As competências profissionais do bombeiro civil

Saiba quais os requisitos de competências profissionais do bombeiro civil classes I, II e III, para proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente. O bombeiro civil, diferente do militar, é um profissional qualificado para atuação em serviços de prevenção e de atendimento de emergências em edificações, plantas e/ou instalações privadas ou públicas de acordo com a legislação vigente.

A NBR 16877 de 08/2020 – Qualificação profissional de bombeiro civil – Requisitos e procedimentos especifica os requisitos de competências profissionais do bombeiro civil classes I, II e III, para proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente. O bombeiro civil, diferente do militar, é um profissional qualificado para atuação em serviços de prevenção e de atendimento de emergências em edificações, plantas e/ou instalações privadas ou públicas de acordo com a legislação vigente. Exerce, em caráter habitual, função remunerada e exclusiva de prevenção e combate a incêndio, como empregado contratado diretamente por empresas privadas ou públicas, sociedade de economia mista ou empresas especializadas em prestação de serviços de combate a incêndios

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Como pode ser definido o exercício simulado de mesa?

O que é um resgate técnico?

Quais são os procedimentos para as qualificações e certificações?

Como deve ser o processo de certificação?

Esta norma surgiu da necessidade de estabelecer requisitos para a avaliação de competências profissionais dos bombeiros civis, com vistas à qualificação de pessoas para atuarem nesta ocupação no setor de segurança, prevenção e controle de incêndios e emergências correlacionadas e criar bases para o sistema brasileiro de avaliação da conformidade dos profissionais de segurança e proteção contra incêndio e emergências. Entende-se por competência o desenvolvimento e a mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes nas dimensões educacional, técnica, econômica, social, política, ética, cultural e ambiental, considerando-se relações pessoais e interpessoais. Há alguns requisitos para avaliar os elementos de competência do bombeiro civil (ver figura abaixo).

Se expressa, fundamentalmente, na capacidade de responder satisfatoriamente aos requisitos de uma ocupação, com a mobilização de recursos e a participação consciente, crítica e ativa no mundo do trabalho e na esfera social. Neste contexto, considerando as necessidades de: assegurar condições adequadas para o desempenho das atribuições com segurança; assegurar a qualidade dos serviços prestados; permitir o desenvolvimento profissional para acompanhar os avanços tecnológicos dos produtos e procedimentos; recuperar carências de educação formal e regular e de formação profissional.

A Comissão de Estudo de Planos e Equipes de Emergências contra Incêndio foi constituída para estabelecer requisitos para avaliação de competências de pessoas que atuam na ocupação profissional de bombeiro civil. Entende-se que estes requisitos são fundamentais para que seja estabelecida uma ampla ação de capacitação da pessoa que atua ou que venha a atuar na profissão de bombeiro civil, assim como para criar as bases para o sistema brasileiro de avaliação da conformidade dos profissionais de segurança e proteção contra incêndio e emergências, em conformidade com a NBR ISO/IEC 17024.

Entende-se por capacitação profissional o processo permanente de desenvolvimento de competências de uma dada ocupação profissional ou para o convívio social. A avaliação da conformidade do profissional visa: assegurar o nível de competências dos profissionais que atuam ou buscam atuar no setor, com base na totalidade ou em parte dos requisitos estabelecidos para sua avaliação; assegurar um padrão de qualidade adequado às exigências evolutivas dos produtos, elementos e processos; destacar e valorizar os profissionais de diferentes níveis de competência, criando diferencial competitivo. A norma representa o consenso entre os representantes do setor de segurança e proteção contra incêndio e emergências.

As cargas horárias descritas no Anexo A não têm o objetivo de qualificação profissional, sendo referências para estabelecer parâmetros de orientação para o desenvolvimento de treinamentos de bombeiros civis. Esta norma não estabelece cargas horárias para a certificação e acreditação de pessoas. Considerando que as cargas horárias apresentadas no Anexo A representam boas práticas de treinamento, o responsável pelo treinamento dos bombeiros civis, caso entenda como adequado, pode utilizá-las como referência, de forma a assegurar o atendimento aos requisitos de desempenho e habilidades requeridas.

É importante ressaltar que esta norma foi elaborada com as melhores práticas adotadas no mercado brasileiro e referências técnicas estrangeiras e internacionais, bem como com a aplicação dos conceitos de gestão e de melhoria contínua. Esta norma pode oferecer referências técnicas de forma parcial ou integral para a qualificação de profissionais civis dos serviços públicos de bombeiros. Para o escopo dessa norma, são considerados que os serviços públicos de bombeiros podem ser compostos por bombeiros militares, bombeiros municipais e bombeiros voluntários que exercem suas atividades de direito e/ou de fato.

As recomendações e as definições estabelecidas são compatíveis aos entendimentos e ao contexto dos assuntos previstos em seu escopo, prevalecendo sempre as disposições das legislações vigentes. Devido aos conteúdos de ensino especificados para as unidades de competências é requisitado que o candidato para a qualificação tenha pelo menos a escolaridade de ensino médio concluído. Como descrição da ocupação, o profissional deverá executar atividades de prevenção e controle de incêndios e atendimentos de emergências de resgate técnico, ambientais e atendimento pré-hospitalar de emergências médicas, nos limites de sua competência ocupacional.

Para esta norma são especificados requisitos de qualificação para alguns níveis de ocupação. O bombeiro civil classe I deve ter as atribuições da ocupação de bombeiro civil (I) que devem ser de pelo menos a execução de: análise das situações que possam oferecer riscos para a vida; procedimentos de abandono de áreas; atendimentos de primeiros socorros e/ou atendimento pré-hospitalar de emergências médicas; inspeção de segurança e prevenção contra incêndio e acidentes; atendimentos e controle de incêndios; seleção, inspeção e operação dos equipamentos e recursos materiais empregados nos atendimentos às emergências; procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências.

As atribuições da ocupação de bombeiro civil (II) devem ser as mesmas do bombeiro civil (I), acrescida de pelo menos a execução de: atendimentos de resgate técnico (por exemplo, resgate em altura, resgate em espaços confinados, resgate aquático, desencarceramento); atendimentos de prevenção e controle especializado de incêndio (por exemplo, industrial, aeroportuário, marítimo, florestal); atendimentos a emergências com produtos perigosos; análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios; análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por consequência de acidentes e/ou incêndios; análise dos tipos de viaturas que podem ser empregadas e composição da tripulação de acordo com as NBR 14561 e NBR 14096; os procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências; procedimentos administrativos de elaboração de relatórios e gestão de pessoas; atividades de ensino de educação continuada para o público interno.

As atribuições da ocupação de bombeiro civil (III) devem ser as mesmas do bombeiro (II), acrescida de pelo menos a execução de: atendimentos de emergências em áreas públicas de acordo com legislação específica; atendimentos de emergências no transporte de produtos classificados como perigosos; análises dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios na localidade; interpretação de projetos, inspeções de sistemas de proteção contra incêndios e de acidentes; integração do grupo de gerenciamento de emergências com sistema e comando de incidentes; atividades de ensino de educação continuada para o público externo. As unidades de competências do bombeiro civil, que envolvem os elementos e os requisitos de competência de conhecimentos e os componentes de avaliação requeridos para o perfil do profissional, são indicadas em tabelas na norma.

As qualificações da ocupação do bombeiro civil, bem como as unidades de competências necessárias para cada uma estão indicadas em uma tabela na norma. Devem ser considerados também os requisitos para avaliar as competências em gestão pessoal necessárias às diferentes unidades de qualificação indicados a seguir: zelar pela boa saúde física e mental; realizar serviços de acordo com as normas de higiene, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho; demonstrar habilidades de trabalhar em equipe; realizar serviços de acordo com normas técnicas, especificações dos fabricantes e manuais de equipamentos; comunicar-se junto ao público, pares, subordinados e superiores; responsabilizar-se pela conservação dos equipamentos; requisitar a manutenção e calibração dos equipamentos; comunicar-se com órgãos competentes, quando necessário; atualizar-se acompanhando novas tecnologias; analisar problemas e tomar decisões.

Além da qualificação inicial, os bombeiros civis devem ser capacitados em especialidades para executar as atribuições profissionais específicas de acordo com a sua área de atuação, sendo as principais, mas não se limitando a estas: marítimo e instalações portuárias; aeródromo; florestal; operador de resgate técnico; operador de emergências com produtos perigosos; motorista e operador de viaturas de emergências; instrutor; liderança. O esquema de certificação deve incluir os seguintes requisitos de processo de certificação: critérios para a certificação inicial e recertificação; métodos de avaliação para a certificação inicial e recertificação; métodos e critérios de supervisão; critérios para a suspensão e cancelamento da certificação; e critérios para alterar o escopo ou o nível de certificação.

A gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”

Conheça as informações e os requisitos específicos para o estabelecimento e manutenção de um sistema de gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”, de acordo com a sua certificação. Embora este documento não dispense a utilização de outros sistemas de gestão da qualidade que sejam compatíveis com os objetivos da NBR ISO 9001:2015 e que proporcionem resultados equivalentes.

A NBR ISO/IEC 80079-34 de 07/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 34: Aplicação de sistemas de gestão da qualidade para a fabricação de produtos “Ex” especifica as informações e os requisitos específicos para o estabelecimento e manutenção de um sistema de gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”, de acordo com a sua certificação. Embora este documento não dispense a utilização de outros sistemas de gestão da qualidade que sejam compatíveis com os objetivos da NBR ISO 9001:2015 e que proporcionem resultados equivalentes, os requisitos mínimos são apresentados neste documento.

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Como deve ser feito o controle de processos, produtos e serviços providos externamente?

Qual deve ser o tipo e extensão do controle?

O que deve ser feito em relação à informação para provedores externos?

Qual deve ser o procedimento para a identificação e rastreabilidade?

Esse documento especifica os requisitos para um sistema de gestão da qualidade que possa ser utilizado por uma organização para a fabricação de equipamentos, componentes e sistemas “Ex”. Pode ser utilizado também por terceiras partes, incluindo organismos de certificação, para avaliar a capacidade de uma organização de atender aos requisitos do sistema de avaliação da conformidade ou requisitos legais. A aplicação desta norma é destinada a abranger tanto equipamentos elétricos como não elétricos, sistemas de proteção, dispositivos de segurança, componentes “Ex” e suas combinações.

