A conformidade das mangueiras termoplásticas para produtos petroquímicos

Saiba quais são os parâmetros para aplicação, fabricação, ensaio e inspeção de mangueiras, não vulcanizadas, para transferência de petróleo e seus derivados, biocombustíveis álcoois, aditivos e produtos petroquímicos.

A NBR 15690-1 de 02/2021 – Mangueiras para transferência de líquidos – Parte 1: Termoplástica composta para petróleo e derivados – Requisitos estabelece requisitos para aplicação, fabricação, ensaio e inspeção de mangueiras, não vulcanizadas, para transferência de petróleo e seus derivados, biocombustíveis álcoois, aditivos e produtos petroquímicos. Essa parte não se aplica a mangueiras de abastecimento de aeronave e bomba de abastecimento de combustível líquido para uso veicular.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

O que é o ensaio de qualificação?

Como deve ser a seção de um corpo de mangueira termoplástica?

Quais devem ser os diâmetros internos e os raios mínimos de curvatura das mangueiras?

Quais são os ensaios mínimos a serem realizados em cada etapa?

As mangueiras são classificadas para aplicação de acordo com as variações de pressão e temperatura de trabalho, conforme tabela abaixo.

Cabe ao comprador informar a aplicação (fluido, concentração, temperatura e pressão de trabalho), e ao fabricante definir e assegurar que os materiais utilizados na fabricação e que tenham contato com o fluido sejam compatíveis com a aplicação, além de informar a gama dos principais fluidos puros compatíveis com a mangueira fornecida. As mangueiras devem consistir de pelo menos: uma espiral interna de fio de arame; barreira química constituída de camada termoplástica, sendo a primeira em contato com o fluido; múltiplas camadas de filmes e tecidos em material termoplástico que, em combinação, fornecem as propriedades necessárias e vedação completa; capa de revestimento externo não inflamável e resistente a abrasão e intempéries, , cuja aderência entre as camadas externa plástica e interna têxtil não seja ser menor que 1,5kN/m, quando ensaiado conforme a EN ISO 2411.

Além disso, as mangueiras devem possuir uma espiral externa de fio de arame. Os materiais dos fios das espirais internas e externas devem ser definidos conforme as seguintes opções: aço inoxidável, conforme AISI 304L ou AISI 316L; fio de aço-carbono galvanizado ou revestido em material polimérico de uma espessura mínima da parede de 0,5 mm, compatíveis à aplicação. Não podem haver emendas de fios por quaisquer processos, mesmo que por soldagens especiais.

As espessuras e os passos dos espirais são definidos pelo fabricante de modo a atender aos requisitos/propriedades físicas estabelecidos nesta norma. Os terminais nas extremidades devem atender à classe de pressão e devem ser fabricados em aço inoxidável, conforme AISI da série 300 L (baixo carbono), ou alumínio ou aço-carbono compatível com a aplicação contendo tratamento superficial para prevenção da corrosão.

Os terminais são compostos por: terminal tipo espigão introduzido no diâmetro interno do corpo da mangueira; capa metálica externa montada no diâmetro externo do corpo da mangueira; elemento de interligação tais como flanges, roscas, engates, etc., que devem ser definidos entre comprador e fabricante, de acordo com normas específicas. Para elementos de interligação que não sofram processo de soldagem não é requerido o “L” na classe do aço inoxidável.

Para a montagem, o processo de fixação do terminal ao corpo da mangueira deve ser feito por prensagem da capa metálica externa ou por de expansão do diâmetro do espigão de modo a garantir a inexistência de deslocamentos. O fabricante deve disponibilizar mecanismos de sinalização visual para identificação de deslocamentos axiais e radiais. A vedação do ou terminal deve ser realizada por meio de elastômeros ou resinas epóxi, compatíveis com os fluidos a serem conduzidos pela mangueira.

A característica de montagem da mangueira termoplástica resulta em continuidade elétrica entre as espiras interna e externa e entre os terminais. Caso a aplicação e requisitos do comprador solicitem mangueiras com descontinuidade elétrica, o fabricante deve prever procedimento isolante entre terminal e espiral e atender aos requisitos de ensaios constantes na ISO 8031.

As condições de ensaio devem ser realizadas em temperatura ambiente e com no mínimo 24 h após a montagem. Os ensaios de qualificação devem ser realizados pelo fabricante uma única vez no processo inicial de qualificação, ou quando houver alterações no projeto, processo de fabricação e/ou matéria prima.

Os ensaios de qualificação devem ser realizados em pelo menos três diâmetros de cada tipo de mangueira, considerando o menor e o maior diâmetro e um diâmetro intermediário, este último deve ser diferente para cada tipo de mangueira. O ensaio de envelhecimento térmico pode ser realizado com no mínimo o tipo 3, considerando que a mangueira enquadrada nesse tipo possui a maior temperatura e pressão na classificação.

O ensaio de inflamabilidade pode ser realizado com no mínimo os tipos 1 e 4 e somente no menor diâmetro disponível, considerando que a mangueira enquadrada nessa condição possua a menor espessura do corpo da mangueira. Os registros devem ser mantidos permanentemente e disponibilizados ao comprador caso seja solicitado.

Os ensaios de manutenção da qualificação devem ser realizados pelo fabricante a cada 24 meses após a qualificação e/ou imediatamente quando houver mudança de instalação da máquina de fabricação do corpo da mangueira. Os registros devem ser mantidos por no mínimo cinco anos e disponibilizados ao comprador caso seja solicitado.

O fabricante da mangueira deve disponibilizar ao comprador documentação que permita a rastreabilidade da mangueira contendo no mínimo as seguintes informações: os certificados de origem de qualidade da matéria-prima empregada no corpo da mangueira e dos terminais, incluindo os consumíveis de solda; os registros dos ensaios de produção; e o Atestado de Responsabilidade Técnica (ART) do projeto da mangueira, conforme legislação aplicável.

As orientações para as parcerias de inovação


Deve-se compreender a orientação para parcerias de inovação. Descreve a estrutura de parceria para a inovação (ver da Seção 4 à Seção 8) e uma amostra das ferramentas aplicáveis (ver do Anexo A até Anexo E) a decidir pela entrada ou não em uma parceria de inovação, identificar, avaliar e selecionar parceiros, alinhar as percepções de valor e desafios da parceria, gerenciar as interações do parceiro.

A NBR ISO 56003 de 02/2021 – Gestão da inovação – Ferramentas e métodos de parceria para a inovação – Orientações fornece orientação para parcerias de inovação. Descreve a estrutura de parceria para a inovação (ver da Seção 4 à Seção 8) e uma amostra das ferramentas aplicáveis (ver do Anexo A até Anexo E) a decidir pela entrada ou não em uma parceria de inovação, identificar, avaliar e selecionar parceiros, alinhar as percepções de valor e desafios da parceria, gerenciar as interações do parceiro. As diretrizes fornecidas por este documento são pertinentes para quaisquer tipos de parcerias e colaborações e se destinam a serem aplicáveis a quaisquer organizações, independentemente do seu tipo, tamanho, produto/serviço fornecido, como: startups colaborando com organizações maiores; PME ou organizações de maior porte; entidades do setor privado com entidades públicas ou acadêmicas; organizações públicas, acadêmicas ou sem fins lucrativos.

As parcerias de inovação começam com uma análise de lacunas (gaps), seguida pela identificação e engajamento de potenciais parceiros de inovação e pela governança de sua interação. A essência de uma parceria de inovação é que todas as partes se beneficiem mutuamente de trabalharem juntas no contexto de uma oportunidade de inovação. Este documento não é aplicável a organizações que buscam inovação por fusão ou aquisição.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os exemplos de parceiros potenciais?

Como deve ser tomada a decisão de seleção de parceiros?

Como desenvolver um entendimento comum entre parceiros?

Quais são os fatores-chave da interação? 

As parcerias de inovação são desenvolvidas para criar valor para cada parceiro trabalhando em conjunto. Os benefícios de uma parceria de inovação incluem o acesso a conhecimentos, competências, tecnologia e outros ativos intelectuais que não estejam disponíveis na organização, e o acesso a recursos de infraestrutura, como laboratórios experimentais e equipamentos, para desenvolver produtos e serviços novos ou melhorados. Este documento fornece recomendações para engajar em parcerias externas para realizar a inovação.

As ferramentas e os métodos correspondentes são detalhados do Anexo A ao Anexo E. Este documento se refere à família de normas ISO 56000, desenvolvida pelo ISO TC 279, da seguinte forma: ISO 56000, Sistema de gestão da inovação – Fundamentos e vocabulário: fornece o contexto essencial para a compreensão e a execução deste documento; ISO 56002, Sistema de gestão da inovação – Diretrizes: fornece orientações para o desenvolvimento, implementação e manutenção de um sistema de gestão da inovação, ao qual todas as normas subsequentes da família, são complementares; ISO 56005, Gestão da inovação – Gestão da propriedade intelectual – Diretrizes: fornece orientações sobre como utilizar a propriedade intelectual para atingir os objetivos de negócio.

Como descrito na figura abaixo, este documento propõe uma abordagem estruturada e as ferramentas aplicáveis nos Anexo A ao Anexo E. Ele pode ser usado em qualquer fase de seu processo de inovação por uma única organização para decidir pela entrada ou não em uma parceria de inovação (ver a Seção 5), identificar e selecionar parceiros (ver a Seção 6), alinhar os parceiros e concordar com um entendimento comum (ver a Seção 7), atribuir papéis, responsabilidades e governar a interação (ver a Seção 8). Ao longo do processo, convém que uma revisão contínua seja realizada e as ações adaptadas de acordo com os critérios de avaliação de desempenho extraídos da ISO 56002:2019, 9.1.1.1 e 9.1.1.2, e apresentados no Anexo E.

A celebração de uma parceria de inovação não é um processo linear. As organizações podem entrar no processo de parceria de inovação em qualquer ponto, dependendo de suas circunstâncias. Por exemplo, se uma organização já tiver decidido o motivo para entrar em uma parceria de inovação, pode pular a Seção 5 e começar da Seção 6; se uma organização já identificou ou foi identificada por potenciais parceiros, pode pular as Seções 5 e 6 e começar da Seção 7; se uma organização já estiver alinhada com parceiros, ela pode começar da Seção 8.

Pode-se afirmar que uma vez identificada uma oportunidade de inovação, convém que a organização realize uma análise de lacunas para avaliar a diferença entre as competências, capacidades e ativos existentes na organização e aqueles dos quais necessita. Com base na análise de lacunas, a organização pode decidir se o projeto pode ser conduzido internamente ou por meio de treinamentos, novas contratações e/ou aquisições.

