A avaliação de risco de árvores em áreas urbanas

As árvores e palmeiras conferem uma dimensão especial na paisagem das cidades e desempenham uma importante função nas comunidades urbanas, seja pela capacidade de controle ou minimização dos efeitos adversos, resultantes da ocupação do meio urbano, ou por exercer influência no controle da qualidade estética da cidade e no bem-estar psicossocial.

As árvores e palmeiras conferem uma dimensão especial na paisagem das cidades e desempenham uma importante função nas comunidades urbanas, seja pela capacidade de controle ou minimização dos efeitos adversos, resultantes da ocupação do meio urbano, ou por exercer influência no controle da qualidade estética da cidade e no bem-estar psicossocial. As árvores são diretamente afetadas nas intervenções urbanas, como o alargamento das vias, o reparo das tubulações, a manutenção da fiação aérea, a construção ou a reforma das edificações, entre outros.

Por outro lado, o desenvolvimento e a sobrevivência das árvores nas cidades também sofrem influência de fatores ambientais, como a compactação do solo, a falta ou o excesso de água, a poluição e o estresse climático e a incidência de pragas e de patógenos. Como consequência, as árvores podem ter sua taxa de crescimento reduzida em comparação com aquelas da mesma espécie em ambientes mais naturalizados. A inexistência de planejamento urbano, a seleção inapropriada de espécies, a produção de mudas sem padrão de qualidade e o plantio inadequado das espécies arbóreas indicam a falta de requisitos técnicos na implantação e no manejo da arborização urbana.

Isto pode resultar na incompatibilidade das árvores com a infraestrutura urbana instalada (como postes de iluminação, instalações subterrâneas, caixas de inspeção, entre outras). Nestas condições, as árvores ficam mais sujeitas às injúrias, principalmente por práticas de manejo inadvertidas, seguidas da biodeterioração do lenho por micro-organismos e insetos, como fungos, cupins e brocas de madeira.

No ambiente urbano, as árvores precisam ser vistas como bens públicos integrantes da infraestrutura urbana, com custos e benefícios associados, da mesma forma que as demais infraestruturas urbanas, como rede de transmissão de energia, rede coletora de esgoto, rede de distribuição de água, sistema de vias públicas, etc. Por conta disso, a prática da avaliação da qualidade, da funcionalidade e dos riscos associados, variáveis com o tempo, tem que fazer parte da rotina de trabalho dos gestores públicos envolvidos no trato deste componente ambiental urbano.

Neste contexto, para assegurar a segurança da população e para manutenção dos serviços ambientais prestados pelas árvores nas cidades, há a necessidade de aplicação de critérios técnico-científicos padronizados para a avaliação das árvores e de suas partes, quanto ao risco de queda, reduzindo-se o risco de acidentes e assegurando-se o manejo preventivo adequado. A NBR 16246-3 de 09/2019 – Florestas urbanas – Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas – Parte 3: Avaliação de risco de árvores estabelece os requisitos para avaliação de risco de árvores, incluindo a integridade estrutural e outros fatores que afetem o nível de risco para pessoas, propriedades ou serviços públicos, com o intuito de prover informações para o manejo adequado.

Neste documento o termo árvore também inclui as palmeiras, arbustos e outras plantas lenhosas. Esse documento estabelece um modelo de avaliação de risco de árvores e suas partes, que pode ser utilizado como orientação para que profissionais da administração pública municipal, estadual e federal, assim como prestadores de serviços (arboristas), concessionárias de serviços públicos e outros, elaborarem suas especificações de trabalho ou protocolos de avaliação. Toda árvore é um ser vivo, que pode possuir defeitos, e está sujeita a forças da natureza, por isto, nunca está livre de apresentar riscos de queda ou de suas partes, podendo causar eventuais acidentes.

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O que é um arborista?

O que são ramos epicórmicos?

O que é o processo de tomografia?

O que deve conter o relatório de avaliação de risco?

Uma síntese da sistemática de avaliação de risco, envolvendo a queda de uma árvore ou de suas partes, é apresentada na figura abaixo.

A especificação do escopo do serviço a ser realizado pelo arborista deve incluir, mas não é limitada a: interessado no serviço ou cliente (como empresa privada, pessoa física ou órgão público); localização da árvore, indicando coordenadas ou distâncias da árvore em relação às infraestruturas importantes; objetivo da avaliação; critério de seleção; nível da avaliação de risco de árvore, conforme estabelecido em 4.3; detalhamento da avaliação, incluindo método e equipamentos; tipo de comunicação formal a ser desenvolvida; prazo de entrega do relatório.

Os níveis de avaliação de risco de árvores, contendo o detalhamento da avaliação (método e equipamentos), devem ser especificados pelo arborista. Os tipos de níveis de avaliação de árvores são os estabelecidos em 4.3.2 a 4.3.4. A avaliação de risco de nível 1 deve ser limitada a uma análise visual de cada árvore ou a um grupo de árvores próximas a alvos especificados, como ao longo de rodovias, ferrovias ou servidão de concessionárias, para identificar condições especificadas ou defeitos óbvios, não sendo utilizados equipamentos. A avaliação da (s) árvore (s) deve ser feita por caminhamento, por veículo ou por patrulha aérea. O método de avaliação e os critérios de tomada de decisão devem ser especificados.

A avaliação de risco de nível 2 deve ser limitada a uma análise visual externa (360°) do sistema radicular visível, colo, tronco e copa da árvore, não sendo caracterizado um trabalho em altura, de acordo com a legislação aplicável. Neste nível, o uso de ferramentas manuais, como trena florestal, hipsômetro ou clinômetro, sovelas, espátulas e binóculos, é possível para a localização de defeitos estruturais.

Quando a auscultação for especificada, um martelo de borracha ou ferramenta equivalente deve ser utilizado para detecção de grandes cavidades e cascas soltas no tronco, principalmente no colo, nas raízes visíveis ou nas raízes de suporte (raiz tipo escora ou sapopemas).

A avaliação de risco de nível 3 deve incluir, além da análise visual externa (nível 2), a análise dos galhos, ou ainda empregar métodos e tecnologias avançadas para avaliação da extensão ou da severidade das condições ou defeitos. A avaliação de risco de nível 3 deve incluir, mas não estar limitada a, um ou mais dos seguintes métodos e equipamentos: escalada da árvore, trabalho em altura ou uso de drones, de acordo com a legislação vigente.

Os requisitos mínimos e as medidas de proteção para o trabalho em altura são estabelecidos na NR 35. A prospecção do fuste ou galhos por meio de perfuração, com uso de equipamentos como furadeira com broca de pequeno diâmetro, sonda, trado de incremento, penetrógrafos ou qualquer equipamento deve ser cientificamente validado. Estes equipamentos podem ser considerados não destrutivos, mas são invasivos.

Deve-se ainda fazer a tomografia do tronco ou dos galhos; usar um radar ou tomógrafo para avaliação do sistema radicular; ter um sistema de instrumentação de árvores para avaliação de sua estabilidade estrutural, com elastômeros, clinômetro e sensores de movimentação, para avaliação do comportamento mecânico da árvore. Usar ferramentas para avaliação do solo e sondagem, como radar, trado de amostragem ou uma haste metálica para prospecção de solo e raízes.

Executar o cálculo estrutural ou estatístico (probabilístico ou não) para avaliação do comportamento mecânico da árvore frente aos esforços de vento ou do peso próprio. Existem modelos de cálculo estrutural ou estatísticos (probabilísticos ou não) que podem ser ferramentas complementares úteis para balizar a decisão sobre o manejo e a simulação de podas, bem como inferências sobre o risco de queda de árvores ou partes delas, processos de biodeterioração ou simulação de podas, entre outros.

Entretanto, estes modelos não podem ser considerados o único parâmetro, devido às incertezas envolvidas de uma estrutura muito complexa como a árvore. Outros métodos e equipamentos podem ser utilizados, desde que tenham sido validados cientificamente para árvores. As ferramentas e as práticas de trabalho que causem danos significativos ou irreversíveis à árvore, além das boas práticas reconhecidas na arboricultura, devem ser evitadas.

Neste sentido, o uso de furadeira, sonda ou trado de incremento deve ser feito com cautela, pois os danos podem ser prejudiciais à árvore ou fragilizar ainda mais os galhos, sendo sugeridos estes equipamentos para as árvores que já possuam defeitos externos críticos, como cavidades e processos intensos de biodeterioração. Os atributos mínimos relacionados à análise de alvo, defeitos estruturais ou crescimento adaptado das árvores (biomecânica) são estabelecidos em 4.4.2 a 4.4.5.

A análise de alvo deve ser realizada na avaliação de risco de acidente com árvores. Se houver risco para as pessoas, animais, bens patrimoniais ou elementos da infraestrutura, as características da árvore, a sua permanência e a sua remoção da zona de risco são aspectos que devem ser considerados. O arborista deve avaliar os alvos conhecidos e possíveis (estático, transitório ou móvel), dentro de um provável raio de queda da árvore especificada ou de suas partes.

Até o estabelecimento do manejo adequado da árvore, deve-se providenciar o isolamento da área e a sinalização da árvore ou a remoção do alvo. Para a avaliação do entorno, as seguintes condições de entorno podem estar associadas ao risco de queda das árvores: área permeável útil na base da árvore; aspectos físicos, químicos e biológicos do solo; inclinação do solo e posicionamento da árvore; infiltração de água e estabilidade do solo; velocidade de vento no local ou região; índice pluviométrico; pavimentação.

Realizar um histórico do local, como ocorrência de queda de árvores, reformas, movimentação de terra, área alagadiça e outras alterações na ocupação do solo (se existirem). As condições de entorno que serão avaliadas devem ser estabelecidas pelo arborista, com base na relevância destas condições e no nível de avaliação de risco.

