ISO 9001:2015 em quadrinhos

Normas comentadas

NBRISO9001 – COMENTADA de 09/2015 Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 32

NBRISO14001 – COMENTADA de 10/2015 Sistemas de gestão ambiental – Requisitos com orientações para uso – Versão comentada….

Nr. de Páginas: 41

imagePara facilitar a sensibilização dos colaboradores quanto às mudanças da nova ISO 9001:2015, a editora Qualidade em Quadrinhos lançou o Manual Ilustrado NBR ISO 9001 – Compromisso com a Qualidade, que descreve os principais requisitos da nova norma, a cartilha em quadrinhos Travessia para a Nova ISO 9001:2015, que explica as principais mudanças da norma, e atualizou seu principal título, ISO 9001:2015 – O Caminho da Qualidade, a cartilha em quadrinhos mais vendida do Brasil para implementação de sistemas da Qualidade.

Numa linguagem leve e visualmente atraente, as publicações abrangem as principais melhorias da nova ISO 9001 e trazem os principais requisitos organizados de uma forma clara e fácil de entender.

Os materiais podem ser utilizados como apoio a treinamentos, programas de integração e campanhas de conscientização, e foram elaborados para transmitir mensagens complexas de uma forma acessível a todos os níveis de colaboradores. “Ao fazer a distribuição, a revista passa a ser uma evidência objetiva da conscientização dos funcionários, e cumpre com os requisitos de comunicação e conscientização da norma”, explica Alexandre T. Montandon, diretor da Qualidade em Quadrinhos.

O Manual e as Cartilhas podem ser adquiridos no formato padrão (pronta entrega) ou personalizado (sob encomenda), com o logotipo e Política da Qualidade da empresa impressos na capa e contracapa. No segundo caso, a revista serve também como uma evidência objetiva da divulgação da Política da Qualidade. Informações: www.qualidadeemquadrinhos.com.br

Dia das Crianças ou Dia dos Impostos?

criançaPresentes podem ter mais de 70% de tributos

Pais e familiares que quiserem agradar as crianças no próximo dia 12 de outubro devem preparar o bolso e pesquisar muito bem antes de escolher os presentes. Deve-se estar atento sempre aos preços e à qualidade dos produtos.

Isso porque, de qualquer forma, em relação aos preços dos itens favoritos da garotada também estão incluídos os tributos como PIS/Cofins, ICMS, IPI e Imposto de Importação, entre outros, que serão destinados aos cofres públicos. De acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT, a carga tributária é de 72,18% no videogame; 58,59% no tênis importado; e 51,71% nos binóculos.

O estudo do IBPT mostra ainda a carga tributária de outros itens que fazem parte da lista de desejos da criançada: patins (52,78%); bicicleta (45,93%);  brinquedos (39,70%); e roupas (34,67%). O contribuinte está pagando tributos até mesmo ao optar por ir ao cinema. Neste caso, 30,25% do preço dos ingressos para uma sessão será destinado ao governo na forma de tributos.

As opções de presentes para a data são muitas e podem agradar a todas as crianças, mas o mesmo não ocorre com a elevada incidência tributária dos itens. Isso se deve ao fato de que, entre os produtos mais consumidos nesta época, predominam os itens importados, eletrônicos ou aqueles que passam por um processo de industrialização, elevando ainda mais os encargos tributários”, explica o presidente executivo do IBPT, João Eloi Olenike. “Contudo, é muito importante que os contribuintes tenham consciência de que pagam tributos em todos os produtos e serviços que consomem, para que possam cobrar de seus governantes a melhor aplicação desses valores em benefício da sociedade”, ressalta Olenike.

Carga tributária dos principais presentes para o Dia das Crianças

Produtos

Carga Tributária

Aparelho MP3 ou iPOD

49,45%

Bicicleta

45,93%

Binóculos

51,71%

Bola de futebol

46,49%

Computador acima de R$ 3.000,00

33,62%

Computador menos de R$ 3.000,00

24,30%

Brinquedos

39,70%

Bijuterias

43,36%

Guitarra

39,06%

Jogos videogame

72,18%

Livros

15,52%

Patins

52,78%

Videogame

72,18%

Roupas

34,67%

Xilofone

39,92%

Teatro e cinema

30,25%

Telefone celular

33,08%

Televisor

44,94%

Tênis Nacional

44,00%

Tênis Importado

58,59%

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I PESQUISA SOBRE QUALIDADE, COMPETITIVIDADE E NORMALIZAÇÃO ABQ/TARGET

A Academia Brasileira da Qualidade (http://www.abqualidade.org.br/) e a Target (www.target.com.br) convidam você a participar e a responder essa pesquisa sendo que os seus resultados serão apresentados no II SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI, no dia 12 de novembro de 2015, Dia Mundial da Qualidade, na Fiesp, em São Paulo. Você, participando, poderá preencher a ficha de inscrição com garantia de participação online do evento.

