As pragas vão invadir sua casa

Vídeo explicativo

Controle Integrado de Pragas – Disponível pela Internet

Compreender as principais pragas, cuidados e medidas de controle para um controle efetivo dentro de empresas alimentícias.

Pragas urbanas aumentam no verão, segundo o Instituto Biológico. Água, ambiente, alimento e abrigo são essenciais para a proliferação

Elas estão por aí o ano todo, mas com o aumento da temperatura, aparecem e causam histeria, medo, nojo e até doenças em muita gente. Baratas, mosquitos, ratos, cupins, escorpiões e carrapatos, por exemplo, são pragas urbanas encontradas em todas as estações do ano, em casas, apartamentos, escritórios, museus e outros espaços urbanos, mas no verão, a presença aumenta.

Segundo Francisco José Zorzenon, pesquisador do Instituto Biológico (IB-APTA), a explicação para o salto de ocorrências está nos quatro “A’s”. “Água, abrigo, alimento e acesso. Soma-se a isso a reprodução em maior frequência e velocidade em condições de temperaturas mais altas, em que a oferta de água e alimento é maior”, afirma. O Instituto Biológico é coordenado pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Exemplo claro da maior proliferação no verão são os mosquitos e pernilongos, que se reproduzem na água, onde põe ovos, e as larvas e pupas se desenvolvem. Apesar de ter uma série de locais onde a água é acumulada durante o ano todo, como caixas d’água, ralos e piscinas não cuidadas, há maior incidência em épocas chuvosas, quando poças são facilmente encontradas, calhas entupidas, pneus e latas ficam cheias de águas limpas, servindo de criadouro de mosquitos.

Além de incomodar, as pragas urbanas podem transmitir doenças como dengue, febre amarela, febre Chikungunya, elefantíase, malária e diversos patógenos. De acordo com Zorzenon, não há dados sobre o aumento de pragas, mas conclui-se pelo crescimento com base nas características delas e no acréscimo da procura por informações.

Para evitar a ocorrência das pragas urbanas, o pesquisador do IB sugere que as pessoas tenham em mente os quatro A’s. “Quanto mais fatores essenciais às pragas forem supridos, menores são as chances de elas se estabelecerem. Por exemplo, se deixarmos lixo ou qualquer tipo de alimento disponível e de fácil acesso, logo aparecerão baratas, ratos, moscas e formigas”, diz. No verão, é mais comum também que portas e janelas fiquem abertas, facilitando a entrada das pragas.

Depois de estabelecidas no ambiente, o que resta a fazer é, primeiramente, identificar se é ou não uma praga e, depois, sua espécie. Segundo Zorzenon, algumas delas são facilmente detectáveis, pois deixam resíduos, rastros e danos aparentes. Outras, somente um especialista poderá, precocemente, detectar e identificar com segurança.

O passo seguinte é o controle ou tratamento, se possível. Em alguns poucos casos, a pessoa poderá realizá-lo, mas na maioria das vezes, quando há infestações severas, o ideal é procurar uma empresa controladora de pragas urbanas. “O IB presta informação sobre como proceder em todas as etapas da identificação até a melhor maneira de controlar. Para cada caso há uma recomendação diferente. Não existe um inseticida ou produto para controlar que sirva para todas elas”, explica o pesquisador.

Para ter acesso a essas informações, as pessoas podem entrar em contato com o Instituto Biológico pelo site www.biologico.sp.gov.br através do fale conosco. O Instituto recebe anualmente mais de mil consultas sobre pragas urbanas, respondidas pelos pesquisadores da Unidade Laboratorial de Referência em Pragas Urbanas, a qual Zorzenon é diretor.

Algumas pragas urbanas também são responsáveis pode causar prejuízo ao ambiente, atacando árvores. “As tempestades, comuns nesta época, mostram o precário estado fitossanitário das árvores urbanas. Muitas delas acabam tombando precocemente, devido à infestação causada por cupins, por exemplo”, explica o pesquisador do IB. Só em São Paulo, quase mil árvores caíram neste início de 2015.

Pragas urbanas são todos os organismos que alcançam nível de dano econômico, ligado direta ou indiretamente ao homem, seus alimentos e seus pertences. “O conceito de pragas urbanas vai além do fator econômico, pois são considerados também aspectos sociais e emocionais, ligados à saúde humana, em que a praga, em si, causa incômodo e desconforto, interferindo na qualidade de vida da população”, explica o pesquisador do IB.

Muitos insetos e vários outros animais, como ratos, morcegos, pombos e aracnídeos, vivem em contato íntimo com o homem, ou seja, são sinantrópicos. Eles estão associados a cidades, invadindo e colonizando locais habitados, danificando construções, interferindo esteticamente na ornamentação de parques e jardins e transmitindo doenças a animais e aos próprios seres humanos. “Esses animais podem causar grande incomodo e desconforto em todos os níveis sociais, devido à alta adaptabilidade, capacidade reprodutiva e quantidade de abrigos e alimentos encontrados em áreas urbanizadas”, afirma Zorzenon.

