IEC 60704-2-7: o ruído acústico em ventiladores

Essa norma internacional, editada em 2020 pela International Electrotechnical Commission (IEC), aplica-se a ventiladores elétricos (incluindo seus acessórios e seus componentes) para uso doméstico e similar, projetados para alimentação ca ou cc. O motor, o impulsor e seu alojamento, se houver, devem formar uma única unidade.

A IEC 60704-2-7:2020 – Household and similar electrical appliances – Test code for the determination of airborne acoustical noise – Part 2-7: Particular requirements for fans aplica-se a ventiladores elétricos (incluindo seus acessórios e seus componentes) para uso doméstico e similar, projetados para alimentação ca ou cc. O motor, o impulsor e seu alojamento, se houver, devem formar uma única unidade.

Esses requisitos específicos se aplicam a: ventiladores convencionais, ventiladores de mesa, ventiladores de pedestal, ventiladores de teto, ventiladores sem pás, ventiladores de suporte de parede, ventiladores de suporte de teto, ventiladores de persiana, ventiladores de torre, ventiladores de ventilação e de partição. Não se aplica a: ventiladores que fazem parte de um sistema de ventilação, ventiladores projetados exclusivamente para fins industriais, ventiladores que fazem parte de um aparelho (por exemplo, ventiladores de refrigeração), ventiladores com funções adicionais (por exemplo, aquecimento, umidificação).

As limitações para o uso deste código de ensaio são fornecidas no escopo da IEC 60704-1. Esta segunda edição cancela e substitui a primeira edição publicada em 1997. Esta edição constitui uma revisão técnica. Esta edição inclui algumas alterações significativas em relação à edição anterior.

Foi incluída a categorias de ventiladores adicionais, conforme definido na IEC 60879: 2019 e IEC 60665: 2018 e incluídos os desvios padrão dos níveis de potência sonora em 1.3; além de adicionado um método de comparação.

As referências normativas foram atualizadas (ISO 3744: 2010 e ISO 3743-1: 2010) e foi ajustado os requisitos em relação à IEC 60704-1: 2010. Esta norma deve ser usada em conjunto com IEC 60704 1:2010, Household and similar electrical appliances – Test code for the determination of airborne acoustical noise – Part 1: General requirements. Esta Parte 2-7 complementa ou modifica as cláusulas correspondentes na IEC 60704-1: 2010, de modo a estabelecer o código de ensaio para os ventiladores.

CONTEÚDO DA NORMA

PREFÁCIO……………………………… 3

1 Escopo e objeto…………………… 6

2 Referências normativas………… ….. 7

3 Termos e definições…………….. 8

4 Métodos de medição e ambientes acústicos………… 10

5 Instrumentação………………………………… 10

6 Operação e localização dos aparelhos em ensaio………………. 10

7 Medição dos níveis de pressão sonora………………. 12

8 Cálculo da pressão sonora e dos níveis de potência sonora……… 13

9 Informações a serem gravadas……………………… 13

10 Informações a serem relatadas………………. 13

Anexos. ……………………..15

Anexo B (normativo) Gabinete de ensaio………………….15

Bibliografia…………………………15

Figura 101 – Superfície de medição – hemisfério – com dez posições de microfone para ventiladores de divisória (parede e janela) e para ventiladores de mesa de parede……………………..14

Tabela 101 – Desvios padrão dos níveis de potência sonora……………7

Tabela 102 – Desvios padrão para declaração e verificação………….7

As condições de medição especificadas nesta parte 2-7 fornecem precisão suficiente na determinação do ruído emitido e na comparação dos resultados das medições realizadas por diferentes laboratórios, simulando, tanto quanto possível, o uso prático dos ventiladores domésticos. Recomenda-se considerar a determinação dos níveis de ruído como parte de um procedimento de ensaio abrangente, cobrindo muitos aspectos das propriedades e desempenho dos ventiladores domésticos. Conforme declarado na introdução da IEC 60704-1, este código de ensaio está relacionado apenas ao ruído aéreo.

Os documentos de inspeção dos implantes para cirurgia

Pode-se identificar os diferentes tipos de documentos de inspeção fornecidos ao fabricante do implante para cirurgia, de acordo com os requisitos do pedido de fornecimento, para a entrega de materiais e de componentes metálicos a serem empregados na fabricação de implantes, e estabelece os requisitos para a retenção, transmissão e aceitação de cada tipo destes documentos.

A NBR 16811 de 12/2019 – Implantes para cirurgia — Documentos de inspeção para materiais e componentes metálicos — Requisitos para retenção, transmissão e aceitação    Este documento é para ser usado em conjunto com as especificações do material ou componente metálico fornecido, as quais estabelecem os requisitos e as condições técnicas para a entrega destes materiais e componentes metálicos. Este documento também pode ser aplicado a materiais e componentes não metálicos. Neste documento, o termo fabricante refere-se ao fabricante do implante.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais são os documentos de inspeção baseados em inspeção não específica?

Quais os tipos de documento de inspeção?

A aceitação pelo fabricante de implante de documentos de inspeção apresentados por fornecedores é regida pelas boas práticas de fabricação de produtos para a saúde estabelecidas pelas autoridades sanitárias, que determinam os requisitos para os sistemas de gestão da qualidade a serem desenvolvidos, implementados e mantidos para a fabricação dos implantes. Como responsável por assegurar a segurança e a eficácia dos implantes que fabrica, o fabricante de implante precisa controlar toda e qualquer variável conhecida do processo de fabricação, o que implica garantir que materiais e componentes atendam aos requisitos de qualidade estabelecidos no projeto desenvolvido para a fabricação de cada implante.

