A conformidade dos perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias

Conheça os requisitos e os métodos de ensaios para perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias, visando assegurar que, após o processo de fabricação atendam aos requisitos mínimos de desempenho.

A NBR 16872 de 06/2020 – Aços e suas ligas — Perfis de aço para esquadrias — Requisitos e métodos de ensaio especifica os requisitos e os métodos de ensaios para perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias, visando assegurar que, após o processo de fabricação atendam aos requisitos mínimos de desempenho. Não é aplicável a balaustradas e balcões, portões e portas corrediças de ferro e aço, fechamento de área, portas de aço onduladas ou frisadas, portas e divisões sanfonadas, revestidas de qualquer material, portas metálicas contra incêndio (corta-fogo), portas pantográficas, portões metálicos e produtos de serralheria artística.

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Qual deve ser a classificação do revestimento da pintura de acabamento em pó ou líquido?

Como deve ser a preparação dos corpos de prova para os ensaios cíclicos acelerados de corrosão?

Qual deve ser a aparelhagem para os ensaios de intemperismo acelerado – UV (câmara de ultravioleta)?

Como deve ser feita a execução do ensaio de intemperismo acelerado – UV (câmara de ultravioleta)?

Uma esquadria ao ser fabricada com perfis de aço e suas ligas assegura ao produto final a resistência ao ataque de agentes corrosivos existentes em nossa atmosfera permitindo ao seu usuário o uso adequado deste produto. A corrosão é um ponto de atenção em uma esquadria em função deste produto metálico estar em contato com o meio ambiente. Esta alteração química pode comprometer o desempenho estrutural dos perfis de aços e suas ligas utilizados em uma esquadria.

Além disso, também pode causar impacto em funções das esquadrias como estanqueidade, fechamento, abertura, travamento, etc. Portanto, a falta de atenção a uma corrosão pode expor os usuários das esquadrias a riscos a sua saúde e segurança bem, como pode ocasionar prejuízo econômico, em função da necessidade de reparos ou da substituição da esquadria fabricada com perfis de aço e suas ligas. Nesta norma são apresentados os processos para que os perfis de aço e suas ligas, proporcionem ao consumidor esquadrias um desempenho satisfatório quanto à resistência estrutural, funcionabilidade, estanqueidade e durabilidade.

Para isso, esta norma apresenta características físico–químicas, processos de pré-tratamento e tratamento de superfície, resistência à corrosão e intemperismo. A partir das premissas mencionadas anteriormente, houve a solicitação da Comissão de Estudos Especial de Esquadrias (CEE-191) para a criação de uma norma técnica que trate deste assunto. Diante do seu escopo de atuação estar na Comissão de Estudos de Perfis Soldados e Conformados a Frio (CE 028:001.004) do Comitê Brasileiro de Siderurgia (ABNT/CB-028), esta demanda foi apresentada e aprovada, e esta norma elaborada tomando por base os seguintes documentos técnicos: NBR 14125, NBR 12609, série ISO 12944, bem como especificações técnicas das associações internacionais QUALISTEELCOAT e QUALICOAT da Suíça, que são referências técnicas em tratamento de superfície e resistência a corrosão consagradas mundialmente, estudando e avaliando produtos na Europa nos últimos 30 anos.

Para a fabricação de perfis de aço para esquadrias deve ser utilizado um dos aços estabelecidos nessa norma. A especificação do aço deve ser acordada entre as partes. Esta norma é aplicável para avaliação da conformidade dos perfis fabricados em aço e suas ligas para esquadrias, e devem ser aplicadas todas as seções desta norma. Os aços para esquadrias devem apresentar uma composição química e propriedades mecânicas, conforme a NBR 5915-2. A composição química e as propriedades mecânicas podem ser comprovadas por relatórios de ensaios de seu fornecedor.

No caso do uso de aços revestidos, aplicar os requisitos da NBR 7008-2, ou NBR 7008-3, ou DIN EN 10346. A composição química e as propriedades mecânicas podem ser comprovadas por relatórios de ensaios de seu fornecedor. O corpo de prova revestido por meio do processo de pintura primer, possuindo ou não pintura de acabamento, deve ser verificado nas faces aparentes conforme descrito nessa norma.

A distância mínima entre o verificador, em pé, e o corpo de prova colocado na posição final em que for utilizado deve ser de (1,5 ± 0,1) m. A iluminação deve estar posicionada entre o verificador e o corpo de prova, de modo que haja uma incidência angular de aproximadamente 60° entre os três pontos, de acordo com a figura abaixo e intensidade de luz deve estar de acordo com a NBR ISO/IEC 8995-1.

Ressalte-se que o corpo de prova revestido por meio do processo de pintura primer, possuindo ou não pintura de acabamento, verificada à vista normal ou corrigida, não pode apresentar os seguintes defeitos de pintura: craqueamento ou gretamento, crateras, descascamento, empolamento ou bolhas, enrugamento, fervura, manchamento nas cores metálicas, riscos, e/ou rugosidades provenientes do processo de pintura; fuga de borda ou falta de cobertura em regiões de sobreposições de chapa, transpasse de perfis ou pontos de solda; outros requisitos de inspeção visual, se superiores aos determinados, e referentes ao tratamento de superfície, devem estar especificados no contrato firmado entre as partes. No Anexo A estão ilustrados exemplos de defeitos na pintura.

Para o ensaio de aderência pelo método de grade, o corpo de prova deve ser revestido por meio do processo de pintura primer, possuindo ou não pintura de acabamento, deve ser ensaiado conforme descrito nessa norma. A determinação da aderência nos corpos de prova pelo método do corte em grade deve ser ensaiada conforme a NBR 11003:2009, 4.2. Todos os corpos de prova (total de três) devem apresentar resultados, conforme a NBR 11003:2009, 5.2 para as seguintes situações: para a pintura primer antes do ensaio de corrosão; para a pintura de acabamento antes do ensaio de corrosão; para a pintura de acabamento após o ensaio de intemperismo acelerado.

Para o ensaio cíclico acelerado de corrosão, o corpo de prova deve ser revestido por meio do processo de pintura primer e/ou pintura de acabamento e deve ter a verificação da resistência à corrosão, conforme os ensaios do Anexo B. Todos os corpos de prova (total de três por tipo de tratamento de superfície) devem, ao término de cada ciclo do ensaio.

