Conheça um método para a contagem de E. coli e bactérias coliformes na água

A NBR ISO 9308-2 de 09/2021 – Qualidade da água – Enumeração de Escherichia coli e bactérias coliformes – Parte 2: Método do número mais provável especifica um método para a contagem de E. coli e bactérias coliformes na água. O método é baseado no crescimento de organismos-alvo em meio líquido e no cálculo do número mais provável (NMP) de organismos por referência às tabelas de NMP. Este método pode ser aplicado a todos os tipos de água, incluindo aquelas contendo uma quantidade considerável de matéria suspensa e altas contagens de fundo de bactérias heterotróficas.

Contudo, não pode ser usado para a contagem de bactérias coliformes na água do mar. Ao usar para a enumeração de E. coli em águas marinhas, uma diluição de 1→10 em água estéril é normalmente necessária, embora o método tenha mostrado funcionar bem com algumas águas marinhas que têm uma concentração de sais inferior ao normal. Na ausência de dados para apoiar o uso do método sem diluição, uma diluição de 1→10 é usada.

Este método se baseia na detecção de E. coli com base na expressão da enzima β-D-glucuronidase e, consequentemente, não detecta muitas das cepas entero-haemorágicas de E. coli, que normalmente não expressam essa enzima. Além disso, há um pequeno número de outras cepas de E. coli que não expressam β-D-glucuronidase.

A escolha dos ensaios usados na detecção e confirmação do grupo de bactérias coliformes, incluindo E. coli, pode ser considerada parte de uma sequência contínua. A extensão da confirmação com uma amostra particular depende em parte da natureza da água e em parte dos motivos do ensaio. O ensaio descrito nesta parte fornece um resultado confirmado sem necessidade de confirmação adicional de poços positivos. Embora este método descreva o uso de um dispositivo de enumeração que está disponível comercialmente, o meio descrito também pode ser usado em um formato padrão NMP.

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Para o ensaio, como deve ser feita a inoculação do meio?

O que é a seladora Quanti-Tray5) e como deve ser feito o cálculo dos resultados?

Quais são as informações microbiológicas sobre as bactérias coliformes?

Como fazer a validação de Colilert8) – 18/Quanti-Tray8 para a enumeração de E.coli e bactérias coliformes da água?

A presença e extensão da poluição fecal são um fator importante na avaliação da qualidade de uma massa de água e no risco de infecção para a saúde humana. O ensaio de amostras de água para a presença de Escherichia coli (E. coli), que normalmente habita o intestino do homem e de outros animais de sangue quente, fornece uma indicação dessa poluição.

O ensaio de bactérias coliformes pode ser mais difícil de interpretar, porque algumas bactérias coliformes vivem no solo e na superfície da água doce e nem sempre são intestinais. Portanto, a presença de bactérias coliformes, embora não seja uma prova de contaminação fecal, pode indicar uma falha no tratamento ou entrada de água no sistema de distribuição.

Chama-se a atenção para a possibilidade de que alguns dos elementos deste documento podem estar sujeitos a direitos de patente diferentes daqueles identificados acima. A ABNT não pode ser responsabilizada pela identificação de qualquer ou todos esses direitos de patente.

De acordo com a ISO, desenvolvedora do documento original sendo adotado (ISO 9308-2), a conformidade com este documento pode envolver o uso de patentes relativas à Colilert-18 e Quanti-Tray e Quanti-Tray 2000 fornecidas nesta Norma. A ABNT não se posiciona a respeito da evidência, validade e escopo desses direitos de patente.

O detentor deste direito de patente garantiu à ISO, elaboradora original do documento sendo adotado, que ele está disposto a negociar licenças gratuitamente ou sob termos e condições razoáveis e não discriminatórios com requerentes em todo o mundo. A este respeito, a declaração do titular deste direito de patente é registrada na ISO. As informações podem ser obtidas em: IDEXX Laboratories, Inc., One IDEXX Drive, Westbrook, Maine 04092 USA. A ISO (http://www.iso.org/patents) e a IEC (http://patents.iec.ch) mantêm bases de dados online de patentes relevantes para suas normas.

Os usuários são incentivados a consultar as bases de dados para obter as informações mais atualizadas sobre patentes. Um flaconete de meio desidratado é adicionado a uma amostra de água (100 mL), ou a uma diluição de uma amostra feita até 100 mL. A amostra e o meio de cultura são agitados suavemente para garantir a mistura adequada e para permitir a dissolução do meio. A amostra e o meio são, então, vertidos assepticamente em uma cartela Quanti-Tray1) ou cartela Quanti-Tray/20001), para enumerar até 201 organismos ou 2.419 organismos por 100 mL, respectivamente.

As cartelas são seladas com um selador Quanti-Tray1) e então incubadas a (36 ± 2) °C, por 18 h a 22 h. Após a incubação, os poços de amostra que têm uma cor amarela de intensidade igual ou superior à dos poços comparadores são considerados positivos para bactérias coliformes.

Os poços amarelos que também exibem qualquer grau de fluorescência são considerados positivos para E. Coli. Por meio de tabelas estatísticas, ou um simples programa de computador, pode-se determinar o número mais provável (NMP) de bactérias coliformes e E. coli em 100 mL da amostra.

A coloração amarela pode ser vista a olho nu e resulta da clivagem do ortonitrofenol galactosídeo pela enzima β-D-galactosidase. A fluorescência é demonstrável sob luz ultravioleta (365 nm) e se origina da clivagem da molécula 4 metilumbeliferil glucuronídeo (MUG) pela enzima β-D-glucuronidase, para produzir o composto fluorescente metilumbeliferona.

Como aparelhagem e utensílios de vidro, utilizar instrumental de laboratório microbiológico e, em particular, o descrito a seguir. Como aparelho para esterilização por vapor (autoclave), os materiais e vidrarias não fornecidos estéreis devem ser esterilizados de acordo com as instruções fornecidas na ISO 8199. Forno de ar quente, para esterilização por calor seco. Incubadora, termostaticamente controlada a (36 ± 2) °C. Selador Quanti-Tray2). Frascos estéreis com boca larga de pelo menos 110 mL. Comparador Quanti-Tray2). Lâmpada ultravioleta, de 365 nm. Quanti-Tray2) ou Quanti-Tray/20002), ver o Anexo B. (Quanti-Tray é uma marca comercial ou marca registrada da IDEXX Laboratories, Inc. ou de suas afiliadas nos Estados Unidos e/ou em outros países. Esta informação é dada para facilitar aos usuários desta parte e não constitui um endosso por parte da ABNT ao produto citado).

Para os meios de cultura e reagentes, como materiais básicos, o método utiliza Colilert3)-18 um meio baseado na Tecnologia de Substrato Definido disponível para uma amostra de 100 mL como um pó pronto para uso distribuído em flaconetes. Cada flaconete contém meio suficiente (2,8 g) para um único ensaio.

O meio deve ser armazenado em condições ambientais (2 °C a 25 °C) longe da luz solar direta, e convém que seja utilizado antes da data de vencimento indicada no flaconete. O meio é composto por dois componentes para fornecer as concentrações finais conforme mostrado no Anexo C.

Para diluições a serem usadas com Colilert3)-18, utilizar apenas água estéril, não inibitória e livre de oxidantes (deionizada ou da torneira). O uso de diluentes contendo tampão, solução salina ou peptona interfere no desempenho do ensaio.

O antiespumante B é uma suspensão 10% ativa de silicone solúvel em água. Coletar as amostras e entregá-las ao laboratório de acordo com a ISO 19458. Para a avaliação dos resultados, avaliar o Quanti-Tray4) ou Quanti-Tray4)/2000 após a incubação de 18 h a 22 h e considerar como reações positivas para bactérias coliformes os poços que estiverem com uma coloração amarela igual ou maior que a coloração do comparador Quanti-Tray.

Avaliar as cartelas sob luz ultravioleta (365 nm) em uma sala escura ou em uma câmara que obscureça a luz do ambiente. Considerar todos os poços amarelos que também exibirem qualquer grau de fluorescência como positivos para E. coli. Se os resultados forem ambíguos após 18 h (ou seja, se a coloração amarela for menor do que a do comparador), convém que a incubação seja estendida até 22 h. Os resultados positivos para bactérias coliformes e E. coli observados antes de 18 h de incubação, bem como resultados negativos observados após 22 h, também são válidos.

O relatório de ensaio deve conter pelo menos as seguintes informações: método de ensaio usado, juntamente com uma referência a esta parte da NBR ISO 9308; todas as informações necessárias para a identificação completa da amostra; os resultados expressos de acordo com a Seção 9; qualquer(quaisquer) ocorrência(s) particular(es) observada(s) durante o andamento da análise e qualquer(quaisquer) operação (ões) não especificadas nesta parte que possam ter influenciado os resultados. O laboratório deve ter um sistema de controle da qualidade claramente especificado para garantir que a aparelhagem, os reagentes e as técnicas sejam adequados para o ensaio. A utilização de controles positivos, controles negativos e brancos é parte do ensaio.

API STD 1164: a segurança cibernética de sistemas de controle de dutos

A API STD 1164:2021 – Pipeline Control Systems Cybersecurity fornece os requisitos e a orientação para o gerenciamento de risco cibernético associado a ambientes de automação e controle industrial (industrial automation and control – IAC) para atingir os objetivos de segurança, integridade e resiliência. Dentro dessa norma, isso é realizado por meio do isolamento adequado de ambientes IAC para ajudar na sua continuidade operacional.

Mesmo com o isolamento adequado dos ambientes IAC dos ambientes de TI, ambos desempenham um papel na continuidade geral dos negócios. A continuidade operacional do IAC e a continuidade do sistema de TI são frequentemente desenvolvidas e implementadas em conjunto como parte do plano geral de continuidade de negócios.

O escopo desta norma é limitado apenas aos aspectos de segurança cibernética da IAC que podem influenciar a continuidade geral dos negócios. Ela foi feita sob medida para a indústria de dutos de petróleo e gás natural (oil and natural gas – ONG), que inclui, mas não está limitado a sistemas de dutos de transmissão de gás natural e líquidos perigosos, sistemas de dutos de distribuição de gás natural, instalações de gás natural liquefeito (GNL), instalações de ar propano e outros envolvidos nessas indústrias.

Essa norma foi desenvolvida para fornecer uma abordagem acionável para proteger as funções essenciais do IAC, gerenciando o risco de segurança cibernética para os ambientes IAC. Isso pode incluir, mas não estão limitados a soluções de controle de supervisão e aquisição de dados (Scada), controle local e internet das coisas industriais (IIoT).

