REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 118 | Ano 3 | 6 AGOSTO 2020

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Confira os artigos desta edição:

A execução de obras com tubos pré-moldados de concreto

Saiba quais são os os requisitos para a execução de obras com tubos pré-moldados de concreto conforme a NBR 8890, aduelas (galerias celulares) pré-moldadas de concreto conforme a NBR 15396, galerias técnicas conforme a NBR 16584 e poços de visita para inspeção conforme a NBR 16085.

A NBR 15645 de 07/2020 – Execução de obras utilizando tubos e aduelas pré-moldados em concreto estabelece os requisitos para a execução de obras com tubos pré-moldados de concreto conforme a NBR 8890, aduelas (galerias celulares) pré-moldadas de concreto conforme a NBR 15396, galerias técnicas conforme a NBR 16584 e poços de visita para inspeção conforme a NBR 16085. Esta norma é aplicável à execução de redes de drenagem pluvial, coletores, interceptores e emissários de esgoto sanitário, que trabalhem sem pressão interna e cujo líquido conduzido seja água de chuva, esgotos domésticos ou efluentes industriais. Adicionalmente, esta norma se aplica à execução de redes de galerias técnicas para passagem de redes de telecomunicação, telefonia, fibra ótica, água fria, gás, eletricidade e demais serviços correlatos, realizadas com tubos, aduelas ou galerias técnicas pré-moldados em concreto. Esta norma não se aplica a execução de obras por métodos não destrutivos com tubos cravados mecanicamente (pipe jacking).

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Como deve ser executada a descarga dos produtos?

Qual a altura máxima de empilhamento?

O que deve ser observado no levantamento ou rompimento do pavimento?

Qual deve ser a largura de vala para os tubos de concreto?

As obras devem obedecer rigorosamente às plantas, desenhos e detalhes de projeto, às recomendações específicas dos fabricantes dos materiais a serem empregados e aos demais elementos que a fiscalização venha a fornecer. Em caso de divergência de informações de projeto, o projetista deve ser consultado. Todos os aspectos particulares encontrados na execução da obra e possíveis interferências devem ser comunicados à fiscalização ou contratante para as devidas providências.

A construção deve ser acompanhada pela fiscalização ou contratante. O material a ser fornecido e aplicado deve obedecer às normas brasileiras pertinentes. Deve ser respeitada a legislação ambiental vigente. A demarcação e o acompanhamento dos serviços a serem executados devem ser efetuados por equipe de topografia. Qualquer serviço que não seja projetado e especificado não pode ser executado sem autorização da fiscalização ou contratante da obra, exceto os eventuais de emergência, necessários à estabilidade e segurança da obra e do pessoal envolvido.

O construtor deve manter no escritório da obra as plantas, perfis e especificações de projeto para consulta de seu preposto e da fiscalização ou contratante. As frentes de trabalho devem ser programadas em comum acordo com a entidade a quem cabe a autorização para a abertura de valas e remanejamento do tráfego. O construtor deve providenciar a sinalização da obra, segundo as legislações vigentes e órgãos competentes.

Não é permitido o bloqueio, obstrução ou eliminação de canalizações existentes, salvo nos casos em que o interessado apresentar projeto para análise do responsável pela interferência, que forneça a aprovação, mediante termo circunstanciado. O construtor deve observar a legislação do Ministério do Trabalho que determina obrigações no campo da segurança, higiene e medicina do trabalho.

O construtor é responsável quanto ao uso obrigatório e correto pelos operários dos equipamentos de proteção individual de acordo com as normas de serviço de segurança, higiene e medicina do trabalho. O construtor deve promover, por sua conta, o seguro de prevenção de acidentes de trabalho, dano de propriedade, fogo, acidente de veículos, transporte de materiais e outro tipo de seguro que achar conveniente. Caso seja necessário o uso de explosivos, o construtor deve obedecer às normas específicas de segurança e controle para armazenamento de explosivos e inflamáveis, estabelecidas pelos órgãos responsáveis.

O uso de explosivos deve ser executado por profissional devidamente habilitado e autorizado previamente pelos órgãos responsáveis, cabendo ao construtor tomar as providências para eliminar a possibilidade de danos físicos e materiais. O encargo pela contratação da obra é do proprietário da obra, no caso de obra privada, ou do administrador contratante, no caso de obra pública. A contratação da obra deve cumprir as especificações desta norma. A documentação comprobatória do cumprimento desta norma (projeto, relatórios de ensaio, laudos e outros) deve estar disponível no canteiro de obra, durante toda a construção, e deve ser arquivada e preservada pelo prazo previsto na legislação vigente.

Cabe ao encarregado pela execução as seguintes responsabilidades, a serem explicitadas nos contratos: atendimento a todos os requisitos de projeto, inclusive quanto à escolha dos materiais a serem empregados, devendo qualquer alteração ser submetida previamente à aprovação da fiscalização; aceitação dos tubos, aduelas e poços de visita de concreto, com base em inspeção visual e recebimento de laudos de inspeção dos lotes fornecidos, conforme as NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085, e apresentação de projeto estrutural específico, elaborado por responsável técnico e acompanhado da respectiva ART; cuidados requeridos pelo processo construtivo de todas as etapas da obra; cumprimento das especificações das normas de segurança, com fornecimento e fiscalização da utilização de equipamentos de proteção individual (EPI) por parte de todos os envolvidos na execução da obra; sinalização das obras conforme projeto e autorização específica do poder público competente; apresentação de projeto executivo final da obra (as-built).

A documentação relativa ao cumprimento das especificações de projeto e das normas brasileiras deve ser disponibilizada no canteiro de obras durante o prazo de execução da obra. Cabem à fiscalização as seguintes responsabilidades, a serem explicitadas nos contratos: acompanhar a execução da obra com base no projeto; verificar se o recebimento dos tubos, aduelas e poços de visita de concreto está de acordo com as especificações das NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085, respectivamente; interromper a execução da obra quando do não cumprimento das especificações de projeto, normas técnicas ou outras situações que comprometam a qualidade e segurança da obra; verificar a necessidade de ensaios para avaliação das etapas da obra antes da liberação dos trechos para operação; emitir parecer referente ao recebimento definitivo da obra.

Cabem ao projetista as seguintes responsabilidades, a serem explicitadas nos contratos e em todos os desenhos e memoriais descritivos: cumprir as especificações das normas brasileiras na execução de projetos de redes coletoras de esgoto sanitário, interceptores, galerias de águas pluviais, canalizações de córregos e afins. No caso de uso de especificações do órgão contratante, estas devem atender no mínimo aos requisitos desta norma.

Deve especificar o tipo de utilização, o grau de agressividade do meio externo, o diâmetro nominal ou seção do conduto, a classe de resistência (no caso dos tubos de concreto) e a carga total existente (no caso das aduelas), a altura de aterro, o tipo de junta, o tipo de encaixe e qualquer outro parâmetro que possa afetar a composição ou a utilização a rede de modo satisfatório, visando a durabilidade e a funcionalidade. Também deve especificar o tipo de envolvimento a ser dado à tubulação, com indicação das características do solo de base e reaterro, assim como detalhes executivos de passagens notáveis e base de apoio das tubulações e especificar a declividade e o posicionamento da tubulação, profundidades, cobrimentos mínimos, pontos de passagem obrigatórios, interferências de qualquer natureza, tipo de pavimento, tipo da base de apoio da tubulação e tipo de rebaixamento do lençol freático. Deve desenvolver o projeto executivo de escoramento de vala.

O fabricante de tubos, aduelas e/ou poços de visita de concreto são responsáveis pela qualidade dos produtos por ele fornecidos à obra. Estes produtos devem cumprir as especificações das NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085, conforme o caso. A documentação relativa ao cumprimento das especificações das normas brasileiras deve ser disponibilizada para o responsável pela obra e também arquivada na empresa fabricante de tubos, aduelas e/ou poços de visita de concreto durante o prazo previsto na legislação vigente.

A contratada, antes de iniciar qualquer trabalho, deve providenciar, para aprovação da fiscalização, a planta geral do canteiro, indicando localização do terreno; acessos; redes de água, esgoto, energia elétrica, telefone e outros; localização e dimensão de todas as edificações. A segurança, a guarda e a conservação de todo o material, equipamentos, ferramentas, utensílios e instalações das obras são de responsabilidade da contratada. A contratada deve manter livre o acesso aos extintores, mangueiras e demais equipamentos situados no canteiro, a fim de combater eficientemente o fogo no caso de incêndio, ficando proibida a queima de qualquer espécie de material no local da obra.