Para o ensaio de intemperismo acelerado em câmara de ultravioleta (UV), no corpo de prova revestido por meio do processo de pintura de acabamento, deve ser verificada a resistência ao intemperismo após a exposição por 250 h em câmara de ultravioleta UV, conforme a ASTM G-154[4] e o Anexo C. Todos os corpos de prova devem, ao término do período de exposição, apresentar: aderência da película da pintura conforme grau Gr0; pintura isenta de craqueamento, empolamento e escamação.

Os ensaios conforme descritos a seguir devem ser realizados se o contratante determinar, neste caso, todos os corpos de prova ao término do período de exposição, devem atender aos requisitos

de retenção de brilho e mudança de cor, e deve ser classificado em um dos níveis de desempenho definidos nessa norma na tabela 5 na norma: retenção de brilho ou uma avaliação visual adicional deve ser realizada para revestimentos orgânicos em pó ou líquidos com valor de brilho original inferior a 20 unidades; revestimentos orgânicos em pó ou líquidos com aparência estruturada em todas as categorias de brilho; revestimentos orgânicos em pó ou líquidos com efeito metálico ou metalizado.

API RP 652: os revestimentos de tanques de armazenamento de petróleo

Essa norma, editada em 2020 pela American Petroleum Institute (API), fornece as orientações sobre como alcançar um controle eficaz da corrosão em tanques de armazenamento acima do solo pela aplicação de revestimentos no fundo do tanque. Ela contém as informações pertinentes à seleção de materiais de revestimento, preparação de superfície, aplicação de revestimento, cura e inspeção de revestimentos de fundo de tanque para tanques de armazenamento novos e existentes.

A API RP 652:2020 – Linings of Aboveground Petroleum Storage Tank Bottoms fornece as orientações sobre como alcançar um controle eficaz da corrosão em tanques de armazenamento acima do solo pela aplicação de revestimentos no fundo do tanque. Ela contém as informações pertinentes à seleção de materiais de revestimento, preparação de superfície, aplicação de revestimento, cura e inspeção de revestimentos de fundo de tanque para tanques de armazenamento novos e existentes. Em muitos casos, os revestimentos do fundo do tanque provaram ser um método eficaz para evitar a corrosão interna do fundo do tanque de aço.

O objetivo desta prática recomendada (RP) é fornecer informações e orientações específicas para tanques de armazenamento de aço acima do solo em serviço de hidrocarbonetos. Certas práticas recomendadas também podem ser aplicáveis a tanques em outros serviços. Esta prática recomendada destina-se a servir apenas como um guia. As especificações detalhadas do revestimento do fundo do tanque não estão incluídas. Não designa os revestimentos específicos do fundo do tanque para todas as situações, devido à grande variedade de ambientes de serviço.

A NACE No.10/SSPC-PA 6 e a NACE No. 11/SSPC-PA 8 são normas da indústria para a instalação de revestimentos nos fundos dos tanques. Elas são escritas em linguagem obrigatória e contêm critérios específicos destinados ao uso por pessoas que fornecem especificações escritas para revestimentos de tanques e navios. Estes documentos devem ser considerados ao projetar e instalar um sistema de revestimento para tanques com fundo de aço.

Conteúdo da norma

1 Escopo……………………………. 1

2 Referências normativas…………….. 1

3 Termos e definições………………….. 2

4 Mecanismos de corrosão…………….. 6

4.1 Geral……………………… ………. 6

4.2 Corrosão química………………………… 6

4.3 Corrosão da célula de concentração………….. 6

4.4 Corrosão das células de oxigênio……………….. 7

4.5 Corrosão de células galvânicas………………… 7

4.6 Corrosão influenciada microbiologicamente (MIC)……… 7

4.7 Corrosão por erosão…………………………. 7

4.8 Corrosão relacionada ao atrito…………………. 8

4.9 Corrosão generalizada versus localizada…… …….. 8

4.10 Quebra por corrosão sob tensão………………… 8

4.11 Mecanismos de corrosão internos……………… 8

5 Determinação da necessidade de revestimento do fundo do tanque………………. 9

5.1 Geral……………………. ………. 9

5.2 Revestimentos para proteção contra corrosão…….. 9

5.3 Histórico de corrosão do tanque……………………… 9

5.4 Fundação do tanque……………………………… 10

6 Seleção do revestimento do fundo do tanque……………… 10

6.1 Geral………………………………………. 10

6.2 Zinco inorgânico/silicato de zinco (IOZ)…………….. 11

6.3 Revestimentos inferiores do tanque de filme fino…………….. 12

6.4 Revestimentos de fundo de tanque sem reforço de filme espesso……………… 13

6.5 Revestimentos inferiores reforçados do tanque de filme espesso………………….. 14

6.6 Circunstâncias que afetam a seleção de revestimento… 16

6.7 Seleção de revestimentos internos para tanques que armazenam combustíveis alternativos…………………. 18

7 Preparação da superfície………………………. 20

7.1 Geral…………………………….. …….. 20

7.2 Pré-limpeza…………………………… 21

7.3 Reparo inferior e preparação subsequente de solda e componente………………… 21

7.4 Limpeza da superfície……………………………….. 21

7.5 Perfil de superfície ou padrão de ancoragem………….. 22

7.6 Limpeza com ar e por abrasivo………………………….. 22

7.7 Remoção de sais………………………….. 22

7.8 Remoção de poeira…………………………. 22

8 Aplicação de revestimento…………………. 22

8.1 Geral…………………………….. …….. 22

8.2 Diretrizes para aplicação de revestimento……………… 23

8.3 Controle de temperatura e umidade………………. 23

8.4 Espessura do revestimento………………………. 23

8.5 Cura de revestimento…………………… 23

9 Inspeção…………………………… 24

9.1 Geral…………………….. …….. 24

9.2 Qualificação do pessoal de inspeção………………. 24

9.3 Parâmetros de inspeção recomendados……….. 24

10 Avaliação, reparo e substituição de revestimentos existentes……………….. 25

10.1 Geral………. …….. 25

10.2 Métodos de avaliação…………. 25

10.3 Critérios de avaliação para revestimentos………. 25

10.4 Avaliando a capacidade de manutenção de revestimentos existentes………………………….. 26

10.5 Determinando a causa da degradação/falha do revestimento…………………….. 26

10.6 Reparo e substituição do revestimento……. 26

11 Maximizando a vida útil do revestimento pela seleção e especificação adequadas de material……. 27

11.1 Geral……………………………… 27

11.2 Seleção de material de revestimento…………….. 28

11.3 Especificações escritas………………………. 28

12 Saúde, segurança e meio ambiente………………… 28

12.1 Geral………………………….. 28

12.2 Entrada do tanque……………………. …. 29

12.3 Preparação da superfície e aplicação de revestimento……29

12.4 Folhas de dados de segurança do fabricante…………….. 29

Bibliografia……… 30

ASME B31.5: a tubulação para a refrigeração e os componentes de transferência de calor

Essa norma, editada em 2020 pela American Society of Mechanical Engineers (ASME), especifica os refrigerantes, os componentes de transferência de calor e a tubulação secundária de refrigerante para temperaturas tão baixas quanto -320°F (-196°C), para que sejam montadas nas instalações ou montadas na fábrica. Os usuários são avisados de que outras seções do código de tubulação podem fornecer requisitos para tubulação de refrigeração em seus respectivos países.

