Os autorrelatos de função clínica dos preservativos sintéticos masculinos

A NBR ISO 29943-1 de 10/2021 – Preservativos — Orientação sobre estudos clínicos – Parte 1: Preservativos masculinos, estudos de função clínica baseados em autorrelatos é destinado a ajudar no projeto, na execução, na análise e na interpretação de estudos de função clínica conduzidos de acordo com os requisitos da NBR ISO 23409 para preservativos sintéticos masculinos. Estes estudos clínicos comparam o desempenho de um novo preservativo masculino a um preservativo masculino estabelecido durante a relação sexual vaginal (não relação sexual anal). Particularmente, estes estudos são delineados para avaliar eventos de falha aguda durante o uso (isto é, deslizamento clínico e rompimento clínico).

Este documento também apresenta direcionamento quanto à análise de dados quando o estudo é completado, assim como interpretação desses resultados pelos fabricantes e organismos regulamentadores. Certos elementos de ensaio clínico não são referenciados neste documento, incluindo compensação, confidencialidade dos indivíduos e seus registros, uso de comitês de ética locais etc. Estas e muitas outras questões de projeto de ensaio clínico são cobertas com grande detalhe na ISO 14155.

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Como devem ser avaliados os preservativos de ensaio e de controle?

Quais são as condições que devem atender o preservativo de controle feito de látex de borracha natural?

O que deve ser feito em relação ao uso de lubrificante adicional?

Como devem ser executadas as entrevistas e as coletas de dados?

Os preservativos masculinos feitos de látex de borracha natural (LBN) possuem uma longa história de segurança e eficácia, e seu desempenho durante o uso é bem estabelecido. No entanto, os preservativos masculinos feitos de novos materiais requerem uma validação clínica para assegurar que seu desempenho durante o uso real não seja inferior ao dos preservativos de LBN.

Estes estudos de validação clínica, chamados de estudos de função clínica, são delineados para comparar as taxas de eventos de falha aguda, isto é, rompimento ou deslizamento completo. Uma análise estatística baseada em uma comparação de não inferioridade é empregada para ajudar a garantir que a diferença não seja excessiva.

Esta orientação de estudo clínico é destinada a ajudar no projeto, na execução, na análise e na interpretação dos estudos de função clínica conduzidos de acordo com os requisitos da NBR ISO 23409 para preservativos sintéticos masculinos. Contudo, ele também pode ser usado com modificações apropriadas para avaliar outros preservativos masculinos com alegações adicionais para eficácia ou segurança melhoradas (ver NBR ISO 4074:2020, Seção 8).

Além das informações sobre o estudo de validação clínica, este documento fornece recomendações sobre estudos-piloto e planos de análise estatística. Os anexos incluem formulários de relatos de caso usado previamente e protocolos que podem ser modificados ou adaptados.

Com base no requisito clínico normativo das normas pertinentes, estes estudos são delineados para recrutar casais participantes que concordem em usar os preservativos de ensaio e de controle na relação sexual vaginal. Estes estudos também podem coletar dados incidentais no uso do preservativo durante o sexo anal, mas, este não é o objetivo primário. Para atender aos requisitos de potência do estudo, é essencial que sejam coletados relatos suficientes sobre o uso do preservativo durante a relação sexual vaginal.

Os patrocinadores do estudo tipicamente tomam medidas preventivas, como triagem inicial e consentimento dos casais do estudo, além de obter o acordo de que os casais do estudo irão utilizar preservativos desta maneira. Estes estudos de função clínica não são delineados tipicamente para avaliar diretamente a proteção do preservativo contra gravidez ou infecções sexualmente transmissíveis (IST).

Finalmente, é importante reconhecer que os estudos de função clínica de preservativos são estudos de pesquisa humana. Portanto, convém que todas as pessoas delineando, executando e analisando os estudos clínicos de novos preservativos estejam familiarizadas com todas as normas pertinentes para pesquisa envolvendo humanos, incluindo considerações éticas. Para mais informações, consultar a ISO 14155.

A validação de um novo preservativo em relação às normas geralmente aceitas requer de tempo considerável, esforço e dinheiro. Portanto, convém que os estudos-piloto sejam feitos para caracterizar e quantificar o risco de empreender a investigação de rompimento e deslizamento clínico de maior escala necessária. Tipicamente, esses estudos-piloto tiveram inscritos de 35 a 50 casais que usaram de três a cinco preservativos de cada tipo (de ensaio e de controle).

Os estudos-piloto são destinados a ajudar a determinar se um estudo maior de validação clínica é garantido (isto é, se os resultados do estudo são promissores). Os estudos-piloto também podem ser usados em questionários de ensaio e outros instrumentos de estudo. Esses estudos também oferecem informações sobre pressupostos das taxas de falha clínica na população do estudo destinado, já que isto irá influenciar nos cálculos de potência do estudo e no tamanho da amostra do estudo maior. O Anexo B contém um esboço de amostra de um estudo clínico piloto.

O protocolo clínico deve conter uma declaração concisa sobre o propósito do estudo de rompimento e deslizamento clínico como, por exemplo, para avaliar o desempenho de um novo preservativo de ensaio durante a relação sexual vaginal comparado com um preservativo de controle. Convém que o protocolo declare claramente a hipótese submetida e ensaio (isto é, se a margem de não inferioridade de taxas de falha clínica total para preservativos sintéticos e de controle atende aos requisitos especificados na NBR ISO 23409:2017, Seção 10).

Outro objetivo de estudo possível seria atender ao requisito da NBR ISO 4074:2020, Seção 8, para que um estudo clínico apoie alegações de eficácia e segurança melhorada. Convém que o protocolo declare e defina prospectivamente as medidas de resultado a serem avaliadas quando o estudo for completado, assim como os meios pelos quais esses dados serão coletados.

As medidas de resultado primárias são as taxas de falha clínica total para os preservativos de ensaio e de controle. As medidas de resultado secundárias são as taxas de deslizamento clínico e as taxas de rompimento clínico. Quanto aos eventos adversos, convém que o protocolo contenha disposições para os dados coletados sobre os resultados de segurança, por exemplo: dor, desconforto, sangramento, irritação peniana ou vaginal, etc.

Outras medidas de resultados (opcionais) são o rompimento não clínico, o deslizamento não clínico e a aceitabilidade do usuário. O protocolo deve descrever o (s) método (s) exato (s) dos indivíduos recrutados. Convém que o recrutamento tente selecionar a partir de uma população-alvo representativa que inclua vários históricos de experiência socioeconômica, étnica, cultural e de uso de preservativo dos usuários.

Convém que o estudo inclua múltiplos locais investigacionais e que o número de indivíduos de estudo inscritos seja distribuído igualmente pelos locais. Os diversos estágios e elementos do estudo estão descritos nessa norma. O Anexo C apresenta uma amostra de planilha de eventos para o indivíduo do estudo individual. Ela pode ser configurada às especificidades de um determinado estudo.

O viés de seleção pode ser introduzido em um estudo ao recrutar ou reunir uma amostra excessiva dos casais que não representem a população-alvo. Por exemplo, os usuários de preservativo altamente experientes (como trabalhadores remunerados do sexo) talvez não pressionem o preservativo tanto quanto usuários inexperientes. Sendo assim, visar esses casais para o recrutamento pode resultar em taxas de falha artificialmente baixas.

Os seguintes critérios de inclusão e exclusão são sugeridos como um exemplo para um estudo de baixo risco. No entanto, outros critérios de entrada podem ser usados dependendo do contexto do estudo. A seguir há uma lista de critérios recomendados para a seleção de casais de estudo: mutualmente monógamos, relação atual ≥ 3 meses; já protegidos de gravidez, por exemplo: contraceptivo oral, dispositivo intrauterino, injetável, adesivo, esterilização masculina ou feminina; de 18 anos a 45 anos de idade; sexualmente ativos, o suficiente para atender aos requisitos do protocolo; que concordem em ter relação sexual peniana-vaginal com frequência, o suficiente para atender aos requisitos do protocolo; concordam em usar somente preservativos do estudo durante o tempo de participação; concordam em não usar drogas ou produtos que não sejam do estudo que possam afetar o desempenho sexual; capaz de entender instruções para o uso correto dos preservativos; nenhuma infecção sexualmente transmissível conhecida, incluindo HIV/AIDS; concordam em usar somente lubrificante (s) oferecido (s) pelo estudo; concordam em não usar nenhuma joia de piercing genital enquanto usar os preservativos do estudo; dispostos e capazes de seguir os requisitos do protocolo, incluindo disposição em responder as perguntas sobre o histórico reprodutivo e contraceptivo e sobre o uso de preservativos durante entrevistas e em questionários autoadministrados; disponíveis para acompanhamento.

Se os questionários autoadministrados forem usados no estudo, convém que os indivíduos do estudo tenham um nível adequado de alfabetização proporcional aos questionários. A seguir há uma lista de critérios recomendados para exclusão de um casal do estudo no momento da entrada ou em qualquer momento durante o estudo.

Se um dos parceiros estiver (ou se tornar) ciente de que ele/ela é alérgico ou sensível ao (s) material (ais) dos preservativos de ensaio ou de controle, a parceira está grávida ou deseja engravidar enquanto participa do estudo, o indivíduo possui uma doença sexualmente transmissível de seu conhecimento, trabalhadores remunerados do sexo, pessoas itinerantes que podem não ser capazes de completar o estudo; por exemplo: trabalhadores rurais migrantes, o parceiro possui disfunção erétil ou ejaculatória de seu conhecimento, um dos parceiros está usando quaisquer medicamentos ou preparações aplicadas topicamente ou de maneira intravaginal à genitália, que não a oferecida pelo estudo, um dos parceiros é um empregado do patrocinador do estudo ou afiliado ao centro de pesquisa clínica, é possível conduzir um estudo de rompimento e deslizamento de preservativo em uma população com risco de gravidez, isto é, que não esteja usando outro contraceptivo como segurança.

Na verdade, isto pode representar mais a população-alvo no mercado comercial. Contudo, convém que o risco de gravidez durante o estudo seja considerado, bem como quaisquer medidas no protocolo para gerenciar este risco. Este estudo pode estar sujeito a requisitos adicionais pelo organismo regulamentador local.

Convém que o propósito e os requisitos do estudo sejam explicados antes que os prováveis casais recebam os formulários de consentimento esclarecido. Convém que os indivíduos também sejam avisados que mais informações detalhadas sobre a atividade sexual serão coletadas do que na maioria das típicas visitas de planejamento de família. Convém que os indivíduos tenham oportunidade de fazer perguntas sobre o estudo e/ou o conteúdo do consentimento esclarecido.

Convém que os casais sejam informados de que convém que ambos os parceiros concordem em participar do estudo. Se ambos os membros do casal concordarem em participar, convém que cada um receba um formulário de consentimento esclarecido para assinarem separadamente. Convém que todos os voluntários forneçam consentimento por escrito antes que sejam inscritos no estudo. Convém que todos os participantes recebam uma cópia de seus formulários de consentimento esclarecido assinado.

A implementação de um sistema de gestão da energia (SGE)

A NBR ISO 50004 de 09/2021 – Sistema de gestão da energia – Guia para implementação, manutenção e melhoria do sistema de gestão da energia da NBR ISO 50001 fornece diretrizes práticas e exemplos para estabelecer, implementar, manter e melhorar um sistema de gestão da energia (SGE) de acordo com a abordagem sistemática da NBR ISO 50001:2018. A orientação neste documento é aplicável a qualquer organização.

Esse documento não fornece orientação sobre como desenvolver um sistema de gestão integrado. Embora a orientação nesse documento seja consistente com os requisitos da NBR ISO 50001:2018, ela não fornece as interpretações desses requisitos.

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Qual a importância de a empresa ter uma política energética?

Quais são as ações para abordar os riscos e as oportunidades?

Por que a empresa precisa ter os objetivos, as metas energéticas e o planejamento para alcançá-los?

Por que executar a revisão energética?

Esse documento fornece orientação prática ao implementar os requisitos de um sistema de gestão da energia (SGE) com base na NBR ISO 50001. Ele mostra à organização como adotar uma abordagem sistemática para alcançar a melhoria contínua no SGE e no desempenho energético. Esse documento não é prescritivo. Cada organização pode determinar a melhor abordagem para adotar os requisitos da NBR ISO 50001.

Assim, o usuário é aconselhado a usar este documento com a NBR ISO 50001 e seus anexos. Esse documento fornece orientação para usuários com diferentes níveis de gestão da energia, consumo da energia e experiência com SGE. Cada Seção explica como uma organização pode abordar uma parte de um SGE.

As ferramentas práticas, métodos, estratégias e exemplos são fornecidos para ajudar as organizações a implementar um SGE e melhorar continuamente o desempenho energético. Os exemplos e abordagens apresentados neste documento são apenas para fins ilustrativos. Eles não pretendem representar as únicas possibilidades, nem são necessariamente adequados para todas as organizações.

Ao implementar, manter ou melhorar um SGE, é importante que as organizações selecionem abordagens adequadas às suas necessidades. A gestão da energia é sustentável e mais eficaz quando está integrada aos processos gerais de negócios de uma organização (por exemplo, operações, finanças, qualidade, manutenção, recursos humanos, compras, saúde e segurança e política ambiental).

A NBR ISO 50001 pode ser integrada com outras normas de sistema de gestão (MSS), como a NBR ISO 9001, NBR ISO 14001, ISO 45001 e NBR ISO 55001. A integração pode ter um efeito positivo na cultura e na prática de negócios, incorporando a gestão da energia na prática diária, melhorando a eficiência operacional e a redução dos custos operacionais relacionados ao sistema de gestão. A estrutura de alto nível (HLS) comum das MSS suporta esta integração.

O compromisso e o engajamento contínuos da Alta Direção são essenciais para a implementação, manutenção e melhoria eficazes do SGE e para alcançar a melhoria contínua do desempenho energético. A Alta Direção garante que o SGE esteja alinhado com a direção estratégica da organização e demonstra o seu compromisso por meio de ações de liderança que garantem a alocação contínua de recursos, incluindo as pessoas para implementar, manter e melhorar o SGE ao longo do tempo.

Dessa forma, deve-se levar em conta que a gestão da energia envolve a determinação de questões estratégicas, isto é, questões que podem afetar, positiva ou negativamente, os resultados pretendidos do SGE. A determinação dessas questões (internas e externas) serve para conectar o SGE com a direção e as metas estratégicas da organização.

Exemplos de questões internas incluem, mas não estão limitados a: direção estratégica e gestão organizacional; processos, sistemas e fatores operacionais; idade e condição dos equipamentos e sistemas; indicadores de desempenho da organização. Quando o contexto de uma organização é bem compreendido, ele auxilia no estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua do SGE da organização e do desempenho energético.

