A conformidade dos laringoscópios para intubação traqueal

A NBR ISO 7376 de 10/2021 – Equipamento anestésico e respiratório — Laringoscópios para intubação traqueal, específico para dispositivo, especifica os requisitos para laringoscópios com lâminas não flexíveis, com fontes de energia operadas por bateria interna, usadas para iluminar a laringe durante a intubação. Esse documento também especifica dimensões críticas para aqueles cabos e lâminas do laringoscópio com encaixes de engate intercambiáveis. Não se aplica ao seguinte: os laringoscópios flexíveis; os laringoscópios projetados para cirurgia; os laringoscópios alimentados por rede elétrica; os laringoscópios conectados por cabos que transmitem luz a fontes de luz externas; e os laringoscópios por vídeo projetados para funcionarem com um sistema de vídeo externo, integral ou acoplado.

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Qual é o escopo para entender os laringoscópios?

Quais devem ser as instruções para remoção de baterias?

Qual o método de ensaio para iluminação, tensão e rigidez?

Quais são os termos comuns para partes de uma lâmina do laringoscópio?

Os laringoscópios são fabricados de diversas formas. Existem, por exemplo, os laringoscópios de peça única, lâminas dos laringoscópios articuladas não removíveis pelo usuário ou lâminas e cabos do laringoscópio articulados removíveis. No último caso, a fonte de luz para iluminar a laringe durante o uso é uma luminária fixada na lâmina do laringoscópio ou uma luminária no cabo com uma guia de luz na lâmina do laringoscópio.

A saída de luz mínima do laringoscópio é especificada. As lâminas do laringoscópio são definidas e marcadas por designação de tamanho, adequadas para os dados demográficos do paciente para os quais elas são projetadas, variando de criança pequena prematura a adultos muito grandes.

Por haver tantas variações, o comprimento da lâmina do laringoscópio é divulgado na embalagem a fim de permitir que o operador tome uma decisão informada na seleção do instrumento de intubação mais apropriado. O Anexo B descreve métodos de ensaio para iluminação, rigidez e tensão.

Para a segurança elétrica, os cabos com uma tensão declarada excedendo 3,8 V, e projetados para uso com lâmina do laringoscópio com iluminação direta e encaixe de engate, devem incorporar um meio de impedir que a corrente elétrica exceda pico de 800 mW (medido por um período de 100 ms) e de exceder 400 mW contínuo durante uso normal e condição anormal sob uma só falha. Para um cabo declarado a 6 V, isso é equivalente aos limites atuais de 133 mA e 67 mA respectivamente.

O circuito elétrico de retorno acontece através de partes não especificadas do encaixe de engate. Deve-se verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico. O contato elétrico de um cabo que pode aceitar uma lâmina do laringoscópio com iluminação direta e encaixe de engate deve ser flexível ou por ação de mola. Verificar a conformidade por meio de ensaio funcional.

Os cabos para uso com lâminas do laringoscópio com iluminação direta, encaixe de engate e lâminas do laringoscópio iluminadas por guia de luz com encaixe de engate devem estar em conformidade com as dimensões apresentadas na figura e na tabela abaixo. Verificar a conformidade por meio de ensaio funcional.

A saída ótica dos cabos projetados para uso com encaixe de engate e lâminas do laringoscópio iluminadas por guia de luz deve ser >5 lúmens. Verificar a conformidade por meio do método de ensaio apresentado no Anexo B. Para a tensão, quando sujeito a uma resistência à tração de 150 N, o cabo ou suas partes não podem quebrar. Verificar a conformidade por meio do método de ensaio apresentado no Anexo B.

As lâminas do laringoscópio com iluminação direta e encaixe de engate ou lâminas do laringoscópio iluminadas por guia de luz devem ser compatíveis com o encaixe de engate do cabo, conforme mostrado na figura acima. Para a rigidez, quando sujeito a uma resistência à tração de 65 N, o centro da iluminação não pode se mover mais do que 10 mm. Verificar a conformidade por meio do método de ensaio apresentado no Anexo B.

Para a tensão, quando sujeito a uma resistência à tração de 150 N, a lâmina do laringoscópio não pode quebrar. Verificar a conformidade por meio do método de ensaio apresentado no Anexo B. A iluminação deve atender aos requisitos descritos a seguir, quando medida (20 ± 0,1) mm a partir da ponta da lâmina do laringoscópio.

A dilatação mais ampla entre as bordas de iluminação esquerda e direita e a dilatação mais ampla entre as bordas de iluminação superior e inferior. A ponta da lâmina do laringoscópio direcionada à borda de iluminação mais baixa e a iluminância máxima >10 min. Verificar a conformidade por meio do método de ensaio apresentado no Anexo B.

Para a interface elétrica, o contato elétrico entre uma lâmina do laringoscópio com iluminação direta e encaixe de engate e um cabo não pode ser quebrado quando uma carga de 150 N for aplicada à ponta da lâmina do laringoscópio. Verificar a conformidade por meio de ensaio funcional. Para as combinações articuladas, a força exigida para junção de uma lâmina do laringoscópio com encaixe de engate com um pino da articulação do cabo deve ser de entre (10 e 45) N na direção mostrada nessa norma. Quando unida, a lâmina do laringoscópio deve estar livre para rotacionar sobre o pino sob seu próprio peso. Verificar a conformidade por meio de ensaio funcional.

A lâmina do laringoscópio com encaixe de engate e articulada e combinações do cabo devem travar na posição operacional quando um torque entre (0,35 e 1,35) Nm for aplicado à lâmina do laringoscópio, iluminar e permanecer iluminadas quando o laringoscópio for empunhado em qualquer orientação. Verificar a conformidade por meio de ensaio funcional.

Os laringoscópios de peça única devem ser fornecidos com um meio de controlar a energia até a luminária. Verificar a conformidade por meio de inspeção e ensaio funcional. As lâminas e cabos do laringoscópio não destinados a uso único devem ser adequados para limpeza, desinfecção e/ou esterilização.

As lâminas do laringoscópio devem ser marcadas com o seguinte: o tamanho designado, expresso em numerais; designação do material ou código de reciclagem; o seu tamanho e tipo, se eles tiverem componentes iluminados por fibra removíveis; se apropriado, uso único ou equivalente, que deve ser visível a partir da posição operacional. Um símbolo apropriado pode ser usado, por exemplo: ISO 7000-105 1. A embalagem deve ser marcada com o tamanho e o tipo designados de lâmina do laringoscópio.

As instruções de uso devem incluir o seguinte: as especificações e as instruções do encaixe das baterias e, se apropriado, uma advertência de que convém que as baterias sejam removidas antes da limpeza e desinfecção ou esterilização; para laringoscópios de uso único, a vida útil máxima de armazenamento; as instruções para verificar as condições da bateria ao ativar a luminária antes do uso; uma advertência de que a potência de saída de algumas baterias recarregáveis pode diminuir rapidamente durante o uso, resultando em falha rápida de iluminação; as informações sobre as precauções exigidas ao descartar baterias usadas ou com defeito; uma advertência de que somente pessoal treinado ou aqueles submetidos a treinamento devem usar um laringoscópio para intubação; as instruções para manutenção de rotina do laringoscópio e para verificar sua condição antes do uso, incluindo especificações de quaisquer componentes sobressalentes; e as informações relacionadas à compatibilidade/interoperabilidade do cabo e da lâmina do laringoscópio.

A conformidade dos tanques, lavatórios, bidês e mictórios

A NBR 16728-1 de 10/2021 – Tanques, lavatórios e bidês – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos e métodos de ensaio para tanques (com ou sem coluna), lavatórios (com ou sem coluna) e bidês destinados à instalação em sistema hidráulico predial de água potável. A NBR 16731-1 de 10/2021 – Mictórios – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos para mictórios destinados à instalação em sistema hidráulico predial de água potável.

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Quais são as regiões críticas de lavatórios, tanques, colunas e bidês?

Quais são as dimensões para a fixação dos metais sanitários em tanques, lavatórios e bidês?

Quais são as dimensões para a saída d’água de tanques, lavatórios e bidês do tipo I?

Para a fixação de bidê suspenso, quais as dimensões padronizadas?

Quais os limites máximos de incidência de defeitos superficiais em função da localização dos mictórios?

O acabamento das superfícies dos tanques, lavatórios e bidês deve atender aos requisitos deste documento. Os defeitos superficiais devem ser avaliados levando-se em consideração as seguintes diretrizes: não apresentar risco de segurança sanitária ou física do instalador ou usuário; não afetar a utilidade da peça; maior dimensão do defeito; quantidade de defeitos por região; quantidade de defeitos em uma mesma janela de inspeção; capacidade de visualizar o defeito a uma determinada distância da superfície da peça.

A iluminação ambiental para observação dos defeitos superficiais deve ser parcialmente difusa, proveniente da luz do dia, suplementada, se necessário, com luz artificial também difusa, de modo que, próximo da superfície a ser inspecionada, haja um iluminamento de pelo menos 1,0 klx no nível de transbordamento. Os tanques, lavatórios e bidês devem ser examinados na posição de instalação por um observador em pé e com uma altura de observação de (1,60 ± 0,10) m, no perímetro estabelecido por um semicírculo de inspeção de raio igual a 1,50 m, como ilustrado na figura abaixo.

Após a constatação de um defeito superficial, anotar a sua localização, verificando em qual região da superfície da peça está localizado o defeito. Os defeitos superficiais não observados desta posição são considera dos imperceptíveis. Recomenda-se que a preparação da peça a ser avaliada (limpeza, remoção da fita, desembalagem, etc.) não seja feita pela pessoa que irá realizar a avaliação do acabamento superficial.

Após a anotação de todos os defeitos verificados, estes devem ser avaliados para verificação de sua aceitabilidade. A tabela abaixo apresenta os limites máximos aceitáveis para a incidência de defeitos superficiais nas peças, levando-se em consideração as regiões críticas.

Nos aparelhos sanitários, devem ser marcados, de forma legível e permanente, em região visível após a instalação, a marca ou o nome do fabricante. Devem ser fornecidas, junto com a peça ou em folheto atualizado e amplamente divulgado, as instruções sobre a instalação do produto, inclusive indicando os elementos de fixação adequados. Além disso, devem ser indicadas as instruções de regulagem e manutenção.

Uma forma típica de divulgação ampla é por meio eletrônico. O aparelho sanitário deve conter, de forma legível, a data de fabricação, com no mínimo mês e ano. É desejável que a informação seja de forma permanente. Também pode ser utilizada etiqueta adesiva.

O valor do empenamento no plano de transbordamento de bidês deve ser no máximo 10 mm. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo A. O valor do empenamento na superfície de assentamento dos aparelhos sanitários deve ser de no máximo 3 mm. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo A.

Os aparelhos sanitários dotados de furos para instalação de metais ou plásticos sanitários devem obedecer aos valores constantes na tabela 2 na norma, referentes às dimensões indicadas nessa norma. Os lavatórios destinados à instalação de metais sanitários fixos devem possuir dimensão A2 igual a (80 ± 5) mm para A1 igual a (160 ± 10) mm ou A2 igual a (100 ± 5) mm para A1 igual a (200 ± 10) mm.

