Os dispositivos de controle eletrônicos dos módulos de LED

Deve-se conhecer os requisitos particulares de segurança para os dispositivos de controle eletrônicos para utilização em cc ou ca, fornecendo até 1.000 V (ca 50 Hz ou 60 Hz) e com frequência de saída que pode desviar da frequência de alimentação, associada aos módulos LED.

A NBR IEC 61347-2-13 de 12/2020 – Dispositivo de controle eletrônico da lâmpada – Parte 2-13: Requisitos particulares para dispositivos de controle eletrônicos alimentados em cc ou ca para os módulos de LED especifica os requisitos particulares de segurança para os dispositivos de controle eletrônicos para utilização em cc ou ca, fornecendo até 1.000 V (ca 50 Hz ou 60 Hz) e com frequência de saída que pode desviar da frequência de alimentação, associada aos módulos LED. Os dispositivos de controle para os módulos LED especificados nesta norma são projetados para fornecer uma tensão ou corrente constante na SELV ou em tensões mais elevadas. Os desvios dos tipos de tensão e corrente padrão não excluem o dispositivo desta norma.

Os anexos da IEC 61347-1, que são aplicáveis de acordo com esta Parte 2-13, e que usam a palavra lâmpada, ficam entendidos e também compreendidos como módulos de LED. Os requisitos particulares para o dispositivo de controle SELV estão no Anexo I. Os requisitos de desempenho são cobertos pela IEC 62384. Os dispositivos de controle providos de plugue, que fazem parte da luminária, são cobertos pelos requisitos adicionais da norma da luminária como se fossem dispositivos de controle integrado.

A segunda edição da IEC 61347-2-13 foi publicada em conjunto com a IEC 61347-1. A formatação em partes publicadas separadamente possibilita futuras alterações e revisões. Requisitos adicionais serão adicionados quando necessários.

Esta norma e as partes que compõem a IEC 61347-2, referentes a qualquer uma das seções da IEC 61347-1, especificam a extensão à qual cada seção é aplicável e a ordem em que os ensaios são realizados; elas também incluem requisitos adicionais, se necessários. Todas as partes que compõem a IEC 61347-2 são autossuficientes e, portanto, não incluem referência umas das outras.

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O que é um diodo emissor de luz?

O que é um fator de saída de emergência?

Qual é o pulso de tensão para sistemas centrais a bateria?

Qual é o ensaio para determinar se uma parte condutora é uma parte viva que pode causar um choque elétrico?

O dispositivo de controle eletrônico para módulos de LED é uma unidade inserida entre a alimentação e um ou mais módulos de LED, que serve para fornecer ao (s) módulo (s) de LED a tensão ou corrente nominal. A unidade pode ser constituída por um ou mais componentes separados, e pode incluir meios para variar a luminosidade, corrigir o fator de potência e suprimir a radiointerferência e funções de controle adicional. O dispositivo de controle é constituído por uma fonte de alimentação e uma unidade de controle. O dispositivo de controle pode estar parcial ou totalmente integrado no módulo de LED.

O requisito da IEC 61347-1, Seção 4, se aplica, juntamente com os seguintes requisitos adicionais. O dispositivo de controle que fornece o SELV deve atender aos requisitos do Anexo I. Isto inclui a resistência de isolamento, a rigidez dielétrica e as distâncias de escoamento e separação entre os circuitos primário e secundário.

Se uma separação, isolação ou autotransformador for usado, ele deve estar de acordo com as partes pertinentes da IEC 61558. Se, no entanto, forem usados fios de enrolamento isolados para o dispositivo de controle com uma tensão de entrada de até 300 V, a tensão do ensaio de rigidez dielétrica é limitada a 3 kV para matéria-prima. Os requisitos da IEC 61347-1, Seção 5, se aplicam, com o seguinte requisito adicional descrito a seguir.

O seguinte número de corpos de prova deve ser submetido aos ensaios: uma unidade para os ensaios das Seções 6 a 12 e 15 a 20; uma unidade para os ensaios da Seção 14 (unidades ou componentes adicionais, quando necessário, podem ser requeridos em consulta ao fabricante). Os controladores são classificados de acordo com o método de instalação fornecido na IEC 61347-1, Seção 6, e de acordo com a proteção contra choque elétrico como: dispositivo de controle não isolado; dispositivo de controle de separação; dispositivo de controle isolado; dispositivo de controle SELV.

O dispositivo de controle, que não seja do tipo integrado, deve ser marcado de forma clara e durável, de acordo com os requisitos da IEC 61347-1, 7.2, com as seguintes marcações obrigatórias: itens a), b) c), d), e), f), k), l), m) t) e u) da IEC 61347-1, 7.1, em conjunto com: para tipos de tensão constantes: potência nominal de saída Pnominal e tensão nominal de saída Unominal; para tipos de corrente constante: potência nominal de saída Pnominal e corrente nominal de saída Inominal; se aplicável: uma indicação de que dispositivo de controle é adequado para operação somente com módulos de LED.

Se o dispositivo de controle contiver um SELV, transformador isolado e separado, o dispositivo de controle deve ser ensaiado de acordo com a IEC 61347-1, Seções L.6 e L.7, onde os requisitos para dispositivos de controle que fornecem SELV são válidos também para o dispositivo de controle separado e isolado. Para o dispositivo de controle SELV, a tensão de saída não pode exceder os limites indicados na IEC 61347-1, 10.4, durante os ensaios de 15.1 e 15.2 desta norma.

Para a operação normal, os requisitos da IEC 61347-1, Seção L.6, se aplicam, em conjunto com os seguintes requisitos adicionais. Para dispositivos de controles internos e integrados, os ensaios devem ser realizados em condições tais que o conversor seja levado a tC, conforme alcançado em operação normal com tensão nominal de alimentação.

Para a operação anormal, aplicam-se os requisitos da IEC 61347-1, Seção L.7. Além disso, se pertinente, o seguinte ensaio deve ser realizado em qualquer tensão entre 90% e 110% da tensão de alimentação nominal, com o dispositivo de controle operando de acordo com as instruções do fabricante (incluindo dissipadores de calor, se especificado) por 1 h.

Conectar o dobro de módulos de LED ou carga equivalente para a qual o dispositivo de controle é projetado: em paralelo aos terminais de saída, para os modelos de tensão de saída constante; em série aos terminais de saída, para os modelos de corrente de saída constante. Durante e no final dos ensaios acima especificados, o dispositivo de controle não pode apresentar qualquer defeito que comprometa a segurança, nem deve ser produzida(o) fumaça ou qualquer gás inflamável.

Em condições de operação normal e qualquer outra condição de carga, o que significa incluir condições anormais, a tensão nos terminais de saída não pode ultrapassar a tensão máxima de operação para a qual o controlador foi especificado (Uout). O ensaio deve ser realizado com o controlador alimentado com tensão nominal e carregado na condição de carga máxima com módulos LED.

O número de módulos LED depende dos parâmetros elétricos máximos declarados. Então a carga é modificada de modo a encontrar a condição na qual a tensão entre os terminais atinja os seus valores máximos. A carga pode ser modificada conectando outros módulos LED (ou resistor, caso o resultado não seja influenciado por este tipo de carga) em série ou em paralelo para alterar a impedância total da carga.

Normalmente a tensão sobe pela adição de LED em série. Na maioria dos casos, a maior tensão é alcançada na condição sem carga. A conformidade é verificada medindo a máxima tensão de saída entre os terminais e a máxima tensão de saída entre os terminais e o terra para cada condição de carga. A tensão entre os terminais e o terra não precisa ser medida, caso o dispositivo de controle providencie a isolação entre o primário e o secundário.

A qualificação dos profissionais de proteção catódica

Deve-se entender os requisitos e a sistemática para qualificação e certificação de profissionais de proteção catódica no nível 1 (ênfase em sistemas terrestres ou ênfase em sistemas marítimos) e nível 2 (especialista), bem como descreve as atribuições para os níveis de qualificação estabelecidos.

A NBR 15653 de 11/2020 – Critérios para qualificação e certificação de profissionais de proteção catódica estabelece os requisitos e a sistemática para qualificação e certificação de profissionais de proteção catódica no nível 1 (ênfase em sistemas terrestres ou ênfase em sistemas marítimos) e nível 2 (especialista), bem como descreve as atribuições para os níveis de qualificação estabelecidos.

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Como deve ser feito o processo de certificação?

Quais são os fundamentos do programa do exame de qualificação teórico?

Qual o conteúdo sobre proteção catódica no programa do exame de qualificação teórico?

Quais os tópicos sobre a instalação de componentes de proteção catódica?

Os profissionais que atuam na área de proteção catódica (PC) são classificados em dois níveis crescentes de qualificação e certificação, designados N1, com ênfase em sistemas terrestres ou com ênfase em sistemas marítimos), e N2, especialista. As atribuições e responsabilidade básicas inerentes a cada um dos níveis do profissional de proteção catódica são descritas abaixo.

Os profissionais de proteção catódica – Nível 1, com ênfase em sistemas terrestres, devem estar capacitados para realizar serviços de campo relacionados a sistemas de proteção catódica terrestres: levantamento de dados destinados à elaboração de projetos e pesquisa de interferências, orientação da instalação e montagem, execução de inspeção e de manutenção preventiva e corretiva de sistemas de proteção catódica. Este profissional deve conhecer os fundamentos básicos da corrosão e da técnica de proteção catódica e estar capacitado para executar os serviços descritos a seguir.

Conhecer e utilizar instrumentos de medição, como multímetros, alicates, amperímetro, terrômetros, registradores, detectores de cabos e de tubos metálicos e demais instrumentos utilizados nos serviços de campo. Medir a resistividade elétrica em solos, levantar potencial estrutura/solo ON e ON/OFF, realizar pesquisa de corrente de interferência, levantar parâmetros elétricos de fontes de corrente contínua e drenagens (tensão, corrente, horímetro, entre outros) e testar a continuidade de circuito elétrico.

Orientar a instalação dos componentes do sistema (pontos de ensaio, cupons de proteção catódica, retificadores ou outras fontes de corrente contínua, drenagens, leitos de anodos, eletrodos de referência permanentes, juntas isolantes e seus dispositivos de proteção elétrica, desacopladores cc, cabos elétricos, etc.) e a realização de conexões elétricas entre cabos ou entre cabos e estruturas. Identificar e eliminar defeitos em componentes do sistema.