Materiais e componentes metálicos destinados à fabricação de implantes incluem placas, chapas, barras, forjados, fundidos, independentemente do método de produção, destinados ou não a serem processados pelo fabricante de implante, bem como qualquer produto oriundo de etapas de manufatura especificas, como componentes fabricados por manufatura aditiva, revestimento de componentes etc., que possam ser conduzidas por segunda parte por meio da contratação de serviços.

Neste contexto, a aceitação de documentos de inspeção depende da confiança do fabricante de implante nas informações contidas e, portanto, os procedimentos de aceitação precisam considerar os diversos tipos de documento que podem ser apresentados com o fornecimento dos materiais e componentes adquiridos. Este documento não objetiva estabelecer procedimentos aplicáveis ao recebimento de cada tipo de documento de inspeção, mas estabelecer os requisitos para retenção, transmissão e aceitação de cada tipo de documento de inspeção para o estabelecimento da confiança nas informações apresentadas.

O Anexo A apresenta um resumo dos tipos de documentos de inspeção, identificando o tipo de inspeção, a designação do documento de inspeção, seu conteúdo e o responsável pela validação, conforme estabelecido neste Documento. Há vários tipos de documentos de inspeção. No caso dos documentos de inspeção baseados em inspeção não específica, existe a declaração de conformidade sem relatório de ensaio que é um documento emitido pelo produtor por meio do qual ele declara, baseado em inspeção não específica, que o produto fornecido está em conformidade com os requisitos do pedido de fornecimento, sem inclusão dos resultados dos ensaios requeridos para a avaliação da conformidade. Esta declaração é caracterizada como um documento de inspeção “tipo 2.1”.

Usualmente, também identificado como “declaração de conformidade com o pedido de fornecimento”. A declaração de conformidade com relatório de ensaio é um documento emitido pelo produtor por meio do qual ele declara, baseado em inspeção não específica, que o produto fornecido está em conformidade com os requisitos do pedido de fornecimento e no qual fornece resultados dos ensaios requeridos para a avaliação da conformidade. Esta declaração é caracterizada como um documento de inspeção “tipo 2.2”. Usualmente, também caracterizado como “relatório de ensaio”.

Os documentos de inspeção baseados em inspeção específica incluem alguns documentos específicos, como o certificado de inspeção que é um documento emitido pelo produtor por meio do qual ele declara, baseado em inspeção específica, que o produto fornecido está em conformidade com os requisitos do pedido de fornecimento e no qual fornece os resultados do ensaio requeridos para a avaliação da conformidade. A unidade de ensaio e os ensaios a serem realizados são definidos pela especificação do produto identificada no pedido de fornecimento.

O produtor pode transferir para o certificado de inspeção 3.1 os resultados de ensaio relevantes obtidos por inspeção específica em produtos primários ou insumos utilizados, desde que ele empregue procedimentos de rastreabilidade e possa fornecer os documentos de inspeção correspondentes requeridos. Este certificado é caracterizado como um documento de inspeção “tipo 3.1”.

Também o certificado de inspeção que é um documento preparado conjuntamente pelo representante de inspeção autorizado do produtor e pelo representante de inspeção acreditado, baseado em inspeção específica, no qual é declarado que o produto fornecido está em conformidade com os requisitos estabelecidos no pedido de fornecimento e no qual são fornecidos os resultados dos ensaios realizados. O produtor pode transferir para o certificado de inspeção 3.2 os resultados de ensaio relevantes obtidos por inspeção específica em produtos primários ou insumos utilizados, desde que ele empregue procedimentos de rastreabilidade apropriados e possa fornecer os documentos de inspeção correspondentes requeridos. Este certificado é caracterizado como um documento de inspeção “tipo 3.2”.

Quanto à retenção e transmissão de documentos de inspeção, o documento de inspeção deve ser validado pela (s) pessoa (s) responsável (is) pela condução da inspeção, a (s) qual (is) deve (m) estar identificada (s), por nome e posição, no documento. A retenção e transmissão de documentos de inspeção devem ser realizadas por meio de dados eletrônicos ou em papel.

A segurança dos equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física.

A NBR 16779 de 09/2019 – Equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso – Requisitos de segurança e métodos de ensaio especifica os requisitos gerais de segurança para a fabricação, instalação, inspeção e manutenção de equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso. Não é aplicável: aos equipamentos que possibilitam o aumento ou redução de carga por meio de fixação de componente ou peça externa que não faça parte do aparelho (por exemplo, anilhas, bumpers); aos equipamentos que permitem ajustes de cargas que sejam de simples execução e identificação do usuário, como, por exemplo, resistências modificadas por dispositivo pneumático/hidráulico, eletrônico ou outro meio facilitado; às pistas de obstáculo de estilo militar.

Os equipamentos são destinados a jovens, adultos e a usuários que tenham mais de 1.400 mm de estatura, para fomentar a atividade física mediante os exercícios realizados neles. Os equipamentos abrangidos por esta norma não são equipamentos para playgrounds (NBR 16071), equipamentos fixos para treino estacionário (ISO 20957 e partes) ou equipamentos multidesportivos de livre acesso (DIN EN 15312), ainda que atendam aos requisitos de cada uma destas Normas. Nesta norma, os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são denominados simplesmente equipamentos para treinamento físico.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais os corantes azoicos que não devem ser usados nos equipamentos?

Quais são os valores de proporção máxima por elemento químico?

Qual deve ser o cálculo de cargas provocadas pelos usuários?

Como deve ser executado o acabamento da superfície de apoio para os pés?

Os equipamentos permanentemente instalados para treino outdoor de livre acesso são adequados para a prática de exercícios, sem supervisão nem auxílio externo, para recreação ou melhora da condição física. Convém que os equipamentos sejam projetados para fomentar a atividade física mediante uma ampla gama de possibilidades. Entre estas atividades podem ser incluídos os exercícios cardiovasculares, de musculação, de tonificação, de equilíbrio, de coordenação e de flexibilidade. Durante a elaboração desta norma, foi difícil abordar os aspectos relativos à segurança seguindo unicamente os critérios de idade, porque a capacidade de gerenciar os riscos se baseia na capacidade da amplitude de cada usuário.

