O revestimento de paredes de argamassas inorgânicas

Devem ser executados ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

A NBR 13528-1 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 1: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais para a realização dos ensaios de determinação da resistência de aderência à tração de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos, conforme as NBR 13528-2 e NBR 13528-3. Para o ensaio, deve-se usar um equipamento de tração que consiste em um dinamômetro de tração que permita a aplicação contínua de carga, de fácil manuseio, baixo peso, dotado de dispositivo para leitura de carga, que apresente um erro máximo de 2%.

O equipamento deve assegurar a aplicação da carga centrada e ortogonal ao plano do revestimento. Para assegurar a ortogonalidade, sugere-se a utilização de um equipamento com três pontos de apoio ajustáveis. A forma de encaixe entre o equipamento e a pastilha não pode intensificar a ocorrência de cargas excêntricas. Usar uma pastilha ou uma peça metálica circular, não deformável sob a carga do ensaio, de seção circular, com (50 ± 1) mm de diâmetro, com dispositivo no centro para o acoplamento do equipamento de tração.

Recomenda-se o uso de pastilhas com no mínimo 10 mm de espessura. Incluir um dispositivo de corte (serra-copo) que consiste em um copo cilíndrico de altura superior à espessura do sistema de revestimento ensaiado, com borda diamantada, provida de um dispositivo que assegure a estabilidade do copo durante o corte, de modo a evitar vibrações prejudiciais à integridade do corpo de prova.

O paquímetro deve possuir escala em milímetros (mm), com resolução de no mínimo 0,1 mm e é empregado para determinar a espessura do revestimento e o diâmetro do corpo de prova. A cola deve ser à base de resina epóxi, poliéster ou similar e destina-se à colagem da pastilha na superfície do corpo de prova. A cola deve apresentar propriedades mecânicas compatíveis com o sistema em ensaio e atender às condições de umidade do revestimento. Recomenda-se o uso de um adesivo de alta viscosidade para evita r problemas de escorrimento. Como material para sustentação das pastilhas, devem ser utilizados acessórios para evitar o deslocamento das pastilhas durante o período de secagem da cola.

A NBR 13528-2 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 2: Aderência ao substrato especifica o método para determinação da aderência ao substrato, pelo ensaio de resistência de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos. O ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a capacidade de aderência do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. Antes da aplicação da argamassa deve ser feita uma limpeza na superfície do substrato para a eliminação de agentes contaminantes (óleo, poeira e outros), que possam prejudicar a aderência entre a argamassa e o substrato.

Em caso de emprego de desmoldante (substrato de concreto), a limpeza deve ser realizada com escova de aço, água e detergente neutro. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento. A forma de lançamento da argamassa ao substrato é um fator que interfere no comportamento do revestimento, principalmente no que se refere ao mecanismo de aderência.

As argamassas projetadas mecanicamente podem apresentar valores de resistência de aderência superiores e coeficiente de variação inferior, em relação às argamassas aplicadas manualmente, isto porque a projeção mecânica proporciona maior superfície de contato e compacidade após a aplicação, reduzindo a porosidade e permeabilidade dos revestimentos. Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento).

A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório. A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória, contemplando arrancamentos em juntas e blocos. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm (ver figura abaixo).

 

De forma a representar adequadamente o painel, convém que o posicionamento dos corpos de prova siga a proporção entre as áreas de superfícies de blocos e de juntas do substrato, sempre que possível. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

A pastilha deve ser colada de forma centrada no corpo de prova, delimitado pelo corte, para evitar a aplicação de esforço excêntrico. A colagem das pastilhas deve ser realizada conforme indicado a seguir: remover as partículas soltas e a sujeira da superfície sobre a qual vai ser colada a pastilha metálica, limpando-a com um pincel de cerdas macias; assegurar que a superfície de colagem da pastilha metálica esteja isenta de qualquer resíduo de ensaios anteriores e aplicar a cola com espátula sobre a face de colagem; aplicar a pastilha sobre a superfície do revestimento, pressionando-a e ajustando-a de maneira que seja assegurado o total espalhamento da cola, até um leve extravasamento pelas laterais.

A espessura da camada de cola não pode ultrapassar 5 mm. Deve-se remover o excesso de cola nas bordas com auxílio de uma espátula. Tomar cuidado para não danificar o revestimento no perímetro da pastilha e aguardar o tempo indicado pelo fabricante para a secagem da cola. Convém que o relatório do ensaio também tenha registros dos seguintes dados e informações, e sua fonte, justificando quando não for possível obtê-los. Deve fazer a identificação do tipo de substrato, tipo de argamassa de revestimento e processo de aplicação da argamassa e o detalhamento do preparo da base (como limpeza, chapisco etc.). Identificar a marca comercial da (s) argamassa (s) e fabricante, no caso de produto industrializado e a composição e proporcionamento da (s) argamassa (s), no caso de produto preparado em obra. Descobrir a idade do revestimento, quando da realização do ensaio e fazer uma fotografia colorida de cada corpo de prova em que seja possível visualizar seu número de identificação e a interface rompida (pastilha/revestimento/substrato).

A NBR 13528-3 de 09/2019 – Revestimento de paredes de argamassas inorgânicas – Determinação da resistência de aderência à tração – Parte 3: Aderência superficial especifica o método para determinação da aderência superficial, pelo ensaio de aderência à tração, de revestimentos de argamassa aplicados em obra ou laboratório sobre substratos inorgânicos não metálicos.

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Como pode ser definida a resistência de aderência à tração?

Qual deve ser o procedimento do ensaio para a determinação da umidade do revestimento?

Como deve ser feito o cálculo da resistência de aderência ao substrato?

Como deve ser feita a colagem das pastilhas metálicas?

Para a para determinação da aderência superficial, ensaio deve ser realizado no revestimento com idade de 28 dias, para argamassas mistas ou de cimento e areia, e de 56 dias, para argamassas de cal e areia, contados após a aplicação da argamassa sobre o substrato. Caso seja de interesse a realização do ensaio em outra idade, conforme acordo entre as partes, esta idade deve ser registrada no relatório de ensaio. A aparelhagem a ser utilizada no ensaio está descrita na NBR 13528-1.

Os corpos de prova podem ser preparados no local onde o revestimento estiver aplicado, em revestimentos acabados, antigos ou recentes. O ensaio deve ser realizado para avaliar a aderência superficial do revestimento sobre painéis de alvenaria, componentes de alvenaria (blocos e tijolos), placas de concreto, entre outros. As características dos revestimentos devem ser selecionadas conforme os objetivos a que se propõe o ensaio e, no caso de argamassas industrializadas, devem ser seguidas as indicações do fabricante quanto ao processo de aplicação, espessura e acabamento.

Cada determinação deve ser realizada ensaiando 12 corpos de prova de mesmas características (tipo e preparo do substrato, argamassa de revestimento, forma de aplicação da argamassa, idade do revestimento). A quantidade de corpos de prova para cada determinação da aderência ao substrato independe de o ensaio ser realizado em obra ou laboratório.

A distribuição dos corpos de prova no painel revestido deve ser feita de forma aleatória. Os pontos de arrancamento devem estar espaçados entre si, além dos cantos e das quinas, em no mínimo 50 mm. Em paredes internas, os corpos de prova devem estar distribuídos na faixa entre 30 cm acima do piso e 30 cm abaixo do teto, de modo a facilitar a execução do ensaio. Deve-se utilizar andaime (plataforma) para a realização do ensaio em alturas superiores à do operador. A ergonomia do operador durante a execução do ensaio, assim como do pedreiro durante a aplicação da argamassa, pode contribuir com a variação dos valores de aderência.

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A segurança das plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT)

Deve-se ser lembrado que os requisitos de segurança desses equipamentos foram elaborados com base no fato de que as plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) recebem, periodicamente, manutenção de acordo com as instruções fornecidas, condições de trabalho, frequência de uso e legislação vigente.

Deve-se ser lembrado que os requisitos de segurança desses equipamentos foram elaborados com base no fato de que as plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) recebem, periodicamente, manutenção de acordo com as instruções fornecidas, condições de trabalho, frequência de uso e legislação vigente. A manutenção para a PEMT é o produto de atividades que inclui projeto, produção e ensaios para fornecer informações sobre ela. O Anexo F. apresenta sugestões para treinamento e manual de operação para as PEMT.