A ASME B31.5:2020 – Refrigeration Piping and Heat Transfer Components especifica os refrigerantes, os componentes de transferência de calor e a tubulação secundária de refrigerante para temperaturas tão baixas quanto -320 ° F (-196 ° C), para que sejam montadas nas instalações ou montadas na fábrica. Os usuários são avisados de que outras seções do código de tubulação podem fornecer requisitos para tubulação de refrigeração em seus respectivos países.

Este código não se aplica a sistemas autônomos ou de unidades sujeitas aos requisitos dos Underwriters Laboratories ou de outro laboratório de ensaios reconhecido nacionalmente. Também não se aplica a tubulações de água; tubulação projetada para pressão manométrica externa ou interna não superior a 15 psi (105 kPa), independentemente do tamanho; ou vasos de pressão, compressores ou bombas. No entanto, inclui toda a tubulação para refrigerante e refrigerante secundário de conexão, começando na primeira junta adjacente a esse aparelho.

As principais alterações nesta edição incluem revisões de seções em revestimentos de flanges, aparafusamento de flanges de ferro fundido e materiais de ferro fundido e ferro maleável. Prescreve soluções abrangentes para materiais, projeto, fabricação, montagem, ensaio e inspeção. Também serve como complemento do código B31.1 da ASME em tubulação de energia, bem como de outros códigos da série B31 da ASME.

Juntos, eles permanecem como referências essenciais para qualquer pessoa envolvida com tubulação. A aplicação cuidadosa desses códigos B31 ajudará os usuários a cumprir com as regulamentações aplicáveis em seus países, ao mesmo tempo em que obtêm os benefícios operacionais, de custo e segurança a serem obtidos com as muitas práticas recomendadas do setor, detalhadas nesses volumes. Destina-se a projetistas, proprietários, reguladores, inspetores e fabricantes de componentes de tubulação de refrigeração e transferência de calor.

CONTEÚDO DA NORMA

Prefácio . . . . . . . . . . vi

Lista do Comitê. . . . . vii

Correspondência com o Comitê B31. . . . . .. ix

Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . XI

Sumário de Mudanças . . . . . . . . . . . .. xiii

Capítulo I Escopo e Definições. . . . . .. 1 1

500 Declarações gerais. . . . . .. . .. 1 1

Capítulo II Projeto. . . . . . . . . . . . . . . 10

Parte 1 Condições e Critérios. . . . . . . 10

501 Condições de projeto.. . . . . . . . . . 10

502 Critérios de Projeto . . . . . . . . . . . 11

Parte 2 Projeto de componentes de tubulação . . . . . . . 23

503 Critérios para projeto de componentes de tubulação. . . . 23

504 Projeto de pressão dos componentes da tubulação. . . . . . . 23

Parte 3 Aplicação de projeto da seleção e limitação de componentes de tubulação. . . 33

505 Tubulação  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33

506 Acessórios, dobras e cruzamentos. . . . . . . . . . 34

507 Válvulas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34

508 Flanges, Espaços em Branco, Revestimentos de Flange, Juntas e Parafusos. . . . . . . . . . . . 34

Parte 4 Seleção e limitações das juntas de tubulação . . . . 35

510 Juntas de tubulação . . . . . . . . . . . . . . 35

511 Juntas soldadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

512 Juntas flangeadas . . . . . . . . . . . . . . . 35

513 Juntas expandidas. . . . . . . . . . . . . . . . . 35

514 Juntas roscadas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 35

515 Juntas alargadas, sem flange e de compressão.. . . . . 36

517 Juntas soldadas e brasadas . . . . . . . . . . 36

518 Acoplamentos de luva e outras articulações novas ou patenteadas……36

Parte 5 Expansão, flexibilidade, anexos estruturais, suportes e restrições. ….. 36

519 Expansão e flexibilidade. . . . . . . . . . . . . . . . 36

520 Projeto de elementos de suporte para tubos . . . . . . . . 46

521 Cargas de projeto para elementos de suporte de tubo. . . . . 47

Capítulo III Materiais.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49

523 Materiais – Requisitos Gerais. . . . . . . . . . . . . . . 49

524 Materiais aplicados a peças diversas. . . . . .. . 55

Capítulo IV Requisitos dimensionais.. . . . . . . . . . . . . . . . 56

526 Requisitos dimensionais para componentes de tubulação padrão e não padrão. .. . . . 56.

Capítulo V Fabricação e Montagem. . . . . . . . . . . . . . . . 59

527 Soldagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59

528 Brasagem e soldagem . . . . . . . . . . . . . . . . . . 66

529 Flexão – quente e fria. . . . . . . . . . . . . . . . . 68

530 Formação. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 69

531 Tratamento Térmico. . .. . . . . . . . . . . . . 69

535 Montagem. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 70

Capítulo VI Exame, Inspeção e ensaio. . . . . . . . . . . . . 75

536 Exame. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 75

537 Inspeção. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77

538 Ensaio. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 77

539 Registros . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 78

Apêndice Obrigatório

I Normas referenciadas . . . . . . . . . . . … 79

Apêndices não obrigatórios

A Preparação para perguntas técnicas . . . . . . . . … 82

B Seleção de códigos de tubulação aplicáveis. . . . . .. 83

C Nomenclatura. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . … 85

O Código ASME B31 para Tubulação de Pressão consiste em várias Seções publicadas individualmente, cada uma de acordo com o uma norma nacional norte americana, sob a direção do Comitê ASME B31, Código de Tubulação de Pressão. As regras para cada Seção refletem os tipos de instalações de tubulação consideradas durante seu desenvolvimento. Esta é a seção de código dos componentes da tubulação de refrigeração B31.5 e da transferência de calor. A seguir, nesta Introdução e no texto desta Seção B31.5 do Código, quando a palavra “Código” for usada sem identificação específica, significa esta Seção do Código. Esta seção também inclui apêndices que contêm padrões referenciados (Apêndice obrigatório I), informações que instruem os usuários sobre a seleção de códigos de tubulação apropriados (Apêndice não obrigatório B) e nomenclatura (Apêndice não obrigatório).

