A qualificação dos cabos de potência para sistemas fotovoltaicos

Os cabos de potência previstos nesta norma devem ser designados pela: seção nominal do condutor, em milímetros quadrados; tensão máxima do cabo (Um): 1,8 kV em corrente contínua.

A NBR 16612 de 03/2020 – Cabos de potência para sistemas fotovoltaicos, não halogenados, isolados, com cobertura, para tensão de até 1,8 kV cc entre condutores – Requisitos de desempenho especifica os requisitos mínimos para a qualificação e aceitação de cabos singelos de condutor flexível para uso em corrente contínua em instalações de energia fotovoltaica, com tensão contínua de 1,5 kV cc entre os condutores e entre os condutores e o terra, e tensão máxima em cc de 1,8 kV. A tensão ca equivalente especificada para este cabo é 0,6/1 kV (U0/U), onde U0 é o valor eficaz entre o condutor e o terra, e U é o valor eficaz entre duas fases.

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Quais devem ser os ensaios de recebimento (R e)?

Quais são os critérios de amostragem?

Como deve ser feito o ensaio de resistência de isolamento à temperatura ambiente (R e T)?

Como devem ser executados os ensaios mecânicos do material da cobertura antes e após envelhecimento artificial em câmara UV (T)?

Os cabos de potência previstos nesta norma devem ser designados pela: seção nominal do condutor, em milímetros quadrados; tensão máxima do cabo (Um): 1,8 kV em corrente contínua. Estes cabos foram previstos para serem instalados entre a célula fotovoltaica e os terminais de corrente contínua do inversor fotovoltaico. Estes cabos devem ser adequados para operar em temperatura ambiente de –15°C até 90°C.

A temperatura do condutor em regime permanente não pode ultrapassar 90 °C. Por um período máximo de 20.000 h, é permitida uma temperatura máxima de operação no condutor de 120°C em uma temperatura ambiente máxima de 90°C. A temperatura no condutor, em regime de curto-circuito, não pode ultrapassar a 250°C. A duração neste regime não pode ultrapassar 5 s.

O condutor deve ser de cobre estanhado e têmpera mole, e estar conforme a NBR NM 280 na classe 5 de encordoamento. A superfície dos fios componentes do condutor encordoado não pode apresentar fissuras, escamas, rebarbas, aspereza, estrias ou inclusões. O condutor pronto não pode apresentar falhas de encordoamento.

Os fios componentes do condutor encordoado, antes de serem submetidos a fases posteriores de fabricação, devem atender aos requisitos da NBR NM 280. Sobre o condutor pode ser aplicado um separador, a critério do fabricante, a fim de facilitar a remoção da isolação e evitar a aderência desta, e este separador deve estar de acordo com a NBR 6251. A isolação deve ser constituída por uma ou mais camadas extrudadas de composto não halogenado termofixo, com requisitos conforme a tabela abaixo.

A isolação deve ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento. A isolação dos cabos, quando não houver separador sobre o condutor, deve estar justaposta ao condutor, porém facilmente removível e não aderente a ele. A espessura nominal da isolação deve estar de acordo com a tabela abaixo. A espessura média da isolação não pode ser inferior ao valor nominal especificado.

A espessura mínima da isolação em um ponto qualquer de uma seção transversal pode ser inferior ao valor nominal, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 10% do valor nominal especificado. A espessura de um eventual separador aplicado sobre o condutor não pode ser considerada parte da espessura da isolação.

A cobertura deve ser contínua e uniforme ao longo de todo o seu comprimento. A espessura nominal da cobertura deve estar de acordo com a tabela acima. A espessura média da cobertura não pode ser inferior ao valor nominal especificado. A espessura mínima da cobertura em um ponto qualquer de uma seção transversal pode ser inferior ao valor nominal, contanto que a diferença não exceda 0,1 mm + 15 % do valor nominal especificado.

As cores padronizadas para a cobertura são: preta, vermelha, verde e verde com listra amarela. A superfície externa da cobertura do cabo deve ser marcada a intervalos regulares de até 500 mm, com caracteres de durabilidade, dimensões e legibilidade adequadas. A durabilidade da gravação deve ser verificada ao tentar removê-la, esfregando-a levemente com um pano úmido, por dez vezes; isto não pode alterar a gravação.

A marcação na cobertura deve conter no mínimo as seguintes informações: marca de origem (nome, marca ou logotipo do fabricante); seção nominal do condutor, expressa em milímetros quadrados (mm²); inscrição: “USO EM SISTEMA FOTOVOLTAICO”; ano de fabricação; número desta norma. É facultado ao fabricante ou fornecedor responsável incluir a marca comercial do produto, preferencialmente após a marca de origem.

Os ensaios previstos por esta norma são classificados em: ensaios de recebimento (R e E); ensaios de tipo (T); ensaios de controle. O ensaio para determinação do fator de correção da resistência de isolamento (T) pode ser realizado, desde que previamente requerido como requisito adicional. A amostra deve ser preparada e ensaiada conforme a NBR 6813, e o fator para correção da resistência de isolamento deve ser aproximadamente igual ao previamente fornecido pelo fabricante.

Certos compostos apresentam constante de isolamento elevada, o que pode dificultar a determinação do coeficiente por grau Celsius. Nestes casos, deve ser aceito o menor coeficiente dado na Tabela B.1 (disponível na norma). Os cabos devem ser acondicionados de maneira que fiquem protegidos durante o manuseio, transporte e armazenagem. O acondicionamento deve ser em rolo ou carretel, que deve ter resistência adequada e ser isento de defeitos que possam danificar o produto.

Para cada unidade de expedição, a incerteza máxima requerida na quantidade efetiva é de ± 1% em comprimento. Os cabos devem ser fornecidos em lances normais de fabricação, sobre os quais é permitida uma tolerância de ± 3% no comprimento. Adicionalmente, pode-se admitir que até 5 % dos lances de um lote de expedição tenham um comprimento diferente do lance normal de fabricação, com um mínimo de 50% do comprimento do referido lance.

Os carretéis devem possuir dimensões conforme a NBR 11137, devendo ser respeitados os limites de curvatura previstos na NBR 9511, e os rolos devem ter dimensões conforme a NBR 7312. As extremidades dos cabos acondicionados em carretéis devem ser convenientemente seladas com capuzes de vedação ou com fita autoaglomerante, resistentes às intempéries, a fim de evitar a penetração de umidade durante manuseio, transporte e armazenagem.

Externamente, os carretéis devem ser marcados, nas duas faces laterais, diretamente sobre o disco e/ou por meio de etiquetas, com caracteres legíveis e indeléveis, com no mínimo as seguintes indicações: nome do fabricante, CNPJ e país de origem; seção nominal, em milímetros quadrados; número desta norma; massa bruta aproximada, em quilogramas (kg); comprimento do lance, em metros (m); seta no sentido de rotação para desenrolar; e identificação para fins de rastreabilidade.

O trabalho seguro em serviços com eletricidade

Esses requisitos podem ser aplicáveis aos seguintes serviços: operação do sistema e instalações elétricas; realização de quaisquer serviços nas instalações elétricas, incluindo construção e montagem, manutenção e ensaios elétrico; serviços em instalações elétricas que operam em níveis de tensão, desde extrabaixa tensão até a alta-tensão. Este último termo inclui os níveis que podem ser conhecidos como média tensão até extra-alta-tensão.