A avaliação visual externa da árvore deve conter, porém não se limitar a, o seguinte: estado geral da árvore, informando: o vigor da copa (observar fenologia); se a árvore está morta ou em declínio (observar risco de queda de galhos secos e apodrecidos ou de toda a árvore); sistema radicular visível, incluindo: espaço disponível para o sistema radicular em relação ao porte da árvore; movimentação do solo pelo pivotamento do sistema radicular; raízes dobradas (avaliar interferências); raízes enoveladas (avaliar interferências); poda ou apodrecimento de raízes significativas para a sustentação da árvore; exposição do sistema radicular por processos de erosão ou compactação do solo.

Deve-se avaliar o colo, incluindo: o colo soterrado; as rachaduras longitudinais ou transversais; as injúrias ou cancros com rachaduras ou processos de biodeterioração; as cavidades. Avaliar o tronco, incluindo: inclinação do tronco; rachaduras longitudinais ou transversais; injúrias ou cancros com rachaduras ou processos de biodeterioração; cavidades. Avaliar a copa em desequilíbrio (descaracterização da arquitetura e do centro de gravidade original do exemplar).

Avaliar a casca inclusa; os galhos com ferimentos, apodrecimento ou em desrama natural; os galhos quebrados ou pendentes (relação desfavorável entre o diâmetro do galho e o seu comprimento); a primeira ramificação baixa em relação à altura total da árvore; os ramos epicórmicos; as forquilhas com processos de biodeterioração; as podas de grandes galhos, com processos de biodeterioração; a copa em desequilíbrio (deslocamento do centro de gravidade); a coloração e turgência das folhas (não confundir com o processo natural de senescência da espécie); sintomas de deficiência nutricional ou hídrica;

Deve-se avaliar os aspectos de fitossanidade e fitopatologia nas raízes, colo, tronco ou copa, incluindo: corpo de frutificação de fungos xilófagos; cupins xilófagos; brocas de madeira; formigas carpinteiras; e sintomas e sinais de outras pragas, patógenos e doenças (associadas à morte ou ao declínio). Notar o crescimento adaptado, incluindo: raízes tipo escora ou sapopemas; protuberâncias no tronco ou nos galhos de grande porte; espessamento significativo de raízes; espessamentos no tronco; espessamento significativo em ramificações e a presença de vegetais parasitas.

Quando for realizada uma avaliação de risco de nível 3, a avaliação interna deve ser realizada para a verificação e quantificação de processos de biodeterioração ou outros defeitos no interior da árvore ou nos galhos, bem como para a avaliação do sistema radicular e sua distribuição. Os métodos e equipamentos utilizados devem ser os indicados em 4.3.4. O arborista deve executar a avaliação de risco somente na (s) árvore (s) indicada (s) no escopo do serviço, recomendando, se for o caso, estender a avaliação para outro (s) exemplar (es) que apresente (m) situação análoga de risco.

O arborista deve avaliar os atributos estabelecidos em 4.4 com base no seu conhecimento técnico, na experiência do profissional e nos dados históricos sobre o comportamento das espécies das árvores. A análise de alvo é obrigatória na avaliação de risco da árvore. Dados de direção e de velocidade de ventos preferenciais no local da árvore também são informações relevantes.

A tomada de decisão sobre o risco de uma árvore depende do nível de avaliação de risco adotado e do tipo e extensão dos defeitos. Caso haja risco iminente de queda, este risco deve ser comunicado formal e imediatamente, recomendando que sejam tomadas as providências devidas, como isolamento da área, sinalização da árvore, remoção do alvo, manejo para mitigação e monitoramento. A periodicidade da avaliação de risco deve ser indicada, considerando a realização do manejo recomendado. No caso de ser recomendada a realização de poda, deve-se utilizar a NBR 16246-1.

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NFPA 24: a instalação de redes privadas de bombeiros

Essa norma internacional, editada em 2019 pela National Fire Protection Association (NFPA), apresenta os requisitos abrangentes que regem as redes de bombeiros e hidrantes privados. Abrange a localização e identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água.

A NFPA 24:2019 – Standard for the Installation of Private Fire Service Mains and Their Appurtenances apresenta os requisitos abrangentes que regem as redes de bombeiros e hidrantes privados. Abrange a localização e identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água. Os seus critérios também tratam da rede de bombeiros subterrânea e equipamentos relacionados, a tubulação de quintal que alimenta sistemas automáticos de aspersão, hidrantes de quintal, tubulações e outros sistemas à base de água.

Essa norma abrange os requisitos mínimos para a instalação de redes de bombeiros particulares e seus acessórios, fornecendo o seguinte: os sistemas de sprinklers automáticos, os sistemas de sprinklers abertos, os sistemas fixos de spray de água, os sistemas de espuma, os hidrantes particulares, a forma de monitorar os bicos ou sistemas de tubulações com referência ao suprimento de água e os locais das mangueiras. Aplica-se às redes de serviço combinadas usadas para transportar água para serviços de incêndio e outros usos.

Esta norma não se aplica às seguintes situações: rede elétrica sob controle de uma concessionária de água; rede elétrica que fornece proteção contra incêndio e/ou água tratada de propriedade privada, mas que são operadas como concessionárias de água. Não se aplica a redes subterrâneas que atendem a sistemas de aspersão projetados e instalados de acordo com a NFPA 13R com tamanho inferior a 4 pol. (102 mm). Não se aplica a redes subterrâneas que servem sistemas de aspersão projetados e instalados de acordo com a NFPA 13D.

Conteúdo da norma

Capítulo 1 Administração

1.1 Escopo

1.2 Objetivo

1.3 Retroatividade

1.4 Equivalência

1.5 Unidades

Capítulo 2 Publicações referenciadas

2.1 Geral

2.2 Publicações da NFPA

2.3 Outras publicações

2.4 Referências para extratos em seções obrigatórias

Capítulo 3 Definições

3.1 Geral

3.2 Definições oficiais da NFPA

3.3 Definições gerais

3.4 Definições de hidrante

Capítulo 4 Requisitos gerais

4.1 Planos

4.2 Trabalho de instalação

Capítulo 5 Abastecimento de água

5.1 Conexão com sistemas hidráulicos

5.2 Tamanho da rede elétrica

5.3 Dispositivos e medidores de regulação de pressão

5.4 Conexão de sistemas hidráulicos

5.5 Conexões com sistemas públicos de água

5.6 Bombas

5.7 Tanques

5.8 Represas, rios, lagos ou reservatórios

5.9 Conexões remotas dos bombeiros

Capítulo 6 Conexões de abastecimento de água

6.1 Válvulas

6.2 Conexões com o abastecimento de água

6.3 Válvulas pós-indicador

6.4 Válvulas em poços

6.5 Conjuntos de prevenção de refluxo

6.6 Válvulas seccionais

6.7 Identificação e fixação de válvulas

6.8 Válvulas de retenção

Capítulo 7 Hidrantes

7.1 Geral

7.2 Número e localização

7.3 Instalação

Capítulo 8 Casas e equipamentos para mangueiras

8.1 Geral

8.2 Localização

8.3 Construção

8.4 Tamanho e arranjo

8.5 Marcação

8.6 Equipamento geral

8.7 Proibido o uso de serviço doméstico

Capítulo 9 Correntes de água

9.1 Fluxos principais

9.2 Aplicação e considerações especiais

Capítulo 10 Requisitos subterrâneos

10.1 Tubulação

10.2 Acessórios

10.3 Conexão de tubos, conexões e acessórios

10.4 Proteção da rede privada de bombeiros

10.5 Aterramento e ligação

10.6 Restrição

10.7 Graus íngremes

10.8 Requisitos de instalação

10.9 Preenchimento

10.10 Ensaio e aceitação.

Capítulo 11 Cálculos hidráulicos

11.1 Cálculos em unidades habituais nos EUA

11.2 Cálculos em unidades SI

Capítulo 12 Tubos e conexões acima do solo

12.1 Geral

12.2 Proteção da tubulação.

Capítulo 13 Tamanhos de tubos enterrados

13.1 Rede de serviço privado

13.2 Fontes principais que não fornecem aos hidrantes

13.3 Rede que fornece aos sistemas de proteção contra incêndio

Capítulo 14 Inspeção, ensaio e manutenção do sistema

14.1 Geral

Anexo A Material explicativo

Anexo B Questões de supervisão de válvulas

Anexo C Prática recomendada para ensaio de fluxo de incêndio

Anexo D Prática recomendada para marcação de hidrantes

Anexo E Referências informativas

Esta norma crítica abrange a localização e a identificação de conexões de departamentos, proteção da rede de bombeiros e válvulas que controlam o abastecimento de água. Os critérios da NFPA 24 também tratam da rede de subterrânea para os bombeiros e equipamentos relacionados, a tubulação local que alimenta os sistemas automáticos de aspersão, hidrantes no local, tubulações e outros sistemas à base de água. A edição de 2019 inclui: as alterações relacionadas à abertura de valas e aterro, os requisitos de ensaio de aceitação pela primeira vez para tubulação acima do solo e as revisões que esclarecem o uso limitado de tubulações de aço para serviços subterrâneos.

A segurança dos equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física.

A NBR 16779 de 09/2019 – Equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos gerais de segurança para a fabricação, instalação, inspeção e manutenção de equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso. Não é aplicável: aos equipamentos que possibilitam o aumento ou redução de carga por meio de fixação de componente ou peça externa que não faça parte do aparelho (por exemplo, anilhas, bumpers); aos equipamentos que permitem ajustes de cargas que sejam de simples execução e identificação do usuário, como, por exemplo, resistências modificadas por dispositivo pneumático/hidráulico, eletrônico ou outro meio facilitado; às pistas de obstáculo de estilo militar.