É de responsabilidade do proprietário selecionar a Seção de Código que mais se aplica a uma instalação de tubulação proposta. Fatores a serem considerados pelo proprietário incluem limitações da Seção de Código, requisitos jurisdicionais e a aplicabilidade de outros códigos e normas. Todos os requisitos aplicáveis da Seção de Código selecionada devem ser atendidos.

Para algumas instalações, mais de uma seção de código pode ser aplicada a diferentes partes da instalação. O proprietário também é responsável por impor requisitos complementares aos do Código, se necessário, para garantir a tubulação segura para a instalação proposta. (Veja o Apêndice B. Não Obrigatório). O Código especifica os requisitos de engenharia considerados necessários para o projeto e construção seguros de refrigeração, componentes de transferência de calor e sistemas de tubulação de refrigerante secundário. Embora a segurança seja a principal consideração, esse fator sozinho não governará necessariamente as especificações finais de qualquer sistema de tubulação de pressão.

O Código não é um manual de projeto. Muitas decisões que devem ser tomadas para produzir uma instalação de tubulação não são especificadas em detalhes nesse Código. O Código não serve como um substituto para julgamentos sólidos de engenharia por parte do proprietário e do projetista. O Código contém dados de referência básicos e fórmulas necessárias para o design. Pretende-se declarar esses requisitos em termos de princípios básicos de projeto, na medida do possível, complementados com requisitos específicos, quando necessário, para obter uma interpretação uniforme dos princípios. Contém proibições em áreas onde se sabe que práticas ou projetos não são seguros. Em outras áreas, o Código contém avisos ou “sinalizadores” onde se sabe que é necessário cautela, mas onde se considera que uma proibição direta seria injustificada.

O Código inclui o seguinte: referências a especificações de materiais e padrões de componentes aceitáveis para uso do Código; referências a normas dimensionais aceitáveis para os elementos que compreendem sistemas de tubulação; os requisitos para o projeto de pressão de componentes e unidades montadas; (d) requisitos para avaliação e limitação de tensões, reações e movimentos associados à pressão, temperatura, forças externas e para o projeto de suportes de tubos; os requisitos para a fabricação, montagem e montagem de sistemas de tubulação; os requisitos para exame, inspeção e teste de sistemas de tubulação Podem ser usadas unidades norte americanas (USC) ou International System (SI, também conhecidas como métricas) com esta edição.

As unidades habituais locais também podem ser usadas para demonstrar conformidade com este Código. Um sistema de unidades deve ser usado consistentemente para requisitos aplicáveis a uma instalação específica. As equações deste Código podem ser usadas com qualquer sistema consistente de unidades. É de responsabilidade da organização realizar cálculos para garantir que um sistema consistente de unidades seja usado.

É intenção do Código que isso não seja retroativo e que, a menos que seja feito um acordo específico entre as partes contratantes para usar outras questões, ou o órgão regulador com jurisdição imponha o uso de outras questões, o Código mais recente, emitido 6 meses antes de a data original do contrato para a primeira fase da atividade que cobre uma tubulação dos sistema (s), seja o documento de governo para todas as atividades de projeto, materiais, fabricação, montagem, exame e teste dos sistemas de tubulação até a conclusão do trabalho e operação inicial.

Os fabricantes e usuários da tubulação são advertidos contra o uso de revisões menos restritivas do que os requisitos anteriores, sem ter a garantia de que foram aceitas pelas autoridades competentes da jurisdição em que a tubulação será instalada. Os usuários deste Código são aconselhados a que, em alguns locais, a legislação possa estabelecer jurisdição sobre o objeto deste Código.

Este Código de Componentes de Tubulação de Refrigeração e Transferência de Calor é uma seção do Código de Tubulação de Pressão da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME), B31. Esta seção é publicada como um documento separado para simplificar e facilitar a conveniência dos usuários do Código. Os usuários deste Código são avisados de que, em algumas áreas, a legislação pode estabelecer jurisdição governamental sobre o assunto coberto pelo Código. O proprietário de uma instalação de tubulação deve escolher quais códigos de tubulação são aplicáveis à instalação e terá a responsabilidade geral pelo cumprimento deste Código. (Consulte o Apêndice B. Não Obrigatório). O proprietário de uma instalação de tubulação completa terá a responsabilidade geral pelo cumprimento deste código.

É necessário que o projeto de engenharia especifique quaisquer requisitos especiais pertinentes ao serviço específico envolvido. Por exemplo, o projeto de engenharia não deve, para nenhum serviço, especificar uma qualidade de solda menor que a estipulada no par pela qualidade do exame visual exigido pelo Código e pelos tipos de solda envolvidos. Mas, quando os requisitos de serviço exigirem qualidade adicional e um exame não destrutivo mais abrangente, eles deverão ser especificados no projeto de engenharia e em qualquer revisão do mesmo, e quando especificado, o Código exige que eles sejam cumpridos.

O Código geralmente emprega uma abordagem simplificada para muitos de seus requisitos. Um projetista pode optar por usar uma análise mais completa e rigorosa para desenvolver requisitos de projeto e construção. Quando o projetista decide adotar essa abordagem, ele deve fornecer os detalhes e cálculos demonstrando que design, construção, exame e teste são consistentes com os critérios deste Código. Os detalhes devem ser documentados no projeto de engenharia.

API STD 650: a fabricação dos tanques soldados para armazenamento de óleo

Essa norma, editada em 2020 pelo American Petroleum Institute (API), estabelece os requisitos mínimos para o material, o projeto, a fabricação, a montagem e a inspeção de tanques de armazenamento soldados verticais, cilíndricos, acima do solo, de topo fechado e aberto em vários tamanhos e capacidades para pressões internas próximas à pressão atmosférica (pressões internas não excedendo o peso das chapas de teto), mas uma pressão interna mais alta é permitida quando requisitos adicionais são atendidos.

A API STD 650:2020 – Welded Tanks for Oil Storage estabelece os requisitos mínimos para o material, o projeto, a fabricação, a montagem e a inspeção de tanques de armazenamento soldados verticais, cilíndricos, acima do solo, de topo fechado e aberto em vários tamanhos e capacidades para pressões internas próximas à pressão atmosférica (pressões internas não excedendo o peso das chapas de teto), mas uma pressão interna mais alta é permitida quando requisitos adicionais são atendidos. Aplica-se apenas a tanques cujo fundo inteiro é uniformemente suportado e a tanques em serviço não refrigerado que tenham uma temperatura máxima de projeto de 93 ° C (200 ° F) ou menos.

