Verão: estresse térmico pode reduzir produtividade do trabalhador

Versões de normas técnicas em outros idiomas

A Target, com uma ampla experiência na área de normalização, oferece aos seus clientes o serviço de tradução e formatação de normas técnicas. Profissionais especializados fazem uma tradução eficiente e segura das normas internacionais e estrangeiras para o padrão brasileiro de normas e, de acordo com a necessidade do cliente,  também traduzem as normas brasileiras para outras línguas, facilitando o acesso à informação crítica da norma, com toda segurança e garantia de qualidade Target.

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Empresas devem garantir manutenção de temperatura prevista na NR 15

Com a chegada do verão, aumenta a preocupação dos gestores empresariais em manter um ambiente termicamente confortável para os seus colaboradores. Segundo informações do Instituto Climatempo, 2015 registrará temperaturas mais altas do que o ano anterior. Desmaios, desidratação, sudorese intensa e exaustão são alguns dos reflexos que o estresse térmico pode ocasionar em situações ocupacionais.

De acordo com a legislação trabalhista vigente, nos escritórios e setores administrativos, a temperatura efetiva deve permanecer entre 20º C e 23ºC. “Recomendamos que as empresas monitorem a temperatura do ambiente. Isso garante o conforto térmico no local de trabalho, proporciona o bem estar aos funcionários e mantém a produtividade”, explica a engenheira do trabalho do Imtep, Carolina Arsie Cardoso. Nas indústrias, onde ocorre exposição ao calor em função de fontes artificiais, o cuidado deve ser o mesmo, sempre respeitando o tempo de descanso, o qual deve ocorrer em local com temperatura amena, definido em função do tipo de atividade realizada.

Segundo Carolina, por meio de uma análise quantitativa do calor, é possível verificar se os índices aos quais os trabalhadores estão expostos são adequados para as atividades exercidas. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o colaborador, à altura da região do corpo mais atingida. Após a análise dos resultados, devem ser definidos, seguindo as instruções da Norma Regulamentadora n° 15 anexo 3, os períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.

Algumas medidas contribuem para tornar o ambiente de trabalho mais confortável, como a execução de tarefas mais pesadas durante o período da manhã, ventilação adequada com renovação do ar, adoção de uniformes mais leves e utilização de barreiras nas fontes de calor. O Imtep, um dos maiores grupos de saúde ocupacional do país, oferece todo o suporte para diagnosticar e auxiliar as organizações na promoção de um ambiente de trabalho seguro, confortável e que garanta a qualidade de vida do capital humano. Abaixo, algumas dicas de como amenizar o calor e assegurar um local de trabalho termicamente correto.

– Execute tarefas mais pesadas no período da manhã, quando as temperaturas estão mais amenas;

– As pausas devem ser realizadas conforme legislação vigente, em função da atividade realizada (leve, moderada e pesada);

– Realize rodízios dos trabalhadores;

– Promova a renovação do ar. Ventiladores são indicados apenas para locais com temperaturas inferiores a 29ºC;

– Controle a umidade relativa do ar;

– Adote uniformes mais leves no verão;

– Hidrate-se! Para os trabalhadores é necessária a reposição de sódio para atividades com carga solar ou realizadas com exposição a fontes artificiais de calor.

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A instalação correta de chuveiro elétrico e aquecedor

CURSOS DISPONÍVEIS PELA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target: https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Quando o frio chega, a vontade de tomar um banho mais quente e demorado ou ligar o aquecedor de ambientes é uma tentação. O conforto, no entanto, tem um preço, observado no aumento das contas de energia elétrica e de água, neste ano, acompanhado do risco de racionamento de água e energia, devido à estiagem vivida em algumas regiões do país. Para aliar economia, calor e segurança, a SIL, fabricante de fios e cabos elétricos de baixa tensão, dá algumas dicas para a correta escolha e utilização de chuveiros elétricos e aquecedores de ar.

O mercado dispõe de diversos modelos, com vazões, potências e capacidades para as mais variadas necessidades. Quanto maior a potência, maior a capacidade de gerar calor e, também, o gasto de energia elétrica; e quanto mais elevada a vazão,  maior o consumo de água. Em tempos de estiagem, os banhos rápidos são ainda mais recomendáveis tanto no que se refere aos recursos hídricos, como energéticos.

A escolha do aparelho, no entanto, precisa estar compatível com a instalação elétrica do imóvel. Todas as informações necessárias para a instalação e a correta utilização dos produtos são apresentadas nas embalagens ou manuais dos produtos e devem ser seguidas por uma questão de segurança e de economia.

O gerente da SIL, Nelson Volyk, explica que uma das principais características a serem verificadas é a compatibilidade entre os condutores elétricos (fio ou cabo) do circuito que será utilizado e a potência do aparelho. “É preciso verificar a seção nominal mínima do fio ou cabo a ser utilizado, do contrário pode ocorrer sobrecarga no circuito elétrico, degradando os condutores e elevando o consumo de energia”, afirma. Lembrando que, hoje em dia, um chuveiro chega a ter até 7.500W de potência, valor bem superior quando comparado ao passado.

Para a instalação de chuveiros, o engenheiro da SIL recomenda que sejam seguidas as indicações da NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, que determina o uso de disjuntor e de dispositivo diferencial residual (DR) nos circuitos onde haja utilização de água, como chuveiros, torneiras elétricas e banheiras. São itens de segurança que evitam riscos de choques e incêndios. Atualmente, os aquecedores de ambiente residenciais são comercializados com plugues de 10 e 20 ampères. A tomada de uso geral é a de 10 A e aceita o plugue de 10 A, mas existe a tomada de uso exclusivo de 20 A, que aceita o plugue de 20 A e também o de 10 A.

