As orientações para a gestão da inovação

Deve-se compreender os parâmetros para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema de gestão da inovação para uso em todas as organizações estabelecidas.

A NBR ISO 56002 de 10/2020 – Gestão da inovação – Sistema de gestão da inovação – Diretrizes fornece orientação para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema de gestão da inovação para uso em todas as organizações estabelecidas. É aplicável a organizações que buscam sucesso sustentado desenvolvendo e demonstrando sua capacidade de gerir eficazmente atividades de inovação para alcançar os resultados pretendidos; usuários, clientes e outras partes interessadas, buscando confiança nas capacidades de inovação de uma organização; organizações e partes interessadas que buscam melhorar a comunicação por meio de um entendimento comum do que constitui um sistema de gestão da inovação; provedores de treinamento, avaliação ou consultoria em gestão da inovação e sistemas de gestão da inovação; formuladores de políticas, visando maior eficácia dos programas de apoio, visando as capacidades de inovação e competitividade das organizações e o desenvolvimento da sociedade.

Todas as diretrizes contidas neste documento são genéricas e destinadas a serem aplicáveis a todos os tipos de organizações, independentemente do tipo, setor ou tamanho. O foco está nas organizações estabelecidas, com o entendimento de que tanto as organizações temporárias quanto as startups também podem se beneficiar da aplicação destas diretrizes no todo ou em parte. Aplicáveis a todos os tipos de inovações, por exemplo, produto, serviço, processo, modelo e método, variando de incremental a radical; a todos os tipos de abordagens, por exemplo, atividades de inovação interna e aberta, inovação direcionada ao usuário, mercado, tecnologia e design. Não descreve atividades detalhadas dentro da organização, mas fornece orientação em nível geral. Não prescreve quaisquer requisitos ou ferramentas ou métodos específicos para atividades de inovação.

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Por que promover uma cultura que apoie as atividades de inovação?

Por que adotar uma abordagem para a gestão da colaboração interna e externa?

Como a empresa deve ter o foco na realização de valor?

Como executar o estabelecimento da política de inovação?

A capacidade de inovação de uma organização é reconhecida como um fator-chave para crescimento sustentado, viabilidade econômica, aumento do bem-estar e desenvolvimento da sociedade. As capacidades de inovação de uma organização incluem a capacidade de entender e responder às mudanças nas condições de seu contexto, buscar novas oportunidades e alavancar o conhecimento e a criatividade das pessoas dentro da organização, e em colaboração com as partes interessadas externas. Uma organização pode inovar de maneira mais eficaz e eficiente se todas as atividades necessárias e outros elementos inter-relacionados ou interagentes forem geridos como um sistema.

Um sistema de gestão da inovação orienta a organização a determinar sua visão, estratégia, política e objetivos de inovação e estabelecer o suporte e os processos necessários para alcançar os resultados pretendidos. Os benefícios potenciais da implementação de um sistema de gestão da inovação de acordo com este documento são maior capacidade de gerir incertezas; aumento do crescimento, receita, rentabilidade e competitividade; redução de custos e desperdícios e aumento da produtividade e eficiência de recursos; maior sustentabilidade e resiliência; maior satisfação de usuários, clientes, cidadãos e outras partes interessadas; renovação sustentada do portfólio de ofertas; pessoas engajadas e com poder de decisão na organização; maior capacidade de atrair parceiros, colaboradores e financiamento; reputação e valorização aprimoradas da organização; conformidade facilitada com os regulamentos e outros requisitos pertinentes.

Este documento é baseado em princípios de gestão da inovação. Um princípio de gestão da inovação inclui uma declaração do princípio, uma justificativa do porquê o princípio é importante para a organização, alguns exemplos de benefícios associados ao princípio e, finalmente, exemplos de ações que a organização pode executar para melhorar o desempenho ao aplicar o princípio. Os seguintes princípios são a base do sistema de gestão da inovação: realização de valor; líderes focados no futuro; direção estratégica; cultura; exploração de insights; gestão da incerteza; adaptabilidade; abordagem sistêmica.

Os princípios podem ser considerados como um conjunto aberto a ser integrado e adaptado dentro da organização. Dessa forma, um sistema de gestão da inovação é um conjunto de elementos inter-relacionados e interativos, visando a realização de valor. Ele fornece uma estrutura comum para desenvolver e implantar recursos de inovação, avaliar o desempenho e alcançar os resultados pretendidos.

Os elementos podem ser gradualmente adotados para implementar o sistema de acordo com o contexto e as circunstâncias particulares da organização. Todos os benefícios podem ser obtidos quando todos os elementos do sistema de gestão da inovação são adotados pela organização. Por fim, a implementação efetiva do sistema de gestão da inovação depende do comprometimento da Alta Direção e da habilidade dos líderes de promover recursos de inovação e uma cultura que apoie as atividades de inovação.

O ciclo Planejar-Fazer-Verificar-Agir (PDCA) permite a melhoria contínua do sistema de gestão da inovação para assegurar que as iniciativas e processos de inovação sejam adequadamente apoiados, dotados de recursos e geridos, e que oportunidades e riscos sejam identificados e tratados pela organização. O ciclo PDCA pode ser aplicado ao sistema de gestão da inovação como um todo ou suas partes. A figura 1 abaixo ilustra como as Seções 4 a 10 podem ser agrupadas em relação ao ciclo PDCA. O ciclo é informado e dirigido pelo contexto da organização (Seção 4) e sua liderança (Seção 5).

O ciclo pode ser descrito brevemente da seguinte maneira: Planejar: estabelecer os objetivos e determinar as ações necessárias para lidar com as oportunidades e os riscos (Seção 6); Fazer: implementar o que é planejado em termos de suporte e operações (Seções 7 e 8); Verificar: monitorar e (quando aplicável) medir os resultados em relação aos objetivos (Seção 9); Agir: tomar medidas para melhorar continuamente o desempenho do sistema de gestão da inovação (Seção 10). As atividades de inovação precisam lidar com altos graus de variação e incerteza, principalmente durante as fases criativas iniciais.

Eles são explorativos e caracterizados por pesquisa, experimentação e aprendizado. À medida que o processo avança, o conhecimento é adquirido e a incerteza é reduzida. As iniciativas de inovação envolvem assumir riscos e nem todas resultam em inovação. As iniciativas descontinuadas são parte integrante dos processos e fontes de aprendizado como insumo para futuras iniciativas de inovação.

O grau de risco aceitável depende da ambição de inovação, das capacidades da organização e dos tipos de inovações abordados pela organização. A gestão de riscos pode ser abordada por diferentes abordagens, por exemplo, aprendizado iterativo, parceria ou diversificação de portfólio com diferentes níveis de risco. Uma abordagem de sistemas é fundamental para entender as interdependências e gerir as incertezas.

As iniciativas de inovação podem ser implementadas por processos que identificam oportunidades, criam e validam conceitos e desenvolvem e implantam soluções. Esses processos de inovação são implementados aos tipos de inovações que a organização procura alcançar. As organizações podem estabelecer estruturas unificadas ou separadas para implementar atividades de inovação. Estas podem requerer diferentes estilos, competências e culturas de liderança.

A implementação de um sistema de gestão da inovação pode incentivar a organização a desafiar o status quo e as premissas e estruturas organizacionais estabelecidas. Isso pode ajudar a organização a gerir incertezas e riscos com mais eficácia. Este documento aplica a estrutura desenvolvida pela ISO para melhorar o alinhamento entre suas normas internacionais para sistemas de gestão (consultar ISO/IEC Directives, Part 1, Consolidated ISO Supplement, Annex SL).

Esta estrutura permite que uma organização alinhe ou integre seu sistema de gestão da inovação às diretrizes ou requisitos de outras normas de sistema de gestão. Este documento é referente à família da ISO 56000, desenvolvida pelo ISO/TC 279, da seguinte forma: ISO 56000 Innovation management – Fundamentals and vocabulary fornece um background essencial para o correto entendimento e implementação deste documento; ISO TR 56004 Innovation management assessment – Guidance fornece diretrizes para as organizações planejarem, implementarem e acompanharem uma avaliação da gestão da inovação; ISO 56003 Innovation management – Tools and methods for innovation partnership – Guidance; e as normas subsequentes fornecem orientação sobre ferramentas e métodos para apoiar a implementação do sistema de gestão da inovação.

A implementação de um sistema de gestão da inovação eficaz e eficiente pode ter impacto ou ser impactado por outros sistemas de gestão e pode requerer integração em vários níveis. As normas do sistema de gestão se complementam, mas também podem ser usados independentemente. Este documento pode ser implementado em conjunto com outras normas do sistema de gestão, ajudando as organizações a equilibrar a exploração de ofertas e operações existentes, com a exploração e introdução de novas ofertas.

As organizações podem encontrar um equilíbrio entre as diretrizes de gestão da inovação e outras normas do sistema de gestão. As organizações que não adotaram outras normas de sistema de gestão podem adotar este documento como orientação independente em sua organização. Dessa forma, convém que a organização determine regularmente: as questões externas e internas pertinentes para seu propósito e que afetam sua capacidade de alcançar os resultados pretendidos de seu sistema de gestão da inovação; as áreas de oportunidade para realização de valor potencial.

Convém que a organização verifique e analise regularmente o contexto externo, considerando questões relacionadas a: diferentes áreas abrangendo aspectos econômicos, de mercado, sociais, culturais, científicos, tecnológicos, legais, políticos, geopolíticos e ambientais; âmbito geográfico, seja ele internacional, nacional, regional ou local; experiência passada, situação atual e possíveis cenários futuros; velocidade e resistência a mudanças; probabilidade e impacto potencial das tendências; oportunidades e ameaças potenciais, também aquelas que podem resultar de disrupções; partes interessadas.

Convém que a organização analise regularmente seu contexto interno, incluindo capacidades e recursos, considerando questões relacionadas a sua visão, nível de ambição, direção estratégica e competências essenciais; práticas de gestão existentes, estruturas organizacionais e uso de outros sistemas de gestão; desempenho geral da organização e desempenho de inovação, por exemplo, realizações e falhas no passado recente e comparadas com outras organizações pertinentes; aspectos operacionais, por exemplo, processos, orçamento, controle e colaboração; potencial e maturidade (posição no ciclo de vida) das ofertas atuais e modelos de realização de valor; a singularidade de seu pessoal, conhecimentos, habilidades, tecnologias, propriedade intelectual, ecossistemas, marcas, parcerias, infraestrutura, etc.; adaptabilidade de estratégias, processos, alocação de recursos, etc.; aspectos culturais, como valores, atitudes e comprometimento em todos os níveis da organização; as competências de inovação de seu pessoal ao longo do tempo.

As partes interessadas externas podem ser usuários, clientes, cidadãos, comunidade local, grupos de interesses especiais, parceiros, provedores externos, consultores, sindicatos, concorrentes, proprietários, acionistas, organizações financiadoras, reguladores, autoridades públicas, órgãos normativos, indústria e associações comerciais. As partes interessadas internas podem ser funcionários de todos os níveis e outras pessoas que trabalham em nome da organização.

Convém que a organização determine, monitore e revise as partes interessadas, internas ou externas, atuais ou potenciais, pertinentes para o sistema de gestão da inovação e as áreas de oportunidade; as necessidades, expectativas e requisitos aplicáveis dessas partes interessadas; como e quando interagir ou se envolver com as partes interessadas pertinentes. As necessidades e expectativas das partes interessadas podem estar relacionadas a necessidades e expectativas atuais ou futuras; necessidades e expectativas declaradas ou não declaradas; realização do valor, financeiro e não financeiro; diferentes graus de novidade e mudança, de incremental para radical; mercados existentes ou a criação de novos mercados; qualquer produto, serviço, processo, modelo, método, etc.; ofertas dentro, adjacentes ou mais distantes do escopo atual da organização; o aprimoramento ou substituição das ofertas atuais; a própria organização ou sua cadeia de valor, rede ou ecossistema; requisitos estatutários e regulamentares e compromissos de conformidade.

A organização deve determinar e selecione as oportunidades de melhoria e implemente as ações e mudanças necessárias no sistema de gestão da inovação, considerando os resultados da avaliação de desempenho. Convém que a organização considere ações e alterações para manter ou aprimorar pontos fortes; abordar pontos fracos e lacunas; corrigir, impedir ou reduzir desvios e não conformidades.

Convém que a organização assegure que as ações e mudanças sejam implementadas de maneira oportuna, completa e eficaz. Convém que a organização comunique ações e mudanças dentro da organização e com outras partes interessadas pertinentes, a fim de estimular o aprendizado e a melhoria. Um desvio pode ser descrito como uma lacuna identificada, um efeito indesejável ou uma diferença do desempenho esperado, enquanto uma não conformidade é o não cumprimento de um requisito.

A avaliação para o gerenciamento de documentos de arquivo

Pode-se descrever os procedimentos sobre como realizar a avaliação para o gerenciamento de documentos de arquivo.

A ABNT ISO/TR 21946 de 10/2020 – Informação e documentação — Avaliação para gestão de documentos de arquivo fornece orientação sobre como realizar a avaliação para o gerenciamento de documentos de arquivo. Ele descreve alguns dos produtos e benefícios que podem ser alcançados usando os resultados da avaliação. Como tal, este documento descreve uma aplicação prática do conceito de avaliação delineado na NBR ISO 15489-1. Este documento lista alguns dos principais propósitos da avaliação; descreve a importância do estabelecimento de escopo para avaliação; explica como analisar as funções do negócio e compreender seu contexto; explica como identificar requisitos de documentos de arquivo; descreve as relações entre os requisitos de documentos de arquivo, as funções de negócio e os processos de trabalho; explica como usar a avaliação de risco para tomar decisões relacionadas aos documentos de arquivo; lista opções para documentar os resultados da avaliação; descreve usos possíveis para os resultados da avaliação; e explica a importância do monitoramento e revisão da execução das decisões de avaliação. Este documento pode ser usado por todas as organizações, independentemente do tamanho, da natureza de suas atividades de negócio ou da complexidade de suas funções e estrutura.

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Como executar a determinação do escopo da avaliação?

Como realizar o levantamento da informação?

Como realizar a análise do contexto tecnológico?

Como fazer a identificação de agentes?

