Embriaguez só justifica justa causa se for habitual


NBR 13541-2 de 09/2015: utilização e inspeção de lingas de cabo de aço

Quais os métodos de utilização de lingas? Para a fixação da linga, o que é…

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alcoholEmpregador deve encaminhar para tratamento empregado que se apresentar alcoolizado mais de uma vez no ambiente de trabalho

Apesar de ensejador de falta grave de acordo com a CLT, a embriaguez no trabalho hoje não justifica a demissão por justa causa. Isso porque o alcoolismo crônico passou a ser considerado doença, o que impõe ao empregador exercer a função social de encaminhar o empregado, que tenha chegado mais de uma vez alcoolizado ou sob efeito de entorpecentes, à realização de tratamento, explica o advogado Djalma Romagnani, especialista em relações do trabalho e sócio do Romagnani Advogados. “No passado, um único episódio, em tese, era suficiente para aplicação da justa causa. Hoje, a conduta adequada é a advertência ou mesmo a suspensão”.

O advogado acrescenta que o posicionamento dos tribunais mudou em relação ao tema. A caracterização da embriaguez só se configura com a continuidade do ato faltoso.

O que se confirma, inclusive, com a decisão recente do Tribunal Superior do Trabalho que reverteu a demissão por justa causa de um supervisor de movimentação de cargas em uma plataforma de petróleo. Ele esclarece que a justa causa é cabível para esses casos, quando o empregado continua a se apresentar alcoolizado no ambiente de trabalho depois de ter sido advertido e encaminhado para tratamento no INSS, o que caracteriza a embriaguez habitual prevista na CLT( artigo 482).

A síndrome do esgotamento profissional

CURSO TÉCNICO

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Disponível pela Internet

Segundo leis nacionais como: CDC – Código de Defesa do Consumidor e NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade.

Também chamada de Síndrome de Burnout, a síndrome do esgotamento profissional se trata de um distúrbio psíquico causado pelo cansaço mental, emocional e físico, devido ao excesso de trabalho. Ou seja, o envolvimento praticamente ininterrupto da pessoa com a área profissional se torna tão grande que ela deixa de ter e aproveitar momentos de repouso, relaxamento mental e distanciamento das atividades. Assim, a síndrome interfere negativamente no resultado de quem pensa apenas em demonstrar seu desempenho profissional ao máximo, buscar sucesso, status, realização, etc.

De acordo com a psicanalista Andreia Rego, quem convive com uma pessoa que sofre de esgotamento profissional pode ser capaz de identificar a síndrome por meio do comportamento dela. “O indivíduo passa a agir de forma mais agressiva, fica mais mal-humorado e antissocial. Nas relações de trabalho, ele tenta impor sua superioridade quando há tarefas comuns com outros colegas, por vezes também prefere ficar isolado. Na cabeça dessas pessoas, os pensamentos negativos dominam e, dependendo de quão intenso o distúrbio esteja, a vida acaba não tendo sentido, isto é, elas passam a ter um vazio existencial, o que gera grande desmotivação para tudo”, afirma.

Segundo Andreia, que também é coach de desenvolvimento humano, a pessoa exausta com suas responsabilidades apresenta alguns sintomas, como fortes dores de cabeça e/ou estomacais, calafrios, falta de ar, desconcentração, insônias, tonturas e até depressão. “A síndrome surge aos poucos e os impactos variam de acordo com cada um. Por isso, é importante parar e tentar perceber se você tem tido picos de alterações, não tão constantes, ou se tem levado a rotina com mais compulsão e imediatismo”.

Dessa forma, o processo de coaching é instrumento que pode ser utilizado para evitar a Síndrome de Burnout, já que, por meio dele, é possível passar pelas esferas de vida do indivíduo e proporcionar uma reflexão sobre como está sua qualidade de vida, gestão de tempo e equilíbrio emocional. “O maior benefício que o coaching traz é o autoconhecimento. Essa peça é fundamental para afastar o distúrbio psíquico porque fortalece a autoestima e o bem estar, depois de conciliar as obrigações profissionais com atividades de prazer”, conclui ela.

O que é assédio moral?

