Como identificar e tratar as perdas industriais

Cristiano Bertulucci Silveira 

A manutenção produtiva total é uma parte do arsenal do Lean Manufacturing para manter as máquinas disponíveis e operando, buscando a falha zero. Antes de verificarmos como atingir a falha zero, é muito importante entendermos os dois tipos de perdas industriais: a crônica e a esporádica.

Basicamente, quando uma máquina quebra e podemos observar ela parada ou inoperante, chamamos isso de perda esporádica. No entanto, quando uma máquina requer vários ajustes para que a mesma fique operando, tendo pequenas paradas ou perda de velocidade, então chamamos isso de perdas crônicas.

Perdas crônicas x perdas esporádicas

A perda crônica não costuma ser frequente e quando ocorre é repentinamente sendo fácil a detecção de qual foi o problema e consequentemente fácil resolver o mesmo. Como exemplo, podemos citar a quebra de um rolamento, a queima de um motor, etc.

Muitas vezes ignorada, a perda crônica é algo que poderia ser apelidado de “ruído” onde apenas tomamos ciência destes problemas através de pequenas indisponibilidades, desempenho dos equipamentos ou qualidade do produto. Alguns exemplos são: a cada 1.000 produtos, 20 saem quebrados, a cada 1 hora, deve-se parar por 5 minutos para ajustar algo na máquina ou a cada duas horas deve-se regular a velocidade manualmente.

As perdas crônicas não ocorrem somente no ambiente de produção, se estendendo também ao administrativo e em toda a organização. Quer ver alguns exemplos? Você está atendendo a mesma chamada de telefone várias e várias vezes? Você tem uma grande equipe mas não sabe o que cada um faz? Você faz pequenos trabalhos (em lote) para verificar se está correto antes de prosseguir para o próximo a fim de garantir o trabalho? Se já viu em alguns destes exemplos, estes são perdas crônicas. Abaixo podemos ver uma tabela comparativa sobre os dois tipos de perdas industriais.

Esporádica Crônica
Característica Não é frequente e ocorre repentinamente, apresentando grandes desvios do normal Pequenas paradas, desvios frequentes, resistente a uma variedade de medidas corretivas e representa de 1 a 5% dos problemas
Causa A causa costuma ser simples e o problema é fácil de identificar A causa é bastante complexa, sendo difícil identificar tanto a causa quanto o efeito
Contra Medida Restaurar o equipamento a fim de restabelecer suas condições normais Requer medidas inovadoras a fim de restaurar os componentes à característica original, livre de falhas
Abordagem Diagrama de Causa e Efeito
Diagrama de Pareto
Análise P-M (metodologia para falha zero do programa de TPM)

Por serem mais frequentes e de difícil tratamento, acabamos nos acostumando a conviver com as perdas crônicas e justamente por isso, estas são as perdas industriais que mais prejudicam a organização. Abaixo um gráfico que ilustra as duas perdas industriais.

Clique nas figuras para uma melhor visualização

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Figura 1 – Perdas industriais crônicas x perdas esporádicas 

Por que as perdas crônicas persistem?

Podemos citar alguns motivos pelos quais as perdas crônicas persistem. São eles:

  • O fenômeno não é estratificado ou analisado o suficiente e as pessoas não percebem o padrão do defeito (como), os elementos (onde) e os períodos (quando);
  • Alguns fatores relacionados ao fenômeno são negligenciados fazendo com que fatores não controlados levem facilmente a perdas crônicas;
  • As anomalias escondidas não são abordadas devido às pessoas darem mais importância aos grandes problemas.

Entende-se aqui que fenômeno é o evento físico ou precisamente o que acontece para produzir o efeito em questão. É o caso anormal a ser controlado.

Outra questão importante é referente à dificuldade das pessoas em compreender as causas. Como podemos perceber na Figura abaixo, algumas causas podem ser combinações de várias causas, sendo que cada vez que falha o equipamento pode ser uma combinação diferente. Nestes casos é muito importante mapear cada tipo de causa e entender muito bem cada uma eliminando uma a uma até que tenhamos um sistema confiável.

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Estrutura das perdas industriais crônicas

Deve-se buscar as condições ótimas para reduzir as perdas crônicas. A eliminação completa de anomalias (perdas industriais crônicas) é um pré requisito para atingir zero defeitos. Assim é desejável buscar sempre a condição ótima. Por regra a condição Ótima = Necessário + Desejável. Abaixo citamos alguns exemplos do que seria o necessário e o que seria o desejável.