Os equipamentos são destinados a jovens, adultos e a usuários que tenham mais de 1.400 mm de estatura, para fomentar a atividade física mediante os exercícios realizados neles. Os equipamentos abrangidos por esta norma não são equipamentos para playgrounds (NBR 16071), equipamentos fixos para treino estacionário (ISO 20957 e partes) ou equipamentos multidesportivos de livre acesso (DIN EN 15312), ainda que atendam aos requisitos de cada uma destas Normas. Nesta norma, os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são denominados simplesmente equipamentos para treinamento físico.

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Quais os corantes azoicos que não devem ser usados nos equipamentos?

Quais são os valores de proporção máxima por elemento químico?

Qual deve ser o cálculo de cargas provocadas pelos usuários?

Como deve ser executado o acabamento da superfície de apoio para os pés?

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física. Convém que os equipamentos sejam projetados para fomentar a atividade física mediante uma ampla gama de possibilidades. Entre estas atividades podem ser incluídos os exercícios cardiovasculares, de musculação, de tonificação, de equilíbrio, de coordenação e de flexibilidade. Durante a elaboração desta norma, foi difícil abordar os aspectos relativos à segurança seguindo unicamente os critérios de idade, porque a capacidade de gerenciar os riscos se baseia na capacidade da amplitude de cada usuário.

Além disso, é bem provável que outros grupos de idade distintos dos previstos farão uso destes equipamentos. Portanto, foi decidido recomendar o uso dos equipamentos para treinamento físico a jovens, adultos ou usuários que tenham estatura a partir de 1.400 mm, bem como especificar os requisitos de segurança com base nestes critérios. Isto é necessário para estabelecer uma diferenciação clara entre os equipamentos para playgrounds, conforme a NBR 16071.

Porém, foram levados em consideração os requisitos relevantes desta série, quando considerados úteis e possíveis. Os requisitos desta norma pressupõem que todos os usuários dos equipamentos para treinamento físico conheçam os limites de sua capacidade física e sejam capazes de utilizar os equipamentos sem auxílio externo. Desde que os equipamentos sejam utilizados de acordo com o seu uso previsto, ou seja, conforme as instruções incluídas em cada parte do equipamento individual, supõe-se que o movimento de uma ou de várias partes do corpo possa ser realizado sem limitações inadequadas.

Uma vez que existe uma interação humana com os equipamentos em movimento, existe um risco residual que se estima que seja necessário para o seu funcionamento. Entretanto, considera-se que a execução ligeiramente incorreta de um exercício pode não produzir consequências graves para a saúde do usuário. Pode-se aceitar que, em caso de uma utilização inadequada, possam ser produzidos hematomas, torções ou inclusive fraturas ósseas, provocadas, por exemplo, por quedas.

Em função das possibilidades disponíveis, é recomendado que o proprietário ofereça orientação periódica para os usuários, em intervalos regulares. Técnicos qualificados devem explicar a funcionalidade dos equipamentos e seus possíveis efeitos físicos e mentais. O projeto dos equipamentos para treinamento físico está sujeito a uma evolução constante. Portanto, é possível que o projeto de certos tipos específicos de equipamento possa não ser especificado nesta norma, ainda que os seus requisitos gerais se apliquem a todos os equipamentos.

Áreas de playgrounds ou similares possuem usuários com altura média inferior à altura mínima de segurança (1.400 mm), por isto estas áreas devem ser instaladas com uma distância mínima de 30 m, sem barreiras. Quando for menor que isso, são obrigatórias barreiras de segurança ou outras medidas estruturais que separem e impeçam o acesso de indivíduos com estatura menor que 1.400 mm à área dedicada aos equipamentos outdoor.

Os materiais devem ser selecionados e tratados de forma que a estabilidade dos equipamentos fabricados não seja afetada antes da inspeção seguinte de manutenção correspondente. As condições relativas a certos materiais desta norma não implicam que outros materiais equivalentes sejam inadequados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico. A seleção dos materiais e o seu uso devem ser conforme as normas brasileiras ou normas internacionais apropriadas.

Deve ser dada atenção especial aos revestimentos de superfície para evitar riscos de toxicidade. Na seleção de um material ou substância para equipamentos para treinamento físico, deve-se levar em consideração o descarte final do material ou substância com relação ao eventual risco de toxicidade ao meio ambiente.

 

Os componentes de madeira ou derivados de madeira devem ser projetados de modo que a água de chuva possa escoar livremente, evitando acúmulo. No caso de o equipamento estar em contato com a terra, um ou mais dos seguintes métodos deve (m) ser utilizado (s): utilização de madeiras com resistência natural suficiente a fungos e organismos xilófagos, de acordo com a classificação para madeiras com aplicação externa, como o ipê, itaúba, muiracatiara, garapeira e cumaru; e os métodos de construção; utilização de madeiras tratadas com preservantes de madeiras, excluindo os preservantes citados em 4.2.5.

Outros fatores que possam ser inapropriados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico, como envenenamento ou lascas, etc., devem ser considerados. Lascas são decorrentes de rachaduras que atravessam a peça. Em alguns casos são passíveis de conserto e, dependendo do grau da rachadura, não comprometem a resistência da peça. Todos os componentes feitos com madeira e produto associados, de diferentes espécies descritas que possam afetar a estabilidade da estrutura e que estejam em contato permanente com a terra, devem ser tratados segundo o indicado em 4.2.2 c).

Ao selecionar as fixações metálicas, devem ser considerados o tipo de madeira e o tratamento químico utilizado, já que alguns destes podem acelerar a corrosão dos metais caso entrem em contato. O compensado deve ser resistente a intempéries. As peças de madeira não podem apresentar rachaduras com aberturas maiores que 8 mm, verificadas conforme métodos de ensaio de 5.2. As peças devem atender aos requisitos de toxicidade de 4.2.5 e aos requisitos de acabamento de 4.3.3.

A madeira utilizada deve ser oriunda de áreas de reflorestamento em conformidade com a legislação vigente ou oriunda de áreas de florestas nativas com projetos de manejo florestal aprovados por órgãos oficiais. As partes metálicas devem estar protegidas das condições atmosféricas e da corrosão catódica. As estruturas metálicas devem ser protegidas ou possuir tratamento superficial que resista a 1.500 h ou mais nos ensaios de névoa salina conforme a NBR 8094, em regiões a mais de 100 km do litoral.

Os aparelhos, em regiões com distância menor que 100 km do litoral, devem ter resistência superior a 2.500 h em névoa salina. Os metais que produzem carepas de revestimentos de óxido tóxico e que podem descascar ou partir devem estar protegidos por um revestimento não tóxico. Se, durante a manutenção, for difícil determinar a partir de qual ponto um material se tornará quebradiço, deve ser indicado um período de tempo pelo qual convém que a peça ou equipamento sejam substituídos (ver 9.4.3).

Todos os componentes estruturais sintéticos devem ser protegidos adequadamente para reduzir a influência da radiação ultravioleta e do oxigênio. Se a borracha for utilizada nos elementos estruturais, convém que seja levada em consideração a deterioração por ozônio, utilizando materiais de espessura considerável ou deixando as partes com borracha visíveis para inspeção.

Convém que seja levado em consideração o envelhecimento dos componentes estruturais devido à influência dos raios ultravioleta. Nos equipamentos para treinamento físico não podem ser usadas substâncias químicas em dosagens que causem efeitos adversos a saúde dos usuários. Tais materiais incluem, por exemplo, amianto, chumbo, formaldeído, resinas, carbolíneos e policloretos de bifenila (PCB), arseniato de cobre cromatado (CCA), pentaclorofenato de sódio e ftalatos de uso restrito (ver NBR 16040).

Não pode haver pregos salientes, extremidades de cabos salientes nem componentes pontiagudos ou com arestas vivas. Os equipamentos de madeira devem ser fabricados com madeira pouco suscetível à formação de lascas. O acabamento superficial dos equipamentos fabricados com outros materiais (por exemplo, fibra de vidro) não pode apresentar lascas.

As superfícies ásperas não podem apresentar risco de lesão. As juntas de solda devem ser lisas. As partes salientes das roscas de parafusos devem ficar cobertas de forma permanente em todas as partes acessíveis do equipamento (por exemplo, mediante o uso de porcas de cabeça redonda).

É permitido haver porcas e cabeças dos parafusos que se sobressaiam menos que 8 mm nas partes não acessíveis, desde que estejam livres de rebarbas e arestas. As quinas, bordas e partes salientes situadas dentro do espaço de exercício devem ter o formato arredondado, quando sobressaírem mais que 8 mm e não estiverem protegidas por superfícies adjacentes situadas a menos de 25 mm da extremidade da parte saliente. O raio mínimo de curvatura deve ser de 3 mm.

Somente é necessário que as extremidades com as quais o usuário possa ter um impacto durante a utilização do produto tenham formato arredondado. Nas instalações com equipamentos para treinamento físico, deve ser provido um símbolo informativo que contenha no mínimo as seguintes informações: uso do equipamento para jovens, adultos e idosos com estatura superior a 1.400 mm; leitura e acompanhamento das instruções relativas aos exercícios realizados no equipamento; garantia sobre a própria segurança médica antes do uso; evitação do esforço excessivo durante o uso do equipamento; número de telefone para emergências em geral.

Em cada equipamento para treinamento físico, ou adjacente a ele, as seguintes informações devem ser afixadas, de maneira durável e claramente visível: instruções sobre os exercícios com pictogramas correspondentes; principais funções do equipamento; informações sobre segurança, se necessário; peso máximo permissível do usuário, se necessário. O equipamento deve ser marcado de forma clara e durável com pelo menos as seguintes informações, visivelmente posicionadas: nome e endereço do fabricante ou do revendedor; marcação e ano de fabricação do equipamento; número e data desta norma.