As pragas urbanas dispersam facilmente pela alta capacidade reprodutiva, competição e predação reduzidas, grande adaptabilidade ao meio urbano, alimentação diversa, abrigos abundantes e dispersão facilitada pelo próprio homem em seu meio, tudo gerado e agravado pelo desequilíbrio do ecossistema urbano. “O quadrinômio água, abrigo, alimento e acesso, gerado pelo desequilíbrio ambiental – lixões, falta de saneamento básico, tratamento inadequado da água, por exemplo – inerente à cultura humana, possibilita que diversas pragas usufruam da hospitalidade inconsciente das cidades, dificultando o dia a dia de seus habitantes”, afirma o pesquisador do IB.

Há mais de 20 anos, o Instituto Biológico realiza pesquisas com cupins, brocas, formigas, baratas, roedores, pragas de grãos e produtos armazenados, traças, percevejos de cama, carrapatos, dentre outras. As pesquisas buscam descobrir novas espécies de pragas e o manejo das já conhecidas. “Estudamos e testamos métodos para controlar as pragas de forma menos agressiva ao meio ambiente e a saúde da população, com uso de iscas e produtos naturais, por exemplo. As pesquisas visam, principalmente, melhorar as condições de vida das pessoas”, explica o pesquisador.

Dentre os principais resultados dos estudos do IB, está o desenvolvimento de metodologia eficaz e de baixo custo para a avaliação interna de árvores, o estudo da susceptibilidade de determinadas espécies arbóreas a cupins e formigas carpinteiras e lavamentos de pragas de árvores e palmeiras ornamentais. O Instituto também realiza testes com ingredientes ativos integrantes de isca para controle de cupins subterrâneos em edificações e o desenvolvimento de produtos naturais, à base de óleos essenciais, para o controle de cupins em árvores. A redução de doses de produtos químicos domissanitários (registrados para uso em ambiente urbano) para cupins subterrâneos em árvores e gramados, também é uma vertente dos estudos realizados pelo Instituto paulista.

Recentemente, o IB realizou avaliação em municípios do litoral norte de São Paulo, com o objetivo de determinar o declínio de árvores causado por pragas e doenças associadas ao Schizolobium parahyba (Guapuruvu). A pesquisa foi realizada em parceria com a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) e a Secretaria de Meio Ambiente. Além disso, os pesquisadores do IB trabalham na transferência de tecnologia e conhecimento para a população, por meio de livros, boletins, palestras, aulas de pós-graduação, cursos e prestação de serviços sobre pragas urbanas na forma de consultas técnicas, laudos e identificações de pragas.

Trabalho em altura: riscos, penalidades e medidas de prevenção

CURSO TÉCNICO

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão)

A norma regulamentadora NR 13 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estabelece requisitos compulsórios relativos a projeto, operação e inspeção de caldeiras, vasos de pressão e tubulações. Mais informações clique no link.

Empregadores devem atender à legislação para assegurar a saúde e segurança dos seus funcionários

Atenção redobrada para a execução de trabalho em altura. Nas atividades realizadas em locais elevados, com altura superior a dois metros do piso, o risco de queda pode ter consequências graves e fatais. De acordo com Sheila Comachio, gerente de Segurança do Trabalho do Imtep, um dos maiores grupos de saúde empresarial do país, as ocorrências de acidente de trabalho em altura são provenientes do não atendimento às normas de saúde e segurança do trabalho, em especial a NR 35. “Contudo, importante ressaltar que os requisitos das demais normas regulamentadoras também deverão ser cumpridos”, afirma.

Segundo a profissional, é importante observar as atividades e as condições do ambiente a ser realizado o trabalho. “Por exemplo, a exposição as intempéries, como ventos e chuvas, pode causar hipotermia, portanto recomenda-se o uso de vestimenta adequada ou barreira para impedir a exposição. Já o calor intenso pode causar desidratação e, consequentemente, o mal súbito”, destaca.

Da mesma forma, trabalhos simultâneos que apresentem riscos específicos acarretam em riscos adicionais, como: atividades de corte e solda, com exposição a gases e vapores, eletricidade ou realizadas em áreas classificadas, espaço confinado ou em locais com falta de espaço, iluminação deficiente, presença de equipamentos ou em terrenos instáveis que podem ocasionar soterramento.

De acordo com a Norma Regulamentadora, os empregadores que não cumprem a legislação trabalhista estão sujeitos a multas, que variam conforme o número de empregados, infração e tipo (Segurança ou Medicina do Trabalho). Em caso de reincidência, embaraço ou resistência à fiscalização o valor pode ser ainda maior. “Outra penalidade que pode ser aplicada é quando o agente de inspeção do trabalho constatar situação de risco grave e iminente à saúde ou integridade física do trabalhador. Neste caso, ele poderá propor à autoridade competente a imediata interdição do estabelecimento, setor ou equipamento ou, ainda, embargo parcial ou total da obra”, finaliza Sheila.

