IEC 61326-1: os requisitos EMC de equipamentos elétricos para medição e controle

Essa norma internacional, editada em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), especifica os requisitos de imunidade e emissões com relação à compatibilidade eletromagnética (EMC) de equipamentos elétricos, operando com uma fonte ou bateria inferior a 1.000 V ca ou 1.500 V cc ou do circuito sendo medido. Os equipamentos destinados ao uso profissional, de processo industrial, de fabricação industrial e educacional são cobertos por esta parte.

A IEC 61326-1:2020 – Electrical equipment for measurement, control and laboratory use – EMC requirements – Part 1: General requirements especifica os requisitos de imunidade e emissões com relação à compatibilidade eletromagnética (EMC) de equipamentos elétricos, operando com uma fonte ou bateria inferior a 1.000 V ca ou 1.500 V cc ou do circuito sendo medido. Os equipamentos destinados ao uso profissional, de processo industrial, de fabricação industrial e educacional são cobertos por esta parte. Inclui equipamentos e dispositivos de computação para a medição e ensaio; equipamentos para o controle; uso em laboratório; acessórios destinados ao uso como equipamentos de manuseio de amostras, destinado ao uso em locais industriais e não industriais.

Os dispositivos de computação e os conjuntos e equipamentos semelhantes dentro do escopo de equipamentos de tecnologia da informação e em conformidade com as normas ITE EMC aplicáveis podem ser usados em sistemas dentro do escopo desta parte da IEC 61326 sem ensaios adicionais, se forem adequados para o ambiente eletromagnético pretendido. Em geral, considera-se que esta norma de família de produtos tem precedência sobre as normas EMC genéricas correspondentes.

Os seguintes equipamentos são cobertos por este documento. Medição elétrica e equipamento de ensaio: são equipamentos que, por meios elétricos, medem, indicam ou registram uma ou mais grandezas elétricas ou não elétricas, também equipamentos não medidores como geradores de sinais, padrões de medição, fontes de alimentação e transdutores. Equipamento de controle elétrico: Este é o equipamento que controla uma ou mais grandezas de saída para valores específicos, com cada valor determinado por configurações manuais, por programação local ou remota, ou por uma ou mais variáveis de entrada.

Isso inclui os equipamentos de medição e controle de processos industriais que consistem em dispositivos como os controladores e reguladores de processo; os controladores programáveis; as unidades de alimentação de equipamentos e sistemas (centralizado ou dedicado); os indicadores e gravadores analógicos/digitais; a instrumentação de processo; os transdutores, posicionadores, atuadores inteligentes, etc. Equipamento elétrico de laboratório, incluindo equipamento médico para diagnóstico in vitro: Este é o equipamento usado para preparar ou analisar materiais, ou medir, indicar ou monitorar quantidades físicas. Este equipamento também pode ser usado em outras áreas que não laboratórios.

Em termos de requisitos de emissão, o equipamento deve ser classificado em equipamento de Classe A ou Classe B, de acordo com os requisitos e os procedimentos do CISPR 11. Os requisitos de emissão correspondentes estão descritos na Cláusula 7. Os requisitos de emissão e imunidade especificados visam alcançar a compatibilidade eletromagnética entre equipamentos cobertos por este documento e outros equipamentos que possam operar em locais com ambientes eletromagnéticos considerados neste documento. A orientação para uma avaliação sobre o risco de atingir a EMC é fornecida no Anexo B.

CONTEÚDO DA NORMA

PREFÁCIO………………….. 4

INTRODUÇÃO……………… 6

1 Escopo……………………… 7

2 Referências normativas ………. ….. 8

3 Termos, definições e abreviações………….. 9

3.1 Termos e definições ……………………….. 9

3.2 Abreviações……………………………….. 12

4 Geral…………………….. ………………….. 12

5 Plano de ensaio EMC …………… ……………. 12

5.1 Geral………………. …………… 12

5.2 Configuração do EUT durante o ensaio…………………. 13

5.2.1 Geral……………………… ……… 13

5.2.2 Composição do EUT……………………………. 13

5.2.3 Montagem do ESE ……………………………… 13

5.2.4 Portas E/S…………………….. ……… 13

5.2.5 Equipamento auxiliar …………………… 13

5.2.6 Cabeamento e aterramento…………………. 13

5.3 Condições de operação do ESE durante o ensaio…………. 13

5.3.1 Modos de operação…………………………… 13

5.3.2 Condições ambientais ………………………14

5.3.3 Software EUT durante o ensaio…………………. 14

5.4 Especificação de desempenho funcional…………………. 14

5.5 Descrição do ensaio…………………………… … 14

6 Requisitos de imunidade …………………………. 14

6.1 Condições durante os ensaios…………………… 14

6.2 Requisitos do ensaio de imunidade…………………… 14

6.3 Aspectos aleatórios ……………………………… … 17

6.4 Critérios de desempenho………………………………….. 18

6.4.1 Geral………………………… 18

6.4.2 Critério de desempenho A…………………………. 18

6.4.3 Critério de desempenho B………………………… 18

6.4.4 Critério de desempenho C………………………… 18

7 Requisitos de emissão ………………………………. 19

7.1 Condições durante as medições……………………… 19

7.2 Limites de emissão………………………….. ….. 19

8 Resultados e relatório do ensaio……………………… 19

9 Instruções de uso……………………………… …….. 20

Anexo A (normativo) Requisitos de ensaio de imunidade para o equipamento de ensaio medição portátil alimentado por bateria ou pelo circuito sendo medido…………………………….. 21

Anexo B (informativo) Guia para análise e avaliação de compatibilidade eletromagnética…………………. 22

B.1 Geral………………………… 22

B.2 Análise de risco………………….. ………. 22

B.3 Avaliação de risco……………………. …. 22

Bibliografia………….. ………………….. 24

Figura 1 – Exemplos de portas………………………. … 11

Tabela 1 – Requisitos de ensaio de imunidade para equipamentos destinados a serem usados em um ambiente eletromagnético básico……….. ……… 15

Tabela 2 – Requisitos de ensaio de imunidade para equipamentos destinados a serem usados em um ambiente eletromagnético industrial…………. 16

Tabela 3 – Requisitos de ensaio de imunidade para equipamentos destinados a serem usados em um ambiente eletromagnético controlado……………….. 17

Tabela A.1 – Requisitos de ensaio de imunidade para equipamento de medição e ensaio portátil…………….. 21

Os instrumentos e equipamentos dentro do escopo deste documento podem freqüentemente ser geograficamente difundidos e, portanto, operar sob uma ampla gama de condições ambientais. A limitação de emissões eletromagnéticas indesejadas garante que nenhum outro equipamento instalado nas proximidades é indevidamente influenciado pelo equipamento em consideração. Os limites são mais ou menos especificados pela IEC e pelo Comitê Especial Internacional em publicações de interferência de rádio (International Special Committee on Radio Interference – CISPR).

No entanto, o equipamento deve funcionar sem degradação indevida em um ambiente eletromagnético típico para os locais onde deve ser operado. A este respeito, o documento especifica três tipos diferentes de ambiente eletromagnético e os níveis para a imunidade. Informações mais detalhadas sobre questões relacionadas a ambientes eletromagnéticos são fornecidas em IEC TR 61000-2-5. Os riscos especiais, envolvendo, por exemplo, quedas de raio nas proximidades ou diretas, interrupção do circuito ou radiação eletromagnética excepcionalmente alta nas proximidades, não são cobertos.

Os sistemas elétricos e/ou eletrônicos complexos devem exigir planejamento de EMC em todas as fases de seu projeto e instalação, levando em consideração o ambiente eletromagnético, quaisquer requisitos especiais e a gravidade das falhas. Esta parte da IEC 61326 especifica os requisitos EMC que são geralmente aplicáveis a todos equipamentos dentro de seu escopo. Para certos tipos de equipamento, esses requisitos serão complementados ou modificados pelos requisitos especiais de uma, ou mais de uma, parte particular IEC 61326-2 (todas as partes). Devem ser lidos em conjunto com os requisitos IEC 61326-1.

A conformidade dos dispositivos eletromecânicos para circuito de comando

Deve-se entender as funções dos dispositivos para circuitos de comando e elementos de comutação, destinados a comandar, sinalizar, intertravar, etc. os dispositivos de manobra e comando. 

A NBR IEC 60947-5-1 de 10/2020 – Dispositivos de manobra e comando de baixa tensão – Parte 5-1: Dispositivos e elementos de comutação para circuitos de comando — Dispositivos eletromecânicos para circuito de comando aplica-se aos dispositivos para circuitos de comando e elementos de comutação, destinados a comandar, sinalizar, intertravar, etc. os dispositivos de manobra e comando. Aplica-se aos dispositivos para circuitos de comando com tensão nominal não superior a 1.000 V em corrente alternada (a uma frequência não superior a 1 000 Hz) ou 600 V em corrente contínua. Porém, para tensões de utilização inferiores a 100 V em corrente alternada ou corrente contínua, ver nota 2 de 4.3.1.1.

Esta norma aplica-se aos tipos específicos de dispositivos para circuito de comando, como: auxiliares manuais de comando, por exemplo, botões de pressão, comutadores rotativos, interruptor a pedal, etc.; auxiliares eletromagnéticos de comandos, sejam temporizados ou instantâneos, por exemplo, contatores auxiliares; auxiliares automáticos de comando, por exemplo, detectores de pressão (pressostato), detectores de temperatura (termostato), programadores, etc.; interruptores de posição, por exemplo comandos auxiliares acionados por parte de uma máquina ou mecanismo; dispositivo de comando associado, por exemplo, sinalizador luminoso, etc. Um dispositivo para circuitos de comando compreende um auxiliar de comando e os dispositivos associados como um sinalizador luminoso. Um auxiliar de comando compreende um elemento de comutação e um sistema de atuação. Um elemento de comutação pode ser um elemento de contato ou um elemento a semicondutor.

Esta norma também é aplicável aos tipos determinados de elementos de comutação associados a outros dispositivos (cujos circuitos principais são cobertos por outras normas), como os contatos auxiliares de um dispositivo de manobra (por exemplo, contator, disjuntor, etc.) que não são previstos para serem utilizados exclusivamente com a bobina daquele dispositivo; contatos de intertravamento das portas dos invólucros; contatos de circuitos de comando dos interruptores rotativos; contatos de circuitos de comando dos relés de sobrecarga. Os contatores auxiliares também satisfazem os requisitos e os ensaios da NBR IEC 60947-4-1, com exceção da categoria de utilização que satisfaz esta norma. Ela não inclui os relés cobertos pela IEC 60255 ou pela série da IEC 61810, nem os dispositivos de comandos elétricos automáticos para utilização doméstica e similares.

Os requisitos relativos às cores de sinalizadores luminosos, botões de pressão, etc. são encontrados na IEC 60073 e também na CIE S 0004/E-2001, da Comissão Internacional de Iluminação (CIE). Esta norma tem por objetivo estabelecer: as características dos dispositivos para circuitos de comando; os requisitos elétricos e mecânicos no que se refere a: diferentes funções que devem ser desempenhadas; significação das características nominais e das marcações nos dispositivos; os ensaios de verificação das características nominais; as condições de funcionamento às quais devem satisfazer os dispositivos para circuitos de comando, no que se refere a condições ambientais, inclusive àquelas referentes ao equipamento e seu invólucro; propriedades dielétricas; e bornes.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais as informações que devem ser fornecidas pelo fabricante dos produtos?

Quais devem ser as marcações de identificação do dispositivo para circuito de comando?

Por que é importante ter um diagrama de funcionamento?

Quais são as condições normais de serviço, de montagem e de transporte?

Convém que as características dos dispositivos e dos elementos de comutação para os circuitos de comando sejam declaradas nos termos seguintes, onde as condições são aplicáveis: tipo de equipamento (ver 4.2); valores nominais e valores-limites dos elementos de comutação (ver 4.3); categorias de utilização dos elementos de comutação (ver 4.4); as características nas condições de carga normal e anormal (ver 4.3.6). A aplicação principal de um auxiliar de comando é a comutação de cargas, como indicado para as várias categorias de utilização da tabela abaixo.

Outras aplicações, por exemplo, o comando de lâmpadas de filamento de tungstênio, motores pequenos, etc., não são tratadas em detalhes nesta norma. A utilização normal de um auxiliar de comando é para fechar, manter fechado e abrir circuitos, conforme a categoria de utilização indicada na tabela abaixo. As condições anormais podem ocorrer, por exemplo, quando o circuito magnético de um eletroímã, embora a bobina seja alimentada, não fechar. Um auxiliar de comando deve ser capaz de interromper a corrente correspondente nas condições de utilização.

