IEC 61400-12-1: as medições do desempenho energético de turbinas eólicas

Essa norma internacional, editada pela International Electrotechnical Commission (IEC) em 2017, especifica um procedimento para medir as características de desempenho de energia de uma única turbina eólica e se aplica ao ensaio de turbinas eólicas de todos os tipos e tamanhos conectados à rede de energia elétrica.

A IEC 61400-12-1:2017 – Wind energy generation systems – Part 12-1: Power performance measurements of electricity producing wind turbines especifica um procedimento para medir as características de desempenho de energia de uma única turbina eólica e se aplica ao ensaio de turbinas eólicas de todos os tipos e tamanhos conectados à rede de energia elétrica. Além disso, esta norma descreve um procedimento a ser usado para determinar as características de desempenho de energia de pequenas turbinas eólicas (conforme definido na IEC 61400-2) quando conectado à rede de energia elétrica ou a um banco de baterias.

O procedimento pode ser usado para avaliar o desempenho de turbinas eólicas específicas em locais específicos, mas igualmente a metodologia pode ser usada para fazer comparações genéricas entre diferentes modelos de turbinas eólicas ou diferentes configurações de turbinas eólicas quando as condições específicas do local e as influências da filtragem de dados são levadas em consideração. As características de desempenho da potência da turbina eólica são determinadas pela potência medida curva e produção anual estimada de energia (annual energy production – AEP). A curva de potência medida, definida como a relação entre a velocidade do vento e a potência da turbina eólica, é determinada coletando medições simultâneas de variáveis meteorológicas (incluindo a velocidade do vento), bem como sinais de turbinas eólicas (incluindo potência) no local de ensaio por um período longo suficiente para estabelecer um banco de dados estatisticamente significativo em uma variedade de velocidades do vento e sob vento e condições atmosféricas variáveis.

A AEP é calculada aplicando os valores medidos na curva de potência para referenciar as distribuições de frequência da velocidade do vento, assumindo 100% de disponibilidade. Este documento descreve uma metodologia de medição que requer a potência medida curva e os valores da produção de energia derivada a serem complementados por uma avaliação fontes de incerteza e seus efeitos combinados.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO………………….. 13

INTRODUÇÃO…………….. 15

1 Escopo…………………….. 16

2 Referências normativas…… … 16

3 Termos e definições……………. …. 17

4 Símbolos e unidades…………. ……… 20

5 Visão geral do método de desempenho de energia………… 23

6 Preparação para o ensaio de desempenho…………….. 27

6.1 Geral…………………. …………… 27

6.2 Turbina eólica e conexão elétrica……………… 27

6.3 Local do ensaio…………….. …………… 27

6.3.1 Geral…………….. ……… 27

6.3.2 Localização do equipamento de medição de vento… …… 27

6.3.3 Setor de medição……………………………….. 28

6.3.4 Fatores de correção e incerteza devido à distorção do fluxo proveniente da topografia………………………….. .28

7 Equipamento de ensaio…………….. …………. 29

7.1 Energia elétrica…………………………. …… 29

7.2 Velocidade do vento……………….. ………. 29

7.2.1 Geral………………………… ……… 29

7.2.2 Requisitos gerais para anemômetros meteorológicos montados em mastro………. 30

7.2.3 Anemômetros montados na parte superior………… 31

7.2.4 Anemômetros montados na lateral…………………. 31

7.2.5 Dispositivo de sensoriamento remoto (remote sensing device – RSD)………………… 31

7.2.6 Medição da velocidade do vento equivalente ao rotor………. 32

7.2.7 Medição da velocidade do vento na altura do cubo…………… 32

7.2.8 Medições de cisalhamento do vento…………………… 32

7.3 Direção do vento…………………………….. …… 34

7.4 Densidade do ar………………………….. ………… 34

7.5 Velocidade de rotação e ângulo de inclinação……………………. 35

7.6 Condição da lâmina……………………………………. …. 35

7.7 Sistema de controle de turbinas eólicas……………………. 35

7.8 Sistema de aquisição de dados…………………………… 35

8 Procedimento de medição……………………………….. 35

8.1 Geral………………………….. …………… 35

8.2 Operação da turbina eólica………………….. 35

8.3 Coleta de dados…………………… ….. 36

8.4 Rejeição de dados………….. …… 36

8.5 Banco de dados………….. ………… 37

9 Resultados derivados……….. …………. 37

9.1 Normalização de dados………………….. 37

9.1.1 Geral……………………….. ……… 37

9.1.2 Correção da distorção meteorológica do fluxo do mastro do anemômetro…………………….. 38

9.1.3 Correção de cisalhamento do vento (quando as medidas do Rotor Equivalent Wind Speed – REWS estão disponíveis)………………. 38

9.1.4 Correção de ventos………………………. 41

9.1.5 Normalização da densidade do ar…………. 41

9.1.6 Normalização de turbulência…………………….. 42

9.2 Determinação da curva de potência medida……….. 42

9.3 Produção anual de energia (AEP)…………………………… 43

9.4 Coeficiente de potência……………………… .45

10 Formato do relatório…………….. ……….. 45

O objetivo desta parte da IEC 61400 é fornecer uma metodologia uniforme que garanta a consistência, precisão e reprodutibilidade na medição e análise de potência e do desempenho de turbinas eólicas. A norma foi preparada com a antecipação de que seria aplicado por: um fabricante de turbina eólica que se esforça para atingir o desempenho de potência bem definido por requisitos e/ou um possível sistema de declaração; um comprador de turbina eólica na especificação de tais requisitos de desempenho; um operador de turbina eólica que possa ser obrigado a verificar se a energia declarada ou necessária das especificações de desempenho são atendidas para unidades novas ou recondicionadas; um planejador ou regulador de turbina eólica capaz de definir com precisão e justiça a potência e as características de desempenho de turbinas eólicas em resposta a regulamentos ou licenças por requisitos para instalações novas ou modificadas.

Este documento fornece orientação na medição, análise e relatório de potência e ensaios de desempenho de turbinas eólicas. O documento beneficiará as partes envolvidas na fabricação, planejamento de instalação e permissão, operação, utilização e regulação de turbinas eólicas. As técnicas de medição e análises precisas recomendadas nessa norma devem ser aplicadas por todas as partes para garantir que o desenvolvimento contínuo e a operação de turbinas eólicas são realizadas em uma atmosfera consistente e precisa com comunicação relativa ao desempenho das turbinas eólicas.

Este documento apresenta medidas e procedimentos de elaboração de relatórios que devem fornecer resultados precisos que podem ser replicados por outras partes. Enquanto isso, um usuário da norma deve estar ciente das diferenças que surgem de grandes variações de cisalhamento e turbulência. Portanto, um usuário deve considerar a influência dessas diferenças e os critérios de seleção dos dados em relação à finalidade do ensaio antes da contratação das medições de desempenho de potência.

Um elemento chave dos ensaios de desempenho de potência é a medição da velocidade do vento. Esse documento prescreve o uso de copo ou anemômetros sônicos ou dispositivos de sensoriamento remoto (RSD) em conjunto com anemômetros para medir o vento. Embora procedimentos adequados para calibração/validação e classificação devem ser respeitados, a natureza da medição e o princípio desses dispositivos pode causar um desempenho diferente.