Os profissionais de proteção catódica – Nível 1, com ênfase em sistemas marítimos, devem estar capacitados para realizar serviços relacionados a sistemas de proteção catódica marítimos: levantamento de dados de campo e elaboração de projetos, orientação da instalação e montagem, avaliação de relatório de inspeção, ajuste de sistemas de corrente impressa em funcionamento, execução de inspeção e de manutenção preventiva e corretiva de sistemas de proteção catódica. Este profissional deve conhecer os fundamentos básicos da corrosão e da técnica de proteção catódica e estar capacitado para executar os serviços descritos a seguir.

Conhecer e utilizar instrumentos de medição, como multímetros, alicates, amperímetro, terrômetros, condutivímetros e demais instrumentos utilizados nos serviços de campo. Medir resistividade elétrica em líquidos, levantar potencial estrutura/solo ON, inspeção de sistemas, levantar parâmetros elétricos de fontes de corrente contínua (tensão, corrente, horímetro, entre outros) e testar continuidade de circuito elétrico.

Orientar a instalação dos componentes do sistema (fontes de corrente contínua, anodos, eletrodos de referência permanentes, juntas isolantes e seus dispositivos de proteção elétrica, cabos elétricos etc.) e a realização de conexões elétricas entre cabos, entre cabos e estruturas, e entre anodos e estruturas. Identificar e eliminar defeitos em componentes do sistema.

Os profissionais de proteção catódica – Nível 2 devem estar capacitados para realizar as atividades atribuídas ao profissional nível 1 e devem ainda: coordenar a execução do projeto e a pré-operação de sistemas de proteção catódica, ajustar sistemas em funcionamento, analisar dados de levantamentos de campo e pesquisa de interferências, solucionar problemas, avaliar relatório de inspeção de revestimento anticorrosivo, emitir ou avaliar documentos de projeto e de inspeção. Este profissional deve conhecer os princípios da corrosão, polarização, métodos de combate à corrosão e de técnica de proteção catódica, métodos de avaliação de revestimento anticorrosivo e de sistema de proteção catódica, e estar capacitado para executar os serviços descritos a seguir.

Realizar as atividades atribuídas ao profissional nível 1, descritas nessa norma. Coordenar todas as etapas de um projeto executivo de proteção catódica, inclusive a pré-operação e a inspeção de revestimento anticorrosivo e emissão de documentos. Ajustar o sistema de proteção catódica em operação. Interpretar relatórios de levantamentos de campo (potenciais passo a passo – CIS ou CIPS – e leitura de potencial ON/OFF) e de técnicas especiais de inspeção de revestimento anticorrosivo (método de Pearson, atenuação de corrente e gradiente de potencial em corrente contínua – DCVG – e alternada – ACVG).

Emitir ou avaliar relatório e recomendação de inspeção. Elaborar e cumprir o procedimento de controle de calibração de instrumentos e equipamentos de medição. O profissional nível 1 (ênfase em sistemas terrestres ou marítimos) deve comprovar, mediante documentos, o atendimento à legislação vigente e aos requisitos mínimos definidos nas alíneas abaixo, devendo ser respeitadas as exigências curriculares das legislações estaduais pertinentes.

Ele deve ter 60 meses de experiência comprovada em serviços de proteção catódica e ensino fundamental ou equivalente completos, por meio de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC); ou 36 meses de experiência comprovada em serviços de proteção catódica e ensino médio ou equivalente completos, por meio de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC); ou 24 meses de experiência comprovada em serviços de proteção catódica e ensino técnico completo (mecânica, eletrônica, eletrotécnica, química, edificações ou telecomunicações), através de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Deve ter 12 meses de experiência comprovada em serviços de proteção catódica e ensino superior completo em engenharia, tecnologia, física ou química, através de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). O profissional nível 2 deve comprovar, mediante documentos, o atendimento à legislação vigente e aos requisitos mínimos definidos nas alíneas abaixo, devendo ser respeitadas as exigências curriculares das legislações estaduais pertinentes.

Ele deve possuir 36 meses de experiência comprovada em serviços de proteção catódica e ensino médio ou equivalente completos, por meio de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC); ou 24 meses de experiência comprovada em serviços de proteção catódica e ensino técnico completo (mecânica, eletrônica, eletrotécnica, química, edificações ou telecomunicações), por meio de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC).

Deve ter 12 meses de experiência comprovada em serviços de proteção catódica e ensino superior completo em engenharia, tecnologia, física ou química, por meio de cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC). Os candidatos a profissionais de proteção catódica, níveis 1 e 2, devem ser submetidos aos seguintes exames de qualificação, em um centro de exames de qualificação: exame teórico geral, abrangendo os princípios fundamentais de corrosão e proteção catódica, com base no programa de conhecimentos técnicos estabelecidos nos Anexos A, B, e C, composto de uma avaliação com 50 questões; exame prático, onde o candidato deve demonstrar seus conhecimentos em proteção catódica, com base no programa de conhecimentos técnicos estabelecidos no Anexo D, composto por seis avaliações.

O candidato ao nível 2 com certificado nível 1, com ênfase em sistemas terrestres dentro do prazo de validade, está dispensado do prático. O candidato ao nível 2 com certificado nível 1, com ênfase em sistemas marítimos dentro do prazo de validade, deve realizar as avaliações D.4 e D.5, específicas para sistemas terrestres. Para aprovação nos exames teóricos e práticos de qualificação, os candidatos devem ter pontuação igual ou superior a 70 % do valor total de cada prova.

O candidato reprovado em qualquer dos exames pode requerer por até duas vezes outro exame, realizando somente as provas em que não obteve grau suficiente. O profissional reprovado no 2° reexame deve realizar o exame de qualificação completo.

 

A segurança das chupetas

Os materiais empregados na fabricação de chupetas devem ser de elastômero, plástico ou combinação destes. Os ensaios toxicológicos são aplicados na chupeta em sua condição de uso. As chupetas não podem ter plásticos, elastômeros, película de tinta, verniz ou acabamentos similares que contenham os elementos citados na norma ou os seus compostos solúveis em proporções excedentes aos máximos expostos na norma.

A NBR 10334 de 09/2020 – Segurança de chupetas — Requisitos de fabricação estabelece os requisitos para a fabricação de chupetas, incluindo rotulagem e recomendações de uso, em função da segurança. Não se aplica às chupetas que contêm termômetros; que se destinam a ministrar medicamentos; que se destinam a prematuros em ambiente hospitalar; e que se destinam a uso terapêutico.

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Qual o material da argola, quando houver?

Como deve ser feita a amostragem para realização dos ensaios mecânicos e físicos?

Como deve ser realizada a medida da concavidade?

Como deve ser executado o ensaio de bordas cortantes?

A chupeta é um artigo que se destina a satisfazer a necessidade de sucção não nutritiva na primeira infância. Os materiais empregados na fabricação de chupetas devem ser de elastômero, plástico ou combinação destes.

Os ensaios toxicológicos são aplicados na chupeta em sua condição de uso. As chupetas não podem ter plásticos, elastômeros, película de tinta, verniz ou acabamentos similares que contenham os elementos citados na tabela abaixo ou os seus compostos solúveis em proporções excedentes aos máximos expostos na tabela. Ensaiar de acordo com o Anexo C. O termo solúvel, em relação a um elemento ou composto, significa capaz de ser dissolvido de acordo com o ensaio especificado no Anexo B.

Os corantes e pigmentos a serem utilizados na elaboração do bulbo devem satisfazer aos requisitos específicos da legislação vigente (Anvisa). O resultado analítico destes ensaios deve ser ajustado, subtraindo dele a correção analítica da tabela abaixo, para obter o resultado analítico ajustado. Exemplo: resultado analítico de chumbo: 120 mg/kg; correção analítica da tabela: 30%; ajuste do resultado analítico = 120 – 120×30/100 = 120 – 36 = 84. Portanto, o resultado analítico ajustado é igual a 84 mg/kg e não se adequa a esta norma (chumbo: 25 mg/kg).

As chupetas não podem ter migração total superior a 50 mg/kg por peça, para cada parte, quando ensaiadas de acordo com o Anexo B. A quantidade de ditiocarbamatos, tiouramas e xantogenatos em partes feitas de compostos de elastômero, exceto silicone, migrável no líquido de cessão, é expressa em sulfeto de carbono e não pode ser superior a 1 ppm, quando ensaiada de acordo com o Anexo B. A quantidade de peróxidos em partes feitas de silicone, não em partes de borracha ou de látex natural, migrável do líquido de cessão, é expressa em oxigênio ativo. A quantidade de oxigênio ativo presente não pode ser superior a 3 parte por milhão (ppm), quando ensaiada de acordo com o Anexo B.

Os componentes das chupetas feitos de elastômeros não podem conter mais de 10 partes por bilhão (ppb) de nenhum tipo de N-nitrosaminas. Adicionalmente, o total de N-nitrosaminas não pode exceder 20 ppb e o teor de N-nitrosáveis não pode exceder 100 ppb. Ensaiar de acordo com a EN 12868. As partes de chupetas confeccionadas em PVC não podem apresentar monômeros com teores superiores a 1 mg/kg. Ensaiar de acordo com a legislação vigente (Anvisa).

As partes de chupetas confeccionadas em PVC plastificado não podem apresentar plastificantes ftálicos. A tolerância máxima, como presença acidental, deve ser 0,1% (m/m) no material. Ensaiar de acordo com a NBR 16040. Os ensaios físicos são aplicados à chupeta em sua condição de uso. Nenhuma parte acessível da chupeta nesta condição pode apresentar pontas agudas ou bordas cortantes, quando ensaiada de acordo com 6.10 e 6.11.

Para a integridade estrutural correta, a chupeta deve permanecer intacta, sem sinais visíveis de fratura, rachadura ou rasgo em qualquer um de seus componentes, quando ensaiada de acordo com 6.2. Esta condição é complementada pela resistência à mordida. A chupeta não pode mostrar sinais visíveis de fratura, rachadura ou rasgo em qualquer um de seus componentes, e não pode existir dano permanente no bulbo que possa tornar a chupeta imprópria para o uso, quando ensaiada de acordo com 6.3. Esta condição é complementada pela resistência ao impacto.

As marcas permanentes nas partes flexíveis e não flexíveis provocadas pelas mandíbulas de ensaio não constituem falha de ensaio. Na resistência à tração a 90º, a chupeta deve permanecer perfeita e sem distorção permanente que impeça seu uso, e não pode apresentar qualquer sinal de dano visível no bulbo ou separação de suas partes, quando ensaiada de acordo com 6.4. Esta condição é complementada pela resistência à tração vertical.

Na resistência à tração vertical, a chupeta deve permanecer intacta e sem distorção permanente que impeça seu uso, nem apresentar qualquer sinal de dano no bulbo ou separação de suas partes, quando ensaiada de acordo com 6.5. Marcas das garras do equipamento do ensaio não são consideradas falhas de ensaio. Na resistência ao impacto, a chupeta não pode mostrar sinal visível de quebra, rachadura ou rasgo em qualquer um de seus componentes, quando ensaiada de acordo com 6.6.