O conteúdo detalhado (por exemplo, anexos) é normalmente focado em documentos existentes. Os requisitos da qualidade de fabricantes representam parte integrante da maioria de sistemas de certificação e, como tal, este documento foi elaborado considerando os requisitos do sistema de certificação IECEx para equipamentos. Este documento é destinado a ser utilizado como suporte aos requisitos do sistema de certificação para atmosferas explosivas da Diretiva ATEX, para o sistema de gestão da qualidade dos fabricantes, e pode ser aplicado em sistemas nacionais ou regionais de certificação que sejam relacionados à fabricação de equipamentos, componentes e sistemas com tipos de proteção “Ex”. No Anexo D é apresentada uma matriz de correlação em relação aos requisitos da NBR ISO/IEC 80079-34:2014 e desta NBR ISO/IEC 80079-34:2020.

No item entendendo a organização e o seu contexto, a NBR ISO 9001:2015, 4.1, se aplica, com a seguinte adição: em relação a este documento, o contexto da organização deve assegurar que o produto “Ex” esteja de acordo com o seu certificado Ex e com a documentação técnica. No item sistema de gestão da qualidade e seus processos, a NBR ISO 9001:2015, 4.4, se aplica com a seguinte adição: o sistema de gestão da qualidade deve assegurar que o produto “Ex” esteja de acordo com o tipo descrito no certificado e na documentação técnica.

No item papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais, a NBR ISO 9001:2015, 5.3, se aplica com a seguinte adição: pessoal “Ex” autorizado deve ser apontado com autoridade e responsabilidades estabelecidas e documentadas para assegurar que os seguintes requisitos sejam atendidos: a coordenação efetiva das atividades relacionadas aos produtos “Ex”; o contato com o emissor do certificado “Ex” (quando não emitido pelo fabricante) em relação a qualquer proposta de alteração do projeto especificado no certificado “Ex” e na documentação técnica; o contato com o organismo de certificação responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade em relação à atualização pretendida do sistema de gestão da qualidade. Não é prático para o fabricante informar ao organismo responsável a verificação do sistema de gestão da qualidade toda vez que o sistema for atualizado. É apenas prático informar sobre atualizações significativas do sistema de gestão da qualidade, relevantes para o tipo de proteção.

De forma similar, não é prático especificar, em termos gerais, quais os tipos de atualização que são ou não são significativos. Portanto, é recomendado que o fabricante informe ao organismo responsável a verificação do sistema de gestão da qualidade sobre qualquer atualização do sistema de gestão da qualidade que tenha consequências sobre a conformidade dos produtos. A mudança do pessoal “Ex” autorizado é considerada uma alteração significativa.

Acrescentar que a autorização para a aprovação inicial e as alterações de desenhos relacionados, se apropriado; a autorização de concessões (ver 8.7 f); a exatidão das informações relevantes em relação ao produto “Ex”, fornecidas pelo cliente para qualquer literatura comercial, e instruções de instalação (as quais devem incluir as condições específicas aplicáveis de utilização e quaisquer relações de limitações). Os números de certificados com um sufixo “X” contêm condições específicas de utilização.

Os números de componentes certificados (com um sufixo “U”) podem conter relações de limitações. Agregar que a coordenação efetiva dos processos de fabricação em relação aos produtos “Ex”, incluindo produtos fornecidos externamente, serviços e processos detalhados em 8.4; no caso de um fabricante com múltiplas instalações de fabricação, uma pessoa “Ex” autorizada com responsabilidades pertinentes deve ser indicada para cada instalação. Os registros evidenciando isto devem estar disponíveis e ser mantidos como informação documentada.

No item recursos de monitoramento e medição, a NBR ISO 9001:2015, 7.1.5, se aplica com a seguinte adição: quando o monitoramento ou a medição é utilizado para verificar a conformidade de produtos “Ex”, o equipamento de medição deve ser calibrado e um certificado válido dessa calibração deve existir. A verificação de equipamento de medição contra equipamento calibrado é permitida, contanto que seja corretamente documentada.

O certificado de calibração deve atender a um dos seguintes requisitos descritos. Quando um certificado de calibração ostentar o logotipo de acreditação de um laboratório de calibração acreditado (que demonstre que suas operações estão de acordo com as normas reconhecidas internacionalmente e estão cobertas por um acordo internacional multilateral), o laboratório de calibração não está sujeito a uma avaliação adicional.

Quando o certificado de calibração não ostentar o logotipo de acreditação de uma autoridade de acreditação nacional, cada certificado de calibração deve incluir no mínimo as seguintes informações: uma identificação não ambígua do item calibrado; evidência de que as medições são rastreáveis a padrões de medição nacionais ou internacionais; o método de calibração; uma declaração de conformidade com qualquer especificação aplicável; os resultados da calibração; a incerteza da medição, quando aplicável; as condições ambientais, quando necessário; a data de calibração; a assinatura da pessoa, sob cuja autoridade o certificado foi emitido; o nome e o endereço da organização emissora e a data de emissão do certificado; e uma identificação única do certificado de calibração.

Quando o certificado de calibração não contiver o logotipo de acreditação de uma autoridade de acreditação nacional ou não contiver as informações relacionadas na NBR ISO 9001:2015, 7.1.5 b), o fabricante deve demonstrar uma relação válida a padrões de medição nacionais ou internacionais, ou de acordo com outros meios (por exemplo, um documento de avaliação do laboratório).

Para o controle de informação documentada, a NBR ISO 9001:2015, 7.5.3, se aplica com a seguinte adição: a documentação técnica e a documentação do fabricante devem ser controladas; os procedimentos documentados devem assegurar que as informações contidas na documentação do fabricante sejam compatíveis com a documentação técnica. O fabricante não pode, inicialmente, aprovar ou, subsequentemente, alterar os desenhos relacionados, a menos que estejam em conformidade com os documentos da certificação.

Além disso, o sistema de gestão da qualidade deve assegurar que nenhum fator (tipo, característica, posição etc.) especificado no certificado do produto “Ex” e na documentação técnica (por exemplo, desenhos de certificação) seja modificado, a menos que permitido pelo emissor do certificado. Deve haver um sistema documentado que referencie todos os desenhos relacionados aos documentos pertinentes da certificação e quando existirem desenhos de certificação associados a mais de um certificado de produto “Ex, deve haver um sistema documentado para assegurar ações simultâneas e suplementares em caso de alterações nesses documentos; Alguns fabricantes utilizam os mesmos componentes com desenhos de mesmo número em mais de um produto que possuem mais de uma pessoa responsável para os produtos acabados.

Um sistema de gestão da qualidade compatível assegura que a mudança do componente para um produto não seja implementada sem a aprovação das pessoas responsáveis para todos os produtos acabados que utilizam aquele componente. Quando o fabricante também possui desenhos para equipamentos não destinados à utilização em atmosferas explosivas, deve possuir um sistema para identificar claramente tanto os desenhos relacionados quanto os de certificação; Os exemplos a seguir indicam alguns métodos de identificação: a utilização de marcações visuais; a utilização de uma única série de números de desenhos, por exemplo, todos os desenhos de produtos certificados possuem um prefixo “Ex” no número do desenho; pode também ser aceitável a utilização de um banco de dados computadorizado contendo a correlação de “listas de materiais” que identifique todos os documentos dos componentes “Ex” críticos e que controle alterações não autorizadas.

O fabricante deve documentar o organismo responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade de cada certificado de conformidade “Ex”. Em alguns esquemas de certificação, o organismo responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade associado a cada certificado “Ex” pode ser diferente do organismo que emitiu o certificado de conformidade “Ex” e, portanto, necessita ser claramente identificado.

Quando os documentos técnicos ou do fabricante são fornecidos a terceiros, esses documentos devem ser fornecidos de forma a não causar uma interpretação errônea. O fabricante deve possuir um sistema documentado para verificar anualmente a validade de todos os documentos relativos aos certificados de conformidade “Ex”, normas, regulamentos e outros documentos de origem externa. O fabricante deve manter os registros da qualidade adequados para demonstrar a conformidade dos produtos “Ex”. É requerido uma retenção de no mínimo dez anos após a colocação do produto “Ex” (lote) no mercado.

A lista dos registros da qualidade que requerem controle e retenção, onde aplicável, no mínimo deve ser: aqueles exigidos por requisitos regulatórios; a informação documentada sobre a qualidade; as responsabilidades e autoridades para a designação e comunicação com a organização de funções relevantes aos produtos “Ex”; os pedidos de clientes; a análise crítica do contrato; os registros de treinamento; as alterações e o desenvolvimento do projeto; os dados de inspeção e ensaio (por lote); os dados da calibração; a rastreabilidade da fabricação; a avaliação dos provedores externos; os dados de expedição (cliente, data de saída e quantidade, incluindo números de série quando disponíveis); e outras informações documentadas, se necessárias.

As características dos isoladores compostos tipo suporte

Conheça as dimensões principais e os valores para as características mecânicas e elétricas dos isoladores compostos tipo suporte.

A NBR 15644-1 de 07/2020 – Isoladores compostos tipo suporte para subestações com tensões nominais acima de 1.000 V até 245 kV – Parte 1: Características dimensionais, elétricas e mecânicas especifica as dimensões principais e os valores para as características mecânicas e elétricas dos isoladores compostos tipo suporte. Aplica-se aos isoladores compostos tipo suporte para subestações com tensão nominal de corrente alternada acima de 1.000 V até 245 kV. Esta parte se aplica aos isoladores compostos tipo suporte de projeto similar, usados em estações de força para sistemas ferroviários. Os isoladores compostos tipo suporte cobertos por esta norma são primeiramente para uso externo, mas podem também ser empregados em uso interno.

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O que é uma carga de compressão especificada?

Quais são as tolerâncias para os produtos?

Qual é a codificação e as características de isoladores compostos tipo suporte?

Qual é a codificação e as características de isoladores compostos tipo suporte – Prática Norte Americana/ANSI?

Um isolador composto tipo suporte consiste em um núcleo cilíndrico isolante, sólido, que suporta uma carga mecânica, protegido por um invólucro polimérico, sendo a carga transmitida ao núcleo por meio de ferragens integrantes fixadas ao núcleo isolante. Os isoladores compostos tipo suporte são classificados pelas seguintes características mecânicas e dimensionais: carga de flexão máxima de projeto (CFMP); carga de flexão especificada (CFE); carga de compressão especificada (CCoE); carga de tração especificada (CTE); carga de torção especificada (CToE); altura do isolador; distância de escoamento mínima; diâmetro máximo da parte isolante; arranjo das ferragens integrantes (ver Seção 9).

