A saúde e a limpeza andam juntas com o desenvolvimento

 Cursos: Capacitação e Formação na NR 10
A Target disponibiliza três cursos para essa área: Segurança em Instalações e Serviços…

Leia mais…

O mundo mudou muito nos últimos séculos e a evolução trouxe efeitos positivos e negativos para as pessoas. A tecnologia à serviço da limpeza de áreas urbanas é um dos meios de melhorar a qualidade de vida e proteger a saúde humana

Antonio Luis Francisco (PJ)

A humanidade evoluiu nos últimos séculos e o desenvolvimento trouxe inúmeros benefícios à sociedade, provocando, em muitos casos, verdadeiras revoluções. Saúde, conhecimento, ciências, artes, alimentação, diversão, educação, comunicação, transporte, enfim, todas as áreas que afetam o dia a dia das pessoas passaram, e ainda passam, por grandes transformações, de forma muito rápida.

Nesse processo, a tecnologia veio como um dos principais meios de transformação, da Revolução Industrial aos tempos de comunicação on-line. A vida que, hoje, experimentamos oferece conforto e facilidades, mas também efeitos danosos ao meio ambiente, às cidades e às pessoas, a exemplo da poluição, do excesso de resíduos e dejetos incorretamente descartados, que ameaçam a qualidade de vida tão duramente conquistada e a saúde da população.

Não é privilégio das grandes cidades enfrentar o desafio de combater os males causados por toneladas de partículas tóxicas lançadas no ar, bem como pela grande quantidade de lixo gerada diariamente que, infelizmente, é despejada nas ruas, rios, redes de esgoto, etc., com custos altíssimos para a administração pública e privada, no que se refere aos serviços de limpeza urbana e ao atendimento na área da saúde. A limpeza urbana é prioritária para o bem-estar da população. A saúde das pessoas está diretamente ligada aos níveis de saneamento e à qualidade dos serviços prestados nessa área. Sujeira e lixo atraem pragas, nocivas à saúde humana. Por outro lado, ambientes limpos permitem a melhora das condições sanitárias e do conforto geral, elevando o valor da vida humana.

A prevenção, no entanto, é ainda a melhor opção para evitar enfermidades. A utilização de diferentes métodos para a limpeza urbana existe e é possível torná-las mais eficientes, com produtos biodegradáveis e uso de equipamentos que usam menor quantidade de recursos hídricos, potencializando seus benefícios em favor do meio ambiente e, consequentemente, das pessoas.

A tecnologia apresenta atualmente soluções que promovem a remoção de sujeiras geradas em áreas urbanas, tornando os ambientes e o cotidiano melhor e com mais asseio. Já existem equipamentos que funcionam, por exemplo, com água de reúso. São máquinas que vêm tomando espaço no mercado, por oferecem vantagens qualitativas e quantitativas.

Quanto se trata de saúde, não há dúvidas de que a prevenção é a melhor opção. Seja em ações educativas – para evitar a geração desnecessária e o descarte incorreto de lixo em locais públicos-, seja na limpeza urbana, evitando a proliferação de pragas e ambientes inóspitos que provocam diversos males às pessoas, o uso da tecnologia pode e deve ocorrer em favor do que realmente importa: a manutenção da vida.

Estes são desafios inerentes ao mundo contemporâneo e a realidade mostra que a limpeza de casa é tão importante quanto de qualquer ambiente, inclusive das vias públicas. Esta deve ser uma preocupação constante de autoridades e da população, pois só desta forma elevaremos os níveis de qualidade de vida, em pequenas ou grandes cidades.

Antonio Luis Francisco (PJ) é diretor geral da JactoClean.

Anúncios

Depois de anos de queda, as emissões brasileiras de GEE dão sinais de voltar a subir

gee

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

O Observatório do Clima apontou para tendência de o Brasil reverter o cenário de queda nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), colocando em risco seu papel nas negociações internacionais e no contexto pós-2020, além de colocar em dúvida a competitividade econômica e a capacidade de resposta do país à mudança do clima no futuro próximo

O período de reduções drásticas nas emissões brasileiras de gases de efeito estufa (GEE) pode estar no fim, como apontam os documentos da Análise do Panorama Atual de Emissões Brasileiras – Tendências e Desafios, do Observatório do Clima, elaborados a partir de seu Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). A queda de mais de 70% nas taxas de desmatamento na Amazônia, que ajudaram o Brasil a baixar sua participação nas emissões globais de 6,2% em 2004 para 2,9% em 2012, colocou o país em boa posição para iniciar as discussões do novo acordo global de clima, que irá substituir o Protocolo de Quioto depois de 2020.

Em 2012, as emissões globais aumentaram 7%. Mas as estimativas geradas pelo Observatório do Clima apontam uma clara tendência de crescimento nas emissões de GEE dos setores de energia, transportes, agropecuária, indústria e resíduos sólidos. E vale ressaltar que as estimativas do Observatório do Clima ainda não captam o aumento do desmatamento na Amazônia no ano passado.

Há portanto, uma forte indicação de que podemos chegar a 2020 com emissões em ascensão. “O Brasil deverá cumprir a meta voluntária de redução de emissões fixada em 2010 para 2020. Mas seguindo a trajetória atual, é provável que nos próximos anos reduções adicionais do desmatamento sejam inferiores ao aumento de emissões nos demais setores, levando a um novo período de crescimento”, alerta Tasso Azevedo, coordenador do SEEG.

Além da queda do desmatamento que se verificou durante alguns anos no Brasil, as taxas de crescimento econômico bem abaixo do projetado pelo governo federal nas políticas de clima também vão ajudar: “As metas brasileiras de redução de emissões foram definidas em 2010 com base em um crescimento médio anual da economia de 4% a 5%, bem distante da realidade de nossa matriz energética”, acrescentou Azevedo.