Além disso, é bem provável que outros grupos de idade distintos dos previstos farão uso destes equipamentos. Portanto, foi decidido recomendar o uso dos equipamentos para treinamento físico a jovens, adultos ou usuários que tenham estatura a partir de 1.400 mm, bem como especificar os requisitos de segurança com base nestes critérios. Isto é necessário para estabelecer uma diferenciação clara entre os equipamentos para playgrounds, conforme a NBR 16071.

Porém, foram levados em consideração os requisitos relevantes desta série, quando considerados úteis e possíveis. Os requisitos desta norma pressupõem que todos os usuários dos equipamentos para treinamento físico conheçam os limites de sua capacidade física e sejam capazes de utilizar os equipamentos sem auxílio externo. Desde que os equipamentos sejam utilizados de acordo com o seu uso previsto, ou seja, conforme as instruções incluídas em cada parte do equipamento individual, supõe-se que o movimento de uma ou de várias partes do corpo possa ser realizado sem limitações inadequadas.

Uma vez que existe uma interação humana com os equipamentos em movimento, existe um risco residual que se estima que seja necessário para o seu funcionamento. Entretanto, considera-se que a execução ligeiramente incorreta de um exercício pode não produzir consequências graves para a saúde do usuário. Pode-se aceitar que, em caso de uma utilização inadequada, possam ser produzidos hematomas, torções ou inclusive fraturas ósseas, provocadas, por exemplo, por quedas.

Em função das possibilidades disponíveis, é recomendado que o proprietário ofereça orientação periódica para os usuários, em intervalos regulares. Técnicos qualificados devem explicar a funcionalidade dos equipamentos e seus possíveis efeitos físicos e mentais. O projeto dos equipamentos para treinamento físico está sujeito a uma evolução constante. Portanto, é possível que o projeto de certos tipos específicos de equipamento possa não ser especificado nesta norma, ainda que os seus requisitos gerais se apliquem a todos os equipamentos.

Áreas de playgrounds ou similares possuem usuários com altura média inferior à altura mínima de segurança (1.400 mm), por isto estas áreas devem ser instaladas com uma distância mínima de 30 m, sem barreiras. Quando for menor que isso, são obrigatórias barreiras de segurança ou outras medidas estruturais que separem e impeçam o acesso de indivíduos com estatura menor que 1.400 mm à área dedicada aos equipamentos outdoor.

Os materiais devem ser selecionados e tratados de forma que a estabilidade dos equipamentos fabricados não seja afetada antes da inspeção seguinte de manutenção correspondente. As condições relativas a certos materiais desta norma não implicam que outros materiais equivalentes sejam inadequados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico. A seleção dos materiais e o seu uso devem ser conforme as normas brasileiras ou normas internacionais apropriadas.

Deve ser dada atenção especial aos revestimentos de superfície para evitar riscos de toxicidade. Na seleção de um material ou substância para equipamentos para treinamento físico, deve-se levar em consideração o descarte final do material ou substância com relação ao eventual risco de toxicidade ao meio ambiente.

 

Os componentes de madeira ou derivados de madeira devem ser projetados de modo que a água de chuva possa escoar livremente, evitando acúmulo. No caso de o equipamento estar em contato com a terra, um ou mais dos seguintes métodos deve (m) ser utilizado (s): utilização de madeiras com resistência natural suficiente a fungos e organismos xilófagos, de acordo com a classificação para madeiras com aplicação externa, como o ipê, itaúba, muiracatiara, garapeira e cumaru; e os métodos de construção; utilização de madeiras tratadas com preservantes de madeiras, excluindo os preservantes citados em 4.2.5.

Outros fatores que possam ser inapropriados para a fabricação de equipamentos para treinamento físico, como envenenamento ou lascas, etc., devem ser considerados. Lascas são decorrentes de rachaduras que atravessam a peça. Em alguns casos são passíveis de conserto e, dependendo do grau da rachadura, não comprometem a resistência da peça. Todos os componentes feitos com madeira e produto associados, de diferentes espécies descritas que possam afetar a estabilidade da estrutura e que estejam em contato permanente com a terra, devem ser tratados segundo o indicado em 4.2.2 c).

Ao selecionar as fixações metálicas, devem ser considerados o tipo de madeira e o tratamento químico utilizado, já que alguns destes podem acelerar a corrosão dos metais caso entrem em contato. O compensado deve ser resistente a intempéries. As peças de madeira não podem apresentar rachaduras com aberturas maiores que 8 mm, verificadas conforme métodos de ensaio de 5.2. As peças devem atender aos requisitos de toxicidade de 4.2.5 e aos requisitos de acabamento de 4.3.3.

A madeira utilizada deve ser oriunda de áreas de reflorestamento em conformidade com a legislação vigente ou oriunda de áreas de florestas nativas com projetos de manejo florestal aprovados por órgãos oficiais. As partes metálicas devem estar protegidas das condições atmosféricas e da corrosão catódica. As estruturas metálicas devem ser protegidas ou possuir tratamento superficial que resista a 1.500 h ou mais nos ensaios de névoa salina conforme a NBR 8094, em regiões a mais de 100 km do litoral.

Os aparelhos, em regiões com distância menor que 100 km do litoral, devem ter resistência superior a 2.500 h em névoa salina. Os metais que produzem carepas de revestimentos de óxido tóxico e que podem descascar ou partir devem estar protegidos por um revestimento não tóxico. Se, durante a manutenção, for difícil determinar a partir de qual ponto um material se tornará quebradiço, deve ser indicado um período de tempo pelo qual convém que a peça ou equipamento sejam substituídos (ver 9.4.3).