As dimensões A5 e A6 estabelecem, para cada furo de fixação de torneiras e misturadores, duas circunferências concêntricas, que limitam as áreas em torno do furo que devem ser livres de ressaltos e obstruções, para permitir o bom assentamento da torneira e do misturador. A dimensão A7 estabelece uma área livre para manobra de torneiras e misturadores. Esta dimensão pode ser assegurada tanto na instalação do produto quanto na dimensão do produto.

Para bidês, deve existir uma circunferência concêntrica de 50 mm no mínimo com o furo da ducha vertical A9, na parte inferior, livre de ressaltos e obstruções, que permita o bom assentamento do elemento de fixação da ducha. Para os bidês, o valor máximo da absorção de água obtido a partir da média de três resultados deve ser de até 0,50 %. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo B.

Para os tanques e lavatórios, o valor máximo da absorção de água obtido a partir da média de três resultados deve ser de até 15 %. Quando o valor da absorção for entre 0,50% e 15%, todas as partes dos tanques e lavatórios que podem ter contato com a água devem possuir tratamento superficial impermeabilizante permanente.

A esmaltação é um exemplo de tratamento superficial impermeabilizante permanente, utilizado em materiais cerâmicos. A superfície acabada dos aparelhos sanitários não pode apresentar qualquer sinal de gretamento. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo C. Estão dispensados deste ensaio os produtos 100% em plástico ou metal.

Para a resistência mecânica, os aparelhos sanitários devem resistir à carga apresentada nessa norma sem apresentar fissuras, rachaduras, deformações visíveis a olho nu e outros sinais que indiquem que a resistência mecânica da peça seja insuficiente para suportar a carga aplicada. Adicionalmente, para aparelhos sanitários do tipo II, a deflexão residual máxima após a retirada da carga não pode ser maior que 10 mm. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo D.

Para a resistência após envelhecimento acelerado, os corpos de prova moldados a partir do composto empregado na fabricação do aparelho sanitário devem apresentar resistência após o envelhecimento em câmara ultravioleta de condensação (C-UV) por 500 h. O valor da resistência obtido no ensaio de impacto de Charpy deve ser igual ou superior a 70% do valor obtido antes do envelhecimento. O ensaio deve ser realizado conforme o Anexo G. Este requisito é aplicável apenas aos aparelhos sanitários do tipo II.

Já o acabamento das superfícies de mictórios deve atender aos requisitos da norma. Os defeitos superficiais devem ser avaliados levando-se em consideração as seguintes diretrizes: não apresentar risco de segurança sanitária ou física ao instalador ou usuário; não afetar a utilidade da peça; maior dimensão do defeito; quantidade de defeitos por região; quantidade de defeitos em uma mesma janela de inspeção; capacidade de visualizar o defeito a uma determinada distância da superfície da peça.

A iluminação ambiental para observação dos defeitos superficiais deve ser parcialmente difusa, proveniente da luz do dia, suplementada, se necessário, com luz artificial também difusa, de modo que, próximo da superfície a ser inspecionada, resulte em um iluminamento de pelo menos 1,0 klx no nível de transbordamento. Os mictórios devem ser examinados na posição de instalação.

Para mictórios suspensos, considerar a altura de (0,60 ± 0,10) m por um observador em pé e com altura de observação de (1,60 ± 0,10) m, no perímetro estabelecido por um semicírculo de inspeção de raio igual a 1,50 m, conforme a figura abaixo. Após a constatação de um defeito superficial, deve-se anotar a sua localização, verificando em qual região da superfície da peça ele está localizado.

Os defeitos superficiais não observados nesta posição são considera dos imperceptíveis. Recomenda-se que a preparação da peça a ser avaliada (limpeza, remoção da fita, desembalagem etc.) não seja feita pela pessoa que vai realizar a avaliação do acabamento superficial. Após a anotação de todos os defeitos verificados, estes devem ser avaliados para verificação de sua aceitabilidade.

Os mictórios devem ser marcados, de forma legível e permanente, em região visível após a instalação, com a marca ou o nome do fabricante. As instruções para instalação e operação devem ser fornecidas, junto com a peça ou por meio de folheto atualizado e amplamente divulgado, instruções sobre a instalação do produto, inclusive indicando os elementos de fixação adequados.

Além disso, devem ser indicadas as instruções de regulagem e manutenção. Caso o produto não possua um desconector incorporado, deve ser informada a necessidade de instalar um desconector junto à sua saída. Uma forma típica de divulgação ampla é por meio eletrônico.

Deve-se verificar se o fecho hídrico do desconector do mictório tem altura mínima de 50 mm. Caso não seja possível medir a altura do fecho hídrico, ou se esta for menor que 50 mm, deve-se realizar o ensaio de capacidade de retenção do fecho hídrico, conforme o Anexo D.

A amostra é considerada aprovada se apresentar a altura mínima do fecho hídrico de 50 mm ou se o fecho hídrico não romper no ensaio de capacidade de retenção do fecho hídrico (ver Anexo D). Esta verificação deve ser realizada apenas em mictórios que possuam o desconector incorporado ou fornecido junto ao produto.

A conformidade dos arames de aço redondos para forjamento a frio

A NBR 16984 de 07/2021 – Arames de aço redondos para forjamento a frio de parafusos, porcas, rebites e correlatos estabelece os requisitos para encomenda, fabricação, fornecimento e recebimento de arames de aço redondos para forjamento a frio de parafusos, porcas, rebites e correlatos.

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O que é recomendado constar no pedido de compra?

Como deve ser realizada a inspeção nos produtos?

Qual deve ser a dureza mínima de núcleo e temperatura de austenitização para avaliação da temperabilidade do arame?

Quais são as propriedades mecânicas do arame com tratamento térmico?

Os arames abrangidos por esta norma são classificados e designados de acordo com a sua composição química. Os arames de aço, fabricados conforme essa norma, devem ter características adequadas para o atendimento às exigências do processo de forjamento a frio e às exigências de aplicação do produto final.

Os aços fornecidos de acordo com esta norma podem ser fabricados em forno elétrico a arco, em convertedor LD ou em qualquer outro processo de aciaria, desde que atendam às exigências dessa norma. O processo de fabricação do aço deve ser informado ao cliente, caso este solicite no pedido de compra.

Para os arames de aço fabricados conforme essa norma, devem ser utilizados os fios-máquina fabricados conforme a NBR 6325. Os arames devem ser fabricados em aços com composição química conforme as NM 87, SAE J403 e SAE J404. Outros aços, quando solicitados no pedido de compra, também podem ser utilizados na fabricação de arames conforme essa norma.

Os aços para essa aplicação devem ser acalmados ao alumínio e/ou devem conter elementos refinadores de grãos, como nióbio, vanádio e/ou titânio. Quando solicitada, a temperabilidade no núcleo do arame deve ser conforme indicado na tabela A.1 disponível na norma.

A temperabilidade no núcleo deve ser obtida por meio de têmpera direta em óleo, com agitação, e o núcleo deve ser aquecido a 55 °C ± 15 °C, com tempo equivalente a 2 min por milímetro de diâmetro na temperatura de austenitização, conforme indicado na tabela A.1. O comprimento do corpo de prova deve ser de no mínimo 3 vezes o seu diâmetro.

Admite-se, nos aços-carbono não ligados, a adição dos elementos de liga Mn até no máximo 1,0% e de liga Cr até no máximo 0,35%, de forma a garantir a temperabilidade desejada. O material deve apresentar grão austenítico 6 ou mais fino, determinado de acordo com a NBR 11568 ou a ASTM E112. Os valores máximos admissíveis de inclusões, verificados conforme a ASTM E45, estão indicados na tabela abaixo.

A avaliação da descarbonetação de superfície deve ser feita de acordo com a NBR 11299 ou a SAE J419. Os arames de aço devem ser livres de descarbonetação total (Tipo 1), em todas as condições de fornecimento. O somatório das profundidades de descarbonetação parcial (Tipo 2 e Tipo 3) não pode exceder a 0,30 mm.

Qualquer outro valor de profundidade máxima de descarbonetação deve ser motivo de acordo prévio entre o fornecedor e o comprador. Não é necessário controlar a descarbonetação nas ligas com teores de carbono menores ou iguais aos do aço 1020.

Os arames de aço fornecidos no estado esferoidizado devem ter o grau de esferoidização dos carbonetos ≥ 70% para os aços de designação ≤ ao 1020 e ≥ 80% para os aços de designação > 1020, quando avaliados conforme a NBR 14677. O diâmetro nominal dos arames e as suas respectivas tolerâncias estão indicados na tabela abaixo.

O diâmetro nominal dos arames deve ser medido a partir de 20 mm da extremidade do rolo. A ovalização dos arames não pode exceder 50% da tolerância dimensional admissível.

A profundidade máxima admissível de defeitos de superfície remanescentes, determinados conforme a NBR 6928, é dada pelas equações a seguir, onde Dn é o diâmetro nominal, em milímetros. A largura máxima admissível é de 1,5 vez a profundidade máxima admissível. Os defeitos devem ser avaliados por ensaio metalográfico, conforme a NM 117. Grau 1: 0,07 + 0,006 Dn; Grau 2: 0,03 + 0,005 Dn.

Quando não for especificado o grau de superfície no pedido de compra, o material deve atender ao Grau 1. Qualquer outro valor de profundidade máxima de defeito admissível deve ser motivo de acordo prévio entre o fornecedor e o comprador.

As propriedades mecânicas para os aços sem e com tratamento térmico são apresentadas, respectivamente, nas Tabelas B.1 e B.2 (disponíveis na norma). As propriedades apresentadas são apenas orientativas, devendo ser objeto de acordo prévio entre o fornecedor e o comprador.

Para os aços não constantes no Anexo B, fornecidos sem e com tratamento térmico, as propriedades mecânicas devem ser acordadas entre o fornecedor e o comprador, e especificadas no pedido de compra. As exigências de características específicas, como faixas de propriedades mecânicas, microestruturas resultantes de tratamentos térmicos ou outras exigências especiais, devem ser especificadas no pedido de compra.

O material deve ser amostrado por corrida ou lote. A amostragem deve ser suficiente para atender aos requisitos dessa norma. A amostragem para a descarbonetação pode ser efetuada em qualquer rolo.

A descarbonetação pode ser medida em qualquer ponto da seção transversal, considerando-se o ponto de valor máximo. O corpo de prova para avaliação da temperabilidade no núcleo pode ser retirado de qualquer parte do rolo, com comprimento correspondente a no mínimo três vezes o diâmetro do arame, sendo a dureza verificada no núcleo da seção transversal e na metade do comprimento do corpo de prova.

A segurança dos artigos escolares destinados a crianças menores de 14 anos

A NBR 15236 de 09/2021 – Segurança de artigos escolares especifica os requisitos de segurança com base no uso projetado para os artigos escolares destinados a crianças menores de 14 anos e refere-se a possíveis riscos que não são identificados prontamente pelos usuários, mas que podem advir de seu uso normal ou em consequência de abuso razoavelmente previsível. Diferentes limites de idade podem ser encontrados nesta norma. Esses limites refletem a natureza dos riscos em relação à capacidade mental, física ou ambas, para abranger os possíveis riscos aos quais as crianças estejam submetidas.

