As diretrizes normativas para incorporar o ecodesign

Segundo os especialistas, o ecodesign pode ser definido como um método de desenvolvimento de produtos que objetiva a redução do impacto ambiental e usa a criatividade para gerar produtos e processos mais eficientes sob o ponto de vista da sustentabilidade. Alguns pesquisadores propõem a integração de requisitos de aspectos ambientais aos requisitos usuais do projeto de produto em que predominavam, essencialmente, os aspectos técnicos e econômicos. No passado, houve a difusão do conceito de eco-concepção de produtos leves: antes, durante e após o uso, a manutenção do equilíbrio do produto com o meio ambiente é tão importante quanto a exeqüibilidade técnica, o controle de custos e a demanda de mercado relativa ao mesmo.

A idéia do ecodesign surgiu na década de 1990, quando a indústria eletrônica dos EUA procurava minimizar o impacto no meio ambiente decorrente de sua atividade. A American Electronics Association formou uma força-tarefa para desenvolver projetos com preocupação ambiental e providenciar uma base conceitual que beneficiasse primeiramente os membros da associação. Desde então, o nível de interesse pelo assunto cresceu e os termos ecodesign e Design for Environment passaram a ser mencionados em programas de gestão ambiental.

No ecodesign, o projetista seleciona e articula soluções de projeto segundo seu impacto no ciclo de vida do produto: fabricação, embalagem, uso, troca de peças e fim de vida. O projetista objetiva a utilização do produto, pois o mesmo não é independente nem homogêneo e exige outros produtos e atores para a sua fabricação, o seu transporte e o seu uso, em uma abordagem transversal e multidisciplinar. A multidisciplinaridade do ecodesign, considerando que o desenvolvimento de um novo produto não é um processo linear e repetitivo, é complexo, pois interações inesperadas entre o produto e o meio podem surgir, requerendo o uso de modelos não-lineares para o seu teste.

Como fatores que influenciam a implementação do ecodesign, pode-se dizer que há uma pressão externa de requisitos legais; influências econômicas internas; percepção e valorização do consumidor; e disponibilidade de novas tecnologias. A adoção de práticas do ecodesign pode auxiliar a estratégia de manufatura ao incorporar, na gestão, aspectos relativos ao controle ambiental.

Nesse sentido, cita-se, como exemplo, a estratégia de manufatura baseada nos princípios do Sistema Toyota de Produção que favorece a preservação de recursos, uma vez que visa eliminar as perdas dos processos produtivos e reduzir significativamente todas as atividades que não agregam valor sob o ponto de vista do cliente.

A NBR ISO 14006:2014 – Sistemas da gestão ambiental — Diretrizes para incorporar o ecodesign fornece as diretrizes para ajudar as organizações a estabelecer, documentar, implementar, manter e melhorar continuamente sua gestão do ecodesign como parte de um sistema de gestão ambiental (SGA). Destina-se a ser usada por aquelas organizações que implementaram um SGA de acordo com NBR ISO 14001, mas pode ajudar a integrar o ecodesign em outros sistemas de gestão. As diretrizes são aplicáveis a qualquer organização independentemente de seu tamanho ou atividade.

Ela se aplica aos aspectos ambientais relacionados ao produto que a organização pode controlar e aos que ela pode influenciar. Não estabelece por si própria os critérios específicos de desempenho ambiental e não é destinada à finalidade de certificação.

A preocupação global sobre danos ao meio ambiente (por exemplo, sob a forma de mudanças climáticas, da depleção dos recursos e da poluição ambiental do ar, da água e do solo) está incentivando as organizações a prestarem mais atenção na gestão dos impactos ambientais de suas atividades e produtos, além de focar continuamente na melhoria de seu desempenho ambiental. A fim de reduzir efeitos prejudiciais no meio ambiente, um número cada vez maior de organizações está reconhecendo a necessidade de incluir o desempenho ambiental no projeto de seus produtos. O termo “produto” abrange tanto bens como serviços.

O fato da legislação relacionada ao impacto ambiental de produtos estar sendo implementada em um ritmo crescente no mundo inteiro também está incentivando muitas organizações a melhorar o desempenho ambiental de seus produtos. Tais organizações precisam de orientação sobre como aplicar seus esforços de uma maneira sistemática, a fim de atingir objetivos ambientais e manter a melhoria contínua no desempenho ambiental de seus produtos, assim como de seus processos.

O ecodesign pode ser compreendido como um processo integrado no projeto e desenvolvimento de produto, que visa reduzir impactos ambientais e melhorar continuamente o desempenho ambiental dos produtos, durante todo o seu ciclo de vida, desde a extração da matéria prima até o fim da vida. A fim de beneficiar a organização e assegurar que ela atinja seus objetivos ambientais, pretende-se que o ecodesign seja realizado como parte integral das operações de negócio da organização.

O ecodesign pode ter implicações para todas as funções de uma organização. A fim de realizar o ecodesign de uma maneira sistemática e administrável, pretende-se que as organizações implementem um processo apropriado e então tenham, ou tenham o acesso, a competência necessária para realizar e controlar este processo. Isto necessita de suporte da alta direção (ver 4.2).

Um processo de ecodesign ocorre na área de projeto e desenvolvimento da organização, e é aqui que o conhecimento requerido na execução e controle do ecodesign é encontrado. Contudo, quando se pretende que o ecodesign seja realizado com o apoio de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), então a pessoa responsável pelo SGA precisa compreender o que é este processo e como será administrado e controlado.

Desta maneira, a integridade do SGA não é ameaçada e os objetivos ambientais para os produtos podem ser atingidos. As áreas de conhecimento requeridas para incorporar o ecodesign dentro de um SGA são as seguintes: a avaliação do impacto dos produtos no meio ambiente; a identificação de medidas apropriadas no ecodesign para reduzir os efeitos adversos de impactos ambientais; o processo de projeto e desenvolvimento e uma compreensão de como um processo de ecodesign e sua gestão se encaixam em um SGA.