Todos os componentes estruturais sintéticos devem ser protegidos adequadamente para reduzir a influência da radiação ultravioleta e do oxigênio. Se a borracha for utilizada nos elementos estruturais, convém que seja levada em consideração a deterioração por ozônio, utilizando materiais de espessura considerável ou deixando as partes com borracha visíveis para inspeção.

Convém que seja levado em consideração o envelhecimento dos componentes estruturais devido à influência dos raios ultravioleta. Nos equipamentos para treinamento físico não podem ser usadas substâncias químicas em dosagens que causem efeitos adversos a saúde dos usuários. Tais materiais incluem, por exemplo, amianto, chumbo, formaldeído, resinas, carbolíneos e policloretos de bifenila (PCB), arseniato de cobre cromatado (CCA), pentaclorofenato de sódio e ftalatos de uso restrito (ver NBR 16040).

Não pode haver pregos salientes, extremidades de cabos salientes nem componentes pontiagudos ou com arestas vivas. Os equipamentos de madeira devem ser fabricados com madeira pouco suscetível à formação de lascas. O acabamento superficial dos equipamentos fabricados com outros materiais (por exemplo, fibra de vidro) não pode apresentar lascas.

As superfícies ásperas não podem apresentar risco de lesão. As juntas de solda devem ser lisas. As partes salientes das roscas de parafusos devem ficar cobertas de forma permanente em todas as partes acessíveis do equipamento (por exemplo, mediante o uso de porcas de cabeça redonda).

É permitido haver porcas e cabeças dos parafusos que se sobressaiam menos que 8 mm nas partes não acessíveis, desde que estejam livres de rebarbas e arestas. As quinas, bordas e partes salientes situadas dentro do espaço de exercício devem ter o formato arredondado, quando sobressaírem mais que 8 mm e não estiverem protegidas por superfícies adjacentes situadas a menos de 25 mm da extremidade da parte saliente. O raio mínimo de curvatura deve ser de 3 mm.

Somente é necessário que as extremidades com as quais o usuário possa ter um impacto durante a utilização do produto tenham formato arredondado. Nas instalações com equipamentos para treinamento físico, deve ser provido um símbolo informativo que contenha no mínimo as seguintes informações: uso do equipamento para jovens, adultos e idosos com estatura superior a 1.400 mm; leitura e acompanhamento das instruções relativas aos exercícios realizados no equipamento; garantia sobre a própria segurança médica antes do uso; evitação do esforço excessivo durante o uso do equipamento; número de telefone para emergências em geral.

Em cada equipamento para treinamento físico, ou adjacente a ele, as seguintes informações devem ser afixadas, de maneira durável e claramente visível: instruções sobre os exercícios com pictogramas correspondentes; principais funções do equipamento; informações sobre segurança, se necessário; peso máximo permissível do usuário, se necessário. O equipamento deve ser marcado de forma clara e durável com pelo menos as seguintes informações, visivelmente posicionadas: nome e endereço do fabricante ou do revendedor; marcação e ano de fabricação do equipamento; número e data desta norma.

Ao utilizar material de enchimento solto, os equipamentos para treinamento físico devem ser marcados, de forma clara e durável, com a marca de nivelamento. A segurança prevista deve ser mantida e assegurada mediante a inspeção e manutenção do equipamento para treinamento físico. O fabricante deve fornecer recomendações relativas à frequência das inspeções realizadas pelo operador ou por uma instituição ou pessoa contratada pelo operador. Especificamente, devem ser levados em consideração o projeto do equipamento para treinamento físico, os materiais e a idade do equipamento.

Para as inspeções, os seguintes níveis se aplicam: inspeção visual de rotina: inspeção destinada a identificar os riscos evidentes que possam ocorrer, por exemplo, do uso normal, atos de vandalismo ou condições meteorológicas; inspeção operacional: inspeção mais minuciosa que a inspeção visual de rotina, para verificar a operação e a estabilidade do equipamento para treinamento físico; convém que seja realizada em intervalos de um a três meses ou conforme indicado nas instruções do fabricante ou distribuidor; inspeção anual principal: inspeção destinada a constatar o estado geral do equipamento em relação à segurança operacional. Convém que uma atenção especial seja dada às peças e equipamentos vedados durante a vida útil, onde a estabilidade depende de um único poste.

Os filtros para observação direta do Sol

Os filtros solares sempre devem ser colocados sobre a abertura do instrumento para reduzir a quantidade de luz que entra.

As vistas mais interessantes e dramáticas do Sol podem ser vistas através de um instrumento óptico equipado com um filtro solar padrão. Essa combinação fornece a imagem mais nítida e detalhada, no entanto, apenas uma pessoa de cada vez pode vê-la.

Os filtros solares padrão são feitos de filme aluminizado ou vidro óptico coberto com uma fina camada metálica depositada por vaporização no vácuo. Os filtros de vidro geralmente são montados em anéis de alumínio que podem ser deslizados sobre a abertura do instrumento. Eles vêm em tamanhos diferentes para atender a uma variedade de telescópios e binóculos.

Esses filtros estão disponíveis em montagens semelhantes e também vêm em folhas grandes que podem ser cortadas para caber em qualquer instrumento. Ambos os tipos são vendidos em lojas especializadas em equipamentos astronômicos.

Os filtros solares sempre devem ser colocados sobre a abertura do instrumento para reduzir a quantidade de luz que entra. No caso de binóculos, as duas lentes devem obviamente estar cobertas. Verifique se os filtros estão bem presos com fita adesiva para evitar remoção acidental. Alguns telescópios vêm com pequenos filtros solares e eles são extremamente perigosos e nunca devem ser usados: podem quebrar sem aviso prévio devido ao intenso calor solar e devem ser descartados.