Ao utilizar material de enchimento solto, os equipamentos para treinamento físico devem ser marcados, de forma clara e durável, com a marca de nivelamento. A segurança prevista deve ser mantida e assegurada mediante a inspeção e manutenção do equipamento para treinamento físico. O fabricante deve fornecer recomendações relativas à frequência das inspeções realizadas pelo operador ou por uma instituição ou pessoa contratada pelo operador. Especificamente, devem ser levados em consideração o projeto do equipamento para treinamento físico, os materiais e a idade do equipamento.

Para as inspeções, os seguintes níveis se aplicam: inspeção visual de rotina: inspeção destinada a identificar os riscos evidentes que possam ocorrer, por exemplo, do uso normal, atos de vandalismo ou condições meteorológicas; inspeção operacional: inspeção mais minuciosa que a inspeção visual de rotina, para verificar a operação e a estabilidade do equipamento para treinamento físico; convém que seja realizada em intervalos de um a três meses ou conforme indicado nas instruções do fabricante ou distribuidor; inspeção anual principal: inspeção destinada a constatar o estado geral do equipamento em relação à segurança operacional. Convém que uma atenção especial seja dada às peças e equipamentos vedados durante a vida útil, onde a estabilidade depende de um único poste.

Os requisitos para equipamento de vias aéreas

Conheça os os requisitos que geralmente são aplicáveis aos riscos associados ao EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. Um processo estabelecido de GERENCIAMENTO DE RISCO deve ser aplicado ao projeto do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS.

A NBR ISO 18190 de 08/2019 – Equipamento anestésico e respiratório — Requisitos gerais para equipamento de vias aéreas e relacionados especifica os requisitos gerais em comum para equipamento de vias aéreas e relacionados e são aplicáveis às normas específicas dos dispositivos que as referenciam. Os requisitos da norma específica do dispositivo têm prioridade em relação a esta Norma. Os requisitos gerais contidos nesta norma têm historicamente sido referenciados em mais de duas outras normas de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS.

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Por que o equipamento deve ter resistência à deterioração?

Quais os meios de proteção contra ajustes inadvertidos?

Quais devem ser as marcações em controles e instrumentos?

Quais são as informações de limpeza, desinfecção e esterilização?

Esta norma especifica os requisitos que geralmente são aplicáveis aos riscos associados ao EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. Um processo estabelecido de GERENCIAMENTO DE RISCO deve ser aplicado ao projeto do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. O processo de GERENCIAMENTO DE RISCO deve incluir os seguintes elementos: ANÁLISE DE RISCO; AVALIAÇÃO DE RISCO; controle de RISCO – informações de produção e de pós-produção.

O fabricante deve aplicar um processo de engenharia de usabilidade de modo a avaliar e atenuar quaisquer RISCOS causados por problemas de usabilidade associados à utilização correta (ou seja, utilização normal) e erros de utilização (ver NBR IEC 60601-1-6 IEC 62366-1). Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo de engenharia de usabilidade. Quando apropriado, investigações clínicas devem ser realizadas sob as condições para as quais o desempenho é alegado e documentado no ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

As investigações clínicas devem estar em conformidade com os requisitos da ISO 14155. Os dados clínicos podem ser provenientes de investigação (ões) clínica (s) do dispositivo em questão, investigação (ões) clínica (s) ou outros estudos relatados na literatura científica, de um dispositivo equivalente, de modo que cada equivalência ao dispositivo em questão possa ser demonstrada, ou relatos publicados e/ou não publicados sobre outras experiências clínicas com o dispositivo em questão ou um dispositivo equivalente, de modo que cada equivalência ao dispositivo em questão possa ser demonstrada. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

Quando apropriado, uma pesquisa de modelagem ou validação biofísica deve ser realizada sob as condições em que cada desempenho é declarado, e documentado no ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO. A pesquisa de modelagem ou biofísica é a aplicação de métodos físicos validados e teorias aos problemas biológicos. Exemplos incluem a utilização de combinação de modelos (ou seja, matemático, computacional, físico, celular e de cultura de tecido, e animal) de maneira interativa e complementar de modo a simular o desempenho de produtos para saúde. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, em seu estado pronto para uso após qualquer preparação para utilização recomendada pelo fabricante, deve satisfazer ao ensaio de segurança biológica apropriado (por exemplo: NBR ISO 10993-1). Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico. O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS devem ser fabricados com materiais adequados à sua utilização destinada e às condições ambientais às quais podem ficar sujeitos durante transporte, armazenamento ou quando em utilização. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser fabricado de modo a reduzir ao mínimo os RISCOS representados pelas substâncias geradas por percolação de outros materiais. Atentar para as substâncias que são carcinogênicas, mutagênicas ou tóxicas à reprodução. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

Os agentes de esterilização, desinfecção e limpeza recomendados não podem alterar o desempenho especificado do dispositivo durante sua vida útil declarada. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo técnico. Os fabricantes de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS de utilização destinada para o tratamento de crianças ou gestantes ou mulheres amamentando, e fabricados com materiais que incorporam ftalatos, que são classificados como carcinogênicos, mutagênicos ou tóxicos à reprodução, devem fornecer justificativa específica em seus arquivos técnicos para a utilização dessas substâncias. Ver também 9.1.1.4-m) e 9.2.3-c) para marcação adicional e instruções para requisitos de utilização. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO do fabricante.

Os fabricantes de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS que são fabricados com materiais que incorporam látex natural devem fornecer justificativa específica em seus arquivos técnicos para a utilização dessas substâncias. Ver também 9.1.1.4-n) para requisitos de marcação adicional. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO do fabricante.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser compatível com os vapores e gases médicos especificados pelo fabricante. Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO do fabricante. Os dispositivos que são EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS em contato com oxigênio durante utilização normal devem cumprir os requisitos de limpeza da ISO 15001. Este requisito é necessário para reduzir o RISCO de contaminação por ignição e incêndio em atmosferas ricas em oxigênio. Verificar a conformidade por meio de ensaios e requisitos da ISO 15001 e por meio de inspeção dos controles de RISCO descritos na DETERMINAÇÃO DE RISCO e verificação associada e estudos de VALIDAÇÃO.

Os componentes de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS em contato com gases médicos durante utilização normal devem cumprir os requisitos de limpeza da ISO 15001. Este requisito é necessário para reduzir o RISCO de contaminação por ignição e incêndio em atmosferas ricas em oxigênio. Verificar a conformidade por meio de ensaio e requisito da ISO 15001:2010, Seção 4.

Os RISCOS associados à ignição por uma chama, eletrocauterização, descarga eletrostática ou feixe de laser em uma atmosfera rica em oxigênio em EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS devem ser identificados. Chama-se a atenção para o seguinte: manutenção de combustão em atmosferas ricas em oxigênio; refletância especular de modo a evitar lesão por laser em tecido não alvo; transferência de calor que pode danificar o tecido adjacente; produtos de pirólise e combustão que satisfazem ao ensaio de segurança biológica apropriado, como indicado na NBR ISO 10993-1; RISCOS associados à eletrocauterização e lasers em ambientes de sala de cirurgia; RISCOS associados à utilização em ambientes domésticos (ou seja, cozinhar, fumar cigarros, etc.). Verificar a conformidade por meio de inspeção do ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO.

A marcação em EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser durável. Verificar a conformidade por meio dos requisitos e ensaios descritos na NBR IEC 60601-1:2010, 7.1.3. Quanto às informações sobre desmontagem e montagem, as instruções de utilização devem incluir o seguinte: se aplicável, os procedimentos para desconectar o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS da fonte de energia (elétrica ou pneumática) e para desmontagem e montagem; o (s) ensaio (s) recomendado (s) a ser (em) realizado(s) após montagem e antes da reutilização; se aplicável, um aviso afirmando que “o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS deve ser desconectado da fonte de energia (elétrica ou pneumática), antes da desmontagem e montagem”.

Para as informações de descarte de dispositivo, as instruções de utilização devem incluir informações sobre quaisquer precauções a serem tomadas se houver qualquer RISCO residual associado ao descarte de EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. A lista das partes que não são partes integrais do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, mas que são necessárias para a utilização correta, deve ser incluída nas instruções para utilização. Verificar a conformidade de 9.2.3 a 9.2.9 por meio de inspeção de rotulagem.

A necessidade de um ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO é um processo bem reconhecido por meio do qual o fabricante de um produto para a saúde pode identificar perigos associados a um produto para a saúde, estimar e avaliar os RISCOS associados a estes perigos, controlar estes RISCOS e monitorar a eficiência desse controle. A avalição clínica pode também ser necessária para confirmar a adequação dos controles (ver NBR ISO 14971 para informações adicionais).

A marcação no EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, sua embalagem unitária, prateleira ou embalagem multiunitária ou folheto deve estar em conformidade com EN 1041 e deve incluir o seguinte, se apropriado: o nome ou nome comercial e endereço do fabricante ou fornecedor. Além disso, onde requerido, o nome e endereço de seus representantes autorizados; o código do lote precedido pela palavra “LOTE”, onde aplicável, ou número de série; uma indicação da data em que o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, ou partes deste pode ser utilizado, expressa em mês e ano; se apropriado, os detalhes necessários para o usuário identificar o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS e os conteúdos da embalagem; se apropriado, instruções sobre a preparação para utilização; se apropriado, a palavra “ESTÉRIL”; se apropriado, uma indicação de que o dispositivo ou partes deste são para uma única utilização –convém que a indicação pelo fabricante de uso único seja consistente; se apropriado, a palavra ANTIESTÁTICO.

O EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS também pode apresentar uma marcação amarela indelével e contínua por todo o seu comprimento. Se apropriado, com indicação de que o EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREA E RELACIONADOS é adequado para utilização com agentes/gases anestésicos inflamáveis (por exemplo: símbolo “AP” ou “APG” apresentados na IEC 60417-5331 ou IEC 60417-5332). Onde requerido, uma declaração de que a venda, distribuição e utilização deste dispositivo se restringe à utilização por prescrição.

Isto serve para cumprir os requisitos de US 21 CFR 801.109. Se apropriado, instruções para limpeza e desinfecção ou esterilização e o número máximo ou período de reutilizações e, se apropriado, os RISCOS associados à reutilização do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS. Se apropriado, uma indicação de que os ftalatos estão presentes no dispositivo. Exemplo: utilizar símbolo apresentado na ISO 15986.

Se apropriado, uma indicação de que borracha natural (látex) está presente no dispositivo. Exemplo, utilizar a NBR ISO 15223-1:2015, símbolo 5.4.5. A categoria de paciente como indicado na tabela abaixo para o volume de liberação destinado; quaisquer condições especiais de manuseio ou armazenamento.

Quaisquer avisos ou precauções a serem tomados e como exemplo a compatibilidade com a utilização de misturas de gases ou compatibilidade com drogas administradas, a utilização que pode desviar da prática médica aceita atualmente e o RISCO de incêndio associado ao equipamento de oxigênio e terapia.

Se apropriado, a máxima pressão que a tubulação e os conectores podem suportar nas condições ambientais expressas em Pascals. Convém que a compatibilidade de IRM do EQUIPAMENTO DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS esteja disposta nas informações a serem apresentadas pelo fabricante. Verificar a conformidade por meio de inspeção do arquivo de gerenciamento de risco do fabricante. A rotulagem do dispositivo deve estar em acordo com ASTM F2503. Verificar a conformidade por meio de inspeção.

Quanto à durabilidade das marcações, embora a biocompatibilidade de materiais seja importante para todos os EQUIPAMENTOS DE VIAS AÉREAS E RELACIONADOS, essa foi considerada de importância especial para vias aéreas que podem permanecer in situ durante semanas. Agentes anestésicos não estariam em contato com os materiais de marcação de tubulação por longos períodos de tempo, mas esses agentes podem ser prejudiciais aos materiais de marcação.

O desempenho dos equipamentos de fototerapia para recém-nascido

As formas de tratamento da icterícia incluem fototerapia, a transfusão e a utilização de drogas capazes de acelerar o metabolismo e a excreção da bilirrubina.

A icterícia é uma das alterações mais frequentes tanto em recém-nascidos a termo quanto em prematuros. Segundo pesquisas hospitalares, entre 60 a 90% destes bebês 90% desenvolvem a icterícia que é a manifestação clínica mais evidente da hiperbilirrubinemia no plasma, pode ser notada quando os níveis séricos de bilirrubina total se encontram acima de 5-7mg/dl.

O diagnóstico e tratamento precoce da hiperbilirrubinemia neonatal é importante na prevenção de sua principal complicação o kernicterus, uma síndrome neurológica causada devido a deposição de bilirrubina nas células cerebrais que surgem quando os níveis de bilirrubina são maiores que 25mg/dl, com evidência de lesão neuronal e sequelas motoras graves. Os tipos de icterícia neonatal são classificados segundo a causa do aparecimento e época em que surge, a saber, hiperbilirrubinemia ou icterícia fisiológica, icterícia patológica, icterícia associada à amamentação (IAA) e a icterícia do leite materno.

As formas de tratamento da icterícia incluem fototerapia, a transfusão e a utilização de drogas capazes de acelerar o metabolismo e a excreção da bilirrubina. A escolha do tratamento dependerá do nível sérico da bilirrubina, presença de incompatibilidade sanguínea, peso, idade cronológica, comorbidades associadas, tipo de icterícia, idade gestacional e outros. A fototerapia é o tratamento mais utilizado na hiperbilirrubinemia do recém-nascido e isso se deve ao fato de ser um método não invasivo e de alto impacto na diminuição dos níveis de bilirrubinas plasmáticas, não havendo restrições quanto à maturidade do bebê, da presença ou não de hemólise ou do grau de pigmentação cutânea.

Dependendo do caso e dos equipamentos disponíveis faz-se a escolha do tipo de fototerapia podendo ser convencional com uso do Bilispot, que consiste em foco refletivo de luz halógena que atua de maneira localizada, com uma irradiância em torno 20 a 22 uw/cm²/nmo. Também é utilizado o biliberço, que atua com três lâmpadas fluorescentes azuis no centro e duas lâmpadas fluorescentes em cada uma das laterais (situadas sob o RN) que atingem uma extensa superfície corpórea, com uma irradiância de 18 a 27 uw/cm²/nmo.

A NBR IEC 60601-2-50 de 08/2019 – Equipamento eletromédico – Parte 2-50: Requisitos particulares para a segurança básica e o desempenho essencial do equipamento de fototerapia para recém-nascido é aplicável à SEGURANÇA BÁSICA e ao DESEMPENHO ESSENCIAL do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO, da forma definida em 201.3.203 desta norma, também referido como EQUIPAMENTO EM e da forma definida em 201.3.203 desta norma, também referido como EQUIPAMENTO EM. Se uma seção ou subseção for especificamente destinada à aplicação ao EQUIPAMENTO EM apenas, ou a SISTEMAS EM apenas, o título e o conteúdo daquela seção ou subseção o indicarão. Se este não for o caso, a seção ou subseção será aplicável tanto ao EQUIPAMENTO EM quanto aos SISTEMAS EM, como for relevante.

PERIGOS inerentes à função fisiológica destinada do EQUIPAMENTO EM ou SISTEMAS EM contidos no escopo desta norma não são abordados pelas prescrições específicas desta norma, com exceção de 7.2.13 e 8.4.1 da norma geral. Esta norma particular especifica prescrições de segurança para EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO, mas métodos alternativos de conformidade com uma seção específica que demonstrem apresentar segurança equivalente não serão julgados como não conformes se o FABRICANTE demonstrar, em seu ARQUIVO DE GERENCIAMENTO DE RISCO, que o RISCO apresentado pelo PERIGO foi considerado de nível aceitável quando comparado com o benefício do tratamento com o dispositivo.

Considera-se que os requisitos mínimos de segurança especificados nesta Norma Particular fornecem um grau de segurança praticável na operação do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO. Esta Norma Particular emenda e suplementa a NBR IEC 60601-1:2010, Equipamento eletromédico – Parte 1: Requisitos gerais para segurança básica e desempenho essencial, daqui por diante denominada norma geral. Os requisitos são seguidos das especificações para os ensaios relevantes.

As diretrizes gerais e justificativas para os requisitos desta norma particular são fornecidas no Anexo AA. Considera-se que o conhecimento das razões para estes requisitos não apenas facilitará a aplicação apropriada desta norma particular, como também, a seu devido tempo, tornará mais rápidas quaisquer revisões necessárias por causa de mudanças na prática médica ou como resultado de desenvolvimentos na tecnologia. Entretanto, este anexo não faz parte dos requisitos desta norma.

As seguintes condições gerais de operação devem ser consideradas nas medições de radiação do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO. Após 5 h de pré-envelhecimento da fonte radiante, ou depois do tempo especificado para pré-envelhecimento pelo FABRICANTE, se o FABRICANTE tiver especificado um tempo de pré-envelhecimento diferente nos DOCUMENTOS ACOMPANHANTES, os valores iniciais da IRRADIÂNCIA TOTAL PARA BILIRRUBINA Ebi do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO devem ser medidos nas condições normais de operação para os diferentes ajustes de irradiância definidos pelo fabricante.

As medições de radiação devem ser executadas na posição de operação da lâmpada do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO à distância especificada pelo FABRICANTE, informada nas instruções de utilização (ver 201.7.9.2.9). As medições de radiação devem ser executadas quando todos os parâmetros importantes para as medições tiverem atingido a condição de estabilidade. O período de estabilização deve ser de pelo menos 0,5 h, ou mais, a não ser que o FABRICANTE informe um tempo diferente nos DOCUMENTOS ACOMPANHANTES.

As instruções de utilização devem incluir também o seguinte: recomenda-se que um aviso de que o EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO só convém ser utilizado por funcionários apropriadamente treinados e sob a direção de profissionais médicos qualificados, familiarizados com os riscos e benefícios atualmente conhecidos da utilização do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO; informações do FABRICANTE explicando o efeito da variação das condições ambientais sobre o PACIENTE, como, por exemplo, a variação da temperatura ambiente, fontes de radiação diferentes (luz solar) etc.; se necessário, um aviso com informações sobre o filtro e a barreira de proteção prescritos para a UTILIZAÇÃO NORMAL; um aviso de que o equilíbrio hídrico de alguns PACIENTES pode ser afetado; um aviso de que PACIENTES próximos ao EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉMNASCIDO podem precisar de proteção e um aviso, com detalhes, sobre as medidas de proteção adicionais (por exemplo, anteparos, óculos de proteção); um aviso de que os valores de bilirrubina do PACIENTE devem ser medidos regularmente; um aviso de que a utilização de lâminas refletoras pode gerar temperaturas corporais perigosas, se isto for relevante para o tipo de EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO; um aviso para que o PACIENTE receba um protetor ocular sempre que os olhos do PACIENTE puderem ser expostos à radiação do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉMNASCIDO; um aviso de que o OPERADOR pode sofrer alguns efeitos durante a exposição prolongada à área irradiada pelo EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO; um aviso de que a luz azul pode atrapalhar as observações clínicas porque pode mascarar mudanças na cor da pele, como cianose.