Esses instrumentos são robustos e foram considerados adequados para esse tipo de ensaio com a limitação de alguns deles a certas classes de terreno. Reconhecendo que, à medida que as turbinas eólicas se tornam cada vez maiores, uma velocidade do vento medida em um único local torna-se cada vez mais improvável que a altura represente com precisão a velocidade do vento em toda o rotor de turbina.

Essa norma padrão introduz uma definição adicional de velocidade do vento. Enquanto anteriormente a velocidade do vento era definida como a medida apenas na altura do cubo, isso agora pode ser complementado com a chamada velocidade do vento equivalente ao rotor (REWS), definida por uma aritmética em combinação de medições simultâneas da velocidade do vento em várias alturas e do diâmetro completo do rotor entre a ponta inferior e a ponta superior.

As curvas de potência definidas pela velocidade do vento na altura do cubo e o REWS não são os mesmos e, portanto, a potência da velocidade do vento na altura do cubo tem a curva sempre apresentada para comparação a uma curva de potência do REWS quando é medida. Como consequência dessa diferença na definição da velocidade do vento, a produção anual de energia (AEP) é derivada da combinação de uma curva de potência medida com uma distribuição de velocidade do vento. Isso é uma definição idêntica da velocidade do vento na curva de potência e na distribuição da velocidade do vento.

Os procedimentos para classificar anemômetros de copo e anemômetros ultrassônicos são apresentados nos anexos I e J. Os procedimentos para classificar os dispositivos de sensoriamento remoto são apresentados no Anexo L. Cuidados especiais devem ser tomados na seleção dos instrumentos escolhidos para medir a velocidade do vento porque pode influenciar o resultado do ensaio.

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IEC 60917-1: o desenvolvimento de estruturas mecânicas de equipamentos elétricos e eletrônicos

Essa norma internacional, editada em 2019 pela International Electrotechnical Commission (IEC), especifica as relações entre as práticas de equipamentos e a ordem modular aplicáveis às principais dimensões estruturais de equipamentos eletrônicos e elétricos montados em várias instalações nas quais as interfaces dimensionais devem ser consideradas para compatibilidade mecânica.

A IEC 60917-1:2019 – Modular order for the development of mechanical structures for electrical and electronic equipment practices – Part 1: Generic standard especifica as relações entre as práticas de equipamentos e a ordem modular aplicáveis às principais dimensões estruturais de equipamentos eletrônicos e elétricos montados em várias instalações nas quais as interfaces dimensionais devem ser consideradas para compatibilidade mecânica. Este documento também estabelece os termos para peças e montagens de estruturas mecânicas de equipamentos elétricos e eletrônicos, para esclarecer as relações específicas entre práticas de equipamentos e ordem modular.

Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 1998 e sua Emenda 1: 2000. Esta edição constitui uma revisão técnica e inclui as algumas alterações técnicas significativas em relação à edição anterior.

Foram acrescentadas informações adicionais sobre as normas de especificação detalhada recentemente desenvolvidas de estruturas mecânicas para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Incluiu-se informações adicionais sobre as normas de ensaio de desempenho recém-desenvolvidos para a verificação do desempenho ambiental e aspectos de segurança e questões do desempenho térmico e gerenciamento térmico para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Foram introduzidas as relações entre a estrutura mecânica do sistema elétrico e eletrônico, a verificação do desempenho ambiental e dos aspectos de segurança e questões do desempenho térmico e do gerenciamento térmico para as práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos.

PREFÁCIO………. …………………… 4

INTRODUÇÃO……… ……………… 6

1 Escopo…………… ………………………. 7

2 Referências normativas………….. ….. 7

3 Termos e definições……………… …… 9

4 Fundamentos e informações básicas………… 19

4.1 Geral…………………….. …………… 19

4.2 Estruturas e práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos…. 20

4.3 Coordenação dimensional com campos técnicos adjacentes……. 20

4.4 Preparação de padrões para novas práticas de equipamentos….. 21

5 Detalhes modulares do pedido………………………….. ….. 24

5.1 Grade modular……………………………………. ……… 24

5.2 Lances…………………………………. …………… 24

5.2.1 Lotes básicos e múltiplos para a prática do equipamento…… ..24

5.2.2 Exemplo de passos de montagem…………………. 25

5.3 Dimensões da coordenação………………………….. 26

5.4 Ilustração da ordem modular……………………. 27

Figura 1 – Passo………………. ……………….. 10

Figura 2 – Grade……………. …………………. 11

Figura 3 – Rack………….. ……………….. 12

Figura 4 – Gabinete……………. …………… 12

Figura 5 – Caso………….. ……………….. 13

Figura 6 – Estrutura oscilante ……………………………………… ………………………………………….. ………. 13

Figura 7 – Sub-bastidor…….. …………… 14

Figura 8 – Chassi…………. ……………. 14

Figura 9 – Unidade plug-in……. ………….. 15

Figura 10 – Console…………… ………….. 15

Figura 11 – Guia da unidade de encaixe…….. … 15

Figura 12 – Slides………………… …………….. 16

Figura 13 – Lâminas telescópicas……………….. .16

Figura 14 – Estrutura de montagem………………… … 17

Figura 15 – Placa de montagem…………………. …. 17

Figura 16 – Painel frontal……………….. ………. 17

Figura 17 – Painel traseiro………………. ………. 18

Figura 18 – Painel do gabinete………….. …… 18

Figura 19 – Porta……………. ………………. 19

Figura 20 – Seção de montagem……………… .19

Figura 21 – Estruturas de práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos………. 20

Figura 22 – Estrutura dos padrões de prática de equipamentos…… 23

Figura 23 – Grade modular………………………………. …….. 24

Figura 24 – Particionamento das dimensões de coordenação C0 com o mesmo passo de montagem mp….. 26

Figura 25 – Exemplos de aplicação da ordem modular…….. 28

Tabela 1 – Publicações contendo dimensões modulares padronizadas e/ou relacionadas a documentos……………….. ……………………. 21

Tabela 2 – Dimensões de coordenação Ci………………….. 26

Há uma tendência contínua em direção a maior integração funcional e menor número de dispositivos eletrônicos, componentes e circuitos integrados. Ao mesmo tempo, novos métodos de fabricação, automáticos, para os equipamentos de fabricação e ensaio e os sistemas de Engenharia Assistida por Computador (CAE) criaram vantagens comerciais para seus usuários.

Para que os usuários tirem vantagem técnica e econômica desses novos componentes e tecnologias durante o planejamento, projeto, fabricação e teste, é necessário que as práticas do equipamento atendam aos requisitos (consulte o Guia 103 da IEC): arranjo de produtos com um mínimo perda de área e espaço; permutabilidade dimensional de produtos,  em relação às dimensões gerais, montagem dimensões (furos de fixação, recorte, etc.); compatibilidade dimensional e determinação das dimensões da interface dos produtos que: são combinados com outros produtos, por exemplo instrumentos, racks, painéis e armários, etc.; são usados em edifícios que foram construídos de acordo com um sistema modular, por exemplo espaçamento entre colunas, altura da sala, altura da porta, etc.

