O processo de etiquetagem de edificações

NBR 15930: Os requisitos para as portas de madeira em edificações
Com a escassez das espécies nativas, o incentivo à exploração racional e sustentável e os custos de transporte e de licenças ambientais, os fabricantes estão apostando na migração para espécies exóticas tais como o pínus e o eucalipto. Na normalização vigente não há indicações ou restrições quanto às espécies para construção de uma porta. A eventual seleção das espécies fica por conta do desempenho do produto final. Pode-se encontrar no mercado portas com emprego de pínus e eucalipto em enchimento sarrafeado, semioco e maciço, quadros e requadros, montantes e travessas, revestimento de perfis e capas. Clique para mais informações.

EDIFÍCIOSO processo de etiquetagem de edificações no Brasil ocorre de forma distinta para edifícios comerciais, de serviços e públicos e para edifícios residenciais. A metodologia para a classificação do nível de eficiência energética dos primeiros edifícios foi publicada em 2009 e revisada em 2010, ano em que também foi publicada a metodologia para classificação dos edifícios residenciais. A etiqueta é concedida em dois momentos: na fase de projeto e após a construção do edifício. Um projeto pode ser avaliado pelo método prescritivo ou pelo método da simulação, enquanto o edifício construído deve ser avaliado através de inspeção in loco. Nos edifícios comerciais, de serviços e públicos são avaliados três sistemas: envoltória, iluminação e condicionamento de ar. Dessa forma, a etiqueta pode ser concedida de forma parcial, desde que sempre contemple a avaliação da envoltória. Nos edifícios residências são avaliados: a envoltória e o sistema de aquecimento de água, além dos sistemas presentes nas áreas comuns dos edifícios multifamiliares, como iluminação, elevadores, bombas centrífugas, etc.

O Inmetro anunciou a acreditação da Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) para poder realizar serviços de inspeção para emissão da Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (Ence) de Edificações. Com o Programa de etiquetagem de eficiência energética de edificações, o Inmetro e a Eletrobras pretendem estabelecer uma nova cultura na construção civil no País, tornando as edificações mais eficientes no consumo de energia. O Inmetro lançou os regulamentos referentes ao nível de eficiência energética de edifícios comerciais, de serviços e públicos como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). Esses regulamentos já estão em vigor desde junho de 2009. Os regulamentos referentes ao nível de eficiência energética de edificações residenciais foram publicados no final de 2010. A etiquetagem e a inspeção foram definidas como mecanismos de avaliação da conformidade para classificação do nível de eficiência energética de edifícios após um processo que se iniciou em 2001 com a promulgação da Lei n°. 10.295, que dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia. Em seguida, o Decreto n° 4059 de 19 de dezembro de 2001 regulamentou a Lei estabelecendo “níveis máximos de consumo de energia, ou mínimos de eficiência energética, de máquinas e aparelhos consumidores de energia fabricados ou comercializados no País, bem como as edificações construídas”.

Atualmente existem vários tipos de etiquetagem:

Ence Geral, incluindo todos os itens possíveis de avaliação (envoltória, iluminação, condicionamento de ar, bonificações e pré-requisitos gerais e específicos). Pode ser fornecida para o edifício completo, para blocos de edifícios, para pavimentos ou conjuntos de salas.

Ence parcial da envoltória, indicada também para simulação parcial da envoltória. Deve ser obtida para a envoltória completa, e é obrigatória para a obtenção de qualquer outra Ence. A envoltória é composta pelas fachadas e cobertura, incluindo as aberturas envidraçadas e vãos.

Ence parcial da envoltória e do sistema de iluminação, indicada também para simulação parcial destes sistemas. Não é possível obter a Ence parcial do sistema de iluminação sem ter obtido, ao mesmo tempo ou anteriormente, a Enece parcial da envoltória. A Ence parcial de iluminação pode ser fornecida para o edifício completo, para blocos de edifícios, para pavimentos ou conjuntos de salas.

Ence parcial da envoltória e do sistema de condicionamento de ar, indicada também para simulação parcial destes sistemas. Não é possível obter a Ence parcial do sistema de condicionamento de ar sem ter obtido, ao mesmo tempo ou anteriormente, a Ence parcial da envoltória. A Ence parcial do sistema de condicionamento de ar pode ser fornecida para o edifício completo, para blocos de edifícios, para pavimentos ou conjuntos de salas.

Ence parcial da envoltória, do sistema de iluminação e do sistema de condicionamento de ar, sem a avaliação geral do edifício. Exclui assim pré-requisitos gerais e bonificações. A Ence parcial da envoltória refere-se à envoltória do edifício completo, enquanto as Ences parciais do sistema de iluminação e do sistema de condicionamento de ar podem referi-se ao edifício completo ou a parte deste, como conjuntos de salas ou pavimentos específicos.

Conheça as publicações técnicas relacionadas à etiquetagem em edifícios:

» RTQ-C – Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em Edifícios

» RTQ-R – Regulamento Técnico da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética em Edificações Residenciais

» RAC-C – Regulamento de Avaliação da Conformidade do Nível de Eficiência Energética de Edifícios Comerciais, de Serviços e Públicos

» RAC-R – Regulamento de Avaliação da Conformidade do Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais

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Inclusão digital: o papel das lan houses no processo

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005
Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004
Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004.
NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008
Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Segundo o Sebrae, que editou um manual “Comece Certo – Lan House”, são muitos os desafios relacionados com os aspectos de gestão que a pessoa precisa entender e aprender, já que a resposta padrão de como explorar o negócio lan house e ter sucesso simplesmente não existe. O manual pode ser lido em http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/C030F697CBE4A8350325712600687852/$File/NT000AED3E.pdf Já o Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), fez uma pesquisa com as lan houses que se constituem em uma oportunidade para a partici­pação cidadã e para o trânsito no mundo cultural, educacional e de lazer, por meio das tec­nologias de informação e comunicação, já que a pouca penetração da posse de computador e do acesso à Internet nos domicílios de baixa renda tem propiciado a proliferação de seu uso nesses locais. das lan houses pesquisadas, 80% declararam ser um negócio familiar. Além disso, esses microempreendimentos, em sua maioria abso­luta (97%), declararam ter até três funcionários. Quase a metade, 49% das lan houses pesquisadas, disse ser um estabelecimento com algum grau de formalidade. Esses indicadores ilustram-nas como microempresas fortemente associadas à família do pro­prietário, que necessitam de um baixo número de funcionários para operar o negócio.

