado conforme a IEC 60071-2:1996, Seção 4. Convém que o nível de isolamento nominal do equipamento de manobra e comando seja igual ou superior a esse valor; referência é feita à IEC TR 62271 306. Para a isolação interna, as características dielétricas são idênticas, qualquer que seja a altitude, e não é necessária precaução especial alguma.

Para isolações interna e externa, consultar a IEC 60071-2:1996. Para equipamentos auxiliares e de comando de baixa tensão, não é necessária precaução especial alguma a ser tomada, se a altitude for inferior a 2.000 m. Para altitudes superiores, consultar a IEC 60664-1. Para aplicações ao tempo, convém que o ar ambiente, que pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal a um nível superior à classe de severidade da poluição local (SPS) “média” conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014, seja classificado como “pesado” ou “muito pesado” conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014.

Para aplicações abrigadas, convém que o ar ambiente, que pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal, a um nível superior à classe de severidade da poluição local (SPS) “muito leve”, conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014, seja classificado como “leve”, “médio”, “pesado” ou “muito pesado”, conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014. Mais informações sobre exposição à poluição podem ser encontradas no Anexo K (informativo). Para aplicações abrigadas de tensão inferior ou igual a 52 kV, a especificação IEC TS 62271 304 pode ser utilizada, principalmente se houver preocupações em relação à poluição da isolação do equipamento de manobra.

Para instalação em local onde a temperatura ambiente pode estar fora da faixa das condições normais de serviço descritas, convém que as faixas preferenciais de temperaturas mínima e máxima a especificar sejam: – 50 °C a 40 °C para climas extremamente frios; – 40 °C a 40 °C para climas muito frios; – 30 °C a 40 °C para climas frios; – 25 °C a 40 °C para climas frios (instalações abrigadas); – 15 °C a 40 °C para climas moderados (instalações abrigadas); – 5 °C a 55 °C para climas muito quentes. Em instalações abrigadas, em um clima tropical, o valor médio de umidade relativa, medido em um período de 24 h, pode ser de até 98%. Em certas regiões onde os ventos quentes e úmidos são frequentes, variações bruscas de temperatura e/ou de pressão atmosférica podem ocorrer.

O equipamento de manobra e comando normalizado é projetado para montagem em estruturas praticamente niveladas, livre de vibrações, de impactos ou de inclinações excessivas. Se nenhuma destas condições normalizadas existir, convém que o usuário especifique os requisitos particulares. Para instalações sujeitas a abalos sísmicos, o usuário deve especificar o nível de severidade de acordo com a publicação ou especificação aplicável (por exemplo, IEC TR 62271-300, IEC 62271-207 e IEC TS 62271-210. Em caso de risco de abalo sísmico, convém que o usuário especifique os requisitos operacionais e o nível de dano admissível.

Instalações sujeitas a outras formas não comuns de vibração devem ser identificadas, como aquelas nas proximidades imediatas de uma explosão de mina ou aquelas de aplicações móveis. Outras aplicações pertinentes para avaliações sísmicas são as IEEE Standard 693 e IEEE Standard C37.81. Se for previsto que a velocidade do vento exceda a velocidade de 34 m/s nas condições normais de serviço, convém que o usuário especifique os requisitos para uma aplicação particular.

Quando as condições ambientais especiais prevalecerem no local onde o equipamento de manobra e comando estiver instalado, convém que o usuário as especifique com referência às IEC 60721-1, IEC 60721-2 (todas as partes) e IEC 60721-3 (todas as partes). As características nominais comuns dos equipamentos de manobra e comando atribuídas pelo fabricante, incluindo seus dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares, devem ser selecionadas a partir das seguintes (se aplicável): tensão nominal (Ur); nível de isolamento nominal (Up, Ud e Us, se aplicável); frequência nominal (fr); corrente permanente nominal (Ir); corrente nominal de curta duração admissível (Ik); valor de pico da corrente admissível nominal (Ip); duração nominal do curto-circuito (tk); tensão nominal de alimentação dos circuitos auxiliares e de comando (Ua); frequência nominal de alimentação dos circuitos auxiliares e de comando; pressão de alimentação nominal de gás comprimido para sistemas de pressão controlada.