A norma deve ser usada no contexto de desenvolvimento, implementação, manutenção e melhoria de um programa de segurança cibernética do IAC, que inclui as políticas, processos, e controles de procedimentos e técnicos para ambientes cibernéticos IAC. Trata-se de um conjunto de requisitos que deve ser customizado antes da implementação usando os processos de gerenciamento de riscos da empresa.

O resultado é um conjunto de requisitos personalizados e específicos da empresa para um programa de segurança cibernética IAC a fim de ajudar a gerenciar a postura de segurança cibernética e qualquer risco residual resultante para seus ambientes IAC em alinhamento com a missão, objetivos e estratégia de risco da empresa, e de acordo com as suas políticas e procedimentos. Embora a identificação de ameaças e impactos seja crítica para o desenvolvimento do programa de segurança cibernética do IAC, uma avaliação baseada no risco de cada um garantirá que o programa seja implementado, executado e sustentado de forma adequada, de acordo com a postura de risco desejada pela organização.

Essa norma se concentra nos resultados de segurança cibernética desejados, definindo requisitos para níveis de proteção de impacto de objetivos de negócios específicos. Embora os princípios definidos nesta norma possam ser aplicados a sistemas instrumentados de segurança (safety instrumented systems – SIS), eles estão fora do escopo deste documento.

Os requisitos de segurança especificados nesta norma não tentam abordar os impactos potenciais para a seleção ou determinação do nível de integridade de segurança (safety integrity level – SIL) do SIS. Qualquer uso desta norma em ambientes SIS fica por conta e risco do implementador. Para as empresas que já têm um programa de segurança cibernética IAC, incluindo uma ou mais políticas de programa aprovadas e um plano ou planos de segurança cibernética IAC documentados implementados ou em implementação, esta norma deve ser considerada um acréscimo aos elementos existentes do programa de segurança cibernética.

Nessas situações, um processo de mapeamento desta norma para os elementos atuais do programa de segurança cibernética da IAC determinará quaisquer requisitos da API 1164 que não estejam atualmente no programa existente. A implementação de quaisquer elementos ausentes deve ser adaptada e priorizada usando os processos de gerenciamento de risco da empresa. O processo de adaptação para os requisitos de segurança cibernética API 1164 é descrito em 5.5.

Conteúdo da norma

1 Escopo. . . . . .. . . . . . . . . . . 1

1.1 Objetivo. . . .. . . . . . . . . . . 1

1.2 Público-alvo. . . . . . . . . . . . 2

1.3 Como ler esta norma . . . . . . . 2

2 Referências normativas. . . . . . . 4

3 Termos, definições, acrônimos e abreviações. .  . . . 4

3.1 Termos e definições. . .. . . . . . . . . . . . . . . . 4

3.2 Siglas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9

4 Perfis de cibersegurança de dutos IAC de ONG. .  . . 10

4.1 Introdução ao perfil de cibersegurança IAC. …. . 10

4.2 Perfil de segurança cibernética da IAC – restrições comuns………..10

4.3 Perfil de segurança cibernética da IAC – objetivos da proteção contra ameaças. . . . . . . . . . . . . 11

4.4 Perfil de segurança cibernética da IAC – objetivos de missão e negócios. . . . . . . . . . . . . 12

4.5 IAC: perfil de segurança cibernética – objetivos e impacto no mapeamento de proteção contra ameaças. . .  . 13

5 Política, plano e programa de segurança cibernética da ONG e IAC. . . . . . . . . . . . . . . 13

5.1 Plano de desenvolvimento de segurança cibernética da IAC. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15

5.2 IAC: plano de segurança cibernética – gerenciamento de risco. . . . .. . . . . . . . 15

5.3 Plano de segurança cibernética da IAC – operacionalizando um programa de segurança cibernética . . . . . . 17

5.4 Perfis de segurança cibernética de seleção de planos de segurança cibernética da IAC. . . . . . . . . . . 18

5.5 Requisitos de perfil selecionado de personalização do plano de segurança cibernética da IAC. . . . . 27

6 ONG IAC: requisitos do perfil de cibersegurança – requirements identify (ID). . . . . . . . 28

6.1 Governança (ID.GV). .. . . . . . . . . 28

6.2 Estratégia de gerenciamento de risco (ID.RM). . 32

6.3 Ambiente de negócios (ID.BE). . . . . . . . . . . . 35

6.4 Gestão de riscos da cadeia de suprimentos (ID.SC)… . 39

6.5 Avaliação de Risco IAC (ID.RA). . . . . . . . . 42

6.6 Gerenciamento de ativos (ID.AM). . . . . . . 49

7 ONG IAC: perfil de cibersegurança – profiles protect (PR)….55

7.1 Controle de acesso (PR.AC). . .  . . . . . 56

7.2 IAC Conscientização e treinamento em segurança cibernética (PR.AT). . . . . . . . . . . . 63

7.3 Segurança de dados (PR.DS).. . . . . . . . 67

7.4 Processos e procedimentos de proteção da informação (PR.IP). . . . . . . . . . . . . . . . 75

7.5 Manutenção (PR.MA). .. . . . . . . . . . . . . 89

7.6 Tecnologia de proteção (PR.PT). . .. . . . . . . . . 92

8 ONG IAC: requisitos do perfil de cibersegurança (detecção – DE). . . .  . . . . . . . . . . . . . 97

8.1 Anomalias e eventos (DE.AE). . .. . . . . . 97

8.2 Monitoramento contínuo de segurança (DE.CM). . .. 100

8.3 Processos de detecção (DE.DP). .. . . . . . . . . . . 106

9 ONG IAC: perfil de cibersegurança dos requisitos de respostas (RS). .  . . . . . . . . . . . . . . 110

9.1 Planejamento de Resposta (RS.RP). . . . . . . . 110

9.2 Comunicações (RS.CO). . .. . . . . . . . . 111

9.3 Análise (RS.AN).. . . . . . . . . . . . . . 114

9.4 Mitigação (RS.MI). . . . . . . . . . . . . . . . 118

9.5 Melhorias (RS.IM). . . . . . . . . . . . . . . . 120

10 ONG IAC: perfil de cibersegurança dos requisitos de recuperação (RC). . . . . . . . . . . . 122

10.1 Planejamento de Recuperação (RC.RP). . . 122

10.2 Melhorias (RC.IM). . . . . . . . . . . . . . . . 122

10.3 Comunicações (RC.CO). .  . . . . . . . . . 124

Anexo A (informativo) Construção e mapeamento da norma API 1164. . . . . .  . . . . . . . 126

Anexo B (informativo) Modelo Plan-Do-Check-Act.  . 129

Anexo C (informativo) Ações recorrentes. . . . . . . . . 131

Bibliografia. . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 132

Em resumo, a infraestrutura de dutos – composta por milhares de empresas e mais de 2,7 milhões de quilômetros de dutos responsáveis pelo transporte de petróleo, gás natural e outras commodities – é um facilitador fundamental da segurança econômica mundial. Como os proprietários e os operadores de dutos estão cada vez mais confiando na integração de tecnologias de informação e comunicação (TIC) em tecnologia da informação (TI) e tecnologia operacional (TO) para conduzir a automação, eles também devem implementar medidas de segurança para proteger os dutos de riscos cibernéticos em evolução e emergentes. A integração de dispositivos de TIC em sistemas de dutos críticos cria uma vulnerabilidade que os hackers cibernéticos podem explorar.

Os requisitos mínimos para o transporte de produtos perigosos por ferrovias

A NBR 16960 de 08/2021 – Via férrea – Requisitos mínimos para o transporte de produtos perigosos estabelece os requisitos mínimos para a via permanente, para o transporte ferroviário de produtos perigosos, com velocidade máxima autorizada de até 128 km/h. Fornece orientações técnicas para a aplicação dos parâmetros de segurança, compreendendo os parâmetros de geometria de via e as classes de velocidade máxima autorizada. Não se aplica às vias dedicadas exclusivamente para metrô, pré-metrô, trem metropolitano de passageiros, veículo leve sobre trilhos (VLT) ou bonde.

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O que é um dormente inservível?

Qual a aparência de um dormente de concreto com trinca no vão central?

Qual é o percentual máximo de dormentes inservíveis em pontes não lastreadas?

Qual é o distanciamento máximo permitido entre dormentes servíveis em região de junta para classes de via 3 a 5?

As inspeções citadas nessa norma objetivam a verificação dos parâmetros contemplados, relativos à geometria da via e não contemplam a inspeção dos componentes da via. Para esse tipo de transporte, os requisitos da via permanente envolvem a identificação de dormente inservível e deve ser considerado inservível o dormente que apresentar qualquer das condições físicas descritas a seguir, detectadas visualmente.

O dormente de madeira (de lei ou de reflorestamento) ou de polímero: quebrado; rachado em sua superfície, de forma que o lastro penetre dentro do dormente e não permita a instalação dos conjuntos de fixação; deteriorado, queimado ou danificado (inclusive por acidente), de forma que a base do sistema de fixação consiga se mover mais que 12 mm em relação ao dormente; cortado e/ou afundado pela placa de apoio em mais de 20% da sua seção; e com furação em excesso. Por exemplo, um dormente que já sofreu consolidação de fixação ou correção de bitola com a movimentação da placa de apoio para geração de nova furação.

O dormente de aço com: empenamento, gerando alteração na bitola nominal; empenamento de aba lateral, prejudicando a ancoragem do dormente no lastro; presença de corrosão, comprometendo a sua resistência mecânica; trinca em qualquer região; fratura do perfil, do shoulder ou da solda do shoulder; danos ou desgastes no olhal de aplicação do grampo que comprometam a instalação adequada da fixação.

Os dormentes de concreto com: trinca na região de apoio do trilho; trinca no vão central; quebra ou danos nos chumbadores dos conjuntos de fixação; desgaste abrasivo da região de apoio do trilho, com perda de inclinação ou perda de acabamento fino. Para o transporte de produtos perigosos, independentemente da bitola, a via permanente deve estar conforme a NBR 16387, considerando-se os parâmetros geométricos que determinam a velocidade operacional de uma classe acima (ver tabela abaixo).

Para o transporte de produtos perigosos, a dormentação da via permanente deve atender aos seguintes requisitos: todos os dormentes devem permitir a fixação segura dos trilhos; cada segmento de 10 m de via (aproximadamente 18 dormentes) deve possuir os seguintes requisitos de dormentação: um número suficiente de dormentes que, em conjunto, mantenham uma condição de suporte que mantenha a bitola, o nivelamento e o alinhamento, conforme a NBR 16387; um número mínimo de dormentes e condição de dormentes que estejam distribuídos e mantenham o suporte e a fixação dos trilhos do segmento de 10 m de forma inteiriça; no máximo um dormente considerado inservível localizado em região de junta. Cada segmento de 10 m de via não pode possuir um percentual de dormentes inservíveis superior ao especificado na tabela abaixo.