Na resistência à fervura, a chupeta deve permanecer perfeita e sem distorção permanente que impeça seu uso, e não pode apresentar qualquer sinal de dano visível em qualquer um de seus componentes, quando ensaiada de acordo com 6.7. Esta condição é complementada pela resistência à tração vertical. Quanto à sua construção, a chupeta deve conter o bulbo e o escudo. Além disto, a chupeta pode incluir: botão; argola; plugue; capa; e aporte. Pode ser construída em peça única ou composta de várias partes.

As Figuras A.1 a A.5 (disponíveis na norma) ilustram exemplos das definições e requisitos construtivos. O bulbo deve ser feito de elastômero e pode ser oco ou sólido. Quando montado, ou após se apresentar como peça única, seu comprimento à frente do escudo deve ser conforme especificado na tabela abaixo, quando medido no gabarito mostrado na Figura A.6. Para as chupetas de peça única, deve ser considerado o ressalto para a medição do comprimento do bulbo, como parte do bulbo.

A medição do bulbo da chupeta deve ser conforme o posicionamento mostrado na Figura A.6, posicionamento lateral. A superfície externa deve ser sem falhas, fendas ou orifícios. Um bulbo oco não pode conter qualquer objeto solto internamente. O escudo pode ser de material flexível ou rígido. Os escudos devem atender ao requisito de não atravessar o gabarito de medida, quando posicionados na direção de sua maior dimensão, na posição de uso, sob a aplicação de uma força de (10 ± 0,5) N, por (10 ± 0,5) s, coincidindo com o eixo maior do gabarito, mostrado na Figura A.7.

O escudo deve ter a superfície, com bordas arredondadas, satisfazendo ao requisito de não possuir pontas agudas ou bordas cortantes, quando ensaiado de acordo com 6.10 e 6.11. Todo escudo de chupeta deve ter no mínimo dois furos de ventilação principais, sendo que sua área de ventilação deve descontar eventual avanço sobre a faixa de 5 mm da borda, não pode descumprir os requisitos em 4.2.3.5, 4.2.3.6 nem estar situados na faixa de 2 mm da borda do escudo (Figura A.8). (ver figura abaixo com as partes de uma chupeta)

Cada furo de ventilação principal deve permitir a passagem de um pino de 4,8 mm de diâmetro ou permitir a passagem de um pino de 4 mm de diâmetro e possuir uma área mínima de 20 mm². Furos redondos não podem permitir a passagem de um pino de 5,5 mm de diâmetro. Os furos de ventilação principais, se alinhados em relação ao centro do escudo, onde está o bulbo, devem ter seus centros afastados a uma distância mínima de 22 mm. Quando não alinhados, seus centros devem estar afastados entre si, a uma distância mínima de 15 mm, conforme Figura A.8.

O escudo deve apresentar concavidade em relação à boca da criança, de tal forma que a medida do valor F, efetuada de acordo com 6.8, seja inferior a 150 mm e a distância H seja maior que 0 mm. Se houver ressalto na face interior do escudo de material rígido, em torno do engaste do bulbo, este ressalto não pode superar 2,0 mm de altura nem estar afastado mais de 4,0 mm do bulbo na direção vertical (direção perpendicular aos lábios da criança, estando a chupeta na posição de uso.

A operação correta dos detectores de tensão portáteis

Deve-se ter conhecimento sobre os detectores de tensão portáteis, com ou sem fontes de alimentação embutidas, para serem usados em sistemas elétricos para tensões de 1kV a 765 kV CA, e frequências de 50 Hz e/ou 60 Hz.

A NBR IEC 61243-1 de 09/2020 – Trabalhos em tensão — Detectores de tensão – Parte 1: Tipo capacitivo para ser usado para tensões superiores a 1 kV ca é aplicável a detectores de tensão portáteis, com ou sem fontes de alimentação embutidas, para serem usados em sistemas elétricos para tensões de 1kV a 765 kV CA, e frequências de 50 Hz e/ou 60 Hz. Aplica-se somente aos detectores de tensão de tipo capacitivo usados em contato com a parte a ser ensaiada, como um dispositivo completo incluindo seu elemento de isolamento ou como um dispositivo separado, adaptável a um bastão isolado que, como uma ferramenta separada, não é coberta por esta norma (ver 4.4.1 para projeto geral).

Outros tipos de detectores de tensão não são cobertos por esta parte da norma. Algumas restrições em seu uso são aplicáveis no caso de comutadores montados de fábrica e sobre sistemas aéreos de ferrovias eletrificadas (ver Anexo B, instruções de uso). Exceto onde especificado de forma diferente, todas as tensões definidas nesta norma se referem aos valores de tensões fase-fase ou sistemas trifásicos. Em outros sistemas, convêm que as tensões fase-fase ou fase-terra (aterramento) aplicáveis, sejam usadas para determinar a tensão de operação.

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Quais são as marcações a serem inseridas no aparelho?

Quais são os critérios de ensaios para os produtos?

Como devem ser executados os ensaios em condições úmidas?

Como deve ser feita a seleção do arranjo de ensaio para a influência de campo de interferência em fase?

O detector de tensão deve ser projetado e fabricado para ser seguro ao usuário, desde que seja utilizado de acordo com os métodos seguros de trabalho, e as instruções de uso. O detector de tensão deve dar uma indicação clara do estado de presença de tensão e/ou ausência de tensão, por meio da mudança do status do sinal. A indicação deve ser visual e/ou sonora.

O detector de tensão deve fornecer uma indicação clara da presença e/ou ausência da tensão de operação do sistema, de acordo com sua tensão nominal ou faixa de tensão nominal, e sua frequência nominal ou frequências nominais. A indicação pode não ser confiável na proximidade de grandes áreas condutivas, que podem criar zonas equipotenciais. Quando o detector de tensão for usado de acordo com as instruções de uso, a presença de uma tensão adjacente ou condutor aterrado não pode afetar sua indicação.

Quando usado de acordo com as instruções de uso, o detector de tensão não pode indicar presença de tensão para valores normais de tensões de interferência. O detector de tensão deve dar indicação contínua quando em contato direto com o condutor. O usuário não pode ter acesso ao ajuste de tensão limiar.

A indicação presença de tensão deve aparecer se a tensão para terra na parte a ser ensaiada for maior do que 45% da tensão nominal. 45% da tensão nominal correspondem a 0,78 Un 3. A indicação presença de tensão não pode aparecer se a tensão para terra na parte a ser ensaiada for igual ou menor do que 10% da tensão nominal. 10% da tensão nominal corresponde a 0,17 Un 3 e é a máxima tensão induzida fase-terra normalmente encontrada em campo.

Para preencher os requisitos anteriores, a tensão limiar Ut deve satisfazer a seguinte relação: 0,10 Un máx. < Ut ≤ 0,45 Un mín. Para detectores de tensão com somente uma tensão nominal, Un máx. é igual a Un mín. Há um limite teórico de 4,5 para a razão entre Un máx. e Un mín. para atingir uma clara indicação do detector de tensão. Este valor corresponde à divisão de 0,45 por 0,1. Pode acontecer que o nível de tensão induzida em uma rede específica seja maior do que 10% da tensão nominal ou da tensão nominal máxima da faixa de tensão.

Pode também acontecer que as variações da tensão nominal da rede sejam tais que 0,45 Un ou 0,45 Un máx. não sejam o menor valor possível. Além disso, quando é esperado que o detector de tensão seja utilizado na proximidade de grandes partes condutivas que gerem zonas equipotenciais (ver 4.2.1), o usuário pode especificar um valor inferior para a tensão limiar. Em todos esses casos, é necessário que o fabricante e o usuário definam um acordo para estabelecer o valor apropriado para a tensão limiar, enquanto a mantém na faixa especificada anteriormente.

O ajuste da tensão limiar é adicionalmente limitado pelos requisitos para clara indicação que reduzam a faixa de valores possíveis, e os ensaios necessários (indicação clara) têm que ser aprovados. Caso específico de detectores de tensão a serem utilizados em sistemas com baixos valores de tensão de interferência. Em algumas situações, caso o usuário tenha uma rede com baixos valores de tensão de interferência, pode solicitar ajuste no limiar de tensão abaixo de 0,10 Un máx. Este caso específico pode facilitar na operação do detector de tensão na proximidade de grandes partes condutivas.

Apesar dessa mudança de tensão limiar para um valor mais baixo, o limite teórico de 4,5 para a razão entre Un máx. e Un mín. ainda permanece válido, e os ensaios pertinentes (clara indicação) têm que ser aprovados. Nesse caso, o detector de tensão deve ter uma marcação especial e uma advertência deve ser incluída nas instruções de uso para informar aos usuários sobre a modificação na tensão limiar. Convém que a marcação especial seja o resultado de um acordo entre o fabricante e o usuário.

O detector de tensão deve proporcionar uma clara indicação sob condições normais de iluminação e ruído. Os tipos de indicações de detector de tensão são divididos em três grupos: grupo I: Indicação com no mínimo dois sinais ativos distintos, que fornecem uma indicação da condição de presença de tensão e ausência de tensão. A condição de standby não é necessária; grupo II: Indicação com no mínimo um sinal ativo, que fornece uma indicação da condição de ausência de tensão e é ativado ligando manualmente e suprimido quando o eletrodo de contato é posicionado em contato com a parte sob tensão; grupo III: Indicação com no mínimo um sinal ativo, que dá uma indicação da condição de presença de tensão e deve possuir a condição de standby.

A indicação visual deve ser claramente visível ao usuário na posição de operação e em condições normais de iluminação. Quando dois sinais visuais são utilizados, a indicação não pode depender somente das luzes de diferentes cores para a percepção. Características adicionais devem ser utilizadas, como separação física das fontes de luz, forma distinta de sinais luminosos ou luz piscando.

A indicação sonora deve ser claramente audível ao usuário quando na situação de operação e em condições de ruídos normais. Quando dois sinais sonoros forem utilizados, a indicação não pode depender somente dos sons de diferentes níveis de pressão sonora para a percepção. Características adicionais devem ser utilizadas, como tom ou intermitência dos sinais sonoros.

Existem três categorias de detectores de tensão de acordo com as condições climáticas de operação: frio (C), normal (N), e quente (W). O detector de tensão deve operar corretamente na faixa de temperatura de sua categoria climática, de acordo com a tabela abaixo. O detector de tensão deve operar corretamente em caso de mudança repentina de temperatura na faixa de temperatura de sua categoria climática.