Quando se excluem as emissões de Mudança de uso da Terra entre 1990 e 2012, só houve redução de emissões no Brasil no ano de 2009, em consequência da crise econômica global, deflagrada no segundo semestre de 2008. Já em 2010 as emissões voltaram a crescer um ritmo superior ao de 2008 e seguiram nesta tendência até 2012. E o desmatamento da Amazônia, que por anos foi a principal fonte de emissões brasileiras e representou cerca de 70% do total nos anos 90, caiu para 32% em 2012, se equiparando aos setores de energia e agropecuária, com 30% cada um. “Mesmo com a redução de emissões observada nos últimos anos, o Brasil está entre os maiores emissores mundiais e deve assumir sua responsabilidade para o enfrentamento do problema nas próximas décadas”, afirmou Carlos Rittl, Secretário Executivo do Observatório do Clima.

No período pós-2020, todos os grandes emissores terão que realizar cortes profundos em suas emissões para que seja possível limitar o aquecimento global a níveis seguros. Isto irá exigir um esforço muito maior dos países que mais emitem GEE: “É necessário planejar e investir em um modelo de desenvolvimento baseado em reduções progressivas de emissões.  No Brasil, não temos ainda esta visão de longo prazo. O país está acomodado e ficando para trás em investimentos em uma economia de baixo carbono,” acrescentou Rittl.

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em 2013, a China investiu US$ 54 bilhões em energias renováveis (exceto grandes hidrelétricas). Os investimentos dos EUA somaram US$ 34 bilhões.  Índia e África do Sul investiram US$ 6 e US$ 5 bilhões, respectivamente. Já o Brasil reduziu seus investimentos no setor de  US$12 bilhões em 2008, para apenas US$ 3 bilhões em 2013 – quase 75%  de redução no volume de investimentos nestas fontes de energia.

O Observatório do Clima cobra do governo federal a aplicação do que determina a lei 12.187, de 2009, que estabeleceu a Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC), em seu parágrafo 11: que todos os princípios, objetivos, diretrizes e instrumentos das políticas públicas e programas governamentais devem compatibilizar-se a PNMC. Em julho de 2014, o Observatório do Clima apresentou ao Ministério de Relações Exteriores sua visão sobre os princípios e critérios que deverão nortear a definição da meta brasileira de redução de emissões para o período pós-2020. “Até 2030, o Brasil terá que reduzir suas emissões a níveis muito inferiores aos atuais. Isto significa promover uma profunda transformação em nossa economia. O país precisa enfrentar este desafio desde já, preparando-se para um cenário em que terá que assumir compromissos significativos de corte de emissões junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima no pós-2020”, concluiu Rittl.

O Observatório do Clima faz uma série de recomendações para que o Brasil reduza as suas emissões de forma compatível com o sua responsabilidade sobre o problema, sua capacidade e o que requer o IPCC para que limitemos o aquecimento global a 2°C, dentre elas: zerar as emissões por desmatamento, neutralizar as emissões na agropecuária, reverter a queda da participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira, recuperar áreas degradadas e desmatadas para ampliar a captura de carbono e universalizar o tratamento biológico de resíduos sólidos e esgoto no Brasil com aproveitamento do biogás e dos materiais recicláveis. O relatório completo está disponível no hotsite do Observatório do Clima.

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais. As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.  É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

Target GEDWeb
O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

Portal de Normas
Inclua Normas Técnicas Brasileiras em sua Biblioteca Técnica Digital com um simples clique

Normas.com.br
O normas.com.br é a solução mais fácil para você buscar, visualizar e controlar Normas Técnicas NBR, regulamentos técnicos e a várias outras informações técnicas restritas.

7 milhões de mortes ocorrem por ano devido a contaminação atmosférica

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligada à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou as novas estimativas onde destaca que em 2012 cerca de sete milhões de pessoas morreram, uma em cada oito mortes no mundo, como resultado da exposição à poluição do ar. Esta conclusão é duas vezes mais alta que as estimativas anteriores e confirmam que a poluição do ar é agora sozinha, o risco ambiental para a grande saúde mundial. Se a poluição do ar fosse reduzida poderia salvar milhões de vidas.

Em particular, os novos dados revelam uma forte ligação entre a exposição à poluição do ar em geral e do ar no interior dos domicílios e doenças cardiovasculares, tais como acidente vascular cerebral e doença isquêmica do coração, bem como entre a poluição do ar e câncer. Isto vais mais  além da função que desempenha a  poluição do ar no desenvolvimento de doenças respiratórias, tais como infecções respiratórias agudas e doença pulmonar obstrutiva crónica.

Na região das Américas, estima-se que houve cerca de 131 mil mortes ligadas aos efeitos combinados da poluição ambiental e contaminação dentro dos domicílios  em países de baixa renda. Outras 96 mil pessoas morreram por esta causa em países de alta renda da região. As novas estimativas da OMS  não se devem somente ao conhecimento mais amplo das doenças causadas pela poluição do ar, mas também devido a uma melhor avaliação da exposição humana a poluentes atmosféricos e pelas medições e tecnologias mais avançadas Isso permitiu aos cientistas analisar mais detalhadamente os riscos para a saúde  a partir de uma distribuição demográfica mais ampla que inclui também as áreas rurais, além das áreas  urbanas.