A compreensão do contexto promove a discussão entre a Alta Direção e as partes interessadas relevantes e assegura que as mudanças nas circunstâncias e outras questões sejam abordadas para beneficiar o SGE. Parte integrante deste processo é compreender os objetivos e a cultura da organização. Isso ajuda a alinhar o SGE com as práticas e abordagens preferenciais usadas pela organização para conduzir as suas operações de negócios.

As saídas do contexto são usadas para planejar, implementar e operar o SGE, de forma a fornecer valor contínuo à organização. A Alta Direção está em melhor posição para assegurar que o SGE reflita o contexto organizacional e continue a fornecer os benefícios esperados para a organização. As questões internas e externas mudam com o tempo.

Para assegurar que o contexto permaneça atual, a organização pode conduzir análises de seu contexto em intervalos planejados e por meio de atividades como análise crítica pela direção. As organizações podem abordar esse requisito por meio de discussões e conversas estruturadas e por revisão das fontes de informação. Ao nível estratégico, ferramentas como análise SWOT, análise PESTLE ou análise TDODAR podem ser usadas para a identificação e avaliação de questões contextuais.

Uma abordagem mais simples, como o brainstorming, pode ser útil para as organizações, dependendo do tamanho e da complexidade de suas operações. Os processos e as saídas de processos usados para avaliar o contexto da organização podem ser considerados necessários para a eficácia do SGE e podem ser mantidos como informações documentadas.

Convém que os gatilhos e a frequência de análise crítica para conduzir esses processos também sejam determinados nas informações documentadas. Igualmente, deve-se assegurar que a organização estabeleça uma estrutura formal para identificar e responder às necessidades e expectativas das partes relevantes internas e externas.

Uma organização determina as partes interessadas relevantes para o seu desempenho energético ou para o seu SGE. As partes relevantes podem ser internas (por exemplo, empregados relacionados ao uso significativo da energia (USE) que afetam o desempenho energético, uma equipe de gestão da energia que afeta o desempenho do SGE) ou externas (por exemplo, fornecedores de equipamentos que podem impactar o desempenho da energia, clientes que podem ser percebidos como afetados pelo desempenho energético da organização).

Espera-se que a organização obtenha compreensão suficiente das necessidades e expectativas expressas das partes interessadas internas e externas que foram consideradas relevantes pela organização. Convém que a compreensão dessas necessidades e expectativas seja suficiente para atender aos requisitos da organização. Os requisitos legais refletem as necessidades e expectativas que são obrigatórias, porque foram incorporados às leis, regulamentos, autorizações e licenças por decisões governamentais ou judiciais.

Os requisitos legais referem-se aos requisitos obrigatórios aplicáveis relacionados ao uso da energia de uma organização, consumo da energia e eficiência energética. Como exemplos de requisitos legais, podem ser incluídos, mas não estão limitados a: requisitos legais locais, estaduais, municipais, nacionais e internacionais; padrões de desempenho energético exigidos por lei para equipamentos; avaliação energética regulamentada ou requisitos de auditoria energética; códigos de construção relacionados com a energia e os requisitos de construção; situação financeira da organização; estrutura organizacional e hierarquia; conhecimento do funcionário e cultura organizacional; missão e visão da empresa.

Como exemplos de questões externas podem ser incluídos, mas não estão limitados a: econômico e financeiro; segurança do abastecimento da energia; tecnologia; cultural, social e política; geográfico; requisitos legais/outros; meio ambiente; restrições ao consumo de energia; circunstâncias naturais e competitivas; códigos de armazenamento, distribuição e transporte da energia; padrões mínimos de eficiência energética; proibição ou limitação da aplicação de uma determinada energia para uma finalidade específica; códigos de instalação de tipo de energia.

Outros requisitos podem se referir a acordos ou iniciativas voluntárias, arranjos contratuais ou requisitos corporativos assinados pela organização, relacionados à eficiência energética, uso da energia e consumo da energia. Outros requisitos só se tornam requisitos da organização quando esta os adota.

Como exemplos de outros requisitos podem ser incluídos, mas não estão limitados a: diretrizes ou requisitos organizacionais; acordos com clientes ou fornecedores; acordos com o escritório central; diretrizes não regulamentares; princípios voluntários ou códigos de prática; acordos voluntários de energia; requisitos das associações comerciais; acordos com grupos comunitários ou organizações não governamentais; compromisso público da organização ou de sua organização-mãe; especificações mínimas voluntárias para desempenho energético emitidas por agências governamentais ou privadas; limites da rede ao fornecimento de eletricidade ou gás, ou limitações às exportações de eletricidade para a rede.

A organização pode consultar as partes interessadas ou usar outros métodos para categorizar suas necessidades e seus requisitos. Uma categoria pode ser informação sobre requisitos legais e outros requisitos, que podem ser obtidos de uma variedade de fontes, como departamentos jurídicos internos, governo ou outras fontes oficiais, consultores, órgãos profissionais e vários órgãos reguladores. Se a organização já possuir um processo para determinar os requisitos legais, esse processo pode ser usado para identificar e acessar os requisitos legais relacionados à energia.

Convém que o processo usado para identificar os requisitos legais seja claro e inclua uma descrição de como a conformidade é avaliada e assegurada. Há uma orientação sobre a avaliação do compliance com os requisitos legais e outros requisitos. A consideração antecipada dos requisitos legais e outros requisitos pode auxiliar a organização a identificar os dados relacionados que são necessários e tratados na revisão energética.

Pode ser útil estabelecer e manter uma lista, banco de dados ou sistema de registro de requisitos legais e outros requisitos para que as suas implicações possam ser consideradas para outras partes do SGE, incluindo USE, controles operacionais, registros e comunicação. Uma segunda categoria pode surgir quando a organização incorpora voluntariamente as necessidades e os requisitos das partes interessadas como seus próprios.

Por exemplo, uma organização poderia ver um desempenho energético aprimorado (conforme defendido por uma parte externa interessada) como proporcionando vantagens comerciais à organização e optar por adotar as recomendações da parte externa interessada. Como as necessidades e os requisitos das partes interessadas podem mudar com o tempo, a organização pode incluir um processo para uma análise crítica periódica de seus requisitos que foram incorporados ao SGE.

Esta análise crítica pode alertar a organização sobre itens como: as mudanças nos requisitos legais aplicáveis e outros requisitos; as mudanças nas operações da organização que podem afetar os requisitos aplicáveis; as mudanças nas necessidades e recomendações das partes interessadas externas; as mudanças em equipamentos ou tecnologia que tragam novos requisitos de operação e manutenção. Para determinar o escopo do sistema de gestão da energia, deve-se assegurar que a organização o estabeleça e as fronteiras do SGE, o que permite que a organização concentre os seus esforços e recursos na gestão da energia e na melhoria do desempenho energético.

Com o tempo, o escopo e as fronteiras podem mudar devido à melhoria do desempenho energético, mudanças organizacionais ou outras circunstâncias. O SGE é revisado e atualizado conforme necessário para refletir as mudanças. Os itens a serem considerados ao determinar o escopo e as fronteiras são encontrados na tabela abaixo.

Normalmente, a equipe de gestão da energia desenvolve o escopo e as fronteiras do SGE documentados com base nas informações da Alta Direção em relação às atividades e aos limites físicos ou organizacionais a serem cobertos pelo SGE. A documentação do escopo e das fronteiras do SGE pode estar em qualquer formato. Por exemplo, eles podem ser apresentados como uma lista simples, mapa, desenho de linha ou como uma descrição escrita indicando o que está incluído no SGE.

Para o sistema de gestão da energia, deve-se assegurar que a organização determine e implemente os processos necessários para a melhoria contínua. Isso inclui os processos que são necessários para a implementação eficaz e melhoria contínua do sistema, como auditoria interna, análise crítica pela direção e outros. Também inclui os processos necessários para quantificar e analisar o desempenho energético.

O nível em que os processos precisam ser determinados e detalhados pode variar de acordo com o contexto da organização. A NBR ISO 50001:2018 usa a abordagem comum da ISO para MSS, onde o objetivo é melhorar a consistência e o alinhamento da MSS, fornecendo um HLS unificado e acordado, texto central idêntico e termos e definições centrais comuns.

Isso é particularmente útil para as organizações que optam por operar um único sistema de gestão (às vezes chamado de integrado) que pode atender aos requisitos de duas ou mais MSS simultaneamente. O HLS não se destina a fornecer uma ordem sequencial de atividades a serem realizadas ao desenvolver, implementar, manter e melhorar continuamente uma MSS.

O HLS como um todo tem como objetivo permitir que uma organização atinja a melhoria contínua e é baseado na abordagem PDCA. Os elementos da MSS são organizados em torno das atividades funcionais em uma organização, conforme mostrado na figura abaixo.

É uma boa prática manter o SGE o mais simples e fácil de entender possível e, ao mesmo tempo, atender aos requisitos da ABNT NBR ISO 50001:2018. Por exemplo, convém que os objetivos organizacionais para gestão da energia e desempenho energético sejam razoáveis, alcançáveis e alinhados com as prioridades organizacionais ou comerciais atuais.

Convém que a documentação seja direta e adequada às necessidades organizacionais, bem como fácil de atualizar e manter. À medida que o sistema de gestão se desenvolve com base na melhoria contínua, convém que a simplicidade seja mantida. Convém que o SGE para cada organização reflita e seja tão único quanto aquela organização.

Os processos do SGE para uma organização complexa podem ser mais detalhados para gerenciar, com eficácia a eficiência, o uso e o consumo de energia. As organizações de menor complexidade poderiam exigir somente abordagens simples e os processos mínimos e informações documentadas, conforme estabelecido na NBR ISO 50001:2018 para um SGE eficaz. Por exemplo, em uma organização de baixa complexidade, a coleta de dados de energia pode ser tão simples quanto registrar as leituras do medidor da concessionária de gás e eletricidade, manualmente, em uma planilha.

Para que uma organização complexa gerencie a energia de maneira eficaz, a coleta de dados provavelmente precisaria incluir coleta e transmissão eletrônicas de várias fontes de dados em toda a organização, incluindo dados de submedidores. O pessoal que compõe a equipe de gestão da energia deve ser autorizado pela Alta Direção a comunicar as decisões às suas respectivas áreas e a assegurar que mudanças para melhorar o desempenho energético sejam implementadas.

A abordagem da equipe de gestão da energia se beneficia da diversidade de habilidades e conhecimentos dos indivíduos. Convém que a organização considere a elaboração da gestão da energia e da melhoria da capabilidade e da capacidade em toda a organização. Isso pode incluir treinamento adicional e rotatividade dos membros da equipe de gestão da energia.

Ao selecionar os membros da equipe de gestão da energia (apropriadamente ao tamanho e à complexidade da organização), convém que a Alta Direção considere o seguinte: o pessoal representando uma combinação de habilidades e funções para abordar tanto os componentes técnicos como os organizacionais do SGE; os tomadores de decisões financeiras ou pessoal com acesso a estes; os gerentes de desenvolvimento de negócios; os representantes de outros sistemas de gestão; um gerente ambiental; o pessoal de compras ou gerentes da cadeia de suprimentos, como apropriado; o pessoal operacional, particularmente aqueles que executam tarefas associadas aos USE; os representantes dos inquilinos ou do administrador do edifício em edifícios comerciais, onde apropriado; os indivíduos que possam assumir a responsabilidade pelos controles operacionais ou outros elementos do SGE; o pessoal de manutenção e instalação; a produção ou outro pessoal que já poderia estar envolvido em mecanismos de melhoria, como equipes de melhoria contínua; os indivíduos que promoverão a integração do SGE na organização; as pessoas comprometidas com a melhoria do desempenho energético e capazes de promover o SGE em toda a organização; os representantes de diferentes turnos, quando aplicável; o pessoal responsável por treinamento ou desenvolvimento profissional, como apropriado; os representantes de contratados e/ou de atividades terceirizadas; o pessoal que não está necessariamente trabalhando diretamente com o uso da energia, mas que poderia ser importante, por exemplo, acessando dados críticos (contas de energia elétrica, dados de gestão de edifícios, dados financeiros, etc.), fazendo alterações nas práticas de trabalho ou aumentando a conscientização.

API RP 754: os indicadores de desempenho de segurança das indústrias de refino e petroquímica

A API RP 754:2021 – Process Safety Performance Indicators for the Refining and Petrochemical Industries identifica os indicadores de segurança de processo adiantados e atrasados úteis para impulsionar a melhoria de desempenho em indústrias petroquímicas. Como uma estrutura para medir a atividade, o status ou o desempenho, este documento classifica os indicadores de segurança do processo em quatro níveis de indicadores de avanço e atraso.

Os níveis 1 e 2 são adequados para relatórios públicos em todo o país e os níveis 3 e 4 destinam-se ao uso interno em instalações individuais. Também são fornecidas orientações sobre métodos de desenvolvimento e uso de indicadores de desempenho.

Essa recommended practice (RP) foi desenvolvida para as indústrias de refino e petroquímica, mas também pode ser aplicável a outras indústrias com sistemas operacionais e processos onde a perda de contenção tem o potencial de causar danos. A aplicabilidade não se limita às instalações cobertas pela norma OSHA Process Safety Management Standard, 29 CFR 1910.119 ou regulamentos nacionais e internacionais semelhantes. Para permitir a aplicação consistente desta RP a outros subsegmentos da indústria de refino e petroquímica, foram criados anexos informativos para definir a aplicabilidade e a definição do processo para esses subsegmentos. O usuário substituiria o conteúdo desses anexos pelas seções referenciadas deste RP: Anexo A – Operação de oleoduto e terminal, Anexo B – Estações de serviço de varejo, Anexo C – Operações de perfuração e produção de petróleo e gás.