A avaliação de documentos de arquivo é o processo recorrente de avaliar as atividades de negócio para determinar quais documentos de arquivo precisam ser produzidos e capturados, assim como e por quanto tempo precisam ser mantidos. Ela combina um entendimento das atividades de negócio e seus contextos com a identificação das necessidades de negócio, requisitos regulatórios e expectativas da sociedade em relação aos documentos de arquivo, e a análise de oportunidades e riscos associadas à produção e gestão de documentos de arquivo.

A avaliação regular e sistemática para a gestão de documentos de arquivo tem uma série de benefícios, incluindo a conformidade dos requisitos legais/regulatórios para documentos de arquivo; a satisfação das necessidades de negócio na gestão de documentos de arquivo, e a provisão da tempestiva destinação dos documentos de arquivo; a identificação de requisitos para a contínua retenção de documentos como arquivos; a implementação de medidas para proteger e gerenciar documentos de arquivo de acordo com seu nível de criticidade para a organização e/ou seus requisitos de retenção; a melhoria da eficiência organizacional por meio do uso adequado de recursos; a gestão eficaz do risco relacionado aos documentos de arquivo; uma maior responsabilidade pelas decisões sobre a produção, captura e gestão de documentos de arquivo.

Em algumas tradições de gestão de arquivo e de documentos de arquivo, a avaliação é usada exclusivamente como um instrumento para identificar requisitos de retenção ou para instituir uma autoridade de destinação. O conceito de avaliação, como descrito na NBR ISO 15489-1, é, no entanto, destinado a ser usado de uma forma mais ampla. Ele pode ser usado para identificar diferentes tipos de requisitos relacionados à produção, captura e gestão de documentos de arquivo ao longo do tempo e implementá-los de maneira adequada às mudanças de contextos.

Desta forma, a avaliação pode apoiar a responsabilização do negócio de forma mais eficiente. Os resultados da avaliação podem ser usados no desenvolvimento de políticas, sistemas e processos, bem como para desenvolver uma variedade de controles de documentos de arquivo. Esses controles incluem esquemas de metadados, plano de classificação, regras de acesso e permissões e autoridades de destinação. Em algumas jurisdições, a avaliação para gerenciar documentos de arquivo, ou partes deles, pode ser exigida por lei ou regulamento como um precursor para o desenvolvimento de tais ferramentas.

A avaliação é uma abordagem estratégica e proativa para a produção, captura e gerenciamento de documentos de arquivo, em vez de uma abordagem reativa. A avaliação é responsável e consultiva e, em certos casos, recomenda-se que seja realizada em parceria com as partes interessadas na produção, captura e gerenciamento de classes específicas de documentos de arquivo.

As recomendações da avaliação para o gerenciamento de documentos de arquivo neste documento podem ser usadas se uma organização estiver implementando um sistema de gestão de documentos de arquivo (GDA) seguindo a NBR ISO 30301. Na abordagem de padrões de normas de sistema de gestão, a avaliação pode ajudar a atender aos requisitos relacionados ao Contexto da organização e Planejamento operacional.

A avaliação para a gestão de documentos de arquivo envolve a análise do (s) contexto (s) em que as atividades de negócio ocorrem, a fim de determinar os requisitos de documentos de arquivo, compreender quais áreas de negócio são consideradas, pelas partes interessadas, críticas para alcançar as metas acordadas em uma organização, e identificar e avaliar os riscos relacionados aos documentos de arquivo. Recomenda-se que os resultados do processo de avaliação sejam usados para desenvolver proativamente controles e processos de documentos de arquivo para melhor apoiar as atividades e tecnologias utilizadas no negócio, a fim de assegurar que os requisitos de documentos de arquivo definidos sejam utilizados ao longo do tempo.

A avaliação no gerenciamento de documentos de arquivo considera as necessidades dos agentes diretamente envolvidos nas atividades do negócio, mas também as partes interessadas relacionadas internas e externas, bem como as necessidades sociais mais amplas. Dessa forma, a gestão de documentos de arquivo para ambos, o negócio e outros fins, pode ser desenvolvida de forma coesa. O contexto em que os negócios são conduzidos, suas próprias atividades, bem como seus requisitos de documentos de arquivo e a identificação de riscos, mudará ao longo do tempo.

Como resultado, a avaliação para o gerenciamento de documentos de arquivo é uma atividade necessariamente recorrente. A representação das atividades de avaliação mostradas na figura abaixo reflete o ciclo contínuo deste trabalho, conforme as mudanças ao longo do tempo das necessidades e circunstâncias que afetam a produção, a captura e o gerenciamento de documentos de arquivo.

Os resultados do processo de avaliação podem ser usados para obter benefícios em diversas áreas, como na conformidade legal, gerenciamento de riscos, segurança da informação, proteção da privacidade, reutilização de informações ou proteção de documentos de arquivo. Eles também podem ser usados como um meio para determinar quais documentos de arquivo podem ser disponibilizados ao público, em apoio à implementação de leis e regulamentos de divulgação de informações públicas. Alguns eventos podem desencadear a avaliação para gestão de documentos de arquivo.

Por exemplo, quando há novas entidades estabelecidas, novos requisitos legais e regulatórios, alterações na prática jurídica e na aplicação da lei, ou obrigações contratuais, novas tecnologias e sistemas, ou novas providências para gerenciar documentos de arquivo, como colaborações jurisdicionais cruzadas em projetos compartilhados. Ou mudanças como as estruturas organizacionais ou fusões, os requisitos regulatórios novos ou alterados, funções ou atividades de negócio novas ou alteradas, ou as alterações nas expectativas do público em relação à gestão de documentos de arquivo da organização em questão, incluindo novas expectativas em relação ao acesso e usabilidade.

Os problemas relacionados à produção e gestão de documentos de arquivo, como ausência de documentos de arquivo (convém que tenham sido produzidos), acesso não autorizado ou eliminação não autorizada de documentos de arquivo, também podem ser desencadeadores de um processo de avaliação. A frequência e a escala em que a avaliação é realizada para gestão de documentos de arquivo variam de um caso para o outro. Por exemplo, uma organização com modelo regulatório e negócio muito estável, que raramente mudam, pode realizar uma avaliação com menor frequência do que uma que está sujeita a alterações frequentes.

O processo de avaliação pode ser modificado em escala ou escopo, dependendo do resultado desejado. A avaliação para a gestão de documentos de arquivo é conduzida de maneira consistente e responsável. Isso significa realizar a avaliação com determinação e autorizações claras; manter documentação da pesquisa, análise e consultas realizadas com as partes interessadas como parte do processo, como um documento de arquivo; ser consistente nas decisões e usar decisões anteriores para verificar precedentes; e justificar as decisões tomadas e manter documentação de tais justificativas.

O processo de avaliação compreende vários tipos de análise, que podem ser executados consecutiva ou simultaneamente. Esses tipos de análise incluem a obtenção de uma compreensão do contexto em que o trabalho de avaliação está sendo conduzido, incluindo aspectos organizacionais, tecnológicos e relacionados aos negócios; a análise das próprias funções do negócio; a análise de requisitos para documentos de arquivo de um ponto de vista de negócio, legal e societário; a identificação e análise de riscos associados à produção, captura e gestão de documentos de arquivos.

Alguns tipos de análise, como uma análise do contexto de negócios, podem já ter sido realizados por outras disciplinas da organização, como segurança da informação. Recomenda-se verificar se a análise necessária já foi realizada e se os resultados obtidos podem ser reutilizados para fins de avaliação. É importante observar que a identificação do risco ocorre durante todo o processo de avaliação de três formas diferentes. Ao examinar o contexto organizacional em que o processo está ocorrendo, podem ser identificados riscos internos e externos que afetem a organização e suas partes interessadas.

Durante a análise da atividade de negócio em relação às funções, atividades ou processos de trabalho específicos durante a sua própria análise. Por exemplo, os riscos associados à má gestão de documentos de serviços públicos centrados no cidadão ou nas informações de identificação pessoal podem ser maiores do que os associados a outras atividades administrativas. Durante a identificação dos riscos que podem ser gerenciados pelo cumprimento dos requisitos dos documentos de arquivo identificados.

Após a identificação dos riscos, recomenda-se fazer uma análise e avaliação (de acordo com as práticas de gestão de risco da organização, caso estas existam). Isso ajuda a tomar decisões sobre como convém que os requisitos sejam atendidos e o investimento apropriado de recursos para isso. Este aspecto da avaliação e tratamento do risco é descrito no item análise e tratamento de riscos associados à implementação de requisitos de documentos de arquivo. Os resultados da análise conduzida na avaliação podem ser usados para desenvolver outras ferramentas e recursos que são valiosos na produção, captura e gestão de documentos de arquivo.

A conformidade das obras em alvenaria estrutural

A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura. O projeto deve ser consistente de modo a assegurar a segurança à ruptura.

A NBR 16868-1 de 08/2020 – Alvenaria estrutural – Parte 1: Projeto estabelece os requisitos para o projeto de estruturas de alvenaria. Também se aplica à análise do desempenho estrutural de elementos de alvenaria inseridos em outros sistemas estruturais. Esta parte não inclui requisitos para evitar estados-limite gerados por ações como sismos, impactos, explosões e fogo. Esta norma só é aplicável à alvenaria de blocos e tijolos cerâmicos e de blocos de concreto. A NBR 16868-2 de 08/2020 – Alvenaria estrutural – Parte 2: Execução e controle de obras estabelece os requisitos para execução e controle de obras de alvenaria estrutural. A NBR 16868-3 de 08/2020 – Alvenaria estrutural – Parte 3: Métodos de ensaio estabelece os métodos de ensaio de elementos em alvenaria construídos com blocos e tijolos cerâmicos e de concreto (prisma, pequena parede e parede), submetidos a esforços de compressão axial, cisalhamento, flexão e flexocompressão.

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Quais os símbolos e abreviaturas usadas na parte 1?

Quais são as propriedades da alvenaria e de seus componentes?

Quais as disposições gerais para o recebimento e armazenamento dos materiais e componentes?

Quais as medidas no recebimento de aço para as armaduras?

Como deve ser executado o ensaio para a determinação da resistência à compressão de pequenas paredes?

Qual o procedimento de preparação dos prismas para o ensaio para a determinação da resistência à compressão de prismas?

A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura. O projeto deve ser consistente de modo a assegurar a segurança à ruptura. A estrutura não pode apresentar danos que comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual foi projetada e deve ter capacidade de manter-se em condições plenas de utilização durante sua vida útil. A estrutura deve ter capacidade de resistir às influências ambientais previstas e definidas em conjunto pelo projetista estrutural e seu contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto.

O projeto de uma estrutura de alvenaria deve ser elaborado, adotando-se: o sistema estrutural adequado à função desejada para a edificação; as ações compatíveis e representativas; o dimensionamento e verificação de todos os elementos estruturais presentes; a especificação de materiais e componentes apropriados e de acordo com os dimensionamentos efetuados; e os procedimentos de controle para projeto. O projeto estrutural, antes de ser liberado para execução, deve ser devidamente compatibilizado com os projetos das demais especialidades técnicas. As interferências desses outros projetos em elementos de alvenaria estrutural devem ser solucionadas antes de sua aprovação final.

O projeto de estrutura de alvenaria deve ser constituído por desenhos técnicos e especificações. Esses documentos devem conter todas as informações necessárias à execução da estrutura de acordo com os critérios adotados, conforme descrito a seguir. O projeto deve apresentar desenhos técnicos detalhando as fiadas diferenciadas, exceto na altura das aberturas, e as elevações de todas as paredes. Em casos especiais de elementos longos repetitivos (como muros, por exemplo), plantas e elevações podem ser representadas parcialmente. Devem ser apresentados, sempre que presentes o posicionamento dos blocos ou tijolos especiais; os detalhes de amarração das paredes; localização dos pontos grauteados e das armaduras; o posicionamento das juntas de controle e de dilatação.

As especificações de projeto devem conter as resistências características à compressão dos prismas ocos e prismas cheios, e grautes, as faixas de resistência média à compressão (ou as classes conforme a NBR 13281) das argamassas, assim como a categoria, classe e bitola dos aços a serem adotados. Também podem ser apresentados os valores de resistência sugeridos para os blocos ou tijolos, de forma que as resistências de prisma especificadas sejam atingidas. O planejamento e procedimentos de controle devem atender a NBR 16868-2.

Entende-se por avaliação de conformidade do projeto de estruturas de alvenaria a verificação e a análise crítica do projeto, realizadas com o objetivo de avaliar se o projeto atende aos requisitos aplicáveis. A avaliação da conformidade do projeto de estruturas de alvenaria deve contemplar, entre outras, as seguintes atividades (integral ou parcialmente): verificar se as premissas adotadas para o projeto estão de acordo com o previsto na parte 1 e se todos os seus requisitos foram considerados; analisar as considerações de cálculo e verificar os resultados dos cálculos; analisar os desenhos que compõem o projeto, inclusive os detalhes construtivos.

A avaliação da conformidade do projeto deve ser realizada por profissional habilitado e independente em relação ao projetista da estrutura. A avaliação deve ser registrada em documento específico que deve acompanhar a documentação do projeto citada nesta parte 1 da NBR 16868. A responsabilidade pela escolha do profissional que for realizar a avaliação da conformidade do projeto cabe ao contratante do projeto da estrutura. Esta responsabilidade pode ser do proprietário da obra, que, no caso de não ter os conhecimentos técnicos necessários para a escolha do profissional responsável pela avaliação da conformidade do projeto, pode designar um representante ou preposto para substituí-lo nesta atribuição.

A avaliação da conformidade do projeto é obrigatória e deve ser realizada antes da fase de construção e, de preferência, simultaneamente com a fase de projeto. É recomendável que o profissional escolhido para realizar a avaliação da conformidade do projeto possua experiência em estruturas de alvenaria. Recomenda-se ao projetista da estrutura alertar o seu contratante sobre a obrigatoriedade da avaliação da conformidade do seu projeto nos termos previstos nesta subseção.

Cabe ao contratante informar ao projetista da estrutura quem é o profissional responsável pela avaliação da conformidade do projeto. Os valores das propriedades da alvenaria podem ser adotados de acordo com a tabela abaixo. Com relação à geometria, a parede construída com junta amarrada no plano da parede pode ser estrutural. Toda parede com junta não amarrada no seu plano deve ser considerada não estrutural, salvo se existir comprovação experimental de sua eficiência.

