Crise? Desânimo? Medo? Reinvente-se para encarar 2016

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José Ricardo Noronha

Preciso confessar que tenho me espantado com o desânimo que vem tomando conta de inúmeros profissionais, líderes e até de muitas empresas. Diante desta severa crise que assola o País, todos têm adotado uma postura medrosa e covarde (desculpe-me pela franqueza) para enfrentar os incríveis desafios que vêm pela frente.

Quando questiono estes profissionais e líderes sobre o que eles têm feito para enfrentar esta crise e aproveitá-la para criar novos processos e ideias, que permitam gerar crescimento, muitos deles dizem que vêm fazendo muito pouco ou quase nada.

Ou, ainda quando o fazem, agem de forma equivocada. Reduzem ou eliminam investimentos em áreas fundamentais, como Pesquisa e Desenvolvimento & Treinamento, áreas que têm importância nevrálgica na construção de uma empresa cada vez mais competitiva, sustentável no longo prazo e pronta para os desafios. Tudo isso num momento em que temos clientes mais exigentes e bem informados, além de concorrentes cada vez melhores.

Ora, todos já sabemos que a crise é real e severa! No entanto, quando nos deixamos dominar pelo negativismo que nos cerca de todos os lados, as boas ideias, tão necessárias para prosperar em tempos bons e em tempos ruins, encontram uma dificuldade muito maior para surgirem, fluírem e, efetivamente, se transformarem em novas práticas e novos processos que incrementem a boa capacidade de execução.

Por isso mesmo eu quero lhe provocar a se reinventar como profissional e a reinventar a sua organização! E este “processo de reinvenção” passa por três pilares que considero absolutamente essenciais:

1. Propósito: aproveite este momento de crise para revisitar o seu propósito pessoal e também o propósito real de existência da sua empresa. Diante de clientes cada vez mais exigentes, bem informados e muito mais orientados, ávidos a se relacionarem com organizações com as quais verdadeiramente se identifiquem e que genuinamente se interessem em bem lhes atender e encantar, ter um propósito grandioso é mais do que nunca fundamental.

Empresas com propósito real e bem definido têm um poder quase que magnético para atrair novos e talentosos profissionais e, consequentemente, inúmeros novos clientes. Elas também têm uma facilidade muito maior em se aproximar e melhor entender as necessidades existentes – e, principalmente, as não existentes – do seu público-alvo. E, além disso, geram muito mais valor a todos os stakeholders a ela conectados (clientes, fornecedores, investidores e à sociedade em geral). Pego aqui emprestado um precioso ensinamento do excelente livro “Propósito”: “Quando o propósito guia, o lucro acompanha”.
Mãos à obra: revisite ainda hoje o seu propósito e o propósito de existência da sua empresa.

2. Performance: incremente o quanto puder seus processos, dando ênfase à criação de uma empresa que tenha uma cultura de alta performance, que seja coesa em torno de seu propósito e que tenha uma visão inspiradora de longo prazo. E, por alta performance, entenda-se uma organização que tenha metas claras em todas as áreas e que privilegie a meritocracia. Isso só se faz possível com uma cultura obsessivamente focada na boa execução, buscando de forma incansável aumentar a produtividade ao fazer cada vez mais com cada vez menos. Coloque em prática a partir de já a “estratégia dos 3 Ms”: em 2016, faça mais (maiores vendas, melhores margens etc.),  com menos (menos recursos) e melhor que seus concorrentes.

3. Pessoas: para reinventar uma empresa é fundamental investir nas pessoas. E, para se reinventar, é crucial investir em você mesmo. Quando falo em investir em pessoas e em você mesmo me refiro ao investimento vigoroso nas habilidades relacionais (chamadas de “soft skills” e que têm mais ligação às atitudes, aos comportamentos e à chamada e cada vez mais valorizada Inteligência Emocional ou QE – Quociente Emocional) e nas habilidades técnicas e intelectuais (chamadas de “hard skills”, que possuem maior ligação ao conhecimento técnico, aos treinamentos formais e ao conceito de QI – Quociente Intelectual). QI (Quociente Intelectual) + QE (Quociente Emocional) é a “fórmula de sucesso” que lhe permitirá brilhar ainda mais em tempos desafiadores.

Propósito, Performance e Pessoas: eis os três pilares essenciais para se reinventar e para reinventar sua organização neste 2016. Quem não mudar, ficará para trás.