O tipo dos elementos de comutação deve ser definido como auxiliares manuais de comando, por exemplo, botões de pressão, comutadores rotativos, interruptores a pedal, etc.; auxiliares eletromagnéticos de comando, temporizados ou instantâneos, por exemplo, contatores auxiliares; auxiliares automáticos de comando, por exemplo, detectores de pressão com contatos, detectores de temperatura com contatos (termostato), programadores, etc.; interruptores de posição; equipamento de comando associado, por exemplo, sinalizador luminoso, etc.

O tipo dos elementos de comutação deve ser definido como contatos auxiliares de um dispositivo de manobra (por exemplo, contator, disjuntor etc.) que não são previstos para serem utilizados exclusivamente com a bobina daquele dispositivo; contatos de intertravamento das portas de invólucro; contatos de circuito de comando de interruptores rotativos; contatos de circuito de comando de relés de sobrecarga. O número de polos deve ser definido. A natureza da corrente deve ser definida: corrente alternada ou corrente contínua. O meio de interrupção deve ser definido: ar, óleo, gás, vácuo, etc. O método de manobra deve ser definido: manual, eletromagnético, pneumático, eletropneumático.

O método de comando deve ser definido: automático; não automático; semiautomático. Os valores nominais relativos aos elementos de comutação de um dispositivo para circuito de comando devem ser fixados de acordo com essa norma, inclusive, mas não é necessário especificar todos os valores listados. Um elemento de comutação é definido para as tensões nominais indicadas. A IEC 60947-1:2007, 4.3.1.1, é aplicável, com as seguintes adições: para circuitos trifásicos, Ue é declarado como tensão eficaz entre fases.

Um elemento de comutação pode ser caracterizado por várias combinações de tensão nominal de utilização e de corrente nominal de utilização. Os auxiliares de comando tratados nesta norma não são normalmente previstos para serem utilizados com tensões muito baixas e eles podem não ser apropriados para um determinado serviço. É recomendado solicitar orientação do fabricante relativa a qualquer aplicação com um valor baixo de tensão de utilização, por exemplo, abaixo de 100 V ca ou cc.

Um elemento de comutação deve satisfazer os requisitos indicados na tabela 4 (disponível na norma), correspondendo à categoria de utilização atribuída, e os requisitos de acordo com a tensão nominal de utilização. Para um elemento de comutação para o qual uma categoria de utilização é atribuída, não é necessário especificar separadamente capacidades de estabelecimento e de interrupção. Um elemento de comutação projetado para comandar pequenos motores e cargas de lâmpadas de filamento de tungstênio deve ter uma categoria de utilização indicada na NBR IEC 60947-4-1 e deve satisfazer os requisitos correspondentes desta publicação.

Um elemento de comutação deve satisfazer os requisitos dados na Tabela 5 (disponível na norma), que correspondem à categoria de utilização atribuída. Um exemplo de uma condição anormal de utilização é aquela onde o eletroímã não funciona e os elementos de comutação têm que interromper a corrente de estabelecimento. As categorias de utilização, como indicadas na tabela abaixo, são consideradas normalizadas. Qualquer outro tipo de aplicação deve ser baseado em acordo entre o fabricante e o usuário, mas as informações dadas no catálogo do fabricante ou oferta podem constituir tal acordo.

O fabricante deve declarar se os elementos de contato de um dispositivo para circuito de comando estão eletricamente separados ou não (ver 2.3.3.7). Os elementos de contato separados devem ser considerados de polaridade oposta, salvo indicação contrária do fabricante. O valor de funcionamento e o valor de retorno da grandeza de atuação são determinados em valores crescentes uniformes e em valores decrescentes normais da grandeza de atuação. Salvo especificação em contrário, a taxa de mudança deve ser regular e tal que o valor de funcionamento (ou de retorno) seja atingido em não menos de 10 s.

Os valores de funcionamento e de retorno podem ser valores fixos, ou um deles ou ambos podem ser reguláveis (ou o valor diferencial pode ser regulável). Onde apropriado, o fabricante deve indicar um valor suportável, ou um valor máximo superior ao valor de regulagem mais elevado de funcionamento ou um valor mínimo inferior ao valor de regulagem mais baixo do valor de retorno. Um valor suportável implica nenhum dano ao auxiliar automático de comando ou nenhuma mudança em suas características.

Os auxiliares automáticos de comando com dois ou mais elementos de contato que não são individualmente reguláveis podem ter valores de funcionamento e de retorno diferentes para cada elemento de contato. Um auxiliar automático de comando com dois ou mais elementos de contato individualmente reguláveis é considerado uma combinação de auxiliares automáticos de comando.

As cidades inteligentes para comunidades sustentáveis

Conheça as orientações para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável.

A NBR ISO 37106 de 10/2020 – Cidades e comunidades sustentáveis — Orientação para o estabelecimento de modelos operacionais de cidades inteligentes para comunidades sustentáveis fornece orientação para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável. Este documento não descreve um modelo de tamanho único para o futuro das cidades. Em vez disto, o foco está nos processos de capacitação pelos quais o uso inovador de tecnologia e dados, juntamente com a mudança organizacional, pode ajudar cada cidade a fornecer a sua própria visão específica para um futuro sustentável de maneira mais eficiente, eficaz e ágil.

Este documento fornece ferramentas comprovadas, que as cidades podem implantar, ao operacionalizar a visão, a estratégia e a agenda política que desenvolveram, após a adoção da NBR ISO 37101, do sistema de gestão para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Também pode ser usado, no todo ou em parte, por cidades que não se comprometeram com a implantação do sistema de gestão da NBR ISO 37101.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como fazer o estabelecimento de uma terminologia e um modelo de referência comuns?

Como realizar a gestão de empreendimentos e infraestruturas de cidades inteligentes?

Qual seria um resumo dos princípios de entrega das cidades inteligentes?

Quais os propósitos a serem considerados pelas comunidades?

Quais são as necessidades de liderança e governança para as cidades inteligentes?

Este documento ajuda as cidades, oferecendo uma visão para um futuro sustentável, fornecendo um conjunto de ferramentas de “práticas inteligentes” para gerenciar governança, serviços, dados e sistemas em toda a cidade de forma aberta, colaborativa, centrada no cidadão e digitalmente habilitada. Define um modelo operacional inteligente para as cidades, o que lhes permite operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco de entrega.

Isto significa, em particular, um foco em permitir que as cidades: tornem as necessidades atuais e futuras do cidadão a força motriz por trás da tomada de decisões de investimento, planejamento e entrega de todos os espaços e sistemas da cidade; integrem planejamento físico e digital; identifiquem, antecipem e respondam aos desafios emergentes de forma sistemática, ágil e sustentável; criem uma mudança na capacidade de entrega conjunta e de inovação por meio das fronteiras organizacionais dentro da cidade. Embora muitos dos princípios e metodologias estabelecidos por este documento sejam relevantes dentro de setores verticais específicos das cidades (por exemplo, água, resíduos, energia, agricultura urbana, transporte, TI), o foco é maior nas questões e desafios envolvidos na junção de todos.

Esta é uma abordagem estratégica de toda a cidade para o uso de dados inteligentes, formas inteligentes de trabalhar e tecnologias inteligentes. Central para este documento é, portanto, uma forte ênfase na liderança e governança, cultura, inovação do modelo de negócios e no papel ativo desempenhado pelos cidadãos, empresas e sociedade civil na criação, entrega e uso de espaços e serviços da cidade. Este documento é destinado aos líderes da cidade. Grande parte da orientação também pode ser útil para líderes de outras comunidades que não em escala de cidade, incluindo áreas urbanas menores e iniciativas maiores em escala regional.

Mas o principal público pretendido, com quem a orientação foi desenvolvida e validada, é a liderança da cidade, incluindo: os desenvolvedores de políticas nas autoridades locais – tanto os responsáveis pelo projeto de serviço, comissionamento e função de entrega, quanto os responsáveis pelo papel de liderança da comunidade, em particular: líderes eleitos; altos executivos de autoridades locais (incluindo diretores executivos, diretores de informação e diretores de departamentos-chave); altos executivos de outros órgãos públicos com mandato em toda a cidade; outras partes interessadas em liderar e moldar o ambiente da cidade, incluindo: os altos executivos do setor privado que desejem se associar e ajudar as cidades na transformação dos sistemas da cidade para criar valor compartilhado; os líderes de organizações do terceiro setor ativas dentro da cidade; os líderes nos setores de educação superior e posterior; os inovadores e representantes da comunidade.

Além deste público de liderança, o documento será de interesse para todas as partes envolvidas em cidades inteligentes, incluindo cidadãos individuais. A definição de trabalho de uma cidade inteligente usada para os propósitos deste documento é aquela aprovada pelo ISO TMB. Convém que uma cidade inteligente seja descrita como aumentando drasticamente o ritmo em que melhora a sua sustentabilidade e resiliência … melhorando fundamentalmente como ela envolve a sociedade, como ela aplica métodos de liderança colaborativa, como funciona em disciplinas e sistemas de cidades e como usa dados e tecnologias integradas … para transformar serviços e qualidade de vida para aqueles que estão envolvidos com a cidade (moradores, empresas, visitantes).

Isto é deliberadamente apresentado como uma definição de trabalho, e não uma concebida definição definitiva que todas as cidades irão seguir. Embora haja um forte grau de convergência entre as estratégias de cidades inteligentes que estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, há também uma diversidade significativa. Todas as cidades que embarcam no desenvolvimento de uma estratégia de cidade inteligente podem definir as suas próprias razões para fazê-lo, em seu próprio idioma.

O processo de discussão e debate entre as partes interessadas para definir o que, para eles, significa “Smart Paris”, “Smart Tokyo” ou “Smart Toronto” é importante. O modelo operacional tradicional de uma cidade é baseado em prestadores de serviços orientados para funções que operem como silos verticais não conectados, que muitas vezes não são construídos em torno das necessidades do usuário. Este documento especifica as melhores práticas para se mudar para um “modelo operacional de cidade inteligente” – que permita às cidades impulsionar a inovação e a colaboração entre estes silos verticais e operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco.

Tradicionalmente, as definições de orçamento, responsabilização, tomada de decisões e prestação de serviços foram integradas em cadeias de entrega verticalmente integradas dentro das cidades – silos de entrega que são construídos em torno de funções, não de necessidades do usuário. Isto é ilustrado na figura abaixo: o cidadão ou empresa teve que se envolver separadamente com cada silo, estabelecendo conexões para si mesmo, em vez de receber um serviço contínuo e conectado que atenda às suas necessidades; os dados e as informações foram bloqueados nestes silos, limitando o potencial de colaboração e inovação em toda a cidade e limitando o potencial de impulsionar mudanças em toda a cidade com velocidade. A outra figura resume a mudança desta maneira tradicional de operar, que as cidades inteligentes estão buscando implementar.

As principais características desta mudança para um modelo operacional de cidade inteligente incluem: investir em dados inteligentes, ou seja, que a garantia de dados sobre o desempenho e a utilização de ativos físicos, espaciais e digitais da cidade fique disponível em tempo real e de forma aberta e interoperável, a fim de permitir a integração em tempo real e a otimização de recursos da cidade; gerenciar os dados da cidade como um ativo, dentro da autoridade local e em colaboração com outros proprietários de dados significativos em toda a cidade; habilitar para ser conduzida externamente; inovação liderada pela comunidade, pelos cidadãos, empresas e sociedade civil, abrindo os dados e serviços da cidade para o bem comum: em nível técnico, por meio do desenvolvimento de plataformas de dados abertos; e em nível empresarial, por meio de medidas para permitir um mercado próspero na reutilização de dados públicos juntamente com a divulgação de dados de entidades comerciais de uma forma comercialmente apropriada; habilitar para ser conduzida internamente; inovação liderada pela cidade para fornecer serviços mais sustentáveis e centrados no cidadão.