Um detector de tensão deve operar entre 97% a 103% de sua frequência nominal ou de cada uma de suas frequências nominais. O tempo de resposta deve ser menor do que 1 s. O detector de tensão com uma fonte de alimentação embutida deve fornecer uma indicação clara até que a fonte esteja esgotada, a menos que sua utilização seja limitada a uma indicação de não prontidão ou desligamento automático como mencionado nas instruções de uso. O elemento de ensaio, item embutido ou separado, deve ser capaz de ensaiar todos os circuitos elétricos, incluindo a fonte de energia e o funcionamento da indicação.

Quando todos os circuitos não puderem ser testados, qualquer limitação deve ser claramente informada nas instruções de uso. Esses circuitos devem ser construídos com alta confiabilidade. Quando houver um elemento de ensaio embutido, o detector de tensão deve dar uma indicação de pronto ou não pronto. O detector de tensão não pode detectar a tensão V cc. O detector de tensão deve ser capaz de funcionar sem falha quando sujeito à tensão de operação por 5 min. Os materiais de isolamento devem ser adequadamente classificados (natureza do material e dimensões) para tensão nominal (ou a máxima tensão nominal da faixa de tensão) do detector de tensão.

Quando tubos de material isolante, com corte transversal circular, são utilizados no projeto dos detectores de tensão, convém que atendam aos requisitos da IEC 60855 ou IEC 61235. Para um detector de tensão, como um dispositivo completo, deve ser fornecido ao usuário um isolamento adequado, por meio de elementos isolantes incorporados. Para um detector de tensão, como um dispositivo separado, convém que seja fornecido ao usuário um isolamento adequado, por meio de um bastão isolante adaptável.

A proteção contra ponte deve ser tal que o detector de tensão não possa causar descarga elétrica ou avaria entre as peças sob tensão de uma instalação ou entre uma peça sob tensão de uma instalação e o terra. O detector de tensão deve ser construído para que o indicador não possa ser danificado ou desligado como resultado de um arco elétrico de baixa energia.

Quanto aos requisitos mecânicos, para um detector de tensão como um dispositivo completo, deve ser fornecido ao usuário uma distância adequada por meio de um elemento isolante. Para um detector de tensão como um dispositivo separado, convém que o usuário receba uma distância adequada por meio de um bastão isolante adaptável.

O detector de tensão como um dispositivo completo deve incluir pelo menos os seguintes elementos: punho, proteção de mão, elemento isolante, marca-limite, indicador e eletrodo de contato. O detector de tensão como um dispositivo separado deve incluir pelo menos: adaptador, indicador e eletrodo de contato. Convém que o bastão isolante utilizado em conjunto com o detector de tensão como um dispositivo separado atenda aos requisitos descritos, mesmo se não for fornecido com o detector de tensão. O detector de tensão não pode ter uma conexão condutiva externa, ou qualquer outro dispositivo para fazer esta conexão, exceto para o eletrodo de contato.

O detector de tensão sem extensão do eletrodo de contato deve ter a marcação de categoria L. Ele é utilizado principalmente em linhas aéreas. O detector de tensão com extensão do eletrodo de contato deve ter marcação de categoria S. Ele é principalmente utilizado em subestações internas. O comprimento mínimo de um elemento isolante de um detector de tensão como um dispositivo completo deve estar de acordo com a tabela abaixo.

A tensão nominal Un é usada quando os parâmetros a serem especificados são relacionados ao dimensionamento ou ao desempenho funcional do detector de tensão, enquanto que a tensão projetada Ur é usada quando o desempenho isolante do detector de tensão é apresentado. Os valores Li da tabela acima correspondem à distância mínima no ar (obtida da IEC 61931, Tabelas 1 e 2) mais uma distância de segurança adicional. Os valores Li da tabela acima podem ser usados como orientação para determinar o comprimento do bastão isolante usado com o detector de tensão como um dispositivo separado.

Entretanto, o comprimento do bastão isolante para trabalho sob tensão pode ser encurtado para detectores de tensão como um dispositivo separado considerando as distâncias de aproximação mínimas ou de acordo com as regulamentações nacionais ou regionais. Para Li igual ou maior do que 520 mm, as partes condutivas não excedendo 200 mm (no total), medidas a partir da marca-limite em direção ao punho, são permitidas dentro do comprimento mínimo do elemento isolante se elas estiverem completamente isoladas externamente.

A marca-limite deve ser de cerca de 20 mm de largura, permanente, e claramente reconhecível pelo usuário. Se não houver uma marca-limite em um detector de tensão como um dispositivo separado, a extremidade do adaptador deve agir como marca-limite. Para um detector de tensão como um dispositivo completo, o punho deve ser de no mínimo 115 mm de comprimento. O punho pode ser feito mais comprido para operação com as duas mãos.

Para um detector de tensão como um dispositivo completo, o protetor de mão deve estar permanentemente fixo e ter uma altura mínima de (hHG) de 20 mm. A fim de adaptar o detector de tensão a usos diferentes o eletrodo de contato prontamente pode ser intercambiável ou completado com outros tipos de eletrodos de contato dependendo do tipo de instalação e instruções de uso. O detector de tensão deve ser projetado para facilitar operação confiável com esforço físico razoável pelo usuário.

O detector de tensão deve ser projetado para permitir uma aproximação segura em direção da instalação a ser ensaiada. A deflexão sobre seu próprio peso deve ser tão baixa quanto possível. O peso do indicador deve ser mínimo e compatível com os requisitos de desempenho. No caso de um detector de tensão como um dispositivo separado, convém que o usuário esteja ciente que sua escolha de um bastão isolante pode influenciar muito na força de aperto e deflexão.

 

Os materiais multicamadas para fabricação de bronzinas planas

Conheça os requisitos para materiais multicamadas para fabricação de bronzinas planas de parede fina (bronzinas, buchas, arruelas de encosto).

 

A NBR 16017 de 07/2020 – Bronzinas planas – Materiais multicamadas para bronzinas planas de parede fina especifica os requisitos para materiais multicamadas para fabricação de bronzinas planas de parede fina (bronzinas, buchas, arruelas de encosto). O material multicamada consiste de uma capa de aço, uma camada da bronzina (fundida, sinterizada, cladeada) e possivelmente uma camada eletrodepositada. As preocupações ambientais podem, no futuro, restringir o uso de alguns materiais, como o chumbo.

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Quais devem ser as ligas de chumbo e estanho?

Quais as propriedades do bronze sinterizado com superfície de deslizamento polimérica?

Qual deve ser a dureza do metal de deslizamento em forma de peça?

O material multicamada consiste em uma capa de aço, uma camada de deslizamento (fundida, sinterizada, cladeada) e, possivelmente, uma camada de revestimento eletrodepositada. Além dos materiais multicamadas utilizados para fabricação de bronzinas planas de parede fina (bronzinas, buchas, arruelas de encosto), descritos na ISO 4383, o Brasil utiliza também as seguintes ligas e revestimentos superficiais: ligas de cobre: CuPb20Sn2, CuSn4Bi, CuSn4Bi4Ni, CuSn8Ni, CuSn8Bi4Ni, CuPb20Sn2Ni4, CuPb23Sn2, CuPb21Sn2, CuPb25Sn3, CuSn10Zn3Bi7,5, CuAl8, CuPb22Sn3, CuPb14Sn3; CuPb15Sn5Zn6; ligas de alumínio: AlSn10CuSi4, AlSn15Cu2, AlZn5Cu1,4Si1,3PbMg-6, AlSiMg6Mn6, AlSn20Cu2, AlZn5Bi4Si1,5Cu1Mg, AlZn5Pb4SiCu, AlSn15Cu2, AlCu2Sn16, AlCuSn6,3NiSi2,3, AlPb6Si4Sn, AlSn10Si3CuCr, AlSn6Si1.5Cu, AlPb7Si4Cu, AlSn12Si2,5Cu; revestimentos superficiais: PbSn10Cu5, PbSn13Cu9, PbSn11+Al2O3, PbSn10In14+Al2O3, SnAg10, Sn, AlSn30Cu, AlSn40Cu, Tin Flash, AlSn20Cu, AlSn25Cu2,5, PAI+Al+PTFE.

A composição química deve estar dentro dos limites especificados nas tabelas da norma, onde números únicos denotam valores máximos. A composição química do aço para as costas da bronzina deve ser sujeita a acordo entre o fabricante e o comprador. Em geral, utiliza–se aço de baixo carbono. Camadas de revestimento podem ser aplicadas às camadas de metal de deslizamento.

A espessura da camada de revestimento e de quaisquer camadas adicionais entre a liga de metal de deslizamento e a camada de revestimento deve ser objeto de acordo entre o fabricante e o comprador. Como exemplo, mostrado na tabela abaixo, um material multicamada, consistindo em capa de aço, metal de deslizamento CuPb24Sn fundido (G) e camada de revestimento PbSn10Cu2, é designado conforme descrito a seguir: metal de deslizamento NBR 16017 – G – CuPb24Sn – PbSn10Cu2.

A função principal de uma bronzina é reduzir o atrito entre uma parte móvel de um motor e a parte estática a ela ligada. Além disso, ela deve suportar a parte móvel. Esta última função exige que a bronzina resista a cargas muito altas, particularmente, cargas de alto impacto causadas pela combustão que ocorre no motor.

A capacidade de uma bronzina de reduzir o atrito está baseada no fenômeno de que dois materiais não similares, deslizando um contra o outro, apresentam atrito e desgaste menores, quando comparados ao caso de materiais similares (materiais com dureza da mesma ordem de grandeza). Portanto, as ligas de alguns metais, tais como cobre, estanho, chumbo ou alumínio, apresentam um melhor desempenho ao suportar uma parte móvel de aço, do que aquele apresentado por um alojamento de aço ou ferro fundido.

Embora uma bronzina possa realizar sozinha essa função de redução de atrito, seu desempenho é enormemente melhorado pela adição de um lubrificante entre a parte móvel e a superfície interna da bronzina. Por isso, um dos objetivos principais do projeto de uma bronzina é estabelecer e manter um filme de óleo entre essas superfícies, geralmente sob cargas variáveis. Um pequeno desgaste ocorre quando o motor funciona, mesmo quando bronzinas do projeto mais avançado são instaladas em um novo modelo de motor altamente eficiente.

As duas causas principais desse fato são: o filme de óleo lubrificante torna-se muito fino ou desaparece inteiramente por um curto período de tempo sob certas condições de operação, por exemplo, no instante da partida do motor; as partículas estranhas, misturadas ao óleo lubrificante, passam pela bronzina. Este desgaste pode ser assumido pela bronzina, pelo eixo ou por ambos. O reparo ou a substituição de partes do motor, tais como virabrequim e eixo comando, é caro.