A resistência característica à compressão simples da alvenaria fk deve ser determinada com base no ensaio de paredes (ver NBR 16868-3). No caso de alvenaria de blocos de 190 mm de altura e junta de argamassa de 10 mm, esse valor pode ser estimado como 70% da resistência característica de compressão simples de prisma fpk ou 85% da pequena parede fppk. No caso de uso de tijolos, a resistência característica à compressão simples da alvenaria pode ser estimada como 60% da resistência característica de compressão simples de prisma fpk. As resistências características de paredes ou prismas devem ser determinadas de acordo com as especificações da NBR 16868-3.

Se as juntas horizontais forem assentadas com argamassa parcial (argamassa horizontal disposta apenas sobre as paredes longitudinais dos blocos) e se a resistência for determinada com base no ensaio de prisma ou pequena parede, moldados com a argamassa aplicada em toda a área líquida dos blocos, a resistência característica à compressão simples da alvenaria deve ser corrigida pelo fator 0,80. Quando a geometria do bloco não permitir alinhamento vertical entre os septos transversais dos blocos na elevação da parede, o cálculo deve ser feito considerando argamassa parcial. Os pontos eventuais de desalinhamento podem ser desconsiderados. O controle da execução da alvenaria estrutural deve ser planejado, considerando-se, minimamente, os seguintes aspectos: atendimento a um projeto estrutural elaborado conforme a NBR 16868-1 e devidamente compatibilizado com os projetos das demais especialidades técnicas. Deve fazer a determinação dos responsáveis pela execução do controle e circulação das informações e a determinação dos responsáveis pelo tratamento e resolução das não conformidades.

Proceder à definição da forma de registro e arquivamento das informações e estabelecer os procedimentos específicos para o controle dos materiais e componentes, do processo de execução da alvenaria e para a sua aceitação. A argamassa de assentamento deve atender integralmente às especificações da NBR 13279, além da resistência e outras especificações do projeto estrutural.

O ensaio de resistência à compressão deve ser realizado de acordo com o Anexo A, ou conforme a NBR 13279. A aderência da argamassa com o bloco ou tijolo deve ser determinada pelos ensaios de resistência de tração na flexão do prisma, conforme a NBR 16868-3. Esses procedimentos devem ser atendidos tanto pelas argamassas preparadas em obra quanto pelas industrializadas. No caso das argamassas preparadas em obra, que utilizem os materiais listados abaixo, as seguintes normas devem ser atendidas nas suas especificações: cimento: NBR 16697; cal: NBR 7175; areia: NBR 7211.

O graute deve atender às especificações do projeto estrutural. A resistência à compressão do graute deve assegurar que a resistência do prisma grauteado atinja a especificada pelo projetista. O graute deve ser ensaiado quanto à resistência à compressão, conforme a NBR 5739. O graute deve ter características no estado fresco que garantam o completo preenchimento dos furos e não pode apresentar retração que provoque o seu descolamento das paredes dos blocos.

A critério do projetista, pode-se empregar argamassa de assentamento utilizada na obra para preenchimento dos vazados, em elementos de alvenaria não armados e sem qualquer tipo de armadura, seja construtiva ou dimensionada, e desde que os ensaios do prisma apresentem os resultados especificados pelo projetista. Antes do início da obra, deve ser feita a caracterização da resistência à compressão dos materiais, componentes e da alvenaria a serem utilizados na construção. Os blocos ou tijolos, argamassa e graute devem ser ensaiados conforme Seção 5.

Para argamassas industrializadas, ou dosadas em obra com adição de incorporadores de ar, a resistência de à tração na flexão deve ser determinada. No caso de argamassa industrializada, o ensaio pode ser fornecido pelo fabricante, realizado por laboratório de terceira parte, sendo aceitos resultados realizados com o mesmo tipo de bloco ou tijolo e argamassa. O ensaio para a determinação da resistência à compressão de paredes deve usar como a aparelhagem: os dispositivos para aplicação de cargas; três defletômetros com resolução mínima de 0,01 mm. Os corpos de prova devem ter as dimensões que os tornem representativos da estrutura real e devem ser construídos de forma que sejam minimizadas as influências das variações das características dos materiais e da mão de obra na resistência das paredes.

Não sendo praticável reproduzir as paredes nas suas dimensões reais, admite-se como sendo corpos de prova representativos aqueles que tenham por dimensões mínimas 1,20 m × 2,60 m (largura × altura). As paredes devem ser ensaiadas aplicando-se cargas uniformemente distribuídas. Isto pode ser conseguido em um sistema de reação como o mostrado na figura abaixo, devendo ser utilizados no mínimo dois macacos hidráulicos equiespaçados.

O sistema de reação e de carregamento deve permitir a determinação da carga de ruptura com exatidão de 3%. O uso de um macaco único é permitido apenas em condição especial de máquina de grande porte e assegurando a distribuição uniforme do carregamento sobre todas as faces das paredes. Os encurtamentos médios das paredes devem ser determinados por meio de no mínimo dois defletômetros, com resolução mínima de 0,01 mm, instalados nas laterais da parede, conforme mostrado na figura abaixo.

Adicionalmente, nas paredes com índice de esbeltez maior que 25, deve ser instalado um defletômetro no meio do terço superior da parede, para a determinação do deslocamento horizontal desta. Nos casos em que o índice de esbeltez da parede é menor do que 25, a colocação deste defletômetro é opcional. Os equipamentos descritos nesta subseção podem ser substituídos por outros que permitam pelo menos a mesma resolução e posição de leitura. O índice de esbeltez é a relação entre a altura e a espessura da parede.

Quando houver necessidade do transporte do corpo de prova para a máquina de ensaio, essa operação deve ser efetuada com as paredes na vertical, sem choques que possam comprometer a integridade do corpo de prova. As paredes devem ser construídas em ambientes protegidos, com temperatura de (25 ± 10) °C e umidade relativa do ar de 40% a 90%. As paredes devem ser construídas entre duas guias (gabaritos) e com o uso de fio de prumo e nível, a fim de assegurar a verticalidade.

A gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”

Conheça as informações e os requisitos específicos para o estabelecimento e manutenção de um sistema de gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”, de acordo com a sua certificação. Embora este documento não dispense a utilização de outros sistemas de gestão da qualidade que sejam compatíveis com os objetivos da NBR ISO 9001:2015 e que proporcionem resultados equivalentes.

A NBR ISO/IEC 80079-34 de 07/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 34: Aplicação de sistemas de gestão da qualidade para a fabricação de produtos “Ex” especifica as informações e os requisitos específicos para o estabelecimento e manutenção de um sistema de gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”, de acordo com a sua certificação. Embora este documento não dispense a utilização de outros sistemas de gestão da qualidade que sejam compatíveis com os objetivos da NBR ISO 9001:2015 e que proporcionem resultados equivalentes, os requisitos mínimos são apresentados neste documento.

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Como deve ser feito o controle de processos, produtos e serviços providos externamente?

Qual deve ser o tipo e extensão do controle?

O que deve ser feito em relação à informação para provedores externos?

Qual deve ser o procedimento para a identificação e rastreabilidade?

Esse documento especifica os requisitos para um sistema de gestão da qualidade que possa ser utilizado por uma organização para a fabricação de equipamentos, componentes e sistemas “Ex”. Pode ser utilizado também por terceiras partes, incluindo organismos de certificação, para avaliar a capacidade de uma organização de atender aos requisitos do sistema de avaliação da conformidade ou requisitos legais. A aplicação desta norma é destinada a abranger tanto equipamentos elétricos como não elétricos, sistemas de proteção, dispositivos de segurança, componentes “Ex” e suas combinações.

O conteúdo detalhado (por exemplo, anexos) é normalmente focado em documentos existentes. Os requisitos da qualidade de fabricantes representam parte integrante da maioria de sistemas de certificação e, como tal, este documento foi elaborado considerando os requisitos do sistema de certificação IECEx para equipamentos. Este documento é destinado a ser utilizado como suporte aos requisitos do sistema de certificação para atmosferas explosivas da Diretiva ATEX, para o sistema de gestão da qualidade dos fabricantes, e pode ser aplicado em sistemas nacionais ou regionais de certificação que sejam relacionados à fabricação de equipamentos, componentes e sistemas com tipos de proteção “Ex”. No Anexo D é apresentada uma matriz de correlação em relação aos requisitos da NBR ISO/IEC 80079-34:2014 e desta NBR ISO/IEC 80079-34:2020.

No item entendendo a organização e o seu contexto, a NBR ISO 9001:2015, 4.1, se aplica, com a seguinte adição: em relação a este documento, o contexto da organização deve assegurar que o produto “Ex” esteja de acordo com o seu certificado Ex e com a documentação técnica. No item sistema de gestão da qualidade e seus processos, a NBR ISO 9001:2015, 4.4, se aplica com a seguinte adição: o sistema de gestão da qualidade deve assegurar que o produto “Ex” esteja de acordo com o tipo descrito no certificado e na documentação técnica.

No item papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais, a NBR ISO 9001:2015, 5.3, se aplica com a seguinte adição: pessoal “Ex” autorizado deve ser apontado com autoridade e responsabilidades estabelecidas e documentadas para assegurar que os seguintes requisitos sejam atendidos: a coordenação efetiva das atividades relacionadas aos produtos “Ex”; o contato com o emissor do certificado “Ex” (quando não emitido pelo fabricante) em relação a qualquer proposta de alteração do projeto especificado no certificado “Ex” e na documentação técnica; o contato com o organismo de certificação responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade em relação à atualização pretendida do sistema de gestão da qualidade. Não é prático para o fabricante informar ao organismo responsável a verificação do sistema de gestão da qualidade toda vez que o sistema for atualizado. É apenas prático informar sobre atualizações significativas do sistema de gestão da qualidade, relevantes para o tipo de proteção.

De forma similar, não é prático especificar, em termos gerais, quais os tipos de atualização que são ou não são significativos. Portanto, é recomendado que o fabricante informe ao organismo responsável a verificação do sistema de gestão da qualidade sobre qualquer atualização do sistema de gestão da qualidade que tenha consequências sobre a conformidade dos produtos. A mudança do pessoal “Ex” autorizado é considerada uma alteração significativa.

Acrescentar que a autorização para a aprovação inicial e as alterações de desenhos relacionados, se apropriado; a autorização de concessões (ver 8.7 f); a exatidão das informações relevantes em relação ao produto “Ex”, fornecidas pelo cliente para qualquer literatura comercial, e instruções de instalação (as quais devem incluir as condições específicas aplicáveis de utilização e quaisquer relações de limitações). Os números de certificados com um sufixo “X” contêm condições específicas de utilização.

Os números de componentes certificados (com um sufixo “U”) podem conter relações de limitações. Agregar que a coordenação efetiva dos processos de fabricação em relação aos produtos “Ex”, incluindo produtos fornecidos externamente, serviços e processos detalhados em 8.4; no caso de um fabricante com múltiplas instalações de fabricação, uma pessoa “Ex” autorizada com responsabilidades pertinentes deve ser indicada para cada instalação. Os registros evidenciando isto devem estar disponíveis e ser mantidos como informação documentada.

No item recursos de monitoramento e medição, a NBR ISO 9001:2015, 7.1.5, se aplica com a seguinte adição: quando o monitoramento ou a medição é utilizado para verificar a conformidade de produtos “Ex”, o equipamento de medição deve ser calibrado e um certificado válido dessa calibração deve existir. A verificação de equipamento de medição contra equipamento calibrado é permitida, contanto que seja corretamente documentada.

O certificado de calibração deve atender a um dos seguintes requisitos descritos. Quando um certificado de calibração ostentar o logotipo de acreditação de um laboratório de calibração acreditado (que demonstre que suas operações estão de acordo com as normas reconhecidas internacionalmente e estão cobertas por um acordo internacional multilateral), o laboratório de calibração não está sujeito a uma avaliação adicional.

Quando o certificado de calibração não ostentar o logotipo de acreditação de uma autoridade de acreditação nacional, cada certificado de calibração deve incluir no mínimo as seguintes informações: uma identificação não ambígua do item calibrado; evidência de que as medições são rastreáveis a padrões de medição nacionais ou internacionais; o método de calibração; uma declaração de conformidade com qualquer especificação aplicável; os resultados da calibração; a incerteza da medição, quando aplicável; as condições ambientais, quando necessário; a data de calibração; a assinatura da pessoa, sob cuja autoridade o certificado foi emitido; o nome e o endereço da organização emissora e a data de emissão do certificado; e uma identificação única do certificado de calibração.

Quando o certificado de calibração não contiver o logotipo de acreditação de uma autoridade de acreditação nacional ou não contiver as informações relacionadas na NBR ISO 9001:2015, 7.1.5 b), o fabricante deve demonstrar uma relação válida a padrões de medição nacionais ou internacionais, ou de acordo com outros meios (por exemplo, um documento de avaliação do laboratório).

Para o controle de informação documentada, a NBR ISO 9001:2015, 7.5.3, se aplica com a seguinte adição: a documentação técnica e a documentação do fabricante devem ser controladas; os procedimentos documentados devem assegurar que as informações contidas na documentação do fabricante sejam compatíveis com a documentação técnica. O fabricante não pode, inicialmente, aprovar ou, subsequentemente, alterar os desenhos relacionados, a menos que estejam em conformidade com os documentos da certificação.

Além disso, o sistema de gestão da qualidade deve assegurar que nenhum fator (tipo, característica, posição etc.) especificado no certificado do produto “Ex” e na documentação técnica (por exemplo, desenhos de certificação) seja modificado, a menos que permitido pelo emissor do certificado. Deve haver um sistema documentado que referencie todos os desenhos relacionados aos documentos pertinentes da certificação e quando existirem desenhos de certificação associados a mais de um certificado de produto “Ex, deve haver um sistema documentado para assegurar ações simultâneas e suplementares em caso de alterações nesses documentos; Alguns fabricantes utilizam os mesmos componentes com desenhos de mesmo número em mais de um produto que possuem mais de uma pessoa responsável para os produtos acabados.