A NBR ISO 12312-2 de 08/2019 – Proteção dos olhos e do rosto — Óculos para proteção solar e óculos relacionados – Parte 2: Filtros para observação direta do Sol é aplicável a todos os produtos não focais (de potência plana) destinados à observação direta do Sol, como a visualização do eclipse solar. Informações sobre o uso de filtros para observação direta do Sol são fornecidas nos Anexo A e B. Não se aplica ao seguinte: óculos de sol e clipons afocais (de potência plana) para uso geral destinados à proteção contra a radiação solar; óculos para proteção contra radiação de fontes de luz artificial, como aquelas usadas em câmera de bronzeamento; protetores oculares especificamente destinados a esportes (por exemplo, óculos de esqui ou outros tipos); óculos de sol que foram prescritos para atenuar a radiação solar; lentes de óculos prescritas.

Acesse algumas perguntas relacionadas a essa norma GRATUITAMENTE no Target Genius Respostas Diretas:

Quais devem ser as dimensões dos filtros?

Como pode ser feita uma comparação das propriedades de transmitância (%) dos filtros solares e de soldagem?

Os eclipses solares são fenômenos astronômicos de rara beleza que chamam a atenção de pessoas de todas as idades. Por isso, é importante conscientizar a respeito dos riscos associados com a exposição direta dos olhos à radiação solar e apresentar métodos para sua observação segura. A observação incauta do Sol pode provocar danos visuais severos, inclusive deficiência visual total.

Considerando que a incidência de tais danos aumenta durante a ocorrência de eclipses solares, diferentes métodos de observação foram investigados em termos de riscos, vantagens e desvantagens. Concluiu-se que os métodos de projeção são os mais adequados para a observação segura do Sol. Três aparatos de projeção de baixo custo e fácil montagem são apresentados. Eles permitem a observação segura de eclipses solares, contribuindo, dessa forma, para despertar o interesse de estudantes de nível básico para ciências espaciais e para a educação científico-tecnológica de uma forma geral.

A observação do sol, mesmo com o auxílio de aparelhos óticos, causa graves riscos para a visão humana se os procedimentos de segurança corretos não forem corretos. Uma má utilização dos filtros solares ou de aparelhos de observação, assim como a observação direta, podem causar cegueira instantânea ou gradual sem regressão.

A utilização de filtros solares para proteção dos olhos (filtros oculares) ou de equipamentos adequados para observação dos eclipses solares, é absolutamente imperiosa. Estes filtros especializados reduzem drasticamente toda a radiação solar: ultravioleta, visível e infravermelha. Só através deles se poderá observar um disco solar luminoso bem definido, porém, não deve fazer uma observação continuada do sol mesmo usando os filtros solares.

As características físicas destes filtros traduzem-se por uma transmitância inferior a 0,003% na banda visível e inferior a 0,5% no IV próximo. Se usar óculos deve-se colocar os filtros solares oculares antes deles e não se deve forçar a vista. Não tendo os meios adequados é preferível desistir da observação direta e recorrer à observação por projeção, que aumenta a imagem e proporciona uma visão segura e confortável.

Os requisitos de transmitância dos filtros de observação direta do Sol são dados na tabela abaixo. Os valores de transmitância devem ser medidos ou calculados no eixo central do filtro com incidência normal, como descrito na NBR ISO 12311:2018, 7.1.1, 7.1.2, 7.3.2, 7.3.3, e 7.5.

As incertezas de medição de transmitância não podem ser maiores que 25% do valor medido. As medidas de transmitância espectral dos filtros com uma alta densidade óptica podem ser melhores quando usados no espectrofotômetro de dois feixes e atenuadores de feixe de comparação. Convém que o atenuador de feixe de comparação seja uma barreira física, como uma malha perfurada, equivalente a um nível uniforme conhecido de absorção em toda a banda de medição de onda.

Para a uniformidade da transmitância luminosa, a diferença relativa da transmitância luminosa entre quaisquer dois pontos do filtro não pode ser maior que 10% (relativo ao maior valor). Este requisito deve ser aplicado em um círculo de 40 mm de diâmetro ao redor do centro boxed ou da borda do filtro menos a zona marginal de 5 mm de largura, qual das duas for maior.

Exceto na área marginal de 5 mm de largura, o filtro não pode ter defeitos que possam prejudicar a visão em uso, como por exemplo, bolhas, arranhões, inclusões, manchas, corrosões, riscos, escamações e ondulações. Os materiais metálicos dos revestimentos dos filtros não podem apresentar mais que um defeito em cratera superior a 200 μm de diâmetro médio em qualquer zona circular de 5 mm de diâmetro.

Para o método de ensaio, um filtro deve ser iluminado em um dos lados por uma fonte luminosa branca e intensa (por exemplo, a luz de um projetor ou uma mesa de luz) e o lado oposto visto através de uma lente de baixo poder de ampliação. Os filtros com revestimento de metal em que mostram pequenos defeitos em crateras visíveis devem ser examinados à luz de um microscópio de 25x a 40x de ampliação.

O filtro e a montagem devem estar livres de aspereza, bordas afiadas, projeções ou outros defeitos que possam causar desconforto ou lesões durante o uso. Nenhuma parte do filtro ou da montagem que esteja em contato com o usuário deve ser fabricado de materiais conhecidos por causar qualquer irritação na pele.

Para a rotulagem, o filtro e\ou sua embalagem devem apresentar as seguintes informações no idioma do país em que o produto está sendo vendido: nome e endereço do fabricante do produto; instruções para uso em olhar para o Sol ou um eclipse solar; avisos de que a visão do Sol sem um filtro apropriado pode resultar em lesões oculares permanentes. Exemplo: A visão direta do Sol é perigosa se as devidas precauções não forem tomadas. A proteção adequada dos olhos especificamente projetada para visão do Sol é essencial e deve ser usada de forma que nenhuma radiação direta do Sol possa alcançar o olho além daquela que passa pelo filtro.