A NBR 16776 de 08/2019 – Plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) — Projeto, fabricação, manutenção, requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos de segurança e as medidas preventivas, bem como os meios para a sua verificação, para alguns tipos e tamanhos de plataformas elevatórias móveis de trabalho (PEMT) destinadas ao posicionamento de pessoas, juntamente com as suas ferramentas e materiais necessários nos locais de trabalho. Esta norma contempla os cálculos e critérios de estabilidade do projeto estrutural, construção, manutenção e ensaios de segurança a serem aplicados antes de uma PEMT ser colocada em serviço pela primeira vez. Não é aplicável aos cestos aéreos montados sobre veículos que trabalham estabilizados, conforme a NBR 16092.

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Quais os fatores de forma aplicados às superfícies expostas ao vento?

Como deve ser feito o cálculo de tombamento e momentos de estabilização?

Para que deve ser utilizada a análise de tensão geral?

Por que deve ser instalado um dispositivo de segurança automático?

Como funciona o travamento do eixo oscilante ou sistemas de controle?

Os requisitos para o projeto, fabricação e remanufatura de plataformas elevatórias móveis de trabalho devem ser aplicáveis aos equipamentos fabricados a partir da publicação desta norma e legislação vigente. Esta norma não se aplica aos equipamentos fabricados anteriormente à sua publicação. Também não se aplica às PEMT reformadas e recondicionadas, com ano de fabricação anterior à publicação desta.

Esta norma não se aplica a: equipamentos de elevação de pessoas instalados permanentemente, que atendem a níveis definidos; equipamentos de combate a incêndios e resgate em incêndio; gaiolas de trabalho sem guias, suspensas por equipamentos de elevação; equipamento de armazenamento e recuperação dependente de trilhos; elevadores em geral; plataformas de cremalheira com deslocamento; equipamentos de parque de diversões; mesas elevatórias com altura de elevação inferior a 2 m (6,56 pés); guinchos de construção para pessoas e materiais; manipuladores de carga com cesto acoplado; equipamentos de apoio em terra às aeronaves; escavadeiras com torre de perfuração; caminhões industriais com posições para operador em elevação; dispositivos aéreos isolados para uso no trabalho em instalações elétricas energizadas; e os dispositivos aéreos de elevação e rotação montados em veículos.

Esta norma exclui os requisitos para os riscos decorrentes de: uso em atmosferas potencialmente explosivas; uso de gases comprimidos para componentes da sujeição de carga; trabalho em sistemas elétricos energizados; subir e descer do cesto em altitudes diversas; prevenção contra o descarrilamento e descontrole nas PEMT montadas em trilhos. As PEMT devem estar em conformidade com os requisitos de segurança e as medidas de proteção indicas nesta Seção. As PEMT importadas devem seguir a legislação vigente e devem atender aos requisitos desta norma.

O fabricante deve executar: cálculos estruturais para avaliar as cargas e forças individuais em suas posições, direções e combinações que produzam as tensões mais desfavoráveis nos componentes; e cálculos de estabilidade para identificar as diferentes posições da PEMT e combinações de cargas e forças que criem condições de estabilidade mínima.

A carga nominal equivalente a uma massa, m, deve ser determinada usando a seguinte equação: m = (n x mp) +me, onde mp é a massa de uma pessoa, igual a 80 kg (176,4 lb); me é a massa de ferramentas e materiais, igual a 40 kg (88,2 lb) ou mais; n é o número permitido de pessoas sobre o cesto. Os valores indicados em sistema métrico são valores-padrão. Os valores entre parênteses, geralmente em sistema imperial, são aproximados e somente para informação.

A carga nominal mínima de uma PEMT deve ser de 120 kg (264,5 lb). As seguintes cargas e forças devem ser levadas em consideração: forças criadas por carga nominal e massas estruturais; forças do vento; forças manuais; e as cargas e forças especiais. As forças gravitacionais criadas pela carga nominal e massas estruturais devem ser consideradas como atuando verticalmente para baixo nos centros de massa do componente.

As forças devem ser calculadas multiplicando as massas do componente por 1,0 g. O fator g representa a aceleração da gravidade de 9,81 m/s² (32,2 pés/s²). As forças dinâmicas criadas pela aceleração e desaceleração das massas estruturais e carga nominal devem ser representadas por forças que atuem na linha de movimento dos centros de massa do componente.

As forças dinâmicas criadas por extensão ou retração da estrutura extensível devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por 0,1 g. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1 g, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração. As forças dinâmicas criadas por movimentos de deslocamento das PEMT Tipo 2 e Tipo 3 devem ser calculadas multiplicando as massas estruturais por z vezes g.

O fator z x g representa a aceleração e desaceleração da PEMT devido ao deslocamento e sua aceleração e desaceleração angular devido ao deslocamento sobre obstáculos no piso, como o que ocorre durante o ensaio de obstáculo. O fator z deve ser um mínimo de 0,1 g, a menos que seja determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo de z). Considera-se que cada pessoa atua como uma carga de ponto sobre o cesto e qualquer extensão do cesto a uma distância horizontal de 0,10 m (3,94 pol.) da borda interna superior do trilho do topo.

A distância entre as cargas de ponto deve ser de 0,50 m (19,7 pol.). A largura de uma pessoa deve ser considerada em 0,50 m (19,7 pol.) (ver figura abaixo). Considera-se que o equipamento atua como uma carga distribuída uniformemente em 25% do piso do cesto. Se a pressão resultante exceder os 3 kN/m² (0,435 psi), o valor de 25% pode ser aumentado para resultar em uma pressão de 3 kN/m² (0,435 psi). Todas as cargas estabelecidas em 5.2.2.3 devem estar localizadas nas posições que criam a condição mais adversa.

Todas as PEMT utilizadas externamente são consideradas afetadas por uma velocidade do vento a uma pressão de 100 N/m² (0,0145 psi), com base em uma velocidade do vento de 12,5 m/s (28 mph). É permitido utilizar dados da modelagem de fluidodinâmica computacional ou ensaios físicos para atender a este requisito. A modelagem de fluidodinâmica computacional deve ser especificada e deve incluir uma explicação das áreas de carga, áreas de restrição e tipos de restrição.

Os ensaios físicos devem incluir os parâmetros de modelagem e similaridade dimensional utilizados. Assume-se que as forças do vento atuem horizontalmente no centro das áreas das peças da PEMT, pessoas e equipamentos no cesto. A área superficial total de uma pessoa deve ter largura média de 0,7 m² (7,53 pés²), considerando: largura de 0,4 m (1,31 pés) × altura de 1,75 m (5,74 pés), com o centro da área 1,0 m (3,28 pés) acima do piso do cesto.

A área superficial exposta de uma pessoa em pé sobre um cesto por trás de uma seção não perfurada de aproximadamente 1,1 m (3,61 pés) de altura deve ser de 0,35 m² (3,77 pés²), com o centro da área de 1,45 m (4,76 pés) acima do piso do cesto. O número de pessoas diretamente expostas ao vento deve ser calculado do seguinte modo: o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé); ou o número permitido de pessoas no cesto, se for menor que o número calculado conforme o comprimento da lateral do cesto exposto ao vento, arredondado para o valor mais próximo de 0,5 m (1,64 pé), dividido por 0,5 m (1,64 pé).

Se o número permitido de pessoas no cesto for maior que o calculado conforme acima, um fator de forma de 0,6 deve ser aplicado ao número extra de pessoas. A força do vento sobre ferramentas e materiais expostos no cesto deve ser calculada como 0,03 g, multiplicada pela massa que atua horizontalmente a uma altura de 0,5 m (1,64 pé) acima do piso do cesto.

O valor mínimo para uma força manual, Fm, deve ser tomado como 200 N (44,96 lbf) para as PEMT projetadas para transportar somente uma pessoa e 400 N (89,92 lbf) para as PEMT projetadas para transportar mais de uma pessoa. As forças manuais devem ser aplicadas a uma altura de 1,1 m (3,61 pés) acima do piso do cesto. Qualquer força maior autorizada deve ser especificada pelo fabricante.