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 Condições Ótimas

A condição ótima representa a operação do equipamento no seu melhor nível, em que ele seja sustentável e confiável. É a soma das 2 categorias (necessário + desejável). Um termo que podemos utilizar aqui é ter um equipamento tão bom quanto novo.

Condições Necessárias

As condições necessárias são os requisitos mínimos que devem haver para suportar as condições do equipamento.

Condições Desejáveis

Não são essenciais para a operação mas são necessárias para prever quebras e defeitos.

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems –cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti; 

 

Os EUA não são mais a economia mais competitiva do mundo e o Brasil cai uma posição

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Os EUA perderam o status de a economia mais competitiva do mundo depois de ser ultrapassada pela China Hong Kong e pela Suíça, conforme dados divulgados pelo IMD World Competitiveness Center. O poder absoluto da economia dos EUA já não é suficiente para mantê-lo no topo do World Competitiveness Ranking, o que aconteceu nos últimos três anos.

A edição de 2016 classifica a China Hong Kong em primeiro lugar, a Suíça em segundo e em terceiro os EUA, com Singapura, Suécia, Dinamarca, Irlanda, Países Baixos, Noruega e Canadá completando o top 10. O professor Arturo Bris, diretor do IMD World Competitiveness Center, explicou que um compromisso consistente para um ambiente de negócios favorável foi fundamental para a ascensão da China Hong Kong e que o tamanho da Suíça e sua ênfase no compromisso com a qualidade permitiram que o país ficasse com a sua economia no topo.

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“Os EUA ainda apresentaram o melhor desempenho econômico no mundo, mas há muitos outros fatores que levamos em conta ao avaliar a competitividade”, disse. “O padrão comum entre todos os países no top 20 é o seu foco sobre a regulação ideal para negócios, infraestrutura física e imaterial, e instituições inclusivas”.

A China Hong Kong estimula muito a inovação através de uma baixa e simples forma de tributação e não impõe restrições sobre o capital que flua para dentro ou para fora do território. Também oferece uma porta de entrada para o investimento estrangeiro direto na China continental, a mais nova superpotência econômica do mundo, e permite que as empresas tenham acesso aos mercados globa.

Mesmo com o desempenho da China Hong Kong e de Cingapura, no entanto, revelou a pesquisa, mostrou que a competitividade da Ásia diminuiu acentuadamente em termos globais desde a publicação do ranking do ano passado. Taiwan, Malásia, Coreia do Sul e Indonésia sofreram quedas significativas de seus posições de 2015, enquanto a China Continental diminuiu apenas um pouco mantendo o seu lugar no top 25.

O estudo revelou alguns dos avanços mais impressionantes da Europa conquistados pelos países orientais, como a Letônia, a República Eslovaca e Eslovênia. As economias da Europa ocidental também continuou a melhorar, sendo que os pesquisadores destacaram a contínua recuperação financeira, depois da crise do setor público europeu.

O Chile, na posição 36, foi o único país latino-americano fora da parte inferior 20, enquanto a Argentina, em 55, é o único país da região a ter melhorado a sua posição de 2015. Deve ser destacado que cada classificação é baseada na análise de mais de 340 critérios derivados de quatro principais fatores: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.

As respostas de uma pesquisa em profundidade com mais de 5.400 executivos de negócios, que são convidados a avaliar a situação em seus próprios países, também são levadas em consideração. “Um fato importante que a classificação torna clara ano após ano é que o crescimento econômico atual  não é, de nenhuma maneira, uma garantia de competitividade futura. As nações tão diferentes como a China e o Qatar saem muito bem em termos de desempenho econômico, mas eles continuam fracos em outros pilares como a eficiência e a infra-estrutura de governo”, assegura o professor Bris. “Desde 1995, o mundo tornou-se cada vez mais desigual em termos de diferenças de renda entre os países, embora a taxa de crescimento esteja diminuindo”, acrescenta ele.

Para o professor, a riqueza dos países mais ricos tem crescido a cada ano, enquanto os países mais pobres estão tendo alguma melhoria das condições de vida neste milênio. “Infelizmente, o problema para muitos países é que a acumulação de riqueza dos ricos não deu quaisquer benefícios para os pobres na ausência de redes de segurança social adequada. O crescimento econômico, orientado para a inovação nos países mais pobres, melhora a competitividade, mas também aumenta a desigualdade. Este é, obviamente, um problema que exige atenção a longo prazo”.