Se o percentual de dormentes inservíveis for superior ao citado na tabela acima, o agrupamento de dormentes inservíveis (mesmo intercalado) é considerado uma malha inservível (cluster) e o transporte de produtos perigosos deve ser suspenso. Os dormentes inservíveis não podem estar agrupados de forma que exista uma sequência superior a três dormentes inservíveis consecutivos para qualquer classe de via ou geometria.

O maior espaçamento de dormentes permitido, independentemente da condição deles, não pode ultrapassar 70 cm (eixo a eixo). Para os dormentes situados em túneis, viadutos, pontes lastreadas, passagens em nível ou perímetros urbanos, o percentual máximo de dormentes inservíveis apresentado na tabela acima deve ser reduzido pela metade.

Na segregação da via em segmentos de 10 m, o início do segmento para medição pode ser em qualquer posição quilométrica da via, não sendo, necessariamente, obrigado a coincidir com regiões de juntas e/ou com outros elementos da via permanente. As condições dos dormentes em juntas devem ser conforme a seguir.

Para a classe de via 2, em região de junta, deve existir pelo menos um dormente servível, com o seu eixo distanciado em no máximo 30 cm do eixo da junta. Para as classes de via de 3 a 5, em região de juntas, deve existir pelo menos um dormente servível, com o seu eixo distanciado em no máximo 22 cm do eixo da junta ou dois dormentes servíveis, com os eixos distanciados em no máximo 60 cm do eixo da junta.

Em suma, o transporte de mercadorias perigosas por ferrovias deve ser regulado de forma a prevenir, na medida do possível, acidentes pessoais ou patrimoniais e danos ao meio ambiente, aos meios de transporte empregados ou a outras mercadorias. Ao mesmo tempo, os regulamentos e as normas técnicas devem ser formulados de modo a não impedir o movimento de tais mercadorias, exceto aquelas muito perigosas para serem aceitas para transporte por ferrovias.

Com esta exceção, o objetivo da regulamentação é viabilizar o transporte, eliminando os riscos ou reduzindo-os ao mínimo. É, portanto, uma questão de segurança e também de facilitar o transporte. Dessa forma, as ferrovias devem ter planos de resposta de emergência em vigor, para garantir uma resposta imediata e abrangente no caso de um incidente de transporte. Devem fornecer aos municípios relatórios regulares sobre os produtos que circulam em suas comunidades, incluindo o número de trens unitários, a porcentagem de vagões que transportam mercadorias perigosas e a natureza e o volume desses produtos.

A qualificação do procedimento dos ensaios não destrutivos por líquido penetrante

A NBR 16450 de 06/2021 – Ensaios não destrutivos – Líquido penetrante – Qualificação de procedimento estabelece os requisitos para uma sistemática de qualificação do procedimento de ensaio não destrutivo por líquido penetrante tipos I e II (fluorescente e colorido), técnicas “a” e “c” (removível com água e com solvente), com revelador tipo “d” (úmido não aquoso), para o nível de sensibilidade especificado (nível 1 ou 2). A aplicação dos requisitos desta norma é de responsabilidade do profissional nível 3, no método de liquido penetrante. A qualificação de procedimento de ensaios não destrutivos (END) é uma atribuição do nível 3, consistindo na análise da compatibilidade e na adequação do procedimento de ensaio aos requisitos citados nas normas e especificações aplicáveis, com base em ensaios em peças de produção ou padr6es, por meio de evidencias documentadas.

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Como pode ser definida a validação de um procedimento?

Como deve ser feito o registro do ensaio?

Como devem ser executados os padrões de ensaios?

O que é a qualificação de procedimento de ensaios não destrutivos (END)?

A pessoa que executa o ensaio de liquido penetrante deve atender a NBR NM ISO 9712. Os seguintes instrumentos são necessários para a condução dos ensaios de qualificação, conforme a técnica aplicada: medidor de tempo; medidor de temperatura; medidor de luz branca; medidor de luz ultravioleta; termo-higrômetro (quando aplicável).

Os instrumentos mencionados nessa norma devem estar calibrados.

A temperatura para a realização dos ensaios de qualificação fora da faixa especificada pelo fabricante dos materiais penetrantes deve ser monitorada para garantir a qualidade do ensaio a ser realizado. O bloco de referência deve ser conforme a ISO 3452-3, tipo 1. Durante toda a execução dos ensaios de qualificação do procedimento, os dispositivos devem garantir a manutenção da temperatura de ensaio, conforme estabelecido no procedimento e respeitando os limites determinados na Seção 5.

Os materiais penetrantes devem ser certificados pelo fabricante. Os ensaios em temperaturas convencionais (5 °C a 52 °C) devem ser conduzidos em temperatura dentro da faixa estabelecida no procedimento. Durante a condução do ensaio de qualificação, os materiais penetrantes e o bloco de referência devem estar mantidos em temperatura dentro da faixa estabelecida no procedimento.

Imediatamente antes da aplicação do penetrante no bloco de referência, deve-se efetuar uma leve limpeza da superfície do bloco com panos secos e limpos, de forma a remover qualquer contaminante que possa interferir no ensaio. O excesso de penetrante deve ser removido com a utilização de panos secos ou levemente umedecidos.

A aplicação do revelador deve ser efetuada no tempo máximo estabelecido no procedimento, após o termino do processo de remoção do excesso do penetrante. A avaliação do ensaio deve ser efetuada após decorrido o tempo mínimo de revelação especificado no procedimento.

Quando da utilização de penetrantes tipo I, o processo de remoção e de avaliação devem ser conduzidos sob luz UVA. Os ensaios em temperatura não convencionais devem ser conduzidos na temperatura mínima estabelecida no procedimento, com tolerância de 0 cc a – 5 cc. Durante a condução do ensaio de qualificação, os materiais penetrantes e o bloco de referência devem estar mantidos a temperatura mínima.

Antes da aplicação do penetrante no bloco de referência e após estabilizada a temperatura mínima, deve-se efetuar uma leve limpeza da superfície do bloco com panos secos e limpos, de forma a remover qualquer contaminante que possa interferir no ensaio.

Após decorrido o tempo de penetração especificado, a remoção do excesso de penetrante deve ser conduzida com panos secos e limpos ou com panos levemente umedecidos. A aplicação do revelador deve ser efetuada no tempo máximo estabelecido no procedimento, após o termino do processo de remoção do excesso do penetrante e secagem.

A avaliação do ensaio deve ser efetuada após decorrido o tempo mínimo de revelação especificado no procedimento. Quando da utilização de penetrantes tipo I, o processo de remoção e de avaliação devem ser conduzidos sob luz UVA. Se o ensaio for realizado em temperaturas acima de 52 °C, deve ser utilizado um conjunto de blocos, sendo que um dos blocos deve ser aquecido e mantido na temperatura estabelecida durante todo o ensaio. As indicações de trinca devem ser comparadas com o outro bloco na faixa de temperaturas entre 5 °C e 52 °C.

O ensaio deve ser conduzido na temperatura máxima estabelecida no procedimento, com limite de± 10 cc. Para qualificar um procedimento para temperaturas acima de 52 °C, os limites inferior e superior devem ser determinados, e o procedimento deve ser qualificado para estas temperaturas.

Como, por exemplo, para qualificar um procedimento para a faixa de temperatura de 52 °C a 93 °C, a capacidade do penetrante de revelar as indicações no bloco-padrão deve ser demonstrada em ambas as temperaturas (como especificado na NBR NM 334:2012, Anexo B). Apenas o bloco-padrão deve ser aquecido e mantido na maior temperatura estipulada pelo procedimento para realização do ensaio, simulando assim a real condição da inspeção de campo, em que apenas as peças ou equipamentos que são objeto de inspeção se encontram na temperatura elevada.

Os produtos aplicados sobre a superfície aquecida do bloco devem estar na temperatura ambiente. O controle dos tempos de penetração, de remoção, de revelação e de interpretação na condução do ensaio de sensibilidade deve ser rigoroso, de forma que as indicac;6es produzidas no bloco-padrão sejam logo observadas, pois qualquer variação no processo pode implicar em não visualização das descontinuidades.

Os testes devem ser efetuados nos tempos de penetração mínimo e máximo, especificados no procedimento. A avaliação dos resultados deve ser efetuada no tempo máximo de interpretação de resultados estabelecido no procedimento para a faixa de temperatura.

Para controle e manutenção da temperatura do ensaio, devem ser utilizados equipamentos e/ou dispositivos que garantam o atendimento a faixa determinada para o ensaio. A aplicação do penetrante no bloco de ensaio deve ser efetuada após a estabilização da temperatura do ensaio.

Como uma alternativa aos requisitos, quando da utilização de um penetrante colorido, é permitido o uso de um único bloco-padrão para a temperatura convencional (5 °C a 52 °C) e não convencional. A comparação deve ser realizada por meio de uma fotografia.

Quando a técnica alternativa for utilizada, os detalhes de processamento descritos nessa norma são aplicados. O bloco deve ser minuciosamente limpo entre as duas etapas de processamento. Fotografias devem ser feitas após o processamento para as temperaturas convencional e não convencional.

As indicac;6es de trincas devem ser comparadas entre as duas fotografias, e devem ser aplicados os critérios especificados no procedimento. As técnicas fotográficas idênticas devem ser utilizadas para fazer a comparação das fotografias, como especificado na NBR NM 334:2012, Anexo B.

A qualificação do procedimento e valida enquanto não houver alteração de variáveis essenciais especificadas no procedimento e que impactem na sensibilidade do ensaio. Os materiais e processos de ensaio com penetrante são classificados de acordo com a classificação dos materiais contida na MIL-I-25135 ou AMS 2644. Os sistemas de penetrante devem ser dos seguintes tipos, métodos e níveis de sensibilidade: Tipo I – Fluorescente, Tipo II – Visível. Os métodos: Método A – Lavável com água; Método B – Pós-emulsificava, lipofílico; Método C – Removível com solvente; e Método D – Pós-emulsificava, hidrofílico.