A NBR 16384 de 03/2020 – Segurança em eletricidade — Recomendações e orientações para trabalho seguro em serviços com eletricidade fornece recomendações e orientações para a operação segura e atividades em instalações e equipamentos elétricos, de forma a estabelecer um programa de segurança em eletricidade. É aplicável aos seguintes serviços: operação do sistema e instalações elétricas; realização de quaisquer serviços nas instalações elétricas, incluindo construção e montagem, manutenção e ensaios elétrico; serviços em instalações elétricas que operam em níveis de tensão, desde extrabaixa tensão até a alta-tensão. Este último termo inclui os níveis que podem ser conhecidos como média tensão até extra-alta-tensão. Inclui, ainda as instalações elétricas que são necessárias para geração, transmissão, transformação, distribuição e utilização de energia elétrica; as instalações fixas e permanentes, como industriais e linhas de transmissão; as instalações temporárias como canteiros de obras, feiras e exposições; as instalações móveis como subestações transportáveis; os equipamentos capazes de serem transladados, como escavadeiras elétricas.

Esta norma também pode ser aplicável aos serviços em instalações elétricas de outras naturezas, complementando a legislação e normas técnicas específicas: as instalações elétricas de aeronaves (sujeitas às legislações da Aviação Civil Internacional); as instalações elétricas de embarcações marítimas (sujeitas às legislações das Classificadoras Navais); os sistemas eletrônicos de telecomunicação e de informação; as minas de qualquer natureza; as instalações terrestres e marítimas, pois tratam de instalações elétricas comuns a todas as atividades industriais. As informações contidas nestas recomendações e orientações não substituem as normas técnicas ou regulamentos específicos, porém podem ser aplicados de forma complementar.

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Quais devem ser os requisitos para as ferramentas, equipamentos e dispositivos?

Quais devem ser os documentos do sistema elétrico?

Qual deve ser a sinalização e a advertência para os serviços com eletricidade?

Quais são os riscos com eletricidade a serem considerados?

O objetivo desta norma é fornecer orientações adicionais para a operação e realização de serviços em eletricidade, visando à segurança das pessoas, trabalhadores e instalações , além de fornecer as informações adicionais para a elaboração de um programa eficiente de segurança em eletricidade para a execução dos serviços, bem como organizar os aspectos humanos na intervenção destas instalações por meio de um sistema de gerenciamento. Não tem como objetivo especificar os requisitos técnicos para a execução da instalação elétrica, ou para a fabricação de equipamentos e componentes. Para estes casos é necessário consultar as normas técnicas específicas.

Esta norma tem como foco principal os trabalhadores e profissionais autônomos que podem realizar intervenções em instalações elétricas, como operar, realizar manutenção e ensaios. Inclui as informações para administrar a segurança dos trabalhadores e profissionais autônomos que podem realizar serviços não elétricos na zona livre, ou instalações totalmente desenergizadas, com a certeza de que estas estão e continuarão seguras, como, por exemplo, limpezas, reparos nas infraestruturas não relacionadas com a instalação elétrica, e para aqueles que podem operar dispositivos de comando encontrados nas instalações e equipamentos elétricos, como interruptores e botões de comando, com a finalidade de acionar equipamentos de utilização para outros fins não elétricos.

A proteção das pessoas e trabalhadores deve ser assegurada por meio de instalações seguras, seguindo as normas técnicas e regulamentos devidamente executados por profissionais habilitados e, quando aplicável, complementado com as informações adicionais desta norma, que cobrem o sistema de gerenciamento para evitar a exposição das pessoas e dos trabalhadores aos riscos térmicos e físicos gerados pela eletricidade. Os equipamentos e instalações elétricas, quando projetados e instalados de acordo com as normas técnicas, em princípio, se tornam seguros para utilização, operação e intervenção.

Dessa forma, é de extrema importância que estas intervenções respeitem e mantenham a integridade dos equipamentos e instalações, conforme projetados. Esta norma de segurança em serviços com eletricidade fornece as informações para a elaboração de: um memorial descritivo do projeto e das intervenções; de procedimentos de serviço de operação ou manutenção, reparo e substituições; de requisitos de qualificação e experiência na aprovação dos serviços com riscos e técnicas de análise de riscos nas operações; e de procedimentos para intervenções nas instalações elétricas.

As investigações de incidentes e acidentes de trabalho envolvendo eletricidade têm demonstrado que a maioria dos acidentes ocorre durante as intervenções nos equipamentos ou instalações, quando é necessário remover ou alterar temporariamente as proteções dos equipamentos ou instalações concebidas para prover a segurança durante o seu funcionamento normal. As técnicas de investigações de acidentes utilizadas pelos profissionais de segurança do trabalho sugerem basicamente a identificação dos seguintes fatores: fatores físicos – falha nos equipamentos, componentes ou instalação; fatores humanos – falha nas ações ou intervenções humanas por falta de conhecimento ou despreparo dos profissionais envolvidos no acidente; fatores sistêmicos ou gerenciais – falha da gestão dos fatores físicos e humanos; e fatores ambientais que são os que podem influenciar nos fatores físicos caso não seja objeto de planejamento, como iluminação, sol chuva e animais, peçonhentos ou não.

Estes fatores necessitam ser analisados e as ações corretivas implementadas para evitar recorrências. Esta norma visa orientar as ações para proteção em relação aos fatores humanos, sistêmicos, gerenciais e ambientais, enquanto que outras normas técnicas visam atender tanto aos aspectos técnicos quanto aos fatores físicos. Antes de realizar qualquer atividade relacionada à operação de um sistema elétrico ou serviço, com ou na proximidade de uma instalação elétrica, é necessário avaliar os riscos que podem ser gera- dos pela instalação elétrica.

Convém que as operações sejam avaliadas por ferramentas de análise de risco, considerando a complexidade da instalação. Convém que esta avaliação seja registrada no procedimento que descreve a forma de realizar a operação ou os serviços, para assegurar a segurança dos trabalhados e das pessoas. A zona de risco de arco elétrico é estabelecida de acordo com o cálculo da energia incidente, acima da energia incidente de 1,2 cal/cm2 (4 J/cm²). Convém que seja indicado no local o nível de energia que pode ser gerado pelo equipamento, quando abertas as suas proteções, conforme tabela abaixo.

Recomenda-se que as responsabilidades sobre a segurança das pessoas que participam das atividades de execução dos serviços e daqueles que estão ou possam estar envolvidos nos serviços estejam de acordo com a autorização dada aos profissionais, conforme a legislação brasileira. Recomenda-se que todos que realizem intervenções ou serviços em, com ou na proximidade de uma instalação elétrica estejam formalmente autorizados e tenham recebido as instruções referentes aos requisitos de segurança e as instruções da empresa aplicáveis ao seu serviço.

Convém que estas instruções sejam repetidas durante o transcurso dos serviços, quando estes tiverem uma longa duração (mais de um dia de duração) ou forem de natureza complexa (envolvendo diversos grupos ou intervenções simultâneas em diferentes sistemas). Convém que sejam utilizados os equipamentos de proteção individual (EPI) adequados aos locais, riscos e condições em que os trabalhadores necessitem, com vestimentas de proteção adequadas ao tamanho do corpo e equipamento de proteção adicional conforme registrado no procedimento de execução do serviço. Antes de começar qualquer serviço e durante a execução deste, convém que o responsável pelo serviço zele para que todos compreendam e respeitem as instruções, regras e requisitos estabelecidos no procedimento.

Convém que o profissional não seja autorizado a executar uma atividade elétrica sem que estejam registrados em sua ficha funcional a sua qualificação profissional, os treinamentos e a demonstração de conhecimentos técnicos que embasem as experiências comprovadas de prevenção contra os riscos elétricos. Recomenda-se que a supervisão considere o nível de conhecimento e a experiência dos trabalhadores para determinar os serviços que podem ser realizados.

Convém que sejam utilizados os seguintes critérios de avaliação do trabalhador: comprovante de conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino; comprovante da realização e demonstração da compreensão do treinamento de segurança básica em eletricidade, com conteúdo e duração mínima conforme estabelecido na legislação brasileira; caso julgado necessário, comprovação da experiência em serviços elétricos similares ao que será designado com demonstração sobre a percepção dos perigos e riscos que possam aparecer durante o serviço e a respectiva medida de proteção a ser adotada; compreensão dos procedimentos a serem seguidos para a execução do serviço.