“Um grande erro é comprar um aquecedor de 1500 W que utiliza plugue de 20 A e ligar em uma tomada de 10 A utilizando um adaptador ou simplesmente forçando o plugue na tomada”, alerta Volyk. “Isso faz com que se sobrecarregue o circuito elétrico podendo gerar curto-circuito. A solução para este caso não é apenas a troca da tomada, para se ter uma tomada de 20 A. O correto é fazer um outro circuito elétrico ligado em outro disjuntor”.

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Os diversos usos do poliuretano, de acordo com as normas técnicas

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Agregados

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Coletânea de Agregados
Saiba Mais…

Coletânea Série Atmosferas Explosivas

poliuretanoO poliuretano é utilizado como miolo das telhas conhecidas como sanduíche, que possuem chapas de aço galvanizadas na parte externa e miolo em espuma de poliuretano, rígida ou semirrígida. Estas telhas também servem como isolantes termoacústicos. Em 1937, o professor Otto Bayer e sua equipe desenvolveram um processo que, a partir da reação de dois compostos, resultava em um produto de estrutura macromolecular, o poliuretano. Eles são normalmente produzidos pela reação de poliadição de um poliisocianato (no mínimobifuncional) e um poliol ou outros reagentes, contendo dois ou mais grupos de hidrogênio reativos. Os compostos contendo hidroxilas podem variar quanto ao peso molecular, natureza química e funcionalidade. Os isocianatos podem ser aromáticos, alifáticos, cicloalifáticos ou policíclicos. Esta flexibilidade de escolha de reagentes permite obter uma infinita variedade de compostos com diferentes propriedades físicas e químicas, conferindo aos poliuretanos uma posição importante no mercado mundial de polímeros sintéticos de alto desempenho. No final da década de 30, começou na Alemanha a produção comercial de poliuretano: espumas rígidas e adesivos. Na década de 40, surgiram na Alemanha e na Inglaterra os elastômeros e aconteceram as aplicações industriais. Já na década de60, o poliuretano passa a ser utilizado entre duas chapas de aço, para construção de painéis.

Os sistemas principais de obtenção de poliuretanos são: sistema bicomponente de cura ao sistema bicomponente de cura ao ar: poliol + poliisocianato = poliuretano; sistema monocomponente de cura com a umidade do ar: poliisocianato + H2O = poliuretano + CO2; sistema monocomponente de cura em estufa: poliisocianato bloqueado + poliol = poliuretano + agente bloqueante; e sistema não reativo em secagem física: poliuretano em solução + ar ou calor = poliuretano + solvente. Eles são versáteis, mas podem ser definidos em alguns tipos básicos: espumas rígidas: são sistemas bicomponentes normalmente utilizados em sistemas de isolamento térmico e acústico, para modelação, ou para proteção de transportes de peças e equipamentos; espumas flexíveis: são utilizadas em colchões, abafadores, peças automotivas (integral skin),isolamentos acústicos, proteção de equipamentos para transportes,almofadas, bonecos e esculturas, brinquedos, entre outros; elastômeros: utilizados em várias aplicações, como encapsulamentos eletrônicos, amortecedores,sapatas de equipamentos, revestimentos antiderrapantes e resistentes à abrasão, acabamento em produtos promocionais, tubos e dutos,revestimentos de etiquetas, blocos de modelação, entre outros; tintas: normalmente são utilizados em aplicações onde existe a necessidade de bom acabamento, excelente brilho, resistência química, boa aderência, e resistência a UV. Podem ser bicomponentes ou monocomponentes,normalmente os bicomponentes são os de melhor resistência em todos os sentidos.

A espuma rígida de poliuretano é considerada um material de isolamento térmico para a construção civil em geral. Atua como um insumo (componente núcleo) de painéis industrializados, tanto para coberturas como para paredes, estruturais ou de vedação. Quimicamente, o poliuretano é produzido pela reação química entre um isocianato e um poliol e aditivos, onde, dependendo de condições específicas de aplicação e dada a dependência da formulação química, o conjunto formado pelo painel ou placa é denominado de painéis e placas industrializados com espuma rígida de poliuretano, sendo que pode ser aplicado em uma gama extensa de situações.

No caso dos painéis, há três normas técnicas sobre o assunto. A NBR 15366-1 de 05/2006 – Painéis industrializados com espuma rígida de poliuretano – Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio que estabelece requisitos e métodos de ensaios para os painéis fabricados industrialmente com espumas rígidas de poliuretano, bem como para seus componentes. É aplicável aos painéis industrializados com núcleo de espuma rígida de poliuretano para aplicações em edificações e em câmaras frigoríficas. A NBR 15366-2 – Painéis industrializados com espuma rígida de poliuretano – Parte 2: Classificação quanto à reação ao fogo classifica os painéis industrializados com núcleo de espuma rígida de poliuretano quanto à reação ao fogo, aplicáveis à construção civil, e câmaras frigoríficas, compondo paredes, fechamentos laterais e coberturas. E a NBR 15366-3 – Painéis industrializados com espuma rígida de poliuretano – Parte 3: Diretrizes para seleção e instalação em edificações e câmaras frigoríficas que estabelece as diretrizes para a seleção e uso, os procedimentos executivos para instalação dos painéis fabricados industrialmente com espumas rígidas de poliuretano, e as verificações durante os processos executivos dos componentes para aplicações em edificações e em câmaras frigoríficas, e manutenção destes painéis após instalação.

