Cinco passos para estimular o compliance nas empresas

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas:209

Antonio Carlos Hencsey

Quando falamos de compliance, é fundamental que as empresas tenham o seu foco na maturidade e sustentabilidade de seu programa, mas antes de estabelecer uma cultura ética real na organização é preciso se basear em cinco pontos sobre os quais os convido para uma reflexão.

1) Sua empresa fala sobre ética mesmo quando o tema discutido não é compliance?

Ética não deve ser assunto apenas em reuniões específicas ou treinamentos. Deve-se falar sobre ética a todo o momento na empresa para que ocorra, no dia a dia das tomadas de decisão, a clara cultura de saber o certo frente ao errado. Discussões sobre dilemas, estudos de caso, conversas entre chefes e colaboradores devem ser estimuladas e orientadas com o propósito de trazer o tema para a rotina dos profissionais. Quanto mais expostos à questão, maior a probabilidade de o colaborador absorver e agir de acordo com a cultura esperada pela organização.

2) Sua empresa faz o que prega?

Para que os funcionários sigam leis, regras ou qualquer outro tipo de direcionador de conduta ética é necessário que eles vejam isso acontecendo em todas as relações vivenciadas na empresa, sejam elas internas ou externas, nos negócios, frente à concorrência e na transparência caso algo saia errado. Sem um posicionamento ético firme, os colaboradores perceberão inconsistências entre o que se fala e o que se faz, identificando que há diversas saídas possíveis para a solução de um conflito moral, aumentando assim o potencial para agirem com a mesma flexibilidade quando expostos a dilemas.

3) É seguro falar sobre ética na sua organização?

Profissionais que desejam um ambiente correto e sustentável podem ter dois grandes empecilhos para não se manifestarem ao verem algo errado ocorrendo: medo de retaliação, e a sensação de inutilidade de seus relatos. Desta forma, é fundamental que se a empresa decidir estimular denúncias ou portas abertas, que faça algo produtivo e adequado com as informações trazidas. Caso essa prática não ocorra, a tendência é que problemas continuem acontecendo e você só descubra tarde demais, além de frustrar os colaboradores que presam pela sua organização.

4) Os direcionamentos gerais da companhia são compatíveis com o comportamento ético esperado?

Talvez existam momentos em que as políticas de compliance não são percebidas como convergentes em relação a algumas ambições corporativas. Mas nestes momentos a empresa deve pesar o que de fato importa. Assim, nada deve se impor à conduta ética. As metas, as estratégias de negócio e a comunicação, entre outros elementos, devem ser desenhados de forma clara e adequada a fim de estarem alinhados com o que é correto.

5) Os seus colaboradores são ouvidos sobre as políticas de compliance corporativas?

Dificuldades de compreensão, execução ou acesso às diretrizes são levadas em consideração na sua auditoria de cultura ética? Seus colaboradores são ouvidos sobre as dúvidas, receios, experiências ou até mesmo discordâncias que possuem diante das normas impostas? Um dos principais impeditivos de um programa efetivo de compliance é a não aderência dos colaboradores ao que é proposto pela empresa. Assim, para que a companhia tenha o apoio e a colaboração irrestrita dos profissionais é fundamental mapear seus conhecimentos, compreensões e crenças acerca das políticas instaladas visando desmistificar e aproximar as regras dos profissionais.

Mapeando os cinco pontos acima e tratando as falhas existentes, sua empresa começa a construir um ambiente preparado para as melhores práticas de compliance, abrindo um real espaço para a absorção de uma cultura ética.

Antonio Carlos Hencseyé líder de prática de Ética & Compliance da Protiviti.

Anúncios

Qualidade e desqualidade olímpica

rioB. V. Dagnino

Qualidade foi a apresentação da candidatura do Rio, que acabou batendo fortes concorrentes como Chicago. Desqualidade foi a demora em iniciar o planejamento estratégico, tático e operacional imediatamente após e até antes de anunciada a vitória.

Desqualidade foi a chegada dos atletas nas acomodações da Vila Olímpica, com inúmeros problemas nos apartamentos. O uso de ferramenta elementar da gestão da qualidade, precursora muito antiga da qualidade total, a inspeção final, teria evitado essa péssima impressão inicial dos visitantes.