Conteúdo da norma

1 Escopo. . .. . . . . . . . .. . 1

1.1 Geral. . . . . . . . . . . . . . . 1

1.2 Aplicabilidade. . .. . . . . . 1

1.3 Princípios orientações . . . . . . . . . . . 2

1.4 Introdução. . . . . . . . . . . . . . . . . . 2

2 Referências normativas.  . . . . . . . . . . . 3

3 Termos, definições, acrônimos e abreviações. .. . . . . 3

3.1 Termos e definições. . . . . . . . . . . . . . . 3

3.2 Siglas e abreviações. . . . . . . . . . . . . . 11

4 Indicadores de desempenho avançados e atrasados.. . 11

5 Indicador de desempenho de nível 1 – evento de segurança de processo (process safety event- PSE).. . . . . . . 12

5.1 Tier 1 Indicator Purpose . . . . . . . . 12

5.1 Objetivo do indicador de nível 1.  . . . . . . . 12

5.2 Definição e consequências do indicador de nível 1. . . . 13

5.3 Cálculo da taxa PSE Tier 1. . .  . . . . . . . 14

5.4 Ponderação de severidade PSE Tier 1.  . . . . . 15

6 Indicador de desempenho de nível 2 – eventos de segurança de processo. . . . . . . . 19

6.1 Objetivo do indicador de nível 2. . . . . . . . . 19

6.2 Definição do indicador de nível 2 e consequências. . . 19

6.3 Cálculo da taxa PSE Tier 2. . . . . . . . . . 20

7 Indicadores de desempenho de nível 3 – desafios aos sistemas de segurança. . . . . . 21

7.1 Objetivo do indicador. . . . . . . . . . . . 21

7.2 Exemplos de PSE Tier 3. . . . . . . . . . . 21

8 Indicadores de desempenho de nível 4 – Disciplina operacional e desempenho do sistema de gestão. . . . . 24

8.1 Geral.. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24

8.2 Objetivo do indicador. . . . . . . . . . . . . . . . 24

8.3 Exemplos de indicadores de nível 4. . . . . . . . . 25

9 Diretrizes para Seleção de Indicadores de Segurança de Processo. .  . . . . . . 25

9.1 Geral.  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

9.2 Objetivo dos indicadores.  . . . . . . . . . . 26

9.3 Indicadores atrasados versus indicadores principais. .  26

9.4 Características dos indicadores eficazes. . . . . . . 26

9.5 Seleção de indicadores. . .  . . . . . . . . . . . . . 27

10 Relatórios de indicadores de desempenho. .. . . . . 27

10.1 Formato e fórum. .  . . . . . . . . . 27

10.2 Transparência. . .  . . . . . . . . . . . . . 28

10.3 Stakeholder. .  . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28

10.4 Captura de dados PSE.. . . . . . . . . . . . . 29

Anexo A (informativo) Aplicativo para operações de oleodutos e terminais de petróleo. . . . . . . . . . . . . 43

Anexo B (informativo) Aplicativo para reter postos de atendimento. . .  . . . . . . . . . . . . 45

Anexo C (informativo) Operações de perfuração e produção de petróleo e gás. .. . . . . . . 46

Anexo D (normativo) Tier 1 PSE do peso de gravidade. . . 47

Anexo E (informativo) Exemplos e perguntas de PSE. . . . 51

Anexo F (informativo) Classificação de produtos químicos classificados por quantidade limite (Com base na classe ou agrupamento de perigo UNDG).  . . . . . . . 84

Anexo G (informativo) Aplicação de TRC a lançamentos multicomponentes. . .. . . . . . 87

Anexo H (informativo) PSE Tier 1/Tier 2 Determinação da árvore lógica de decisão . . . . . . . . . . . . 90

Anexo I (informativo) Orientação para a implementação de indicadores de nível 3 e nível 4.  . . . . . . . . . 92

Anexo J (informativo) Indicadores de exemplo de nível 4. 112

Bibliografia . . .. . . . . . . . . . .  . 123

Esta RP se aplica à parte responsável. Em instalações localizadas por exemplo, em parque industrial, esta RP aplica-se individualmente às partes responsáveis e não à instalação como um todo. Os eventos associados às seguintes atividades estão fora do escopo deste PR e não devem ser incluídos na coleta de dados ou nos esforços de relatório: liberações de operações de transporte de dutos fora do controle da parte responsável; operações de transporte marítimo, exceto quando a embarcação estiver conectada ou em processo de conexão ou desconexão ao processo; em operações de transporte rodoviário ou ferroviário, exceto quando o caminhão ou vagão estiver conectado ou em processo de conexão ou desconexão do processo, ou quando o caminhão ou vagão estiver sendo utilizado para armazenamento no local; em operações de caminhão a vácuo, exceto operações de carregamento ou descarregamento de caminhão no local, ou uso da bomba de transferência de caminhão a vácuo; eventos de construção de escritórios, lojas e depósitos (por exemplo, incêndios em escritórios, derramamentos, ferimentos ou doenças pessoais, etc.); em eventos de segurança pessoal (por exemplo, escorregões, tropeções, quedas) que não estão diretamente associados à resposta no local ou exposição a um evento LOPC; em eventos LOPC de equipamentos auxiliares não conectados ao processo; em laboratórios de garantia de qualidade (QA), controle de qualidade (QC) e pesquisa e desenvolvimento (P&D) (plantas piloto estão incluídas); em construção nova que está positivamente isolada (por exemplo, cega ou com espaço de ar) de um processo antes do comissionamento e antes da introdução de quaisquer fluidos de processo e que nunca fez parte de um processo; em postos de abastecimento de varejo; e em operações de abastecimento no local de equipamentos móveis e fixos (por exemplo, caminhões pick-up, geradores a diesel e equipamentos pesados).

O limite entre as operações de transporte marítimo e no processo de conexão ou desconexão do processo é a primeira/última etapa no procedimento de carga/descarga (por exemplo, primeira linha em terra, última linha removida, etc.). O teste ativo não faz parte da conexão ou desconexão do processo; a preparação ativa não é considerada armazenamento no local; e a encenação ativa faz parte do transporte.

O limite entre as operações de transporte por caminhão ou ferrovia e no processo de conexão ou desconexão do processo é a primeira/última etapa no procedimento de carga/descarga (por exemplo, calços nas rodas, freios a ar, desconecte a chave geral, etc.). As emissões de transtorno são avaliadas como possíveis PSE Tier 1 ou Tier 2 de acordo com 5.2 e 6.2. Os indicadores de desempenho identificados neste PR são baseados nos princípios orientadores descritos a seguir. Os indicadores devem orientar a melhoria e o aprendizado do desempenho de segurança do processo.

Os indicadores devem ser relativamente fáceis de implementar e facilmente compreendidos por todas as partes interessadas (por exemplo, trabalhadores e o público). Os indicadores devem ser estatisticamente válidos em um ou mais dos seguintes níveis: indústria, empresa e instalação.

A validade estatística requer uma definição consistente, um tamanho mínimo do conjunto de dados, um fator de normalização e um conjunto de relatórios relativamente consistente. Os indicadores devem ser apropriados para benchmarking em nível de indústria, empresa ou instalação.

Os incidentes de segurança do processo raramente são causados por uma única falha catastrófica, mas sim por vários eventos ou falhas que coincidem. Essa relação entre falhas simultâneas ou sequenciais de vários sistemas foi originalmente proposta pelo psicólogo britânico James T. Reason em 1990 e é ilustrada pelo modelo do queijo suíço em que os perigos são contidos por várias barreiras de proteção, cada uma das quais pode ter pontos fracos ou buracos. Quando os orifícios se alinham, o perigo é liberado, resultando em potencial de danos.

Christopher A. Hart em 2003 representou o modelo de Reason como um conjunto de discos giratórios com orifícios de tamanho variável. Esta representação sugere que a relação entre o perigo e as barreiras é dinâmica, com o tamanho e o tipo de fraqueza em cada barreira mudando constantemente e o alinhamento dos furos mudando constantemente.

Em ambos os modelos, as barreiras podem prevenir ou mitigar incidentes. As barreiras também podem ser classificadas como ativas, passivas ou administrativas/procedimentais. Os buracos podem ser latentes, incipientes ou abertos ativamente por pessoas.

A segurança de misturadores de gás autônomos para uso médico

A NBR ISO 11195 de 04/2021 – Misturadores de gás para uso médico – Misturadores de gás autônomos especifica os requisitos para o desempenho e segurança de misturadores de gás autônomos destinados a misturar oxigênio com outro gás para uso médico. Este documento não se aplica a: blocos de fluxômetros com controles separados para o fluxo de cada gás; a misturadores de gás autônomos que misturem oxigênio com ar ambiente; a misturadores de gás autônomos com mais de duas entradas de gás diferentes; a misturadores de gás autônomos conectados a um concentrador de oxigênio.

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Qual deve ser a exatidão da concentração de oxigênio indicada?

Quais devem ser os conectores de gás?

Qual deve ser a marcação de cada entrada de gás?

O que deve conter as instruções de uso?

Este documento especifica os requisitos básicos para misturadores de gás autônomos destinados ao uso médico. Um perigo conhecido, associado ao uso de misturadores de gás autônomos, é o fluxo reverso do gás a partir de uma entrada de gás para outra, resultando na contaminação de um sistema de suprimento de gás com um outro gás e na administração de uma mistura de gás incorreta, que pode causar danos ao paciente. Como consequência desse perigo, foi dada particular atenção neste documento a minimizar o fluxo reverso.

É reconhecido que as inovações em projeto que ofereçam vantagens de desempenho, mas que ainda possam conflitar com aspectos específicos de projeto deste documento, podem surgir. Tais inovações não são para ser desencorajadas. Se as técnicas e tecnologias avançarem além daquelas em uso hoje, convém que elas atendam mesmo assim aos requisitos de desempenho e segurança apresentados neste documento.

Se essas técnicas e tecnologias diferirem significativamente das especificadas, este documento pode receber emenda ou ser revisado para abrangê-las. Este documento especifica os requisitos que são geralmente aplicáveis aos riscos associados a misturadores de gás autônomos. Um processo de gerenciamento de risco estabelecido em conformidade com a ISO 14971 deve ser realizado para o misturador de gás autônomo e acessórios relacionados. Verificar a conformidade por inspeção do arquivo de gerenciamento de risco.

O fabricante deve aplicar um processo de engenharia de usabilidade para avaliar e atenuar quaisquer riscos na utilização normal e erros de utilização (ver a IEC 62366-1). Verificar a conformidade por inspeção do arquivo de engenharia de usabilidade. Os misturadores de gás autônomos, em seu estado pronto para uso, após qualquer preparação recomendada pelo fabricante, devem satisfazer os requisitos de biocompatibilidade apropriados (ver a série NBR ISO 18562). Verificar a conformidade por inspeção da ficha técnica.

Os fabricantes de misturadores de gás autônomos destinados ao tratamento de crianças ou gestantes ou lactantes que incluem componentes feitos de materiais que incorporem ftalatos, os quais são classificados como carcinogênicos, mutagênicos ou tóxicos para a reprodução, devem fornecer uma justificativa específica para o uso dessas substâncias em sua ficha técnica. Ver também 19.6 d) e 20.1 para requisitos de marcação e de instruções de uso adicionais. Verificar a conformidade por inspeção das marcações, das instruções de uso e da ficha técnica.

Os fabricantes de misturadores de gás autônomos que incluem componentes feitos de materiais que incorporem látex natural devem fornecer uma justificativa específica para o uso dessas substâncias em sua ficha técnica. Ver também 19.6 e) e 20.1 para requisitos de marcação e de instruções de uso adicionais. Verificar a conformidade por inspeção das marcações, das instruções de uso e da ficha técnica.

Os agentes de limpeza, desinfecção ou esterilização recomendados não podem alterar o desempenho especificado do dispositivo ao longo de sua vida útil esperada. Ver também 20.1 m). Verificar a conformidade por inspeção das instruções de uso e da ficha técnica.

Os materiais em contato com os gases, durante a utilização normal, devem ser resistentes à corrosão e compatíveis com o oxigênio e com os outros gases e suas misturas na faixa de temperatura de −20 °C a +60 °C. A resistência à corrosão inclui resistência contra umidade e materiais circundantes. Compatibilidade com o oxigênio envolve combustibilidade e facilidade de ignição.

Os materiais que queimam no ar queimam violentamente em oxigênio puro. Muitos materiais que não queimam no ar queimarão em oxigênio puro, particularmente sob pressão. De maneira semelhante, os materiais que podem ser inflamados no ar requerem energias de ignição mais baixas em oxigênio.

Muitos destes materiais podem se inflamar por fricção no assento de válvula ou por compressão adiabática produzida quando o oxigênio em alta pressão é introduzido rapidamente em um sistema inicialmente em baixa pressão. A ISO 15001 contém informações sobre a seleção de materiais metálicos e não metálicos e outros aspectos da compatibilidade de equipamento com o oxigênio.

A temperatura de autoignição dos componentes não metálicos em contato com o gás, incluindo os materiais de vedação e lubrificantes (se usados), conforme determinado de acordo com a ISO 11114-3, não pode ser menor do que 160 °C. Verificar a conformidade por inspeção da ficha técnica. As regulamentações regionais ou nacionais podem exigir a apresentação de evidências a uma autoridade competente ou organismos de avaliação da conformidade (por exemplo, órgão de notificação na Área Econômica Europeia), mediante solicitação.

A temperatura máxima de operação permitida dos materiais sob ensaio é 100 °C mais baixa do que a temperatura de autoignição na pressão de oxigênio correspondente. Esta margem de segurança é necessária porque abrange tanto um aumento imprevisto da temperatura de operação quanto o fato de que a temperatura de autoignição não é uma constante.

Valores da temperatura de autoignição sempre dependem do método de ensaio usado, o que não simula exatamente todas as possíveis condições de operação. Molas, componentes altamente tensionados e peças sujeitas a desgaste que entram em contato com o gás não podem ser chapeados. O chapeamento poderia se desfazer. Verificar a conformidade por inspeção do arquivo técnico.

Os componentes de misturadores de gás autônomos em contato com gases medicinais durante a utilização normal devem atender aos requisitos de limpeza da ISO 15001. Verificar a conformidade por inspeção da ficha técnica. Se forem usados lubrificantes, estes devem ser compatíveis com oxigênio, outros gases medicinais e suas misturas, na faixa de temperatura especificada em 6.5.1, até a pressão de ensaio de 1.000 kPa. Verificar a conformidade por inspeção do arquivo técnico.

As condições de operação normais devem ser com o misturador de gás autônomo conectado aos suprimentos de gás de entrada em todas as pressões e diferenciais de pressão na faixa declarada pelo fabricante [ver 20.2 p)] e em qualquer configuração do controle do misturador de gás autônomo com condições tanto com fluxo quanto sem fluxo. O misturador de gás autônomo deve operar e atender aos requisitos deste documento por toda a faixa declarada de pressões de entrada de suprimento de gás e não pode causar um risco inaceitável sob a condição anormal sob uma só falha até uma pressão máxima de 1.000 kPa (10 bar).

Caso o misturador de gás autônomo seja destinado a ser conectado a um sistema de tubulação de gás medicinal em conformidade com a ISO 7396-1 por unidades terminais em conformidade com a ISO 9170-1 e conexões de mangueiras flexíveis em conformidade com a ISO 5359, ou um regulador de pressão em conformidade com a ISO 10524-1, então a faixa declarada de pressões de entrada de suprimento de gás deve cobrir a faixa especificada nessas normas. Pode ser requerido que reguladores de pressão internos acomodem a faixa declarada de pressão de entrada de suprimento de gás e a condição anormal sob uma só falha de pressão de entrada de suprimento de gás máxima. O gás deve continuar a fluir para o paciente sob uma condição anormal sob uma só falha de sobrepressão. Sob esta condição, a vazão pode estar fora de especificação. Verificar a conformidade por ensaios funcionais em condição de operação normal com as configurações de operação mais adversas e inspeção da ficha técnica.