Se uma PEMT for projetada para uso com métodos de trabalho ou condições especiais, como objetos transportados na parte externa do plataforma; ou forças do vento em grandes objetos transportados sobre o cesto; ou velocidades do vento superiores a 12,5 m/s (28 mph); ou forças impostas por guinchos ou outros dispositivos de movimentação de materiais; ou uma combinação de forças, as cargas e forças resultantes devem ser levadas em consideração como uma modificação na carga nominal, carga estrutural, carga de vento e/ou forças manuais, conforme apropriado.

As forças criadas por massas estruturais e carga nominal que causam tombamento ou momentos de estabilização devem ser multiplicadas por um fator de 1,0 e calculadas como atuando verticalmente para baixo. No caso do movimento da estrutura extensível, estas forças devem ser multiplicadas por um fator de 0,1 e aplicadas como forças adicionais que atuam na direção do movimento e que criam o maior momento de tombamento. Os fabricantes podem utilizar fatores inferiores a 0,1, desde que tenham sido verificados por medição dos efeitos de aceleração e desaceleração.

Para movimentos de deslocamento da PEMT tipo 2 e tipo 3, o fator de 0,1 deve ser substituído por um fator z que represente as forças produzidas pela aceleração e desaceleração ou o ensaio de obstáculo. Este fator deve ser determinado por cálculo ou ensaios (ver Anexo C para um exemplo de cálculo). A inclinação máxima permitida do chassi deve ser aumentada em 0,5°, como tolerância de uma imprecisão no posicionamento da PEMT. As forças do vento devem ser multiplicadas por um fator de 1,1 e aplicadas horizontalmente.

A instalação das telhas de policloreto de vinila (PVC)

A instalação das telhas deve ser executada conforme recomendação do fabricante para que atenda aos requisitos desta norma, de modo a se obter segurança, estanqueidade e durabilidade.

A NBR 16737-5 de 08/2019 – Telhas de policloreto de vinila (PVC) para telhado – Parte 5: Telha de perfil trapezoidal – Padronização e requisitos específicos estabelece os requisitos específicos e padroniza as telhas de PVC de perfil trapezoidal. A NBR 16737-6 de 08/2019 – Telhas de policloreto de vinila (PVC) para telhado – Parte 6: Instalação e manutenção de telhas estabelece os requisitos para instalação e manutenção de telhas de PVC para uso em telhados.

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Qual deve ser o perfil transversal da telha de PVC de perfil trapezoidal?

Quais devem ser as peças de fixação e vedação desse tipo de telha?

Como executar a instalação de telhas em telhados de três ou mais águas?

Quais são as peças de arremate para telha tipo plan?

A telha de PVC de perfil trapezoidal deve ter bordas uniformes, permitindo um encaixe com sobreposição exata, devendo os canais serem retilíneos e paralelos às bordas longitudinais. A telha de PVC de perfil trapezoidal deve ter perfil de telha com as dimensões nominais indicadas nas Figuras 2 e 3 (conferir na norma) e deve ser colorida. A telha de PVC de perfil trapezoidal deve possuir marcação indelével, contendo no mínimo o nome do fabricante e a identificação do lote.

Esta identificação deve estar na face externa da telha. O aspecto da telha de PVC de perfil trapezoidal está apresentado na figura abaixo e as características

dimensionais estão na tabela abaixo. As dimensões são determinadas conforme os métodos de ensaio descritos na NBR 16737-1:2019, Anexo A.

A calha e o rufo podem ser constituídos por chapa de aço galvanizado ou de PVC, sendo que os detalhes dimensionais destas peças e os procedimentos de instalação devem estar estabelecidos no manual técnico de instrução de instalação do fabricante. Para a realização dos ensaios relacionados abaixo, seguir a preparação das amostras conforme o Anexo A e as metodologias dos ensaios descritas na NBR 16737-1: determinação da cor e espessura do capstock (camada protetiva) da face externa da telha; estabilidade dimensional da telha; resistência ao impacto da telha; transmitância luminosa (opacidade) da telha; e resistência ao rasgamento da telha.

A instalação das telhas deve ser executada conforme recomendação do fabricante para que atenda aos requisitos desta norma, de modo a se obter segurança, estanqueidade e durabilidade. As seguintes informações devem ser fornecidas para a instalação das telhas de PVC em telhado: referência, quantidade e posição das telhas, peças complementares, vedação e elementos de fixação; posição dos apoios das telhas, sentido das telhas e face externa das telhas; inclinação da (s) cobertura (s) e fechamento (s) lateral (is); recobrimentos transversais e longitudinais; detalhes, como arremates, cortes, furações, montagem e pontos de fixação para linha de vida, conforme as NBR 16325-1 e NBR 16325-2; instalação de dispositivos como chaminé, claraboias e outros.

As telhas devem resistir às solicitações de flexão devidas somente aos esforços provenientes do peso próprio, ação do vento e chuva. As telhas não podem ficar sujeitas às solicitações secundárias provenientes de deformações ou movimentações da estrutura, trepidações, impactos, cargas permanentes e desastres naturais. O fabricante de telhas de PVC deve disponibilizar o manual de instalação e manutenção (de acordo com esta Norma), impresso ou eletrônico, conforme a Seção 9.

As telhas de PVC devem ser recebidas com a identificação do fabricante e lote, íntegras e sem avarias. O armazenamento na obra deve ser em local seguro, sobre superfície plana, em estrados fora do contato com o chão. O empilhamento deve ser realizado somente na horizontal e conforme instruções do fabricante, para cada tipologia de telha de PVC.

A instalação das telhas deve obedecer ao indicado no projeto e no manual de instalação do fabricante, respeitando os detalhes construtivos estabelecidos para cada tipologia. As telhas devem ser fixadas sobre apoios, pelos elementos de fixação e seus respectivos conjuntos de vedação. A fixação e a sequência de montagem das telhas deve seguir o manual de instalação do fabricante. Todas as telhas devem ser instaladas sobrepostas transversal e longitudinalmente, conforme a figura abaixo. Se houver a necessidade de corte de telhas, conferir antes os alinhamentos lateral e beiral.

Para a instalação das telhas em telhados de uma ou duas águas, iniciar pelas laterais, devendo sempre encaixá-las e aparafusá-las. A distância entre o eixo da cumeeira e o primeiro apoio deve ser de 100 mm para os tipos de perfil ondulado e trapezoidal e de 150 mm para os tipos colonial e plan. A água deve ser montada sempre pela primeira telha na parte inferior. Para assegurar o alinhamento das telhas, a fixação deve iniciar pela parte do beiral e em seguida nas demais partes.

O telhado deve manter a capacidade funcional, desde que submetido às manutenções periódicas especificadas no manual de instalação e manutenção do fabricante das telhas de PVC. O fabricante da telha de PVC deve apresentar o manual de instalação e manutenção do produto, que deve conter no mínimo o seguinte: instruções respectivas à instalação das telhas, com a indicação dos recobrimentos mínimos longitudinal e transversal entre as telhas, distâncias máximas entre apoios das telhas, tipo de fixadores e procedimentos de fixação da telha à estrutura, como efetuar o acoplamento com a estrutura de sustentação, detalhes do beiral e indicação das possíveis declividades do telhado; informações sobre todos os tipos de peças complementares, incluindo detalhes de sua instalação; orientações sobre as condições de caminhamento de pessoas sobre o telhado, com a indicação dos aparatos necessários para o caminhamento e condições adequadas para a manutenção do telhado; orientações sobre procedimentos de limpeza, inspeções e manutenções do telhado; recomendações sobre o armazenamento das telhas e peças complementares dentro da obra; quaisquer outras informações, orientações ou detalhes construtivos que o fabricante julgar pertinentes.

A limpeza das caixas d’agua, manutenção de antenas ou qualquer outra atividade de limpeza e manutenção deve ser executada com o telhado seco, por profissionais habilitados e devidamente protegidos com os equipamentos de proteção individual (EPI) necessários. Em caso de substituição de telhas ou peças complementares, as fixações das peças a serem substituídas devem ser removidas e as fixações das peças adjacentes, afrouxadas. As novas peças devem ser posicionadas de modo a coincidir com os furos das peças adjacentes.

