Os vários ganhos da eficiência energética

CURSO TÉCNICO PELA INTERNET

Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma NBR ISO 50001 – Disponível pela Internet – Ministrado em 09/09/2013

A Nova Norma deve conduzir as reduções nos custos, nas emissões de gases de efeito estufa e outros impactos ambientais através da gestão sistemática da energia.

Manuel Alves Filho

eficiência

O tema da eficiência energética vem ganhando importância em vários setores no Brasil, notadamente o industrial. A despeito disso, o número de empresas brasileiras do segmento que dispõem de sistemas e processos estruturados de gestão da energia ainda pode ser considerado tímido. Um exemplo disso é que aproximadamente dez empresas no país possuem seu Sistema de Gestão da Energia (SGE) certificado pela norma ISO 50001, concedida àquelas organizações que estabeleceram sistemas e processos para melhorar o desempenho energético, incluindo eficiência energética, e adotam boas práticas no uso e consumo de energia. Na Alemanha, para estabelecer um termo de comparação, são mais de 1.100 empresas. “Esses dados demonstram o universo de oportunidades que o tema oferece”, afirma o engenheiro mecânico Flávio Roberto Mathias, que acaba de defender dissertação de mestrado sobre diagnóstico energético e gestão da energia na Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) da Unicamp, sob a orientação do professor Sergio Bajay.

De acordo com Mathias, as medidas na área de eficiência energética são importantes por dois motivos especialmente. Primeiro, porque contribuem para a redução de custos, meta que está sempre sendo perseguida pelas empresas. Segundo, porque, integradas a outras boas práticas de gestão, ajudam a tornar a corporação mais competitiva e também contribuem para minimizar os impactos ambientais decorrentes dos processos de produção. Em sua dissertação, o engenheiro mecânico tomou como estudo de caso uma central petroquímica de primeira geração pertencente à Braskem, empresa com 12 anos de atividades e que conta com 36 unidades industriais, sendo 29 no Brasil, cinco nos Estados Unidos e duas na Alemanha. A planta analisada está instalada em São Paulo, na região do ABC.

O pesquisador explica que uma central petroquímica de primeira geração é aquela que produz, a partir da nafta ou do gás natural, produtos como eteno, propeno, butadieno e BTX, matérias-primas utilizadas pelo restante da cadeia petroquímica (plantas de segunda e terceira gerações) para a fabricação de resinas termoplásticas, elastômeros e bens industriais de consumo, incluindo utensílios plásticos, para ficar em poucos exemplos. Pela avaliação feita pelo autor da dissertação, ao comparar o consumo energético específico da planta analisada com o indicador de consumo da melhor tecnologia disponível no mercado (BAT – Best Available Technology) para a produção de eteno, esta unidade apresenta um potencial técnico médio de conservação de energia de 36,4% [entre 2009 e 2012]. “A unidade tem como melhorar o seu desempenho nessa área através da adoção de um conjunto de medidas que envolvem a identificação e correção de perdas energéticas, investimentos em novas tecnologias e a ampliação da cultura da conservação de energia entre seus integrantes e parceiros”, aponta.

As principais rotas tecnológicas que têm possibilitado ganhos de eficiência energética na indústria petroquímica envolvem processos de integração das unidades produtivas, cogeração, reciclagem e recuperação de calor. Mathias reforça que o tema eficiência energética se torna ainda mais importante quando a empresa consegue integrá-lo a outras iniciativas. Embora a gestão energética, por si somente, já traga vantagens, ela tende a potencializar os resultados gerais da corporação quando associada a outras boas práticas. No caso específico, a redução do consumo de energia concorre também para a melhoria do processo de produção. “Quando você melhora um indicador, ele afeta positivamente outros indicadores. Ou seja, quando processos, que estão obviamente ligados a um gerenciamento sustentável, são aperfeiçoados, os reflexos positivos são sentidos por outras áreas, como as de segurança, qualidade e meio ambiente”, exemplifica o autor da dissertação.

O engenheiro mecânico destaca que o seu estudo de caso teve como base um diagnóstico feito pela Braskem em 2012. O trabalho foi desenvolvido por funcionários da empresa, especialistas do Departamento de Energia do governo dos Estados Unidos e representantes de instituições convidadas, entre elas a Unicamp. O próprio Mathias participou do diagnóstico, como estudante de pós-graduação da Universidade. “Essa experiência foi muito valiosa, tanto para os integrantes da Braskem quanto para as instituições convidadas, que tiveram a oportunidade de acompanhar os especialistas durante o diagnóstico energético”, considera. Conforme Mathias, o propósito do diagnóstico era reduzir custos e melhorar o desempenho energético das plantas da Braskem.