Por exemplo, quando a oportunidade não pode ser conduzida satisfatoriamente dentro da organização, convém que a organização considere a seleção de parceiro. Na maioria dos casos, uma análise de lacunas produz um inventário das ausências de conhecimento tecnológico e organizacional, competências, capacidades e ativos ausentes, que então é usado para identificar e selecionar o (s) parceiro (s) mais adequado (s).

Também pode acontecer que, com base nas questões internas e externas, necessidades e expectativas pertinentes, uma organização pode unir forças sem qualquer oportunidade definida para inovação. Pode ter as competências, capacidades e ativos para conduzir sozinha com a iniciativa de inovação, mas ainda assim, prefere a parceria.

Outras razões para a parceria podem incluir partilhar riscos (incluindo riscos financeiros) e abordá-los de forma mais eficaz, obter uma visão mais clara de um ecossistema, como parte do contexto da organização (por exemplo, novo mercado, setor, etc.), motivar as pessoas (por exemplo, equipes internas) e construir unidade, como parte da cultura de liderança e inovação que visa possibilitar a coexistência de criatividade e ações necessárias para identificar e entregar novas soluções que agregam valor, aprender a partir de benchmarking e de quaisquer outros meios para monitorar e avaliar a capacidade de inovação e o desempenho da organização, reduzir o tempo de comercialização, reforçando o planejamento e os processos operacionais da organização, reduzir custos e/ou otimizar recursos e ativos da organização, estabelecer as melhores práticas para identificar e entregar novas soluções orientadas para o valor, melhorar a imagem ou a reputação, e reduzir os investimentos próprios.

As razões para não entrar em uma parceria podem incluir: a perda de independência, preferência em desenvolver capacidades internamente, em compartilhar conhecimento proprietário, e d) preferência em manter a propriedade intelectual. O resultado da análise permite que a organização decida pela entrada ou não em uma parceria de inovação (ver 5.2 e Anexo A).

A determinação pela entrada ou não em uma relação estratégica envolve algumas etapas. Identificar as lacunas (ver A.1, utilizando a Tabela A.1 para orientar esta análise) e determinar a melhor abordagem para preencher a lacuna – internamente ou por meio de parcerias (ver A.2, utilizando a Tabela A.2 e a Tabela A.3 (disponíveis na norma) para orientar esta análise). A decisão é determinar a melhor abordagem.

O Anexo A fornece as ferramentas para orientar a análise de lacunas para ajudar a determinar a melhor abordagem de parceria. Os critérios de avaliação para determinar a melhor abordagem que possa ser pertinente para a sua organização podem ser obtidos nesta norma (ver 5.1, 6.3, Anexo C e Anexo D). A seleção de parceiros fornece orientação sobre como uma organização pode identificar, avaliar e selecionar o (s) parceiro (s) apropriado (s). Esta Seção aborda a adequação de cada parceiro em potencial avaliando a maneira como duas ou mais organizações podem trabalhar juntas para benefício mútuo.

Uma equipe multidisciplinar interna pode ser formada para auxiliar no processo de identificação de parceiros. Os potenciais parceiros podem se originar da análise do contexto da organização, ou seja, das suas partes interessadas e das relações existentes e das suas fontes internas e externas, conforme a seguir. Interno: documentação própria da organização; inteligência estratégica, como previsão, exercícios de previsão, planejamento de cenários, roadmap, plano de mercado, análise de mercado, necessidades dos clientes; cadeias de suprimento; cadeias de aprovisionamento; equipes de projeto; departamento de inovação; vendas e comercialização; desenvolvimento de produtos; fabricação, finanças, propriedade intelectual; departamentos P & D; comitês de ética e compliance.

O contexto externo envolve feedback/necessidades do cliente e do usuário final; cadeias de suprimento de concorrentes; fabricantes de concorrentes; atividades concorrentes; clusters e redes; associações da indústria; associações comerciais; acordos comerciais; regulamentos e normas; publicações, como artigos científicos, revistas comerciais, relatórios anuais, relatórios de mercado; bases de dados de patentes e direitos de propriedade intelectual; universidades/professores/consultores; e instituições científicas e tecnológicas (ICT). No entanto, uma abordagem de mente aberta é aconselhada em vez de se focar prematuramente nas organizações mais conhecidas na rede.

A geração de uma longa lista de parceiros potenciais pode ser útil, pois pode gerar oportunidades de colaboração novas e inesperadas. Pode-se acrescentar que, em uma parceria de inovação, os participantes criam valor aplicando seus conhecimentos existentes e desenvolvendo novos conhecimentos para fornecer uma solução para um problema ou problemas objetivos.

Portanto, para gerenciar um programa de parceria de inovação e capturar o valor criado, é necessário reconhecer essas entradas e saídas. Um papel-chave da gestão de propriedade intelectual é estabelecer e manter as bases jurídicas dos ativos intelectuais utilizados e gerados pelo programa de inovação. É pertinente ao longo de todas as fases do programa, no entanto, que o papel possa variar de uma fase para outra, conforme descrito a seguir.

Na fase de planejamento e negociação da parceria de inovação, as atividades-chave da gestão da propriedade intelectual (PI) são assegurar e avaliar os ativos intelectuais preexistentes, negociar os termos de propriedade intelectual do acordo de colaboração e/ou um acordo em separado de propriedade intelectual, se apropriado, etc. No programa de parceria de inovação, os processos de gestão da PI são empregados para controlar o uso restrito de ativos intelectuais preexistentes, bem como identificar e proteger novos ativos intelectuais (no escopo e fora do escopo) à medida que são criados.

As atividades-chave incluem: o monitoramento e o registro dos resultados e dos dados de desenvolvimento; a manutenção da confidencialidade, por exemplo, com a utilização de acordos de não divulgação; a implementação de protocolos de difusão e publicação acordados; o acompanhamento e rastreamento das contribuições de cada parceiro para a criação de ativos intelectuais; a atribuição de direitos de propriedade e de inventor/pesquisador; a atribuição da invenção, autoria e direitos morais; a gestão de interações de subcontratados, incluindo atribuição de direitos de ativos intelectuais; a facilitação do processo de partilha de materiais, dados, conhecimentos proprietários, etc.; analise crítica, programação e gestão dos processos de gestão de ativos intelectuais; proteção da PI em tempo hábil; e a minimização do escopo de conflitos.

Conforme a parceria de inovação se aproxima do seu fim e as opções de exploração estão sendo consideradas, ainda haverá um papel para certos processos de gestão da PI, neste momento, para facilitar a exploração eficiente dos resultados, que incluem: permitir uma exploração potencial; reduzir o ônus da due diligence; simplificar as negociações de licenças; estruturar as atribuições de PI; clarificar quais são as PI separáveis e não separáveis em relação às preexistentes, pertencentes e não pertencentes ao escopo da parceria; atribuir papéis e responsabilidade pela gestão de PI, tomar ações legais e fiscalização em curso; resolver conflitos por arbitragem e mediação, sempre que possível. Em qualquer caso, convém que os requisitos de gestão de ativos intelectuais sejam discutidos o mais cedo possível com os parceiros.

A Qualidade das pastilhas cerâmicas

Deve-se entender as características, as classificações e os requisitos de marcação para pastilhas cerâmicas de melhor qualidade comercial (primeira qualidade).

A NBR 16928 de 02/2021 – Pastilhas cerâmicas — Classificação, características e marcação estabelece as características, as classificações e os requisitos de marcação para pastilhas cerâmicas de melhor qualidade comercial (primeira qualidade). Essa norma não é aplicável para pastilhas produzidas por outros processos que não sejam o de prensagem a seco. A NBR ISO 10545 (todas as partes) descreve os procedimentos de ensaios requeridos para determinar as características de produto listadas neste documento. A NBR ISO 10545 é uma norma multipartes, cada parte descreve um procedimento de ensaio específico ou assunto relacionado.

Acesse algumas indagações relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são as características para diferentes aplicações de pastilhas cerâmicas?

Qual é a classificação de pastilhas esmaltadas para pisos de acordo com sua classe de resistência à abrasão?

Quais são os métodos de ensaio que estão disponíveis mediante solicitação?

Quais são os símbolos recomendados para uso em relação às pastilhas cerâmicas?

As pastilhas cerâmicas são as placas cerâmicas com área igual ou inferior a 100 cm² e com o maior lado da peça limitado a 10 cm. São divididas em grupos de acordo com sua absorção de água e conformação (ver tabela abaixo). Os grupos não pressupõem o uso dos produtos.

Os dois grupos são divididos em pastilhas de baixa e média absorção de água, denominados grupos I e II, respectivamente. As pastilhas de baixa absorção de água, isto é coeficiente de absorção menor ou igual a fração de massa de 3%, Εv ≤ 3 %, pertencem ao grupo I.

O grupo I consiste no seguinte: para pastilhas prensadas a seco: Εv ≤ 0,5 % (Grupo BIa) e 0,5 % < Εv ≤ 3 % (Grupo BIb). Pastilhas de média absorção de água, isto é 3 % < Εb ≤ 10 %, pertencem ao grupo II.

O grupo II consiste no seguinte: para pastilhas prensadas a seco: 3 % < Εv ≤ 6 % (Grupo BIIa). Os requisitos dimensionais e de qualidade superficial e as propriedades físicas e químicas devem ser indicadas nos anexos relevantes/específicos, Anexos A C, para cada classe de pastilha cerâmica.

As pastilhas e/ou suas embalagens devem apresentar as seguintes marcações: marca do fabricante e/ou marca comercial e o país onde a placa foi fabricada (isto é, país de origem, conforme determinado por regulamento internacional relevante); indicação de primeira qualidade; tipo de placa e referência ao grupo apropriado e/ou anexos (Anexos A e B), os quais cobrem o grupo específico da pastilha cerâmica; tamanhos nominal e de trabalho, e “M” se modular; natureza da superfície, isto é, esmaltada (GL) ou não esmaltada (UGL); qualquer tratamento superficial aplicado após queima; número total de pastilhas cerâmicas na embalagem; número do lote ou série de produção do fabricante; indicação de consistência de cor, como definido pelo fabricante; peso seco total que as pastilhas cerâmicas e suas embalagens não podem exceder.

A documentação do produto para pastilhas cerâmicas destinadas ao uso em pisos deve indicar a classe de abrasão ou local de uso de pastilhas esmaltadas. As pastilhas cerâmicas devem ser designadas pelo seguinte: método de conformação; o grupo relevante e/ou anexo dentre os Anexos A e B abrangendo o grupo específico da pastilha cerâmica; dimensões nominal e de trabalho, e “M” se modular; a natureza da superfície, isto é, esmaltada (GL) ou não esmaltada (UGL). Cada vez que um pedido for realizado, itens como dimensão, espessura, tipo de superfície, cor, relevo, classe de abrasão para pastilhas cerâmicas esmaltadas e outras propriedades devem ser acordados entre as partes interessadas.