Os requisitos de segurança dessa norma não se aplicam aos artigos listados abaixo: móveis escolares, que são tratados na NBR 14006; livros didáticos, que são tratados na NBR 14869; cadernos escolares espiralados ou costurados ou colados ou argolados ou grampeados, com capa dura ou capa flexível, que são tratados na NBR 15733; blocos de desenho, que são tratados na NBR 15731; cadernos de cartografia e de desenho, universitários, espiralados ou colados ou grampeados ou costurados ou argolados, que são tratados na NBR 15732; folhas soltas para uso escolar, que são tratados na NBR 15730; papel almaço, que são tratados na NBR 6046; artigos para uso exclusivo para escritório, por exemplo, furador de papel, grampeador, sacador de grampo, clipe, grampo, abridor de carta, pastas suspensas e agendas não escolares; artigos para desenhos técnicos e artísticos profissionais; artigos solicitados em listas escolares para trabalhos artesanais e que não são projetados como artigos escolares.

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Como deve ser feito o ensaio de irritação dérmica primária?

Quais são os requisitos para os artigos contendo plastificantes?

Como devem ser executados os ensaios de propriedades mecânicas?

Como deve ser realizado o ensaio de torção para a retirada de componentes?

Todos os artigos escolares devem ser avaliados conforme os requisitos dessa norma, quando aplicáveis, considerando-se a faixa etária para a qual o produto foi destinado pelo fabricante. Todos os artigos escolares e embalagens de uso contínuo devem ser submetidos aos ensaios de abuso razoavelmente previsíveis: de queda, de compressão, de flexão, de torção e de tração.

Após esses ensaios, os artigos, e suas eventuais partes geradas durante os ensaios, devem ser avaliados conforme estabelecido neste item. Os artigos escolares destinados ao contato oral ou que possam ser colocados na boca por abuso razoavelmente previsível, por exemplo, garrafas de suco, copos de lancheiras/merendeiras, objetos formadores de traço, borrachas, réguas e corretivos, devem ter suas partes plásticas (poliméricas) e revestimentos ou pinturas submetidas aos ensaios de migração de elementos citados no Anexo A, Tabelas A.1 e A.2.

Estes itens devem também ser submetidos aos ensaios de determinação de ftalatos, conforme a NBR 16040, citados em 4.13, nos materiais aplicáveis. Os artigos escolares e embalagens de uso contínuo, que não se enquadrarem no item acima desta seção, destinados a crianças maiores de seis anos, não necessitam ser submetidos aos ensaios de migração de elementos citados nas Tabelas A.1 e A.2 (disponíveis na norma) e aos ensaios de determinação de ftalatos conforme a NBR 16040, citados em 4.13.

Devem ser consideradas as seguintes abordagens: à medida que as crianças crescem, a tendência de elas colocarem artigos em suas bocas é reduzida e assim o risco de ingestão de elementos tóxicos também é reduzido; quanto maior o artigo ou menos acessível é o material, menor o risco de ingestão de elementos tóxicos; considera-se que os artigos destinados a crianças acima de seis anos não representam riscos significativos de danos por ingestão de elementos tóxicos.

É permitido compor amostras do mesmo material em até quatro cores, desde que a massa da amostra de material de cada cor seja aproximadamente igual em uma tolerância máxima de ± 5%, dividindo-se pelo número de cores os limites apresentados nas Tabelas A.1 e A.2. Caso os resultados obtidos por este método excedam os limites apresentados nas Tabelas A.1 e A.2, as cores podem ser ensaiadas individualmente.

É permitido compor amostras do mesmo material para os ensaios de ftalatos em até quatro cores, desde que a massa da amostra de material de cada cor seja aproximadamente igual em uma tolerância máxima de ±5%, dividindo-se pelo número de cores os limites apresentados nessa norma. Caso os resultados obtidos por este método excedam os limites apresentados, as cores podem ser ensaiadas individualmente. Entende-se por cor qualquer variação de tonalidade.

Para a resistência à queda, os artigos escolares destinados a crianças com idade de até três anos não podem gerar partes pequenas, bordas cortantes e/ou pontas agudas, quando os artigos forem ensaiados de acordo com o ensaio de queda dessa norma. Os requisitos de partes pequenas visam minimizar os riscos do artigo escolar ou partes de o artigo escolar serem engolidas ou aspiradas, em artigos destinados a crianças com idade até três anos.

Os artigos devem ser ensaiados conforme ensaio de queda, ensaio de compressão, ensaio de flexão em artigos formadores de traços para escrita, ensaio de torção para a retirada de componente, ensaio de tração para a retirada de componentes e ensaio de acessibilidade de uma peça, e a sua verificação deve ser conforme o ensaio de partes pequenas. O ensaio de partes pequenas não é aplicável a giz de cera.

Ficam isentos, antes e após submeter os artigos aos ensaios de acordo com a Seção 5, os artigos e componentes fabricados de papel e papelão. As embalagens de giz de cera devem ter advertência de partes pequenas. Os artigos destinados a crianças maiores de três anos, que apresentarem partes pequenas, devem ter advertência de faixa etária imprópria, seguido da indicação do perigo específico, em sua embalagem do produto e/ou embalagem expositora, conforme aplicável a advertência do perigo de partes pequenas estabelecido no Anexo E e atender às especificações dos símbolos de faixa etária, conforme estabelecido no Anexo C.

Os artigos escolares e embalagens de uso contínuo não podem possuir bordas cortantes não funcionais, ou gerar bordas cortantes, quando ensaiados, e sua verificação deve ser conforme essa norma. Os artigos escolares destinados a crianças com idade de até quatro anos não podem ter bordas cortantes, nem mesmo funcionais. As extremidades e as bordas acessíveis devem estar livres de arestas e rebarbas, quando ensaiados.

As bordas acessíveis, conforme ensaio, em artigos escolares destinados a crianças com idade de até oito anos, não podem ter cantos vivos perigosos, quando ensaiadas conforme essa norma. Os cantos expostos em possíveis parafusos ou roscas presentes em artigos escolares, que apresentem suas extremidades acessíveis, conforme ensaio, não podem ter cantos vivos perigosos e rebarbas, ou as extremidades devem ser cobertas por capas de proteção lisas, para que os cantos vivos e rebarbas não estejam acessíveis.

As cápsulas de proteção utilizadas devem ser submetidas aos ensaios dessa norma e os artigos que apresentarem bordas cortantes funcionais e que forem destinados a crianças maiores de quatro anos e menores de oito anos devem ter advertência de faixa etária imprópria para menores de quatro anos, seguida da indicação do perigo específico, acrescentando-se a frase de supervisão de um adulto para faixa etária de uso entre cinco anos e oito anos, na embalagem do produto e/ou embalagem expositora, conforme a advertência do perigo de borda cortante estabelecido no Anexo D e atender às especificações dos símbolos de faixa etária conforme estabelecido no Anexo C.

Os requisitos quanto a pontas agudas visam eliminar riscos de perfuração da pele ou dos olhos das crianças. A avaliação do risco é feita de acordo com os ensaios dessa norma. Se uma ponta acessível falhar no ensaio de pontas agudas, deve ser determinado quando a ponta apresenta risco não razoável de lesão, levando-se em consideração o uso previsto e a faixa etária destinada para o produto.

Para lápis, não é aplicável o ensaio de ponta aguda funcional, porém a embalagem expositora ou embalagem do produto deve conter frase de advertência do perigo de ponta aguda funcional para lápis conforme Anexo D. Os artigos escolares, destinados a crianças com idade até quatro anos, não podem ter pontas agudas nem mesmo funcionais, exceto pontas funcionais de lápis e de canetas hidrográficas.

Os artigos escolares destinados a crianças entre cinco e oito anos, com uma ponta necessariamente funcional acessível, por exemplo, compasso, esquadro e curva francesa, devem ser construídos de forma a minimizar sua projeção e devem estar de acordo com o ensaio de ponta aguda funcional.

Os artigos, com ponta aguda funcional aprovada, devem conter em sua embalagem expositora ou embalagem do produto advertência do perigo de ponta aguda funcional conforme estabelecido no Anexo D e atender as especificações dos símbolos de faixa etária conforme estabelecido no Anexo C. Os artigos no estado líquido ou pastoso de base aquosa devem atender aos parâmetros de controle microbiológico estabelecidos na tabela abaixo, quando ensaiados conforme United States Pharmacopea (USP) em vigor.

Os sacos plásticos de artigos escolares devem: ter uma espessura real de 0,038 mm ou maior, quando ensaiados de acordo com o ensaio de determinação de espessura do filme ou saco plástico para embalagem unitária; ou ter uma perfuração com orifícios bem definidos (onde o material tiver sido removido), com área mínima de 1%, medida em qualquer área máxima de 30 mm × 30 mm. Os artigos que contenham quantidade de massa superior a 3 g de tintas, colas, guaches, aquarelas e material em pó, em uma unidade de uso, devem ter a sua segurança confirmada quanto à toxicidade aguda oral, atendendo à sequência lógica descrita a seguir.

A avaliação deve ser realizada com base nas informações sobre a composição do produto, de acordo com a NBR 14725-2:2019, item 5.2.3, para a classificação de misturas em que não há dados de toxicidade aguda para a mistura completa (princípios de analogia), ou de acordo com a NBR 14725-2:2019, item 5.2.4.1, para a classificação de misturas com base em seus ingredientes (equação da aditividade). A estimativa de toxicidade aguda (ETA) dos ingredientes deve ser DL50/CL50.

Caso a DL50/CL50 não esteja disponível, deve-se obter a ETA a partir da conversão da categoria GHS, conforme a NBR 14725-2:2019, Tabela 2. As justificativas, os cálculos e as fontes de informação utilizados para a classificação da mistura devem ser apresentados em documento assinado por profissional habilitado. Exemplos de profissionais habilitados são toxicologistas responsáveis ou responsáveis técnicos da empresa fabricante do insumo (tintas, colas, guaches, aquarelas e material em pó).

Na impossibilidade de realizar o descrito, ao avaliar o produto final, utilizar um método in vitro aceito internacionalmente, por exemplo, o descrito no OECD nº 129, Guidance document on using cytotoxicity tests to estimate starting doses for acute oral systemic tests, que deve ser utilizado para a tomada de decisão quanto à necessidade de realização do ensaio in vivo. Caso a amostra não seja compatível com a metodologia descrita, por exemplo, não seja adequadamente solubilizada, ou então seja classificada com DL50 < 2.000 mg/kg, aplicar as metodologias in vivo, validadas por órgãos competentes, por exemplo, OECD TG 420 (Fixed Dose Procedure) ou OECD TG 423 (Acute Oral toxicity – Acute Toxic Class Method) ou OECD TG 425 (Acute Oral Toxicity: Up-and-Down Procedure), ou outras reconhecidas pelo Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal (CONCEA).

Os testes em animais podem ser utilizados apenas como último recurso e quando houver justificativas técnicas que inviabilizem a realização dos ensaios in vitro. A seleção do método in vivo deve levar em consideração o bem-estar animal e seguir as recomendações do OECD 24 – Guidance document on acute oral toxicity testing. Os resultados obtidos no ensaio in vitro devem ser utilizados para estimar as doses iniciais a serem utilizadas no ensaio in vivo.