Convém que a complexidade dos serviços seja avaliada durante a fase de planejamento, a fim de definir a composição da equipe executora, considerando quantos trabalhadores necessitam ser capacitados, qualificados e habilitados, todos devidamente autorizados. Recomenda-se que a instalação elétrica de um sistema elétrico esteja sob a responsabilidade de um profissional habilitado, conforme determina a legislação brasileira.

Quando duas ou mais instalações ou equipamentos forem compartilhados, por exemplo, conjunto de manobra de distribuição que alimenta diferentes instalações em uma mesma sala, convém que sejam elaborados acordos ou protocolos formais e haja cooperação entre os responsáveis de cada instalação para determinar as medidas necessárias, de modo a assegurar a segurança e o controle das atividades que venham a se desenvolver em cada uma dessas instalações. Neste caso podem ser necessários sistemas de intertravamento com sequência lógica, para garantir a operação de forma segura.

Convém que o controle de acesso das pessoas não autorizadas aos locais em que estejam expostas aos riscos elétricos esteja definido em procedimento específico. A elaboração de padrões, normas ou procedimentos relacionados com a eletricidade, específicos ou não, pode ser realizado pelo responsável, ou não, da instalação elétrica, porém a responsabilidade pela sua aprovação é do responsável pela instalação elétrica, conforme a legislação brasileira e necessitam atender no mínimo as normas técnicas nacionais e, na ausência destas, normas estrangeiras ou internacionais.

Recomenda-se que seja designado um responsável para cada serviço. Quando o serviço for subdividido, convém nomear supervisores para assegurar a segurança em cada uma das subdivisões, estando todos eles sob a responsabilidade de uma só pessoa de coordenação, responsável por todo o serviço. Convém que o responsável pelo serviço e o responsável pela instalação atendam aos requisitos estabelecidos nos padrões, normas ou procedimentos de segurança, para permitir a execução segura do serviço, além de detalhar atividades a serem realizadas na instalação elétrica e suas proximidades, antes do início das atividades ou modificação da instalação elétrica. O responsável pelo serviço e o responsável pela instalação elétrica podem ser a mesma pessoa.

Convém que todos os serviços, sejam simples ou complexos (que envolvem diversos grupos ou intervenções simultâneas em diferentes sistemas) e de longa duração (mais de um dia de duração), atendam a procedimento escrito contendo o planejamento das atividades, com a descrição das etapas, análise de risco, medidas de controle e um plano de ação para contingência conforme orientações contidas na Seção 8 (medidas a serem adotadas em caso de acidente), com ciência e aprovação de todos os envolvidos, em especial, os trabalhadores.

Uma pessoa qualificada, habilitada e autorizada pode estabelecer a forma de executar o serviço com segurança nas seguintes situações: nas instalações não complexas (quando envolvem um único sistema ou circuito elétrico segregado) ou nas suas subpartes, em circunstâncias claramente compreendidas e previamente estabelecidas em procedimentos aprovados; quando os serviços forem repetitivos, de rotina e estabelecidos em procedimentos específicos efetivamente implantados; para serviços de manutenção, realizados segundo procedimentos específicos efetivamente implantados. Recomenda-se que no local de realização de serviços, elétricos ou não elétricos, em, ou nas proximidades de uma instalação elétrica energizada, os trabalhadores sejam treinados, informados das atividades e capazes de solicitar socorro e prestar os primeiros socorros para acidentes de origem elétrica, como choque elétrico ou queimaduras por arco elétrico.

Convém que as informações de como solicitar socorro e as orientações de primeiros socorros estejam disponíveis em placas ou pôsteres afixados no local de serviço e em folhetos ou documentos de segurança entregues aos trabalhadores, conforme definido em avaliação prévia e apropriado à complexidade do serviço ou ambiente de trabalho. Quanto à comunicação (transmissão da informação), pode-se dizer que, nessa norma, o termo comunicação significa toda e qualquer forma de transmitir ou receber informação entre as pessoas e trabalhadores: verbal, escrita, sonora e visual, por exemplo, display de visualização, painéis anunciadores e luzes.

Antes do início de qualquer atividade, recomenda-se que o responsável pelo serviço notifique o responsável pela instalação sobre a natureza, o local e os potenciais riscos devido à realização do serviço, e o procedimento do trabalho planejado. Esta notificação necessita ser documentada. O responsável pela instalação e o responsável pelo serviço a ser realizado necessitam assegurar que as instruções específicas foram transmitidas e detalhadas a todos os trabalhadores sob sua supervisão e pessoas envolvidas para permitir a realização dos serviços em segurança antes do início das atividades. Recomenda-se que todas as informações necessárias para a segurança durante a operação de uma instalação elétrica, como a configuração da rede, o estado das chaves seccionadoras (fechada, aberta ou aterrada) e a posição dos dispositivos de segurança para operação segura da instalação elétrica, estejam registradas em um documento específico e que sejam formalmente transmitidas.

Convém que os meios de transmissão da informação somente sejam utilizados após serem adotadas as medidas de precauções adequadas para assegurar que a informação seja confiável, verdadeiras, não cause mal-entendidos ou sinais falsos. Convém que nas transmissões das informações sejam incluídos o nome e os meios de contato para dirimir dúvidas ou obter maiores esclarecimentos.

É recomendado que não seja permitido o funcionamento ou reenergização de uma instalação elétrica, após a conclusão de serviço, cujo sistema de controle seja unicamente por sinais, como etiquetas, ou determinação do intervalo de tempo necessário para a realização do serviço. Convém que o funcionamento ou reenergização somente seja realizado após a verificação física e inspeção final, assegurando que a instalação esteja adequada e segura para operar.

Durante a realização dos serviços em que as informações sejam transmitidas verbalmente, incluindo comunicação por rádio, para evitar enganos, é recomendado que o receptor repita as informações ao transmissor, que confirmará que foram recebidas e compreendidas corretamente. Caso seja utilizado rádio, convém assegurar que interferências externas não interfiram na clareza e entendimento das mensagens.

Após o término do trabalho, convém que o responsável pelo serviço realize as verificações, inspeções e limpeza da área, e comunique ao responsável pela instalação sobre o resultado da verificação e conclusão do serviço. Convém que o local de trabalho esteja totalmente livre e desimpedido para movimentação das cargas e dos trabalhadores, definido, delimitado e identificado. Convém que sejam providenciados os espaços para movimentação adequada, meios de acesso e iluminação em todas as partes do serviço ou da instalação elétrica. Recomenda-se que o acesso ao local de trabalho e as rotas de fuga estejam definidas, sinalizadas, livres, desimpedidas e identificadas.

Os riscos eletrostáticos em atmosferas explosivas

Conheça as orientações sobre os equipamentos, produtos e propriedades de processos necessárias para evitar os riscos de ignição e de choques eletrostáticos que podem surgir da eletricidade estática, bem como requisitos operacionais necessários para assegurar a utilização segura do equipamento, produto ou processo.

A ABNT IEC/TS 60079-32-1 de 01/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 32-1: Riscos eletrostáticos, orientações apresenta as orientações sobre os equipamentos, produtos e propriedades de processos necessárias para evitar os riscos de ignição e de choques eletrostáticos que podem surgir da eletricidade estática, bem como requisitos operacionais necessários para assegurar a utilização segura do equipamento, produto ou processo. Este documento é destinado principalmente aos projetistas e usuários de processos e equipamentos, fabricantes e laboratórios de ensaios. Também pode ser utilizado por fornecedores de equipamentos (por exemplo, máquinas), materiais de piso e vestimentas, quando nenhuma norma sobre família de produtos ou normas de produtos específicas existirem, ou quando as normas existentes não tratarem dos riscos da eletrostática.