Para responder, clique no link https://www.target.com.br/survey/?sid=1

A proteção contra explosão de partículas sólidas combustíveis

fogoDefine-se uma partícula sólida combustível como qualquer substância sólida combustível composta de distintas partículas ou pedaços (fragmentos), independentemente do tamanho, forma, tipo ou composição química que apresenta perigo de incêndio ou explosão. Já o pó combustível são as partículas sólidas combustíveis que apresentam perigos de incêndio ou de deflagração quando suspensas no ar ou em outro meio oxidante sobre uma gama de faixa de concentração, independentemente do tamanho ou do tipo da partícula, considerando o material sólido com granulometria de 500 μm ou inferior (capaz de passar através de uma peneira padrão U.S. Nº 35).

Os incêndios ocorrem com quaisquer materiais combustíveis, porém, para que tal aconteça é necessário que a quantidade de material combustível seja muito grande, e as partículas, tenham pouco espaço entre si, impedindo um contato direto e abundante com o oxigênio do ar . As partículas devem, porém estar afastadas entre si, de maneira que apesar da existência da fonte de ignição e da consequente combustão local, não seja permitida a propagação instantânea do calor de combustão às partículas localizadas nas camadas mais internas, devido a insuficiência de ar.

Desta forma, a queima se dá por camadas, em locais onde poeiras estejam depositadas ao longo das jornadas de trabalho, ou numa das seguintes formas: empilhados, em camadas, armazenados em tulhas, depósitos, etc. A ignição que ocorre em camadas, deve ser controlada com cuidado, para evitar que o material depositado em estruturas, tubulações e locais de difícil visualização e limpeza, sejam colocados em suspensão, formando a nuvem de poeira , que evoluirá para explosão pois há no ambiente os fatores de deflagração da mesma, isto é fogo e energia. O incêndio por camadas, outrossim é de difícil extinção, podendo prolongar-se por várias horas após sua extinção.

Quanto às explosões, ocorrem frequentemente em unidades processadoras em referência, onde as poeiras tenham propriedades combustíveis; é necessário, porém que as mesmas estejam dispersas no ar e em concentrações adequadas. Isto ocorre em pontos das instalações onde haja moagem, descarga, movimentação, transporte etc., desde que sem controle de exaustão e desde que, obviamente existam os fatores desencadeantes.

Podem ocorrer também em instalações onde são processadas as farinhas de trigo, milho, soja, cereais etc. A poeira depositada ao longo do tempo nos mais diversos locais da planta industrial, quando agitada ou colocada em suspensão e na presença de uma fonte de ignição com energia suficiente para a primeira chama, poderá explodir, causando vibrações subsequentes pela onda de choque. Isso fará com que mais pó depositado entre em suspensão e mais explosões aconteçam, cada qual mais devastadora que a anterior, causando prejuízos irreversíveis ao patrimônio, paradas no processo produtivo e o pior, vidas são ceifadas ou ficam alijadas de sua capacidade elaborativa com as consequências por todos conhecidas (incapacidades totais e permanentes).

Há um detalhe interessante que deve ser explicado. A mudança de incêndio para explosão pode ocorrer facilmente, desde que poeiras depositadas nas cercanias do fogo, sejam agitadas , entrem em suspensão, ganhem concentração mínima, e como o local já esta com os ingredientes necessários, o próximo passo é o desencadeamento das subsequentes explosões. Ao contrário, se as poeiras em suspensão causarem uma explosão, as partículas de poeira que estão queimando saem da suspensão e espalham o fogo. Nestes termos os danos podem ser considerávelmente maiores evoluindo ainda para incêndios.

A NBR 16385 de 06/2015 – Sistemas de prevenção e proteção contra explosão – Fabricação, processamento e manuseio de partículas sólidas combustíveis – Requisitos especifica os requisitos técnicos para a segurança à vida e à propriedade, quanto a incêndio ou explosão e para minimizar os danos resultantes de um incêndio ou explosão. Provê medidas de segurança para prevenção, proteção e mitigação de incêndios e explosão de pós em instalações industriais que manuseiam partículas sólidas combustíveis.

É aplicável a todas as fases de fabricação, processamento, mistura, transporte pneumático, estocagem, embalagem e manuseio de partículas sólidas combustíveis ou misturas híbridas, independentemente da concentração e tamanho de partícula, quando as substâncias apresentam perigo de incêndio ou explosão.

Esta norma não se aplica às substâncias ou sistemas abaixo relacionados, que devem ser contemplados por documento específico: os materiais explosivos, por exemplo: dinamite, pólvora, TNT, etc.; produtos pirotécnicos e fogos de artifício; combustíveis sólidos para foguetes; enxofre sólido; caldeiras e geradores de vapor; minas de carvão; e área nuclear. Em caso de não conformidade entre esta norma e/outra específica, aplica-se a norma específica.