Um obstáculo surge do uso de dois sistemas de dimensionamento (polegada – metro) que não são compatíveis entre si. O uso de uma interface entre os dois sistemas de dimensionamento representa uma maneira de contornar esse obstáculo. A recomendação é: – usar apenas um sistema de dimensionamento e usar unidades SI. As dimensões indicadas em 5.3 deste documento foram retiradas do Sistema l do Guia IEC 103 em consideração com outros documentos sobre coordenação dimensional.

De acordo com as considerações acima, a IEC 60917-1 Ed.1 foi publicada em 1998. Esta norma genérica para estruturas mecânicas para práticas de equipamentos eletrônicos para atender a requisitos avançados para várias aplicações industriais de tecnologia microeletrônica. Após a publicação desta norma genérica, o desenvolvimento de cortes dimensionais e detalhes especificações que consistem nos padrões modulares métricos de 25 mm, IEC 60917-2-X e 19 polegadas (in) padrões convencionais, IEC 60297-3-XXX, foi realizada.

Paralelamente, as normas para abordar aspectos de desempenho ambiental e segurança das estruturas mecânicas, desenvolvidas como a série IEC 61587. Todas essas normas são baseadas nos formulários do sistema interno. O próximo passo para a estrutura mecânica foi o desenvolvimento da série de normas IEC 61969 para aplicações externas.

Na primeira década do século XXI, as séries IEC 62194 e IEC 62610 foram desenvolvidas para definir a verificação do desempenho térmico dos gabinetes e abordar as questões de gerenciamento das práticas de equipamentos elétricos e eletrônicos. Este documento descreve as relações entre a estrutura mecânica dos equipamentos elétricos e sistemas eletrônicos, a verificação do desempenho ambiental e dos aspectos de segurança e as questões do desempenho térmico e do gerenciamento térmico das instalações elétricas e práticas de equipamentos eletrônicos.

BS EN IEC 60331-1: os ensaios de cabos elétricos em condições de incêndio

Essa norma internacional, editada em 2019 pelo BSI, especifica o método de ensaio para os cabos que são necessários para manter a integridade do circuito quando sujeito a incêndio e choque mecânico sob condições especificadas. Este documento é aplicável a cabos com tensão nominal não superior a 600 V/1.000 V, incluindo aqueles com tensão nominal abaixo de 80 V, metálicos, cabos de telecomunicações e cabos de fibra óptica.

A BS EN IEC 60331-1:2019 – Tests for electric cables under fire conditions. Circuit integrity. Test method for fire with shock at a temperature of at least 830°C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV and with an overall diameter exceeding 20 mm especifica o método de ensaio para os cabos que são necessários para manter a integridade do circuito quando sujeito a incêndio e choque mecânico sob condições especificadas. Este documento é aplicável a cabos com tensão nominal não superior a 600 V/1.000 V, incluindo aqueles com tensão nominal abaixo de 80 V, metálicos, cabos de telecomunicações e cabos de fibra óptica.

Destina-se ao uso em ensaios de cabos com diâmetro geral superior a 20 mm. Embora o escopo seja restrito a cabos com tensão nominal de até 0,6/1,0 kV, inclusive, o procedimento pode ser usado, com o acordo do fabricante e do comprador, para cabos com tensão nominal de até 1, inclusive, 8/3 (3,3) kV, desde que sejam utilizados fusíveis adequados.

O anexo A fornece o método de verificação do queimador e do sistema de controle usado para o ensaio. Os requisitos são estabelecidos para uma identificação que pode opcionalmente ser marcada no cabo para indicar conformidade com este documento. Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 2009. Constitui uma revisão técnica.

As mudanças técnicas significativas em relação à edição anterior são as seguintes: extensão do escopo para incluir cabos metálicos de dados e telecomunicações e cabos de fibra óptica, embora detalhes para o ponto específico de falha, arranjo de verificação de continuidade, amostra de ensaio, procedimento de ensaio e relatório de ensaio relevante para dados metálicos e cabos de telecomunicações e cabos de fibra óptica não são fornecidos pela IEC 60331-1; descrição melhorada do ambiente de ensaio; escada de ensaio de aço modificada com dois elementos verticais extras para acomodar o ensaio modificado de cabos de núcleo único sem camada metálica concêntrica e o ensaio de cabos com raio de curvatura em uso normal superior a aproximadamente 400 mm; uso obrigatório de medidores/controladores de fluxo de massa como meio de controlar com precisão as taxas de fluxo de entrada de combustível e ar no queimador; e descrição melhorada das informações a serem incluídas no relatório de ensaio.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO…………………….. 4

INTRODUÇÃO…….. ………… 6

1 Escopo ………………………. 7

2 Referências normativas… ….. 7

3 Termos e definições…….. …… 8

4 Ambiente de ensaio.. ………… 8

5 Aparelho de ensaio… …………… 8

5.1 Equipamento de ensaio……….. …… 8

5.2 Escada de ensaio e montagem……….. 12

5.3 Fonte de calor…………………… …… 13

5.3.1 Queimador………………… ……….. 13

5.3.2 Medidores de vazões………………. 14

5.3.3 Verificação………………………. …. 15

5.4 Dispositivo de produção de choque…………. 15

5.5 Posicionamento da fonte de calor………………. 16

5.6 Arranjos de verificação de continuidade para cabos de energia elétrica e controle com tensão nominal até 600 V/1.000 V inclusive………. 16

5.7 Fusíveis………………………………. ……………… 16

6 Amostra de ensaio (cabos de controle e energia elétrica com tensão nominal de até 600 V/1.000 V)…………………. …. 16

6.1 Preparação da amostra para ensaio………………. 16

6.2 Montagem da amostra para ensaio………………….. 17

6.2.1 Cabos de núcleo único com camada de metal concêntrica e cabos com vários núcleos…………. 17

6.2.2 Cabos de núcleo único sem camada concêntrica de metal………….. ..19

7 Procedimento de ensaio (cabos de controle de energia elétrica com tensão nominal de até 600 V/1.000 V)…………………….. …. 20

7.1 Equipamento e disposição do ensaio…………….. 20

7.2 Conexões elétricas………………………….. 20

7.3 Aplicação de chama e choque………………. 22

7.4 Eletrificação………………………….. …… 22

8 Requisitos de desempenho (cabos de energia e controle com tensão nominal até 600/1.000 V inclusive)………………………… 23

8.1 Tempo de aplicação da chama………………. 23

8.2 Critérios de aceitação……………………… 23

9 Procedimento de reensaio…………… ………. 23

10 Relatório de ensaio (energia elétrica e cabos de controle com tensão nominal até 600 V/1.000 V)………………………………. …. 23

11 Marcação de cabos……………………………. ………….. 23

Anexo A (normativo) Procedimento de verificação da fonte de calor………………… .24

A.1 Equipamento de medição……………………. 24

A.2 Procedimento…………………….. …………. 24

A.3 Avaliação………………………. …………. 25

A.4 Verificação adicional……………………….25

A.5 Relatório de verificação…………………… 25

Anexo B (informativo) Orientação sobre a escolha do aparelho de ensaio recomendado (queimador e venturi)……………………. 26