Os riscos associados à eletricidade estática em processos e ambientes industriais que mais comumente apresentam problemas são considerados nessa norma. Estes processos incluem a manipulação de sólidos, líquidos, poeiras, gases, sprays e explosivos. Em cada caso, a fonte e a natureza dos riscos da eletrostática são identificadas, e recomendações específicas são apresentadas, de forma a se lidar com tais riscos.

O principal objetivo deste documento é apresentar recomendações padronizadas para o controle da eletricidade estática, como o aterramento de partes condutoras, redução de carregamento eletrostático e restrição de áreas de superfície de materiais isolantes que possam ser carregadas eletrostaticamente. Em alguns casos, a eletricidade estática representa uma parte integrante de um processo, por exemplo, no revestimento por pintura eletrostática, o que frequentemente, é um efeito colateral indesejado, sendo as orientações relacionadas a isso apresentadas.

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Como utilizar os materiais sólidos dissipativos?

Qual é a capacitância isolada máxima permitida em zonas com atmosferas explosivas?

Quais são as restrições sobre as dimensões de superfícies isolantes carregáveis eletrostaticamente?

Como evitar as descargas ramificadas?

Se as recomendações padronizadas apresentadas forem atendidas, pode ser previsto que o risco de descargas eletrostáticas em uma atmosfera explosiva se mantenha em um nível baixo aceitável. Se os requisitos deste documento não puderem ser atendidos, as abordagens alternativas podem ser aplicadas, desde que pelo menos o mesmo nível de segurança seja alcançado.

As informações básicas sobre a geração de eletricidade estática indesejada em sólidos, líquidos, gases, explosivos e também em pessoas, juntamente com descrições de como as cargas eletrostáticas geradas causam ignições ou choques, são apresentadas nos Anexos e na IEC/TR 61340-1. Não é aplicável aos riscos da eletricidade estática relacionados às descargas atmosféricas ou aos respectivos danos aos equipamentos eletrônicos. Não tem a intenção de substituir outras normas que abranjam produtos e aplicações industriais específicas.

Os regulamentos de segurança eletrostática utilizam diversos adjetivos para classificar a capacidade de condução de materiais e objetos. Diferentes regulamentos e diferentes indústrias utilizam diferentes termos e, mesmo quando os mesmos termos são utilizados, suas definições podem variar. A nomenclatura que é seguida de forma padronizada neste documento procura evitar confusão e auxiliar no entendimento.

A eletricidade estática ocorre comumente na indústria e na vida diária. Muitos dos efeitos são inofensivos e passam despercebidos, ou são apenas um incômodo, mas a eletricidade estática também pode dar origem a uma situação de risco. Em tais situações, o risco pode ser, em geral, reduzido pelo relaxamento de carga (ver Anexo A).

Os riscos causados por carga eletrostática incluem: ignição ou explosão de atmosferas inflamáveis; ver NBR IEC 60079-0 e EN 13463-1; o choque eletrostático em combinação com outro risco (por exemplo, queda, desligamento); ver ISO 12100-1; o choque eletrostático dando origem a ferimentos ou morte; ver ISO 12100-1; os danos a componentes eletrônicos (não cobertos por este documento). Além disso, a eletricidade estática pode apresentar problemas operacionais durante os processos de fabricação e manuseio, por exemplo, provocando aderência dos materiais uns aos outros, ou atraindo poeiras ou materiais particulados.

A eletricidade estática é gerada por: contato e separação de sólidos, por exemplo, movimento das correias transportadoras ou filmes plásticos sobre rolos, e movimento de pessoas; o fluxo de líquidos ou poeiras, e produção de aerossóis; o fenômeno de indução, ou seja, objetos atingem um potencial elevado ou ficam carregados por estarem em um campo elétrico. O acúmulo de carga eletrostática pode dar origem a riscos e problemas em uma ampla gama de indústrias e ambientes de trabalho, e provocar a ignição e explosão em indústrias de processos químicos, farmacêuticos, petrolíferos e de processamento de alimentos.

Devido ao grande número de processos industriais que podem estar envolvidos, não é possível dar informações detalhadas relevantes para todos eles. Em vez disso, este documento procura descrever os problemas associados a cada processo e dar conselhos sobre como evitá-los. Convém que estas informações permitam que o operador responsável pela planta tome as precauções que podem ser necessárias para evitar ignições de atmosferas inflamáveis e descargas eletrostáticas.

Para facilidade de entendimento, este documento é dividido em seções. Estas citam os problemas associados, como o seguinte: manuseio de sólidos; armazenamento e manuseio de líquidos; manipulação de gases e vapores; armazenamento e manuseio de poeiras; armazenamento e manuseio de explosivos; problemas eletrostáticos causados por pessoas; evitar choque eletrostático; aterramento e ligação de máquinas e instalações; métodos de medição. Este documento também contém algumas informações fundamentais relativas à carga eletrostática e seus problemas.

Isso está contido nos Anexos A a G e convém que seja permitido que o leitor compreenda melhor as informações dadas e também que sejam orientados processos que não tenham sido tratados neste documento. Como este documento é muito extenso, avaliar corretamente os riscos eletrostáticos de produtos e processos pode não ser fácil para os novos leitores. Por esta razão, o Anexo F apresenta um informativo universalmente aplicável, que faz referência às seções pertinentes deste documento na ordem correta.

É muito raro que um risco eletrostático possa ser tratado de uma forma isolada. É recomendado que precauções contra riscos eletrostáticos sejam consideradas em conjunto de outras precauções, como, por exemplo, proteção contra a ocorrência de explosões. Convém que estas ações também sejam consistentes com as precauções tomadas para evitar outros riscos que podem estar presentes, como ignição devido a outras causas e toxicidade. É importante que todas as fontes de risco em um sistema de trabalho sejam consideradas e que uma abordagem equilibrada para a segurança, que abranja todos os riscos, seja adotada.

Em particular, é recomendado que sejam adotadas medidas de precaução no fornecimento de sistemas de aterramento, onde eles possam interferir com outros sistemas de proteção, por exemplo, proteção catódica ou equipamento elétrico de segurança intrínseca. Os materiais sólidos são normalmente caracterizados como isolantes, dissipativos ou condutivos, de acordo com os seus valores de resistividade. Invólucros são normalmente classificados de acordo com a sua resistência superficial ou resistividade (medidos de acordo com as NBR IEC 60079-0, IEC 60167, IEC 60093, IEC 61340-2-3 ou métodos equivalentes).

Os detalhes de medição também são apresentados na IEC 60079-32-22. As duas caracterizações são equivalentes, porque a resistividade superficial é dez vezes maior do que a resistência superficial para uma determinada geometria de eletrodos. Para outras aplicações específicas, diferentes definições podem ser aplicáveis (por exemplo, resistência de fuga para os casos de pisos). As referências mais comuns utilizadas para este propósito são mostradas na tabela abaixo.

Inserir eletrostática3

Os critérios de fechamento de invólucros são determinados para evitar concentrações de cargas eletrostáticas e não necessariamente para dissipar as cargas eletrostáticas acumuladas provenientes de processos não especificados no interior do invólucro. Diferentes valores medidos a 50% UR foram aceitos no passado, devido à ausência de ensaio em câmaras de desumidificação, e são considerados conservativos pelo lado da segurança. Esta abordagem foi agora descontinuada, e limites de 50% UR são, com exceção de mangueiras, fornecidos somente em outros documentos.