Os sistemas desenvolvidos de prevenção e de proteção contra explosão, tanto para projetos industriais e/ou comerciais como para instalações existentes, para manusear, processar, transportar e armazenar partículas sólidas combustíveis atendem aos seguintes princípios: prevenção para evitar formação de atmosferas explosivas; prevenção para evitar a presença de fontes de ignição; e proteção para limitar os efeitos de uma explosão.

O desenvolvimento de processos e projeto de instalações para manusear, processar, transportar e armazenar partículas sólidas combustíveis deve considerar as propriedades físico-químicas destas substâncias para estabelecer suas características de risco (ver Anexo G para as características de uma seleção de pós combustíveis). O projeto de instalações deve atender às normas específicas, bem como às legislações vigentes (ver Bibliografia).

O nível de perigo da partícula sólida combustível deve ser determinado por ensaio em laboratório. Para determinação dos índices de explosividade (Pmáx e Kst), ver NBR ISO 6184-1 e NBR ISO 6184-3 ou ASTM E 1226 ou EN 14034. Para determinação da concentração mínima de explosão (CME), ver ASTM E 1515. Para determinação da energia mínima de ignição (EMI), ver ABNT NBR IEC 61241-2-3 e/ou ASTM E 2019. Para determinação do limite inferior de explosividade (LIE) em nuvens de pós, ver EN 14034-3. Para determinação do limite de concentração de oxigênio (LCO), ver EN 14034-4.

As instalações e os processos devem ser projetados, instalados e mantidos de modo a prevenir e proteger de incêndio e/ou explosão, que possam causar falha em compartimentos adjacentes, de modo a garantir sua integridade estrutural e o funcionamento destes, bem como os equipamentos de segurança de emergência lá localizados. Tanto os critérios de projeto como informações de processo devem ser mantidos em arquivo pelo tempo útil de operação da instalação.

O projeto e o dimensionamento de dispositivos contra incêndio e/ou explosão devem se basear no estudo de análise de risco efetuado para o processo e instalação, conforme NBR 15662. Esta análise de riscos deve ser revisada e atualizada a cada cinco anos ou a qualquer tempo, quando houver modificação de processo na instalação.

Estes documentos devem ser mantidos em arquivo pelo tempo útil de operação da instalação. O projeto, a operação e a desativação de processos e instalações com risco potencial de explosão que, manuseiam, processam, transportam e armazenam partículas sólidas combustíveis devem atender à NBR 15662.

O gerenciamento de modificações em processos e instalações que manuseiam, processam e armazenam partículas sólidas combustíveis deve atender à NBR 15662. Os procedimentos de gerenciamento de modificações devem garantir que os seguintes tópicos sejam atendidos antes de efetuar qualquer modificação: os critérios técnicos para a modificação proposta; as implicações para a segurança e saúde; se a modificação é permanente ou temporária; modificações para operação e procedimentos de manutenção; requisitos de treinamento para empregados; e requisitos de autorização para a modificação proposta.

Toda documentação referente às modificações efetuadas deve ser mantida em arquivo pelo tempo útil de operação da instalação. O projeto, a construção e a instalação de equipamentos de processamento, transporte pneumático e armazenamento de partículas sólidas combustíveis devem ser supervisionados por técnico especialista em explosão.

O projeto, construção, processo, instalação e operação dos equipamentos de processamento, transporte pneumático e armazenamento de partículas sólidas combustíveis, bem como o treinamento de pessoas, devem garantir a proteção dos ocupantes que não estejam na proximidade imediata da ignição, dos efeitos do fogo, deflagração e explosão, pelo tempo necessário para evacuar, realocar ou se refugiar em local seguro. Os requisitos para um sistema de gestão de segurança à vida e saúde ocupacional devem atender à OHSAS 18001. Devem ser atendidos os requisitos de acessibilidade a portadores de deficiência, conforme a NBR 9050.

A instalação que manuseia, processa e armazena partículas sólidas combustíveis deve ser projetada, construída e equipada para garantir sua integridade estrutural frente ao potencial de incêndio e/ou de explosão durante o tempo necessário para retirar as pessoas próximas ao evento de origem de ignição. A estrutura deve ser projetada, localizada, construída e mantida para minimizar a propagação do incêndio ou explosão, inclusive para as propriedades adjacentes, e evitar ferimento ao público em geral em suas proximidades.

A instalação que manuseia, processa e armazena partículas sólidas combustíveis deve ser projetada, construída e equipada com equipamentos e dispositivos que possam combater e controlar incêndio, bem como prevenir o potencial de explosão, inclusive proteções. Estes meios de controle e combate devem limitar o nível de danos, de modo a permitir a continuidade da produção e a operação segura das instalações. Estes requisitos devem ser suficientes para prevenir a propagação de incêndio e/ou explosão para instalações e/ou construções vizinhas.

Devem ser investigados os acidentes que resultam em um incêndio ou explosão de uma magnitude capaz de causar danos materiais, descontinuidade da produção ou ferimentos. Uma vez que o cenário da ocorrência tenha sido liberado pela autoridade competente, as investigações do acidente devem ser prontamente iniciadas pela organização, ou por uma pessoa designada por ela que tenha conhecimento das instalações e processos de trabalho envolvidos.