Já o Brasil está na posição 57 em termos de competitividade e tem muitos desafios para vencer:

– Crise política: escândalos de corrupção, governabilidade frágil e ausência de uma responsabilidade política;

– Recessão econômica: a inflação crescente e as taxas de desemprego nas alturas, juntamente com o crescimento negativo do PIB;

– Desequilíbrio fiscal, a necessidade de impostos e reformas na seguridade social;

– Falta de confiança na economia dos investidores estrangeiros e domésticos;

– Investimentos insuficientes na área da saúde e saneamento básico, acarretando riscos epidêmicos com os surtos de dengue e zika.

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Assessment: ferramenta aliada da gestão profissional

Saiba mais sobre a ferramenta que permite identificar as personalidades e qualidades de seus colaboradores, avaliando seus posicionamentos dentro da empresa e otimizando o processo produtivo.

Em inglês, o termo assessment significa avaliação. Entretanto, no ambiente corporativo, essa expressão é, normalmente, relacionada à gestão profissional, usada para avaliar competências, conhecer com mais eficiência e critério os profissionais, buscando, inclusive, o autoconhecimento.

Segundo Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, esse processo consiste em uma avaliação aprofundada de uma só pessoa ou de um grupo de colaboradores, a partir da cultura, valores e ideais da empresa. “Por meio de ferramentas específicas, se torna possível oferecer soluções profissionais para avaliar o comportamento dos profissionais. Assim, é possível que a empresa desenvolva metas para selecionar, recrutar e avaliar as pessoas”, afirma.

A profissional, que também realiza processos de coaching através da Outliers Careers, pontua que as ferramentas também auxiliam a medir o clima organizacional da companhia. “Por meio do assessment, é possível perceber se a empresa está fazendo o que realmente é preciso para melhorar seu ambiente, a ponto de tornar seus colaboradores mais motivados e produtivos. No âmbito individual, esse método também auxilia a criar planos de carreira, ajudando os profissionais a percebem seus pontos fortes e as áreas que merecem mais sua atenção, para que ele possa crescer profissionalmente”, esclarece.

Madalena explica que essa metodologia também é utilizada com o propósito de melhorar os processo diários, além de aperfeiçoar os relacionamentos interpessoais entre chefes e colaboradores. “Outra vantagem em investir em assessment é a diminuição dos custos de contratação e demissão, já que se passa a conhecer melhor os colaboradores, seus desejos e metas”, explica.

Resumidamente, o assessment é o processo indicado para empresas que querem obter o melhor de seus funcionários. Quando conduzido por profissionais qualificados, o objetivo de descobrir o potencial dos profissionais e ajudá-los a desenvolver atitudes de alta performance é alcançado com êxito.

Descubra o que prejudica a sua produtividade no trabalho

LIVRO EM 2ª EDIÇÃO – AMPLIADA E ATUALIZADA: TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

LIVRO EM 2ª EDIÇÃO - AMPLIADA E ATUALIZADA: TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBRA segunda edição, ampliada e atualizada, desse livro aborda, por meio de casos reais, como a obrigatoriedade de se cumprir as normas técnicas – ABNT NBR está diretamente ligada à segurança, à saúde e à qualidade de vida dos consumidores, explicando de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no dia a dia da sociedade. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa editar leis para esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2015.aspx

Quais os principais elementos que podem desviar a concentração e o desenvolvimento no ambiente profissional?

Atualmente, o mundo se encontra em um estado onde as coisas acontecem de maneira veloz, fazendo com que todos tenham que adaptar sua rotina diária a isso. Para completar, as mídias sociais influenciaram no modo como as pessoas trabalham; você se lembra o quão fácil era prestar atenção nas suas tarefas quando não havia o Facebook atraindo sua atenção?

A verdade é que sim, os tempos mudaram, e, com eles, a forma como uma pessoa se mostra produtiva, também. Segundo Andreia Rego, que trabalha com coaching e psicanálise, o ambiente de trabalho está fragilizado por diversas distrações, que podem ser minimizadas.