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Proteção contra Descargas Atmosféricas de acordo com a Nova NBR 5419 de 06/2015 – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

Cerca de 1/3 da população economicamente ativa já pode ter sofrido alguma forma de constrangimento psicológico ou físico no trabalho

Piadas grosseiras, ameaças, fofocas, humilhação, ironias e até exibição de materiais pornográficos associados a promessas de promoção profissional são considerados atos de assédio moral – a maior causa de afastamentos de trabalho hoje, pois pode levar a doenças ocupacionais e depressão. “Há indicativos de que cerca de 1/3 da população economicamente ativa brasileira já tenha sofrido alguma forma de assédio moral. E isso pode agravar doenças preexistentes, aumentar a angústia, desenvolver pânico de ficar sozinho no posto de trabalho, sentimento de culpa e a autovigilância acentuada”, alerta o consultor do Portal HMarin e da SDS Treinamentos, Nilton Gonçalves.

O termo assédio moral é utilizado para designar toda conduta que cause constrangimento psicológico ou físico tanto ao empregado como ao empregador. “Por conta de sua subjetividade – o que é assédio para alguns, pode não ser para outros – é preciso redobrar os cuidados para evitar áreas de atrito entre as classes hierárquicas”, orienta. O consultor salienta que é preciso ficar atento para reconhecer o que realmente é assédio moral. “Uma simples bronca não caracteriza assédio moral, que, para se confirmar, deve ter ofensas e agressões constantes”, explica.

A forma mais comum de assédio moral é do superior para o subordinado, mas também pode ocorrer do subordinado para o chefe. “Casos de assédio podem ser observados quando a equipe tenta derrubar o superior, fazendo queixas infundadas ao diretor da empresa ou ao não realizar o que foi designado”, diz e complemente: “Entre pessoas do mesmo nível hierárquico também pode acontecer, assim como partir de uma pessoa sozinha, de uma maneira velada e sutil, tornando-se muito difícil de provar.”

Outra forma de assédio é o bullying, que se caracteriza pela exposição dos trabalhadores a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas. “São predominantes no bullying as condutas negativas, relações desumanas e antiéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigidas a um ou mais subordinados ou entre colegas de trabalho, desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e da organização, forçando-o a desistir do emprego”, afirma Nilton Gonçalves.

Para evitar o problema, o consultor orienta que as empresas devem criar programas de combate ao bullying, como uma política de saúde e bem-estar com protocolos antibullying, apoio da administração e reuniões de orientação referentes ao assunto. Muitas empresas já estão atentas e buscando prevenir e minimizar esse tipo de ato. “São realizadas análises de clima organizacional, feedback junto aos colaboradores, palestras e eventos motivacionais e integradores, que visam a manutenção de um clima saudável no relacionamento interno”, salienta.

Ele ressalta que quando confirmado o assédio, a empresa pode ser responsabilizada junto com o funcionário que agrediu. “Pelo fato do caso partir, em regra geral, do superior para o subordinado, a ação pode ser interpretada como sendo em nome ou representando a empresa, ligando o nome da entidade diretamente com a situação, mesmo que o ato tenha sido cometido por uma pessoa física”, explica.

De acordo com o consultor, a punição para as empresas começa com um processo trabalhista, que terá o valor para as indenizações por danos morais arbitrados pelo juiz responsável pelo caso. “O processo pode ser o menor dos problemas. As corporações serão alvo de observação do sindicato da categoria e terão o nome vinculado na imprensa. O mercado passa a enxergar a empresa com ressalvas, pois descobre que não tem boas práticas em relacionamento com seus colaboradores”, ressalta.

O Ministério do Trabalho também vem intensificando campanhas de esclarecimento. “O objetivo do governo é informar o que é o assédio moral e reduzir a incidência devido ao seu crescimento e suas consequências tanto para as empresas quanto para seus colaboradores”, conta Nilton Gonçalves.

Pescoço de texto e whatsappite: duas novas doenças no mundo moderno

CURSO PELA INTERNET

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet

As dicas para o sucesso do 5S em sua empresa.