A importância de atividades comerciais complementares: 44% das lan houses pes­quisadas dividem o espaço com outras atividades complementares, tais como co­mércio de informática, assistência técnica de computadores, papelaria, lanchonete etc. Uma possível interpretação é haver uma tentativa por parte de as lan houses oferecerem serviços que tragam maior fluxo de clientes ao estabelecimento. Consi­derando o cenário de informalidade do setor, é possível que muitas utilizem estru­tura jurídica de empresas constituídas, que já possuem atividades comerciais esta­belecidas no cenário nacional, para garantirem sua situação perante as obrigações jurídicas do governo brasileiro.

A oferta qualificada de serviços: um fator relevante, tanto para o negócio da lan house quanto para o cliente, é a diversidade de serviços oferecidos com valor adicionado, além do acesso à Internet. Dentre eles, destacam-se jogos e aplicativos de comunica­ção (Skype, MSN etc), serviços de cópia e impressão, cursos de informática e Internet, e também serviços de conveniência, como recarga de celular. Os resultados sobre o que é considerado importante para atrair clientes, segundo a percepção dos proprietá­rios e gestores desses estabelecimentos, mostram que existe uma demanda significati­va para a oferta qualificada de serviços.

 Quantidade de computadores: uma parcela considerável, 46%, disponibiliza entre 6 e 10 computadores aos seus clientes. Outros 22% possuem entre 1 e 5 compu­tadores. Apenas 32% das lan houses possuem dez ou mais computadores para acesso dos usuários. A quantidade de computadores reforça a ideia de que as lan houses são estabelecimentos de capacidade limitada de atendimento aos usuários.

 Velocidade de conexão: com relação à velocidade de conexão, 23% das lan houses oferecem velocidades entre 256 Kbps e 1Mbps; 32%, entre 1 Mbps e 2 Mbps; 12%, entre 2 Mbps e 4 Mbps; e apenas 25% oferecem velocidades maiores de 4 Mbps. Essa realidade revela que esse tipo de empreendimento aproxima-se mais de um perfil de conexão domiciliar do que de um negócio empresarial.

Tipo de sistema operacional utilizado: a distribuição do uso de sistemas operacio­nais indica, assim como nos domicílios brasileiros, um predomínio quase absoluto da Microsoft: 98% das lan houses oferecem nas estações dos clientes o sistema Microsoft Windows. O sistema Linux/Ubuntu foi citado por 9% dos estabelecimentos, e apenas 3% reportaram a disponibilidade do sistema operacional Macintosh/Mac OS. As la­n houses, como agentes importantes no processo de inclusão digital dos brasileiros, não oferecem alternativas de sistemas operacionais e reforçam o cenário de predomi­nância do software proprietário.

Tempo de funcionamento: no que se refere ao tempo de funcionamento desses em­preendimentos, 31% das lan houses pesquisadas funcionam há menos de um ano, enquanto outros 27% funciona entre um e dois anos. A maioria das lan houses está em funcionamento há até dois anos, período crítico do ciclo de vida do negócio, e carecem de auxílio e incentivos para que sejam viáveis economicamente no médio e longo prazo.

Perfil do gestor das lan houses: A maioria das lan houses é gerida por homens (74% dos entrevistados são do sexo masculino, contra 26% feminino). Por classe social, predomina a classe C (54%), contra 42% das classes A e B. A maioria (59%) dos gestores possui ensino médio completo, enquanto apenas 6% possui nível superior completo. O baixo grau de escolaridade dos gestores e proprietários das lan houses é um fator crítico na gestão do negócio e pode implicar em um baixo grau de sucesso desses estabelecimentos no médio e longo prazo. O ambiente no qual esses estabe­lecimentos estão inseridos depende de alguns desafios para a continuidade de muitas das empresas do setor

Conforme revela o estudo, a modesta proporção de domicílios com acesso à Internet no país teria sido um en­trave para o crescimento de usuários da rede, não fosse esse importante agente de inclusão digital ter se desenvolvido e crescido de forma rápida e complementar às políticas públicas do governo. Apesar de um quarto dos domicílios ter acesso à internet, a proporção de usuários da rede já atingiu 39% da população brasileira. Uma parte muito significativa desse acesso é, sem dúvida, devido ao fenômeno das lan houses.

Outro dado muito importante é que esses estabelecimentos desenvolveram-se principal­mente nos locais onde a população do país é mais carente de acesso à infraestrutura da internet e, por consequência, está privada de todos os benefícios oriundos do seu uso. Prova disso é a experiência de uso nas lan houses ser muito mais incidente nas faixas menos esco­larizadas da população e nas camadas desfavorecidas economicamente: classes sociais mais baixas e faixas de renda inferiores. Outro destaque sobre esse tema é a indicação de que na área rural as lan houses serem bastante importantes, em face do que representam para as áreas urbanas. Em 2009, a proporção de usuários de Internet que navegaram pela web em uma lan house ou Internet Café nas áreas rurais representou expressivos 54%, registrando 10 pontos percentuais acima desse indicador em área urbana (44%). O papel desempenhado pelos centros públicos como agentes de in­clusão digital de acesso pago é, na área rural, ainda mais significativo do que na área urbana.

Esse cenário chama a atenção para um importante aspecto dessas empresas, de natureza tão peculiar: a presença das lan houses em locais onde vive parte expressiva da população desfavorecida atribui aos estabelecimentos um potencial transformador, para o qual poucos setores da economia voltaram suas atenções. Além de levarem a Internet para essa popula­ção, as lan houses podem oferecer uma gama de serviços importantes para pessoas que, até então, estavam impossibilitadas de utilizá-los; podem levar cultura para um país no qual mais de 90% dos municípios não possuem sequer uma sala de cinema e mais de duas mil cidades não têm bibliotecas, segundo o Ministério da Cultura1. Por fim, elas podem também oferecer educação digital, por meio de cursos de informática, reduzindo uma das principais barreiras para a inclusão digital no Brasil: as habilidades com o computador e a Internet.