Por essa razão é que as bronzinas são projetadas e fabricadas para assumir o desgaste produzido pelo atrito, protegendo dessa forma as partes mais caras do motor. Por isso é que as bronzinas devem ser substituídas. Portanto, um dos objetivos do projeto de bronzinas modernas é permitir que essa substituição se faça fácil e corretamente.

A nova bronzina a ser instalada, quando devidamente selecionada e colocada, atenderá normalmente às especificações de durabilidade da montagem original. Apesar de os fabricantes continuarem a se esforçar para tornar a substituição de bronzinas tão segura quanto possível, é preciso uma certa parcela de conhecimento para realizar essa tarefa. A bronzina nunca deve ser reaproveitada. Sua manutenção preventiva é a lubrificação correta do motor durante a vida dentro do carro, como todas as peças.

Na sua substituição recomenda-se verificar seus alojamentos, sua posição de montagem de acordo com o rebaixo da bronzina (quando houver), limpar os alojamentos antes da montagem e lubrificar a superfície de contato da bronzina com o eixo. Um aspecto fundamental na instalação da bronzina é o ajuste do conjunto, observando a circularidade dos alojamentos de biela e mancal, a folga radial, a folga axial das bielas e mancal, o desalinhamento dos mancais fixos e a rugosidade dos colos de virabrequim.

Um dos erros mais comuns que acontecem é a montagem das bronzinas com a posição invertida. Na maioria das bronzinas, existe apenas um furo de lubrificação, onde deve ser montado os mancais do bloco. Por isso, é preciso certificar-se de que esse furo esteja posicionado corretamente com o duto de lubrificação.

Caso os casquilhos sejam montados do lado errado, a lubrificação do motor será certamente prejudicada, chegando até a soldá-los ao virabrequim devido ao calor produzido pelo atrito e a falta de lubrificação. Para evitar esse erro, em alguns motores, as bronzinas de biela vêm com a definição de montagem descrita em um pequeno formulário de aplicação interno em sua embalagem e nas costas da própria bronzina.

As competências profissionais do bombeiro civil

Saiba quais os requisitos de competências profissionais do bombeiro civil classes I, II e III, para proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente. O bombeiro civil, diferente do militar, é um profissional qualificado para atuação em serviços de prevenção e de atendimento de emergências em edificações, plantas e/ou instalações privadas ou públicas de acordo com a legislação vigente.

A NBR 16877 de 08/2020 – Qualificação profissional de bombeiro civil – Requisitos e procedimentos especifica os requisitos de competências profissionais do bombeiro civil classes I, II e III, para proteger a vida e o patrimônio, bem como reduzir as consequências sociais e os danos ao meio ambiente. O bombeiro civil, diferente do militar, é um profissional qualificado para atuação em serviços de prevenção e de atendimento de emergências em edificações, plantas e/ou instalações privadas ou públicas de acordo com a legislação vigente. Exerce, em caráter habitual, função remunerada e exclusiva de prevenção e combate a incêndio, como empregado contratado diretamente por empresas privadas ou públicas, sociedade de economia mista ou empresas especializadas em prestação de serviços de combate a incêndios

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Como pode ser definido o exercício simulado de mesa?

O que é um resgate técnico?

Quais são os procedimentos para as qualificações e certificações?

Como deve ser o processo de certificação?

Esta norma surgiu da necessidade de estabelecer requisitos para a avaliação de competências profissionais dos bombeiros civis, com vistas à qualificação de pessoas para atuarem nesta ocupação no setor de segurança, prevenção e controle de incêndios e emergências correlacionadas e criar bases para o sistema brasileiro de avaliação da conformidade dos profissionais de segurança e proteção contra incêndio e emergências. Entende-se por competência o desenvolvimento e a mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes nas dimensões educacional, técnica, econômica, social, política, ética, cultural e ambiental, considerando-se relações pessoais e interpessoais. Há alguns requisitos para avaliar os elementos de competência do bombeiro civil (ver figura abaixo).

Se expressa, fundamentalmente, na capacidade de responder satisfatoriamente aos requisitos de uma ocupação, com a mobilização de recursos e a participação consciente, crítica e ativa no mundo do trabalho e na esfera social. Neste contexto, considerando as necessidades de: assegurar condições adequadas para o desempenho das atribuições com segurança; assegurar a qualidade dos serviços prestados; permitir o desenvolvimento profissional para acompanhar os avanços tecnológicos dos produtos e procedimentos; recuperar carências de educação formal e regular e de formação profissional.

A Comissão de Estudo de Planos e Equipes de Emergências contra Incêndio foi constituída para estabelecer requisitos para avaliação de competências de pessoas que atuam na ocupação profissional de bombeiro civil. Entende-se que estes requisitos são fundamentais para que seja estabelecida uma ampla ação de capacitação da pessoa que atua ou que venha a atuar na profissão de bombeiro civil, assim como para criar as bases para o sistema brasileiro de avaliação da conformidade dos profissionais de segurança e proteção contra incêndio e emergências, em conformidade com a NBR ISO/IEC 17024.

Entende-se por capacitação profissional o processo permanente de desenvolvimento de competências de uma dada ocupação profissional ou para o convívio social. A avaliação da conformidade do profissional visa: assegurar o nível de competências dos profissionais que atuam ou buscam atuar no setor, com base na totalidade ou em parte dos requisitos estabelecidos para sua avaliação; assegurar um padrão de qualidade adequado às exigências evolutivas dos produtos, elementos e processos; destacar e valorizar os profissionais de diferentes níveis de competência, criando diferencial competitivo. A norma representa o consenso entre os representantes do setor de segurança e proteção contra incêndio e emergências.

As cargas horárias descritas no Anexo A não têm o objetivo de qualificação profissional, sendo referências para estabelecer parâmetros de orientação para o desenvolvimento de treinamentos de bombeiros civis. Esta norma não estabelece cargas horárias para a certificação e acreditação de pessoas. Considerando que as cargas horárias apresentadas no Anexo A representam boas práticas de treinamento, o responsável pelo treinamento dos bombeiros civis, caso entenda como adequado, pode utilizá-las como referência, de forma a assegurar o atendimento aos requisitos de desempenho e habilidades requeridas.

É importante ressaltar que esta norma foi elaborada com as melhores práticas adotadas no mercado brasileiro e referências técnicas estrangeiras e internacionais, bem como com a aplicação dos conceitos de gestão e de melhoria contínua. Esta norma pode oferecer referências técnicas de forma parcial ou integral para a qualificação de profissionais civis dos serviços públicos de bombeiros. Para o escopo dessa norma, são considerados que os serviços públicos de bombeiros podem ser compostos por bombeiros militares, bombeiros municipais e bombeiros voluntários que exercem suas atividades de direito e/ou de fato.

As recomendações e as definições estabelecidas são compatíveis aos entendimentos e ao contexto dos assuntos previstos em seu escopo, prevalecendo sempre as disposições das legislações vigentes. Devido aos conteúdos de ensino especificados para as unidades de competências é requisitado que o candidato para a qualificação tenha pelo menos a escolaridade de ensino médio concluído. Como descrição da ocupação, o profissional deverá executar atividades de prevenção e controle de incêndios e atendimentos de emergências de resgate técnico, ambientais e atendimento pré-hospitalar de emergências médicas, nos limites de sua competência ocupacional.

Para esta norma são especificados requisitos de qualificação para alguns níveis de ocupação. O bombeiro civil classe I deve ter as atribuições da ocupação de bombeiro civil (I) que devem ser de pelo menos a execução de: análise das situações que possam oferecer riscos para a vida; procedimentos de abandono de áreas; atendimentos de primeiros socorros e/ou atendimento pré-hospitalar de emergências médicas; inspeção de segurança e prevenção contra incêndio e acidentes; atendimentos e controle de incêndios; seleção, inspeção e operação dos equipamentos e recursos materiais empregados nos atendimentos às emergências; procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências.

As atribuições da ocupação de bombeiro civil (II) devem ser as mesmas do bombeiro civil (I), acrescida de pelo menos a execução de: atendimentos de resgate técnico (por exemplo, resgate em altura, resgate em espaços confinados, resgate aquático, desencarceramento); atendimentos de prevenção e controle especializado de incêndio (por exemplo, industrial, aeroportuário, marítimo, florestal); atendimentos a emergências com produtos perigosos; análise dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios; análise dos principais potenciais de perdas de propriedades por consequência de acidentes e/ou incêndios; análise dos tipos de viaturas que podem ser empregadas e composição da tripulação de acordo com as NBR 14561 e NBR 14096; os procedimentos operacionais empregados como padrão para os atendimentos às emergências; procedimentos administrativos de elaboração de relatórios e gestão de pessoas; atividades de ensino de educação continuada para o público interno.

As atribuições da ocupação de bombeiro civil (III) devem ser as mesmas do bombeiro (II), acrescida de pelo menos a execução de: atendimentos de emergências em áreas públicas de acordo com legislação específica; atendimentos de emergências no transporte de produtos classificados como perigosos; análises dos principais potenciais de danos ambientais por consequência de acidentes e/ou incêndios na localidade; interpretação de projetos, inspeções de sistemas de proteção contra incêndios e de acidentes; integração do grupo de gerenciamento de emergências com sistema e comando de incidentes; atividades de ensino de educação continuada para o público externo. As unidades de competências do bombeiro civil, que envolvem os elementos e os requisitos de competência de conhecimentos e os componentes de avaliação requeridos para o perfil do profissional, são indicadas em tabelas na norma.

As qualificações da ocupação do bombeiro civil, bem como as unidades de competências necessárias para cada uma estão indicadas em uma tabela na norma. Devem ser considerados também os requisitos para avaliar as competências em gestão pessoal necessárias às diferentes unidades de qualificação indicados a seguir: zelar pela boa saúde física e mental; realizar serviços de acordo com as normas de higiene, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho; demonstrar habilidades de trabalhar em equipe; realizar serviços de acordo com normas técnicas, especificações dos fabricantes e manuais de equipamentos; comunicar-se junto ao público, pares, subordinados e superiores; responsabilizar-se pela conservação dos equipamentos; requisitar a manutenção e calibração dos equipamentos; comunicar-se com órgãos competentes, quando necessário; atualizar-se acompanhando novas tecnologias; analisar problemas e tomar decisões.