Recomenda-se o uso de silicone colorido para corrigir diferenças entre as furações. A instalação das telhas deve ser realizada por profissional habilitado, adotando o manual de instalação e manutenção do fabricante, sendo as principais atividades a serem controladas descritas a seguir: armazenamento adequado das telhas, peças de fixação/vedação e peças complementares para evitar possíveis danos às peças; verificação da declividade do telhado, após especificar as linhas do telhado, cumeeiras, calhas e respectivos cortes; verificação do posicionamento das terças quanto ao atendimento às distâncias máximas entre apoios da telha; verificação da colocação e alinhamento das telhas e da sua direção de aplicação; verificação dos recobrimentos mínimos longitudinal e transversal; verificação da distribuição das peças de fixação e vedação da telha; verificação da fixação dos parafusos, incluindo seu aperto e a presença do sistema de vedação e fixação; verificação do beiral quanto à distância em balanço; verificação da colocação das mantas de vedação sob as cumeeiras, quando aplicável; verificação da colocação e posicionamento das peças complementares para fechamento e proteção da última peça da estrutura do telhado, quando aplicável; verificação da vedação nos encontros das telhas com calhas e com dispositivos e equipamentos; realização de correções e reparos; limpeza do telhado após montagem.

Não compre tijolos de solo cimento fora das especificações

A NBR 8492 de 12/2012 – Tijolo de solo-cimento — Análise dimensional, determinação da resistência à compressão e da absorção de água — Método de ensaio estabelece o método para análise dimensional, determinação da resistência à compressão e da absorção de água em tijolos de solo-cimento para alvenaria sem função estrutural.

Para a análise dimensional, deve-se usar uma escala metálica ou paquímetro com resolução de pelo menos 0,5 mm e comprimento adequado à dimensão máxima do tijolo. A máquina de ensaio à compressão deve: cumprir com os requisitos da NBR ISO 7500-1. Para laboratórios de ensaios, a máquina de ensaio deve pertencer à classe I, no mínimo. Para laboratórios instalados em obras e fábricas, admite-se a utilização de máquina de ensaio de classe II.

Além disso, a máquina deve ser equipada com dois pratos de apoio, de aço, sendo um deles articulado, que atuem na face superior do corpo de prova. Quando as dimensões dos pratos de apoio não forem suficientes para cobrir o corpo de prova, uma placa de aço monolítica deve ser colocada entre os pratos da máquina e o corpo de prova, com as características a seguir: as superfícies planas e rígidas dos pratos e placas de apoio não podem apresentar desníveis superiores a 0,08 mm para cada 400 mm; a placa deve ter espessura de 35 mm para cargas até 1 000 kN; possuir instrumentos que permitam a medida e a leitura de carga máxima com aproximação de ± 2%; ser provida de dispositivo que assegure distribuição uniforme dos esforços ao corpo de prova e ser capaz de transmitir a carga de modo progressivo e sem choques. Incluir um tanque com dimensões que permitam manter os corpos de prova submersos em água à temperatura ambiente durante todo o período de imersão.

Para o ensaio de absorção de água, deve-se dispor de uma balança com 10 kg de capacidade e resolução de 1 g; uma estufa capaz de manter a temperatura entre 105 °C e 110 °C; tanque de imersão com dimensões que possibilitem submergir os corpos de prova em água à temperatura ambiente durante a realização do ensaio. Para a execução dos ensaios, deve-se dispor de amostra que deve ser representativa do lote estabelecido na NBR 8491, em um total de 10 tijolos por lote. Cada tijolo deve ser marcado de maneira a ser identificado facilmente. Primeiramente, a amostra deve ser submetida ao ensaio de análise dimensional e, posteriormente, sete tijolos devem ser submetidos ao ensaio de compressão simples e três tijolos ao ensaio de absorção de água.

Para cada dimensão do corpo de prova devem ser executadas pelo menos três determinações em pontos distintos de cada face, sendo realizada uma determinação em cada extremidade e uma no meio do corpo de prova, com exatidão de 0,5 mm. Para o ensaio à compressão simples, de cada amostra devem ser preparados sete corpos de prova da seguinte maneira: cortar o tijolo ao meio, perpendicularmente à sua maior dimensão; superpor, por suas faces maiores, as duas metades obtidas e as superfícies cortadas invertidas, ligando-as com uma camada fina de pasta de cimento Portland, pré-contraída (repouso de aproximadamente 30 min), com 2 mm a 3 mm de espessura, e aguardar o endurecimento da pasta.

A resistência da pasta de cimento não pode ser menor que a do tijolo em ensaio. Quando o tijolo apresentar rebaixo, superpor suas duas metades de modo que as reentrâncias fiquem localizadas nas faces de trabalho do corpo de prova e encher as reentrâncias com pasta de cimento Portland, aguardando aproximadamente 12 h antes de proceder à etapa seguinte.

O corpo de prova obtido anteriormente, antes de ser submetido ao ensaio, deve apresentar suas faces planas e paralelas para que haja perfeito contato entre as superfícies de trabalho, podendo ser regularizadas por meio de retífica adequada ou capeamento com pasta de cimento Portland, com espessura máxima de 3 mm. Com uma espátula, retirar as rebarbas existentes.

Após o endurecimento do material utilizado, os corpos de prova devem ser identificados e imersos em água por no mínimo 6 h. Os corpos de prova devem ser retirados da água logo antes do ensaio e enxugados superficialmente com um pano levemente umedecido. Essa operação deve ser realizada em no máximo 3 min.

As dimensões das faces de trabalho devem ser determinadas com exatidão de 1 mm, sem o desconto das áreas de furos ou reentrâncias. O corpo de prova deve ser colocado diretamente sobre o prato inferior da máquina de ensaio à compressão, de maneira a ficar centrado em relação a este. A aplicação da carga deve ser uniforme e à razão de 500 N/s (50 kgf/s). A carga deve ser gradativamente elevada até ocorrer a ruptura do corpo de prova.

Para o ensaio de absorção de água, os três corpos de prova restantes da amostra retirada de cada lote formam a amostra para o ensaio de absorção de água. Secar os corpos de prova em estufa, entre 105 °C a 110 °C, até constância da massa, obtendo-se assim a massa m1 do corpo de prova seco, em gramas (g). Imergir o corpo de prova em um tanque durante 24 h. A imersão deve ser feita depois dos corpos de prova atingirem a temperatura ambiente.

Após retirar da água, enxugar superficialmente com um pano levemente umedecido e pesar (antes de decorridos 3 min), obtendo-se assim a massa do corpo de prova saturado m², em gramas (g). A dimensão de cada face é o valor médio das três determinações, em décimo de unidade, expressa em milímetros (mm). Pode-se destacar que o tijolo de solo cimento é obtido a partir da mistura de partes proporcionais de solo, cimento e água que, após um processo de cura endurece ganhando consistência e durabilidade para aplicação em várias obras.

O uso deste tipo de material vem desde 1948 e é uma evolução das construções de taipa e adobe. Além do baixo custo e do aproveitamento de materiais regionais (o que o torna sustentável) o tijolo solo-cimento também permite agregar um maior valor arquitetônico à obra que pode ganhar curvas, formas arredondadas e espessuras diferentes, graças à sua modularidade, o que permite um encaixe dos tijolos. O manejo e emprego deste tipo de material é similar aos convencionais no que concerne às fundações, reboco, vedações e, principalmente, na economia – tanto com alvenaria quanto com os demais elementos da construção como parte elétrica, hidráulica, fundação e telhado.

Pode-se a aplicar o tijolo de solo cimento em paredes monolíticas: com o auxílio de formas e guias erguem-se painéis inteiriços em camadas sucessivas no próprio local da obra; em pavimentos que são placas maciças totalmente apoiadas no chão, feitos em uma única camada; e o solo-cimento ensacado que é a mistura destinada à fabricação do solo-cimento e, em seguida compacta-se individualmente cada saco. As aplicações para o solo cimento vão desde a área urbana até a rural.