O fluxo reverso de gás de uma entrada de gás para a outra não pode exceder 10 mL/h sob condições normais de operação e condição anormal sob uma só falha. O fabricante deve manter documentação dos métodos pelos quais a conformidade com este requisito foi verificada, juntamente com os dados que suportem a validade dos métodos.

Se um sistema de alarmes for movido a energia elétrica, ele deve: estar em conformidade com a IEC 60601-1-8; indicar se houver falha da rede de alimentação elétrica; se equipado com uma fonte de energia elétrica reserva, fornecer uma indicação de que está operando a partir da fonte de energia elétrica reserva. Verificar a conformidade por inspeção e ensaio funcional.

Um sistema de alarmes não elétrico deve gerar sinais de alarme audíveis com um nível de pressão sonora, ponderado em A, pelo menos 2 dB acima de um nível de ruído branco de fundo de 55 dB, conforme medido pelo método da ISO 3744. Verificar a conformidade por inspeção e ensaio funcional com o método da ISO 3744.

O misturador de gás autônomo deve gerar um sinal de alarme para indicar quando a pressão de entrada do suprimento de gás de qualquer gás tiver excedido a pressão máxima especificada na descrição técnica [ver 20.2 p)]. O misturador de gás autônomo não precisa ser equipado com um sinal de alarme de alta pressão, se o misturador de gás autônomo for capaz de funcionar com pelo menos duas vezes a pressão de distribuição máxima declarada fornecida por um sistema de tubulação de gás medicinal. A pressão de distribuição máxima especificada na ISO 7396-1 é de 500 kPa.

O sinal de alarme deve ser audível e pode ou não ser movido a energia elétrica. Se for movido a energia elétrica, deve ser no mínimo de média prioridade. Verificar a conformidade por inspeção e ensaio funcional. Se a pressão diferencial puder afetar o desempenho do misturador de gás autônomo, um sinal de alarme deve ser gerado quando o diferencial de pressão de entrada do suprimento de gás tiver excedido a faixa especificada na descrição técnica [ver 20.2 p)].

Existe um procedimento de ensaio recomendado e intervalo para verificar a concentração de oxigênio do gás administrado, usando um monitor de oxigênio em conformidade com a NBR ISO 80601-2-55 (ver a figura abaixo para um exemplo de um arranjo de ensaio). O sinal de alarme deve ser audível e pode ou não ser movido a energia elétrica. se for movido a energia elétrica, deve ser no mínimo de média prioridade. Verificar a conformidade por ensaio funcional e inspeção da ficha técnica.

O misturador de gás autônomo deve ser equipado com um sistema de alarmes que detecte quando uma falha de qualquer um dos suprimentos de gás ocorrer, seja o suprimento derivado de cilindros ou de um sistema de tubulação de gás medicinal, e gerar um sinal de alarme. o sinal de alarme deve ser ativado quando a pressão do suprimento de gás atingir o limite de alarme declarado pelo fabricante [ver 20.1 d)]. Verificar a conformidade por ensaio funcional.

O sinal de alarme deve ser audível e pode ou não ser movido a energia elétrica. se for movido a energia elétrica, deve ser de alta prioridade. Verificar a conformidade por inspeção da ficha técnica. Se o sinal de alarme for movido a gás, ele deve ser movido pelo oxigênio ou suprimento de ar de um misturador de gás autônomo de oxigênio e ar, ou pelo suprimento de oxigênio somente, para um misturador de gás autônomo de oxigênio e qualquer outro gás medicinal. Verificar a conformidade por ensaio funcional.

O sinal de alarme audível deve ser automaticamente desativado quando a pressão do suprimento de gás for restaurada. Verificar a conformidade por ensaio funcional. O sinal de alarme audível, para misturadores de gás autônomos projetados para uso assistido, deve ser de pelo menos 7 s de duração e, para uso não assistido, de pelo menos 60 s. Verificar a conformidade pelos ensaios apresentados em B.3.

Para um misturador de gás autônomo destinado a misturar oxigênio e ar, o operador pode acionar áudio desligado, para falha de suprimento de gás, após a ativação do alarme. Verificar a conformidade por inspeção e ensaio funcional.

Para um misturador de gás autônomo destinado a misturar oxigênio e qualquer outro gás, não pode haver possibilidade de acionar áudio desligado para falha de suprimento de gás após a ativação do alarme sem restaurar a pressão do suprimento de gás para acima do limite de alarme. Verificar a conformidade por inspeção e ensaio funcional.

Os indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida

A NBR ISO 37120 de 03/2021 – Cidades e comunidades sustentáveis – Indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida define e estabelece metodologias para um conjunto de indicadores, a fim de orientar e medir o desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida. Ela segue princípios estabelecidos na NBR ISO 37101 e pode ser utilizada em conjunto com a NBR ISO 37101 e outras estruturas estratégicas. Este documento é aplicável a qualquer cidade, municipalidade ou governo local que intencione medir seu desempenho de uma forma comparável e verificável, independentemente do tamanho e da localização.

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Como reportar a porcentagem da população feminina em idade escolar matriculada em escolas (indicador essencial)?

Como deve ser a porcentagem de estudantes com ensino primário completo: taxa de sobrevivência (indicador essencial)?

Como descrever a relação estudante/professor no ensino primário (indicador essencial)?

Quais são os requisitos para o consumo final total de energia per capita (GJ/ano) (indicador essencial)?

As cidades necessitam de indicadores para mensurar seu desempenho. Os indicadores existentes no nível local geralmente não são padronizados, consistentes, ou comparáveis no tempo ou entre cidades. Este documento é dedicado a serviços urbanos e qualidade de vida como uma contribuição à sustentabilidade da cidade.

Como parte de uma nova série de normas internacionais que estão sendo elaboradas para uma abordagem holística e integrada para o desenvolvimento sustentável, que inclui indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, indicadores para cidades inteligentes e indicadores para cidades resilientes, este conjunto de indicadores padronizados proporciona uma abordagem uniforme do que é mensurado, e como a medição é realizada. Apresentada como uma lista de indicadores, não é fornecido um juízo de valor para estes, ou estipuladas metas numéricas de referência.

Estar em conformidade com esta norma não confere um status a este propósito. Uma cidade adaptada a esta norma, em relação à mensuração de indicadores para serviços urbanos e qualidade de vida, pode somente reivindicar conformidade neste sentido. Estes indicadores podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso do desempenho da cidade.

A fim de atingir o desenvolvimento sustentável, todo o sistema da cidade necessita ser considerado. Convém que o planejamento para as necessidades futuras considere o atual uso e a eficiência de recursos, para o melhor planejamento do amanhã.

Os indicadores e métodos de ensaio associados nesta norma foram elaborados a fim de auxiliar as cidades a: medir a gestão de desempenho de serviços urbanos e qualidade de vida ao longo do tempo; aprender umas com as outras, ao permitir comparação por meio de uma vasta gama de medidas de desempenho; e apoiar a definição de políticas e estabelecimento de prioridades. É reconhecido que as cidades podem não ter influência direta ou controle sobre os fatores atuantes de alguns destes indicadores, mas o relato destes é importante para a comparação significativa e proporciona um indicativo geral da prestação de serviços e da qualidade de vida em uma cidade.

Os indicadores nesta norma foram selecionados para serem reportados da forma mais simples e econômica possível, e, portanto, refletem uma plataforma inicial para relatórios. Indicadores adicionais estão sendo elaborados no ISO/TC 268 para promover inteligência (ISO 371221) e resiliência (ISO 371232) em cidades.

Esta norma também inclui uma terceira categoria de indicadores – de perfil – que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Indicadores de perfil adicionais estão relacionados no Anexo D.

Manter, aprimorar e acelerar o progresso na direção de melhoria dos serviços urbanos e qualidade de vida é também fundamental para ambas as definições de cidades inteligentes e cidades resilientes. Pretende-se que esta norma seja implementada em conjunto com a NBR ISO 37122 e a NBR ISO 37123 para mensurar o progresso na direção de cidades inteligentes e cidades resilientes, respectivamente. A relação entre a família de normas é apresentada na figura abaixo.

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Os indicadores são estruturados em torno de temas. Reconhecendo as diferenças das cidades ao redor do mundo, em recursos e capacidades, o conjunto global de indicadores para desempenho de cidades foi dividido em indicadores essenciais (aqueles que devem ser seguidos na implementação desta norma) e indicadores de apoio (aqueles que convém que sejam seguidos na implementação desta norma). Ambos os indicadores, essenciais e de apoio, estão relacionados no Anexo A, Tabela A.1.

Existem três tipos de indicadores nesta norma: os indicadores essenciais: indicadores que são requeridos para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida; os indicadores de apoio: indicadores que são recomendados para demonstrar o desempenho da prestação de serviços urbanos e qualidade de vida. Estes indicadores podem ser selecionados de acordo com os objetivos da cidade.

Deve-se incluir os indicadores de perfil: indicadores que são recomendados para fornecer estatísticas básicas e informações do contexto para auxiliar as cidades a realizar comparações entre pares. Os indicadores de perfil são utilizados como uma referência informativa.

Este documento é concebido para auxiliar cidades a direcionar e avaliar a gestão de serviços urbanos e toda a prestação de serviços, assim como a qualidade de vida. A sustentabilidade é considerada como seu princípio geral, e inteligência e resiliência como conceitos orientadores no desenvolvimento das cidades. Todos os indicadores devem ser compilados em bases anuais. Se dados de censos forem utilizados, o ano do censo deve ser informado. O ano dos dados populacionais também devem ser informados.

Aqueles que implementam este documento devem reportar todos os indicadores essenciais relacionados nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais descritos nesta norma são considerados indispensáveis para direcionar e avaliar a gestão do desempenho dos serviços urbanos e qualidade de vida.

Dependendo dos objetivos, convém que as cidades reportem também os indicadores de apoio fornecidos nas Seções 5 a 23 desta norma. Os indicadores essenciais, de apoio e de perfil, são classificados em temas de acordo com os diferentes setores e serviços prestados em uma cidade.

A estrutura de classificação é utilizada exclusivamente para indicar os serviços e área de aplicação de cada tipo de indicador quando reportado por uma cidade. Esta classificação em temas não tem significado hierárquico e é ordenada alfabeticamente. Para cada indicador, a correspondência com as áreas de ação da NBR ISO 37101 é indicada [para compatibilidade com o Anexo B, Tabela B.1, e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (Anexo C)].

Para fins de interpretação de dados, as cidades devem considerar a análise do contexto no momento da interpretação de resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar os indicadores. Em alguns casos, serviços podem ser prestados pelo setor privado ou pela própria comunidade.

Indicadores sob cada tema, quando possível, foram selecionados e combinados com base nos insumos e resultados do indicador, para posterior análise do contexto. Ao interpretar os resultados de uma área de serviço específica, é importante analisar os resultados de vários tipos de indicadores transversalmente nos temas; focar em um indicador isolado pode levar a uma conclusão distorcida ou incompleta.

Os aspectos e os anseios também devem ser levados em consideração na análise. Os usuários também podem considerar os seguintes aspectos, que devem ser claramente mencionados e justificados no relatório: os indicadores podem ser agregados em áreas administrativas maiores (por exemplo: região, área metropolitana, etc.); uma vez que alguns indicadores são indiretamente relacionados à sustentabilidade, há a necessidade de considerar a eficiência de recursos de uma cidade; os indicadores podem ser agrupados para análise de acordo com as características holísticas de uma cidade; e este conjunto de indicadores pode ser complementado por outros conjuntos de indicadores a fim de obter uma abordagem mais abrangente e holística para análise de sustentabilidade.

Além disso, também é importante reconhecer potenciais efeitos antagônicos dos resultados de indicadores específicos, sejam positivos ou negativos, ao analisar os resultados. Por exemplo, o número de automóveis per capita potencialmente resultará em níveis maiores de emissões de gases de efeito estufa.

Como exemplo, um indicador em economia, a taxa de desemprego da cidade (indicador essencial). Os indicadores são aqueles que implementarem este documento e devem reportar este indicador em conformidade com os requisitos descritos a seguir. A taxa de desemprego é considerada um dos indicadores mais informativos do mercado de trabalho, o qual reflete o desempenho geral do mercado de trabalho e a saúde da economia como um todo.

Ele é usado para medir a oferta de trabalho e localizar os ciclos de negócios de uma cidade. Quando o crescimento econômico é forte, as taxas de desemprego tendem a ser baixas e quando a economia está estagnada ou em recessão, as taxas de desemprego tendem a ser maiores.

Este indicador reflete as áreas de ação “Convivência, interdependência e reciprocidade” e “Economia, produção e consumo sustentáveis”, conforme definidas na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para os propósitos de “Coesão social”, “Bem-estar”, “Atratividade” e “Resiliência” da cidade, conforme definidos na NBR ISO 37101.

Os requisitos do indicador essencial envolvem a taxa de desemprego de uma cidade que deve ser calculada pela população residente na cidade em idade ativa que, durante o período de referência da pesquisa não estava em emprego remunerado ou autônomo, mas disponível para o trabalho e à procura de trabalho (numerador), dividida pela força de trabalho total (denominador). O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como uma porcentagem.

O desemprego deve se referir a indivíduos sem trabalho, buscando ativamente trabalho em um período passado recente (últimas quatro semanas), e atualmente disponível para o trabalho. As pessoas que não procuram trabalho, mas que têm perspectiva de trabalho futuro (arranjos para um futuro início de trabalho) são contados como desempregados (Organização Internacional do Trabalho).

Os trabalhadores desalentados ou desempregados ocultos devem ser considerados como pessoas que não estão ativamente à procura de trabalho, porque elas acreditam que as perspectivas de o encontrar são extremamente baixas ou elas têm restrições de mobilidade no mercado de trabalho, enfrentam discriminação e/ou barreiras estruturais, sociais e culturais. Elas não são contabilizadas como parte da força de trabalho e, portanto, não são consideradas desempregadas.

A ausência de busca ativa por trabalho deve se referir a pessoas que não tenham tomado medidas ativas para procurar trabalho (por exemplo, procura de emprego, entrevistas, reuniões informativas etc.) durante um período recente especificado (geralmente nas últimas quatro semanas). A força de trabalho deve se referir à soma total de pessoas empregadas e desempregadas que estão legalmente aptas para trabalhar, e que residem na cidade.