Os EPI e os equipamentos de proteção coletiva (EPC) devem ser armazenados de forma adequada e ser de uso obrigatório na obra, conforme norma regulamentadora NR 6 do Ministério do Trabalho. Por ocasião da entrega dos tubos, aduelas e poços de visita de concreto, a fiscalização deve estar presente na obra para verificar o material e supervisionar a sua descarga e estocagem. Os tubos, aduelas e poços de visita de concreto e seus acessórios devem ser entregues na obra, acompanhados dos relatórios de inspeção.

O comprador deve ter livre acesso aos locais em que as peças encomendadas estejam estocadas, podendo, a seu critério, acompanhar o processo produtivo e os ensaios para recebimento dos produtos previstos nas normas NBR 8890, NBR 15396 e NBR 16085. A inspeção pode ser feita diretamente pelo comprador ou por inspetor credenciado. O fornecedor deve proporcionar todas as facilidades para que o inspetor possa certificar-se de que as peças estão em conformidade com as normas pertinentes.

Os tubos, aduelas e poços de visita de concreto que, por meio de verificação visual, apresentarem danos além dos limites estabelecidos nas NBR 8890, NBR 15396 ou NBR 16085, conforme o caso, no momento de sua utilização, devem ser rejeitados. Caso o construtor receba e aplique tubos, aduelas, poços de visita e seus acessórios recebidos danificados ou sem exigência de inspeção (ver NBR 8890, NBR 15396 ou NBR 16085, conforme o caso), a responsabilidade por qualquer problema executivo decorrente do material aplicado ou sinistro na obra é de seu inteiro encargo.

As orientações sobre a classificação de gases e vapores

Conheça as orientações sobre a classificação de gases e vapores e um método de ensaio destinado à medição do interstício máximo experimental seguro (Maximum Experimental Safe Gap – MESG) para misturas de gases ou vapores com o ar sob condições normais de temperatura e pressão (20 °C, 101,3 kPa), de forma a permitir a seleção de um grupo de equipamento apropriado.

A NBR ISO/IEC 80079-20-1 de 07/2020 – Atmosferas explosivas – Parte 20-1: Características de substâncias para classificação de gases e vapores — Métodos de ensaios e dados apresenta orientações sobre a classificação de gases e vapores. Descreve um método de ensaio destinado à medição do interstício máximo experimental seguro (Maximum Experimental Safe Gap – MESG) para misturas de gases ou vapores com o ar sob condições normais de temperatura e pressão (20 °C, 101,3 kPa), de forma a permitir a seleção de um grupo de equipamento apropriado. Esta norma descreve também um método de ensaio para a determinação da temperatura de autoignição (Auto-Ignition Temperature – AIT) de misturas vapor-ar ou misturas gás-ar, à pressão atmosférica, de forma a permitir a seleção de uma classe de temperatura de equipamentos apropriada.

Os valores das propriedades químicas dos materiais são apresentados para auxiliar na seleção dos equipamentos a serem utilizados em atmosferas explosivas. Dados adicionais podem ser incluídos à medida que resultados de ensaios validados se tornarem disponíveis. Os materiais e as características indicadas na Tabela B.1, disponível na norma (ver Anexo B), foram selecionados com particular referência à utilização de equipamentos em atmosferas explosivas. Os dados indicados nesta norma foram coletados a partir de diversas referências, as quais são indicadas na Bibliografia. Estes métodos para a determinação do MESG e da AIT podem também ser utilizados para misturas gás-ar inerte ou vapor ar inerte. No entanto, os dados de misturas inertes não são indicados na tabela.

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Como deve ser feita a verificação do método de determinação do MESG?

O que é um vaso de ensaio e suporte para o ensaio de temperatura de autoignição (AIT)?

Quais os dispositivos de medição a ser usados no ensaio de temperatura de autoignição?

Quais os requisitos que os componentes necessários para o ensaio devem atender?

Os equipamentos de Grupo I são para utilização em minas suscetíveis de ocorrência de grisu. Grisu consiste principalmente em metano de mineração, mas sempre contém pequenas quantidades de outros gases, como nitrogênio, dióxido de carbono e hidrogênio, e algumas vezes etano e monóxido de carbono. Os termos grisu e metano são frequentemente utilizados como sinônimos na indústria de mineração.

Os equipamentos de Grupo II são para utilização em gases e vapores inflamáveis, excluindo as minas suscetíveis de ocorrência de grisu. Os equipamentos de Grupo II para gases e vapores são definidos em subgrupos de acordo com o seus MESG ou MIC, em equipamentos dos subgrupos IIA, IIB e IIC. Todos os materiais inflamáveis são definidos em classes de temperatura de acordo com as suas temperaturas de autoignição.

Os gases e os vapores podem ser definidos de acordo com os seus MESG em subgrupos IIA, IIB e IIC, com base no método de determinação descrito nesta norma. De modo a assegurar resultados padronizados, o equipamento do MESG é dimensionado para evitar possíveis efeitos externos por obstrução aos interstícios seguros. O método padronizado para a determinação do MESG é o descrito em 6.2, porém, quando as determinações tiverem sido realizadas somente em um vaso esférico de 8 L, com ignição próxima do interstício do flange, estas determinações podem ser inicialmente aceitas.

O projeto de um equipamento de ensaio para a determinação do interstício seguro, que não utilize a caixa de ensaio padrão para a determinação do subgrupo de um gás específico, pode necessitar ser diferente daquele descrito nesta norma. Por exemplo, o volume da caixa de ensaio, dimensões dos discos, concentração do gás, e pode ser necessário que a distância entre os discos e qualquer parede externa ou barreiras sólidas seja ajustável. Como o projeto depende da pesquisa a ser desenvolvida, é impraticável recomendar requisitos específicos de projeto, mas para as principais aplicações ainda são válidos os princípios gerais e precauções indicados nesta norma.

São indicadas na NBR IEC 60079-14 as distâncias mínimas entre uma junta flangeada à prova de explosão e barreiras sólidas, de acordo com o grupo de equipamento a ser aplicado em uma área classificada. Para definição dos subgrupos, os limites do MESG são: Grupo do equipamento IIA: MESG ≥ 0,90 mm; Grupo do equipamento IIB: 0,50 < MESG < 0,90 mm; Grupo do equipamento IIC: MESG ≤ 0,50 mm. A determinação de ambos os parâmetros, MESG e relação MIC, é necessária quando 0,50 < MESG < 0,55. Então o grupo do equipamento é determinado pela relação MIC.

Para gases e líquidos altamente voláteis, o MESG é determinado a 20°C. Se for necessário realizar a determinação do MESG a temperaturas mais elevadas do que a temperatura ambiente, é utilizada uma temperatura 5 K acima da necessária para fornecer a pressão de vapor ou 50 K acima do ponto de fulgor; este valor do MESG é indicado na tabela e a definição do grupo de equipamento é com base neste resultado. Subgrupos dos gases e vapores IIA, IIB e IIC podem ser definidos de acordo com a relação entre a corrente mínima de ignição (MIC) e a corrente de ignição do metano de laboratório.

A pureza do metano de laboratório não pode ser menor do que 99,9% por volume. O método normalizado para a determinação da relação entre MIC é com base no equipamento de ensaio descrito na NBR IEC 60079-11, porém, quando as determinações tiverem sido obtidas em outros equipamentos de ensaio, os resultados podem ser inicialmente aceitos. Para definição dos subgrupos, as relações entre MIC são: Grupo do equipamento IIA: MIC > 0,80; Grupo do equipamento IIB: 0,45 ≤ MIC ≤ 0,80; Grupo do equipamento IIC: MIC < 0,45.

A determinação de ambos os parâmetros, MESG e relação MIC, é necessária quando 0,70 < MIC < 0,90 ou 0,40 < MIC < 0,50. Então o grupo do equipamento é determinado pelo MESG. Quando um gás ou vapor é um membro de uma série de componentes equivalentes, a determinação do subgrupo do gás ou vapor pode ser inicialmente inferida a partir dos dados de outros membros vizinhos da série.

A definição do subgrupo de acordo com a similaridade de sua estrutura química não é permitida, se a definição de subgrupo do membro vizinho for com base no MESG e a outra com base na relação MIC.

O gás de coqueria é uma mistura de hidrogênio, monóxido de carbono e metano. Se a soma das concentrações (em % volume) de hidrogênio e monóxido de carbono for menor que 75 % do volume total, é recomendada a utilização de equipamentos com o tipo de proteção “Ex” adequado para o Grupo IIB. Caso contrário, é recomendada a utilização de equipamentos “Ex” do Grupo de equipamentos IIC.