A segurança e o desempenho dos termômetros clínicos para medição de temperatura

A NBR ISO 80601-2-56 de 09/2021 – Equipamento eletromédico – Parte 2-56: Requisitos específicos para a segurança básica e desempenho essencial de termômetros clínicos para medição de temperatura corporal se aplica à segurança básica e ao desempenho essencial de um termômetro clínico em combinação com seus acessórios, deste ponto em diante referido como Equipamento EM. Este documento especifica os requisitos gerais e técnicos para termômetros clínicos elétricos. este documento se aplica a todos os termômetros clínicos elétricos que são usados para medir a temperatura corporal de pacientes. Os termômetros clínicos podem ser equipados com interfaces para acomodar indicadores secundários, equipamento de impressão, e outros equipamentos auxiliares para criar sistemas EM. Este documento não se aplica a equipamentos auxiliares. O equipamento EM que mede uma temperatura corporal está dentro do escopo deste documento.

Não especifica os requisitos para termógrafos de triagem destinados à utilização em triagem individual não invasiva de temperatura febril humana de grupos de humanos individuais em condições ambientais internas, que são apresentados na NBR IEC 80601-2-59. Caso uma seção ou subseção seja especificamente pretendida a ser aplicável a equipamentos EM apenas, ou a sistemas EM apenas, o título e o conteúdo dessa seção ou subseção o dirá. Se esse não for o caso, a seção ou subseção aplica-se tanto a Equipamentos EM quanto a sistemas EM, conforme pertinente. Em resumo, o objetivo deste documento é o de estabelecer requisitos particulares de segurança básica e de desempenho essencial para um termômetro clínico, como definido e seus acessórios que são incluídos, pois a combinação do termômetro clínico e dos acessórios necessita ser segura e efetiva. Os acessórios podem ter um impacto significativo na segurança básica ou no desempenho essencial de um termômetro clínico.

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Quais são os requisitos adicionais para a exatidão de controles e instrumentos?

Quais são os requisitos de desempenho laboratorial?

Como deve ser executada a validação da exatidão clínica?

Como fazer o cálculo da tendência clínica?

Este documento trata de termômetros clínicos elétricos, aqueles já disponíveis ou os que ainda serão disponibilizados. O objetivo de um termômetro clínico é avaliar a temperatura real de um local do corpo de referência. A temperatura do corpo do paciente é um sinal vital importante na avaliação da saúde geral, normalmente em combinação com a pressão sanguínea e a frequência de pulso.

Determinar se um paciente está sem febre, febril ou hipotérmico é um objetivo importante de um termômetro clínico, uma vez que estar febril sugere que o paciente está doente. Existem diferentes temperaturas em cada local do corpo de referência de acordo com o equilíbrio entre a produção, transferência, e perda de calor. A exatidão clínica de um termômetro clínico é verificada pela comparação de sua indicação de temperatura com aquela de um termômetro de referência, que tem uma incerteza especificada para medir a temperatura verdadeira.

Para um termômetro clínico de equilíbrio, a exatidão clínica pode ser suficientemente determinada sob condições laboratoriais que criam um estado de equilíbrio entre os dois termômetros. Para um termômetro clínico que opera no modo ajustado, somente a verificação laboratorial não é suficiente, uma vez que o algoritmo de ajuste para determinar a indicação de temperatura inclui as características do paciente e do ambiente.

Portanto, a exatidão clínica de um termômetro clínico que opera no modo ajustado tem que ser clinicamente validada, usando métodos estatísticos de comparação de sua indicação de temperatura com a de um termômetro clínico de referência, que possui uma exatidão clínica especificada ao representar uma temperatura de local do corpo de referência particular. Para um termômetro clínico que opera no modo ajustado, a exatidão laboratorial é verificada em um modo direto e a exatidão clínica é validada no modo ajustado (modo de operação) com um grupo suficientemente grande de indivíduos humanos.

A intenção deste documento é de especificar os requisitos e os procedimentos de ensaio para a verificação da exatidão laboratorial para todos os tipos de termômetros clínicos elétricos, bem como para a validação da exatidão clínica de um termômetro clínico que opere no modo ajustado. As embalagens do termômetro clínico e da sonda devem ser marcadas com as seguintes informações: local de medição e local do corpo de referência; detalhes que permitam ao operador identificar o modo de operação do termômetro clínico e o conteúdo da embalagem; exemplo de que esta embalagem contém um termômetro preditivo que estima a temperatura do paciente e 10 capas de proteção da sonda.

Se estéril, símbolo apropriado da ISO 15223-1:2016 (ver tabela 201.d.2.101, símbolos de 3 a 8). Para um termômetro clínico ou sonda com uma data de vencimento (data de validade), ISO 15223-1:2016, Símbolo 5.1.4 (ver Tabela 201.D.2.101, Símbolo 2). Quaisquer instruções especiais de armazenamento, manuseio ou operação. Para uma referência de modelo ou tipo específico, a indicação de uso único deve ser consistente. A conformidade é verificada por inspeção.

Um termômetro clínico deve ter marcações claramente legíveis com as seguintes informações: símbolo “°C” ou “°F” adjacente à indicação de temperatura, se não indicado no visor. Se a alternância entre graus Fahrenheit e graus Celsius for possível, a respectiva unidade de medida da indicação de temperatura deve ser indicada de forma inequívoca; local de medição destinado; que uma nova capa de proteção da sonda deve ser usada antes da próxima medição, se necessário, para manter o desempenho essencial. A conformidade é verificada por inspeção.

Um termômetro clínico deve expressar a temperatura em graus Celsius, °C, ou em graus Fahrenheit, °F, ou ambos. O termômetro clínico deve indicar claramente a unidade de medida. A conformidade é verificada por inspeção e ensaio funcional. As instruções para utilização devem incluir os seguintes itens: um resumo da especificação de uso conforme determinado pela IEC 62366-1:2015; o local de medição e o local do corpo de referência do termômetro clínico; se aplicável, o tempo de medição mínimo recomendado e o tempo mínimo entre as medições para cada local de medição pretendido; a faixa de indicação declarada para cada local do corpo de referência pretendido

Devem ser incluídas, ainda a exatidão laboratorial na faixa de indicação declarada e, se equipado, a exatidão laboratorial na faixa de indicação estendida declarada. Para termômetros clínicos pretendidos para serem usados com uma capa de proteção da sonda, as instruções para a aplicação da capa de proteção da sonda; a informação sobre o comportamento do termômetro clínico quando usado sem a capa de proteção da sonda; a informação sobre se o termômetro clínico é de modo direto ou um termômetro clínico de modo ajustado; h) se aplicável, as instruções para seleção e substituição da fonte de alimentação elétrica ou a substituição de bateria.

Incluir os detalhes da natureza e frequência de qualquer manutenção e/ou calibração necessária para garantir que o termômetro clínico opere de maneira adequada e segura; as informações sobre o descarte do termômetro clínico e de seus componentes. Exemplo: descarte de bateria ou da capa de proteção da sonda. Se o termômetro clínico ou suas partes forem pretendidas para uso único, incorporar a informação sobre características e fatores técnicos conhecidos pelo fabricante que poderiam representar um risco se o termômetro clínico ou suas partes fossem reutilizados. A conformidade é verificada por inspeção.

A menos que o termômetro clínico seja equipado com um modo de ensaio ou um modo direto, os documentos acompanhantes devem incluir o método de correção para obter temperaturas não ajustadas da indicação de temperatura medida no modo ajustado. As superfícies do termômetro clínico, sonda e acessórios que possam ser contaminadas com fluidos corporais durante condição normal ou condição anormal sob uma só falha devem ser projetadas para permitir a limpeza e a desinfeção ou limpeza e esterilização (requisitos adicionais são encontrados em NBR IEC 60601-1:2010 + Emenda 1:2016, 11.6.7, e IEC 60601-1-11:2015, Seção 8).

O termômetro clínico pode ser desmontado durante o processo de descontaminação. Os acessórios não destinados a reutilização estão isentos deste requisito. Além disso, os termômetros clínicos e gabinetes de sonda devem ser projetados para permitir limpeza e desinfecção da superfície para reduzir a níveis aceitáveis o risco de infecção de operadores, de pessoas em trânsito, ou do paciente.

As instruções para processamento e reprocessamento do termômetro clínico, da sonda e de seus acessórios devem estar em conformidade com as ISO 17664:2004 e ISO 14937:2009, e devem ser divulgadas nas instruções de utilização. As partes acessíveis de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios que contenham ftalatos que sejam classificados como cancerígenos, mutagênicos ou tóxicos para reprodução devem ser marcados como contendo ftalatos, seja no próprio dispositivo ou na embalagem.

O símbolo da EN 15986:2011 pode ser usado. Se a utilização destinada de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios incluírem tratamento de crianças ou tratamento de gestantes ou lactantes, uma justificativa específica para o uso desses ftalatos deve ser incluída no arquivo de gerenciamento de risco. As instruções para utilização de um termômetro clínico, sonda, suas partes ou acessórios que contenham tais ftalatos devem conter informações sobre riscos residuais para esses grupos de pacientes e, se aplicável, sobre medidas de precaução apropriadas.

Os processos de ciclo de vida de software

A NBR ISO/IEC-IEEE 12207 de 08/2021 – Engenharia de sistemas e software – Processos de ciclo de vida de software estabelece uma estrutura comum para processos de ciclo de vida de software, com terminologia bem definida, que pode ser referenciada pela indústria de software. Ele contém processos, atividades e tarefas que são aplicáveis durante a aquisição, fornecimento, desenvolvimento, operação, manutenção ou desativação de sistemas, produtos e serviços de software.

Estes processos de ciclo de vida são executados com sucesso por meio do envolvimento de stakeholders, com o objetivo final de alcançar a satisfação do cliente. Este documento é aplicável à aquisição, fornecimento, desenvolvimento, operação, manutenção e desativação de sistemas de software, produtos e serviços, e a parte de software de qualquer sistema (executados tanto interna como externamente a uma organização).

O software inclui a parte de software do firmware. Os aspectos de definição de sistema necessários para prover o contexto para produtos e serviços de software estão incluídos. Este documento também fornece os processos que podem ser empregados na definição, controle e melhoria dos processos de ciclo de vida de software dentro de uma organização ou projeto.

Os processos, atividades e tarefas deste documento também podem ser aplicados durante a aquisição de um sistema que contenha software, seja individualmente ou em conjunto com a ISO/IEC 15288:2015 – Systems and software engineering – System life cycle processes. No contexto deste documento e da ISO/IEC/IEEE 15288, há um continuum de sistemas desenvolvidos por humanos desde os que usam pouco ou nenhum software, até aqueles nos quais o software é o principal componente.

É raro encontrar um sistema complexo sem software e todos os sistemas de software exigem que os componentes do sistema físico (hardware) funcionem, ou seja, como parte do sistema de software de interesse. Assim, a escolha de quando aplicar este documento para os processos de ciclo de vida de software, ou a ISO/IEC/IEEE 15288: 2015 – Systems and software engineering–System life cycle processes, depende do sistema de interesse.

Os processos em ambos os documentos têm os mesmos propósitos e resultados de processo, mas diferem em atividades e tarefas para executar a engenharia de software ou a engenharia de sistemas, respectivamente. Assim, o propósito deste documento é fornecer um conjunto definido de processos para facilitar a comunicação entre adquirentes, fornecedores e outros stakeholders no ciclo de vida de um sistema de software.