Um relatório da investigação de acidente deve ser elaborado, descrevendo o acidente. Listar o que foi aprendido com a investigação e fazer recomendações para evitar a recorrência daquele/ou acidentes semelhantes. Um resumo do relatório de investigação sobre acidente deve ser divulgado ao pessoal afetado das áreas operacionais, de manutenção e de supervisão das instalações.

Pão francês deve ser produzido conforme a norma técnica para não oferecer riscos à saúde dos consumidores

paofrancesO pão francês é um alimento tradicionalmente consumido pela população brasileira, principalmente em refeições como o café da manhã e o lanche da tarde. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o consumo per capta do pão de sal foi de 53g/dia.

Uma unidade de pão francês (50g) apresenta, aproximadamente, 320mg de sódio. Apesar de possuir um teor de sal em torno de 2% em base de farinha de trigo, o pão francês é um dos alimentos que contribui para a ingestão de sódio pela população brasileira.

É importante destacar que o excesso de sal pode causar vários problemas de saúde como pressão alta, doenças nos rins e no coração. O consumo médio de sal pela população brasileira, com mais de dez anos de idade, foi de 8,2 g/pessoa/dia. O consumo diário de sódio recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é de 2.000 mg, o que equivale a 5g de sal por dia (1 colher de chá). Importante; sal e sódio são diferentes.

O sal é um ingrediente alimentar composto por cloreto e sódio, cuja fórmula química é NaCl (cloreto de sódio). 40% do sal são constituídos por sódio e como o sal é muito utilizado na preparação de alimentos, isso faz com que ele se constitua na principal fonte de sódio da alimentação.

A NBR 16170 de 04/2013 – Panificação – Pão tipo francês – Diretrizes para avaliação da qualidade e classificação estabelece as diretrizes para avaliação da qualidade e classificação do pão tipo francês. O pão tipo francês é produzido todos os dias nas padarias, sendo o mais consumido no Brasil, além de ser uma das principais fontes calóricas da dieta dos brasileiros.

Não obstante, o pão tipo francês é o grande gerador de fluxo de clientes dentro das padarias; em sua maioria, micro e pequenas empresas. Apesar da sua boa aceitação em todo território nacional, o pão tipo francês pode apresentar variações em suas características físicas e sensoriais, devido principalmente às mudanças nos ingredientes e nas proporções utilizadas, aos tipos de equipamentos e às condições de processamento.

Nesse sentido, como parte de um programa de melhoria contínua das padarias, uma das estratégias para ampliar a competitividade do pão tipo francês é estabelecer um padrão de qualidade para este produto. Quanto a um procedimento para avaliar a qualidade do pão tipo francês, pode-se seguir o fluxograma da Figura 1.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

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Para a coleta de amostras, deve-se verifi car a programação do dia de análise e determinar a produção média diária de pães do estabelecimento, a fim de se definir, com base na Tabela 1, o tamanho da amostra a ser avaliada ao longo do dia. Coletar um pão aletoriamente na primeira e na última fornada. Convém que os demais pães que compõem a amostra sejam coletados aleatoriamente, de forma equitativamente espaçada, ao longo da programação do dia de análise.

O número máximo de pães que podem apresentar falhas varia de acordo com o tamanho da amostra, conforme estabelecido na Tabela 1. Convém que os atributos que compõem as características do pão tipo francês sejam avaliados e suas faltas identificadas, conforme a ficha de avaliação estabelecida na Figura A.1 (disponível na norma).

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O Anexo C apresenta o registro fotográfi co das características externas, internas e sensorial (resiliência) por defeito e conformidade dos componentes dos atributos do pão tipo francês, os quais podem ser utilizados para auxiliar na avaliação. Convém que a qualidade do pão tipo francês seja quantifi cada através da soma das pontuações individuais de suas características externas, internas e sensoriais, que se encontram subdivididas em atributos, conforme a Tabela 2, podendo ser dado apenas um valor para cada atributo.

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Convém que a avaliação dos atributos seja realizada uma hora após os pães saírem do forno. Convém que cada atributo, exceto o tamanho, seja avaliado conforme os seguintes critérios de pontuação: ocorrendo pelo menos uma falta grave, convém pontuar o atributo com uma das duas notas da coluna “falta grave”; na ausência de falta grave e ocorrendo pelo menos uma falta leve, convém pontuar o atributo com uma das duas notas da coluna “falta leve”; na ausência de falta grave e de falta leve, convém pontuar o atributo com a nota da coluna “sem falta”.

Convém que a pontuação do atributo “tamanho” seja o resultado da multiplicação do volume específico encontrado (expresso em mL/g) por 3,33. A pontuação máxima deste atributo é igual a 20, mesmo que o volume específi co encontrado exceda o valor de 6,0 mL/g. Convém que a medição do volume específi co seja realizada conforme Anexo B.