Um sistema de gestão da qualidade compatível assegura que a mudança do componente para um produto não seja implementada sem a aprovação das pessoas responsáveis para todos os produtos acabados que utilizam aquele componente. Quando o fabricante também possui desenhos para equipamentos não destinados à utilização em atmosferas explosivas, deve possuir um sistema para identificar claramente tanto os desenhos relacionados quanto os de certificação; Os exemplos a seguir indicam alguns métodos de identificação: a utilização de marcações visuais; a utilização de uma única série de números de desenhos, por exemplo, todos os desenhos de produtos certificados possuem um prefixo “Ex” no número do desenho; pode também ser aceitável a utilização de um banco de dados computadorizado contendo a correlação de “listas de materiais” que identifique todos os documentos dos componentes “Ex” críticos e que controle alterações não autorizadas.

O fabricante deve documentar o organismo responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade de cada certificado de conformidade “Ex”. Em alguns esquemas de certificação, o organismo responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade associado a cada certificado “Ex” pode ser diferente do organismo que emitiu o certificado de conformidade “Ex” e, portanto, necessita ser claramente identificado.

Quando os documentos técnicos ou do fabricante são fornecidos a terceiros, esses documentos devem ser fornecidos de forma a não causar uma interpretação errônea. O fabricante deve possuir um sistema documentado para verificar anualmente a validade de todos os documentos relativos aos certificados de conformidade “Ex”, normas, regulamentos e outros documentos de origem externa. O fabricante deve manter os registros da qualidade adequados para demonstrar a conformidade dos produtos “Ex”. É requerido uma retenção de no mínimo dez anos após a colocação do produto “Ex” (lote) no mercado.

A lista dos registros da qualidade que requerem controle e retenção, onde aplicável, no mínimo deve ser: aqueles exigidos por requisitos regulatórios; a informação documentada sobre a qualidade; as responsabilidades e autoridades para a designação e comunicação com a organização de funções relevantes aos produtos “Ex”; os pedidos de clientes; a análise crítica do contrato; os registros de treinamento; as alterações e o desenvolvimento do projeto; os dados de inspeção e ensaio (por lote); os dados da calibração; a rastreabilidade da fabricação; a avaliação dos provedores externos; os dados de expedição (cliente, data de saída e quantidade, incluindo números de série quando disponíveis); e outras informações documentadas, se necessárias.

BS EN 10217-1: os tubos de aço soldados para pressão

Essa norma europeia, editada em 2019 pelo BSI, abrange os tubos e tubos de aço que podem ser usados para uma ampla gama de aplicações, incluindo serviços de construção, produtos químicos, processos industriais, refino e distribuição de processamento de petróleo e gás, construção naval, fabricação de válvulas e acessórios, bem como para desenvolvimento de produtos e questões comerciais.

A BS EN 10217-1:2019 – Welded steel tubes for pressure purposes – Technical delivery conditions. Part 1: Electric welded and submerged arc welded non-alloy steel tubes with specified room temperature properties abrange os tubos de aço que podem ser usados para uma ampla gama de aplicações, incluindo serviços de construção, produtos químicos, processos industriais, refino e distribuição de processamento de petróleo e gás, construção naval, fabricação de válvulas e acessórios, bem como para desenvolvimento de produtos e questões comerciais. Os usuários dessa norma podem ser os projetistas e produtores de tiras de aço, chapas, tubos e tubulações; especificadores, acionistas e distribuidores de tubos de aço; fornecedores de instalações de ensaio e avaliação; e organismos notificados no âmbito do Pressure Equipment Directive (PED).

Conteúdo da norma

Prefácio europeu……………………. 5

1 Escopo……… ……………………. 6

2 Referências normativas…………… 6

3 Termos e definições……………….. 7

4 Símbolos…………. ……………….. 8

5 Classificação e designação……….. 8

5.1 Classificação…………….. ………. 8

5.2 Designação…………….. …………. 8

6 Informações a serem fornecidas pelo comprador……………. …. 9

6.1 Informação obrigatória………………………………… 9

6.2 Opções…………………………….. ………………… 9

6.3 Exemplo de um pedido……………………………….. 10

7 Processo de fabricação………………………………… 10

7.1 Processo siderúrgico………………………………. 10

7.2 Condições de fabricação e entrega do tubo……………. 10

7.3 Requisitos do pessoal de ensaio não destrutivo………….. 12

8 Requisitos………………………….. 12

8.1 Geral……………… 12

8.2 Composição química……………… 12

8.2.1 Análise do fundido…………… 12

8.2.2 Análise do produto……………. 14

8.3 Propriedades mecânicas……………. 14

8.4 Aparência e solidez interna …………… 15

8.4.1 Junção da solda……… …………… 15

8.4.2 Superfície do tubo……….. ……….. 16

8.4.3 Solidez interna…………………….. 16

8.5 Confiabilidade……………. ……… 16

8.6 Preparação dos fins……………………… 16

8.7 Dimensões, massas e tolerâncias… …………….. 17

8.7.1 Diâmetro e espessura da parede………………….. 17

8.7.2 Massa……………………….. …………………….. 17

8.7.3 Comprimentos………………….. ……………….. 17

8.7.4 Tolerâncias………………………. …………. 22

9 Inspeção………………………….. …………. 24

9.1 Tipos e documentos de inspeção …………….. 24

9.2 Conteúdo dos documentos de inspeção…………. 25

9.3 Resumo da inspeção e ensaios. ……………… 26

10 Amostragem…………………. …………… 28

10.1 Frequência dos ensaios…………………. 28

10.1.1 Unidade de ensaio…… ………………. 28

10.1.2 Número de tubos de amostra por unidade de ensaio…………….. 28

10.2 Preparação de amostras e provetes……………. ……….. 28

10.2.1 Seleção e preparação de amostras para análise do produto…………. 28

10.2.2 Localização, orientação e preparação de amostras e provetes para ensaios mecânicos…………………… ………………….. 28

11 Verificação dos métodos de ensaio…………………….. 30

11.1 Análise química……………………………………. 30

11.2 Ensaio de tração no corpo do tubo…………………. 30

11.3 Ensaio de tração transversal na solda…………… 30

11.4 Ensaio de nivelamento………………………… …… 30

11.5 Ensaio de expansão da derivação…………………. 31

11.6 Ensaio de dobra de solda……………………. …… 31

11.7 Ensaio de impacto…………………. ……….. 31

11.8 Ensaio de estanqueidade………………………. 32

11.8.1 Ensaio hidrostático………………………. ….. 32

11.8.2 Ensaio eletromagnético……………………….. 33

11.9 Inspeção dimensional……………………………. 33

11.10 Exame visual…………………………………… 33

11.11 Ensaios não destrutivos……………………. 33

11.11.1 Geral………………………… ………… 33

11.11.2 Tubos EW e HFW…………………………. 33

11.11.3 Tubos SERRA……………………….. ……. 33

11.11.4 Soldas de extremidade de tira em tubos SAWH………………… 34

11.12 Ensaio, classificação e reprocessamento………………….. 34

12 Marcação………………………………………. …………….. 34

12.1 Marcação a ser aplicada……………………………. 34

12.2 Marcação adicional………………………………….. 35

13 Proteção………………………………….. …………. 35

Anexo A (normativo) Qualificação do procedimento de soldagem para tubo de serra TR2 para produção com qualidade………….. 36

A.1 Geral…………………………. ……………….. 36

A.2 Especificação do procedimento de soldagem…………….. 36

A.2.1 Geral………………………….. ……………….. 36

A.2.2 Metal principal…………………… ……….. 36

A.2.3 Preparação da solda…………………………. 36

A.2.4 Fios e fluxos de enchimento…………………. 36

A.2.5 Parâmetros elétricos………………………………….. 37

A.2.6 Parâmetros mecânicos……………………………….. 37

A.2.7 Entrada de calor (kJ/mm) ……………………………. 37

A.2.8 Temperatura de pré-aquecimento …………………..37

A.2.9 Temperatura de interpasse……………………………… 37

A.2.10 Tratamento térmico pós-soldagem………………………. 37

A.2.11 Exemplo de formulário de especificação do procedimento de soldagem………………………. 37

A.3 Preparação do tubo de amostra e avaliação da amostra……….. 38

A.3.1 Tubo para amostra……………………………… ………… 38

A.3.2 Avaliação da amostra………………………………………. 38

A.4 Inspeção e ensaio da solda………. ………………….. 38

A.5 Provas de solda…………………………………… …… 39

A.5.1 Provas de dobra de solda………………….. 39

A.5.2 Macroexame……………………………………….. 39

A.5.3 Ensaio de tração de solda transversal……………. 39

A.5.4 Ensaio de impacto da solda………………….. …. 39

A.6 Métodos de ensaio……………………… ………. 39

A.6.1 Exame visual………………………………….. 39

A.6.2 Ensaio não destrutivo (END)…. ………………. 39

A.6.3 Ensaio de dobra de solda……………… …….. 39

A.6.4 Macroexame………………………………….. 39

A.6.5 Ensaio de tração de solda transversal………… 40

A.6.6 Ensaio de impacto da solda…………………….. 40

A.7 Níveis de aceitação do ensaio…………………….. 40

A.7.1 Exame visual……………………………………. 40

A.7.2 END……………………… ………………. 40

A.7.3 Ensaio de dobra de solda………. …….. 40

A.7.4 Macroexame………………………………… 40

A.7.5 Ensaio de tração de solda transversal………………… 40

A.7.6 Ensaio de impacto da solda………………………. …. 40

A.7.7 Exemplo de documento de resultado do ensaio…………….. 40

A.8 Gama de uso de procedimentos qualificados………… 42

A.8.1 Grupos de materiais…………………………….. … 42

A.8.2 Espessura dos materiais………………………. 42

A.8.3 Classificação do fio de enchimento……………… 42

A.8.4 Fluxo de soldagem………………….. ……….. 42

A.8.5 Outros parâmetros…………………………. 42

A.9 Registro de qualificação………………………..42

Anexo B (informativo) Alterações técnicas da edição anterior……. 43

B.1 Introdução………………………………………. 43

B.2 Alterações técnicas……………………………….. 43

Anexo ZA (informativo) Relação entre esta norma europeia e os requisitos das normas essenciais de 2014/68/UE………………….. 45

Bibliografia………………………… ………………… 46

Essa ajudará os especificadores, designers e outros, definindo as notas para uso nas condições especificadas. Foi preparada sob um mandato conferido ao CEN pela Comissão Europeia e pela Associação Europeia de Comércio Livre para alinhar-se com os requisitos essenciais da Diretiva Equipamentos de Pressão (PED) (2014/68 / UE). As classes de aço e as propriedades das classes de aço carbono e de baixa liga estão alinhadas com as dos tubos sem costura da série BS EN 10216, permitindo que tubos sem costura ou soldados sejam usados em muitos casos.

Os tubos de aço soldados de alta frequência (HFW), às vezes chamados de tubos de aço soldados por resistência elétrica (ERW), e soldados por arco submerso (SAW), estão são cobertos por essa norma. Os tubos HFW são produzidos a partir de tiras de aço e são soldados eletricamente sem o uso de metal de adição. Os tubos SAW são produzidos a partir de chapa de aço e são soldados por fusão usando consumíveis de soldagem apropriados. Em geral, os tubos HFW são produzidos com até 610 mm de diâmetro externo, enquanto os tubos SAW normalmente não são produzidos em diâmetros abaixo de 406,4 mm.

Os tubos e canos de aço BS EN 10217 podem ser usados para uma ampla gama de aplicações, desde serviços de construção a requisitos industriais críticos que envolvam gás ou produtos químicos ou produção de válvulas ou conexões. Portanto, é muito importante que o especificador, projetista ou usuário selecione o tipo e a classe de tubo mais adequados para atender aos seus requisitos das sete partes dessa série dessa norma. A atualização de 2019 buscou refletir as práticas atuais do setor, buscou atualizar as referências, em particular no que diz respeito aos requisitos de ensaio e avaliação. Além das classes TR1, está alinhado com os requisitos essenciais do PED (2014/68/EU).

A execução de obras com tubos pré-moldados de concreto

Saiba quais são os os requisitos para a execução de obras com tubos pré-moldados de concreto conforme a NBR 8890, aduelas (galerias celulares) pré-moldadas de concreto conforme a NBR 15396, galerias técnicas conforme a NBR 16584 e poços de visita para inspeção conforme a NBR 16085.

A NBR 15645 de 07/2020 – Execução de obras utilizando tubos e aduelas pré-moldados em concreto estabelece os requisitos para a execução de obras com tubos pré-moldados de concreto conforme a NBR 8890, aduelas (galerias celulares) pré-moldadas de concreto conforme a NBR 15396, galerias técnicas conforme a NBR 16584 e poços de visita para inspeção conforme a NBR 16085. Esta norma é aplicável à execução de redes de drenagem pluvial, coletores, interceptores e emissários de esgoto sanitário, que trabalhem sem pressão interna e cujo líquido conduzido seja água de chuva, esgotos domésticos ou efluentes industriais. Adicionalmente, esta norma se aplica à execução de redes de galerias técnicas para passagem de redes de telecomunicação, telefonia, fibra ótica, água fria, gás, eletricidade e demais serviços correlatos, realizadas com tubos, aduelas ou galerias técnicas pré-moldados em concreto. Esta norma não se aplica a execução de obras por métodos não destrutivos com tubos cravados mecanicamente (pipe jacking).

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Como deve ser executada a descarga dos produtos?

Qual a altura máxima de empilhamento?

O que deve ser observado no levantamento ou rompimento do pavimento?

Qual deve ser a largura de vala para os tubos de concreto?

As obras devem obedecer rigorosamente às plantas, desenhos e detalhes de projeto, às recomendações específicas dos fabricantes dos materiais a serem empregados e aos demais elementos que a fiscalização venha a fornecer. Em caso de divergência de informações de projeto, o projetista deve ser consultado. Todos os aspectos particulares encontrados na execução da obra e possíveis interferências devem ser comunicados à fiscalização ou contratante para as devidas providências.