Considerando outras regiões, os países de níveis baixos e médios de renda no Sudeste da Ásia e do Pacífico ocidental apresentaram a maior carga relacionada com a poluição em 2012, com um total de 3,3 milhões de mortes relacionadas à poluição do ar no interior do domicílio  e 2,6 milhões de mortes relacionadas co a contaminação atmosférica. “Limpar o ar que respiramos impede o desenvolvimento de doenças não transmissíveis e reduz o risco de doenças entre as mulheres e grupos vulneráveis, tais como crianças e idosos”, comentou Flavia Bustreo, Assistente do Director-Geral da Saúde Família, Mulheres e Crianças da OMS. . “As mulheres e crianças pobres pagam um preço alto pela poluição do ar no interior do domicílio, porque eles passam mais tempo respirando a fumança, os vazamentos e fuligem de carvão e madeira proveniente dos fogões lenha”.

Na avaliação realizada foram incluidas as seguintes distribuições das mortes atribuídas a doenças específicas,  o que mostra que a grande maioria das mortes relacionadas à poluição do ar são devidas a doenças cardiovasculares:
Mortes devido à contaminação atmosférica – distribuição por doença:
•    40% – cardiopatia isquêmica;
•    40% – acidente cerebrovascular;
•    11% – doença pulmonar obstrutiva crónica;
•      6% – câncer de pulmão;
•      3% – infecção aguda das vias respiratórias inferiores em crianças
Mortes devido à contaminação do ar no domicílio – distribuição por doença:
•    34% – acidente cerebrovascular;
•    26% – cardiopatia isquêmica;
•    22% – doença pulmonar obstrutiva crónica;
•    12% – infecção aguda das vias respiratórias inferiores em crianças
•      6% – câncer de pulmão.

As novas estimativas são baseadas em dados mais recentes da mortalidade da OMS de 2012 e em evidências de que a exposição à poluição do ar representa um risco para a saúde. Estimativas da exposição humana à poluição do ar em diferentes partes do mundo foram feitas por meio de um novo mapeamento global, os dados coletados, incluindo medições de satélite de vigilância terrestre e dados sobre  emissões a partir de fontes fundamentais, bem como modelos sobre os padrões de viagem da poluição no ar. “Os riscos devidos à poluição do ar são maiores do que se pensava ou compreendia, especialmente para doenças cardíacas e acidente vascular cerebral”, disse Maria Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública, Meio Ambiente e Determinantes Sociais da Saúde da  OMS. “Atualmente, existem poucos riscos que afetam tanto a saúde do mundo, como a poluição do ar, as evidências apontam para a necessidade de esforços concentrados e medidas integradas para limpar o ar que todos respiramos”, disse ela.

Depois de analisar os fatores de risco e ter em conta as revisões na metodologia, a OMS estima que a poluição do ar no domicílio está associada a  4,3 milhões de mortes em 2012, em locais em que são utilizados fogões de carvão , madeira e biomassa. A nova estimativa é explicada por uma melhor informação sobre a exposição à poluição entre os 2,9 bilhões de pessoas que se estima viverem em domicílios onde madeira, carvão ou esterco são usados como  principal combustível para cozinhar, assim como varios testes de que a poluição do ar está relacionada com o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, pneumonia, e canceres. No caso da poluição atmosférica, a OMS estimou que cerca de 3,7 milhões de mortes em 2012, ocorreram devido a fontes urbanas e rurais em todo o mundo.

Muitas pessoas são expostas aos dois tipos de poluição ao mesmo tempo: atmosférica e do ar interior no domicílio. Devido a esta sobreposição, a mortalidade atribuída a duas fontes não pode simplesmente ser somada, portanto, a estimativa total é de cerca de sete milhões de mortes em 2012. “A excessiva poluição atmosférica é muitas vezes resultado de políticas que não são sustentáveis em setores tais como transportes, energia, gestão de resíduos e indústria pesada. Na maioria dos casos, será também mais econômico que a longo prazo sejam implementadas estratégias que dêem prioridade à saúde, devido à economia em custos de cuidados de saúde, além de benefícios climáticos “, disse Carlos Dora, coordenador  no Departamento de Saúde Pública, Ambiental e Determinantes Sociais da Saúde da OMS . “A OMS e os diferentes setores de saúde desempenham um papel único de traduzir as evidências científicas de poluição do ar para as políticas que podem fazer a diferença e fazer melhorias que irão salvar vidas”, disse ele.

A publicação dos dados de hoje é um avanço importante no roteiro da OMS para a prevenção de doenças relacionadas com a poluição do ar. Isso envolve a criação, sob os auspícios da plataforma global da OMS sobre a qualidade do ar e a saúde que vão gerar melhores dados sobre as doenças relacionadas com a poluição do ar e um suporte mais robusto para os países e cidades com orientação, informação e dados que demonstram os benefícios de saúde derivados de intervenções funadamentais. Ainda este ano, a OMS publicará orientações sobre a qualidade do ar interior abordando as questões sobre  o uso de combustíveis domésticos, e serão analisados dados relacionados com a exposição à poluição do ar e mortalidade geral no interior no domicílio, juntamente com as informações  atualizadas sobre as medições da qualidade do ar em 1600 cidades em todas as regiões do mundo.

Poluição do ar em São Paulo

NORMAS TÉCNICAS INTERNACIONAIS

Assessoria em normas internacionais e estrangeiras: a Target oferece a consultoria definitiva que sua empresa precisa em normalização internacional e estrangeira: a melhor maneira de assegurar a confiabilidade de suas informações e de manter-se atualizado com relação aos padrões de qualidade de produtos e serviços do mundo.

Pesquisas: entendemos sua necessidade e localizamos, com rapidez e eficiência, diversos tipos de normas em entidades de normalização de qualquer parte do mundo.

Gerenciamento: informamos sobre o status das normas de seu acervo, e sobre qualquer alteração, revisão ou publicação de novas normas de seu interesse. A partir daí, você decide se vai ou não atualizar suas normas.