Pode-se fazer uma classificação de pastilhas esmaltadas para pisos de acordo com sua classe de resistência à abrasão. Essa classificação não deve ser tomada para fornecer especificações precisas do produto para requisitos específicos.

Classe 0: Pastilhas esmaltadas desta classe não são recomendadas para uso em pisos.

Classe 1: Pisos em áreas que são trafegadas essencialmente por calçados de sola macia ou pés descalços sem sujidades abrasivas (por exemplo, banheiros residenciais, quartos sem acesso direto para área externa).

Classe 2: Pisos em áreas que são trafegadas por calçados de sola macia ou normal, com no máximo pequenas quantidades ocasionais de sujidades abrasivas (por exemplo, salas de estar, mas com exceção de cozinhas, entradas e outras salas que podem ter muito tráfego). Não se aplica a calçados anormais, por exemplo, botas com biqueira.

Classe 3: Pisos em áreas que, com calçado normal, são trafegadas com maior frequência com pequenas quantidades de sujidades abrasivas (por exemplo, cozinhas residenciais, halls, corredores, varandas, galerias e terraços). Não se aplica a calçados anormais, por exemplo, botas com biqueira.

Classe 4: Pisos em áreas que são trafegadas por tráfego regular com alguma sujidade abrasiva em condições mais severas que a Classe 3 (por exemplo, entradas, cozinhas comerciais, hotéis, salas de exposição e venda).

Classe 5: Pisos em áreas sujeitas a tráfego de pedestres durante períodos prolongados com alguma sujidade abrasiva, de forma que as condições sejam as mais severas para as quais as pastilhas esmaltadas devem ser apropriadas (por exemplo, áreas públicas, como centros comerciais, aeroportos, foyers de hotéis, passagens públicas e aplicações industriais).

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 145 | Ano 3 | 11 de Fevereiro 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br
Edição 145 | Ano 3 | 11 de Fevereiro 2021
ISSN: 2595-3362
Confira os 12 artigos desta edição:

A operação de organismos de conformidade que realizam validação/verificação

É importante conhecer os princípios gerais e requisitos para a competência, a operação coerente e a imparcialidade de organismos que realizam validação/verificação como atividades de avaliação da conformidade.

A NBR ISO/IEC 17029 de 01/2021 – Avaliação da conformidade – Princípios gerais e requisitos para organismos de validação e verificação contém princípios gerais e requisitos para a competência, a operação coerente e a imparcialidade de organismos que realizam validação/verificação como atividades de avaliação da conformidade. Os organismos que operam de acordo com este documento podem prover validação/verificação como atividade de primeira, segunda e terceira partes. Os organismos podem ser somente organismos de validação, somente organismos de verificação ou prover ambas as atividades.

Este documento é aplicável a organismos de validação/verificação em qualquer setor provendo confirmação de que alegações são plausíveis em relação ao uso pretendido futuro (validação) ou são afirmadas veridicamente (verificação). Todavia, resultados de outras atividades de avaliação da conformidade (por exemplo, ensaios, inspeção e certificação) não são considerados sujeitos a validação/verificação de acordo com este documento. Também não o são as situações em que atividades de validação/verificação são realizadas como etapas em outro processo de avaliação da conformidade.

Este documento é aplicável a qualquer setor, em conjunto com programas de setor específico que contenham requisitos para processos e procedimentos de validação/verificação. Este documento pode ser usado como uma base para a acreditação por organismos de acreditação, avaliação por pares em grupos de avaliação por pares ou outras formas de reconhecimento de organismos de validação/verificação por organizações internacionais ou regionais, governos, autoridades regulamentadoras, proprietários de programas, organismos da indústria, companhias, clientes ou consumidores.

Confira algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual deve ser a estrutura organizacional e da alta direção?

Qual deve ser o requisito para o pessoal?

Por que o organismo deve ter um processo de gestão para a competência do pessoal?

Por que aplicar um programa de validação/verificação?

Como deve ser feita a contratação dos serviços?

A validação e a verificação como avaliação da conformidade são compreendidas como sendo uma confirmação da confiabilidade de informações declaradas em alegações. Outros termos em uso para o objeto da avaliação por validação e verificação são “declaração”, “afirmação”, “previsão” ou “relatório”. Essas atividades se distinguem de acordo com a linha de tempo da alegação avaliada.

A validação é aplicada a alegações relativas a um uso futuro pretendido ou resultado projetado (confirmação da plausibilidade), enquanto a verificação é aplicada a alegações relativas a eventos que já ocorreram ou a resultados que já foram obtidos (confirmação da veracidade). Uma vez que os requisitos neste documento são de natureza genérica, é necessário operar um programa para a validação/verificação específica. Abaixo uma figura que ilustra a abordagem funcional para avaliação da conformidade, adaptado para os termos e conceitos definidos por este documento.

O programa para a validação/verificação especifica definições, princípios, regras, processos e requisitos adicionais para etapas do processo de validação/verificação, assim como para a competência de validadores/verificadores para um setor específico. Os programas podem ser estruturas legais, normas internacionais, regionais ou nacionais, iniciativas globais, aplicações setoriais, assim como acordos individuais com clientes do organismo de validação/verificação. A validação/verificação provê segurança e dá confiança às partes interessadas na alegação.

O programa pode definir níveis de confiança, por exemplo, um nível de confiança razoável ou limitado. De acordo com a NBR ISO/IEC 17000, a abordagem funcional para a demonstração de que os requisitos especificados são atendidos descreve a avaliação da conformidade como uma série das três funções: seleção; determinação; análise crítica e atestação.

A relação entre os termos e conceitos genéricos definidos pela NBR ISO/IEC 17000 e os termos e conceitos definidos por este Documento é dada na Tabela B.1 da norma. De acordo com essa abordagem funcional, validação e verificação como avaliação da conformidade incluem uma decisão sobre a confirmação da alegação. A decisão sobre se a alegação é conforme (ou não) com os requisitos especificados inicialmente é então emitida pelo organismo de validação/verificação como a declaração de validação/verificação.

Os requisitos especificados podem ser gerais ou detalhados, por exemplo, a alegação ser livre de afirmações distorcidas materiais. O programa aplicável pode definir etapas adicionais no processo de validação/verificação. Ao determinar se a alegação de um cliente pode ser confirmada, organismos de validação/verificação necessitam coletar informações e desenvolver uma compreensão completa relacionadas ao atendimento dos requisitos especificados.

Isso pode incluir uma avaliação apropriada de dados e planos, analisar criticamente a documentação, realizar cálculos alternativos, visitar locais ou entrevistar pessoas. Os requisitos especificados por este documento são comuns para ambas as atividades, validação e verificação. Sempre que um requisito se aplica a somente uma atividade, ele está identificado.

Os organismos de validação/verificação podem ser organismos internos da organização que provê a alegação (primeira parte), organismos que tenham interesse de usuário na alegação (segunda parte) ou organismos que sejam independentes da pessoa ou da organização que provê a alegação e não tenham interesse de usuário naquela alegação (terceira parte). Definindo-se validação/verificação como confirmação, essas atividades se diferenciam de outras ferramentas de avaliação da conformidade, por não resultarem em uma caracterização (ensaio), nem proverem um exame (inspeção) ou um atestado de conformidade para um período definido (certificação).

Todavia, pretende-se que a validação/verificação corresponda a aplicações do sistema de avaliação da conformidade. Tal como relatórios de ensaio de um laboratório podem ser incluídos para propósitos de inspeção, ou a auditoria do sistema de gestão do produtor pode ser usada como uma entrada para a certificação de produto, declarações de validação/verificação podem ser usadas como uma entrada para outra atividade de avaliação da conformidade. Igualmente, os resultados de outras atividades de avaliação da conformidade podem ser usados como uma entrada quando se realizam atividades de validação/verificação.

As próprias declarações de conformidade, emitidas como resultado de outra atividade de avaliação da conformidade, não são consideradas objetos de validação/verificação de acordo com este documento. Isso inclui, por exemplo, a declaração da conformidade de um fornecedor com relação a especificações de produto de acordo com a NBR ISO/IEC 17050, certificados de acordo com a NBR ISO/IEC 17021-1 ou exame e verificação de projeto no contexto de inspeção de acordo com a NBR ISO/IEC 17020.

Além disso, este documento não se aplica a situações em que atividades de validação/verificação são realizadas como etapas no processo de ensaio (NBR ISO/IEC 17025, NBR ISO 15189), inspeção (NBR ISO/IEC 17020) ou certificação (NBR ISO/IEC 17021-1, NBR ISO/IEC 17065) e quando requisitos específicos necessitam ser aplicados para estruturar e realizar esses processos. Exemplos são a validação de método como uma etapa de um ensaio realizado de acordo com a NBR ISO/IEC 17025 e a validação/verificação de projeto no contexto da implementação de um sistema de gestão de acordo com a NBR ISO 9001.

Exemplos atuais para validação/verificação como atividades de avaliação da conformidade incluem alegações relacionadas com emissões de gases de efeito estufa (por exemplo, de acordo com a NBR ISO 14064-3), rotulagem ambiental, declarações de produtos e pegadas (por exemplo, de acordo com a NBR ISO 14020 e a NBR ISO 14040, como declaração ambiental de produto), relatórios ambientais e de sustentabilidade (por exemplo, de acordo com a ISO 14016). Aplicações novas em potencial podem incluir alegações relacionadas com tecnologia de construção, gestão de energia, gestão financeira, sistemas de automação industrial, engenharia de software e de sistemas, inteligência artificial, tecnologia da informação, produtos para saúde e dispositivos médicos, segurança de máquinas, engenharia de segurança e de projeto e responsabilidade social.

Os princípios descritos devem prover a base para os requisitos especificados neste documento. Convém que esses princípios sejam aplicados como orientação para decisões que algumas vezes necessitem ser tomadas para situações imprevistas. Princípios não são requisitos. A intenção geral da validação/verificação é dar confiança para todas as partes de que uma alegação validada/verificada atende aos requisitos especificados.

O valor da validação/verificação é a confiança que é estabelecida por uma avaliação imparcial por um organismo de validação/verificação competente. Partes que têm um interesse em validação/verificação incluem, mas não são limitadas a: clientes dos organismos de validação/verificação; proprietários de programas; usuários das alegações validadas/verificadas; autoridades regulamentadoras.

Um dos princípios para os processos de validação/verificação é a abordagem com base em evidência para tomada de decisão. O processo implementa um método para alcançar conclusões confiáveis e reprodutíveis de validação/verificação e é baseado em evidência objetiva suficiente e apropriada. A declaração de validação/verificação é baseada na evidência coletada por meio de uma validação/verificação objetiva da alegação.