Tudo isso serve para proporcionar serviços públicos aos cidadãos e empresas, acessíveis em balcão único, por meio de vários canais, que envolvem os cidadãos, empresas e comunidades diretamente na criação de serviços, e que são construídos em torno das necessidades do usuário e não das estruturas organizacionais da cidade; estabelecer uma arquitetura integrada de negócios e informações que possibilite uma visão de toda a cidade dos grupos específicos de clientes para os serviços urbanos (por exemplo, passageiros, idosos, famílias problemáticas, pessoas com deficiência). Também, pode estabelecer orçamentos holísticos e flexíveis, com foco no valor do dinheiro além dos limites departamentais padrão e estabelecer processos de gestão de governança e de partes interessadas em toda a cidade para apoiar e avaliar estas mudanças.

O conteúdo deste documento pode ser visto esquematicamente na Figura 3 que está disponível na norma. No nível superior, ele é composto por quatro componentes necessários para suportar a mudança para um modelo operacional de cidade inteligente: [A] Princípios de entrega: uma declaração de valores que os líderes da cidade podem usar para orientar a tomada de decisões à medida que buscam operacionalizar sua visão e estratégia para a cidade; [B] Principais processos de entrega em toda a cidade: um conjunto de notas de orientação práticas sobre como lidar com os desafios de toda a cidade conectados por meio dos silos da cidade; [C] Estratégia de realização de benefícios: orientação sobre como garantir uma linha de visão limpa entre os investimentos em cidades inteligentes e os resultados sociais, econômicos e ambientais que a cidade pretende alcançar, onde os benefícios pretendidos são claramente articulados, medidos, gerenciados, entregues e avaliados na prática; [D] Gestão de riscos: uma lista de verificação de temas que convém que uma cidade monitore regularmente para garantir que está gerenciando efetivamente os principais riscos para fornecer sua visão e estratégia.

Estes componentes são descritos com mais detalhes nas Seções 5 a 8. Notas de orientação detalhadas são fornecidas em cada um dos subcomponentes ilustrados na Figura 3, com cada nota de orientação estruturada usando uma linguagem de padrão comum. Para facilitar a referência, em resumo das recomendações há um sumário de todas as recomendações contidas neste documento. Estas são então descritas em mais detalhes nas seções subsequentes deste documento.

As operações seguras com o hexafluoreto de enxofre (SF6)

Deve-se entender os procedimentos para manuseio seguro de SF6 durante a instalação, comissionamento, operações normais ou anormais, e descarte de equipamentos de manobra e controle de alta tensão em fim de vida útil.

A NBR 16902 de 09/2020 – Hexafluoreto de enxofre (SF6) para equipamentos elétricos – Requisitos para manutenção estabelece os procedimentos para manuseio seguro de SF6 durante a instalação, comissionamento, operações normais ou anormais, e descarte de equipamentos de manobra e controle de alta tensão em fim de vida útil. Os procedimentos descritos devem ser considerados como os requisitos mínimos necessários para garantir a segurança dos serviços que envolvem manuseio de SF6 e minimizar as suas emissões para o meio ambiente. Para os efeitos desta norma, é considerada como alta tensão a nominal acima de 1.000 V. No entanto, o termo média tensão é comumente utilizado para sistemas de distribuição com tensões acima de 1 kV até e inclusive 52 kV.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são as regulamentações internacionais para transporte de SF6?

Quais são as medidas a serem tomadas para trabalhar em equipamentos elétricos que utilizam gás SF6?

Quais são as medidas de segurança ao abrir ou acessar compartimentos de gás?

Quais são as soluções de neutralização?

A tecnologia do SF6 já vem sendo utilizada em equipamentos de manobra e controle há mais de 30 anos. Sua aplicação é mais comum em equipamentos elétricos com classe de tensão acima de 1 kV até tensões mais elevadas, para as quais estes equipamentos são fabricados. Estima-se que milhões de diferentes tipos de unidades preenchidas com SF6 estejam atualmente em serviço.

Tecnicamente há três métodos disponíveis para contenção do gás, de acordo com a IEC 62271-1: os sistemas de pressão controlada que não são mais utilizados para novos equipamentos devido a níveis inaceitáveis de taxa de vazamento; e os sistemas de pressão fechados, usados nos modernos equipamentos elétricos de alta tensão. Os valores padrão para taxas de vazamento são 0,5% e 1% por ano e por compartimento de gás e os sistemas de pressão selados de modernos equipamentos elétricos de média tensão (comercialmente conhecidos como produtos selados por toda vida útil ou sistemas hermeticamente selados).

A estanqueidade de sistemas de pressão selados é especificada pela expectativa de vida útil. A expectativa de vida útil com relação ao desempenho com vazamentos é especificada pelo fabricante. Os valores preferenciais são 20, 30 e 40 anos. Para atender totalmente aos requisitos de expectativa de vida útil, a taxa de vazamento de sistemas de pressão selados de SF6 deve ser inferior a 0,1% ao ano.

A longa experiência com o uso de SF6 em equipamentos de manobra e controle evidencia que algumas precauções e procedimentos elementares devem ser adotados de forma que sejam obtidos benefícios na operação, na segurança no trabalho e nas questões ambientais, como a operação segura do equipamento; a otimização das fontes e ferramentas necessárias; a minimização do tempo de interrupção de funcionamento dos equipamentos; o treinamento normalizado para o pessoal que manuseia SF6; a redução da quantidade de gás emitida durante operações de manuseio de gás até o limite físico funcional; a prevenção de quaisquer emissões deliberadas como, por exemplo, descargas na atmosfera; a redução de perdas e emissões de SF6 durante comissionamentos, serviços, operações e procedimentos de fim de vida útil a níveis mínimos.

A não ser que seja especificado de outra forma pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais, a seguinte sequência detalhada de operações com evacuação de ar/nitrogênio e enchimento com SF6 em cada compartimento deve ser realizada com o preparo do equipamento de manuseio de SF6 ao verificar se o regenerador de SF6 está funcionando adequadamente, e que as conexões estão limpas e secas para evitar contaminações. Verificar a validade da calibração dos instrumentos sujeitos a calibração.

Quanto à instalação de absorvedor de umidade no compartimento, rapidamente inserir os materiais absorvedores de umidade no compartimento. Iniciar a evacuação imediatamente em seguida. Para a evacuação, conectar a bomba de vácuo e deixar operando até atingir uma pressão de evacuação abaixo de 2 kPa no compartimento de gás. Para a estabilização do vácuo, manter a bomba de vácuo operando por pelo menos 30 min após atingir uma pressão de evacuação abaixo de 2 kPa no compartimento de gás. Interromper o processo de vácuo e proceder a leitura do manômetro. O SF6 a ser introduzido no compartimento de gás deve ser de grau técnico ou usado adequado para reuso.

Realizar a retenção do vácuo, se necessário e a pressão no compartimento deve permanecer abaixo de 2 kPa pelo tempo informado no manual de instrução de operação e manutenção do fabricante original do equipamento. Para a documentação, registrar o nome do fabricante do equipamento, o número de série do compartimento de gás, a pressão de evacuação (isto é, o conteúdo residual de ar), a temperatura ambiente, e a data para futuras referências.

Para o enchimento com SF6, conectar o recipiente com SF6 e encher o compartimento até atingir a pressão nominal de enchimento. Utilizar uma válvula de segurança, um regulador de fluxo e um manômetro calibrado para evitar enchimento excessivo. O SF6 a ser introduzido no compartimento de gás deve ser de grau técnico ou usado adequado para reuso. Não é necessário realizar previamente a medição da qualidade do SF6, quando este gás vier do fornecedor em recipientes selados, quando este gás for armazenado em recipientes selados com etiqueta informando que está adequado para reuso ou quando há certificado de qualidade.

Em todos os demais casos, a qualidade do SF6 deve ser verificada antes da operação de enchimento. A medição da qualidade do SF6 engloba os conteúdos de umidade, o porcentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Para a documentação, registrar o nome do fabricante do equipamento, o número de série do compartimento de gás, a pressão final de enchimento, a temperatura ambiente e a data para futuras referências.

Para a verificação do sensor de pressão/densidade, conferir o funcionamento do sensor de densidade/pressão. Esta ação pode ser realizada durante a operação de enchimento e não pode ser considerada como uma calibração. Durante os procedimentos de verificação dos sensores de pressão/densidade, consultar manual do fabricante do equipamento em relação à influência de histerese sobre os sensores de pressão e densidade.

Deve-se verificar a estanqueidade de todas as conexões feitas em campo conforme requisitado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais. Para a medição da qualidade do SF6, aguardar o período especificado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais antes de medir o conteúdo de umidade, o porcentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Se o compartimento de gás for de pequeno volume, pode ser necessária a reposição de SF6 após a medição da qualidade do SF6.

Como documentação, registrar o nome do fabricante, o número de série do compartimento de gás, o funcionamento do sensor de pressão/densidade, o conteúdo de umidade, o porcentual de pureza do SF6, a acidez residual, a temperatura ambiente e a data para futuras referências. A não ser que seja especificado de outra forma pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais, a seguinte sequência detalhada de operações para complementação com SF6 em compartimentos previamente enchidos.

Para o preparo do equipamento de manuseio de SF6, verificar se as conexões estão limpas e secas, se as mangueiras foram evacuadas e se estão com SF6. Verificar se não há vazamentos nos acoplamentos para evitar contaminações. Verificar a validade da calibração dos instrumentos sujeitos a calibração.

Para a complementação com SF6, conectar o recipiente com SF6 e encher o compartimento até atingir a sua pressão nominal. Utilizar uma válvula de segurança, um regulador de fluxo e um manômetro calibrado para evitar enchimento excessivo. O SF6 a ser introduzido no compartimento de gás deve ser SF6 de grau técnico ou SF6 usado adequado para reuso. Não é necessário realizar previamente a medição da qualidade do SF6, quando este gás vier do fornecedor em recipientes selados, quando este gás for armazenado em recipientes selados com etiqueta informando que está adequado para reuso ou quando há certificado de qualidade.

Em todos os demais casos, a qualidade do SF6 deve ser verificada antes da operação de enchimento. A medição da qualidade do SF6 engloba os conteúdos de umidade, o percentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Como documentação, registrar o nome do fabricante, o número de série do compartimento de gás, a pressão final de enchimento, a temperatura ambiente e a data para futuras referências.

Para a verificação do sensor de pressão/densidade, conferir o funcionamento do sensor de densidade/pressão. Esta ação pode ser realizada durante a operação de enchimento e não deve ser considerada como uma calibração. Durante os procedimentos de verificação dos sensores de pressão/densidade, consultar manual do fabricante do equipamento quanto a influência de histerese sobre os sensores de pressão e densidade.

Verificar a estanqueidade de todas as conexões feitas em campo conforme requisitado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais. Para a medição da qualidade do SF6, aguardar o período especificado pelo fabricante do equipamento no manual de instruções operacionais antes de medir o conteúdo de umidade, o percentual de pureza do SF6 e a acidez residual. Se o compartimento de gás for de pequeno volume, pode ser necessária a reposição de SF6 após a medição da qualidade do SF6.

Para a documentação, registrar o nome do fabricante, o número de série do compartimento de gás, o funcionamento do sensor de pressão/densidade, o conteúdo de umidade, o percentual de pureza do SF6, a acidez residual, a temperatura ambiente e a data para futuras referências. A maioria dos equipamentos de manobra e controle de média tensão são sistemas de pressão selados.

Tipicamente este tipo de equipamento é preenchido com SF6 em fábrica e nenhum manuseio de SF6 adicional é necessário durante toda sua expectativa de vida operacional. Exemplos de sistemas de pressão selados são disjuntores com tubos a vácuo e alguns tipos de disjuntores à SF6 de média tensão. Eles são comercialmente chamados como selados por toda a vida, já que não requerem manuseio de gás em campo durante toda a sua vida útil, tipicamente 40 anos.

O descarte no fim da vida útil é realizado sob a responsabilidade do usuário e realizado de acordo com as instruções do fabricante. Terceiros, como empresas de serviços, também podem executar o descarte no fim da vida útil. Os sistemas de pressão selados são completamente montados e ensaiados em fábrica. Como o SF6 neste caso é manuseado apenas duas vezes (no enchimento do gás no início, e no recolhimento do gás no final) durante toda a vida útil do produto e isto é feito em um ambiente controlado, perdas por manuseio podem ser consideradas como sendo da mesma ordem de magnitude de perdas por vazamentos.

Os recipientes devem ser recarregáveis (recipientes não recarregáveis são proibidos) e etiquetados para clara identificação de seu conteúdo; recipientes contendo SF6 de grau técnico e SF6 usado adequado para reuso em campo devem ser fisicamente separados daqueles contendo SF6 usado adequado para reuso ou SF6 usado não adequado para reuso. A tabela abaixo fornece uma visão geral de todos os métodos de armazenamento sobre os quais um recipiente pode ser baseado.