Dessa forma, o poliuretano é utilizado como miolo das telhas conhecidas como sanduíche, que possuem chapas de aço galvanizadas na parte externa do miolo em espuma de poliuretano, rígida ou semirrígida. Estas telhas também servem como isolantes termoacústicos. Pelo seu baixo peso e à auto-aderência durante a espumação, o poliuretano proporciona grande resistência estrutural por um peso baixo por metro quadrado de telhado. Com o seu uso, a perda de materiais, que costuma ter em média de 30% na construção civil, não ocorre, pois o material é fornecido sob medida. A densidade de espuma ideal para telhas é entre 36 e 40 kg/m 3e a exatidão deste valor é determinante para a performance do isolamento termoacústico da telha.

São utilizadas em regiões com elevada concentração de umidade no ar, para evitar o gotejamento interno que ocorre com a condensação da umidade interna quando em contato com as coberturas (quando estas são aquecidas pela ação do sol). Além de solucionar esse tipo de problema, devido o seu isolamento térmico, as telhas sanduíche permitem o uso de menores equipamentos de refrigeração e energia elétrica. Igualmente, o isolamento térmico pode ser feito com placas de poliuretano em tetos, simplesmente colocando a placa na parte interior do telhado. As placas destinadas a esse tipo de isolamento com poliuretano como matéria prima oferecem diversas vantagens, como leveza, fácil manuseio e instalação,resistência, menor volume ocupado, alta durabilidade e baixa condutividade térmica. Dependendo da placa utilizada, pode-se conseguir isolar temperaturas entre -40°C e +120°C.

A espuma rígida de poliuretano é reconhecidamente um dos mais eficientes isolantes térmicos para uso em edificações. Sua propriedade de isolamento com baixas espessuras, oferece, em comparação com outros materiais,vantagens como facilidade de montagem e processamento, baixa condutividade térmica, baixo peso e alta resistência mecânica. Além disso, o isolamento térmico feito com espuma de poliuretano possibilita a redução do consumo de energia elétrica. Segundo os especialistas, é possível obter uma redução do consumo de energia elétrica de 14% a 20%no isolamento térmico de paredes e de 36% a 42% na cobertura com telhas sanduíches.

Um diferencial das espumas de poliuretano é a elevada capacidade de absorção acústica. Essa alta performance está relacionada não só à espuma em si (densidade, passagem de ar), mas também à tecnologia de corte superficial. Como o ruído é emitido em várias faixas de frequência, se estipulou um valor médio de densidade da espuma de poliuretano de modo a abranger o maior número de faixas possíveis. O valor ideal está entre 30 e 36 kg/m 3. Adicionando-se retardantes à chama, obtêm-se espumas de poliuretano autoextinguíveis, as quais também necessitam obter laudos que atestam as normas atendidas já descritas.

Aproveitando a luz natural para a iluminar ambientes conforme as normas técnicas

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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luzA luz natural em edificações tem papel importante para atender a uma série de requisitos funcionais, ambientais e econômicos. Portanto, incorporar a luz natural de forma coerente, otimizando seus benefícios e minimizando impactos negativos, torna-se crucial. O uso adequado da iluminação natural no ambiente interno promove o conforto psicológico, tornando o ambiente agradável e produtivo, proporcionando melhores condições de saúde humana, pois exerce influência importante no ciclo biológico das pessoas. Por outro lado, o consumo de energia nas edificações vem crescendo, especialmente em edificações residenciais. O consumo de energia neste setor aumentou 6,5% no último biênio, enquanto no setor industrial caiu 5,5% no mesmo período. O crescimento do consumo no setor residencial ocorreu principalmente devido às políticas de redução de impostos para alguns bens de consumo durante a crise econômica, além do aumento da renda per capita no país.

Apesar da importância da luz natural em edificações para o conforto do usuário e a necessidade de tornar as edificações mais eficientes, o Brasil ainda está em processo de desenvolvimento de estudos que indiquem efetivamente o que projetistas devem considerar para se beneficiar da luz natural. Há uma carência de conhecimento em relação às variáveis arquitetônicas que influenciam no desempenho da luz natural no espaço construído: qual a profundidade máxima do ambiente para que ele seja iluminado adequadamente com luz natural?; e qual o impacto das proteções solares na profundidade alcançada pela luz natural? A NBR 15215-1 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 1: Conceitos básicos e definições estabelece os conceitos e define os termos relacionados com a iluminação natural e o ambiente construído, agrupando-os em três linhas: termos gerais; componentes de iluminação natural; e elementos de controle. Na verdade, essa norma, sob o título geral “Iluminação natural”, contém as seguintes partes: Parte 1: Conceitos básicos e definições; Parte 2: Procedimentos de cálculo para a estimativa da disponibilidade de luz natural; Parte 3: Procedimento de cálculo para a determinação da iluminação natural em ambientes internos; e Parte 4: Verificação experimental das condições de iluminação interna de edificações – Método de medição.