Outras características nominais podem ser necessárias e serão especificadas nas normas IEC de produto aplicáveis. As características nominais definem as especificações comuns de equipamentos de manobra e comando que são necessárias para seleção e utilização adequadas em uma determinada rede. Outras características importantes do equipamento de manobra e comando são definidas na Seção 3, como, por exemplo, a pressão funcional mínima de isolação. Algumas das quais estão indicadas na placa de identificação, sem serem, entretanto, características nominais.

Ainda que outras características se refiram à instalação, funcionamento e manutenção; elas não são consideradas características nominais, uma vez que estão relacionadas à tecnologia utilizada para o equipamento de manobra e comando. Os exemplos incluem o nível normal de preenchimento ou pressão (densidade) de preenchimento/alarme dos fluidos e estanqueidade para sistemas a líquidos, a gás e a vácuo.

As barras de aço carbono de acordo com as especificações normativas

Saiba quais são os requisitos para o fornecimento de barras de aço carbono e ligado, chatas redondas, quadradas, e sextavadas, laminadas a quente para processos de conformação mecânica e/ou tratamentos térmicos ou ainda termoquímicos.

A NBR 11294 de 06/2020 – Barras de aço-carbono e ligado, chatas, redondas, quadradas e sextavadas, laminadas a quente — Requisitos estabelece os requisitos para o fornecimento de barras de aço carbono e ligado, chatas redondas, quadradas, e sextavadas, laminadas a quente para processos de conformação mecânica e/ou tratamentos térmicos ou ainda termoquímicos. Não é aplicável a barras redondas destinadas a armaduras para concreto; barras para uso estrutural e geral; e barras chatas e redondas para aplicação em molas semielípticas e molas helicoidais.

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Quais devem ser as garantias específicas devem ser acordadas previamente entre as partes?

Quais são as dimensões e massas nominais padronizadas para as barras chatas?

Quais as dimensões e massas nominais padronizadas para as barras redondas?

Qual é a tolerância no diâmetro e ovalização das barras redondas – classes normal e fina?

Exemplos de aplicações dos materiais regidos por esta norma são trefilação, usinagem, forjamento a quente e outros processos de conformação mecânica (a quente ou a frio). As barras fornecidas, conforme esta norma, devem ter composição química conforme a NBR NM 87. Aços não constantes na NBR NM 87, quando requeridos, também podem ser fornecidos conforme esta norma. As dimensões nominais das barras descritas nesta Norma estão indicadas no Anexo A.

As dimensões devem ser medidas no mínimo a 150 mm de distância das extremidades da barra. As massas por unidade de comprimento foram calculadas considerando-se a densidade de massa de 7,85 g/cm³, referente às nominais. Os valores das massas nominais citados nas tabelas do Anexo A são orientativos e não são objeto de reprovação. Outras dimensões de barras podem ser produzidas mediante acordo prévio entre o consumidor e produtor, seguindo as respectivas tolerâncias dimensionais desta norma.

Os comprimentos normais de fabricação são faixas de 5.000 mm a 7.000 mm, de 6.000 mm a 8.000 mm e de 10.000 mm a 12.000 mm, admitindo-se 10% em massa de barras curtas com comprimento mínimo de 3.000 mm, 4.000 mm e 5.000 mm, respectivamente. Podem também ser fornecidos em comprimentos fixos ou múltiplos com o máximo de 12 000 mm. Os comprimentos nominais citados são as menores dimensões admitidas com tolerância de corte de até + 100 mm. As tolerâncias dimensionais são expressas nas tabelas B.1 a B.6 (disponíveis na norma).

A classe de tolerância dimensional deve ser acordada previamente entre consumidor e produtor. São estabelecidas duas classes de tolerâncias, as quais se diferem no que tange à aplicação do produto final. A classe normal é recomendada para aplicações comuns, como usinagem. A classe fina é recomendada para aplicações que demandam tolerâncias mais restritas, como, por exemplo, forjamento a quente e trefilação. Os empenamentos máximos permissíveis estão indicados na tabela abaixo.

Para barras quadradas e sextavadas, a torção deve ser medida no comprimento total da barra. Para dimensões nominais de até 50 mm, o valor máximo admissível é de 4°/m. Acima de 50 mm é de 3°/m. Os bigodes e dobras não são permitidos. A nomenclatura de defeitos está definida na NBR 6928. A existência de defeitos superficiais, como trincas, esfoliações, vazios e riscos, é permitida, desde que a profundidade seja menor do que a especificada na tabela abaixo. Se necessário, o método de avaliação dos defeitos descritos deve ser o metalográfico ou equivalente.