Tradução: uma equipe de profissionais, especializados em normalização e traduções técnicas, está apta a fornecer o melhor serviço de tradução de normas internacionais e estrangeiras. Os serviços de tradução também oferecem a formatação e adequação da norma dentro dos padrões das Normas Brasileiras.

Para solicitações ou mais informações, clique aqui.

poluicaoEm 2011, a poluição do ar por material particulado fino (MP2,5) no estado de São Paulo apresentou um nível médio 2,5 vezes maior que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O resultado se baseia em informações sobre os níveis de poluição entre 2006 e 2011 e faz parte de pesquisa da Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto Saúde e Sustentabilidade, com participação da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP). O trabalho também apontou que no ano de 2011, houve cerca de 17 mil mortes e 68 mil internações de pacientes mais suscetíveis às doenças associadas à poluição, como câncer de pulmão, doenças respiratórias e problemas cardiovasculares, as quais geraram uma despesa de cerca de R$ 240 milhões para as instituições públicas e privadas de saúde do Estado.

O estudo teve a colaboração do professor Paulo Saldiva, da FMUSP. “O objetivo foi apresentar dados ambientais sobre a poluição por MP2,5 no Estado de São Paulo e avaliar os seus efeitos para saúde, mortalidade e adoecimento, bem como os gastos com internações devido a problemas ocasionados pelos poluentes”, afirma a médica Evangelina Vormittag, do Instituto Saúde e Sustentabilidade, que participou da pesquisa. “Cerca de 40% do MP na Região Metropolitana de São Paulo é emitido por veículos pesados movidos a óleo diesel. O restante vem da poeira, proveniente de aerossóis secundários e da ressuspensão de partículas, e da fuligem produzida pelas indústrias”.

Segundo a medica, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que possui estações de medição automática distribuídas em 29 municípios no Estado, mensurava apenas o MP de 10 micras (µ) até 2010. “A partir de 2011, duas estações passaram a medir o MP de 2,5 µ; para analisar os dados de 2006 a 2011, foi feito um cálculo convertendo os índices do MP de 10 µ em 2,5 µ”. De todas as 29 cidades do Estado que possuem estações de medição da Cetesb, 11 estão acima dos níveis de poluição da Capital. Os níveis são mais elevados na Baixada Santista e são equivalentes na Grande São Paulo e nas regiões de Jundiaí, Campinas, Sorocaba e Piracicaba.

Devido ao seu tamanho diminuto, o MP de 2,5 µ consegue chegar até os alvéolos pulmonares, causando maiores danos ao organismo. “A literatura médica aponta que este material está relacionado à ocorrência de câncer de pulmão e doenças respiratórias e cardiovasculares”, conta a médica. “Alguns cientistas afirmam que ele é capaz de passar dos alvéolos para a corrente sanguínea, provocando efeitos nocivos ao coração”.

A OMS publicou em 2006 um guia estabelecendo parâmetros para a qualidade do ar nas grandes cidades, com patamares aceitáveis de poluentes. “No caso do MP de 2,5 µ, o limite anual tolerável é de 10 µ segundo a OMS. O nível máximo anual admitido pela Cetesb para o MP de 10 µ era de 150 microgramas, sem haver nenhum padrão estabelecido para o MP de 2,5 µ até 2012”, aponta a pesquisadora. Em 2013 o governo estadual promulgou o Decreto 59.113, para a mudança dos padrões, porém o documento não possui prazos estabelecidos para a adoção dos índices da OMS.

Do total das mortes registradas em 2011 no Estado de São Paulo (17 mil), 7.900 aconteceram na Grande São Paulo e 4.600 apenas na cidade de São Paulo. “Na capital paulista, o número é cerca de três vezes maior do que as mortes por acidentes ou câncer de mama, e seis vezes maior do que os casos de AIDS ou de câncer de próstata” ressalta Evangelina. ”Entre 2006 e 2011, houve um total de 100 mil mortes atribuíveis à poluição em todo o Estado”.

Em relação às doenças respiratórias, a médica lembra que elas atingem principalmente crianças e idosos com mais de 60 anos, enquanto as doenças cardiovasculares e o câncer afetam especialmente os adultos maiores de 40 anos de idade. “Os custos diretos com internações chegam a R$ 70 milhões no Estado (R$ 31 milhões na capital), no sistema público de saúde. Na rede privada e suplementar, o gasto é de R$ 170 milhões”.

Evangelina alerta que as políticas públicas relacionadas com a medição da qualidade do ar utilizam padrões altos, não associados a níveis aceitáveis para a saúde humana. “Os padrões atuais estão desatualizados e muito além dos níveis preconizados pela OMS, o que dificulta, do ponto de vista da saúde, a visualização da realidade dos fatos”, afirma. “Dados mais precisos são importantes para orientar medidas de combate à poluição e aumentar a qualidade de vida da população, como aconteceu na Cidade do México e em Bogotá, por exemplo”.

Na verdade, a poluição do ar é determinada pela quantificação das substâncias tóxicas presentes no ar na região onde está sendo monitorada e a comparação aos padrões estabelecidos pela legislação. Conforme diz a Resolução Conama nº. 3, de 28/06/1990, considera poluente atmosférico qualquer forma de matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou possam tornar o ar impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, inconveniente ao bem estar público, danoso aos materiais, à fauna e à flora ou prejudicial à segurança, ao uso e gozo da propriedade e às atividades normais da comunidade. Por origem, pode-se dividir os poluentes em primários, quando emitidos diretamente por uma fonte, e secundários, quando formados na atmosfera através de reações químicas entre poluentes primários e os constituintes naturais da atmosfera. As fontes são basicamente duas: fixas (indústrias, usinas, incineradores de resíduos) – e móveis (meios de transporte).