Nos últimos anos, tem renascido o interesse na promoção das boas práticas de projeto de iluminação natural, por razões de eficiência energética e conforto visual. O uso otimizado da luz natural em edificações usadas principalmente de dia pode, pela substituição da luz artificial, produzir uma contribuição significativa para a redução do consumo de energia elétrica, melhoria do conforto visual e bem-estar dos ocupantes. A luz natural possui uma variabilidade e qualidades mais agradáveis e apreciadas que o ambiente proporcionado pela iluminação artificial. Aberturas, em geral, proporcionam aos ocupantes o contato visual com o mundo exterior e permitem também o relaxamento do sistema visual pela mudança das distâncias focais. A presença da luz natural pode garantir uma sensação de bem-estar e um relacionamento com o ambiente maior no qual os ocupantes estão inseridos.

Desta forma, o objetivo maior da NBR 15215-1, e de outras normas que virão para atender aspectos não tratados, é o de apresentar dados, técnicas e informações básicas num formato conveniente para ajudar aqueles profissionais envolvidos no projeto de edificações a lidar com questões relacionadas à iluminação natural destas. Para tanto, disponibilizam-se métodos de cálculo e verificação dos níveis de iluminação natural no interior das edificações, simples, porém com precisão adequada. A luz natural que incide no ambiente construído é composta basicamente pela luz direta do sol e luz difundida na atmosfera (abóbada celeste). O primeiro passo no desenvolvimento do projeto de sistemas de iluminação natural consiste no conhecimento da disponibilidade de luz proporcionada por estas fontes.

A disponibilidade de luz natural é a quantidade de luz em um determinado local, em função de suas características geográficas e climáticas, que se pode dispor por um certo período de tempo. Dados e técnicas para a estimativa das condições de disponibilidade de luz natural são importantes para a avaliação do desempenho final de um projeto em termos de conforto visual e consumo de energia. Isto refere-se à maneira como varia a quantidade de luz durante o dia e épocas do ano, quanto dura essa iluminação ao longo do dia e os motivos pelos quais as localidades dispõem de mais ou menos luz, face aos parâmetros que influem no cálculo da disponibilidade da luz natural, tais como: os dados relativos à posição do sol; as épocas da determinação, como o dia e o mês do ano; latitude e longitude geográficas; e tipo do céu.

A NBR 15215-2 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 2 – Procedimentos de cálculo para a estimativa da disponibilidade de luz natural estabelece os procedimentos estimativos de cálculo da disponibilidade da luz natural em planos horizontais e verticais externos, para condições de céu claro, encoberto e parcialmente encoberto ou intermediário. Ela é uma referência básica para o desenvolvimento de ferramentas de projeto e trabalhos de pesquisa, uma vez que não é direcionada apenas para projetistas, mas também para qualquer pesquisador interessado na área. Os valores estimados da disponibilidade de luz natural para uma localidade qualquer, de acordo com os procedimentos apresentados nesta parte da ABNT NBR 15215, não devem ser entendidos como valores instantâneos, mas como referenciais para projeto. São dados obtidos por algoritmos universalmente aceitos que, por sua vez, derivam de valores medidos e de modelos estimativos desenvolvidos em diversos países ao longo de várias décadas. Os valores assim determinados apresentam boa confiabilidade, pois levam em conta aspectos da órbita solar relativa a cada latitude, dia e mês do ano, assim como distintas condições atmosféricas. Os algoritmos apresentados nesta parte da ABNT NBR 15215 podem ser utilizados no desenvolvimento de programas computacionais.

Para a caracterização das condições do céu, é utilizado o método da cobertura do céu preconizado pela NOAA (EUA), sendo que a cobertura é estimada visualmente pela observação do montante de cobertura de nuvens. Esta cobertura de nuvens é estimada em percentual e expressa numa escala de 0 a 100%. Assim sendo, apresentam-se as seguintes condições de céus: céu claro: 0% a 35%; céu parcial: 35% a 75%; e céu encoberto: 75% a 100%. A abóbada celeste é considerada como um hemisfério de raio infinito e unitário, tendo no centro o ponto de estudo considerado. A iluminância devida a esta abóbada pode ser determinada a partir da distribuição de luminâncias do céu. Ao integrar-se a contribuição de luz proveniente de cada porção da abóbada por todo o hemisfério, através da sua luminância, tem-se a iluminância total no plano horizontal. Para se determinar a distribuição de luminâncias do céu, a abóbada celeste deve ser subdividida em zonas, assumindo-se um valor de luminância único para cada zona. Há uma figura 5 na norma que apresenta uma subdivisão com 220 zonas com variações angulares de altura e azimute múltiplas de 10°; esta é a subdivisão empregada no método gráfico apresentado na ABNT NBR 15215-4. Observa-se que quanto maior a subdivisão maior a precisão atingida.

Enfim, a luz natural proporciona ao ambiente uma variabilidade que depende do percurso do sol, bem como uma qualidade visual mais agradável e apreciada comparado à iluminação artificial. A relação do usuário com um ambiente iluminado naturalmente é, sem dúvidas, mais estimulante e prazeroso que aquele iluminado artificialmente. Estudos já demonstraram que o ser humano e seu relógio biológico reagem favoravelmente aos estímulos naturais que recebem da luz do dia, proporcionando melhor adequabilidade as atividades diárias e boa sensação de bem estar. Para aproveitamento adequado da luz natural, é importante um estudo acertado no desenvolvimento do projeto arquitetônico para se evitar a incidência da luz solar direta sobre os ambientes. A radiação solar pode gerar um superaquecimento do ambiente interno, principalmente em países de clima quente como o Brasil. Nesse sentido, o estudo de orientação da edificação deve ser feito respeitando as características locais do terreno.