O processo de validação/verificação é documentado e estabelece a base para a conclusão e a decisão relativas à conformidade da alegação com os requisitos especificados. As atividades de validação/verificação, achados, conclusões e declarações, incluindo obstáculos significativos encontrados durante o processo, assim como opiniões divergentes não resolvidas entre o organismo de validação/verificação e o cliente são espelhadas com veracidade e exatidão.

Outro princípio é a imparcialidade em que as decisões são baseadas em evidência objetiva obtida por meio do processo de validação/verificação e não são influenciadas por outros interesses ou partes. Ameaças à imparcialidade podem incluir, mas não são limitadas ao seguinte: interesse próprio: ameaças que resultam de um organismo ou pessoa agindo em seu próprio interesse. Uma preocupação relacionada com validação/verificação, como uma ameaça à imparcialidade, é o interesse financeiro próprio.

Outra ameaça é a autoanálise crítica, em que as ameaças que resultam de um organismo ou pessoa que analisa criticamente o trabalho feito por ele (a) mesmo (a). A familiaridade (ou confiança) é uma ameaça que resulta de um organismo ou pessoa ser demasiadamente familiarizado com ou confiante em outra pessoa ao invés ao invés de procurar evidência para a validação/verificação.

A intimidação é uma ameaça que resulta de um organismo ou pessoa que tem uma percepção de ser coagido (a) aberta ou secretamente, tal como uma ameaça de ser substituído (a) ou relatado (a) a um supervisor. Quanto à competência, o pessoal deve ter o conhecimento, as habilidades, a experiência, o treinamento, a infraestrutura de apoio e a capacidade necessários para realizar eficazmente atividades de validação/verificação.

As informações confidenciais obtidas ou criadas durante as atividades de validação/verificação são salvaguardadas e não são divulgadas inapropriadamente. Um organismo de validação/verificação necessita prover o acesso público ou a divulgação de informações apropriadas sobre o seu processo de validação/verificação. O cliente do organismo de validação/verificação, e não o organismo de validação/verificação, tem a responsabilidade pela alegação e sua conformidade com os requisitos especificados aplicáveis.

O organismo de validação/verificação tem a responsabilidade de basear uma declaração de validação/verificação em evidência objetiva suficiente e apropriada. As partes que tenham um interesse na validação/verificação têm a oportunidade de fazer reclamações. Essas reclamações são adequadamente gerenciadas e resolvidas. Assim, a capacidade de resposta a reclamações é necessária para demonstrar integridade e credibilidade para todos os usuários dos resultados da validação/verificação.

Quanto à abordagem baseada em risco, os organismos de validação/verificação necessitam levar em conta os riscos associados com a provisão de validação/verificação competente, consistente e imparcial. Riscos podem incluir, mas não são limitados àqueles associados com: os objetivos da validação/verificação e os requisitos do programa; competência, coerência e a imparcialidade real, assim como a percebida; questões legais, regulamentares e de responsabilidade civil; a organização cliente onde a validação/verificação esteja sendo realizada e seu sistema de gestão, ambiente operacional, localização geográfica, etc.; a suscetibilidade de qualquer parâmetro incluído na alegação gerar uma afirmação distorcida material, até mesmo se houver um sistema de controle implementado; o nível de confiança a ser alcançado e a correspondente coleta de evidência usada no processo de validação/verificação; a percepção de partes interessadas; as alegações enganosas ou o uso indevido de marcas pelo cliente; o controle de riscos e de oportunidades para melhoria.

O organismo de validação/verificação deve ser uma entidade legal, ou uma parte definida de uma entidade legal, que possa ser responsabilizada legalmente por todas as suas atividades de validação/verificação. Um organismo de validação/verificação governamental é uma entidade legal com base em seu status governamental. O organismo de validação/verificação deve ser responsável e reter autoridade por suas declarações de validação/verificação.

As atividades de validação/verificação devem ser realizadas imparcialmente. O organismo de validação/verificação deve ser responsável pela imparcialidade de suas atividades de validação/verificação e não pode permitir que pressões comerciais, financeiras ou outras comprometam a imparcialidade.

O organismo de validação/verificação deve monitorar suas atividades e seus relacionamentos para identificar ameaças a sua imparcialidade. Esse monitoramento deve incluir os relacionamentos de seu pessoal. Embora os requisitos de imparcialidade neste Documento sejam os mesmos para organismos de primeira, segunda e terceira partes, as entradas e os resultados pertinentes da respectiva avaliação de riscos podem diferir.

A identificação de ameaças à imparcialidade pode incluir a consulta equilibrada com partes interessadas apropriadas, não predominando interesse particular, para aconselhamento sobre assuntos que afetem a imparcialidade, incluindo transparência e a percepção pública. Uma maneira de consulta é pelo uso de um comitê dessas partes interessadas. O programa pode tornar mandatório o requisito de consulta com partes interessadas apropriadas para aconselhamento sobre assuntos que afetem a imparcialidade.

Um relacionamento pode ser baseado em propriedade, governança, gestão, pessoal, recursos compartilhados, finanças, contratos, marketing (incluindo marcas). Tais relacionamentos não necessariamente apresentam a um organismo de validação/verificação uma ameaça à imparcialidade. Se uma ameaça à imparcialidade for identificada, seu efeito deve ser eliminado ou minimizado de modo que a imparcialidade não seja comprometida.

O organismo de validação/verificação deve ter o compromisso da Alta Direção com a imparcialidade. O organismo de validação/verificação deve ter um compromisso disponível publicamente de que ele compreende a importância da imparcialidade ao realizar suas atividades de validação/verificação e de que ele gerencia conflitos de interesse e assegura objetividade.

A análise crítica (9.6) e a decisão (9.7) devem ser feitas por pessoal diferente daquele que realiza a execução da validação/verificação (9.5). Quando o organismo de validação/verificação provê validação e verificação a um mesmo cliente, ele deve considerar a ameaça potencial à imparcialidade (por exemplo, autoanálise crítica e familiaridade) e deve gerir esse risco convenientemente. O organismo de validação/verificação não pode oferecer ou prover consultoria e validação/verificação para a mesma alegação de um mesmo cliente.

Quando o relacionamento entre um organismo que provê consultoria e o organismo de validação/verificação representa uma ameaça inaceitável para a imparcialidade do organismo de validação/verificação, o organismo de validação/verificação não pode prover atividades de validação/verificação para clientes que recebam consultoria relacionada com a mesma alegação. Isso inclui clientes potenciais com os quais o organismo de validação/verificação esteja pré-contratado.

As atividades do organismo de validação/verificação não podem ser comercializadas ou oferecidas como se fossem ligadas às atividades de qualquer organização que provê consultoria. O organismo de validação/verificação deve tomar ação quando lhe for dada ciência (por exemplo, via uma reclamação) de ligações inapropriadas com, ou anúncios por, qualquer organização de consultoria que declare ou deixe implícito que a validação/verificação seria mais simples, mais fácil, mais rápida ou menos custosa se o organismo de validação/verificação fosse usado.

Um organismo de validação/verificação não pode declarar ou deixar implícito que a validação/verificação seria mais simples, mais fácil, mais rápida ou menos custosa se uma organização de consultoria especificada fosse usada. O organismo de validação/verificação deve tomar ação para responder a quaisquer ameaças a sua imparcialidade resultantes das ações de outras pessoas, organismos ou organizações. Isso inclui as ações daqueles organismos para os quais as atividades de validação/verificação forem terceirizadas.

Os indicadores de resiliência em cidades e comunidades sustentáveis

Deve-se entender as definições e as metodologias para um conjunto de indicadores de resiliência em cidades.

A NBR ISO 37123 de 01/2021 – Cidades e comunidades sustentáveis – Indicadores para cidades resilientes define e estabelece definições e metodologias para um conjunto de indicadores de resiliência em cidades. Este documento se aplica a qualquer cidade, município ou governo municipal que se comprometa a medir o seu desempenho de maneira comparável e verificável, independentemente do tamanho ou da localização. A manutenção, o aprimoramento e a aceleração do progresso em direção a melhores serviços municipais e qualidade de vida são fundamentais para a definição de uma cidade resiliente, assim, este documento se destina a ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120. Este documento segue os princípios estabelecidos na NBR ISO 37101 e pode ser utilizado juntamente com esta e outras estruturas estratégicas.

Confira algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os requisitos do indicador concentração de empregos?

Como reportar a porcentagem da força de trabalho em empregos informais?

Como executar o indicador de porcentagem de escolas que ensinam preparação para situações de emergência e redução de riscos de desastres?

Como reportar a porcentagem de publicações de preparação para emergências fornecidas em idiomas alternativos?

Como calcular o indicador da interrupção educacional?

As cidades necessitam de indicadores para estabelecerem sua base de referência, medirem e avaliarem os próprios desempenhos. No entanto, nem sempre os indicadores existentes são padronizados, uniformes ou comparáveis ao longo do tempo ou das cidades. Para tratar estes desafios, uma nova série de normas internacionais está sendo desenvolvida para fornecer indicadores padronizados que permitam uma abordagem uniforme para o que é medido e como a medição deve ser realizada.

A primeira norma nesta série, a NBR ISO 37120, tornou-se rapidamente um ponto de referência internacional para os indicadores de cidades sustentáveis. Embora a NBR ISO 37120 contenha uma série de indicadores importantes para o planejamento resiliente e avaliação de uma cidade, foi identificada a necessidade de mais indicadores para cidades resilientes, refletida neste documento, assim como a necessidade de mais indicadores para cidades inteligentes, desenvolvidos na NBR ISO 37122.

Uma cidade resiliente é capaz de preparar-se, recuperar-se e adaptar-se aos choques e tensões. As cidades estão cada vez mais sendo confrontadas por choques, que envolvem eventos extremos naturais ou provocados pelo homem e resultam em perda de vidas e ferimentos, perdas e impactos materiais, econômicos e/ou ambientais. Estes choques podem incluir, mas não se limitam a, as enchentes, terremotos, furacões, incêndios florestais, erupções vulcânicas, pandemias, derramamentos e explosões de produtos químicos, terrorismo, quedas de energia, crises financeiras, ataques cibernéticos e conflitos.

Uma cidade resiliente também é capaz de administrar e minimizar as contínuas tensões humanas e naturais em uma cidade relacionadas à degradação ambiental (por exemplo, baixa qualidade do ar e da água), à desigualdade social (por exemplo, pobreza crônica e falta de moradia) e à instabilidade econômica (por exemplo, inflação rápida e desemprego persistente) que causam impactos negativos persistentes em uma cidade. A preparação de uma cidade pode ser caracterizada desenvolvendo uma compreensão detalhada dos riscos para a cidade, tomando medidas para reduzir a vulnerabilidade e exposição e aprimorando a conscientização e a participação de indivíduos, famílias e empresas.