“Um dos principais pontos é a cultura de estar sempre disponível para os outros, seja na internet ou ao vivo, sem contar nas inúmeras convocações de reuniões”, observa. “Se você está com a agenda folgada e quer ajudar, tudo bem, mas coloque suas tarefas como prioridade. Escritórios abertos (que são tendência mundial em ambientes corporativos) também passam por distrações. Nesse caso, quando você tiver uma tarefa que exija maior concentração, procure realizá-la em um ambiente separado, como uma sala de reunião, desconectado de tudo”.

Ela, que é master business em administração com ênfase em humanas, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), reforça que as atividades devem ser divididas pelo seu nível de importância. “Fazer uma lista com antecedência do que será necessário realizar no dia, e qual o grau de importância dessas atividades, é uma boa forma de se organizar e terminar suas tarefas de maneira eficiente. Procurar não ceder ao imediatismo também é essencial, pois ele aumenta a probabilidade de cometer erros e aumentar a quantidade de trabalho, posteriormente”, comenta.

A coach aponta que pequenas atitudes também provocam um grande impacto no ambiente profissional. “Por exemplo, por mais que sua vontade seja grande, busque não cair na tentação de comer demasiadamente na hora do almoço, pois isso pode levar a uma indigestão ou forte sonolência, o que atrapalha a produtividade quando se precisa focar em algo extremamente crítico/urgente. Ainda, checar sua caixa de e-mails com muita frequência pode causar outras distrações. O ideal é estipular períodos específicos para isso (a cada 30 minutos, por exemplo), e separar assuntos em caixas prioritárias, como os e-mails do seu superior hierárquico, colaboradores, áreas afins, parceiros, etc”, afirma.

Andreia finaliza, lembrando que é papel de cada um perceber o que está impedindo seu desenvolvimento, e mudar para que isso não aconteça mais. “É preciso identificar o que prejudica sua produtividade, para, então, crescer, tanto como profissional quanto como pessoa”, conclui.

A Gestão por Processos fornece a estrutura ideal para TOC, Lean e Seis Sigma

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Filtros de Harmônicos em Sistemas Industriais – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Eduardo Moura

É possível otimizar um conceito “capenga”. No final ele vai estar melhorzinho mas, mesmo assim, vai ser um “capenga otimizado…”. Quer dizer: podemos melhorar o desempenho atuando dentro das limitações do conceito original, mas um caminho muito melhor é partir de um conceito superior (onde aquelas limitações não existem) e então buscar a otimização final.

Essa mesma idéia pode ser aplicada ao contexto mais amplo de otimizar o desempenho de um sistema de negócios. Podemos obter resultados excelentes implementando TOC (Teoria das Restrições) Lean ou Seis Sigma (ou, melhor ainda, combinando todas essas metodologias) mas, passados os primeiros anos de colheita fácil, estaremos relativamente presos às limitações inerentes ao conceito ou paradigma administrativo que rege o sistema de negócios como um todo.

Há um conflito gerencial entre concentrar-se nas urgências e incêndios do dia-a-dia ou dedicar-se às ações de maior alcance estratégico. De fato, em mais de 50 Árvores da Realidade Atual cuja construção tive a oportunidade facilitar ao longo de 10 anos em diferentes empresas, de diferentes países, de diferentes portes e atuando em diferentes setores, aquele conflito administrativo aparece como uma das principais causas-raízes para os problemas crônicos do negócio. Confirma este fato uma declaração que ouvi de Eli Goldratt na Conferência Internacional da TOCICO em Las Vegas (Junho/2010): “A restrição de qualquer organização é a atenção da gerência.”. A implementação da Gestão por Processos pode eliminar o conflito aplicando um princípio inventivo denominado “separação no espaço”, isto é: um grupo de pessoas nos processos operativos (devidamente padronizados e integrados em fluxo contínuo)  dedicam-se às questões rotineiras do dia-a-dia, enquanto outro grupo de pessoas (os gerentes) dedicam-se aos projetos estratégicos e ao monitoramento do desempenho global da empresa.