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Salas limpas e ambientes controlados

Revista Digital

Com o objetivo de atender os clientes e usuários, a Target elaborou uma pauta de treinamentos estruturados que oferecem aos participantes os subsídios técnicos necessários para que todos possam estar seguros das melhores práticas existentes no âmbito da engenharia, saúde, segurança no trabalho e gestão empresarial atendendo a legislação vigente. Um corpo docente formado por especialistas reconhecidos em seus setores, garante aos alunos uma formação altamente eficaz e qualificada. O número reduzido de participantes por turma é outro fator que confere eficiência aos Cursos Target. Dessa maneira, cada aluno tem mais oportunidades de interagir pessoalmente com os professores e colegas de sala, potencializando a troca de informações e experiências.
Para aqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target transmite os cursos ao vivo pela Internet, utilizando-se de ferramentas de interação de última geração.

Confira abaixo o catálogo de cursos Target

Revista Digital

salalimpaUtilizadas desde o século passado para que a contaminação de partículas não aumente dentro de um recinto ou sala onde a produção não pode ser feita se houver contaminação prejudicial ao produto, as salas limpas eram construídas com uma tecnologia mais antiga (materiais e ar condicionado) e a um custo condizente com isso. O uso de salas limpas no passado era feito por indústrias farmacêuticas, onde o contaminante particulado ou microorganismo era, e é, indesejável, ou pela indústria eletrônica, na produção de disco rígido ou chips para computadores, onde o particulado submicrônico danificava o funcionamento desses produtos. Seu conceito existia, mas não era ampliado nem aplicado em outros ramos industriais por problemas com custo de produção e implantação ou até mesmo por desconhecimento.

Como o conceito de sala limpa não se limita a um único fim, com o advento de boas práticas de produção nas indústrias farmacêuticas, o seu uso se ampliou para outros ramos industriais, especialmente para a mecânica de precisão, implantes ortopédicos e dentários e, principalmente, na indústria de plástico, na área de produção/acabamento, de controle de qualidade/embalamento, de frascos, os mesmos que irão receber os produtos farmacêuticos. Com o desenvolvimento da tecnologia em ar condicionado, que também caminha a passos largos, o conceito de sala limpa, mas em módulos, ganha espaço no conhecimento em diversos ramos industriais. As salas limpas modulares são recintos em módulos, como o nome está dizendo, que, instalados em locais apropriados, promovem a criação de uma sala limpa com a classificação de acordo com a necessidade do cliente. O conceito de salas limpas modulares baseia-se no conceito de “ilha”, ou seja, um recinto único, onde é exercido um trabalho ou estação de trabalho sob uma qualidade do ar especificado, ficando ao seu redor, fora dessa especificação. São construídas com perfis de alumínio para montantes, vigas longitudinais e transversais para fechamento de teto com difusores motorizados de ar limpo que insuflam o ar para dentro da sala, e por painéis (denominados painéis cegos) em chapa de aço galvanizado.

Nas laterais, o fechamento é de cortinas de PVC translúcido em tiras ou vidro temperado ou Lexxan. O montante pode ser colocado sobre rodízios ou pés fixos e a iluminação interna é feita com lâmpadas fluorescentes, tipo gota. Construídas no formato quadrado ou retangular, oferecem opções para o lay-out a ser aplicado no usuário. A sua versatilidade construtiva é enorme, pois além do uso limitado da sala do ambiente fabril que a contém, possibilita ser deslocado para outro local no mesmo ambiente (com rodízios) ou até mesmo ser desmontada e montada novamente em outro local, quando a fábrica muda de localização (de um município para outro), sem perder o equipamento. Esse atributo de mobilidade interna para atender outra estação de trabalho e de montagem/desmontagem em outra localidade é sua grande vantagem em relação à sala limpa convencional, que muitas vezes não permite ser desmontada ou se o faz é com perda de algum material e com custo de desmontagem que não é desprezível.

A aplicação de rodízios sob os montantes favorece o deslocamento interno, principalmente na indústria de plástico, onde a sala se desloca de uma estação de trabalho de injeção de frascos para outra quando se quer fazer controle de qualidade e embalamento para ganhar versatilidade na produção. O seu custo de implantação é baixo em relação às salas limpas convencionais, o que oferece a esta forma construtiva sua vantagem competitiva. Outros setores industriais deveriam seguir esse conceito de sala limpa modular. Fariam uma economia sensível na implantação e manutenção de sua sala limpa. Dessa forma, o conceito autual de salas limpas envolve os locais onde a qualidade do ar em seu interior é mantida e preservada, através do controle absoluto dos níveis de contaminação e partículas, dentro dos parâmetros (limites) definidos por normativas, para as atividades exercidas no local.

A sala limpa ou clean room é um local de utilização restrita, onde se obter no ar do ambiente, o mais baixo nível de partículas em suspensão, restritas à dimensões previamente estabelecidas. Os hospitais foram os precursores das salas limpas. Cientistas e cirurgiões, descobriram há muitos anos que as bactérias e as infecções estavam intimamente ligadas. Iniciaram então, a redução substancial das infecções, utilizando como anti-séptico, solução de ácido fênico nos instrumentos, no ar e nas mãos dos cirurgiões. Nos hospitais, a área que requer maior atenção no controle das condições de assepsia do ambiente, são os ambientes cirúrgicos. A maior quantidade de bactérias encontradas nos centros cirúrgicos, vem da equipe cirúrgica, sendo resultante de suas atividades durante os procedimentos operatórios. Durante uma cirurgia, a maioria dos membros da equipe cirúrgica está próxima a mesa cirúrgica, criando aumento de concentração de contaminantes, nestes locais, altamente sensíveis.