Convém que aqueles valores somente sejam utilizados se uma câmara climática apropriada não for disponível. Como o carregamento eletrostático dos materiais é maior que 20% UR, se comparado a 30% UR, o valor anterior de 30% UR tem que ser reduzido para (25 ±5) % UR. Convém que um valor mais baixo da umidade relativa no intervalo do ensaio seja aplicado durante as medições, sempre que possível. Quando da caracterização de materiais não homogêneos, os valores medidos necessitam ser obtidos pela média e aproximados para a ordem de grandeza mais próxima a menos que especificado por um método de ensaios. Materiais não homogêneos podem exibir diferentes resistividades pelas diferentes direções.

O ensaio não destrutivo por meio de ondas guiadas em tubulações

As ondas guiadas são as ultrassônicas ou sônicas que se propagam ao longo da tubulação e são guiadas pelas suas superfícies ou pela sua forma, sendo o comprimento de onda da ordem de grandeza da espessura.

A NBR 16154 de 02/2020 – Ensaios não destrutivos — Ondas guiadas — Inspeção de dutos e tubulações aéreas estabelece os requisitos para a realização do ensaio não destrutivo por meio de ondas guiadas com propagação axial em tubulações, dutos e estruturas tubulares aéreas em temperaturas até 70°C. É aplicável à inspeção por ondas guiadas por meio de sistema computadorizado, utilizando técnica pulso-eco.

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Como fazer a escolha da posição de acoplamento (PA)?

Como realizar a verificação da qualidade dos dados?

Quais os níveis das curvas DAC (detection threshold)?

Quais os valores típicos de atenuação e de alcance de algumas condições de ensaio?

As ondas guiadas são as ultrassônicas ou sônicas que se propagam ao longo da tubulação e são guiadas pelas suas superfícies ou pela sua forma, sendo o comprimento de onda da ordem de grandeza da espessura. A posição de acoplamento (PA) é a do colar de cabeçotes no duto ou na tubulação, a partir da qual serão obtidos os dados para análise, que é referenciada no centro do colar de cabeçotes. A pessoa que executa o ensaio por ondas guiadas deve atender à NBR NM ISO 9712.

Podem ser realizados ensaios complementares, como, por exemplo, ensaios de ultrassom e ensaio visual, por pessoa que atenda à NBR NM ISO 9712. Os inspetores de ondas guiadas são divididos em três níveis: nível 1 (OG-N1): OG-N1, linhas apoiadas em suportes simples, em condições não atenuantes (atenuação < 1 dB/m); nível 2 (OG-N2): OG-N2-S1, linhas apoiadas em suportes soldados, em condições não atenuantes (atenuação < 1 dB/m); OG-N2-S2, linhas em condições atenuantes e aplicações avançadas (atenuação > 1 dB/m), por exemplo, tubulações enterradas, risers, travessia de estradas e taludes e similares; nível 3 (OG-N3).

O inspetor deve inspecionar somente tubos no âmbito da sua certificação e com o modelo de instrumento utilizado no exame de certificação. No caso de utilização de instrumento distinto daquele utilizado no seu exame de certificação, o profissional OG-N1 ou OG-N2, respeitando as atribuições de seu subnível de certificação, deve ser formalmente habilitado por um profissional OG-N3 ou pelo fabricante do instrumento.

O profissional OG-N3 deve comprovar, por meio de certificado, o treinamento na técnica de ondas guiadas no instrumento específico do fabricante. Se o ensaio por ondas guiadas envolver aplicações fora do escopo desta Norma, como tubulação enterrada, risers, por exemplo, o ensaio deve ser executado por um inspetor com qualificação específica e adequada para essa tarefa, sendo que, tanto a certificação do inspetor quanto os procedimentos complementares devem ser aprovados previamente pelo contratante. O ensaio por ondas guiadas deve ser realizado de acordo com um procedimento escrito, que deve conter no mínimo os requisitos listados na tabela abaixo.

O procedimento deve ser qualificado por inspetor nível 3 em ondas guiadas e submetido à aprovação prévia do contratante. Recomenda-se a apresentação de uma evidência de aplicação da técnica de ondas guiadas com resultado satisfatório na identificação de refletores em situação similar ao procedimento proposto. Alternativamente ao especificado sobre a apresentação de uma evidência de aplicação da técnica de ondas guiadas, recomenda-se a identificação de um refletor conhecido (solda, corrosão) no objeto a ser inspecionado, como evidência de detectabilidade da técnica de ondas guiadas.

Sempre que qualquer variável for alterada, deve ser emitida uma revisão do procedimento. Se a variável for essencial, o procedimento deve ser requalificado mediante aprovação prévia do contratante. O sistema de medição inclui os seguintes itens: um colar de cabeçotes de transmissão e de recepção utilizando a técnica pulso-eco; instrumento de ondas guiadas; programa de processamento de sinais de ondas guiadas.

O instrumento de ondas guiadas deve ser periodicamente calibrado. Os certificados de calibração devem ser emitidos por laboratórios acreditados conforme a NBR ISO/IEC 17025. Quando não houver laboratório acreditado para a grandeza a ser calibrada, podem ser utilizados laboratórios com padrões rastreados à Rede Brasileira de Calibração (RBC) ou laboratório com seu sistema metrológico nacional ou internacionalmente reconhecido.

A periodicidade de calibração dos instrumentos de medição e acessórios descritos acima depende da frequência e condições de utilização. Recomenda-se que a periodicidade de calibração atenda ao especificado na NBR ISO 10012, não podendo ser superior a 36 meses. A periodicidade de calibração do bloco-padrão não pode ser superior a 60 meses. O bloco-padrão está definido no Anexo A.

Qualquer reparo ou manutenção nos instrumentos de medição e no bloco-padrão implica na necessidade de nova calibração, independentemente da periodicidade estabelecida. Devem ser efetuadas verificações da sensibilidade e da determinação da posição angular do sistema de medição, conforme descrito no Anexo A.

Recomenda-se que as verificações sejam executadas no máximo a cada três meses, com registros dos arquivos eletrônicos gerados pelo instrumento de ondas guiadas e os respectivos relatórios impressos. Qualquer dano ou anomalia de funcionamento no sistema de inspeção implica na necessidade de nova verificação, independentemente da periodicidade estabelecida.

Antes de cada inspeção devem ser efetuadas verificações da operacionalidade do sistema de medição, conforme recomendações do fabricante, entretanto, devem ser verificados no mínimo os seguintes itens: funcionamento correto dos componentes eletrônicos (instrumento, computador, etc.); carga adequada da bateria; continuidade e estado geral dos cabos e suas conexões; funcionamento correto do colar de cabeçotes, módulo de cabeçotes e cabeçotes. Antes da inspeção deve ser enviado um questionário ao proprietário do objeto a ser inspecionado, buscando obter informações relevantes que auxiliem nos preparativos da varredura e na análise dos dados da inspeção.

Um modelo de questionário com as informações mínimas requeridas é apresentado no Anexo B. A tubulação deve estar isenta de revestimentos com espessura superior a 1 mm, produtos de corrosão não aderidos e sujidades que não permitam o perfeito acoplamento do colar à superfície do tubo. A preparação da superfície pode ser feita por meio de escovamento, esmerilhamento, etc.

Na PA deve ser removido no mínimo 500 mm do isolamento térmico. Em caso de restrições geométricas (traço de vapor), a remoção deve ser o suficiente para permitir o afastamento do traço de vapor para o perfeito acoplamento do colar. Sempre que possível, deve ser realizada inspeção visual para que áreas corroídas ou com potencial para tal não fiquem localizadas na zona morta ou no campo próximo.

Deve ser assegurado que a temperatura da superfície esteja dentro dos limites estabelecidos pelo fabricante. Em caso de ensaio a baixa temperatura, não pode existir camada de gelo entre o cabeçote e a superfície. Toda a indicação que for confirmada como descontinuidade deve ser classificada quanto à severidade.