A temperatura de autoignição do nitrito de etila é 95 °C, acima da qual o gás sofre uma decomposição explosiva. Não confundir nitrito de etila com o seu isômero, o nitroetano. O MESG do monóxido de carbono está relacionado a uma mistura de ar saturado com umidade na temperatura ambiente normal. Esta determinação indica a utilização de equipamento “Ex” do Grupo de equipamento IIB na presença de monóxido de carbono. Um MESG maior pode ser observado com níveis de umidade mais baixos.

O MESG mais baixo (0,65 mm) é observado para uma mistura de CO/H2O próxima de 7:1 (razão molar). Pequenas quantidades de hidrocarboneto na mistura monóxido de carbono/ar têm um efeito similar na redução do MESG, de forma a serem requeridos equipamentos “Ex” do Grupo de equipamento IIB. O metano industrial, como o gás natural, é classificado como Grupo de equipamento IIA, desde que este não contenha mais que 25 % de volume de hidrogênio. Uma mistura de metano com outras substâncias do Grupo de equipamento IIA, em qualquer proporção, é classificada como Grupo de equipamento IIA.

IEC 60079-25: os sistemas elétricos intrinsecamente seguros em atmosferas explosivas

Essa norma, editada em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), estabelece os requisitos específicos para a construção e a avaliação de sistemas elétricos intrinsecamente seguros, tipo de proteção “i”, destinados a serem utilizados, integralmente ou em parte, em locais onde a utilização de equipamento dos Grupos I, II ou III é requerida.

A IEC 60079-25:2020 – Explosive atmospheres – Part 25: Intrinsically safe electrical systems estabelece os requisitos específicos para a construção e a avaliação de sistemas elétricos intrinsecamente seguros, tipo de proteção “i”, destinados a serem utilizados, integralmente ou em parte, em locais onde a utilização de equipamento dos Grupos I, II ou III é requerida. Complementa e modifica os requisitos gerais da IEC 60079-0 e a norma de segurança intrínseca IEC 60079-11.

Quando um requisito desta norma entra em conflito com um requisito da IEC 60079-0 ou IEC 60079-11, o requisito desta norma tem precedência. Os requisitos de instalação dos sistemas do grupo II ou do grupo III projetados de acordo com esta norma estão especificados na IEC 60079-14. Esta terceira edição cancela e substitui a segunda edição publicada em 2010 e constitui uma revisão técnica.

Conteúdo da norma

PREFÁCIO……………………….. 4

1 Escopo.. ………………………. 9

2 Referências normativas…….. 9

3 Termos e definições…………. 9

4 Documento descritivo do sistema……………… 11

5 Classificação de agrupamento e temperatura…………… 11

6 Níveis de proteção……………….. 11

6.1 Geral………………………………. 11

6.2 Nível de proteção “ia”………………… 12

6.3 Nível de proteção “ib”……………… 12

6.4 Nível de proteção “ic”……………. 12

7 Circuitos não intrinsecamente seguros……….. 12

8 Fiação/cabos de interconexão usados em um sistema intrinsecamente seguro……………………. 12

8.1 Geral……………………………….. 12

8.2 Cabos que contêm um único circuito intrinsecamente seguro…………… 12

8.3 Cabos contendo mais de um circuito intrinsecamente seguro……………. 12

9 Requisitos para cabos simples e multicircuitos………….. 13

9.1 Geral……………………………… 13

9.2 Resistência dielétrica……………………. 13

9.2.1 Cabos que contêm um único circuito intrinsecamente seguro……………….. .13

9.2.2 Cabos que contêm mais de um circuito intrinsecamente seguro …………………… 13

9.3 Parâmetros de segurança intrínseca dos cabos……….. 13

9.4 Realização de telas………………….. 14

9.5 Tipos de cabos de múltiplos circuitos………………. 14

9.5.1 Geral………………………………….. 14

9.5.2 Cabo tipo A…………………….. 14

9.5.3 Cabo tipo B……………………… 14

9.5.4 Cabo tipo C……………………… 14

10 Armários………………………….. 14

11 Aterramento e ligação de sistemas intrinsecamente seguros…………… 14

12 Avaliação de um sistema intrinsecamente seguro…………….. 15

12.1 Geral………… 15

12.2 Sistemas contendo apenas aparelhos certificados pela IEC 60079-11………………. 15

12.3 Sistemas que contêm aparelhos não avaliados separadamente conforme IEC 60079-11………… 15

12.4 Sistemas contendo uma única fonte de energia………. 15

12.5 Sistemas contendo mais de uma fonte de energia……. 16

12.5.1 Geral……………….. 16

12.5.2 Sistemas contendo fontes de energia lineares e não lineares……………….. 16

12.6 Aparelho simples……………………. 18

12.7 Avaliação da capacitância, indutância e L/R do cabo………………18

12.7.1 Geral….. ……… 18

12.7.2 Parâmetros não especificados…………………. 18

12.7.3 Ajustes dos parâmetros de saída para o nível de proteção……………… 18

12.7.4 Efeito da capacitância e da indutância combinadas.. 18

12.7.5 Determinação de L/R…………………. 18

12.8 Falhas nos cabos de múltiplos circuitos…………. 19

12.9 Verificações e ensaios de tipo…………………. 19

13 Sistemas predefinidos………………….. 19

Anexo A (informativo) Avaliação de um sistema intrinsecamente seguro simples……………. 20

Anexo B (informativo) Avaliação de circuitos com mais de uma fonte de energia…………. 22

Anexo C (informativo) Interconexão de circuitos intrinsecamente seguros não lineares e lineares…… 25

C.1 Geral…………………. 25

C.2 Avaliação das características de saída das fontes de energia ………………………. 25

C.3 Avaliação das características das possibilidades de interconexão e saída………… 28

C.4 Determinação da segurança intrínseca e uso de gráficos…………….. 31

C.5 Verificação em oposição à IEC 60079-11…………… 33

C.6 Ilustração do procedimento………………………… 33

C.7 Curvas de limite para característica de fonte universal……………….. 37

Anexo D (informativo) Verificação de parâmetros indutivos…………………….. 48

Anexo E (informativo) Exemplo de formato para um documento descritivo do sistema………….. 50

Anexo F (informativo) Uso de aparelhos simples em sistemas……………………. 52

F.1 Geral……….. …………….. 52

F.2 Uso de aparelhos com ‘aparelhos simples’…………. 53

Anexo G Sistemas FISCO (normativos)…………… 54

G.1 Geral………………………………… 54

G.2 Requisitos do sistema…………….. 54

G.2.1 Geral…………………………. 54

G.3 Requisitos adicionais dos sistemas FISCO “ic”………..55

Bibliografia………………….. 57

Uma lista de todas as partes da série IEC 60079, publicada sob o título geral Atmosferas explosivas, pode ser encontrada no site da IEC. O comitê decidiu que o conteúdo desta publicação permanecerá inalterado até a data de estabilidade indicada no site da IEC em “http://webstore.iec.ch&#8221; nos dados relacionados à publicação específica. Nesta data, a publicação será reconfirmada, retirada, substituída por uma edição revisada ou alterada.

Os indicadores para as cidades inteligentes

Entenda as definições e as metodologias para um conjunto de indicadores de cidades inteligentes.

A NBR ISO 37122 de 07/2020 – Cidades e comunidades sustentáveis — Indicadores para cidades inteligentes especifica e estabelece definições e metodologias para um conjunto de indicadores de cidades inteligentes. Como acelerar as melhorias nos serviços urbanos e qualidade de vida é fundamental para a definição de uma cidade inteligente, por isso esse documento, juntamente com a NBR ISO 37120, se destina a fornecer um conjunto completo de indicadores para medir o progresso em direção a uma cidade inteligente. Isso é representado na figura abaixo.

Ele se destina a auxiliar as cidades a orientar e avaliar o desempenho da gestão de seus serviços urbanos, bem como a qualidade de vida. Ele considera a sustentabilidade como o seu princípio geral, e a cidade inteligente como um conceito orientador no desenvolvimento das cidades. Os indicadores devem ser reportados anualmente. Dependendo de seus objetivos em termos de inteligência, as cidades escolherão o conjunto apropriado de indicadores deste documento a ser relatado. Para fins de interpretação de dados, as cidades devem levar em consideração a análise contextual ao interpretar os resultados. O ambiente institucional local pode afetar a capacidade de aplicar indicadores.