Estes níveis de sensibilidade aplicam-se somente aos sistemas de penetrante Tipo I. Penetrantes do Tipo II possuem apenas um nível de sensibilidade, o qual não é representado por qualquer nível dos listados abaixo: Sensibilidade nível 1/2 – Muito baixa, Sensibilidade nível 1 – Baixa, Sensibilidade nível 2 – Média, Sensibilidade nível 3 – Alta e Sensibilidade nível 4 – Ultra alta. Os reveladores devem ser nas seguintes formas: Forma a – Pó seco, Forma b – Solúvel em água, Forma c – Suspenso em água, Forma d – Não aquoso para penetrante fluorescente Tipo I, Forma e – Não aquoso para penetrante visível Tipo II, Forma f – Aplicação específica.

A classificação dos solventes: Classe 1 – Halogenados, Classe 2 – Não halogenados e Classe 3 – Aplicação específica. A menos que de outra forma especificado no contrato ou ordem de compra, a engenharia competente da organização é responsável pela realização de todos os requisitos de ensaio aqui especificados. Quando necessário, a engenharia reconhecida da organização deve especificar requisitos mais conservativos que os mínimos especificados para assegurar que o componente está em conformidade com os requisitos necessários funcionais e de confiabilidade.

Exceto se de outra forma especificado, o fornecedor pode utilizar suas próprias instalações ou qualquer outra instalação conveniente para a realização dos ensaios propostos. Ao comprador reserva-se o direito de realizar quaisquer ensaios propostos, quando forem necessários, para assegurar que os materiais supridos e os serviços prestados estão em conformidade com os requisitos descritos.

O equipamento de processamento utilizado no ensaio por líquidos penetrantes deve ser construído e disponibilizado para permitir uma operação uniforme e controlada. O equipamento deve estar em conformidade com todos os requisitos de segurança nacionais e locais, bem como os requisitos especificados. As áreas onde as peças devem ser inspecionadas devem sempre ser mantidas limpas. Para os ensaios com penetrante visível Tipo II, o sistema de iluminação deve ser de pelo menos 100 fc (1.076 lux) de luz branca quando medido na superfície da peça.

Um procedimento escrito geral pode ser usado quando abrange detalhes comuns para uma variedade de componentes. Como mínimo, as seguintes informações são exigidas tanto para procedimento individual, quanto para procedimento geral, ou uma combinação de ambos: detalhes da pré-limpeza e de processos de usinagem química, incluindo materiais usados e especificações ou outros documentos de controle do processo de ensaio, parâmetros de secagem e tempos de processamento.

Se estas operações forem realizadas por outras pessoas que não aquela do ensaio, detalhes em relação a estas operações podem ser especificados em outros documentos, porém devem estar referenciados no (s) procedimento (s). Usar como referência a ASTM E 165 para instruções detalhadas de métodos de limpeza. A classificação dos materiais para ensaio por penetrante exigido deve ser de acordo com a Seção 5 e a MIL-I-25135 ou AMS 2644

Deve-se cumprir os parâmetros completos de processamento para os materiais para o ensaio por penetrante, incluindo concentração, métodos de aplicação, tempos de drenagem, tempo de secagem, temperaturas e controles para evitar a secagem excessiva do penetrante ou superaquecimento do componente, como apropriado. Utilizar como referência a ASTM E165 para detalhes adicionais; requisitos completos de avaliação/interpretação, incluindo a intensidade de luz (ambos na inspeção e ambiente), o critério de aceitação/rejeição e o método e os locais de marcações. Utilizar como referência a ASTM E 165 para detalhes adicionais;

Um ou mais métodos apropriados de limpeza, como limpeza com solvente, desengraxe a vapor, limpeza ultrassônica, limpeza com bases aquosas, devem ser usados para a remoção de óleos, graxas e ceras, e como passo final antes do ensaio por penetrante, em concordância com a engenharia reconhecida da organização. Se a usinagem química é exigida, as partes devem ser limpas, usinadas e enviadas para o ensaio por penetrante.

Pode ser usada limpeza química na remoção de tintas, vernizes, escória, carbono ou outros contaminantes que não podem ser removidos por métodos de limpeza com solvente. Deve ser usada cautela quando são usados produtos químicos, porque podem irritar os olhos ou a pele.

Os métodos mecânicos de limpeza podem ser usados para a remoção de sujeiras, que não podem ser removidas com métodos de limpeza com solvente ou química. O jateamento abrasivo sem posterior usinagem química pode ser um método de limpeza aceitável, se ficar demonstrado que o jato abrasivo fino (granulação 150 ou mais fina) não causa micromartelamento e pode ser removido com detergente de limpeza ou limpador alcalino.

A proteção contra incêndio em áreas de armazenamento por chuveiros automáticos

A NBR 16981 de 07/2021 – Proteção contra incêndio em áreas de armazenamento em geral, por meio sistemas de chuveiros automáticos – Requisitos especifica os requisitos para o projeto de sistemas de proteção contra incêndio por meio de chuveiros automáticos para áreas de armazenamento, incluindo as características de suprimento de água e seleção de chuveiros automáticos. Não é aplicável a estruturas temporárias do tipo galpão de lona vinílica ou similares; a materiais armazenados a granel; ao armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis; ao armazenamento ao ar livre; ao armazenamento de materiais explosivos, pirotécnicos e pirofóricos; a áreas de armazenamento sujeitas a congelamento, ou outras áreas que requeiram sistemas de proteção contra incêndio por meio de chuveiros automáticos com tubo seco.

Essa norma não tem a intenção de restringir o desenvolvimento ou a utilização de novas tecnologias ou medidas alternativas, desde que estas não diminuam o nível de segurança proporcionado pelos sistemas de proteção contra incêndio por meio de chuveiros automáticos, nem eliminem ou reduzam os requisitos nela estabelecidos.

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Como deve ser feita a proteção de mercadorias de classe I a classe IV empilhadas?

Quais são as densidades de sistemas de chuveiros de teto para proteção de colunas de aço de edifícios?

Qual deve ser o posicionamento dos chuveiros intraprateleiras em estruturas porta-paletes simples, duplas ou múltiplas?

Como devem ser executados os ajustes da densidade dos chuveiros de teto?

Os sistemas de chuveiros automáticos são integrados por tubulações aéreas e subterrâneas, alimentado por uma ou mais fontes de abastecimento automático de água, para fins de proteção contra incêndio. A parte do sistema de chuveiros automáticos acima do piso consiste em uma rede de tubulações dimensionada por tabela ou por cálculo hidráulico, instalada em edifícios, estruturas ou áreas, normalmente junto ao teto, à qual são conectados chuveiros automáticos de acordo com um padrão regular, alimentado por uma tubulação que abastece o sistema, provida de uma válvula de controle e dispositivo de alarme.

O sistema é ativado pelo calor do fogo e descarrega água sobre a área de incêndio. Os requisitos de proteção para chuveiros automáticos de resposta e supressão rápidas (ESFR) que atua no modo de supressão e se caracteriza por possuir coeficiente de descarga K entre 201 e 363, classificando-se como resposta rápida, e que distribui água em grande quantidade e de forma especificada, sobre uma área limitada, de modo a proporcionar rápida extinção do fogo. Quando instalado apropriadamente, o ESFR apresentado nesta norma não são permitidos para edificações que possuem sistema de extração de fumaça ou barreiras de fumaça, a menos que modificado especificamente por requisitos de outras seções desta norma.

Os requisitos de proteção apresentados nesta norma devem ser aplicados somente às edificações cujos tetos não tenham inclinação superior a 16,7% (9°), a menos que modificado especificamente por requisitos de outras seções desta norma. A altura máxima do teto deve ser medida entre o piso e o lado inferior do teto ou telhado, em seu ponto mais alto.

O cálculo do sistema de chuveiros deve considerar a altura de armazenamento e a distância livre entre o topo do armazenamento e o teto que rotineiramente existem na edificação e exigem a maior demanda de água. Quanto à distância livre excessiva entre os chuveiros do teto e o topo da carga, para plásticos e mercadorias de classes I a IV, empilhados ou em estantes, se a distância livre for superior a 6,1 m, para qualquer altura de armazenamento, deve-se utilizar uma altura de armazenamento equivalente a uma distância livre de 6,1 m, para fins de cálculo do sistema de chuveiros (ver tabela abaixo).

Se a distância livre for superior a 6,1 m, deve-se utilizar uma altura de armazenamento equivalente a uma distância livre de 6,1 m, para fins de cálculo do sistema de chuveiros. Opcionalmente, pode-se instalar um nível adicional de chuveiros intraprateleiras de resposta rápida, posicionados diretamente abaixo do nível mais alto da carga, em todas as interseções de vãos verticais. Quando esta segunda alternativa for usada, a densidade do sistema do teto deve se basear na altura de armazenamento equivalente de 6,1 m (ver tabela abaixo).

Para mercadorias de classes I a IV em estruturas porta-paletes acima de 7,6 m de altura de armazenamento, se a distância livre for superior a 3 m, deve-se utilizar uma altura de armazenamento equivalente a uma distância livre de 3 m, para fins de cálculo do sistema de chuveiros. Opcionalmente, pode-se instalar um nível adicional de chuveiros intraprateleiras de resposta rápida, posicionados diretamente abaixo do nível mais alto da carga, em todas as interseções de vãos verticais. Quando esta segunda alternativa for usada, a densidade do sistema do teto deve se basear na altura de armazenamento equivalente a 3 m (ver tabela abaixo).

Para plásticos em estruturas porta-paletes, se a distância livre for superior a 3 m, para qualquer altura de armazenamento, deve-se utilizar uma altura de armazenamento equivalente a uma distância livre de 3 m, para fins de cálculo do sistema de chuveiros. Opcionalmente, pode-se instalar um nível adicional de chuveiros intraprateleiras de resposta rápida, posicionados diretamente abaixo do nível mais alto da carga, em todas as interseções de vãos verticais. Quando esta segunda alternativa for usada, a densidade do sistema do teto deve se basear na altura de armazenamento equivalente a 3 m (ver tabela abaixo).

Em edifícios com duas ou mais ocupações adjacentes ou métodos de cálculos adjacentes, as seguintes medidas descritas são aplicáveis. As áreas devem ser separadas por uma barreira ou divisória capaz de evitar que o calor do fogo em uma área abra os chuveiros na área adjacente e quando as áreas não forem separadas fisicamente por uma barreira ou divisória capaz de impedir que o calor do fogo em uma área abra os chuveiros na área adjacente, a proteção requerida para a área com a ocupação de maior demanda deve se estender 4,6 m além de seu perímetro.

Os sistemas de chuveiros automáticos em áreas de armazenamento devem ser do tipo tubo molhado. Os chuveiros de resposta-padrão, com fator K 80 ou maior, podem ser usados para proteção de áreas de armazenamento quando a densidade requerida for menor ou igual a 8,1 L/min/m².