As regulamentações internacionais para embarque de equipamentos elétricos contendo SF6 ou recipientes de SF6 estão disponíveis para transporte rodoviário (ADR), ferroviário (RID), marítimo (código IMDG) e aéreo (IATA – DGR). Estes são semelhantes quanto à numeração da ONU, classificação, etiquetagem de perigo, classificação final, e documentação de transporte. No entanto, diferem quanto ao idioma oficial, conforme a seguir: ADR: alemão, francês, inglês; RID: inglês; Código IMDG: inglês; IATA – DGR: inglês.

Os dispositivos para a detecção de falhas por arcos

Deve-se conhecer os dispositivos para a detecção de falhas por arcos (AFDD), utilizados para fins domésticos e análogos em circuitos de corrente alternada (ca), para as tensões nominais não superiores a 440 V ca, com frequências nominais de 50 Hz, 60 Hz ou 50/60 Hz e correntes nominais não superiores a 63 A.

A NBR IEC 62606 de 09/2020 – Requisitos gerais dos dispositivos para a detecção de falhas por arcos aplica-se aos dispositivos para a detecção de falhas por arcos (AFDD), utilizados para fins domésticos e análogos em circuitos de corrente alternada (ca), para as tensões nominais não superiores a 440 V ca, com frequências nominais de 50 Hz, 60 Hz ou 50/60 Hz e correntes nominais não superiores a 63 A. Nos Estados Unidos, os interruptores de circuito de falha por arco (AFCI) são considerados semelhantes aos AFDD. Um AFDD é projetado pelo fabricante: como um dispositivo único munido de um sistema de abertura capaz de abrir o circuito protegido em condições especificadas; ou como um dispositivo único munido de um dispositivo de proteção; ou como uma unidade separada, de acordo com o Anexo D, montado no local com um dispositivo de proteção especificado.

O dispositivo de proteção integrado é um disjuntor de acordo com a IEC 60898-1 ou um dispositivo à corrente diferencial-residual, de acordo com a IEC 61008-1, IEC 61009-1 ou NBR IEC 62423. Estes dispositivos são destinados a atenuar os riscos de incêndio em um circuito terminal de uma instalação fixa, causados pela presença de correntes de falha por arco. De fato, essa falha comporta um risco de início de incêndio, em certas condições, se o arco persiste.

A proteção contra o início de incêndio, devido a uma sobretensão, em consequência de uma ruptura de neutro, em uma instalação trifásica, para integrar este tipo de equipamento como uma opção adicional, está sendo estudada em 9.22. A corrente de trilhamento leva à formação de arcos elétricos e, em consequência, pode causar um incêndio. Esta norma aplica-se aos dispositivos que realizam, simultaneamente, a detecção e o reconhecimento da corrente por arco no que se refere aos riscos de incêndio, e define os critérios de funcionamento, nas condições especificadas para a capacidade de abertura do circuito, quando a corrente por arco excede os valores-limites especificados nesta norma.

Os AFDD satisfazendo esta norma, exceto aqueles sem interrupção do neutro, são apropriados para utilização em esquemas IT. Os AFDD alimentados por baterias, ou por um circuito diferente do circuito protegido, não são abrangidos por esta norma. Os AFDD são providos de uma isolação. Eles são projetados para serem utilizados por pessoas não advertidas e não necessitam de manutenção alguma.

Os requisitos específicos podem ser necessários para os AFDD incorporados nos, ou destinados apenas à associação com, plugues e tomadas para uso domésticos e similares; os AFDD destinados a serem utilizados em frequências diferentes de 50 Hz ou 60 Hz.

8Para os AFDD incorporados ou destinados apenas às tomadas, os requisitos desta norma podem ser utilizados, tanto quanto possível com os requisitos da IEC 60884-1 ou com os requisitos nacionais do país onde o produto é colocado no mercado. No Reino Unido, o plugue e a tomada não precisam satisfazer os requisitos da IEC 60884-1. No Reino Unido, o plugue deve atender à BS 1363-1 e a tomada deve ser de acordo com a BS 1363-2.

Precauções especiais (por exemplo, os limitadores de sobretensão) podem ser necessárias quando as sobretensões excessivas forem suscetíveis de ocorrer na alimentação. Os requisitos desta norma se aplicam às condições normais de temperatura e ambiente. Eles se aplicam aos AFDD para utilização em ambientes com grau de poluição 2. Os requisitos adicionais podem ser necessários para os dispositivos utilizados em áreas com condições ambientais mais severas. Os AFDD para aplicações em cc estão em estudo.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser feita a marcação e posição da marcação nos dispositivos?

Quais devem ser as instruções para a conexão e o funcionamento?

Quais devem ser os requisitos de construção e de funcionamento?

Como deve ser executado o projeto mecânico dos dispositivos?

Um dispositivo para a detecção de arcos (AFDD) destina-se a atenuar os efeitos das falhas por arco desconectando o circuito, quando a falha por arco for detectada. Eles podem ser classificados de acordo com o método de construção: o AFDD como dispositivo único, que consiste em um módulo de AFD e em um sistema de abertura, não fornecendo proteção contra as sobrecorrentes ou contra a corrente diferencial. O AFDD como dispositivo único, composto por um módulo AFD integrado a um dispositivo de proteção, satisfazendo uma ou mais das seguintes normas: IEC 60898-1, IEC 61008-1, IEC 61009-1 ou ABNT NBR IEC 62423. O AFDD de acordo com o Anexo D, que é composto por um módulo de AFD e por um dispositivo de proteção declarado, projetado para ser montado no local.

De acordo com o método de montagem e de conexão, o AFDD do tipo para montagem em quadro, também chamado de tipo AFDD para quadro de distribuição, pode ser conectado como a seguir: AFDD onde as conexões não estão associadas a um sistema de fixação mecânica; AFDD onde as conexões estão associadas a um sistema de fixação mecânica, por exemplo: tipo alugável; tipo com fixação por parafusos. Certos AFDD são do tipo plugáveis ou do tipo com fixação por parafusos do lado da alimentação somente, sendo os bornes de saída normalmente utilizados para a conexão dos circuitos. De acordo com o número de polos e percursos de corrente, o AFDD unipolar com dois percursos de corrente (um polo mais um neutro sem interrupção); AFDD bipolar; AFDD tripolar; e AFDD tetrapolar.

Esta norma visa fornecer os requisitos necessários e os procedimentos de ensaio para dispositivos a serem instalados por pessoal qualificado, destinados a uso doméstico e análogo, para mitigar o risco de incêndio de origem elétrica a jusante do dispositivo. A eficácia dos dispositivos à corrente diferencial-residual (dispositivo à corrente diferencial-residual), que detectam a corrente de fuga e produzem um arco elétrico à terra, devido à presença de corrente de trilhamento em uma instalação elétrica, é comprovada para atenuar o risco de incêndio. Entretanto, os dispositivos à corrente diferencial-residual, como fusíveis ou disjuntores, não são capazes de reduzir o risco de incêndio de origem elétrica devido à formação de arcos elétricos em série ou em paralelo entre os condutores vivos.

Uma falha por arco em série não implica em fuga à terra. Por consequência, os dispositivos à corrente diferencial-residual podem não detectar este tipo de falha. Além disso, a impedância da falha por arco em série reduz a corrente de carga, o que mantém a corrente abaixo do limiar de disparo do disjuntor e do fusível. No caso do arco em paralelo entre a fase e o condutor de neutro, a corrente é limitada apenas pela impedância da instalação. Na pior das hipóteses, para os casos esporádicos de arcos, os disjuntores convencionais não foram projetados para essa finalidade.

A experiência e as informações disponíveis confirmaram que o valor eficaz da corrente de falha à terra provocada por uma falha por arco, que é capaz de desencadear um incêndio, não é limitado à frequência de alimentação da potência nominal de 50/60 Hz, mas pode conter um espectro de frequência muito mais elevado que não é considerado para o ensaio dos dispositivos à corrente diferencial-residual.

É reconhecido que uma sobretensão causada por uma ruptura do neutro em uma instalação trifásica pode provocar riscos de incêndio. Esta norma refere-se aos dispositivos projetados para serem instalados no quadro de distribuição de uma instalação fixa na origem de um ou mais circuitos terminais. O AFDD como dispositivo único, que consiste em um módulo de AFD e em um sistema de abertura, não fornecendo proteção contra as sobrecorrentes ou contra a corrente diferencial. O AFDD como dispositivo único, composto por um módulo AFD integrado a um dispositivo de proteção, satisfazendo uma ou mais das seguintes normas: IEC 60898-1, IEC 61008-1, IEC 61009-1 ou NBR IEC 62423.

O AFDD de acordo com o Anexo D, que é composto por um módulo de AFD e por um dispositivo de proteção declarado, projetado para ser montado no local. O AFDD do tipo para montagem em quadro, também chamado de tipo AFDD para quadro de distribuição, pode ser conectado como a seguir: AFDD onde as conexões não estão associadas a um sistema de fixação mecânica; AFDD onde as conexões estão associadas a um sistema de fixação mecânica, por exemplo: tipo alugável; tipo com fixação por parafusos.

Certos AFDD são do tipo plugáveis ou do tipo com fixação por parafusos do lado da alimentação somente, sendo os bornes de saída normalmente utilizados para a conexão dos circuitos. A tensão nominal de utilização de um AFDD (daqui por diante denominada tensão nominal) é o valor da tensão atribuída pelo fabricante, na qual o seu desempenho é referido. Várias tensões nominais podem ser atribuídas a um mesmo AFDD. A tensão nominal de isolamento de um AFDD é o valor da tensão atribuída pelo fabricante na qual se referem as tensões de ensaio dielétrico e as distâncias de escoamento.

Salvo especificação contrária, a tensão nominal de isolamento é o valor da tensão nominal máxima do AFDD. Em nenhum caso, a tensão nominal de utilização máxima deve exceder a tensão nominal de isolamento. A tensão nominal de impulso suportável de um AFDD deve ser igual ou superior aos valores de tensão nominal de impulso suportável indicados na IEC 60664-1:2007, Tabela F.1, e na Tabela 4 desta norma. O valor da corrente, atribuído ao AFDD pelo fabricante, que o dispositivo pode suportar em serviço contínuo.

A frequência nominal de um AFDD é a frequência industrial para a qual o AFDD é projetado e à qual correspondem as outras características. Várias frequências nominais podem ser atribuídas a um mesmo AFDD. O valor eficaz da componente alternada da corrente presumida, atribuído pelo fabricante, que um AFDD pode estabelecer, suportar e interromper nas condições especificadas.

As condições são as especificadas nessa norma para os AFDD classificados de acordo com 4.1.1; e na norma do dispositivo de proteção declarado (por exemplo, IEC 60898-1, IEC 61008-1, IEC 61009-1, NBR IEC 62423) para os AFDD classificados de acordo com 4.1.2 e 4.1.3. O valor eficaz da componente alternada da corrente presumida, atribuído pelo fabricante, que um AFDD pode estabelecer, suportar e interromper com um polo nas condições especificadas. Os valores preferenciais da tensão nominal são os indicados na tabela abaixo.

Os AFDD devem ser protegidos contra os curtos-circuitos por meio de disjuntores ou de fusíveis que atendam às suas próprias normas e de acordo com as normas de instalação da série IEC 60364. A coordenação entre os AFDD e o DPCC deve ser verificada nas condições gerais mencionadas em 9.11 para verificar se a proteção dos AFDD contra as correntes de curto-circuito é adequada até a corrente condicional de curto-circuito Inc. O valor eficaz da corrente presumida, atribuído pelo fabricante, que um AFDD protegido por um DPCC pode suportar, nas condições especificadas, sem sofrer alterações irreversíveis que possam comprometer o seu funcionamento.

A operação correta dos detectores de tensão portáteis

Deve-se ter conhecimento sobre os detectores de tensão portáteis, com ou sem fontes de alimentação embutidas, para serem usados em sistemas elétricos para tensões de 1kV a 765 kV CA, e frequências de 50 Hz e/ou 60 Hz.