Qualidade foi a inscrição de dezenas de milhares de voluntários para apoiar os jogos. Desqualidade foi a falta de apoio a eles e elas, que gerou mais de 10.000 desistências.

Qualidade foi a transmissão pela TV aberta e especialmente por assinatura, mostrando em vários ângulos grande variedade de esportes, muitos desconhecidos do grande público. A centimetragem que a imprensa mundial dedicou ao evento projetou sem dúvida a imagem da Cidade pela sua beleza natural e pela capacidade de organização.

Qualidades foram a pontualidade dos eventos esportivos, e a colossal infraestrutura de telecomunicações, geração de energia, mobilidade e sinalização para apoiar as competições em diferentes bairros, em terra, no ar, no mar e em lagoa. Desqualidade foi a insuficiência da comunicação sobre os meios de transporte.

Qualidade foi a segurança mobilizada, sendo de se lamentar a morte de componente da Força Nacional. Desqualidade foram alguns procedimentos isolados de atletas, como tentativas de estupro de camareiras, falsificação de credenciais, comportamento inadequado e história fantasiosa de assalto. Desqualidades foram as ações de alguns dirigentes e empresas estrangeiros, comercializando ingressos de delegações, e a ação dos cambistas.

Qualidades foram a Vila Olímpica, o Boulevard Olímpico e as instalações esportivas. Desqualidades foram as longas filas para compra de ingressos e verificações de segurança, em contraste com grandes vazios em muitas arenas. Desqualidade foi ainda a falta de alimentação para os espectadores, este e outros problemas facilmente evitáveis usando técnicas conhecidas como a teoria das filas e a simulação.

Fizemos benchmarking com Barcelona e Londres, aprendendo com sua experiência. Com o uso adequado e mais amplo de muitas outras ferramentas de gestão conhecidas, poderíamos ter feito ainda melhor.

Qualidades foram as casas organizadas por diversos países, prestigiadas pela população ávida de conhecer um pouco mais o Mundo. Qualidades para os munícipes foram o Porto Maravilha, o VLT, a nova linha do Metrô, e os corredores para linhas expressas de ônibus.

Resta saber se o legado, no caso das arenas, será mais qualidade do que desqualidade com seu abandono e ociosidade, como está acontecendo com os estádios construídos para a Copa pelo Brasil afora. Para isso haverá necessidade de muita criatividade, com a promoção, por exemplo, de competições entre escolas e profissões, concertos de música clássica e populares e outros espetáculos, e muitas outras atividades de entretenimento, tanto culturais como de esporte e lazer.

De qualquer forma, o balanço, inclusive financeiro, foi positivo. As pesquisas com os mais de meio milhão de estrangeiros que visitaram a Cidade do Rio de Janeiro e as outras cidades onde ocorreram os jogos de futebol evidenciaram elevado grau de satisfação, e o desejo de retornarem.

B. V. Dagnino é consultor em modelos de excelência de gestão e vice presidente da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) – bvdagnino@gmail.com

Qual o momento certo de iniciar um processo de Governança em sua empresa?

COLETÂNEAS DE NORMAS

Coletânea Série Atmosferas Explosivas

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Atmosferas Explosivas!
Saiba Mais…

Coletânea Série Avaliação de Bens

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Avaliação de Bens!
Saiba mais

Todas as empresas são criadas para atender uma necessidade do mercado. Se ela conseguir suprir essa lacuna e ainda obter lucros, pode-se dizer que esta empresa atingiu os seus objetivos. Mas a situação muda de figura quando se trata de manter esse ritmo por muito tempo. Amauri Nóbrega, especialista em estratégia e finanças, diz que somente com a governança corporativa o sucesso pode se prolongar ao longo dos anos.

“A situação se complica a partir do momento que começamos a levar isso ao longo do tempo. Se for por um ano, tudo bem, mas por 100 anos, aí a visão muda. Desta forma, esta pode ser considerada uma empresa de sucesso”, complementa.