É permitida a prática de remoção de defeitos superficiais. A profundidade máxima de cavidade resultante da remoção de um defeito de superfície não pode ultrapassar o limite inferior da tolerância indicada. A largura da cavidade deve ser pelo menos igual a quatro vezes a profundidade; a cavidade não pode apresentar cantos vivos.

As barras devem ser fornecidas em feixes de 1.000 kg até 5.000 kg, com tolerância máxima permitida de ±10 %, de acordo com o especificado na descrição do produto. As condições de fornecimento diferentes das descritas devem ser objeto de acordo entre produtor e consumidor. As informações que o consumidor deve apresentar ao produtor são: nome do produto; denominação comercial expressa em polegadas ou referência expressa em milímetros (mm) do produto, conforme esta norma; massa a ser fornecida expressa em quilogramas (kg); comprimento nominal, expresso em metros (m); número desta norma; grau de aço conforme NBR NM 87, ou tipo particular quando houver; grau de defeitos máximos (ver tabela acima); outros requisitos adicionais desde que acordados entre produtor e consumidor,

As barras podem ser fornecidas com uma tolerância de mais ou menos 10% frente à massa solicitada no pedido de encomenda. As barras devem ser fornecidas em corridas ou lotes separados, em feixes identificados por plaqueta ou etiqueta resistente às intempéries, firmemente presa à embalagem, contendo pelo menos as seguintes informações, registradas de forma indelével: nome do produto; identificação do produtor ou fornecedor; denominação comercial expressa em polegadas ou referência expressa em milímetros do produto, conforme esta norma; número da corrida ou do lote; grau do aço, segundo a ABNT NBR NM 87, ou tipo particular, quando houver; massa do feixe, expressa em quilogramas (kg); comprimento nominal, expresso em metros (m).

O produtor deve fornecer uma declaração contendo no mínimo: nome do produto; aço, segundo a NBR NM 87, ou tipo particular, quando houver; denominação comercial (polegada) ou referência (mm) do produto, segundo esta norma; nome do produtor ou fornecedor; número da nota fiscal; número da corrida ou lote; composição química; massa, expressa em quilogramas (kg) ou toneladas (t); resultado de ensaios específicos solicitados conforme Seção 5; nome do cliente; número desta norma. A inspeção e os ensaios devem ser realizados antes do embarque, sendo a garantia dada pelo produtor, desde que não seja estabelecido previamente outro modo entre produtor e comprador.

Se for do interesse do comprador acompanhar a inspeção e os ensaios solicitados, o produtor deve conceder-lhe o acesso necessário e suficiente à verificação de que a encomenda está sendo atendida de acordo com o pedido, sem que haja interrupção do processamento ou atraso na produção. A inspeção pode ser feita diretamente pelo comprador ou por meio de inspetor credenciado. A retirada das amostras para ensaio deve ser feita sem interromper o fluxo de produção.

Deve ser retirada no mínimo uma amostra por corrida ou lote de forma a garantir a realização dos ensaios. Outras frequências devem ser acordadas previamente entre as partes. O material é aceito quando estiver de acordo com esta norma. Caso contrário, o material pode ser rejeitado, a critério do comprador. O material rejeitado deve ser colocado à disposição do produtor, a fim de que ele comprove a procedência da reclamação.

A operação com qualidade dos biobancos

Entenda os requisitos gerais para a competência, imparcialidade e operação consistente de biobancos, incluindo os requisitos de controle da qualidade, para assegurar a qualidade apropriada do material biológico e coleções de dados. 

A NBR ISO 20387 de 06/2020 – Biotecnologia — Atividades de biobancos — Requisitos gerais para atividades de biobancos especifica os requisitos gerais para a competência, imparcialidade e operação consistente de biobancos, incluindo os requisitos de controle da qualidade, para assegurar a qualidade apropriada do material biológico e coleções de dados. Este documento é aplicável a todas as organizações que realizam atividades de biobancos, incluindo as atividades de biobanco com material biológico de organismos multicelulares (por exemplo, humano, animal, fungo e planta) e micro-organismos, para pesquisa e desenvolvimento. Usuários de biobancos, autoridades regulamentadoras, organizações e esquemas que utilizam avaliação por pares, organismos de acreditação e outros, também podem usar este documento na confirmação ou reconhecimento da competência de biobancos.