Este documento foi escrito para adquirentes, fornecedores, desenvolvedores, integradores, operadores, mantenedores, gestores, gerentes de garantia de qualidade e usuários de sistemas, produtos e serviços de software. Ele pode ser usado por uma única organização de forma autoimposta ou em uma situação que envolva várias organizações. As partes podem ser da mesma organização ou de diferentes organizações, podendo variar para a realização de um acordo informal a um acordo formal.

Os processos neste documento podem ser usados como base para estabelecer ambientes de negócios, por exemplo, métodos, procedimentos, técnicas, ferramentas e pessoal treinado. O Anexo A fornece orientação normativa para a adaptação destes processos de ciclo de vida de software. Este documento é aplicável a todo o ciclo de vida de sistemas, produtos e serviços de software, incluindo concepção, desenvolvimento, produção, utilização, suporte e desativação, e à sua aquisição e fornecimento, sejam estes processos executados interna ou externamente a uma organização.

Os processos do ciclo de vida deste documento podem ser aplicados de forma concorrente, iterativa e recursiva a um sistema de software e de forma incremental aos seus elementos. Há uma grande variedade de sistemas de software em termos de propósito, domínio de aplicação, complexidade, tamanho, novidade, adaptabilidade, quantidade, localizações, vida útil e evolução.

Este documento descreve os processos que compõem o ciclo de vida de sistemas de software criados pelo homem. Portanto, aplica-se aos sistemas de software únicos, sistemas de software para ampla distribuição comercial ou pública e sistemas de software adaptáveis e customizados. Também se aplica a um sistema de software independente completo e aos sistemas de software que são incorporados e integrados a sistemas maiores, mais complexos e completos.

Este documento fornece um modelo de referência de processo caracterizado em termos de propósito e resultados de processo, que são consequência da execução bem-sucedida das tarefas da atividade. O Anexo B lista exemplos de artefatos e itens de informação que podem estar associados a vários processos. Este documento pode, portanto, ser usado como um modelo de referência para apoiar a avaliação de processo, conforme especificado na ISO/IEC 33002:2015.

O Anexo C fornece informações sobre o uso dos processos de ciclo de vida do software como um modelo de referência de processo. O Anexo D descreve os construtos do processo para uso no modelo de referência de processo. O Anexo I fornece a correspondência entre este documento e a ISO/IEC/IEEE 12207:2009 no nível de nome e resultado de processo.

Este documento não prescreve um modelo específico de ciclo de vida de software, metodologia de desenvolvimento, método, abordagem de modelagem ou técnica. Os usuários deste documento são responsáveis por selecionar um modelo de ciclo de vida para o projeto e por mapear os processos, atividades e tarefas deste documento naquele modelo. As partes também são responsáveis pela seleção e aplicação de metodologias, métodos, modelos e técnicas apropriados para o projeto.

Este documento não estabelece um sistema de gestão ou requer o uso de qualquer norma de sistema de gestão. No entanto, destina-se a ser compatível com o sistema de gestão da qualidade especificado pela NBR ISO 9001, com o sistema de gestão de serviços especificado pela NBR ISO/IEC 20000-1 (IEEE Std 20000-1) e com o sistema de gestão de segurança da informação especificado pela ISO/IEC 27000. Este documento não detalha itens de informação em termos de nome, formato, conteúdo explícito e mídia de registro. A ISO/IEC/IEEE 15289 aborda o conteúdo dos itens de informação de processo de ciclo de vida (documentação).

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O que representam os sistemas habilitadores?

Quais são os processos do ciclo de vida para o sistema de software?

Por que fazer a adoção em nível de projeto e organização?

Qual é o modelo de ciclo de vida para o sistema de software?

A complexidade dos sistemas de software aumentou a um nível sem precedentes. Isto levou a novas oportunidades, mas também aumentou os desafios para as organizações que criam e utilizam os sistemas. Estes desafios existem ao longo do ciclo de vida de um sistema e em todos os níveis de detalhes arquiteturais.

Este documento fornece uma estrutura de processo comum para descrever o ciclo de vida de sistemas criados por seres humanos, adotando uma abordagem de engenharia de software que é uma abordagem interdisciplinar e propicia a produção bem-sucedida de sistemas de software.

Ela foca a definição das necessidades dos stakeholders e a funcionalidade requerida no início do ciclo de desenvolvimento, a documentação dos requisitos, a execução da síntese do design e a validação do sistema, considerando o problema completo. Ela integra todas as disciplinas e grupos de especialidade em um esforço de equipe, formando um processo de desenvolvimento estruturado que passa do conceito à produção, operação e manutenção.

Ela considera tanto as necessidades de negócio quanto técnicas de todos os stakeholders, com o objetivo de fornecer um produto de qualidade que atenda às necessidades dos usuários e outros stakeholders aplicáveis. Este ciclo de vida abrange da concepção de ideias até a desativação de um sistema. Ela provê os processos para aquisição e fornecimento de sistemas.

Ela ajuda a melhorar a comunicação e a cooperação entre as partes que criam, utilizam e gerenciam sistemas de software modernos para que possam trabalhar de forma integrada e coerente. Além disso, a estrutura proposta contribui para a avaliação e melhoria dos processos do ciclo de vida.

Os processos neste documento formam um conjunto abrangente a partir do qual uma organização pode construir modelos de ciclo de vida de software apropriados para seus produtos e serviços. Uma organização, dependendo da sua finalidade, pode selecionar e aplicar um subconjunto apropriado para alcançar este propósito.

Este documento pode ser usado de uma ou mais das seguintes formas: por uma organização – para ajudar a estabelecer um ambiente de processos desejados. Estes processos podem ser sustentados por uma infraestrutura de métodos, procedimentos, técnicas, ferramentas e pessoal treinado. A organização pode então empregar este ambiente para executar e gerenciar seus projetos e evoluir sistemas de software ao longo as fases do ciclo de vida.

Dessa forma, este documento é usado para avaliar a conformidade de um ambiente declarado e estabelecido em relação ao que ele provê. Também pode ser usado por um projeto – para ajudar a selecionar, estruturar e utilizar os elementos de um ambiente estabelecido para fornecer produtos e serviços. Dessa forma, este documento é usado na avaliação da conformidade do projeto em relação ao ambiente estabelecido e declarado.

Pode ser utilizado por um adquirente e um fornecedor – para ajudar a desenvolver um acordo relativo a processos e atividades. Por meio desse acordo, os processos e atividades deste documento são selecionados, negociados, acordados e executados. Dessa forma, este documento é usado para orientar o desenvolvimento do acordo.

Pode ser usado por avaliadores de processo – para servir como um modelo de referência de processo utilizado na execução de avaliações de processo, que podem ser usadas para apoiar a melhoria do processo organizacional. Este documento fornece os requisitos para uma variedade processos adequados para uso durante o ciclo de vida de um sistema ou produto de software.

É reconhecido que projetos ou organizações específicos podem não precisar usar todos os processos fornecidos por este documento. Portanto, a implementação deste documento geralmente envolve a seleção e a declaração de um conjunto de processos adequados à organização ou projeto. Existem duas formas de reivindicar a conformidade com as disposições deste documento ‒ conformidade total e conformidade personalizada.

Existem dois critérios para reivindicar a conformidade total. Atingir qualquer destes critérios é suficiente para conformidade, embora o critério (ou critérios) escolhido (s) deva (m) ser declarado (s) na reivindicação. Reivindicar conformidade total com as tarefas afirma que todos os requisitos das atividades e tarefas do conjunto declarado de processos são alcançados.

Alternativamente, reivindicar conformidade total com os resultados afirma que todos os resultados requeridos do conjunto declarado de processos são alcançados. A conformidade total com resultados permite maior liberdade na implementação de processos e pode ser útil para implementar processos a serem usados no contexto de um modelo inovador de ciclo de vida.

Opções para conformidade são fornecidas para a flexibilidade necessária na aplicação deste documento. Cada processo tem um conjunto de objetivos (expressos como resultados) e um conjunto de atividades e tarefas que representam uma maneira de alcançar os objetivos. Os usuários que implementam as atividades e tarefas do conjunto declarado de processos podem afirmar conformidade total com as tarefas dos processos selecionados.

Alguns usuários, no entanto, podem ter variantes inovadoras de processos que atinjam os objetivos (ou seja, os resultados) do conjunto declarado de processos sem implementar todas as atividades e tarefas. Estes usuários podem afirmar conformidade total com os resultados do conjunto declarado de processos.

Os dois critérios – conformidade com tarefa e conformidade com resultado – não são necessariamente equivalentes, pois a execução específica de atividades e tarefas pode requerer, em alguns casos, um nível mais alto de capacidade do que apenas o alcance de resultados. Quando este documento é usado para auxiliar o desenvolvimento de um acordo entre um adquirente e um fornecedor, seções deste documento podem ser selecionadas para incorporação ao acordo, com ou sem modificação.

Neste caso, é mais apropriado que o adquirente e o fornecedor reivindiquem a conformidade com o acordo do que com este documento. Uma organização (por exemplo, pública, associação industrial, corporação) que impõe este documento, como condição comercial, pode especificar e tornar público o conjunto mínimo de processos, resultados, atividades e tarefas exigidos, que constituem a conformidade dos fornecedores com as condições do negócio.

Os requisitos deste documento são assinalados pelo uso do verbo deve. As recomendações são assinaladas pelo uso da expressão convém que. As permissões são assinaladas pelo uso do verbo pode. No entanto, apesar do termo usado, os requisitos de conformidade são selecionados conforme descrito anteriormente.

Uma reivindicação de conformidade total declara o conjunto de processos com os quais a conformidade é requerida. A conformidade total com resultados é alcançada pela demonstração que todos os resultados do conjunto declarado de processos foram alcançados. Nesta situação, as disposições para atividades e tarefas do conjunto declarado de processos são orientações e não requisitos, independentemente da expressão ou forma verbal usada na disposição.

Um uso pretendido deste documento é facilitar a avaliação e a melhoria do processo. Para este fim, os objetivos de cada processo são escritos na forma de resultados compatíveis com as disposições da ISO/IEC 33002 que fornece a avaliação dos processos deste documento, fornecendo uma base para melhorias. Os usuários que pretendem avaliar e melhorar processos podem usar os resultados de processo escritos no presente documento como o modelo de referência de processo requerido pela ISO/IEC 33002.

Uma reivindicação de conformidade total declara o conjunto de processos para os quais a conformidade é reivindicada. A conformidade total com tarefas é alcançada pela demonstração que todos os requisitos das atividades e tarefas do conjunto declarado de processos foram satisfeitos. Nesta situação, as disposições para os resultados do conjunto declarado de processos são orientações e não requisitos, independentemente da expressão ou forma verbal usada na disposição.

Uma reivindicação de conformidade total com tarefas pode ser apropriada em situações contratuais em que um adquirente ou um regulador requer um entendimento detalhado dos processos dos fornecedores. Quando este documento é utilizado como base para estabelecer um conjunto de processos que não se qualificam para conformidade total, as seções deste documento são selecionadas ou modificadas de acordo com o processo de adaptação prescrito no Anexo A.

O texto adaptado, para o qual a conformidade personalizada é reivindicada, é declarado. A conformidade personalizada é obtida pela demonstração de que foram alcançados os resultados, atividades e tarefas, conforme adaptados. As elaborações adicionais destes conceitos relativos à aplicação do gerenciamento do ciclo de vida podem ser encontradas nas ISO/IEC TS 24748-1, ISO/IEC TR 24748-2 e ISO/IEC TR 24748-3.