A aplicação de sistemas de insuflamento pelo forro e de exaustão próximo ao piso, é o preferido pelo corpo médico da área de infectologia, pois propicia maior assepsia na mesa de operação, principalmente quando aplicado concomitantemente como insuflamento laminar e filtros HEPA ou ULPA. As salas limpas de antigamente eram muito similares às de hoje, sendo que a principal causa dos problemas estava justamente na da limpeza do ar, através da ventilação positiva. A utilização do ar exterior também foi importante, pois reduziu a concentração dos fatores contaminantes. Atualmente são muitos os ambientes que necessitam de condicionamento do ar de forma especial, principalmente pela qualidade requerida. Nos hospitais, nos Centros Cirúrgicos, Centros Obstétricos, Centros de Terapia Intensiva, isolamentos de tratamento de doenças infecto-contagiosas, laboratórios de análises e de manipulação. As indústrias microeletrônicas, são umas das mais exigentes, com relação a quantidade de partículas, exigindo um controle rígido dos níveis de possíveis contaminações, visto que na fabricação de circuitos miniaturizados, qualquer partícula, por mais insignificante que possa parecer, pode danificar componentes, interferindo fundamentalmente no padrão de qualidade. Inúmeras vezes já foram constatados problemas sérios, causados pela má qualidade do ar interior em sistemas eletrônicos, devido a grande proliferação de microorganismos em placas, chips, circuitos, etc. Em todos os níveis, com mais ou menos necessidade de controle de contaminação do ar interior, seja por poluentes tóxicos e perigosos, ou por sujidades simples, mas que acabam por macular os processos de fabricação de quaisquer tipos de produtos, ligados ou não diretamente ao sério problema de potencial risco à saúde pública.

Por exemplo, em muitas indústrias de equipamentos pesados, a contaminação passa a ser um problema crítico, em função dos aumentos de custos com devoluções de produtos, pois muitas peças de precisão acabam se deteriorando pela limpeza não eficiente, o que acaba por interferir na qualidade do projeto final. Note-se que neste caso, as salas limpas são também utilizadas nos departamentos de medição, de análises laboratoriais de micro componentes ou de composição de metais em geral. A NBR ISO 14644-4 de 04/2004 – Salas limpas e ambientes controlados associados – Parte 4: Projeto, construção e partida (clique no link para mais informações) especifica os requisitos para o projeto e construção de instalações de salas limpas, porém não prescreve meios tecnológicos ou contratuais específicos para atender à conformidade com esses requisitos. Destina-se a usuários, fornecedores e projetistas de instalações de salas limpas e fornece uma lista de verificação para os parâmetros importantes de desempenho. Proporciona um guia de construção, incluindo requisitos para partida e qualificação. Os elementos básicos de projeto e construção, necessários para assegurar uma operação satisfatória contínua, são identificados levando-se em consideração os aspectos relevantes de operação e manutenção.

A NBR ISO 14644, sob o título geral “Salas limpas e ambientes controlados associados”, deverá conter as seguintes partes: Parte 1: Classificação da limpeza do ar; Parte 2:Especificações para ensaios e monitoramento para comprovar a contínua conformidade com a ISO 14644-1; Parte 3: Metrologia e métodos de ensaio; Parte 4: Projeto, construção e partida; Parte 5: Operação; Parte 6: Terminologia; e Parte 7: Dispositivos de separação (isoladores, miniambientes). As salas limpas e os ambientes controlados associados proporcionam o controle da contaminação por partículas em suspensão no ar, em níveis apropriados, para o desempenho das atividades sensíveis à contaminação.

Entre os produtos e processos que se beneficiam do controle da contaminação do ar estão os de indústrias, tais como, aeroespacial, microeletrônica, farmacêutica, de dispositivos médicos e de tratamento de saúde. Essa parte 4 da ABNT NBR ISO 14644 especifica os requisitos para o projeto e a construção de instalações de salas limpas. Essa norma destina-se a usuários, fornecedores e projetistas de instalações de salas limpas e proporciona uma lista de verificação para os parâmetros importantes de desempenho. Fornece um guia de construção, incluindo requisitos para partida e qualificação. Os elementos básicos de projeto e construção, necessários para assegurar uma operação continuada satisfatória, são identificados levando-se em consideração os aspectos relevantes de operação e manutenção. Essa parte da NBR ISO 14644 é uma de uma série de normas referentes a salas limpas e assuntos correlatos. Vários fatores além do projeto, da construção e da partida devem ser considerados para a operação e o controle das salas limpas e outros ambientes controlados. Esses fatores são tratados com mais detalhes em outras normas internacionais elaboradas pela ISO/TC 209.

A aplicação desta parte da ABNT NBR ISO 14644 restringe-se ao seguinte: os requisitos do usuário são representados pelo comprador ou especificador; os processos específicos a serem alojados dentro das instalações de sala limpa não estão contemplados; a regulamentação de segurança e incêndio não é especificamente considerada. Devem ser respeitados os regulamentos nacionais e locais apropriados; os materiais de processo e as utilidades são considerados somente quanto ao seu encaminhamento entre as diversas zonas de limpeza e dentro destas; quanto à operação inicial e à manutenção, somente são considerados os requisitos específicos de construção da sala limpa. Assim, o item 4 1 em Requisitos diz que devem ser definidos e acordados entre o usuário e o fornecedor os parâmetros listados em 4.2 a 4.18. Nos requisitos abaixo mencionados, são feitas referências aos anexos A a H, os quais são somente informativos.