Nos casos de áreas de armazenamento geral, armazenamento em estruturas porta-paletes e armazenamento de pneus, de bobinas de papel e de fardos de algodão, protegidos por chuveiros tipo spray em pé ou pendentes, com densidade maior que 8,1 L/min/m² e menor ou igual a 13,9 L/ min/m², devem ser usados chuveiros tipo spray de resposta-padrão com fator K 115 ou maior.

Nos casos de áreas de armazenamento geral, armazenamento em estruturas porta-paletes e armazenamento de pneus, de bobinas de papel e de fardos de algodão, protegidos por chuveiros tipo spray em pé ou pendentes com densidade maior que 13,9 L/min/m², devem ser usados chuveiros tipo spray de resposta-padrão com fator K 160, certificados para uso em áreas de armazenamento.

São utilizadas as densidades de projeto de temperatura ordinária para chuveiros de temperatura intermediária. No caso de chuveiros de temperatura normal e intermediária com fatores K 160 ou maior, quando certificados para uso em áreas de armazenamento, podem ser utilizadas as densidades para chuveiros de alta temperatura.

Quando for necessário fazer ajustes na área de operação, estes devem ser cumulativos, com base na área de operação original. Para fins de cálculo hidráulico e dimensionamento da reserva de água, a demanda do sistema de hidrantes deve ser adicionada ao cálculo da demanda do sistema de chuveiros. A demanda do sistema de hidrantes deve atender aos requisitos desta norma, mesmo nos casos em que os sistemas de hidrantes e chuveiros automáticos sejam independentes. Os demais requisitos do sistema de hidrantes devem atender ao descrito na NBR 13714.

Nos chuveiros automáticos intraprateleiras, a área máxima protegida por um único sistema de chuveiros automáticos intraprateleiras não pode exceder a 3.700 m² de área ocupada por porta-paletes, incluindo corredores, independentemente do número de níveis de chuveiros automáticos intraprateleiras. Os chuveiros automáticos intraprateleiras devem ser de temperatura normal, resposta-padrão ou resposta rápida com fator K nominal de 80, 115 ou 160, pendentes ou em pé.

Os chuveiros automáticos com temperaturas intermediária e alta devem ser utilizados perto de fontes de calor. Placas antirrespingos devem ser instaladas diretamente sobre os chuveiros automáticos intraprateleiras, exceto onde houver somente um nível de chuveiro nos porta-paletes ou se os chuveiros intraprateleiras forem protegidos por barreiras horizontais.

Os espaçamentos verticais indicados nessa norma pressupõem que os ramais de chuveiros intraprateleiras são posicionados nos vãos longitudinais da estrutura porta-paletes, protegidos pelas longarinas. Nas situações em que o espaçamento vertical recomendado não permitir tal posicionamento, o ramal deve ser deslocado verticalmente, para cima ou para baixo, até a altura da longarina mais próxima. O nível do ramal superior seguinte é determinado a partir deste posicionamento ajustado.

Os chuveiros automáticos intraprateleiras não estão sujeitos aos mesmos requisitos de obstrução e distância livre entre o chuveiro e o topo da estocagem que são aplicáveis aos chuveiros automáticos no nível do telhado. A tabela abaixo indica as configurações de armazenamento que podem ser protegidas pelo método de controle área-densidade.

A densidade e a área de operação devem ser selecionadas quando forem utilizados chuveiros de temperatura ordinária e quando forem utilizados chuveiros de temperatura alta. Em qualquer caso, deve ser escolhido um único ponto na curva apropriada. As mercadorias em estantes simples ou compartimentadas, com altura superior a 3,7 m e inferior aos limites de altura indicados em 5.2, e que tenham passarelas em intervalos verticais de até 3,7 m, devem ser protegidas com chuveiros automáticos sob as passarelas.

Essa proteção deve ser a seguinte: o sistema de chuveiros do teto deve ser dimensionado com base na altura total de armazenamento dentro do edifício; a pressão mínima de descarga dos seis chuveiros com maior demanda hidráulica em cada nível sob as passarelas deve ser de 1 bar.

A demanda dos chuveiros sob passarelas não precisa ser adicionada à demanda do sistema de chuveiros do teto. O espaçamento horizontal entre os chuveiros sob passarelas não pode ser maior que 2,4 m.

Quando a área de prateleiras sólidas em estruturas porta-paletes simples, duplas ou múltiplas for maior que 1,9 m² e menor que 6 m², não é necessário instalar chuveiros sob todas as prateleiras, mas os chuveiros devem ser instalados no teto e sob prateleiras em níveis intermediários, em intervalos verticais máximos de 2 m. O número de chuveiros e o diâmetro das tubulações de chuveiros intraprateleiras em estruturas porta-paletes devem ser estabelecidos somente por cálculo hidráulico.

Quando for necessário instalar chuveiros intraprateleiras em estruturas porta-paletes para proteger mercadorias que ocupem somente uma parte da estrutura porta-paletes e que tenham risco mais alto do que as mercadorias armazenadas no restante da estrutura, os chuveiros intraprateleiras devem ser estendidos por no mínimo 2,4 m em ambas as direções ao longo da estrutura porta-paletes, em ambos os lados do risco mais alto.

Os chuveiros internos para proteção do risco mais alto não precisam ser estendidos ao outro lado do corredor. Quando uma estrutura porta-paletes, devido ao seu comprimento, necessitar de um número menor de chuveiros intraprateleiras do que o especificado, somente os chuveiros de uma única estrutura porta-paletes precisam ser incluídos no cálculo.

A qualidade dos produtos à base de flúor no tratamento de água para consumo humano

A NBR 16967 de 07/2021 – Produtos à base de flúor – Ácido fluossilícico e fluossilicato de sódio – Aplicação em tratamento de água para consumo humano – Especificação técnica, amostragem e métodos de ensaio estabelece a especificação técnica, a amostragem e os métodos de ensaio para ácido fluossilícico e fluossilicato de sódio, para aplicação em tratamento de água para consumo humano. O ácido fluossilícico é um produto fluoretante obtido na fabricação do ácido fosfórico, ou superfosfato simples (SSP) ou superfosfato triplo (TSP) Ele possui a seguinte fórmula química básica: H2SiF6. O fluossilicato de sódio é um produto fluoretante obtido por meio da reação do ácido fluossilícico com produtos à base de sódio, como carbonato de sódio, cloreto de sódio e hidróxido de sódio. Ele possui a seguinte fórmula química básica: Na2SiF6.

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Qual deve ser o número de embalagens a serem selecionadas para amostragem?

Como deve ser executada a determinação de material suspenso?

Como deve ser feita a determinação de densidade de ácido fluossilícico – balança?

Como deve ser feita a determinação da densidade relativa de ácido fluossilícico – densímetro?

Os produtos à base de flúor podem ser apresentados no estado sólido (pó ou granulado) ou líquido. O ácido fluossilícico deve ser límpido e livre de material em suspensão. Quanto à coloração, ele pode se apresentar de incolor a âmbar.

As informações sobre o produto devem estar explicitadas em sua ficha técnica, que deve conter no mínimo nome técnico, nome comercial, identificação do fabricante, características físico-químicas, finalidade de uso e instruções para manipulação, preparo, aplicação e armazenamento. As informações de segurança, transporte, embalagem, manuseio e armazenamento devem atender à NBR 14725-4.

Os produtos à base de flúor utilizados em sistemas de tratamento de água para consumo humano devem atender, adicionalmente, à NBR 15784. As informações para identificação química dos produtos à base de flúor constam na tabela abaixo. Além disso, o produto deve atender às especificações constantes nas tabelas abaixo.

A aparelhagem usada em cada amostragem, indicada a seguir, deve estar limpa e seca, para evitar a contaminação do produto: o tubo amostrador construído em material compatível com o produto (para produto líquido); o calador construído em material compatível com o produto (para produto sólido); os béqueres em material compatível com o produto; os frascos com tampa e batoque, em material compatível com o produto; e os sacos plásticos. Os materiais como vidro, cerâmica e aço não são compatíveis com o ácido fluossilícico e fluossilicato de sódio.

Para a amostragem de produto líquido a granel (veículo-tanque), coletar a amostra no ponto de descarregamento. Drenar aproximadamente 10 L do produto pela válvula de descarga do tanque. Coletar pela válvula de descarga do tanque, com auxílio de um béquer, cerca de 500 mL do produto.

Coletar outra amostra de 500 mL pela tampa superior do tanque, com auxílio de um tubo amostrador. Transferir as amostras coletadas para um béquer e homogeneizar a amostra composta. Separar duas frações, colocando-as em frascos com tampas. Destinar uma fração para análise e manter a outra fração como contraprova.

As amostras devem ser identificadas com as seguintes informações: o nome do produto; o local e a data da amostragem; o nome do fabricante; o número da nota fiscal; o nome do coletor da amostra; o número do lote de fabricação. Para o caso de amostragem em tanque de recebimento, seguir os procedimentos estabelecidos na NBR 5764.

Para a amostragem de produto líquido embalado, deve ser coletada uma amostra composta dos lotes mediante a seleção aleatória de amostras individuais. Identificar o número de embalagens que compõem o lote a ser amostrado. Escolher aleatoriamente e identificar as embalagens a serem amostradas. Embalagens danificadas não podem ser amostradas.

Homogeneizar bem e abrir todas as embalagens selecionadas. Introduzir lentamente o tubo amostrador em cada embalagem, objetivando coletar uma amostra representativa de todo o perfil do produto. O volume total amostrado não pode ser inferior a 2 L.

Transferir as amostras coletadas em para um mesmo recipiente. Homogeneizar a amostra composta obtida e dividir em duas frações de 500 mL, colocando-as em frascos com tampas. Identificar os frascos e destinar uma fração para análise e manter a outra fração como contraprova.

Para a amostragem de produto sólido embalado, identificar o número de embalagens que compõem o lote a ser amostrado. Tomar para amostragem o número de embalagens. Embalagens danificadas não podem ser amostradas. Coletar, com auxílio de um calador, uma amostra de cada embalagem. A quantidade total amostrada não pode ser inferior a 2 kg.