Os sistemas de software considerados neste documento são feitos, criados e utilizados por pessoas para fornecer produtos ou serviços em ambientes definidos para o benefício dos usuários e de outros stakeholders. Estes sistemas de software podem incluir os seguintes elementos de sistema: hardware, software, dados, pessoas, processos (por exemplo, processos para fornecer serviços aos usuários), procedimentos (por exemplo, instruções do operador), instalações, serviços, materiais e entidades.

Conforme vistos pelo usuário, eles são considerados produtos ou serviços. Este documento se aplica a sistemas para os quais o software é de primordial importância para os stakeholders. Este documento é baseado nos princípios gerais da engenharia de sistemas e engenharia de software.

É uma premissa fundamental deste documento que o software sempre exista no contexto de um sistema. Como o software não opera sem hardware, o processador no qual o software é executado pode ser considerado como parte do sistema. Como alternativa, o hardware ou serviços que hospedam o sistema de software e lidam com as comunicações com outros sistemas também podem ser vistos como sistemas habilitadores ou sistemas externos no ambiente operacional.

A percepção e a definição de um sistema de software específico, sua arquitetura e seus elementos dependem dos interesses e responsabilidades de um stakeholder. O sistema de interesse de um stakeholder pode ser visto como um elemento do sistema de interesse de outro stakeholder. Além disso, pode ser visto também como parte do ambiente de um sistema de interesse de outro stakeholder.

A seguir, são apresentados os principais pontos sobre as características de sistemas de interesse. Os limites definidos encapsulam necessidades significativas e soluções práticas; existem hierarquias ou outros relacionamentos entre os elementos do sistema. Uma entidade em qualquer nível no sistema de interesse pode ser vista como um sistema.

Um sistema compreende um conjunto integrado e definido de elementos de sistema subordinados e as pessoas podem ser vistas como usuários externos a um sistema e como elementos internos ao sistema (isto é, operadores); e um sistema pode ser visto isoladamente como uma entidade, isto é, um produto; ou como um conjunto de funções capazes de interagir com o ambiente ao seu redor, isto é, um conjunto de serviços. Quaisquer que sejam os limites escolhidos para definir o sistema, os conceitos neste documento são genéricos e permitem correlacionar ou adaptar instâncias individuais dos ciclos de vida aos princípios de sistema de um profissional.

Os processos do ciclo de vida neste documento são descritos em relação a um sistema de software que é composto por um conjunto de elementos que interagem (incluindo elementos de software), cada um dos quais pode ser implementado para satisfazer os respectivos requisitos especificados (figura abaixo). A responsabilidade pela implementação de qualquer elemento do sistema pode, portanto, ser delegada a outra parte por meio de um acordo.

O relacionamento entre o sistema de software e o conjunto completo de seus elementos geralmente pode ser representado mostrando os relacionamentos entre os elementos ‒ frequentemente descritos como uma hierarquia para o mais simples dos sistemas de interesse. A decomposição é uma abordagem para algumas atividades de software.

Outras abordagens incluem a orientação a objetos, na qual os elementos do sistema são dispostos em um mesmo plano (não hierárquica), como em um diagrama de rede. Para sistemas de interesse de software mais complexos, pode ser necessário considerar um futuro elemento como um sistema (que por sua vez é composto por outros elementos) antes que um conjunto completo possa ser definido de forma confiável.

Dessa forma, os processos apropriados de ciclo de vida de sistema são aplicados recursivamente a um sistema de interesse para resolver sua estrutura, até que elementos compreensíveis e gerenciáveis do sistema de software possam ser implementados (criados, adaptados, adquiridos ou reutilizados). Pode-se dizer que todo sistema de software tem um ciclo de vida. Um ciclo de vida pode ser descrito usando um modelo funcional abstrato que representa a conceituação de uma necessidade do sistema, sua realização, utilização, evolução e desativação.

Um sistema de software evolui no seu ciclo de vida como resultado de ações das atividades dos processos. Estas ações são executadas e gerenciadas por pessoas nas organizações. Os detalhes no modelo de ciclo de vida são expressos em termos destes processos, seus resultados, relacionamentos e sequência.

O ensaio não destrutivo por meio da técnica internal rotary inspection system (IRIS)

A NBR 16342 de 04/2021 – Ensaios não destrutivos – Ultrassom – Inspeção de tubos de trocadores de calor e caldeiras pela técnica IRIS estabelece os requisitos para a realização do ensaio não destrutivo por meio da técnica internal rotary inspection system (IRIS), para avaliação de perda de espessura de tubos de trocadores de calor e caldeiras. O IRIS é uma técnica que utiliza o método de ultrassom tipo pulso-eco por imersão, empregando um cabeçote cujo feixe ultrassônico incide em um espelho rotativo, e deste refletindo em direção à parede do tubo. Esta técnica é normalmente utilizada para avaliação de perda de espessura de tubos de trocadores de calor e caldeiras.

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O que é a correção da sensibilidade?

O que é o tubo de referência?

Como deve ser feito o registro de resultados?

Como deve ser o tubo de referência para verificação de ajuste do sistema de medição IRIS?

A pessoa que executa o ensaio de ultrassom na técnica IRIS deve atender aos requisitos da NBR NM ISO 9712. A pessoa que exerce as atividades de auxiliar deve ser treinada no procedimento de ensaio. O procedimento escrito deve conter no mínimo os requisitos indicados na tabela abaixo.

O procedimento deve ter o nome do emitente, ser numerado e ter indicação da revisão e data de emissão. O procedimento é considerado qualificado quando, ao serem aplicados os seus requisitos, forem detectadas e dimensionadas todas as descontinuidades e variações de espessuras existentes em tubos de referência ou em corpos de prova previamente gabaritados.

Todos os procedimentos de ensaio devem ser qualificados por profissional nível 3 no método de ultrassom. As condições de inspeção especiais, como tubos aletados, com costura, materiais anisotrópicos, descontinuidades ou deteriorações específicas, podem requerer modificações das técnicas de inspeção.

Nestes casos, devem ser qualificados procedimentos de inspeção que atendam de forma equivalente ou superior aos requisitos desta norma. Sempre que qualquer variável da tabela acima for alterada, deve ser emitida uma revisão do procedimento. Se a variável for essencial, o procedimento deve ser requalificado e revalidado.

O sistema de medição por IRIS deve possuir no mínimo apresentação B-Scan e C-Scan. Caso seja utilizado o recurso do codificador de posição, a precisão mínima deste componente, em relação ao comprimento real varrido no tubo, deve ser de ± 5 %. O sistema de medição por IRIS deve permitir que o resultado de toda a inspeção seja salvo em arquivo eletrônico, com possibilidade de visualização e análise das imagens.

Todos os controles que afetem a linearidade do sistema de medição (como, por exemplo, filtros, rejeição ou outros) devem ser mantidos com os mesmos ajustes para calibração, verificações de calibração e inspeção. O item do sistema de medição que deve ser periodicamente calibrado é o tubo de referência, e realizado por laboratórios que atendam aos requisitos apresentados na NBR ISO/IEC 17025.

A periodicidade de calibração do tubo de referência depende da frequência e das condições de utilização. Recomenda-se que a periodicidade de calibração atenda ao especificado na NBR ISO 10012. Qualquer avaria observada no tubo de referência implica na necessidade de nova calibração, independentemente da periodicidade estabelecida.

O ajuste do sistema de medição deve ser executado no tubo de referência. A verificação dos ajustes deve ser realizada por meio de inspeção no tubo de referência. Todas as descontinuidades do tubo de referência devem ser detectadas e dimensionadas. O sistema de medição deve fornecer medidas de espessura das descontinuidades existentes no tubo de referência, com desvio máximo de 0,2 mm.

Caso a condição superficial dos tubos a serem inspecionados exija alteração dos ajustes, uma nova verificação no tubo de referência deve ser realizada após as alterações, conforme o especificado nessa norma. Os materiais a serem inspecionados devem ser classificados em função de suas propriedades acústicas.

Alguns materiais não citados devem ser considerados individualmente como um grupo. Neste caso, deve ser feita uma descrição sucinta da composição do material. Para o aço-carbono, consideram-se equivalentes aqueles com P-numbers 1, 3, 4, 5A a 5C, 15A a 15F.

Os tubos de referência devem ser de material acusticamente semelhante ao material dos tubos inspecionados. Para o cobre e suas ligas, devido à variação de propriedades acústicas, o tubo de referência deve ser fabricado com um tubo de mesma especificação do tubo a ser inspecionado.

Os tubos de referência devem ter o mesmo diâmetro do tubo a ser inspecionado. Os tubos de referência devem ter a mesma espessura do tubo a ser inspecionado, sendo aceitável um desvio de 25% em relação à espessura nominal.

A configuração dos tubos de referência deve obedecer ao especificado no Anexo A. O ajuste deve ser efetuado diariamente a cada: início da inspeção; 8 h, no máximo, de inspeção; reinício da inspeção após cada interrupção; final da inspeção; quando for constatada necessidade de ajuste, devido à irregularidade no sistema. A verificação do ajuste, quando executada conforme descrito, deve atender ao valor especificado nessa norma.

Sempre que for constatada a necessidade de ajuste, as medições devem ser refeitas desde a última verificação satisfatória. O sinal de resposta (B-Scan) do tubo de referência, durante a verificação do ajuste, não pode ter perda de sinal superior a 10% da circunferência do tubo, conforme pode ser visto na Figura B.1, disponível na norma.

Quando forem inspecionados tubos na posição horizontal, o acoplamento é obtido pela injeção de água pela própria sonda ou por mangueira de água inserida no espelho oposto ao espelho de inspeção. Quando forem inspecionados tubos nas posições horizontal e vertical, o tubo deve estar cheio de água para permitir o acoplamento.

Sempre que houver perda no acoplamento, o trecho no qual tal fato ocorreu deve ser reinspecionado. O teor máximo de cloretos permitido na água deve ser inferior a 50 ppm, quando a superfície a ser ensaiada for de aço inoxidável austenítico. Para os halogênios (flúor, cloro, bromo e iodo), o teor máximo na água deve ser de 250 ppm, considerando a soma do teor de cada elemento.

A preparação da superfície deve ser executada de modo a se obter um sinal de resposta (apresentação do aparelho) com qualidade de imagem adequada às características do tipo de dano que está sendo procurado. A qualidade de imagem deve permitir a avaliação de pelo menos 80% da circunferência do tubo (B-Scan) ao longo de todo o comprimento do tubo considerado inspecionado, conforme pode ser visto na Figura B.1.

Para alcançar uma limpeza adequada, recomenda-se aplicar limpeza química ou a vapor, com posterior utilização de hidrojateamento com bico rotativo nos tubos a serem inspecionados, com pressão mínima de 20 000 psig nos bicos e velocidade máxima de deslocamento da sonda de limpeza de 0,12 m/s. A avaliação dos tubos durante a inspeção deve ser executada quando da retirada da sonda a partir da extremidade oposta que foi inserida, em uma velocidade máxima de 3 m/min.

Caso seja necessário utilizar velocidades superiores, deve ser realizada validação da condição específica. A fim de se obter uma melhor qualidade de imagem, deve-se buscar o máximo de centralização possível do cabeçote em relação à circunferência do tubo inspecionado. A mesma velocidade utilizada na varredura do tubo de referência (ajuste e verificação de ajuste) deve ser utilizada na inspeção.