Convém que a pontuação de cada atributo seja incluída na ficha de avaliação estabelecida no Anexo A, a qual é utilizada na avaliação dos produtos. Se o número de pães da amostra com falta(s) grave(s) for superior ao estabelecido na terceira coluna da Tabela 1, a classificação do pão é “ruim”, independentemente da pontuação média global obtida. Calcular a pontuação global de cada pão da amostra por meio da soma das notas dos atributos.

Analisar o resultado da classificação da qualidade do pão tipo francês, a fim de verificar se a classificação desejada foi atingida. Caso tenha sido atingida a classifi cação desejada, manter o processo de produção. Caso não tenha sido atingida a classifi cação desejada, rever o processo de produção e implantar ações para melhoria, como por exemplo: treinar a equipe; otimizar o processo; e avaliar os equipamentos e as matérias-primas.

Enfim, alguns estudos demonstram que é possível preparar um pão francês com menores quantidades de sal sem que haja alterações significativas em quesitos como sabor, crosta, maciez e aspectos do miolo. Seus principais ingredientes são: farinha de trigo, água, sal, fermento biológico e melhorador de farinha, os quais possuem algumas funções.

A farinha de trigo é o ingrediente básico na formulação. Tem a função de fornecer as proteínas formadoras do glúten, além de outras proteínas. O glúten (complexo protéico) é formado quando a farinha de trigo, a água e os demais ingredientes são misturados e sofrem uma ação mecânica (amassamento). O glúten dá elasticidade e consistência à massa, retém o gás carbônico (CO2) oriundo da fermentação e faz com que haja um aumento do volume do pão.

Atualmente no Brasil toda farinha de trigo deve ser enriquecida com ácido fólico e ferro, conforme Resolução RDC nº 344, de 13 de dezembro de 2002. Essa medida visa auxiliar a redução de problemas de saúde como a anemia ferropriva e as doenças de má formação fetal do tubo neural.

A água é importante para a formação da massa e para o controle da sua temperatura. A falta deste ingrediente não permite a formação completa do glúten e faz com que o desenvolvimento da massa seja irregular. Por outro lado, o seu excesso provoca o enfraquecimento do glúten, retardando a formação da massa. Também contribui para o desenvolvimento da fermentação do pão.

O fermento biológico é a levedura e outros microrganismos utilizados em processos de tecnologia alimentar que envolvem fermentação. Quando adicionada à massa, a levedura utiliza o açúcar como alimento e o transforma em gás carbônico, álcool e substâncias aromáticas. O gás produzido é o responsável pelo crescimento da massa. O álcool e as substâncias aromáticas contribuem para o sabor e aroma do pão.

O sal é o cloreto de sódio (NaCl) responsável pela melhoria do desenvolvimento da massa, fortalecimento da rede de glúten, formação da crosta crocante do pão, sabor e conservação do produto (vida de prateleira). A sua ausência prejudica o crescimento do pão e a sua qualidade, porém o seu excesso inibe o desenvolvimento da levedura, prejudica a fermentação do pão, além de contribuir para uma maior ingestão de sódio na alimentação.

O melhorador de farinha é um aditivo que agregado à farinha, melhora sua qualidade tecnológica para os fins a que se destina. Além disso, reforça a rede de glúten e consequentemente melhora a capacidade de retenção de gás.

O desempenho de oxímetros de pulso

OximeterUm oxímetro de pulso é um dispositivo que mede indiretamente a quantidade de oxigênio no sangue de um paciente. Em geral, estes aparelhos são anexados a um monitor, para que os médicos possam ver o nível de oxigenação. A maioria dos monitores também mostra a frequencia respiratória, frequência cardíaca, ritmo cardíaco e  pressão arterial.

O oxímetro de pulso é comumemente usado em pacientes criticamente doentes, internados em unidades de terapia intensiva (UTI). O monitor exibe a porcentagem de hemoglobina arterial na configuração de oxiemoglobina. Taxas normais são da ordem de 95 a 100%. Para um paciente respirando ar ambiente, a uma altura do nível do mar, pode ser feita uma estimativa da pressão de oxigênio arterial (PO2) a partir da leitura SpO2 (saturação do oxigênio no sangue) do monitor.

O oxímetro de pulso é particularmente conveniente por ser não invasivo. Tipicamente ele consiste de um par de pequenos diodos emissores de luz frente a fotodiodos, através de uma parte do corpo do paciente translúcida (como a ponta dos dedos). A oximetria de pulso é utilizada durantes cirurgias, em pacientes criticamente enfermos nas unidades de terapia intensiva, portadores de doenças pulmonares (agudas e crônicas) e na síndrome da apnéia do sono.