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Como descrever o indicador energia elétrica e térmica (GJ) produzida a partir de resíduos sólidos ou outros processos de tratamento de resíduos líquidos per capita por ano?

Como realizar o indicador de porcentagem dos pontos de iluminação pública gerenciados por sistema de telegestão?

Como fazer o indicador de porcentagem de edifícios públicos que necessitam de renovação/remodelagem?

Como fazer o indicador de porcentagem da população da cidade com acesso a sistemas de alertas públicos em tempo real sobre condições de qualidade do ar e da água?

Em alguns casos, os serviços podem ser prestados pelo setor privado ou pela própria comunidade. No Brasil, os serviços públicos são oferecidos aos cidadãos de acordo com uma matriz constitucional de competências, sendo que, além dos municípios – que detêm, conforme a legislação vigente, a incumbência de organizar e prestar os serviços públicos de interesse local (iluminação pública), abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, drenagem de águas pluviais, entre outros) –, os estados e a União também detêm responsabilidades por diversos serviços públicos relacionados aos indicadores deste documento (por exemplo, geração e distribuição de energia elétrica, de competência da União). Dessa forma, em que pese a atuação municipal (local) ser preponderante, a evolução dos indicadores de inteligência urbana tratados neste documento (e a consequente materialização plena do conceito de cidade inteligente no Brasil) depende de atuação concomitante e coordenada do poder público nas três esferas federativas.

A lista de indicadores baseia-se nos seguintes critérios: integralidade: convém que os indicadores mensurem e equilibrem todos os aspectos relevantes para a avaliação de uma cidade inteligente; tecnologia neutra: não favorecer uma tecnologia sobre outra, existente ou futura; simplicidade: os indicadores podem ser expressos e apresentados de forma compreensível e clara; validade: os indicadores são um reflexo preciso dos fatos e dados que podem ser coletados usando técnicas científicas; verificabilidade: os indicadores são verificáveis e reprodutíveis, e as metodologias são suficientemente rigorosas para dar certeza ao nível de implementação dos critérios; disponibilidade: dados de qualidade estão disponíveis, ou é viável iniciar um processo de monitoramento seguro e confiável a ser disponibilizado no futuro.

Ao interpretar os resultados de uma área de serviço específica, é importante revisar os resultados de diversos tipos de indicadores entre os temas; focar em um único indicador pode levar a uma conclusão distorcida ou incompleta. Convém que elementos de aspiração também sejam levados em consideração na análise. Os usuários também podem considerar os seguintes aspectos, que devem ser claramente consignados no relatório e justificados: indicadores podem ser agregados a áreas administrativas maiores (por exemplo, região, área metropolitana); indicadores podem ser agrupados para análise, levando-se em consideração as características holísticas de uma cidade; e este conjunto de indicadores pode ser complementado por outros conjuntos de indicadores, a fim de proporcionar abordagem holística mais abrangente para a análise de cidades inteligentes e sustentáveis.

Ademais, é também importante reconhecer os potenciais efeitos antagônicos do resultado de indicadores específicos, positivos ou negativos, ao se analisarem os resultados. As fontes de dados podem variar, dependendo das cidades, e podem ser diferentes das indicadas neste documento. No entanto, os dados devem ser verificáveis, auditáveis, fidedignos e justificados. As cidades podem não ter acesso a todos os dados necessários para aplicação dos indicadores, caso os serviços estejam sendo executados por terceiros. No entanto, ainda é importante que as cidades obtenham estes dados. Um componente importante das cidades inteligentes é o papel das parcerias público-privadas, e convém que essa colaboração, incluindo o compartilhamento de dados, seja incentivada.

Conforme a legislação vigente, os serviços públicos – sejam eles federais, estaduais ou municipais – podem ser prestados diretamente pelos entes públicos ou delegados à iniciativa privada, por meio de concessões (inclusive as parcerias público-privadas), permissões ou autorizações. É ainda possível, de acordo com a legislação atual, o estabelecimento de parcerias “público-público”, como, por exemplo, os contratos de programa celebrados em diversos setores, como saneamento básico, designando-se a entidades estaduais, por exemplo, a prestação de serviços de competência originária dos municípios.

Um exemplo de um indicador seria o número de estações de monitoramento de qualidade da água ambiental em tempo real por 100.000 habitantes. Para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. Um sistema em tempo real para monitorar a qualidade da água ambiental pode ajudar a reduzir os impactos de mudanças climáticas no ambiente e nos ecossistemas aquáticos. Usar um sistema baseado em TIC para monitorar a água ambiental pode fornecer observações em tempo real, fornecendo à cidade e aos seus cidadãos informações em tempo hábil sobre a qualidade da água.

Este indicador reflete os temas de “Infraestruturas da comunidade”, “Ambiente de vida e trabalho”, “Biodiversidade e serviços ecossistêmicos” e “Saúde e assistência na comunidade”, conforme definidos na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para os propósitos de “Atratividade”, “Resiliência” e “Preservação e melhoria do ambiente” da cidade, conforme definidos na NBR ISO 37101.

O número de estações de monitoramento de qualidade da água ambiental em tempo real por 100.000 habitantes deve ser calculado como o número total estações de monitoramento de qualidade da água ambiental em tempo real na cidade (numerador) dividido por 1/100.000 da população total da cidade (denominador). O resultado deve ser expresso como o número de estações de monitoramento de qualidade da água ambiental em tempo real por 100 000 habitantes.

Água ambiental deve se referir à água em rios ou mangues que beneficie o ambiente, por exemplo, água que seja separada em áreas de armazenamento como reservatórios e represas e que seja administrada para plantas e animais. Uma estação de monitoramento deve se referir a uma estrutura física ou dispositivo que usa equipamentos especializados e métodos analíticos para rastrear níveis de poluição da água ambiental.

Um sistema em tempo real deve se referir a qualquer forma de tecnologia ou sistema baseado em TIC (como aplicativos de celular) que forneça informações instantâneas. Mais especificamente, um sistema TIC consiste em hardware, software, dados e das pessoas que os usam. Um sistema TIC normalmente inclui tecnologia de comunicações, como a Internet. Convém notar que TIC e computadores não são a mesma coisa – computadores são o hardware que normalmente fazem parte de um sistema TIC. Convém que o número de estações de monitoramento da qualidade da água ambiental baseados em TIC em tempo real seja obtido dos respectivos departamentos municipais responsáveis pela gestão da qualidade da água da rede de água natural da cidade e do ambiente da cidade.

Outro indicador seria a porcentagem da rede de distribuição de água da cidade monitorada por sistemas inteligentes. Para aqueles que implementarem este documento, convém reportar este indicador em conformidade com os seguintes requisitos. Convém que as cidades considerem tendências de demanda residencial, comercial e industrial do fornecimento de água para administrar os suprimentos de água de forma eficaz e eficiente. Ademais, convém que as cidades administrem o consumo e a distribuição de água com maior eficiência.

Cidades, serviços públicos de água e usuários de água industriais administram diversos componentes da infraestrutura de água por meio de uma variedade de métodos, como sistemas, sensores e medidores de aquisição de dados e o controle de supervisão (SCADA). Um sistema de água inteligente é uma abordagem integrada para administrar o uso de água nas cidades e é composto por uma rede de sensores e medidores que fornecem informações sobre o consumo de água e o vazamento de água na rede de distribuição.

Este indicador reflete os temas “Infraestruturas da comunidade”, “Economia, produção e consumo sustentáveis” e “Saúde e assistência na comunidade” conforme definidos na NBR ISO 37101. Ele pode permitir uma avaliação da contribuição para os propósitos de “Uso responsável de recursos”, “Atratividade”e “Resiliência” da cidade, conforme definidos na NBR ISO 37101. A porcentagem da rede de distribuição de água da cidade monitorada por sistemas inteligentes deve ser calculada como a extensão da rede de distribuição de água coberta por sistemas inteligente em quilômetros (numerador) dividida pela extensão total da rede de distribuição de água em quilômetros (denominador).

O resultado deve ser então multiplicado por 100 e expresso como a porcentagem da rede de distribuição de água da cidade monitorada por sistemas inteligentes. Um sistema inteligente de água deve se referir a uma rede de sensores e medidores que permita que a cidade e utilidades monitorem e diagnostiquem problemas na rede do sistema de água remotamente. Ele também fornece a capacidade de priorizar e administrar problemas de manutenção, usando dados para otimizar todos os aspectos da rede do sistema de água de tubulação de água.