A partir dos dados pesquisados, o autor da dissertação desenvolveu então uma metodologia voltada à gestão energética, acompanhada das estimativas de potenciais para ganhos de eficiência energética. “Vale ressaltar que hábitos podem e devem ser mudados com o objetivo de reduzir o consumo energético e eliminar os desperdícios de energia” pondera. Atualmente, prossegue Mathias, os investimentos em eficiência energética estão mais concentrados, no Brasil, no consumo de energia elétrica. “Aos poucos, porém, o tema começa a sensibilizar outros setores. E isso é fundamental que aconteça, notadamente na área industrial, que foi responsável por 35,1% da energia primária consumida no Brasil em 2012”, pontua o pesquisador.

Mathias contou com bolsa de estudos concedida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio da sua participação no projeto Eficind, coordenado pelo Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp, que entre outros objetivos inclui o mapeamento de tecnologias, processos e ações, para se estimar potenciais técnicos, econômicos e de mercado de eficiência energética nos setores industriais intensivos, que possam ser incorporados nos estudos de planejamento energético a longo prazo, executadas pelo governo federal.

Gigante do ramo

A Braskem foi formada em 2002, já como líder do setor petroquímico na América Latina. A empresa é controlada pela multinacional brasileira Odebrecht, que detém 50,1% das ações, e pela Petrobras, que possui outros 47%. A empresa soma 36 unidades industriais, sendo 29 delas no Brasil, cinco nos Estados Unidos e duas na Alemanha. No México, em associação com o grupo local Idesa, a Braskem está investindo no mais importante projeto petroquímico na América Latina, para produção de eteno e polietileno, que entrará em operação em 2015.

A empresa está entre as dez brasileiras com melhor resultado no Carbon Disclosure Project (CDP), ano-base 2011, pela transparência e qualidade do inventário de emissões de gases de efeito estufa. Em 2012, pelo segundo ano consecutivo, conquistou a categoria Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol e se manteve indexada ao Índice Carbono Eficiente (ICO2) da Bolsa de Valores de São Paulo. A atuação da Braskem em 2012 também lhe valeu o Prêmio Finep de Inovação Sustentável, pelo segundo ano consecutivo, na categoria Grande Empresa. Em 2013, a receita líquida da empresa foi de R$ 41 bilhões, o que representou um crescimento da ordem de 13% em relação ao ano anterior.

As empresas de química e petroquímica mais valiosas para os seus públicos

Foi feito um levantamento das empresas de química e petroquímica que mais produzem valor para seus clientes, consumidores, acionistas, funcionários e sociedade. Criado pela DOM Strategy Partners o ranking MVP (Mais Valor Produzido), contém as cinco companhias dos setores que mais produzem valor a partir da percepção, avaliação e recomendação de seus stakeholders.

Basf, Braskem, Petrobras, DOW e Raízen figuram na lista com as companhias que mais geraram valor a partir da interação com os seus diferentes públicos. Foram pesquisados e monitorados diferentes públicos das principais companhias de química e petroquímica do País, recortadas pela DOM através das mil maiores empresas. O que direcionou a pesquisa foi uma metodologia própria da consultoria que defende a tese de que o valor produzido pelas empresas é agregado – ou destruído – e quantificado em função da percepção que os públicos dessas companhias tem ao interagir com elas, seja em processos de comunicação, relacionamento ou transações.

Uma questão bem interessante a salientar sobre o ranking é a Petrobras, que enfrenta uma das piores crises da sua história, e com a pesquisa foi constatado quais são os seus ativos e os indicadores que reverberam em credibilidade, imagem positiva e eficácia de seu motor competitivo, fatores que fazem parte de todo o legado da empresa e que mostra luz no fim do túnel se souberem realinhar e reverter o cenário atual. Dentre os ativos analisados para as empresas terem destaque na lista, estão: Eficácia da Estratégia Corporativa, Resultados Gerados, Crescimento Evolutivo, Valor das Marcas, Qualidade de Relacionamento com Clientes, Governança Corporativa, Sustentabilidade, Gestão de Talentos, Cultura Corporativa, Inovação, Conhecimento Corporativo, Tecnologia da Informação, Grau de Transformação e Uso das Tecnologias Digitais.

Para o relatório, os maiores nomes da indústria química e petroquímica foram ouvidas pela DOM Strategy Partners, consultoria 100% nacional focada em estratégia corporativa, para compor o ranking MVP (Mais Valor Produzido). O levantamento avalia a capacidade das companhias em gerar e proteger valor não apenas para si, mas também para seus clientes, consumidores, acionistas, funcionários e sociedade, conhecidos como stakeholders.