José Ricardo Noronha é vendedor, palestrante, professor, escritor e consultor. Formou-se em Direito pela PUC/SP e tem MBA Executivo Internacional pela FIA/USP.

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Planejamento: um diferencial para o sucesso da sua empresa

gedweb1Com o Target GEDWeb pode-se com alguns cliques acessar a informação técnica que a sua empresa necessita no seu dia a dia, como normas técnicas, regulamentos técnicos, publicações da ASQ, cursos online, toda documentação organizacional, etc. A tecnologia oferecida permite a inserção de qualquer conteúdo desejado pela empresa e, o que é melhor, monitorado e atualizado online. Para acessar o sistema, clique no link Target GedWeb. Para mais informações, ligue (11) 5641-4655 ramal 883 ou mande um e-mail para relacionamento@target.com.br

 Arley Ribeiro

Estávamos no início dos anos 90, e eu era um jovem gerente de negócios recém-promovido em uma importante multinacional. Março estava começando quando as notícias caíram sobre nós como uma bomba atômica: o novo governo, que assumia  com altíssima aprovação popular, acabava de efetuar o que é considerado até hoje o maior confisco monetário da história do Brasil.

Laudos periciais baseados em normas técnicas

laudo

O serviço de laudos periciais baseados nas normas técnicas apresenta o resultado ou a fotografia imediata do ponto a ser analisado. Baseado em uma norma técnica, ajuda a apurar possíveis responsabilidades civis e criminais de empresas ou fornecedores que não cumpram a norma técnica e tenha ocorrido um acidente de consumo ou danos materiais. Contatos:hayrton@hayrtonprado.jor.br ou (11) 99105-5304 (WhatsApp).

Chegamos à empresa no outro dia estupefatos.  Além da questão pessoal, pois todos nós tivemos a maior parte de nossas economias bloqueadas nos bancos, não tínhamos a mínima ideia do que fazer com preços, com que moeda vender, se os clientes iam pagar. Enfim, o dia seguinte ao bloqueio estava um completo pandemônio.

Eu havia chegado cedo para provavelmente participar de algumas discussões, mas não sabia muito o que fazer. Gostaria de ouvir a opinião dos gerentes mais experientes, esperar a diretoria se posicionar para, então, conversar com os clientes que também se encontravam na mesma situação.

Ao ir buscar um café, encontrei o nosso presidente, um francês radicado no Brasil havia muitos anos. Ele me cumprimentou, e parou para dividir o café recém coado pela nossa prestativa copeira. “E então?”, disse ele tomando o primeiro gole de café quente. Qual o seu plano para este momento? Eu mal pude elaborar uma resposta, mas disse que (assim como todo mundo), não tinha um plano de ação. “E o que está esperando para elaborar um?”, ele me fitou nos olhos, falando com um sotaque um pouco carregado. Eu comecei a dar inúmeras desculpas: precisávamos avaliar melhor a situação, esperar os conselhos de economistas, analisar o mercado, etc. etc.

Mas o presidente encolheu os ombros. “Ok”, disse ele engolindo mais um pouco do café. “Precisamos de dados, mas no momento com certeza não teremos a maioria deles. Elabore um plano com o que tem em mãos e vamos discuti-lo às 11h na minha sala”.

Mas… isso não é possível…”, eu comecei a falar. “Não tenho como gerar um plano sem saber…”.

Menino”, o presidente me cortou, “a melhor coisa do mundo é um bom plano. A segunda melhor coisa do mundo é um mau plano. Porque assim que você perceber que o seu plano é ruim, você para, aprimora seu planejamento e continua assim até conseguir um plano que funcione. Em contrapartida, não ter plano nenhum é a pior coisa do mundo”. Ele me olhou fixamente e disse: “Vai trabalhar, vai”, e foi para a sua sala.

Eu realmente aprendi a lição. Todos os planos gerados naquele dia foram ruins, pois ninguém tinha condições de prever o que iria acontecer nas próximas horas. Mas, com o correr dos dias, nós mudamos nossos planos iniciais, adicionamos e retiramos ações, agimos proativamente e também reagimos aos acontecimentos. E, em poucas semanas, chegamos aos planos bons, que funcionaram no momento macroeconômico mais crítico que eu já vivi como executivo.