A NBR IEC 61243-1 de 09/2020 – Trabalhos em tensão — Detectores de tensão – Parte 1: Tipo capacitivo para ser usado para tensões superiores a 1 kV ca é aplicável a detectores de tensão portáteis, com ou sem fontes de alimentação embutidas, para serem usados em sistemas elétricos para tensões de 1kV a 765 kV CA, e frequências de 50 Hz e/ou 60 Hz. Aplica-se somente aos detectores de tensão de tipo capacitivo usados em contato com a parte a ser ensaiada, como um dispositivo completo incluindo seu elemento de isolamento ou como um dispositivo separado, adaptável a um bastão isolado que, como uma ferramenta separada, não é coberta por esta norma (ver 4.4.1 para projeto geral).

Outros tipos de detectores de tensão não são cobertos por esta parte da norma. Algumas restrições em seu uso são aplicáveis no caso de comutadores montados de fábrica e sobre sistemas aéreos de ferrovias eletrificadas (ver Anexo B, instruções de uso). Exceto onde especificado de forma diferente, todas as tensões definidas nesta norma se referem aos valores de tensões fase-fase ou sistemas trifásicos. Em outros sistemas, convêm que as tensões fase-fase ou fase-terra (aterramento) aplicáveis, sejam usadas para determinar a tensão de operação.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são as marcações a serem inseridas no aparelho?

Quais são os critérios de ensaios para os produtos?

Como devem ser executados os ensaios em condições úmidas?

Como deve ser feita a seleção do arranjo de ensaio para a influência de campo de interferência em fase?

O detector de tensão deve ser projetado e fabricado para ser seguro ao usuário, desde que seja utilizado de acordo com os métodos seguros de trabalho, e as instruções de uso. O detector de tensão deve dar uma indicação clara do estado de presença de tensão e/ou ausência de tensão, por meio da mudança do status do sinal. A indicação deve ser visual e/ou sonora.

O detector de tensão deve fornecer uma indicação clara da presença e/ou ausência da tensão de operação do sistema, de acordo com sua tensão nominal ou faixa de tensão nominal, e sua frequência nominal ou frequências nominais. A indicação pode não ser confiável na proximidade de grandes áreas condutivas, que podem criar zonas equipotenciais. Quando o detector de tensão for usado de acordo com as instruções de uso, a presença de uma tensão adjacente ou condutor aterrado não pode afetar sua indicação.

Quando usado de acordo com as instruções de uso, o detector de tensão não pode indicar presença de tensão para valores normais de tensões de interferência. O detector de tensão deve dar indicação contínua quando em contato direto com o condutor. O usuário não pode ter acesso ao ajuste de tensão limiar.

A indicação presença de tensão deve aparecer se a tensão para terra na parte a ser ensaiada for maior do que 45% da tensão nominal. 45% da tensão nominal correspondem a 0,78 Un 3. A indicação presença de tensão não pode aparecer se a tensão para terra na parte a ser ensaiada for igual ou menor do que 10% da tensão nominal. 10% da tensão nominal corresponde a 0,17 Un 3 e é a máxima tensão induzida fase-terra normalmente encontrada em campo.

Para preencher os requisitos anteriores, a tensão limiar Ut deve satisfazer a seguinte relação: 0,10 Un máx. < Ut ≤ 0,45 Un mín. Para detectores de tensão com somente uma tensão nominal, Un máx. é igual a Un mín. Há um limite teórico de 4,5 para a razão entre Un máx. e Un mín. para atingir uma clara indicação do detector de tensão. Este valor corresponde à divisão de 0,45 por 0,1. Pode acontecer que o nível de tensão induzida em uma rede específica seja maior do que 10% da tensão nominal ou da tensão nominal máxima da faixa de tensão.

Pode também acontecer que as variações da tensão nominal da rede sejam tais que 0,45 Un ou 0,45 Un máx. não sejam o menor valor possível. Além disso, quando é esperado que o detector de tensão seja utilizado na proximidade de grandes partes condutivas que gerem zonas equipotenciais (ver 4.2.1), o usuário pode especificar um valor inferior para a tensão limiar. Em todos esses casos, é necessário que o fabricante e o usuário definam um acordo para estabelecer o valor apropriado para a tensão limiar, enquanto a mantém na faixa especificada anteriormente.

O ajuste da tensão limiar é adicionalmente limitado pelos requisitos para clara indicação que reduzam a faixa de valores possíveis, e os ensaios necessários (indicação clara) têm que ser aprovados. Caso específico de detectores de tensão a serem utilizados em sistemas com baixos valores de tensão de interferência. Em algumas situações, caso o usuário tenha uma rede com baixos valores de tensão de interferência, pode solicitar ajuste no limiar de tensão abaixo de 0,10 Un máx. Este caso específico pode facilitar na operação do detector de tensão na proximidade de grandes partes condutivas.

Apesar dessa mudança de tensão limiar para um valor mais baixo, o limite teórico de 4,5 para a razão entre Un máx. e Un mín. ainda permanece válido, e os ensaios pertinentes (clara indicação) têm que ser aprovados. Nesse caso, o detector de tensão deve ter uma marcação especial e uma advertência deve ser incluída nas instruções de uso para informar aos usuários sobre a modificação na tensão limiar. Convém que a marcação especial seja o resultado de um acordo entre o fabricante e o usuário.

O detector de tensão deve proporcionar uma clara indicação sob condições normais de iluminação e ruído. Os tipos de indicações de detector de tensão são divididos em três grupos: grupo I: Indicação com no mínimo dois sinais ativos distintos, que fornecem uma indicação da condição de presença de tensão e ausência de tensão. A condição de standby não é necessária; grupo II: Indicação com no mínimo um sinal ativo, que fornece uma indicação da condição de ausência de tensão e é ativado ligando manualmente e suprimido quando o eletrodo de contato é posicionado em contato com a parte sob tensão; grupo III: Indicação com no mínimo um sinal ativo, que dá uma indicação da condição de presença de tensão e deve possuir a condição de standby.

A indicação visual deve ser claramente visível ao usuário na posição de operação e em condições normais de iluminação. Quando dois sinais visuais são utilizados, a indicação não pode depender somente das luzes de diferentes cores para a percepção. Características adicionais devem ser utilizadas, como separação física das fontes de luz, forma distinta de sinais luminosos ou luz piscando.

A indicação sonora deve ser claramente audível ao usuário quando na situação de operação e em condições de ruídos normais. Quando dois sinais sonoros forem utilizados, a indicação não pode depender somente dos sons de diferentes níveis de pressão sonora para a percepção. Características adicionais devem ser utilizadas, como tom ou intermitência dos sinais sonoros.

Existem três categorias de detectores de tensão de acordo com as condições climáticas de operação: frio (C), normal (N), e quente (W). O detector de tensão deve operar corretamente na faixa de temperatura de sua categoria climática, de acordo com a tabela abaixo. O detector de tensão deve operar corretamente em caso de mudança repentina de temperatura na faixa de temperatura de sua categoria climática.

Um detector de tensão deve operar entre 97% a 103% de sua frequência nominal ou de cada uma de suas frequências nominais. O tempo de resposta deve ser menor do que 1 s. O detector de tensão com uma fonte de alimentação embutida deve fornecer uma indicação clara até que a fonte esteja esgotada, a menos que sua utilização seja limitada a uma indicação de não prontidão ou desligamento automático como mencionado nas instruções de uso. O elemento de ensaio, item embutido ou separado, deve ser capaz de ensaiar todos os circuitos elétricos, incluindo a fonte de energia e o funcionamento da indicação.

Quando todos os circuitos não puderem ser testados, qualquer limitação deve ser claramente informada nas instruções de uso. Esses circuitos devem ser construídos com alta confiabilidade. Quando houver um elemento de ensaio embutido, o detector de tensão deve dar uma indicação de pronto ou não pronto. O detector de tensão não pode detectar a tensão V cc. O detector de tensão deve ser capaz de funcionar sem falha quando sujeito à tensão de operação por 5 min. Os materiais de isolamento devem ser adequadamente classificados (natureza do material e dimensões) para tensão nominal (ou a máxima tensão nominal da faixa de tensão) do detector de tensão.

Quando tubos de material isolante, com corte transversal circular, são utilizados no projeto dos detectores de tensão, convém que atendam aos requisitos da IEC 60855 ou IEC 61235. Para um detector de tensão, como um dispositivo completo, deve ser fornecido ao usuário um isolamento adequado, por meio de elementos isolantes incorporados. Para um detector de tensão, como um dispositivo separado, convém que seja fornecido ao usuário um isolamento adequado, por meio de um bastão isolante adaptável.

A proteção contra ponte deve ser tal que o detector de tensão não possa causar descarga elétrica ou avaria entre as peças sob tensão de uma instalação ou entre uma peça sob tensão de uma instalação e o terra. O detector de tensão deve ser construído para que o indicador não possa ser danificado ou desligado como resultado de um arco elétrico de baixa energia.

Quanto aos requisitos mecânicos, para um detector de tensão como um dispositivo completo, deve ser fornecido ao usuário uma distância adequada por meio de um elemento isolante. Para um detector de tensão como um dispositivo separado, convém que o usuário receba uma distância adequada por meio de um bastão isolante adaptável.

O detector de tensão como um dispositivo completo deve incluir pelo menos os seguintes elementos: punho, proteção de mão, elemento isolante, marca-limite, indicador e eletrodo de contato. O detector de tensão como um dispositivo separado deve incluir pelo menos: adaptador, indicador e eletrodo de contato. Convém que o bastão isolante utilizado em conjunto com o detector de tensão como um dispositivo separado atenda aos requisitos descritos, mesmo se não for fornecido com o detector de tensão. O detector de tensão não pode ter uma conexão condutiva externa, ou qualquer outro dispositivo para fazer esta conexão, exceto para o eletrodo de contato.

O detector de tensão sem extensão do eletrodo de contato deve ter a marcação de categoria L. Ele é utilizado principalmente em linhas aéreas. O detector de tensão com extensão do eletrodo de contato deve ter marcação de categoria S. Ele é principalmente utilizado em subestações internas. O comprimento mínimo de um elemento isolante de um detector de tensão como um dispositivo completo deve estar de acordo com a tabela abaixo.

A tensão nominal Un é usada quando os parâmetros a serem especificados são relacionados ao dimensionamento ou ao desempenho funcional do detector de tensão, enquanto que a tensão projetada Ur é usada quando o desempenho isolante do detector de tensão é apresentado. Os valores Li da tabela acima correspondem à distância mínima no ar (obtida da IEC 61931, Tabelas 1 e 2) mais uma distância de segurança adicional. Os valores Li da tabela acima podem ser usados como orientação para determinar o comprimento do bastão isolante usado com o detector de tensão como um dispositivo separado.

Entretanto, o comprimento do bastão isolante para trabalho sob tensão pode ser encurtado para detectores de tensão como um dispositivo separado considerando as distâncias de aproximação mínimas ou de acordo com as regulamentações nacionais ou regionais. Para Li igual ou maior do que 520 mm, as partes condutivas não excedendo 200 mm (no total), medidas a partir da marca-limite em direção ao punho, são permitidas dentro do comprimento mínimo do elemento isolante se elas estiverem completamente isoladas externamente.

A marca-limite deve ser de cerca de 20 mm de largura, permanente, e claramente reconhecível pelo usuário. Se não houver uma marca-limite em um detector de tensão como um dispositivo separado, a extremidade do adaptador deve agir como marca-limite. Para um detector de tensão como um dispositivo completo, o punho deve ser de no mínimo 115 mm de comprimento. O punho pode ser feito mais comprido para operação com as duas mãos.

Para um detector de tensão como um dispositivo completo, o protetor de mão deve estar permanentemente fixo e ter uma altura mínima de (hHG) de 20 mm. A fim de adaptar o detector de tensão a usos diferentes o eletrodo de contato prontamente pode ser intercambiável ou completado com outros tipos de eletrodos de contato dependendo do tipo de instalação e instruções de uso. O detector de tensão deve ser projetado para facilitar operação confiável com esforço físico razoável pelo usuário.

O detector de tensão deve ser projetado para permitir uma aproximação segura em direção da instalação a ser ensaiada. A deflexão sobre seu próprio peso deve ser tão baixa quanto possível. O peso do indicador deve ser mínimo e compatível com os requisitos de desempenho. No caso de um detector de tensão como um dispositivo separado, convém que o usuário esteja ciente que sua escolha de um bastão isolante pode influenciar muito na força de aperto e deflexão.

 

Os ensaios dos riscos eletrostáticos em atmosferas explosivas

Deve-se conhecer os métodos de ensaios relacionados às propriedades dos equipamentos, produtos e processos necessárias para se evitar uma ignição e os riscos de choques eletrostáticos provenientes da eletricidade estática.