Por ser um material resistente que oferece perfeito acabamento nas faces prensadas, dispensa reboco ou chapisco e permite um maior conforto térmico e acústico. Além disso, evita a proliferação de pragas e insetos nocivos à saúde. Essas características somadas ao melhor custo benefício, durabilidade, beleza arquitetônica, sustentabilidade e versatilidade fazem do tijolo solo-cimento uma escolha que dá uma vantagem e segurança maior ao investimento, convertendo-se em satisfação garantida ao final da execução da obra.

Outro aspecto que conta a favor do produto é que ele tem desempenho equivalente ao tijolo cerâmico e aos blocos de concreto. Desde que fabricado com materiais de qualidade, pode ser empregado em praticamente todo tipo de construção. Pode ser usado na construção de edifícios com estrutura de concreto normal ou em parede monolítica. A Associação Brasileira de Cimento Portland recomenda o uso de cimento Portland composto CP II-F (com adição de material carbonático – fíler) para a produção de um solo cimento mais resistente. Neste caso, o produto pode ser utilizado até em pavimentação, que foi como ele começou a ser empregado no Brasil.

Ele possui algumas vantagens: um de seus principais componentes, o solo arenoso, é abundante em várias regiões do Brasil; o processo construtivo é simples e facilmente assimilado por mão de obra não qualificada; tem nível de conforto acústico e térmico semelhante ao do tijolo cerâmico; apresenta boa durabilidade e impermeabilidade; no caso de paredes monolíticas, dispensa chapisco, emboço e reboco; baixo custo de produção e ideal para a construção de habitações de interesse social. Possui desvantagens: pouco produzido industrialmente; ainda tem penetração limitada no mercado da construção civil, principalmente nas regiões sul e sudeste do país; quase nenhum incentivo governamental para que possa ser produzido em escala industrial.

Os requisitos para as portas de madeira

No mercado, existem as portas para uso interno e externo. As usadas no interior são as portas de quarto, sala ou banheiro ou mesmo as de entrada de um apartamento ou escritório. Já as externas são aquelas submetidas às intempéries como as portas de entrada de uma casa ou as que ficam no térreo de um edifício, por exemplo, e dão acesso a depósitos, banheiros ou áreas de piscinas, onde há exposição ao sol e chuva.

De maneira geral, as portas de madeira para edificações são classificadas por desempenho, de acordo com a ocupação e uso, tráfego e tipo de projeto – residencial, comercial, hotelaria, hospital. O importante é que o consumidor está começando a entender a importância de as portas de madeira seguir os critérios da norma e a usá-los no momento de especificar o produto.

A NBR 15930-2 de 07/2018 – Portas de madeira para edificações – Parte 2: Requisitos especifica os requisitos para o estabelecimento e avaliação do perfil de desempenho e a respectiva classificação de portas de madeira para edificações de acordo com o nível de desempenho, ocupação e uso. Visa assegurar ao consumidor o recebimento dos produtos em condições mínimas de desempenho e tem como base os requisitos do usuário segundo diretrizes gerais expressas na NBR 15575. Para os requisitos de acessibilidade e saída de emergência, consultar as NBR 9050 e NBR 9077, respectivamente.

A norma, em seus requisitos gerais, descreve o dimensionamento e as tolerâncias para as portas e seus respectivos vãos, os padrões dimensionais das folhas, ferragens e marcos de madeira, bem como define os padrões de aspecto visual para as portas de madeira. No caso de edificações que cumpriram à coordenação modular conforme a NBR 15873, compatibilizar as dimensões dos vãos das portas pelas tabelas abaixo.

O Anexo A apresenta uma tabela de vãos para portas padronizadas. A porta de uso externo (PXM), além do previsto nesta parte da NBR 15930, deve atender complementarmente às NBR 10821-2 e NBR 10821-3, em especial quanto aos requisitos de permeabilidade ao ar, estanqueidade à agua e resistência às cargas uniformemente distribuídas, quando usada em ambiente exterior exposto.

Para edificações com coordenação modular conforme a NBR 15873, em caso de eventual excesso de folga no vão da porta, essa deve ser preenchida por contramarco ou arremates cobertos pelos alizares, sem prejuízo para a modulação de projeto e o desempenho da porta (ver Anexo A). O dimensionamento e as tolerâncias para os vãos da porta de giro com 1 folha, fixada mecanicamente com parafusos, devem atender ao especificado na Tabela 3 (disponível na norma), observando o padrão do kit porta.

Em caso de emprego de kit porta resistente ao fogo, conforme NBR 15281, a utilização destes mecanismos de fixação e das respectivas dimensões padronizadas é compulsória. Para edificações com coordenação modular conforme a NBR 15873, em caso de eventual excesso de folga no vão da porta, essa deve ser preenchida por contramarco ou arremates cobertos pelos alizares, sem prejuízo para a modulação de projeto e o desempenho da porta (ver Anexo A).

Para a porta corta-fogo (PRF), caso necessite de arremates complementares no vão, deve ser usado material compatível com os requisitos da porta em relação ao fogo e à fixação mecânica. Os ensaios referentes à avaliação do aspecto visual, das variações dimensionais e de forma, devidas ao condicionamento-padrão, encontram-se no Anexo B. O formato do relatório deve seguir as instruções descritas na Seção 7.

Os componentes das portas (marco, alizar e folha) constituídos por madeira maciça devem apresentar aspectos visuais enquadrados dentro dos parâmetros estabelecidos na Tabela 12 (disponível na norma), verificados a olho nu. A porta deve estar em condições semelhantes às condições de uso, sob iluminação de 300 lux, e o observador em pé, a 1 m de distância.

Todos os parâmetros expressos nesta subseção devem estar enquadrados em determinado padrão. Em caso de não atendimento a todos os parâmetros no padrão pretendido, deve ser estudado o enquadramento em padrão imediatamente inferior e assim sucessivamente, até obter-se total atendimento aos requisitos.

Os componentes das portas (marco, alizar e folha) constituídos por madeira composta devem apresentar aspectos visuais enquadrados dentro dos parâmetros estabelecidos na Tabela 13 (disponível na norma), considerando-se os padrões e as características da Figura 10, verificados a olho nu. A porta deve estar em condições semelhantes às condições de uso, sob iluminação de 300 lux, e o observador em pé, a 1 m de distância.

Todos os parâmetros expressos nesta subseção devem estar enquadrados em determinado padrão. Em caso de não atendimento de todos os parâmetros ao padrão pretendido, deve ser estudado o enquadramento em padrão imediatamente inferior e assim sucessivamente, até obter-se total atendimento aos requisitos.

Os componentes ou kit porta devem receber etiqueta de identificação ou gravação, que é afixada ou gravada em local que não prejudique a estética do produto instalado. Os componentes ou kit porta devem conter as seguintes informações: fabricante; unidade fabril; marca comercial; modelo da porta ou componente; indicação de rastreabilidade; perfil de desempenho (tipo de destinação quanto ao uso do produto); dimensões nominais; padrão de aspecto visual; padrão de variação dimensional, desvios de forma e de planicidade de variação nominal (VN).

Para o kit porta, ainda devem ser informados os tipos e o acabamento de ferragens e de alizar. Mediante acordo entre fabricante, projetista e/ou comprador, outras características podem constar na identificação, como a vida útil de projeto (VUP), garantias, espécie florestal etc.

Para portas ou componentes destinados ao uso em obras residenciais, as condições referentes à vida útil de projeto (VUP) e garantias devem atender à NBR 15575-1. No Anexo C, a título informativo, são apresentados, nas Figuras C.1 e C.2 ((disponíveis na norma), modelos de identificação para as portas e seus componentes.

As folhas e marcos da porta devem ser constituídos por uma estrutura resistente que permita o acoplamento de dobradiças, fechaduras ou outras ferragens, de forma que a porta instalada não venha a sofrer danos sob ação do seu peso próprio e das sobrecargas de utilização previstas nesta parte da NBR 15930. Uma verificação preliminar pode ser efetuada por meio da análise de projeto, contudo esta avaliação não exclui a necessidade da realização dos ensaios de desempenho, de maneira a assegurar a conformidade do produto quando em uso.