Algumas medidas descritas na NR 35 para evitar acidentes em altura:

  • Garantir a implementação das medidas de proteção adequadas, sendo que a seleção, inspeção, forma de utilização e limitação de uso dos sistemas de proteção coletiva e individual devem atender às normas técnicas vigentes, às orientações dos fabricantes e aos princípios da redução do impacto e dos fatores de queda;
  • Realizar a Análise de Risco – AR antes do início da atividade;
  • Emitir Permissão de Trabalho – PT para atividades não rotineiras;
  • Desenvolver procedimento operacional para as atividades rotineiras de trabalho em altura, o qual deve ser documentado, divulgado, entendido e conhecido por todos os trabalhadores que realizam o trabalho bem como as pessoas envolvidas;
  • Assegurar a realização de avaliação prévia das condições do ambiente de trabalho a fim de planejar e implementar as ações e medidas de segurança aplicáveis não contempladas na AR e no procedimento operacional;
  • Criar uma sistemática de autorização dos trabalhadores para trabalho em altura,
  • Assegurar que o trabalho seja supervisionado e a organização e arquivamento da documentação inerente para disponibilização, quando necessário, à Inspeção do Trabalho;
  • Capacitar os trabalhadores através de treinamento periódico prático e teórico com carga mínima de 8 horas;
  • Realizar exames médicos voltados às patologias que poderão originar mal súbito e queda de altura, considerando também os fatores psicossociais;
  • Suspender o trabalho caso ofereça condição de risco não prevista e;
  • Disponibilizar equipe para respostas em caso de emergências para trabalho em altura com os recursos necessários.

Verão: estresse térmico pode reduzir produtividade do trabalhador

Versões de normas técnicas em outros idiomas

A Target, com uma ampla experiência na área de normalização, oferece aos seus clientes o serviço de tradução e formatação de normas técnicas. Profissionais especializados fazem uma tradução eficiente e segura das normas internacionais e estrangeiras para o padrão brasileiro de normas e, de acordo com a necessidade do cliente,  também traduzem as normas brasileiras para outras línguas, facilitando o acesso à informação crítica da norma, com toda segurança e garantia de qualidade Target.

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Empresas devem garantir manutenção de temperatura prevista na NR 15

Com a chegada do verão, aumenta a preocupação dos gestores empresariais em manter um ambiente termicamente confortável para os seus colaboradores. Segundo informações do Instituto Climatempo, 2015 registrará temperaturas mais altas do que o ano anterior. Desmaios, desidratação, sudorese intensa e exaustão são alguns dos reflexos que o estresse térmico pode ocasionar em situações ocupacionais.

De acordo com a legislação trabalhista vigente, nos escritórios e setores administrativos, a temperatura efetiva deve permanecer entre 20º C e 23ºC. “Recomendamos que as empresas monitorem a temperatura do ambiente. Isso garante o conforto térmico no local de trabalho, proporciona o bem estar aos funcionários e mantém a produtividade”, explica a engenheira do trabalho do Imtep, Carolina Arsie Cardoso. Nas indústrias, onde ocorre exposição ao calor em função de fontes artificiais, o cuidado deve ser o mesmo, sempre respeitando o tempo de descanso, o qual deve ocorrer em local com temperatura amena, definido em função do tipo de atividade realizada.

Segundo Carolina, por meio de uma análise quantitativa do calor, é possível verificar se os índices aos quais os trabalhadores estão expostos são adequados para as atividades exercidas. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o colaborador, à altura da região do corpo mais atingida. Após a análise dos resultados, devem ser definidos, seguindo as instruções da Norma Regulamentadora n° 15 anexo 3, os períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.

Algumas medidas contribuem para tornar o ambiente de trabalho mais confortável, como a execução de tarefas mais pesadas durante o período da manhã, ventilação adequada com renovação do ar, adoção de uniformes mais leves e utilização de barreiras nas fontes de calor. O Imtep, um dos maiores grupos de saúde ocupacional do país, oferece todo o suporte para diagnosticar e auxiliar as organizações na promoção de um ambiente de trabalho seguro, confortável e que garanta a qualidade de vida do capital humano. Abaixo, algumas dicas de como amenizar o calor e assegurar um local de trabalho termicamente correto.

- Execute tarefas mais pesadas no período da manhã, quando as temperaturas estão mais amenas;

- As pausas devem ser realizadas conforme legislação vigente, em função da atividade realizada (leve, moderada e pesada);

- Realize rodízios dos trabalhadores;

- Promova a renovação do ar. Ventiladores são indicados apenas para locais com temperaturas inferiores a 29ºC;

- Controle a umidade relativa do ar;

- Adote uniformes mais leves no verão;

- Hidrate-se! Para os trabalhadores é necessária a reposição de sódio para atividades com carga solar ou realizadas com exposição a fontes artificiais de calor.