Basf, Braskem, Petrobras, DOW e Raízen assumem o top 5 da lista que avaliou ativos como Eficácia da Estratégia Corporativa, Resultados Gerados, Crescimento Evolutivo, Valor das Marcas, Qualidade de Relacionamento com Clientes, Governança Corporativa, Sustentabilidade, Gestão de Talentos, Cultura Corporativa, Inovação, Conhecimento, Grau de Transformação e Uso das Tecnologias Digitais, dentre outros. O CEO da DOM Strategy Partners, Daniel Domeneghetti, explica que o conceito do estudo foi entender como a industria petroquímica se comunica com os seus principais públicos diante da crescente queda que vive nos últimos anos. “Há uma convergência de fatores que nos aguçou para saber por quais caminhos apontam os setores para construirem e manterem a sua capacidade em gerar valor. Por exemplo, a Petrobras enfrenta uma das piores crises da sua história, Com a pesquisa entendemos quais são os seus ativos e os indicadores que reverberam em credibilidade, imagem positiva e eficácia de seu motor competitivo, fatores que fazem parte de todo o legado da empresa e que mostra luz no fim do túnel se souberem realinhar e reverter o cenário atual”, explica o executivo.

Para viabilizar a pesquisa, a consultoria se apoiou na metodologia EVM (Enterprise Value Management), tática que defende a tese de que o valor produzido pelas empresas, tanto gerado, como protegido, seja este tangível ou intangível, é agregado (ou destruído) e materializado (quantificado) em função da percepção de valor apreendida e tangibilizado pelos stakeholders. A partir da premissa do conceito EVM, os principais nomes do setor passaram por uma avaliação em relação às suas performances nos ativos tangíveis e intangíveis, selecionados como direcionadores de geração e/ou proteção de valor pelas empresas.

O levantamento e o resultado analítico também uniram uma série de interações, pesquisas e monitorias feitas pela DOM com os diferentes públicos das empresas mais relevantes dos setores. A resposta sobre capacidade de cada empresa gerar e proteger valor para si e para esses públicos foi feita a partir da quantificação das quatro dimensões que definem o Valor Corporativo de uma companhia: Resultados, Reputação (definida como Credibilidade/Imagem), Competitividade e Riscos.

quadro

Plano Nacional de Contingência para Incidentes com Óleo

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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Luciana Vianna Pereira e Isabella Genú Faria

Com mais de 15 anos de atraso, o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional (PNC) foi finalmente editado por meio do Decreto Federal nº 8.127, de 22 de outubro de 2013. Previsto inicialmente na Convenção Internacional Sobre Preparo, Resposta e Cooperação em Caso de Poluição por Óleo de 1990 (“ORPC/90”), da qual o Brasil foi signatário, e relembrado pelo Governo mais recentemente após os acidentes de derramamento de petróleo no mar ocorridos no campo de Macondo, no Golfo do México, e no campo de Frade, na Bacia de Campos, no litoral brasileiro, o momento escolhido para o lançamento do Plano Nacional de Contingência foi o dia seguinte ao leilão do primeiro campo para exploração e óleo e gás na camada pré-sal na costa brasileira.

Aqueles que trabalham na área ambiental e de petróleo e gás devem lembrar que, seguindo uma tendência mundial, a ORPC/90 foi firmada como uma resposta ao acidente envolvendo o navio Exxon Valdez, em 1989, na costa norte-americana, em que 257 mil barris de petróleo foram derramados no mar. Após internalizar o texto da convenção no ordenamento jurídico pátrio, por meio do Decreto nº 2.870/98, o Brasil editou a Lei nº 9.966/00, conhecida como a lei de poluição marinha, que trata, de forma abrangente, da movimentação de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas em portos organizados, instalações portuárias, plataformas e navios em águas sob jurisdição nacional, define a cadeia de responsabilidades, os entes fiscalizadores e as medidas de contenção a serem adotadas em caso de acidentes.

A lei prevê que o PNC resultaria da unificação de planos locais ou regionais de resposta a acidentes, servindo como uma última resposta nacional a acidentes ocorridos em sua costa. Assim, o PNC integra um sistema de resposta a acidentes, composto também pelos planos de emergência individual exigidos no curso do licenciamento das empresas que atuam em águas sob jurisdição nacional, e pelos Planos de Área, regulados pelo Decreto 4.871/03, para abranger uma determinada área geográfica, como a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, por exemplo.

Com o leilão do campo de Libra, cercado de grande expectativa, o Governo, finalmente, levou adiante a criação do plano. Embora a edição do Decreto nº 8.127/13 tenha representado um avanço para suprir essa necessidade legislativa, a norma ainda possui lacunas que merecem análise.

Primeiramente, chama a atenção o enorme lapso temporal entre as normas que previam o PNC e a sua efetiva elaboração. Importante destacar que o Decreto prevê diversos prazos para a criação de comissões, realização de treinamentos, que evidenciam que, embora o plano tenha sido editado, ainda há um longo caminho a percorrer para que se torne eficaz.

Como um exemplo, temos a redação original do §3º do art. 3º do Decreto nº 4.871/03, que previa a elaboração de cada Plano de Área no prazo de 180 dias. O Decreto nº 8.127/13 alterou o dispositivo estabelecendo o prazo de um  ano, a contar da convocação pelo órgão ambiental competente, prevendo ainda que tal prazo poderá ser prorrogado por 90 dias, deixando ao leitor da norma a dúvida se, desta vez, os prazos serão observados.