Este documento não se aplica aos materiais biológicos destinados à produção de alimentos, aos laboratórios que realizam análises para produção de alimentos e/ou ao uso terapêutico. Regulamentos ou requisitos internacionais, nacionais ou regionais também podem ser aplicados a tópicos específicos contemplados neste documento. Para entidades que manipulam materiais humanos adquiridos e utilizados exclusivamente para fins de diagnóstico e de tratamento, a NBR ISO 15189 e outras normas clínicas se aplicam em primeiro lugar. Este documento foi desenvolvido com o objetivo de promover a confiança nas atividades de biobancos. Contém requisitos para permitir que biobancos demonstrem sua operação consistente e a habilidade em fornecer material biológico e dados associados de qualidade apropriada para pesquisa e desenvolvimento. Este documento destina-se a ser alcançado com o planejamento e a implementação de políticas, processos e procedimentos, abrangendo o ciclo de vida dos materiais biológicos e os seus dados associados. O uso deste documento facilita a cooperação, promove intercâmbio e auxilia na harmonização de práticas entre biobancos, pesquisadores e outras partes.

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Quais os requisitos para as instalações/áreas dedicadas e condições ambientais?

Quais os equipamentos que devem possuir o biobanco?

Quais os requisitos de informação documentada?

Como deve ocorrer a distribuição e qualquer troca de material biológico?

Um biobanco é uma entidade legal, ou parte de uma entidade legal, que realiza atividades de biobanco. Suas atividades incluem o processo de aquisição e de armazenamento, junto com algumas ou todas as atividades relacionadas à coleta, preparação, preservação, ensaio, análise e distribuição de materiais biológicos definidos, assim como informações e dados relacionados. O biobanco deve ter procedimentos que abordem as suas atividades de cada tipo de material biológico e dados associados mantidos. Isso inclui processos como coleta/obtenção e/ou aquisição e recebimento, marcação, depósito/registro, catalogação/classificação, exame, preparação, preservação, armazenamento, gerenciamento de dados, destruição, embalagem, bem como salvaguarda, distribuição e transporte.

O biobanco deve ter procedimentos para assegurar conformidade com requisitos pertinentes de bioproteção e biossegurança. Os procedimentos também devem abordar os riscos e as oportunidades utilizando uma avaliação de risco. Quando possível, convém que o biobanco esteja ciente dos requisitos mínimos para o material biológico e/ou os dados associados destinados à (s) aplicação (ões) subsequentes, para assegurar que o material biológico e dados associados sejam manuseados de forma a permitir pesquisas reprodutíveis.

Convém que a missão do biobanco seja definida e disponível. As informações pertinentes para as atividades, processos e procedimentos do biobanco devem ser documentadas em um formato compreensível. A documentação deve incluir informações pertinentes geradas a partir de procedimentos pertencentes ao sistema de gestão da qualidade (ver Seção 8), bem como a gestão de infraestrutura/áreas dedicadas. O biobanco deve cumprir com princípios éticos regionais, nacionais e internacionais pertinentes para material biológico e dados associados. Para mais informações e para orientação sobre responsabilidade social, ver NBR ISO 26000.

Convém que o biobanco documente a identidade do pessoal que realiza atividades abrangendo procedimentos como referido nessa norma. Convém que o biobanco defina o período de tempo para a retenção de informações documentadas e dados associados relacionados a cada material biológico, após a completa distribuição, descarte ou destruição daquele material biológico. As atividades do biobanco devem ser estruturadas e gerenciadas de modo a salvaguardar a imparcialidade. A gerência do biobanco deve estar comprometida com a imparcialidade. Para mais informações e para orientação sobre responsabilidade social, ver NBR ISO 26000.

O biobanco deve ser responsável pela imparcialidade de suas atividades de biobanco e não pode permitir que pressão (ões) interna (s) e/ou externa (s) comprometa (m) a imparcialidade. O biobanco deve identificar os riscos à sua imparcialidade de forma contínua. Um relacionamento que ameaça a imparcialidade do biobanco pode ser baseado na propriedade, governança, gestão, pessoal, materiais e dados associados compartilhados, finanças, contratos, propaganda (incluindo gestão de marcas), pagamento de uma comissão de vendas ou outro incentivo para persuasão de novos usuários, etc.