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Multa de 200 milhões de reais deverá financiar projetos sobre intoxicação de trabalhadores

CURSO TÉCNICO PELA INTERNET

Compensação de Reativos e Filtragem de Harmônicos em Sistemas Elétricos de Potência – Disponível pela Internet

O tema correção do fator de potência é relativamente antigo. Desde às primeiras décadas de 1900 têm-se utilizado capacitores para a compensação dos reativos nos mais variados segmentos.

contaminaçãoPor danos morais coletivos, a Basf e a Shell indenizarão em R$ 200 milhões, dos quais R$ 50 milhões serão destinados à construção de um hospital maternidade que, após a conclusão, será doado com todos os equipamentos para o município de Paulínia, no interior de São Paulo. Os demais R$ 150 milhões serão pagos em cinco parcelas anuais de R$ 30 milhões e serão divididos igualmente entre o Centro de Referência à Saúde do Trabalhadores, em Campinas, e a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho.

As empresas também farão prestação universal e prévia à saúde dos 1.068 trabalhadores habilitados pela decisão da 2ª Vara do Trabalho de Paulínia (SP). As vítimas de contaminação ambiental que mantém ações individuais podem pleitear assistência médica nos termos do acordo em até 30 dias após a homologação.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) está selecionando interessados em desenvolver estudos, preferencialmente na região metropolitana de Campinas (SP), voltados à pesquisa, prevenção e ao tratamento de trabalhadores vítimas de intoxicação, de adoecimento decorrente de desastres ambientais, exposição a substâncias tóxicas ou acidentes de trabalho que envolvam queimaduras. O MPT irá financiar os projetos escolhidos com um total de R$ 200 milhões.

As pessoas jurídicas de reconhecido saber, interessadas, devem apresentar projeto, atividade ou programa de investimento à Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região, em Campinas, no endereço eletrônico prt15.sec1grau@mpt.gov.br, ou enviá-lo para a Rua Umbú, 291, Alphaville, Campinas, CEP 13098-325. Não há prazo para entrega dos projetos, mas o MPT recomenda que se envie o quanto antes, e recomenda que o projeto informe a verba necessária para sua execução.

O objetivo do MPT é destinar os R$ 200 milhões de multas pagas pelas empresas Raízen Combustíveis S.A. (Shell) e Basf S.A. aos projetos selecionados. Em 2013, as duas empresas firmaram acordo com o órgão, por ocasião do caso de contaminação de trabalhadores, no município de Paulínia, interior de São Paulo. O valor corresponde aos danos morais coletivos devidos pelas empresas.

Investigações realizadas durante anos apontaram a negligência das empresas com a proteção aos trabalhadores de uma fábrica produtora de agrotóxicos. A fábrica inicialmente da Shell e comprada posteriormente pela Basf ficou em atividade entre 1974 e 2002, em Paulínia. A indústria contaminou o solo e as águas subterrâneas com produtos químicos como aldrin, endrin e dieldrin, compostos de substâncias cancerígenas, às quais os trabalhadores foram expostos.

Uma ação foi movida em 2007, pelo MPT, em Campinas, resultou no acordo. Segundo o órgão, mais de 60 pessoas que trabalhavam na fábrica morreram desde o ajuizamento da ação. Além de dano moral coletivo, a Raízen e a Basf tiveram que pagar indenização por danos morais individuais e garantir atendimento médico vitalício a 1.058 vítimas, além de outras pessoas que comprovem a necessidade desse atendimento no futuro.

Para entender o caso, em 1977, a Shell instalou uma indústria química no bairro Recanto dos Pássaros, em Paulínia, onde eram produzidos pesticidas agrícolas. Ao vender a fábrica, em 1992, para a multinacional Cyanamid, ela realizou uma consultoria ambiental internacional que apurou a existência de contaminação do solo e dos lençóis freáticos.

A Shell foi obrigada a realizar uma autodenúncia da situação à Curadoria do Meio Ambiente de Paulínia, que resultou em um termo de ajuste de conduta. No documento, a empresa reconhece a contaminação do solo e das águas subterrâneas por produtos denominados aldrin, endrin e dieldrin, compostos por substâncias altamente cancerígenas. Ainda foram levantadas contaminações por cromo, vanádio, zinco e óleo mineral em quantidades significativas.

Após os resultados toxicológicos, a agência ambiental entendeu que a água das proximidades da indústria não poderia mais ser utilizada, o que levou a Shell a adquirir todas as plantações de legumes e verduras das chácaras do entorno e a passar a fornecer água potável para as populações vizinhas, que utilizavam poços artesianos contaminados. Mesmo nas áreas residenciais no entorno da empresa foram verificadas concentrações de metais pesados e pesticidas clorados (DDT e drins) no solo e em amostras de água subterrâneas.