A calibração do instrumento de medição de força de uso geral

A NBR 8197 de 04/2021 – Materiais metálicos – Calibração de instrumentos de medição de força de uso geral estabelece o método para calibração de instrumento de medição de força de uso geral, com indicação direta em unidade de força. Esta norma é aplicável aos instrumentos de medição de força do tipo mecânico, hidráulico, pneumático e eletromecânico ou outro meio que possibilite a correspondência entre uma deformação e uma força.

A calibração de um instrumento de medição de força de uso geral por esta norma não o torna apto a servir como padrão de referência para a calibração de outros instrumentos de medição de força. Caso o valor de indicação de força do instrumento de medição de força de uso geral (Fi) não esteja em unidade de força, ele é convertido em unidade de força pelo uso de uma equação de primeiro ou segundo grau, correlacionando o valor de indicação de força do padrão de referência (F) e Fi.

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Como pode ser definido um instrumento de medição de força eletromecânica?

Quais são os símbolos e suas unidades, e designações?

Como deve ser calculado o erro relativo de indicação, q?

Como deve ser determinada a incerteza-padrão de reprodutibilidade, u1?

O instrumento de medição de força de uso geral e os acessórios correspondentes devem garantir a aplicação axial das forças de tração e/ou de compressão. A faixa mínima de medição de força de instrumentos de uso geral a ser calibrada deve atender aos requisitos especificados a seguir até 100% de sua faixa nominal: 10% de sua faixa nominal, ou multiplicando-se a resolução do indicador de força do instrumento de medição de força de uso geral (r) por 100, ou a que for menor. O instrumento só pode ser utilizado na faixa calibrada.

Se as leituras no indicador elétrico oscilarem mais do que o valor da resolução (com o instrumento sem aplicação de força), convém que a resolução r seja considerada igual à metade da amplitude da oscilação. Convém que a faixa de indicações do instrumento seja compatível com os erros e incertezas requeridos para o uso.

Devem ser utilizados como padrões de referência na calibração de instrumentos de medição de força de uso geral: os transdutores de força calibrados conforme a NBR ISO 376:2012, classe 1 ou melhor; as máquinas universais de ensaio calibradas conforme a NBR ISO 7500-1:2016, classe 0,5 ou melhor; ou as massas geradoras de força. Os padrões de referência devem ter incerteza máxima de ±0,5% da força aplicada.

Para o procedimento de calibração, para a aplicação prévia de força máxima, antes de se aplicarem as forças de calibração em um determinado sentido (tração ou compressão), o instrumento de medição de força de uso geral deve ser submetido à sua força máxima por três vezes consecutivas. Quanto aos pontos de calibração e séries de medições, após a aplicação prévia da força máxima, aplicar as forças de calibração em cada ponto, em níveis crescentes.

O número de pontos deve ser no mínimo seis, em no mínimo três séries de medições. O intervalo de tempo entre duas aplicações de força sucessivas deve ser tão uniforme quanto possível, e nenhuma leitura deve ser feita antes da estabilização da força.

Para realizar a calibração, deve-se empregar um dos seguintes métodos: preferencialmente aplicar e estabilizar os pontos preestabelecidos de força, Fi, indicados pelo indicador de força do instrumento a ser calibrado, e registrar o valor de força, F, indicada pelo indicador do instrumento de medição de força do padrão de referência, ou aplicar e estabilizar os pontos preestabelecidos de força do padrão referência, F, indicados pelo instrumento de medição de força, e registrar o valor da força, Fi, indicada pelo indicador de força do instrumento a ser calibrado.

Devem ser observadas as seguintes condições da calibração: para a compressão, deve-se girar o instrumento pelo menos uma vez, por exemplo, um terço de volta, mantendo-se o alinhamento inicial, ou substituir os blocos de apoio por outros que tenham características de deformação diferentes; para a tração, devem-se girar as barras de acoplamento pelo menos uma vez, por exemplo, um terço de volta, ou mudar e realinhar as articulações; devem ser introduzidas as variações normalmente encontradas em serviço, como, por exemplo, acoplamento e desacoplamento de cabos elétricos.

Recomenda-se que a calibração seja realizada no intervalo de temperatura entre 10°C e 35°C, com variação máxima de ± 3°C durante a calibração, e que seja registrada no início da primeira série de medição e ao final da última série de medição. Para o certificado de calibração e validade, as informações gerais devem conter: referência a esta norma; identificação do instrumento de medição de força de uso geral (tipo, fabricante, número de série, faixa nominal e resolução); identificação do padrão utilizado, número e data da calibração e nome da instituição que efetuou a calibração; nome ou marca da instituição que efetuou a calibração do instrumento de medição de força de uso geral; data da calibração e da emissão do certificado de calibração do instrumento de medição de força de uso geral; identificação do certificado por uma referência única; sentido de aplicação da força de calibração (tração e/ou compressão); temperatura média e variação na qual a calibração foi realizada; limite inferior de calibração.

Os resultados da calibração devem incluir: a tabela com os valores lidos e média; o erro relativo da indicação; o erro relativo de reprodutibilidade; e a incerteza expandida de medição e fator de abrangência. Para a validade, sob circunstâncias normais, convém que a calibração seja realizada em intervalos não maiores que 12 meses.

Este intervalo pode variar, dependendo do tipo de instrumento de medição de força de uso geral, da manutenção e da severidade de uso. Enfim, em várias aplicações na indústria, realizar medições são atividades obrigatórias para avaliar os parâmetros críticos dos produtos ou itens.

É necessário estimar as forças de tração da carga de compressão, qualificações dimensionais, análises químicas, etc. Essas aplicações podem ser utilizadas em testes de materiais, pesagem industrial, medições de peças de reposição.

Em todas as medições e aplicações, haverá uma estimativa de incerteza para o parâmetro medido. Para medições de força, os dispositivos utilizados para conduzir as medições devem ser rastreáveis a uma realização da unidade do Sistema Internacional de Unidades (SI) das forças, dentro desta incerteza reivindicada.

O instrumento de prova de força (transdutor de força) deve ser usado para calibrar o transdutor de força industrial ou para medir forças diretamente, como este inserido nas máquinas de ensaio de tração. Esses transdutores de força devem ser rastreáveis até as máquinas padrão de força nacional que possuem capacidades de medição de calibração reconhecidas.

Os métodos de calibração para calibrar esses instrumentos de prova de força geralmente serão realizados de acordo com um procedimento documentado. Este procedimento de calibração documentado identifica os critérios de classificação para os instrumentos de prova de força com base em vários erros relativos, como reprodutibilidade relativa e erros de repetibilidade, erro de interpolação relativo, erro de zero relativo, erro de reversibilidade relativa e erro de fluência relativo.

Essa classificação pode ser considerada uma declaração de conformidade como aprovado/reprovado, em tolerância/fora de tolerância, em especificação/fora de especificação. Esse procedimento pode ser considerado como identificações de conformidade ou não conformidade com um padrão, especificações ou requisitos relevantes.

Os procedimentos para a amostragem de agregados

A NBR 16915 de 04/2021 – Agregados – Amostragem estabelece os procedimentos para a amostragem de agregados, desde a sua coleta e redução até o armazenamento e transporte das amostras representativas de agregados para concreto, destinadas aos ensaios de laboratório e contraprova.

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O que é uma amostra de ensaio?

O que é um lote de agregado?

Qual deve ser a quantidade de amostras a serem coletadas para estudos em concreto?

Como fazer a escolha do procedimento para a amostra de campo?

A amostragem é tão importante quanto o ensaio, por isto devem ser tomadas todas as precauções necessárias para que se obtenham amostras representativas quanto às suas natureza e características. A dimensão do lote de agregados não pode ultrapassar 300 m³ de agregados de mesma origem ou, nos processos contínuos, a quantidade corresponde a 12 h ininterruptas de produção.

No caso específico de pequenas obras, onde o volume de concreto não supere 100 m³, ou não corresponda à área de construção de mais de 500 m² nem ao tempo de execução de mais de duas semanas, a dimensão do lote não pode ultrapassar 80 m3 de agregados de mesma origem. No caso de obras de grande porte, onde a dimensão do lote é muitas vezes superior ao indicado, este limite pode ser alterado em comum acordo entre as partes.

As amostras parciais no seu conjunto, tomadas em diferentes pontos do lote, devem representar todas as possíveis variações do material, tanto quanto às suas natureza e características, bem como quanto às condições em que são encontradas, podendo assim resultar na efetiva representatividade do material. Quando for necessário realizar mais de uma amostragem de um mesmo lote, devem ser coletadas quantidades idênticas de amostras parciais em cada procedimento de amostragem.

Quando o material apresentar distinção visual quanto às suas características (por exemplo, tipo, tamanho e procedência) ou quando se desejar determinar a variação granulométrica ou as características do material, os ensaios de laboratório devem ser realizados sobre cada amostra parcial. Efetuar a amostragem quando o material estiver úmido; caso essa condição não se verifique, umedecer levemente para evitar a segregação da parte pulverulenta.

A amostra de campo deve ser reduzida às quantidades prescritas pelos respectivos métodos de ensaio, de acordo com o Anexo A, de forma a se obter a amostra de ensaio a ser enviada para o laboratório. Para os procedimentos de amostragem, inicialmente, deve ser realizada uma inspeção visual completa do local a ser amostrado, com o objetivo de analisar as características e as possíveis variações no material. Em seguida, devem ser coletadas amostras de diferentes pontos, de modo a garantir a representatividade do material.

Nos depósitos comerciais e obra, o material pode ser encontrado em pilhas, silos, sobre veículos de transporte ou correias transportadoras. Sempre que for possível, a amostra deve ser coletada no lugar de origem do material, durante o carregamento dos veículos de transporte.

Se não for possível, as amostras devem ser coletadas no lugar de destino, preferencialmente antes do material ser descarregado dos veículos. Em cada caso, o procedimento deve assegurar que não ocorra influência de segregação alguma nos resultados obtidos.

Em amostragem em pilhas, para o agregado graúdo ou mistura de agregado miúdo e graúdo, é recomendável um equipamento mecânico capaz de formar uma pilha de amostragem, pequena e separada, composta por materiais extraídos de diversos níveis e locais da pilha principal, na qual podem ser coletadas diversas amostras parciais para a formação da amostra de campo. Quando não houver equipamento mecânico disponível, as amostras de campo devem ser formadas por pelo menos três amostras parciais, obtidas no topo, no meio e na base da pilha, tanto em sua superfície como em seu interior.

Uma tábua inserida verticalmente na pilha, sobre o ponto de amostragem, previne uma maior segregação. Nas pilhas de amostragem de agregado miúdo, a camada exterior que estiver sujeita à segregação deve ser removida (de aproximadamente 0,3 m ou mais) e a amostra deve ser coletada abaixo desta camada em pelo menos três amostras parciais, obtidas no topo, no meio e na base da pilha. Alternativamente, podem ser introduzidos tubos de amostragem nas pilhas para formar a amostra composta.

Na amostragem em unidades de transporte, de agregados graúdos em vagões ferroviários ou em barcaças, deve estar previsto o uso de um equipamento mecânico capaz de extrair o material a diversos níveis e lugares ao acaso. Quando não se dispuser desse equipamento, escavar três ou mais trincheiras ao longo da unidade, em locais que, pela aparência visual, forneçam uma amostra representativa da carga.