Esta norma fornece à indústria os tanques de segurança adequados e com economia razoável para o uso no armazenamento de petróleo, produtos derivados de petróleo e outros produtos líquidos. Esta norma não apresenta ou estabelece uma série fixa de tamanhos de tanque permitidos, em vez disso se destina a permitir que o comprador selecione o tamanho do tanque que melhor atenda às suas necessidades.

Essa norma destina-se a ajudar os compradores e os fabricantes a encomendar, fabricar e montar tanques e não se destina a proibir os compradores e os fabricantes de comprar ou fabricar tanques que atendam a especificações diferentes das contidas nesta norma. Um marcador (•) no início de um parágrafo indica que há uma decisão ou ação expressa exigida ao comprador.

A responsabilidade do comprador não se limita apenas a essas decisões ou ações. Quando essas decisões e ações são tomadas, elas devem ser especificadas em documentos como requisições, requisições de mudança, folhas de dados e desenhos. Esta norma possui requisitos dados em dois sistemas alternativos de unidades.

O fabricante deve cumprir com todos os requisitos dados nesta norma em unidades SI; ou todos os requisitos dados nesta norma em unidades habituais nos EUA. A seleção de qual conjunto de requisitos (SI ou US Customary) a aplicar deve ser uma questão de acordo mútuo entre o fabricante e o comprador e indicado na Folha de Dados, Página 1. Todos os tanques e acessórios devem cumprir a Folha de Dados e todos os acessórios.

Os tanques montados em campo devem ser fornecidos completamente montados, inspecionados e prontos para as conexões de serviço, a menos que especificado de outra forma. Os tanques fabricados nos locais onde ficarão devem ser fornecidos inspecionados e prontos para instalação. Os anexos desta norma fornecem várias opções de projeto que requerem decisões do comprador, requisitos, recomendações e informações da norma que complementam a norma básica.

Exceto pelo Anexo L, um Anexo se torna um requisito somente quando o comprador especifica uma opção coberta por esse Anexo ou especifica todo o Anexo. A designação normativa deve ser entendida como obrigatória. A designação informativo deve ser entendida como não obrigatória (isto é, são dados informativos, recomendações, sugestões, comentários, amostras e exemplos). O conteúdo dos anexos a esta norma é normativo ou informativo. Normativo” é dividido em

– Sempre necessário (L).

– Necessário se especificado pelo comprador (A, E, J, Y, U, W).

– Necessário se materiais especiais forem especificados pelo comprador (AL, N, S, SC, X).

– Necessário se pressão, vácuo e alta temperatura forem especificados pelo comprador (F, V, M).

– Necessário se componentes ou métodos especiais de projeto ou construção forem especificados pelo comprador (C, G, H, I, O, P).

Todos os outros anexos são informativos (B, D, CE, K, R, T).

O anexo A fornece requisitos alternativos simplificados de projeto para tanques onde há os componentes sob tensão, como placas de carcaça e placas de reforço, e estão limitados a uma espessura nominal máxima de 12,5 mm (1/2 pol.). Incluindo qualquer tolerância à corrosão e cujas temperaturas do metal de projeto excedam os valores mínimos indicados no anexo. O anexo AL fornece requisitos para tanques de alumínio. O Anexo B fornece recomendações para o projeto e construção de fundações para tanques de armazenamento de óleo de fundo plano. O anexo C estabelece requisitos mínimos para coberturas flutuantes externas do tipo pontão e do tipo dois andares.

O anexo D fornece requisitos para o envio de perguntas técnicas relacionadas a esta norma. O anexo E estabelece os requisitos mínimos para os tanques sujeitos a carga sísmica. Um projeto alternativo ou suplementar pode ser mutuamente acordado entre o fabricante e o comprador. O anexo F fornece requisitos para o projeto de tanques sujeitos a uma pequena pressão interna. O anexo G fornece requisitos para coberturas de cúpula de alumínio.

O anexo H fornece requisitos mínimos que se aplicam a um teto flutuante interno em um tanque com um teto fixo na parte superior da carcaça do tanque. O Anexo I fornece detalhes aceitáveis de construção que podem ser especificados pelo comprador para o projeto e construção de sistemas de tanques e fundações que fornecem detecção de vazamentos e proteção de subleito no caso de vazamento no fundo do tanque, e prevê tanques suportados por grelhar.

O anexo J fornece requisitos que abrangem o conjunto completo da oficina de tanques que não excedem 6 m (20 pés) de diâmetro. O anexo K fornece uma amostra de aplicação do método do ponto de projeto variável para determinar as espessuras das placas de revestimento. O anexo L fornece a folha de dados e as instruções para listar as informações necessárias a serem usadas pelo comprador e pelo fabricante. O uso da Folha de Dados é obrigatório, a menos que renunciado pelo comprador.

O anexo M estabelece requisitos para tanques com uma temperatura máxima de projeto superior a 93 ° C (200 ° F), mas não superior a 260 ° C (500°F). O anexo N fornece requisitos para o uso de chapas e tubos novos ou não utilizados que não sejam completamente identificados como cumprindo qualquer especificação listada para uso de acordo com esta norma. O anexo O fornece requisitos e recomendações para o projeto e construção de conexões de fundo para tanques de armazenamento.

O anexo P fornece requisitos para o projeto de aberturas de revestimento que estejam em conformidade com a Tabela 5.6a e a Tabela 5.6b que estão sujeitas a cargas externas de tubulação. Um projeto alternativo ou suplementar pode ser acordado pelo comprador ou fabricante. O Anexo R fornece referências a vários documentos e publicações do setor que fornecem orientações adicionais para considerações específicas sobre design e seleção de materiais, a fim de reduzir ou impedir que mecanismos de corrosão acelerados danifiquem um tanque em serviços de produtos não petrolíferos.

O anexo S fornece requisitos para tanques de aço inoxidável. O anexo SC fornece requisitos para tanques de materiais mistos que utilizam aço inoxidável (incluindo austenítico e duplex) e aço carbono no mesmo tanque para anéis de casca, placas inferiores, estrutura do telhado e outras partes de um tanque que exijam alta resistência à corrosão. O anexo T resume os requisitos para o exame por método de exame e as seções de referência dentro da norma.