Para cidades que não podem reportar o desemprego no nível da cidade, convém que o nível de desemprego reportado seja indicado. Se os dados são categorizados por gênero, as cidades são incentivadas a especificar as respectivas taxas de desemprego de homens e mulheres quando reportarem a taxa de desemprego total.

Os temas centrais de responsabilidade social dos Direitos Humanos e Práticas de Trabalho da NBR ISO 26000 podem ser considerados, e são particularmente úteis em relação ao trabalho infantil. Os Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho (PDFT) da Organização Internacional do Trabalho (OIT) incluem a eliminação do trabalho infantil ao lado do direito à liberdade de associação e à negociação coletiva, a eliminação do trabalho forçado, e a eliminação da discriminação no emprego ou ocupação.

Estes princípios e direitos fundamentais no trabalho são mutuamente interdependentes. A violação de uma categoria de direitos no trabalho muitas vezes tem um impacto negativo sobre o respeito e a percepção dos outros. Vice-versa, reconhecimento, promoção e implementação de uma categoria de direitos podem ter um impacto benéfico sobre o respeito e a realização dos outros.

Ao longo dos anos, a comunidade internacional desenvolveu uma estrutura de normas internacionais que buscam proteger as crianças do trabalho infantil, em especial, as duas importantes convenções da OIT sobre o assunto e de forma mais geral a Convenção da ONU sobre os Direitos da Criança. Enquanto alguns progressos estão sendo feitos na redução do trabalho infantil, em muitos casos os direitos contidos nestas normas internacionais ainda não são totalmente aplicados na prática e tornados obrigatórios. Os usuários desta norma são encorajados a manter estes princípios em mente.

A medição das emissões evaporativas de combustível pelo veículo por perdas diurnas, durante o resfriamento e no abastecimento

Conheça um método de ensaio para a determinação das emissões evaporativas de combustível pelo veículo decorrentes de perdas diurnas, por permeação, durante o resfriamento e no seu abastecimento. É aplicável a veículos a gasolina, etanol, flex e multicombustível, dos tipos convencionais e híbridos não recarregáveis externamente que não possuam sistema de tanque pressurizado.

A NBR 16927 de 03/2021 – Veículos rodoviários automotores leves com motor de ignição por centelha – Medição de emissões evaporativas diurnas, no resfriamento do veículo e no abastecimento de combustível especifica um método de ensaio para a determinação das emissões evaporativas de combustível pelo veículo decorrentes de perdas diurnas, por permeação, durante o resfriamento e no seu abastecimento. É aplicável a veículos a gasolina, etanol, flex e multicombustível, dos tipos convencionais e híbridos não recarregáveis externamente que não possuam sistema de tanque pressurizado. Os resultados incluem compostos orgânicos oriundos ou não do combustível. Esta norma inclui ensaios para medição das emissões evaporativas e de abastecimento, um método para o cálculo dos fatores de deterioração das emissões e o critério para identificar e atribuir os resultados a veículos semelhantes.

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Como deve ser o equipamento para o abastecimento durante as medições de emissões evaporativas no ensaio de abastecimento?

Como deve ser realizada a determinação inicial e periódica das emissões de fundo da SHED?

Como deve ser feita a verificação da retenção de compostos orgânicos e calibração?

Como deve ser feita a calibração do analisador de hidrocarbonetos para medir etanol?

A determinação das emissões evaporativas decorrentes das variações diurnas de temperatura e do resfriamento do veículo é calculada a partir dos ensaios de 48 h (emissão diurna propriamente dita) e do ensaio de evaporação durante o resfriamento do veículo e representa a emissão evaporativa do veículo em uso durante um dia. O ensaio de emissão evaporativa durante o abastecimento de combustível, correspondente ao volume de vapor saturado expulso pelo líquido administrado, pode ser combinado com os ensaios de emissão evaporativa e de escapamento, ou realizado independentemente, pois a preparação e o precondicionamento do veículo seguem a mesma sequência de operações.

A conformidade do veículo é assegurada quando comprovada para todos os limites de emissão ao mesmo tempo, sem qualquer ajuste intermediário nos processos de certificação, isto é, todos os sistemas de controle de emissões atuam da mesma maneira em todos os ensaios previstos nesta norma. O registro da pressão na SHED (câmara selada para coletar emissões evaporativas de um veículo – sealed housing for evaporative determination), durante todos os ensaios de emissão evaporativa, deve ser feito por um equipamento capaz de: tomar uma medida ao menos a cada minuto; ter exatidão de ± 15 s e precisão de ± 15 s na determinação de tempo no período do ensaio; ter resolução de medição de pressão de ± 0,1 pol. de água; ter sistema registrador (gravador e sensor) com exatidão de ± 1,0 pol. de água.

Um sistema de registro adequado deve ser empregado para registrar a temperatura ambiente da SHED durante todos os ensaios de emissão evaporativa, tomando pelo menos uma medida por minuto. O sistema deve ter exatidão de ± 15 s e precisão de ± 15 s na determinação de tempo no período do ensaio e uma resolução de medição de temperatura de ± 0,4 °C (0,75 °F).

O sistema registrador (gravador e sensor) deve ter exatidão de ± 1,7 °C (3°F). A SHED deve possuir pelo menos dois sensores de temperatura interligados para fornecer uma indicação média de temperatura ambiente, posicionados aproximadamente, na linha vertical de centro de cada uma das paredes laterais da SHED, avançando nominalmente de 75 mm a 300 mm (3,0 pol. a 12,0 pol.) e à altura de 0,9 m ± 0,2 m (3 ft ± 0,7 ft).

Para as medições diurnas, um sensor adicional de temperatura deve ser posicionado sob o veículo para obter uma medida representativa da temperatura do ar sob o tanque de combustível. No ensaio de emissão de abastecimento, além do sistema de registro de temperatura ambiente da SHED, registradores ou processadores de dados automático devem ser usados para registrar a temperatura ambiente da área de estabilização térmica e a temperatura do combustível abastecido durante o ensaio.

Os registradores de temperatura ou o processador de dados devem registrar cada temperatura pelo menos uma vez a cada 20 s (o registrador de temperatura ambiente da área de estabilização térmica pode ser um sistema de gravação contínua). O sistema deve ter uma exatidão de ± 15 s e precisão de ± 15 s na determinação de tempo no período do ensaio e uma resolução de medição de temperatura ± 0,42 °C (0,75 °F).

O abastecimento do combustível deve ser efetuado por aparelhagem que permita a medição de volume abastecido e o controle requerido de temperatura para o ensaio. Uma SHED com dimensões internas mínimas de 3 m de largura, 6 m de profundidade e 2,6 m de altura, ilustrada na figura abaixo, é conveniente para ensaiar qualquer veículo automotor leve, a SHED também pode ser projetada para acomodar diferentes tipos de veículos, desde que isso não venha a afetar o resultado do ensaio.

A SHED deve ser hermética. A superfície interna deve ser de material impermeável, não reativa e que não retenha hidrocarbonetos, etanol e vapores de combustível, recomendando-se alumínio, policarbonato ou aço inoxidável. Nas SHED de volume fixo, além das paredes rígidas, uma parede, porta, ou teto deve ser confeccionada parcialmente com filme flexível de fluoreto de polivinila (PFV), com aproximadamente 0,15 mm de espessura, a fim de constituir um painel de segurança contra ruptura e, também, para permitir que as mínimas variações de temperaturas dos gases contidos na SHED não provoquem significativa variação de pressão interna ou outra forma de controlar essas variações.

Deve haver um sistema de condicionamento de temperatura capaz de controlar a temperatura interna do ar da SHED para seguir o ciclo de temperatura versus tempo, prescrito conforme especificado na Tabela 1 (conferir na norma), dentro de uma tolerância instantânea de ± 1,7 °C (3°F) da temperatura nominal no perfil temporal ao longo do ensaio e uma tolerância média de 1,1 °C (2°F) ao longo da duração do ensaio (em que a média é calculada utilizando o valor absoluto de cada desvio medido). O sistema de controle deve ser ajustado para fornecer uma curva de temperatura suave que tenha um mínimo de tentativa, erro e instabilidade sobre o perfil de temperatura ambiente desejado a longo prazo.

As temperaturas da superfície interior não podem ser inferiores a 4,4 °C (40°F) ou superiores a 54,4 °C (130°F) em qualquer momento durante o ensaio de emissões diurnas. Para acomodar as alterações de volume devido às mudanças de temperatura da SHED, uma SHED de volume variável, ou mesmo de volume fixo, pode ser usada para ensaios de emissão diurna.

Nas SHED preparadas para medir emissão evaporativa durante o abastecimento de combustível, o painel flexível ou outro sistema de alívio deve ser capaz de absorver também a variação de volume do ar decorrente do abastecimento de combustível durante o ensaio. Caso haja um sistema de alívio com descarga de ar, o fluxo de ar e a sua concentração de HC devem ser medidos e considerados nos cálculos dos resultados de emissão.

O sistema de alívio com descarga de ar deve ser capaz de medir a massa de vapores do combustível (compostos orgânicos voláteis – COV) nos fluxos de entrada e saída de ar com uma resolução de 0,01 g/h. Um sistema de amostragem por bolsa pode ser usado para coletar uma amostra proporcional do ar retirado e admitido no recinto. Alternativamente, as concentrações de COV nos fluxos de entrada e saída de ar podem ser continuamente medidas por um analisador FID (online) e integrado com as medições de vazão para fornecer um registro contínuo da remoção desses compostos orgânicos em massa.

As SHED para medir a emissão evaporativa durante o abastecimento de combustível devem atender aos requisitos especificados nessa norma e serem dotadas de duas aberturas para o bico de abastecimento de combustível ao veículo, com uma luva flexível de material que não retenha compostos orgânicos voláteis contidos no combustível e hermeticamente acoplada ao tubo de abastecimento e às paredes da SHED de forma a permitir a passagem do combustível líquido e impedir a perda de ar do interior da SHED. Este dispositivo deve ser instalado próximo da janela e em duas posições que permitam alcançar o bocal de enchimento do veículo por um operador externo à SHED.

O combustível deve ser abastecido a partir de um condicionador localizado fora da SHED e somente o bico da bomba deve passar pela luva da SHED. A capacidade de vedação nas luvas deve ser assegurada com o bico de abastecimento inserido ou não. A SHED de volume variável se expande e contrai em resposta à mudança de temperatura do ar na SHED.

As mudanças internas de volume podem ser acomodadas por painéis móveis ou uma câmara impermeável dentro da SHED que expande e contrai em resposta a mudanças de pressão interna, trocando ar com o ambiente externo. Qualquer projeto deve ter capacidade de acomodar uma mudança de ±7% em relação ao seu volume nominal, limitar o diferencial entre a pressão interna da SHED e a pressão barométrica a um valor máximo de ± 51 mm (2,0 pol.) de coluna d’água e deve manter a integridade da SHED na faixa de temperatura especificada.

A SHED deve ter a possibilidade de travar em um volume fixo. O projeto da parede deve promover a dissipação máxima do calor e, se for usado o resfriamento artificial, as temperaturas da superfície interna não podem ser inferiores a 20 °C (68°F). A SHED de volume variável é adequada para o ensaio de 48 h para emissão evaporativa diurna, ensaio de emissão evaporativa durante o resfriamento do veículo e ensaio de emissão evaporativa durante seu abastecimento.

A SHED de volume fixo deve ter um mecanismo para manter um volume de ar interno fixo. Isso pode ser conseguido retirando-se ou acrescentando-se ar a uma taxa constante conforme necessário, em resposta às variações de temperatura. O ar adicionado deve ser filtrado com carvão ativado para fornecer um nível de COV relativamente baixo e constante.

Qualquer método de acomodação de volume deve manter o diferencial entre a pressão interna do gabinete e a pressão barométrica para um valor máximo de ± 51 mm (2,0 pol.) de coluna d’água. O sistema deve ser configurado para fornecer uma temperatura ambiente interna da SHED entre 20°C a 30°C durante as leituras de COV. A SHED de volume fixo é adequada para os ensaios de emissão evaporativa durante o resfriamento do veículo e durante seu abastecimento.

O detector de compostos orgânicos por ionização de chama (FID), conforme a NBR 6601, deve ser calibrado e verificado com propano para a medição de vapores de combustível no ambiente interno da SHED. Para a medição em veículos abastecidos com etanol, o detector e as linhas de amostragem devem ser aquecidos a 113°C ± 8°C (235°F ± 14°F) e a resposta do FID ao etanol deve ser determinada e aplicada à sua leitura.

O fluxo de retorno do instrumento pode voltar ao interior da SHED. O FID deve ter um tempo de resposta de 90% da leitura final de até 1,5 s. Alternativamente, pode ser utilizado linha de amostragem sem aquecimento desde que demonstrado que a linha não aquecida produz resultados equivalentes.

A amostra deve ser retirada da SHED através de um tubo de diâmetro interno apropriado, com uma sonda penetrando de 50 mm a 300 mm no interior da SHED através da parede, localizado no centro geométrico da parede oposta à porta, ou de uma das laterais, ou ainda abaixo do centro do teto interno. O tubo de retirada da amostra deve ser de aço inoxidável, ou de outro material similar, e tão curto quanto possível. Outro comprimento e localização da sonda podem ser utilizados, desde que seja demonstrada e comprovada a equivalência dos resultados.

A leitura do FID utilizado para medição de emissões evaporativas (hidrocarbonetos mais etanol ou apenas etanol, conforme apropriado) deve ser registrada pelo menos no início e no término do período de amostragem de cada ensaio de emissão evaporativa diurna, de resfriamento e de abastecimento. A gravação pode ser feita por meio de um registrador gráfico potenciométrico, por meio de um sistema de computador ou outro meio adequado.

Em qualquer caso, o sistema de gravação deve ter características operacionais (relação sinal-ruído, velocidade de resposta, etc.) equivalentes ou melhores que aquelas da fonte de sinal sendo gravada, e deve manter um registro dos resultados. Os resultados devem mostrar uma variação positiva do início à conclusão de cada ensaio de emissões (incluindo início e finalização do (s) período (s) de amostragem), em função do tempo decorrido durante cada ensaio.

Um ou mais ventiladores portáteis ou fixos devem ser usados para purgar a SHED. Os ventiladores devem ter capacidade volumétrica suficiente para reduzir a concentração de combustíveis na SHED, até o nível ambiente entre os ensaios. A capacidade real de fluxo depende do tempo disponível entre os ensaios.

Os ventiladores ou circuladores de ar devem ser usados para homogeneizar a concentração em todo interior da SHED. O fluxo de ar não pode ser dirigido diretamente ao veículo ensaiado. As entradas e saídas do (s) ventilador (es) ou circulador (es) de ar devem ser configuradas para fornecer um padrão de circulação bem disperso que misture o ar interno de forma eficaz e evite estratificação significativa da temperatura ou a de COV.