A construção deve ser acompanhada pela fiscalização ou contratante. O material a ser fornecido e aplicado deve obedecer às normas brasileiras pertinentes. Deve ser respeitada a legislação ambiental vigente. A demarcação e o acompanhamento dos serviços a serem executados devem ser efetuados por equipe de topografia. Qualquer serviço que não seja projetado e especificado não pode ser executado sem autorização da fiscalização ou contratante da obra, exceto os eventuais de emergência, necessários à estabilidade e segurança da obra e do pessoal envolvido.

O construtor deve manter no escritório da obra as plantas, perfis e especificações de projeto para consulta de seu preposto e da fiscalização ou contratante. As frentes de trabalho devem ser programadas em comum acordo com a entidade a quem cabe a autorização para a abertura de valas e remanejamento do tráfego. O construtor deve providenciar a sinalização da obra, segundo as legislações vigentes e órgãos competentes.

Não é permitido o bloqueio, obstrução ou eliminação de canalizações existentes, salvo nos casos em que o interessado apresentar projeto para análise do responsável pela interferência, que forneça a aprovação, mediante termo circunstanciado. O construtor deve observar a legislação do Ministério do Trabalho que determina obrigações no campo da segurança, higiene e medicina do trabalho.

O construtor é responsável quanto ao uso obrigatório e correto pelos operários dos equipamentos de proteção individual de acordo com as normas de serviço de segurança, higiene e medicina do trabalho. O construtor deve promover, por sua conta, o seguro de prevenção de acidentes de trabalho, dano de propriedade, fogo, acidente de veículos, transporte de materiais e outro tipo de seguro que achar conveniente. Caso seja necessário o uso de explosivos, o construtor deve obedecer às normas específicas de segurança e controle para armazenamento de explosivos e inflamáveis, estabelecidas pelos órgãos responsáveis.

O uso de explosivos deve ser executado por profissional devidamente habilitado e autorizado previamente pelos órgãos responsáveis, cabendo ao construtor tomar as providências para eliminar a possibilidade de danos físicos e materiais. O encargo pela contratação da obra é do proprietário da obra, no caso de obra privada, ou do administrador contratante, no caso de obra pública. A contratação da obra deve cumprir as especificações desta norma. A documentação comprobatória do cumprimento desta norma (projeto, relatórios de ensaio, laudos e outros) deve estar disponível no canteiro de obra, durante toda a construção, e deve ser arquivada e preservada pelo prazo previsto na legislação vigente.

Cabe ao encarregado pela execução as seguintes responsabilidades, a serem explicitadas nos contratos: atendimento a todos os requisitos de projeto, inclusive quanto à escolha dos materiais a serem empregados, devendo qualquer alteração ser submetida previamente à aprovação da fiscalização; aceitação dos tubos, aduelas e poços de visita de concreto, com base em inspeção visual e recebimento de laudos de inspeção dos lotes fornecidos, conforme as NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085, e apresentação de projeto estrutural específico, elaborado por responsável técnico e acompanhado da respectiva ART; cuidados requeridos pelo processo construtivo de todas as etapas da obra; cumprimento das especificações das normas de segurança, com fornecimento e fiscalização da utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) por parte de todos os envolvidos na execução da obra; sinalização das obras conforme projeto e autorização específica do poder público competente; apresentação de projeto executivo final da obra (as-built).

A documentação relativa ao cumprimento das especificações de projeto e das normas brasileiras deve ser disponibilizada no canteiro de obras durante o prazo de execução da obra. Cabem à fiscalização as seguintes responsabilidades, a serem explicitadas nos contratos: acompanhar a execução da obra com base no projeto; verificar se o recebimento dos tubos, aduelas e poços de visita de concreto está de acordo com as especificações das NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085, respectivamente; interromper a execução da obra quando do não cumprimento das especificações de projeto, normas técnicas ou outras situações que comprometam a qualidade e segurança da obra; verificar a necessidade de ensaios para avaliação das etapas da obra antes da liberação dos trechos para operação; emitir parecer referente ao recebimento definitivo da obra.

Cabem ao projetista as seguintes responsabilidades, a serem explicitadas nos contratos e em todos os desenhos e memoriais descritivos: cumprir as especificações das normas brasileiras na execução de projetos de redes coletoras de esgoto sanitário, interceptores, galerias de águas pluviais, canalizações de córregos e afins. No caso de uso de especificações do órgão contratante, estas devem atender no mínimo aos requisitos desta norma.

Deve especificar o tipo de utilização, o grau de agressividade do meio externo, o diâmetro nominal ou seção do conduto, a classe de resistência (no caso dos tubos de concreto) e a carga total existente (no caso das aduelas), a altura de aterro, o tipo de junta, o tipo de encaixe e qualquer outro parâmetro que possa afetar a composição ou a utilização a rede de modo satisfatório, visando a durabilidade e a funcionalidade. Também deve especificar o tipo de envolvimento a ser dado à tubulação, com indicação das características do solo de base e reaterro, assim como detalhes executivos de passagens notáveis e base de apoio das tubulações e especificar a declividade e o posicionamento da tubulação, profundidades, cobrimentos mínimos, pontos de passagem obrigatórios, interferências de qualquer natureza, tipo de pavimento, tipo da base de apoio da tubulação e tipo de rebaixamento do lençol freático. Deve desenvolver o projeto executivo de escoramento de vala.

O fabricante de tubos, aduelas e/ou poços de visita de concreto são responsáveis pela qualidade dos produtos por ele fornecidos à obra. Estes produtos devem cumprir as especificações das NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085, conforme o caso. A documentação relativa ao cumprimento das especificações das normas brasileiras deve ser disponibilizada para o responsável pela obra e também arquivada na empresa fabricante de tubos, aduelas e/ou poços de visita de concreto durante o prazo previsto na legislação vigente.

A contratada, antes de iniciar qualquer trabalho, deve providenciar, para aprovação da fiscalização, a planta geral do canteiro, indicando localização do terreno; acessos; redes de água, esgoto, energia elétrica, telefone e outros; localização e dimensão de todas as edificações. A segurança, a guarda e a conservação de todo o material, equipamentos, ferramentas, utensílios e instalações das obras são de responsabilidade da contratada. A contratada deve manter livre o acesso aos extintores, mangueiras e demais equipamentos situados no canteiro, a fim de combater eficientemente o fogo no caso de incêndio, ficando proibida a queima de qualquer espécie de material no local da obra.

Os EPI e os equipamentos de proteção coletiva (EPC) devem ser armazenados de forma adequada e ser de uso obrigatório na obra, conforme norma regulamentadora NR 6 do Ministério do Trabalho. Por ocasião da entrega dos tubos, aduelas e poços de visita de concreto, a fiscalização deve estar presente na obra para verificar o material e supervisionar a sua descarga e estocagem. Os tubos, aduelas e poços de visita de concreto e seus acessórios devem ser entregues na obra, acompanhados dos relatórios de inspeção.

O comprador deve ter livre acesso aos locais em que as peças encomendadas estejam estocadas, podendo, a seu critério, acompanhar o processo produtivo e os ensaios para recebimento dos produtos previstos nas normas NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085. A inspeção pode ser feita diretamente pelo comprador ou por inspetor credenciado. O fornecedor deve proporcionar todas as facilidades para que o inspetor possa certificar-se de que as peças estão em conformidade com as normas pertinentes.

Os tubos, aduelas e poços de visita de concreto que, por meio de verificação visual, apresentarem danos além dos limites estabelecidos nas NBR 8890, NBR 15396 ou NBR 16085, conforme o caso, no momento de sua utilização, devem ser rejeitados. Caso o construtor receba e aplique tubos, aduelas, poços de visita e seus acessórios recebidos danificados ou sem exigência de inspeção (ver NBR 8890, NBR 15396 ou NBR 16085, conforme o caso), a responsabilidade por qualquer problema executivo decorrente do material aplicado ou sinistro na obra é de seu inteiro encargo.

A identificação inequívoca dos instrumentos financeiros

A NBR 16885 de 06/2020 – Identificador global de instrumento financeiro (FIGI) – Diretrizes fornece as diretrizes para a identificação inequívoca de instrumentos financeiros em três diferentes níveis, local/sistema de registro/negociação (nível câmara), mercado onde o instrumento financeiro é emitido/negociado (nível país) e nível global. Estas diretrizes englobam a sintaxe para a composição de um identificador global de instrumentos financeiros, o conteúdo associado a um identificador, bem como a sua relação com instrumentos financeiros e com outros identificadores de instrumentos financeiros.

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O que é um identificador global composto?

Qual é o fluxo do processo de alocação de prefixos de identificador?

Como é a conformidade como provedora de identificadores?

Para que fazer a solicitação de serviço de um novo identificador?

O desenvolvimento de um identificador global de instrumento financeiro originou-se do reconhecimento de que a teoria do caos não contempla a complexidade gerada todos os dias pelos bilhões – talvez trilhões – de transações com instrumentos financeiros que realizam câmaras de compensação e bolsas de valores em todo o mundo. Quase todos os aspectos do gerenciamento de instrumentos financeiros são baseados em sistemas fechados que usam identificadores proprietários que são de propriedade restrita e utilização licenciada.

Fechar cada acordo é tanto um exercício de tradução de informações quanto de processamento de transações, já que os traders, investidores e corretores lutam com vários formatos proprietários para determinar o que é, quem é o dono, quanto vale determinado instrumento financeiro e quando uma negociação precisa ser fechada. Ele introduz uma enorme quantidade de atrito no ciclo de vida do negócio e cria opacidade onde a clareza é procurada. Além disso, o uso de identificadores proprietários acrescenta custos e despesas gerais significativos quando os usuários desejam integrar dados de fontes diferentes ou migrar para um sistema de dados de outro mercado.

A evolução das simbologias avançadas ajudou a indústria de valores mobiliários a crescer, mas as limitações e os custos impostos pelos sistemas fechados tornaram-se mais evidentes à medida que as empresas e instituições continuam a integrar as operações em uma escala global. A simbologia proprietária agora se coloca como uma das barreiras mais significativas para aumentar a eficiência e a inovação em um setor que realmente necessita dela.

Além disso, a falta de identificadores comuns é um obstáculo fundamental para alcançar o estado da arte do processamento direto (STP). Alguns pontos merecem ser destacados. As taxas de licenciamento exigem que as empresas paguem por cada sistema de símbolos que usam. As organizações internacionais arcam com um ônus especialmente pesado, porque muitas vezes precisam licenciar diversas simbologias para administrar operações comerciais em vários países.

As restrições impostas por simbologias proprietárias impedem as empresas de mapear facilmente um conjunto de códigos para outro. Isso dificulta a integração de dados de mercado de diversas fontes, bem como esforços para automatizar as atividades comerciais e de liquidação. Os consumidores de dados de mercado que adotam símbolos proprietários para uso em seus próprios sistemas não precisam pagar apenas as taxas de licenciamento, mas esses símbolos também levam a custos futuros significativos, associados aos esforços para se conectar aos sistemas comerciais emergentes.

Os ambientes de negociação proprietários podem ter funcionado bem durante anos, mas são um subproduto de uma época em que os sistemas de dados funcionavam em grande parte como ilhas que não precisavam interoperar com outros sistemas. Um nível de abordagem diferente: mercados, clientes e governos estão exigindo maior conectividade, transparência e eficiência.

Além disso, a abertura dos sistemas baseados na internet alterou profundamente a forma como as empresas e os indivíduos coletam, gerenciam e compartilham informações. Assim, além de novas regulamentações que exigem clareza e responsabilidade, a mudança para a simbologia aberta está sendo impulsionada por crescentes demandas institucionais e de investidores.

A adoção de um sistema aberto de simbologia compartilhada estabelece as bases para um tremendo salto na negociação eficiente e na liquidação de valores mobiliários, bem como no gerenciamento de dados e relatórios de instrumentos financeiros de maneira mais geral. Esse sistema permitirá que empresas e provedores de serviços de tecnologia transfiram recursos de processos trabalhosos e ineficientes para novos investimentos em ferramentas e produtos que melhor atendam aos clientes.

O rápido crescimento do processamento distribuído levou à necessidade de uma estrutura de coordenação para essa padronização e às recomendações da ISO/IEC 10746 (todas as partes); o Modelo de Referência de Processamento Distribuído Aberto (RM-ODP) fornece tal estrutura. Ele define uma arquitetura na qual o suporte de distribuição, interoperabilidade e portabilidade pode ser integrado.

A ISO/IEC 10746-2 estabelece os conceitos fundamentais e a estrutura de modelagem para descrever sistemas distribuídos. Os escopos e objetivos da ISO/IEC 10746-2 e da Linguagem de Modelagem Unificada (UML), embora relacionados, não são os mesmos e, em vários casos, a ISO/IEC 10746-2 e a especificação da UML usam o mesmo termo para conceitos relacionados, mas estes não são idênticos (por exemplo, interface). No entanto, uma especificação usando os conceitos de modelagem da ISO/IEC 10746-2 pode ser expressa usando UML com extensões apropriadas (usando estereótipos, tags e restrições).

A ISO/IEC 10746-3 especifica uma arquitetura genérica de sistemas distribuídos abertos, expressa usando os conceitos fundamentais e a estrutura estabelecida na ISO/IEC 10746-2. Devido à relação entre a UML como linguagem de modelagem e a ISO/IEC 10746-3, é fácil demonstrar que a UML é adequada como uma notação para as especificações de pontos de vista individuais definidas pelo RM-ODP.

Esta norma estabelece um método para automatizar a contagem de pontos de função, que é geralmente consistente com a versão 4.3.1 do Manual de Práticas de Contagem (CPM do inglês Counting Practices Manual), produzido pelo Grupo Internacional de Usuários de Pontos de Função (IFPUG do inglês International Function Point Users Group). As diretrizes desta norma podem diferir daquelas do CPM do IFPUG em pontos onde os julgamentos subjetivos precisavam ser substituídos pelas regras necessárias para automação. O CPM do IFPUG foi selecionado como base para esta norma, porque é a especificação de medição funcional mais amplamente utilizada, com uma grande infraestrutura de suporte mantida por uma organização profissional.

Pode-se ressaltar que um identificador global de instrumento financeiro é estruturado como uma cadeia de 12 caracteres que é semanticamente sem sentido. Como a cadeia se destina a permanecer ligada a um determinado instrumento financeiro ao longo da vida desse instrumento, além de servir como referência histórica para instrumentos financeiros obsoletos, é vital que a cadeia seja estruturada de forma a ser semanticamente neutra.