Rastreamento deve incluir mais de um ponto de medição na rede e não pode ser limitado ao ponto de entrada na rede. Convém que os dados sobre a rede de distribuição de água e sistemas inteligentes de água sejam obtidos dos fornecedores de água locais ou regionais, ou dos respectivos departamentos municipais ou ministérios que tenham dados sobre a rede local de distribuição de água.

Uma vez que este indicador se relaciona a ferramentas para digitalização, convém considerar o progresso tecnológico em outras áreas, como planejamento, construção e renovação de redes. Convém que o objetivo final de uma cidade “inteligente” seja atingir metas de sustentabilidade, não somente a utilização desnecessária de ferramentas de digitalização.

Os abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios

Conheça os requisitos e métodos de ensaio para a fabricação de abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios empregados nos sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, dimensionados conforme a NBR 13714. 

A NBR 16870 de 07/2020 – Abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios — Requisitos e métodos de ensaio estabelece os requisitos e métodos de ensaio para a fabricação de abrigos para mangueiras de incêndio e acessórios empregados nos sistemas de hidrantes e de mangotinhos para combate a incêndio, dimensionados conforme a NBR 13714. O abrigo pode ser definido como uma caixa ou armário para armazenamento de mangueiras de incêndio e seus acessórios, ou para armazenamento do conjunto mangueira semirrígida e acessórios (mangotinho), empregados em sistemas de hidrantes e mangotinhos para combate a incêndio, dimensionados conforme a NBR 13714.

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Quais são os critérios de avaliação do abrigo e seus componentes?

Como verificar a estanqueidade do abrigo?

Em relação à corrosão, como avaliar a deterioração das partes representativas integrantes do abrigo?

Como realizar o ensaio de envelhecimento térmico por radiação ultravioleta?

O abrigo de mangueira deve conter as seguintes marcações, de forma permanente e visível quando instalado: nome do fabricante ou sua logomarca; modelo ou nome comercial; tipo do abrigo, conforme o Anexo A. O abrigo deve conter meios de fixação adequados, não sendo admitidos sistemas de fixação ou de apoio sobre a tubulação do sistema de hidrantes. O abrigo deve conter aberturas de ventilação na porta para circulação de ar. O abrigo deve conter dispositivo para fechamento da porta. Os abrigos devem ser construídos com materiais resistentes à corrosão, ou os materiais empregados em sua construção devem ser protegidos com revestimento anticorrosivo.

No interior do abrigo, as conexões de mangueira devem ser armazenadas de modo que haja pelo menos 50 mm entre qualquer parte do abrigo, exceto entre a porta e o registro da válvula, quando a válvula estiver em qualquer posição, desde totalmente aberta até completamente fechada. Quando os abrigos forem empregados em locais sujeitos a vandalismo, eles podem ser fechados a chave, desde que existam meios que permitam o rápido acesso aos equipamentos no interior do abrigo em situação de emergência.

O abrigo deve apresentar condições de armazenar no mínimo todos os componentes e acessórios previstos em função do tipo de abrigo, conforme o Anexo A. Caso as especificações técnicas fornecidas pelo fabricante apresentem componentes ou acessórios que sejam incrementais aos estabelecidos por esta norma, o abrigo deve ser verificado levando em conta tal especificação. O acesso aos equipamentos e acessórios no interior do abrigo deve ser realizado de forma rápida e segura.

Um único operador deve ser capaz de abrir a sua porta e ter condições de remover os equipamentos e acessórios. Verificar se o abrigo, quando a válvula instalada em seu interior para eventual substituição e/ou reparo da rede hidráulica do sistema for removida (quando o abrigo possibilitar tal instalação), não sofra danos e que se permita esta remoção de forma adequada e segura. Deve-se prever espaço suficiente para a manobra da válvula angular e conexão de mangueira (s).

No caso de abrigos que acomodem botoeira para acionamento de bomba de reforço do sistema de hidrantes, deve-se posicioná-la de forma que a remoção dos componentes do interior do abrigo seja permitida. Todos os materiais utilizados na fabricação dos abrigos devem estar de acordo com a sua aplicação. Partes dos abrigos expostas ou mantidas em contato com água devem ser construídas com materiais resistentes à corrosão.

Os componentes metálicos ferrosos, quando não compostos por aço inoxidável, para atender ao disposto em 6.5, devem, preferencialmente, receber tratamento anticorrosivo por galvanização, com deposição de camada de zinco com no mínimo 100 g/m², de acordo com o estabelecido nas NBR 7008-1 e NBR 7008-2. Caso os componentes não sejam galvanizados, devem ter sua proteção antioxidante comprovada de acordo com o indicado em 6.5, a partir de amostras retiradas de um dos corpos de prova a serem ensaiados.

Convém que o abrigo não possua visor. Caso possua, as dimensões do visor devem permitir uma visualização de todos os componentes em seu interior. O vidro empregado deve ser do tipo temperado ou laminado, com bordas polidas, segundo os requisitos da NBR 7199. A abertura para acomodação do vidro na porta do abrigo deve ser dimensionada conforme a NBR 7199.

Pode-se utilizar o vidro como porta do abrigo de mangueiras, desde que seja considerado vidro do tipo vertical suscetível ao impacto humano e que o seu dimensionamento e sua estrutura de suporte e apoio atenda à NBR 7199. O fabricante deve fornecer, para cada modelo de abrigo de mangueira, uma ficha técnica contendo: desenho de conjunto com as dimensões do abrigo montado, em escala apropriada para leitura e interpretação, atendendo ao Sistema Internacional de unidades (SI); especificações técnicas; carga máxima admissível; instruções de instalação, operação e manutenção.

Os abrigos devem ser ensaiados considerando todos os componentes apresentados na ficha técnica do produto. Todos os abrigos que compõem a amostra a ser submetida aos ensaios laboratoriais devem ser unidades plenamente representativas das linhas normais de produção e comercialização do fabricante. O Anexo B apresenta a aplicabilidade dos ensaios em função do tipo de abrigo. No Anexo C estão apresentados os fluxogramas de acordo com o tipo de abrigo a ser avaliado.

Os fluxogramas sugerem as sequências de ensaios laboratoriais para otimizar o número de amostras necessárias para avaliação do produto. Cada item do fluxograma apresenta o número da seção, o nome do requisito a ser avaliado e a quantidade de amostras necessárias. Os requisitos, métodos de ensaio e critérios de avaliação descritos visam avaliar o desempenho do abrigo em função de suas características e particularidades de aplicação do produto.

Os abrigos de mangueira devem ser verificados antes de serem submetidos aos ensaios, com relação aos seguintes aspectos: identificação das marcações no abrigo, conforme 4.1; conformidade com o desenho de conjunto que compõe a ficha técnica do produto, conforme 4.4; conformidade com os requisitos construtivos descritos em 4.2. A aparelhagem necessária é a seguinte: trena ou régua metálica graduada, com resolução de 1 mm; paquímetro, com resolução de 0,05 mm.

O corpo de prova deve ser um abrigo de mangueiras. O abrigo deve ser ensaiado considerando todos os componentes apresentados no desenho de conjunto do produto. O abrigo de mangueira deve ser submetido às verificações de todas as dimensões apresentadas na documentação técnica fornecida pelo fabricante. Deve ser verificada a condição do abrigo quanto a rachaduras, trincas, fissuras ou rebarbas. É recomendável a realização do registro fotográfico antes do início dos ensaios.

A gestão da competência e do desenvolvimento de pessoas

Uma organização deve estabelecer, implementar, manter e melhorar sistemas de gestão da competência e desenvolvimento de pessoas para afetar positivamente resultados relacionados à conformidade de produtos e serviços e às necessidades e expectativas de partes interessadas pertinentes.

A NBR ISO 10015 de 07/2020 – Gestão da qualidade — Diretrizes para gestão da competência e desenvolvimento de pessoas provê diretrizes para uma organização estabelecer, implementar, manter e melhorar sistemas de gestão da competência e desenvolvimento de pessoas para afetar positivamente resultados relacionados à conformidade de produtos e serviços e às necessidades e expectativas de partes interessadas pertinentes. Este documento é aplicável a todas as organizações, independentemente do seu tipo ou porte. Ele não adiciona, altera ou de outro modo modifica os requisitos para a família ISO 9000 ou quaisquer outras normas.

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Como pode ser definido o desenvolvimento de pessoas?

Como fazer o planejamento para o desenvolvimento da competência?

Como deve ser executada a estrutura do programa de gestão da competência e de desenvolvimento de pessoas?

Como determinar as necessidades futuras de competência e de desenvolvimento de pessoas?