Constatou-se que os “drins” causam hepatotoxicidade e anomalias no sistema nervoso central. A Cyanamid foi adquirida pela Basf, que assumiu integralmente as atividades no complexo industrial de Paulínia e manteve a exposição dos trabalhadores aos riscos de contaminação até 2002, segundo a ação, ano em que os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) interditaram o local.

No ano de 2007, o MPT ingressou com ação civil pública para garantir os direitos dos ex-trabalhadores ao custeio de tratamento de saúde, juntamente com uma indenização milionária. Exames de saúde dos ex-trabalhadores comprovaram doenças como câncer e apontaram o elo entre a contaminação e o desenvolvimento da doença. Na ação, a procuradoria pede que as multinacionais se responsabilizem pelo custeio do tratamento de saúde dos ex-trabalhadores e de seus filhos.

Normas técnicas

Há várias normas técnicas sobre agrotóxicos (clique no link para conhecê-las e fazer uma previsualilzação gratuita). Mas, as relacionadas com as suas embalagens são obrigatórias de serem cumpridas: a NBR 13968 de 09/1997 – Embalagem rígida vazia de agrotóxico – Procedimentos de lavagens estabelece procedimento para a adequada lavagem de embalagens rígidas vazia de agrotóxico que contiveram formulações miscíveis ou dispersíveis em água, classificadas como embalagens não-perigosas, para fins de manuseio, transporte e armazenagem; a NBR 14719 de 07/2001 – Embalagem rígida vazia de agrotóxico – Destinação final da embalagem lavada – Procedimento estabelece os procedimentos para a destinação final das embalagens rígidas, usadas, vazias, adequadamente lavadas de acordo com a NBR 13968, que contiveram formulações de agrotóxicos miscíveis ou dispersíveis em água; e a NBR 14935 de 03/2003 – Embalagem vazia de agrotóxico – Destinação final de embalagem não lavada – Procedimento estabelece os procedimentos para a correta e segura destinação final das embalagens de agrotóxicos vazias, não laváveis, não lavadas, mal lavadas, contaminadas ou não, rígidas ou flexíveis, que não se enquadrem na NBR 14719.

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A importância da espiritualidade nas empresas

IEC/TS 60034-25: um guia para as máquinas elétricas

Saiba mais…

Transformando o desempenho em excelência

Saiba mais…

Claiton Fernandez

Cada vez mais as empresas estão descobrindo que é necessário despertar o melhor das pessoas, estimulando sua espiritualidade e investindo na sua felicidade. No conceito de “terceira inteligência” o ser humano tem a faculdade de sobrepor à razão e à emoção uma essência espiritual, dando propósito às suas ações, e um sentido de direção focado no respeito e no bem-estar próprio e dos outros. É uma inspiração, algo que transcende os aspectos racionais e emocionais.

A ideia central da espiritualidade em grande parte das empresas ainda é de certa forma rejeitada, porque entende-se que está diretamente ligada à práticas religiosas, podendo ocasionar influências negativas e gerar conflitos internos. No entanto, a prática da espiritualidade assume um papel diferenciado: promover o bem estar no ambiente de trabalho e realização pessoal.

Urge entender as diferenças entre religiosidade e espiritualidade: enquanto a religiosidade refere-se à nossa escolha, à aproximação com o Deus que escolhemos dentro de nossa formação e crença, a espiritualidade é nossa conduta no caminho do bem e da prosperidade com ética, um estado de consciência que é capaz de se relacionar com “algo ou alguém superior”, auxiliando uns aos outros, independentemente da crença. Estudos mostram que não há possibilidade das empresas colherem expressivos resultados se não estiverem alinhadas profundamente com seus propósitos. “Se qualquer organização quiser sobreviver, terá que promover radicais transformações em si que não se referem à estrutura, mas sim aos valores, essencialmente, aos valores do coração e da alma”, diz Judith Neal, Ph.D. da Universidade de New Haven/EUA.

Se as empresas quiserem aderir a esta tendência espiritual, a transformação nos valores da alma e do coração é inevitável. Na verdade, os gestores e líderes precisam perceber a necessidade de se adequar a essa nova perspectiva organizacional.

Quando poderíamos imaginar que empresas, executivos e gestores pudessem buscar ajuda em atividades tão diferenciadas, dentre as quais a espiritualidade? Que um dia existiriam tantos debates e pudessem ser realizados congressos e fóruns com a presença deste tema?

São tantas as novidades neste sentido que os profissionais acabam ficando confusos – alguns não sabem no que acreditar, pois até mesmo estudiosos e astrólogos afirmam que a posição dos astros e dos planetas pode ser usada para tomar decisões profissionais. Dizem, ainda, que podemos escolher a melhor maneira de agir com nossos colegas de trabalho e superiores se soubermos seus signos. Pelo visto é hora da área de RH entrar em ação junto às suas empresas.