Devido à granularidade do identificador global de instrumento financeiro, existe a necessidade de vários tipos de identificadores para fornecer agrupamentos de instrumentos financeiros. Os três tipos de identificadores globais de instrumento financeiro são os seguintes: identificador global: esse é o tipo mais básico de identificador que se aplica exatamente a um único instrumento financeiro no nível mais granular. Por exemplo, ações comuns da Apple (AAPL) negociadas no mercado NASDAQ Global Select.

A granularidade desse identificador é encontrada naquilo que ele identifica. Em particular, o FIGI mais básico identifica um instrumento financeiro, onde aplicável, ao nível do local de negociação. Isto é, quando aplicável, o identificador global identifica um instrumento financeiro dentro do contexto de um local de negociação.

Um identificador global composto é, ele próprio, um identificador global que é diferenciado de um identificador global normal, na medida em que serve como “pai” em uma hierarquia de identificadores globais individuais. Por exemplo, ações comuns da AAPL negociadas no mercado NASDAQ Global Select (nível local/sistema) e em nível global, apresentadas como uma lista de identificadores globais compostos. O propósito desta versão do identificador é agrupar identificadores individuais, conforme descrito anteriormente, em agrupamentos no nível do país.

O identificador global composto só se aplica a um subconjunto limitado de identificadores globais. Em particular, aplica-se apenas àqueles identificadores globais que podem ser diferenciados com base na bolsa em que o ativo é negociado, ou na fonte de preços do ativo. Essas condições só são obtidas no caso de ações. Como tal, o identificador global composto é usado apenas no agrupamento de ações.

O identificador global da classe de ativos é semelhante a um identificador global composto, porém o identificador global da classe de ativos identifica um instrumento financeiro dentro do contexto da perspectiva global, por exemplo, ações ordinárias da Apple. Como um mecanismo de agrupamento para identificadores globais compostos, o identificador global da classe de ativos é usado apenas no agrupamento de ações.

Convém que os caracteres utilizados dentro de um identificador global de instrumento financeiro (FIGI) sejam os seguintes: todas as seguintes consoantes em maiúsculas: B, C, D, F, G, H, J, K, L, M, N, P, Q, R, S, T, V, W, X, Y, Z; os únicos dígitos inteiros são 0 – 9. Enquanto a cadeia em si é semanticamente sem sentido, existe uma estrutura específica que é usada. Convém que as regras de sintaxe para os 12 caracteres sejam as seguintes: caracteres 1 e 2: qualquer combinação de consoantes maiúsculas, com as seguintes exceções: BS, BM, GG, GB, GH, KY, VG. O objetivo desta restrição é reduzir as chances de que o identificador resultante possa ser idêntico a uma sequência do código ISIN (International Securities Identification Number) (ver ISO 6166).

Estritamente falando, uma duplicata não é um problema, pois as strings designam coisas diferentes, mas mesmo assim foi tomado cuidado para reduzir a ambiguidade. A maneira que o ISIN é construído é que os dois primeiros caracteres correspondem ao país de emissão. O terceiro caractere, dependendo da organização emissora, é tipicamente um numeral. No entanto, no caso do Reino Unido, a letra “G” é atribuída. Como está sendo usada a letra “G” como o caractere 3, as únicas combinações que podem surgir dentro do ISIN que somente incorporam consoantes são BSG (Bahamas), BMG (Bermudas), GGG (Guernsey), GBG (Reino Unido) e VGG (Ilhas Virgens Britânicas).

A razão para isso é que o Reino Unido emite números ISIN para entidades dentro de sua jurisdição mais ampla. A alocação dos prefixos para diferentes Provedores Certificados (PC) é especificada no Anexo A. O caractere 3: a letra maiúscula G (para global); o caractere 4-11: qualquer combinação de consoantes maiúsculas e algarismos 0 – 9; caracteres 12: um dígito de verificação (0 – 9) calculado da seguinte forma: as letras são convertidas em números inteiros, conforme a tabela abaixo.

Usando os primeiros 11 caracteres, começando no último caractere em formato inteiro e trabalhando da direita para a esquerda, cada segundo inteiro é multiplicado por dois. A sequência de inteiros resultante (números maiores que 10 se tornam dois dígitos separados) é somada. Subtrair o total do próximo inteiro mais alto que termina em zero. Se o total obtido ao somar os dígitos for um inteiro terminando em zero, convém que o dígito de verificação seja zero.

Embora o identificador global esteja no centro desta norma, um conjunto de campos complementares está associado ao identificador, sendo dois dos quais instâncias especiais do próprio identificador. A necessidade dos pontos de dados adicionais é amplamente uma função da granularidade do identificador global. Como o identificador global serve para identificar instrumentos financeiros no nível mais granular possível, é muito útil especificar claramente os diferenciadores que constituem a granularidade.

Para esse fim, vários elementos-chave de dados estão associados a cada identificador global, que servem para destacar os recursos de diferenciação, além de fornecer informações adicionais sobre o instrumento financeiro, como, por exemplo, o seu nome. Os instrumentos financeiros são, pela sua natureza, coisas que podem ser compradas ou vendidas. Os instrumentos financeiros de que esta norma trata são comprados ou vendidos em uma bolsa de valores.

Como o identificador global atribui identificadores exclusivos aos instrumentos financeiros no nível mais granular possível, convém especificar o local no qual o instrumento financeiro individual é negociado. Convém que o identificador global seja agrupado, juntamente com a fonte de preços, como um código associado. Os códigos dos locais de negociação estão associados aos instrumentos financeiros por meio da propriedade de objeto “has” que é usado em vez de uma propriedade de objeto mais descritiva, como “hasAssociatedCode”, para alavancar os recursos de raciocínio e ser “mapeável” para as relações da Ontologia de Negócios da Indústria Financeira (FIBO).

O nome do instrumento financeiro é o nome da empresa e, às vezes, pode incluir uma breve descrição do instrumento financeiro. O nome de um instrumento pode mudar em conjunto com eventos corporativos. Conforme mencionado anteriormente, convém que o identificador associado ao instrumento financeiro não seja alterado em resposta a tal evento. Em muitos casos, como, por exemplo, ações ordinárias, o nome do instrumento financeiro também é o nome do órgão emissor.

Isso não é suficiente para individualizar o instrumento financeiro, uma vez que as organizações emitem instrumentos financeiros com exatamente o mesmo nome, mas que são negociados em diferentes bolsas. Esta é uma distinção que está ausente em outros identificadores, mas serve como uma característica particular para o FIGI.

As orientações para a gestão de continuidade de negócios

Entenda as orientações e recomendações para a aplicação dos requisitos do sistema de gestão de continuidade de negócios (SGCN) fornecidos na NBR ISO 22301. As orientações e recomendações são baseadas em boas práticas internacionais. É aplicável a organizações que: implementam, mantêm e melhoram um SGCN; buscam assegurar a conformidade com a política de continuidade de negócios declarada; precisam estar aptas a continuar o fornecimento de produtos e serviços em uma capacidade predefinida aceitável durante uma disrupção; buscam melhorar sua resiliência por meio da aplicação eficaz do SGCN.

A NBR ISO 22313 de 06/2020 – Segurança e resiliência — Sistemas de gestão de continuidade de negócios — Orientações para o uso da NBR ISO 22301 fornece orientações e recomendações para a aplicação dos requisitos do sistema de gestão de continuidade de negócios (SGCN) fornecidos na NBR ISO 22301. As orientações e recomendações são baseadas em boas práticas internacionais. É aplicável a organizações que: implementam, mantêm e melhoram um SGCN; buscam assegurar a conformidade com a política de continuidade de negócios declarada; precisam estar aptas a continuar o fornecimento de produtos e serviços em uma capacidade predefinida aceitável durante uma disrupção; buscam melhorar sua resiliência por meio da aplicação eficaz do SGCN. As orientações e recomendações são aplicáveis a todos os tamanhos e tipos de organizações, incluindo grandes, médias e pequenas organizações que operam nos setores industrial, comercial, público e sem fins lucrativos. A abordagem adotada depende do ambiente operacional e da complexidade da organização.

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Quais devem ser os procedimentos em relação aos requisitos legais e regulamentares?

O que fazer em relação às exclusões do escopo do SGCN?

Como estabelecer uma política de continuidade de negócios?

Quais os exemplos de papéis e responsabilidades do SGCN?

Este documento fornece orientação, onde apropriado, sobre os requisitos da NBR ISO 22301. Não é a intenção deste documento fornecer orientações gerais sobre todos os aspectos da continuidade de negócios. Este documento inclui os mesmos cabeçalhos da NBR ISO 22301, mas não reafirma os requisitos e termos e definições relacionados.

A intenção das orientações é explicar e esclarecer o significado e a finalidade dos requisitos da NBR ISO 22301 e auxiliar na resolução de quaisquer problemas de interpretação. Outras normas e especificações técnicas que fornecem orientações adicionais e às quais são feitas referências neste documento são projeto ISO/TS 22317, ISO/TS 22318, projeto NBR ISO 22322, ISO/TS 22330, ISO/TS 22331 e ISO 22398. O escopo destes documentos pode ir além dos requisitos da NBR ISO 22301.

Portanto, convém que as organizações sempre consultem a NBR ISO 22301 para verificar os requisitos a serem atendidos. Para fornecer mais esclarecimentos e explicação sobre postos-chaves, este documento inclui uma série de figuras. As figuras são apenas para fins ilustrativos e o texto relacionado no corpo deste documento tem precedência. Um SGCN deve enfatizar a importância de: estabelecer uma política e objetivos de continuidade de negócios que estejam alinhados com os objetivos da organização; operar e manter processos, capacidades e estruturas de resposta para assegurar que a organização sobreviva a disrupções; monitorar e analisar criticamente o desempenho e a eficácia do SGCN e melhorar continuamente, com base em medições qualitativas e quantitativas.

O SGCN, como qualquer outro sistema de gestão, inclui os componentes a seguir: uma política; pessoas competentes com responsabilidades definidas; processos de gestão relativos a política; planejamento; implementação e operação; avaliação de desempenho; análise crítica pela direção; melhoria contínua; documentação que apoie o controle operacional e possibilite a avaliação de desempenho. Geralmente a continuidade de negócios é específica para uma organização. No entanto, a sua implementação pode ter implicações de longo alcance sobre a comunidade em geral e terceiros.

É provável que uma organização tenha outras organizações externas que dependam dela, e outras que ela dependa. Uma continuidade de negócios eficaz, portanto, contribui para uma sociedade mais resiliente. Um SGCN aumenta o nível de resposta e prontidão da organização para continuar operando durante disrupções. Isso também resulta em uma melhor compreensão dos relacionamentos internos e externos da organização, melhor comunicação com as partes interessadas e a criação de um ambiente

de melhoria contínua. Há potencialmente muitos benefícios adicionais para a implementação de um SGCN de acordo com as recomendações contidas neste documento e de acordo com os requisitos da NBR ISO 22301. Por exemplo, seguir as recomendações da Seção 4 (“contexto da organização”) implica que a organização analisa criticamente seus objetivos estratégicos para assegurar que o SGCN os apoie; reconsidera as necessidades, expectativas e requisitos das partes interessadas; está ciente das obrigações legais, regulamentares e outras aplicáveis.

A Seção 5 (“liderança”) implica que a organização: reconsidera as funções e responsabilidades da direção; promove uma cultura de melhoria contínua; aloca responsabilidade pelo monitoramento e relatórios de desempenho. A Seção 6 (“planejamento”) implica que a organização: reexamina seus riscos e oportunidades e identifica ações para lidar e tirar proveito deles; estabelece uma gestão eficaz de mudanças. A Seção 7 (“apoio”) implica que a organização: estabelece uma gestão eficaz de seus recursos de SGCN, incluindo a gestão de competências; melhora a conscientização dos funcionários sobre assuntos importantes para a direção; possui mecanismos eficazes de comunicação interna e externa; gerencia eficazmente sua documentação.

A Seção 8 (“operação”) resulta que a organização considera: as consequências não intencionais da mudança; prioridades e requisitos de continuidade de negócios; dependências; vulnerabilidades a partir de uma perspectiva de impacto; riscos de disrupção e identificação da melhor forma de endereça-los; soluções alternativas para administrar o negócio com recursos limitados; estruturas e procedimentos eficazes para lidar com disrupções; responsabilidades para com a comunidade e outras partes interessadas. A Seção 9 (“avaliação de desempenho”) implica que a organização: possui mecanismos eficazes para monitorar, medir e avaliar o desempenho; envolve a direção no monitoramento do desempenho e contribui para a eficácia do SGCN.

A Seção 10 (“melhoria”) implica que a organização: tem procedimentos para monitorar o desempenho e melhorar a eficácia;  se beneficia da melhoria contínua de seus sistemas de gestão. Como resultado, a implementação do SGCN pode: proteger a vida, os ativos e o meio ambiente; proteger e aprimorar a reputação e credibilidade da organização; contribuir para a vantagem competitiva da organização, permitindo que ela opere durante as disrupções; reduzir custos decorrentes de disrupções e melhorar a capacidade da organização de permanecer eficaz durante eles; contribuir para a resiliência organizacional geral da organização; ajudar a tornar as partes interessadas mais confiantes no sucesso da organização; reduzir a exposição legal e financeira da organização; demonstrar a capacidade da organização de gerenciar riscos e solucionar vulnerabilidades operacionais.

Este documento adota o modelo plan-do-check-act (PDCA) para planejar, estabelecer, implementar, operar, monitorar, analisar criticamente, manter e melhorar continuamente a eficácia do SGCN da organização. Uma explicação sobre o ciclo PDCA é fornecida na tabela abaixo. Ela ilustra como o SGCN considera os requisitos das partes interessadas como entradas para a gestão de continuidade de negócios (GCN) e, por meio das ações necessárias e processos, produz resultados de continuidade de negócios (por exemplo, continuidade de negócios gerenciada) que atendem a estes requisitos.