As Tabelas A.1 e A.2 (disponíveis na norma) apresentam a distância de escoamento mínima para cada isolador junto com a tensão máxima de operação, com base na distância de escoamento específica unificada (DEEU) de 34,7 mm/kVΦ-Φ ou 43,3 mm/kVΦ-t. Esta dimensão é dada somente como informação. O valor da DEEU é considerado um valor representativo das classes de poluição média e pesada, como definidas na ABNT IEC/TR 60815-1. A Tabela A.3 na norma apresenta informação similar para os isoladores, com base na prática norte-americana, considerando 27,8 mm/kVΦ-t para o valor da DEEU, que corresponde a uma classe de poluição leve.

As distâncias de escoamento diferentes das apresentadas nas referidas tabelas podem também ser consideradas para o projeto de isoladores a serem utilizados em várias condições de poluição. Mais informações sobre a DEEU e a seleção de isoladores para condições sob poluição podem ser obtidas nas ABNT IEC/TR 60815-1 e ABNT IEC/TR 60815-3.

Eletricamente, os isoladores compostos tipo suporte são caracterizados pelas tensões a seguir, cujos valores são apresentados nas Tabelas A.1 a A.3: tensão suportável de impulso atmosférico, a seco; tensão suportável em frequência industrial, sob chuva. Os isoladores compostos tipo suporte devem ser identificados conforme as Tabelas A.1 a A.3 por um código alfanumérico contendo quatro indicações: a primeira indicação é representada pelas letras CS ou NACS seguidas do valor da tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco, em quilovolts; a segunda indicação é representada pelas letras A ou B, indicando o diâmetro do círculo de furação das ferragens integrantes no topo e na base do isolador (A = 76 mm e B = 127 mm); a terceira indicação representa a carga de flexão máxima de projeto, em quilonewtons, com dois dígitos; a quarta indicação refere-se ao valor da distância de escoamento mínima, em milímetros.

Exemplo: um isolador código NACS1050B-06-5030 refere-se a um isolador composto tipo suporte, tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco igual a 1.050 kV, diâmetro do círculo de furação de 127 mm, carga de flexão máxima de projeto de 0,6 kN e distância de escoamento mínima de 5 030 mm. Os isoladores devem ser acondicionados em embalagens adequadas, estabelecidas mediante prévio acordo entre as partes interessadas.

As embalagens devem ser identificadas no mínimo com o nome ou a marca do fabricante, tipo do isolador e quantidade de unidades. Quando necessário, para facilidade de manuseio, transporte e armazenagem, as embalagens devem ser paletizadas. Neste caso, o palete é considerado parte integrante da embalagem.

A conformidade dos cabos ópticos dielétricos para aplicação enterrada

Um cabo óptico dielétrico enterrado (DE) como o conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo ou multimodo índice gradual, revestidas em acrilato, elementos de proteção da unidade básica, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, com elementos de proteção da unidade básica e núcleo preenchido com material resistente à penetração ou propagação de umidade, protegidos por um revestimento interno de material termoplástico, um revestimento adicional de poliamida e um revestimento externo de material termoplástico. 

A NBR 14103 de 07/2020 – Cabo óptico dielétrico para aplicação enterrada — Especificação especifica os requisitos técnicos para a fabricação dos cabos ópticos dielétricos para aplicação enterrada. Esses cabos são indicados preferencialmente para instalação subterrânea em aplicação diretamente enterrada, em redes de entroncamentos e redes especiais.

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Como deve ser feita a identificação das unidades básicas?

Quais devem ser as cores das fibras ópticas?

Como deve ser fabricado o revestimento adicional de poliamida?

Qual deve ser o acréscimo ou variação de atenuação?

Pode-se definir um cabo óptico dielétrico enterrado (DE) como o conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo ou multimodo índice gradual, revestidas em acrilato, elementos de proteção da unidade básica, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, com elementos de proteção da unidade básica e núcleo preenchido com material resistente à penetração ou propagação de umidade, protegidos por um revestimento interno de material termoplástico, um revestimento adicional de poliamida e um revestimento externo de material termoplástico. O cabo óptico dielétrico protegido enterrado (DPE) é o conjunto constituído por um cabo óptico conforme a NBR 14566, sobre o qual é aplicado um revestimento de poliamida. O cabo assim constituído é protegido por um duto de material termoplástico.

Na fabricação dos cabos ópticos para aplicação subterrânea diretamente enterrada, devem ser observados processos de modo que os cabos prontos satisfaçam os requisitos técnicos fixados nesta norma. Os cabos ópticos são designados pelo seguinte código: CFOA – X – Y – W – Z, onde CFOA é o cabo de fibras ópticas revestidas em acrilato; X é o tipo de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo1; Y é a aplicação do cabo e formação do núcleo, conforme a tabela abaixo; W é a barreira à penetração de umidade no cabo, conforme a tabela abaixo; Z é o número de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo. Outras quantidades de fibras por cabo podem ser adotadas, sendo objeto de acordo entre o comprador e o fornecedor.

Todos os materiais utilizados na fabricação dos cabos ópticos devem ser dielétricos. Os materiais utilizados na fabricação do cabo devem ser compatíveis entre si. As fibras ópticas tipo multimodo índice gradual, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13487. As fibras ópticas tipo monomodo de dispersão normal, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13488. As fibras ópticas tipo monomodo de dispersão deslocada e não nula, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 14604.

As fibras ópticas tipo monomodo de baixa sensibilidade à curvatura, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 16028. Não são permitidas emendas nas fibras ópticas durante o processo de fabricação do cabo. O núcleo deve ser constituído por unidades básicas. Os cabos ópticos devem ser fabricados com unidades básicas de 2, 4, 6, 8, 12, 16, 24, 36 ou 48 fibras ópticas.

As unidades básicas devem ser dispostas em elementos de proteção adequados, de modo a atender aos requisitos especificados nesta norma. Os elementos de proteção podem ser constituídos por tubos de material polimérico encordoados em uma ou mais coroas ou de forma longitudinal. Os elementos de proteção encordoados devem ser reunidos com passo e sentido escolhidos pelo fabricante, de modo a satisfazer as características previstas nesta norma.

Podem ser colocados enchimentos de material polimérico compatível com os demais materiais do cabo, a fim de formar um núcleo cilíndrico. No caso de cabos ópticos constituídos por elementos de proteção encordoados dispostos em mais de uma coroa, opcionalmente estas coroas podem ser separadas por fitas, a fim de facilitar a sua identificação. O núcleo pode ser constituído por um único elemento de proteção central de material polimérico. É recomendado que os cabos ópticos compostos por elementos de proteção encordoados de até 12 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter duas ou seis fibras ópticas.

Para os cabos ópticos de 18 a 36 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha seis ou 12 fibras ópticas. Para os cabos ópticos de 48 a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 12 ou 24 fibras ópticas. Para os cabos ópticos superiores a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 24, 36 ou 48 fibras ópticas. Cada lance de cabo deve ser fornecido acondicionado em um carretel de madeira com diâmetro mínimo do tambor de 22 vezes o diâmetro externo do cabo óptico ou duto de proteção.

A largura total do carretel não pode exceder 1,5 m e a altura total não pode ser superior a 2,7 m. Os carretéis devem conter um número de voltas tal que entre a camada superior e as bordas dos discos laterais exista um espaço livre mínimo de 6 cm. Os carretéis utilizados devem estar de acordo com a NBR 11137. As extremidades do cabo devem ser solidamente presas à estrutura do carretel, de modo a não permitir que o cabo se solte ou se desenrole durante o transporte. A extremidade interna do cabo na bobina deve estar protegida para evitar danos durante o transporte, ser acessível para ensaios, possuir um comprimento livre de no mínimo 2 m e ser acomodada com diâmetro de no mínimo 22 vezes o diâmetro externo do cabo óptico DE ou duto de proteção do cabo óptico DPE.

Após efetuados todos os ensaios requeridos para o cabo, as extremidades do lance devem ser fechadas, a fim de prevenir a entrada de umidade. No conjunto do cabo óptico dielétrico protegido enterrado devem ser fechados o cabo e o duto de proteção, separadamente. Cada lance de cabo óptico deve ter um comprimento nominal de 2.000 m, podendo, a pedido do comprador, ser fornecido em comprimento específico. A tolerância de cada lance deve ser de + 3%, não sendo admitidos comprimentos inferiores ao especificado.

No caso do cabo óptico dielétrico protegido enterrado, o comprimento do cabo deve ser no mínimo igual ao comprimento do duto de proteção. Devem ser marcadas em cada bobina, com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis, as seguintes informações: nome do comprador; número da bobina; designação do cabo; comprimento real do cabo na bobina, expresso em metros (m); massa bruta e massa líquida, expressa em quilogramas (kg); uma seta ou indicação apropriada para indicar o sentido em que o cabo deve ser desenrolado; identificação de remarcação, quando aplicável. O transporte, armazenamento e utilização das bobinas dos cabos ópticos devem ser feitos conforme a NBR 7310.

Os equipamentos de manobra e comando em corrente alternada

Salvo especificação em contrário, é previsto que os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, incluindo os dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares que formam parte integrante, sejam utilizados de acordo com as suas características nominais e nas condições normais de serviço descritas nessa norma.

A NBR IEC 62271-1 de 06/2020 – Manobra e comando de alta tensão – Parte 1: Especificações comuns para equipamentos de manobra e comando em corrente alternada é aplicável aos equipamentos de manobra e comando em corrente alternada, previstos para instalação abrigada e/ou ao tempo e para funcionar nas frequências de serviço até e incluindo 60 Hz e tensões nominais superiores de 1.000 V. É aplicável a todos os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, salvo especificação contrária nas normas IEC particulares para os tipos específicos de equipamentos de manobra e comando. Para a utilização deste documento, alta tensão é definida como a tensão nominal superior a 1.000 V. Entretanto, o termo média tensão é normalmente utilizado para sistemas de distribuição com tensões superiores a 1 kV e geralmente é aplicada às tensões inferiores ou iguais a 52 kV.

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Qual é a faixa I para tensões nominais inferiores ou iguais a 245 kV?

Quais são os níveis de isolamento nominais para as tensões nominais da faixa I, série I?

Quais são os níveis de isolamento nominal para tensões nominais da faixa II?

Quais os fatores de pico para corrente admissível nominal?

Salvo especificação em contrário, é previsto que os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, incluindo os dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares que formam parte integrante, sejam utilizados de acordo com as suas características nominais e nas condições normais de serviço descritas abaixo. O funcionamento nas condições normais de serviço é considerado coberto pelos ensaios de tipo de acordo com esta norma e com a norma de produto correspondente.