Bibliografia…………………. ………………….. 27

Figura 1 – Diagrama esquemático da configuração do ensaio……………… 10

Figura 2 – Vista em planta do equipamento de ensaio de incêndio……………………. 11

Figura 3 – Elevação final do equipamento de ensaio de incêndio (sem escala)………….. ……….. 12

Figura 4 – Casquilho de borracha típico para apoiar a escada de ensaio…………… ……… 13

Figura 5 – Superfície do queimador…….. ……….. 14

Figura 6 – Diagrama esquemático de um exemplo de sistema de controle de queimador…………………… 15

Figura 7 – Exemplo de método de montagem de uma amostra de diâmetro maior para ensaio (com um raio de curvatura entre aproximadamente 200 e 400 mm)………………….. …. 17

Figura 8 – Seção detalhada da posição ajustável dos elementos verticais da escada para montagem de uma amostra de diâmetro menor para ensaio (com um raio de curvatura máximo de aproximadamente 200 mm)……. ……… 18

Figura 9 – Exemplo de método de montagem da amostra de ensaio com um raio de curvatura de uso normal maior que aproximadamente 400 mm…….. 19

Figura 10 – Método de montagem da amostra de ensaio de um cabo de núcleo único sem camada de metal concêntrico………………….. ………. 20

Figura 11 – Diagrama do circuito básico – Cabos de energia elétrica e controle com potência nominal tensão até 600 V/1.000 V (inclusive)……………….. 22

Figura A.1 – Arranjo de medição da temperatura………………. 24

Desde sua primeira edição (1970), a IEC 60331 foi ampliada e introduziu uma série de ensaios com aparelhos para que um ensaio possa ser realizado com grande e pequena potência, controle, dados e cabos de fibra óptica. Os ensaios bem-sucedidos realizados de acordo com esta norma permitirão uma identificação marcada no produto. A IEC 60331 consiste nas seguintes partes sob o título geral Tests for electric cables under fire conditions – Circuit integrity: Part 1: Test method for fire with shock at a temperature of at least 830 °C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV and with an overall diameter exceeding 20 mm; Part 2: Test method for fire with shock at a temperature of at least 830 °C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV and with an overall diameter not exceeding 20 mm; Part 3: Test method for fire with shock at a temperature of at least 830 °C for cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV tested in a metal enclosure; Part 11: Apparatus – Fire alone at a flame temperature of at least 750 °C; Part 21: Procedures and requirements – Cables of rated voltage up to and including 0,6/1,0 kV; Part 23: Procedures and requirements – Electric data cables Part 25: Procedures and requirements – Optical fibre cables.

A segurança dos reservatórios termossolares domésticos

Os projetos comerciais de energia solar são geralmente instalados em uma escala maior do que a residencial.

A energia solar é energia utilizável gerada pelo sol na forma de energia elétrica ou térmica. Pode ser capturada de várias maneiras, a mais comum delas é com painéis solares fotovoltaicos que convertem os raios do sol em eletricidade utilizável.

Além de usar energia fotovoltaica para gerar eletricidade, a energia solar é comumente usada em aplicações térmicas para aquecer espaços internos ou fluidos. Os proprietários de imóveis residenciais e comerciais podem instalar sistemas solares de água quente e projetar seus edifícios com aquecimento solar passivo em mente para aproveitar totalmente a energia solar com a tecnologia solar.

Os painéis solares são instalados em três escalas principais: residencial, comercial e de utilidade. A energia solar em escala residencial é tipicamente instalada em telhados de casas ou em terrenos abertos (montados no solo) e geralmente está entre 5 e 20 kW, dependendo do tamanho de uma propriedade.

Os projetos comerciais de energia solar são geralmente instalados em uma escala maior do que a residencial. Embora as instalações individuais possam variar muito em tamanho, a energia solar em escala comercial atende a um objetivo consistente: fornecer energia solar no local para empresas e organizações sem fins lucrativos. Por fim, os projetos de energia solar em escala de serviços públicos que, normalmente, são grandes instalações de vários megawatts (MW) que fornecem energia solar a um grande número de clientes de serviços públicos.

A NBR 16641 de 08/2018 – Requisitos específicos em reservatórios para utilização em sistemas de acumulação de energia térmica solar – Segurança mecânica e elétrica estabelece os requisitos de segurança dos reservatórios termossolares para uso doméstico e aquecimento solar de água em sistemas com temperatura máxima de 95 °C, volume máximo de até 1.000 L, pressão máxima de trabalho de 392 kPa e tensão nominal de até 380 V. aplica a equipamentos não destinados ao uso doméstico padrão, mas que, no entanto, podem ser uma fonte de perigo para o público, como um equipamento destinado a ser usado por leigos no comércio, na produção agrícola e industrial. Não se aplica a: avaliação da perda específica de energia mensal máxima (kW.h/L.mês) por capacidade do reservatório termossolar que deve obedecer as normas e legislações vigentes; equipamentos para ferver água; aquecedores instantâneos de água; equipamentos de distribuição comerciais e máquinas de venda automática; equipamentos destinados exclusivamente para fins industriais; dispositivos destinados a serem utilizados em locais onde prevalecem condições especiais, como a presença de uma atmosfera corrosiva ou explosiva (poeira, vapor ou gás); caixas d’água.

Esta norma trata dos perigos comuns apresentados por equipamentos que são encontrados por qualquer pessoa dentro e fora da casa. No entanto, em geral, não leva em conta: pessoas (incluindo crianças) cujas capacidades físicas, sensoriais ou mentais, ou a falta de experiência e conhecimento, as impedem de utilizar o equipamento com segurança, sem supervisão ou instrução; animais e insetos que possam interferir com os componentes de segurança do sistema. Chama-se a atenção para o fato de que requisitos adicionais podem ser necessários: para equipamentos destinados a serem utilizados em altas altitudes; para equipamentos destinados a serem utilizados em veículos ou a bordo de navios ou aeronaves; quando especificados pelas autoridades de saúde e do trabalho ou similar; quando existem normas para a instalação de equipamentos ligados diretamente à rede de água.

Acesse alguns questionamentos relacionados a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser executado o ensaio de resistência ao calor e fogo?

Como deve ser o esquema de um reservatório fechado para atmosfera (bombeado)?

Quais são as informações permanentes de identificação dos reservatórios?

Quais são as medidas para a limitação da temperatura e pressão em reservatórios fechados?

Esta norma reconhece o nível de proteção aceito internacionalmente contra riscos, tais como: elétricos, mecânicos, térmicos e fogo dos equipamentos quando operados em utilização normal, tendo em conta as instruções do fabricante. Abrange também situações anormais que podem ser previstas e levam em conta a maneira pela qual fenômenos eletromagnéticos podem afetar o funcionamento seguro dos equipamentos.