No entanto, somente a implantação de uma Governança Corporativa não levará a empresa ao sucesso, visto que são vários os fatores que contribuem para isso. Em contrapartida, Amauri acredita que a ausência de uma Governança estruturada é um grande risco de fracasso e explica: “O sistema de Governança é que vai ser base para que cada um dos agentes de governança tenha o seu papel no negócio bem definido, com regras e práticas claras para gerar valor sustentável ao longo do tempo”.

E qual o momento certo de implementar a Governança Corporativa Segundo Amauri Nóbrega, implementar a Governança Corporativa é um processo longo e contínuo, praticamente uma jornada. No Brasil, por exemplo, as empresas começam a considerar a Governança Corporativa somente quando precisam de financiamento externo.

“Sou radicalmente contra esse pensamento, pois para mim, a empresa já deveria nascer com os princípios em seu DNA e ir aumentando as suas ações de boas práticas à medida que o negócio vai crescendo”, explica. Dessa forma, quando esta empresa futuramente buscar financiamento externo, seja para investir em uma fábrica, para aquisição de outra empresa ou até mesmo para tentar a sua venda, os analistas notarão que as boas práticas de Governança Corporativa já estão enraizadas, o que demonstrará outra imagem para aquele que irá avaliá-la. “Governança nada mais é do que seguir práticas que venham dar transparência, equidade, prestação de contas aos acionistas e responsabilidade aos administradores, princípios esses que constam no Código de Melhores Práticas de Governança do IBGC”, explica Amauri.

Por fim, o consultor opina sobre a atual situação da maior estatal brasileira, a Petrobras, que para ele está sofrendo com uma “desgovernança corporativa”. “Inundada por várias denúncias de corrupção e só depois de tudo vir a público, o governo resolveu criar um Comitê de Governança. Isso é um grande exemplo de ‘desgovernança’”. Ele analisa que este é um exemplo claro de como a Governança Corporativa pode afetar toda uma cadeia e até mesmo um país inteiro.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Skype: hayrton.prado1

Governança Corporativa: vital para a gestão das empresas

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Filtros de Harmônicos em Sistemas Industriais – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

O desequilíbrio nas contas do governo federal levou à necessidade de ajustes que redesenhassem os rumos da economia do Brasil. Com quadro de crescimento pouco promissor, muitas empresas se veem diante da necessidade de definir suas pautas com vistas a se manterem sadias e rentáveis. Nesse contexto, o especialista em direito empresarial, Antonio Carlos Morad, sócio-fundador da Morad Advocacia Empresarial, aponta como vital a implantação da Governança Corporativa.

O especialista recomenda às empresas sem governança que adotem minimamente os pilares de um negócio sustentável como a Estruturação Social, buscando o equilíbrio das relações da empresa, Estruturação Legal, através da preparação de documentos legais para respaldar às regras do negócio, Estruturação Empresarial e solidificação das estruturas e processos, visando acompanhamento sistêmico de resultados do negócio e direcionamento dos executivos.

De acordo com Morad, “as empresas sem governança corporativa tendem a tomar decisões passionais e nem sempre técnicas, essenciais à saúde da empresa, o que num ano em que a ordem é “fazer ajustes” poderia colocar em risco as suas operações”. “As empresas que implantaram a Governança enfrentam desafios organizacionais de forma menos traumática e elevam suas chances de sobrevivência e rentabilidade, o que, por si só, justifica a sua implantação em qualquer segmento do negócio”, defende.

Às empresas que possuem Governança formalmente implantada cabe definir da pauta de 2015, considerando os resultados de 2014, as metas alcançadas, números de projetos concluídos com êxito e resultados quantitativos e qualitativos obtidos. “De praxe também é fazer um realinhamento do planejamento estratégico, pois muitos planos certamente não fazem mais sentido diante do quadro político nacional”, diz.

Morad lembra que o modelo de gestão é obrigatório apenas para empresas de capital aberto, porém, a vantagem para as demais empresas de capital fechado ou sociedades limitadas é a de demonstrar um alto nível profissional e técnico, além de propiciar maior transparência aos acionistas, proprietários e todos os terceiros envolvidos com a empresa, os chamados stakeholders.