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No gráfico acima pode-se saber a quantidade de usuários atendidos por semana varia conforme a região. As lan houses loca­lizadas no Nordeste são as que mais atendem entre 400 a 1.000 usuários por semana (26%). Aquelas localizadas no Centro-Oeste atendem mais entre 151 a 400 usuários semanalmente (45%). As lan houses do Sul são as que atendem o menor número de usuários na semana (70% atende até 150 usuários).

Já no gráfico abaixo, ao número de horas comercializadas por semana, 35% das lan houses vendem até 200 horas; 18% vendem de 201 a 300 horas; 16%, de 301 a 400 horas; 7%, de 401 a 500; e outros 7%, de 501 a 750. As horas acima deste patamar são vendidas por 7% dos estabelecimentos, e final­mente 8% não sabiam precisar as horas comercializadas.

O preço cobrado pela hora da Internet pouco variou entre as lan houses pesquisadas: a me­tade delas, 52%, cobra entre R$1,01 e R$2,00. Outras 45% cobram R$1,00 ou menos. As lan houses do Nordeste praticam os valores por hora mais baratos, se comparados com as demais regiões: 70% desses estabelecimentos cobram até R$1,00 pela hora da Internet; já as regiões Sudeste e Sul, por outro lado, praticam os valores mais altos por hora, alcançando o valor de R$ 3,00.

Um dos itens básicos de infraestrutura para uma lan house é o número de estações em fun­cionamento. Trata-se de um indicador do tamanho e do potencial do estabelecimento para atender simultaneamente aos usuários. A maior parcela dos estabelecimentos, 46%, disponibiliza entre 6 e 10 computadores aos seus clientes. Outros 22% têm entre 1 e 5 computadores. Pode-se afirmar que mais de dois terços das lan houses brasileiras tem até 10 computadores, o que revela um cenário de esta­belecimentos de pequeno porte, de baixo potencial de atendimento ao mercado.

A grande maioria das lan houses, 76%, usa algum software de gestão para realizar tarefas, por exemplo: controlar as estações do estabelecimento, cadastrar clientes, fazer relatórios financeiros, abrir e fechar caixa, entre outras. A pesquisa mensurou o uso de 21 softwares de gerenciamento. O software apontado como o mais utilizado (26%) foi o Timer Café, se­guido pelo Cyber Manager (14%). Ainda 10% dos entrevistados citaram o uso do VsCyber e 7% do OptiCyber. Os principais softwares de gestão disponíveis no mercado funcionam exclusivamente em plataformas de código proprietário, o que também explica a preferên­cia quase absoluta pelo sistema operacional Windows.

Por fim o estudo conclui que um fator agravante aos desafios desse tipo de empreendimento é a imagem desses empreendimentos perante uma par­cela da sociedade, e a incompreensão do seu papel no contexto social. Governos, nas três esferas, têm produzido instrumentos legais que interferem diretamente na sua forma de atu­ação profissional. Essas políticas não estão necessariamente alinhadas, e adotam premissas que cerceiam a atividade, limitando desde localização geográfica perante escolas, horários de funcionamento, faixa etária do público, softwares que podem ou não ser utilizados, até a efetiva extinção da atividade em nível municipal. É necessário, portanto, que os governos e a sociedade civil tratem a questão das lan houses com o devido cuidado. Elas têm um papel a cumprir na sociedade brasileira. O cenário aponta para um período crítico, e as oportunidades trilhadas neste estudo permitem que se avaliem e que se lancem luzes para o seu futuro.

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Certificação Leed ou Leadership in Energy and Environmental Design

QUALIDADE ONLINE – LINKS PATROCINADOS

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

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http://www.qualistore.com.br/produto.asp?codigo=4023

Jogo da Responsabilidade Ambiental e Jogo da ISO 14001
Dois jogos divertidos, para treinar e conscientizar seus funcionários

Curso: Formação de RD (representante da Direção) para ISO 9000 – 03 de Agosto

Um grupo de especialistas brasileiros, incluindo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a PriceWaterhouseCoopers e representantes do Ministério do Meio Ambiente, está traduzindo e adaptando as especificações da Certificação Leed ou Leadership in Energy and Environmental Design, destinada a orientar a construção de edifícios e data centers sustentáveis do ponto de vista ambiental. O documento cobre vários parâmetros, entre eles: a disposição física dos servidores – a distância entre eles e a metragem dos corredores; os materiais das paredes capazes de assegurar isolamento térmico (e menor necessidade de resfriamento); a distribuição dos aparelhos de ar-condicionado em áreas ou salas de menores dimensões; além de relacionar tecnologias alternativas como captação de energia solar, etc.

Na verdade, essa acreditação é concedida a edifícios de alta performance ambiental e energética, ou seja, não contempla uma análise dos aspectos sociais. Pelo sistema Leed é necessária a obtenção de um mínimo de 40 pontos (de um máximo de 110 pontos), além do atendimento dos chamados pré-requisitos, que são obrigatórios e variam de tipologia a tipologia. Os créditos e os pré-requisitos são distribuídos dentro de sete categorias: Implantação Sustentável (Sustainable Sites); Eficiência Hídrica (Water Efficiency); Energia e Atmosfera (Energy and Athmosphere); Materiais e Recursos (Materials and Resources); Conforto Ambiental (Environmental Quality); Inovação e Projeto (Inovation and Design); e Créditos Regionais (Regional Credits).

Para se ter certeza de que um empreendimento está apto a receber a certificação, é recomendada realização de uma análise diagnóstica, de modo a verificar a viabilidade técnico-econômica para obtenção da certificação. Nesse processo, realiza-se uma avaliação do empreendimento, de acordo com os critérios do sistema Leed e verifica-se a possibilidade de atendimento aos pré-requisitos obrigatórios e ao numero mínimo de 40 pontos.