Esta norma atende aos requisitos da NBR 5410, exceto quando especificado nesta norma, de modo que exista compatibilidade com as regras de projeto elétrico, quando o equipamento está ligado ao fornecimento de energia. Se um equipamento do escopo desta norma também incorpora funções que são abrangidas por outra norma, por exemplo, aquecimento a gás ou bomba de calor, deve ser aplicada separadamente a cada uma das funções, atendendo às normas e legislações vigentes.

Se for o caso, a influência da função de um por outro, deve ser levada em conta. Um equipamento que está em conformidade com o texto da norma não será necessariamente considerado em conformidade com os princípios de segurança da norma que, quando examinados e ensaiados, verifica-se que possui outras características que diminuem o nível de segurança abrangidos por esses requisitos.

Um equipamento empregando materiais ou formas de construção que diferem daqueles detalhados nos requisitos desta norma pode ser examinado e ensaiado em função dos objetivos visado por esses requisitos e, se julgado substancialmente equivalente, pode considerar-se como atendendo aos princípios de segurança desta norma. Os equipamentos devem ser construídos de tal forma, que em seu uso normal, operem de forma segura para não causar perigo às pessoas ou ao seu entorno, respeitando as regras de projeto, instalação, acesso e manutenção. Os requisitos para projeto e fabricação devem atender à NBR NM 60335-1.

As pressões intermediárias dentro da faixa de classificação devem ser informadas pelo fabricante. Para reservatório com extra baixa pressão com caixa d’água acoplada ou incorporada, a pressão de projeto deve ser de no mínimo, equivalente ao seu diâmetro externo em metros para mca e menor 39,2 kPa (4 mca).

Quanto ao isolamento elétrico, os reservatórios termossolares devem ser no mínimo classe 01, conforme NM 60335-1. Reservatórios termossolares com invólucros elétricos devem ser de no mínimo IP24, conforme a NBR IEC 60529. Os requisitos para proteção contra acesso às partes energizadas devem atender às recomendações da NBR NM 60335-1:2010, Seção 8. O acesso às partes energizadas deve ser protegido, de modo que só possa ser alcançado após a remoção de uma tampa de proteção, cuja remoção seja possível somente com ferramenta.

Os requisitos para potência de entrada e corrente devem estar em conformidade com a NBR 14013. Os requisitos para aquecimento dos componentes elétricos devem atender à NBR NM 60335-1:2010, Seções 11.1 a 11.6 e 11.8, exceto Seção 11.7, substituído pelo requisito a seguir: o equipamento é operado até que as condições estáveis sejam estabelecidas ou até que o termostato interrompa a corrente pela primeira vez após 16 h, o que for menor.

Os requisitos para a corrente de fuga e isolamento elétrico devem atender à NM 60335-1:2010, Seção 16. Os pés ou apoios devem ser projetados de forma a suportar o peso do produto em condição normal de operação e garantir sua estabilidade. As estruturas de sustentação devem ser projetadas de forma que mantenham suas características operacionais pelo período mínimo de cinco anos sob condições normais de sua aplicação.

O orifício de drenagem deve ser compatível com o volume do reservatório ou dimensões do sistema de respiro, de modo que a água possa escoar sem prejudicar a integridade física do equipamento, quando existente. O dreno pode ou não ser integrado ao reservatório. O respiro do reservatório do tipo aberto deve ser compatível com o volume, construído de forma que o fluxo de água não seja restringido em sua extensão e o reservatório submetido a uma pressão significativa. O respiro pode ou não ser integrado ao reservatório.

Elementos de aquecimento e sensores de controle térmico, em contato com a superfície externa do recipiente, devem ser protegidos e mantidos em posição segura, quando existentes. Os requisitos para fiação interna devem atender à NBR NM 60335-1:2010 Seção 23. O dimensionamento da fiação deve atender à NBR 5410.

Os componentes elétricos citados na NBR NM 60335-1:2010, Seção 24, devem estar em conformidade com os requisitos de segurança, complementados pelos critérios especificados em 4.11.1 e 4.11.2. Os protetores térmicos podem ser de rearme automático ou manual. A operação do protetor térmico de um reservatório termossolar solar fechado deve assegurar que a temperatura da água não ultrapasse a 99 °C. O ponto de instalação deve assegurar que a resistência elétrica esteja sempre imersa em água. Para reservatórios em nível, deve ser considerado o nível mínimo de água.

Os requisitos para o ponto de alimentação e cabos flexíveis externos devem atender às NBR NM 60335-1:2010, Seção 25, e ABNT NBR 5410. Os equipamentos devem ser ligados permanentemente à fiação fixa, não possuindo ligações intermediárias. Também, em situações de queda de energia elétrica. A posição da válvula de alívio de temperatura e pressão ou do sensor de temperatura de água do reservatório deve ser próxima da linha d’água superior dentro do reservatório termossolar.

O bulbo de temperatura da válvula de alívio de temperatura e pressão deve entrar na água em uma profundidade mínima em acordo com a especificação do fornecedor da válvula. A posição do ponto da leitura deve ser entre 5 cm e 15 cm abaixo da linha d’água. A vazão mínima da válvula de alívio de temperatura e pressão deve ser suficiente para descartar o fluido (energia) fornecido pelo coletor solar. Cada reservatório termossolar fechado à atmosfera deve possuir um dispositivo de limitação de temperatura e pressão, ver figura abaixo.

As informações que devem constar no produto de forma visível estão divididas em permanentes, que devem permanecer indeléveis no produto durante a sua vida útil, resistentes às intempéries, produtos químicos ou ações do tempo, e temporárias, que devem permanecer no produto no mínimo até a sua instalação. Essas informações podem ser colocadas em etiquetas ou placas metálicas.

O reservatório deve ser identificado de forma indelével e em parte não destacável, com as seguintes informações mínimas: fabricante ou fornecedor responsável pelo produto no Brasil e informações para contato; modelo do reservatório; volume nominal expresso em Litros (L); pressão nominal de trabalho expresso em metros de coluna d’água (mca); potência da resistência expressa em kW e tensão (V), expressa em V, se aplicável; frase: “IMPORTANTE: Consulte sempre o manual do produto”.

A medição da resistividade do solo para fins de aterramento elétrico

O aterramento tem como função proteger os equipamentos elétricos, usuários e garantir o bom funcionamento do circuito. Existem tipos de aterramento distintos, sendo alguns deles com variações. É uma das formas mais seguras de interferência na corrente elétrica para proteger e garantir o bom funcionamento da instalação, além de atender as exigências das normas técnicas.

Em resumo, o aterramento elétrico significa colocar as instalações e equipamentos no mesmo potencial, de modo que a diferença de potencial entre a terra e o equipamento seja o menor possível. O aterramento (terra) é o conector com diferença de potencial igual a zero, a diferença entre ele e o neutro é que ele não altera o seu valor por meio de problemas que podem ser eliminados para a terra, o que não permite que fugas de energia fiquem na superfície de aparelhos elétricos.