A descontinuidade pode ser classificada como: severa: quando as amplitudes de ambos os modos de onda (simétrico e assimétrico) estiverem acima do limiar de classificação (DAC ou TCG); média: quando somente a amplitude do modo de onda simétrico estiver acima do limiar de classificação (DAC ou TCG); leve: quando as amplitudes de ambos os modos de onda (simétrico e assimétrico) estiverem abaixo do limiar de classificação (DAC ou TCG). Recomenda-se que, para toda descontinuidade classificada como média ou severa, seja feita de imediato uma inspeção subsequente com um método de ensaio não destrutivo quantitativo.

Recomenda-se que, para descontinuidade classificada como leve e que apresente amplitudes equivalentes do modo de onda simétrico e do modo assimétrico, seja feita a correlação de campo de imediato ou incluído no plano de inspeção de curto prazo com um método d e ensaio não destrutivo quantitativo.

No registro dos resultados deve ser emitido um relatório contendo no mínimo os seguintes itens: local da inspeção; nome do requisitante; data do teste; informações da tubulação: identificação alfanumérica – TAG; diâmetro; espessura temperatura; localização da PA (referência e distância da referência); nome, nível e assinatura do inspetor; nome da empresa executante; sistema de aquisição de dados computadorizado, incluindo programa de computador (software) e versão do programa; procedimento (número e revisão); isométrico (preferível) ou representação esquemática da tubulação; A-Scan obtido (incluindo zona morta, campo próximo e curvas DAC); relação sinal ruído na posição de acoplamento; C-Scan obtido (posição circunferencial em horas); limiares (DAC ou TCG) de análise, classificação e solda utilizados, em função da % VST; parâmetros de teste do A-Scan mostrado (frequência ou FR e modo de onda usado); comentários gerais (condição da superfície inspecionada, estado de corrosão e outros); comentários específicos dos sinais do A-Scan (distância ao centro do colar de cabeçotes, porcentagem de VST, indicar se o refletor é geométrico ou uma descontinuidade); fotografia da PA com a marcação na tubulação da posição (bordas) do colar, da orientação (3 h) e da direção (positiva) do teste realizado, assim como do nome do arquivo gerado; localização da posição de acoplamento fornecida pelo GPS, se requerido e aplicável; parecer indicando recomendação de ensaio complementar; indicar localização e comprimento do objeto que não pode ser inspecionado (quando aplicável); normas e/ou valores de referência para interpretação dos resultados. Deve ser fornecido arquivo eletrônico de toda a inspeção, gerado pelo programa utilizado no ensaio de ondas guiadas.

Os dispositivos à corrente diferencial residual

A NBR IEC 62423 de 01/2020 – Dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo B e do Tipo F, com e sem proteção contra as sobrecorrentes incorporadas para utilização doméstica e análoga especifica os requisitos e os ensaios para os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo B e do Tipo F. Os requisitos e os ensaios indicados nesta norma completam os requisitos para os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo A. Esta norma somente pode ser utilizada em conjunto com IEC 61008-1 e IEC 61009-1. Os IDR (interruptor diferencial residual sem proteção contra as sobrecorrentes incorporados) do Tipo F e os DDR (interruptor diferencial residual com proteção contra as sobrecorrentes incorporados) do Tipo F, com frequência nominal de 50 Hz ou 60 Hz, são destinados às instalações em que os inversores de frequência são alimentados entre fase e neutro ou entre fase e condutor médio aterrado, e são aptos a assegurar a proteção em caso de ocorrência de corrente diferencial alternada senoidal à frequência nominal, de corrente diferencial contínua pulsante e de corrente diferencial composta.

Os IDR do Tipo B e os DDR do Tipo B são aptos a assegurar a proteção em caso de correntes diferenciais residuais alternadas senoidais de até 1 000 Hz, de correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes e de correntes diferenciais residuais contínuas lisas. Os dispositivos à corrente diferencial residual de acordo com esta norma não são destinados a serem utilizados nas redes de alimentação em corrente contínua. Os requisitos e os ensaios adicionais para os produtos a serem utilizados nas situações em que não é previsto que a corrente diferencial seja coberta pela IEC 61008-1 ou pela IEC 61009-1 estão em estudo.

Para os propósitos de declaração do fabricante ou de verificação da conformidade, convém que os ensaios de tipo sejam realizados nas sequências de ensaios, de acordo com o Anexo A, Anexo B, Anexo C ou Anexo D desta norma. A sequência de ensaios completa para os ensaios de tipo referentes aos IDR do Tipo F e aos DDR do Tipo F é indicada, respectivamente, nas Tabelas A.1 e B.1. A sequência de ensaios completa para os ensaios de tipo para os IDR do Tipo B e para os DDR do Tipo B é indicada, respectivamente, nas Tabelas C.1 ou D.1.

Em todo o documento, o termo dispositivos à corrente diferencial residual refere-se aos IDR e DDR. Os requisitos para os dispositivos à corrente diferencial residual unipolares com neutro não interrompido estão em estudo. Os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo F e do Tipo B têm uma alta resistência contra os desligamentos intempestivos, mesmo quando um surto de tensão provoca uma descarga disruptiva e uma corrente subsequente ocorre, e em caso de uma corrente residual de partida com duração máxima de 10 ms, que pode ocorrer em caso de colocação em serviço de um equipamento eletrônico ou filtro EMC.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser feita a marcação e outras indicações no produto?

Quais os valores-limites da corrente de funcionamento para uma corrente diferencial residual composta?

Como deve ser executada a verificação do funcionamento correto no caso de correntes diferenciais residuais alternadas senoidais até 1.000 Hz?

Como deve ser feita a verificação do funcionamento correto, no caso de correntes diferenciais residuais contínuas, provenientes de circuitos retificadores alimentados por duas fases?

Pode-se definir um dispositivo à corrente diferencial residual do Tipo B como o dispositivo à corrente diferencial residual em que o disparo é assegurado da mesma maneira que para o Tipo F de acordo com esta norma e adicionalmente em caso de: correntes diferenciais residuais alternadas senoidais até 1.000 Hz, correntes diferenciais residuais alternadas sobrepostas a uma corrente contínua lisa, correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes sobrepostas a uma corrente contínua lisa correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes retificadas, resultantes de uma ou mais fases, correntes diferenciais residuais contínuas lisas, que são aplicadas subitamente ou aumentadas lentamente independentemente da polaridade.

Já os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo F são os dispositivos à corrente diferencial residual em que o disparo é assegurado da mesma maneira que para o Tipo A de acordo com a IEC 61008-1 ou IEC 61009-1, conforme apropriado, e, adicionalmente, no caso de: correntes diferenciais residuais compostas, que são aplicadas subitamente ou aumentadas lentamente, para um circuito alimentado entre fase e neutro ou entre fase e um condutor médio aterrado, correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes, sobrepostas em uma corrente contínua lisa. Os IDR e os DDR projetados de acordo com as IEC 61008-1 e IEC 61009-1 são apropriados para a maioria das aplicações.

As IEC 61008-1 e IEC 61009-1 fornecem os requisitos apropriados, assim como os ensaios para utilizações domésticas e análogas. No entanto, a utilização de novas tecnologias eletrônicas em equipamentos pode levar a que as correntes diferenciais residuais particulares não sejam cobertas pela IEC 61008-1 ou pela IEC 61009-1. Esta norma abrange as aplicações específicas para as quais os ensaios e os requisitos adicionais são necessários.

Esta norma compreende as definições, os requisitos adicionais e os ensaios para o IDR e/ou para o DDR do Tipo B e do Tipo F, para cobrir as situações particulares. Os ensaios devem, em primeiro lugar, ser aplicados de acordo com a IEC 61008-1 para os IDR do Tipo B ou do Tipo F e de acordo com a IEC 61009-1 para os DDR do Tipo B ou do Tipo F.