As pessoas são essenciais para organizações. O desempenho organizacional depende de como competências de pessoas são usadas no trabalho. A gestão da competência e o desenvolvimento de pessoas nos níveis organizacional, de equipe, de grupo e individual são requeridos para que organizações sejam bem sucedidas. A gestão da competência e o desenvolvimento de pessoas são claramente ligados entre si: o desenvolvimento de pessoas é parte da gestão da competência e pessoas competentes irão requer desenvolvimento.

Essas duas construções são inter-relacionadas e, de muitas maneiras, inseparáveis. Aplicar processos planejados e sistemáticos para gestão da competência e desenvolvimento de pessoas provê uma contribuição importante para ajudar organizações a melhorar suas capacidades, atender sua direção estratégica e alcançar resultados pretendidos. A gestão da competência tem importância significativa para elevar a capacidade da organização para criar e entregar valor.

Os princípios de gestão da qualidade subjacentes à família de normas ISO 9000 (dos quais a família de normas ISO 10001 a ISO 10019 faz parte) enfatizam a importância de pessoas competentes e uma cultura que promova crescimento e desenvolvimento adicional. Este documento provê orientação para auxiliar organizações e seu pessoal ao abordarem questões relacionadas à gestão da competência e ao desenvolvimento de pessoas.

Ele pode ser aplicado sempre que for requerida orientação para interpretar referências a pessoas competentes/desenvolvidas em sistemas de gestão da qualidade da família ISO 9000, ou qualquer outra norma de sistemas de gestão, por exemplo, gestão de riscos, gestão ambiental. Este documento provê orientação para ajudar organizações a gerir competência e desenvolver suas pessoas. A figura abaixo esboça um processo para isso.

Ao considerar necessidades de competência, convém que organizações determinem a competência requerida para alcançar resultados pretendidos, no nível organizacional, de equipe, de grupo e individual, tendo em conta: o contexto da organização: mudanças em questões externas/internas e as necessidades e expectativas das partes interessadas pertinentes que afetem significativamente necessidades de competência; o impacto potencial da falta de competência nos processos e na eficácia do sistema de gestão; reconhecimento de níveis individuais de competência em relação à capacidade de realizar papéis específicos; oportunidades de utilizar competência específica disponível na concepção de funções, processos e sistemas relacionados ao trabalho.

Convém que a gestão da competência considere todos os processos, funções e níveis da organização. Convém que a determinação do que é necessário comece pela avaliação dos níveis atuais de competência, incluindo quaisquer limitações, e mantendo informação documentada sobre necessidades especificas de competência, como apropriado. Convém que a organização determine suas necessidades de competência em intervalos planejados e em resposta a mudanças em seu contexto.

As organizações podem optar por usar provedores externos para realizar quaisquer atividades, incluindo uma análise para determinar necessidades de competência e avaliar níveis atuais de competência, como coberto por este documento. Se uma organização usar um provedor externo, convém que ela assegure monitoramento e avaliação apropriados das atividades. A competência é diretamente afetada pelo contexto da organização. Ao determinar os tipos e o nível de competência necessários, convém que a organização considere, por exemplo as questões externas (por exemplo, requisitos estatutários e regulamentares, avanços tecnológicos); fatores internos (por exemplo, missão, visão, objetivos estratégicos, valores e cultura da organização, gama de atividades ou serviços, disponibilidade de recursos, conhecimento organizacional); as necessidades e expectativas de partes interessadas pertinentes (por exemplo, regulamentadores, clientes, sociedade).

Convém que informação documentada seja mantida e/ou retida, como apropriado, para apoiar e demonstrar as necessidades de competência: organizacional relacionada à organização; de equipe (realizações de treinamento de equipe estabelecida ou de grupo mais informal); individual (qualificações, resultados de desempenho/avaliação); programas de desenvolvimento e outras iniciativas; avaliação do impacto do desenvolvimento de competência e ações associadas.

Na organização, diferentes equipes ou grupos necessitarão diferentes competências, de acordo com as atividades que eles realizam e com os resultados pretendidos. Ao determinar diferentes necessidades de equipe ou grupo, convém que a organização considere a liderança; os objetivos e resultados pretendidos de equipe ou grupo; as atividades, processos e sistemas; a estrutura da equipe ou do grupo: hierarquia, número de pessoas, e papéis e responsabilidades; a cultura da equipe ou do grupo e a capacidade de cooperar, colaborar e cultivar respeito.

Convém que requisitos de competência individual sejam determinados em todos os níveis da organização para assegurar que cada papel ou função diferente seja eficaz. Para determinar competência individual, convém que a organização considere os requisitos de competência externos; os papéis e responsabilidades; as atividades relacionadas a papéis ou função; os comportamentos (por exemplo, inteligência emocional, capacidade de permanecer calmo em uma crise, capacidade de manter concentração durante trabalho monótono, capacidade de trabalhar cooperativamente numa equipe direta e em toda a organização ou com clientes).

Convém que a organização analise criticamente seus níveis atuais de competência em relação às necessidades de competência requeridas, nos níveis organizacional, de equipe, de grupo e individual, para estabelecer se ou onde ações precisam ser tomadas para atender às necessidades de competência. Convém que a organização considere os níveis de competência existentes; comparar esses com os níveis de competência requeridos; utilizar a mentalidade de risco para priorizar ações para abordar lacunas de competência. Ao implementar o programa de desenvolvimento, convém que a organização identifique e determine os diferentes papéis e responsabilidades.

As coberturas e os fechamentos laterais com telhas de fibrocimento sem amianto

As coberturas e os fechamentos laterais devem ser executados segundo projetos que atendam aos requisitos desta norma, tendo em vista o emprego racional do material, de modo a obter: a proteção contra intempéries e segurança; a estanqueidade correta; e os bons resultados estéticos.

A NBR 7196 de 07/2020 – Telhas de fibrocimento sem amianto – Execução de coberturas e fechamentos laterais – Procedimento estabelece os requisitos para execução de coberturas e fechamentos laterais com telhas onduladas e estruturais de fibrocimento sem amianto, especificadas na NBR 15210 (todas as partes).

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Quais são os requisitos de fixação para coberturas usando telha-padrão tipo P7-0,92 m?

Quais são os requisitos de fixação para fechamento lateral usando telha-padrão tipo P7-1,10 m?

Como devem ser feitos os projetos de montagem das telhas estruturais?

Como deve ser feita a movimentação no canteiro de obras das telhas estruturais?

As coberturas e os fechamentos laterais devem ser executados segundo projetos que atendam aos requisitos desta norma, tendo em vista o emprego racional do material, de modo a obter: a proteção contra intempéries e segurança; a estanqueidade correta; e os bons resultados estéticos. Os projetos devem indicar: referência, quantidade, dimensão, posição e tipo das telhas, peças complementares, vedações e elementos de fixação; especificação da estrutura do telhado e posição dos apoios das telhas; inclinação da (s) cobertura (s) e fechamento (s) lateral (is); recobrimentos transversais e longitudinais; detalhes, como arremates, cortes, furações, sentido e sequência de montagem e outros.

As recomendações específicas de cada fabricante devem constar nos seus catálogos e informações técnicas, os quais devem estar datados (mês/ano). Devem ser adotadas soluções construtivas que propiciem, à cobertura ou ao fechamento lateral, resistência à ação do vento de até 60 km/h, conforme critérios de cálculo da NBR 6123. Os esforços devidos à ação do vento devem ser obtidos a partir do cálculo dos esforços atuantes, segundo a NBR 6123, considerando-se, para as coberturas, o peso próprio da telha especificado pelos fabricantes, acrescido do peso resultante dos recobrimentos transversais e longitudinais.

Caso as solicitações previstas para a cobertura ou fechamento lateral sejam superiores ao valor especificado, devem ser tomadas precauções especiais quanto aos vãos e balanços a serem usados, assim como quanto ao número e tipo de fixadores, conforme recomendações do fabricante. Os painéis solares, aparelhos de ar-condicionado, antenas, placas de aquecimento e outros equipamentos devem ser fixados na estrutura da cobertura e não diretamente nas telhas. As precauções especiais referidas podem ser verificadas pela NBR 5643 ou outro método escolhido em comum acordo entre fabricante e comprador, devendo a carga aplicada no ensaio ser mantida durante 3 min e ser superior ao valor obtido em 4.1.5. As telhas devem resistir às solicitações de flexão devidas somente aos esforços provenientes do peso próprio, ação do vento e chuva.