As condições normais de serviço para os equipamentos de manobra e comando para uso abrigado são: a temperatura ambiente não excede 40 °C e o seu valor médio, medido em um período de 24 h, não excede 35 °C e a temperatura ambiente não decresce abaixo de – 5 °C; a influência da radiação solar não existe; a altitude não excede 1.000 m; o ar ambiente não é poluído significativamente por poeira, fumaça, gás corrosivo e/ou gás inflamável, vapores ou sal, e seria considerado como tendo uma classe de severidade de poluição local (SPS) muito leve, de acordo com a IEC TS 60815-1:2014; as condições de umidade são as seguintes: o valor médio da umidade relativa, medida em um período de 24 h, não excede 95%; o valor médio da pressão de vapor d’água, medida em um período de 24 h, não excede 2,2 kPa; o valor médio da umidade relativa, medida em um período de um mês, não excede 90%; o valor médio da pressão de vapor d’água, medida em um período de um mês, não excede 1,8 kPa.

Pode ocorrer condensação onde houver mudanças bruscas de temperatura durante períodos de alta umidade. Uma umidade elevada pode ser causada pelas águas de chuva ao nível do solo ou para aplicações subterrâneas, a partir de bandejas de cabos de entrada que estão conectados ao equipamento de manobra. Além disso, devem ser levadas em consideração as vibrações devido a causas externas ao equipamento de manobra e comando ou tremores de terra não excedem o impacto das vibrações causadas pela manobra do próprio equipamento.

As condições normais de serviço para os equipamentos de manobra e comando para uso ao tempo são: a temperatura ambiente não excede 40°C e o seu valor médio, medido em um período de 24 h, não excede 35°C; a temperatura ambiente não é inferior a – 25 °C. As variações rápidas da temperatura podem ocorrer, por exemplo, em um dia ensolarado seguido por uma chuva repentina. Não se esquecer que a radiação solar não exceda o nível de 1.000 W/m²; a altitude não exceda a 1.000 m; o ar ambiente pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal; a poluição não excede a classe de severidade de poluição local (SPS) média, como definido pela IEC TS 60815-1:2014; a camada de gelo não exceda a 20 mm; a velocidade do vento não excede 34 m/s. As características do vento são definidas na IEC 60721-2-2.

Lembrar que os valores médios de umidade indicados podem ser excedidos. Pode ocorrer condensação ou precipitação. As características de precipitação são definidas na IEC 60721-2-2. As condições de umidade sempre resultam de uma combinação da umidade relativa com outros parâmetros ambientais, principalmente temperatura e variações rápidas da temperatura. As vibrações devido a causas externas do equipamento de manobra e comando ou tremores de terra não devem exceder o impacto das vibrações causadas pela manobra do próprio equipamento.

Quando se espera que o equipamento de manobra e comando de alta tensão seja utilizado em condições diferentes das condições normais de serviço dadas em 4.1, convém que os requisitos do usuário se refiram às condições normalizadas, caso não sejam previstas pelas normas do produto. As ações apropriadas são tomadas para assegurar o funcionamento apropriado nas condições de outros componentes, como relés. Informações detalhadas relativas à classificação das condições ambientais são indicadas nas IEC 60721-3-3 (abrigado) e IEC 60721-3-4 (ao tempo).

Para instalações a uma altitude superior a 1.000 m, o nível suportável de isolamento requerido para a isolação externa no local de utilização deve ser determinado conforme a IEC 60071-2:1996, Seção 4. Convém que o nível de isolamento nominal do equipamento de manobra e comando seja igual ou superior a esse valor; referência é feita à IEC TR 62271 306. Para a isolação interna, as características dielétricas são idênticas, qualquer que seja a altitude, e não é necessária precaução especial alguma.

Para isolações interna e externa, consultar a IEC 60071-2:1996. Para equipamentos auxiliares e de comando de baixa tensão, não é necessária precaução especial alguma a ser tomada, se a altitude for inferior a 2.000 m. Para altitudes superiores, consultar a IEC 60664-1. Para aplicações ao tempo, convém que o ar ambiente, que pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal a um nível superior à classe de severidade da poluição local (SPS) “média” conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014, seja classificado como “pesado” ou “muito pesado” conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014.

Para aplicações abrigadas, convém que o ar ambiente, que pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal, a um nível superior à classe de severidade da poluição local (SPS) “muito leve”, conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014, seja classificado como “leve”, “médio”, “pesado” ou “muito pesado”, conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014. Mais informações sobre exposição à poluição podem ser encontradas no Anexo K (informativo). Para aplicações abrigadas de tensão inferior ou igual a 52 kV, a especificação IEC TS 62271 304 pode ser utilizada, principalmente se houver preocupações em relação à poluição da isolação do equipamento de manobra.

Para instalação em local onde a temperatura ambiente pode estar fora da faixa das condições normais de serviço descritas, convém que as faixas preferenciais de temperaturas mínima e máxima a especificar sejam: – 50 °C a 40 °C para climas extremamente frios; – 40 °C a 40 °C para climas muito frios; – 30 °C a 40 °C para climas frios; – 25 °C a 40 °C para climas frios (instalações abrigadas); – 15 °C a 40 °C para climas moderados (instalações abrigadas); – 5 °C a 55 °C para climas muito quentes. Em instalações abrigadas, em um clima tropical, o valor médio de umidade relativa, medido em um período de 24 h, pode ser de até 98%. Em certas regiões onde os ventos quentes e úmidos são frequentes, variações bruscas de temperatura e/ou de pressão atmosférica podem ocorrer.

O equipamento de manobra e comando normalizado é projetado para montagem em estruturas praticamente niveladas, livre de vibrações, de impactos ou de inclinações excessivas. Se nenhuma destas condições normalizadas existir, convém que o usuário especifique os requisitos particulares. Para instalações sujeitas a abalos sísmicos, o usuário deve especificar o nível de severidade de acordo com a publicação ou especificação aplicável (por exemplo, IEC TR 62271-300, IEC 62271-207 e IEC TS 62271-210. Em caso de risco de abalo sísmico, convém que o usuário especifique os requisitos operacionais e o nível de dano admissível.

Instalações sujeitas a outras formas não comuns de vibração devem ser identificadas, como aquelas nas proximidades imediatas de uma explosão de mina ou aquelas de aplicações móveis. Outras aplicações pertinentes para avaliações sísmicas são as IEEE Standard 693 e IEEE Standard C37.81. Se for previsto que a velocidade do vento exceda a velocidade de 34 m/s nas condições normais de serviço, convém que o usuário especifique os requisitos para uma aplicação particular.

Quando as condições ambientais especiais prevalecerem no local onde o equipamento de manobra e comando estiver instalado, convém que o usuário as especifique com referência às IEC 60721-1, IEC 60721-2 (todas as partes) e IEC 60721-3 (todas as partes). As características nominais comuns dos equipamentos de manobra e comando atribuídas pelo fabricante, incluindo seus dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares, devem ser selecionadas a partir das seguintes (se aplicável): tensão nominal (Ur); nível de isolamento nominal (Up, Ud e Us, se aplicável); frequência nominal (fr); corrente permanente nominal (Ir); corrente nominal de curta duração admissível (Ik); valor de pico da corrente admissível nominal (Ip); duração nominal do curto-circuito (tk); tensão nominal de alimentação dos circuitos auxiliares e de comando (Ua); frequência nominal de alimentação dos circuitos auxiliares e de comando; pressão de alimentação nominal de gás comprimido para sistemas de pressão controlada.

Outras características nominais podem ser necessárias e serão especificadas nas normas IEC de produto aplicáveis. As características nominais definem as especificações comuns de equipamentos de manobra e comando que são necessárias para seleção e utilização adequadas em uma determinada rede. Outras características importantes do equipamento de manobra e comando são definidas na Seção 3, como, por exemplo, a pressão funcional mínima de isolação. Algumas das quais estão indicadas na placa de identificação, sem serem, entretanto, características nominais.

Ainda que outras características se refiram à instalação, funcionamento e manutenção; elas não são consideradas características nominais, uma vez que estão relacionadas à tecnologia utilizada para o equipamento de manobra e comando. Os exemplos incluem o nível normal de preenchimento ou pressão (densidade) de preenchimento/alarme dos fluidos e estanqueidade para sistemas a líquidos, a gás e a vácuo.

O desempenho dos eletrodutos plásticos para instalações elétricas

Conheça os requisitos de desempenho para eletrodutos plásticos rígidos (até DN 110) ou flexíveis (até DN 40) e conexões (complementos dos eletrodutos) a serem estocados, transportados, instalados e aplicados permanentemente à temperatura entre – 5 °C e 60 °C. 

A NBR 15465 de 06/2020 – Sistemas de eletrodutos plásticos para instalações elétricas de baixa tensão — Requisitos de desempenho especifica os requisitos de desempenho para eletrodutos plásticos rígidos (até DN 110) ou flexíveis (até DN 40) e conexões (complementos dos eletrodutos) a serem estocados, transportados, instalados e aplicados permanentemente à temperatura entre – 5 °C e 60 °C. Os eletrodutos e as conexões contemplados por esta norma têm seção circular, e podem estar embutidos, enterrados ou aparentes. Estes eletrodutos e conexões são empregados em instalações elétricas de edificações alimentadas sob uma tensão nominal igual ou inferior a 1.000 V em corrente alternada, com frequências inferiores a 400 Hz, ou a 1.500 V em corrente contínua. Esta norma também é aplicável aos eletrodutos utilizados em linhas de sinal (telefonia, TV a cabo, etc.). Não é aplicável aos dutos corrugados de polietileno (PE) para infraestrutura.

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Quais as dimensões dos eletrodutos?

Qual deve ser a codificação de cores dos eletrodutos e suas conexões?

Quem deve realizar a inspeção de recebimento dos eletrodutos?

Qual deve ser a aparelhagem da verificação dimensional?

O eletroduto é um elemento de linha elétrica fechada, de seção circular ou não, destinado a conter condutores elétricos providos de isolação, permitindo tanto a enfiação como a retirada destes. Os eletrodutos são suficientemente fechados em toda a sua extensão, de modo que os condutores só possam ser instalados e/ou retirados por puxamento e não por inserção lateral. Já um sistema de eletrodutos sistema de elementos de linha elétrica fechada que consiste em eletrodutos e conexões para proteção e condução de condutores elétricos providos de isolação em instalações elétricas ou de linhas de sinal, permitindo que sejam removidos e/ou substituídos, mas não inseridos lateralmente. Os eletrodutos e as conexões são classificados quanto à resistência mecânica, conforme a tabela abaixo.