Caso u risco à imparcialidade seja identificado, o biobanco deve demonstrar como ele elimina ou minimiza tal risco. O biobanco deve proteger informações confidenciais e direitos de propriedade de provedores/doadores, destinatários e usuários, particularmente durante o armazenamento e transmissão de dados. O biobanco deve ser responsável, por meio de compromissos legalmente exigíveis, pela gestão de informações confidenciais obtidas ou geradas durante a realização das atividades de biobanco. Quando compartilha dados ou material biológico e dados associados, o biobanco deve informar o provedor/doador, quando possível, de como sua privacidade e confidencialidade são protegidas.

O biobanco só deve divulgar informação sobre material biológico e dados associados segundo acordos e aprovações pertinentes (por exemplo, acordos contratuais, documentos legalmente vinculantes, aprovações éticas). Quando o biobanco for obrigado por lei a liberar informações confidenciais, o provedor/doador deve ser notificado sobre as informações fornecidas, exceto se proibido por lei. Todo o pessoal que tenha acesso a dados confidenciais do biobanco deve estar comprometido com a confidencialidade.

O biobanco deve ser uma entidade legal, ou uma parte definida de uma entidade legal, que seja legalmente responsável por todas as suas atividades. Para os fins deste documento, um biobanco governamental é considerado ou tem equivalência de uma entidade legal com base em sua condição governamental. O biobanco deve identificar a gerência que tem responsabilidade geral pelo biobanco. Deve ter um órgão de governança/conselho consultivo, orientando e aconselhando a gerência em assuntos científicos, técnicos e/ou administrativos, entre outros.

O biobanco deve ser responsável pelas atividades conduzidas em suas instalações e áreas dedicadas. O biobanco deve ter um curso de ação para definir e tratar as obrigações decorrentes de suas atividades. O biobanco deve realizar suas atividades de forma a atender aos requisitos deste documento, seus acordos documentados e/ou documentos legalmente vinculantes, autoridades pertinentes e organizações que forneçam reconhecimento.

O biobanco deve definir e documentar o conjunto de atividades para as quais está em conformidade com este documento. O biobanco deve requerer somente a conformidade com este documento para o conjunto de atividades definida, excluindo atividades de biobanco providas externamente. Deve definir estrutura de governança do biobanco, incluindo as estruturas organizacional e gerencial, seu lugar na organização principal e as relações entre a gerência, operações técnicas e serviços de apoio; especificar a responsabilidade, autoridade e inter-relacionamento do pessoal que gerencia, realiza, valida ou verifica trabalhos que afetem as saídas das atividades de biobanco.

O biobanco deve ter pessoal que, independentemente de outras responsabilidades, tenha autoridade e recursos necessários para desempenhar suas funções, incluindo a implementação, a manutenção, o monitoramento e a melhoria do sistema de gestão da qualidade; a identificação de desvios do sistema de gestão da qualidade ou de procedimentos para realização das atividades do biobanco; a avaliação do impacto de desvios, e desenvolvimento e implementação de ações apropriadas (ver 7.11 sobre saídas não conformes e 8.7 sobre ação corretiva); o relato à gerência do biobanco sobre o desempenho do sistema de gestão da qualidade e qualquer necessidade de melhoria.

A gerência do biobanco deve assegurar que as mudanças no sistema de gestão da qualidade sejam monitoradas e controladas; haja comunicação com as partes interessadas, incluindo seu pessoal, em relação aos indicadores de desempenho do sistema de gestão da qualidade e qualquer necessidade de melhoria; a importância de atender aos requisitos de destinatário (s)/usuário (s) e outros requisitos aplicáveis (incluindo aqueles descritos neste documento) seja comunicada e entendida pelo pessoal pertinente do biobanco.

O biobanco deve dispor de pessoal, instalações/áreas dedicadas, equipamentos, sistema (s) de informação e serviços de suporte necessários para realizar suas atividades de biobanco. Sistemas de informação podem ser eletrônicos ou em papel. O biobanco deve ter uma estratégia documentada para permitir sua contínua viabilidade financeira para as suas atividades. Periodicamente, esta estratégia deve ser analisada criticamente.

Todo o pessoal do biobanco, interno ou externo, que possa impactar nas atividades do biobanco, deve agir imparcialmente. Todo o pessoal que tenha acesso a dados confidenciais do biobanco deve estar comprometido com a confidencialidade. O biobanco deve ter procedimentos documentados para a gestão de seu pessoal e manter a informação documentada para indicar conformidade com requisitos pertinentes. O biobanco deve comunicar a todo o seu pessoal os seus deveres, responsabilidades e autoridades, como detalhado nas descrições dos cargos.