Deve conter avisos de que convém que os filtros danificados ou separados das suas montagens sejam descartados; a recomendação sobre armazenagem, limpeza e manutenção, se apropriado; e o prazo de obsolescência ou período de obsolescência, se apropriado. Convém que os protetores oculares para observação direta do Sol sejam usados de forma que nenhuma radiação direta do Sol possa alcançar o olho além daquela que passa pelo filtro.

Durante um eclipse solar, protetores oculares devem ser usados sempre que uma parte do disco do Sol não é coberto pela Lua (ou seja, durante o eclipse parcial). O único momento que é seguro olhar para o Sol sem um protetor ocular é quando a Lua cobre completamente o Sol, em um eclipse total. Cálculos detalhados e análise dos riscos da retina a partir da visão direta do Sol demonstram que normalmente uma lesão térmica da retina não é possível a menos que a pupila esteja bem dilatada ou que o disco solar seja visto através de um telescópio.

O aumento da temperatura na imagem da retina irradiada é insuficiente para produzir uma queimadura na retina a olho nu; mesmo com uma pupila de 3 mm de diâmetro (o que seria muito grande para a luz diurna) normalmente é menor que 4 °C. Um eclipse solar é provavelmente o evento astronômico mais espetacular que muitas pessoas irão presenciar em suas vidas. Há um grande interesse em assistir um eclipse e milhares de astrônomos (tanto amadores quanto profissionais) e outros entusiastas sobre o eclipse viajam ao redor do globo para observar e fotografar.

Um eclipse solar oferece aos estudantes uma oportunidade única de ver um fenômeno natural que ilustra os princípios básicos da matemática e ciência ensinado na escola fundamental e média. De fato, muitos cientistas (incluindo astrônomos) têm sido inspirados a estudar ciência como resultado de terem visto um eclipse total do Sol. Professores podem usar os eclipses para mostrar como as leis do movimento e da matemática das órbitas podem prever a ocorrência dos eclipses. O uso de câmeras estenopeicas e telescópios ou binóculos para observar um eclipse leva a um entendimento de ótica destes equipamentos.

O aumento e diminuição do nível de luz do ambiente durante um eclipse ilustra os princípios de radiometria e fotometria enquanto nas aulas de biologia podemos observar o comportamento associado a plantas e animais. Também é uma oportunidade para crianças em idade escolar contribuírem ativamente para pesquisas científicas – observações do tempo de contato em diferentes locais ao longo do caminho do eclipse são uteis para refinar o nosso conhecimento do movimento orbital entre Lua e Terra, enquanto esboços e fotos da corona solar podem ser usadas para montar uma foto tridimensional da atmosfera estendida do Sol.

Observar o Sol, todavia, pode ser perigoso se as devidas precauções não forem tomadas. A radiação solar que chega na superfície terrestre vai de radiação ultravioleta (UV) com comprimento de onda mais longos que 290 nm até ondas de rádio com comprimento em metros. O tecido dos olhos transmite uma considerável parte da radiação entre 380 nm até 400 nm até a retina fotossensível na parte posterior dos olhos.

Enquanto é conhecido que a exposição ambiental à radiação UV contribui para o processo de envelhecimento precoce das camadas externas do olho e para o desenvolvimento de cataratas, a preocupação primária sobre ver impropriamente o Sol durante o eclipse é o desenvolvimento de cegueira de eclipse ou queimadura das retinas. A exposição da retina à intensa luz visível causa danos para as células fotossensíveis, cones e bastonetes. A luz desencadeia uma serie de reações químicas complexas dentro das células que danificam a sua habilidade de responder aos estímulos visuais, em casos extremos, podendo destruí-las.

O resultado é uma perda da função visual que pode ser temporária ou permanente, dependendo da severidade do dano. Quando uma pessoa olha por muito tempo para o Sol sem a proteção visual adequada, este dano fotoquímico retinal pode ser acompanhado de ferimentos térmicos devido à absorção de luz pelo epitélio pigmentar da retina. O efeito do calor residual local pode destruir fotorreceptores, criando uma pequena área de cegueira.

Os perigos para visão são significativos devido a danos fóticos na retina ocorrerem sem o sentimento de dor (a retina não tem receptores de dor) e os efeitos visuais não são aparentes por até algumas horas depois do dano ter ocorrido. Ver o Sol através de binóculos, telescópio ou qualquer outro equipamento ótico sem o filtro adequado pode resultar em dano térmico imediato para a retina por causa do alto nível de irradiância da imagem ampliada.

O único momento em que o Sol pode ser visto seguramente a olho nu é quando a Lua tampa completamente o disco solar durante um eclipse total. Nunca é seguro olhar para um eclipse parcial ou anelar ou então uma fase parcial do eclipse total sem o equipamento e técnica apropriado. Mesmo quando 99% da superfície solar (fotosfera) esta obscura durante uma fase parcial do eclipse.

Suicídio e sua prevenção

Karina Okajima Fukumitsu

O suicídio é uma morte escancarada (Kovács, 2003) e interdita (Ariès, 1977), cujas características principais são ser repentina e traumática, por provocar prejuízos devastadores na vida de quem foi impactado pela autoaniquilação de um ente querido.

Morte que causa sobressalto, assombro e torpor, o suicídio provoca a sensação de caos no sobrevivente – pessoa que sofre pelo impacto da morte autoinfligida -, o qual inicia uma jornada que o retira do conhecido, provocando a sensação de que está em uma montanha-russa, cujo controle está fora de seu alcance.