Estamos novamente enfrentando uma turbulência econômica, que pode ser tão ruim quanto aquela do início dos anos 90. O ano de 2015 deve apresentar uma queda de PIB acima dos 3%, provavelmente 2016 não seja tão diferente e dificilmente teremos crescimento em 2017.
Para enfrentar tudo isso, precisamos de planejamento. Bons planos. Podemos fazer nossas empresas crescerem em um cenário de desaceleração econômica? Claro que sim! Qualquer empresa pode crescer nos próximos anos, em qualquer segmento de mercado.

Uma empresa pode aumentar sua participação de mercado e “engolir” seus concorrentes. Se já é líder, pode entrar em outros mercados. Pode também melhorar sua distribuição, aumentando o número de clientes. Pode lançar produtos novos com maior rentabilidade, ou reduzir seus custos e aumentar a margem de lucro.

Mas, para tudo isso, precisamos de um plano. Precisamos definir onde queremos chegar e como vamos chegar lá. Existem inúmeros artigos e manuais sobre planejamento, não é minha intenção ser muito teórico; quero enfatizar que a pior coisa que pode acontecer a um executivo é não ter plano nenhum.

Assim, o planejamento seguido de uma execução precisa devem ser a ordem do dia para todas as empresas. Só assim podemos chegar a resultados positivos nos próximos anos, não temos alternativa.

Arley Ribeiro é executivo e engenheiro químico,  com experiência no setor de adesivos de consumo e industrial em países da América do Sul, México, EUA, Europa e Índia.

Quatro passos para transformar períodos de crise em grandes oportunidades


NBR ISO 16972 de 12/2015: os termos relacionados com os equipamentos de proteção respiratória
Quais os símbolos gráficos para uso nos Equipamentos de Proteção Respiratória (EPR)?…

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Bernd Isert e Diego Aieta

Refletindo sobre a dinâmica da crise que afeta o Brasil, além de outros momentos delicados que ciclicamente passamos, é bom ter um marco de referência para nos orientar de forma eficaz. Uma maneira de fazer isto é pensar em quatro processos fundamentais, que vêm do Coaching e do Pensamento Sistêmico. Observe a lista abaixo e identifique quanto você já pratica destas atitudes. É um ótimo exercício!

1. Desenvolvimento pessoal

. Soltar cargas do passado, crenças e medos.

. Soltar aquilo que não é mais necessário.

. Desenvolver suas capacidades e criatividade.

. Entrar em novas atividades, conhecimento e sabedoria.

2. Cooperação Ganha-Ganha

. Encontre as pessoas certas para trabalhar junto e cooperar.

. Apoiar-se no dar e receber mútuo.

. Praticar a excelência na comunicação, clareza e disciplina.

. Responsabilizar-se por si mesmo, suas tarefas e o seu contexto.

3. Desenvolver novos produtos, serviços e mercados

. Descubra o que falta e o que está precisando.

. Ofereça soluções que ninguém está oferecendo.

. Distribua as descobertas que você achar valiosas.

. Espalhe sua mensagem para o mundo e escute o retorno.

4. Pensamento Sistêmico

. Entenda como as coisas, as pessoas e as ações se relacionam.

. Aprenda o que faz a diferença e experimente.

. Apoie quem lhe apoia e abra mão de apoiar aqueles que apenas recebem.

. Mude-o, ame-o ou deixe-o.

Revise com atenção esta lista e perceba os pontos que mais lhe chamam a atenção. Quanto mais atividades desta lista você estiver envolvido, mais liberdade de evolução terá em períodos de crise. Procure equilibrar atividades nos quatro processos.

Há algo que lhe surpreende? Algo que ainda não tentou? Tem dificuldades com alguma área em especial? Quem sabe seja esse seu ponto de evolução? O coaching sistêmico apoia as pessoas a crescer e evoluir nas áreas que terão o melhor impacto nos seus resultados e qualidade de vida.

Cada crise carrega uma grande oportunidade de aprendizado, porém, é necessário algum método. Hoje em dia existem novas aplicações que vêm da Europa e dos Estados Unidos que fazem uma grande diferença. Você pode se apoiar no seu desenvolvimento pessoal e profissional participando de várias atividades que te levarão a um novo patamar.

Bernd Isert é fundador do Metaforum Internacional e master coach; e Diego Aieta é master coach – almir@rztcomunicacao.com.br

Cartas geotécnicas orientam prefeituras no planejamento territorial e prevenção de desastres naturais

CÓDIGO DE OBRAS

NBR12286 (NB1370) de 04/1992 – Roteiro para elaboração e apresentação do Código de Obras

Fixa diretrizes a observar no preparo, redação e apresentação do Código de Obras Municipal.