O novo Decreto prevê ainda a ação integrada de diversos órgãos do Poder Executivo, das Forças Armadas, das Agências Reguladoras, do IBAMA, além dos órgãos ambientais estaduais e municipais para que se possa dar efetividade à norma. Com tantas interfaces, é preciso se perguntar sobre a possibilidade de atendimento aos acidentes na necessária celeridade que estes demandam, sem esbarrar em eventuais conflitos de competência, entraves burocráticos, já que o Decreto não estabelece prazos para que os mesmos se manifestem quando acionados e não prevê, condicionando a regulamentação por cada um dos órgão responsáveis pela coordenação da resposta ao acidente, os canais de comunicação internos a serem utilizados.

Outro ponto que pode gerar repercussão é a criação do SISNÓLEO – Sistema de Informações Sobre Incidentes de Poluição por Óleo em Águas Sob jurisdição Nacional, a ser desenvolvido e implementado pelo IBAMA, no prazo de 18 meses. Entretanto, a forma, estrutura e pessoal para desenvolver o projeto ainda não estão definidos. Diante dessas lacunas, fica a sensação de que o primeiro passo foi dado, mas ainda há planos, programas, treinamentos internos, o SISNÓLEO e outros tópicos a serem desenvolvidos.

Luciana Vianna Pereira e Isabella Genú Faria são respectivamente associadas sênior e júnior do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados, trabalhando na área ambiental e de consumidor do escritório do Rio de Janeiro, com foco especial na indústria naval e de petróleo e gás.

O famoso pré-sal e as suas possibilidades

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Na verdade, o que o governo Lula e Dilma vem fazendo com o pré-sal é um verdadeiro jogo de marketing político e sempre atrás de uma cortina de fumaça. Essa é uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Acredita-se que a camada do pré-sal, formada há 150 milhões de anos, possui grandes reservatórios de óleo leve (de melhor qualidade e que produz petróleo mais fino).

De acordo com os resultados obtidos através de perfurações de poços, as rochas do pré-sal se estendem por 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e chegam a atingir até 200 quilômetros de largura. Estima-se que a camada do pré-sal contenha o equivalente a cerca de 1,6 trilhão de metros cúbicos de gás e óleo. O número supera em mais de cinco vezes as reservas atuais do país. Só no campo de Tupi (porção fluminense da Bacia de Santos), haveria cerca de 10 bilhões de barris de petróleo, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em até 60%.

A grande polêmica está justamente na tecnologia que será necessária para a extração. O Brasil ainda não dispõe de recursos necessários para retirar o óleo de camadas tão profundas e terá que alugar ou comprar de outros países. O campo de Tupi, por exemplo, se encontra a 300 quilômetros do litoral, a uma profundidade de 7.000 metros e sob 2.000 metros de sal. É de lá e dos blocos contíguos que o governo espera que vá jorrar 10 bilhões de barris de petróleo.

Devido à falta de informações sobre os campos, ainda é muito cedo para se ter uma estimativa concreta de custos. No entanto, alguns estudos já dão uma ideia do tamanho do desafio. Alguns acham que seriam necessários 600 bilhões de dólares (45% do produto interno bruto brasileiro) para extrair os 50 bilhões de barris estimados para alguns os blocos de exploração. A Petrobras já é mais modesta em suas previsões. Para a companhia, o custo até se aproxima dos 600 bilhões de dólares, mas engloba as seis áreas já licitadas em que é a operadora.

Testes realizados pela Petrobras mostraram que ainda não estão totalmente superados os desafios tecnológicos para explorar a nova riqueza. A produção no bloco de Tupi ficou abaixo dos 15.000 barris de petróleo que a Petrobras esperava extrair por dia durante o teste de longa duração.

Fora o risco de não haver os alardeados bilhões de barris de petróleo no pré-sal, a Petrobras ainda poderá enfrentar outros problemas. Existe a chance de a rocha-reservatório, que armazena o petróleo e os gás em seus poros, não se prestar à produção em larga escala a longo prazo com a tecnologia existente hoje. Como a rocha geradora de petróleo em Tupi possui uma formação heterogênea, talvez também sejam necessárias tecnologias distintas em cada parte do campo. Além disso, há o receio de que a alta concentração de dióxido de carbono presente no petróleo do local possa danificar as instalações.

Para o campo de Libra, a Petrobras terá que conseguir o dinheiro necessário para o desenvolvimento e a exploração dessa reserva de petróleo. Com uma dívida de US$ 112,7 bilhões no fim do segundo trimestre, a estatal brasileira é também a maior devedora do mundo entre as companhias abertas não financeiras, de acordo com o Bank of America. A segunda na classificação do banco, a China State Grid, devia US$ 104 bilhões na mesma data. A terceira, a americana Verizon, US$ 98 bilhões. Com participação de 40% na área leiloada ontem, a Petrobrás ainda terá de ficar com pelo menos 30% nas próximas licitações, se forem mantidos os critérios adotados até agora para o modelo de partilha.