A certificação está sendo disponibilizada pelo Green Building Council Institute (GBCI), sediado nos Estados Unidos, por meio da análise documental do empreendimento. Os chamados Leed APs (Accredited Professionals) são profissionais que atestam conhecimento suficiente sobre o sistema e podem auxiliar na condução do processo de certificação, funcionando como facilitadores e gestores do processo. Contudo, a participação de um Leed AP não é obrigatória para a certificação, mas sim estimulada pela obtenção de um crédito adicional ao processo. O Brasil conta com mais de 60 profissionais Leed APs e em torno de dez empresas de consultoria para certificação.

O processo de certificação é todo realizado por meio de uma plataforma on-line do GBCI, através do preenchimento de formulários, planilhas e envio de documentação digital, como projetos, memórias de cálculo, relatórios e registros fotográficos. O processo tem inicio com o Registro do Projeto, quando são fornecidos os dados gerais do empreendimento. Na seqüência, toda a documentação da fase Projeto é coletada e inserida na plataforma para a pré analise da certificação. Ao término da obra, a documentação da fase Construção é inserida na plataforma e informações da fase Projeto podem ser corrigidas e atualizadas. Feito isto, o GBCI irá analisar toda a documentação e conceder ou não a certificação. As categorias da certificação Leed são: Certificado – 40 a 49 pontos; Prata – 50 a 59 pontos; Ouro – 60 a 79 pontos; e Platina – 80 a 110 pontos.

Os tipos de certificação Leed são:

Leed NC (New Constructions) – para novas construções ou grandes reformas- Elaborada para guiar projetos que se distinguem por sua alta performance (energia, água, qualidade ambiental interna, produtividade, etc.). Pode ser usado para prédios comerciais, residenciais, governamentais, instalações recreativas, laboratórios e plantas industriais.

Leed CS (Core & Shell) – Certifica as áreas comuns e internas do empreendimento, o sistema de ar condicionado e elevadores. É utilizado por construtores e incorporadores que estão desenvolvendo o projeto para posterior comercialização de suas salas, garantindo ao futuro usuário que suas instalações ofereçam todas as condições para alta performance do empreendimento.

Leed CI (Commercial Interiors) – Garante a alta performance dos interiores em termos de ambiente saudável, locais de trabalho produtivos, baixo custo de manutenção e operação e redução do impacto ambiental. Oferece aos usuários, arquitetos de interiores e designers, a possibilidade de criar ambientes sustentáveis, independente de não poderem atuar na operação de todo o prédio.

Leed ND (Neighbourhood Developments) – É usada para bairros e desenvolvimento de comunidades, integrando os princípios do crescimento inteligente, urbanismo e construção sustentável para a concepção de bairros.

Leed Schools – Reconhece o caráter único da concepção e construção de escolas, abordando a sala de aula, acústica, planejamento central, prevenção contra mofo e avaliação ambiental do local.

Leed EB (Existing Buildings) – É específico para edifícios existentes, ajudando os proprietários e operadores a medir suas operações, fazer melhorias na manutenção em uma escala consciente, com o objetivo de maximizar a eficiência operacional e minimizar os impactos ambientais.

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Marcas brasileiras: as mais valiosas

Antigamente, no Brasil, a marca de uma empresa era sinônimo de logomarca, porém esse conceito evoluiu e passou a ser considerada um ativo, e por isso vem sendo tratada como tal. Segundo a empresa Interbrand no Brasil, ela tem recebido uma alta demanda de empresas que querem adequar a estratégia e a identidade das suas marcas ao cenário global. É fato consumado a necessidade de esticar o olhar além-fronteiras, mesmo mantendo as operações no Brasil.

Para o diretor Alejandro Pinedo – claudia.rezende@scripto.com.br, “é uma questão de tempo para algumas empresas brasileiras entrarem no ranking das marcas mais valiosas do mundo (Best Global Brands). O que vale é convergir imagem e cifras. Há marcas fortes, consistentes mas seus números ainda não são expressivos; e em outros casos, as empresas são muito fortes, vendem muito, mas não têm marca”.

LANÇAMENTO – BREVE

Aprendendo qualidade de uma forma sistêmica

Autor: Oceano Zacharias

Número de páginas: 242

Por esses motivos a Interbrand decidiu realizar um estudo com o objetivo de provocar uma reflexão e levantar o debate sobre o potencial das marcas fora do Brasil. É uma avaliação dos caminhos e desafios das marcas brasileiras no cenário mundial, fruto da experiência da Interbrand em criar estratégias de projeção internacional para marcas que perceberam que esse é um caminho sem volta: ser uma marca com atitude global.

O estudo responde as seguintes perguntas:

 Como o Brasil deixa de ser um país que exporta commodities para ser um país que exporta marcas?

 Quais são os setores e mercados mais promissores para as marcas brasileiras?

 Quem já construiu reputação global? As marcas corporativas e as marcas “pessoa física”.

 Quais são os desafios que devem ser enfrentados pelas empresas que preparam suas marcas para internacionalização?

 Como as marcas brasileiras ajudam a mudar a imagem [estereotipada] da marca Brasil?

Também traz os seguintes caminhos e desafios:

 Até o início dos anos 80 não exportávamos marcas, só commodities.

 As empresas brasileiras ainda estão aprendendo a esticar o olhar além fronteiras, mas já têm atitude global.

 Temos grades empresas, grandes negócios, mas não temos grandes marcas construídas no âmbito internacional.

 Consistência é palavra de ordem: as marcas brasileiras sempre foram muito orientadas pela comunicação, mudando de discurso frequentemente. Pecavam pela falta de estratégia e agiam mais taticamente.

 A visão de negócios nem sempre é válida para os outros países. A marca, por conseqüência, nem sempre é elástica o suficiente para comportar diversas propostas de valor.

 É preciso conhecer e respeitar as regras do jogo e a cultura local. Alguns símbolos têm o mesmo significado globalmente, outros, nem tanto, e podem transmitir mensagens ofensivas ou ineficientes.