Importante ter um aviso, caso não seja permitida a aplicação de soluções inflamáveis (antissépticos, agentes de limpeza etc.), no EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO; um aviso que, devido aos efeitos da luz, drogas e líquidos de infusão não podem ser armazenados na área de radiação; informações avisando o OPERADOR sobre quaisquer RISCOS associados à operação do EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO na presença de gases que podem manter a combustão (por exemplo, oxigênio, óxido nitroso, agentes anestésicos) e como utilizar apropriadamente o EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO na presença destes gases.

O EQUIPAMENTO EM deve ser projetado de forma que a interrupção e a restauração do fornecimento de energia elétrica com paradas de até 10 min interrompam o tratamento e o OPERADOR seja informado ou os valores pré-ajustados não sejam alterados. A conformidade é verificada desligando-se a REDE DE ALIMENTAÇÃO ELÉTRICA, depois religando e inspecionando-se o EQUIPAMENTO EM.

A Seção 12 da norma geral é aplicável, com as algumas exceções. Os valores da IRRADIÂNCIA TOTAL PARA BILIRRUBINA Ebi e a sua distribuição sobre a ÁREA IRRADIADA EFETIVA devem ser medidos, utilizando-se todos os pontos de medição, da forma definida na grade de medição em 201.12.1.101. Estes valores podem ser determinados através de medições espectrorradiométricas seguidas de uma avaliação aritmética ou através de medições efetuadas com um radiômetro cuja lente tenha uma sensibilidade espectral limitada para o EQUIPAMENTO DE FOTOTERAPIA PARA RECÉM-NASCIDO (ver 201.3.203).

Com o método espectral, a irradiância espectral El é medida como uma função do comprimento de onda. A IRRADIÂNCIA TOTAL PARA BILIRRUBINA Ebi é o resultado da integração numérica dos valores medidos entre os comprimentos de onda de 400 nm e 550 nm. Com o método integral, a IRRADIÂNCIA TOTAL PARA BILIRRUBINA Ebi é medida com um radiômetro cuja sensibilidade espectral foi ajustada para a irradiância total na faixa de comprimentos de onda entre 400 nm e 550 nm.

A IRRADIÂNCIA TOTAL PARA BILIRRUBINA Ebi após o pré-envelhecimento deve estar em conformidade com as instruções de utilização do FABRICANTE, com uma tolerância máxima de ± 25%. Durante a revisão deste documento, foi requisitado que o comitê considerasse a adição de uma prescrição de inflamabilidade do colchão da CRIANÇA. Como o comitê não conseguiu encontrar evidência que apoiasse uma adição deste tipo, estas breves justificativas foram adicionadas à seção.

Os COLCHÕES ou ALMOFADAS geralmente consistem em dois materiais que apresentam duas funções diferentes. O enchimento serve para apoiar ou embalar a CRIANÇA, enquanto o material da superfície age como uma barreira para o material interno. O requisito primário para o material da superfície é que este não apresente nenhum PERIGO ao PACIENTE que poderia entrar em contato com o PACIENTE durante uma CONDIÇÃO ANORMAL SOB UMA SÓ FALHA do sistema.

Na maioria das aplicações clínicas observou-se que a superfície externa é recoberta por materiais adicionais feitos de fibras naturais (algodão ou materiais fornecidos pelos pais do PACIENTE), que não são especificamente retardantes de chama, mas que funcionam para reduzir ainda mais as qualidades de baixa abrasão da cobertura da ALMOFADA, quando em contato com a pele do recém-nascido. As prescrições primárias do material de enchimento são fornecer uma superfície confortável para a estada a longo prazo do PACIENTE.

Como não há nenhuma fonte de ignição dentro da cobertura de uma incubadora, o RISCO de ignição de fogo na área do colchão é limitado, considerando-se que as prescrições em 6.5 da norma geral para um AMBIENTE RICO EM OXIGÊNIO tenham sido atendidas. Nenhum acidente foi relatado em relação à ignição de fogo dentro da cobertura de uma incubadora por vários anos.

Além disso, mesmo com COLCHÕES aquecidos, preocupações adicionais foram discutidas em relação à toxicidade das fumaças que poderiam ser produzidas por materiais tratados com aditivos de retardamento da chama. Portanto, com exceção da elevação (aceleração) do RISCO de fogo no material de cobertura, nenhuma declaração específica de flamabilidade é prescrita para a cobertura da ALMOFADA e o enchimento interno.

Convém que os Limites de Exposição (LE) sejam utilizados como diretrizes no controle da exposição a fontes de UV e, assim, são destinados a funcionar como limites superiores para a exposição não terapêutica e não eletiva. Os LE foram desenvolvidos com base em populações pouco pigmentadas (por exemplo, caucasianos), de maior sensibilidade e predisposição genética.

Nesta publicação foi apresentado um limite de exposições (LE) para a região espectral próxima ao ultravioleta UV-A (315 nm a 400 nm). A exposição radiante total incidente na pele desprotegida não pode exceder os valores fornecidos na tabela abaixo. Os valores para a eficácia espectral relativa, Sl, são fornecidos para até 400 nm para expandir o espectro de ação na UV-A quando se determina o LE para exposição da pele.

Considera-se que esses limites também podem ser utilizados para a fototerapia em CRIANÇAS, quando os limites acima são calculados para uma exposição de 3 dias (72 horas) (dividindo-se os 30 J/m² por 72 h) e calculando-se uma potência constante de irradiância em watts (W/m²) (dividindo-se por 3.600 s). Este cálculo resulta em um espectro reduzido limitado para a irradiação UV-A e respeita o tempo de exposição ininterrupto da fototerapia entre 24 h e 3 dias.

As técnicas para a gestão de riscos

Como uma avaliação de risco é conduzida varia muito, dependendo dos riscos exclusivos do tipo de negócio, da indústria em que se encontra o negócio e das regras de conformidade aplicadas a esse determinado negócio ou setor.

A avaliação de riscos é a identificação de perigos que podem impactar negativamente a capacidade de uma organização em conduzir seus negócios. Essas avaliações ajudam a identificar esses riscos de negócios inerentes e fornecem medidas, processos e controles para reduzir o impacto desses riscos nas operações de negócios.

As empresas podem usar uma estrutura de avaliação de riscos para priorizar e compartilhar os detalhes da avaliação, incluindo quaisquer riscos à sua infraestrutura de tecnologia da informação. Isso pode ajudar uma organização a identificar os riscos potenciais e quaisquer ativos de negócios colocados em risco por esses perigos, bem como possíveis consequências se esses riscos se concretizarem.

Como uma avaliação de risco é conduzida varia muito, dependendo dos riscos exclusivos do tipo de negócio, da indústria em que se encontra o negócio e das regras de conformidade aplicadas a esse determinado negócio ou setor. No entanto, existem algumas etapas gerais que as empresas podem seguir, independentemente de seu tipo de negócio ou setor.

Pode-se identificar os perigos, que seria o primeiro passo em uma avaliação de risco é identificar quaisquer riscos potenciais que, se ocorrerem, influenciariam negativamente a capacidade da organização de conduzir negócios. Os riscos potenciais que podem ser considerados ou identificados durante a avaliação de risco incluem desastres naturais, interrupções de energia, ataques cibernéticos e falta de energia.

Pode-se determinar o que ou quem pode ser prejudicado. Depois que os riscos são identificados, o próximo passo é determinar quais ativos de negócios seriam influenciados negativamente se o risco se concretizasse. Os ativos de negócios considerados em risco para esses riscos podem incluir infraestrutura crítica, sistemas de TI, operações de negócios, reputação da empresa e até mesmo segurança dos funcionários.

Em uma outra etapa, pode-se avaliar os riscos e desenvolver medidas de controle. Uma análise de risco pode ajudar a identificar como os perigos afetarão os ativos da empresa e as medidas que podem ser implementadas para minimizar ou eliminar o efeito desses riscos nos ativos da empresa. Os riscos potenciais incluem danos à propriedade, interrupção de negócios, perdas financeiras e penalidades legais.

Depois disso, pode-se conhecer os resultados da avaliação de risco que necessitam ser registrados pela empresa e arquivados como documentos oficiais de fácil acesso. Os registros devem incluir detalhes sobre riscos potenciais, seus riscos associados e planos para prevenir os riscos.

Por fim, deve-se revisar e atualizar a avaliação de risco regularmente. Os potenciais riscos e seus controles resultantes podem mudar rapidamente em um ambiente de negócios moderno. É importante que as empresas atualizem suas avaliações de risco regularmente para se adaptarem a essas mudanças.

As ferramentas de avaliação de risco, como modelos de avaliação de risco, estão disponíveis para diferentes indústrias. Elas podem ser úteis para empresas que desenvolvem suas primeiras avaliações de risco ou atualizam avaliações mais antigas.

A NBR ISO/IEC 31010 de 04/2012 – Gestão de riscos – Técnicas para o processo de avaliação de riscos é uma norma de apoio à NBR ISO 31000 e fornece orientações sobre a seleção e aplicação de técnicas sistemáticas para o processo de avaliação de riscos. O processo de avaliação de riscos conduzido de acordo com esta norma contribui para outras atividades de gestão de riscos. A aplicação de uma série de técnicas é introduzida, com referências específicas a outras normas onde o conceito e a aplicação de técnicas são descritos mais detalhadamente. Esta norma não se destina à certificação, uso regulatório ou contratual.

Acesse alguns questionamentos relacionados a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

No que consiste a avaliação de riscos?

Qual a visão geral para uma correta análise do processo de avaliação dos riscos?