As aplicações dos eletrodutos e conexões das diversas classes de resistência mecânica e propagação de chama são limitadas ao disposto na tabela abaixo.

Os diâmetros externo e interno dos eletrodutos devem ser verificados de acordo com o Anexo A. 5.2.3 As roscas dos eletrodutos e conexões devem atender à NBR NM ISO 7-1. As profundidades mínimas das bolsas das conexões e dos eletrodutos devem ser de no mínimo 50% do diâmetro externo médio dos eletrodutos. As verificações devem ser realizadas de acordo com o Anexo A.

Qualquer que seja o tipo de acoplamento dos tubos com as conexões, a área interna para a passagem dos cabos não pode ser diminuída na junção das peças. As demais características dimensionais dos eletrodutos devem constar em normas específicas para cada tipo de produto. Para o aspecto visual, os eletrodutos e suas conexões devem apresentar as superfícies interna e externa isentas de irregularidades, saliências e reentrâncias, e não podem ter bolhas, rachaduras, vazios ou outros defeitos visuais que indiquem descontinuidade do material ou do processo de extrusão.

A inspeção das marcações é definida conforme a Seção 9. Os eletrodutos e suas conexões devem ter cor uniforme, sendo permitidas, entretanto, variações de nuance, devido às diferenças naturais de cor da matéria prima. Os eletrodutos e conexões a serem ensaiados devem ser condicionados por pelo menos 2 h à temperatura de (23 ± 3) °C e umidade relativa entre 40% e 60%. Todos os ensaios devem ser realizados imediatamente após o condicionamento.

Quando não especificado, a amostra deve ser considerada reprovada em relação a um determinado ensaio, se mais de um corpo de prova desta amostra apresentar falha. Se apenas um corpo de prova falhar, o ensaio deve ser repetido, sendo que, para a amostra ser considerada aprovada, nenhum corpo de prova deve apresentar falha. Os eletrodutos flexíveis, quando submetidos ao ensaio de verificação da resistência à curvatura constante no Anexo B, devem permitir a passagem do gabarito pelo corpo de prova pela ação de seu próprio peso, sem qualquer velocidade inicial, e não podem apresentar fissuras visíveis a olho nu. Este ensaio não é aplicável aos eletrodutos rígidos.

Para o ensaio à resistência à compressão, quando submetidos ao ensaio de verificação da resistência à compressão diametral constante no Anexo C, os eletrodutos não podem apresentar diferença entre o diâmetro inicial e o diâmetro sob carga superior a 25 % do diâmetro inicial. Após (60 ± 2) s da remoção da carga, esta diferença não pode ser superior a 10% do diâmetro externo medido antes do ensaio. Após o ensaio, os corpos de prova não podem apresentar quebras ou fissuras visíveis a olho nu.

Quando submetidos ao ensaio de verificação da resistência ao impacto constante no Anexo D, os eletrodutos não podem apresentar quebras, rachaduras ou trincas que permitam a passagem de luz entre os seus meios interior e exterior, em pelo menos nove dos 12 corpos de prova ensaiados. Este ensaio é aplicável apenas aos eletrodutos rígidos aparentes (cor cinza).

Quando submetidos ao ensaio de verificação da resistência ao calor constante no Anexo E, os eletrodutos devem permitir a passagem do gabarito pelo corpo de prova pela ação de seu próprio peso, sem qualquer velocidade inicial. Quando submetidos ao ensaio de verificação da resistência à chama constante no Anexo F, os corpos de prova não podem inflamar para a amostra ser considerada aprovada.

Se os corpos de prova queimarem ou forem consumidos sem queimar, a amostra é aprovada se os três corpos de prova atenderem a todos os requisitos a seguir: não pode haver combustão por mais de 30 s após a remoção da chama; após ter cessado a combustão e após o corpo de prova ter sido limpo com um pedaço de tecido embebido em água, a amostra não pode apresentar evidência de queima ou carbonização a menos de 50 mm de qualquer parte da pinça; e não pode ocorrer combustão do lenço de papel.

Quando os eletrodutos forem submetidos ao ensaio de verificação da rigidez dielétrica constante no Anexo G, não pode ocorrer passagem de corrente elétrica acima de 100 mA. Quando os eletrodutos forem submetidos ao ensaio de verificação da resistência do isolamento elétrico constante no Anexo G, a resistência de isolação não pode ser inferior a 100 MΩ. Quando submetidas ao ensaio de verificação da resistência ao impacto constante no Anexo D, as conexões aparentes não podem apresentar quebras, rachaduras ou trincas que permitam a passagem de luz entre os seus meios interior e exterior em pelo menos nove dos 12 corpos de prova ensaiados.

Os eletrodutos flexíveis devem ser fornecidos em bobinas de no máximo 100 m. Os eletrodutos rígidos devem ser fornecidos em barras de 3 m ou 6 m. Os comprimentos diferentes dos estabelecidos podem ser fornecidos mediante acordo entre o comprador e o fornecedor. Os eletrodutos devem trazer marcados ao longo de sua extensão, de forma legível e indelével, no mínimo o seguinte: nome ou marca de identificação do fabricante; diâmetro nominal; o termo: eletroduto; para eletrodutos flexíveis, a classe de resistência mecânica e os termos leve, médio ou pesado, conforme a classificação; para eletrodutos leves, a expressão: não embutir em laje ou enterrar; para eletrodutos propagantes de chama, a expressão: não usar aparente ou embutido em alvenaria; para eletrodutos azuis, a expressão: utilizar exclusivamente em linhas de sinal; código de rastreabilidade do lote; número desta norma; para eletrodutos rígidos, o tipo de junção (exceto para uso aparente).

O espaçamento máximo entre as marcações não pode ser superior a 1 m. As conexões devem trazer, de forma indelével, no mínimo o seguinte: nome ou marca de identificação do fabricante; diâmetro nominal; número desta norma. Nas embalagens das conexões devem constar, de forma legível, no mínimo as seguintes informações: nome ou marca de identificação do fabricante; diâmetro nominal; número desta norma; código de rastreabilidade do lote; quantidade de peças; para conexões propagantes de chama, a expressão: não usar aparente ou embutida em alvenaria.

As competências dos especialistas em gestão da energia

Saiba quais são as recomendações de competências esperadas de especialistas em implementação do sistema de gestão da energia (SGE) por meio da aplicação da NBR ISO 50001:2018. 

A NBR 16883 de 06/2020 – Sistema de gestão da energia — Diretrizes para seleção de especialistas em implementação da NBR ISO 50001 estabelece as recomendações de competências esperadas de especialistas em implementação do sistema de gestão da energia (SGE) por meio da aplicação da NBR ISO 50001:2018. Esta norma aplica-se às pessoas que trabalham como especialistas em implementação do SGE em qualquer tipo de organização, independentemente do seu tamanho, tipo, localização e nível de maturidade. Tem caráter orientativo, para que as organizações selecionem os especialistas em implementação de SGE, cabendo às organizações decidirem se é desejável ou não a sua aplicação integral ou parcial, de acordo com as suas diretrizes internas.

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Como podem ser definidas a competência e a compreensão?

Qual seria o conceito de competência para o especialista?

Quais os conhecimentos e habilidades específicas que o especialista deve ter?

Por que o especialista em implementação de SGE deve entender dos usos da energia?

Vários princípios podem ser aplicados à atuação do especialista em implementação do SGE. O atendimento a estes princípios contribui para a eficácia e consistência do trabalho do implementador de sistemas de gestão da energia. A implementação do sistema de gestão da energia é antecedida pelo estabelecimento de um termo de confidencialidade relacionado à divulgação, manutenção e distribuição dos dados com os quais o especialista entrará em contato durante o serviço, conforme aplicável. A confidencialidade visa a proteger a organização da utilização não autorizada destes dados pelo especialista para interesses pessoais ou de terceiros, ou para prejudicar a organização.

Tendo a anuência da organização, o especialista pode usar os dados desta, de forma anônima, para, por exemplo, complementar bases de dados públicas. Convém que o especialista aja de maneira independente e imparcial para identificar com objetividade potenciais conflitos de interesse. Convém que o especialista esteja preparado para executar o serviço, de modo que todos os aspectos da implementação sejam transparentes, ao menos para a organização onde o SGE estiver sendo implementado.

Recomenda-se solicitar referências dos potenciais especialistas em implementação de SGE aos clientes ou empregadores anteriores. Recomendações sobre papéis e responsabilidades potencialmente assumidos pelo contratante do serviço e pelo especialista em implementação de SGE são apresentadas na tabela abaixo.

Além disso, a segurança e a confiança no processo de implementação de um SGE dependem da competência de quem lidera o processo. Esta competência pode ser verificada pela observação dos seguintes pontos: atributos pessoais; capacidade para aplicar conhecimentos e habilidades, adquiridos pela formação, experiência profissional, treinamento em sistema de gestão da energia e experiência na implementação de sistemas de gestão da energia. Convém que os especialistas em implementação de SGE desenvolvam, mantenham e aperfeiçoem as suas competências por meio de um contínuo desenvolvimento profissional e participação regular em processos de implementação, manutenção e melhoria de SGE.

Convém que um especialista em implementação de SGE possua as seguintes características: disposição a considerar ideias e pontos de vista alternativos; diplomacia, assertividade e respeito nas relações com as pessoas; perceptividade, atenção às pessoas e processos ocorrendo ao seu redor; versatilidade e adaptabilidade a diferentes situações; tenacidade, persistência e foco em alcançar objetivos; segurança e capacidade de trabalhar e atuar de forma independente e de interagir de forma eficaz com os outros profissionais; liderança na condução de processos e proatividade. Convém que os especialistas em implementação de SGE demonstrem conhecimentos e habilidades nas seguintes áreas: princípios, procedimentos e técnicas de implementação de sistemas de gestão, que o permitam executar a implementação de forma consistente e sistemática.