Por enquanto, a exploração de toda essa riqueza é ainda uma incógnita, ou seja, vive-se na espera, já que em 2004 foram perfurados alguns poços em busca de óleo na Bacia de Santos. É que ali haviam sido identificadas, acima da camada de sal, rochas arenosas depositadas em águas profundas, que já eram conhecidas. Se fosse encontrado óleo, a ideia era aprofundar a perfuração até chegar ao pré-sal, onde os técnicos acreditavam que seriam encontrados grandes reservatórios de petróleo.

Em 2006, quando a perfuração já havia alcançado 7.600m de profundidade a partir do nível do mar, foi encontrada uma acumulação gigante de gás e reservatórios de condensado de petróleo, um componente leve do petróleo. No mesmo ano, em outra perfuração feita na Bacia de Santos, a Companhia e seus parceiros fizeram nova descoberta, que mudaria definitivamente os rumos da exploração no Brasil. A pouco mais de 5 mil metros de profundidade, a partir da superfície do mar, veio a grande notícia: o poço, hoje batizado de Tupi, apresentava indícios de óleo abaixo da camada de sal. O sucesso levou à perfuração de mais sete poços e em todos encontrou-se petróleo. Mas, o desafio de produzir em quantidade é outra coisa. Só o futuro dirá!

A gestão da qualidade para as indústrias do petróleo, gás natural e petroquímica

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

oilA ABNT ISO/TS 29001 – Indústrias do petróleo, gás natural e petroquímica – Sistemas de gestão da qualidade específicos do setor – Requisitos para organizações de fornecimento de produtos e serviços (clique no link para mais informações) é uma especificação técnica, editada em outubro de 2011, que define os requisitos do sistema de gestão da qualidade para o projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços aplicáveis a produtos para as indústrias do petróleo, gás natural e petroquímica. O petróleo é uma fonte de energia primária, em geral de baixa substituibilidade no curto prazo, apresentando suas derivadas demandas de curto e médio prazo pouco elásticas a variações nos preços (ou seja, variações percentuais nos preços implicam em variações comparativamente muito menores nas quantidades demandadas). Devido a esse problema de baixa substituibilidade, a demanda por derivados de petróleo – por conseguinte, do próprio petróleo – tem que ser realizada no curto prazo para que não haja a redução do nível de atividade econômica deste espaço, quase que independentemente do nível corrente de preços do petróleo. Essas características e a amplitude do consumo de seus derivados (combustível automotivo, geração elétrica, calefação, etc.) fazem do petróleo uma fonte energética fundamental para a economia de todos os países.

Como indústria de energia, de características infraestruturais, a indústria de petróleo, gás e petroquímica gera bens que são insumos de difícil substituição na matriz produtiva de qualquer país, sendo estes insumos bases do modo de produção e consumo e mesmo da cultura da sociedade moderna. Um exemplo claro desta importância são os derivados de petróleo utilizados como combustíveis para motores de combustão interna (gasolina e diesel) dos veículos utilizados em serviços de transporte, serviço de infraestrutura sem o qual nenhuma estrutura produtiva industrial moderna funcionaria.

Dessa forma, a disponibilidade de petróleo e seus derivados e seus níveis de preços têm grande importância para a determinação do nível de crescimento econômico e do nível de preços das economias nacionais, pois energia e transporte são insumos necessários para produção de quaisquer bens ou serviços. Essa indústria está assim na formação e sustentação dos alicerces da economia industrial moderna, e seu modus operandi, e, por conseguinte do modo de viver do mundo atual. A sociedade industrial parece ser uma sociedade do hidrocarboneto. Ela representa agregadamente atualmente cerca de 55,61% da oferta mundial de energia primária, e 59% das necessidades energéticas mundiais em termos da matriz de consumo energético final.

A especificação técnica ABNT ISO/TS 29001 tem como objetivo desenvolver um sistema de gestão da qualidade que promova a melhoria contínua, enfatizando a prevenção de defeitos e a redução da variabilidade e de perdas na cadeia de suprimento e na prestação de serviços. Em conjunto com os requisitos específicos de clientes, define os requisitos fundamentais do sistema de gestão da qualidade para aqueles que a adotarem. Pretende evitar múltiplas auditorias de certificação e fornecer urna abordagem comum para o sistema de gestão da qualidade voltada às indústrias do petróleo, gás natural e petroquímico.

No corpo da norma, o texto dentro da caixa é original e inalterado da NBR ISO 9001:2008. Os requisitos suplementares específicos do setor da indústria do petróleo, petroquímica e gás natural estão fora das caixas. Importante é que quando forem efetuadas exclusões, reivindicações de conformidade com essa especificação técnica não são aceitáveis, exceto nos casos em que as exclusões fiquem limitadas aos requisitos contidos nas subseções abaixo listadas e que tais exclusões não afetem a capacidade ou responsabilidade da organização de fornecer produtos que atendam aos requisitos dos clientes e requisitos legais aplicáveis:

– 7.3 Projeto e desenvolvimento;

– 7.5.1 Controle de produção e fornecimento de serviço;

– 7.5.2 Validação dos processos para produção e fornecimento de serviço;

– 7.5.4 Propriedade do cliente.