As duas primeiras áreas anteriormente mencionadas são provavelmente situadas dentro da área de projeto e desenvolvimento, mas a terceira é claramente de maior significância para a pessoa responsável pelo SGA. Esta norma fornece principalmente a orientação nesta terceira área, sendo a primeira a cobrir e relacionar todas as três áreas do conhecimento requeridas para o ecodesign dentro de um SGA.

A NBR ISO 14001 conecta a gestão dos processos de uma organização aos impactos ambientais, mas não inclui processos da gestão do projeto. A ABNT NBR ISO 9001 cobre o processo da gestão do projeto, mas não cobre explicitamente impactos ambientais. A ABNT ISO/TR 14062 e a NBR IEC 62430 ajudam na incorporação da avaliação de aspectos e de impactos ambientais no processo de projeto e desenvolvimento mas, como tal, não explicam inteiramente as atividades envolvidas dentro de uma estrutura de gestão ambiental e de negócio, como aquelas descritas na NBR ISO 14001.

A Figura abaixo ilustra a relação entre as normas brasileiras acima mencionadas, seu escopo de conhecimento e sua relação com esta norma, que conecta todas as três áreas e documentos relacionados. Esta norma incorpora a informação necessária das outras normas brasileiras, de forma que os devidos processos e os procedimentos possam ser adequados para implementar um ecodesign estruturado e gerenciado com o apoio de um SGA. Usando esta norma, as organizações podem construir em seus processos e competências da gestão existentes sem ter que necessariamente implementar ou usar cada uma das normas brasileiras relacionadas.

ecodesign1

Ao aplicar esta norma, pretende-se que uma organização use sempre seus processos e procedimentos existentes como um ponto de partida, e que use as diretrizes desta norma de uma maneira flexível e prática. Fornece diretrizes para apoiar as organizações no estabelecimento de uma abordagem sistemática e estruturada à incorporação e à aplicação de um processo do ecodesign dentro de um SGA, como aquele descrito na NBR ISO 14001. As diretrizes são destinadas a serem aplicáveis a todas as organizações, independentemente do tipo, do tamanho e do produto fornecido.

Ela contém três seções principais que fornecem orientação à pessoa responsável pelo SGA. A Seção 4 refere-se ao papel da alta direção. Explica os benefícios potenciais do ecodesign e discute as questões estratégicas relevantes para o negócio e para a gestão.

A Seção 5 mostra como um processo do ecodesign pode ser incorporado e gerenciado em um SGA. Fornece diretrizes para tratar o ecodesign como parte de um SGA alinhado com a estrutura da NBR ISO 14001. Os requisitos da NBR ISO 14001:2004 são apresentados em caixas de texto e, para cada subseção, é dada orientação específica sobre como ela se relaciona ao processo do ecodesign. As atividades de projeto e desenvolvimento de produto de uma organização são o foco de 5.4.6, que incorpora o método descrito na NBR ISO 9001:2008, 7.3 (cujos requisitos são apresentados em caixas de texto), complementados pela orientação específica relativa ao ecodesign.

As atividades de projeto e desenvolvimento de produto de uma organização são o foco de 5.4.6. Embora haja maneiras diferentes de realizar um processo de projeto e desenvolvimento, esta norma segue o método descrito na NBR ISO 9001:2008, 7.3.

A Seção 6 explica como o ecodesign é tratado no processo de projeto e desenvolvimento. O Anexo A complementa a Seção 4, fornecendo informações detalhadas sobre questões estratégicas e o papel da alta direção no ecodesign. O Anexo B apresenta como esta norma se relaciona com as normas brasileiras existentes.

Embora visando principalmente as organizações que têm um SGA tal como aquele descrito na NBR ISO 14001, combinado ou não com um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), esta norma tem valor também para as organizações que somente têm um SGQ. Pode igualmente ser útil para outras organizações sem um SGA ou um SGQ formalizado, mas que estão interessadas em reduzir os impactos ambientais adversos de seus produtos.

O objetivo do ecodesign é integrar aspectos ambientais no projeto e desenvolvimento de produto para reduzir os impactos ambientais adversos dos produtos ao longo de seus ciclos de vida. No esforço para este objetivo, os benefícios múltiplos podem ser conseguidos para a organização, seus clientes e outras partes interessadas.

Os benefícios potenciais podem incluir: econômicos, por exemplo, por meio do aumento da competitividade, da redução de custo, da atratividade de financiamento e dos investimentos; promoção da inovação e da criatividade, e identificação de novos modelos de negócios; redução na responsabilidade legal, por meio da redução dos impactos ambientais e da melhora do conhecimento produto; melhoria na imagem pública (tanto para a imagem quanto para a marca da organização); reforço na motivação do empregado.

As organizações podem obter estes tipos de benefício do ecodesign, independentemente de seu tamanho, de sua localização geográfica, de sua cultura e da complexidade de seus sistemas de gestão. Devido a essa diversidade, seu estilo da operação pode variar substancialmente, mas não afetará os benefícios que podem potencialmente ser obtidos. Nem todos esses benefícios serão necessariamente percebidos simultaneamente ou em curto prazo, devido, por exemplo, às limitações financeiras e tecnológicas.

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A estratégia de marca como diferencial competitivo durante a crise

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Nesse e-book ASQ/Target há a descrição de que o uso de melhoria da qualidade deve ser contínua…

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Marco Piquini

A estratégia da marca promove a coerência entre o que a empresa faz e o que diz que faz, aumentando sua visibilidade e a credibilidade

O ano de 2015 anuncia-se, desde já, cheio de incertezas. A economia promete andar de lado. A situação do mundo não ajuda. A inflação é uma ameaça. A oposição, derrotada nas urnas, acordou de um torpor de mais de uma década e promete o combate democrático, o que indica turbulência política à frente. A sociedade, mais conectada e mobilizada, colocou muitas demandas sobre a mesa e pode novamente sair às ruas. Esse cenário é ruim para as empresas. Muitas já usam da cautela em seus planejamentos, revisando investimentos para baixo.

Mas diante de um quadro como esse, não basta às empresas controlar os custos ou aumentar a eficiência (o que é necessário, claro, mas que todas farão). Só que isso não dará a nenhuma delas uma vantagem competitiva. Num momento de incertezas e dúvidas, sairá na frente a empresa que inovar em termos de mensagem. A que se posicionar de forma transparente acerca de seus valores corporativos e do diferencial de seus produtos, conjugando uma imagem com a qual o cliente se identifique, confie e aposte.