Fontes e características dos principais poluentes na atmosfera (clique na figura para uma melhor visualização)

poluição

Outro importante aspecto que influencia a qualidade do ar são as condições meteorológicas. Períodos com baixa umidade do ar e pouco vento, que é o caso do inverno no estado de São Paulo, dificultam a dispersão e levam a um aumento da concentração de alguns poluentes, como o monóxido de carbono, material particulado e dióxido de enxofre. Nos períodos mais ensolarados, como primavera e verão, há a tendência clara no aumento da concentração do ozônio, por ser um poluente secundário que depende da intensidade de luz solar para ser formado.

Quanto aos padrões de qualidade do ar, podem ser divididos em primários e secundários. São padrões primários de qualidade do ar as concentrações de poluentes que, ultrapassadas, poderão afetar a saúde da população. Podem ser entendidos como níveis máximos toleráveis de concentração de poluentes atmosféricos, constituindo-se em metas de curto e médio prazo. São padrões secundários de qualidade do ar as concentrações de poluentes atmosféricos abaixo das quais se prevê o mínimo efeito adverso sobre o bem estar da população, assim como o mínimo dano à fauna e à flora, aos materiais e ao meio ambiente em geral. Podem ser entendidos como níveis desejados de concentração de poluentes, constituindo-se em meta de longo prazo.

Padrões Estaduais de Qualidade do Ar (Decreto Estadual nº 59113 de 23/04/2013)

Poluente

Tempo de Amostragem

MI1 (µg/m³)

MI2 (µg/m³)

MI3 (µg/m³)

PF (µg/m³)

partículas inaláveis  (MP10)

24 horas MAA1

120 40

100 35

75 30

50 20

partículas inaláveis finas (MP2,5)

24 horas MAA1

60 20

50 17

37 15

25 10

dióxido de enxofre (SO2)

24 horas MAA1

60 40

40 30

30 20

20 –

dióxido de nitrogênio (NO2)

1 hora MAA1

260 60

240 50

220 45

200 40

Ozônio (O3)

8 horas

140

130

120

100

monóxido de carbono (CO)

8 horas

9 ppm

fumaça* (FMC)

24 horas MAA1

120 40

100 35

75 30

50 20

partículas totais em suspensão* (PTS)

24 horas MGA2

– –

– –

– –

240 80

Chumbo** (Pb)

MAA1

0,5

1 – Média aritmética anual. 2 – Média geométrica anual. * Fumaça e Partículas Totais em Suspensão –  parâmetros auxiliares a serem utilizados apenas em situações específicas, a critério da Cetesb. ** Chumbo – a ser monitorado apenas em áreas específicas, a critério da Cetesb.

Critérios para episódios agudos de poluição do ar (Decreto Estadual nº 59113 de 23/04/2013)

Parâmetros

Atenção

Alerta

Emergência

partículas inaláveis finas (µg/m3) – 24h

125

210

250

partículas inaláveis (µg/m3) – 24h

250

420

500

dióxido de enxofre (µg/m3) – 24h

800

1.600

2.100

dióxido de nitrogênio (µg/m3) – 1h

1.130

2.260

3.000

monóxido de carbono (ppm) – 8h

15

30

40

ozônio (µg/m3) – 8h

200

400

600

As emissões veiculares em São Paulo

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

emissãoA Cetesb publicou o Relatório de Emissões Veiculares do Estado de São Paulo que revelou: as emissões dos últimos quatro anos tem variado pouco. Em 2012, foram emitidas no estado 337 mil toneladas de monóxido de carbono (CO), 58 mil toneladas de hidrocarbonetos não metanos (NMHC), 1,4 mil toneladas de aldeídos (RCHO), 196 mil toneladas de óxidos de nitrogênio (NOx), 5 mil toneladas de material particulado (MP) e 15 mil toneladas de óxidos de enxofre (Sox).

Os seguintes compostos foram inventariados: monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos não metano (NMHC), metano (CH4), dióxido de enxofre (SO2), aldeídos (RCHO), óxido nitroso (N2O), dióxido de carbono (CO2) e material particulado (MP). Em 2012, a estimativa da frota circulante em São Paulo era de aproximadamente 14,3 milhões de veículos, sendo 9,4 milhões de automóveis, 1,7 milhões de comerciais leves, 600 mil ônibus e caminhões e 2,6 milhões de motocicletas.

O crescimento em relação a 2011 foi de 6% e a idade média foi de oito anos. Entretanto, mais de 4,4 milhões de veículos com mais de dez anos ainda circulam no estado.

Para demonstrar as emissões de gases do efeito estufa (GEE), foi apresentados os resultados em CO2eq. A emissão de CO2 dos biocombustíveis foi contabilizada separadamente, de acordo com os critérios adotados pela Política Estadual de Mudanças Climáticas (PEMC) para combustíveis renováveis. Os veículos emitiram um total de 40 milhões de toneladas de CO2eq. A maior contribuição vem dos automóveis movidos a gasolina, cerca de 16 milhões de toneladas de CO2eq, seguido dos caminhões com cerca de 14 milhões de toneladas.

Foram emitidas em 2012 no estado 337 mil toneladas de CO, 58 mil toneladas de NMHC, 196 mil toneladas de NOx, 4,8 mil toneladas de MP, 14,8 mil toneladas de SO2 e 1,4 mil toneladas de aldeídos, todos poluentes tóxicos.