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Como detectar gases em atmosferas explosivas

NBR 5674: os requisitos obrigatórios para a manutenção de edificações

Editada em 2012, a NBR 5674 – Manutenção de edificações – Requisitos para o sistema de gestão de manutenção (clique no link para mais informações sobre a norma) estabelece os requisitos para a gestão do sistema de manutenção que inclui meios para preservar as características originais da edificação e prevenir a perda de desempenho decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes. As edificações existentes antes da vigência dessa norma devem se adequar ou criar os seus programas de manutenção atendendo ao apresentado nessa norma. Os seus anexos apresentam exemplos de modelos não restritivos ou exaustivos a serem adaptados em função das características específicas da edificação.

exA NBR IEC 60079-29-2 – Atmosferas explosivas – Parte 29-2: Detectores de gases – Seleção, instalação, utilização e manutenção de detectores para gases inflamáveis e oxigênio (clique no link para mais informações) estabelece as orientações e as práticas recomendadas para a seleção, instalação, utilização segura e manutenção de equipamentos eletricamente operados do grupo 11, destinados à utilização em aplicações industriais e comerciais. Os equipamentos de detecção de gases inflamáveis podem ser utilizados sempre que existir a possibilidade de risco a vida ou a propriedade, causado pelo acúmulo de mistura de ar com gás inflamável. Esses equipamentos podem proporcionar um meio de reduzir o risco pela detecção da presença de gás inflamável e da emissão de alarmes sonoros ou visuais adequados. Esses detectores de gás podem também ser utilizados para iniciar medidas preventivas (desligamento da planta, evacuação e procedimentos de operação de extinção de incêndio).

Podem ser utilizados para monitorar uma atmosfera de gás abaixo do limite inferior de explosividade, em circunstâncias em que o acúmulo de gás pode resultar em uma concentração da mistura gás/ar em níveis potencialmente explosivos. Os requisitos de desempenho para os equipamentos de detecção de gás com estes objetivos são definidos na ABNT NBR IEG 60079-29-1. Entretanto, a capacidade de desempenho por si só não pode assegurar que a utilização de tais equipamentos possam devidamente salvaguardar a vida ou a propriedade onde gases inflamáveis possam estar presentes. O nível de segurança obtido depende em grande parte da correta seleção, instalação, calibração e manutenção periódica dos equipamentos, juntamente com o conhecimento das limitações da técnica de detecção requerida. Isso não pode ser alcançado sem um gerenciamento de informações responsável.

Um risco adicional para a vida é a toxicidade de alguns gases e dos vapores de todos os líquidos, com exceção de água. Em geral, não é considerado que todos os vapores inflamáveis sejam potencialmente tóxicos em níveis de concentração que sejam frações muito pequenas de seus respectivos limites inferiores de explosividade. Os equipamentos cobertos pela ABNT NBR IEC 60079-29-1 não são destinados especificamente para a proteção tóxica, e precauções adicionais de proteção pessoal são normalmente necessárias quando o pessoal estiver exposto a vapores tóxicos. Os equipamentos portáteis abrangidos pelas ABNT NBR IEC 60079-29-1 e ABNT NBR IEC 60079-29-2 comumente possuem detectores adicionais para os gases tóxicos específicos e também para a deficiência de oxigênio. Os usuários são advertidos de que mesmo pequenas deficiências de oxigênio podem ser resultantes de concentrações tóxicas de algum outro gás ou vapor que possa não ser detectável ou adequadamente detectado pelos equipamentos em utilização.

Os requisitos gerais para a documentação ou manual de um determinado equipamento detector de gás inflamável são especificados na ABNT NBR IEC 60079-29-1, que fornece alguns conhecimentos necessários sobre os pontos mencionados acima. Essa parte da ABNT NBR IEC 60079-29 foi escrita especificamente para abranger todas as funções necessárias ao atendimento da necessidade de detecção de gás, através de métodos baseados na devida manutenção de uma bem sucedida operação de detecção de gás. As diferentes seções dessa norma são apropriadas para diferentes tarefas dentro destes tipos de operações. Cada seção foi escrita de forma a ser independente, tanto quanto possível. Isso significa que algumas informações estão repetidas em diferentes seções, mas com uma ênfase diferente. Essa parte da ABNT NBR IEG 60079-29 estabelece orientações e práticas recomendadas para a seleção, instalação, utilização segura e manutenção de equipamentos eletricamente operados do grupo 11, destinados a serem utilizados em aplicações industriais e comerciais seguras, para a detecção e medição de gases inflamáveis atendendo aos requisitos da ABNT NBR IEC 60079-29-1. É aplicável na medição de oxigênio, com o objetivo de inertização, quando a proteção contra explosões for proporcionada pela exclusão de oxigênio, em vez da medição dos gases ou vapores combustíveis presentes.