Concomitantemente, o outro que se mata, o morto, se torna alvo de julgamentos, de condenações e de diversas elucubrações a respeito dos motivos que o conduziram para sua morte. Porém, devemos ressaltar que nunca saberemos a verdade a respeito das motivações que fazem uma pessoa se matar, pois, ao morrer, ela leva a verdade consigo.

A questão norteadora da presente reflexão é: “O que significa trabalhar com a prevenção ao suicídio?”. Conforme o Dicionário Mini Houaiss (2010), prevenir significa “1. Tomar medidas para impedir (mal ou dano); evitar; 2. Informar antes, pondo de sobreaviso; precaver; 3. Agir com cautela; precaver-se” (p. 626, grifo meu). Nesse sentido, destaco que a segunda definição revela maior proximidade com meu ponto de vista em relação à prevenção do suicídio.

E, como apontado em estudo anterior, “(…) há possibilidades para prevenir. No entanto, prevenção não significa previsão” (Fukumitsu, 2013, p. 58). Dessa maneira, prevenir não significa prever, tampouco evitar, mas sim, dentre inúmeras possibilidades, favorecer acolhimento ao sofrimento existencial por meio da informação e da precaução. “Pôr de sobreaviso” implica um trabalho psicoeducativo, uma das possibilidades preventivas a fim de instrumentalizar profissionais da saúde e familiares a encontrarem maneiras de cuidar da dor que atormenta o coração daquele que percebe a morte como algo mais interessante que a vida.

A vida é, portanto, o argumento principal para o suicídio. Em consonância ao fato de se acreditar que “se tem vida, tem jeito” (Fukumitsu, 2016), o trabalho preventivo agrega a apresentação dos sinais de alerta e fatores predisponentes e precipitantes (Bertolote, 2012) e, principalmente, ações que propiciem as informações adequadas pertinentes ao manejo do comportamento suicida.

Certo dia, ao ministrar o curso Suicídio: Prevenção e Manejo do Comportamento Suicida, uma das participantes comentou que sua amiga, também profissional de saúde, perguntou se eu já perdera algum cliente por suicídio. Ao que ela respondeu que não. Sua amiga retrucou: “Então, ela (referindo-se a mim) não sabe o que está falando”. A partir do comentário dessa participante do curso, iniciei um processo de reflexão a respeito do que tenho realizado de diferente para que, embora atenda várias pessoas que pensam no suicídio e as acompanhe em suas tentativas de se matar, ainda não tenha vivenciado o processo de luto pelo suicídio de um cliente, em virtude de a morte não ter sido consumada.

Tenho estudado esse fenômeno e, conforme exposto na apresentação deste estudo, tive várias experiências que confirmaram minha orientação profissional e, por isso, tornei-me suicidologista. Sendo assim, minha participação ativa nos programas de prevenção é motivadora para que algo seja feito, pois, caso contrário, aquilo que é mais importante – a existência humana – será extinto, ou seja, a vítima será o próprio algoz. Sofreremos, então, pela colheita obrigatória das nossas más escolhas, por não ver, acolher e cuidar desse grande problema de saúde pública (Fukumitsu, 2013, p. 56).

Privilegiada ou não por ter todos os clientes que tentaram suicídio vivos, penso que a diferença em meu trabalho com a prevenção ao suicídio tem relação direta com a maneira como percebo o fenômeno, “[…] a confirmação concreta da descontinuidade do sentido de vida” (Fukumitsu, 2013, p. 19).

Dessa maneira, se todo manejo depende diretamente da forma como o suicídio é percebido, o manejo do comportamento suicida que adoto vai ao encontro de ofertar disponibilidade, respeito, afeto e, principalmente, acolhimento ao sofrimento existencial singular, vinculando a dor à história e aos momentos prévios de superação e de transcendência.

Sendo assim, a prevenção do suicídio representa uma maneira de resgatar as potencialidades existenciais, bem como de identificar as possibilidades que a pessoa pode exercitar no enfrentamento das adversidades que a vida lhe impõe.

Sendo um dos inúmeros problemas de saúde pública no Brasil e no mundo, o suicídio deve ser um assunto cada vez mais discutido nas pautas sobre políticas públicas. Mais do que falar sobre o suicídio, devemos adotar ações que promovam a valorização da existência, facilitando, assim, a descoberta de formas de gerenciamento das crises e aprimoramento da tolerância, para que a pessoa encontre acalanto para sua dor e esperança para a apropriação de sua responsabilidade existencial.

Referências

Ariès, P. (1977). O homem diante da morte. Rio de Janeiro: Francisco Alves.

Bertolote, J.M. (2012). Suicídio e sua prevenção. São Paulo: Unesp.

Fukumitsu, K.O. (2013). Suicídio e Luto: histórias de filhos sobreviventes. São Paulo: Digital Publish & Print Editora, 2013b.

Kovács, M.J. (2003). Educação para a morte: temas e reflexões. São Paulo: Casa do Psicólogo.

Karina Okajima Fukumitsu é psicoterapeuta e pós-doutoranda pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano do Instituto de Psicologia da USP.

Conciliar maternidade com carreira requer esforço, mas compensa

Apesar da rotina se tornar muito mais cansativa, é importante que a mulher não deixe de lado suas aspirações pessoais, ao mesmo tempo em que cuida do lar.

Com o passar do tempo, a mulher começou a exercer funções que, antes, eram considerados masculinos- como CEOs de empresas ou, até mesmo, como presidente do país, como foi o caso de Dilma, a primeira mulher a presidir o Brasil. Além disso, diversas foram as conquistas sociais e a quebra de certos preconceitos. A mulher sempre pode tudo e agora que a sociedade está compreendendo essa situação.