Os especialistas e consultores mais evoluídos já concordam com a inclusão da espiritualidade no desenvolvimento pleno das empresas. A natureza e o significado do trabalho estão passando por uma profunda evolução e a emergência da espiritualidade está ajudando a catalisar este momento.

Sabemos que o nervosismo, o medo, o stress e a depressão sempre fizeram parte do cotidiano dos profissionais e das empresas. E é neste momento que a espiritualidade surge como um processo de transformação íntima das emoções, da maneira de ser, de pensar e de agir dentro da ética e do bem, de forma consistente, impulsionando o ser humano a viver e a empresa a estabelecer metas que pretende alcançar.

Conclui-se que não é antigo e nem fora de moda falar de espiritualidade, pelo contrário, é uma questão de urgência, pois somente os aspectos técnicos e comportamentais são insuficientes para a empresa contar com profissionais competentes, capazes de inovar e desenvolver seu trabalho com mais felicidade e, consequentemente, auxiliar a promover a sustentabilidade (equilíbrio econômico/financeiro), objetivo maior de toda empresa.

Claiton Fernandez é palestrante, consultor e educador. Autor dos livros “Caminhos de um Vencedor” e “Da Costela de Adão à Administradora Eficaz” – www.claitonfernandez.com.br

Os riscos dos trabalhadores no cultivo do abacaxi

CURSO DISPONÍVEL PELA INTERNET

TPM para Operadores – Disponível pela Internet – Ministrado em 04/10/2013

Como Conscientizar e Habilitar operador a entender a praticar o TPM.

abacaxi.jpgA Fundacentro realizou um estudo sobre a saúde dos trabalhadores que atuam no cultivo do abacaxi. O Brasil é o segundo produtor mundial nesse segmento, segundo dados de 2011, e os trabalhadores sofrem com um esgotamento que eles denominam como tanguá. “É um processo de exaustão. O trabalhador chega ao limite, sente câimbras e tremedeiras, tem desmaios”, explica a pesquisadora da Fundacentro, Cristina Gonzaga.

A pesquisadora, que tem estudos na área de cana-de-açúcar, foi procurada pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Guaraçaí/SP. Em princípio, o pedido era para estudar as luvas de proteção usadas no cultivo do abacaxi. Mas logo nas primeiras conversas foi mencionada a ocorrência de uma espécie de “canseira” que acomete alguns trabalhadores e os faz procurar o posto de atendimento médico. É o chamado tanguá, esgotamento no trabalho similar ao birola que ocorre no corte manual da cana.

Para realizar o estudo, os pesquisadores optaram pela análise coletiva do trabalho, metodologia que reúne os trabalhadores para descrever de forma detalhada sua jornada laboral. Foram quatro reuniões, sendo que na última ocorreu a validação do material estudado por oito trabalhadores. “Os trabalhadores validaram o estudo, concordando que sofrem muito para trabalhar, são acometidos por dores e acidentes de trabalho”, afirma Cristina Gonzaga.

Os relatos dos trabalhadores apontaram problemas osteomusculares e a presença de animais peçonhentos como escorpião, cobra e aranha no local de trabalho. Outra questão importante foi o trabalho precário. Os trabalhadores são estimulados a não ter vínculo empregatício, o que interfere no fornecimento de Equipamento de Proteção Individual (EPI) e nas formas de controle do trabalho.

“O vinculo empregatício interfere no horário de trabalho e descansos, no controle da qualidade do trabalho exercido, na forma de pagamento e no valor da diária, na forma de atuar em caso de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, nos benefícios concedidos e nas tarefas exercidas”, afirma a pesquisadora da Fundacentro. “Nenhuma tecnologia é aplicada para melhorar as condições de trabalho, como na aplicação de adubo químico e de herbicidas com as mãos. Situação que expõe os trabalhadores ao contato direto com os agentes químicos e ocasiona sobrecarga física pela postura exercida, carga transportada e também pode provocar dermatoses ocupacionais nas mãos”.

Em relação ao tanguá, percebeu-se que ele está relacionado às condições adversas de trabalho. Além da exposição química sem proteção, há problemas gerados pelas condições ambientais, como excesso de calor, chuva, frio; animais peçonhentos e objeto de trabalho agressivo. O ritmo intenso, os elevados esforços físicos, as posturas inadequadas, a má alimentação e desidratação ainda marcam esse tipo de trabalho.

O estudo contou a participação das pesquisadoras da Fundacentro, Maria Cristina Gonzaga e Sandra Donatelli; do Centro de Referência Regional em Saúde do Trabalhador – Cerest de Ilha Solteira/SP, Ana Paula Tencarte e Eliana dos Santos; e do professor da Universidade Federal da Paraíba, Paulo José Adissi.