A continuidade de negócios é a capacidade da organização de continuar fornecendo produtos ou serviços em capacidades predefinidas aceitáveis após uma disrupção. A gestão de continuidade de negócios é o processo de implementação e manutenção da continuidade de negócios para evitar perdas e se preparar para mitigar e gerenciar disrupções. O estabelecimento de um SGCN permite que a organização controle, avalie e melhore continuamente sua continuidade de negócios. Neste documento, a palavra negócios é usada como um termo abrangente para as operações e serviços executados por uma organização em busca de seus objetivos, metas ou missão.

Como tal, é igualmente aplicável a grandes, médias e pequenas organizações que operam nos setores industrial, comercial, público e sem fins lucrativos. As disrupções têm o potencial de interromper todas as operações da organização e sua capacidade de fornecer produtos e serviços. No entanto, a implementação de um SGCN antes que ocorra uma disrupção, em vez de responder de maneira não planejada após o incidente, permite à organização retomar as operações antes que surjam níveis inaceitáveis de impacto.

A gestão de continuidade de negócios envolve: identificar os produtos e serviços da organização e as atividades que os entregam; analisar os impactos de não retomar as atividades e os recursos dos quais dependem; compreender o risco de disrupção; determinar prioridades, prazos, capacidades e estratégias para retomar a entrega de produtos e serviços; ter soluções e planos para retomar as atividades dentro dos prazos requeridos após uma disrupção; garantir que esses arranjos sejam analisados criticamente e atualizados de forma regular para que sejam eficazes em todas as circunstâncias. Convém que a abordagem da organização à gestão da continuidade de negócios e suas informações documentadas sejam apropriadas ao seu contexto (por exemplo, ambiente operacional, complexidade, necessidades, recursos).

A continuidade de negócios pode ser eficaz para lidar com disrupções repentinas (por exemplo, explosões) e graduais (por exemplo, pandemias). As atividades podem ser interrompidas por uma ampla variedade de incidentes, muitos dos quais são difíceis de prever ou analisar. Ao focar no impacto da disrupção e não na causa, a continuidade de negócios permite que uma organização identifique atividades que são essenciais para poder cumprir suas obrigações.

Por meio da continuidade de negócios, uma organização pode reconhecer o que é para ser feito para proteger seus recursos (por exemplo, pessoas, instalações, tecnologia, informação), cadeia de suprimentos, partes interessadas e reputação antes que ocorra uma disrupção. Com esse reconhecimento, é possível que a organização crie uma estrutura de resposta, para ter certeza de gerenciar os impactos de uma disrupção. As figuras abaixo ilustram conceitualmente como a continuidade de negócios pode ser eficaz na mitigação de impactos em determinadas situações. Nenhuma escala de tempo específica é implicada pela distância relativa entre os estágios representados em qualquer diagrama.

Convém que a organização avalie e entenda as questões externas e internas (incluindo fatores ou condições positivas e negativas para consideração) que sejam pertinentes para seus objetivos gerais, produtos e serviços, e o quanto e o tipo de risco que pode ou não assumir. Convém que esta informação seja considerada na implementação e manutenção do SGCN da organização e atribuição de prioridades. O contexto externo da organização inclui, quando pertinente, o seguinte: o ambiente político, legal e regulamentar, seja internacional, nacional, regional ou local; os aspectos social e cultural; o ambiente financeiro, tecnológico, econômico, natural e competitivo, seja internacional, nacional, regional ou local; o comprometimento com a cadeia de suprimentos e relacionamentos (ver também ISO/TS 22318); fatores-chave (por exemplo, riscos, tecnologia) e tendências tendo um impacto sobre os objetivos e a operação da organização; relacionamentos com, e percepções e valores das, partes interessadas fora da organização; canais de comunicação, incluindo mídias sociais, usados para verificar e formar esses relacionamentos.

O contexto interno da organização inclui, quando pertinente, o seguinte: produtos e serviços, atividades, recursos, cadeia de suprimentos, e as relações com as partes interessadas; capacidades, entendidas em termos de recursos e de conhecimentos (por exemplo, capital, tempo, pessoas, processos, sistemas e tecnologias); sistemas de gestão existentes; informações e dados (armazenados em formato físico ou eletrônico) e processos de tomada de decisão (formais e outros); partes interessadas dentro da organização, incluindo fornecedores internos [consideração de acordos de nível de serviço (SLA), acordos de resiliência e recuperação avaliados], ver ISO/TS 22318; políticas e os objetivos, e as estratégias que estão em vigor para alcança-los; oportunidades futuras e prioridades de negócios; percepções, valores e cultura; normas e modelos de referência adotados pela organização; estruturas (por exemplo, governança, papéis e responsabilizações); canais de comunicação interna usados para a troca de informações pela força de trabalho (por exemplo, mídias sociais).

A organização tem o dever de cuidar de uma ampla gama de pessoas dentro e fora da organização (ver também ISO/TS 22330). Ao estabelecer o SGCN, convém que a organização assegure que as necessidades e requisitos das partes interessadas sejam considerados. Convém que a organização identifique todas as partes interessadas que são pertinentes para seu SGCN e, com base em suas necessidades e expectativas, convém que determine seus requisitos.

É importante identificar não apenas os requisitos declarados, mas também os implícitos. Ao planejar e implementar o SGCN, é importante identificar ações que sejam apropriadas em relação às partes interessadas, mas diferenciar entre as categorias. Por exemplo, embora possa ser apropriado se comunicar com todas as partes interessadas na sequência de um incidente disruptivo, pode não ser apropriado comunicar a todas as partes interessadas a implementação e manutenção da gestão da continuidade de negócios.

IEEE 1248: o comissionamento de sistemas elétricos em usinas hidrelétricas

Essa norma é um guia de comissionamento de sistemas elétricos em usinas hidrelétricas e foi publicado pela IEEE em 2020. Nesse documento são fornecidos os procedimentos de inspeção e ensaios para uso após a conclusão da instalação de componentes e sistemas até a operação comercial de usinas hidrelétricas. Este guia é direcionado aos proprietários, projetistas e contratados de usinas envolvidos no comissionamento de sistemas elétricos de usinas hidrelétricas.

A IEEE 1248:2020 – Guide for the Commissioning of Electrical Systems in Hydroelectric Power Plants é um guia de comissionamento de sistemas elétricos em usinas hidrelétricas e foi publicado pela IEEE em 2020. Nesse documento são fornecidos os procedimentos de inspeção e ensaios para uso após a conclusão da instalação de componentes e sistemas até a operação comercial de usinas hidrelétricas. Este guia é direcionado aos proprietários, projetistas e contratados de usinas envolvidos no comissionamento de sistemas elétricos de usinas hidrelétricas.

Em resumo, o guia descreve os ensaios realizados e fornece os processos a serem seguidos durante o comissionamento de sistemas elétricos e de controle em usinas hidrelétricas. São fornecidas orientações sobre métodos a serem utilizados, organização e execução dos ensaios.

Embora o guia não forneça os procedimentos prescritivos específicos para instalações e equipamentos, os ensaios são descritos juntamente com os padrões de referência para obter mais informações. O comissionamento de equipamentos elétricos pode ser para uma nova instalação de usina hidrelétrica; reabilitação de uma usina hidrelétrica existente; ou substituição e atualização de equipamentos elétricos existentes.

Conteúdo da norma

1. Visão geral………………………. 10

1.1 Escopo………………………….. 10

1.2 Objetivo………………………. 10

1.3 Organização…………………… 10

2 Referências normativas………. 11

3 Definições, acrônimos e abreviações……………… …. 11

3.1 Definições………………………………………… 11

3.2 Acrônimos e abreviações……….. …………. 12

4. Planejamento, funções e responsabilidades do comissionamento…………………… 13

4.1 Planejamento…………………… 13

4.2 Proprietário……………………. 14

4.3 Empreiteiro……………………… 14

4.4 Engenheiro………………………. 15

4.5 Fabricante/fornecedor……………. 16

5. Fases do programa de comissionamento ……………. 16

5.1 Fase de ensaio de construção… …………………. 17

5.2 Fase de ensaio pré-operacional ………………. 18

5.3 Fase de ensaio operacional…………………. 18

5.4 Ensaio de desempenho.. …………………….. 19

6. Implementação do comissionamento….. …………… 19

6.1 Geral…………. ……………………………………. 19

6.2 Fase de conclusão da construção………. ………. 19

6.3 Fase de ensaio pré-operacional……….. ………….. 20

6.4 Fase de ensaio operacional e inicialização da unidade……………………. 21

6.5 Ensaio de desempenho……………………. 21

7. Aplicação deste guia……………………… 21

7.1 Geral…………………………………. 21

7.2 Usando este guia para desenvolver um programa de ensaio…………………….. 22

7.3 Coordenar ensaios de comissionamento de sistemas e unidades………………… 26

8. Equipamentos na planta……………………… 27

8.1 Lista de equipamentos e matrizes de ensaio….. …… 27

9. Descrições dos ensaios……………………… 64

9.1 Geral …………………………………….. 64

9.2 Ensaios de construção…………………….. 66

9.3 Ensaios pré-operacionais……………….. 101

9.4 Ensaios operacionais…………………….. 123

9.5 Ensaios de desempenho……………….. 137

10. Documentação………………………… 143

10.1 Manutenção de registros……………… 143

10.2 Documentação de engenharia ……….. 143

10.3 Documentação de fábrica… ……………… 143

10.4 Documentação no local…. ………………… 144

Anexo A (informativo) Bibliografia……… ……….. 145

A.1 Turbinas, geradores e motores……. ………. 145

A.2 Transformadores……………………………. 146

A.3 Reguladores………………………………. 147

A.4 Cabos e pista…… ……………………….. 147

A.5 Proteção e retransmissão……………….. 148

A.6 Excitação……………………………. 148

A.7 Isolamento…………………………… 148

A.8 Baterias, UPS e sistemas de energia em espera……… 149

A.9 Disjuntores, painéis, painéis e centros de controle de motores……………… 149

A.10 Controle e SCADA………………….. 150

A.11 Aterramento…………………………. 150

A.12 Definições, códigos, referências e tabelas………………. 151

A.13 Manutenção……….. …………………………….. 151

A.14 Proteção contra incêndio…………………… 151

A.15 Diversos………………………….. 152

Este guia foi desenvolvido para auxiliar os engenheiros envolvidos no comissionamento de equipamentos elétricos em relação ao seguinte: ensaios específicos de equipamentos elétricos; programa de ensaio para colocar o equipamento em operação; o comissionamento de equipamentos elétricos pode ser para o seguinte: uma nova instalação de usina hidrelétrica; reabilitação de uma usina hidrelétrica existente; ou substituição e atualização do equipamento existente.

O guia descreve o desenvolvimento de uma organização de inicialização, seguida de uma descrição do fases de comissionamento de uma usina hidrelétrica. As informações principais estão contidas no formato de matriz para cada tipo principal de equipamento elétrico, que identifica os vários ensaios associados ao equipamento. As informações são fornecidas para cada ensaio específico, incluindo o seguinte: uma breve descrição; documentos comprovativos; equipamento necessário; duração ou tempo necessário.

Com base nas informações acima, são fornecidas orientações para o planejamento, desenvolvimento e documentação de um programa de comissionamento. Este guia aborda a energia hidrelétrica convencional. Partes do guia são relevantes para instalações de armazenamento bombeado, mas os recursos exclusivos das instalações de armazenamento bombeado não são abordados especificamente.

O guia também contém uma bibliografia de normas do setor, práticas recomendadas e guias que podem ser usado como recursos pelo engenheiro envolvido no comissionamento de equipamentos elétricos. A listagem destina-se a auxiliar na preparação para o início de uma usina hidrelétrica ou para um ensaio específico. Uma revisão de documentos é incentivada.

Todos os ensaios devem ser feitos de acordo com as especificações do equipamento e contratos com referência e em conjunto com as normas pertinentes da indústria. A revisão mais recente das normas e os guias listados no Anexo A devem ser usados. Uma lista de documentos comprovativos, que inclui itens bibliográficos e documentos gerais, é fornecido para cada ensaio na Cláusula 9 deste guia.

A segurança das camas hospitalares

Deve-se estabelecer os requisitos particulares para a SEGURANÇA BÁSICA e o DESEMPENHO ESSENCIAL de CAMAS HOSPITALARES, da forma definida em 201.3.212. Se uma seção ou subseção for especificamente destinada à aplicação apenas para CAMAS HOSPITALARES, ou apenas para SISTEMAS EM, o título e o conteúdo daquela seção ou subseção o indicarão.

A NBR IEC 60601-2-52 de 03/2020 – Equipamento eletromédico – Parte 2-52: Requisitos particulares para a segurança básica e o desempenho essencial das camas hospitalares, que é uma norma particular, objetiva estabelecer os requisitos particulares para a SEGURANÇA BÁSICA e o DESEMPENHO ESSENCIAL de CAMAS HOSPITALARES, da forma definida em 201.3.212. Se uma seção ou subseção for especificamente destinada à aplicação apenas para CAMAS HOSPITALARES, ou apenas para SISTEMAS EM, o título e o conteúdo daquela seção ou subseção o indicarão. Se este não for o caso, a seção ou subseção será aplicável tanto a CAMAS HOSPITALARES quanto a SISTEMAS EM, como for relevante.

PERIGOS inerentes à função fisiológica destinada à CAMA HOSPITALAR ou SISTEMAS EM contidos no escopo desta norma não são abordados pelos requisitos específicos desta norma, à exceção de 7.2.13 e 8.4.1 da norma geral. Na série IEC 60601, as normas particulares podem modificar, substituir ou cancelar os requisitos contidos na norma geral e nas normas colaterais, conforme apropriado para o EQUIPAMENTO EM considerado, em particular, e podem adicionar outros requisitos para a SEGURANÇA BÁSICA e o DESEMPENHO ESSENCIAL.

O requisito de uma norma particular tem prioridade sobre a norma geral. Para abreviar, a IEC 60601-1 é referida nesta Norma Particular como a norma geral. Normas colaterais são referidas pelo seu número de documento. A numeração das seções, e subseções desta Norma Particular corresponde à da norma geral com o prefixo “201” (por exemplo, 201.1 nesta Norma aborda o conteúdo da Seção 1 da norma geral) ou norma colateral aplicável com o prefixo “20x”, onde x é (são) o (s) dígito (s) final (is) do número do documento da norma colateral (por exemplo, 202.4 nesta Norma Particular aborda o conteúdo da Seção 4 da norma colateral IEC 60601-1-2, 203.4 nesta Norma Particular aborda o conteúdo da Seção 4 da norma colateral IEC 60601-1-3 etc.).