Como pode ser descrita a técnica do processo de avaliação de riscos denominada Simulação de Monte Carlo?

Como pode ser descrita a técnica do processo de avaliação de riscos denominada Análise de cenários?

Como pode ser descrita a técnica do processo de avaliação de riscos denominada matriz de probabilidadeconsequência?

Como pode ser descrita a técnica do processo de avaliação de riscos denominada Análise de camadas de proteção (LOPA)?

Como pode ser descrita a técnica do processo de avaliação de riscos denominada Análise preliminar de perigos (APP)?

Como as técnicas para o processo de avaliação de riscos podem ser selecionadas?

Como pode ser descrita a técnica do processo de avaliação de riscos denominada Estudo de perigos e operabilidade (HAZOP)?

Como pode ser descrita a técnica do processo de avaliação de riscos denominada Análise de causa e consequência?

O processo de avaliação de riscos conduzido de acordo com esta norma contribui para outras atividades de gestão de riscos. A aplicação de uma série de técnicas é introduzida, com referências específicas a outras normas onde o conceito e a aplicação de técnicas são descritos mais detalhadamente. Esta norma não se destina à certificação, uso regulatório ou contratual.

Assim, a avaliação de riscos utiliza a compreensão do risco, obtida durante a análise de riscos, para tomar decisões sobre as ações futuras. Considerações éticas, legais, financeiras e outras, incluindo as percepções do risco, são também dados de entrada para a decisão. As decisões podem incluir: se um risco necessita de tratamento; as prioridades para o tratamento; se uma atividade deve ser realizada; e qual de um número de caminhos alternativos deve ser seguido.

A natureza das decisões que necessitam ser tomadas e os critérios que serão utilizados para tomar essas decisões foram decididos no estabelecimento do contexto, mas precisam ser revistos em mais detalhes nesta fase, agora que se sabe mais sobre os riscos identificados em particular. A estrutura mais simples para a definição dos critérios de risco é um nível único que divide os riscos que necessitam de tratamento daqueles que não necessitam. Isso fornece resultados atrativamente simples, porém não reflete as incertezas envolvidas na estimativa de riscos e na definição da fronteira entre aqueles que necessitam de tratamento e aqueles que não necessitam.

A decisão sobre se e como tratar o risco pode depender dos custos e benefícios de assumir o risco e os custos e benefícios da implementação de controles melhorados. Uma abordagem comum é dividir os riscos em três faixas: uma faixa superior, onde o nível de risco é considerado intolerável quaisquer que sejam os benefícios que possam trazer à atividade, e o tratamento de risco é essencial qualquer que seja o seu custo; uma faixa intermediária (ou área cinzenta) onde os custos e benefícios são levados em consideração, e oportunidades são comparadas com potenciais consequências; uma faixa inferior, onde o nível de risco é considerado desprezível ou tão pequeno que nenhuma medida de tratamento de risco seja necessária.

O sistema de critérios tão baixo quanto for razoavelmente praticável ou ALARP (As Low As Reasonably Practicable) utilizado em aplicações de segurança segue esta abordagem, onde, na faixa intermediária, há uma escala móvel para baixos riscos − onde os custos e benefícios podem ser diretamente comparados −, enquanto que para altos riscos o potencial de danos tem que ser reduzido até que o custo de redução adicional seja inteiramente desproporcional ao benefício de segurança adquirido.

A norma diz que convém que o processo de avaliação de riscos seja documentado juntamente com os resultados do processo de avaliação. Convém que os riscos sejam expressos em termos compreensíveis, e convém que as unidades em que o nível de risco é expresso sejam claras. A extensão do relatório dependerá dos objetivos e do escopo da avaliação.

Exceto para avaliações muito simples, a documentação pode incluir: objetivos e escopo; descrição de partes pertinentes do sistema e suas funções; um resumo dos contextos externo e interno da organização e como eles se relacionam com a situação, sistema ou circunstâncias que estão sendo avaliados; os critérios de risco aplicados e sua justificativa; limitações, premissas e justificativa de hipóteses; metodologia de avaliação; resultados da identificação de riscos; dados, premissas e suas fontes e validação; resultados da análise de riscos e sua avaliação; análise de sensibilidade e de incerteza; premissas críticas e outros fatores que necessitam ser monitorados; discussão dos resultados; conclusões e recomendações; e referências.

Se o processo de avaliação de riscos apoia um processo sistemático de gestão de riscos, convém que seja realizado e documentado de tal forma que possa ser mantido durante o ciclo de vida do sistema, organização, equipamento ou atividade. Convém que a avaliação seja atualizada sempre que novas informações significativas estejam disponíveis e o contexto se altere, de acordo com as necessidades do processo de gestão.

O processo de avaliação de riscos pode ser conduzido em vários graus de profundidade e detalhe e utilizando um ou muitos métodos que vão do simples ao complexo. Convém que a forma de avaliação e sua saída sejam compatíveis com os critérios de risco, desenvolvidos como parte do estabelecimento do contexto. O Anexo A ilustra a relação conceitual entre as amplas categorias das técnicas para o processo de avaliação de riscos e os fatores presentes numa determinada situação de risco e fornece exemplos ilustrativos de como as organizações podem selecionar as técnicas apropriadas para o processo de avaliação de riscos para uma situação em particular.

Em termos gerais, convém que as técnicas apropriadas apresentem as seguintes características: convém que sejam justificáveis e apropriadas à situação ou organização em questão; convém que proporcionem resultados de uma forma que amplie o entendimento da natureza do risco e de como ele pode ser tratado; convém que sejam capazes de utilizar uma forma que seja rastreável, repetível e verificável. Convém que as razões para a escolha das técnicas sejam dadas com relação à pertinência e adequação.

Ao integrar os resultados de diferentes estudos, convém que as técnicas utilizadas e as saídas sejam comparáveis. Uma vez que a decisão tenha sido tomada para realizar um processo de avaliação de riscos e os objetivos e o escopo tenham sido definidos, convém que as técnicas sejam selecionadas com base em fatores aplicáveis.

Os objetivos do processo de avaliação de riscos terão uma influência direta sobre as técnicas utilizadas. Por exemplo, se um estudo comparativo entre as diferentes opções está sendo realizado, pode ser aceitável utilizar modelos menos detalhados de consequência para partes do sistema não afetadas pela diferença. Em alguns casos, um alto nível de detalhe é necessário para tomar uma boa decisão, em outros um entendimento mais geral é suficiente.

Deve-se levar em conta o tipo e a gama de riscos que estão sendo analisados e a magnitude potencial das consequências. Convém que a decisão sobre a profundidade em que o processo de avaliação de riscos é conduzido reflita a percepção inicial das consequências (embora isto possa ter que ser modificado uma vez que uma avaliação preliminar foi concluída).

Outro fator seria o grau de conhecimento especializado, recursos humanos e outros recursos necessários. Um método simples e bem feito pode fornecer melhores resultados do que um procedimento mais sofisticado e mal feito, contanto que atenda aos objetivos e o escopo do processo de avaliação. Normalmente, convém que o esforço aplicado ao processo de avaliação seja compatível com o nível potencial de risco que está sendo analisado.

Outra questão seria a disponibilidade de informações e dados. Algumas técnicas requerem mais informações e dados do que outras. Por fim, a necessidade de modificação/atualização do processo de avaliação de riscos. O processo de avaliação pode necessitar ser modificado/atualizado no futuro e algumas técnicas são mais ajustáveis do que outras a este respeito, além de quaisquer requisitos regulatórios e contratuais. O Anexo B da norma (informativo) inclui as técnicas para o processo de avaliação de risco.

Enfim, alguns dos principais benefícios da realização do processo de avaliação de riscos devem incluir o entendimento do risco e seu potencial impacto sobre os objetivos; fornecer informações aos tomadores de decisão; contribuir para o entendimento dos riscos a fim de auxiliar na seleção das opções de tratamento; identificar os principais fatores que contribuem para os riscos e os elos fracos em sistemas e organizações; comparar riscos em sistemas, tecnologias ou abordagens alternativos; comunicar riscos e incertezas; auxiliar no estabelecimento de prioridades; contribuir para a prevenção de incidentes com base em investigação pós-incidente; selecionar diferentes formas de tratamento de riscos; atender aos requisitos regulatórios; fornecer informações que ajudarão a avaliar a conveniência da aceitação de riscos quando comparados com critérios predefinidos; e avaliar os riscos para o descarte ao final da vida útil.

Os ensaios de poeiras combustíveis

Os incêndios e as explosões industriais são um perigo para as pessoas e edificações. A cada ano, muitas pessoas são feridas em incêndios industriais e explosões em diferentes países e muitas delas acabam perdendo a vidas nesses acidentes.

Além disso, os incêndios industriais e explosões causam bilhões de dólares em danos materiais e, todos os dias, milhares de trabalhadores correm o risco de se ferir em incêndios industriais e explosões. No entanto, muitos ainda não estão cientes dos perigos que enfrentam em seus locais de trabalho e quais são as principais causas desses incêndios e explosões.

Embora existam várias causas de incêndios industriais e explosões, a poeira combustível está entre os materiais mais perigosos e, infelizmente, inevitáveis, usados em muitas indústrias. Ela é produzida em uma ampla gama de indústrias e pode ser derivada de produtos sintéticos e naturais.

Igualmente, pode ser derivada de produtos naturais, como farinha, leite e ovos e de produtos feitos pelo homem, como cloreto de vinila e epóxi. Portanto, é um equívoco achar que apenas as fábricas de confecções, roupas e de madeira produzam pó que possa incendiar-se. É importante notar que, em seu estado natural, alguns produtos podem ser inflamáveis, mas podem se tornar explosivos na forma de poeira.