Além da qualificação inicial, os bombeiros civis devem ser capacitados em especialidades para executar as atribuições profissionais específicas de acordo com a sua área de atuação, sendo as principais, mas não se limitando a estas: marítimo e instalações portuárias; aeródromo; florestal; operador de resgate técnico; operador de emergências com produtos perigosos; motorista e operador de viaturas de emergências; instrutor; liderança. O esquema de certificação deve incluir os seguintes requisitos de processo de certificação: critérios para a certificação inicial e recertificação; métodos de avaliação para a certificação inicial e recertificação; métodos e critérios de supervisão; critérios para a suspensão e cancelamento da certificação; e critérios para alterar o escopo ou o nível de certificação.

A gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”

Conheça as informações e os requisitos específicos para o estabelecimento e manutenção de um sistema de gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”, de acordo com a sua certificação. Embora este documento não dispense a utilização de outros sistemas de gestão da qualidade que sejam compatíveis com os objetivos da NBR ISO 9001:2015 e que proporcionem resultados equivalentes.

A NBR ISO/IEC 80079-34 de 07/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 34: Aplicação de sistemas de gestão da qualidade para a fabricação de produtos “Ex” especifica as informações e os requisitos específicos para o estabelecimento e manutenção de um sistema de gestão da qualidade para a fabricação de equipamentos e componentes “Ex”, de acordo com a sua certificação. Embora este documento não dispense a utilização de outros sistemas de gestão da qualidade que sejam compatíveis com os objetivos da NBR ISO 9001:2015 e que proporcionem resultados equivalentes, os requisitos mínimos são apresentados neste documento.

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Como deve ser feito o controle de processos, produtos e serviços providos externamente?

Qual deve ser o tipo e extensão do controle?

O que deve ser feito em relação à informação para provedores externos?

Qual deve ser o procedimento para a identificação e rastreabilidade?

Esse documento especifica os requisitos para um sistema de gestão da qualidade que possa ser utilizado por uma organização para a fabricação de equipamentos, componentes e sistemas “Ex”. Pode ser utilizado também por terceiras partes, incluindo organismos de certificação, para avaliar a capacidade de uma organização de atender aos requisitos do sistema de avaliação da conformidade ou requisitos legais. A aplicação desta norma é destinada a abranger tanto equipamentos elétricos como não elétricos, sistemas de proteção, dispositivos de segurança, componentes “Ex” e suas combinações.

O conteúdo detalhado (por exemplo, anexos) é normalmente focado em documentos existentes. Os requisitos da qualidade de fabricantes representam parte integrante da maioria de sistemas de certificação e, como tal, este documento foi elaborado considerando os requisitos do sistema de certificação IECEx para equipamentos. Este documento é destinado a ser utilizado como suporte aos requisitos do sistema de certificação para atmosferas explosivas da Diretiva ATEX, para o sistema de gestão da qualidade dos fabricantes, e pode ser aplicado em sistemas nacionais ou regionais de certificação que sejam relacionados à fabricação de equipamentos, componentes e sistemas com tipos de proteção “Ex”. No Anexo D é apresentada uma matriz de correlação em relação aos requisitos da NBR ISO/IEC 80079-34:2014 e desta NBR ISO/IEC 80079-34:2020.

No item entendendo a organização e o seu contexto, a NBR ISO 9001:2015, 4.1, se aplica, com a seguinte adição: em relação a este documento, o contexto da organização deve assegurar que o produto “Ex” esteja de acordo com o seu certificado Ex e com a documentação técnica. No item sistema de gestão da qualidade e seus processos, a NBR ISO 9001:2015, 4.4, se aplica com a seguinte adição: o sistema de gestão da qualidade deve assegurar que o produto “Ex” esteja de acordo com o tipo descrito no certificado e na documentação técnica.

No item papéis, responsabilidades e autoridades organizacionais, a NBR ISO 9001:2015, 5.3, se aplica com a seguinte adição: pessoal “Ex” autorizado deve ser apontado com autoridade e responsabilidades estabelecidas e documentadas para assegurar que os seguintes requisitos sejam atendidos: a coordenação efetiva das atividades relacionadas aos produtos “Ex”; o contato com o emissor do certificado “Ex” (quando não emitido pelo fabricante) em relação a qualquer proposta de alteração do projeto especificado no certificado “Ex” e na documentação técnica; o contato com o organismo de certificação responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade em relação à atualização pretendida do sistema de gestão da qualidade. Não é prático para o fabricante informar ao organismo responsável a verificação do sistema de gestão da qualidade toda vez que o sistema for atualizado. É apenas prático informar sobre atualizações significativas do sistema de gestão da qualidade, relevantes para o tipo de proteção.

De forma similar, não é prático especificar, em termos gerais, quais os tipos de atualização que são ou não são significativos. Portanto, é recomendado que o fabricante informe ao organismo responsável a verificação do sistema de gestão da qualidade sobre qualquer atualização do sistema de gestão da qualidade que tenha consequências sobre a conformidade dos produtos. A mudança do pessoal “Ex” autorizado é considerada uma alteração significativa.

Acrescentar que a autorização para a aprovação inicial e as alterações de desenhos relacionados, se apropriado; a autorização de concessões (ver 8.7 f); a exatidão das informações relevantes em relação ao produto “Ex”, fornecidas pelo cliente para qualquer literatura comercial, e instruções de instalação (as quais devem incluir as condições específicas aplicáveis de utilização e quaisquer relações de limitações). Os números de certificados com um sufixo “X” contêm condições específicas de utilização.

Os números de componentes certificados (com um sufixo “U”) podem conter relações de limitações. Agregar que a coordenação efetiva dos processos de fabricação em relação aos produtos “Ex”, incluindo produtos fornecidos externamente, serviços e processos detalhados em 8.4; no caso de um fabricante com múltiplas instalações de fabricação, uma pessoa “Ex” autorizada com responsabilidades pertinentes deve ser indicada para cada instalação. Os registros evidenciando isto devem estar disponíveis e ser mantidos como informação documentada.

No item recursos de monitoramento e medição, a NBR ISO 9001:2015, 7.1.5, se aplica com a seguinte adição: quando o monitoramento ou a medição é utilizado para verificar a conformidade de produtos “Ex”, o equipamento de medição deve ser calibrado e um certificado válido dessa calibração deve existir. A verificação de equipamento de medição contra equipamento calibrado é permitida, contanto que seja corretamente documentada.

O certificado de calibração deve atender a um dos seguintes requisitos descritos. Quando um certificado de calibração ostentar o logotipo de acreditação de um laboratório de calibração acreditado (que demonstre que suas operações estão de acordo com as normas reconhecidas internacionalmente e estão cobertas por um acordo internacional multilateral), o laboratório de calibração não está sujeito a uma avaliação adicional.

Quando o certificado de calibração não ostentar o logotipo de acreditação de uma autoridade de acreditação nacional, cada certificado de calibração deve incluir no mínimo as seguintes informações: uma identificação não ambígua do item calibrado; evidência de que as medições são rastreáveis a padrões de medição nacionais ou internacionais; o método de calibração; uma declaração de conformidade com qualquer especificação aplicável; os resultados da calibração; a incerteza da medição, quando aplicável; as condições ambientais, quando necessário; a data de calibração; a assinatura da pessoa, sob cuja autoridade o certificado foi emitido; o nome e o endereço da organização emissora e a data de emissão do certificado; e uma identificação única do certificado de calibração.

Quando o certificado de calibração não contiver o logotipo de acreditação de uma autoridade de acreditação nacional ou não contiver as informações relacionadas na NBR ISO 9001:2015, 7.1.5 b), o fabricante deve demonstrar uma relação válida a padrões de medição nacionais ou internacionais, ou de acordo com outros meios (por exemplo, um documento de avaliação do laboratório).

Para o controle de informação documentada, a NBR ISO 9001:2015, 7.5.3, se aplica com a seguinte adição: a documentação técnica e a documentação do fabricante devem ser controladas; os procedimentos documentados devem assegurar que as informações contidas na documentação do fabricante sejam compatíveis com a documentação técnica. O fabricante não pode, inicialmente, aprovar ou, subsequentemente, alterar os desenhos relacionados, a menos que estejam em conformidade com os documentos da certificação.

Além disso, o sistema de gestão da qualidade deve assegurar que nenhum fator (tipo, característica, posição etc.) especificado no certificado do produto “Ex” e na documentação técnica (por exemplo, desenhos de certificação) seja modificado, a menos que permitido pelo emissor do certificado. Deve haver um sistema documentado que referencie todos os desenhos relacionados aos documentos pertinentes da certificação e quando existirem desenhos de certificação associados a mais de um certificado de produto “Ex, deve haver um sistema documentado para assegurar ações simultâneas e suplementares em caso de alterações nesses documentos; Alguns fabricantes utilizam os mesmos componentes com desenhos de mesmo número em mais de um produto que possuem mais de uma pessoa responsável para os produtos acabados.

Um sistema de gestão da qualidade compatível assegura que a mudança do componente para um produto não seja implementada sem a aprovação das pessoas responsáveis para todos os produtos acabados que utilizam aquele componente. Quando o fabricante também possui desenhos para equipamentos não destinados à utilização em atmosferas explosivas, deve possuir um sistema para identificar claramente tanto os desenhos relacionados quanto os de certificação; Os exemplos a seguir indicam alguns métodos de identificação: a utilização de marcações visuais; a utilização de uma única série de números de desenhos, por exemplo, todos os desenhos de produtos certificados possuem um prefixo “Ex” no número do desenho; pode também ser aceitável a utilização de um banco de dados computadorizado contendo a correlação de “listas de materiais” que identifique todos os documentos dos componentes “Ex” críticos e que controle alterações não autorizadas.

O fabricante deve documentar o organismo responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade de cada certificado de conformidade “Ex”. Em alguns esquemas de certificação, o organismo responsável pela verificação do sistema de gestão da qualidade associado a cada certificado “Ex” pode ser diferente do organismo que emitiu o certificado de conformidade “Ex” e, portanto, necessita ser claramente identificado.

Quando os documentos técnicos ou do fabricante são fornecidos a terceiros, esses documentos devem ser fornecidos de forma a não causar uma interpretação errônea. O fabricante deve possuir um sistema documentado para verificar anualmente a validade de todos os documentos relativos aos certificados de conformidade “Ex”, normas, regulamentos e outros documentos de origem externa. O fabricante deve manter os registros da qualidade adequados para demonstrar a conformidade dos produtos “Ex”. É requerido uma retenção de no mínimo dez anos após a colocação do produto “Ex” (lote) no mercado.