Convém que o especialista em implementação de SGE seja capaz de aplicar os seus conhecimentos em princípios, requisitos, procedimentos e técnicas para implementar um sistema de gestão; planejar e organizar com eficácia o seu trabalho; liderar as atividades e conduzir os membros da organização ao alcance dos resultados planejados; prever e solucionar conflitos; realizar a implementação de sistemas de gestão segundo o programa acordado; coletar informações por meio de entrevistas eficazes, escutar, observar e analisar criticamente documentos, registros e dados; compreender a conveniência e as consequências de usar técnicas de amostragem para monitorar a implementação; confirmar a suficiência e conveniência das evidências da implementação para apoiar os resultados e conclusões de seu trabalho; avaliar os fatores que podem afetar a confiabilidade dos resultados e as conclusões da implementação; desenvolver os documentos de trabalho para o planejamento das atividades de implementação; preparar informes dos avanços e progressos da implementação; manter a confidencialidade; comunicar-se eficazmente por meio das habilidades linguísticas pessoais ou de um intérprete; sistema de gestão documental de referência, que o permita compreender o alcance do trabalho de implementação do SGE.

Convém que os conhecimentos e habilidades nesta área incluam a aplicação de sistemas de gestão da energia para diferentes organizações; a interação entre os componentes do sistema de gestão da energia; as normas de sistemas de gestão, procedimentos aplicáveis e outros documentos do sistema de gestão usados como critério para a implementação; o reconhecimento de diferenças e prioridades entre os documentos de referência; a aplicação de documentos de referência em diferentes situações; os sistemas de informação e tecnologia para autorização, segurança, distribuição e controle de documentos, dados e registros; as situações organizacionais que permitam compreender o contexto operacional da organização.

Convém que o conhecimento e as habilidades nesta área incluam: o tamanho organizacional, estrutura, funções e relações; o processo hierárquico de negócio e terminologia relacionada; os costumes culturais e sociais da organização em que será realizada a implementação. Os costumes culturais e sociais da organização são normalmente de conhecimento dos especialistas da própria organização. No caso de especialistas externos à organização, está alínea pode ser excluída ou adaptada, tornando-se mais genérica.

Deve entender de leis, regulamentos e outros requisitos aplicáveis à organização. Convém que os conhecimentos e habilidades nesta área incluam: os códigos locais, regionais e nacionais, leis e regulamentos, particularmente os aplicáveis aos aspectos energéticos; os contratos e acordos; as leis e as normas relativas à segurança do trabalho; os tratados e convênios internacionais; outros requisitos legais.

A gestão de incidentes

A NBR ISO 22320 de 06/2020 – Segurança e resiliência — Gestão de emergências — Diretrizes para gestão de incidentes fornece as diretrizes para a gestão de incidentes, incluindo os princípios que comuniquem o valor e expliquem a finalidade da gestão de incidentes, os componentes básicos da gestão de incidentes, incluindo processo e estrutura, com foco em papéis e responsabilidades, tarefas e gestão de recursos, e o trabalho conjunto por meio de direção e cooperação conjuntas. Este documento é aplicável a qualquer organização envolvida em responder a incidentes de qualquer tipo e escala. É aplicável a qualquer organização com uma estrutura organizacional, bem como a duas ou mais organizações que optem por trabalhar em conjunto enquanto continuam a usar a sua própria estrutura organizacional ou usam uma estrutura organizacional combinada.

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Por que definir claramente os papéis e responsabilidades de todo o pessoal?

O que é um quadro operacional comum (common operational picture)?

Por que a organização deve estabelecer acordos de cooperação?

Como fazer o desenvolvimento e a implementação de métodos para trabalhar em conjunto?

Nos últimos anos, houve muitos desastres, tanto naturais quanto provocados pelo homem, e outros grandes incidentes, que mostraram a importância da gestão de incidentes para salvar vidas, reduzir danos e prejuízos, e assegurar um nível adequado de continuidade de funções sociais essenciais. Tais funções incluem saúde, telecomunicações, abastecimento de água e alimentos e acesso à eletricidade e combustível. Embora no passado o foco da gestão de incidentes tenha sido nacional, regional ou dentro de organizações individuais, hoje e no futuro há uma necessidade de uma abordagem multinacional e multiorganizacional.

Esta necessidade é motivada por relacionamentos e interdependências entre governos, organizações não governamentais (ONG), organizações da sociedade civil (OSC) e o setor privado internacionalmente. Fatores como aumento da urbanização, dependências e interdependências de infraestruturas críticas, dinâmica socioeconômica, mudança ambiental, doenças animais e humanas, e aumento do movimento de pessoas e bens em todo o mundo aumentaram o potencial de disrupções e desastres que transcendem as fronteiras geográficas e políticas, impactando na capacidade de gestão de incidentes.

Este documento fornece orientação para as organizações melhorarem o tratamento de todos os tipos de incidentes (por exemplo, emergências, crises, disrupções e desastres). As múltiplas atividades de gestão de incidentes geralmente são compartilhadas entre organizações e agências, com o setor privado, organizações regionais e governos, com diferentes níveis de jurisdição. Portanto, é necessário orientar todas as partes envolvidas em como preparar e implementar a gestão de incidentes.

Espera-se que a assistência entre regiões ou fronteiras entre organizações durante a gestão de incidentes seja apropriada às necessidades da população afetada e que seja culturalmente sensível. Portanto, a participação de múltiplas partes interessadas, que foca no envolvimento da comunidade no desenvolvimento e implementação da gestão de incidentes, é desejável, quando apropriado. As organizações envolvidas requerem a capacidade de compartilhar uma abordagem comum entre fronteiras geográficas, políticas e organizacionais.

Este documento é aplicável a qualquer organização responsável pela preparação ou resposta a incidentes nos níveis local, regional, nacional e, possivelmente, internacional, incluindo aqueles que são responsáveis e participam da preparação para incidentes, oferecem orientação e direção na gestão de incidentes, são responsáveis pela comunicação e interação com o público, e realizam pesquisas no campo da gestão de incidentes. As organizações se beneficiam do uso de uma abordagem comum para a gestão de incidentes, por isto permitem um trabalho colaborativo e garantem ações mais coerentes e complementares entre as organizações.

A maioria dos incidentes é de natureza local e é gerenciada nos níveis local, municipal, regional, estadual ou provincial. A gestão de incidentes respeita a primazia da vida humana e da dignidade humana por meio da neutralidade e imparcialidade. A gestão de incidentes requer que todas as pessoas, a qualquer momento, se reportem a apenas um supervisor. A gestão de incidentes requer que as organizações trabalhem em conjunto. A gestão de incidentes considera incidentes naturais e humanos, incluindo aqueles que a organização ainda não enfrentou.

A gestão de incidentes é baseada na gestão de riscos. A gestão de incidentes requer preparação e requer o compartilhamento de informações e perspectivas. Enfatiza a importância da segurança para os respondedores e para os impactados, é flexível (por exemplo, adaptabilidade, escalabilidade e subsidiariedade) e leva em consideração fatores humanos e culturais. Enfatiza a melhoria contínua para aprimorar o desempenho organizacional.

Convém que a gestão de incidentes considere uma combinação de instalações, equipamentos, pessoal, estrutura organizacional, procedimentos e comunicações. A gestão de incidentes tem base no entendimento de que, em todo e qualquer incidente, existem determinadas funções de gestão que convém que sejam executadas, independentemente do número de pessoas disponíveis ou envolvidas na resposta ao incidente. Convém que a organização implemente a gestão de incidentes, incluindo um processo de gestão de incidentes (5.2), e uma estrutura de gestão de incidentes, que identifique papéis e responsabilidades, tarefas e alocação de recursos da gestão de incidentes (5.3).

Convém que a organização documente o processo e a estrutura de gestão de incidentes. O processo de gestão de incidentes tem base em objetivos que são desenvolvidos por meio da coleta e compartilhamento proativo de informações, a fim de avaliar a situação e identificar as contingências. Convém que a organização se engaje em atividades de planejamento como parte da preparação e resposta, que considerem o seguinte: segurança, objetivos da gestão de incidentes, informações sobre a situação, monitoramento e avaliação da situação, função de planejamento, que determina um plano de ação para incidentes, alocação, rastreabilidade e liberação de recursos, comunicações, relacionamento com outras organizações, quadro operacional comum (common operational picture), desmobilização e rescisão, diretrizes de documentação.

O Anexo D fornece recomendações sobre o planejamento de gestão de incidentes. Um plano de ação para incidentes (verbal ou escrito) inclui metas, objetivos, estratégias, táticas, segurança, comunicações e informações sobre gestão de recursos. Desmobilizar significa devolver recursos ao seu uso e status originais. Rescisão significa uma transferência formal das responsabilidades de gestão de incidentes para outra organização. Convém que as decisões tomadas entre as organizações sejam compartilhadas conforme apropriado. O processo de gestão de incidentes se aplica a qualquer escala de incidente (curto/longo prazos) e convém que seja aplicado conforme apropriado a todos os níveis de responsabilidade.

A figura abaixo fornece um exemplo simples do processo de gestão de incidentes. Convém que a organização estabeleça um processo de gestão de incidentes que seja contínuo e inclua as seguintes atividades: observação; coleta, processamento e compartilhamento de informações; avaliação da situação, incluindo previsão; planejamento; tomada de decisão e comunicação das decisões tomadas; implementação de decisões; coleta de feedback e medidas de controle. Não convém que o processo de gestão de incidentes se limite às ações do comandante do incidente, mas que também seja aplicável a todas as pessoas envolvidas na equipe de comando do incidente, em todos os níveis de responsabilidade.

Convém que a organização se esforce para entender outras perspectivas, como dentro e fora da organização, vários cenários de resposta, necessidades diferentes, várias ações necessárias, e diferentes culturas e objetivos organizacionais. Convém que a organização antecipe efeitos em cascata, tome a iniciativa de fazer algo mais cedo, em vez de tardiamente, considere os cronogramas de outras organizações, determine o impacto de diferentes cronogramas, e modifique o seu cronograma adequadamente.

Convém que a organização considere as necessidades e os efeitos a curto e longo prazos. Isto inclui antecipar como o incidente se desenvolverá, quando surgirão necessidades diferentes, e quanto tempo levará para atender a estas necessidades. Convém que a organização tome a iniciativa de avaliar riscos e alinhar a resposta para aumentar a sua eficácia, antecipar como os incidentes podem mudar e usar os recursos de maneira eficaz, tomar decisões sobre várias medidas com antecedência suficiente para que as decisões sejam eficazes quando forem realmente necessárias, gerenciar o incidente depressa, iniciar uma resposta conjunta em vez de esperar que alguém o faça, descobrir quais informações compartilhadas são necessárias e informar e instruir as partes envolvidas, por exemplo, para criar novos recursos.