Text-neck1Com o advento do celular na sociedade moderna, os seres humanos estão sendo atacados por duas novas doenças: pescoço de texto (text neck) e whatsappite. Assim, de acordo com os especialistas, cada vez mais pessoas estão sujeitas a estas condições – devido ao mau uso constante dos aparelhos celulares.

Atualmente, o celular é quase um companheiro inseparável, visto por muitos como um bem essencial no dia a dia, mas o que muitas pessoas não sabem é que o uso excessivo deles pode causar danos ao corpo humano. Se as pessoas sentem constantes dores de cabeça, um couro cabeludo extremamente sensível ou um incômodo atrás de um olho, a culpa pode estar no uso indevido do smartphone.

Os especialistas dizem que são cada vez mais comuns os casos de text neck ou pescoço de texto, dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular. Já a whatsappite é a nomenclatura dada pela médica espanhola Inés Fernandez-Guerrero a uma lesão no pulso causada pelo esforço repetitivo feito por quem digita no smartphone com muita frequência.

whatsappiteO jornal médico britânico The Lancet publicou o caso de uma paciente de Inés que não tinha histórico de trauma nas mãos até passar cerca de 6 horas respondendo mensagens recebidas pelo WhatsApp no último Natal. A paciente diagnosticada com whatsappite recebeu como tratamento anti-inflamatórios e distância de smartphones.

A whatsappite lembra a nintendinite, comum entre as crianças dos anos 90 pelo uso excessivo do polegar ao jogar o videogame da Nintendo durante horas a fio. É bom os usuários alucinados de smartphones passarem bem menos tempo nos aplicativos que exigem muito das suas mãos, por mais viciantes que possam ser.

Segundo os fisioterapeutas, o pescoço de texto pode levar a dores no braço e no ombro. O que está acontecendo são as cefaleias ceratogênicas, pois o problema vem da quantidade de tempo que se passa com a cabeça para frente da tela do celular, e isso cria uma pressão intensa nas partes frontais e traseiras do pescoço. Esse problema pode se agravar e, em alguns casos, pode levar a uma condição conhecida como nevralgia occipital.

É uma condição neurológica em que os nervos occipitais – que vão do topo da medula espinhal até o couro cabeludo – ficam inflamados ou lesionados. Ela pode ser confundida com dores de cabeça ou enxaqueca.

Parecia que tudo caminhava tão bem para o ser humano e cada vez mais equilibrado em duas pernas, mas de uma hora para outra a sua atenção foi desviada a ponto de transformar a postura. O nome da doença é porque a cabeça fica abaixada quando a pessoa está digitando no celular. O certo é deixar o celular mais na altura do olho. O pescoço faz menos força.

Enfim, a que ponto chegou o homo sapiens sapiens: um mundo novo na palma da mão puxou a sua cabeça como um imã para o chão. Agora, o desafio é voltar um pouco ao passado para que o horizonte volte a ser o foco do seu olhar.

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Síndrome do Pensamento Acelerado

VÍDEO EXPLICATIVO

Contaminantes químicos e suas medidas de controle – Disponível pela Internet

Avaliar criticamente, compreender e controlar contaminantes químicos em alimentos.


Condição acomete milhares de pessoas, sendo característica do mundo contemporâneo.

No mundo em constante mudança e com o ritmo acelerado, é difícil afastar a mente dos problemas e obrigações diários, fazendo com que, mesmo nos momentos de descanso, as pessoas continuem com a cabeça cheia.

Com origem no ritmo alucinante das grandes cidades, overdoses diárias de informações e obrigações que afetam a saúde emocional, a Síndrome do Pensamento Acelerado é uma condição do mundo moderno, que acomete milhares de pessoas. Segundo especialistas, essa síndrome não é uma doença, mas, sim, um sintoma vinculado a um quadro de transtorno de ansiedade.

O psicólogo e master coach João Alexandre Borba explica que as pessoas mais vulneráveis a desenvolverem esse tipo de síndrome são aquelas avaliadas constantemente por causa de suas obrigações profissionais, não podendo se desligar delas por nem um segundo. ”Bons exemplos são médicos, jornalistas e executivos. A pressão profissional, juntamente ao excesso de informações às quais somos submetidos diariamente, que é considerado normal, atualmente, pode abalar o emocional de alguém”, afirma.