A NBR ISO 80601-2-61 de 04/2015 – Equipamento eletromédico – Parte 2-61: Requisitos particulares para a segurança básica e o desempenho essencial de equipamentos para oximetria de pulso aplica-se à segurança básica e ao desempenho essencial dos equipamentos para oximetria de pulso destinados ao uso em humano. Isto inclui qualquer parte necessária para a utilização normal, incluindo o monitor do oxímetro de pulso, o sensor do oxímetro de pulso e o cabo extensor do sensor.

Esses requisitos também são aplicáveis a equipamentos para oximetria de pulso, incluindo monitores do oxímetro de pulso, sensores do oxímetro de pulso e cabos extensores do sensor, os quais foram reprocessados. O uso destinado do equipamento para oximetria de pulso inclui, mas não se limita a, estimativa da saturação de oxigênio da hemoglobina arterial e da frequência de pulso de pacientes em instituições profissionais de cuidados à saúde, assim como de pacientes em ambiente doméstico de cuidado à saúde.

A estimativa da saturação da hemoglobina arterial e da frequência de pulso, usando oximetria de pulso, é uma prática comum em muitas áreas da medicina. Esta norma aborda os requisitos para a SEGURANÇA BÁSICA e o DESEMPENHO ESSENCIAL, alcançáveis dentro dos limites da tecnologia existente.

O Anexo AA contém justificativas para alguns destes requisitos. Ele foi incluído para justificar melhor os raciocínios do comitê que levaram a um requisito e para identificar os PERIGOS que o requisito aborda. O Anexo BB é um levantamento da literatura relevante à determinação da temperatura máxima de segurança da interface entre um SENSOR DO OXÍMETRO DE PULSO e um tecido do PACIENTE.

O Anexo CC discute tanto a fórmula usada para avaliar a EXATIDÃO de SpO2 de medições do EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO quanto os nomes que são atribuídos a estas fórmulas. O Anexo DD apresenta diretrizes sobre quando é necessária a calibração com sangue in vitro do EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO.

O Anexo EE apresenta diretrizes para um ESTUDO DE DESSATURAÇÃO CONTROLADA para a calibração do EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO. O Anexo FF é uma introdução tutorial a diversos tipos de testadores usados na oximetria de pulso. O Anexo GG descreve o conceito de tempo de resposta do EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO.

Muitas das seções de ensaio contidas nesta norma estabelecem critérios de aceitação para aspectos de desempenho. Estes critérios de aceitação devem ser sempre atendidos. Quando o FABRICANTE especificar, no DOCUMENTO ACOMPANHANTE, níveis de desempenho melhores que aqueles especificados nesta norma, estes níveis especificados pelo FABRICANTE se tornam os níveis de aceitação. Exemplo: Para um nível especificado de EXATIDÃO de 1 % da SpO2 requer-se que o EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO tenha 1 % de EXATIDÃO da SpO2 para todos os requisitos, como, por exemplo, durante ensaios de compatibilidade eletromagnética (CEM).

O EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO, assim como todas as partes individuais e ACESSÓRIOS especificados para utilização com um MONITOR DO OXÍMETRO DE PULSO, deve estar em conformidade com todos os requisitos especificados nesta norma. Isto inclui todas as combinações de partes ou de ACESSÓRIOS que sejam especificadas pelo FABRICANTE para utilização em EQUIPAMENTOS PARA OXIMETRIA DE PULSO. Este requisito garante a SEGURANÇA BÁSICA e o DESEMPENHO ESSENCIAL de partes e de ACESSÓRIOS do EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO, em combinação com seus MONITORES DO OXÍMETRO DE PULSO destinados.

Os MONITORES DO OXÍMETRO DE PULSO são frequentemente usados com SENSORES do OXÍMETRO DE PULSO e cabos de diferentes FABRICANTES. Este requisito garante a compatibilidade de tais combinações. Todas as combinações especificadas do EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO, assim como todas as partes individuais e ACESSÓRIOS especificados para utilização com um MONITOR DO OXÍMETRO DE PULSO, devem estar declaradas nas instruções para utilização.

As informações adicionais podem ser encontradas nos itens 201.7.9.2.1 g) e 201.7.9.2.14.101 a) e b). A interface tecido-SENSOR DO OXÍMETRO DE PULSO deve ser avaliada quando a temperatura da pele estiver inicialmente a 35 °C para cada MONITOR DO OXÍMETRO DE PULSO e SENSOR DO OXÍMETRO DE PULSO com os quais ela está destinada a ser usada. Informações adicionais podem ser encontradas no Anexo BB.

Se a temperatura da superfície do SENSOR DO OXÍMETRO DE PULSO na interface com o tecido puder exceder 41 °C, então: o EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO deve conter um controle ajustável pelo OPERADOR para ativar qualquer modo de temperatura elevada que exceda 41 °C. Deve ser requerida uma sequência deliberada de ações do OPERADOR para ativar este modo.

As instruções para utilização devem descrever esta sequência de ações do OPERADOR. O EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO deve fornecer um meio para limitar a duração de um modo de temperatura elevada acima de 41 °C. A duração do modo de temperatura elevada não pode exceder 4 h a 43 °C ou 8 h a 42 °C.