Uma cidade resiliente é capaz de recuperar-se de choques e tensões em tempo hábil e de maneira eficaz, com foco em garantir a continuidade ou a rápida restauração dos serviços urbanos, como energia elétrica, água, telecomunicações, gerenciamento de resíduos, saneamento, distribuição de alimentos, serviços financeiros e acesso a serviços de emergência. Uma cidade resiliente também é uma cidade que compreende a necessidade de adaptar os seus sistemas e processos para garantir o máximo de robustez possível diante de choques e tensões, reconstruir-se melhor após eventos extremos, concentrando-se no objetivo de restaurar e garantir a prosperidade a longo prazo.

Resiliência é um componente central e um facilitador essencial de desenvolvimento sustentável. Este documento se concentra na medição da resiliência como uma importante contribuição para a sustentabilidade de uma cidade. A estrutura da família das normas de indicadores para cidades e comunidades sustentáveis reflete esta relação entre desenvolvimento sustentável, desenvolvimento resiliente e desenvolvimento inteligente (ver figura abaixo).

O progresso e a transformação em direção ao desenvolvimento sustentável, por meio da manutenção e melhoria dos serviços municipais, e da qualidade de vida diante de choques e tensões, são componentes essenciais de uma cidade resiliente. Portanto, este documento destina-se a ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120.

Os indicadores neste documento foram selecionados para tornar os relatórios o mais simples e barato possível e, portanto, refletem uma plataforma inicial para preparar os relatórios. Os indicadores foram desenvolvidos para ajudar as cidades a: se prepararem, se recuperarem e se adaptarem para quando ocorrerem choques e tensões; aprenderem umas com as outras pela comparação entre uma vasta gama de medidas de desempenho e compartilhamento das boas práticas.

Os indicadores neste documento podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso em direção a uma cidade resiliente, por meio do desenvolvimento de uma estratégia de resiliência urbana ou ao aplicar um sistema de gerenciamento urbano, como a NBR ISO 37101. Embora os indicadores sejam estruturados em torno de temas da ISO que correspondem a diferentes setores e serviços prestados pelas cidades, observa-se que os indicadores também podem ser organizados de acordo com o processo de gerenciamento de risco (Anexo B), o processo de gerenciamento de desastres (Anexo C), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres (Anexo D) e as áreas de ação e propósitos da NBR ISO 37101 (Anexo E).

Além disto, as tipologias de ameaças (Anexo A) podem ajudar as cidades a identificarem as potenciais ameaças que enfrentam, o que é relevante para muitos dos indicadores contidos neste documento. Também é fornecido como um guia para ajudar a identificar cidades irmãs que enfrentam ameaças semelhantes.

Este documento apoiará todo e qualquer acordo global que apoie a sustentabilidade e a resiliência. Os acordos atualmente em vigor incluem, mas não se limitam a: o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres [22], a Nova Agenda Urbana, a Agenda 2030 (isto é, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas [27]) e o Acordo de Paris.

Uma cidade que está em conformidade com este documento está conforme com a medição de indicadores de resiliência urbana em conformidade com as definições e metodologias estabelecidas neste documento, e só podem alegar conformidade neste sentido. Este documento não fornece um juízo de valor, patamar ou meta de valor numérico para os indicadores, portanto, a conformidade com este documento não confere um status neste sentido.

É sabido que cidades não podem ter influência direta ou controle sobre fatores que regem alguns destes indicadores, mas os relatórios são importantes para comparações significativas e fornecem uma indicação geral de resiliência. Este documento se destina a auxiliar as cidades na preparação, recuperação e adaptação a choques e estresse.

Para reduzir a vulnerabilidade aos choques e estresse, estes indicadores fornecem suporte às cidades no engajamento de todos os setores, partes interessadas e populações; na aplicação de modelos e métodos de liderança colaborativa; no trabalho por meio de todas as disciplinas e sistemas urbanos; e no uso de informação de dados e tecnologias adequadas. Os indicadores podem melhorar a resiliência nas cidades, promovendo e possibilitando abordagens inclusivas e colaborativas à governança em todos os níveis (vizinhança, distrito, cidade, área metropolitana, região, estado/província, país).

Isto envolve gerenciamento de risco a longo prazo de redes críticas e as suas interações e possíveis falhas. Este documento deve ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120. Os indicadores são classificados por temas de acordo com os diferentes setores e serviços prestados por uma cidade, em consonância com a NBR ISO 37120.

A estrutura de classificação é utilizada exclusivamente para denotar os serviços e a área de aplicação de cada tipo de indicador quando reportado por uma cidade. Esta classificação não tem importância hierárquica e é organizada alfabeticamente de acordo com as áreas de ação. Todos os indicadores devem ser compilados e reportados anualmente.

Em alguns casos, é difícil definir métricas simples, quantitativas para medir o desempenho de sistemas e processos que estão em vigor para gerenciar a resiliência em nível de cidade. No entanto, ficou acordado que estes sistemas e processos são componentes centrais de resiliência urbana e, portanto, garantem a inclusão no documento.

Alguns indicadores são definidos para refletir as características mínimas ou requisitos de desempenho para estes sistemas e processos, os quais podem, então, ser verificados de forma objetiva. É importante analisar os resultados de diversos tipos de indicadores em todos as áreas de ação; concentrar-se em um único indicador pode levar a conclusões distorcidas ou incompletas. Elementos de aspiração também devem ser considerados na análise.

Além disto, também é importante reconhecer os potenciais efeitos antagônicos do resultado de indicadores específicos, positivos ou negativos, ao analisar os resultados. Para fins de interpretação de dados, as cidades devem considerar a análise contextual ao interpretarem os resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar indicadores.

Além disto, também é importante observar que cada cidade enfrentará um conjunto único de choques e estresse, assim como terá um conjunto único de ativos e recursos para gerenciar e tratar estes choques e estresse. Neste contexto, é importante ter cautela ao aplicar estes indicadores para fazer comparações entre cidades para garantir uma compreensão plena destes fatores contextuais relevantes, incluindo, por exemplo, os perfis de risco.

Alguns aspectos de resiliência também podem ser de responsabilidade do setor privado, de outros níveis de governo ou dos próprios indivíduos. Um indicador seria Perdas históricas por desastres e como as porcentagens do produto da cidade devem ser calculadas como perdas econômicas diretas por desastre (s) na cidade somadas ao longo de um período de cinco anos (numerador) divididos pela soma total do produto da cidade ao longo do mesmo período (denominador).

O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como perdas históricas por desastres como porcentagem de produto da cidade. O produto urbano pode ser obtido da ISO 37120:2018, 5.9.3. Perdas históricas por desastres devem se referir a perdas (em termos monetários) que resultam de desastres.

Estas perdas são associadas a danos ou destruição de infraestrutura física, social e crítica dentro dos limites administrativos da cidade (mesmo se não estiverem sob a jurisdição da cidade). A infraestrutura física se refere às estruturas de construção, sistemas e ativos necessários para a economia de uma cidade funcionar, incluindo as redes de transporte, serviços de telecomunicações, redes de energia, sistemas de esgoto e eliminação de resíduos, abastecimento de água, edifícios e instalações da cidade e moradias.

A infraestrutura social é um subconjunto importante da estrutura física e inclui as estruturas que acomodam os serviços sociais, como escolas, universidades, hospitais e prisões. A infraestrutura crítica se refere aos sistemas, serviços ou ativos (físicos ou virtuais) vitais para o bem-estar da sociedade. Convém que os dados sobre perdas históricas por desastres sejam obtidos a partir de avaliações de danos e perdas econômicas preparadas após os desastres ou em fontes do setor de seguros.

Outro indicador seria a perda anual média por desastres como porcentagem do produto da cidade. Para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. Os dados históricos de perdas não fornecem uma imagem completa das possíveis perdas econômicas que uma cidade enfrenta devido a desastres.

As potenciais perdas econômicas só podem ser avaliadas adequadamente por meio da modelagem de potenciais eventos futuros (modelagem de catástrofe), a qual considera as grandes ameaças e a probabilidade de ocorrerem, a vulnerabilidade da cidade aos danos das ameaças e as consequências econômicas deste dano. A perda média anual é calculada a partir de um grande número de cenários modelados que consideram estes fatores. A perda média anual é um parâmetro amplamente utilizado na avaliação e gerenciamento quantitativo de riscos e permite estimarmos os benefícios do investimento em redução de risco.

Este indicador reflete a área de ação “Economia, produção e consumo sustentáveis”, conforme definida na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para o propósito de “Resiliência” da cidade, conforme definido na NBR ISO 37101. Assim, a perda anual média por desastres como porcentagem de produto da cidade deve ser calculada como a perda econômica média resultante diretamente de desastre(s), estimada por cenários de modelagem de catástrofe em toda a cidade (numerador), dividida pelo produto total da cidade (denominador).

O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como perda anual média por desastres como porcentagem do produto da cidade. O termo perdas econômicas diretas deve se referir a perdas (em termos monetários) que resultam de desastres. Estas perdas são associadas a danos ou destruição de infraestrutura física, social e crítica dentro dos limites administrativos da cidade (mesmo se não estiverem sob a jurisdição da cidade).

A infraestrutura física se refere às estruturas de construção, sistemas e ativos necessários para a economia de uma cidade funcionar, incluindo as redes de transporte, serviços de telecomunicações, redes de energia, sistemas de esgoto e eliminação de resíduos, abastecimento de água, edifícios e instalações da cidade e moradias. A infraestrutura social é um subconjunto importante da estrutura física e inclui as estruturas que acomodam os serviços sociais, como escolas, universidades, hospitais e prisões.

A infraestrutura crítica se refere aos sistemas, serviços ou ativos (físicos ou virtuais) vitais para o bem-estar da sociedade. Como fontes de dados, a modelagem de catástrofes é uma atividade complexa de modelagem que normalmente é realizada por empresas especializadas em assessoria e consultoria de risco. Companhias de seguro também podem realizar modelagem de catástrofes. Com o tempo, os dados de perdas anuais médias podem ser utilizados para quantificar os benefícios esperados do investimento em medidas de redução de risco de desastres.

Para o indicador porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco, para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. A ampla cobertura de seguro nas cidades representa um componente crucial de resiliência devido ao papel crítico que o seguro desempenha em uma cidade para se recuperar rapidamente de choques e estresse.

O seguro melhora os resultados econômicos e fiscais por meio de diversos canais. Antes de um desastre, o preço do seguro incentiva os segurados a reduzirem as suas exposições por meio de medidas de mitigação de riscos. No rescaldo do desastre, o seguro transfere o ônus fiscal dos contribuintes para o setor privado e para os mercados de capitais. Ele também limita o contágio financeiro restaurando mais rapidamente as cadeias de abastecimento e as operações de negócios paralisadas, ao mesmo tempo em que fornece a liquidez necessária e a certeza no planejamento comercial e financeiro.