As portas devem ser classificadas de 1 a 3 (requisitos de variação dimensional, desvio de forma e de planicidade) ou em classes de 1 a 4 (requisitos mecânicos). O rigor do critério da classificação aumenta de forma crescente, assim, quanto maior o número, maior o rigor da classificação. A classificação é feita, de forma individual, em função do desempenho frente a cada requisito.

Pode-se, então, ter portas classificadas como classe 1 em determinado requisito e como classe 4 em outro, sem existência de conflito entre ambos. Quando do fornecimento da porta na forma de kit porta, deve-se submeter o kit, sem quaisquer modificações, aos ensaios mecânicos. Quando do fornecimento do kit para a realização dos ensaios mecânicos, devem ser instaladas fechaduras e dobradiças em conformidade com as Tabelas 26 e 27 (disponíveis na norma) e demais requisitos das respectivas normas.

As dobradiças empregadas no kit porta devem atender à NBR 7178, considerando as dimensões mínimas estabelecidas na Tabela 26 ((disponível na norma)conforme modelos da Figura 11 (disponível na norma)e demais requisitos do produto. As dobradiças, pivôs e acessórios para movimentação da folha que não tenham normas específicas devem atender no mínimo ao desempenho equivalente descrito na NBR 7178.

As fechaduras devem atender à NBR 14913, respeitando-se as classificações de segurança, trafego e a resistência à corrosão, bem como considerando as dimensões mínimas estabelecidas na Tabela 27 ((disponível na norma), conforme padrões e modelos das Figuras 12 e 13 (disponíveis na norma) e demais requisitos do produto. O posicionamento das ferragens na porta é definido nas figuras14 e 15 (disponíveis na norma).

As fechaduras, que não tenham normas específicas, devem atender no mínimo ao desempenho equivalente descrito na NBR 14913. O objetivo principal da definição do perfil de desempenho é sistematizar a análise dos diversos requisitos de desempenho que a porta deve atender para uma determinada ocupação e situação de uso e permitir a comparação entre os produtos da forma mais completa.

O perfil de desempenho é apresentado de forma matricial, contendo nas linhas os requisitos e critérios a serem atendidos e, nas colunas, as classes de desempenho em função dos resultados dos ensaios. Os requisitos e critérios de desempenho relacionados no perfil de desempenho não têm hierarquia de preferência ou importância.

As classes de desempenho apresentam-se em nível crescente de requisitos em função do aumento do algarismo arábico correspondente, por exemplo, a classe 3 é superior à classe 2, que é superior à classe 1. Com base nos requisitos e critérios de desempenho para portas e componentes, expostos no decorrer desta norma, foi traçado o perfil de desempenho mínimo para cada nomenclatura.

As portas e componentes devem se enquadrar em um dos perfis de desempenho, considerando os critérios de cada nomenclatura como mínimos para aquele uso específico. Eventualmente, acordos podem ser firmados entre as partes interessadas, alterando algumas das características do perfil de desempenho para um nível superior de classe.

Estes acordos devem ser formalizados e submetidos à apreciação de profissional qualificado, que deve avaliar o impacto das alterações no desempenho atual e futuro do produto. Os requisitos e critérios específicos para portas especiais com desempenho adicionais devem ser acrescentados para análise, conforme os requisitos e conveniência do usuário ou do fornecedor, ou seja, portas com características especiais devem atender ao perfil de desempenho mínimo, em função da nomenclatura do local de uso, e às exigências do desempenho adicional especificado.

Para nivelar as informações de especificação e facilitar o processo de compra, devem ser aplicadas a especificação da porta por nível de desempenho, ocupação e uso (Anexo K), requisitos da porta por nível de desempenho (Anexo L) e uma lista de verificação (checklist de porta) que está no Anexo M. O relatório de ensaio deve conter, além dos respectivos resultados para cada ensaio especificado nos Anexos B, D,F,G,H, I e N no mínimo o seguinte: referência a esta norma; todas as informações necessárias para a identificação da folha da porta ensaiada, como marca comercial, modelo, cor e/ou padrão, tipo de acabamento, inscrições, selos ou marcações na folha, lote e data de fabricação, massa da folha, dimensões nominais, materiais, formato, critério construtivo da folha da porta, etc.; descrição, identificação do tipo, modelo e marcas comerciais das ferragens eventualmente empregadas; croquis da folha da porta detalhados, eventualmente identificando as espécies florestais dos componentes estruturais e demais itens considerados de relevância, quando da análise do desempenho (dissecação da porta – Anexo N); condições de exposição e condicionamento durante o ensaio; eventuais danos identificados anterior e posteriormente à execução do ensaio, como fissurações, destacamentos, delaminações e outros indícios de degradação de seus materiais ou partes constituintes, presença de furos de insetos, fungos, etc.; listagem dos equipamentos empregados, seus respectivos códigos do laboratório e detalhes quanto à calibração vigente; identificação do laboratório e nome do responsável pelo relatório de ensaio, data dos ensaios e dados para rastreabilidade dos ensaios.

Manutenção dos sistemas de climatização: já era obrigatório o cumprimento das normas técnicas, agora lei federal reforça essa imposição

A falta de uma manutenção correta e constante dos sistemas de climatização ou ar condicionado não apenas diminui a renovação do ar, mas provoca um acúmulo de sujeira. Também, durante o processo de refrigeração ocorre a condensação de água que, líquida, acaba por se acumular no interior do sistema, favorecendo o surgimento de muitos fungos e bactérias. Esses fatores costumam agravar os quadros de moléstias respiratórias como asma, rinite, sinusite e doença pulmonar obstrutiva crônica dos ocupantes das edificações.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

O governo sancionou a Lei nº 13.589, de 4 de janeiro de 2018, que dispõe sobre a manutenção de instalações e equipamentos de sistemas de climatização de ambientes. Se antes já era obrigatório o cumprimento das normas técnicas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078 de 1990), agora uma lei federal específica vem reforçar essa obrigatoriedade. Assim, todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes.

A lei traz algumas definições importantes. Por exemplo, os ambientes climatizados artificialmente são os espaços fisicamente delimitados, com dimensões e instalações próprias, submetidos ao processo de climatização por meio de equipamentos.

Os sistemas de climatização são o conjunto de instalações e processos empregados para se obter, por meio de equipamentos em recintos fechados, condições específicas de conforto e boa qualidade do ar, adequadas ao bem-estar dos ocupantes.

Já a manutenção inclui as atividades de natureza técnica ou administrativa destinadas a preservar as características do desempenho técnico dos componentes dos sistemas de climatização, garantindo as condições de boa qualidade do ar interior.

Fundamental na lei é a especificação de que os padrões, valores, parâmetros, normas e procedimentos necessários à garantia da boa qualidade do ar interior, inclusive de temperatura, umidade, velocidade, taxa de renovação e grau de pureza, são os regulamentados pela Resolução n  9, de 16 de janeiro de 2003, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e posteriores alterações, assim como as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Ou seja, a ABNT, dentro do contexto do Estado, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que exerce uma função delegada pelo Estado brasileiro como organismo de normalização no Brasil. Nasceu como associação civil sem fins lucrativos, todavia, posteriormente foi declarada de utilidade pública por exercer função delegada do Estado, por meio do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).

Igualmente, o Código de Defesa do Consumidor define como prática abusiva e explicitamente vedada colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas da ABNT. A própria administração pública, por força de dispositivo expresso na Lei de Licitações Públicas, se obriga à obediência da norma brasileira (NBR). Assim, se ela é vinculante e se sua homologação está afeta à ABNT, fica evidente que essa instituição age como agente público que é.

Ou seja, sujeitam seus gestores ao arcabouço de deveres dos demais agentes públicos. Reconhecendo o inteiro teor de um texto de norma brasileira como um documento normativo, uma vez que se trata de norma de padronização brasileira, caberia aos administradores da entidade zelar para que seu conteúdo não contivesse declaração falsa de reserva de direitos autorais no intuito de prejudicar o direito do consumidor em dispor livremente do conteúdo, criar obrigação ilegal e ao mesmo tempo alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante – a inexistência de direitos autorais.