4.2 Menção do número, da edição e da data de publicação desta parte da ABNT NBR ISO 14644.

4.3 Estabelecimento do papel de terceiros relevantes para este projeto (por exemplo: consultores, projetistas, autoridades reguladoras, organizações prestadoras de serviços). Ver exemplos no anexo C.

4.4 Propósito geral para a utilização da sala limpa, as operações conduzidas em seu interior e quaisquer condições impostas pelos requisitos operacionais (ver exemplos nos anexos A, B e D).

4.5 A classe de limpeza requerida para partículas em suspensão no ar ou exigências requeridas de acordo com as partes relevantes desta Norma (ISO 14644-1, ISO 14698-1, ISO 14698-2 e ISO 14698-3) (ver exemplos no anexo B).

4.6 Os parâmetros ambientais críticos, incluindo seus pontos de ajuste especificados, níveis de alerta e de ação a serem medidos para assegurar a conformidade com os requisitos, junto com os métodos de medição adotados, incluindo calibrações (ISO 14644-2 e ISO 14644-3) (ver exemplos no anexo F).

4.7 O conceito de controle de contaminação, incluindo os critérios de instalação, operação e desempenho, a ser utilizado para alcançar o nível requerido de limpeza (ver exemplos no anexo A).

4.8 Os métodos de medição, controle, monitoramento e documentação requeridos para atingir os parâmetros acordados (ver exemplos nos anexos C e F).

4.9 A entrada ou saída de equipamentos, aparato, suprimentos e pessoal requerido para atender à instalação (ver exemplos no anexo D).

4.10 Os estados de ocupação especificados, selecionados dentre “como construído”, “em repouso” e “em operação”, nos quais os parâmetros requeridos devem ser alcançados e mantidos, incluindo os métodos de controle e as variações em função do tempo (ver exemplos no anexo C).

4.11 O arranjo e a configuração da instalação (ver exemplos no anexo D).

4.12 As dimensões críticas e restrições de peso, incluindo as relacionadas com o espaço disponível (ver exemplos no anexo D).

4.13 Os requisitos de processo e de produto que afetam a instalação (ver exemplos nos anexos B e G).

4.14 A lista de equipamentos de processo com os requisitos de utilidades (ver exemplos nos anexos D, E e H).

4.15 Os requisitos de manutenção da instalação (ver exemplos nos anexos D e E).

4.16 A designação das tarefas para preparação, aprovação, execução, supervisão, documentação, estabelecimento dos critérios, projeto básico, projeto detalhado, construção, ensaios, comissionamento e qualificação (incluindo o desempenho e o testemunho dos ensaios) (ver exemplos nos anexos E e G).

4.17 A identificação e a avaliação das influências ambientais externas (ver exemplos no anexo H).

4.18 As informações adicionais requeridas para aplicações particulares (ver exemplos no anexo H).

Edifícios e residências doentes

NBR 10787 – Concreto endurecido – Determinação da penetração de água sob pressão
A principal modificação em relação à edição anterior da norma é a possibilidade de realizar o ensaio de penetração de água sob pressão em testemunhos extraídos de estruturas de concreto, além de corpos de prova moldados, que já estavam previstos na edição de 1994. O conteúdo técnico realizado após minucioso trabalho de revisão, detalhando a aparelhagem utilizada no ensaio, novas figuras e esclarecimentos de alguns aspectos específicos. Tanto o procedimento do ensaio quanto as referências normativas e o conteúdo do relatório do ensaio foram também atualizados pela Comissão de Estudo. O fato de um concreto ter apresentado baixa penetração de água no ensaio não deve ser estendido automática e indiscriminadamente à estanqueidade das respectivas estruturas. Clique para mais informações.

edificios doentesNormalmente, o primeiro sintoma de edifícios e residências doentes é o cheiro de mofo que aparece ao ligar o aparelho de ar-copndicionado, que surge em decorrência dos fungos que crescem em seu interior. Se o ambiente é escuro e úmido, esse tipo de sistema favorece a proliferação de bactérias e fungos, provocando mau cheiro e queda na eficiência do equipamento. Os componentes onde micróbios tendem a se proliferar são as bobinas de refrigeração, tubos e controladores de calor e filtros de ar. Assim, uma das maiores preocupações nos edifícios e casas é a exposição a microorganismos tóxicos, criando uma grande necessidade de melhorar as condições higiênicas dos sistemas de ar-condicionado, já que as palhetas de alumínio nos sistemas de ar- condicionado, ventilação e calefação são uma fonte importante de populações microbianas). Por essas razões deve-se ter um grande cuidado também com a manutenção de limpeza de equipamento de ar condicionado. Mantê-lo adequadamente limpo já é um grande passo para preservar a sua saúde.