Este indicador reflete a área de ação “Convivência, interdependência e reciprocidade”, conforme definida na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para o propósito de “Resiliência” da cidade, conforme definido na NBR ISO 37101. Como requisitos do indicador, pode-se dizer que a porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco deve ser calculada como o número total de propriedades (residenciais e não residenciais) da cidade com cobertura de seguro para as ameaças de alto risco que afetam a cidade (numerador) dividido pelo número total de propriedades (domicílios e empresas) na cidade (denominador). O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como a porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco.

Propriedades residenciais devem se referir a habitações (ou estruturas) classificadas para uso residencial. Convém que exemplos de propriedades residenciais incluam, mas não se limitem a, habitações unifamiliares, habitações móveis, habitações geminadas, casas geminadas, condomínios e edifícios de apartamentos. Propriedades não residenciais devem se referir a estruturas classificadas para uso não residencial.

Convém que exemplos de propriedades não residenciais incluam, mas não se limitem a, edifícios de escritórios/edifícios comerciais privados, hotéis, restaurantes, edifícios do governo, edifícios institucionais (por exemplo, instalações educacionais e de saúde), fábricas e outras propriedades especiais isentas (por exemplo, espaços recreativos não comerciais, locais de culto, funerárias e cemitérios). Quando possível, convém reportar os dados de cobertura de seguro de cada setor (isto é, residencial e não residencial) e as ameaças cobertas, e listá-los em tabelas.

Para os fins deste indicador, as ameaças de alto risco devem se referir às ameaças para as quais exista uma probabilidade de evento (s) extremo (s) com base em mapas de ameaças gerados pela cidade que possa (m) afetar significativamente muitas propriedades na cidade e/ou ter um grande impacto na cidade. Este indicador abrange seguro patrimonial e exclui cobertura pessoal ou de vida. O seguro pode vir de vários prestadores públicos ou privados.

Convém que os dados sobre cobertura de seguros sejam obtidos de companhias de seguros públicas e privadas e/ou associações do setor de seguros. Para a interpretação de dados, convém notar que nem todas as propriedades residenciais e não residenciais em uma cidade requerem seguro para todas as ameaças de alto risco, por exemplo, se elas não estiverem situadas em área de enchentes (considerando que existe mapeamento e identificação adequada das áreas de enchentes). A acessibilidade do seguro também será uma grande influência na aceitação do seguro na cidade para propriedades residenciais e não residenciais. Dois elementos centrais ao considerar a cobertura de seguro para resiliência são a quantidade de dano sofrido e a velocidade da recuperação.

A gestão de serviço em tecnologia da informação (TI)

Deve-se entender que a organização no escopo do SGS pode ser parte de uma organização maior, por exemplo, um departamento de TI de uma grande corporação. A organização gerencia e entrega serviços aos clientes e pode também ser referida como um provedor de serviço.

A NBR ISO/IEC 20000-2 de 01/2021 – Tecnologia da informação – Gestão de serviço – Parte 2: Orientação para aplicação de sistemas de gestão de serviço fornece orientação na aplicação de um sistema de gestão de serviço (SGS) baseado na ABNT NBR ISO/IEC 20000-1. Ele fornece exemplos e recomendações para permitir às organizações a interpretar e aplicar ABNT NBR ISO/IEC 20000-1, incluindo referências a outras partes da ISO/IEC 20000 e outras normas pertinentes. A figura abaixo ilustra um SGS com o conteúdo das seções da NBR ISO/IEC 20000-1. Isso não representa uma estrutura hierárquica, sequência ou níveis de autoridade.

A estrutura de seções visa fornecer uma apresentação coerente de requisitos, em vez de um modelo para documentar políticas, objetivos e processos de uma organização. Cada organização pode escolher como combinar os requisitos dentro de processos. O relacionamento entre cada organização e seus clientes, usuários e outras partes interessadas influencia como os processos são implementados.

No entanto, um SGS conforme desenhado por uma organização não pode excluir qualquer dos requisitos especificados na NBR ISO/IEC 20000-1. O termo serviço, conforme usado neste documento, se refere aos serviços no escopo do SGS. O termo organização, conforme usado neste documento, se refere à organização no escopo do SGS.

A organização no escopo do SGS pode ser parte de uma organização maior, por exemplo, um departamento de TI de uma grande corporação. A organização gerencia e entrega serviços aos clientes e pode também ser referida como um provedor de serviço. Qualquer uso dos termos serviço ou organização com um intuito diferente é distinguido claramente neste documento.

O termo entregue, conforme usado neste documento, pode ser interpretado como todas as atividades do ciclo de vida de serviço que são executadas além das atividades operacionais diárias. Atividades do ciclo de vida de serviço incluem planejamento, desenho, transição, entrega e melhoria. A orientação neste documento é genérica e visa ser aplicável a qualquer organização aplicando um SGS, independentemente do tipo ou tamanho da organização, ou a natureza dos serviços entregues.

Enquanto isto pode ser usado independentemente do tipo ou tamanho da organização, ou a natureza dos serviços entregues, a NBR ISO/IEC 20000-1 tem suas raízes na TI. É destinada ao gerenciamento de serviços que usem tecnologia e informação digital. O exemplo dado neste documento ilustra uma variedade de usos da ISO/IEC 20000-1.

O provedor de serviço presta contas pelo SGS e, portanto, não pode pedir a outra parte para cumprir os requisitos das Seções 4 e 5 da NBR ISO/IEC 20000-1:2020. Por exemplo, a organização não pode pedir a outra parte para fornecer a Alta Direção e demonstrar comprometimento da Alta Direção ou demonstrar o controle de partes envolvidas no ciclo de vida de serviço.

Algumas atividades da ISO/IEC20000-1:2020, Seções 4 e 5 podem ser executadas por outra parte, sob a gestão da organização. Por exemplo, uma organização pode pedir para outra parte para criar o plano de gestão de serviço inicial como um documento principal para o SGS. O plano, uma vez criado e acordado, é de responsabilidade direta e é mantido pela organização.

Nestes exemplos, a organização está usando outras partes para atividades curtas e específicas. A organização tem a responsabilização, autoridade e responsabilidade pelo SGS. A organização pode, portanto, demonstrar evidência de cumprimento de todos os requisitos da NBR ISO/IEC 20000-1:2018, Seções 4 e 5.

Para a ISO/IEC 20000-1:2020, Seções 6 a 10, uma organização pode mostrar evidência de cumprir ela mesma todos os requisitos. Alternativamente, uma organização pode mostrar evidência de reter a prestação de contas pelos requisitos quando outras partes estão envolvidas em cumprir os requisitos da ISO/IEC 20000-1:2020, Seções 6 a 10.

O controle de outras partes envolvidas no ciclo de vida pode ser demonstrado pela organização (ver 8.2.3). Por exemplo, a organização pode demonstrar evidência de controles para outra parte que esteja fornecendo componentes ou operando a central de serviço incluindo o processo de gerenciamento de incidente. A organização não pode demonstrar conformidade aos requisitos da NBR ISO/IEC 20000-1:2020 se outras partes forem usadas para prover ou operar todos os serviços, componentes de serviço ou processos dentro do escopo do SGS.

No entanto, se outras partes fornecerem ou operarem apenas alguns dos serviços, componentes de serviço ou processos, a organização pode normalmente demonstrar evidência de cumprimento dos requisitos especificados na ABNT NBR ISO/IEC 20000-1. O escopo deste documento exclui a especificação de produtos ou ferramentas. No entanto, a NBR ISO/IEC 20000-1 e este documento podem ser usados para ajudar com o desenvolvimento ou na aquisição de produtos ou ferramentas que apoiem a operação de um SGS.

Confira algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Qual o propósito da atividade Liderança?

Qual o propósito da atividade Política?

O que fazer em relação às ações para endereçar riscos e oportunidades?

Quais devem ser os objetivos de gestão de serviço e o planejamento para alcançá-los?

Este documento provê orientação para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente um sistema de gestão de serviço (SGS). Um SGS suporta o gerenciamento do ciclo de vida do serviço, incluindo o planejamento, desenho, transição, entrega e melhoria de serviços, que cumprem requisitos acordados e entregam valor para clientes, usuários e para a organização que entrega os serviços.

A adoção de um SGS é uma decisão estratégica para uma organização e é influenciada pelos objetivos da organização, pelo órgão de governança, por outras partes envolvidas no ciclo de vida do serviço e pela necessidade por serviços efetivos e resilientes. A orientação neste documento se alinha à NBR ISO/IEC 20000-1:2020. Este documento (NBR ISO/IEC 20000-2) é intencionalmente independente de orientação ao gerenciamento de qualquer tipo específico de serviço.

A organização pode usar uma combinação de modelos geralmente aceitos e sua própria experiência. A melhoria para gerenciamento de serviço pode usar metodologias de melhoria comuns e aplicá-las ao SGS e aos serviços. Ferramentas apropriadas para gerenciamento de serviços podem ser usadas para suportar o SGS. A implementação e a operação de um SGS incluem a visibilidade no dia a dia, controle de serviço e melhoria contínua, resultando em grande eficácia e eficiência. A melhoria para gerenciamento de serviço se aplica ao SGS e aos serviços.

A estrutura de seções neste documento (por exemplo, numeração de seção e sequência) se alinha com a NBR ISO/IEC 20000-1:2020 e os termos usados neste documento se alinham com a NBR ISO/IEC 20000-1:2020 e a ISO/IEC 20000-10:2018. A organização determina as questões internas e externas pertinentes ao seu propósito que afetam sua habilidade de alcançar os resultados pretendidos do SGS.

O propósito disso é definir o contexto, determinando aquelas questões que forem pertinentes ao propósito da organização e que influenciem sua habilidade de alcançar os resultados pretendidos do SGS. Estes resultados incluem a entrega de valor aos seus clientes.

As questões podem variar em, por exemplo, interna ou externa, positiva ou negativa. Todas as questões em conjunto fornecem o contexto básico em que a organização estabelece seu SGS. A palavra questão neste contexto pode ser fatores ou atributos que tenham um impacto positivo ou negativo.

Estes são tópicos importantes, fatores ou atributos para a organização no contexto de sua habilidade para entregar serviços de uma qualidade acordada aos seus clientes. Para implementar um SGS com sucesso, a organização identifica e documenta seu contexto interno e externo. O contexto inclui a natureza da organização, as necessidades e expectativas de outras partes interessadas que tenham um interesse no SGS e no escopo do SGS em si.