As instruções para utilização devem incluir uma declaração de que a utilização de ajustes de temperatura maiores que 41 °C requer atenção especial em PACIENTES com pele suscetível, como recém-nascidos, PACIENTES geriátricos, vítimas de queimadura. O EQUIPAMENTO PARA OXIMETRIA DE PULSO deve indicar quando ele estiver em modo de temperatura elevada e a descrição técnica deve descrever o método de ensaio usado para medir a temperatura máxima na interface tecido-SENSOR DO OXÍMETRO DE PULSO.

Quando a medição da temperatura para a interface tecido-SENSOR DO OXÍMETRO DE PULSO for realizada, conforme especificado na NBR IEC 60601-1:2010, 11.1.3, o método de ensaio presente na descrição técnica pode ser utilizado. As informações adicionais podem ser encontradas no Anexo BB.3.

Carga tributária sobre os produtos das festas juninas

CURSO PELA INTERNET

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet

As dicas para o sucesso do 5S em sua empresa.

As quermesses típicas do mês de junho poderiam ser muito mais festivas se não fosse a alta carga tributária embutida no preço dos produtos consumidos nesta época, conforme levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação – IBPT. Os itens mais tributados são as bebidas, como o quentão, que tem 61,56% de tributos, o vinho quente, com 54,73% e o refrigerante, nas versões lata (46,47%) e garrafa (44,55%).

Nos quitutes mais consumidos na festa junina, a incidência tributária é de 36,54% na cocada, paçoca, pé de moleque ou amendoim; 35,38% na canjica;  34,99% na pipoca; e 24,07% no pinhão. O governo também levará sua parte de tributos nas vestimentas típicas.

Os encargos chegam a 34,67% na camisa xadrez e no vestido, 33,95% no chapéu de palha e 36,17% na bota de caubói. Os fogos de artifício também possuem elevada incidência tributária de 61,56%. “Se o valor destinado ao pagamento de impostos não fosse tão alto, e repassado no preço dos produtos, certamente o consumidor brasileiro poderia aproveitar melhor as festividades desta época do ano, comprando mais ”, afirma o presidente-executivo do IBPT, João Eloi Olenike.

Amendoim  36,54%

Camisa xadrez 34,67%

Canjica 35,38%

Chapéu de palha 33,95%

Cocada 36,54%

Refrigerante (lata) 46,47%

Refrigerante (garrafa) 44,55%

Vestido típico 34,67%

Pé de moleque 36,54%

Pipoca 34,99%

Fogos de artifício 61,56%

Fubá 25,28%

Milho cozido 18,75%

Pinhão 24,07%

Quentão 61,56%

Vinho 54,73%

Inmetro avaliará o desempenho ambiental de produtos nacionais

banner_fnq_savethedate_160x190_v2A Excelência em Gestão, segundo a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ)

A FNQ realizará no dia 23 de junho de 2015 o Congresso FNQ de Excelência em Gestão, que trará palestrantes de renome e conteúdo de vanguarda. Acontecerá em 23 de junho, em São Paulo, no Centro de Convenções Rebouças, das 8h30 às 19h30, e contará com debates e networking, para discutir tendências inovadoras para construções de novas ideias e soluções. O público esperado é de 350 pessoas. Informações e inscrições: http://www.fnq.org.br/CEG2015/

O Inmetro está propondo a criação do primeiro programa nacional para avaliar o desempenho ambiental de produtos fabricados no Brasil, baseado na NBR ISO 14025 de 01/2015 – Rótulos e declarações ambientais – Declarações ambientais de Tipo III – Princípios e procedimentos. A intenção é que, a partir de uma Declaração Ambiental de Produto (DAP), a indústria brasileira consiga demonstrar para mercados no exterior o perfil ambiental de seu produto, baseado na avaliação de seu ciclo de vida (ACV), fornecendo informações sobre suas propriedades ambientais de forma padronizada e objetiva.

A norma estabelece os princípios e especifica os procedimentos para desenvolver programasde declaração ambiental de Tipo III e declarações ambientais do Tipo III. Estabelece especificamente o uso da série NBR ISO 14040 no desenvolvimento de programas de declaração ambiental de Tipo III e de declarações ambientais do Tipo III.

Igualmente, estabelece princípios para o uso da informação ambiental, em complemento às informaçõescontidas na NBR ISO 14020. As declarações ambientais do Tipo III, como descrito na norma, são destinadas principalmente ao uso em uma comunicação entre empresas, mas seu uso em uma comunicação da empresa com o consumidor, sob certas condições, não é descartado. Não cancela ou modifica de forma alguma as informações, reivindicações ou rotulagem ambiental legalmente exigidas, ou quaisquer outros requisitos legais aplicáveis.

Não inclui as provisões específicas de setores, que podem ser tratadas em outros documentos ABNT. O propósito é que as provisões específicas dos setores em outros documentos da ABNT relativos às declarações ambientais do Tipo III utilizem e estejam baseadas nos princípios e nos procedimentos da norma.