Em média, 60% dessa emissão está concentrada na macrometrópole paulista, aglomeração urbana que reúne as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Baixada Santista e Vale do Paraíba, além de aglomerações urbanas importantes como Sorocaba, Jundiaí e Piracicaba. Os automóveis e as motocicletas foram os maiores emissores de CO e de NMHC. Os caminhões e ônibus os maiores emissores de MP e de NOx. O SO2 foi emitido por todas as categorias, já que sua formação está ligada ao consumo dos combustíveis fósseis, gasolina C e diesel, com forte presença de enxofre em sua composição.

Enfim, segundo a Cetesb, o impacto das emissões veiculares é sentido nas regiões em que a qualidade do ar apresenta elevados níveis de concentração por ozônio e por MP. Ainda que os fatores de emissão dos veículos novos estejam decrescendo, o aumento da frota de veículos e os congestionamentos das vias comprometem os avanços tecnológicos.

Além disso, a parcela com tecnologia defasada ainda é significativa. Os gráficos de evolução entre 2009 e 2012 mostram, de modo geral, a manutenção das emissões totais ao longo desse período. A emissão de GEE continua crescendo, em especial pela utilização da gasolina em substituição ao etanol em função do preço de venda no varejo. Para acessar o relatório completo, clique no link http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/ar/emissoes/relatorio-2012.pdf

Emissoes_Veiculares

Novos padrões de qualidade do ar em São Paulo

Indústria e negócio sustentáveis – concepção e operação para a responsabilidade social e ambiental

O e-book ASQ/Target Sustainable business and industry – designing and operating for social and environmental responsibility, de autoria de Joseph J. Jacobsen, é uma introdução ao desenvolvimento e implementação de um programa com sucesso de sustentabilidade e de responsabilidade social. O leitor é exposto aos objetivos financeiros, ambientais e socialmente responsáveis que são suportados por estratégias e táticas e que têm resultados mensuráveis. O leitor é apresentado aos métodos de tecnologias e práticas de execução e também vai aprender a medir o consequente desempenho social e ambiental para os relatórios escritos e apresentações convincentes. Para ler mais clique no link https://www.target.com.br/home.aspx?pp=27&c=3085

A Cetesb adotou um novo padrão de qualidade do ar no estado de São Paulo conforme recomendação feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com três metas progressivas e intermediárias a serem cumpridas, até chegar ao padrão final. Imediatamente será aplicada a meta 1 e, a partir de análises da situação, será definido quando entrarão em vigor as metas mais rígidas. Novos padrões foram estabelecidos para dióxido de enxofre, dióxido de nitrogênio, ozônio, material particulado inalável (MP10), material particulado inalável fino (MP2,5) e chumbo.

Os padrões são uma ferramenta importante na gestão da qualidade do ar e balizam a rigidez das ações de controle das fontes de emissão. Servem como base para o estabelecimento de políticas públicas para o controle das emissões de poluentes, de forma que as áreas degradadas sejam recuperadas e áreas preservadas não sofram degradação. Nesse sentido, o regulamento prevê a elaboração de um plano de controle de emissões de fontes fixas e móveis nas áreas mais críticas.

Em função dos novos padrões serão modificados também os critérios de classificação de qualidade do ar. Esta classificação é feita por meio de um índice de qualidade do ar que é uma ferramenta matemática desenvolvida para simplificar o processo de divulgação. Para cada poluente medido é calculado um índice, que é um valor adimensional. Dependendo do índice obtido, o ar recebe uma qualificação, que é uma nota para a qualidade do ar, além de uma cor. Em função dos novos padrões de qualidade do ar estabelecidos, a classificação da qualidade do ar foi alterada, e será efetuada conforme apresentado na tabela abaixo:

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

tabela1-ar

MP10 – material particulado inalável
MP2,5 – material particulado inalável fino
O3 – ozônio
CO – monóxido de carbono
NO2 – dióxido de nitrogênio
SO2 – dióxido de enxofre

A novidade é que além da nova nomenclatura, foram alteradas as faixas de classificação dos valores de concentração dos poluentes. A concentração do ozônio passou a ser feita com base em médias de 8 horas e não mais em médias de 1 hora. Foi também incluído na nova classificação, o material particulado inalável fino (MP2,5), que é um tipo de particulado que é mais prejudicial à saúde humana, pois devido ao seu tamanho reduzido penetra mais profundamente nas vias respiratórias.

Outro fato a ser destacado na nova forma de divulgação é que quando a qualidade do ar é classificada como Boa os valores-guia estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde, que são os padrões finais (PF) estabelecidos no DE nº 59113/2013, estão sendo atendidos, ou seja, nesta classificação espera-se o mínimo de efeitos adversos à saúde. Deve-se esclarecer que a qualificação do ar está associada a efeitos à saúde, portanto independe do padrão de qualidade do ar em vigor, e será sempre realizada conforme a tabela abaixo:

tabela2-ar

A qualidade do ar, das praias, das águas superficiais e subterrâneas em São Paulo

S O L U Ç Õ E S  P A R A  G E S T Ã O  D E  A C E R V O

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

 Target GEDWeb
O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

 Target CENWin 6.0
O Target CENWin 6.0 automatiza totalmente a gestão do acervo de Normas Técnicas e facilita o acesso às normas com rapidez e agilidade…

A Cetesb divulgou os relatórios de qualidade do ar, praias e águas interiores e subterrâneas do estado de São Paulo. Os documentos consolidam os dados coletados ao longo de 2012, e aos três anos no caso do estudo sobre águas subterrâneas, oferecendo material para a formulação de políticas de gestão dos recursos naturais e da saúde pública, subsídios para pesquisas e informação para a sociedade sobre a situação da qualidade do ar, das praias ou das águas dos mananciais existentes no estado. Em 2012, não foi verificada nenhuma ultrapassagem do padrão horário de dióxido de nitrogênio (NO2), precursor do ozônio, em nenhuma das estações de monitoramento. O padrão anual não é ultrapassado há mais de uma década.