As telhas não podem ficar sujeitas às solicitações secundárias provenientes de deformações ou movimentações da estrutura, trepidações, impactos e cargas permanentes. As juntas de dilatação da cobertura devem corresponder às juntas existentes na estrutura, para permitir movimentação independente da cobertura e da estrutura. As peças complementares que atuam como arremates da cobertura não podem constituir vínculos rígidos com outras partes da edificação. Para os fechamentos laterais, devem ser seguidas as exigências e recomendações estabelecidas para coberturas, atendendo-se às observações indicadas nas seções específicas a cada tipo de telha.

Para execução de coberturas e fechamentos laterais, devem ser seguidos os requisitos da legislação vigente para trabalho em altura. As telhas devem ser apoiadas sobre elementos coplanares. A direção da geratriz das ondas de uma telha deve coincidir com a direção da maior declividade da superfície da cobertura onde foi aplicada. Para a montagem das coberturas e fechamentos laterais, as telhas devem ser instaladas na posição normal, com a face lisa, que contém a marcação, voltada para o lado externo.

As telhas devem ser fixadas em apoios por meio dos elementos de fixação e seus respectivos conjuntos de vedação. Os elementos de fixação devem ser fabricados em aço-carbono SAE 1010/1020, devidamente protegidos contra a corrosão por galvanização a fogo, com a espessura mínima de 70 μm, ou outro processo com desempenho equivalente. Os elementos de fixação devem ter as características geométricas e dimensionais estabelecidas a seguir e conforme especificação do fabricante: parafuso com rosca soberba, conforme a figura e a tabela abaixo; ganchos com rosca, conforme a figura abaixo; pinos com rosca; ganchos chatos de seção retangular; pregos.

 

Para outros tipos de coberturas, consultar as recomendações do fabricante. A distância mínima do centro dos furos até a extremidade livre da telha deve ser de 100 mm para as telhas estruturais e de 50 mm para os demais tipos de telha. Admite-se que essa distância seja de 25 mm para as telhas de perfil P3. Na instalação ou manutenção da cobertura, os montadores não podem pisar diretamente na telha, exceto nas coberturas executadas com telhas estruturais, conforme recomendações do fabricante. A montagem das telhas deve ser feita por faixas, no sentido do beiral para a cumeeira. A sequência de faixas deve ser no sentido contrário ao dos ventos predominantes na região.

Para permitir uma montagem perfeita da cumeeira, manter alinhadas as ondas das telhas nas duas-águas da cobertura. As furações e cortes das telhas devem ser executados segundo as recomendações do fabricante e utilizando-se os equipamentos de proteção individual (EPI) adequados e outros dispositivos de segurança previstos na legislação em vigor. A furação das telhas não pode ser feita com uso de martelo ou outras ferramentas de impacto, prego ou parafuso, com exceção do prego para as telhas tipo ondas pequenas.

Os elementos de fixação devem permitir a livre dilatação das telhas. Para tanto, deve-se prover folgas entre as telhas e os ganchos chatos, assim como a furação nas telhas com diâmetro 2 mm maior do que o diâmetro do parafuso ou do gancho com rosca. Não podem ser utilizados parafusos tipo autobrocante. A fixação dos ganchos chatos nas terças de madeira deve ser feita com dois pregos ou parafusos. Não são permitidos recortes parciais nas telhas com a finalidade de adaptá-las aos ganchos chatos.

Nos cruzamentos de recobrimento longitudinal com recobrimento transversal, os cantos de duas das quatro telhas que compõem o cruzamento devem ser cortados, para evitar a sobreposição de quatro espessuras, devendo este procedimento ser estendido também às peças complementares. Não há necessidade de corte de cantos para as telhas tipo pequenas ondas. Na execução dos cortes, não podem ser utilizadas ferramentas que provoquem torções, trincas ou desfolhamentos.

As telhas devem ser içadas até o telhado com uso de dispositivos que não provoquem esforços de compressão nas bordas laterais. As telhas devem ser manuseadas por duas pessoas segurando na crista da segunda e da penúltima onda, e nunca pelas bordas laterais, para que não provoquem flexões e trincas longitudinais. As telhas devem ser estocadas em local plano, firme e isento de objetos que possam danificá-las, e o mais próximo possível do local de seu içamento para o telhado. Quando as telhas forem empilhadas horizontalmente, devem ser assentadas usando calços adequados, posicionados de acordo com as recomendações do fabricante.

Quando as telhas forem empilhadas verticalmente, devem ser observadas as seguintes recomendações: a inclinação deve ser de 5° a 15° em relação à vertical; o apoio horizontal das telhas deve ser em dois sarrafos; o apoio da extremidade superior da primeira telha, em toda a sua largura, em um encosto de madeira, deve ter seção mínima de 50 mm × 10 mm; as telhas estruturais não podem ser empilhadas verticalmente. As telhas estruturais com largura útil igual ou superior a 700 mm não podem ser solicitadas com esforço acidental superior a 2 kN. As telhas com largura útil inferior a 700 mm não podem ser solicitadas com esforço acidental superior a 1,5 kN.

As telhas estruturais não podem ser solicitadas com esforço acidental maior do que 1 kN na extremidade do balanço livre, não ultrapassando 30 % do valor máximo da resistência à flexão correspondente à telha estrutural estabelecida na NBR 15210 (todas as partes). A flecha máxima admissível, após a montagem da telha, no meio do vão, é de L/100, onde L é o valor do vão máximo, expresso em metros (m). Deve ser usada a inclinação mínima indicada pelo fabricante, cujo valor foi especificado levando em conta que a telha estrutural, mesmo estando com a flecha máxima admissível (ver 6.4.12), ainda deve permitir escoamento das águas pluviais.

BS 8680: os planos de segurança hídrica

Essa norma, editada pelo BSI em 2020, fornece as recomendações e as orientações para o desenvolvimento de um plano de segurança da água (Water Safety Plan – WSP) para todos os tipos de instalações e empreendimento com sistemas de água que possam representar um risco para aqueles expostos, seja pela própria água, por aerossóis derivados dela ou pelos arredores. ambiente, e onde um WSP é particularmente recomendado dentro das orientações nacionais existentes, como em saúde.

A BS 8680:2020 – Water quality – Water safety plans – Code of practice estabelece orientações e recomendações para o desenvolvimento de um plano de segurança da água (Water Safety Plan – WSP) para a construção de sistemas de água. Normalmente. Costuma-se pensar que os sistemas de água nos edifícios são seguros quando conectados a suprimentos públicos – mas isso ignora o potencial de contaminação (química e microbiana) e o crescimento de patógenos oportunistas transmitidos pela água nos sistemas de água dos edifícios.

Os usuários devem usar todos os envolvidos na garantia de que a água é segura e adequada ao objetivo no ponto de uso, incluindo os responsáveis por: projeto e poluição, construção e instalação, comissionamento, manutenção, operação, a alteração e reforma, desconstrução. Essa norma fornece as recomendações e as orientações sobre o desenvolvimento de um plano de segurança da água e deve ser usada como um código de prática para demonstrar as boas práticas e conformidade atuais.

Um projeto e gestão inadequados dos sistemas de água nos edifícios podem causar surtos de doenças. Os WSP são o meio mais eficaz de garantir consistentemente a segurança do abastecimento de água por meio de uma abordagem abrangente de gerenciamento de riscos. Isso se baseia na identificação de todos os riscos significativos à saúde pública, garantindo que controles e barreiras efetivos sejam aplicados para minimizar esses riscos a níveis aceitáveis e monitorando a operação dos controles e barreiras para garantir a manutenção da segurança.

O WSP é uma base crítica para o gerenciamento e o controle de riscos eficazes para todos os tipos de riscos, incluindo o biológico, químico, físico e radiológico. Esse plano também seria muito útil para quem audita e inspeciona as instalações. Isso pode ajudar os grupos de segurança da água e outros responsáveis pela saúde e segurança a garantir que haja uma abordagem holística da segurança da água em todos os tipos de sistemas e equipamentos que usam ou contêm água.

A norma se aplica a todos os tipos de instalações e empresas com sistemas de água que podem representar um risco para aqueles expostos, seja pela própria água ou por aerossóis derivados dela, e onde um WSP é particularmente recomendado nas orientações nacionais existentes, como na área da saúde. Aplica-se ao desenvolvimento de WSP para novos edifícios; modificações e reformas nos sistemas de água existentes; aplicações retrospectivas para controlar os riscos para a saúde de todos os tipos de uso da água.