As normas de aceitação, qualificações do inspetor e requisitos de procedimentos também são fornecidas. O presente anexo não se destina a ser utilizado isoladamente para determinar os requisitos de exame dentro desta norma. Os requisitos específicos listados em cada seção aplicável devem ser seguidos em todos os casos. O anexo U fornece requisitos que abrangem a substituição do exame ultrassônico em vez do exame radiográfico.

O anexo V fornece requisitos adicionais para tanques projetados para carregamento externo por pressão (vácuo) superior a 0,25 kPa (1 pol./de água). O anexo W fornece recomendações que cobrem as questões comerciais e de documentação. Requisitos alternativos ou suplementares podem ser mutuamente acordados entre o fabricante e o comprador. O anexo X fornece requisitos para tanques duplex de aço inoxidável. O anexo Y fornece requisitos para os licenciados da API que desejam marcar seus produtos com o monograma da API.

As regras desta norma não são aplicáveis além dos seguintes limites de tubulação conectada interna ou externamente ao teto, concha ou fundo dos tanques construídos de acordo com esta norma. Por exemplo, a face do primeiro flange em conexões flangeadas aparafusadas, a menos que sejam fornecidas tampas ou persianas conforme permitido nesta norma. A primeira superfície de vedação para conexões ou acessórios proprietários. A primeira junta rosqueada no tubo em uma conexão rosqueada à carcaça do tanque. A primeira junta circunferencial nas conexões dos tubos de extremidade de soldagem se não for soldada a um flange.

O fabricante é responsável por cumprir todas as disposições desta norma. A inspeção pelo comprador não nega a obrigação de o fabricante fornecer o controle de qualidade e a inspeção necessária para garantir essa conformidade. O fabricante também deve comunicar os requisitos especificados aos subcontratantes ou fornecedores relevantes que trabalham a pedido do fabricante.

O comprador deve especificar na Folha de Dados, Linha 23, os regulamentos jurisdicionais aplicáveis e os requisitos do proprietário que podem afetar o projeto e a construção do tanque e aqueles que se destinam a limitar a evaporação ou liberação de conteúdo líquido do tanque. Quais regulamentos/requisitos, se houver, se aplicam, dependem de muitos fatores, como a unidade de negócios à qual o tanque está atribuído, a pressão de vapor dos líquidos armazenados no tanque, os componentes do líquido armazenado no tanque, a localização geográfica do tanque. tanque, a data de construção do tanque, a capacidade do tanque e outras considerações.

Essas regras podem afetar as questões como quais tanques requerem coberturas flutuantes e a natureza de sua construção; os tipos e detalhes das vedações utilizadas no espaço da borda anular do teto flutuante e nas aberturas no teto. O comprador deve fornecer todas as autorizações de jurisdição que possam ser necessárias para a montagem do (s) tanque (s), incluindo licenças para o descarte da água do ensaio hidráulico. O fabricante deve fornecer todas as outras permissões necessárias para concluir ou transportar o tanque.

O comprador se reserva o direito de fornecer pessoal para observar todo o trabalho da loja e do local de trabalho dentro do escopo do trabalho contratado (incluindo testes e inspeção). Esses indivíduos devem ter acesso total e gratuito para esses fins, sujeitos a restrições de segurança e cronograma. Nessa norma, o texto que indica que o comprador aceita, concorda, revisa ou aprova o projeto, o processo de trabalho, a ação de fabricação do fabricante, etc., não deve limitar ou aliviar a responsabilidade do fabricante de obedecer aos códigos de projeto especificados, especificações do projeto e desenhos e mão de obra profissional.

O fabricante deve informar o comprador sobre quaisquer conflitos identificados entre esta norma e qualquer documento referenciado pelo comprador e solicitar esclarecimentos. Nesta norma, o texto que indica que qualquer questão em particular está sujeita a acordo entre o comprador e o fabricante deve ser interpretado como exigindo que tal contrato seja documentado por escrito. Para os requisitos de documentação, deve-se atentar para o Anexo W e a Folha de Dados para que cobrem os vários documentos a serem desenvolvidos para o tanque. Quanto às fórmulas, onde as unidades não estiverem definidas nessa norma, deve- usar as unidades consistentes (por exemplo, pol., pol.2, pol.3, lbf/pol.2).

A identificação dos gases em cilindros

Aplica-se à identificação dos gases para uso industrial, medicinal, combate a incêndio, mergulho e outros.

Confirmada em dezembro de 2019, a NBR 12176 de 09/2010 – Cilindros para gases – Identificação do conteúdo fixa os requisitos exigíveis para identificação dos gases em cilindros. Aplica-se à identificação dos gases para uso industrial, medicinal, combate a incêndio, mergulho e outros. Esta norma não se aplica aos cilindros contendo gases liquefeitos de petróleo (GLP) e não se aplica a cilindros com capacidade hidráulica superior a 150 L que estejam montados em unidades de transporte. A data limite para adequação dos cilindros de gases medicinais às prescrições desta norma é dezembro/2013.

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Como se define o gás e a mistura de gases para uso medicinal?

Como deve ser feita a estampagem do cilindro?

Como deve ser feita a identificação de gases e misturas de gases para uso medicinal?

Qual é o padrão de cores dos cilindros?

Algumas definições são importantes. Por exemplo, um cilindro recipiente para acondicionamento dos gases sob pressão é constituído de base, fundo, corpo, calota e gargalo. O colarinho é a peça cravada ao gargalo para atarraxar ou outra modalidade de fixar o capacete (ver figura abaixo). O corpo é a parte do cilindro limitada externamente por uma superfície de revolução, cuja geratriz é um segmento de reta e cujo raio de geração é a metade do diâmetro externo do cilindro (ver figura abaixo). O fundo é a parte que veda completamente o cilindro, oposta à calota (ver figura abaixo). O gargalo é a parte do cilindro na qual existe um furo roscado para atarraxamento da válvula (ver figura abaixo).

Já o gás especial é o gás não constante na tabela abaixo, ou gás sob especificação de tolerância definida, acompanhado de certificado de análise ou submetido a controle de qualidade estatístico. O gás e mistura de gases para uso medicinal é o gás ou mistura de gases destinado a tratar ou prevenir doenças em humanos ou administrado a humanos para fins de diagnóstico médico ou para restaurar, corrigir ou modificar funções fisiológicas, conforme definido na RDC nº 69, da Anvisa. A mistura especial é a mistura intencional contendo pelo menos um gás não constante na tabela abaixo, ou mistura contendo um gás sob especificação de tolerância de composição definida, acompanhada de certificado de análise ou submetida a controle de qualidade estatístico, ou ainda mistura composta de quatro gases ou mais.