Entretanto, as mulheres que desejam ser mães enfrentam uma dupla jornada: a de cuidar dos filhos e do lar, e, também, participar da renda familiar. Conquistas como estas, muitas vezes, são acompanhadas por um sentimento de culpa por deixar os filhos, ainda bebês, aos cuidados de outras pessoas, para que elas possam trabalhar fora de casa. “O maior desafio é saber lidar com a culpa, mas é preciso reconhecer que abrir mão do trabalho pode significar prejuízo financeiro e insatisfação pessoal. Assim como ser mãe, trabalhar e ganhar o próprio dinheiro faz parte dos sonhos da maioria das mulheres”, explica Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, e mãe de cinco filhos.

Madalena diz que, com o Dia das Mães chegando, é preciso que as mulheres se lembrem de que, além de boas profissionais, elas precisam ser presentes em casa, também. “Claro, chegar cansada depois de um longo dia de trabalho é muito compreensivo, mas participar da vida de seus filhos também é essencial. Acompanhar os estudos deles, convida-los para jogar alguma coisa ou fazer algum passeio durante o fim de semana são ótimas maneiras de tomar parte da vida de seus filhos, sem sufoca-los e deixá-los muito soltos, ao mesmo tempo”, conta a profissional.

A gestora conclui, dizendo que é preciso que as mulheres se lembrem de separar um tempo, alheio da vida profissional e maternal, para elas mesmas. “Apesar de parecer uma missão impossível, é necessário lembrar-se, sempre, de guardar um tempo para fazer alguma atividade que lhe dê satisfação, sem que ela seja feita para os outros, mas em benefício próprio. Com a correria do dia a dia, faz bem cuidar de si mesma, também”.

Cursos pela internet

Conheça um programa especial de cursos pela internet, com as últimas tendências do mercado. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Acesse o link https://www.target.com.br/produtos/cursos-tecnicos/disponiveis-pela-internet

Teste: você sofre de transtorno bipolar?

Ernesto Berg

Considerado uma das principais causas que provocam mudança de humor, o transtorno bipolar é resultado de determinadas anomalias que ocorrem na química do cérebro. Isto pode determinar grandes alterações no temperamento da pessoa afetada – em todas as áreas de sua vida -, inclusive na atuação profissional, na produtividade e no relacionamento de equipe. Cerca de 1% da população mundial sofre dessa disfunção que começa habitualmente na adolescência – ou no início da idade adulta -, e atinge indistintamente pessoas do sexo masculino e feminino.

Esse teste permite verificar a existência ou não de um possível transtorno bipolar, e seu grau de alcance, em caso afirmativo. Não pretende ser um diagnóstico minucioso, nem definitivo, mas serve de alerta sobre a existência de uma provável disfunção. Responda às 18 afirmações levando em conta seu estado atual, isto é, como você se sente e de fato se conduz em relação à questão.

Atribua notas conforme os critérios abaixo:

Nunca = 0

Algumas vezes = 1

Várias vezes = 2

Muitas vezes = 3

Sempre ou quase sempre = 4

  1. Passo por períodos de grande otimismo, alternados por períodos de grande pessimismo. ______
  2. Tenho tido grandes oscilações na quantidade e qualidade do meu trabalho. ______
  3. Às vezes tenho uma sensação de culpa, mesmo que eu nada tenha feito de errado. ______
  4. Tenho dificuldade em me concentrar nas coisas. ______
  5. Tenho períodos em que rio e brinco excessivamente, e outros, em que choro demasiadamente. ______
  6. Existem momentos em que entro num estado de aceleração mental e fico muito irritado. ______
  7. Há períodos em que fico muito agitado. ______
  8. Há momentos em que tenho grande dificuldade de adormecer, e outros, em que durmo excessivamente. _____
  9. Há momentos em que sou produtivo muito acima do meu normal. ______
  10. Tenho períodos em que me sinto muito feliz e criativo. ______
  11. Minha confiança oscila entre a extrema autoconfiança, e extrema dúvida sobre mim mesmo. ______
  12. Há momentos que tenho a impressão que sou capaz de assumir qualquer risco, sem nenhum receio. ______
  13. Tem momentos em que sou bem mais conversador do que costumo ser. _____
  14. Há ocasiões em que tenho muito interesse em estar em meio às pessoas, e outras em que quero ficar sozinho, com meus próprios pensamentos. ______
  15. Algumas vezes me sinto transbordante de energia, e outras, sem qualquer energia. ______
  16. Passo por períodos de embotamento mental, e períodos de grande criatividade mental. ______
  17. Às vezes fico furioso, ou muito hostil, sem aparente razão. ______
  18. Às vezes tenho a sensação de ter a capacidade de controlar tudo o que acontece ao meu redor e em minha vida. ______

TOTAL DE PONTOS_______

SUA AVALIAÇÃO

De 0 a 11 pontos. Esta contagem indica que você não tem qualquer tipo de transtorno bipolar. Você experimenta os altos e baixos normais da vida.

De 12 a 25 pontos. A contagem mostra alguns tipos leves de sintomas depressivos muito comuns na população em geral, e nenhum, – ou poucos – indícios de transtorno bipolar.

De 26 a 42 pontos. O escore revela algum tipo de transtorno bipolar ou de sintomas depressivos, que ocorre em boa parte da população, possivelmente beirando já alguma forma de síndrome depressiva.

De 43 a 63 pontos. Este resultado mostra sintomas de transtorno bipolar que variam de moderados a agudos. É aconselhável que pessoas que têm esse escore procurem auxílio profissional para tratamento dos sintomas.

De 64 a 72 pontos. A pontuação indica severos sintomas associados ao transtorno bipolar. É fortemente aconselhado buscar ajuda profissional especializada para o devido tratamento.

Ernesto Berg é consultor de empresas, professor, palestrante, articulista, autor de 18 livros, especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo, criatividade na tomada de decisão, administração de conflitos – berg@quebrandobarreiras.com.br