Transferir as amostras coletadas para um mesmo recipiente, homogeneizar e quartear. Retirar três frações da amostra obtida, com cerca de 500 g cada, colocando-as em sacos plásticos. Identificar e destinar uma fração para análise granulométrica, outra para as demais análises e manter a terceira fração como contraprova.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 169 | Ano 4 | 29 JULHO 2021

Acesse a versão online: https://revistaadnormas.com.br       Revista AdNormas - Ed 169 Ano 4
Edição 169 | Ano 4 | 29 JULHO 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
Capa da edição atual
  Confira os 12 artigos desta edição:
Os métodos para a purga de poços de monitoramento de água subterrânea
A gestão dos riscos psicossociais em um sistema de SST
O que se deve fazer para uma melhor gestão dos serviços na nuvem
A operação segura e ambientalmente adequada dos postos de combustíveis
Os perigos das máquinas florestais autopropelidas

O Brasil no programa Artemis da Nasa Target Adnormas
A inspeção de concentrados de cobre, chumbo, zinco e níquel
O controle de peso na construção de estruturas oceânicas de petróleo
A importância da certificação HIMSS na digitalização da saúde
A automação como meio para aumentar a competitividade
A aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) na prática
A amostragem das matérias primas dos produtos refratários

A recuperação de válvulas, registros e engates de recipientes transportáveis para GLP

A NBR 14537 de 07/2021 – Recipientes transportáveis para gás liquefeito de petróleo (GLP) – Recuperação de válvulas automáticas, registros e engates – Requisitos especifica os requisitos para a recuperação de válvulas automáticas, registros e engates, com e sem dispositivo de segurança, para recipientes transportáveis de aço para até 90 kg de gás liquefeito de petróleo (GLP). O recipiente transportável pode ter a capacidade volumétrica total igual ou inferior a 0,5 m³, projetado e construído conforme a NBR 8460, abastecido por massa em base de engarrafamento e transportado cheio para troca e a válvula automática é um dispositivo mecânico que, conectados direta e permanentemente à zona de vapor dos recipientes transportáveis de aço para gases liquefeitos de petróleo, permite o enchimento e a retirada de gás, podendo ser dotados de dispositivo de segurança.

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Como fazer a inspeção visual da válvula de segurança (para recipientes transportáveis de aço para 20 kg de GLP)?

Quais são os exemplos de defeitos e deformações observados na inspeção visual?

Quais dão os exemplos de defeitos e deformações observados no processo de limpeza?

Como deve ser o calibrador para sextavados?

As válvulas automáticas, registros e engates devem ser inspecionados visualmente e pré-selecionados. Os componentes que apresentarem defeitos ou deformações, conformes exemplos apresentados na figura abaixo, devem ser reprovados.

Os guias do porta-vedação de válvulas até 13 kg devem ser inspecionados visualmente. Aqueles que apresentarem trincas e deformações que possam impedir o funcionamento seguro, devem ser reprovados.

Em relação à desmontagem e limpeza, todos os componentes das válvulas automáticas, registros, engates e seus dispositivos de segurança compostos de materiais elastoméricos, ferrosos devem ser descartados e substituídos por componentes novos, que atendam às especificações da NBR 8614 ou NBR 13794 ou NBR 14536, conforme o caso. No caso de haver dispositivo de segurança incorporado, seus respectivos componentes também devem ser substituídos.

As molas das válvulas de segurança e dos engates que forem substituídas devem ser de aço inoxidável AISI 302 ou 304. As molas das válvulas de segurança devem ter as extremidades retificadas, perpendicularmente ao seu eixo, para assegurar um assentamento perfeito.

As válvulas automáticas, registros e engates devem ser desmontados com ferramentas e dispositivos adequados, e seus componentes de latão não substituídos devem ser submetidos a um processo de limpeza interna e externa, com a finalidade de retirar incrustações e não danificar as peças e manter a integridade das roscas. Após o processo de limpeza, os componentes que apresentarem defeitos ou desgastes devem ser inutilizados.

Não é permitido reparo para recuperação estrutural dos corpos das válvulas automáticas, registros, engates e dispositivos de segurança. As sedes de vedação do corpo das válvulas e dos engates devem ser limpas para retirada de incrustações, desde que mantenham as condições originais de fabricação. As roscas de utilização aprovadas na inspeção visual devem ser totalmente verificadas com seus respectivos calibradores, conforme o Anexo B.

Caso sejam reprovadas, é permitido que sejam repassadas com ferramentas apropriadas e novamente verificadas com os respectivos calibradores. A rosca de fixação dos corpos aprovados na inspeção inicial deve ser verificada com calibrador específico para cada tipo de rosca. Os corpos reprovados devem ser inutilizados.

A rosca de fixação das válvulas e registros aprovados na inspeção visual devem ser verificadas com equipamento que permita garantir a calibração da rosca de fabricação, conforme a NBR 8469. No caso do engate, todas as roscas devem ser verificadas com calibrador, tampão roscado 3/8 NPT, conforme o Anexo B. Os corpos reprovados devem ser inutilizados.

Para as válvulas automáticas para recipientes até 13 kg de GLP, na inspeção visual, todos os corpos das válvulas automáticas que apresentarem sextavados desgastados e/ou deformados, que não proporcionem condição de uso e marcação, devem ser inutilizados. Os sextavados devem ser verificados com relação ao tamanho, arredondamento e desgaste dos vértices pela utilização do calibrador tipo anel, que deve estar conforme o Anexo C.

Os sextavados dos corpos das válvulas que atravessarem totalmente o calibrador tipo anel são considerados reprovados e devem ser inutilizados. O corpo da válvula pode ser substituído, desde que atendam aos requisitos da NBR 8614. O corpo novo deve ter a marcação do fabricante na face superior do sextavado e do recuperador na lateral do sextavado.

Os componentes que necessitam ser substituídos devem atender à NBR 8614. Todas as roscas do corpo da válvula devem ser verificadas com calibrador de rosca tipo anel e tampão. Todas as roscas de utilização e fixação devem ser verificadas por meio de calibradores tipo anel e tampão, conforme as dimensões da NBR ABNT 8614. O guia do porta-vedação deve ser montado com os seguintes torques de aperto: 20 ± 5 N.m para válvulas com rosca de fixação de 3/4” NGT; 15 ± 5 N.m para válvulas com rosca de fixação 1/2” NGT.

Na montagem da vedação no porta-vedação, devem ser rejeitados e inutilizados os parafusos de acionamento que apresentarem deformação e/ou alargamento da fenda. O parafuso de acionamento deve ser apertado com um torque mínimo de 1,0 Nm. Todas as válvulas recuperadas devem ser ensaiadas e controladas quanto a: abertura e fechamento do conjunto interno da válvula, que deve ser acionado no mínimo duas vezes, sem ocorrer travamento; altura do pino após a montagem final da válvula, conforme dimensão estabelecida na NBR 8614; estanqueidade da sede da válvula com pressão mínima de 0,7 ± 0,1 MPa, sem apresentar vazamento durante no mínimo 2 s, conforme a NBR 8614; ensaio de estanqueidade do anel de vedação, utilizando pino padronizado conforme a Figura D.1 na norma, com pressão de 0,7 ± 0,1 Mpa, durante no mínimo 2 s, sem apresentar vazamentos.

Os ensaios de estanqueidade somente devem ser realizados após a aprovação nos demais ensaios e controles estabelecidos. As válvulas que não atenderem aos requisitos dessa norma podem ser retrabalhadas com a desmontagem, verificação ou substituição dos componentes, sendo que, após a remontagem, devem ser novamente submetidas aos ensaios e controles.

As molas utilizadas nas válvulas devem atender ao mínimo de 144 h em névoa salina conforme a NBR 8094, e coeficiente de elasticidade de 6,5 N/mm ± 10%. Para o engate rápido macho, o diâmetro da sede de vedação dos engates deve ser totalmente verificado conforme calibrador da Figura D.2, disponível na norma. A rosca de fixação deve atender ao descrito em 4.3 e a rosca de utilização deve ser avaliada conforme calibrador tipo anel para rosca ACME – cinco fios trapezoidais, com diâmetro externo de 31,5 +0,1 0 mm.

Após a montagem do corpo do engate com o conjunto interno, devem ser realizados os seguintes ensaios: abertura e fechamento do conjunto interno, que deve ser acionado no mínimo duas vezes, sem ocorrer travamento; estanqueidade do conjunto interno com pressão pneumática de 0,7 ± 0,1 MPa, por no mínimo 2 s, sem apresentar vazamento; estanqueidade do (s) anel (éis) de vedação ou comprovação de controle dimensional dos canais das sedes dos anéis de vedação.

Os ensaios de estanqueidade somente devem ser realizados após aprovação nos demais ensaios estabelecidos. Admite-se o retrabalho dos engates que não atendam ao descrito nessa norma. Os engates podem ser retrabalhados com a desmontagem, verificação ou substituição dos componentes, sendo que, após a remontagem, devem ser novamente submetidos aos ensaios conforme descrito nessa norma.

Em caso de reprovação, os corpos devem ser inutilizados. Para os registros para recipientes de 20 kg, 45 kg e 90 kg, a montagem da porca de aperto (castelo) com o corpo deve ser de (120,0 ± 10,0) N.m. No caso de registros para recipientes de 20 kg com rebite de travamento, o torque de aperto deve ser de (45 ± 5) N.m.

Em válvulas que possuem travamento por pino, deve ser verificada a sua correta fixação, garantindo a efetividade do travamento conforme padrão de fabricação (ver Anexo F). Após a montagem o registro deve ser ensaiado quanto a: abertura e fechamento do registro, que deve ser acionado totalmente, no mínimo duas vezes, sem que ocorra travamento; estanqueidade na posição aberta com a conexão de utilização tamponada, com uma pressão hidráulica, hidropneumática de (1,7 ± 0,2) MPa ou pneumática de 0,7 ± 0,1 MPa, aplicada através da rosca de fixação, por no mínimo 2 s, sem apresentar vazamento; estanqueidade na posição fechada, com a conexão de utilização livre, com uma pressão hidráulica, hidropneumática de (1,7 ± 0,2) Mpa ou pneumática de 0,7 ± 0,1 MPa, aplicada através da rosca de fixação, por no mínimo 2 s, sem apresentar vazamento.

Na existência do dispositivo de segurança incorporado ao registro, seu ajuste deve ser realizado atendendo à NBR 11708. Refazer este ajuste no mínimo após 12 h. Admite-se retrabalho nos registros que não atendam ao descrito em 4.6.2.

Os registros podem ser retrabalhados com a desmontagem, verificação ou substituição dos componentes, sendo que, após a remontagem todas devem ser novamente submetidos aos ensaios. Em caso de reprovação os corpos devem ser inutilizados.