Baseado em uma compreensão destas questões, o SGS pode ser estabelecido. Já no estágio de planejamento, convém que a organização estabeleça como a NBR ISO/IEC 20000-1 é aplicável ao contexto da organização, de forma que o escopo inicial do SGS possa ser documentado. A falha na identificação do contexto, das partes interessadas e do escopo pode resultar em um SGS sem sucesso ou ineficiente.

Devido às questões internas e externas poderem mudar, a organização pode analisar criticamente seu contexto em intervalos planejados e por meio de análises críticas pela direção. Como exemplo, pode-se dizer que as questões internas podem incluir políticas, recursos, capacidades, pessoas, habilidades e conhecimento, estrutura organizacional, governança, cultura, demandas internas de clientes e finanças.

Questões externas podem incluir mercado, política, economia e influência ambiental, competição, leis e regulamentações, demandas externas de clientes e a probabilidade de eventos que possam afetar os serviços. Uma lista de questões internas e externas que afetem o SGS é desenvolvida e convém que seja documentada.

O estabelecimento do contexto da organização é concluído no nível da Alta Direção, que pode ter a assistência de analistas técnicos e de negócio. Dessa forma, a organização determina as partes interessadas relevantes ao SGS e aos serviços e seus requisitos. O propósito disso é assegurar que a organização identifique requisitos de partes interessadas pertinentes para apoiar o SGS a entregar serviços.

Uma parte interessada é uma pessoa ou grupo que pode afetar ou ser afetado por uma decisão ou atividade relacionada ao SGS. Elas podem ser internas ou externas à organização. Uma parte interessada também pode ser chamada de stakeholder. Exemplo: partes interessadas podem incluir clientes e representantes de clientes, altos executivos, representantes da gestão, gestão de contas, pessoal, funções de suporte dentro da organização (por exemplo, suporte de tecnologia, recursos humanos, instalações, jurídico, recrutamento, compras), fornecedores, parceiros, órgãos reguladores, auditores, associações comerciais e profissionais e concorrentes.

A organização identifica as partes interessadas e sua relevância ao atingimento de objetivos de gestão de serviço ou à entrega de serviços, incluindo seus requisitos para o SGS ou os serviços. Uma parte interessada pode afetar o desempenho e efetividade do SGS e os serviços, influenciar o mercado ou criar e mitigar riscos. Os requisitos de partes interessadas podem incluir o seguinte: requisitos de serviço, como metas de nível de serviço, capacidade, desempenho, requisitos de nível de serviço, continuidade de serviço, segurança da informação ou requisitos de disponibilidade; requisitos legais e regulamentares impostos por autoridades externas, como leis e regulamentos nacionais ou regionais; e obrigações contratuais para parceiros, clientes ou fornecedores.

A organização documenta uma lista de partes interessadas com seus interesses específicos e seus requisitos para o SGS e os serviços. A identificação de partes interessadas é concluída no nível da Alta Direção, que pode ter a assistência de analistas técnicos e de negócio.

A organização determina os limites e a aplicabilidade do SGS para estabelecer seu escopo. O propósito disso é usar a informação coletada sobre as questões e os requisitos das partes interessadas para definir exatamente qual parte da organização e quais serviços serão incluídos dentro do SGS. Estabelecer o escopo é, portanto, uma atividade principal que determina o fundamento necessário para as outras atividades na implementação do SGS.

A organização considera as seguintes entradas ao documentar o escopo do SGS: as questões internas e externas; as necessidades e expectativas de partes interessadas internas e externas; quais serviços ou tipos de serviços são oferecidos ou todos os serviços, por exemplo: um único serviço, grupo de serviços ou todos os serviços; os serviços de TI, serviços em nuvem; os serviços de tecnologia para apoiar gerenciamento de instalações, terceirização de processos de negócio; os serviços de tecnologia para apoiar quaisquer setores de negócio, como telecomunicações, finanças, varejo, turismo, utilidades; o número e tipo de clientes, como por exemplo, um único cliente, um setor específico de clientes, clientes externos ou internos; as localidades em que os serviços serão entregues.

Os serviços a ser considerados podem ser todos ou alguns dos serviços que são acordados para estar no escopo do SGS. Os serviços no escopo do SGS podem ser todos ou alguns dos serviços entregues pela organização. Os serviços no escopo do SGS podem estar listados individualmente ou agrupados.

O nome da organização que gerencia e fornece os serviços está incluso; no entanto, não convém que a declaração de escopo inclua os nomes de outras partes contribuindo para a entrega do serviço, como parceiros de terceirização. O propósito das atividades requeridas é assegurar que todos os elementos requeridos estejam montados para estabelecer, implementar, manter e melhorar continuamente o SGS.

Uma vez que, neste contexto, as partes interessadas, os seus requisitos e o escopo tenham sido acordados, a organização decide como os requisitos na NBR ISO/IEC 20000-1 serão implementados na forma de processos. Por exemplo, os processos no SGS irão refletir exatamente as Seções na NBR ISO/IEC 20000-1 ou serão combinados, separados ou nomeados de maneira diferente?

Para ganhar o máximo valor dos processos, é essencial manter os processos existentes. Uma abordagem para uma rotina de avaliação de processos irá beneficiar a organização. Enquanto os processos são implantados e implementados, análises críticas de rotina incluem uma análise crítica de seu desempenho para otimizar os resultados do processo.

Os planos e aspirações da organização podem ser considerados ao estabelecer e implementar o SGS, de forma que a manutenção e a melhoria possam ser executadas eficientemente. A organização documenta o SGS para cumprir os requisitos da NBR ISO/IEC 20000-1:2020, 7.5. A Alta Direção fornece a base e a autoridade para proceder com o estabelecimento do SGS. A responsabilidade por estabelecer o SGS pode então ser delegada para pessoal autorizado na organização.

Os ensaios para a quantificação de glicosaminoglicanos sulfatados

Saiba quais são os métodos de ensaio para a quantificação de glicosaminoglicanos sulfatados (GAG), um dos principais componentes da matriz extracelular de cartilagens articulares, meniscais e elásticas, e de combinados de cartilagem fabricados por meio de engenharia tecidual.

A NBR ISO 13019 de 01/2021 – Produtos médicos de engenharia tecidual — Quantificação de glicosaminoglicanos sulfatados (GAG) para avaliação de condrogênese especifica métodos de ensaio para a quantificação de glicosaminoglicanos sulfatados (GAG), um dos principais componentes da matriz extracelular de cartilagens articulares, meniscais e elásticas, e de combinados de cartilagem fabricados por meio de engenharia tecidual. A cartilagem por meio de engenharia tecidual trata de um combinado de culturas obtido por meio da associação de células vivas, como condrócitos ou células tronco, com ou sem arcabouço, também conhecido como scaffold de células, ou outros tipos de biomateriais. Os glicosaminoglicanos sulfatados são as longas cadeias ramificadas de unidades dissacarídeas repetidas, que são sulfatadas em posições variáveis. Exemplos: sulfato de condroitina, sulfato de queratano e sulfato de dermatan.

Acesse algumas dúvidas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como deve ser feita a normalização de conteúdos dos GAG?

Qual seria um fluxograma dos passos de procedimento geral?

Quais são os reagentes a ser usados?

Qual deve ser o procedimento para pulverização?

A quantificação de glicosaminoglicanos sulfatados (GAG) é considerada uma das primeiras etapas para a avaliação de condrogênese em combinados de engenharia tecidual, desde que seja um dos constituintes primários da matriz extracelular de cartilagem nativa. Os GAG podem ser quantificados pela digestão enzimática das amostras de ensaio para liberação de GAG na solução, permitindo a incubação com a coloração que se liga aos GAG, com medição da absorbância, e normalizando-se para o peso (úmido ou seco) ou conteúdo de DNA da amostra de ensaio.

Este documento aplica-se ao combinado de cartilagem de engenharia tecidual, mesmo que a quantidade do conteúdo de GAG seja baixa e indique uma faixa de resposta dinâmica de 3 μg/mL a 100 μg/mL, usando uma curva-padrão. A ligação de coloração 1,9-dimetil azul de metileno (DMMB) é amplamente aceita para a quantificação de GAG e, portanto, foi selecionada para este documento.

O procedimento para quantificar os GAG em combinado compreende as seguintes etapas: pré-tratamento; extração dos GAG; medição de conteúdo dos GAG pelo ensaio de DMMB; e normalização de conteúdo dos GAG. Para a precisa realização de quantificação, convém que se dê atenção especial às etapas críticas, como a medição de pesos e volumes, manipulações com pipetas e desenho das curvas-padrão.

Durante a análise, a não ser quando determinado, usar apenas reagentes de gradiente analítico reconhecido e água destilada, ou água de pureza equivalente (ver Anexo B). Um exemplo de formato de relatório de ensaio para medição dos GAG é indicado no Anexo E. Convém que a cartilagem de engenharia tecidual e amostras de ensaio paralelas sejam consideradas potencialmente infectantes, e convém que precauções correspondentes sejam tomadas de acordo com a ISO 13022, onde convém que o termo produtos médicos contendo células humanas viáveis seja lido como cartilagem de engenharia tecidual.

Para a preparação das amostras de ensaio paralelas, a cartilagem de engenharia tecidual e amostras de ensaio paralelas devem ser manipuladas com precaução, a fim de impedir contaminação. Ferramentas usadas para cortar cartilagem de engenharia tecidual devem ser esterilizadas, a fim de impedir contaminação.

Preparar a solução de fosfato salino tamponado (PBS) (NaCl 8,00 g/L, KCl 0,20 g/L, Na2HPO4 1,44 g/L, KH2PO4 0,24 g/L, pH 7,4) contendo 5 mM cisteína-HCl e 5 mM EDTA-2Na; ajustar o pH para 6,0 com HCl; esterilizar a solução por filtração por meio de filtro de 0,2 μm; estocar o reagente a 4 °C. Cortar um pedaço de toda a espessura da amostra de ensaio do combinado de cartilagem de engenharia tecidual em uma capela de segurança biológica.

Dividir a amostra de ensaio em três fragmentos de uma maneira morfologicamente equivalente, medindo os seus pesos úmidos, e transferindo as amostras de ensaio paralelas diretamente para a solução PBS. O conteúdo mínimo de medição dos GAG em uma amostra de ensaio paralela é de 0,3 μg (ensaio de cubeta) ou 0,06 μg (ensaio de placas de microtitulação). Manter o líquido livre quando pesar a amostra.

Os glicosaminoglicanos sulfatados de uma cartilagem de engenharia tecidual são quantificados por meio das seguintes quatro etapas: pré-tratamento, extração dos GAG, medição de conteúdo dos GAG e normalização de conteúdo dos GAG. Um fluxograma do procedimento geral é mostrado na figura abaixo.