 Em processos de fusões ou aquisições as marcas precisam definir para cada mercado o que manter, o que eliminar, o que combinar e o que acrescentar de novo.

 Commodities podem e devem ser marcas.

 O endosso “Brasil” deve ser usado com parcimônia. É preciso evitar o discurso ufanista.

 Não há necessidade de possuir uma operação fora para ser global.

A Interbrand destaca ainda o que fazem as marcas com atitude global:

 Tratam suas marcas como ativos de valor.

 Têm um claro entendimento sobre como funcionam suas marcas.

 Têm uma gestão eficiente do ciclo de marcas (estratégia, identidade, engajamento, experiência, tracking).

 Têm uma estratégia consistente, de longo prazo.

 Têm envolvimento forte de seus empregados.

 Inovam, criam demanda.

 Não seguem benchmarks. Elas são o benchmark.

 Têm um alto poder de resiliência e adaptação a diferentes mercados, consumidores e momentos econômicos.

 Não competem apenas com a sua categoria.Pensam sempre além, de acordo com as motivações do consumidor.

As mais valiosas

Nesse ano o ranking analisou marcas de empresas brasileiras, de acordo com os critérios que compõem a metodologia: ser originária do Brasil, ter capital aberto, publicar informação financeira que identifica a receita individual da marca, ter um papel na decisão de compra e ser amplamente reconhecida nos seus principais mercados. Essa avaliação foi realizada com a utilização de informações financeiras publicadas em 2010, referente ao ano fiscal de 2009, e com o conhecimento acumulado dos mais de 5 mil projetos de avaliação de marcas realizadas no mundo. O método avalia as marcas, assim como os analistas financeiros avaliam qualquer outro ativo: com base na previsão de receita que os ativos serão capazes de gerar ao longo do tempo. Se o leitor quiser comparar, este site já publicou um texto sobre as marcas mais valiosas do mundo em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/05/04/as-marcas-mais-valiosas-do-mercado/

No ranking de 2010, o Itaú apresenta o maior valor de marca, R$ 20.651 milhões, com grande vantagem sobre o segundo colocado, o Bradesco com R$ 12.381 milhões. Em terceiro lugar, vem a Petrobras, que tem sua marca avaliada em R$ 10.805 milhões. O Banco do Brasil, com valor de R$ 10.497 milhões, está na quarta colocação e vem reafirmar a força das marcas do setor financeiro, que ocupam vários postos no topo do ranking brasileiro.

Este destaque para os bancos se deve à solidez, bom desempenho financeiro e confiança conquistada pelas marcas junto ao consumidor brasileiro. Há também o reconhecimento e a percepção positiva gerada no cenário internacional, o que atrai investimentos estrangeiros para a nossa economia. Ainda entre as cinco maiores marcas está a Skol em quinto lugar, com valor de R$ 6.593 milhões.

Embora no Brasil a crise tenha sido, de maneira geral, mais branda do que na maioria dos mercados internacionais maduros, ela afetou alguns setores da nossa economia de forma bastante pronunciada– em especial aqueles que dependiam mais intrinsecamente da saúde financeira, do apetite e do crescimento da economia externa. Esse foi o caso da Vale, Gerdau e Usiminas, que apareciam no último ranking realizado pela Interbrand para as marcas mais valiosas da América Latina.

De acordo com Pinedo, “independente do estágio de maturação e da visibilidade com relação ao panorama global, muitas das marcas brasileiras apresentam valores significativos. As cinco primeiras colocadas deste ranking poderiam figurar entre as cem marcas mais valiosas do mundo, listadas anualmente em nosso Best Global Brands. Falta-lhes apenas maior visibilidade, reconhecimento e presença internacional para serem verdadeiramente globais. Tudo isso é, certamente, apenas uma questão de tempo”.

A metodologia da avaliação de marcas da Interbrand foi desenvolvida pela empresa junto com a London Business School em 1988, e desde então a Interbrand tem trabalhado em projetos de avaliação de mais de 5 mil marcas. O método Interbrand é uma referencia no mercado internacional e tem sido usado pelo US Internal Revenue Service, autoridades em impostos de vários países, pela Comissão de Monopólio e Fusões da Grã-Bretanha, pelo Comitê Anti-truste europeu, tribunais de diversos países como EUA, França, Grã-Bretanha, Irlanda, Hong Kong, além de ser usado por consultorias e empresas de auditoria.

Ranking das marcas brasileiras mais valiosas – 2010
(valores em milhões de reais):
1. Itaú R$ 20.651
2. Bradesco R$ 12.381
3. Petrobras R$ 10.805
4. Banco do Brasil R$ 10.497
5. Skol R$ 6.593
6. Natura R$ 4.652
7. Brahma R$ 3.607
8. Antarctica R$ 1.753
9. Vivo R$ 1.468
10. Renner R$ 780
11. Embratel R$ 730
12. Banrisul R$ 645
13. Lojas Americanas R$ 601
14. Cyrela R$ 545
15. Oi R$ 472
16. Braskem R$ 449
17. TAM R$ 347
18. NET R$ 294
19. Marisa R$ 196
20. Hering R$ 144
21. Gafisa R$ 129
22. Havaianas R$ 113
23. Gol R$ 108
24. Positivo R$ 103
25. Lopes R$ 87

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NBR 15575 – Edificações habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho

Um leitor diz que gostaria de obter mais informações sobre o tratamento acústico em edifícios residenciais, comerciais e industriais. Uma pesquisa, sobre as normas sobre esse assunto, revelou que nove normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas relacionadas direta ou indiretamente ao tratamento acústico, duas estão presentes no cotidiano dos profissionais da área: a NBR 10151 – Acústica – Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas, Visando o Conforto da Comunidade – Procedimento; e a NBR 10152 – Níveis de Ruído para Conforto Acústico. Mesmo assim, essas normas não determinam como devem ser feitas as avaliações de desempenho dos sistemas construtivos em ensaios de campo e quais são os critérios para utilizar nesses casos, fazendo com que os engenheiros e arquitetos se baseiem em normas estrangeiras.