A boa notícia é que a criação de um novo posicionamento, diferenciado e competitivo, é a mais eficiente e duradoura ferramenta de gestão que existe. E em muitos casos, é também a mais barata. Ela está na raiz da cultura das empresas vencedoras, qualquer que seja seu porte.

Ela parte da definição da “estratégia da marca”, que define a visão, o propósito com o qual a empresa se destaca no mundo, que faz ela ser o que ela é. Muitas empresas não fazem ideia do que são, do que representam. Na hora em que se apresentam diante do cliente, não conseguem “marcar presença” ou “causar uma impressão” porque usam discursos que não são seus, mas lugares comuns do mercado.

Já as empresas que sabem o que são e o que representam, porque existem e o que seus produtos significam, chegarão a uma combinação única. Porque essas empresas juntarão o que tem de mais “característico” com o produto que fabricam E ao descobrirem quem são e o que representam, elas definirão com maior segurança sua filosofia empresarial, o desenvolvimento de produtos, o relacionamento com os clientes.

Os empregados terão uma visão mais clara do caminho que tem à sua frente, saberão com maior clareza o que tem de fazer e se sentirão parte de um time atrás de um objetivo. Farão parte de uma “causa” comum. Isso gera engajamento. Para fora, poderão comunicar sua imagem com maior clareza, o que é importante num momento de muito bombardeio midiático em cima de consumidores “fechados”, na defensiva. Já os consumidores que se identificarem com a marca, aderirão à ela uma vez que apresentam uma mensagem que faz sentido para eles.

A “estratégia da marca” promove a coerência entre o que a empresa faz e o que diz que faz, aumentando sua visibilidade e a credibilidade. Por isso, as empresas que apostarem agora e iniciarem seu planejamento para 2015 a partir de sua “estratégia de marca” terão maiores chances de se posicionar de forma contundente e significativa.

Marco Piquini é jornalista de formação, trabalhou como executivo do Grupo Fiat por quase duas décadas. Comandou a comunicação da holding Fiat do Brasil por dez anos e, entre 2007 e 2012, foi diretor de comunicação da Iveco para a América Latina.

Ar condicionado para salas de computadores

computerUm sistema de ar condicionado tem a finalidade de propiciar conforto térmico as pessoas ou a equipamentos especiais. A menos que uma sala possua computadores que necessitem de temperaturas baixas para trabalhar, se as pessoas estão sentindo frio, está havendo desperdício de energia, pois o sistema de ar condicionado esta refrigerando mais do que o necessário.

Deve-se regular o termostato do ar condicionado para uma temperatura onde todos se sintam confortáveis no ambiente de trabalho. Normalmente no que se refere a temperatura de ar condicionado para sala de computadores um padrão de 23°C e 50% de umidade pode ser adotado.

Mas, isto é feito quando existe controle de temperatura e umidade do ar, realizado normalmente em sistemas centrais de ar condicionado. Se o condicionamento for realizado com aparelhos, de janela, splits ou self, o controle restringe-se a temperatura.

Os sistemas de ar condicionado de precisão são projetados pra atender as necessidades de ambientes como data centers, salas de telefonia, switches e hubbies, centrais e coletoras de transmissão de telefonia, ambientes críticos de aplicação em mineração, óleo e gás e todos os ambientes onde o controle preciso de temperatura e umidade, e a confiabilidade extrema do aparelho sejam requeridos.

Esses sistemas são especialmente produzidos para ambientes que precisam de exatidão na temperatura para o bom funcionamento. Contam com especificações de alta vazão de ar, controle de condensação, controle de umidade e temperatura e elementos de proteção e redução de consumo de energia. São muito mais eficientes que os sistemas de ar centrais comuns, pois possuem alto índice de automação com sistemas de alerta contra alteração da temperatura e umidade.

Existem características únicas atingidas com o sistema. O ar condicionado de precisão tem como diferenciais sua durabilidade, confiabilidade, controle preciso de temperatura e umidade, alta vazão e alto fator de calor sensível. Além disso, são desenvolvidos para funcionamento 24 horas continuamente, baixa necessidade de manutenção e baixo consumo de energia.

Ambientes críticos requerem um controle rígido de umidade de 45% no mínimo a 55% no máximo e temperaturas estáveis e precisas. Tudo isso para que os componentes eletrônicos sensíveis funcionem perfeitamente e para que as operações de processamento e armazenamento de dados não sofram consequências, como falhas nos elementos e quedas no sistema. Aproximadamente 25% destes problemas são causados por instabilidades no sistema de ar condicionado.

E quais as diferenças entre ar condicionado de precisão e de conforto? O de conforto é projetado para atender as necessidades físicas de um ambiente voltado exclusivamente para pessoas. Possui baixo custo e é de fácil instalação, pois não possui nenhum componente eletrônico mais elaborado, diferentemente do sistema de precisão. O de conforto trabalha oito horas diárias, regula somente a temperatura, tem baixo custo aquisitivo, baixa vazão de ar e baixo calor sensível. Já o de precisão trabalha ininterruptamente 365 dias, faz a monitoração da temperatura e umidade, tem maior custo aquisitivo, tem alta vazão de ar e alto fator de calor sensível.

Uma norma que acaba de ser confirmada é a NBR 10080 (NB643) de 11/1987 – Instalações de ar condicionado para salas de computadores que fixa condições exigíveis para a elaboração de projetos de instalações de ar condicionado, para salas de computadores. Recomenda-se como critérios básicos de projeto: remover o calor onde é produzido; manter as condições de temperatura e umidade nas faixas especificadas; permitir a flexibilidade da instalação; possuir sistema de filtragem adequado; verificar as condições de conforto térmico resultantes.