A NBR 7117 (NB716) de 07/2012 – Medição da resistividade e determinação da estratificação do solo estabelece os requisitos para medição da resistividade e determinação da estratificação do solo. Fornece subsídios para aplicação em projetos de aterramentos elétricos. A sua aplicabilidade pode ter restrições em instalações de grandes dimensões, onde são necessários recursos de geofísica não abordados. Não se aplica a estratificações oblíquas e verticais. Entende-se por projetos de malhas de aterramento de instalações de grandes dimensões, os parques eólicos, complexos hidrelétricos e industriais.

O solo é um meio geralmente heterogêneo, de modo que o valor de sua resistividade varia de local para local em função do tipo, nível de umidade, profundidade das camadas, idade de formação geológica, temperatura, salinidade e outros fatores naturais, sendo também afetado por fatores externos como contaminação e compactação. Exemplos de variação da resistividade em função de alguns destes parâmetros são mostrados na tabela e na figura.

A determinação dos valores das resistividades do solo e de sua estratificação é de importância fundamental para o cálculo das características de um sistema de aterramento, subsidiando o desenvolvimento de projetos, bem como a determinação de seus potenciais de passo e toque. Em geral, o solo é constituído por diversas camadas, cada uma apresentando um certo valor de resistividade e uma espessura própria.

O valor de resistividade do solo é determinado por meio de medições, cujos resultados recebem um tratamento matemático, de modo a se obter a estratificação do solo em camadas paralelas ou horizontais, de diferentes resistividades (p) e de espessuras (e) definidas. Considerando-se, portanto, a heterogeneidade do solo, verificada pela variação de sua resistividade à medida em que suas camadas são pesquisadas, há necessidade de procurar meios e métodos que determinem essas variações, sem que seja necessário lançar mão de prospecções geológicas, o que, decerto, inviabilizaria os estudos para implantação de sistemas de aterramento.

Assim sendo, foram desenvolvidos métodos de prospecção geoelétricos que se caracterizam pela facilidade operacional e precisão fornecidas. A complexidade adicional causada pelos solos não uniformes é comum, e apenas em poucos casos a resistividade é constante com o aumento da profundidade, ou seja, homogênea. Basicamente, os métodos que utilizam sondagem elétrica procuram determinar a distribuição vertical de resistividade, abaixo do ponto em estudo, resultando então em camadas horizontais, geralmente causadas por processos sedimentares.

Dispondo-se de dois eletrodos de corrente pelos quais se faz circular uma corrente I, e de dois eletrodos de potencial que detectarão uma diferença de potencial V, pode-se mostrar que a resistividade do solo é proporcional a V/I, sendo o fator de proporcionalidade uma função do método empregado. Em função de pesquisas já realizadas pode-se dizer que metade da corrente injetada no solo, circula acima de uma profundidade igual à metade da distância entre eletrodos, e que grande parte da corrente flui acima da profundidade igual à separação entre eles.

Para estas conclusões pressupõe-se a condição de solos homogêneos, não sendo as mesmas condições válidas para solos estratificados, nos quais a densidade de corrente varia de acordo com a distribuição de resistividades. Os gradientes de potencial da superfície do solo, dentro ou adjacentes a um eletrodo, são principalmente uma função da resistividade da camada superficial do solo.

Por outro lado, a resistência do eletrodo de terra é primariamente uma função de suas dimensões e das resistividades das camadas mais profundas do solo, especialmente se o eletrodo for de grandes dimensões. Estratificações oblíquas e verticais, derivadas de acidentes geológicos, não são objeto de estudo desta norma. São considerados, os seguintes métodos de medição: amostragem física do solo; método da variação de profundidade; método dos dois eletrodos; método dos quatro eletrodos, com os seguintes arranjos: arranjo do eletrodo central; arranjo de Lee; arranjo de Wenner; arranjo Schlumberger – Palmer.

O método da variação de profundidade, também conhecido como “método de três eletrodos”, consiste em um ensaio de resistência de terra executado para várias profundidades (L) do eletrodo de ensaio de diâmetro (d). O valor da resistência medida (Rm) refletirá a variação da resistividade, relativa ao incremento de profundidade. Usualmente, o eletrodo de ensaio é uma haste devido à facilidade de sua cravação no solo. As medições citadas podem ser executadas usando um dos métodos para medição da resistência de aterramento, descritos na NBR 15749.

O método de variação de profundidade fornece informações úteis sobre a natureza do solo na vizinhança da haste. Contudo, se um grande volume de solo precisar ser investigado, é preferível que se use o método dos quatros eletrodos, já que o cravamento de hastes longas não é prático. Este método supõe que o aterramento a ser ensaiado seja composto de uma haste de aterramento de comprimento L. O raio r da haste é pequeno ao se comparar com L. Os valores de resistividade obtidos com esse método são médios e não podem ser extrapolados.

O método dos quatro eletrodos (geral) é o mais aplicado para medição da resistividade média de grandes volumes de terra. Pequenos eletrodos são cravados no solo a pequenas profundidades, alinhados e espaçados em intervalos não necessariamente iguais. A corrente de ensaio I é injetada entre os dois eletrodos externos e a diferença de potencial V é medida entre os dois eletrodos internos com um potenciômetro ou um voltímetro de alta impedância.

O arranjo de Schlumberger é uma disposição para o método dos quatro pontos onde o espaçamento central é mantido fixo (normalmente igual a 1,0 m), enquanto os outros espaçamentos variam de forma uniforme. Daí uma alta sensibilidade na medição dos potenciais é necessária, especialmente se a fonte do terrômetro for de baixa potência.

O arranjo Schlumberger – Palmer é usado para medir resistividades com grandes espaçamentos, especialmente em terrenos de alta resistividade (da ordem de ou superior a 3 000 Wm), com os eletrodos de potencial situados muito próximos aos eletrodos de corrente correspondentes para melhorar a resolução da medida da tensão. Mesmo assim, os terrômetros convencionais, de baixa potência (com corrente compatível com a sensibilidade do aparelho), dificilmente operam de forma eficiente.

Deve ser considerada a variação sazonal da resistividade do solo, devendo ser realizada uma medição no período mais crítico. De maneira geral, a situação mais crítica é a de solo seco, que ocorre após um período de sete dias sem chuvas. Esse período deve ser observado sempre para comprovação da situação mais crítica, caso seja necessária.

Para estimativa de projeto ou casos especiais, podem ser efetuadas medições com o solo na situação que não seja a mais crítica. Uma medição posterior é necessária, caso acordado entre as partes. Em áreas onde seja necessário corrigir o nível do terreno, pelo menos uma das medições deve ser realizada após a conclusão da terraplenagem.

Pontos de uma mesma área em que sejam obtidos valores de resistividade com desvio superior a 50% em relação ao valor médio das medições realizadas podem caracterizar uma subárea específica, devendo ser realizadas medições complementares ao seu redor, para ratificação do resultado; se isso não for possível, considerar a conveniência de descartar a linha de medição. No caso de medições de resistividade próximas a malhas existentes, objetos condutores enterrados ou cercas aterradas, deve-se afastar a linha de medição a uma distância onde as interferências sejam reduzidas para evitar ou atenuar os efeitos da proximidade com massas metálicas enterradas próximo à linha de medição.