As cartas geotécnicas são importantes instrumentos para o melhor planejamento e ordenamento territorial dos municípios. Os documentos cartográficos que trazem detalhes do meio físico e seus processos geodinâmicos, eles permitem conhecer as limitações e potencialidades dos terrenos, orientando assim o seu uso.

As cartas são essenciais sobretudo para as cidades com áreas suscetíveis a deslizamentos, inundações e demais desastres naturais, entendimento expresso na Lei Federal 12.608/2012, que instituiu a Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (PNPDEC). Para auxiliar as prefeituras no atendimento à legislação, o IPT lançou um guia orientativo aos municípios, que busca contribuir para a compreensão e utilização de cartas geotécnicas no planejamento e na defesa civil das cidades.

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IPT desenvolveu a primeira carta geotécnica urbana do País, em 1980, nas áreas de morros de Santos e São Vicente

A estimativa hoje é que cerca de 1.100 cidades brasileiras, ou aproximadamente 20% do total, constem do cadastro nacional de municípios com áreas suscetíveis a deslizamentos e inundações. A PNPDEC altera o Estatuto da Cidade, estabelecendo que o plano diretor dos municípios cadastrados deve conter o mapeamento das áreas suscetíveis, além de requerer que a identificação e o mapeamento de áreas de risco levem em conta as cartas geotécnicas.

A lei também exige que estados e municípios apresentem as cartas para acessar os recursos federais disponíveis para atuação na prevenção de desastres. De acordo com Omar Yazbek Bitar, pesquisador do Laboratório de Recursos Hídricos e Avaliação Geoambiental do IPT e coordenador do guia, os municípios ainda enfrentam dificuldades para produzir ou solicitar as cartas, e até mesmo para internalizar o conteúdo dos documentos em suas atividades de planejamento territorial. “Isso ocorre por diversas razões, mas uma delas certamente é a ausência de uma política municipal especificamente dedicada ao tema na maior parte das prefeituras”, explica.

Apenas uma pequena porcentagem dos municípios no Brasil possui hoje os três tipos de cartas previstos – carta de suscetibilidade, carta de aptidão à urbanização e carta de risco. O guia ajuda, por exemplo, a distinguir esses três tipos de cartas exigidos pela PNPDEC, assim como seus usos. “A carta de suscetibilidade classifica os terrenos em distintos graus quanto à propensão a processos do meio físico que podem gerar desastres naturais; já a carta de aptidão à urbanização contém o resultado de uma avaliação dos perigos associados a processos do meio físico e as recomendações ao uso urbano do solo de acordo com as limitações e potencialidades de cada unidade geotécnica delimitada; por fim, a carta de risco aponta setores e edificações em situação de maior ou menor risco e envolve avaliação de perigo, vulnerabilidade e consequências”, esclarece Bitar.

Equipe do IPT faz análise em área de risco no município de São Roque

Apesar das diferenças, todas devem ser vistas como ferramentas de caráter essencialmente preventivo. “O objetivo principal é aumentar a resiliência das cidades para que elas possam lidar melhor com a possibilidade de desastres e também com problemas geotécnicos do dia a dia. A correta utilização das cartas geotécnicas pode auxiliar a prevenir e evitar problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, desde os mais simples até os que tendem a gerar desastres naturais”, defende o pesquisador.

O guia auxilia ainda a prefeitura a verificar se o município já possui alguma carta geotécnica, indica os órgãos que podem desenvolver os documentos e aponta o passo a passo para a obtenção de recursos financeiros para sua elaboração. A tradição do IPT no desenvolvimento de cartas geotécnicas foi fundamental na produção do guia.

O instituto é responsável pelas cartas precursoras de áreas urbanas no País, sendo a primeira delas da região dos morros das cidades de Santos e São Vicente, datada de 1980. As orientações do guia são, portanto, baseadas no conhecimento acumulado pelo IPT e leva em conta as questões frequentemente feitas por prefeitos, vereadores, secretários e técnicos municipais às equipes do Instituto ao longo dos últimos anos.

Guia

O guia visa subsidiar os municípios no atendimento a demandas estabelecidas recentemente pela legislação brasileira, com a perspectiva de contribuir para a compreensão e utilização de cartas geotécnicas no planejamento e ordenamento territorial e na proteção e defesa civil. A correta utilização das cartas geotécnicas pode auxiliar a prevenir e evitar problemas relacionados ao uso e ocupação do solo, desde os mais simples até os que tendem a gerar desastres naturais.