A NBR IEC 60079-32-2 de 09/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 32-2: Riscos eletrostáticos — Ensaios descreve os métodos de ensaios relacionados às propriedades dos equipamentos, produtos e processos necessárias para se evitar uma ignição e os riscos de choques eletrostáticos provenientes da eletricidade estática. Destina-se à utilização em uma avaliação de risco dos perigos eletrostáticos ou na preparação de normas para famílias de produtos ou de produtos dedicados para máquinas ou equipamentos elétricos ou não elétricos.

O objetivo desta parte é fornecer os métodos de ensaio padronizados utilizados para o controle da eletricidade estática, como resistência de superfície, resistência de fuga para terra, resistividade em poeiras, condutividade de líquidos, capacitância e avaliação da capacidade de gerar uma ignição de descargas eletrostáticas provocadas. Destina-se especialmente para utilização com as normas existentes da série NBR IEC 60079. A ABNT IEC TS 60079-32-1, Atmosferas explosivas – Parte 32-1: Riscos eletrostáticos, orientação, foi publicada em 2020. Esta norma não se destina a substituir normas que abrangem produtos específicos e situações industriais.

Esta parte apresenta o mais recente estado do conhecimento que pode, no entanto, diferir ligeiramente dos requisitos de outras normas, especialmente no que concerne a ensaios climáticos. Quando um requisito desta norma conflitar com um requisito especificado na NBR IEC 60079-0, para evitar a possibilidade de reensaiar equipamentos previamente aprovados, o requisito da NBR IEC 60079-0 se aplica apenas para equipamentos dentro do escopo da NBR IEC 60079-0. Em todos os outros casos, aplicam-se os requisitos indicados nesta parte.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser preparada a amostra de ensaio da resistência superficial?

O que deve conter o relatório de ensaio?

Quais os conceitos da resistência de fuga?

Como devem ser executados os ensaios de calçados em uso?

As variações nos resultados da medição de propriedades eletrostáticas de materiais são devidas principalmente a variações na amostra (por exemplo, superfícies e geometria não homogêneas e o estado do material) em vez de incertezas na tensão, corrente, geometria do eletrodo ou incerteza do dispositivo de medição. Isto porque as propriedades eletrostáticas são fortemente influenciadas por diferenças muito pequenas, de modo que os efeitos estatísticos desempenham um papel importante. Por exemplo, na ASTM E582, a energia mínima de ignição (MIE – Minimum Ignition Energy) de uma atmosfera de gás explosivo é definida por 100 ou 1.000 não ignições. Isto não exclui, no entanto, que o ensaio 1 001 possa causar uma ignição.

Devido a este efeito estatístico, a precisão e a reprodutibilidade das propriedades eletrostáticas são limitadas pela dispersão estatística. Normalmente, a precisão e a reprodutibilidade das medições eletrostáticas são de cerca de 20% a 30%. Isto é muito mais alto do que para uma medição elétrica típica, que é inferior a 1 %. Por esta razão, os limiares do limite eletrostático contêm certa margem de segurança para compensar a dispersão estatística ocorrida.

Pode ser difícil compreender que a ocorrência da dispersão estatística pode não ser minimizada por meio de melhoria da qualidade dos ensaios. No entanto, essa situação tem que ser aceita, lembrando que os ensaios eletrostáticos contêm margens de segurança adequadas, especificamente para compensar este efeito. Os processos de fabricação (por exemplo, moldagem, extrusão etc.) podem alterar as propriedades eletrostáticas dos materiais.

Recomenda-se, portanto, ensaiar produtos acabados, quando possível, em vez de os materiais dos quais os produtos são feitos. Para obter resultados comparáveis em todo o mundo para medições laboratoriais, convém que as amostras sejam aclimatadas e medidas em umidade relativa e temperatura declaradas (por pelo menos 24 h a (23 ± 2) °C e (25 ± 5) % de umidade relativa). Em locais que podem apresentar níveis mais baixos ou mais altos de umidade e temperatura, um valor adicional na umidade relativa e na temperatura local mais alta ou mais baixa pode ser aceitáveis (por exemplo, 40 ± 2) °C e (90 ± 5)% de umidade relativa para climas tropicais e (23 ± 2) °C e (15 ± 5) % de umidade relativa para locais com climas muito frios).

De forma a evitar erros de medição causados por um comportamento diferente da histerese da umidade do material, convém que a amostra seja inicialmente seca e depois aclimatada ao clima específico. Em algumas outras normas, por exemplo, NBR IEC 60079-0, diferentes valores-limite com base em medições feitas a 50% de umidade relativa ou 30 % de umidade relativa foram especificados no passado na ausência de uma câmara efetiva desumidificadora. A experiência mostra que os resultados e medição neste clima não são obtidos com o mesmo grau de consistência que aqueles medidos de acordo com esta norma.

No entanto, pode ser necessário utilizar o clima especificado em outras normas para manter a continuidade do equipamento previamente avaliado. Pode ser difícil aplicar os métodos de ensaio exatamente como especificados nesta norma, a todos os tipos de equipamentos e em todas as situações. Se este for o caso, o relatório de ensaio deve indicar claramente quais partes desta norma foram aplicadas em sua totalidade e quais partes desta norma foram aplicadas em parte. Isto deve ser acompanhado de uma justificativa técnica dos motivos pelos quais a norma não pôde ser aplicada em sua totalidade e da equivalência de quaisquer outros métodos que tenham sido aplicados em comparação com os métodos de ensaio especificados nesta norma.

Os métodos de ensaio especificados nesta norma envolvem a utilização de fontes de alimentação de alta tensão e, em alguns ensaios, gases inflamáveis que podem apresentar perigo se manuseados incorretamente. Os usuários desta norma são alertados a realizar avaliações de risco adequadas e a considerar os regulamentos locais antes de realizar qualquer um dos procedimentos de ensaio. Em relação à resistência superficial, as superfícies que têm uma resistência superficial suficientemente baixa, de acordo com 3.11, podem não ser carregadas eletrostaticamente quando em contato com a terra. Por esta razão, a resistência da superfície é uma propriedade eletrostática básica relativa à capacidade dos materiais de dissipar a carga eletrostática por condução. Como as resistências superficiais geralmente aumentam com a diminuição da umidade relativa, é necessária uma baixa umidade relativa durante a medição para reproduzir as condições com o pior caso.

A IEC 60093 e IEC 61340-2-3 descrevem métodos de medição da resistência superficial e volumétrica e a resistividade de materiais sólidos planos. A IEC 61340-4-10 é um método alternativo para medir a resistência superficial. No entanto, muitas vezes estes métodos podem não ser aplicados devido ao tamanho e forma dos materiais, especialmente quando incorporados em equipamentos e aparelhos. Por esta razão, o método de ensaio para medições de resistência de materiais que não são planos e produtos com pequenas estruturas especificadas na IEC 61340-2-3, ou o método a seguir pode ser utilizado como uma alternativa adequada.

A superfície é colocada em contato com dois eletrodos condutivos de comprimento e distância definidos e a resistência entre os dois eletrodos é medida. Uma vez que as resistências elevadas geralmente diminuem com o aumento da tensão, a tensão aplicada deve ser aumentada para pelo menos 500 V, preferencialmente 1.000 V, para resistências muito altas. Os conhecimentos mais recentes indicam que pode ser benéfico medir resistências elevadas a 10 kV. No entanto, neste caso, a centelha tem que ser evitada, por exemplo, por uma espuma isolante entre os eletrodos, e os critérios de aceitação têm que ser modificados.

Quando camadas finas isolantes são montadas sobre um material mais condutivo, a tensão aplicada pode queimar totalmente o material inferior, e os resultados obtidos são inconclusivos. Os materiais não homogêneos, particularmente tecidos, podem apresentar resultados diferentes quando medidos em diferentes direções. Isto pode ser evitado utilizando-se um sistema de eletrodo de anel concêntrico, de acordo com a IEC 61340-2-3 ou ISO 14309. Eletrodos de tiras de borracha condutiva macia são preferidos aos eletrodos de tinta prateada para limitar a interação química não desejada da superfície.

No caso de amostras irregulares, os eletrodos de tinta prateada são preferidos aos eletrodos macios, devido à sua melhor adaptação à geometria irregular da amostra. O critério de >25 mm para a área ao redor dos eletrodos, conforme indicado na figura 1, disponível na norma, aplica-se somente às folhas de ensaio, podendo ser ignorado no caso de produtos reais. Os eletrodos são conectados a um teraohmímetro. Um eletrodo de proteção pode ser colocado sobre os eletrodos de medição, para minimizar o ruído elétrico. Durante o ensaio, a tensão deve ser suficientemente estável para que a corrente de carregamento, devida à flutuação de tensão, seja insignificante em comparação com a corrente que flui através da amostra de ensaio.

A precisão do teraohmímetro deve ser verificada regularmente com várias resistências de valores ôhmicos conhecidos em um intervalo de 1 MΩ a 1 TΩ. O teraohmímetro deve ler a resistência dentro da sua precisão especificada. A geometria dos eletrodos condutivos de borracha ou espuma também deve ser regularmente checada medindo a sua marca impressa. Se a força no eletrodo é maior do que 20 N para alcançar a mínima resistência medida, os eletrodos de borracha devem ser substituídos por outros mais macios. A resistência superficial deve ser medida na região da amostra real se o tamanho permitir, ou em uma amostra de ensaio que compreende uma placa retangular com dimensões de acordo com a figura 1.

A amostra de ensaio deve ter uma superfície intacta e limpa. Como alguns solventes podem deixar resíduos condutivos na superfície ou podem afetar negativamente as propriedades eletrostáticas da superfície, é melhor limpar a superfície apenas com uma escova. Isto é especialmente importante nos casos em que a superfície for tratada com agentes antiestáticos especiais. Se, entretanto, houver uma impressão digital ou outra impureza visível na superfície e não forem utilizados agentes antiestáticos especiais na superfície, a amostra de ensaio deve ser limpa com 2-propanol (álcool isopropílico) ou outro solvente adequado que não afete o material da amostra de ensaio e os eletrodos, e que sequem no ar.

A amostra de ensaio deve ser condicionada por pelo menos 24 h em (23 ± 2) °C e (25 ± 5) % de umidade relativa sem ser tocada novamente por mãos desprotegidas. No caso de invólucro de equipamentos elétricos, as condições climáticas são dadas na NBR IEC 60079-0 e a tensão de 500 V do ensaio deve ser utilizada para ser compatível com os históricos das medições. Deve-se ressaltar que o gás inflamável é gerado pela mistura do gás de ensaio (com pureza mínima de 99,5 %) com o ar. O ar utilizado deve conter (21,0 ± 0,5) % de oxigênio e (79,0 ± 0,5) % de nitrogênio. O equipamento de controle do gás e mistura é utilizado para direcionar o gás, na proporção apropriada, para a sonda de ignição. Os gases de ensaio e sua concentração em volume a ser utilizada indicada na NBR IEC 60079-7 é apresentada na tabela abaixo.

O controle da mistura de gás dentro das tolerâncias especificadas deve ser verificado utilizando, por exemplo, um analisador de gás retirando amostras da linha de fornecimento da mistura de gás. Se uma mistura de gás diferente daquela especificada na tabela acima for utilizada, a mínima energia de ignição da mistura de gás deve ser verificada utilizando o método da ASTM E582. É conveniente utilizar cilindros de gás comprimido para o fornecimento de gás, mas outras fontes de fornecimento podem ser utilizadas. Se necessário, filtros de peneira molecular devem ser utilizados para assegurar que os gases tenham baixo teor de umidade.

Isto é importante, por exemplo, quando se utiliza ar diretamente de um compressor. Cada fonte de gás é controlada e monitorada utilizando medidores de vazão e válvulas. A combinação das taxas de vazão de todos os gases por uma sonda de ignição deve ser (0,21 ± 0,04) L/s. Uma válvula de fechamento de ação rápida é utilizada para interromper o fluxo de gás de ensaio quando ocorre a ignição. A válvula de fechamento deve parar o fornecimento do gás de ensaio enquanto deixa o ar fluir livremente para fornecer resfriamento e secagem da sonda de ignição após a ignição ter ocorrido. O tipo e a localização da válvula de fechamento devem ser selecionados de acordo com o projeto do equipamento completo.