Dessa forma, um edifício ou residência doente apresenta um conjunto de sintomas agudos que se manifestam em prédios contaminados, por bactérias, fungos e ácaros, que podem ser evitados se os aparelhos de ar-condicionado forem devidamente limpos. Esse é um problema que pode se localizar num apartamento, em apenas uma sala ou então no edifício todo. Além disso, é preciso aumentar os cuidados com os aparelhos que ficam com uma parte para fora, pois pode haver transmissão de doenças por conta dos pombos. Mais um motivo para manter a manutenção do aparelho em dia. Os sintomas se mantêm por longos períodos, são diagnosticáveis, crônicos e diretamente relacionados ao ar contaminado, os mais comuns são dor de cabeça, irritação nos olhos, nariz ou garganta, náusea, fadiga mental e física.

Gerenciar os perigos para as pessoas que trabalham ou habitam em locais com sistemas climatizados é fundamental para a qualidade de vida de todos eles. Esses sistemas são projetados para fornecer ar com temperatura e umidade adequadas, livre de concentrações perigosas de poluentes do ar, sendo que o processo mais complexo envolvido na ventilação é o mais importante na determinação de uma boa qualidade do ar interno que pode deteriorar quando uma ou mais partes desse processo forem inadequadas. Em consequência, o controle dos poluentes é a maneira mais efetiva de manter o ar interno limpo. Entretanto, o controle de todas as fontes, ou pelo menos a mitigação de suas emissões, nem sempre é possível ou praticável. A ventilação, natural ou mecânica, é a segunda maneira mais efetiva de proporcionar condições aceitáveis de ar interno.

Antigamente, a maioria dos locais possuía janelas que podiam ser abertas. Deixar um ambiente mal ventilado ser arejado pela abertura de todas as janelas era uma prática comum. Hoje, a maioria dos locais são construídos sem janelas operáveis, isto é, que possam ser abertas pelos usuários (como por exemplo as fachadas de vidro). Assim, se a manutenção e a limpeza dos tubos e do sistema de refrigeração forem precárias, a probabilidade de criação de mofos e fungos é alta.

Existem espécies de fungos que possuem a habilidade de crescer e de se acumularem internamente ou em equipamentos de manipulação de ar são diferentes daqueles que crescem em plantas ou folhas. A condensação e a acumulação de água permitem o crescimento de muitos fungos que podem provocar ou induzir alergias ou outros problemas que não são rapidamente detectáveis por procedimentos médicos comuns. A principal estratégia para diminuir os problemas com microorganismos é evitar ou pelo menos manter o seu crescimento dentro de um nível mínimo. Isso pode ser alcançado de diversas maneiras: remover fontes de água que permitam o crescimento dos fungos; manter a umidade relativa do ar menor que 60%;remover materiais orgânicos porosos claramente infectados, como tapetes embolorados; umidificadores portáteis de ar devem ser evitados em escritórios porque raramente eles são mantidos em condições próprias de uso e acabam se tornando fontes; o uso de filtros eficientes no sistema de tomada de ar externo é importante, para controlar a entrada de esporos de fungos e outros contaminantes biológicos. Eles devem ser trocados periodicamente.

Uma norma que ajuda todo esse processo é a NBR 15848, editada em 2010, que estipula procedimentos e requisitos relativos às atividades de operação e manutenção, para melhoria dos padrões higiênicos das instalações de ar-condicionado e ventilação, contribuindo desta forma para a qualidade. Estabelece ainda procedimentos a serem observados nas construções, reformas e modernização das instalações para minimizar a propagação dos poluentes para as demais áreas da instalação. Os requisitos de projeto dos sistemas de ar-condicionado e ventilação, relativos à qualidade do ar interior, estão previstos na NBR 16401 -3. Importante é que durante a construção os materiais devem ser protegidos da chuva e outras fontes de umidade por procedimentos apropriados de transporte e armazenamento no local. Materiais porosos com sinais visíveis de contaminação microbiológica não devem ser instalados. Materiais não porosos com sinais visíveis de contaminação microbiológica devem ser descontaminados antes da sua utilização. Os materiais de construção dos dutos devem ser limpos antes de iniciar sua instalação, removendo todo o óleo, graxa ou material particulado da sua superfície. Os dutos devem ser construídos de acordo com a NBR 16401-1.

As frequências de limpeza, manutenção, substituição ou verificação das casas de maquinas e partes do sistema devem ser estabelecidas pela necessidade específica de cada sistema. O plano de manutenção deve conter no mínimo os seguintes controles: o procedimento de manutenção para cada casa de máquina e cada tipo de equipamento com as respectivas periodicidades de acordo com recomendações do fabricante; o mapa de programação das atividades para cada casa de maquina e cada equipamento; o conjunto de referências (temperaturas, pressões, tensão, corrente etc.) possibilitando a sua comparação com os dados nominais dos equipamentos, de modo a permitir a tomada de decisão quanto a correções e/ou ajustes necessários; para cada condicionador ou conjunto de condicionadores agrupados em sala de máquinas, o Plano de Manutenção, Operação e Controle deve explicitar a vazão de ar exterior a ser suprida em cada condicionador, conforme cálculo obtido de acordo com o estipulado na NBR 16401-3; a exigência de emissão de ordens de serviço especificas contendo as atividades para cada item de manutenção a realizar. Deve ser elaborado segundo a NBR 13971 e a Portaria MS 3523/98. A norma inclui ainda o Anexo A (normativo) com os parâmetros para a limpeza de dutos; o Anexo B (normativo) com a metodologia do ensaio para avaliar a necessidade de limpeza e a validação da limpeza de dutos; o Anexo C (informativo) com a lista recomendada de verificação da documentação da obra ou reforma; e o Anexo D (informativo) que descreve o controle e gerenciamento da qualidade do ar interior.

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