A pesquisa possibilitou também a elaboração de um protocolo de intenções entre a Fundacentro, o Departamento Municipal de Saúde da Prefeitura de Ilha Solteira, a Associação dos Produtores de Abacaxi do Município de Guaraçaí – Apamg e o Sindicato Rural de Guaraçaí. O objetivo é pesquisar todas as fases do processo produtivo do abacaxi, reconhecer os riscos, propor equipamentos de proteção individual e ferramentas de trabalho adequadas.

Nessa nova fase, a pesquisa se centrará em olhar para o trabalho real, por isso a ida a campo é fundamental. Serão realizadas algumas etapas da análise ergonômica. Serão avaliadas estratégias operacionais individuais e coletivas para proteger os trabalhadores. Alguns avanços já começam a ser percebidos como a contratação de médico do trabalho e técnico de segurança pela Apamg.

A atividade do abacaxi movimenta R$ 30 milhões anuais somente em Guaraçaí e abrange em torno de 3.500 hectares de área plantada. São produzidos 2,5 milhões de abacaxis. Desde a produção até a comercialização, cerca de três mil pessoas trabalham na área, o que corresponde a 38% da população do município. Dados de 2009, quando o Brasil era o maior produtor mundial de abacaxi, apontam uma produção de 2.206.490 toneladas. Os resultados dos estudos podem servir de referência para o cultivo do abacaxi em todo o país.

Além da precariedade das condições físicas e sociais durante a execução do plantio do abacaxi, os acidentes mais comuns envolvem perfuração em partes do corpo (pernas, braços, mãos, e pés), causados pelas folhas pontiagudas do abacaxi e aos ataques de serpentes peçonhentas. Em uma das falas de um trabalhador entrevistado, o mesmo coloca que o risco da presença de animais é maior quando da colheita das mudas para o plantio. Ressalta ainda que não há nenhuma proteção e como alternativa “tem que pular quando vê cobra”.

O Brasil é o segundo maior produtor de abacaxi, seguido da Tailândia, de acordo com a Organização das Nações Unidas. Na região de Guaraçai, próxima a Araçatuba no estado de São Paulo, a produção do abacaxi é de 52,52%. Cerca de 3 mil pessoas, ou o equivalente a 38% da população da cidade são empregadas diretamente, dividindo-se em grupos de unidades de produção familiar e unidades patronais.

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Ar condicionado para salas de computadores

computerUm sistema de ar condicionado tem a finalidade de propiciar conforto térmico as pessoas ou a equipamentos especiais. A menos que uma sala possua computadores que necessitem de temperaturas baixas para trabalhar, se as pessoas estão sentindo frio, está havendo desperdício de energia, pois o sistema de ar condicionado esta refrigerando mais do que o necessário.

Deve-se regular o termostato do ar condicionado para uma temperatura onde todos se sintam confortáveis no ambiente de trabalho. Normalmente no que se refere a temperatura de ar condicionado para sala de computadores um padrão de 23°C e 50% de umidade pode ser adotado.

Mas, isto é feito quando existe controle de temperatura e umidade do ar, realizado normalmente em sistemas centrais de ar condicionado. Se o condicionamento for realizado com aparelhos, de janela, splits ou self, o controle restringe-se a temperatura.

Os sistemas de ar condicionado de precisão são projetados pra atender as necessidades de ambientes como data centers, salas de telefonia, switches e hubbies, centrais e coletoras de transmissão de telefonia, ambientes críticos de aplicação em mineração, óleo e gás e todos os ambientes onde o controle preciso de temperatura e umidade, e a confiabilidade extrema do aparelho sejam requeridos.

Esses sistemas são especialmente produzidos para ambientes que precisam de exatidão na temperatura para o bom funcionamento. Contam com especificações de alta vazão de ar, controle de condensação, controle de umidade e temperatura e elementos de proteção e redução de consumo de energia. São muito mais eficientes que os sistemas de ar centrais comuns, pois possuem alto índice de automação com sistemas de alerta contra alteração da temperatura e umidade.

Existem características únicas atingidas com o sistema. O ar condicionado de precisão tem como diferenciais sua durabilidade, confiabilidade, controle preciso de temperatura e umidade, alta vazão e alto fator de calor sensível. Além disso, são desenvolvidos para funcionamento 24 horas continuamente, baixa necessidade de manutenção e baixo consumo de energia.

Ambientes críticos requerem um controle rígido de umidade de 45% no mínimo a 55% no máximo e temperaturas estáveis e precisas. Tudo isso para que os componentes eletrônicos sensíveis funcionem perfeitamente e para que as operações de processamento e armazenamento de dados não sofram consequências, como falhas nos elementos e quedas no sistema. Aproximadamente 25% destes problemas são causados por instabilidades no sistema de ar condicionado.