A lista dos registros da qualidade que requerem controle e retenção, onde aplicável, no mínimo deve ser: aqueles exigidos por requisitos regulatórios; a informação documentada sobre a qualidade; as responsabilidades e autoridades para a designação e comunicação com a organização de funções relevantes aos produtos “Ex”; os pedidos de clientes; a análise crítica do contrato; os registros de treinamento; as alterações e o desenvolvimento do projeto; os dados de inspeção e ensaio (por lote); os dados da calibração; a rastreabilidade da fabricação; a avaliação dos provedores externos; os dados de expedição (cliente, data de saída e quantidade, incluindo números de série quando disponíveis); e outras informações documentadas, se necessárias.

As características dos isoladores compostos tipo suporte

Conheça as dimensões principais e os valores para as características mecânicas e elétricas dos isoladores compostos tipo suporte.

A NBR 15644-1 de 07/2020 – Isoladores compostos tipo suporte para subestações com tensões nominais acima de 1.000 V até 245 kV – Parte 1: Características dimensionais, elétricas e mecânicas especifica as dimensões principais e os valores para as características mecânicas e elétricas dos isoladores compostos tipo suporte. Aplica-se aos isoladores compostos tipo suporte para subestações com tensão nominal de corrente alternada acima de 1.000 V até 245 kV. Esta parte se aplica aos isoladores compostos tipo suporte de projeto similar, usados em estações de força para sistemas ferroviários. Os isoladores compostos tipo suporte cobertos por esta norma são primeiramente para uso externo, mas podem também ser empregados em uso interno.

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O que é uma carga de compressão especificada?

Quais são as tolerâncias para os produtos?

Qual é a codificação e as características de isoladores compostos tipo suporte?

Qual é a codificação e as características de isoladores compostos tipo suporte – Prática Norte Americana/ANSI?

Um isolador composto tipo suporte consiste em um núcleo cilíndrico isolante, sólido, que suporta uma carga mecânica, protegido por um invólucro polimérico, sendo a carga transmitida ao núcleo por meio de ferragens integrantes fixadas ao núcleo isolante. Os isoladores compostos tipo suporte são classificados pelas seguintes características mecânicas e dimensionais: carga de flexão máxima de projeto (CFMP); carga de flexão especificada (CFE); carga de compressão especificada (CCoE); carga de tração especificada (CTE); carga de torção especificada (CToE); altura do isolador; distância de escoamento mínima; diâmetro máximo da parte isolante; arranjo das ferragens integrantes (ver Seção 9).

As Tabelas A.1 e A.2 (disponíveis na norma) apresentam a distância de escoamento mínima para cada isolador junto com a tensão máxima de operação, com base na distância de escoamento específica unificada (DEEU) de 34,7 mm/kVΦ-Φ ou 43,3 mm/kVΦ-t. Esta dimensão é dada somente como informação. O valor da DEEU é considerado um valor representativo das classes de poluição média e pesada, como definidas na ABNT IEC/TR 60815-1. A Tabela A.3 na norma apresenta informação similar para os isoladores, com base na prática norte-americana, considerando 27,8 mm/kVΦ-t para o valor da DEEU, que corresponde a uma classe de poluição leve.

As distâncias de escoamento diferentes das apresentadas nas referidas tabelas podem também ser consideradas para o projeto de isoladores a serem utilizados em várias condições de poluição. Mais informações sobre a DEEU e a seleção de isoladores para condições sob poluição podem ser obtidas nas ABNT IEC/TR 60815-1 e ABNT IEC/TR 60815-3.

Eletricamente, os isoladores compostos tipo suporte são caracterizados pelas tensões a seguir, cujos valores são apresentados nas Tabelas A.1 a A.3: tensão suportável de impulso atmosférico, a seco; tensão suportável em frequência industrial, sob chuva. Os isoladores compostos tipo suporte devem ser identificados conforme as Tabelas A.1 a A.3 por um código alfanumérico contendo quatro indicações: a primeira indicação é representada pelas letras CS ou NACS seguidas do valor da tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco, em quilovolts; a segunda indicação é representada pelas letras A ou B, indicando o diâmetro do círculo de furação das ferragens integrantes no topo e na base do isolador (A = 76 mm e B = 127 mm); a terceira indicação representa a carga de flexão máxima de projeto, em quilonewtons, com dois dígitos; a quarta indicação refere-se ao valor da distância de escoamento mínima, em milímetros.

Exemplo: um isolador código NACS1050B-06-5030 refere-se a um isolador composto tipo suporte, tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco igual a 1.050 kV, diâmetro do círculo de furação de 127 mm, carga de flexão máxima de projeto de 0,6 kN e distância de escoamento mínima de 5 030 mm. Os isoladores devem ser acondicionados em embalagens adequadas, estabelecidas mediante prévio acordo entre as partes interessadas.

As embalagens devem ser identificadas no mínimo com o nome ou a marca do fabricante, tipo do isolador e quantidade de unidades. Quando necessário, para facilidade de manuseio, transporte e armazenagem, as embalagens devem ser paletizadas. Neste caso, o palete é considerado parte integrante da embalagem.

A conformidade dos cabos ópticos dielétricos para aplicação enterrada

Um cabo óptico dielétrico enterrado (DE) como o conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo ou multimodo índice gradual, revestidas em acrilato, elementos de proteção da unidade básica, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, com elementos de proteção da unidade básica e núcleo preenchido com material resistente à penetração ou propagação de umidade, protegidos por um revestimento interno de material termoplástico, um revestimento adicional de poliamida e um revestimento externo de material termoplástico. 

A NBR 14103 de 07/2020 – Cabo óptico dielétrico para aplicação enterrada — Especificação especifica os requisitos técnicos para a fabricação dos cabos ópticos dielétricos para aplicação enterrada. Esses cabos são indicados preferencialmente para instalação subterrânea em aplicação diretamente enterrada, em redes de entroncamentos e redes especiais.

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Como deve ser feita a identificação das unidades básicas?

Quais devem ser as cores das fibras ópticas?

Como deve ser fabricado o revestimento adicional de poliamida?

Qual deve ser o acréscimo ou variação de atenuação?

Pode-se definir um cabo óptico dielétrico enterrado (DE) como o conjunto constituído por fibras ópticas tipo monomodo ou multimodo índice gradual, revestidas em acrilato, elementos de proteção da unidade básica, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, com elementos de proteção da unidade básica e núcleo preenchido com material resistente à penetração ou propagação de umidade, protegidos por um revestimento interno de material termoplástico, um revestimento adicional de poliamida e um revestimento externo de material termoplástico. O cabo óptico dielétrico protegido enterrado (DPE) é o conjunto constituído por um cabo óptico conforme a NBR 14566, sobre o qual é aplicado um revestimento de poliamida. O cabo assim constituído é protegido por um duto de material termoplástico.

Na fabricação dos cabos ópticos para aplicação subterrânea diretamente enterrada, devem ser observados processos de modo que os cabos prontos satisfaçam os requisitos técnicos fixados nesta norma. Os cabos ópticos são designados pelo seguinte código: CFOA – X – Y – W – Z, onde CFOA é o cabo de fibras ópticas revestidas em acrilato; X é o tipo de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo1; Y é a aplicação do cabo e formação do núcleo, conforme a tabela abaixo; W é a barreira à penetração de umidade no cabo, conforme a tabela abaixo; Z é o número de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo. Outras quantidades de fibras por cabo podem ser adotadas, sendo objeto de acordo entre o comprador e o fornecedor.

Todos os materiais utilizados na fabricação dos cabos ópticos devem ser dielétricos. Os materiais utilizados na fabricação do cabo devem ser compatíveis entre si. As fibras ópticas tipo multimodo índice gradual, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13487. As fibras ópticas tipo monomodo de dispersão normal, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13488. As fibras ópticas tipo monomodo de dispersão deslocada e não nula, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 14604.

As fibras ópticas tipo monomodo de baixa sensibilidade à curvatura, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 16028. Não são permitidas emendas nas fibras ópticas durante o processo de fabricação do cabo. O núcleo deve ser constituído por unidades básicas. Os cabos ópticos devem ser fabricados com unidades básicas de 2, 4, 6, 8, 12, 16, 24, 36 ou 48 fibras ópticas.

As unidades básicas devem ser dispostas em elementos de proteção adequados, de modo a atender aos requisitos especificados nesta norma. Os elementos de proteção podem ser constituídos por tubos de material polimérico encordoados em uma ou mais coroas ou de forma longitudinal. Os elementos de proteção encordoados devem ser reunidos com passo e sentido escolhidos pelo fabricante, de modo a satisfazer as características previstas nesta norma.

Podem ser colocados enchimentos de material polimérico compatível com os demais materiais do cabo, a fim de formar um núcleo cilíndrico. No caso de cabos ópticos constituídos por elementos de proteção encordoados dispostos em mais de uma coroa, opcionalmente estas coroas podem ser separadas por fitas, a fim de facilitar a sua identificação. O núcleo pode ser constituído por um único elemento de proteção central de material polimérico. É recomendado que os cabos ópticos compostos por elementos de proteção encordoados de até 12 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter duas ou seis fibras ópticas.

Para os cabos ópticos de 18 a 36 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha seis ou 12 fibras ópticas. Para os cabos ópticos de 48 a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 12 ou 24 fibras ópticas. Para os cabos ópticos superiores a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 24, 36 ou 48 fibras ópticas. Cada lance de cabo deve ser fornecido acondicionado em um carretel de madeira com diâmetro mínimo do tambor de 22 vezes o diâmetro externo do cabo óptico ou duto de proteção.

A largura total do carretel não pode exceder 1,5 m e a altura total não pode ser superior a 2,7 m. Os carretéis devem conter um número de voltas tal que entre a camada superior e as bordas dos discos laterais exista um espaço livre mínimo de 6 cm. Os carretéis utilizados devem estar de acordo com a NBR 11137. As extremidades do cabo devem ser solidamente presas à estrutura do carretel, de modo a não permitir que o cabo se solte ou se desenrole durante o transporte. A extremidade interna do cabo na bobina deve estar protegida para evitar danos durante o transporte, ser acessível para ensaios, possuir um comprimento livre de no mínimo 2 m e ser acomodada com diâmetro de no mínimo 22 vezes o diâmetro externo do cabo óptico DE ou duto de proteção do cabo óptico DPE.

Após efetuados todos os ensaios requeridos para o cabo, as extremidades do lance devem ser fechadas, a fim de prevenir a entrada de umidade. No conjunto do cabo óptico dielétrico protegido enterrado devem ser fechados o cabo e o duto de proteção, separadamente. Cada lance de cabo óptico deve ter um comprimento nominal de 2.000 m, podendo, a pedido do comprador, ser fornecido em comprimento específico. A tolerância de cada lance deve ser de + 3%, não sendo admitidos comprimentos inferiores ao especificado.