A parte inferior da trincheira deve estar nivelada, possuindo no mínimo 0,3 m de largura e pelo menos 0,3 m de profundidade. Coletar no mínimo três amostras parciais, de pelo menos três locais diferentes, igualmente espaçados ao longo de cada trincheira, introduzindo uma pá no interior do material. A amostragem de agregados graúdos em caminhões deve ser feita em pelo menos três pontos, nos quais a camada superior deve ser removida por pelo menos 0,3 m e coletada abaixo dessa camada.

No caso da amostragem de agregados miúdos em unidades de transporte (vagões ferroviários, barcaças e caminhões), a camada exterior que estiver sujeita à segregação deve ser removida (de aproximadamente 0,3 m ou mais), e a amostra deve ser coletada abaixo dessa camada em pelo menos três amostras parciais. Alternativamente, podem ser introduzidos tubos de amostragem para formar a amostra composta.

Na amostragem no fluxo de descarga de agregados (comportas de silos ou descargas de correias), selecionar os locais de amostragem aleatoriamente. Obter no mínimo três amostras parciais aproximadamente iguais, selecionadas ao acaso da unidade de amostragem, misturando-as para formar uma amostra de campo, atendendo aos limites mínimos estabelecidos nessa norma.

As amostras parciais devem ser obtidas de várias descargas intermitentes da boca ou da seção transversal completa do fluxo do material. As amostras devem ser coletadas após a descarga de pelo menos 1 m³ de agregado. Deve ser evitada a coleta de amostras durante a descarga inicial ou final dos silos ou correias transportadoras, a fim de reduzir a segregação. Utilizar uma bandeja de dimensões apropriadas, que intercepte a seção transversal completa da saída da correia ou da comporta do silo, retendo a quantidade necessária de material, sem desviar o fluxo.

Na amostragem em correias transportadoras, selecionar os locais de amostragem aleatoriamente. A coleta das amostras deve ser feita com as correias paralisadas. Obter no mínimo três amostras parciais aproximadamente iguais, escolhidas ao acaso na unidade de amostragem, e combiná-las, formando uma amostra de campo, em quantidades suficientes para atender ao previsto nessa norma.

Inserir dois separadores com forma compatível com a da correia, ao longo do fluxo de agregados, e distanciá-los de forma a obter entre eles uma amostra parcial em quantidade desejada. Recolher cuidadosamente todo o material que estiver entre os separadores em um recipiente. Coletar os agregados finos restantes na correia em uma bandeja, com auxílio de uma escova e uma pá. Colocar ambos os materiais no recipiente de amostragem.

O número de amostras parciais é estabelecido em função do volume de material e da maior ou menor variação de suas características. O número deve ser suficiente para abranger todas as possíveis variações e assegurar a representatividade da amostra.

A amostra de campo necessária para constituir a amostra de ensaio deve ser formada pela reunião de amostras parciais, em número suficiente para atender aos valores indicados nessa norma. A tabela abaixo refere-se às amostras destinadas aos ensaios físicos ou químicos.

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As amostras de ensaio devem ser remetidas em recipientes adequados (sacos, contêineres ou caixas), evitando-se a perda de qualquer parte da amostra ou danificação do recipiente durante o manuseio e o transporte. Os recipientes para a remessa devem estar limpos, a fim de evitar qualquer contaminação da amostra, não podendo ter sido utilizados com outros materiais, como açúcar, fertilizantes ou alguma substância capaz de interferir nos ensaios com concreto.

Cada amostra deve ser identificada individualmente, mediante uma etiqueta ou cartão, fixada ou presa ao recipiente utilizado. Cada etiqueta deve conter os seguintes dados: designação do material; identificação da origem; pontos de coleta; massa da amostra; quantidade do material que representa, quando aplicável; local e data da amostragem; responsável pela coleta.

A Qualidade dos transformadores de corrente para instrumentos elétricos

A NBR IEC 61869-2 de 04/2021 – Transformadores para instrumento – Parte 2: Requisitos adicionais para transformadores de corrente é aplicável a transformadores de corrente indutivos novos para utilização em instrumentos elétricos de medição e dispositivos elétricos de proteção tendo frequência nominal de 15 Hz a 100 Hz. O transformador de corrente para instrumentos, tem a corrente secundária, em condições normais de uso, substancialmente proporcional à corrente primária, divergindo em fase desta por um ângulo de aproximadamente zero para uma configuração apropriada das conexões. O de serviços de medição é um transformador de corrente destinado a fornecer um sinal de informação a instrumentos de medição e medidores de energia.

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Quais são as abreviaturas usadas nessa norma?

Quais são os limites de erro para transformadores de corrente TPX, TPY e TPZ?

Quais são os métodos de especificação para transformadores de corrente TPX, TPY e TPZ?

Quais as marcações dos terminais que devem ser usadas?

O isolamento do enrolamento secundário para transformadores de corrente com classe PX e classe PXR tendo uma f.e.m. (força eletromotriz) limiar de saturação nominal Ek ≥ 2 kV deve ser capaz de suportar uma tensão suportável à frequência industrial de 5 kV eficaz por 60 s. A tensão suportável nominal de isolamento entre espiras deve ser de 4,5 kV de pico.

Para transformadores de corrente classe PX e classe PXR com a f.e.m. limiar de saturação nominal superior a 450 V, o valor de pico da tensão suportável para a isolação entre espiras deve ser 10 vezes o valor eficaz da f.e.m. limiar de saturação nominal, ou 10 kV de pico, o que for menor. Devido ao procedimento de ensaio, a forma de onda pode ser alta mente distorcida. De acordo com o procedimento de ensaio, podem ocorrer valores mais baixos de tensão.

Os valores normalizados de potência nominal para classes de medição, classe P e classe PR são: 2,5 – 5,0 – 10 – 15 e 30 VA. Valores acima de 30 VA podem ser definidos para se adequarem à aplicação. Para um determinado transformador, desde que um dos valores de potência nominal seja normalizado e associado a uma classe de exatidão padronizada, a declaração de outras potências nominais, que podem ser valores não normalizados, mas associadas a outras classes de exatidão padronizadas, não é excluída.

Os valores normalizados de carga nominal resistiva em Ω para transformadores de corrente, classes TPX, TPY e TPZ, são: 0,5 – 1 – 2 – 5 Ω. Os valores preferenciais estão sublinhados. Estes valores são baseados em uma corrente secundária nominal de 1 A. Para transformadores de corrente com uma corrente secundária nominal diferente de 1 A, os valores acima devem ser ajustados na razão inversa do quadrado da corrente.

Para um determinado transformador, desde que um dos valores de carga nominal resistiva seja normalizado e associado a uma classe de exatidão padronizada, a declaração de outras cargas nominais resistivas, que podem ser valores não normalizados, mas associadas a outras classes de exatidão padronizadas, não é excluída.

Para transformadores de corrente para serviços de medição, a classe de exatidão é designada pela porcentagem mais alta permitida do erro de relação (ε) à corrente primária nominal e potência nominal. As classes de exatidão padronizadas para transformadores de corrente para serviços de medição são: 0,1 – 0,2 – 0,2S – 0,5 – 0,5S – 1 – 3 – 5. Para as classes 0,1 – 0,2 – 0,5 e 1, o erro de relação e a defasagem angular à frequência nominal não podem exceder os valores dados na tabela abaixo, onde a carga pode assumir qualquer valor entre 25 % e 100 % da potência nominal.

Para as classes 0,2S e 0,5S, o erro de relação e a defasagem angular à frequência nominal não podem exceder os valores dados na tabela abaixo, onde a carga pode assumir qualquer valor entre 25% e 100% da potência nominal. Para as classes 3 e 5, o erro de relação à frequência nominal não pode exceder os valores dados nessa norma, onde a carga pode assumir qualquer valor entre 50% e 100% da potência nominal.

Não há limites de defasagem angular especificados para as classes 3 e 5. Para todas as classes, a carga deve ter um fator de potência de 0,8 atrasado, exceto quando a carga for inferior a 5 VA, deve ser utilizado um fator de potência 1,0, com um valor mínimo de 1 VA. Em geral, os limites prescritos de erro de relação e defasagem angular são válidos para qualquer posição de um condutor externo espaçado a uma distância no ar não inferior à exigida para o isolamento no ar à tensão máxima do equipamento (Um).

Inserir tranformador2

Para todas as classes de medição, uma faixa de carga estendida pode ser especificada. O erro de relação e a defasagem angular não podem exceder os limites da classe apropriada apresentados nessa norma para a faixa de carga secundária de 1 VA até a potência nominal. O fator de potência deve ser 1,0 em toda a faixa de carga. A potência nominal máxima é limitada a 15 VA.

Os transformadores de corrente de classes de exatidão de 0,1 a 1 podem ser marcados como tendo uma característica de corrente estendida, desde que cumpram os dois requisitos a seguir: a corrente térmica contínua nominal deve ser a corrente primária estendida nominal; os limites de erro de relações e defasagem angular prescritos para 120% da corrente nominal primária devem ser mantidos até a corrente primária estendida nominal.

A corrente primária estendida nominal deve ser expressa como uma porcentagem da corrente primária nominal. Um fator de segurança do instrumento pode ser especificado. Os valores normalizados são: FS 5 e FS 10. Três abordagens diferentes são designadas para definir transformadores de corrente para serviços de proteção. Na prática, cada uma das três definições pode resultar na mesma realização física.

O desempenho dos transformadores de corrente para serviços de proteção classe PX deve ser especificado nos seguintes termos: corrente primária nominal (Ipr); corrente secundária nominal (Isr); relação de espiras nominal; f.e.m. limiar de saturação nominal (Ek); limite superior da corrente de excitação (Ie) na f.e.m. limiar de saturação nominal (Ek) e/ou a um percentual especificado; limite superior da resistência do enrolamento secundário (Rct). Em vez de especificar explicitamente a f.e.m. limiar de saturação nominal (Ek), Ek pode ser calculado da seguinte forma: Ek = Kx × (Rct + Rb ) × Isr.

Neste caso, a carga nominal resistiva (Rb) e o fator de dimensionamento (Kx) devem ser especificados, e a escolha de Rct cabe ao fabricante. Para classe PX, o erro de relação de espiras não pode exceder ±0,25%. Para classe PXR, o erro de relação de espiras não pode exceder ±1%. Para classe PXR, o fator de remanescência não pode exceder 10%.

Para garantir um fator de remanescência <= 10%, transformadores de corrente classe PXR podem incluir entreferros. Para grandes núcleos classe PXR com baixo ampère espira, pode ser difícil atender ao requisito do fator de remanescência. Nesses casos, um fator de remanescência superior a 10% pode ser acordado.

Com a carga resistiva nominal conectada ao transformador de corrente, o erro de relação e a defasagem angular à frequência nominal não podem exceder os limites de erro dados nessa norma. Quando o ciclo de serviço especificado (ou um ciclo de serviço correspondente ao fator de dimensionamento transitório especificado Ktd) for aplicado ao transformador de corrente conectado à carga resistiva nominal, os erros transitórios ˆε (para TPX e TPY) ou ˆεca (para TPZ) não podem exceder os limites dados nessa norm. Todos os limites de erro são baseados em uma temperatura do enrolamento secundário de 75 °C.