O projeto dos sistemas de prevenção de deflagração

A NBR 16978-1 de 06/2021 – Sistemas de prevenção de deflagração – Parte 1: Requisitos gerais especifica os requisitos gerais para projeto, instalação, ensaios, inspeção e manutenção de dispositivos e de sistemas de prevenção de deflagração de gases, vapores e/ou névoas inflamáveis, de pós combustíveis, de misturas híbridas e de seus componentes. A NBR 16978-2 de 06/2021 – Sistemas de prevenção de deflagração – Parte 2: Resistência mecânica – Requisitos especifica os requisitos para o projeto, a instalação, a inspeção e a manutenção de dispositivos e dos sistemas de prevenção pela técnica de resistência mecânica à pressão de deflagração de gases, vapores e/ou névoas inflamáveis, de pós combustíveis, de misturas híbridas e de seus componentes.

A NBR 16978-3 de 06/2021 – Sistemas de prevenção de deflagração – Parte 3: Isolamento – Requisitos especifica os requisitos para projeto, instalação, inspeção e manutenção de dispositivos e de sistemas de prevenção de deflagração por métodos de isolamento de gases, vapores e/ou névoas inflamáveis, de pós combustíveis, de misturas híbridas e de seus componentes. A NBR 16978-4 de 06/2021 – Sistemas de prevenção de deflagração – Parte 4: Supressão – Requisitos especifica os requisitos para projeto, instalação, comissionamento, inspeção e manutenção de dispositivos e de sistemas de prevenção de deflagração pela técnica de supressão aplicada a gases, vapores e/ou névoas inflamáveis, a pó combustíveis, a misturas híbridas e aos seus componentes.

A NBR 16978-5 de 06/2021 – Sistemas de prevenção de deflagração – Parte 5: Detecção e controle de fontes de ignição – Requisitos especifica os requisitos para projeto, instalação, inspeção e manutenção de dispositivos e do sistema de prevenção de deflagração, por métodos de detecção e controle de fontes de ignição, aplicados a gases, vapores e/ou névoas inflamáveis, pós combustíveis e/ou misturas híbridas e seus componentes associados. A NBR 16978-6 de 06/2021 – Sistemas de prevenção de deflagração – Parte 6: Métodos de controle de concentração – Requisitos especifica os requisitos para projeto, instalação, inspeção e manutenção de dispositivos e de sistemas de prevenção de deflagração por métodos de controle de concentração de oxigênio (oxidante) ou de material inflamável, como gases, vapores e/ou névoas inflamáveis, de pós combustíveis em suspensão, de misturas híbridas e de seus componentes, utilizando gases ou pós inertes.

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Como deve ser feita a aceitação do sistema de prevenção?

Quais são os requisitos de desempenho do projeto do sistema de prevenção de deflagração?

Por que aplicar o treinamento e o retreinamento a todas as pessoas envolvidas?

Qual o método de cálculo de contenção de deflagração para dois vasos interligados?

Como deve ser executado a análise de risco do sistema de isolamento de deflagração?

Qual é a função de um sistema de isolamento químico?

Quais são os dispositivos de detecção?

Como devem ser os supressantes e o cilindros de supressão?

Quais devem ser as funcionalidades da central de controle de detecção de faísca e indicadores?

No que consiste um sistema de extinção de faísca?

Os sistemas desenvolvidos de prevenção contra deflagração para projetos, dimensionamentos técnicos, instalações, inspeções e manutenções abrangem os seguintes princípios: a prevenção para evitar formação de atmosferas explosivas; a prevenção para evitar a presença de fontes de ignição; a prevenção de rompimento de equipamentos, tubulações, dutos e edificações; a proteção de pessoas/operadores. Os métodos de prevenção de deflagração apresentados nesta parte 1 são os seguintes: controle da concentração de substância inflamável/combustível; controle da concentração de oxidantes; detecção e controle de fontes de ignição; isolamento da deflagração; supressão da deflagração; e resistência mecânica à pressão de deflagração.

Cada sistema de prevenção de deflagração foi considerado como sendo uma parte desta norma. As premissas de projeto para a seleção e o dimensionamento do sistema de prevenção de deflagrações, conforme a NFPA 69, são: os setores de processo a serem protegidos; o fluxograma de engenharia (desenho dimensional dos equipamentos, instrumentação e intertravamentos de processo); a implantação física da instalação e detalhes; os dados técnicos de processo (pressões, temperaturas, vazões, etc.); a especificação técnica dos equipamentos (resistência mecânica); a ficha de informação de segurança de produtos químicos (FISPQ); as características de explosividade dos produtos manuseados; os ensaios de explosividade dos produtos manuseados, quando necessário; a descrição do processo e das condições de operação (normal, anormal, emergência e fora de operação); a matriz ou descrição de causa e efeito (intertravamentos de processo); a análise de riscos dos cenários de deflagração do processo; o desenho de classificação de área; e os desenhos elétricos e ou unifilares.

O Anexo B apresenta as características de explosividade de uma seleção de pós combustíveis. A tabela abaixo apresenta o modelo de formulário de inspeção anual para sistemas de prevenção contra deflagrações.

O proprietário ou o gestor da instalação de processo é responsável pela elaboração e revisão do estudo de análise de risco desta instalação. A partir deste estudo de análise dos cenários de deflagração, é definido o sistema de prevenção de deflagração adequado para esta instalação. O fabricante do sistema de prevenção de deflagração é responsável pela elaboração da análise de risco deste sistema.

Deve-se ressaltar que a técnica de resistência mecânica não pode ser utilizada para sistemas que contenham o potencial de detonação. A contenção da pressão de deflagração não pode ser aplicada para sistemas onde dois ou mais equipamentos estiverem conectados por tubulações ou dutos de grande diâmetro, a menos que uma das seguintes condições seja atendida: em tubulações interligadas contendo um sistema de isolamento da deflagração, atendendo às limitações técnicas dos equipamentos da instalação; em tubulações interligadas contendo painéis de alívio de explosão de deflagração, atendendo as limitações técnicas dos equipamentos da instalação; onde os equipamentos interligados são projetados para conter as pressões ocasionadas por efeitos da pré-pressurização (ver Anexo A); se vaso protegido, a montante da tubulação de interligação, houver um sistema de isolamento de deflagração ou um painel de alívio de deflagração.

Caso haja proteção no vaso protegido, o vaso a jusante da tubulação de interligação não precisa de cálculo de resistência mecânica. Igualmente para pressões manométricas iniciais iguais ou superiores a 2 barg somente quando a relação de pressão máxima de deflagração (R) for determinada por ensaio ou por cálculos. A pressão manométrica inicial pode aumentar rapidamente para um potencial de detonação.

Por este motivo recomenda-se efetuar um ensaio com os dados de pressão disponíveis. As limitações das especificações pelo desempenho do equipamento e pelas condições de operação não podem ser excedidas. Essas limitações incluem: as distâncias mínima e máxima de uma barreira da entrada da tubulação ou do duto; as taxas de fluxo do processo; a direção de fluxo; a resistência do fluxo; a detecção menor do que Pest, quando o equipamento estiver protegido por um dispositivo de alívio; e a temperatura e pressão do processo.

Os componentes do sistema de isolamento químico expostos ao ambiente de processo devem ser capazes de resistir à pressão máxima de deflagração esperada. Os requisitos de desempenho do projeto e os documentos do sistema de prevenção de deflagração pelo método de isolamento, conforme a NFPA 69, são apresentados na NBR 16978-1.

O isolamento ativo ou passivo permite a interrupção ou mitigação das fontes de ignição, de pressões que possam ocorrer em vasos e equipamentos que estejam interligados por tubulações ou dutos e/ou equipamentos de transporte de partículas sólidas combustíveis. O isolamento ativo necessita de detecção, de controle e da resposta do sistema eletrônico que aciona a barreira isolante.

O isolamento passivo cria uma barreira isolante que reage à frente da pressão de deflagração. Pode-se dizer que a supressão da deflagração envolve um sistema de alta pressão de extinção de incêndio que detecta e extingue uma deflagração antes da criação de uma pressão com potencial destrutivo.

Os sistemas desenvolvidos de prevenção contra deflagração pelo método de supressão para projetos, dimensionamentos técnicos, instalações, inspeções abrangem os seguintes princípios: a prevenção para evitar a formação de atmosferas explosivas; a prevenção para evitar a presença de fontes de ignição; a proteção das pessoas e/ou dos operadores. Os métodos de prevenção de deflagração por supressão apresentados nesta parte da NBR 16978 são: a detecção da fonte de ignição; e o controle das fontes de ignição.

O sistema de supressão de deflagração pode proteger os sistemas e/ou os equipamentos de: processo, por exemplo, reatores, misturadores, misturadores de pá, pulverizadores, moinhos, secadores, fornos, filtros, peneiras e/ou coletores de pós; o armazenamento, por exemplo, tanques atmosféricos, pressurizados ou de baixa pressão e instalações móveis; o manuseio de produtos combustíveis, por exemplo, transportadores pneumáticos e de parafusos e/ou elevadores de canecas; o laboratório e/ou planta-piloto, incluindo capelas, estufas, células de ensaio e outros equipamentos; e as salas de abastecimento de aerossóis.

O projeto do sistema de supressão deve se basear nos resultados de ensaios técnicos de aplicação efetuados por organização independente. O sistema de supressão a ser instalado no processo deve ser garantido por certificação de organização independente e deve atender à legislação vigente.

O fabricante do sistema de supressão deve fornecer toda a documentação técnica ao gestor da instalação a ser protegida, inclusive os desenhos mecânicos e elétricos, os relatórios dos ensaios e os manuais de operação e de manutenção. Quaisquer mudanças de processo realizadas na instalação existente ou durante a instalação do sistema de supressão devem ser aprovadas pelo fabricante e pelo gestor da instalação, sendo adequadamente documentada.

Os procedimentos de instalação, comissionamento, inspeção, manutenção e limpeza devem estar de acordo com as instruções do fabricante do sistema de supressão, que também deve definir a sua periodicidade. O Anexo A apresenta a sequência de atuação e um modelo de instalação do sistema de supressão.

Os procedimentos de inspeção, manutenção e limpeza devem ser entregues ao proprietário ou ao gestor da instalação de processo, antes da partida do sistema de supressão de deflagração. A responsabilidade pela garantia de execução da inspeção, limpeza e manutenção preventiva é do proprietário ou gestor da instalação.

A frequência de inspeção depende do ambiente e das condições de serviço a que o sistema está exposto. Entretanto, recomenda-se a inspeção trimestral ou logo após eventos naturais (furacões, geadas, etc.) e manutenções ou paradas que possam afetar a confiabilidade de atuação do sistema de supressão.