A Gestão por Processos corresponde ao conceito superior de administração acenado no início, enquanto a “Gestão por Departamentos” é o “conceito capenga” que em um dado momento acaba tornando-se uma camisa de força que restringe significativamente os esforços e resultados de melhoria contínua de TOC, Lean e Seis Sigma. A Gestão por Departamentos é um exemplo clássico de busca de eficiências locais que inevitavelmente leva à subotimização do sistema (pior ainda se for exacerbada pelo BSC – Balanced Scorecard). Mas, por incrível que pareça, até o presente momento, tanto a Teoria das Restrições como Lean e Seis Sigma não questionam esse paradigma administrativo; antes, o tomam como se fosse um fato da realidade ou a maneira “natural” de gerenciar um negócio. É verdade que tanto TOC como Lean (e, nesse ponto, não tanto o Seis Sigma) em seus específicos projetos de implementação acabam promovendo o fluxo e a integração entre áreas e departamentos, subordinando-os ao objetivo global. Mas isso continua sendo uma melhoria dentro das limitações do paradigma vigente de gestão departamentalizada, e o resultado final (embora melhor) acaba sendo um “capenga otimizado”.

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Muito melhor seria que os projetos de TOC, Lean e Seis Sigma contassem com uma estrutura dinâmica de processos, padronizados de maneira integrada, sem interfaces nebulosas entre áreas funcionais e com responsabilidades claramente definidas. E essa estrutura dinâmica é exatamente o que a Gestão por Processos produz (quando bem implementada, bem entendido – mas isso é assunto para um próximo artigo).

Implementar Gestão por Processos é um passo estrutural que requer que todas as atividades de negocio em todas as áreas da empresa sejam mapeadas, questionadas, melhoradas ou inovadas, e integradas com lógica e precisão cristalinas. E por isso alguém poderia perguntar: mas esse esforço generalizado em todos os elos da cadeia de negócios não é desperdício? Fazendo isso não estaríamos desviando a devida atenção sobre o elo mais fraco, a restrição do sistema? Respondo com uma parábola: era uma vez um barco velho, com um furo no casco (a restrição).

Para atravessar um rio (objetivo de curto prazo), o dono do barco colocou apenas um tampão no furo (tratamento localizado da restrição) e chegou ao outro lado sem problema. Mas para realizar uma expedição em alto mar (objetivo de longo prazo), o dono não partiu sem antes fazer um reforma completa do barco (Gestão por Processos).

É claro que, no caso de uma empresa, o barco já está em pleno mar, e aí a questão é saber até quando podemos seguir com o tampão no casco, antes de afundar… Ainda sobre este ponto, cito novamente o próprio Eli Goldratt, que afirmou na mesma conferência em Las Vegas: “É verdade que as não restrições não controlam o throughput de uma empresa, mas elas podem determinar o lead-time” (e eu acrescentaria: a despesa operacional, também). Concluindo: a implementação eficaz da Gestão por Processos tem a capacidade de “reformar o barco” e criar uma estrutura organizacional onde planos de exploração da restrição (com a requerida subordinação dos demais processos), ou planos kaizen, ou qualquer outro esforço de melhoria do desempenho organizacional possam fluir com muito maior eficiência.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

Verão: estresse térmico pode reduzir produtividade do trabalhador

Versões de normas técnicas em outros idiomas

A Target, com uma ampla experiência na área de normalização, oferece aos seus clientes o serviço de tradução e formatação de normas técnicas. Profissionais especializados fazem uma tradução eficiente e segura das normas internacionais e estrangeiras para o padrão brasileiro de normas e, de acordo com a necessidade do cliente,  também traduzem as normas brasileiras para outras línguas, facilitando o acesso à informação crítica da norma, com toda segurança e garantia de qualidade Target.

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Empresas devem garantir manutenção de temperatura prevista na NR 15

Com a chegada do verão, aumenta a preocupação dos gestores empresariais em manter um ambiente termicamente confortável para os seus colaboradores. Segundo informações do Instituto Climatempo, 2015 registrará temperaturas mais altas do que o ano anterior. Desmaios, desidratação, sudorese intensa e exaustão são alguns dos reflexos que o estresse térmico pode ocasionar em situações ocupacionais.

De acordo com a legislação trabalhista vigente, nos escritórios e setores administrativos, a temperatura efetiva deve permanecer entre 20º C e 23ºC. “Recomendamos que as empresas monitorem a temperatura do ambiente. Isso garante o conforto térmico no local de trabalho, proporciona o bem estar aos funcionários e mantém a produtividade”, explica a engenheira do trabalho do Imtep, Carolina Arsie Cardoso. Nas indústrias, onde ocorre exposição ao calor em função de fontes artificiais, o cuidado deve ser o mesmo, sempre respeitando o tempo de descanso, o qual deve ocorrer em local com temperatura amena, definido em função do tipo de atividade realizada.