No caso do cabo óptico dielétrico protegido enterrado, o comprimento do cabo deve ser no mínimo igual ao comprimento do duto de proteção. Devem ser marcadas em cada bobina, com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis, as seguintes informações: nome do comprador; número da bobina; designação do cabo; comprimento real do cabo na bobina, expresso em metros (m); massa bruta e massa líquida, expressa em quilogramas (kg); uma seta ou indicação apropriada para indicar o sentido em que o cabo deve ser desenrolado; identificação de remarcação, quando aplicável. O transporte, armazenamento e utilização das bobinas dos cabos ópticos devem ser feitos conforme a NBR 7310.

Os equipamentos de manobra e comando em corrente alternada

Salvo especificação em contrário, é previsto que os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, incluindo os dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares que formam parte integrante, sejam utilizados de acordo com as suas características nominais e nas condições normais de serviço descritas nessa norma.

A NBR IEC 62271-1 de 06/2020 – Manobra e comando de alta tensão – Parte 1: Especificações comuns para equipamentos de manobra e comando em corrente alternada é aplicável aos equipamentos de manobra e comando em corrente alternada, previstos para instalação abrigada e/ou ao tempo e para funcionar nas frequências de serviço até e incluindo 60 Hz e tensões nominais superiores de 1.000 V. É aplicável a todos os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, salvo especificação contrária nas normas IEC particulares para os tipos específicos de equipamentos de manobra e comando. Para a utilização deste documento, alta tensão é definida como a tensão nominal superior a 1.000 V. Entretanto, o termo média tensão é normalmente utilizado para sistemas de distribuição com tensões superiores a 1 kV e geralmente é aplicada às tensões inferiores ou iguais a 52 kV.

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Qual é a faixa I para tensões nominais inferiores ou iguais a 245 kV?

Quais são os níveis de isolamento nominais para as tensões nominais da faixa I, série I?

Quais são os níveis de isolamento nominal para tensões nominais da faixa II?

Quais os fatores de pico para corrente admissível nominal?

Salvo especificação em contrário, é previsto que os equipamentos de manobra e comando de alta tensão, incluindo os dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares que formam parte integrante, sejam utilizados de acordo com as suas características nominais e nas condições normais de serviço descritas abaixo. O funcionamento nas condições normais de serviço é considerado coberto pelos ensaios de tipo de acordo com esta norma e com a norma de produto correspondente.

As condições normais de serviço para os equipamentos de manobra e comando para uso abrigado são: a temperatura ambiente não excede 40 °C e o seu valor médio, medido em um período de 24 h, não excede 35 °C e a temperatura ambiente não decresce abaixo de – 5 °C; a influência da radiação solar não existe; a altitude não excede 1.000 m; o ar ambiente não é poluído significativamente por poeira, fumaça, gás corrosivo e/ou gás inflamável, vapores ou sal, e seria considerado como tendo uma classe de severidade de poluição local (SPS) muito leve, de acordo com a IEC TS 60815-1:2014; as condições de umidade são as seguintes: o valor médio da umidade relativa, medida em um período de 24 h, não excede 95%; o valor médio da pressão de vapor d’água, medida em um período de 24 h, não excede 2,2 kPa; o valor médio da umidade relativa, medida em um período de um mês, não excede 90%; o valor médio da pressão de vapor d’água, medida em um período de um mês, não excede 1,8 kPa.

Pode ocorrer condensação onde houver mudanças bruscas de temperatura durante períodos de alta umidade. Uma umidade elevada pode ser causada pelas águas de chuva ao nível do solo ou para aplicações subterrâneas, a partir de bandejas de cabos de entrada que estão conectados ao equipamento de manobra. Além disso, devem ser levadas em consideração as vibrações devido a causas externas ao equipamento de manobra e comando ou tremores de terra não excedem o impacto das vibrações causadas pela manobra do próprio equipamento.

As condições normais de serviço para os equipamentos de manobra e comando para uso ao tempo são: a temperatura ambiente não excede 40°C e o seu valor médio, medido em um período de 24 h, não excede 35°C; a temperatura ambiente não é inferior a – 25 °C. As variações rápidas da temperatura podem ocorrer, por exemplo, em um dia ensolarado seguido por uma chuva repentina. Não se esquecer que a radiação solar não exceda o nível de 1.000 W/m²; a altitude não exceda a 1.000 m; o ar ambiente pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal; a poluição não excede a classe de severidade de poluição local (SPS) média, como definido pela IEC TS 60815-1:2014; a camada de gelo não exceda a 20 mm; a velocidade do vento não excede 34 m/s. As características do vento são definidas na IEC 60721-2-2.

Lembrar que os valores médios de umidade indicados podem ser excedidos. Pode ocorrer condensação ou precipitação. As características de precipitação são definidas na IEC 60721-2-2. As condições de umidade sempre resultam de uma combinação da umidade relativa com outros parâmetros ambientais, principalmente temperatura e variações rápidas da temperatura. As vibrações devido a causas externas do equipamento de manobra e comando ou tremores de terra não devem exceder o impacto das vibrações causadas pela manobra do próprio equipamento.

Quando se espera que o equipamento de manobra e comando de alta tensão seja utilizado em condições diferentes das condições normais de serviço dadas em 4.1, convém que os requisitos do usuário se refiram às condições normalizadas, caso não sejam previstas pelas normas do produto. As ações apropriadas são tomadas para assegurar o funcionamento apropriado nas condições de outros componentes, como relés. Informações detalhadas relativas à classificação das condições ambientais são indicadas nas IEC 60721-3-3 (abrigado) e IEC 60721-3-4 (ao tempo).

Para instalações a uma altitude superior a 1.000 m, o nível suportável de isolamento requerido para a isolação externa no local de utilização deve ser determinado conforme a IEC 60071-2:1996, Seção 4. Convém que o nível de isolamento nominal do equipamento de manobra e comando seja igual ou superior a esse valor; referência é feita à IEC TR 62271 306. Para a isolação interna, as características dielétricas são idênticas, qualquer que seja a altitude, e não é necessária precaução especial alguma.

Para isolações interna e externa, consultar a IEC 60071-2:1996. Para equipamentos auxiliares e de comando de baixa tensão, não é necessária precaução especial alguma a ser tomada, se a altitude for inferior a 2.000 m. Para altitudes superiores, consultar a IEC 60664-1. Para aplicações ao tempo, convém que o ar ambiente, que pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal a um nível superior à classe de severidade da poluição local (SPS) “média” conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014, seja classificado como “pesado” ou “muito pesado” conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014.

Para aplicações abrigadas, convém que o ar ambiente, que pode estar poluído por poeira, fumaça, gás corrosivo, vapores ou sal, a um nível superior à classe de severidade da poluição local (SPS) “muito leve”, conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014, seja classificado como “leve”, “médio”, “pesado” ou “muito pesado”, conforme definido pela IEC TS 60815-1:2014. Mais informações sobre exposição à poluição podem ser encontradas no Anexo K (informativo). Para aplicações abrigadas de tensão inferior ou igual a 52 kV, a especificação IEC TS 62271 304 pode ser utilizada, principalmente se houver preocupações em relação à poluição da isolação do equipamento de manobra.

Para instalação em local onde a temperatura ambiente pode estar fora da faixa das condições normais de serviço descritas, convém que as faixas preferenciais de temperaturas mínima e máxima a especificar sejam: – 50 °C a 40 °C para climas extremamente frios; – 40 °C a 40 °C para climas muito frios; – 30 °C a 40 °C para climas frios; – 25 °C a 40 °C para climas frios (instalações abrigadas); – 15 °C a 40 °C para climas moderados (instalações abrigadas); – 5 °C a 55 °C para climas muito quentes. Em instalações abrigadas, em um clima tropical, o valor médio de umidade relativa, medido em um período de 24 h, pode ser de até 98%. Em certas regiões onde os ventos quentes e úmidos são frequentes, variações bruscas de temperatura e/ou de pressão atmosférica podem ocorrer.

O equipamento de manobra e comando normalizado é projetado para montagem em estruturas praticamente niveladas, livre de vibrações, de impactos ou de inclinações excessivas. Se nenhuma destas condições normalizadas existir, convém que o usuário especifique os requisitos particulares. Para instalações sujeitas a abalos sísmicos, o usuário deve especificar o nível de severidade de acordo com a publicação ou especificação aplicável (por exemplo, IEC TR 62271-300, IEC 62271-207 e IEC TS 62271-210. Em caso de risco de abalo sísmico, convém que o usuário especifique os requisitos operacionais e o nível de dano admissível.

Instalações sujeitas a outras formas não comuns de vibração devem ser identificadas, como aquelas nas proximidades imediatas de uma explosão de mina ou aquelas de aplicações móveis. Outras aplicações pertinentes para avaliações sísmicas são as IEEE Standard 693 e IEEE Standard C37.81. Se for previsto que a velocidade do vento exceda a velocidade de 34 m/s nas condições normais de serviço, convém que o usuário especifique os requisitos para uma aplicação particular.

Quando as condições ambientais especiais prevalecerem no local onde o equipamento de manobra e comando estiver instalado, convém que o usuário as especifique com referência às IEC 60721-1, IEC 60721-2 (todas as partes) e IEC 60721-3 (todas as partes). As características nominais comuns dos equipamentos de manobra e comando atribuídas pelo fabricante, incluindo seus dispositivos de manobra e equipamentos auxiliares, devem ser selecionadas a partir das seguintes (se aplicável): tensão nominal (Ur); nível de isolamento nominal (Up, Ud e Us, se aplicável); frequência nominal (fr); corrente permanente nominal (Ir); corrente nominal de curta duração admissível (Ik); valor de pico da corrente admissível nominal (Ip); duração nominal do curto-circuito (tk); tensão nominal de alimentação dos circuitos auxiliares e de comando (Ua); frequência nominal de alimentação dos circuitos auxiliares e de comando; pressão de alimentação nominal de gás comprimido para sistemas de pressão controlada.

Outras características nominais podem ser necessárias e serão especificadas nas normas IEC de produto aplicáveis. As características nominais definem as especificações comuns de equipamentos de manobra e comando que são necessárias para seleção e utilização adequadas em uma determinada rede. Outras características importantes do equipamento de manobra e comando são definidas na Seção 3, como, por exemplo, a pressão funcional mínima de isolação. Algumas das quais estão indicadas na placa de identificação, sem serem, entretanto, características nominais.

Ainda que outras características se refiram à instalação, funcionamento e manutenção; elas não são consideradas características nominais, uma vez que estão relacionadas à tecnologia utilizada para o equipamento de manobra e comando. Os exemplos incluem o nível normal de preenchimento ou pressão (densidade) de preenchimento/alarme dos fluidos e estanqueidade para sistemas a líquidos, a gás e a vácuo.