A identificação de um gás, ou de uma mistura de gases, deve ser feita obrigatoriamente pela (s) cor (es) da pintura na calota do cilindro que o contém. As exceções a essa prescrição estão descritas abaixo. A identificação dos gases considerados comercialmente puros deve ser feita pelas cores indicadas na tabela abaixo.

A identificação das misturas binárias deve ser feita pela combinação das cores indicadas para cada gás, na Tabela acima, e dispostas na calota. A identificação das misturas ternárias deve ser feita pela combinação das cores indicadas para cada gás e dispostas na calota. A identificação das misturas especiais deve ser feita pela pintura da cor bege (Munsell 10YR 7/6), na calota do cilindro.

No caso de cilindro com duas calotas, a pintura de identificação do gás deve ser aplicada em ambas as calotas. Os gases e misturas de gases para uso medicinal devem ter a identificação deve ser conforme indicado na Tabela A.2 (disponível na norma). A identificação do ar comprimido para aparelhos de respiração autônoma deve ser feita com a cor amarela (Munsell B 114), pintada no cilindro por inteiro.

A identificação do nitrogênio para uso em sistemas contra incêndio deve ser feita com a cor cinza claro (Munsell N 6,5), pintada na calota e no corpo do cilindro, e com a cor vermelho-segurança (Munsell 5 R 4/14), pintada numa faixa no centro do corpo. A identificação do dióxido de carbono para uso em sistemas contra incêndio deve ser feita com a cor vermelho-segurança (Munsell 5 R 4/14), pintada no cilindro por inteiro.

A identificação dos gases e misturas, independentemente da proporção para uso em atividades subaquáticas (mergulho), deve ser feita com as cores dispostas conforme a Tabela A.4 e a Figura B.2 (disponíveis na norma). A pintura do corpo do cilindro só é padronizada e obrigatória para os casos previstos e já descritos.

Para os demais gases ou misturas, a pintura do corpo do cilindro fica a critério da empresa distribuidora do gás ou do proprietário do cilindro optar entre as seguintes alternativas: para cilindro de alumínio ou de material resistente à corrosão, deixar o metal sem qualquer tipo de pintura; pintar somente com a pintura de base (primer); ou c) pintar com a cor especificada na tabela acima, correspondente à cor do gás contido no cilindro ou, no caso de misturas, à cor do gás de maior proporção.

No corpo do cilindro pode ser pintado o nome ou sigla que identifique a empresa distribuidora do gás ou proprietário do cilindro. No colarinho e no capacete, a pintura, bem como qualquer outra marcação adicional, deve ficar a critério da empresa distribuidora do gás ou do proprietário do cilindro.

As cores mencionadas nesta norma devem atender aos padrões da Tabela A.5 (disponível na norma). São toleradas variações de cor em torno dos padrões adotados e referenciados pelo sistema Munsell, de tal forma que não excedam uma unidade nos atributos fixados e expressos em algarismos separados por um traço inclinado e 2,5 unidades nos atributos fixados pelos números seguidos por letras que precedem essa fração, não sendo permitidas variações simultâneas dos três atributos.

Exemplo: A cor bordô para o acetileno pode ser: (7,5 a 10) R (3 a 4)/8; ou (7,5 a 10) R 3/(8 a 9); ou 7,5 R (3 a 4)/(8 a 9). Cada cilindro deve ter sempre aposto em sua calota um rótulo contendo as seguintes informações: identificação e opcionalmente fórmula química ou nome comercial do gás ou mistura; características, riscos e recomendações de segurança no transporte, uso e manuseio; concentração mínima, no caso de gás puro, ou nome dos componentes, no caso de misturas; símbolo de risco do produto, conforme a NBR 7500; número conforme a Portaria no 420, do Ministério dos Transportes; quantidade líquida de produto contida no cilindro, nas seguintes unidades: — metro cúbico (m³), referido a 21 °C e 101,32 kPa, para gases permanentes, ou seja, gases que permanecem em estado gasoso sob qualquer pressão à temperatura de 21 °C; quilogramas (kg), para fluidos que, comprimidos em cilindros, permanecem em fase líquido/gás na temperatura de 21°C, ou para gases dissolvidos sob pressão, por exemplo: acetileno.

No caso de gases ou misturas para uso medicinal, o rótulo deve atender também às Resoluções RDC nº 69 e RDC nº 70 da Anvisa. Este rótulo não pode ser colocado de forma a impedir a leitura da marcação, especificada em sua norma de fabricação.

Corrosão: os requisitos normativos para a proteção anticorrosiva

corrosãoA corrosão é um processo resultante da ação do meio sobre um determinado material, causando sua deterioração. A primeira associação que se faz é com a ferrugem, a camada de cor marrom avermelhada que se forma em superfícies metálicas. Apesar da estreita relação com os metais, esse fenômeno ocorre em outros materiais, como concreto e polímeros orgânicos, entre outros.

Sem que se perceba, os processos corrosivos estão presentes direta ou indiretamente no cotidiano, pois podem ocorrer em grades, automóveis, eletrodomésticos e instalações industriais. Do ponto de vista econômico, os prejuízos causados atingem custos extremamente altos, resultando em consideráveis desperdícios de investimento. Isso sem falar dos acidentes e perdas de vidas humanas provocados por contaminações, poluição e falta de segurança dos equipamentos.

Estima-se que uma parcela superior a 30% do aço produzido no mundo seja usada para reposição de peças e partes de equipamentos e instalações deterioradas pela corrosão. Cientificamente, o termo corrosão tem sido empregado para designar o processo de destruição total, parcial, superficial ou estrutural dos materiais por um ataque eletroquímico, químico ou eletrolítico. Com base nesta definição, pode-se classificar a corrosão em: eletroquímica, química e eletrolítica.

A NBR 6181 de 04/2003 – Classificação de meios corrosivos classifica os ambientes corrosivos normalmente encontrados no Brasil, resultado de observações e experiências realizadas em diversas regiões naturais e industriais, para se estabelecer um sistema de pintura com finalidade de proteção anticorrosiva. Para os efeitos dessa norma, os meios corrosivos são ordenados em função de seu estado físico nas condições ambientais (25°C e 1 atm): líquido, gasoso e sólido.

Nos meios corrosivos líquidos:

Soluções aquosas alcalinas, pH > 7,5.

Solução aquosa alcalina – aquela que contém em solução compostos básicos dissolvidos, em especial os hidróxidos de sódio, potássio, cálcio, lítio ou magnésio (Código L.B.).