E quais as diferenças entre ar condicionado de precisão e de conforto? O de conforto é projetado para atender as necessidades físicas de um ambiente voltado exclusivamente para pessoas. Possui baixo custo e é de fácil instalação, pois não possui nenhum componente eletrônico mais elaborado, diferentemente do sistema de precisão. O de conforto trabalha oito horas diárias, regula somente a temperatura, tem baixo custo aquisitivo, baixa vazão de ar e baixo calor sensível. Já o de precisão trabalha ininterruptamente 365 dias, faz a monitoração da temperatura e umidade, tem maior custo aquisitivo, tem alta vazão de ar e alto fator de calor sensível.

Uma norma que acaba de ser confirmada é a NBR 10080 (NB643) de 11/1987 – Instalações de ar condicionado para salas de computadores que fixa condições exigíveis para a elaboração de projetos de instalações de ar condicionado, para salas de computadores. Recomenda-se como critérios básicos de projeto: remover o calor onde é produzido; manter as condições de temperatura e umidade nas faixas especificadas; permitir a flexibilidade da instalação; possuir sistema de filtragem adequado; verificar as condições de conforto térmico resultantes.

Quanto à temperatura e umidade relativa, as recomendações são prescritas em 4.1. temperatura registrada no termômetro de bulbo seco de (22 ± 2)ºC e a umidade relativa de (50 ± 5)% devem ser mantidas, tanto para a sala do computador, como para as demais salas pertencentes ao sistema, tais como: sala de armazenamento de discos, fitas, formulários e cartões. Deve-se ainda observar, que quando o equipamento do computador não estiver em operação, conforme as condições locais, prever o funcionamento do sistema de ar condicionado, para assegurar a manutenção das condições ambientais.

Para o ar exterior, deve-se adotar valores que mantenham pressão positiva na sala de computador e anexos em relação aos ambientes adjacentes. A carga térmica do sistema é constituída pela carga térmica dissipadas pelos equipamentos, que deve ser calculada com base nos dados fornecidos pelos fabricantes dos computadores, e as demais cargas do recinto, conforme os critérios adotados na NBR 6401. Para o insuflamento e retorno de ar, recomenda-se as características prescritas de 7.1 a 7.5.

7.1 Flexibilidade para permitir remanejamento na sala do computador.

7.2 Para remover a carga térmica do computador, recomenda-se ainda que o insuflamento seja por “plenum” sob o piso elevado. O “plenum” deve: ser estanque nos limites da sala; evitar concentração; permitir fácil limpeza; ter dimensões compatíveis à distribuição do ar; e ser isolado termicamente, quando necessário.

7.3 Deve-se evitar a colocação de bocas de insuflamento diretamente na base do computador, para impedir que a umidade excessiva do ar danifique os componentes do mesmo.

7.4 Para atender o conforto humano, o insuflamento deve ser acima da zona de ocupação.

7.5 O retorno do ar deve ser feito ao nível do teto e na região do computador.

Já a filtragem do ar, no caso do ar exterior para renovação e o ar a ser insuflado na sala do computador e de fitas e discos deverão ser filtrados. A classe de filtragem do ar insuflado deverá ser a recomendada pelo fabricante do equipamento do computador. Na falta de informação a filtragem deverá ser no mínimo classe F 1 da NBR 6401. A classe de filtragem do ar exterior deverá ser compatível com as condições externas. Na falta de informação a filtragem deverá ser no mínimo classe G 2 da NBR 6401. Para o nível de ruído, deve-se adotar os níveis 40 NC a 60 NC de acordo com a NBR 6401, com o computador desligado.

O tipo de sistema de ar condicionado a ser adotado para salas de computadores será definido pelo projetista de ar condicionado, em função das recomendações do usuário, projeto arquitetônico, condições do local e outros fatores. Com relação à operacionalidade, quando o sistema de ar condicionado para sala de computadores for parcela de um sistema global maior, recomenda-se que o mesmo seja desvinculado do sistema, permitindo assim a sua operação e controle independentemente do restante do sistema.

O sistema de ar condicionado para sala de computadores deve ter as características: ser passível de expansão; ter condições para funcionamento ininterrupto e para isto os equipamentos essenciais deverão ter reserva, ou possibilidade de serem substituídos através de manobras simples, por outros que normalmente atendam outras áreas condicionadas; ter sua operação e manutenção efetuada sem interferir nos trabalhos da sala de computadores; permitir conexão a um sistema de energia elétrica de emergência.

Recomenda-se instalar um sistema de alarme com sinalização visual e/ou sonora na sala do computador, para indicar desvios das faixas estabelecidas para temperatura e umidade relativa. Recomenda-se a interligação do sistema de ar condicionado ao sistema de proteção contra incêndio. A operação do sistema de ar condicionado deverá ser automática, utilizando os seguintes controles: termostatos para refrigeração e aquecimento, umidostatos para comandar umidificação e/ou desumidificação; chaves de fluxo, termostatos limite e termostatos de segurança.

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