Essa parte é uma compilação de conhecimentos práticos para auxiliar o usuário e é aplicável a equipamentos, instrumentos e sistemas que indicam a presença de uma mistura inflamável ou potencialmente explosiva de gás ou vapor com ar, por meio da utilização de um sinal elétrico proveniente de um sensor de gás para produzir uma leitura, para ativar um alarme visual ou sonoro pré-ajustado ou outros dispositivos ou qualquer combinação destes. Esses detectores podem ser utilizados como uma maneira de reduzir o risco sempre que existir a possibilidade de risco a vida ou às instalações especificamente, devido ao acumulo de uma mistura de ar e gás combustível, através do fornecimento de alarmes. Estes detectores podem também ser utilizados para iniciar procedimentos preventivos específicos de segurança (por exemplo, desligamento da planta, evacuação, procedimentos de extinção de incêndio). É aplicável a todas as instalações permanentes novas e, quando for razoavelmente possível, às instalações permanentes existentes. Também às instalações temporárias, sejam elas novas ou existentes.

Similarmente, esta parte da ABNT NBR 60079-29 e aplicável à utilização segura de equipamentos portáteis ou transportáveis, independentemente do seu tempo de uso ou da sua complexidade. Uma vez que equipamentos muito modernos desse tipo também incluem detecção de deficiência de oxigênio e/ou sensores específicos de gases tóxicos, algumas orientações adicionais são apresentadas para estes temas. Quando em áreas classificadas, recomenda-se que os equipamentos sejam instalados e utilizados de modo que não sejam capazes, por si só, de causar a ignição de uma mistura de ar e gás combustível.

Para os objetivos dessa parte da ABNT NBR 60079-29, exceto quando expressamente indicado em contrário, os gases inflamáveis incluem vapores inflamáveis. Para os objetivos dessa parte da ABNT NBR 60079-29, os equipamentos incluem os fixos, transportáveis e os portáteis. Não se destina a abranger, mas pode fornecer informações úteis para equipamentos destinados somente a detecção de gases tóxicos não inflamáveis, equipamentos do tipo para laboratório ou científico destinados somente às finalidades de análise ou medição, equipamentos destinados a aplicações de mineração subterrânea (equipamentos do grupo I), equipamentos destinados somente a aplicações de controle de processos, equipamentos destinados à aplicações em transformação e fabricação de explosivos, equipamentos destinados à detecção de uma atmosfera potencialmente inflamável resultante da poeira ou névoa no ar e equipamentos de caminho aberto não utilizados para medição pontual.

A gestão na indústria de petróleo, gás e petroquímica

BS 9991: Código de boas práticas contra incêndios em edifícios residenciais

A norma BS 9991:2011 – segurança contra incêndios na elaboração, gestão e utilização de edifícios residenciais – Código de boas práticas -oferece as recomendações e as orientações sobre a concepção, gestão e utilização dos seguintes tipos de construção, para atingir padrões razoáveis de segurança contra incêndio para as pessoas em habitações e apartamentos, blocos de alojamento (por exemplo, para estudantes ou funcionários do hospital), com quartos individuais e da prestação de cozinha/instalações sanitárias construídas dentro de um compartimento de incêndio, acomodando até seis pessoas, não sendo aplicável aos hotéis, hospitais, presídios ou casas de ocupação múltipla. Clique para mais informações.

petróleoO petróleo é uma fonte de energia primária, em geral de baixa substituibilidade no curto prazo, apresentando seus derivados demandas de curto e médio prazo pouco elásticas a variações nos preços (ou seja, variações percentuais nos preços implicam em variações comparativamente muito menores nas quantidades demandadas). Devido a esse problema de baixa substituibilidade, a demanda por derivados de petróleo (e por conseguinte do próprio petróleo) tem que ser realizada no curto prazo para que não haja a redução do nível de atividade econômica deste espaço, quase que independentemente do nível corrente de preços do petróleo. Essas características e a amplitude do consumo de seus derivados (combustível automotivo, geração elétrica, calefação, etc.) fazem do petróleo uma fonte energética fundamental para a economia de todos os países.

O petróleo e o gás natural são normalmente percebidos pela sociedade como sendo essencialmente fontes primárias de combustíveis, seja para uso em meios de transporte na forma de gasolina, diesel ou mesmo gás, seja para geração de calor industrial por combustão em fornos e caldeiras. Todavia, nem todos tem presente que é também do processamento inicial desses mesmos recursos naturais que provêm as matérias-primas básicas de um dos pilares do sistema industrial moderno, a indústria petroquímica. Partindo geralmente ou da nafta, que é uma fração líquida do refino do petróleo, ou do próprio gás natural tratado, os sofisticados processos petroquímicos são capazes de quebrar, recombinar e transformar as moléculas originais dos hidrocarbonetos presentes no petróleo ou no gás, gerando, em grande escala, uma diversidade de produtos, os quais, por sua vez, irão constituir a base química dos mais diferentes segmentos da indústria em geral. Atualmente, é possível identificar produtos de origem petroquímica na quase totalidade dos ítens industriais consumidos pela população tais como embalagens e utilidades domésticas de plástico, tecidos, calçados, alimentos, brinquedos, materiais de limpeza, pneus, tintas, eletroeletrônicos, materiais descartáveis e muitos outros.