O IPT busca assim oferecer respostas objetivas a questões frequentemente apresentadas por prefeitos, vereadores, secretários e técnicos municipais às equipes técnicas do Instituto nos últimos anos, tanto no Estado de São Paulo quanto em outras unidades da Federação. As orientações deste Guia não devem ser consideradas respostas únicas e definitivas, mas sim um primeiro conjunto de tópicos que podem ser úteis às prefeituras brasileiras na prevenção de desastres e no planejamento e ordenamento territorial. Para fazer o download da publicação completa, clique no link http://www.ipt.br/download.php?filename=1280-Cartas_geotecnicas_municipais___orientacoes_basicas.pdf

Você se cobra demais?


E-book ASQ/Target: as melhores práticas para as equipes excelentes
Essa publicação tem o propósito de explicar a metodologia denominada Excellence Framework Team (TEF)…

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Saiba o porquê que pessoas devem diminuir a pressão sobre si mesmas.

Imagine uma pessoa bem-sucedida. Para chegar nesse estado, provavelmente ela tenha se esforçado e feito alguns sacrifícios. É com esse pensamento que todas as pessoas se cobram diariamente, em busca de conseguir as melhores conquistas em suas vidas. Porém, a auto cobrança excessiva pode ser muito prejudicial.

O exagero da cobrança se dá pelo verbo ter. Muitos precisam ter uma boa casa, um bom emprego, um bom salário, uma boa imagem e uma boa família. Assim, o psicólogo e coach João Alexandre Borba afirma que o mundo está mais acelerado e as pessoas seguem esse ritmo. “Hoje todos temos nossas obrigações diárias e corremos porque achamos que não vai dar tempo de fazer nada. As pessoas devem parar e relaxar mais, mas não conseguem porque ficam em um estado psicológico muito desconfortável, já que se sentem mal e sem aquela sensação de dever cumprido”, analisa.

Dessa forma, as pessoas procuram realizar cada vez mais coisas para conquistar as suas metas. Mas essa pressão que todos colocam sob si mesmos não resolve nada. Afinal, não é a cobrança que vai acelerar uma melhora, seja ela pessoal ou profissional. “As pessoas não entendem que essa autocobrança só vai gerar mais estresse. Se uma mulher se cobra por não ter filhos, alimentar essa pressão não vai fazer com que ela tenha filhos. Ela vai acabar dando foco apenas para isso e esquecer dos outros fatores para isso acontecer. Ou seja, vai acabar se frustrando e com a autoestima baixa”.

É claro que devem existir algumas cobranças internas, mas o ideal é não deixar que elas tomem conta da sua cabeça. Por isso, Borba conta que existe uma diferença entre ser disciplinado e ter uma grande pressão em si mesmo. “Existem várias situações na vida que é preciso entregar um trabalho em um prazo ou trabalhar x horas por dia. Aprendemos a lidar com isso desde crianças. Mas a auto exigência em excesso nos coloca em um estado de ansiedade e tristeza por não conseguir realizar o que gostaríamos, podendo causar até mesmo algum tipo de transtorno mais sério”, revela.

Mas como então fugir disso? Para Borba, é necessário parar em alguns momentos pensar em quais são seus planos para o futuro. “Saber identificar como você está se sentindo no momento pode te motivar a querer algo mais e mudar em direção a novos objetivos. Muitas pessoas têm receios de sair da sua zona de conforto, mas isso pode fazer muito bem e fazer com que o indivíduo alcance grande parte da felicidade que tanto procurava”, conclui.

VÍDEOS GRATUITOS

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Vídeos gratuitos da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) para a sua formação profissional. Acesse o link http://abqualidade.org.br/Eventos/videos-abq.html

Como utilizar o tempo a favor na gestão empresarial


NBR 16400 de 11/2015: as especificações dos chuveiros automáticos para incêndios
Quais os requisitos físicos e estruturais dos chuveiros automáticos? Como pode ser medida a sensibilidade…

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Gerenciar o tempo no mundo dos negócios é muito importante para o sucesso da organização. Um presidente de uma companhia, por exemplo, é uma pessoa extremamente ocupada. Por outro lado, um colega de trabalho mais próximo também responderia à pergunta: “Como você está?” com um: “Ocupado”. Mas por qual razão isso sempre acontece?