Quanto à temperatura e umidade relativa, as recomendações são prescritas em 4.1. temperatura registrada no termômetro de bulbo seco de (22 ± 2)ºC e a umidade relativa de (50 ± 5)% devem ser mantidas, tanto para a sala do computador, como para as demais salas pertencentes ao sistema, tais como: sala de armazenamento de discos, fitas, formulários e cartões. Deve-se ainda observar, que quando o equipamento do computador não estiver em operação, conforme as condições locais, prever o funcionamento do sistema de ar condicionado, para assegurar a manutenção das condições ambientais.

Para o ar exterior, deve-se adotar valores que mantenham pressão positiva na sala de computador e anexos em relação aos ambientes adjacentes. A carga térmica do sistema é constituída pela carga térmica dissipadas pelos equipamentos, que deve ser calculada com base nos dados fornecidos pelos fabricantes dos computadores, e as demais cargas do recinto, conforme os critérios adotados na NBR 6401. Para o insuflamento e retorno de ar, recomenda-se as características prescritas de 7.1 a 7.5.

7.1 Flexibilidade para permitir remanejamento na sala do computador.

7.2 Para remover a carga térmica do computador, recomenda-se ainda que o insuflamento seja por “plenum” sob o piso elevado. O “plenum” deve: ser estanque nos limites da sala; evitar concentração; permitir fácil limpeza; ter dimensões compatíveis à distribuição do ar; e ser isolado termicamente, quando necessário.

7.3 Deve-se evitar a colocação de bocas de insuflamento diretamente na base do computador, para impedir que a umidade excessiva do ar danifique os componentes do mesmo.

7.4 Para atender o conforto humano, o insuflamento deve ser acima da zona de ocupação.

7.5 O retorno do ar deve ser feito ao nível do teto e na região do computador.

Já a filtragem do ar, no caso do ar exterior para renovação e o ar a ser insuflado na sala do computador e de fitas e discos deverão ser filtrados. A classe de filtragem do ar insuflado deverá ser a recomendada pelo fabricante do equipamento do computador. Na falta de informação a filtragem deverá ser no mínimo classe F 1 da NBR 6401. A classe de filtragem do ar exterior deverá ser compatível com as condições externas. Na falta de informação a filtragem deverá ser no mínimo classe G 2 da NBR 6401. Para o nível de ruído, deve-se adotar os níveis 40 NC a 60 NC de acordo com a NBR 6401, com o computador desligado.

O tipo de sistema de ar condicionado a ser adotado para salas de computadores será definido pelo projetista de ar condicionado, em função das recomendações do usuário, projeto arquitetônico, condições do local e outros fatores. Com relação à operacionalidade, quando o sistema de ar condicionado para sala de computadores for parcela de um sistema global maior, recomenda-se que o mesmo seja desvinculado do sistema, permitindo assim a sua operação e controle independentemente do restante do sistema.

O sistema de ar condicionado para sala de computadores deve ter as características: ser passível de expansão; ter condições para funcionamento ininterrupto e para isto os equipamentos essenciais deverão ter reserva, ou possibilidade de serem substituídos através de manobras simples, por outros que normalmente atendam outras áreas condicionadas; ter sua operação e manutenção efetuada sem interferir nos trabalhos da sala de computadores; permitir conexão a um sistema de energia elétrica de emergência.

Recomenda-se instalar um sistema de alarme com sinalização visual e/ou sonora na sala do computador, para indicar desvios das faixas estabelecidas para temperatura e umidade relativa. Recomenda-se a interligação do sistema de ar condicionado ao sistema de proteção contra incêndio. A operação do sistema de ar condicionado deverá ser automática, utilizando os seguintes controles: termostatos para refrigeração e aquecimento, umidostatos para comandar umidificação e/ou desumidificação; chaves de fluxo, termostatos limite e termostatos de segurança.

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A lâmpada certa para cada ambiente

Target Gênius Resposta Direta

Tire suas dúvidas sobre a normas técnicas

Baseado no FAQ, sigla em inglês correspondente a Frequently Asked Questions ou Questões Frequentemente Formuladas, o Target Gênius Resposta Direta (clique no link para se cadastrar e depois acesse cinco respostas gratuitas) é basicamente um conjunto de perguntas mais comuns sobre um determinado assunto nas normas técnicas, acompanhadas das respectivas respostas ou indicações de onde procurá-las, e serve como uma tentativa de facilitar a vida dos clientes, que podem encontrar suas respostas antes mesmo de fazer a pergunta.

lâmpadaHouve um tempo em que substituir uma lâmpada queimada era uma operação simples: bastava remover uma e rosquear a outra. Não havia muito que pensar, afinal todas eram incandescentes. Agora o consumidor pode escolher se quer muita ou pouca luz, iluminação geral ou focada, e decidir entre uma infinidade de lâmpadas halógenas, fluorescentes e LEDs. Dessa forma, a escolha de uma lâmpada depende muito do ambiente e das atividades que serão realizadas nele, no entanto, o tipo escolhido pode fazer diferença na iluminação e também ajudar na decoração tanto na área interna, quanto externa da casa. O ideal é deixar o ambiente aconchegante, a luz adequada e com baixo consumo de energia. Hoje,a as lâmpadas mais usadas nas residências são as incandescentes e incandescentes halógenas, com o formato clássico, geralmente são brancas, intensa e brilhante, fluorescentes compactas que são mais modernas e as tubulares, essas o consumo de energia é 80% menor que as incandescentes e a tonalidade de cor variam entre amareladas e branca. No entanto, novas no mercado, as lâmpadas LED duram cerca de 50 vezes mais e, quanto maior a eficiência da lâmpada, menor o gasto de energia. Segundo o diretor técnico da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux), Isac Roizenblatt, o usuário deve ficar atento para como é importante minimizar o consumo de energia e reduzir os custos. “O ideal é sempre utilizar lâmpadas eficientes e de longa duração, luminárias com bons sistemas ópticos e duráveis providas de controladores de luz eletrônicos”, orienta.