Tipicamente, podem ser distinguidos três estágios, ou gerações, industriais na cadeia da atividade petroquímica: indústrias de primeira geração, que fornecem os produtos petroquímicos básicos, tais como eteno, propeno, butadieno, etc; as de segunda geração, que transformam os petroquímicos básicos nos chamados petroquímicos finais, como polietileno (PE), polipropileno (PP), polivinilcloreto (PVC), poliésteres, óxido de etileno etc.; e as de terceira geração, onde produtos finais são quimicamente modificados ou conformados em produtos de consumo. A indústria do plástico é o setor que movimenta a maior quantidade de produtos fabricados com materiais petroquímicos. Como indústria de energia, de características infraestruturais, a indústria de petróleo, gás e petroquímica gera bens que são insumos de difícil substituição na matriz produtiva de qualquer país, sendo estes insumos bases do modo de produção e consumo e mesmo da cultura da sociedade moderna. Um exemplo claro desta importância são os derivados de petróleo utilizados como combustíveis para motores de combustão interna (gasolina e diesel) dos veículos utilizados em serviços de transporte, serviço de infraestrutura sem o qual nenhuma estrutura produtiva industrial moderna funcionaria.

Dessa forma, a disponibilidade de petróleo e seus derivados e seus níveis de preços têm grande importância para a determinação do nível de crescimento econômico e do nível de preços das economias nacionais, pois energia e transporte são insumos necessários para produção de quaisquer bens ou serviços. Essa indústria está assim na formação e sustentação dos alicerces da economia industrial moderna, e seu modus operandi, e, por conseguinte do modo de viver do mundo atual. A sociedade industrial parece ser uma sociedade do hidrocarboneto. Ela representa agregadamente atualmente cerca de 55,61% da oferta mundial de energia primária, e 59% das necessidades energéticas mundiais em termos da matriz de consumo energético final. Em geral, a competitividade da indústria petroquímica está criticamente associada a fatores como grau de verticalização empresarial, grandes economias de escala, disponibilidade e garantia de fornecimento de matéria-prima, altos investimentos em tecnologia e logística de distribuição de produtos. Tais fatores fazem com que o segmento petroquímico seja um campo onde jogam apenas empresas de grande porte, as mais importantes com elevado grau de internacionalização das atividades.

Assim, a especificação técnica ABNT ISO/TS 29001, editada em outubro de 2011, define os requisitos do sistema de gestão da qualidade para o projeto, desenvolvimento, produção, instalação e serviços aplicáveis a produtos para as indústrias do petróleo, gás natural e petroquímica e tem como objetivo desenvolver um sistema de gestão da qualidade que promova a melhoria contínua, enfatizando a prevenção de defeitos e a redução da variabilidade e de perdas na cadeia de suprimento e na prestação de serviços. Em conjunto com os requisitos específicos de clientes, define os requisitos fundamentais do sistema de gestão da qualidade para aqueles que a adotarem. Pretende evitar múltiplas auditorias de certificação e fornecer urna abordagem comum para um sistema de gestão da qualidade para as indústrias do petróleo, gás natural e petroquímica. Dessa forma, define os requisitos do sistema de gestão da qualidade para organizações fornecedoras de produtos e serviços para as indústrias do petróleo, petroquímica e gás natural.

No texto da norma, o texto dentro da caixa é o texto original e inalterado da NBR ISO 9001:2008. Os requisitos suplementares específicos do setor da indústria do petróleo, petroquímica e gás natural estão fora das caixas. Importante é que quando forem efetuadas exclusões, reivindicações de conformidade com essa especificação técnica não são aceitáveis, exceto nos casos em que as exclusões fiquem limitadas aos requisitos contidos nas subseções abaixo listadas e que tais exclusões não afetem a capacidade ou responsabilidade da organização de fornecer produtos que atendam aos requisitos dos clientes e requisitos legais aplicáveis:

– 7.3 Projeto e desenvolvimento;

– 7.5.1 Controle de produção e fornecimento de serviço;

— 7.5.2 Validação dos processos para produção e fornecimento de serviço;

— 7.5.4 Propriedade do cliente.

Para mais informações sobre a norma ABNT ISO/TS 29001 de 10/2010 – Indústrias do petróleo, gás natural e petroquímica – Sistemas de gestão da qualidade específicos do setor – Requisitos para organizações de fornecimento de produtos e serviços

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