As declarações ambientais do Tipo III apresentam informação ambiental quantificada sobre o ciclo de vida de um produto para permitir comparações entre os produtos que cumprem a mesma função. Tais declarações são fornecidas por uma ou várias organizações, são baseadas em dados da avaliação de ciclo de vida (ACV), verificados independentemente, em dados da análise de inventário do ciclo de vida (ICV) ou em módulos de informação de acordo com a série de normas NBR ISO 14040 e, onde for relevante, informações ambientais adicionais, são desenvolvidas usando parâmetros predeterminados, e são sujeitas à administração de um operador do programa, como uma empresa ou um grupo de empresas, associação de setor industrial ou comercial, agências ou autoridades públicas, ou um organismo científico independente ou outra organização.

As declarações ambientais do Tipo III, como descrito na Norma, são destinadas inicialmente ao uso em uma comunicação entre empresas, mas seu uso em uma comunicação da empresa com o consumidor não é descartado. Reconhece-se que quem prepara uma declaração ambiental de Tipo III não está apto a determinar precisamente o público.

Contudo, é importante considerar as necessidades de informação de diferentes compradores ou grupos de utilizadores, por exemplo, grandes negócios, pequenas e médias empresas (PME), agências de abastecimento público e consumidores. Aqueles responsáveis por desenvolver declarações ambientais e programas do Tipo III, baseados na norma, precisam dar a devida atenção ao nível de conscientização do público-alvo.

Nos programas baseados na norma, a organização que faz a declaração será solicitada a assegurar que os dados sejam verificados de forma independente, seja interna ou externamente. Isto poderia significar, mas não necessariamente, a verificação por terceiros, exceto no caso de declarações da empresa ao consumidor.

A ABNT fornece uma definição geral para “certificação” (o procedimento pelo qual um terceiro assegura por escrito que um produto ou um processo está de acordo com os requisitos especificados). Não obstante, “certificação” é compreendida e conduzida diferentemente em regiões distintas. Para evitar confusão, a norma usa o termo “verificação por terceiros” em vez de “certificação”.

A harmonização de instruções gerais de programa e particularmente das regras da categoria de produto (RCP) é incentivada entre programas para atender ao princípio de comparabilidade. Isto inclui o reconhecimento mútuo das regras no que diz respeito aos procedimentos do desenvolvimento do RCP, da revisão e da verificação do RCP, aos processos administrativos e ao formato da declaração.

Para assegurar a comparabilidade, os operadores do programa são incentivados a trabalhar cooperativamente para conseguir a harmonização dos programas e para desenvolver acordos de reconhecimento mútuos. Na prática de desenvolver declarações ambientais do Tipo III, os programas ou suas declarações são referidos por vários nomes, como a Ecofolha (Eco-Leaf), o ecoperfil (eco-profile), a declaração ambiental do produto e o perfil ambiental.

O objetivo global de rótulos e de declarações ambientais é incentivar a procura e o fornecimento daqueles produtos que causam menos esforço no ambiente, com uma comunicação de informações passíveis de verificação e exatas, que não sejam enganadoras, estimulando desse modo o potencial para uma melhoria ambiental contínua conduzida pelo mercado.

Os objetivos de declarações ambientais do Tipo III são: fornecer informações baseadas na ACV e informações adicionais sobre os aspectos ambientais dos produtos; auxiliar compradores e usuários a fazer comparações fundamentadas entre produtos; estas declarações não são afirmações comparativas; incentivar a melhoria do desempenho ambiental; fornecer informação para avaliar os impactos ambientais dos produtos ao longo de seu ciclo de vida.

Os dados baseados na ACV para materiais, peças e outras entradas que são usadas na fabricação ou no conjunto de outros produtos podem ser usados para contribuir com as declarações ambientais do Tipo III para tais outros produtos. Nestas circunstâncias, os dados baseados na ACV para materiais, peças e outras entradas devem ser referidos como módulos de informação e podem representar o todo ou uma parcela do ciclo de vida para tais materiais ou peças.

Os módulos de informação podem ser usados para desenvolver uma declaração ambiental de Tipo III ou podem ser combinados para desenvolver uma declaração ambiental de Tipo III para um produto, contanto que os módulos de informação sejam ajustados de acordo com as RCP para a categoria de produto.

Se os módulos de informação combinados para desenvolver uma declaração ambiental de Tipo III para um produto não cobrirem todas as fases do ciclo de vida do produto, quaisquer omissões devem ser indicadas e justificadas no documento RCP. Um módulo de informação pode ser, mas não tem que ser, uma declaração ambiental de Tipo III.

O documento que trata dos Requisitos Gerais do Programa de Rotulagem Ambiental Tipo III (voluntário) ficou em consulta pública até o dia 25 de abril, no site do Inmetro: http://www.inmetro.gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC002222.pdf