Solução aquosa contendo sais alcalinos oxidantes – aquela que contém em solução sais alcalinos oxidantes dissolvidos, em especial os hipocloritos de sódio ou de cálcio (Código L.B.3.5).

Água do mar – aquela oriunda de mares e oceanos, e que apresenta, além do pH básico, os seguintes compostos em solução: cloreto de sódio, cloreto de magnésio, sulfato de magnésio, sulfato de cálcio, sulfato de potássio, carbonato de cálcio, brometo de magnésio etc. (Código L.B.4.5).

Solução aquosa contendo sais alcalinos dissolvidos, em especial o sulfito ou sulfeto de sódio, o fosfato trissódico, ou o carbonato de sódio (Código L.B.5).

Água amoniaca l – aquela que apresenta amônia dissolvida (Código L.B.6).

Soluções aquosas neutras, 6,0 ≤ pH ≤ 7,5.

Solução contendo sais neutros oxidantes – aquela que contém em solução os sais neutros oxidantes dissolvidos, em especial, nitrato de sódio, cromato ou clorato de sódio, ou permanganato de potássio (Código L.N.3.5).

Solução aquosa contendo sais neutros – aquela que contém em solução sais neutros dissolvidos, em especial, os cloretos de sódio ou potássio, e os sulfatos de sódio, potássio ou cálcio (Código L.N.4.5).

Água doce – aquela encontrada em rios e lagos, além de fontes subterrâneas (Código L.N.22).

Água potável – aquela em estado natural ou quimicamente tratada, própria para consumo humano (Código L.N.23).

Água desmineralizada e/ou deionizada – aquela resultante de processos de destilação, desmineralização ou deionização, caracterizando-se por possuir baixo teor de sólidos dissolvidos, além de baixa condutividade elétrica (Código

L.N.24).

Soluções aquos as ácidas, pH < 6,0.

Fortes – aquelas que contêm em solução ácidos fortes, ou seja, ácidos que se ionizam facilmente. Exemplo: ácidos clorídrico, sulfúrico, fluorídrico etc. (Código L.A.1).

Fracas – aquela s que contêm em solução ácidos fracos, ou seja, ácidos que não se ionizam facilmente. Exemplo: ácidos fórmico, oxálico, acético etc. (Código L.A.2).

Oxidantes – aqu elas que podem conter em solução ácidos fortes ou fracos, e que aceleram a corrosão participando de reações catódicas. Exemplo: ácidos nítrico, nitroso, perclórico, hipocloroso, crômico etc. (Código L.A.3).

Solução contendo sais oxidantes – aquela que contém em solução sais oxidantes dissolvidos, em especial cloretos, nitratos e sulfatos cúpricos, férricos ou mercúricos. Tais sais participam de reações catódicas, acelerando a taxa de corrosão (Código L.A.3.5).

Solução contendo sais – aquela que contém em solução sais dissolvidos, em especial sulfato de alumínio, sulfato de amônia etc. (Código L.A.5).

Solução contendo compostos de enxofre – aquela que contém em solução de compostos enxofre dissolvidos, em especial o ácido sulfídrico (H2S) e/ou dióxido de enxofre (SO2) (Código L.A.7).

Compostos líquidos orgânicos – aqueles oriundos de fontes vegetais ou animais, podendo também ser obtidos através de síntese de compostos orgânicos, mas que, independentemente de sua fonte, contêm cadeias de átomos de carbono em sua estrutura molecular. Estes compostos ou são corrosivos ou apresentam corrosividade em virtude de impurezas neles contidas.

Hidrocarboneto s alifáticos – Compostos orgânicos que contêm somente elementos hidrogênio e carbono, podendo sua configuração estrutural estar disposta em cadeias abertas (alcanos, alcenos etc.) ou fechadas (cicloalcanos, cicloalcenos etc.) (Código O.8).

Hidrocarboneto s aromáticos – Compostos orgânicos que contêm somente elementos hidrogênio e carbono, tendo em sua configuração estrutural o anel benzênico (Código O.9).

Álcoois – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral R-OH, onde R é um radical alquila. Exemplo: álcool etílico, metílico etc. (Código O.10).

Fenóis – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral Ar-OH, onde Ar é um radical arila. Exemplo: fenol, cresol etc. (Código O.11).

Compostos halogenados – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral R-X ou Ar-X, onde R é um radical alquila, Ar um radical arila e X um halogênio. Exemplo: cloreto de metileno, clorobenzeno etc. (Código 0.12).

Éteres – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral R-O-R1 R-O-Ar ou Ar-O-Ar1, onde R e R1 são radicais alquila e Ar e Ar1 são radicais arila. Exemplo: éter etílico, éter etil-fenílico, éter fenílico etc. (Código O.13).

Aminas – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral R1 NH2 , R1 R2 NH ou R1 R2 R 3 N, onde R1 R2 R 3 são radicais aquila e/ou arila. Exemplo: metilamina, anilina etc. (Código O.14).

Aldeídos – Com postos orgânicos que têm como fórmula geral R1 – CHO, onde R1 pode ser um radical alquila ou arila. Exemplo: metanal, propanal, benzaldeído etc. (Código O.15).

Cetonas – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral R1 R2 CO, onde R1 e R2 podem ser radicais alquila ou arila. Exemplo: propanona, butamona etc. (Código O.16).

Glicóis – Álcoois diidroxilados – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral R-(OH)2. Exemplo: 1.2 etanodiol, 1.2 propanodiol etc. (Código O.17).

Amidas – Compostos orgânicos que têm como como fórmula geral R CONH2, onde R pode ser um radical alquila ou arila. Exemplo: acetoamida, benzamida etc. (Código O.18).

Ésteres – Compostos orgânicos que têm como fórmula geral R1 COO R2, onde R1 e R2 podem ser radicais alquila e/ou arila. Exemplo: acetato de etila, benzoato de etila etc. (Código O.19). Para cada meio corrosivo é estabelecido um código alfanumérico que permite, com facilidade, a seleção dos sistemas de pintura.

Meios corrosivos gasosos

Atmosfera úmida básica : Aquela cuja umidade relativa do ar é maior ou igual a 60% e apresenta pH do condensado maior que 7.5 (Código G.B.20).

Meios corrosivos sólidos: Face à sua importância, apenas o solo será considerado como meio corrosivo sólido.

As tabelas A.1 e A.2 do anexo A ilustram o critério para a nomenclatura alfanumérica referida.

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