Para preencher essa lacuna, a norma de desempenho NBR 15575 para edifícios de até cinco pavimentos, aprovada em maio de 2008 e que entrará em vigor em maio desse ano, terá o foco principalmente na funcionalidade da construção, inclusive em relação ao conforto acústico, abordando aspectos que faltam na NBR 10151 e NBR 10152. A norma define o desempenho mínimo obrigatório para alguns sistemas das edificações ao longo de uma vida útil mínima obrigatória.

Além disso, a norma leva em conta o estágio sócio-econômico do Brasil, seus níveis de desempenho higiênicos e não aumenta os custos de construção para quem já cumpre as normas técnicas. Também, define os níveis de desempenho diferentes: mínimo, intermediário e superior, além de recomendar os prazos de garantia mínimos para sistemas, elementos e componentes. Define, ainda, as incumbências dos intervenientes: incorporadores, construtores, projetistas e administradores pós-obra e, para alguns requisitos, pode ser aplicada a edificações com qualquer número de pavimentos.

O que os especialistas recomendam:

  • Verifique no projeto de arquitetura quais locais necessitam de proteção ou adequação da incidência dos ruídos e vibrações.
  • Separe o desenho de implantação da obra e indique locais como salas de reuniões, auditório, instalação de equipamento de ar-condicionado, sala do motor/gerador de energia de reserva ou emergência, paredes divisórias entre ambientes, portas, forros, janelas, pisos entre pavimentos vizinhos, etc.
  • Disponibilize o projeto estrutural de arquitetura, hidráulica e elétrica.
  • Forneça desenhos dos locais a uma firma especializada em projeto de tratamento acústico.
  • Solicite fornecimento de projeto obedecendo às normas ABNT NBR 10151, NBR 10152 e NBR 15575 de desempenho da construção e às normas NR Trabalhistas. O projeto deverá fornecer desenhos com as soluções acústicas contendo especificações dos materiais.
  • Estabeleça um contrato de prestação de serviços com a empresa especializada na execução do projeto que deve acompanhar, também, a execução física da obra.
  • Colabore com o projeto fornecendo todas as informações sobre uso dos locais.
  • Assegure que o projeto e a obra irão adotar materiais acústicos com absorção e isolação do som compatíveis com as necessidades dos locais.
  • Assegure que a solução acústica e/ou antivibratória indicada em desenhos específicos seja adotada de forma compatível com a decoração, iluminação, ar-condicionado e outros projetos de interesse do local específico estudado.

 

Normas técnicas

NBR 10151 – Acústica – Avaliação do Ruído em Áreas Habitadas, Visando o Conforto da Comunidade – Procedimento

NBR 10152 – Níveis de Ruído para Conforto Acústico

NBR 10829 – Caixilho para Edificação – Janela – Medição da Atenuação Acústica

NBR 10830 – Caixilho para Edificação – Acústica dos Edifícios

NBR 12179 – Tratamento Acústico em Recintos Fechados

NBR 15575-4 – Edifícios Habitacionais de até Cinco Pavimentos – Desempenho – Parte 4: Sistemas de Vedações Verticais Externas e Internas

NBR 15575-5 – Edifícios Habitacionais de até Cinco Pavimentos – Desempenho – Parte 5: Requisitos para Sistemas de Coberturas

Assim, a NBR 15575 tem levado os arquitetos a buscar o conforto acústico em seus projetos, por meio da utilização de sistemas construtivos e materiais que apresentam desempenho adequado nas edificações. O conforto acústico de um ambiente, seja ele um local de trabalho ou uma residência, é definido como sendo a ausência da interferência dos desagradáveis ruídos externos e internos. Tal conforto é fundamental para o desempenho de atividades profissionais e para a qualidade de vida das pessoas que permanecem no ambiente.

Geralmente, o conforto acústico é o que se espera ter quando, por exemplo, moramos em uma casa ou apartamento e não se ouve o que os vizinhos estão conversando e vice-versa. A mesma situação vale quando se está hospedado em um quarto de hotel. Em um cinema dentro de um shopping center, a isolação acústica é importante para a qualidade sonora da sala e para não deixar que os sons (ruídos) gerados dentro dela não incomodem quem está do lado de fora.

Numa sala de reunião ou em um auditório, essa isolação é fundamental para manter a privacidade das conversas ou o perfeito entendimento das apresentações. Todas essas situações de conforto acústico podem ser obtidas através do uso de paredes, pisos e tetos adequados ao ambiente, ressaltando-se a importância da vedação dos vãos de janelas e portas. Sem uma perfeita vedação nos vãos dos ambientes, todo o trabalho e custo com os demais materiais tornam-se ineficientes para os sons aéreos, transmitidos pelas portas e janelas.

 Série de normas

ABNT NBR 15575-1:2008 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 1: Requisitos gerais

ABNT NBR 15575-2:2008 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais

ABNT NBR 15575-3:2008 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos internos

ABNT NBR 15575-4:2008 Errata 1:2009 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 4: Sistemas de vedações verticais externas e internas

ABNT NBR 15575-4:2008 Versão Corrigida: 2009 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 4: Sistemas de vedações verticais externas e internas

ABNT NBR 15575-5:2008 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 5: Requisitos para sistemas de coberturas

ABNT NBR 15575-6:2008 – Edifícios habitacionais de até cinco pavimentos – Desempenho – Parte 6: Sistemas hidrossanitários

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ISO 10006: as diretrizes para a gestão da qualidade em empreendimentos

A respeito do texto sobre o Prince 2, um leitor me questionou se existe uma norma brasileira para o gerenciamento de projetos. Sim, existe a ISO 10006:2003, Quality management; Guidelines to quality in project management, que é um padrão internacional específico para gerência de projetos. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou esta norma em 2006, sendo denominada ABNT NBR ISO 10006:2006 – Sistemas de gestão da qualidade – Diretrizes para a gestão da qualidade em empreendimentos. É um aplicativo de projetos de complexidades variadas, pequeno ou grande, de curto para longa duração, em diferentes ambientes, e respectivo tipo de produto ou processo envolvido. Este necessitará de alguma emenda para direcionar e servir um projeto particular.