Antigamente, substituir uma lâmpada queimada era uma operação simples: bastava remover aquela e rosquear outra. Com exceção da potência (40, 60, 100 W), não havia muito que pensar, afinal todas eram incandescentes. Agora, comprar lâmpadas se assemelha a comprar um par de sapatos ou um perfume: pode ser um momento agradável se você sabe o que quer ou bastante angustiante são não tem certeza do que procura, ou melhor, do que precisa. Muita luz ou pouca luz? Iluminação geral ou focada? Halógena, fluorescente ou LED? Lâmpada de longa duração porém cara, ou barata mas com vida curta? Existe um tipo de lâmpada ideal para cada ambiente, ou a escolha pode ser feita de acordo com o gosto dos proprietários? “Essas são apenas algumas das questões pelas quais são surpreendidos os consumidores que desejam tornar mais agradáveis e harmoniosos os ambientes onde vivem ou trabalham”, explica Gilberto Grosso, diretor comercial da Avant. “E, sim, iluminação envolve muito o gosto pessoal. No entanto, com algumas orientações o consumidor pode fazer suas escolhas com maiores chances de acerto”.

A sala de estar costuma ser o cômodo de maior permanência, por isso, as lâmpadas mais indicadas são as fluorescentes compactas, que garantem uma iluminação geral e eficiente, sem esquentar demais; e as halógenas, pois sua tonalidade amarela proporciona sensação de conforto. A iluminação focada, obtida com lâmpadas dicroicas, também cai bem, mas devem ser bem distribuídas, pois tendem a aquecer o ambiente. Os LEDs também são ótima opção, pois como não emitem raios infravermelhos ou ultravioleta, não esquentam nem danificam quadros ou móveis antigos. Na cozinha, onde é preciso claridade para manusear utensílios e valorizar os alimentos, o ideal é que as lâmpadas tenham alto Índice de Reprodução de Cor (IRC). Portanto, halógenas e fluorescentes são as mais indicadas.

A lâmpada fluorescente compacta é, de fato, uma alternativa mais econômica, pois pode gerar até oito vezes mais luz com a mesma quantidade de energia, se comparada com as incandescentes. No entanto, não é indicada para locais de curta permanência, como halls e corredores, pois este tipo de lâmpada pode ter sua vida útil prejudicada pelo acender e apagar em curto espaço de tempo. E aí a economia obtida na conta de luz será gasta na aquisição de uma nova lâmpada. Para os dormitórios prefira uma iluminação uniforme e indireta. Há opções de LEDs e halógenas que proporcionam a sensação de relaxamento necessária ao ambiente. Outro recurso interessante são os dimmers, que permitem controlar a intensidade da luz. Em projetos mais inteligentes e sustentáveis, que utilizam LED, pode-se aproveitar a luz natural que entra pelas janelas e, através de sensores, aumentar ou diminuir a quantidade de iluminação artificial em função da claridade necessária. Isso se traduz em conforto para as pessoas e economia de energia. O banheiro costuma ser o ambiente onde mais se cometem erros. Isso porque a iluminação deve ser uniforme e intensa, mas não a ponto de ofuscar ou aquecer demais. Principalmente na bancada da pia evite as lâmpadas refletoras, que criam sombras no rosto de quem se maquia ou faz a barba. Dê preferência às lâmpadas difusas, como as fluorescentes. E, finalmente, analise a quantidade de luz realmente necessária em cada cômodo. Quanto mais eficiente a lâmpada, menos calor ela emite e maior é a economia na conta de luz. Não é incomum encontrar lâmpadas de 300 watts utilizadas em vários pontos de um jardim, por exemplo, onde lâmpadas com 70 watts dariam um efeito bem semelhante e com uma imensa economia de energia.

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O controle de substâncias perigosas em produtos elétricos e eletrônicos

Artigos escolares: no mercado brasileiro, somente de acordo com as normas técnicas

O Inmetro determinou que todos os artigos escolares disponíveis no mercado nacional deverão obter a certificação compulsoriamente. No entanto, os lojistas terão o prazo para adequação de 18 meses, ou seja, a partir de 07 de junho de 2012 e 40 meses, até 07 de abril de 2014, para comercializar os produtos sem a marca de conformidade. O objetivo dessas mudanças visa à segurança dos usuários de artigos escolares que, neste caso, são as crianças. Durante o processo de certificação os artigos escolares passarão por análise em laboratórios, onde serão avaliados basicamente aspectos: químico, mecânico e físico – em alguns casos, também por elétrico e biológico. O objetivo do Inmetro é também assegurar a eficiência do material vendido, para que o consumidor não adquira, por exemplo, canetinhas que ressecam facilmente. Para certificar os artigos escolares os fabricantes nacionais e importadores podem optar pelo Sistema 5 (avaliação do sistema de gestão da qualidade nas fábricas) ou Sistema 7 (lote). Clique para mais informações.

eletronicosA norma ABNT IECQ-QC 080000 descreve os requisitos de gestão das substâncias perigosas em produtos e componentes elétricos e eletrônicos. Ela acompanha a diretiva 2002/95/CE, estabelecida em toda a Europa, sobre a restrição do uso de determinadas substâncias perigosas nesses equipamentos. Definindo os requisitos para o estabelecimento dos processos para identificar e controlar a introdução de substâncias perigosas em produtos elétricos e eletrônicos, no caso de substâncias perigosas eventualmente serem introduzidas nos produtos, a especificação técnica ABNT IECQ-QC 080000, de 2010, descreve a implementação de processos para ensaiar, analisar ou de outro modo determinar o conteúdo de substâncias perigosas e fazer com que estas informações sejam disponíveis ao cliente. Os processos documentados devem ser implementados no sistema de gestão da qualidade e de negócios da organização.