Segundo o consultor e coach Amauri Nóbrega, estar ocupado passa uma imagem de uma pessoa necessária. “Isto é, se ela está ocupada é sinal que deve ser um profissional altamente eficiente no que faz e imprescindível para qualquer companhia. Aos olhos dos amigos, deixa uma imagem de ‘coitado’, ‘ele trabalha demais’, ‘precisa de umas férias’”, explica.

De acordo com o especialista, o responsável pela estratégia do negócio, neste caso o presidente, se é uma pessoa altamente ocupada, que não tem tempo para nada, está indo contra o negócio diretamente. “Isso porque ele foi contratado para pensar o negócio, analisar a estratégia e, se não sobrar tempo para isso, o fracasso está próximo”, informa.

Para Amauri, se o presidente, o diretor ou o gerente de uma unidade de negócio não têm muito tempo para pensar, isso é um grande problema. “Demonstra que os gestores não possuem uma equipe bem organizada, eficiente, e estão precisando trabalhar na operação para apagar os incêndios”, revela.

Para quem está no comando de um negócio, é preciso se forçar para reservar horários regulares e ininterruptos para pensar. Se não sabe sobre o que refletir, Amauri indica algumas sugestões:

– O que está funcionando e o que não está?

– Por que não posso fazer de maneira diferente?

– O que meu concorrente está fazendo que eu não pensei primeiro?

– A minha estratégia é coerente com o que eu penso?

– Como estamos direcionados em relação aos marcos de um, três e cinco anos?

“Com organização, tempo e reflexão sobre os rumos do negócio, com certeza o destino da organização será muito diferente e o gestor alcançará os objetivos desejados”, finaliza.

Qual a melhor maneira de vencer o jogo?

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O mundo empresarial, de acordo com seus desafios e mudanças cotidianas, pode ser encarado como um jogo, onde se ganha ou se perde a todo instante. O consultor e coach Amauri Nóbrega propõe a seguinte questão: “Quando você entra num jogo, o que vem à sua cabeça? Quer só brincar e passar o tempo, ou vencer e ser campeão?

Tempo para pensar…Se a resposta é a primeira opção, obrigado, mas sugiro que você não continue a ler esse texto, pois não lhe acrescentará nada. Se a segunda opção foi a sua escolha, vamos em frente!”.

Amauri diz que, de acordo com suas experiências, verifica que todas as pessoas precisam ter objetivos, sejam individuais ou profissionais: “Esquecendo um pouco a parte pessoal e falando de uma empresa, ninguém abre uma com o pensamento de fechá-la em 2 ou 3 anos. E por que mais de 80% delas fecham nesse período? Elas tinham objetivos, foram criadas com uma visão clara, etc., mas não possuíam uma estratégia, ou seja, não definiram como venceriam o jogo”, diz o especialista.

Existem diversas maneiras de jogar o jogo, de acordo com o consultor, entretanto, ele acredita que apenas duas delas levam ao sucesso: foco em custo e em serviço/produto diferenciado: “Ou você escolhe ganhar do seu concorrente oferecendo um produto similar pelo mesmo preço, mas com um custo mais baixo, ou oferece um produto/serviço diferenciado, com um atendimento personalizado, uma entrega mais rápida, etc., por um preço premium. Nessa última forma, o foco está em manter, aos olhos do cliente, a singularidade do produto/serviço”, diz.

De acordo com Nóbrega, é preciso lembrar que missão e visão não são estratégias. Elas devem existir e ser inspiradoras, mas não podem ser confundidas com estratégia. Elas são o objetivo final e definirão se venceremos ou não: “Após serem criadas, elas têm que inspirar, serem vencedoras e ambiciosas. Muitas vezes, me perguntam se devem ser realistas ou não. Eu devolvo com a seguinte pergunta: Quem inspira mais, os ambiciosos ou os realistas?”, comenta Amauri.

Com um foco estratégico, é necessário definir onde jogar e não jogar e novamente fazer escolhas: “Ter um plano é importante, mas não dirá se você vai ou não ganhar o jogo. A estratégia deve começar com uma ambição (missão e visão), depois definir onde jogar, como vencer, quais são os FCSs (fatores críticos de sucesso). É necessário saber o que precisamos aprender para ganhar o jogo e realizar um acompanhamento de perto (gestão), para fazer os ajustes pertinentes diante da dinâmica que são os mercados atuais, antes que a continuidade da empresa possa estar comprometida”, finaliza o consultor.