A norma ISO 10006 define como os princípios e práticas de gestão da qualidade relacionam-se com gerenciamento de projetos. Ela fornece diretrizes sobre as questões de qualidade que impactam os projetos. Aplicam-se a projetos gerenciados complexidades, portes e tamanhos. As diretrizes podem ser aplicadas a projetos gerenciados por um indivíduo ou por uma equipe ou para um programa (grande projeto composto de projetos menores, mas inter-relacionados) ou para uma carteira de projetos

O item 5.2. Objetivo da Norma diz que considerando que a ISO 10006 é um documento de diretrizes, ela não deve ser usada para fins de certificação ou registro. Seu objetivo geral é criar e manter a qualidade em projetos através de um processo sistemático que garanta que:

  • As necessidades explícitas e implícitas dos clientes sejam entendidas e atingidas;
  • As necessidades das partes interessadas sejam entendidas e avaliadas;
  • As políticas de qualidade da organização sejam incorporadas no gerenciamento de projetos.

O item 5.3. Descrição dos Processos de Gerenciamento de Projetos aborda:

Processo Estratégico

1.1 Processo Estratégico: Define a direção do Projeto e gerencia a realização de outros processos do Projeto.

Processos de Gerenciamento de interdependências

2.1 Iniciação do Projeto e desenvolvimento do plano de Projeto: Avaliação dos requisitos dos clientes e outras partes interessadas, preparando um plano do Projeto e iniciando outros processos. 2.2 Gerenciamento das interações: Gerenciamento das interações entre os processos durante o Projeto. 2.3 Gerenciamento das mudanças: Antecipação a mudanças e gerenciamento destas ao longo de todos os processos. 2.4 Encerramento: Conclusão dos processos e obtenção de retroalimentação (feedback).

Processos Relacionados ao Escopo

3.1 Desenvolvimento conceitual: Definição das linhas gerais sobre o que o produto do Projeto irá fazer. 3.2 Desenvolvimento e controle do escopo: Documentação das características do produto do Projeto em termos mensuráveis e controle dos mesmos. 3.3 Definição das atividades: Identificação e documentação das atividades e etapas necessárias para se alcançarem os objetivos do Projeto. 3.4 Controle das atividades: Controle do trabalho efetivo realizado no Projeto.

Processos Relacionados ao Tempo

4.1 Planejamento de dependência das atividades: Identificação das inter-relações, interações lógicas e dependências entre as atividades do Projeto. 4.2 Estimativa de duração: Estimativa da duração de cada atividade em conexão com atividades específicas e com os recursos necessários 4.3 Desenvolvimento do cronograma: Inter-relação dos objetivos de prazo do Projeto, para confirmação do cronograma proposto ou para realizar as ações apropriadas para recuperar atrasos. 4.4 Controle do cronograma: Controle da realização das atividades do Projeto, para confirmação do cronograma proposto ou para realizar as ações apropriadas para gerar atrasos.

Processos Relacionados ao Custo

5.1 Estimativa de custos: Desenvolvimento de uma estimativa de custos para o projeto. 5.2 Orçamento: Utilização de resultados provenientes da estimativa de custos para elaboração do orçamento do Projeto. 5.3 Controle de custos: Controle de custos e desvios ao orçamento do Projeto.

Processos Relacionados aos Recursos

6.1 Planejamento de recursos: Identificação, estimativa, cronograma e alocação de todos os recursos principais. 6.2 Controle dos recursos: Comparação da utilização real e planejada de recursos, corrigindo se necessário.

Processos Relacionados ao Pessoal

7.1 Definição de estrutura organizacional: Definição de uma estrutura organizacional para o Projeto, baseada no atendimento às necessidades de projetos, incluindo a identificação das funções e definindo autoridades e responsabilidades 7.2 Alocação de equipe: Seleção e nomeação de pessoal suficiente com a competência apropriada para atender às necessidades do Projeto. 7.3 Desenvolvimento da equipe: Desenvolvimento de habilidades individuais e coletivas para aperfeiçoar o desempenho do Projeto.

Processos Relacionados à Comunicação

8.1 Planejamento da comunicação: Planejamento dos sistemas de informação e comunicação do Projeto. 8.2 Gerenciamento das informações: Tornar disponíveis as informações necessárias da organização do Projeto aos membros e outras partes interessadas. 8.3 Controle da comunicação: Controle da comunicação de acordo com o sistema de comunicação planejado.

Processos Relacionados ao Risco

9.1 Identificação de riscos: Determinação de riscos do Projeto. 9.2 Avaliação de riscos: Avaliação da probabilidade de ocorrência de eventos de risco e impacto destes sobre o Projeto. 9.3 Desenvolvimento de reação ao risco: Desenvolvimento de planos para reação ao risco. 9.4 Controle de riscos: Implementação e atualização dos planos de risco.

Processos Relacionados aos Suprimentos

10.1 Planejamento e controle de suprimentos: Identificação e controle do que deve ser adquirido e quando. 10.2 Documentação dos requisitos: Compilação das condições comerciais e requisitos técnicos. 10.3 Avaliação dos fornecedores: Avaliação e determinação de quais fornecedores devem ser convidados a fornecer produtos. 10.4 Subcontratação: Publicação dos convites à proposta, avaliação das propostas, negociação, preparação e assinatura de contrato. 10.5 Controle de contrato: Garantia de que o desempenho dos fornecedores atende aos requisito.

Para comprar a norma:

http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=1494

www.target.com.br

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Project In a Controlled Environment ou Prince 2

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Uma leitora diz que viu um anúncio de um curso vendendo o Prince 2. Quer saber o que é isso? È um método não proprietário para gerenciamento de projetos, sendo adaptável a qualquer tipo ou tamanho de projeto e cobre o gerenciamento, o controle e a organização. Possui as seguintes características: controle e organização do início ao fim; regula a revisão de progressos baseada nos planos e no business case; tem pontos de decisão flexíveis; realiza o gerenciamento efetivo de qualquer desvio do plano; envolve a gerência e as partes interessadas em momentos-chave durante toda a execução do projeto; e é um bom canal de comunicação entre o time do projeto e o restante da organização.