A manutenção de concentrações uniformes em toda a SHED é importante para a precisão dos ensaios. Para o ensaio de emissão diurna, os ventiladores e circuladores de ar devem ter uma capacidade de 0,8 m³/min ± 0,2 m³/min por metro cúbico de volume nominal da SHED para promover a homogeneização interna.

Os ventiladores adicionais podem ser usados para manter uma velocidade do ar mínima de 8 km/h (5 mph) sob o tanque de combustível do veículo de ensaio. Para o ensaio de emissão durante o resfriamento do veículo, os ventiladores e circuladores de ar devem ter uma capacidade de 0,8 m³/min ± 0,2 m3/min por metro cúbico de volume nominal da SHED. O ar circulado não pode ser direcionado diretamente para o veículo. Para o ensaio de emissões de abastecimento, os ventiladores e os circuladores de ar devem ter uma capacidade de 0,8 m³/min ± 0,2 m³/min por metro cúbico de volume nominal do SHED. O ar circulado não pode ser direcionado diretamente para o veículo.

Os indicadores de resiliência em cidades e comunidades sustentáveis

Deve-se entender as definições e as metodologias para um conjunto de indicadores de resiliência em cidades.

A NBR ISO 37123 de 01/2021 – Cidades e comunidades sustentáveis – Indicadores para cidades resilientes define e estabelece definições e metodologias para um conjunto de indicadores de resiliência em cidades. Este documento se aplica a qualquer cidade, município ou governo municipal que se comprometa a medir o seu desempenho de maneira comparável e verificável, independentemente do tamanho ou da localização. A manutenção, o aprimoramento e a aceleração do progresso em direção a melhores serviços municipais e qualidade de vida são fundamentais para a definição de uma cidade resiliente, assim, este documento se destina a ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120. Este documento segue os princípios estabelecidos na NBR ISO 37101 e pode ser utilizado juntamente com esta e outras estruturas estratégicas.

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Quais são os requisitos do indicador concentração de empregos?

Como reportar a porcentagem da força de trabalho em empregos informais?

Como executar o indicador de porcentagem de escolas que ensinam preparação para situações de emergência e redução de riscos de desastres?

Como reportar a porcentagem de publicações de preparação para emergências fornecidas em idiomas alternativos?

Como calcular o indicador da interrupção educacional?

As cidades necessitam de indicadores para estabelecerem sua base de referência, medirem e avaliarem os próprios desempenhos. No entanto, nem sempre os indicadores existentes são padronizados, uniformes ou comparáveis ao longo do tempo ou das cidades. Para tratar estes desafios, uma nova série de normas internacionais está sendo desenvolvida para fornecer indicadores padronizados que permitam uma abordagem uniforme para o que é medido e como a medição deve ser realizada.

A primeira norma nesta série, a NBR ISO 37120, tornou-se rapidamente um ponto de referência internacional para os indicadores de cidades sustentáveis. Embora a NBR ISO 37120 contenha uma série de indicadores importantes para o planejamento resiliente e avaliação de uma cidade, foi identificada a necessidade de mais indicadores para cidades resilientes, refletida neste documento, assim como a necessidade de mais indicadores para cidades inteligentes, desenvolvidos na NBR ISO 37122.

Uma cidade resiliente é capaz de preparar-se, recuperar-se e adaptar-se aos choques e tensões. As cidades estão cada vez mais sendo confrontadas por choques, que envolvem eventos extremos naturais ou provocados pelo homem e resultam em perda de vidas e ferimentos, perdas e impactos materiais, econômicos e/ou ambientais. Estes choques podem incluir, mas não se limitam a, as enchentes, terremotos, furacões, incêndios florestais, erupções vulcânicas, pandemias, derramamentos e explosões de produtos químicos, terrorismo, quedas de energia, crises financeiras, ataques cibernéticos e conflitos.

Uma cidade resiliente também é capaz de administrar e minimizar as contínuas tensões humanas e naturais em uma cidade relacionadas à degradação ambiental (por exemplo, baixa qualidade do ar e da água), à desigualdade social (por exemplo, pobreza crônica e falta de moradia) e à instabilidade econômica (por exemplo, inflação rápida e desemprego persistente) que causam impactos negativos persistentes em uma cidade. A preparação de uma cidade pode ser caracterizada desenvolvendo uma compreensão detalhada dos riscos para a cidade, tomando medidas para reduzir a vulnerabilidade e exposição e aprimorando a conscientização e a participação de indivíduos, famílias e empresas.

Uma cidade resiliente é capaz de recuperar-se de choques e tensões em tempo hábil e de maneira eficaz, com foco em garantir a continuidade ou a rápida restauração dos serviços urbanos, como energia elétrica, água, telecomunicações, gerenciamento de resíduos, saneamento, distribuição de alimentos, serviços financeiros e acesso a serviços de emergência. Uma cidade resiliente também é uma cidade que compreende a necessidade de adaptar os seus sistemas e processos para garantir o máximo de robustez possível diante de choques e tensões, reconstruir-se melhor após eventos extremos, concentrando-se no objetivo de restaurar e garantir a prosperidade a longo prazo.

Resiliência é um componente central e um facilitador essencial de desenvolvimento sustentável. Este documento se concentra na medição da resiliência como uma importante contribuição para a sustentabilidade de uma cidade. A estrutura da família das normas de indicadores para cidades e comunidades sustentáveis reflete esta relação entre desenvolvimento sustentável, desenvolvimento resiliente e desenvolvimento inteligente (ver figura abaixo).

O progresso e a transformação em direção ao desenvolvimento sustentável, por meio da manutenção e melhoria dos serviços municipais, e da qualidade de vida diante de choques e tensões, são componentes essenciais de uma cidade resiliente. Portanto, este documento destina-se a ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120.

Os indicadores neste documento foram selecionados para tornar os relatórios o mais simples e barato possível e, portanto, refletem uma plataforma inicial para preparar os relatórios. Os indicadores foram desenvolvidos para ajudar as cidades a: se prepararem, se recuperarem e se adaptarem para quando ocorrerem choques e tensões; aprenderem umas com as outras pela comparação entre uma vasta gama de medidas de desempenho e compartilhamento das boas práticas.

Os indicadores neste documento podem ser utilizados para rastrear e monitorar o progresso em direção a uma cidade resiliente, por meio do desenvolvimento de uma estratégia de resiliência urbana ou ao aplicar um sistema de gerenciamento urbano, como a NBR ISO 37101. Embora os indicadores sejam estruturados em torno de temas da ISO que correspondem a diferentes setores e serviços prestados pelas cidades, observa-se que os indicadores também podem ser organizados de acordo com o processo de gerenciamento de risco (Anexo B), o processo de gerenciamento de desastres (Anexo C), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres (Anexo D) e as áreas de ação e propósitos da NBR ISO 37101 (Anexo E).

Além disto, as tipologias de ameaças (Anexo A) podem ajudar as cidades a identificarem as potenciais ameaças que enfrentam, o que é relevante para muitos dos indicadores contidos neste documento. Também é fornecido como um guia para ajudar a identificar cidades irmãs que enfrentam ameaças semelhantes.

Este documento apoiará todo e qualquer acordo global que apoie a sustentabilidade e a resiliência. Os acordos atualmente em vigor incluem, mas não se limitam a: o Marco de Sendai para a Redução do Risco de Desastres [22], a Nova Agenda Urbana, a Agenda 2030 (isto é, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas [27]) e o Acordo de Paris.

Uma cidade que está em conformidade com este documento está conforme com a medição de indicadores de resiliência urbana em conformidade com as definições e metodologias estabelecidas neste documento, e só podem alegar conformidade neste sentido. Este documento não fornece um juízo de valor, patamar ou meta de valor numérico para os indicadores, portanto, a conformidade com este documento não confere um status neste sentido.

É sabido que cidades não podem ter influência direta ou controle sobre fatores que regem alguns destes indicadores, mas os relatórios são importantes para comparações significativas e fornecem uma indicação geral de resiliência. Este documento se destina a auxiliar as cidades na preparação, recuperação e adaptação a choques e estresse.

Para reduzir a vulnerabilidade aos choques e estresse, estes indicadores fornecem suporte às cidades no engajamento de todos os setores, partes interessadas e populações; na aplicação de modelos e métodos de liderança colaborativa; no trabalho por meio de todas as disciplinas e sistemas urbanos; e no uso de informação de dados e tecnologias adequadas. Os indicadores podem melhorar a resiliência nas cidades, promovendo e possibilitando abordagens inclusivas e colaborativas à governança em todos os níveis (vizinhança, distrito, cidade, área metropolitana, região, estado/província, país).

Isto envolve gerenciamento de risco a longo prazo de redes críticas e as suas interações e possíveis falhas. Este documento deve ser implementado juntamente com a NBR ISO 37120. Os indicadores são classificados por temas de acordo com os diferentes setores e serviços prestados por uma cidade, em consonância com a NBR ISO 37120.

A estrutura de classificação é utilizada exclusivamente para denotar os serviços e a área de aplicação de cada tipo de indicador quando reportado por uma cidade. Esta classificação não tem importância hierárquica e é organizada alfabeticamente de acordo com as áreas de ação. Todos os indicadores devem ser compilados e reportados anualmente.

Em alguns casos, é difícil definir métricas simples, quantitativas para medir o desempenho de sistemas e processos que estão em vigor para gerenciar a resiliência em nível de cidade. No entanto, ficou acordado que estes sistemas e processos são componentes centrais de resiliência urbana e, portanto, garantem a inclusão no documento.

Alguns indicadores são definidos para refletir as características mínimas ou requisitos de desempenho para estes sistemas e processos, os quais podem, então, ser verificados de forma objetiva. É importante analisar os resultados de diversos tipos de indicadores em todos as áreas de ação; concentrar-se em um único indicador pode levar a conclusões distorcidas ou incompletas. Elementos de aspiração também devem ser considerados na análise.

Além disto, também é importante reconhecer os potenciais efeitos antagônicos do resultado de indicadores específicos, positivos ou negativos, ao analisar os resultados. Para fins de interpretação de dados, as cidades devem considerar a análise contextual ao interpretarem os resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar indicadores.

Além disto, também é importante observar que cada cidade enfrentará um conjunto único de choques e estresse, assim como terá um conjunto único de ativos e recursos para gerenciar e tratar estes choques e estresse. Neste contexto, é importante ter cautela ao aplicar estes indicadores para fazer comparações entre cidades para garantir uma compreensão plena destes fatores contextuais relevantes, incluindo, por exemplo, os perfis de risco.

Alguns aspectos de resiliência também podem ser de responsabilidade do setor privado, de outros níveis de governo ou dos próprios indivíduos. Um indicador seria Perdas históricas por desastres e como as porcentagens do produto da cidade devem ser calculadas como perdas econômicas diretas por desastre (s) na cidade somadas ao longo de um período de cinco anos (numerador) divididos pela soma total do produto da cidade ao longo do mesmo período (denominador).

O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como perdas históricas por desastres como porcentagem de produto da cidade. O produto urbano pode ser obtido da ISO 37120:2018, 5.9.3. Perdas históricas por desastres devem se referir a perdas (em termos monetários) que resultam de desastres.

Estas perdas são associadas a danos ou destruição de infraestrutura física, social e crítica dentro dos limites administrativos da cidade (mesmo se não estiverem sob a jurisdição da cidade). A infraestrutura física se refere às estruturas de construção, sistemas e ativos necessários para a economia de uma cidade funcionar, incluindo as redes de transporte, serviços de telecomunicações, redes de energia, sistemas de esgoto e eliminação de resíduos, abastecimento de água, edifícios e instalações da cidade e moradias.

A infraestrutura social é um subconjunto importante da estrutura física e inclui as estruturas que acomodam os serviços sociais, como escolas, universidades, hospitais e prisões. A infraestrutura crítica se refere aos sistemas, serviços ou ativos (físicos ou virtuais) vitais para o bem-estar da sociedade. Convém que os dados sobre perdas históricas por desastres sejam obtidos a partir de avaliações de danos e perdas econômicas preparadas após os desastres ou em fontes do setor de seguros.

Outro indicador seria a perda anual média por desastres como porcentagem do produto da cidade. Para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. Os dados históricos de perdas não fornecem uma imagem completa das possíveis perdas econômicas que uma cidade enfrenta devido a desastres.

As potenciais perdas econômicas só podem ser avaliadas adequadamente por meio da modelagem de potenciais eventos futuros (modelagem de catástrofe), a qual considera as grandes ameaças e a probabilidade de ocorrerem, a vulnerabilidade da cidade aos danos das ameaças e as consequências econômicas deste dano. A perda média anual é calculada a partir de um grande número de cenários modelados que consideram estes fatores. A perda média anual é um parâmetro amplamente utilizado na avaliação e gerenciamento quantitativo de riscos e permite estimarmos os benefícios do investimento em redução de risco.

Este indicador reflete a área de ação “Economia, produção e consumo sustentáveis”, conforme definida na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para o propósito de “Resiliência” da cidade, conforme definido na NBR ISO 37101. Assim, a perda anual média por desastres como porcentagem de produto da cidade deve ser calculada como a perda econômica média resultante diretamente de desastre(s), estimada por cenários de modelagem de catástrofe em toda a cidade (numerador), dividida pelo produto total da cidade (denominador).

O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como perda anual média por desastres como porcentagem do produto da cidade. O termo perdas econômicas diretas deve se referir a perdas (em termos monetários) que resultam de desastres. Estas perdas são associadas a danos ou destruição de infraestrutura física, social e crítica dentro dos limites administrativos da cidade (mesmo se não estiverem sob a jurisdição da cidade).

A infraestrutura física se refere às estruturas de construção, sistemas e ativos necessários para a economia de uma cidade funcionar, incluindo as redes de transporte, serviços de telecomunicações, redes de energia, sistemas de esgoto e eliminação de resíduos, abastecimento de água, edifícios e instalações da cidade e moradias. A infraestrutura social é um subconjunto importante da estrutura física e inclui as estruturas que acomodam os serviços sociais, como escolas, universidades, hospitais e prisões.

A infraestrutura crítica se refere aos sistemas, serviços ou ativos (físicos ou virtuais) vitais para o bem-estar da sociedade. Como fontes de dados, a modelagem de catástrofes é uma atividade complexa de modelagem que normalmente é realizada por empresas especializadas em assessoria e consultoria de risco. Companhias de seguro também podem realizar modelagem de catástrofes. Com o tempo, os dados de perdas anuais médias podem ser utilizados para quantificar os benefícios esperados do investimento em medidas de redução de risco de desastres.