Não fornece recomendações para o desenvolvimento de WSP para o abastecimento regulamentado de água potável de um suprimento público ou privado, pois esses são cobertos pelos regulamentos nacionais de qualidade da água. Para avaliação de risco para Legionella ou Pseudomonas aeruginosa, consulte a BS 8580. Essa norma pode contribuir para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 3 da ONU, de garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos em todas as idades. Também apoia o Objetivo 6 de garantir a disponibilidade e o gerenciamento sustentável de água e saneamento para todos.

Conteúdo da norma

Introdução 1

1 Escopo 1

2 Referências normativas 2

3 Termos e definições 3

4 O plano de segurança da água (WSP) 7

4.1 Avaliação de alto nível/análise de lacunas 7

4.2 Governança 10

Figura 1 – Um exemplo de desenvolvimento de um WSP 12

4.3 Avaliação do sistema 16

4.4 Avaliação de risco 18

4.5 Fatores de risco nos cuidados de saúde para inclusão no WSP 28

4.6 Controle de riscos (esquema de controle) 29

4.7 Projeto, instalação e uso de sistemas de água em edifícios 32

4.8 Projeto e especificação 32

Tabela 1 – Principais considerações de projeto 33

4.9 Monitoramento 38

4.10 Programas de apoio 41

Tabela 2 – Exemplo de matriz RACI em um ambiente de assistência médica para uma falha no controle de temperatura de um abastecimento de água quente centralizado 41

4.11 Documentação 43

Tabela 3 – Exemplo de documentos que podem ser necessários para suportar o WSP 44

Anexo A (informativo) Desenvolvimento de um plano de segurança da água (WSP) 49

Tabela A.1 – Matriz de responsabilidades 50

Tabela A.2 – Exemplo de matriz de avaliação de risco para uma pequena empresa, neste caso, cabeleireiros/salão de beleza 52

Anexo B (informativo) Ações corretivas/Gerenciamento de mudanças/Planos de manutenção 54

Anexo C (normativo) Projeto, especificação e comissionamento 56

Anexo D (informativo) Um exemplo de uma lista de verificação do WSP para novas construções 66

Bibliografia 70

No contexto deste documento, um WSP é um plano estratégico proativo que define a direção de como uma empresa ou organização, grande ou pequena, pretende gerenciar os riscos da água no local para evitar danos decorrentes de todas as formas de exposição. Define e documenta os processos e arranjos necessários para o uso e gerenciamento seguros de todos os sistemas de água em cada edifício ou juntamente com quaisquer sistemas e equipamentos associados.

Os tipos e a complexidade dos sistemas de água e equipamentos relacionados variam de acordo com o tamanho e o tipo de empresa ou organização. O desenvolvimento de um WSP pode garantir que eles sejam gerenciados e mantidos. Portanto, eles não representam um risco para os operadores/usuários ou qualquer outra pessoa que possa ser exposta ou afetada por um mau gerenciamento da água. Um componente principal é a nomeação de uma pessoa ou pessoas competentes, um grupo de segurança da água (water safety group – WSG), responsável pelo desenvolvimento e implementação do WSP. Em uma empresa de pequeno porte com sistemas simples, essa pode ser a pessoa que assume a responsabilidade geral pela saúde e segurança e pode ser o proprietário ou gerente das instalações, se tiverem a competência e as habilidades necessárias.

Os WSP precisam levar em consideração todos os riscos potenciais, incluindo os de natureza biológica, química, física e radiológica. Isso é especialmente importante no ambiente de saúde, onde a população pode ser mais vulnerável a riscos físicos, como escaldar e mais suscetível a infecções do que a população em geral, e onde a água usada para fins de tratamento e diagnóstico pode ter uma qualidade acima da média. e acima do necessário para beber água.

Onde existe uma avaliação de riscos, baseada na análise de perigos e nos princípios do ponto crítico de controle (hazard analysis and critical control point – HACCP), pode-se identificar os perigos que podem representar um risco significativo para a saúde humana, várias barreiras de controle, proporcionais ao risco, precisam ser implementadas para garantir que a água permaneça segura . O WSP é apoiado pelo desenvolvimento de programas de apoio, como treinamento, verificação de competências, documentação, comunicação, vigilância e auditoria interna e externa e revisão contínua.

As características dos isoladores compostos tipo suporte

Conheça as dimensões principais e os valores para as características mecânicas e elétricas dos isoladores compostos tipo suporte.

A NBR 15644-1 de 07/2020 – Isoladores compostos tipo suporte para subestações com tensões nominais acima de 1.000 V até 245 kV – Parte 1: Características dimensionais, elétricas e mecânicas especifica as dimensões principais e os valores para as características mecânicas e elétricas dos isoladores compostos tipo suporte. Aplica-se aos isoladores compostos tipo suporte para subestações com tensão nominal de corrente alternada acima de 1.000 V até 245 kV. Esta parte se aplica aos isoladores compostos tipo suporte de projeto similar, usados em estações de força para sistemas ferroviários. Os isoladores compostos tipo suporte cobertos por esta norma são primeiramente para uso externo, mas podem também ser empregados em uso interno.

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O que é uma carga de compressão especificada?

Quais são as tolerâncias para os produtos?

Qual é a codificação e as características de isoladores compostos tipo suporte?

Qual é a codificação e as características de isoladores compostos tipo suporte – Prática Norte Americana/ANSI?

Um isolador composto tipo suporte consiste em um núcleo cilíndrico isolante, sólido, que suporta uma carga mecânica, protegido por um invólucro polimérico, sendo a carga transmitida ao núcleo por meio de ferragens integrantes fixadas ao núcleo isolante. Os isoladores compostos tipo suporte são classificados pelas seguintes características mecânicas e dimensionais: carga de flexão máxima de projeto (CFMP); carga de flexão especificada (CFE); carga de compressão especificada (CCoE); carga de tração especificada (CTE); carga de torção especificada (CToE); altura do isolador; distância de escoamento mínima; diâmetro máximo da parte isolante; arranjo das ferragens integrantes (ver Seção 9).

As Tabelas A.1 e A.2 (disponíveis na norma) apresentam a distância de escoamento mínima para cada isolador junto com a tensão máxima de operação, com base na distância de escoamento específica unificada (DEEU) de 34,7 mm/kVΦ-Φ ou 43,3 mm/kVΦ-t. Esta dimensão é dada somente como informação. O valor da DEEU é considerado um valor representativo das classes de poluição média e pesada, como definidas na ABNT IEC/TR 60815-1. A Tabela A.3 na norma apresenta informação similar para os isoladores, com base na prática norte-americana, considerando 27,8 mm/kVΦ-t para o valor da DEEU, que corresponde a uma classe de poluição leve.

As distâncias de escoamento diferentes das apresentadas nas referidas tabelas podem também ser consideradas para o projeto de isoladores a serem utilizados em várias condições de poluição. Mais informações sobre a DEEU e a seleção de isoladores para condições sob poluição podem ser obtidas nas ABNT IEC/TR 60815-1 e ABNT IEC/TR 60815-3.

Eletricamente, os isoladores compostos tipo suporte são caracterizados pelas tensões a seguir, cujos valores são apresentados nas Tabelas A.1 a A.3: tensão suportável de impulso atmosférico, a seco; tensão suportável em frequência industrial, sob chuva. Os isoladores compostos tipo suporte devem ser identificados conforme as Tabelas A.1 a A.3 por um código alfanumérico contendo quatro indicações: a primeira indicação é representada pelas letras CS ou NACS seguidas do valor da tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco, em quilovolts; a segunda indicação é representada pelas letras A ou B, indicando o diâmetro do círculo de furação das ferragens integrantes no topo e na base do isolador (A = 76 mm e B = 127 mm); a terceira indicação representa a carga de flexão máxima de projeto, em quilonewtons, com dois dígitos; a quarta indicação refere-se ao valor da distância de escoamento mínima, em milímetros.

Exemplo: um isolador código NACS1050B-06-5030 refere-se a um isolador composto tipo suporte, tensão suportável nominal de impulso atmosférico a seco igual a 1.050 kV, diâmetro do círculo de furação de 127 mm, carga de flexão máxima de projeto de 0,6 kN e distância de escoamento mínima de 5 030 mm. Os isoladores devem ser acondicionados em embalagens adequadas, estabelecidas mediante prévio acordo entre as partes interessadas.

As embalagens devem ser identificadas no mínimo com o nome ou a marca do fabricante, tipo do isolador e quantidade de unidades. Quando necessário, para facilidade de manuseio, transporte e armazenagem, as embalagens devem ser paletizadas. Neste caso, o palete é considerado parte integrante da embalagem.