Importante é saber a definição de substância Perigosa que se refere a qualquer material listado nas diretivas REEE (WEEQ, Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrônicos ou RSP (RoHS), Restrição de Substâncias Perigosas e em qualquer requisito adicional do cliente como proibido para uso e é intercambiável com Substância Restrita. Já Livre de Substâncias Perigosas (LSP) refere-se a redução ou eliminação de qualquer material listado nas diretivas REEE ou RSP ou em qualquer outra norma ou regulamento aplicável. Na norma está documentado que cada organização deve incluir em seu sistema de gestão da qualidade ABNT NBR ISO 9001 os procedimentos, a documentação e as praticas de gerenciamento de processo necessários para realizar produtos e processos de produção LSP. A organização deve

a) Identificar e documentar todas as substâncias perigosas em uso na organização.

b) identificar os processos específicos a serem gerenciados que são relevantes às suas metas para LS P.

c) determinar a interdependência e interação destes processos e desenvolver um plano de gerenciamento para LSP apropriado.

d) estabelecer critérios que determinem objetivamente a eficácia do processo de gerenciamento do LSP da organização.

e) assegurar a disponibilidade de recursos e informações necessários para ajudar na eficacia do gerenciamento de processos LSP.

f) monitorar, medir e analisar estes processos.

g) implementar ações para assegurar os processos de melhoria continua alcançando LSP.

h) ter um processo estabelecido para restringir elou eliminar o uso de substâncias perigosas nos produtos e processos.

CLIQUE NA FIGURA PARA SE INSCREVER GRATUITAMENTE

A intenção deste documento é que o processo de gerenciamento dos LSP seja congruente com os elementos da ABNT NBR ISO 9001. Na verdade, o problema está relacionado com os produtos elétricos e eletrônicos, que, em geral, possuem vários módulos básicos. Os módulos básicos comuns a esses produtos são conjuntos/placas de circuitos impressos, cabos, cordões e fios, plásticos antichama, comutadores e disjuntores de mercúrio, equipamentos de visualização, como telas de tubos catódicos e telas de cristais líquidos, pilhas e acumuladores, meios de armazenamento de dados, dispositivos luminosos, condensadores, resistências e relês, sensores e conectores. As substâncias mais problemáticas do ponto de vista ambiental presentes nestes componentes são os metais pesados, como o mercúrio, chumbo, cádmio e cromo, gases de efeito estufa, as substâncias halogenadas, como os clorofluorocarbonetos (CFC), bifenilas policloradas (PCBs), cloreto de polivinila (PVC) e retardadores de chama bromados, bem como o amianto e o arsênio 8.

Dessa forma, essa norma acompanha a diretiva 2002/95/CE, estabelecida em toda a Europa, sobre a restrição do uso de determinadas substâncias perigosas em equipamentos elétricos e eletrônicos (diretiva RoHS). Ela foi adotada pela União Europeia em fevereiro de 2003, entrando em vigor no dia primeiro de julho de 2006. Contudo, por não se tratar de uma lei, mas sim de uma diretiva da UE para seus membros, tem de ser implementada em todos os países de forma individual. A RoHS restringe o uso de seis materiais perigosos na produção de diversos tipos de equipamentos eletrônicos e elétricos: chumbo (Pb) max. 0,1 %; mercúrio (Hg) max. 0,1 %; cádmio (Cd) max. 0,01 %; cromo hexavalente (Cr(VI) ou Cr 6+) max. 0,1 %; bifenilas polibrominados (PBB) max. 0,1; e éteres difenilas polibrominados (PBDE) max. 0,1 %. Todos os materiais homogêneos utilizados em produtos devem respeitar os limites mencionados acima. Se um dos materiais utilizados em um produto não cumprir as exigências da diretiva RoHS, o produto inteiro está em desacordo com a mesma. Dessa forma, os fabricantes precisam verificar se todos os componentes e materiais estão cumprindo a diretiva, para certificar-se de que o produto final está de acordo com ela.

Para mais informações, clique no link ABNT IECQ-QC 080000 – Sistema de gestão para substâncias perigosas em produtos e componentes elétricos e eletrônicos – Requisitos

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O diferencial está no design

Eduardo Przybylski, designer de informação da dBrain – eduardo@dbrain.com.br

Em datas especiais é comum vermos centenas de produtos em embalagens extremamente elaboradas e bem feitas. Tudo para valorizar o produto, aumentando seu valor agregado e possibilitando um destaque maior no ponto de venda. Logicamente, aumentando cada vez mais a percepção do consumidor.

Com o crescimento econômico do país, é possível observar um aumento significativo das empresas que investem mais nesse setor. Segundo a Associação Brasileira de Embalagens, o setor cresceu 10% em 2010. Isso é uma clara demonstração de que as empresas descobriram que para ganhar o consumidor, não adianta somente um produto de qualidade, mas também é necessário investir em boas embalagens.

Sabemos que a maior parte da decisão de compra acontece no ponto de venda. E essa é a hora mais importante em todo o processo. Por isso, é necessário avaliar alguns aspectos sobre a embalagem dos seus produtos:

• A marca – Deve estar sempre em destaque, identificando qual é o produto e a quem pertence. Dessa forma, o consumidor assimila todas as informações contidas na embalagem com a marca do produto.

• Avalie formatos – Eles podem ser decisivos para a decisão da compra. Embalagens bem pensadas, possibilitam melhor acondicionamento em armários e também tem fácil manuseio;

• Cores – Elas devem estar dentro do conceito do produto. Higiene e limpeza devem sempre buscar tons claros, sóbrios que remetam a sua função. Alimentos devem despertar a fome utilizando combinação de cores quentes.

• Materiais – Embalagens recicláveis e que agridam menos o meio ambiente tendem a levar vantagem. Como o apelo ecológico ganha força a cada dia, é importante desenvolver também produtos dentro desta nova tendência.

No mundo atual, de alta competitividade entre as empresas, qualquer fator que determine um diferencial deve ser avaliado com muita atenção. Fabricar um produto e fazer com que ele chegue à mesa do consumidor é um processo dominado pelas empresas.

Portanto o diferencial está na “cara” que seu produto tem e como ele se apresenta para seus clientes. O design é uma peça fundamental dentro da estratégia de venda e que precisa sempre ser levada em consideração, pois é ele que tem a capacidade de fazer com que um produto bem feito se mostre de forma correta para o mercado.