Convém que a organização implemente uma estrutura de gestão de incidentes para executar as tarefas pertinentes aos objetivos do incidente. Convém que uma estrutura de gestão de incidentes inclua as seguintes funções básicas. Comando: autoridade e controle do incidente; estrutura e responsabilidades dos objetivos da gestão de incidentes; ordenação e liberação de recursos. Planejamento: coleta, avaliação e compartilhamento oportuno de informações de inteligência e sobre incidentes; relatórios de status, incluindo recursos atribuídos e equipe; desenvolvimento e documentação do plano de ação para incidentes; coleta, compartilhamento e documentação de informações.

Operações: objetivos táticos; redução de perigos; proteção de pessoas, propriedades e meio ambiente; controle de incidentes e transição para a fase de recuperação. Logística: suporte e recursos a incidentes; instalações, transporte, suprimentos, manutenção de equipamentos, combustível, serviço de alimentação e serviços médicos para o pessoal do incidente; suporte de comunicações e tecnologia da informação. Finanças e administração: indenizações e reclamações; compras; custos e tempo. (Dependendo da escala de um incidente, uma função financeira e administrativa separada pode não ser necessária.)

Os conjuntos de manobra para instalações públicas


Conheça os requisitos específicos aplicáveis aos conjuntos, como a seguir: conjuntos onde a tensão nominal não excede 1.000 v em corrente alternada ou 1.500 v em corrente contínua; conjuntos destinados a serem utilizados com os equipamentos projetados para a geração, transmissão, distribuição e conversão da energia elétrica e comando de equipamentos que consomem energia elétrica; conjuntos acionados por pessoas comuns (por exemplo, equipamentos elétricos plugáveis e não plugáveis); conjuntos destinados a serem instalados e utilizados em marinas, acampamentos, locais de eventos e outros espaços públicos externos similares; conjuntos destinados às estações de recarga para veículos elétricos; conjuntos destinados às estações de recarga para veículo elétrico (AEVCS) de Modo 3 e de Modo 4.

A NBR IEC 61439-7 de 06/2020 – Conjuntos de manobra e comando de baixa tensão – Parte 7: Conjuntos para instalações públicas específicas, como marinas, acampamentos, locais de eventos e estações de recarga para veículos elétricos define os requisitos específicos aplicáveis aos conjuntos, como a seguir: conjuntos onde a tensão nominal não excede 1.000 v em corrente alternada ou 1.500 v em corrente contínua; conjuntos destinados a serem utilizados com os equipamentos projetados para a geração, transmissão, distribuição e conversão da energia elétrica e comando de equipamentos que consomem energia elétrica; conjuntos acionados por pessoas comuns (por exemplo, equipamentos elétricos plugáveis e não plugáveis); conjuntos destinados a serem instalados e utilizados em marinas, acampamentos, locais de eventos e outros espaços públicos externos similares; conjuntos destinados às estações de recarga para veículos elétricos; conjuntos destinados às estações de recarga para veículo elétrico (AEVCS) de Modo 3 e de Modo 4. Eles são projetados para integrar a funcionalidade e os requisitos adicionais dos sistemas de recarga condutiva para veículo elétrico de acordo com a NBR IEC 61851-1.

Para a seleção correta dos dispositivos de manobra e componentes, aplicam-se as seguintes normas: IEC 60364-7-709 (AMHS) ou IEC 60364-7-708 (ACCS) ou IEC 60364-7-740 (AMPS) ou IEC 60364-7-722 (AEVCS). Este documento é aplicável a todos os conjuntos que sejam projetados, fabricados e verificados individualmente ou que constituam um modelo de tipo e sejam fabricados em quantidade. A fabricação e/ou montagem podem ser realizadas por um terceiro que não seja o fabricante original (ver 3.10.1 da NBR IEC 61439-1).

Este documento não é aplicável aos dispositivos individuais e componentes independentes, como disjuntores, fusíveis-interruptores e equipamentos eletrônicos, que estão conforme suas normas de produto pertinentes. Quando o equipamento elétrico estiver diretamente conectado à fonte de alimentação pública de baixa tensão e equipado com um medidor de energia do distribuidor local, fornecedor da alimentação de baixa tensão, os requisitos particulares adicionais com base nas regulamentações nacionais podem ser aplicados, se existirem. Não é aplicável às caixas e invólucros para equipamentos elétricos para instalações elétricas fixas para uso doméstico e similar, conforme definido na NBR IEC 60670-24.

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Quais os símbolos e abreviaturas usados nessa norma?

Como deve ser feita a verificação de resistência à carga estática?

Como executar a verificação da resistência mecânica das portas?

Qual é o esquema de ensaio de verificação da resistência à carga de impacto?

Como fazer a verificação da resistência a impactos mecânicos causados por objetos pontiagudos?

Na ausência de informações sobre as correntes de carga reais, a carga presumida dos circuitos de saída do conjunto ou do grupo dos circuitos de saída pode ser utilizada sobre os valores da Tabela 701 disponível na norma não é aplicável aos conjuntos de manobra e comando de baixa tensão para estações de recarga para veículos elétricos (AEVCS). Para eles, o fator de diversidade do circuito de saída alimentando diretamente o ponto de conexão deve ser igual a 1. O fator de diversidade nominal do circuito de distribuição alimentando vários pontos de conexão pode ser reduzido, se um controle de carga for disponível.

O montador do conjunto deve fornecer cada conjunto com uma ou mais etiquetas, marcadas de maneira durável e dispostas em um local que permita que sejam visíveis e legíveis quando o CONJUNTO estiver instalado. A conformidade é verificada de acordo com o ensaio de 10.2.7 da NBR IEC 61439-1 e por inspeção. As seguintes informações sobre o CONJUNTO devem ser fornecidas na (s) etiqueta (s): nome do montador do CONJUNTO ou sua marca comercial (ver 3.10.2 da NBR IEC 61439-1); designação do tipo ou um número de identificação, ou outros meios de identificação, para obter as informações apropriadas do montador do CONJUNTO; meios de identificação da data de fabricação; NBR IEC 61439-7; frequência em corrente alternada (ver 5.5 da NBR IEC 61439-1); tensão nominal (Un) (do CONJUNTO) (ver 5.2.1 da NBR IEC 61439-1); corrente nominal do CONJUNTO (InA) (ver 5.3.1 da NBR IEC 61439-1) para os CONJUNTOS móveis; grau de proteção; peso, para os CONJUNTOS transportáveis e os CONJUNTOS móveis (ver 3.5.702 e 3.5.703), se exceder 30 kg.

As seguintes informações adicionais devem, quando aplicável, ser fornecidas na documentação técnica do montador do CONJUNTO, entregue com o CONJUNTO: tensão nominal de utilização (Ue) (de um circuito) (ver 5.2.2 da NBR IEC 61439-1); tensão nominal de impulso suportável (Uimp) (ver 5.2.4 da NBR IEC 61439-1); tensão nominal de isolamento (Ui) (ver 5.2.3 da ABNT NBR IEC 61439-1); corrente nominal de cada circuito (Inc) (ver 5.3.2 da NBR IEC 61439-1); frequência nominal (fn) (ver 5.5 da NBR IEC 61439-1); fator (es) de diversidade nominal (RDF) (ver 5.4); todas as informações necessárias relativas a outras classificações e características (ver 5.6); dimensões gerais (incluindo saliências, por exemplo, manoplas, painéis, portas); AMHS (ver 3.1.701), ACCS (ver 3.1.702), AMPS (ver 3.1.703), AEVCS (ver 3.1.704) ou termos equivalentes; para os CONJUNTOS móveis de acordo com 3.5.704, a posição de instalação durante o funcionamento, se necessário.

A resistência mecânica mínima dos CONJUNTOS instalados no solo e no piso para locais com acesso não restrito é a resistência elevada (5.702.3). A resistência mecânica mínima para os CONJUNTOS instalados na parede para locais com acesso não restrito é a resistência elevada (5.702.3). No caso dos CONJUNTOS instalados na parede, para locais com acesso não restrito destinados a serem instalados a uma altura em que a borda inferior dos CONJUNTOS esteja a uma distância superior ou igual a 0,9 m do solo ou do piso, a resistência mecânica pode ser reduzida para a resistência média (5.702.2).

Após a instalação de acordo com as instruções do montador, o grau de proteção de um CONJUNTO para uso abrigado deve ser pelo menos IP41 e IP44 para um CONJUNTO ao tempo, de acordo com a NBR IEC 60529. O grau de proteção deve também ser assegurado quando os cabos de alimentação forem conectados ao CONJUNTO. No caso de condições específicas e mais severas, um grau de proteção IP superior pode ser requerido de acordo com os requisitos de instalação.

O CONJUNTO deve compreender as medidas de proteção e ser adequado às instalações projetadas para estar de acordo com a IEC 60364-4-41 e com as normas de instalação aplicáveis. A IEC 60364-7-709 (AMHS), a IEC 60364-7-708 (ACCS), a IEC 60364-7-740 (AMPS) e a IEC 60364-7-722 (AEVCS) são as normas de instalação aplicáveis. O CONJUNTO instalado em um mesmo invólucro com água e outros fluidos deve ser projetado de acordo com os requisitos deste documento para instalação ao tempo.

O compartimento que contém o sistema de alimentação de fluido deve ser separado de maneira a evitar a penetração inadequada de fluido. A conformidade é verificada por inspeção. No caso em que o sistema de alimentação de fluido possa levar a um risco de explosão, podem ser necessários requisitos adicionais. As medidas relativas à utilização de outros fluidos podem estar sujeitas a um acordo entre o fabricante e os usuários.

Outros serviços (por exemplo, telecomunicações, internet) podem ser instalados no mesmo invólucro, desde que não sejam criadas interferências inaceitáveis. Nos AEVCS destinados a serem alimentados por corrente alternada, o dispositivo de manobra individual deve suportar uma corrente de partida que represente um carregador típico de um veículo elétrico. O requisito para a corrente de partida de um veículo elétrico é baseado na ISO 17409.

O dispositivo de manobra individual deve ser verificado pelos ensaios do Anexo CC, se ele ainda não tiver sido ensaiado em relação a este requisito. Os requisitos aplicáveis ao AEVCS destinado a ser alimentado em corrente contínua são descritos na NBR IEC 61851-23. Os ensaios devem ser realizados a uma temperatura ambiente entre +10 °C e +40 °C. Com exceção do ensaio de 10.2.701.5, uma nova amostra do CONJUNTO pode ser utilizada para cada um dos ensaios independentes.