Após a conclusão dos ensaios requeridos de acordo com a IEC 61008-1 ou com a IEC 61009-1, os ensaios adicionais de acordo com esta norma devem ser aplicados para estabelecer a conformidade com esta norma (ver Anexo A, Anexo B para o Tipo F ou Anexo C e Anexo D para o Tipo B, respectivamente). O número de amostras a serem ensaiadas e as sequências de ensaios a serem aplicadas para a verificação da conformidade para os IDR do Tipo F e para os DDR do Tipo F são indicados nos Anexos A e B, respectivamente.

O número de amostras a serem ensaiadas e as sequências de ensaio a serem aplicadas para verificação de conformidade para os IDR do Tipo B e para os DDR do Tipo B são indicados nos Anexos C e D, respectivamente. Esta norma introduz os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo F (F para frequência) com frequência nominal de 50 Hz ou 60 Hz, destinados à proteção dos circuitos que incorporam os inversores de frequência alimentados entre fase e neutro ou entre fase e o condutor médio aterrado, levando em conta as características necessárias para estas aplicações particulares em adição às já cobertas pelos dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo A.

Os dispositivos a corrente diferencial residual do tipo F não podem ser utilizados com equipamentos eletrônicos com as pontes retificadoras com onda completa, alimentados por duas fases, ou se uma corrente diferencial residual contínua lisa for provável de ocorrer. No caso da presença de inversores de frequência, por exemplo, utilizados para o controle de velocidade do motor, alimentados entre fase e neutro, uma corrente diferencial residual composta, compreendendo a frequência da rede, a frequência do motor e a frequência do colca do chopper do inversor de frequência, pode aparecer em adição, além das correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes ou alternadas.

Esta norma apresenta os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo B para serem utilizados no caso de corrente diferencial residual contínua retificada pulsada, proveniente de uma ou mais fases, e no caso de corrente diferencial residual contínua lisa em adição àquelas já cobertas para os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo F. Para estas aplicações, podem ser utilizados os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo B bipolares, tripolares ou tetrapolares.

Os requisitos e os ensaios indicados nesta norma completam os requisitos para os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo A. Esta norma somente pode ser utilizada em conjunto com IEC 61008-1 e IEC 61009-1. Os IDR (interruptor diferencial residual sem proteção contra as sobrecorrentes incorporados) do Tipo F e os DDR (interruptor diferencial residual com proteção contra as sobrecorrentes incorporados) do Tipo F, com frequência nominal de 50 Hz ou 60 Hz, são destinados às instalações em que os inversores de frequência são alimentados entre fase e neutro ou entre fase e condutor médio aterrado, e são aptos a assegurar a proteção em caso de ocorrência de corrente diferencial alternada senoidal à frequência nominal, de corrente diferencial contínua pulsante e de corrente diferencial composta.

Os IDR do Tipo B e os DDR do Tipo B são aptos a assegurar a proteção em caso de correntes diferenciais residuais alternadas senoidais de até 1.000 Hz, de correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes e de correntes diferenciais residuais contínuas lisas. Os dispositivos à corrente diferencial residual de acordo com esta norma não são destinados a serem utilizados nas redes de alimentação em corrente contínua. Os requisitos e os ensaios adicionais para os produtos a serem utilizados nas situações em que não é previsto que a corrente diferencial seja coberta pela IEC 61008-1 ou pela IEC 61009-1 estão em estudo.

Para os propósitos de declaração do fabricante ou de verificação da conformidade, convém que os ensaios de tipo sejam realizados nas sequências de ensaios, de acordo com o Anexo A, Anexo B, Anexo C ou Anexo D desta norma. A sequência de ensaios completa para os ensaios de tipo referentes aos IDR do Tipo F e aos DDR do Tipo F é indicada, respectivamente, nas Tabelas A.1 e B.1. A sequência de ensaios completa para os ensaios de tipo para os IDR do Tipo B e para os DDR do Tipo B é indicada, respectivamente, nas Tabelas C.1 ou D.1.

Em todo o documento, o termo dispositivos à corrente diferencial residual refere-se aos IDR e DDR. Os requisitos para os dispositivos à corrente diferencial residual unipolares com neutro não interrompido estão em estudo. Os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo F e do Tipo B têm uma alta resistência contra os desligamentos intempestivos, mesmo quando um surto de tensão provoca uma descarga disruptiva e uma corrente subsequente ocorre, e em caso de uma corrente residual de partida com duração máxima de 10 ms, que pode ocorrer em caso de colocação em serviço de um equipamento eletrônico ou filtro EMC.

O dispositivo à corrente diferencial residual em que o disparo é assegurado da mesma maneira que para o Tipo F e, adicionalmente, no caso de correntes diferenciais residuais alternadas senoidais até 1.000 Hz (ver 8.2.1.1), correntes diferenciais residuais alternadas sobrepostas a uma corrente contínua lisa igual a 0,4 vez a corrente diferencial nominal (IΔn) (ver 8.2.1.2), correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes sobrepostas a uma corrente contínua lisa igual a 0,4 vez a corrente diferencial nominal (IΔn) ou 10 mA, o que for maior (ver 8.2.1.3), correntes diferenciais residuais contínuas resultantes de circuitos retificadores, isto é, retificador de simples alternância entre fases para os dispositivos de 2, 3 e 4 polos (ver 8.2.1.4), retificador trifásico de simples alternância ou ponte retificadora trifásica de dupla alternância para os dispositivos de 3 ou 4 polos (ver 8.2.1.5), correntes diferenciais residuais contínuas lisas (ver 8.2.1.6). Na Holanda, esta característica é modificada. As correntes diferenciais residuais especificadas acima podem ser aplicadas subitamente ou aumentadas lentamente, independentemente da polaridade.

Os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo B e do Tipo F devem funcionar em resposta a um aumento progressivo da corrente diferencial residual dentro dos limites indicados na norma. A conformidade é verificada pelos ensaios de 9.1.2. Os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo B e do Tipo F devem funcionar em resposta a um início súbito da corrente diferencial residual de funcionamento.

Para as correntes diferenciais residuais maiores que cinco vezes o limite superior do indicado, o tempo máximo de funcionamento dos dispositivos à corrente diferencial residual do tipo geral deve ser de 0,04 s, e, para os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo S, o tempo mínimo de não resposta deve ser superior ou igual a 0,05 s e o tempo máximo de funcionamento não pode exceder 0,15 s.

Os dispositivos à corrente diferencial residual do Tipo B devem funcionar no caso de correntes diferenciais residuais contínuas pulsantes, sobrepostas a uma corrente diferencial residual contínua lisa até 0,4 vez a corrente diferencial residual nominal (IΔn) ou 10 mA, o que for maior. A corrente de disparo não pode ser superior a 1,4 IΔn para os dispositivos à corrente diferencial residual com IΔn > 0,01 A, ou 2 IΔn, para os dispositivos à corrente diferencial residual com IΔn ≤ 0,01 A. A corrente de disparo a 1,4 IΔn ou 2 IΔn, conforme o caso, é dada em valor eficaz, devido à corrente diferencial residual contínua pulsante de meia onda.

Os resíduos sólidos urbanos para fins energéticos

Considerando a crescente preocupação da sociedade com relação às questões ambientais e ao desenvolvimento sustentável, tornou-se necessária a criação de uma norma sobre o aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos, que promova a sua utilização de forma segura e sustentável, aumentando a confiabilidade das práticas de recuperação energética.