As marcas mais valiosas do mundo

Depois de quatro anos como a marca mais valiosa do mundo, o Google foi desbancado pela Apple, de acordo com a sexta edição do ranking BrandZ das 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo, divulgado hoje pela Millward Brown, empresa especializada em pesquisas de comunicação, propaganda, mídia e brand equity. O ranking identifica o valor financeiro das 100 marcas mais valiosas do mundo. É a única avaliação que leva em consideração a opinião dos consumidores com relação às marcas e demonstra seus resultados associados ao valor financeiro. Em um ano, o valor das cem marcas subiu 17%, chegando a US$ 2,4 trilhões.
No topo do ranking, a Apple está avaliada em US$ 153,285 bilhões, representando um crescimento de 84% na cifra registrada no ano anterior.
Em relação a 2006, a marca acumula uma valorização de 859%. Já o Google passou a valer US$ 111,498 bilhões, 2% menos que no ano passado.
“No ano passado, a economia mundial passava da recuperação para o crescimento real e, por isso, o valor combinado de todas as marcas no ranking Top 100 subiu 64% desde 2006, quando o índice começou a ser feito”, diz David Roth, da Millward Brown. “Marcas fortes, embora não imune às vicissitudes do mercado, estão mais protegidas e são mais resistentes”.
Das 100 marcas, 19 são de companhias de mercados emergentes, contra apenas duas em 2006. O destaque para o Brasil é a entrada de mais uma empresa brasileira no ranking, o Itaú, na 90ª posição, valendo US$ 9,600 bilhões ou 29% mais do que anteriormente. A Petrobras ainda é a marca brasileira mais bem colocada, em 61º lugar (US$ 13,421 bilhões), com uma valorização de 39%. O Bradesco ocupa a 98ª posição (US$ 8,600 bilhões), valorizando-se 15%.
“O crescente número de marcas brasileiras no ranking global mostra o poder da economia local. Além disso, temos que destacar a preocupação dos executivos brasileiros com gerenciamento de marcas. Cada vez mais, fica claro que esta é uma competência importante para gerar valor a longo prazo e as empresas têm colocado o branding na pauta do dia”, diz Valkiria Garré, diretora executiva da Millward Brown Brasil.
A executiva também ressalta a força de outras marcas brasileiras além de Petrobras, Bradesco e Itaú, bem posicionadas embora não tenham figurado entre as 100 mais valiosas. “Além de Petrobrás, Itaú e Bradesco que figuram dentre as 100 maiores, há outras marcas brasileiras de forte destaque dentro das suas categorias. Dentre as 10 marcas de cerveja mais valiosas do mundo temos Skoll e Brahma, com acentuado crescimento de valor no último ano. Já a Natura figura entre as dez marcas de produtos para cuidado pessoal mais valiosas do mundo”.
Outros destaques da pesquisa:

  • Poder de consumo dos BRICs: Uma em cada cinco marcas são dos BRICs. Este ano, 19 marcas são representantes de mercados emergentes, ante dois em 2006 e 13 em 2010. A crescente presença das marcas de BRICs neste ranking global destaca o maior poder de compra desses países. Embora muitas dessas marcas sejam mais conhecidas em seus países de origem, agora, com a internacionalização, passaram a valer mais, como é o caso da Petrobras (61ª no ranking, com um valor de marca de US$ 13,4 bilhões) e ICICI Bank da Índia (posição 53, com valor de US$ 14,9 bilhões). Apesar desses su cessos, os consumidores nas regiões dos BRICs continuam a privilegiar as marcas ocidentais. Louis Vuitton, por exemplo (para quem o Brasil é seu segundo maior mercado), se beneficiou bastante com a euforia nestes países. O crescimento de 23% em valor de marca, avaliada em US$ de 24,3 bilhões, ajudou-a a atingir a 26ª colocação, três posições acima da que ocupava em 2010.
  • Marcas fortes continuam no topo, apesar da era da tecnologia: Coca-Cola (6ª), GE (10ª), IBM (3ª) e McDonald’s (4ª), destacam-se no estudo como marcas que sobrevivem por mais de 50 anos.
  • Tecnologia continua em alta: As marcas de tecnologia dominam o topo do ranking. Na terceira colocação, com valor de US$ 100,9 bilhões, a IBM completa o pódium ao lado das já citadas Apple e Google. O Facebook faz sua estréia no ranking este ano, na 35ª posição, como a marca que mais se valorizou entre todas da lista, ao registrar um aumento de 246% (US$ 19,1 bilhões). A varejista online Amazon se valorizou 37% (US$ 37,6 bilhões), ultrapassando o Walmart.
  • Marca de carro mais valiosa: A Toyota retoma posição como a marca de carros mais valiosa, o que demonstra, novamente, o poder de marcas consagradas para se recuperar mais rapidamente da crise financeira. Avaliada pelos consumidores como “grande valor”, a Toyota subiu 11% e chegou a US$ 24,1 bilhões.

As marcas mais valiosas de 2011

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Se para os consumidores, a idéia de produto como satisfação ou benefício é fundamental, então, ele deve ser a solução para uma necessidade, real ou latente. E como tornar o produto, que pode ser simples ou complexo, em uma solução vencedora para os clientes, qualquer que seja o nível de prioridade por eles estabelecido? Para responder a questão, é útil para o projeto de produto entender as características distintas dos produtos em diferentes níveis, ênfase e graus variados, no que tange aos aspectos físicos e de serviços. Os consumidores podem fazer uma análise dos atributos dos bens físicos antes de sua aquisição, através de uma prévia experimentação porque são tangíveis, verificando assim as diferenças entre as opções existentes no mercado.

Dependendo da composição desses bens físicos, se não são perecíveis, podem ser estocados e/ou armazenados, facilitando sua padronização e conseqüentemente, sua produção. Isso diferencia os bens físicos dos serviços, que devem ser consumidos à medida que são prestados, bem como, a importância do consumidor final, seu grau de envolvimento, personalidade e estado de espírito ao consumi-los e avaliá-los.

Atualmente, desenvolver produtos tem se tornado cada vez mais um dos processos-chave para a competitividade mercadológica, em virtude dos movimentos de aumento da concorrência, das rápidas mudanças tecnológicas, da diminuição do ciclo de vida dos produtos e da exigência cada vez maior dos consumidores. Tudo isso vem exigindo das empresas maior agilidade, produtividade e alta qualidade que dependem da eficiência e eficácia destas no processo. No início do processo de desenvolvimento do produto, há a seleção das maiores soluções criativas e o grau de incerteza é bem elevado, mas este vai se diluindo com o tempo e isso é um desafio a fim de gerenciar estas incertezas que envolvem o desenvolvimento do produto, onde as decisões de maior impacto têm que ser tomadas no momento em que existe um maior número de alternativas e grau de incerteza.