No caso de medições de resistividade próximas a aterramentos de redes de energia e de telecomunicações, de linhas de transmissão ou de quaisquer outras fontes de interferências, deve-se afastar a linha de medição e utilizar instrumentos que possuam filtros que separem os resultados do sinal injetado para evitar ou atenuar os efeitos da proximidade com circuitos potencialmente interferentes. Para projetos de linhas de transmissão devem ser realizadas duas medições em direções ortogonais nos pontos escolhidos, preferencialmente no sentido longitudinal ao encaminhamento da linha de transmissão e outra perpendicular, que devem coincidir com a localização das estruturas.

Cada linha de medição deve abranger diferentes distâncias entre eletrodos, que se estendam no mínimo até a maior dimensão (diagonal) do terreno a ser ocupado pela malha. A linha de medição deve ser prospectada a partir de uma distância entre eletrodos de 1 m e prosseguir, se possível, em potência de 2, a saber: 1, 2, 4, 8, 16, 32, 64 m etc. Podem ser utilizadas distâncias intermediárias entre eletrodos.

Condições diferentes das acima indicadas só podem ser definidas sob justificativas técnicas e após expressa concordância entre os agentes envolvidos, observadas as condições específicas do local. Na execução das medições devem-se anotar todas as características locais e os resultados obtidos em planilhas, como a apresentada no Anexo B.

Durante a medição de resistividade devem ser tomados alguns cuidados, como: não fazer medições sob condições atmosféricas adversas, tendo-se em vista a possibilidade de ocorrência de descargas atmosféricas; utilizar equipamentos de proteção individual (EPI) compatíveis com o tipo e o local da medição a ser realizada; evitar que pessoas estranhas e animais aproximem-se do local; não tocar nos eletrodos durante a medição.

A interpretação dos resultados obtidos no campo é a parte mais crítica do processo de medição e, consequentemente, necessita de maiores cuidados na sua validação. Como já mencionado, a variação da resistividade do solo pode ser grande e complexa por causa da sua heterogeneidade e, portanto, há necessidade de se estabelecer uma equivalência para estrutura do solo.

Esta equivalência depende: da exatidão e extensão das medições; do método usado; da complexidade matemática envolvida; da finalidade das medições. Quando o solo for do tipo não homogêneo, é recomendável a disponibilidade de ferramentas computacionais adequadas.

A interpretação do método dos quatro eletrodos é similar àquela do método de profundidade já descrito. No caso do arranjo de Wenner, a resistividade medida é registrada em função do espaçamento a do eletrodo. A curva resultante indica a estrutura do solo. A interpretação da curva obtida pode indicar desvios nas medições ou necessidade de informação adicional sobre o solo, inclusive de medições em profundidades adicionais.

Como evitar acidentes com a rede elétrica

Clicando aqui é possível ter conhecimento dos Projetos de Normas Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar e votar.

Rodrigo Cunha

“Não corro riscos de acidentes com a rede elétrica. É apenas baixa tensão”. O seu caixão pode ficar um pouco mais aberto com um golpe de baixa tensão, mas, mesmo assim, você ainda estará morto. A única diferença entre baixa e alta tensão é a rapidez com que esta pode matá-lo. Se a alta tensão mata instantaneamente, a baixa tensão apenas prolonga um pouco mais o desfecho fatal.

Estudos sobre exposições a choques de baixa tensão apontam que um choque de 120 volts pode matar em até 48 horas. Além disso, muitos médicos da sala de emergência não estão familiarizados com o choque elétrico e um eletrocardiograma pode não mostrar que existe um problema. A lesão no músculo cardíaco tende a se espalhar ao longo do tempo e nem sempre pode ser identificada nesse tipo de exame.

Ao se trabalhar em sistemas ou equipamentos energizados ao invés de desligá-los, isso é “coisa de homem”. É muito comum em usinas de energia nunca desenergizar os equipamentos.

No entanto, a desenergização é a única maneira possível de eliminar totalmente os riscos. O Equipamento de Proteção Individual (EPI) apenas aumenta as suas chances de sobrevivência, mas não afasta o perigo. Certifique-se de que o equipamento a ser manipulado e os sistemas estejam em condições de trabalho seguras do ponto de vista da eletricidade e o EPI e todos os procedimentos apropriados sejam utilizados para a proteção do profissional.

Outro problema: não usar os Equipamentos de Proteção Individual. As pessoas realmente não gostam de usar luvas de isolamento de borracha e outros tipos de equipamentos de proteção. O argumento é que é muito quente, desconfortável, restringe o movimento e retarda todo o trabalho.

Não apenas por usá-lo, mas por ter de selecionar o EPI certo e ficar colocando-o e tirando-o a cada momento. Só que este mesmo EPI também salvará sua vida. Um dos momentos mais prováveis de as pessoas negligenciam o uso dos equipamentos de proteção é justamente durante a resolução de problemas.

A lógica parece ser: “Eu não estou realmente trabalhando nisso, apenas testando”. No entanto, pesquisas revelam que 24% dos acidentes elétricos são causados durante a resolução de problemas, testes de tensão e atividades similares. Temos uma tendência a ignorar os perigos associados às tarefas que consideramos “seguras”.

Não se pode dormir durante um treinamento de segurança. Nada como um bom cochilo para nos prepararmos para um árduo dia de trabalho! Reuniões e treinamentos de segurança podem ser chatos e cansativos, mas são fundamentais para a prevenção de possíveis problemas. Por isso, é tão importante que os treinamentos sejam focados, concisos e interessantes, caso contrário, ninguém escuta.

Quando os medidores estiverem desgastados, é hora de substituí-los. Não seja emocionalmente apegado aos seus equipamentos. Se você realmente ama seu antigo testador de tensão, leve-o para casa e faça um pequeno santuário, assim você estará realmente seguro. O comitê da NFPA (Códigos Nacionais Contra Incêndio) estava preocupado o suficiente com o uso deste tipo de equipamento que inseriu dois requisitos diferentes orientando para o trabalho com ferramentas elétricas portáteis e equipamentos de teste adequadamente classificados.

Um item fundamental: não vestir o equipamento de segurança correto. Não, não estou me repetindo. Algumas pessoas pensam que, se vestirem algo por meio do EPI, qualquer coisa, isso deve ser suficiente. Embora seja verdade que as lesões sofridas provavelmente não serão tão graves quanto se você não vestir nenhum equipamento, há uma grande probabilidade de que, se o EPI correto fosse utilizado, você não sofreria nenhuma lesão.

Isso reafirma o que já foi escrito, pois se você não prestar atenção durante o treinamento de segurança, provavelmente você não poderá escolher o equipamento correto. Você sabe como interpretar as etiquetas Arc Flash? O que você faz se não houver uma etiqueta Arc Flash nos equipamentos de energia elétrica? Você sabe como usar as tabelas do NFPA 70E? Você se refere às notas quando usa as tabelas?

Se você responder “não” a qualquer uma dessas questões, não está escolhendo o EPI correto. Na verdade, você provavelmente não seria considerado qualificado pelos órgãos reguladores. Sua empresa tem a responsabilidade de fornecer treinamento para que você atenda a definição destes órgãos como um eletricista qualificado, caso contrário você estará exposto ao perigo. É o seu corpo que será queimado! Você precisa fazer a lição de casa para se proteger.