O profissional cita que os sintomas são a sensação de estar sendo esmagado pela rotina, a impressão de que as 24 horas por dia são insuficientes para o cumprimento de todas as tarefas, o sentimento de apreensão, falta de memória, déficit de atenção, irritabilidade e sono alterado. “O esgotamento mental é a principal descrição para a pessoa que sofre da SPA, transferindo o cansaço intelectual para o cansaço físico, o que faz com que o humor seja muito volátil, também. A tecnologia tem influência nesse quadro, pois é lotada de estímulos e informações que podem cansar a vista e o cérebro”, observa.

Borba conclui, falando que, para quem se identificou com os sintomas acima, é recomendado buscar ajuda profissional. “O melhor a se fazer é buscar um estilo de vida que permita fugas do estresse cotidiano, praticando atividades físicas e dedicando tempo ao lazer. Fazer pausas, retomar alguns hobbys e tentar fazer coisas sem nenhuma atividade simultânea”, finaliza.

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Aproveite a crise para alavancar a carreira e os negócios

CURSO TÉCNICO

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Disponível pela Internet
O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis.

Maurício Sampaio

De que lado você quer ficar durante a crise? Do lado das pessoas que ficam paralisadas, não conseguem pensar em novas estratégias, e ficam lamentando tudo o que está ocorrendo, com as mãos na cabeça e de bocas abertas? Ou do lado dos quem estão de olhos bem abertos e sabem que existem oportunidades em períodos nebulosos?

Desde o final do ano passado estamos vivendo um momento turbulento. Pelo que já sentimos e pelo que preveem os especialistas, tudo indica que nossa economia vai retrair. Isso já é o suficiente para as pessoas ficarem mais emocionalmente abaladas e começarem a espalhar notícias negativas e contagiosas.

Entendo que isso às vezes é incontrolável, é instintivo. O ser humano é regido por algumas emoções muito fortes e uma delas é o medo. Este é sentimento primitivo. Se voltarmos ao passado, vamos entender por que o medo é tão presente em nossas vidas, em nosso dia a dia. A presença dele pode paralisar muitas pessoas e encorajar outras, até aguçando a criatividade.

Na verdade, o que ocorre é que, para todo problema, aparentemente, existe ou existirá uma solução. Ao menos essa é a premissa que trouxe ao mundo real muitas descobertas importantes. São nesses momentos que algo novo e de grande utilidade pode surgir, e não é preciso ser Albert Einstein ou Santos Dumont. Estou falando de soluções que possam aparecer de forma mais simples e simplificadas, que contribuam muito com os outros.

Seja você é líder de equipe, colaborador de uma grande empresa, gerente, profissional autônomo, empreendedor, enfim, seja qual for sua atuação, aqui vai um aviso importante: sua carreira e seus negócios podem ser alavancados durante a crise. Longe de querer incentivar momentos como este, mas eles são ótimas oportunidades para você mostrar seus diferencias e suas forças.

Mas, então, o que fazer?

O primeiro passo é entender os sentimentos gerados pela crise e, depois, as dores, ou seja, aquilo que tira o sono das pessoas. Provavelmente algum conhecido seu ou você mesmo esteja acordando no meio da madrugada porque na sua empresa muitos estão sendo demitidos.

Bom, coloque-se no lugar dessa corporação, dos seus gestores e faça duas simples perguntas: qual o sentimento dessa empresa e dos seus líderes hoje? Quais as dores estão gerando insônia neles?

Um exemplo bem prático: se o sentimento é “vamos perder dinheiro esse ano” e a dor maior é “caíram as vendas”, pense o que você pode fazer para aliviar esse sentimento e agonia? Eu poderia te ajudar com várias sugestões, mesmo não conhecendo de perto sua realidade, mas seria uma simples tentativa. Mas você, que está vivendo a situação, pode realizar esse exercício e achar várias novas estratégias salvadoras.