O processo baseia-se num ciclo projetar-construir-testar, que geram atividades necessariamente interativas, sendo uma atividade multidisciplinar, trazendo fortes barreiras culturais sobre a integração. Existe uma grande quantidade de ferramentas, sistemas, metodologias, soluções, etc. desenvolvidas por profissionais e/ou empresas de diferentes áreas, que não interagem entre si. À medida que os métodos de controle, garantia e gerenciamento da qualidade, tornam-se amplamente entendidos e adotados, a entrega de um produto com desempenho, conformidade e confiabilidade (um produto “de qualidade”, no sentido clássico da palavra) não será mais suficiente; necessitará de uma maior ênfase no produto ampliado e potencial como meio de agregar valor e seduzir o cliente, criando assim uma vantagem competitiva futura. Qualidade significa a adequação de um produto ou serviço à finalidade prevista e tem sido apontada como determinante principal do sucesso comercial, mas a percepção dela por parte do cliente pode não ser igual à do fabricante.

Já a qualidade percebida (avaliações feitas pelos clientes quanto à qualidade do produto oferecido pelo fornecedor em relação às ofertas dos concorrentes) é o fator único e mais importante que afeta o desempenho em longo prazo de um negócio, mostrando que ela tem um impacto maior sobre o nível do retorno sobre o investimento (ROI), sendo mais eficaz no momento para aumentar a participação no mercado do que um preço mais baixo. Dessa forma, criar uma marca específica com uma imagem e reputação, ambas favoráveis, para diferenciar de forma tangível o produto.

A marca ou logotipo pode ser uma indicação da procedência e uma e uma garantia do que esperar do produto, uma declaração de qualidade e um sinal de valor pelo dinheiro. Os serviços na compra de muitos produtos, especialmente os considerados como bens duráveis, seja de consumo ou do tipo industriais; que não precisam, necessariamente, ser adicionais ao produto e em algumas circunstâncias uma redução pode agregar valor. A prestação de um serviço de qualidade superior como meio de criar vínculo entre o fornecedor e o cliente pode ter conseqüências marcantes, tornando o cliente menos propenso a buscar outras fontes de fornecimento e, portanto, agindo como uma barreira contra a entrada de concorrentes; mas deve haver uma realização periódica de levantamentos do grau de satisfação avaliando o quanto o atendimento atende às expectativas, buscando meios para melhorá-lo.

O diretor da Cauduro Associados, Angelo Garcia (cintia.amadio@notecomunicacao.com.br), acredita que, além da qualidade, o design é um dos principais fatores que diferencia um produto no mercado. Um projeto inovador e bem conduzido desperta o interesse do consumidor e pode gerar clientes fiéis ao produto e à marca. Porém, para alcançar o sucesso, há um longo caminho a percorrer. “O processo criativo do designer é apenas uma das etapas para transmitir ao consumidor todos os valores e atributos pelos quais um produto deseja ser reconhecido. É preciso entender o que o consumidor quer e como alcançá-lo de forma eficaz, atraindo-o pelo design e conquistando-o pela qualidade. A criação deve e precisa vir de fora para dentro”, diz.

Para ele, em um mundo cada vez mais globalizado, com lançamento e novidades vindas de todos os cantos do mundo, despertar a atenção do consumidor e fidelizá-lo a um produto ou uma marca é um grande desafio. “E, por isto, é preciso conhecê-lo muito bem antes de propor qualquer nova experiência. De nada adianta um celular com tecnologia de última geração, que traz todo suporte para usar as redes sociais, se o teclado ou a tela do aparelho são ruins de manusear e visualizar. A inovação deve passar pela empatia com o consumidor e a criação tem que enxergá-lo como parte do processo de desenvolvimento de um produto ou de um serviço. Os designers estudam ergonomia, conversam com mulheres, homens, adolescentes, crianças para saber as suas opiniões sobre diversos temas e aspectos. É a partir destes contatos e estudos que conseguem saber o que as pessoas pensam, quais são seus desejos e as suas necessidades atuais e futuras. Antes de lançar um produto novo ou criar a sua identidade visual, é preciso visitar os locais onde o consumidor está e observar o seu comportamento. Supermercados, lojas de conveniências, home centers, feiras e shoppings são alguns dos locais onde podemos observar porque o cliente optou pelo produto X e não Y. Trata-se de um trabalho meticuloso de investigação”, acredita.

Garcia acrescenta que, em algumas oportunidades, chegou a abordar e conversar com os consumidores para saber o que levou a escolha. “Geralmente, a resposta é este pareceu mais atraente; achei a embalagem interessante; o preço está bom” O produto tem que gerar uma identificação com o consumidor, tem que transmitir as informações e os valores que deseja e precisa gerar a sensação feito pra mim. E tudo isto só é possível estudando os hábitos dos consumidores, os seus anseios, as qualidades e valores que adquira e o que busca em um produto. O design funciona como uma porta de entrada para mostrar ao consumidor que o produto possui tudo que ele deseja, seja com relação à funcionalidade, à qualidade, à simplicidade, ao custo-benefício. As informações devem ser claras e o consumidor não pode ter dúvidas. Para cada público que se deseja atingir, há necessidades específicas e linguagens claras. E o designer precisa entender estas diferenças”, assegura.

Por fim, ele afirma que a qualidade do produto, seja um bem durável ou não, será comprovada pelo consumidor a partir da experiência pessoal. “Porém, é o designer que o atrai e o leva à possibilidade experiência e a fidelização. Quando falamos no mercado business-to-consumer, não podemos deixar de ressaltar que um bom atendimento e suporte também são essenciais para o sucesso de qualquer empresa e para manter a reputação do produto. Todos estes aspectos juntos ajudam a transformar o consumidor na principal ferramenta de marketing. Afinal, o boca a boca continua sendo uma das formas mais eficazes de aumentar as vendas e torná-lo desejável e necessário”, conclui.

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