Não realizar a manutenção necessária dos equipamentos e sistema de energia é muito comum. Muitas vezes, as empresas consideram os custos de manutenção como uma despesa indireta. Nada poderia estar mais longe da verdade.

O problema é que é difícil depositar as economias em algo que não aparece. Falhas não programadas, perda de produção, compra de equipamentos em preços premium, horas extras, eliminação do equipamento de cratera, por exemplo.

Aqueles de nós que já atravessaram as batalhas envolvidas com os processos de manutenção, conhecem bem os custos de uma postura negligente. Mas, para os novos gerentes e certas contabilidades mais recentes, é realmente difícil de compreender esta necessidade.

Não carregar suas luvas. Já observei em aulas de treinamento de segurança que pouquíssimas pessoas realmente carregam sempre com elas suas luvas isolantes de borracha. Bem, adivinhe, se você não as carrega, quer dizer que tampouco as usa. Isso pode vir acompanhado do pensamento de que uma carga de baixa tensão não irá te machucar. “Nós ficamos apenas tontos e isso não é um grande problema!”, pensam. No início de 2008, no Texas, três trabalhadores da TXU trabalhavam em um transformador de 120/220 volts. Um dos trabalhadores levantou-se e disse: “Bem, meninos. Parece que eu consegui de novo!”, deu três passos e estava morto. Carregue suas luvas e use-as, sempre.

As pessoas tendem a odiar a papelada. Esta é, porém, uma boa hora para abrir uma exceção. A OSHA quer que o profissional planeje cada trabalho, tenha as ferramentas e equipamentos adequados para a sua segurança e siga um planejamento. A Licença de Trabalho Elétrico Energizado fornece os meios para planejar cada trabalho, avaliar os riscos, escolher o EPI mais adequado e documentá-lo.

Nós passamos pela vida cometendo pequenos erros atrás de pequenos erros e nada acontece, até o momento de um acidente, e quando este acontece, perdemos o controle. Por isso, o melhor a se fazer é evitar e prever as falhas, reforçando a segurança em nosso ambiente de trabalho.

Rodrigo Cunha é gerente de produto e aplicação da Fluke do Brasil.

Monitoramento do consumo de energia

Cursos pela internet

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Cinco razões para criar o seu próprio registro.

Rodrigo Cunha

A indústria brasileira já convive com os impactos econômicos do aumento do custo da energia elétrica e se vê obrigada a rever as suas estratégias de consumo. Mensurar o consumo de energia de forma eficiente tornou-se imperativo para que as organizações obtenham um maior controle deste processo. Por isso, fique atento para garantir e maximizar a segurança nas medições elétricas, a precisão das informações e o controle dos processos. Assim, será possível otimizar o desempenho dentro do ambiente de trabalho.

  1. Segurança

É fundamental que os eletricistas realizem estudos de carga antes de adicionar uma carga elétrica a um painel ou serviço já existente. A razão disso é avaliar se existe capacidade suficiente para novas cargas, demanda solicitada pelo inspetor elétrico, engenheiro responsável pelo projeto ou diretamente pelo cliente. Estudos de carga envolvem o uso de um registrador para documentar os níveis de carga existentes (consumo de correntes trifásicas) com excesso de operação. É este o ponto no qual entra o fator segurança. Pelo lado positivo, um estudo de carga pode ser usado para garantir a adesão das regulamentações locais de segurança. Já pelo negativo, a falha na realização de um estudo de carga antes de adicionar novas cargas pode resultar na sobrecarga de uma fonte elétrica existente, gerando riscos de acidentes elétricos e de confiabilidade.

  1. Gerenciamento dos custos de energia e percepção da possibilidade de economia

Embora as despesas com energia sejam uma parte importante dos custos operacionais gerais, muitas empresas não percebem onde seu orçamento destinado aos custos de energia está sendo gasto, já que recebem apenas uma fatura mensal que não especifica quando houve – ou não – uso excessivo de energia. Ao registrar o consumo de energia na entrada de serviço principal e, em seguida, em grandes cargas e fornecimentos secundários, as empresas podem então avaliar a quantidade de energia que está sendo usada, quando, por quem e, ainda, o seu custo por hora. Sem falhas, os dados apresentarão graves desperdícios de energia que podem ser eliminados apenas com mudanças operacionais, como o desligamento de algumas cargas, redução de cargas durante os horários de pico ou mesmo com o ajuste da programação para que as cargas passem a operar nos horários em que as taxas estejam mais baixas.

  1. Precisão na conta elétrica

Os donos de instalações de grande e médio porte, geralmente instalam submedidores para registrar seu consumo de energia. No entanto, esses medidores são, normalmente, instalados de forma inadequada, colocando em dúvida a confiabilidade do faturamento. Os problemas de instalação variam de transdutores de corrente instalados com a frente para o lado errado, instalados na fase errada ou de erros de configuração de submedidores. Uma boa prática é verificar a leitura com um registrador de energia portátil, que oferece dados com uma comparação rigorosa do que está sendo faturado e do que foi de fato utilizado. Um grande desvio entre o total cobrado pelo consumo de energia e os dados do registrador pode ser um sinal para investigar a configuração do submedidor.

  1. Descontos e incentivos financeiros

As empresas prestadoras de serviço público oferecem incentivos e descontos como uma forma de encorajar seus clientes a reduzirem o consumo de energia. O objetivo é servir mais clientes com a mesma fonte de alimentação, visto que é proibida a construção de novas fábricas de geração de energia. Muitos incentivos e descontos estão disponíveis hoje para aprimorar fábricas já existentes, como motores de alta eficiência e iluminação com economia de energia, assim como substituição de arranque do motor por energia de frequência variável. Para receber o incentivo financeiro, a empresa de serviços públicos precisará de uma verificação constante da economia de energia, cenário ideal para os estudos de carga. O estudo de carga de pré-aprimoramento documentará o consumo de energia existente para oferecer dados de parâmetro, enquanto que o estudo de pós-aprimoramento, verificará a economia de energia obtida após a conclusão das modificações.

  1. Identificação e solução de problemas

Muitas vezes, a única forma de resolver um problema é por meio da coleta e análise de dados de um certo período. Para esses cenários de resolução de problemas, os registradores de energia são extremamente importantes, além de terem um preço mais acessível e serem mais fáceis de usar do que um analisador de potência complexo. Um bom exemplo é quando um disjuntor é ativado aleatoriamente. Eventos óbvios, como o arranque de um grande motor, não devem ser o motivo. Na verdade, ativações podem aparecer de forma totalmente aleatória ou pode acontecer quando o técnico não está por perto para observar (no meio da noite, por exemplo). Como o técnico de manutenção não pode monitorar a carga até que o disjuntor seja ativado, conectar um registrador de energia à lateral de carga do disjuntor para registrar o consumo de corrente pode ajudar na solução de problemas de ativação.

Rodrigo Cunha é gerente de produto e aplicação da Fluke do Brasil.