Os sistemas de detecção de faíscas, de separação de faíscas e de detecção e extinção de faíscas são considerados como um sistema de prevenção de deflagração, por isto são necessárias medidas adicionais para combate a incêndio e de proteção contra explosão. As faíscas podem ocorrer no beneficiamento, processamento e transporte de materiais resultando em incêndios e/ou explosões. Além disso, as faíscas também podem ser originadas por materiais que não pertencem ao processo, como ferramentas, superfícies quentes, calor originado de fricção e superaquecimento.

Desta forma, os equipamentos como silos, filtros (coletores de pó), secadores, moinhos, peneiras, transportadores, lixadeiras e outros equipamentos conectados a transportadores contêm riscos potenciais de incêndio e/ou deflagração e são passíveis de proteção. O fabricante do sistema de detecção e controle de fontes de ignição deve fornecer toda a documentação técnica ao gestor da instalação a ser protegida, inclusive os desenhos mecânicos e elétricos, os relatórios dos ensaios e os manuais de operação e de manutenção.

Quaisquer mudanças de processo realizadas na instalação existente ou durante a instalação do sistema de detecção e controle de fontes de ignição deve ser aprovada pelo fabricante e pelo gestor da instalação, sendo adequadamente documentada. Os métodos de controle de concentração para evitar a deflagração de gases ou vapores inflamáveis e pós combustíveis em suspensão apresentados nesta parte da NBR 16978 são os seguintes: a concentração de oxigênio (oxidante); e a concentração do material inflamável.

Os métodos de controle de concentração de oxigênio ou de material inflamável para evitar a deflagração podem proteger os sistemas e/ou equipamentos de: processo, por exemplo, reatores, misturadores, pulverizadores, moinhos, secadores, fornos, filtros, peneiras, ciclones e/ou coletores de pós; armazenamento, por exemplo, funis de alimentação e silos; manuseio de produtos combustíveis, por exemplo, transportadores pneumáticos e de parafusos e/ou elevadores de canecas; espaços enclausurados ou confinados, por exemplo, salas ou edificações.

A redução da concentração de oxidante (oxigênio), utilizando diluentes inertes, é controlada continuamente por meio de instrumentação adequada para esta finalidade, associada a alarme de segurança de nível baixo de oxigênio para o ser humano. Este método pode ser utilizado para vasos e/ou espaços confinados.

Em espaços confinados ou enclausurados, a ausência de oxigênio é prejudicial para a presença de operadores, e deve ser utilizada conforme as seguintes as condições: a operação controlada remotamente; os operadores devem utilizar de respirador autônomo e outras medidas de segurança, se necessário; a sinalização de segurança, indicando que o equipamento e/ou o local está operando com deficiência de oxigênio.

Em presença de gases ou vapores inflamáveis e pós combustíveis, os diluentes mais comuns são: nitrogênio, dióxido de carbono (CO2), argônio, hélio, gás de combustão e vapor de água. Também podem ser utilizados como diluentes, em presença de pós combustíveis, os pós inertes, sulfato de cálcio (CaSO4), bicarbonato de sódio (NaHCO3) e difosfato de amônia (NH4H2PO4).

ASME B31.3: a tubulação de processos em refinarias de petróleo

A ASME B31.3:2020 – Process Piping contém os requisitos para tubulações normalmente encontradas em refinarias de petróleo, plantas químicas, farmacêuticas, têxteis, de papel, semicondutoras e criogênicas e plantas de processamento e terminais relacionados. Abrange os materiais e os componentes, o projeto, a fabricação, a montagem, o exame, a inspeção e o teste de tubulação.

Aplica-se às tubulações para todos os fluidos, incluindo: os produtos químicos brutos, intermediários e acabados; os produtos de petróleo; gás, vapor, ar e água; os sólidos fluidizados; os refrigerantes; e os fluidos criogênicos. Também está incluída uma tubulação que interconecta peças ou estágios dentro de uma montagem de equipamento embalado.

As principais mudanças nessa revisão incluíram as válvulas não listadas (parágrafo 307), os fatores de flexibilidade e intensificação de estresse (parágrafos 319 e 320), o teste de impacto (parágrafos 323.2.2, 323.3.1), as soldas de fixação de flange (parágrafo 328.5.2), o tratamento térmico (parágrafo 330.1, 331.1), o projeto de pressão de serviço de fluido de alta pressão (parágrafo K302.3.2) e a análise de fadiga de serviço de fluido de alta pressão (parágrafos K302.3, K304.8).

Esse é um dos códigos mais solicitados na ASME e ele serve como um complemento para o Código B31.1 da ASME em tubulação de energia, bem como para os outros códigos da série B31 da ASME. Juntos, eles continuam sendo referências essenciais para qualquer pessoa envolvida com tubulação. A aplicação cuidadosa desses códigos B31 ajudará aos usuários a cumprir os regulamentos aplicáveis em suas jurisdições, ao mesmo tempo em que podem obter os benefícios operacionais, de custo e de segurança a serem obtidos com as muitas práticas recomendadas da indústria detalhadas nesses volumes.

Destina-se aos fabricantes, usuários, construtores, projetistas e outros interessados em projeto, fabricação, montagem, levantamento, exame, inspeção e teste de tubulação, além de todas as entidades governamentais em potencial. Deve-se ressaltar que é responsabilidade do proprietário selecionar a seção do código que mais se aplica a uma instalação de tubulação proposta. Os fatores a serem considerados pelo proprietário incluem limitações da Seção do Código; requisitos jurisdicionais; e aplicabilidade de outros códigos e normas.

Todos os requisitos aplicáveis da Seção de Código selecionada devem ser atendidos. Para algumas instalações, mais de uma seção de código pode-se aplicar a diferentes partes da instalação. O dono é também responsável por impor requisitos complementares aos do Código, se necessário, para garantir uma tubulação segura para a instalação proposta.

Certas tubulações dentro de uma instalação podem estar sujeitas a outras códigos e normas, incluindo, mas não se limitando a NSI Z223.1 – Código Nacional de Gás Combustível: tubulação para combustível gás desde o ponto de entrega até a conexão de cada combustível dispositivo de utilização; normas de proteção contra incêndio NFPA: proteção contra incêndio sistemas que usam água, dióxido de carbono, halon, espuma, produtos químicos secos e úmidos; NFPA 99 – Estabelecimentos de saúde: médicos e laboratoriais sistemas de gás; e códigos de construção e encanamento, conforme aplicável, para água potável quente e fria, e sistemas para esgoto.

O Código especifica os requisitos de engenharia considerados necessários para um projeto seguro e construção de tubulação sob pressão. Embora a segurança seja a principal consideração, este fator sozinho não indicará, necessariamente, as especificações finais para qualquer instalação de tubulação. O código não é um projeto manual e muitas decisões que devem ser feitas para produzir uma instalação da tubulação não é especificada em detalhes dentro este código.

Ele não substitui boas ideia de engenharia por parte do proprietário e do projetista. Na medida do possível, os seus requisitos para o projeto são declarados em termos de princípios básicos e fórmulas. Estes são complementados conforme necessário com os requisitos para garantir a aplicação uniforme dos princípios e para orientar a seleção e aplicação dos elementos da tubulação.

O Código proíbe projetos e práticas conhecido por serem inseguras e contém avisos onde cautela, mas não proibição, pode ser justificada. Ele inclui o seguinte: as referências e as especificações de materiais aceitáveis e normas de componentes, incluindo requisitos dimensionais e classificações de pressão-temperatura; os requisitos para o projeto de componentes e conjuntos, incluindo suportes de tubulação; os requisitos e dados para a avaliação e a limitação de tensões, reações e movimentos associados com a pressão, as mudanças de temperatura e outras forças; as orientações e as limitações na seleção e aplicação de materiais, componentes e métodos de união; os requisitos para a fabricação, montagem e elevação da tubulação; os requisitos para exame, inspeção e teste da tubulação.

Qualquer Sistema Internacional (SI, também conhecido como métrico) ou unidades habituais dos EUA podem ser usadas com esta edição. As unidades locais habituais também podem ser usadas para demonstrar o cumprimento deste Código. Um sistema de unidades deve ser usado de forma consistente para requisitos que se aplicam a uma determinada instalação. As equações neste Código podem ser usadas com qualquer sistema consistente de unidades.

É responsabilidade da organização realizar os cálculos para garantir que um sistema consistente de unidades é usado. O Comitê ASME B31 é organizado e opera sob procedimentos da instituição que foram credenciados pelo American National Standards Institute. O Comitê é contínuo e mantém todas as Seções de Código atualizadas com novos desenvolvimentos em materiais, construção e prática industrial.

Novas edições são publicadas em intervalos de dois anos. Os usuários do Código notarão que os parágrafos do Código não são necessariamente numerados consecutivamente. Tais descontinuidades resultam de seguir um esboço comum, prático, para todas as seções de código. Dessa forma, o material é correspondentemente numerado na maioria dos códigos, Seções, facilitando assim a referência de quem tem ocasião de usar mais de uma seção.

Esta edição da Seção B31.3 do Código não é retroativa. Normalmente, o acordo é feito entre as partes contratantes a usar uma edição específica, considerando os requisitos da autoridade com jurisdição. Quando especificado como a última edição e quando nenhuma edição for especificada, a edição é aquela emitida pelo menos seis meses antes da data do contrato original para a primeira atividade de projeto.

Os usuários deste Código são advertidos contra o uso de suas revisões sem garantia de que sejam aceitáveis às autoridades competentes na jurisdição onde a tubulação deve ser instalada. O Comitê B31 estabeleceu um procedimento ordenado a fim de considerar os pedidos de interpretação e revisão dos requisitos do Código. Para receber consideração, tal o pedido deve ser por escrito e deve fornecer detalhes completos de acordo com o Apêndice Z.

A resposta aprovada a uma consulta será enviada diretamente para o inquiridor. Além disso, a pergunta e a resposta serão publicadas como parte de um suplemento de interpretação. Um caso é a forma prescrita de resposta quando o estudo indica que a redação do Código precisa de esclarecimento, ou quando a resposta modifica os requisitos existentes ou concede permissão para usar novos materiais ou alternativas nas construções. O caso será publicado como parte de um Suplemento.

Um pedido de revisão do Código será colocado na Agenda do Comitê. Mais informações ou participação ativa por parte do proponente pode ser solicitado durante a consideração de uma proposta de revisão. Os materiais normalmente são listados nas tabelas apenas quando o uso suficiente na tubulação dentro do escopo do código foi mostrado. Os pedidos de listagem devem incluir evidência de uso satisfatório e dados específicos para permitir o estabelecimento de pressões permitidas, máximo e limites mínimos de temperatura e outras restrições. Os critérios adicionais podem ser encontrados nas diretrizes para adição de novos materiais ASME Boiler and Pressure Vessel Code, Section II.