Para o indicador porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco, para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. A ampla cobertura de seguro nas cidades representa um componente crucial de resiliência devido ao papel crítico que o seguro desempenha em uma cidade para se recuperar rapidamente de choques e estresse.

O seguro melhora os resultados econômicos e fiscais por meio de diversos canais. Antes de um desastre, o preço do seguro incentiva os segurados a reduzirem as suas exposições por meio de medidas de mitigação de riscos. No rescaldo do desastre, o seguro transfere o ônus fiscal dos contribuintes para o setor privado e para os mercados de capitais. Ele também limita o contágio financeiro restaurando mais rapidamente as cadeias de abastecimento e as operações de negócios paralisadas, ao mesmo tempo em que fornece a liquidez necessária e a certeza no planejamento comercial e financeiro.

Este indicador reflete a área de ação “Convivência, interdependência e reciprocidade”, conforme definida na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para o propósito de “Resiliência” da cidade, conforme definido na NBR ISO 37101. Como requisitos do indicador, pode-se dizer que a porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco deve ser calculada como o número total de propriedades (residenciais e não residenciais) da cidade com cobertura de seguro para as ameaças de alto risco que afetam a cidade (numerador) dividido pelo número total de propriedades (domicílios e empresas) na cidade (denominador). O resultado deve ser multiplicado por 100 e expresso como a porcentagem de propriedades com cobertura de seguro para ameaças de alto risco.

Propriedades residenciais devem se referir a habitações (ou estruturas) classificadas para uso residencial. Convém que exemplos de propriedades residenciais incluam, mas não se limitem a, habitações unifamiliares, habitações móveis, habitações geminadas, casas geminadas, condomínios e edifícios de apartamentos. Propriedades não residenciais devem se referir a estruturas classificadas para uso não residencial.

Convém que exemplos de propriedades não residenciais incluam, mas não se limitem a, edifícios de escritórios/edifícios comerciais privados, hotéis, restaurantes, edifícios do governo, edifícios institucionais (por exemplo, instalações educacionais e de saúde), fábricas e outras propriedades especiais isentas (por exemplo, espaços recreativos não comerciais, locais de culto, funerárias e cemitérios). Quando possível, convém reportar os dados de cobertura de seguro de cada setor (isto é, residencial e não residencial) e as ameaças cobertas, e listá-los em tabelas.

Para os fins deste indicador, as ameaças de alto risco devem se referir às ameaças para as quais exista uma probabilidade de evento (s) extremo (s) com base em mapas de ameaças gerados pela cidade que possa (m) afetar significativamente muitas propriedades na cidade e/ou ter um grande impacto na cidade. Este indicador abrange seguro patrimonial e exclui cobertura pessoal ou de vida. O seguro pode vir de vários prestadores públicos ou privados.

Convém que os dados sobre cobertura de seguros sejam obtidos de companhias de seguros públicas e privadas e/ou associações do setor de seguros. Para a interpretação de dados, convém notar que nem todas as propriedades residenciais e não residenciais em uma cidade requerem seguro para todas as ameaças de alto risco, por exemplo, se elas não estiverem situadas em área de enchentes (considerando que existe mapeamento e identificação adequada das áreas de enchentes). A acessibilidade do seguro também será uma grande influência na aceitação do seguro na cidade para propriedades residenciais e não residenciais. Dois elementos centrais ao considerar a cobertura de seguro para resiliência são a quantidade de dano sofrido e a velocidade da recuperação.

AWWA C229: os revestimentos de polietileno em tubos de aço para água

Essa norma, editada em 2020 pela American Water Works Association (AWWA), descreve os materiais e os requisitos de aplicação para revestimento de polietileno ligado por fusão (fusion-bonded polyethylene – FBPE) aplicado em fábrica no exterior de tubos e conexões de água de aço. As normas de revestimento de tubos de aço da AWWA são descritas e baseadas na temperatura de serviço da água potável.

A AWWA C229:2020 – Fusion-Bonded Polyethylene Coatings for Steel Water Pipe and Fittings descreve os materiais e os requisitos de aplicação para revestimento de polietileno ligado por fusão (fusion-bonded polyethylene – FBPE) aplicado em fábrica no exterior de tubos e conexões de água de aço. As normas de revestimento de tubos de aço da AWWA são descritas e baseadas na temperatura de serviço da água potável. Deve-se consultar os fabricantes para condições e limitações.

O objetivo desta norma é fornecer os requisitos mínimos para o revestimento FBPE para tubos e conexões de aço para água, incluindo material, aplicação, inspeção, ensaio, marcação, manuseio e requisitos de embalagem. Esta norma pode ser referenciada em documentos usados como guia para aplicação, inspeção e ensaio de revestimento FBPE. Os requisitos desta norma aplicam-se quando este documento for referenciado e, então, apenas ao revestimento FBPE usado para tubos de aço para água.

Conteúdo da norma

Prefácio

I Introdução ………………………………. ix

I.A Conhecimento……………………………….. ix

I.B História ……………………………………… ix

Aceitação I.C ………………………………… ix

II Edições especiais ……………………………… x

II.A Informações consultivas sobre o produto

Aplicativo ………………………….. x

III Uso desta norma…………………… xi

III.A opções do comprador e alternativas………… xi

IV Revisões principais ………………………….. xi

V Comentários ………………………………… xii

Norma

1 Geral

1.1 Escopo ……………………………………….. 1

1.2 Objetivo …………………………………….. 1

1.3 Aplicação ………………………………… 2

2 Referências ………………………………… 2

3 Definições ……………………………….. 3

4 Requisitos

4.1 Equipamento ………………………………… 4

4.2 Materiais e mão de obra …………. 4

4.3 Sistema de revestimento ………………………….. 4

4.4 Preparação da superfície ……………………… 5

4.5 Aplicação do revestimento ……………………. 6

4.6 Acessórios de revestimento e especiais ………… 7

4.7 Reparo do revestimento …………………………… 8

4.8 Juntas de campo – soldadas e não soldadas…………8

4.9 Procedimentos de campo …………………………. 9

5 Verificação

5.1 Pré-qualificação de materiais de revestimento … 9

5.2 Requisitos do sistema de revestimento …… 9

5.3 Garantia de qualidade e registros …….. 12

5.4 Inspeção e ensaio pelo comprador………………… 12

5.5 Requisitos de controle de qualidade do sistema de revestimento aplicado …………. 12

5,6 Rejeição …………………………………… 14

6 Entrega

6.1 Marcação ……………………………………. 14

6.2 Embalagem e envio ………………. 14

6.3 Declaração de conformidade ………………. 15

Tabelas

1 Propriedades do material de revestimento ………. 5

2 Requisitos de pré-qualificação do sistema de revestimento……………….. 5

3 Requisitos de controle de qualidade do sistema de revestimento aplicado …………. 7

As cidades inteligentes para comunidades sustentáveis

Conheça as orientações para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável.

A NBR ISO 37106 de 10/2020 – Cidades e comunidades sustentáveis — Orientação para o estabelecimento de modelos operacionais de cidades inteligentes para comunidades sustentáveis fornece orientação para líderes em cidades e comunidades inteligentes (dos setores público, privado e terceiro setor) sobre como desenvolver um modelo operacional aberto, colaborativo, centrado no cidadão e habilitado digitalmente para a sua cidade, que coloque sua visão para um futuro sustentável. Este documento não descreve um modelo de tamanho único para o futuro das cidades. Em vez disto, o foco está nos processos de capacitação pelos quais o uso inovador de tecnologia e dados, juntamente com a mudança organizacional, pode ajudar cada cidade a fornecer a sua própria visão específica para um futuro sustentável de maneira mais eficiente, eficaz e ágil.

Este documento fornece ferramentas comprovadas, que as cidades podem implantar, ao operacionalizar a visão, a estratégia e a agenda política que desenvolveram, após a adoção da NBR ISO 37101, do sistema de gestão para o desenvolvimento sustentável das comunidades. Também pode ser usado, no todo ou em parte, por cidades que não se comprometeram com a implantação do sistema de gestão da NBR ISO 37101.

Acesse algumas questões relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Como fazer o estabelecimento de uma terminologia e um modelo de referência comuns?

Como realizar a gestão de empreendimentos e infraestruturas de cidades inteligentes?

Qual seria um resumo dos princípios de entrega das cidades inteligentes?

Quais os propósitos a serem considerados pelas comunidades?

Quais são as necessidades de liderança e governança para as cidades inteligentes?

Este documento ajuda as cidades, oferecendo uma visão para um futuro sustentável, fornecendo um conjunto de ferramentas de “práticas inteligentes” para gerenciar governança, serviços, dados e sistemas em toda a cidade de forma aberta, colaborativa, centrada no cidadão e digitalmente habilitada. Define um modelo operacional inteligente para as cidades, o que lhes permite operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco de entrega.

Isto significa, em particular, um foco em permitir que as cidades: tornem as necessidades atuais e futuras do cidadão a força motriz por trás da tomada de decisões de investimento, planejamento e entrega de todos os espaços e sistemas da cidade; integrem planejamento físico e digital; identifiquem, antecipem e respondam aos desafios emergentes de forma sistemática, ágil e sustentável; criem uma mudança na capacidade de entrega conjunta e de inovação por meio das fronteiras organizacionais dentro da cidade. Embora muitos dos princípios e metodologias estabelecidos por este documento sejam relevantes dentro de setores verticais específicos das cidades (por exemplo, água, resíduos, energia, agricultura urbana, transporte, TI), o foco é maior nas questões e desafios envolvidos na junção de todos.

Esta é uma abordagem estratégica de toda a cidade para o uso de dados inteligentes, formas inteligentes de trabalhar e tecnologias inteligentes. Central para este documento é, portanto, uma forte ênfase na liderança e governança, cultura, inovação do modelo de negócios e no papel ativo desempenhado pelos cidadãos, empresas e sociedade civil na criação, entrega e uso de espaços e serviços da cidade. Este documento é destinado aos líderes da cidade. Grande parte da orientação também pode ser útil para líderes de outras comunidades que não em escala de cidade, incluindo áreas urbanas menores e iniciativas maiores em escala regional.

Mas o principal público pretendido, com quem a orientação foi desenvolvida e validada, é a liderança da cidade, incluindo: os desenvolvedores de políticas nas autoridades locais – tanto os responsáveis pelo projeto de serviço, comissionamento e função de entrega, quanto os responsáveis pelo papel de liderança da comunidade, em particular: líderes eleitos; altos executivos de autoridades locais (incluindo diretores executivos, diretores de informação e diretores de departamentos-chave); altos executivos de outros órgãos públicos com mandato em toda a cidade; outras partes interessadas em liderar e moldar o ambiente da cidade, incluindo: os altos executivos do setor privado que desejem se associar e ajudar as cidades na transformação dos sistemas da cidade para criar valor compartilhado; os líderes de organizações do terceiro setor ativas dentro da cidade; os líderes nos setores de educação superior e posterior; os inovadores e representantes da comunidade.

Além deste público de liderança, o documento será de interesse para todas as partes envolvidas em cidades inteligentes, incluindo cidadãos individuais. A definição de trabalho de uma cidade inteligente usada para os propósitos deste documento é aquela aprovada pelo ISO TMB. Convém que uma cidade inteligente seja descrita como aumentando drasticamente o ritmo em que melhora a sua sustentabilidade e resiliência … melhorando fundamentalmente como ela envolve a sociedade, como ela aplica métodos de liderança colaborativa, como funciona em disciplinas e sistemas de cidades e como usa dados e tecnologias integradas … para transformar serviços e qualidade de vida para aqueles que estão envolvidos com a cidade (moradores, empresas, visitantes).

Isto é deliberadamente apresentado como uma definição de trabalho, e não uma concebida definição definitiva que todas as cidades irão seguir. Embora haja um forte grau de convergência entre as estratégias de cidades inteligentes que estão sendo desenvolvidas em todo o mundo, há também uma diversidade significativa. Todas as cidades que embarcam no desenvolvimento de uma estratégia de cidade inteligente podem definir as suas próprias razões para fazê-lo, em seu próprio idioma.

O processo de discussão e debate entre as partes interessadas para definir o que, para eles, significa “Smart Paris”, “Smart Tokyo” ou “Smart Toronto” é importante. O modelo operacional tradicional de uma cidade é baseado em prestadores de serviços orientados para funções que operem como silos verticais não conectados, que muitas vezes não são construídos em torno das necessidades do usuário. Este documento especifica as melhores práticas para se mudar para um “modelo operacional de cidade inteligente” – que permita às cidades impulsionar a inovação e a colaboração entre estes silos verticais e operacionalizar sua visão, estratégia e políticas em um ritmo mais rápido, com maior agilidade e menor risco.

Tradicionalmente, as definições de orçamento, responsabilização, tomada de decisões e prestação de serviços foram integradas em cadeias de entrega verticalmente integradas dentro das cidades – silos de entrega que são construídos em torno de funções, não de necessidades do usuário. Isto é ilustrado na figura abaixo: o cidadão ou empresa teve que se envolver separadamente com cada silo, estabelecendo conexões para si mesmo, em vez de receber um serviço contínuo e conectado que atenda às suas necessidades; os dados e as informações foram bloqueados nestes silos, limitando o potencial de colaboração e inovação em toda a cidade e limitando o potencial de impulsionar mudanças em toda a cidade com velocidade. A outra figura resume a mudança desta maneira tradicional de operar, que as cidades inteligentes estão buscando implementar.

As principais características desta mudança para um modelo operacional de cidade inteligente incluem: investir em dados inteligentes, ou seja, que a garantia de dados sobre o desempenho e a utilização de ativos físicos, espaciais e digitais da cidade fique disponível em tempo real e de forma aberta e interoperável, a fim de permitir a integração em tempo real e a otimização de recursos da cidade; gerenciar os dados da cidade como um ativo, dentro da autoridade local e em colaboração com outros proprietários de dados significativos em toda a cidade; habilitar para ser conduzida externamente; inovação liderada pela comunidade, pelos cidadãos, empresas e sociedade civil, abrindo os dados e serviços da cidade para o bem comum: em nível técnico, por meio do desenvolvimento de plataformas de dados abertos; e em nível empresarial, por meio de medidas para permitir um mercado próspero na reutilização de dados públicos juntamente com a divulgação de dados de entidades comerciais de uma forma comercialmente apropriada; habilitar para ser conduzida internamente; inovação liderada pela cidade para fornecer serviços mais sustentáveis e centrados no cidadão.