Os transformadores para instrumentos com saída analógica ou digital

Deve-se entender os parâmetros aplicáveis nos transformadores para instrumentos novos com saída analógica ou digital, para utilização em instrumentos elétricos de medição e dispositivos elétricos de proteção com frequência nominal de 15 Hz a 100 Hz.

A NBR IEC 61869-1 de 09/2020 – Transformadores para instrumento – Parte 1: Requisitos gerais é aplicável aos transformadores para instrumentos novos com saída analógica ou digital, para utilização em instrumentos elétricos de medição e dispositivos elétricos de proteção com frequência nominal de 15 Hz a 100 Hz. Esta é uma norma de uma família de produtos e abrange apenas requisitos gerais. Para cada tipo de transformador para instrumento, a norma do produto é composta por esta norma e pela norma aplicável específica.

Acesse algumas questões relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são as definições relacionadas às características dielétricas?

Quais são as tensões para ensaio de descargas parciais e respectivos níveis permissíveis?

Quais são os requisitos para líquidos utilizados nos equipamentos?

Quais são as especificações para a estanqueidade do gás?

Um transformador para instrumentos destina-se a transmitir um sinal de informação para instrumentos de medição, medidores e dispositivos de controle ou de proteção, ou aparelhos similares. A menos que especificado de outra forma, os transformadores para instrumentos são destinados a serem utilizados em suas características nominais sob as condições normais de serviço listadas nessa norma. Se as condições reais de serviço diferirem das condições normais de serviço, os transformadores para instrumentos devem ser projetados para atender a quaisquer condições especiais de serviço exigidas pelo comprador, ou arranjos apropriados devem ser feitos.

Informações detalhadas relativas à classificação para condições ambientais são fornecidas na IEC 60721-3-3 (uso interno) e na IEC 60721-3-4 (uso externo). Para transformadores para instrumentos com invólucro metálico isolados a gás, a IEC 62271-203, Seção 2, é aplicável. Os transformadores para instrumentos são classificados em três categorias, conforme apresentado na tabela abaixo.

A altitude não pode exceder 1.000 m. As vibrações devido a causas externas aos transformadores para instrumentos ou tremores de terra são desprezíveis. Outras condições de serviço para transformadores para instrumentos de uso interno. Outras condições de serviço consideradas estão descritas a seguir. A influência de radiação solar pode ser desprezada. O ar ambiente não é significativamente poluído por poeira, fumaça, gases corrosivos, vapores ou sal e as condições de umidade são as seguintes: o valor médio da umidade relativa, medido para um período de 24 h, não excede 95%; o valor médio da pressão do vapor de água para um período de 24 h não excede 2,2 kPa; o valor médio da umidade relativa para um período de um mês não excede 90%; o valor médio da pressão de vapor de água para um período de um mês não excede 1,8 kPa. Para estas condições, ocasionalmente pode ocorrer condensação.

É esperado que ocorra condensação quando ocorrem mudanças repentinas de temperatura em períodos de alta umidade. Para suportar os efeitos de alta umidade e condensação, como descargas pelo isolamento ou corrosão de peças metálicas, convém que sejam usados transformadores para instrumentos projetados para tais condições. A condensação pode ser evitada pelo projeto especial do invólucro, por ventilação e aquecimento adequados, ou pelo uso de um dispositivo de desumidificação.

Outras condições de serviço para transformadores para instrumentos de uso externo estão descritas a seguir. O valor médio da temperatura do ar ambiente, medida para um período de 24 h, não excede 35 °C e convém considerar a radiação solar até o nível de 1 000 W/m2 (em um dia claro ao meio-dia). O ar ambiente pode ser poluído por poeira, fumaça, gases corrosivos, vapores ou sal. A poluição não excede os níveis indicados na IEC 60815. A pressão do vento não superior a 700 Pa (correspondendo a uma velocidade do vento de 34 m/s), convém que a presença de condensação ou precipitação seja considerada e a camada de gelo não excede 20 mm.

Quando os transformadores para instrumentos se destinam a ser utilizados em condições diferentes das condições de serviço normais indicadas em 4.2, convém que os requisitos dos compradores sejam baseados nos critérios padronizados fornecidos a seguir. A uma altitude > 1.000 m, a tensão de descarga disruptiva do isolamento externo é afetada pela redução da densidade do ar. A uma altitude > 1.000 m, o comportamento térmico de um transformador para instrumentos é afetado pela redução da densidade do ar. Para instalações localizadas onde a temperatura ambiente pode estar significativamente fora do intervalo normal das condições de serviço indicadas em 4.2.1, convém que os intervalos preferenciais de temperatura máxima a ser especificada sejam: – 50 °C e 40 °C para climas muito frios; – 5 °C e 50 °C para climas muito quentes.

Em certas regiões com ocorrência frequente de ventos quentes e úmidos, mudanças súbitas de temperatura podem ocorrer, resultando em condensação, mesmo em condições de uso interno. Sob certas condições de radiação solar, medidas apropriadas, por exemplo, telhados, ventilação forçada etc., podem ser necessárias para não exceder as elevações de temperatura especificadas. Alternativamente, um fator de redução pode ser utilizado. As vibrações podem ocorrer devido a operações de manobra ou forças de curto-circuito. Para um transformador para instrumentos integrado em equipamentos montados (GIS ou AIS), a vibração produzida pelo equipamento montado deve ser considerada.

Para instalações onde é provável que ocorram terremotos, o nível de severidade aplicável de acordo com a IEC 62271-2 deve ser especificado pelo comprador. A conformidade com tais requisitos especiais, se aplicável, deve ser demonstrada por cálculo ou por ensaios, conforme definido pelas normas aplicáveis. Os sistemas de aterramento considerados são: sistema com neutro isolado (ver 3.2.4); sistema de aterramento ressonante (ver 3.2.5); sistema com neutro aterrado (ver 3.2.7); sistema com neutro solidamente aterrado (ver 3.2.8) e sistema com neutro aterrado por impedância (ver 3.2.9). Convém que as características comuns dos transformadores para instrumentos, incluindo seus equipamentos auxiliares, se aplicáveis, sejam selecionadas entre as seguintes: tensão máxima para o equipamento (Um); nível de isolamento nominal; frequência nominal (fR), carga nominal; classe de exatidão nominal.

As características se aplicam nas condições atmosféricas padronizadas (temperatura (20 °C), pressão (101,3 kPa) e umidade (11 g/m³)), especificados na IEC 60071-1. A tensão máxima para o equipamento possui valores-padrão que devem ser selecionados da tabela abaixo. A tensão máxima para o equipamento é escolhida como o próximo valor-padrão de Um igual ou superior à tensão máxima do sistema onde o equipamento deve ser instalado. Para equipamentos a serem instalados em condições ambientais normais relevantes para o isolamento, Um deve ser pelo menos igual a Usys.

Para equipamentos a serem instalados fora das condições ambientais normais relevantes para isolamento, Um pode ser selecionado mais alto do que o próximo valor-padrão de Um igual ou superior a Usys, de acordo com as necessidades especiais envolvidas. Como exemplo, a seleção de um valor Um mais alto que o próximo valor-padrão de Um igual ou superiora Usys pode surgir quando o equipamento tem que ser instalado a uma altitude superior a 1 000 m, a fim de compensar a diminuição da tensão suportável do isolamento externo.

Para a maioria dos valores de tensão máxima dos equipamentos (Um), existem vários níveis de isolamento nominal para permitir a aplicação de diferentes critérios de desempenho ou padrões de sobretensão. Convém que a escolha seja feita considerando o grau de exposição a sobretensões de frente rápida e frente lenta, o tipo do aterramento de neutro do sistema e o tipo de dispositivo limitador de sobretensão. O nível de isolamento nominal do terminal primário de um transformador para instrumentos deve ser baseado na tensão máxima do equipamento Um, de acordo com a tabela acima. O terminal primário destinado a ser aterrado em serviço tem Um igual a 0,72 kV.

Para transformadores para instrumentos montados em subestações isoladas a gás, os níveis de isolamento nominais, procedimentos de ensaio e critérios de aprovação estão de acordo com a IEC 62271-203, Tabela 102 a 103, isolamento fase-terra. As especificações para materiais orgânicos utilizados em transformadores para instrumentos (por exemplo, resina epóxi, resina poliuretano, resina epóxi cicloalifática, material composto, etc.), para instalação interior ou exterior, são dadas na série IEC 60455. Os ensaios em transformadores para instrumentos completos levando em conta fenômenos como mudança súbita de temperatura, inflamabilidade e envelhecimento ainda não estão padronizados. A IEC 60660, para isolação abrigada, e a IEC 61109, para isolação exposta ao tempo, podem ser utilizadas como orientação.

A conformidade termomecânica das unidades de isoladores para cadeia

Entenda os parâmetros que devem ter as unidades de isolador para cadeia com parte isolante de porcelana ou vidro, destinadas às linhas aéreas com tensão nominal superior a 1.000 V, em corrente alternada ou corrente contínua.

A NBR 16900 de 08/2020 – Desempenho termomecânico em unidades de isoladores para cadeias aplica-se às unidades de isolador para cadeia com parte isolante de porcelana ou vidro, destinadas às linhas aéreas com tensão nominal superior a 1.000 V, em corrente alternada ou corrente contínua. Esta norma também se aplica aos isoladores de projeto similar, quando usados em subestações e se aplica às unidades de isolador para cadeia tipo disco, bem como às unidades de isolador para cadeia tipo bastão. Estabelece um procedimento-padrão para a realização de ensaios de desempenho do isolador, para que possa ser obtida uma experiência com a aplicação de tais ensaios.

Acesse algumas questões relacionadas a essas normas GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual é a mecânica dos isoladores tipo disco?

Qual é a mecânica dos isoladores tipo bastão?

Qual deve ser o procedimento de ensaio para os isoladores?

Os ensaios de longa duração ou ensaios de desempenho podem fornecer informações que são de fundamental importância para a confiabilidade dos isoladores para cadeias quando em operação. Os ensaios em isoladores para cadeias são objeto da NBR 5032, mas se pode observar que a NBR 5032 não inclui qualquer ensaio para verificar o desempenho do isolador com variações de carga e variações de temperatura. Esta norma propõe um ensaio termomecânico como ensaio de tipo para avaliar os isoladores segundo o ponto de vista indicado anteriormente.

As características do ensaio termomecânico apresentadas foram escolhidas para serem semelhantes ao estabelecido nas práticas de ensaio em diversos países. Deve-se mencionar, contudo, que a influência das tolerâncias em alguns dos fatores especificados no ensaio (por exemplo, alterações na carga e na temperatura) e a influência de fatores como a carga de ensaio, número de ciclos de ensaio, variações na temperatura e condição da umidade, entre outras, permanecem como questões em aberto. Quando a experiência do uso dos ensaio descritos nas Seções 3 e 4 estiver disponível, pode ser possível avaliar a influência dos diversos parâmetros e assim ter a possibilidade de melhorar estes ensaios e a conveniência de introduzir estes ensaios na NBR 5032 como ensaios de projeto, ensaios de qualificação especial ou ensaios de recebimento.

Este ensaio tem como estágio inicial a execução de ciclos térmicos com e sem a aplicação de uma carga mecânica, e tem como estágio conclusivo o ensaio de isoladores até a falha. O estágio conclusivo é idêntico ao ensaio de ruptura mecânica ou eletromecânica executado de acordo com a NBR 5032. Este ensaio de ruptura constitui a base da avaliação dos resultados do ensaio de desempenho termomecânico.

Durante o estágio inicial do ensaio, as unidades de isoladores devem ser submetidas a quatro ciclos de 24 h de resfriamento e aquecimento, com aplicação simultânea de uma carga de tração mecânica com valor de 60% da carga de ruptura eletromecânica ou mecânica especificada. O início do ensaio parte da temperatura ambiente. Exceto por acordo prévio entre as partes interessadas, cada ciclo de 24 h deve começar com um período de resfriamento à temperatura de (–30 ± 5) °C, seguido de um período de aquecimento à temperatura de (40 ± 5) °C.

Esta temperatura se refere ao ar em torno do isolador. O equipamento de ensaio deve ter capacidade para permitir que tanto a temperatura máxima quanto a temperatura mínima sejam mantidas durante pelo menos 4 h consecutivas do ciclo térmico. A carga de tração mecânica deve ser aplicada à unidade do isolador, à temperatura ambiente, antes de se iniciar o primeiro ciclo térmico. Ela deve ser completamente removida e reaplicada no final de cada ciclo de aquecimento, com exceção do último ciclo.