Segundo o relatório, o ozônio é o poluente que mais ultrapassa o padrão de qualidade do ar na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), sendo que em 2012, o padrão de qualidade do ar desse poluente foi excedido em 98 dias na região, número semelhante aos 96 dias em 2011. A RMSP apresenta um alto potencial de formação de ozônio, uma vez que, há grande emissão de precursores, principalmente de origem veicular.  Além disso, nos meses de primavera e verão de 2012, observou-se muitos dias com altas temperaturas e insolação, que propiciaram condições meteorológicas para a formação desse poluente. Em função das complexas interações químicas e meteorológicas envolvidas nas reaçõe atmosféricas de formação e transporte do ozônio, não é possível inferir se o aumento dos níveis desse poluente, nos últimos anos na RMSP, representa efetivamente uma tendência.

No litoral o padrão diário de MP10 foi excedido em Santos e na área industrial de Cubatão, e no interior em Santa Gertrudes, Piracicaba, Limeira e Pirassununga. Na área industrial de Cubatão, onde se concentra um parque industrial expressivo, e em Santa Gertrudes, onde se localiza um importante polo cerâmico, as concentrações de particulados apresentaram médias bem superiores ao padrão anual. De maneira geral, na maioria das estações, as concentrações de material particulado, em 2012, foram menores do que as do ano anterior, o que pode estar associado à evolução do controle das emissões e ao fato de as condições de dispersão dos poluentes primários terem sido melhores no último ano.

E, como na RMSP, o ozônio é o poluente que mais viola o padrão de qualidade do ar nas estações do interior e litoral. Em 2012, com exceção das estações de Marília, Presidente Prudente, Pirassununga e Santos-Ponta da Praia, registrou-se a ocorrência de ultrapassagens do padrão horário de ozônio nas estações que monitoraram este poluente.

Balneabilidade das praias

Na avaliação das condições de balneabilidade das praias do Litoral Paulista, nota-se que, em 2012, houve melhora em relação a 2011 em todas as regiões do Estado. A porcentagem de praias Próprias o ano todo passou de 23% para 35%, com aumento de praias Ótimas de 3% para 11% e redução das praias Péssimas de 14 para 7%. No monitoramento dos cursos d’água que afluem às praias, também foi o ano que apresentou maior porcentagem de atendimento à legislação com 33%.

A melhora foi observada nos quatro municípios do Litoral Norte, onde a porcentagem de praias Próprias o ano todo passou de 36% para 54% com aumento das praias Ótimas de 5% para 18%.    Esses índices favoráveis não eram registrados desde 2005. Também houve redução das praias classificadas como Ruins e Péssimas, de 21% para 9%.

Em relação à Baixada Santista, também foi constatada melhora na qualidade das praias, com a redução das praias classificadas como Péssimas, de 28 para 13%. Nessa região, houve melhora em seis municípios, ressaltando-se os de Bertioga, Santos e Praia Grande. Em contraposição, foi observada piora da qualidade das praias em três municípios, sendo pequena em Itanhaém e Peruíbe, e mais significativa no Guarujá, onde algumas praias que no ano passado haviam permanecido Próprias o ano todo, apresentaram-se Impróprias em algumas semanas.

A melhoria dos índices de balneabilidade, em 2012, se deve aos investimentos em saneamento realizados principalmente na Baixada Santista, e à menor incidência de chuvas, que exercem grande influência na qualidade das praias, observada mais significativamente no segundo semestre. Foi registrada redução da chuva anual de cerca de 20% no litoral norte e 30% na Baixada Santista. Reduções de aproximadamente 50% foram registradas nas duas regiões nos meses de fevereiro e março e de agosto a novembro.

Águas superficiais

O Relatório de Qualidade das Águas Superficiais do Estado de São Paulo aponta uma melhora na qualidade das águas nos rios e reservatórios paulistas, em 2012. A explicação para essa melhora reside, principalmente, nos investimentos realizados em saneamento, aumentando o índice de tratamento do esgoto doméstico de 41% para 59% de 2006 para 2012. Essa melhora é, ainda, resultado das ações de controle das fontes industriais efetuadas pela Cetesb.

A Cetesb avalia a qualidade das águas superficiais do Estado de São Paulo por meio de duas redes de monitoramento: a de água doce, iniciada em 1974, e a de água salina e salobra, em 2010. O programa de monitoramento de água doce distribui-se pelas 22 Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos – UGRHIs do Estado. Já a rede costeira está distribuída em 19 áreas, sendo oito no Litoral Norte, nove na Baixada Santista e duas no Litoral Sul. A rede de monitoramento conta atualmente com um total de 437 pontos de água doce e de 59 pontos de água salina e salobra.

Para a água doce, 84% dos pontos monitorados mantiveram, em 2012, classificações como Ótima, Boa e Regular. Dos 245 pontos de amostragem onde foi possível estabelecer uma série de 2007 a 2012, 33 apresentaram uma tendência de melhora, relacionadas principalmente a melhorias no sistema de saneamento básico e na gestão de descargas de reservatórios.

Na UGHRI 5, que responde por 12% da carga remanescente lançada nos corpos hídricos, notou-se uma recuperação expressiva de seus rios, notadamente o Atibaia, Jaguari, Jundiaí e Piracicaba. Essa melhora está associada à redução da carga remanescente na bacia, de 150 para 132 toneladas de Demanda Bioquímica de Oxigênio por dia (DBO/dia), de 2011 para 2012, respectivamente.