Utilizado pelo governo britânico a partir de 1996, — inclusive dizem que as Olimpíadas de 2012, a ser realizada em Londres, estão sendo planejadas com essa metodologia — foi criado em 1989 a partir de outro projeto denominado Prompt II, o qual, por sua vez, surgiu em 1975 e foi adotado em 1979 como padrão para gerenciamento dos projetos de sistemas de informação do governo inglês. Atualmente, o Prince 2 vem sendo adotado como padrão para todos os projetos governamentais no Reino Unido e amplamente utilizado pela iniciativa privada não só naquele país, mas também em outros lugares da Europa, África, Oceania e Estados Unidos.

Considerado o método de gerenciamento de projetos mais utilizado no mundo, conta com mais de 250 mil profissionais certificados, sendo ainda que cerca de 1.500 pessoas prestam, mensalmente, os exames de certificação Foundation e Practitioner. Existem mais de 120 centros de treinamento credenciados Prince 2 pelo mundo, os quais provêem treinamento em 17 idiomas, de 59 ferramentas de gerenciamento de projetos desenvolvidas com base no método. Com a sua utilização, a organização tem como benefícios um gerenciamento controlado das mudanças em termos de investimento e retorno; um ativo envolvimento dos usuários e das partes interessadas durante todo o ciclo de vida do projeto — o que garante que os produtos atinjam os requisitos de negócio, funcionais, de ambiente, de serviço e de gerenciamento. A metodologia possui uma abordagem que distingue o gerenciamento do projeto do desenvolvimento dos produtos, de tal forma que pode ser aplicada na elaboração de projetos de qualquer segmento de mercado, desde a construção de um navio até o desenvolvimento de um sistema de informação.

Os gerentes de projeto que utilizam o Prince 2 são capazes de utilizar uma estrutura para delegação, autoridade e comunicação e ter definidos todos os pontos durante o projeto. Desta forma, todos os riscos serão revistos e analisados e haverá uma sistemática natural para o geren­ciamento de riscos.

A metodologia é baseada em oito processos e 45 subprocessos, os quais definem as atividades que serão executadas ao longo do ciclo de vida do projeto. Juntamente com esses, são descritos oito componentes que são como áreas de conhecimento que devem ser aplicadas de acordo com a necessidade, dentro das atividades de cada processo. Apesar de não descrever quais ferramentas e técnicas devem ser aplicadas, o manual do Prince 2 fornece três técnicas que auxiliam no planejamento e controle dos projetos. A divisão dos subprocessos dentro dos oitos processos macros inclui:

  • Começar um Projeto (SU)

– Designar uma comissão Executiva e um Gerente do Projeto (SU1);

– Determinar a equipe do Projeto (habilidades, etc.) (SU2);

– Designar a equipe do Projeto (SU3);

– Preparar um documento do Sumário do Projeto (SU4);

– Definir abordagem do Projeto (SU5);

– Planejar o Estágio Iniciação (SU6)

  • Iniciação do Projeto (IP)

– Plano de Qualidade (IP1);

– Plano do Projeto (IP2);

– Refinação do Caso de Negócios e Risco (IP3);

– Implementar controles do Projeto (IP4);

– Organizar os arquivos do projeto (IP5);

– Criar um Documento de Iniciação do Projeto DIP (IP6);

  • Direção do Projeto (DP)

– Autorização Inicial (DP1);

– Autorização do Projeto (DP2);

– Autorização do Estagio ou Plano de Execuções (DP3);

– Fornece direção Informal (Ad-Hoc) (DP4);

– Confirmação do fechamento do Projeto (DP5);

  • Controle de Estágio (CS)

– Autorização do pacote de trabalho (CS1);

– Avaliação do Progresso (CS2);

– Capturar Incidências problemáticas do projeto (CS3);

– Examinar as Incidências problemáticas do projeto (CS4);

– Revisão de situação (Status) dos Estágios (CS5);

– Reportagem Destacar (CS6);

– Fazer Ação Corretiva (CS7);

– Escalar Incidências Problemáticas do Projeto (CS8);

– Recepção do Pacote de Trabalho Completado (CS9);

  • Gerenciar a Entrega do Produto (MP)

– Aceitação do Pacote de Trabalho (MP1)

– Executar o Pacote de Trabalho (MP2);

– Entregar o Pacote de Trabalho (MP3);

  • Gerenciar os Limites do Estágio (SB)

– Planejar o Estágio (SB1);

– Atualização do Plano do Projeto (SB2);

– Atualização do Caso de Negócio do Projeto (SB3);

– Atualização do Registro dos Riscos (SB4);

– Reportar o Estágio Conclusão (SB5);

– Produzir Plano de Exceção (SB6);

  • Fechamento do Projeto (CP)

– Desativar comissão (Decommission) do Projeto (CP1);

– Identificar contínuos itens de Ações (CP2);

– Revisão da Avaliação do Projeto (CP3);

  • Planejamento (PL)

– Projetar o Plano (PL1);

– Definir e Analisar os Produtos (PL2);

– Identificar Atividades de Dependências (PL3);

– Estimação (PL4);

– Programação (Cronograma) (PL5);

– Analisar os Riscos (PL6);

– Completar o Plano (PL7).

Segundo alguns especialistas, ele tem compatibilidade com o Project Management Body of Knowledge (PMBOK) que é uma denominação para todo o conhecimento adquirido na área de gestão de projetos. Como em outra qualquer profissão, o conjunto de informação obtida neste domínio baseia-se na experiência de pessoas que nela trabalham diariamente ou de acadêmicos interessados na área. O PMBOK incluiu tanto o conhecimento resultante de práticas tradicionais que são largamente utilizadas como outras práticas mais inovadoras e avançadas, de aplicabilidade mais limitada. Esta norma desenhada e elaborada pelo Project Management Institute (PMI) e adotada pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) serve como referência para a gestão de um projeto de qualquer área, seja de engenharia, construção civil, industrial, informática, etc.