Tudo isso serve para proporcionar serviços públicos aos cidadãos e empresas, acessíveis em balcão único, por meio de vários canais, que envolvem os cidadãos, empresas e comunidades diretamente na criação de serviços, e que são construídos em torno das necessidades do usuário e não das estruturas organizacionais da cidade; estabelecer uma arquitetura integrada de negócios e informações que possibilite uma visão de toda a cidade dos grupos específicos de clientes para os serviços urbanos (por exemplo, passageiros, idosos, famílias problemáticas, pessoas com deficiência). Também, pode estabelecer orçamentos holísticos e flexíveis, com foco no valor do dinheiro além dos limites departamentais padrão e estabelecer processos de gestão de governança e de partes interessadas em toda a cidade para apoiar e avaliar estas mudanças.

O conteúdo deste documento pode ser visto esquematicamente na Figura 3 que está disponível na norma. No nível superior, ele é composto por quatro componentes necessários para suportar a mudança para um modelo operacional de cidade inteligente: [A] Princípios de entrega: uma declaração de valores que os líderes da cidade podem usar para orientar a tomada de decisões à medida que buscam operacionalizar sua visão e estratégia para a cidade; [B] Principais processos de entrega em toda a cidade: um conjunto de notas de orientação práticas sobre como lidar com os desafios de toda a cidade conectados por meio dos silos da cidade; [C] Estratégia de realização de benefícios: orientação sobre como garantir uma linha de visão limpa entre os investimentos em cidades inteligentes e os resultados sociais, econômicos e ambientais que a cidade pretende alcançar, onde os benefícios pretendidos são claramente articulados, medidos, gerenciados, entregues e avaliados na prática; [D] Gestão de riscos: uma lista de verificação de temas que convém que uma cidade monitore regularmente para garantir que está gerenciando efetivamente os principais riscos para fornecer sua visão e estratégia.

Estes componentes são descritos com mais detalhes nas Seções 5 a 8. Notas de orientação detalhadas são fornecidas em cada um dos subcomponentes ilustrados na Figura 3, com cada nota de orientação estruturada usando uma linguagem de padrão comum. Para facilitar a referência, em resumo das recomendações há um sumário de todas as recomendações contidas neste documento. Estas são então descritas em mais detalhes nas seções subsequentes deste documento.

As orientações para a gestão da inovação

Deve-se compreender os parâmetros para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema de gestão da inovação para uso em todas as organizações estabelecidas.

A NBR ISO 56002 de 10/2020 – Gestão da inovação – Sistema de gestão da inovação – Diretrizes fornece orientação para o estabelecimento, implementação, manutenção e melhoria contínua de um sistema de gestão da inovação para uso em todas as organizações estabelecidas. É aplicável a organizações que buscam sucesso sustentado desenvolvendo e demonstrando sua capacidade de gerir eficazmente atividades de inovação para alcançar os resultados pretendidos; usuários, clientes e outras partes interessadas, buscando confiança nas capacidades de inovação de uma organização; organizações e partes interessadas que buscam melhorar a comunicação por meio de um entendimento comum do que constitui um sistema de gestão da inovação; provedores de treinamento, avaliação ou consultoria em gestão da inovação e sistemas de gestão da inovação; formuladores de políticas, visando maior eficácia dos programas de apoio, visando as capacidades de inovação e competitividade das organizações e o desenvolvimento da sociedade.

Todas as diretrizes contidas neste documento são genéricas e destinadas a serem aplicáveis a todos os tipos de organizações, independentemente do tipo, setor ou tamanho. O foco está nas organizações estabelecidas, com o entendimento de que tanto as organizações temporárias quanto as startups também podem se beneficiar da aplicação destas diretrizes no todo ou em parte. Aplicáveis a todos os tipos de inovações, por exemplo, produto, serviço, processo, modelo e método, variando de incremental a radical; a todos os tipos de abordagens, por exemplo, atividades de inovação interna e aberta, inovação direcionada ao usuário, mercado, tecnologia e design. Não descreve atividades detalhadas dentro da organização, mas fornece orientação em nível geral. Não prescreve quaisquer requisitos ou ferramentas ou métodos específicos para atividades de inovação.

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Por que promover uma cultura que apoie as atividades de inovação?

Por que adotar uma abordagem para a gestão da colaboração interna e externa?

Como a empresa deve ter o foco na realização de valor?

Como executar o estabelecimento da política de inovação?

A capacidade de inovação de uma organização é reconhecida como um fator-chave para crescimento sustentado, viabilidade econômica, aumento do bem-estar e desenvolvimento da sociedade. As capacidades de inovação de uma organização incluem a capacidade de entender e responder às mudanças nas condições de seu contexto, buscar novas oportunidades e alavancar o conhecimento e a criatividade das pessoas dentro da organização, e em colaboração com as partes interessadas externas. Uma organização pode inovar de maneira mais eficaz e eficiente se todas as atividades necessárias e outros elementos inter-relacionados ou interagentes forem geridos como um sistema.

Um sistema de gestão da inovação orienta a organização a determinar sua visão, estratégia, política e objetivos de inovação e estabelecer o suporte e os processos necessários para alcançar os resultados pretendidos. Os benefícios potenciais da implementação de um sistema de gestão da inovação de acordo com este documento são maior capacidade de gerir incertezas; aumento do crescimento, receita, rentabilidade e competitividade; redução de custos e desperdícios e aumento da produtividade e eficiência de recursos; maior sustentabilidade e resiliência; maior satisfação de usuários, clientes, cidadãos e outras partes interessadas; renovação sustentada do portfólio de ofertas; pessoas engajadas e com poder de decisão na organização; maior capacidade de atrair parceiros, colaboradores e financiamento; reputação e valorização aprimoradas da organização; conformidade facilitada com os regulamentos e outros requisitos pertinentes.

Este documento é baseado em princípios de gestão da inovação. Um princípio de gestão da inovação inclui uma declaração do princípio, uma justificativa do porquê o princípio é importante para a organização, alguns exemplos de benefícios associados ao princípio e, finalmente, exemplos de ações que a organização pode executar para melhorar o desempenho ao aplicar o princípio. Os seguintes princípios são a base do sistema de gestão da inovação: realização de valor; líderes focados no futuro; direção estratégica; cultura; exploração de insights; gestão da incerteza; adaptabilidade; abordagem sistêmica.

Os princípios podem ser considerados como um conjunto aberto a ser integrado e adaptado dentro da organização. Dessa forma, um sistema de gestão da inovação é um conjunto de elementos inter-relacionados e interativos, visando a realização de valor. Ele fornece uma estrutura comum para desenvolver e implantar recursos de inovação, avaliar o desempenho e alcançar os resultados pretendidos.

Os elementos podem ser gradualmente adotados para implementar o sistema de acordo com o contexto e as circunstâncias particulares da organização. Todos os benefícios podem ser obtidos quando todos os elementos do sistema de gestão da inovação são adotados pela organização. Por fim, a implementação efetiva do sistema de gestão da inovação depende do comprometimento da Alta Direção e da habilidade dos líderes de promover recursos de inovação e uma cultura que apoie as atividades de inovação.

O ciclo Planejar-Fazer-Verificar-Agir (PDCA) permite a melhoria contínua do sistema de gestão da inovação para assegurar que as iniciativas e processos de inovação sejam adequadamente apoiados, dotados de recursos e geridos, e que oportunidades e riscos sejam identificados e tratados pela organização. O ciclo PDCA pode ser aplicado ao sistema de gestão da inovação como um todo ou suas partes. A figura 1 abaixo ilustra como as Seções 4 a 10 podem ser agrupadas em relação ao ciclo PDCA. O ciclo é informado e dirigido pelo contexto da organização (Seção 4) e sua liderança (Seção 5).

O ciclo pode ser descrito brevemente da seguinte maneira: Planejar: estabelecer os objetivos e determinar as ações necessárias para lidar com as oportunidades e os riscos (Seção 6); Fazer: implementar o que é planejado em termos de suporte e operações (Seções 7 e 8); Verificar: monitorar e (quando aplicável) medir os resultados em relação aos objetivos (Seção 9); Agir: tomar medidas para melhorar continuamente o desempenho do sistema de gestão da inovação (Seção 10). As atividades de inovação precisam lidar com altos graus de variação e incerteza, principalmente durante as fases criativas iniciais.

Eles são explorativos e caracterizados por pesquisa, experimentação e aprendizado. À medida que o processo avança, o conhecimento é adquirido e a incerteza é reduzida. As iniciativas de inovação envolvem assumir riscos e nem todas resultam em inovação. As iniciativas descontinuadas são parte integrante dos processos e fontes de aprendizado como insumo para futuras iniciativas de inovação.

O grau de risco aceitável depende da ambição de inovação, das capacidades da organização e dos tipos de inovações abordados pela organização. A gestão de riscos pode ser abordada por diferentes abordagens, por exemplo, aprendizado iterativo, parceria ou diversificação de portfólio com diferentes níveis de risco. Uma abordagem de sistemas é fundamental para entender as interdependências e gerir as incertezas.

As iniciativas de inovação podem ser implementadas por processos que identificam oportunidades, criam e validam conceitos e desenvolvem e implantam soluções. Esses processos de inovação são implementados aos tipos de inovações que a organização procura alcançar. As organizações podem estabelecer estruturas unificadas ou separadas para implementar atividades de inovação. Estas podem requerer diferentes estilos, competências e culturas de liderança.

A implementação de um sistema de gestão da inovação pode incentivar a organização a desafiar o status quo e as premissas e estruturas organizacionais estabelecidas. Isso pode ajudar a organização a gerir incertezas e riscos com mais eficácia. Este documento aplica a estrutura desenvolvida pela ISO para melhorar o alinhamento entre suas normas internacionais para sistemas de gestão (consultar ISO/IEC Directives, Part 1, Consolidated ISO Supplement, Annex SL).

Esta estrutura permite que uma organização alinhe ou integre seu sistema de gestão da inovação às diretrizes ou requisitos de outras normas de sistema de gestão. Este documento é referente à família da ISO 56000, desenvolvida pelo ISO/TC 279, da seguinte forma: ISO 56000 Innovation management – Fundamentals and vocabulary fornece um background essencial para o correto entendimento e implementação deste documento; ISO TR 56004 Innovation management assessment – Guidance fornece diretrizes para as organizações planejarem, implementarem e acompanharem uma avaliação da gestão da inovação; ISO 56003 Innovation management – Tools and methods for innovation partnership – Guidance; e as normas subsequentes fornecem orientação sobre ferramentas e métodos para apoiar a implementação do sistema de gestão da inovação.

A implementação de um sistema de gestão da inovação eficaz e eficiente pode ter impacto ou ser impactado por outros sistemas de gestão e pode requerer integração em vários níveis. As normas do sistema de gestão se complementam, mas também podem ser usados independentemente. Este documento pode ser implementado em conjunto com outras normas do sistema de gestão, ajudando as organizações a equilibrar a exploração de ofertas e operações existentes, com a exploração e introdução de novas ofertas.

As organizações podem encontrar um equilíbrio entre as diretrizes de gestão da inovação e outras normas do sistema de gestão. As organizações que não adotaram outras normas de sistema de gestão podem adotar este documento como orientação independente em sua organização. Dessa forma, convém que a organização determine regularmente: as questões externas e internas pertinentes para seu propósito e que afetam sua capacidade de alcançar os resultados pretendidos de seu sistema de gestão da inovação; as áreas de oportunidade para realização de valor potencial.

Convém que a organização verifique e analise regularmente o contexto externo, considerando questões relacionadas a: diferentes áreas abrangendo aspectos econômicos, de mercado, sociais, culturais, científicos, tecnológicos, legais, políticos, geopolíticos e ambientais; âmbito geográfico, seja ele internacional, nacional, regional ou local; experiência passada, situação atual e possíveis cenários futuros; velocidade e resistência a mudanças; probabilidade e impacto potencial das tendências; oportunidades e ameaças potenciais, também aquelas que podem resultar de disrupções; partes interessadas.

Convém que a organização analise regularmente seu contexto interno, incluindo capacidades e recursos, considerando questões relacionadas a sua visão, nível de ambição, direção estratégica e competências essenciais; práticas de gestão existentes, estruturas organizacionais e uso de outros sistemas de gestão; desempenho geral da organização e desempenho de inovação, por exemplo, realizações e falhas no passado recente e comparadas com outras organizações pertinentes; aspectos operacionais, por exemplo, processos, orçamento, controle e colaboração; potencial e maturidade (posição no ciclo de vida) das ofertas atuais e modelos de realização de valor; a singularidade de seu pessoal, conhecimentos, habilidades, tecnologias, propriedade intelectual, ecossistemas, marcas, parcerias, infraestrutura, etc.; adaptabilidade de estratégias, processos, alocação de recursos, etc.; aspectos culturais, como valores, atitudes e comprometimento em todos os níveis da organização; as competências de inovação de seu pessoal ao longo do tempo.

As partes interessadas externas podem ser usuários, clientes, cidadãos, comunidade local, grupos de interesses especiais, parceiros, provedores externos, consultores, sindicatos, concorrentes, proprietários, acionistas, organizações financiadoras, reguladores, autoridades públicas, órgãos normativos, indústria e associações comerciais. As partes interessadas internas podem ser funcionários de todos os níveis e outras pessoas que trabalham em nome da organização.

Convém que a organização determine, monitore e revise as partes interessadas, internas ou externas, atuais ou potenciais, pertinentes para o sistema de gestão da inovação e as áreas de oportunidade; as necessidades, expectativas e requisitos aplicáveis dessas partes interessadas; como e quando interagir ou se envolver com as partes interessadas pertinentes. As necessidades e expectativas das partes interessadas podem estar relacionadas a necessidades e expectativas atuais ou futuras; necessidades e expectativas declaradas ou não declaradas; realização do valor, financeiro e não financeiro; diferentes graus de novidade e mudança, de incremental para radical; mercados existentes ou a criação de novos mercados; qualquer produto, serviço, processo, modelo, método, etc.; ofertas dentro, adjacentes ou mais distantes do escopo atual da organização; o aprimoramento ou substituição das ofertas atuais; a própria organização ou sua cadeia de valor, rede ou ecossistema; requisitos estatutários e regulamentares e compromissos de conformidade.

A organização deve determinar e selecione as oportunidades de melhoria e implemente as ações e mudanças necessárias no sistema de gestão da inovação, considerando os resultados da avaliação de desempenho. Convém que a organização considere ações e alterações para manter ou aprimorar pontos fortes; abordar pontos fracos e lacunas; corrigir, impedir ou reduzir desvios e não conformidades.

Convém que a organização assegure que as ações e mudanças sejam implementadas de maneira oportuna, completa e eficaz. Convém que a organização comunique ações e mudanças dentro da organização e com outras partes interessadas pertinentes, a fim de estimular o aprendizado e a melhoria. Um desvio pode ser descrito como uma lacuna identificada, um efeito indesejável ou uma diferença do desempenho esperado, enquanto uma não conformidade é o não cumprimento de um requisito.