Existem vários medidas importantes que podem ser tomadas para evitar incêndios ou explosões de poeira combustível. Por exemplo, os empregadores devem colocar em prática procedimentos de arrumação adequados que devem ser inspecionados e mantidos.

Os trabalhos que exigem o uso de ferramentas como ferro de solda, soldador ou cortador de tocha devem ser realizados muito longe de locais onde possa haver poeira combustível. Isto é importante porque as faíscas do trabalho a quente podem viajar até vários pés e fazer com que a pilha de pó se incendeie.

Os dispositivos de limpeza de alta potência e dutos de ventilação devem ser usados para manter o pó combustível a um mínimo possível. As áreas de trabalho devem ser inspecionadas regularmente para garantir que não haja camadas visíveis de poeira combustível se acumulando durante cada turno.

Os trabalhadores devem estar cientes dos perigos e devem ser treinados em procedimentos de emergência no caso de ocorrer um incêndio ou explosão de pó combustível. Grandes equipamentos e caixas elétricas devem ser varridos regularmente com aspiradores de mão ou mangueiras de alta potência para evitar que a poeira combustível se acumule em áreas escondidas.

A NBR ISO/IEC 80079-20-2 de 05/2018 – Atmosferas explosivas – Parte 20-2: Características dos materiais – Métodos de ensaio de poeiras combustíveis descreve os métodos de ensaios para a identificação de poeiras combustíveis e camadas de poeiras combustíveis, de a forma a permitir a classificação de áreas onde tais materiais possam estar presentes, para a finalidade da adequada seleção e instalação de equipamentos elétricos e mecânicos para utilização na presença de poeiras combustíveis. As condições atmosféricas normais para a determinação das características das poeiras combustíveis são: temperatura: –20 °C a +60 °C, pressão: 80 kPa (0,8 bar) a 110 kPa (1,1 bar), e ar com conteúdo normal de oxigênio, tipicamente 21 % v/v. Os métodos de ensaios definidos não são aplicáveis para: materiais explosivos reconhecidos, propelentes (por exemplo, pólvora, dinamite) ou substâncias ou misturas de substâncias que, sob determinadas circunstâncias, se comportam de forma similar, ou poeiras de explosivos e propelentes que não requerem a presença do oxigênio da atmosfera para a combustão, ou substâncias pirofóricas.

Pode-se definir a poeira combustível como as partículas sólidas finamente divididas, com diâmetro nominal de 500 μm ou menor, as quais podem formar misturas explosivas com o ar, nas condições normais de temperatura e pressão. Isto inclui poeiras e partículas combustíveis em suspensão, de acordo com o definido na ISO 4225. O termo “partículas sólidas” é destinado a se referir a partículas na fase sólida, embora não exclua uma partícula oca.

Para a receita da amostra para ensaio, deve-se ter uma ficha de dados de segurança ou equivalente com a amostra. O material de ensaio deve ser fornecido em uma embalagem adequada, etiquetada de acordo com as regras de etiquetagem aplicáveis, sendo apropriado para transporte. É usual o fornecimento de uma quantidade de no mínimo 0,5 kg para ensaios.

Se a preparação da amostra requerer uma quantidade maior, esta quantidade pode ser insuficiente. Se somente um pequeno volume do material for disponível, então pode não ser possível a execução de todos os ensaios. A amostra deve ser representativa do material, da forma como ele se apresenta na forma geral no processo que estiver sendo operado.

Muitas operações unitárias, como sistemas de extração, separam a poeira em frações mais finas que são presentes nos principais equipamentos de processo, e recomenda-se que seja levado em consideração quando da seleção da amostra. Se a amostra não for representativa do material como ele é encontrado no processo, então a preparação da amostra deve ser realizada de forma a considerar as condições de pior caso.

No mínimo as seguintes informações sobre a amostra devem ser fornecidas: tamanho mínimo da partícula, tamanho médio da partícula, tamanho máximo da partícula, distribuição da partícula, conteúdo de umidade, e método de determinação (por exemplo, métodos ópticos ou peneiramento). Se não for possível o fornecedor da amostra fornecer estes dados, então estes dados devem ser determinados separadamente.

Quanto à preparação da amostra, se não for possível ensaiar a amostra da forma como foi recebida, ou se a amostra não for mais representativa do material do processo, então pode ser necessário condicionar ou alterar a amostra para ensaio. Isto pode incluir: trituração e peneiramento, secagem, e umidificação.

Qualquer alteração aparente verificada nas propriedades da poeira durante a preparação da amostra, por exemplo, devido ao peneiramento ou nas condições de temperatura ou umidade, deve ser relatada no relatório de ensaio. Na preparação da amostra, como durante as atividades de trituração, peneiramento ou secagem, as características do material podem ser alteradas.

Quando frações finas estão presentes em uma instalação, é apropriado captar amostras de partículas com diâmetros menores que 63 μm, de forma a possibilitar as misturas mais facilmente capazes de causar ignição. Quando a amostra é uma mistura de substâncias, a preparação da amostra pode resultar em uma alteração da composição da amostra. A presença de solventes pode se alterar durante o processo de preparação da amostra.

Os ensaios devem ser realizados a uma temperatura atmosférica padronizada de 20 +10-10  °C e a uma pressão atmosférica padronizada de 80 kPa a 110 kPa (0,8 bar a 1,1 bar), a menos que especificado em contrário. A sequência seguida para a determinação das propriedades dos poeiras combustíveis e das partículas combustíveis em suspensão é apresentada em 5.2, Seção 6 e Figura 1, Figura 2 e Figura 3 (disponíveis na norma). Consultar também as informações indicadas no Anexo G. 2 O ensaio no tubo de Hartmann é um método fechado. O procedimento pode ser diretamente iniciado com uma esfera de 20 L ou com um forno do tipo GG.

Os ensaios para determinar se um material é uma poeira combustível ou um material particulado combustível podem ser feitos com uma inspeção visual. Fazer uma inspeção visual do material de ensaio (por meio de microscópio, se necessário), para determinar se o material consiste em material particulado combustível. Se o material consistir em material particulado combustível com poeira combustível, então continuar o procedimento de ensaio em um tubo de Hartmann (ver 5.2.3), para determinar se a combinação das duas é uma poeira combustível.

Se o material consistir somente em material particulado combustível, então continuar o procedimento de ensaio em um tubo de Hartmann (ver 5.2.3), para determinar que se trata de partículas combustíveis em suspensão. A determinação da distribuição da partícula, para materiais que não contenham partículas combustíveis em suspensão, verificar a distribuição do tamanho da partícula deve ser executada segundo algumas regras. Se não existirem partículas menores que 500 μm em tamanho, então o material não é uma poeira combustível. Se existirem partículas menores que 500 μm em tamanho, continuar o procedimento de ensaio em um tubo de Hartmann, para determinar se o material é uma poeira combustível.

Para o ensaio em um tubo de Hartmann com uma centelha (ver 7.1), se a ignição ocorrer, o material é uma poeira combustível ou um material particulado combustível (prosseguir para o procedimento de caracterização de poeira combustível ou material particulado combustível (ver Seção 6)). Se nenhuma ignição ocorrer: prosseguir para o ensaio em um tubo de Hartmann, com uma fonte de ignição por espira aquecida (ver 7.1); pode ser assumido, neste caso, que a energia mínima de ignição é maior que 1 J e que o material de ensaio é difícil de entrar em ignição.

Para o ensaio em um tubo de Hartmann com uma fonte de ignição por espira aquecida (ver 7.1), se a ignição ocorrer, o material é uma poeira combustível ou um material particulado combustível, (prosseguir para a caracterização de poeira combustível ou material particulado combustível (ver Seção 6)). Se nenhuma ignição ocorrer: prosseguir para o ensaio na esfera de 20 L (ver 7.2); pode ser assumido que a energia mínima de ignição é maior que 10 J.

Para o ensaio de ignição em uma esfera de 20 L, se a ignição ocorrer, o material é uma poeira combustível ou um material particulado combustível (prosseguir para a caracterização de poeira combustível ou material particulado combustível (ver Seção 6). Se nenhuma ignição ocorrer, então o material não é uma poeira combustível ou um material particulado combustível, e o procedimento de ensaio está concluído.

Embora o material não forme misturas explosivas com o ar, ele pode ainda causar a ignição de uma camada de poeira combustível. Se existir material insuficiente disponível para o ensaio em uma esfera de 20 L, então o ensaio de um forno do tipo Godbert-Greenwald (GG), a 1 000 °C, é uma alternativa aceitável (ver 7.3). Se nenhuma ignição ocorrer a 1 000 °C, então o material não é uma poeira combustível ou um material particulado combustível.

Se ocorrer uma ignição a 1.000 °C, então é recomendado que o material seja submetido a verificação adicional em uma esfera de 20 L antes deste material ser considerado combustível ou não combustível. O procedimento indicado a seguir é o procedimento para a caracterização de poeira combustível ou material particulado combustível: ensaio para temperatura mínima de ignição de uma nuvem de poeira (MIT – minimum ignition temperature) (ver Seção 8): forno do tipo GG (ver 8.1.2), ou forno do tipo BAM (ver 8.1.3) ensaio para temperatura mínima de ignição (MIT) da camada de poeira (ver 8.2); o ensaio para a energia mínima de ignição (MIE) da nuvem de poeira (ver 8.3); e o ensaio para a resistividade de poeira a granel (ver 8.4).

Os dados das características das poeiras são conhecidos e variam muito de acordo com as propriedades da amostra, por exemplo, umidade e tamanho da partícula. Os dados apresentados neste banco de dados representam uma grande coleção de informações que podem ser utilizadas quando forem cuidadosamente avaliados para a devida aplicação para o material combustível em consideração disponível existente.