Para o procedimento para dissecação, pegar cada amostra de ensaio paralela da solução PBS. Usando uma lâmina apropriada, cortar as amostras de ensaio paralelas em pedaços pequenos o suficiente (aproximadamente 1 mm) para serem extraídos nas soluções de digestão. Um procedimento alternativo (pulverização ou liofilização; ver Anexo C) pode ser usado como opção.

Colocar as amostras dissecadas de ensaio paralelo em tubos tarados de 1,5 mL, centrifugar e remover o líquido. Calcular o peso de cada amostra dissecadas de ensaio paralelo, subtraindo os pesos dos tubos vazios dos pesos dos tubos contendo as amostras de ensaio paralelas dissecadas. Impedir a secagem das amostras de ensaio paralelas, para que a medição do peso seja precisa. Proceder aos passos de extração.

Para o procedimento para extração dos GAG das amostras pré-tratadas de ensaio paralelo, convém que as amostras de ensaio paralelas dissecadas sejam dissociadas para a extração dos GAG. Para esse propósito, a digestão com papaína é recomendada, porque é um método adequado para a digestão de diversas matrizes de cartilagem.

Dependendo do tipo de scaffold usado, se houver, um procedimento alternativo (digestão com colagenase, extração de sal de guanidina ou extração de guanidina/digestão com pepsina/digestão com elastase. Ver o Anexo D que pode ser usado como opção. A digestão com colagenase pode ser adotada no caso de os scaffolds serem compostos por gel de colágeno.

Extração de sal de guanidina pode ser adotada em casos em que não for possível utilizar os procedimentos enzimáticos. A extração de guanidina/digestão com pepsina/digestão com elastase é aplicável somente se nenhuma das extrações enzimáticas ou a extração de sal de guanidina obtiver sucesso.

Para o procedimento para digestão com papaína, preparar a solução de extração [preparar solução PBS contendo papaína (pó liofilizado, valor de atividade comparativo: >10 unidades/mg de proteína, 125 μg/mL) logo antes do uso]. Montar a aparelhagem de aquecimento a 60 °C antes da digestão, de modo que a temperatura da solução atinja 60 °C rapidamente. Digerir as amostras pré-tratadas de ensaio paralelo com a solução de papaína, de modo que o volume da solução seja 9 vezes maior que o da amostra, a 60 °C, durante 6 h ou durante pernoite (o volume de cada amostra de ensaio é calculado com base na densidade de 1 g/mL).

Uma aparelhagem apropriada como um agitador (20 rpm a 60 rpm) ou um rotador (2 rpm a 10 rpm) deve ser usada para a imersão completa das amostras de ensaio paralelo. Centrifugar as amostras de ensaio paralelas a 5 000 g, durante 3 min, e transferir cada sobrenadante a um tubo de mesmo tipo de passo de digestão.

Para o procedimento para medição de conteúdo dos GAG de amostras de ensaio paralelo pelo ensaio de DMMB, o conteúdo dos GAG é medido usando DMMB, uma coloração que se liga aos GAG, e é o reagente mais comumente usado para este propósito. A concentração dos GAG é determinada usando a curva padrão para condroitina-6-sulfato.

As amostras de ensaio paralelas digeridas podem também servir como soluções para a medição de quantidade de DNA, que pode ser usada como uma alternativa aos pesos úmidos das amostras para a normalização. O procedimento para a medição de conteúdo dos GAG é composto por duas etapas: preparação do reagente 1,9-dimetil azul de metileno (DMMB) e ensaio de DMMB.

Para o procedimento para a preparação de solução de 1,9-dimetil azul de metileno (DMMB), adicionar 16 mg de DMMB a 5 mL de etanol e agitar o reagente em uma proveta limpa e seca envolvida por uma folha de alumínio. Adicionar 3,04 g de glicina, 2,37 g de NaCl e 95 mL de 0,1 N HCl. Adicionar 800 mL de água destilada e ajustar o pH para 3,0 com 0,1 N HCl.

Trazer o volume para 1.000 mL com água destilada. Agitar o reagente com uma barra magnética em temperatura ambiente, por 2 h a 16 h. Proteger da luz. Filtrar o reagente com filtro de papel adequado (por exemplo, papel-filtro qualitativo de grau 4, com poros com tamanho de 20 μm a 25 μm) para a remoção de detritos. Estocar o reagente dentro de uma garrafa marrom em temperatura ambiente, e preparar nova solução de reagente a cada três meses.

Para o procedimento para ensaio de DMMB, preparar a solução de condroitina-6-sulfato de 0,5 mg/mL dissolvendo 10,0 mg de condroitina-6-sulfato (shark, pureza > 95%), com 20 mL de solução de extração ou solução de extração modificada. Misturar até dissolver completamente. Convém que a solução de extração seja selecionada de acordo com o procedimento para extração dos GAG.

A solução de extração tem que ser uma solução com papaína, quando esta for selecionada como reagente digestor. Convém que a solução para a elaboração da curva-padrão seja a mais similar possível à solução de extração da amostra de ensaio. Isso auxiliará no controle de potencial interferência na ligação DMMB-GAG, por meio de moléculas contidas na solução de extração da amostra de ensaio, permitindo maior precisão na quantificação.

Preparar uma série de soluções de condroitina-6-sulfato na solução de extração, de modo que as concentrações de condroitina-6-sulfato sejam de 0 μg/mL, 3,125 μg/mL, 6,25 μg/mL, 12,5 μg/mL, 25 μg/mL, 50 μg/mL e 100 μg/mL. Acionar o espectrofotômetro ou o leitor de placas de microtitulação. Adicionar 0,1 mL de cada solução de extração ou solução-padrão a 1 mL de reagente DMMB em uma cubeta (ensaio de cubeta), ou misturar 0,02 mL de cada solução de extração ou solução padrão com 0,2 mL de reagente DMMB em uma placa de microtitulação de 96 poços (ensaio de placas de microtitulação) e misturar com pipeta descartável de transferência.

Convém que as amostras sejam diluídas, de modo que as concentrações de GAG nas amostras decaiam dentro da faixa linear da curva-padrão. Medir imediatamente (dentro de 3 min, após misturar) a absorbância das misturas a 530 nm (intervalo de 525 a 535), com o espectrofotômetro (ensaio de cubeta) ou com o leitor de placas de microtitulação (ensaio de placas de microtitulação). Uma espera maior do que 3 min pode causar a condensação e impedir a medição precisa das misturas.

O ensaio necessita ser realizado em triplicatas (três amostras de ensaio paralelo) para calcular o desvio-padrão (DP), de modo a serem quantificadas as variâncias em todos as etapas procedimentais em uma única amostra de ensaio. Convém que seja confirmado que materiais extraídos do scaffold não interfiram no ensaio. É bem reconhecido o fato de que o ácido hialurônico ou GAG não sulfatados podem formar complexos com DMMB sob certas condições, mesmo que não tenham grupos sulfatos. No caso em que a medição do conteúdo dos GAG for requerida, convém que o protocolo seja modificado.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 143 | Ano 3 | 28 Janeiro 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br
Edição 143 | Ano 3 | 28 Janeiro 2021
ISSN: 2595-3362
Confira os 12 artigos desta edição:

E-book: Gestão plena de ativos físicos integrada com a segurança do trabalho

Segundo o autor, Marcelo de Souza Moraes, o processo descrito é uma estratégia de ação que busca, em primeiro lugar cumprir as legislações de segurança no trabalho e obter todos os dados sobre cada ordem de serviço emitida para a manutenção do ativo considerado. Como é uma estratégia de ação, implica que não deverá gerar nenhuma despesa ao proprietário do ativo, pois trata-se de uma simples reorganização no processo de emissão de ordem de serviço para manutenção seja corretiva, preditiva, preventiva ou proativa, sempre valorizando o ativo Humano, podendo, dependendo da sua efetivação, levar a redução de custos produtivos e ou operacionais. Quem quiser entrar em contato com o autor, luxengenharia@yahoo.com.br  ou pelo telefone  (62) 99855 3043 .

Não se trata de uma estratégia finda e pronta, mas de uma estratégia que evoluí, aprimora, que aprende no dia a dia e se molda ao perfil do ativo que se deseja conservar sejam eles industriais ou imobiliários nos aspectos de construção e manutenção. A intenção do autor é que esta estratégia de ação possa ler levada ao maior número empresários e profissionais que atuam na gestão de ativos como uma opção gerencial simples, efetiva e barata para a conservação de ativos.

Ainda, segundo Moraes, o livro nasceu da experiência adquirida durante a gestão de operações e manutenção nas Centrais Elétricas de Rondônia, onde tive a oportunidade de gerir e implantar Centros de Operação (COD) e Centros de manu­tenção (CMD) ligados à distribuição de energia elétrica e da observação da gestão de manutenção das empresas onde ministrei, pelo SENAI, cursos de NR 10 in company. Diz ele que constatava junto aos funcionários, as suas dificuldades quando da execução de suas tarefas, a multiplicidade de ordenadores de serviços, inexistência de ordens de serviço, inexistência de diagramas elétricos, perda de dados ope­racionais para uma gestão eficiente, onde, por exemplo, em uma grande multinacional o período entre a emissão da ordem de serviço, preenchimento da OS pelo mantenedor dos serviços realizados, lançamento no software de gerenciamento feito por estagiários e a geração de relatórios demoravam em média 20 dias.

O modelo de gestão proposto não é novidade para o sistema elétrico de potência, pois assim funcionam todas as concessionárias de energia do país, praticam o mesmo sistema de gestão que é o gerenciamento de suas ações através de Centros de Operação. Esta metodologia aplicada a outros sistemas, quer sejam industriais, construção civil, condomínios e poderes púbicos, se mostra perfeitamente aplicável na medida em que cria uma padronização de gerenciamento com a apuração de dados mais consistentes e que sejam online por celular, para um gerenciamento pleno com o conhecimento de 100% das ações a que interessar gerenciar. Os custos envolvidos na implementação desta prática em qualquer destes segmentos serão os mínimos ou reduzidos e pode se iniciar na obediência aos ditames legais tanto de segurança (NR 10, NR 18, NBR 18.801) e de gestão como a NBR 55000.

As auditorias podem ser executadas com maior velocidade e clareza e se pode aplicar o mesmo modelo de eficiência de gestão a empresas diferenciadas, não ao que produzem, mas como sustentam seus ativos de forma eficiente e sem sucateamento do ativo considerado. A aplicação deste modelo de gestão é uma excelente oportunidade a todos os profissionais, principalmente aos engenheiros, que atuam em manutenção de ativos fixos e na construção civil, de conhecerem e aplicá-las e avaliarem o modelo proposto.

Para baixar o livro, clique no link GestaoPlenaDeActivosFisicos