Após o quarto ciclo de 24 h, e após o resfriamento até a temperatura ambiente, a carga de tração deve ser removida. No mesmo dia, após a retirada da carga de tração, os isoladores devem ser submetidos, individualmente, ao ensaio de ruptura mecânica ou eletromecânica executado de acordo com a NBR 5032. O desempenho do isolador deve ser determinado pela comparação entre os valores da carga de ruptura e o tipo de falha ocorrida durante o ensaio de ruptura mecânica ou eletromecânica realizado segundo esta norma, solicitados pela NBR 5032.

O procedimento de ensaio é representado esquematicamente na figura abaixo e esse ensaio de desempenho termomecânico se refere ao projeto do isolador com respeito aos esforços internos e não pode ser repetido nos isoladores que diferem somente na forma externa, ou seja, o disco com material isolante ou as ferragens integrantes. Alterações no projeto interno ou no processo de fabricação são razões para reensaio. Este ensaio pode não fornecer informações sobre a região interna estressada, caso uma falha ocorra na campânula ou no pino.

Nestes casos, é possível investigar o projeto fundamental do isolador utilizando ferragens integrantes adequadas, com maior suportabilidade mecânica, de modo que a falha ocorra na região interna estressada do isolador. Precauções devem ser tomadas para que a suportabilidade mecânica das ferragens integrantes não afete a relação do estresse fundamental.

Os isoladores devem ser acoplados juntos, em série e/ou em paralelo, quando submetidos aos ciclos térmicos e com 60% da carga mecânica. Quando acoplados em paralelo, os isoladores são igualmente carregados. A perda dos pinos de acoplamento do tipo usados nos isoladores tipo bastão não pode ser incluída no resultado do ensaio mecânico, porque esses pinos não fazem parte do projeto interno do isolador. O Anexo A traz informações sobre o projeto de um isolador quanto ao ponto de vista mecânico.

Uma cadeia de isoladores é constituída fundamentalmente por isoladores e acessórios metálicos para os ligar nas duas extremidades ao apoio e aos condutores, tendo integrado na sua estrutura o sistema antiarco ou de hastes de descarga. Os isoladores podem ser fabricados em diversos materiais, sendo os mais comuns em vidro e cerâmica. O número de isoladores necessários numa cadeia é determinado pelo nível de tensão e pelo comprimento da linha de fuga necessário para que o isolamento seja eficaz.

A linha de fuga corresponde à distância que a corrente teria de percorrer pela superfície do isolador, entre as duas extremidades metálicas deste, correspondendo por isso à distância de isolamento para uma frequência de 50Hz. A capacidade de isolamento deste componente para descargas atmosféricas é nula, dificultando até a descarga para a terra pelos apoios, pois não existe uma ligação eléctrica dos cabos aos apoios, como acontece nos cabos de guarda onde ocorre um bom escoamento para a terra destas correntes de defeito.

O isolamento de uma linha de transmissão é obtido pela manutenção da distância de isolamento adequada entre os condutores energizados e a estrutura suporte ou entre condutores. Como os condutores são sustentados pelas cadeias de isoladores, o dimensionamento dessas cadeias deve atender a várias condições impostas pelas solicitações dielétricas. Usualmente as falhas nas linhas de transmissão ocorrem nas cadeias de isoladores, assim sendo, é importante preservar a integridade dos isoladores de modo a manter a rigidez dielétrica da cadeia.

Quando a falha provoca danos nos isoladores, é necessário substituí-los o mais rápido possível, de modo a voltar às condições originais de dimensionamento do projeto da cadeia. A localização de isoladores danificados é facilmente realizada por inspeção visual quando a cadeia é composta por isoladores de vidro temperado, pois seu dielétrico explode quando falham, tornando-os visualmente fáceis de localizar. A localização de isoladores danificados se torna problemática quando os isoladores de porcelana perfuram sem quebrar, dificultando sua localização por parte das equipes de manutenção.

Enfim, para não ultrapassar o valor da tensão no ponto de estresse em alguns isoladores tipo disco, a carga de ensaio a ser aplicada durante os quatro ciclos de ensaio, com 24 h de duração cada um, deve ser limitada a 60% da carga de ruptura eletromecânica ou mecânica. Quanto ao ciclo da temperatura, deve-se observar que o ciclo de resfriamento e de aquecimento durante cada período de 24 h foi escolhido por razões práticas, pois o resfriamento pode ser executado manualmente durante o dia, se necessário.

Deve-se observar que a limitação do ensaio em quatro dias, seguido de um quinto dia com os ensaios de verificação, foi estabelecida por razões práticas. Ou seja, todo o ciclo de ensaio pode ser completado em uma semana. Avaliações posteriores mostraram que não há necessidade de se estender o tempo de ensaio.

Os requisitos dos cabos ópticos de terminação

Entenda os requisitos para a fabricação dos cabos ópticos de terminação que são indicados para instalações internas e externas, interligando os cabos ópticos externos da última emenda às instalações internas comerciais, industriais e residenciais.

A NBR 14772 de 07/2020 – Cabo óptico de terminação — Especificação especifica os requisitos para a fabricação dos cabos ópticos de terminação. Estes cabos são indicados para instalações internas e externas, interligando os cabos ópticos externos da última emenda às instalações internas comerciais, industriais e residenciais. Estes cabos não se aplicam às instalações externas aéreas.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser o núcleo constituído por unidades básicas de elementos ópticos?

Qual o código de cores das unidades básicas dos elementos ópticos e dos cordões ópticos?

Quais são as cores das fibras ópticas?

O que deve ser aplicado como revestimento externo?

Um cabo óptico de terminação é o conjunto constituído por unidades básicas de cordões ópticos, elementos ópticos ou fibras ópticas, elemento de tração dielétrico, eventuais enchimentos, núcleo seco resistente a penetração de umidade e protegidos por uma capa externa de material termoplástico retardante à chama. Um elemento óptico é um conjunto constituído por uma fibra óptica com revestimento primário em acrilato e com revestimento secundário de material termoplástico.

Uma unidade básica é o menor conjunto de fibras ópticas agrupadas, identificado inequivocamente, que pode ser delimitado por uma amarração, micromódulo ou tubo loose. prontos satisfaçam os requisitos especificados nesta norma. Os cabos ópticos de terminação são designados pelo seguinte código: CFOT – X – Y – Z – W, onde CFOT é o cabo óptico de terminação; X é o tipo de fibra óptica, conforme a tabela abaixo; Y é a formação do núcleo, conforme a tabela abaixo; Z é o número de fibras ópticas, conforme a tabela abaixo; W é o grau de proteção do cabo quanto ao comportamento frente à chama, conforme a tabela abaixo.

Os materiais constituintes dos cabos ópticos de terminação devem ser dielétricos. Os materiais utilizados na fabricação do cabo devem ser compatíveis entre si. Os materiais utilizados na fabricação dos cabos com função estrutural devem ter suas características contínuas ao longo de todo o comprimento do cabo.

As fibras ópticas tipo multimodo índice gradual, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13487. As fibras ópticas tipo monomodo com dispersão normal, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 13488. As fibras ópticas tipo monomodo com dispersão deslocada e não nula, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 14604. As fibras ópticas tipo monomodo com baixa sensibilidade a curvatura, utilizadas na fabricação dos cabos, devem estar conforme a NBR 16028.

Não são permitidas emendas nas fibras ópticas durante o processo de fabricação do cabo. O núcleo deve ser constituído por unidades básicas de fibras ópticas, cordões ópticos ou elementos ópticos. Os cabos ópticos de terminação devem ser fabricados com unidades básicas de 2, 4, 6, 8, 12, 16, 24, 36 ou 48 fibras ópticas.

O núcleo deve ser constituído por unidades básicas. As unidades básicas devem ser dispostas em elementos de proteção adequados, de modo a atender aos requisitos especificados nesta norma. Os elementos de proteção podem ser constituídos por tubos de material polimérico encordoados em uma ou mais coroas, ou de forma longitudinal. Os elementos de proteção encordoados devem ser reunidos com passo e sentido escolhidos pelo fabricante, de modo a satisfazer as características previstas nesta norma.

No caso de cabos ópticos constituídos por elementos de proteção encordoados dispostos em mais de uma coroa, opcionalmente estas coroas podem ser separadas por fitas, a fim de facilitar a sua identificação. É recomendado que cabos ópticos compostos por elementos de proteção de até 12 fibras ópticas sejam constituídos por unidades básicas, onde cada unidade pode conter duas ou seis fibras ópticas. Para os cabos ópticos de 18 a 36 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha seis ou 12 fibras ópticas.

Para os cabos ópticos de 48 a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 12 ou 24 fibras ópticas. Para os cabos ópticos superiores a 288 fibras ópticas constituídos por unidades básicas, é recomendado que cada unidade contenha 24, 36 ou 48 fibras ópticas. O núcleo constituído por fibras ópticas dispostas em tubo único (central loose tube) deve conter um único tubo central de material polimérico contendo uma ou mais unidades básicas. Os cabos ópticos de até 48 fibras ópticas devem ser constituídos de fibras ópticas reunidas. Os cabos ópticos acima de 48 até 72 fibras ópticas devem ser constituídos por unidades básicas.

Para o núcleo constituído por unidades básicas de cordões ópticos monofibra, o cordão óptico deve ser conforme a NBR 14106. A unidade básica de cordões ópticos deve ser constituída por até 12 cordões agrupados e identificada. Os cabos de até 12 fibras ópticas devem ser constituídos por cordões ópticos reunidos. Para cabos de 18 a 36 fibras ópticas, é recomendado que cada unidade básica contenha seis cordões ópticos. Para cabos ópticos de 48 a 72 fibras, é recomendado que cada unidade básica contenha 12 cordões ópticos.

A marcação métrica sequencial deve ser feita em intervalos de 1 m ao longo do revestimento externo do cabo óptico de terminação. A marcação deve ser feita com algarismos de altura, forma, espaçamento e método de gravação ou impressão tais que se obtenha legibilidade perfeita e permanente. Não são permitidas marcações ilegíveis adjacentes. Na medida da marcação do comprimento ao longo do eixo do cabo, é tolerada uma variação para menos de até 0,5%, não havendo restrição de tolerância para mais.

A marcação inicial deve ser feita em contraste com a cor da capa do cabo, sendo preferencialmente azul ou preta para os cabos de cores claras e branca para os cabos de cores escuras ou em relevo. Se a marcação não satisfizer os requisitos anteriores, é permitida a remarcação na cor amarela. A remarcação deve ser feita de forma a não se sobrepor à marcação inicial defeituosa. Não é permitida qualquer outra remarcação além da citada. Cada lance de cabo deve ser fornecido acondicionado em um carretel de madeira com diâmetro mínimo do tambor de 22 vezes o diâmetro externo do cabo. A largura total do carretel não pode exceder 1,5 m e a altura total não pode ser superior a 2,1 m.

Os carretéis devem conter um número de voltas tal que entre a camada superior e as bordas dos discos laterais exista um espaço livre mínimo de 6 cm. Os carretéis utilizados devem estar conforme a NBR 11137. As extremidades do cabo devem ser solidamente presas à estrutura do carretel, de modo a não permitir que o cabo se solte ou se desenrole durante o transporte. A extremidade interna do cabo na bobina deve estar protegida para evitar danos durante o transporte, ser acessível para ensaios, possuir um comprimento livre de no mínimo 2 m e ser acomodada com diâmetro de no mínimo 22 vezes o diâmetro externo do cabo.

Após efetuados todos os ensaios requeridos para o cabo, as extremidades do lance devem ser fechadas, a fim de prevenir a entrada de umidade. Cada lance do cabo óptico de terminação deve ter um comprimento nominal de 2 000 m, podendo, a pedido do comprador, ser fornecido em comprimento específico. A tolerância de cada lance deve ser de + 3%, não sendo admitidos comprimentos inferiores ao especificado.

Devem ser identificadas em cada bobina, com caracteres perfeitamente legíveis e indeléveis, as seguintes informações: nome do comprador; nome do fabricante; número da bobina; designação do cabo; comprimento real do cabo na bobina, expresso em metros (m); massa bruta e massa líquida, expressas em quilogramas (kg); uma seta ou marcação apropriada para indicar o sentido em que o cabo deve ser desenrolado; identificação de remarcação, quando aplicável. O transporte, armazenamento e utilização das bobinas dos cabos ópticos de terminação devem ser feitos conforme a NBR 7310.