A NBR 16849 de 02/2020 – Resíduos sólidos urbanos para fins energéticos – Requisitos estabelece os requisitos para aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos com ou sem incorporação de outros resíduos classe II – Não perigosos, abrangendo os aspectos de elegibilidade de resíduos, registros e rastreabilidade, amostragem e formação dos lotes, armazenamento, preparo de resíduos sólidos urbanos para fins energéticos (RSUE), classificação dos lotes gerados e uso do RSUE nas unidades de recuperação energética (URE), conforme a cadeia de custódia, respeitando a hierarquia de gestão e gerenciamento de resíduos. Não é aplicável aos processos de recuperação energética que utilizam resíduos sólidos urbanos: bruto, sem qualquer tipo de preparo; sem recuperação energética; com preparação prévia, mas sem formação de lote e especificação mínima de qualidade para uso como RSUE.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual seria o processo de avaliação da elegibilidade para o emprego de resíduos classe II – não perigosos?

Quais os limites para classificação dos RSUE?

Quais as especificações complementares para os lotes de RSUE na expedição?

O que deve estabelecer o plano de amostragem?

Considerando a crescente preocupação da sociedade com relação às questões ambientais e ao desenvolvimento sustentável, tornou-se necessária a criação de uma norma sobre o aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos, que promova a sua utilização de forma segura e sustentável, aumentando a confiabilidade das práticas de recuperação energética. Esta norma visa facilitar a comunicação entre as partes interessadas envolvidas na cadeia de custódia de seleção, preparação e uso para fins energéticos do resíduo sólido urbano, bem como facilitar a interação com questões ambientais.

O uso racional de resíduos na preparação e o emprego de tecnologias adequadas de queima são, portanto, essenciais para alcançar os objetivos desta norma. Da mesma forma, definições claras e abrangentes sobre os requisitos de aceitação de resíduos para o preparo de resíduos sólidos urbanos para fins energéticos (RSUE), bem como a definição das classes dos lotes desse tipo de resíduo, são de grande importância para a promoção de práticas seguras de recuperação energética.

Assim, ela estabelece os requisitos para aproveitamento energético de resíduos sólidos urbanos com ou sem incorporação de outros resíduos classe II – não perigosos, abrangendo os aspectos de elegibilidade de resíduos, registros e rastreabilidade, amostragem e formação dos lotes, armazenamento, preparo de RSUE, classificação dos lotes gerados e uso do RSUE nas unidades de recuperação energética (URE), conforme a cadeia de custódia descrita na figura a abaixo, respeitando a hierarquia de gestão e gerenciamento de resíduos.

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Já a figura abaixo apresenta o macroprocesso de seleção, preparo e uso de resíduos sólidos urbanos, com ou sem incorporação de outros resíduos não perigosos ao longo de sua cadeia de custódia, a partir da UP-RSUE até a URE. Este macroprocesso tem como objetivo assegurar a destinação ambientalmente adequada de resíduos sólidos urbanos, misturados ou não a outros resíduos classe II – não perigosos, por meio de recuperação energética.

As etapas do macroprocesso são as seguintes: seleção dos resíduos (aplicação dos requisitos de elegibilidade); recebimento na UP-RSUE; armazenamento dos resíduos recebidos; planejamento da produção (aplicação das especificações estabelecidas pelo destinador); preparo do RSUE; armazenamento dos RSUE; amostragem; classificação dos lotes de RSUE (aplicação dos critérios de classificação, bem como das demais especificações do destinador); preparo dos lotes para expedição para a URE; expedição para a URE; uso dos lotes de RSUE (recuperação energética) nas URE.

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Os resíduos utilizados para a composição de um lote de RSUE devem ter a sua origem determinada e registrada, constando nos Laudos de Caracterização dos Resíduos as especificações obrigatórias e complementares acordadas entre as partes. As especificações do resíduo devem fazer parte do contrato entre o gerador do resíduo e a UP-RSUE. Esse conjunto de informações deve incluir tanto as especificações obrigatórias quanto as especificações complementares, quando aplicável.

O gerador do resíduo e a UP-RSUE devem estabelecer procedimentos que assegurem a conformidade dos lotes com as especificações estabelecidas e as tratativas, em casos de não conformidade. O gerador do resíduo e a UP-RSUE devem estabelecer um plano de amostragem desses resíduos.

O Laudo de Caracterização do Resíduo de cada lote recebido pode apresentar qualquer das seguintes propriedades, conforme acordado entre as partes: tipo de preparação e tratamento: processo ao qual o resíduo sólido urbano e outros resíduos compatíveis foram submetidos, indicando se houve a preparação de mistura de resíduos; formato predominante das partículas, referente ao resíduo fornecido, por exemplo, pellets, fardos, briquetes, lascas, flocos ou pó; tamanho das partículas; teor de cinzas; teor de umidade; concentração de metais: determinação da concentração de um ou mais metais em base seca e a partir de método analítico apropriado dos seguintes metais: antimônio, arsênio, berílio, cádmio, chumbo, cobalto, cobre, cromo, estanho, manganês, mercúrio, níquel, platina, paládio, ródio, selênio, tálio, telúrio, vanádio e zinco.

Outros metais podem ser acrescentados, mediante manifestação de interesse da UP-RSUE. Outras propriedades e características: o Laudo de Caracterização do Resíduo pode conter características econômicas, técnicas ou ambientais, conforme o interesse do cliente, por exemplo, densidade aparente, teor de voláteis, concentrações dos principais constituintes ou de outros elementos-traço (oligoelementos), presença de elementos específicos, odores característicos, temperatura de ignição, etc.

IEC 60598-2-1: os requisitos das luminárias fixas de uso geral

Essa norma internacional, editada em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), especifica os requisitos para luminárias de uso geral fixo para uso com fontes de luz elétrica em tensões de alimentação que não excedam 1.000 V. Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 1979 e a Alteração 1: 1987.

A IEC 60598-2-1:2020 – Luminaires – Part 2-1: Particular requirements – Fixed general purpose luminaires especifica os requisitos para luminárias de uso geral fixo para uso com fontes de luz elétrica em tensões de alimentação que não excedam 1.000 V. Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 1979 e a Alteração 1: 1987. Esta edição constitui uma revisão técnica. Inclui as seguintes alterações técnicas em relação à edição anterior (não há grandes alterações técnicas, consulte o Anexo A): o escopo foi modificado para estar de acordo com a Parte 1, para incluir todas as fontes de luz elétrica, e as referências para a parte 1 foram atualizadas.

CONTEÚDO DA NORMA

PREFÁCIO…………………….. 3

1.1 Escopo….. ………………. 5

1.2 Referências normativas………… 5

1.3 Termos e definições………………. 5

1.4 Requisitos gerais de ensaio……………. 5

1.5 Classificação das luminárias………….. 5

1.6 Marcação…………………. …………….. 5

1.7 Construção…………………….. ……… 5

1.8 Distâncias e folgas de fluência………… 5

1.9 Provisão para aterramento…………….. 5

1.10 Terminais………………….. ………….. 6

1.11 Fiação externa e interna……………….. 6

1.12 Proteção contra choque elétrico………………… 6

1.13 Ensaios de resistência e ensaios térmicos…………….. 6

1.14 Resistência ao pó, objetos sólidos e umidade………….. 6

1.15 Resistência de isolamento e força elétrica, toque em corrente e proteção da corrente do condutor…………………….. .. 6

1.16 Resistência ao calor, fogo e rastreamento………………… 6

Anexo (cronograma informativo) das subcláusulas alteradas que contêm mais requisitos críticos que exigem que os produtos sejam ensaiados novamente………………. 7

O documento a seguir é mencionado no texto de forma que parte ou todo o seu conteúdo constitua requisitos deste documento. Para referências datadas, apenas a edição citada se aplica. Para referências sem data, aplica-se a edição mais recente do documento referenciado (incluindo quaisquer alterações): IEC 60598-1, Luminaires – Part 1: General requirements and tests.