Se a mesma amostra do CONJUNTO for utilizada para mais ensaios de 10.2.701, a conformidade para o segundo numeral do grau de proteção (código IP) somente necessita ser verificada no final dos ensaios realizados nesta amostra. Quando a base e os meios de fixação não são fornecidos pelo fabricante original do CONJUNTO, o fabricante original deve fornecer todas as instruções úteis para a instalação deste CONJUNTO da maneira mais segura (ver 6.2.2 da NBR IEC 61439-1). Todos os ensaios devem ser realizados com o CONJUNTO instalado e fixado como em utilização normal, de acordo com as instruções do fabricante original.

Com exceção do ensaio de 10.2.701.4, a (s) porta (s) do CONJUNTO, se aplicável, deve (m) ser travada(s) no início do ensaio e assim permanecer durante todo o ensaio. Com exceção dos ensaios de 10.2.701.2, estes ensaios não são aplicáveis aos CONJUNTOS do tipo de sobrepor na parede (ver 3.3.9 da ABNT NBR IEC 61439-1) e aos CONJUNTOS de embutir na parede (ver 3.3.10 da NBR IEC 61439-1). Os ensaios a seguir devem ser realizados de acordo com a Tabela 702 disponível na norma.

Os ensaios de impacto mecânico devem ser realizados de acordo com a ABNT NBR IEC 62262. As bases definidas em 3.5.707 não podem ser submetidas a qualquer ensaio mecânico deste documento. Os golpes não podem ser aplicados nos componentes instalados sobre ou na superfície do invólucro, por exemplo, em tomadas de corrente, botões de pressão e visores. Após o ensaio, as amostras não podem apresentar danos que levem ao não atendimento deste documento.

Convém que sejam desconsiderados os danos superficiais, pequenos entalhes e pequenas descamações que não afetem adversamente a proteção contra os choques elétricos ou contra a penetração prejudicial de água. As rachaduras no material, não visíveis com uma visão normal ou corrigida sem ampliação, as rachaduras superficiais oriundas de moldagens reforçadas com fibra e os pequenos recuos são desconsiderados. Após o ensaio, a inspeção deve verificar se o código IP especificado e as propriedades dielétricas foram mantidos, se as tampas removíveis ainda podem ser retiradas e reinstaladas, e se as portas ainda podem ser abertas e fechadas.

Os ensaios em poliestireno expandido (EPS)

Conheça os métodos de ensaio para determinação das propriedades do poliestireno expandido (EPS) utilizado para qualquer fim. O EPS é um plástico celular rígido, resultado da polimerização do estireno em água. O produto final são pérolas de até 3 milímetros de diâmetro, que se destinam à expansão.

A NBR 16866 de 06/2020 – Poliestireno expandido (EPS) — Determinação das propriedades — Métodos de ensaio estabelece os métodos de ensaio para determinação das propriedades do poliestireno expandido (EPS) utilizado para qualquer fim. O EPS é um plástico celular rígido, resultado da polimerização do estireno em água. O produto final são pérolas de até 3 milímetros de diâmetro, que se destinam à expansão. No processo de transformação, essas pérolas aumentam em até 50 vezes o seu tamanho original, por meio de vapor, fundindo-se e moldando-se em formas diversas.

Expandidas, as pérolas apresentam em seu volume até 98% de ar e apenas 2% de poliestireno. Em 1m³ de EPS expandido, por exemplo, existem de 3 a 6 bilhões de células fechadas e cheias de ar. O processo produtivo do EPS não utiliza o gás CFC ou qualquer um de seus substitutos. Como resultado os produtos finais de EPS são inertes, não contaminam o solo, água e ar. São 100% reaproveitáveis e recicláveis e podem, inclusive, voltar à condição de matéria-prima.

Pode ser reciclado infinitas vezes que não perde as propriedades mecânicas (não degrada).

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Qual é a aparelhagem e como se faz a preparação dos corpos de prova para a determinação da resistência à compressão?

Qual é o esquema do ensaio de flexão?

Qual deve ser a aparelhagem para a determinação do índice de oxigênio?

Qual é o procedimento para execução do ensaio de determinação do índice de oxigênio?

Também conhecido como isopor, o EPS consiste em até 98% de ar e apenas 2% de poliestireno. Em 1m³ de EPS expandido, por exemplo, existem de 3 a 6 bilhões de células fechadas e cheias de ar. É produzido em duas versões: Classe P, não retardante à chama, e Classe F, retardante à chama. Também 3 grupos de massa específica aparente: I – de 13 a 16 kg/m3, II – de 16 a 20 kg/m³, III – de 20 a 25 kg/m³. Outro aspecto da classificação do EPS diz respeito à resistência à deformação.

O valor que se segue ao nome EPS indica a pressão necessária para uma compressão com deformação de 10%, em KPa. Por exemplo, para o EPS 30 são necessários 30 KPa para uma deformação de 10%. Esse material ganhou nos últimos 35 anos uma posição estável na construção de edifícios, não apenas por suas características isolantes, mas também por sua leveza, resistência, facilidade de trabalhar e baixo custo.

Existe um método de ensaio para a determinação da densidade aparente de blocos ou produtos moldados de EPS calculada pela relação entre a massa e o volume de cinco corpos de prova de uma amostra. Para a realização do ensaio, utilizar a seguinte aparelhagem: balança com resolução mínima de 0,1g; paquímetro ou régua com resolução de 0,1 mm. Para fazer a preparação dos corpos de prova, devem ser retirados cinco corpos de prova de regiões diferentes da amostra e com dimensões de 200 mm x 200 mm x 200 mm.

Os corpos de prova não podem conter faces da superfície original do bloco. Os corpos de prova devem ser condicionados por 24 h em ambiente a (23 ± 2) °C antes da realização do ensaio. O ensaio deve ser realizado em ambiente com temperatura de (23 ± 2) °C e umidade relativa do ar de (50 ± 10) %. Após o condicionamento descrito, determinar a massa M dos corpos de prova. Utilizando o paquímetro, medir três vezes a largura, o comprimento e a altura dos corpos de prova.

Cada medição deve ser realizada em posições distintas, tomando o cuidado para não comprimir as faces durante o procedimento. Calcular a densidade dos corpos de prova, expressa em quilogramas por metro cúbico (kg/m³), pela relação entre a massa e o volume, por meio da seguinte expressão: D=M/Vx10-6, onde D é a densidade, expressa por quilogramas por metro cúbico (kg/m³); M é a massa do corpo de prova, expressa em gramas (g); V é o volume do corpo de prova, expresso em milímetros cúbicos (mm³). Calcular a média aritmética dos resultados obtidos pelas determinações realizadas.

Expressar os resultados do ensaio para determinação da densidade em quilogramas por metro cúbico (kg/m³) com base na média aritmética da densidade encontrada para os cinco corpos de prova com uma casa decimal. O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações: identificação da amostra ensaiada; referência a esta norma; condições ambientais durante acondicionamento dos corpos de prova e durante o ensaio; dimensões e quantidades dos corpos de prova; resultados individuais e média aritmética da densidade, com aproximação de 0,1 kg/m³; data de realização do ensaio; possíveis desvios em relação a esta norma,

O método de ensaio para determinação da quantidade de água absorvida pelo EPS é feito após imersão total em água calculada pelo aumento da porcentagem em volume d’água dos corpos de prova imersos em água à temperatura controlada por 24 h. Para a realização do ensaio, utilizar a aparelhagem a seguir: balança analítica com resolução mínima de 0,001 g; paquímetro com resolução de 0,01 mm; estufa com circulação de ar, capaz de manter a temperatura constante em (50 ± 3) °C; dessecador; água deionizada; recipiente com profundidade mínima de 150 mm; dispositivo que evite a flutuação e exposição dos corpos de prova ao ar, de modo a impactar pouco sobre a superfície dos corpos de prova, por exemplo, rede.

Os corpos de prova devem ser cubos de 100 mm de lado sem falhas ou imperfeições visíveis. Os corpos de prova devem ser retirados da parte interna do bloco de EPS, sem conter nenhuma face externa original. Devem ser ensaiados cinco corpos de prova por amostra, retirados de diferentes regiões do bloco.

Como procedimento para execução do ensaio, deve-se usar o paquímetro, determinar as três dimensões de cada corpo de prova. Realizar três medições para cada lado e calcular a média aritmética. Multiplicar os valores obtidos para obter o volume de cada corpo de prova. Para realizar a medição corretamente, o paquímetro deve apenas encostar sobre a superfície do corpo de prova, sem comprimi-la.

Manter os corpos de prova na estufa por 24 +10 h a uma temperatura de (50 ± 3) °C. Retirar os corpos de prova da estufa e mantê-los no dessecador a uma temperatura de (23 ± 3) °C até atingirem a temperatura ambiente. Determinar a massa seca (mi) de cada corpo de prova. B.4.5 Imergir os corpos de prova em um recipiente com água deionizada por 24 +10 h a (23 ± 3) °C. Os corpos de prova devem ser presos com uma rede ou um dispositivo semelhante, de modo que exista uma camada de água de pelo menos 25 mm acima dos corpos de prova e que eles não encostem no fundo do recipiente, conforme figura abaixo.

Retirar os corpos de prova da água e remover o excesso de água com um pano úmido. Determinar a massa saturada (mf) de cada corpo de prova. Para obter os valores de absorção de água em porcentagem de volume d’água, utilizar a seguinte equação: av=mf-m1/V x r  x 100, onde av é a absorção de água de cada corpo de prova, expressa em porcentagem (%); mf é a massa saturada de cada corpo de prova, expressa em gramas (g); mi é a massa seca de cada corpo de prova, expressa em gramas (g); V é o volume do corpo de prova, expressa em centímetros cúbicos (cm³); r é a densidade da água, expressa em gramas por centímetro cúbico (g/cm³). Considerar r = 1 g/cm³.

Calcular a média aritmética dos resultados obtidos das determinações realizadas nos cinco corpos de prova. Expressar os resultados do ensaio de determinação de absorção de água por volume em porcentagem com base na média aritmética dos resultados encontrados para os cinco corpos de prova com uma casa decimal. O relatório de ensaio deve conter no mínimo as seguintes informações: identificação da amostra ensaiada; referência a esta norma; dimensões e quantidades dos corpos de prova; condições ambientais durante acondicionamento dos corpos de prova e durante a realização do ensaio; resultados individuais e média aritmética da absorção de água em porcentagem de volume d’água, com aproximação de 0,1%; data de realização do ensaio; possíveis desvios em relação a esta norma.