As alterações do texto da norma geral estão especificadas pela utilização das seguintes palavras: “Substituição” significa que a seção ou subseção da norma geral ou norma colateral aplicável será completamente substituída pelo texto desta Norma Particular. “Adição” significa que o texto desta Norma Particular é adicional aos requisitos da norma geral ou da norma colateral aplicável. “Emenda” significa que a seção ou subseção da norma geral ou norma colateral aplicável será alterada da forma indicada pelo texto desta Norma Particular. As subseções, figuras ou tabelas que forem adicionais às da norma geral serão numeradas a partir de 201.101.

Entretanto, devido ao fato de que as definições na norma geral são numeradas de 3.1 até 3.139, as definições adicionais desta Norma serão numeradas a partir de 201.3.201. Os anexos adicionais serão indicados pelas letras AA, BB etc., e itens adicionais, aa), bb) etc. As subseções, figuras ou tabelas adicionais às da norma colateral serão numeradas a partir de 20x, onde “x” é o número de uma norma colateral, como, por exemplo, 202 para IEC 60601-1-2, 203 para IEC 60601-1-3 etc. O termo “esta Norma” é utilizado para se referir à norma geral, a quaisquer normas colaterais aplicáveis e a esta Norma Particular em conjunto. Onde não houver seção ou subseção correspondente nesta Norma Particular, a seção ou subseção da norma geral ou da norma colateral aplicável, embora possivelmente não relevante, será aplicável sem modificação; onde for definido que qualquer parte da norma geral ou da norma colateral aplicável, embora possivelmente relevante, não seja aplicável, uma afirmação neste sentido será fornecida nesta Norma Particular.

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Em 1996, a IEC publicou a primeira edição da norma particular para camas hospitalares operadas eletricamente, a IEC 60601-2-38. A publicação aconteceu em resposta a uma demanda de campo por uma norma universal que abordasse PERIGOS específicos de segurança das camas hospitalares. Utilizada em conjunto com a AVALIAÇÃO DE RISCO DO FABRICANTE, considera-se que a norma representa a corrente de pensamento mais atual a respeito de como estabelecer melhores práticas de segurança básica para o setor.

Uma emenda da IEC 60601-2-38, liberada em 1999, reconhece a necessidade de mitigar os RISCOS de aprisionamento do PACIENTE nas GRADES LATERAIS, novamente em combinação com o uso da AVALIAÇÃO DE RISCO DO FABRICANTE. Embora isto tenha melhorado a norma particular, esta ainda está focada em camas hospitalares operadas eletricamente, e não considera camas hospitalares operadas manualmente e produtos em outros ambientes médicos.

Em 2000, a EN 1970 (Adjustable beds for DISABLED PERSONS – Requirements and test methods), foi publicada, abordando camas utilizadas por pessoas incapacitadas para aliviar ou compensar uma limitação ou deficiência física. Esta norma ofereceu um escopo mais abrangente, em conjunto com a IEC 60601-2-38, mas depois da edição da Emenda 1 da IEC 60601-2-38, surgiu a oportunidade de combinar as duas normas em uma comum, a norma internacional. Conforme os trabalhos para integração se iniciaram, a IEC ajustou sua postura sobre a SEGURANÇA BÁSICA e o DESEMPENHO ESSENCIAL, integrando-os à terceira edição da IEC 60601-1.

O alinhamento da nova norma com a terceira edição tornou-se, portanto, necessário. A norma particular recebeu um novo número, IEC 60601-2-52, e foram iniciados os trabalhos de alinhamento à terceira edição. Esta Norma Particular, portanto, é o resultado de intenso trabalho de alinhamento e de ajuste de escopo entre a IEC 60601-2-38, a EN 1970 e a terceira edição da IEC 60601-1. Ela representa a corrente de pensamento mais atual sobre SEGURANÇA BÁSICA e DESEMPENHO ESSENCIAL das CAMAS HOSPITALARES utilizadas para aliviar enfermidades de PACIENTES e as limitações das PESSOAS INCAPACITADAS. É o esforço de um grupo de trabalho conjunto da IEC e da ISO.

A CAMA HOSPITALAR deve ser rotulada com o nome ou a marca e o endereço do FABRICANTE, a REFERÊNCIA DE TIPO OU MODELO e meios para permitir que estes sejam rastreados. Os componentes removíveis devem ser rotulados com o nome ou a marca e o endereço do FABRICANTE, a REFERÊNCIA DE TIPO OU MODELO e meios para permitir que estes sejam rastreados, a não ser que a identificação errônea não constitua um RISCO inaceitável. As CAMAS HOSPITALARES destinadas à utilização com um sistema de lavagem automático devem ser rotuladas com o seguinte texto para distingui-las das CAMAS HOSPITALARES que não toleram tais métodos de limpeza: “Cuidado, esta cama pode ser utilizada em sistemas de lavagem automáticos para limpeza.”

As CAMAS HOSPITALARES destinadas à utilização com lavagem a jato devem ser rotuladas pelo seguinte texto: “Cuidado, esta cama pode ser utilizada com lavagem a jato.” Se um ELEVADOR DA CAMA tiver uma subplataforma de largura ajustável, a faixa de larguras possíveis deve ser rotulada, por exemplo, através de um indicador da medição linear fixado às partes ajustáveis. As CAMAS HOSPITALARES projetadas para permitir a substituição de colchões devem ser rotuladas com a seguinte sentença, como uma advertência: “Colchões incompatíveis podem criar PERIGOS.

Leia as instruções de utilização ou com um símbolo apropriado, em um local proeminente da PLATAFORMA DE SUPORTE DO COLCHÃO, indicando os colchões compatíveis (ver exemplo em AA.1). As CAMAS HOSPITALARES projetadas para possuírem GRADES LATERAIS removíveis devem ser rotuladas com a seguinte sentença, como uma advertência: “GRADES LATERAIS incompatíveis podem criar PERIGOS. Leia as instruções de utilização ou com um símbolo apropriado, em um local proeminente da GRADE LATERAL, indicando as GRADES LATERAIS compatíveis (ver exemplo em AA.2).

Onde uma possível sobrecarga em um ACESSÓRIO destinado a suportar cargas puder criar RISCOS inaceitáveis, a CARGA DE TRABALHO SEGURA correspondente deve ser rotulada no ACESSÓRIO. A conformidade é verificada através da inspeção. Onde um CONTROLE DE TRAVAMENTO DO MOVIMENTO for responsável por prevenir movimentações inadvertidas da PLATAFORMA DE SUPORTE DO COLCHÃO e precisar do acionamento do OPERADOR, isto deve ser explicitado através de rotulagem ou símbolos, conforme apropriado, colocados do lado externo da CAMA HOSPITALAR e visíveis da posição de UTILIZAÇÃO NORMAL (ver Figura 201.106 na norma).

Exemplo: “Acione o CONTROLE DE TRAVAMENTO DO MOVIMENTO se o PACIENTE puder se machucar como resultado de um movimento não intencional da PLATAFORMA DE SUPORTE DO COLCHÃO.” A conformidade é verificada através da inspeção das CAMA HOSPITALAR.

Os controles e/ou indicadores, quando possível, devem ser rotulados empregando-se símbolos que transmitam a função destinada desses controles ou indicadores sem a necessidade de textos adicionais. As instruções de utilização devem incluir: uma descrição, de acordo com 201.3, do(s) AMBIENTE(S) DE APLICAÇÃO destinado(s); o peso máximo do PACIENTE e a CARGA DE TRABALHO SEGURA. A CARGA DE TRABALHO SEGURA é a soma de: o PACIENTE; o colchão; os ACESSÓRIOS da CAMA HOSPITALAR (apenas se forem apoiados no sistema de suporte da CAMA HOSPITALAR); e a carga suportada por tais ACESSÓRIOS (excluindo-se o peso do PACIENTE).

Uma explicação sobre como desativar uma função da CAMA HOSPITALAR se os movimentos gerados por tal função puderem causar lesões ao PACIENTE. Para CAMAS HOSPITALARES destinadas a um AMBIENTE DE APLICAÇÃO 4, o resultado das medições audíveis de energia acústica, de acordo com a ISO 3746. As instruções de utilização devem fornecer uma advertência de que convém que a CAMA HOSPITALAR seja mantida em sua posição mais baixa quando o PACIENTE não estiver acompanhado, para reduzir o RISCO de lesões provocadas por quedas.

As instruções de utilização devem fornecer uma advertência dos PERIGOS causados pelo manuseio inapropriado do CABO FLEXÍVEL DE ALIMENTAÇÃO, por exemplo, pelo dobramento, cisalhamento ou outros danos mecânicos. As instruções de utilização devem fornecer uma advertência, declarando que devem ser tomadas precauções ao fazer o roteamento de cabos na CAMA HOSPITALAR a partir de outros equipamentos, para não amassar os cabos entre as partes da CAMA HOSPITALAR.

As instruções de utilização devem fornecer uma advertência se a CAMA HOSPITALAR só puder ser utilizada com certos guindastes por causa da limitação de espaço sob a CAMA HOSPITALAR. As instruções de utilização devem conter informações sobre a seleção do colchão (es), incluindo as dimensões do colchão e as características do colchão (por exemplo, para reduzir o RISCO de aprisionamento e quedas (ver também 201.7.2.2.105)).

As instruções de utilização devem conter informações sobre a seleção das GRADES LATERAIS, incluindo as dimensões da GRADE LATERAL e as características da GRADE LATERAL (por exemplo, para reduzir o RISCO de aprisionamento e quedas (ver também 201.7.2.2.106)). As instruções de utilização devem identificar os ângulos máximos, em relação à horizontal, que podem ser atingidos durante a UTILIZAÇÃO NORMAL em cada parte da PLATAFORMA DE SUPORTE DO COLCHÃO. Elas também devem identificar as alturas máxima e mínima, a partir do piso, que podem ser atingidas pela PLATAFORMA DE SUPORTE DO COLCHÃO durante a UTILIZAÇÃO NORMAL. Elas também devem identificar quaisquer posições de emergência e os controles com os quais tais posições forem obtidas.

As instruções de utilização devem identificar a massa máxima (em kg) da CAMA HOSPITALAR. Se a CAMA HOSPITALAR for destinada a ser desmontada em partes, a massa máxima (em kg) de todas as partes deve ser declarada nas instruções de utilização. As instruções de utilização devem informar o OPERADOR ou a ORGANIZAÇÃO RESPONSÁVEL, com suficiente detalhamento, sobre a inspeção preventiva, a manutenção e a calibração a serem executada por eles, incluindo a frequência de tal manutenção.

As instruções de utilização devem fornecer informações sobre a execução segura de tais rotinas de manutenção, necessárias para garantir a utilização segura continuada da CAMA HOSPITALAR. Além disso, as instruções de utilização devem identificar as partes nas quais devem ser executadas a inspeção e a manutenção pelo PESSOAL DE SERVIÇO, incluindo os períodos a serem aplicados e detalhes a respeito da execução propriamente dita de tal manutenção.

Para as CAMAS HOSPITALARES que contenham baterias recarregáveis destinadas a serem mantidas por outros que não o PESSOAL DE SERVIÇO, as instruções de utilização devem conter instruções que garantam a manutenção adequada. Os CABOS FLEXÍVEIS DE ALIMENTAÇÃO devem ter um mínimo de 2,5 m medidos do plugue ao perímetro externo da CAMA HOSPITALAR. Os CABOS FLEXÍVEIS DE ALIMENTAÇÃO e outros cabos elétricos externos flexíveis e cordões das CAMAS HOSPITALARES devem ser do tipo HD22.10 H05-BQ-F [1] 3 ou de qualidade equivalente para robustez mecânica.

Os CABOS FLEXÍVEIS DE ALIMENTAÇÃO devem ser equipados com mecanismos apropriados para proteger contra deformações e dobras. Os conjuntos de CABOS FLEXÍVEIS DE ALIMENTAÇÃO devem ter um plugue moldado sobre eles ou outras formas de resistência ao ingresso de água durante o PROCESSO de limpeza destinado à CAMA HOSPITALAR. As camas hospitalares devem ser equipadas com meios para manter os CABOS FLEXÍVEIS DE ALIMENTAÇÃO longe de qualquer parte ou mecanismo móvel da CAMA HOSPITALAR quando a CAMA HOSPITALAR estiver sendo utilizada, transportada, ou mesmo não estiver em uso, para evitar danos aos CABOS FLEXÍVEIS DE ALIMENTAÇÃO.

Os CABOS FLEXÍVEIS DE ALIMENTAÇÃO devem ser protegidos adequadamente contra danos resultantes do contato com parte (s) móvel (is) ou da fricção em quinas ou bordas afiadas dentro da CAMA HOSPITALAR. Quaisquer aberturas ou áreas (A1, A2, A3, A4, A5, A6, B, C e D) dentro do sistema da CAMA HOSPITALAR que estiverem acima da PLATAFORMA DE SUPORTE DO COLCHÃO devem atender aos requisitos dimensionais e de construção das Figuras 201.107, 201.108 e da Tabela 201.101, disponíveis na norma. Onde houver um RISCO de aprisionamento do PACIENTE que tenha sido abordado de outra forma, isto deve ser justificado pelo FABRICANTE no ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

A conformidade é verificada antes e depois da aplicação dos ensaios de resistência da GRADE LATERAL e de confiabilidade da trava (ver 201.9.8.3.3.3). A conformidade é verificada com a PLATAFORMA DE SUPORTE DO COLCHÃO na posição horizontal, a não ser que haja uma indicação diferente na Tabela 201.101 na norma. O ensaio deve ser executado com a GRADE LATERAL em todas as posições de elevação e travamento.

Todos os ensaios são executados sem o colchão, exceto o ensaio para a Dimensão D. Os requisitos relativos ao colchão são verificados com o (s) colchão (es) e da forma especificada pelo FABRICANTE. Os requisitos das Figuras 201.107, 201.108 e da Tabela 201.101 (disponíveis na norma) relativos ao colchão estão excluídos para os COLCHÕES ESPECIAIS.