Segundo Carolina, por meio de uma análise quantitativa do calor, é possível verificar se os índices aos quais os trabalhadores estão expostos são adequados para as atividades exercidas. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o colaborador, à altura da região do corpo mais atingida. Após a análise dos resultados, devem ser definidos, seguindo as instruções da Norma Regulamentadora n° 15 anexo 3, os períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.

Algumas medidas contribuem para tornar o ambiente de trabalho mais confortável, como a execução de tarefas mais pesadas durante o período da manhã, ventilação adequada com renovação do ar, adoção de uniformes mais leves e utilização de barreiras nas fontes de calor. O Imtep, um dos maiores grupos de saúde ocupacional do país, oferece todo o suporte para diagnosticar e auxiliar as organizações na promoção de um ambiente de trabalho seguro, confortável e que garanta a qualidade de vida do capital humano. Abaixo, algumas dicas de como amenizar o calor e assegurar um local de trabalho termicamente correto.

– Execute tarefas mais pesadas no período da manhã, quando as temperaturas estão mais amenas;

– As pausas devem ser realizadas conforme legislação vigente, em função da atividade realizada (leve, moderada e pesada);

– Realize rodízios dos trabalhadores;

– Promova a renovação do ar. Ventiladores são indicados apenas para locais com temperaturas inferiores a 29ºC;

– Controle a umidade relativa do ar;

– Adote uniformes mais leves no verão;

– Hidrate-se! Para os trabalhadores é necessária a reposição de sódio para atividades com carga solar ou realizadas com exposição a fontes artificiais de calor.

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Como aumentar a produtividade com cinco atitudes

 Curso: Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma NBR ISO 50001

Esse curso, disponível pela internet, visa permitir que as organizações estabeleçam os sistemas…

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Aumentar a produtividade é algo desejado por grande parte dos profissionais, mas existem algumas barreiras e distrações durante o caminho que podem levar ao enfraquecimento. Para a coach Bibianna Teodori, o desempenho máximo é atingido quando se realiza algo com o mínimo esforço possível e isso pode ser obtido seguindo alguns passos. Ela revela como.

1) Concentre-se nas oportunidades

Todas as energias devem ser concentradas em planos para o futuro para que, assim, se voltem para áreas em que grandes avanços são possíveis. “Concentre-se em oportunidades em vez de olhar para o passado.” Bibianna diz ainda que só desse modo o potencial para produzir em nível máximo poderá ser executável e é também um meio para descobrir em si talentos escondidos. “Enxergar as oportunidades como novos desafios é um meio para descobrir novas habilidades.”

2) Foque no resultado

É saudável estabelecer metas e sonhos para criar um foco e planejar como irá alcançá-los. A coach lembra que todos têm alguma qualidade que pode ser usada para fazer uma contribuição importante para cada trabalho. “Somente quando você concentrar seus esforços em suas qualidades é que começará a alcançar os resultados mais significativos.”

3) Recorra a um coach

O processo de coaching voltado para melhoria do desempenho profissional permite que se faça uma reflexão sobre onde está e aonde quer chegar. “Após refletir bem, você conseguirá aumentar seu foco nos resultados com mais facilidade, pois estará diretamente obstinado a concluir a sua meta”, afirma Bibianna.

4) Concentre suas forças

A concentração de talentos e habilidades para tarefas que irão gerar resultados rapidamente é a chave para aumentar a produtividade. Segundo a coach, com o princípio da “concentração da força” é mais fácil garantir sucesso no planejamento estratégico pessoal.

5)  Atue onde você for melhor

Desempenhar tarefas em que se é bem-sucedido é o segredo para se destacar. “Quando você faz coisas nas quais se sobressai, consegue fazer mais, cometer menos erros e ser mais produtivo.”

Bibianna propõe algumas perguntas para fazer a si, como por exemplo: “Quais são as atividades que você faz melhor do que ninguém?” e “O que você faz facilmente e, no entanto, parece difícil para os outros?”. A recomendação da coach é se concentrar em talentos únicos e nas áreas em que maiores resultados são alcançáveis. “Estas cinco atitudes certamente ajudarão você a chegar ao auge do desempenho.”

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