Esse é um exercício que deve ser feito de forma recorrente e ser praticado no papel, e não somente no pensamento. Faça e refaça por várias vezes, com uma folha e caneta em mãos. Risque e apague, quantas vezes forem necessárias. Você pode ter certeza que, na hora que menos esperar, surgirá uma grande solução.

Lembre-se: não existe sucesso por acaso, nem fracasso que não possa ser superado. Existem pessoas que querem ter sucesso, assim como existem pessoas que desejam o fracasso. O lado certo é você quem escolhe!

Maurício Sampaio é coach de carreira, palestrante, escritor e fundador do InstitutoMS de Coaching de Carreira – www.mauriciosampaio.com.br

As pragas vão invadir sua casa

Vídeo explicativo

Controle Integrado de Pragas – Disponível pela Internet

Compreender as principais pragas, cuidados e medidas de controle para um controle efetivo dentro de empresas alimentícias.

Pragas urbanas aumentam no verão, segundo o Instituto Biológico. Água, ambiente, alimento e abrigo são essenciais para a proliferação

Elas estão por aí o ano todo, mas com o aumento da temperatura, aparecem e causam histeria, medo, nojo e até doenças em muita gente. Baratas, mosquitos, ratos, cupins, escorpiões e carrapatos, por exemplo, são pragas urbanas encontradas em todas as estações do ano, em casas, apartamentos, escritórios, museus e outros espaços urbanos, mas no verão, a presença aumenta.

Segundo Francisco José Zorzenon, pesquisador do Instituto Biológico (IB-APTA), a explicação para o salto de ocorrências está nos quatro “A’s”. “Água, abrigo, alimento e acesso. Soma-se a isso a reprodução em maior frequência e velocidade em condições de temperaturas mais altas, em que a oferta de água e alimento é maior”, afirma. O Instituto Biológico é coordenado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Exemplo claro da maior proliferação no verão são os mosquitos e pernilongos, que se reproduzem na água, onde põe ovos, e as larvas e pupas se desenvolvem. Apesar de ter uma série de locais onde a água é acumulada durante o ano todo, como caixas d’água, ralos e piscinas não cuidadas, há maior incidência em épocas chuvosas, quando poças são facilmente encontradas, calhas entupidas, pneus e latas ficam cheias de águas limpas, servindo de criadouro de mosquitos.

Além de incomodar, as pragas urbanas podem transmitir doenças como dengue, febre amarela, febre Chikungunya, elefantíase, malária e diversos patógenos. De acordo com Zorzenon, não há dados sobre o aumento de pragas, mas conclui-se pelo crescimento com base nas características delas e no acréscimo da procura por informações.

Para evitar a ocorrência das pragas urbanas, o pesquisador do IB sugere que as pessoas tenham em mente os quatro A’s. “Quanto mais fatores essenciais às pragas forem supridos, menores são as chances de elas se estabelecerem. Por exemplo, se deixarmos lixo ou qualquer tipo de alimento disponível e de fácil acesso, logo aparecerão baratas, ratos, moscas e formigas”, diz. No verão, é mais comum também que portas e janelas fiquem abertas, facilitando a entrada das pragas.

Depois de estabelecidas no ambiente, o que resta a fazer é, primeiramente, identificar se é ou não uma praga e, depois, sua espécie. Segundo Zorzenon, algumas delas são facilmente detectáveis, pois deixam resíduos, rastros e danos aparentes. Outras, somente um especialista poderá, precocemente, detectar e identificar com segurança.

O passo seguinte é o controle ou tratamento, se possível. Em alguns poucos casos, a pessoa poderá realizá-lo, mas na maioria das vezes, quando há infestações severas, o ideal é procurar uma empresa controladora de pragas urbanas. “O IB presta informação sobre como proceder em todas as etapas da identificação até a melhor maneira de controlar. Para cada caso há uma recomendação diferente. Não existe um inseticida ou produto para controlar que sirva para todas elas”, explica o pesquisador.

Para ter acesso a essas informações, as pessoas podem entrar em contato com o Instituto Biológico pelo site www.biologico.sp.gov.br através do fale conosco. O Instituto recebe anualmente mais de mil consultas sobre pragas urbanas, respondidas pelos pesquisadores da Unidade Laboratorial de Referência em Pragas Urbanas, a qual Zorzenon é diretor.