Outros corpos hídricos que se destacaram positivamente foram os rios Cubatão (UGRHI 7), Mogi Guaçu e Mogi Mirim (UGRHI 9) e Preto (UGRHI 15). No entanto, com relação ao Rio Tietê (UGRHI 6), não se notou melhora na qualidade das suas águas, embora tenham sido realizados investimentos expressivos em saneamento ao longo dos últimos anos. Ressalta-se que, de 2011 para 2012, a carga remanescente gerada nessa bacia aumentou de 622 para 644 ton DBO/dia, respectivamente.

Segundo o estudo, no estado como um todo, o esgoto doméstico continua sendo o maior responsável pela presença, acima dos padrões estabelecidos pela legislação, de indicadores de poluição das águas como E. coli, Fósforo Total, Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO, Nitrogênio Amoniacal e Surfactantes, bem como de Ferro, Alumínio e Manganês, que se fazem presentes nos solos e são carreados para os corpos hídricos. Metais como zinco, cádmio, mercúrio e chumbo, que estão associados aos lançamentos de efluentes industriais, apresentaram pequeno número de resultados desconformes, o que indica a eficiência no controle das fontes industriais no estado, desenvolvido pela Cetesb.

A avaliação dos pontos de captação de água para abastecimento público indicou que em 88% dos locais foram registradas classificações Ótima, Boa e Regular. Os indicadores que influenciaram negativamente os resultados, como o número de células de cianobactérias, foram registrados nos reservatórios das Graças, Guarapiranga, Jundiaí, Rio Grande e Taquacetuba na RMSP, bem como no Reservatório Cascata em Marília, Itupararanga na região de Sorocaba e Canal de Fuga na Baixada Santista. O Reservatório Itupararanga vem apresentando uma piora em relação aos anos anteriores, principalmente com relação à presença de cianobactérias.

No tocante às águas costeiras, é possível concluir que as áreas que apresentam as maiores alterações na qualidade das águas são os canais de Santos e São Vicente e as áreas de influência dos emissários de Santos e Praia Grande. As principais alterações referem-se às concentrações de Clorofila a, Carbono Orgânico Total, Oxigênio Dissolvido, Fósforo e indicadores microbiológicos.

Esses indicadores mostram que as alterações estão vinculadas à introdução de matéria orgânica e nutrientes, além da contaminação microbiológica do ambiente, apontando poluição principalmente por esgotos domésticos. De um modo geral, foi observada uma melhora desses ambientes aquáticos, em 2012, o que pode estar relacionada com a redução de cerca de 30% nos índices de pluviosidade registrada nas três UGRHIs do Litoral. Em relação aos sedimentos também foi observada uma melhora na qualidade química dos mesmos e na avaliação ecotoxicológica com a diminuição das amostras que apresentaram toxicidade.

Águas subterrâneas

Os resultados do monitoramento das águas subterrâneas em 240 pontos, no período de 2010-2012 mostram que, de modo geral, as águas subterrâneas mantêm boa qualidade. O Indicador de Potabilidade das Águas Subterrâneas – IPAS do Estado de São Paulo apresentou ligeira queda, de 80,1%, em 2009, para 79,9%, em 2012. As desconformidades em relação ao padrão de potabilidade continuam para as mesmas substâncias verificadas no período anterior: nitrato, fluoreto, alumínio, arsênio, bário, chumbo, crômio, ferro, manganês e sódio, além dos parâmetros microbiológicos.

Houve a redução percentual de número de poços com concentrações de nitrato acima do padrão de potabilidade (10 mg L-1) e do valor de prevenção (5 mg L-1) nos aquíferos em geral, que pode ser um indicativo de menores contribuições do esgoto doméstico. As concentrações dessa substância, que até o período anterior apresentavam tendência de aumento nos aquíferos Bauru, Pré-Cambriano e Serra Geral, mostram estabilização no Bauru e ligeira diminuição no Pré-Cambriano, enquanto continuam a aumentar no Serra Geral. Quando a avaliação é realizada por UGRHI observa-se tendência de aumento nas concentrações dessa substância no Aquífero Bauru nas UGRHIs 15 – Turvo/Grande, 16 – Tietê-Batalha, 19 – Baixo Tietê e 20 – Aguapeí.

As análises de substâncias orgânicas voláteis em vinte e cinco pontos da UGRHI 6 – Alto Tietê mostram desconformidades apenas para algumas substâncias utilizadas para desinfecção em cinco pontos monitorados. Os primeiros resultados da rede de monitoramento integrado de qualidade-quantidade, operada pela Cetesb e Departamento de Águas e Energia Elétrica – DAEE mostram desconformidades em relação ao padrão de potabilidade para as substâncias alumínio, chumbo, ferro e manganês nos aquíferos Bauru e Guarani; e nitrato e bário no aquífero Bauru. A variação anual do nível de água ficou na faixa de 0,7 a 4,8 m.

Nesse período, também foram analisadas a atividade estrogênica e a presença de agrotóxicos em trinta e cinco pontos de monitoramento, localizados em áreas rurais ou periurbanas. A atividade estrogênica, cujo objetivo é avaliar a ocorrência de substâncias que agem como interferentes endócrinos, ou seja, que possuem a capacidade de interferir na produção ou ação dos hormônios, foi observada em apenas três pontos com valores abaixo daqueles considerados significantes na literatura científica. Os agrotóxicos não foram detectados em nenhuma amostra. Os documentos podem ser acessados nos links:

Relatório de Qualidade das Águas Litorâneas no Estado de São Paulo 2012

Qualidade do Ar do Estado de São Paulo

Qualidade das Águas Superficiais do Estado de São Paulo, relativos a 2012

Relatório de Qualidade das Águas Subterrâneas, relativo ao triênio 2010 a 2012.