As normas técnicas brasileiras, que alcançam todo o território nacional e se impõem aos órgãos públicos e privados por expressa disposição legal ou regulamentar, podem impor comportamentos – imperativas em seu cumprimento e acarretam, também por expressa determinação legal ou regulamentar, em caso de descumprimento, a aplicação de penalidades administrativas – e eventualmente até de natureza criminal.

Assim, as NBR são regras de conduta impositivas para os setores produtivos em geral, tendo em vista que, além de seu fundamento em lei ou atos regulamentares, tem em vista o cumprimento da função estatal de disciplinar o mercado com vistas ao desenvolvimento nacional e à proteção de direitos fundamentais tais como os direitos relativos à vida, à saúde, à segurança, ao meio ambiente.

Quanto às normas técnicas referenciadas e obrigatórias na lei, a NBR 15848 de 06/2010 – Sistemas de ar condicionado e ventilação – Procedimentos e requisitos relativos às atividades de construção, reformas, operação e manutenção das instalações que afetam a qualidade do ar interior (QAI) estipula procedimentos e requisitos relativos às atividades de operação e manutenção, para melhoria dos padrões higiênicos das instalações de ar-condicionado e ventilação, contribuindo desta forma para a qualidade do ar (QAI).

A NBR 16401-3 de 08/2008 – Instalações de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários – Parte 3: Qualidade do ar interior especifica os parâmetros básicos e os requisitos mínimos para sistemas de ar-condicionado, visando à obtenção de qualidade aceitável de ar interior para conforto.

A NBR 14679 de 06/2012 – Sistemas de condicionamento de ar e ventilação — Execução de serviços de higienização estabelece os procedimentos e diretrizes mínimas para execução dos serviços de higienização corretiva de sistemas de tratamento e distribuição de ar caracterizados como contaminados por agentes microbiológicos, físicos ou químicos.

Enfim, a norma técnica brasileira tem uma natureza jurídica, de caráter secundário, impositiva de condutas porque fundada em atribuição estatal, sempre que sinalizada para a limitação ou restrição de atividades para o fim de proteção de direitos fundamentais e do desenvolvimento nacional, que são funções do Estado. Pode ser equiparada, por força do documento que embasa sua expedição, à lei em sentido material, vez que obriga o seu cumprimento. Mesmo que muitas instituições e especialistas afirmem o contrário. Mas, a Justiça brasileira vem reconhecendo isso como uma verdade fundamentada.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade e editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/hayrton@hayrtonprado.jor.br 

As cintas têxteis para elevação de cargas devem ser fabricadas conforme as normas técnicas

As cintas têxteis são, normalmente, fabricadas em poliéster e substituem os cabos de aço na tarefa de elevar cargas. Devido ao material (poliéster) ser um material maleável e têxtil, é possível trabalhar na elevação de cargas sem receio haver danos. Pode oferecer algumas vantagens, como o fato de o poliéster não ser inflamável, ser um material com alta elasticidade e ser um material que não estraga facilmente em contato com líquidos.

Como todo material destinado à elevação de cargas, as cintas para carga devem ser produzidas com fatores de segurança, ou seja, sua carga de trabalho geralmente é cinco a sete vezes inferior à sua real resistência. Para melhor entendimento a conta é simples: uma cinta de carga produzida para elevar 10 t que possui fator de segurança 7:1 na verdade é uma cinta que terá rompimento apenas com uma carga de 70 t, garantindo assim muita segurança para quem estiver trabalhando com elas.

Além dos modelos padrões as cintas também podem ser produzidas com revestimentos, como o couro por exemplo, permitindo assim a utilização das mesmas para elevar materiais que possuem quinas e/ou outros fatores que possam ser cortantes para a cinta de poliéster. Importante é que, para não oferecer riscos, devem ser fabricadas conforme as normas técnicas.

A NBR 15637-1 de 12/2017 – Cintas têxteis para elevação de cargas – Parte 1: Cintas planas manufaturadas, com fitas tecidas com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos estabelece os requisitos mínimos relacionados à fabricação, homologação, utilização, inspeção, conservação, reparos e descarte, incluindo os métodos de classificação e ensaios para cintas planas com ou sem acessórios, manufaturadas, com fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos. Aplica-se às cintas planas destinadas ao uso geral em operações de elevação, isto é, quando utilizadas para elevar objetos, materiais ou mercadorias que não necessitem de alterações das especificações das cintas, dos fatores de segurança ou dos limites de carga de operação especificados.

Esta Parte 1 não se aplica a: elevação de pessoas; operações em temperaturas não previstas no item C.6. Não se aplica aos tipos de cintas planas indicados a seguir: cintas manufaturadas com fios de monofilamentos; cintas projetadas sem finalidade de reutilização (descartáveis). Estabelece os procedimentos técnicos para minimizar as situações de perigo passíveis de ocorrerem durante a movimentação de cargas no uso de cintas planas.

Aplica-se às cintas sem acessórios um fator de segurança de 7:1 (mínimo de sete vezes à carga máxima de trabalho-CMT). Para cintas utilizadas com acessórios, o fator de segurança é de no mínimo 4:1 (mínimo de quatro vezes a CMT), dependendo do acessório, pois no conjunto deve ser considerado o menor fator. A movimentação da carga deve ser planejada e conduzida conforme as instruções e especificações fornecidas por esta norma, ou ainda por um plano de içamento.

A NBR 15637-2 de 12/2017 – Cintas têxteis para elevação de cargas – Parte 2: Cintas tubulares manufaturadas, com cordões de fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos especifica os requisitos mínimos relacionados à fabricação, homologação, utilização, inspeção, conservação, reparos e descarte, incluindo os métodos de classificação e ensaios para cintas tubulares com ou sem acessórios, manufaturadas com cordões de fios sintéticos de alta tenacidade formados por multifilamentos. Aplica-se a cintas tubulares destinadas ao uso geral em operações de elevação, isto é, quando utilizadas para elevar objetos, materiais ou mercadorias que não necessitem de alterações das especificações das cintas, dos fatores de segurança ou dos limites de carga de operação especificados.

A NBR 15637-3 de 12/2017 – Cintas têxteis para elevação de carga – Parte 3: Cintas tubulares manufaturadas, com cordões de fios sintéticos de ultra-alta tenacidade formados por multifilamentos especifica os requisitos mínimos relacionados à fabricação, homologação, utilização, inspeção, conservação, reparos e descarte, incluindo os métodos de classificação e ensaios para cintas tubulares com ou sem acessórios, com cargas de trabalho de 40 t até 1.000 t (na vertical), manufaturadas com cordões de fios sintéticos de ultra-alta tenacidade formados por multifilamentos. 1.2 As cintas tubulares abrangidas por esta Parte 2 destinam-se ao uso geral em operações de elevação, isto é, quando utilizadas para elevar objetos, materiais ou mercadorias que não necessitem de alterações das especificações das cintas, dos fatores de segurança ou dos limites de carga de operação especificados.

As medições da cinta (comprimento, espessura e largura) devem ser efetuadas por meio de instrumentos de medição, em escala de milímetros. Os limites máximos e mínimos do comprimento efetivo de trabalho da cinta devem respeitar as tolerâncias apresentadas na tabela abaixo que inclui a ilustrações do comprimento efetivo de trabalho para cintas planas com olhais, cintas planas sem-fim e cintas com acessórios, respectivamente. A carga mínima de ruptura (CMR) serve apenas de base para homologação dos produtos (ver 5.5.3) para fins de comprovação de atendimento ao fator de segurança (FS).

A carga mínima de ruptura não pode ser levada em consideração no dimensionamento e no uso do produto durante a movimentação. As cargas máximas de trabalho efetivas (CMTE) encontram-se indicadas na tabela abaixo, para cada forma habitual de uso das cintas.

A conformidade da cinta com esta parte da NBR 15637 depende diretamente de toda a cadeia de produção, como tipo de fibra, fio, confecção e sua montagem final, considerando o descrito em 5.1 a 5.5. Não é permitida a mistura de diferentes tipos de matérias-primas na confecção de cintas planas. A fita deve ser produzida integralmente de fios sintéticos de multifilamentos de alta tenacidade de apenas uma das seguintes matérias-primas: poliéster (PES); poliamida (PA); polipropileno (PP).