Algumas pragas urbanas também são responsáveis pode causar prejuízo ao ambiente, atacando árvores. “As tempestades, comuns nesta época, mostram o precário estado fitossanitário das árvores urbanas. Muitas delas acabam tombando precocemente, devido à infestação causada por cupins, por exemplo”, explica o pesquisador do IB. Só em São Paulo, quase mil árvores caíram neste início de 2015.

Pragas urbanas são todos os organismos que alcançam nível de dano econômico, ligado direta ou indiretamente ao homem, seus alimentos e seus pertences. “O conceito de pragas urbanas vai além do fator econômico, pois são considerados também aspectos sociais e emocionais, ligados à saúde humana, em que a praga, em si, causa incômodo e desconforto, interferindo na qualidade de vida da população”, explica o pesquisador do IB.

Muitos insetos e vários outros animais, como ratos, morcegos, pombos e aracnídeos, vivem em contato íntimo com o homem, ou seja, são sinantrópicos. Eles estão associados a cidades, invadindo e colonizando locais habitados, danificando construções, interferindo esteticamente na ornamentação de parques e jardins e transmitindo doenças a animais e aos próprios seres humanos. “Esses animais podem causar grande incomodo e desconforto em todos os níveis sociais, devido à alta adaptabilidade, capacidade reprodutiva e quantidade de abrigos e alimentos encontrados em áreas urbanizadas”, afirma Zorzenon.

As pragas urbanas dispersam facilmente pela alta capacidade reprodutiva, competição e predação reduzidas, grande adaptabilidade ao meio urbano, alimentação diversa, abrigos abundantes e dispersão facilitada pelo próprio homem em seu meio, tudo gerado e agravado pelo desequilíbrio do ecossistema urbano. “O quadrinômio água, abrigo, alimento e acesso, gerado pelo desequilíbrio ambiental – lixões, falta de saneamento básico, tratamento inadequado da água, por exemplo – inerente à cultura humana, possibilita que diversas pragas usufruam da hospitalidade inconsciente das cidades, dificultando o dia a dia de seus habitantes”, afirma o pesquisador do IB.

Há mais de 20 anos, o Instituto Biológico realiza pesquisas com cupins, brocas, formigas, baratas, roedores, pragas de grãos e produtos armazenados, traças, percevejos de cama, carrapatos, dentre outras. As pesquisas buscam descobrir novas espécies de pragas e o manejo das já conhecidas. “Estudamos e testamos métodos para controlar as pragas de forma menos agressiva ao meio ambiente e a saúde da população, com uso de iscas e produtos naturais, por exemplo. As pesquisas visam, principalmente, melhorar as condições de vida das pessoas”, explica o pesquisador.

Dentre os principais resultados dos estudos do IB, está o desenvolvimento de metodologia eficaz e de baixo custo para a avaliação interna de árvores, o estudo da susceptibilidade de determinadas espécies arbóreas a cupins e formigas carpinteiras e lavamentos de pragas de árvores e palmeiras ornamentais. O Instituto também realiza testes com ingredientes ativos integrantes de isca para controle de cupins subterrâneos em edificações e o desenvolvimento de produtos naturais, à base de óleos essenciais, para o controle de cupins em árvores. A redução de doses de produtos químicos domissanitários (registrados para uso em ambiente urbano) para cupins subterrâneos em árvores e gramados, também é uma vertente dos estudos realizados pelo Instituto paulista.

Recentemente, o IB realizou avaliação em municípios do litoral norte de São Paulo, com o objetivo de determinar o declínio de árvores causado por pragas e doenças associadas ao Schizolobium parahyba (Guapuruvu). A pesquisa foi realizada em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Secretaria de Meio Ambiente. Além disso, os pesquisadores do IB trabalham na transferência de tecnologia e conhecimento para a população, por meio de livros, boletins, palestras, aulas de pós-graduação, cursos e prestação de serviços sobre pragas urbanas na forma de consultas técnicas, laudos e identificações de pragas.

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