A fita plana deve ser confeccionada de modo que a sua superfície seja compactada, minimizando a abrasão e a penetração de partículas sólidas com potencial abrasivo. O corte da fita deve ser cauterizado para evitar que ela desfie. A nomenclatura destas matérias-primas é encontrada na ISO 2076. Recomenda-se dar atenção especial para cada tipo de fibra sintética, conforme C.6.

Recomenda-se que o fabricante dê atenção especial à forma de armazenamento dos fios sintéticos de alta tenacidade, a fim de protegê-los da incidência de raios ultravioleta e demais fatores ambientais, como calor e umidade. Todas as costuras devem ser feitas com linha da mesma matéria-prima da fita (conforme 5.2.2). Convém utilizar linhas de fechamento com cores diferentes do corpo da cinta, para facilitar a inspeção.

A costura da cinta deve seguir padrões que garantam: pontos de costura uniformes, nivelados e padronizados; que as extremidades da fita cauterizada não possam receber costura. A conformidade da cinta com esta Parte 2 depende diretamente de toda a cadeia de produção, como tipo de fibra, fio, confecção e sua montagem final, considerando o descrito em 5.1 a 5.3.

Não é permitida a mistura de diferentes tipos de matérias primas na confecção de cintas tubulares. O fabricante da cinta deve possuir um sistema de controle da qualidade que permita evidenciar o processo produtivo, desde a matéria prima até o produto acabado, mantendo registros que permitam rastrear a confecção da cinta, conforme variáveis definidas nos requisitos na Seção 6.

Os fios sintéticos de alta tenacidade empregados na fabricação das cintas devem ter uma declaração fornecida pelo fabricante para garantir a qualidade e as especificações técnicas, sobretudo, a tenacidade mínima de 60 cN/tex.

O núcleo da cinta deve ser produzido integralmente de fios sintéticos de multifilamentos de alta tenacidade de apenas uma das seguintes matérias-primas: poliamida (PA); poliéster (PES); polipropileno (PP). A nomenclatura destas matérias-primas é encontrada na ISO 207 6. Recomenda-se dar atenção especial para cada tipo de fibra sintética, conforme C.6.

Recomenda-se ao fabricante dar atenção especial à forma de armazenamento dos fios sintéticos de alta tenacidade a fim de protegê-los da incidência de raios ultravioleta e demais fatores ambientais, como calor e umidade. Os requisitos para fabricação da capa de proteção do núcleo de cordões são os seguintes: deve ser composta da mesma matéria-prima do núcleo; não pode ter emendas e costuras longitudinais, exceto no fechamento das extremidades da capa do núcleo; sua superfície deve ser fechada, a fim de evitar a penetração de resíduos que causem atritos; deve ter comprimento total maior do que o núcleo para que não seja submetida a esforços durante a movimentação; deve ter diâmetro maior do que o núcleo da cinta, para melhor acomodação dos cordões internos.

A capa não pode ser aberta para uma inspeção da parte interna (núcleo) da cinta. Apenas o fabricante está qualificado para abrir a cinta tubular. A capa de proteção do núcleo não pode ser confundida com proteções adicionais, estas sim podem receber costura longitudinal. A carga de ruptura e o alongamento dos fios sintéticos devem ser ensaiados, a fim de que o fabricante da cinta possa se certificar das especificações registradas na declaração de conformidade do fornecedor da matéria-prima.

Este ensaio, portanto, deve comprovar que: a carga de ruptura medida no ensaio não seja inferior à especificada; o alongamento medido no ensaio não seja superior ao especificado. As cintas devem estar devidamente identificadas por meio de uma etiqueta, conforme requisitos estabelecidos nesta subseção. Cintas sem etiqueta devem ser retiradas de serviço devido aos riscos de segurança envolvidos.

A etiqueta deve ter fundo de cor conforme a matéria-prima: poliamida (PA) – verde; poliéster (PES) – azul; polipropileno (PP) – marrom. Os caracteres escritos devem ter no mínimo de 2 mm de altura; e ser composta de duas partes: exposta e oculta. A carga mínima de ruptura serve apenas de base para homologação dos produtos (ver 5.3) para fins de comprovação de atendimento ao fator de segurança (FS).

A carga mínima de ruptura jamais deve ser levada em consideração no dimensionamento e no uso do produto durante a movimentação. A conformidade da cinta com esta Parte 3 depende diretamente de toda a cadeia de produção, como tipo de fibra, fio, confecção e sua montagem final, considerando o descrito em 5.1 a 5.3. Não é permitida a mistura de diferentes matérias-primas na confecção do núcleo das cintas tubulares.

O fabricante da cinta deve possuir um sistema de controle da qualidade que permita evidenciar o processo produtivo, desde a matéria prima até o produto acabado, mantendo registros que permitam rastrear a confecção da cinta, conforme variáveis definidas nos requisitos na Seção 6. Os fios sintéticos de alta tenacidade empregados na fabricação das cintas devem ter uma declaração de conformidade, fornecida pelo fabricante para garantir a qualidade e as especificações técnicas, sobretudo, a tenacidade mínima de 150 cN/tex.

O núcleo da cinta deve ser produzido integralmente de fios sintéticos de multifilamentos de ultra-alta tenacidade de apenas uma das seguintes matérias-primas: aramida (AR); polietileno de alto módulo (HMPE); poliarilato (PAR). A nomenclatura destas matérias-primas é encontrada na ISO 2076. Recomenda-se dar atenção especial para cada tipo de fibra sintética. Recomenda-se ao fabricante dar atenção especial à forma de armazenamento dos fios sintéticos de ultra-alta tenacidade a fim de protegê-los da incidência de raios ultravioleta e demais fatores ambientais, como calor e umidade. A figura ilustra um exemplo de cinta tubular, com detalhe para a capa de proteção do núcleo da cinta têxtil e a forma construtiva do núcleo a partir dos cordões de ultra-alta tenacidade.

Os requisitos para fabricação da capa de proteção do núcleo de cordões são os seguintes: não pode ter emendas e costuras longitudinais, exceto no fechamento das extremidades da capa do núcleo; sua superfície deve ser fechada, a fim de evitar a penetração de resíduos que causem atritos; deve ser de cor preta, independentemente da capacidade de carga; deve ter comprimento total maior do que o núcleo para que não seja submetida a esforços durante a movimentação; deve ter diâmetro maior do que o núcleo da cinta, para melhor acomodação dos cordões internos.

A capa de proteção do núcleo pode ser fabricada a partir de fibras diferentes do núcleo, em função da aplicação e a critério do fabricante. A capa de proteção do núcleo não pode ser confundida com proteções adicionais, estas sim podem receber costura longitudinal. A capa não pode ser aberta para uma inspeção da parte interna (núcleo) da cinta. Apenas o fabricante está qualificado para abrir a cinta tubular.

A costura de sobreposição da capa deve ser feita com linha da mesma matéria-prima da capa (ver 5.2.3). Convém utilizar linhas de fechamento com cores diferentes do corpo da cinta, para facilitar a inspeção. A carga de ruptura e o alongamento dos fios sintéticos devem ser ensaiados, a fim de que o fabricante da cinta possa se certificar das especificações registradas na declaração de conformidade do fornecedor da matéria-prima.

Este ensaio, portanto, deve confirmar que: a carga de ruptura medida no ensaio não seja inferior à especificada; o alongamento medido no ensaio não seja superior ao especificado. As cintas tubulares devem ser ensaiadas para comprovar o atendimento à CMR: na implementação do modelo de fabricação; quando houver alteração técnica nos requisitos do produto (modelo de fabricação); quando houver alteração no processo de fabricação (máquinas, equipamentos, etc.); quando houver mudança nas especificações das matérias-primas empregadas na fabricação das cintas.

O ensaio de ruptura de cinta deve: resultar em uma CMR maior ou igual a cinco vezes a CMT para cintas tubulares sem acessórios; resultar em uma CMR maior ou igual a quatro vezes a CMT para cintas tubulares com acessórios; obedecer aos requisitos do item 7; deve ser mantido registro do relatório de ensaio que rastreie o modelo da cinta, o modelo de fabricação e o lote da matéria-prima.