Um panorama da educação a distância (EAD) no país

Um estudo desenvolvido pelos pesquisadores Luis Claudio Kubota, Vera Lucia Demoliner e Calebe de Oliveira Figueiredo, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelou um panorama bastante interessante da EAD, principalmente na modalidade online. A internet, cada vez mais essencial para a vida contemporânea, opera como mix de recursos das diversas mídias de texto, imagem, áudio e vídeo. Ao utilizar a rede mundial de computadores, a EAD nunca esteve tão sintonizada às necessidades das pessoas, dos setores produtivos e governamentais. Território continental, economia robusta, população numerosa e ainda carente de educação formal, o Brasil desenha um futuro que conta com uma EAD eficiente.

Mas, infelizmente, tal EAD não está acessível a todos, pois é preciso uma infraestrutura adequada e eficiente para que todos possam acessar os recursos disponibilizados na rede. A pesquisa TIC Domicílios está em sua quinta edição. Ela é conduzida de acordo com os padrões metodológicos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e do Statistical Office of the European Union (Eurostat), o que torna seus resultados internacionalmente comparáveis (CGI, 2010). O desenho amostral e a coleta de dados são conduzidos pela Ipsos Public Affairs, de modo a apresentar uma margem de erro máxima de 0,7%, em escala nacional, e 2%, em escala regional, e um nível de confiança de 95% (CGI, 2010).

Os indicadores internacionais definem os usuários de internet a partir de um horizonte temporal de 12 meses. Entretanto, considerando possíveis desvios, foram definidos como usuários aqueles que acessaram a rede ao menos uma vez ao longo dos últimos três meses (CGI, 2010). De modo a produzir um retrato representativo do uso das TICs no Brasil, o plano amostral da pesquisa TIC Domicílios 2009 usa informação do censo e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), ambos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A amostra leva em consideração diferenças regionais e socioeconômicas entre indivíduos e domicílios, propiciando comparações internacionais.

A amostra da TIC Domicílios 2009 é sistemática, estratificada por conglomerados e cotas no último estágio. Uma descrição detalhada do processo amostral pode ser encontrada em CGI (2010). Uma amostra adicional de 1.500 entrevistas foi conduzida, de modo a assegurar uma acurada leitura de indicadores do uso de internet, visto que a população originalmente entrevistada ainda é pequena para assegurar os resultados desejados. De um total de 19.998 entrevistas face a face da amostra principal, 8.247 envolveram usuários de internet. A este grupo de entrevistas foram adicionadas as 1.500 entrevistas da amostra adicional (CGI, 2010).

A pesquisa TIC Empresas também está em sua quinta edição. Ela segue padrões metodológicos propostos pela United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD), descritos no Manual for the Production of Statistics on the Information Economy, elaborado em parceria com a OCDE, Eurostat e pelo Partnership on Measuring ICT for Development – uma coalizão de diversas organizações internacionais visando à harmonização de indicadores-chave em pesquisas TIC (CGI, 2010).Os setores contemplados pela pesquisa são: indústria de transformação; construção; comércio de reparação de veículos automotores; alimentação; transporte, armazenagem ou correio; atividades imobiliárias; informação e comunicação; atividades administrativas; atividades profissionais, científicas e técnicas; outras atividades de serviços. A escolha das seções da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) seguiu as recomendações do Manual for the Production of Statistics on the Information Economy (CGI, 2010).

A fim de se obterem resultados mais acurados, em todas as empresas pesquisadas buscou-se sempre entrevistar o responsável pela área de informática, tecnologia da informação, gerenciamento da rede de computadores ou área equivalente (CGI, 2010). A Relação Anual de Informações Sociais 2007 do Ministério do Trabalho e Emprego (Rais/MTE) foi utilizada como cadastro base para a seleção das empresas a serem entrevistadas. A amostra – estratificada – foi desenhada pelo Ibope Inteligência, responsável também pela coleta de dados e cálculo dos resultados.

As entrevistas foram realizadas por telefone, junto a 3.737 empresas com dez ou mais funcionários. O desenho da amostra foi desproporcional pelas seguintes variáveis: segmento da atividade, regiões do país e porte de funcionários (CGI, 2010). Segundo informações da TIC Domicílios, em 2009 havia 63 milhões de internautas no país. A tabela abaixo apresenta a porcentagem de usuários de cursos on-line, segmentados por variáveis demográficas.

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Os resultados descritivos, em sua maioria, são intuitivos. O uso de cursos on-line é mais intenso entre as classes econômicas mais favorecidas, nas áreas urbanas, e no público entre 16 e 44 anos, com maior escolaridade. As diferenças por gênero, status de emprego, e de uso por região requerem análise mais aprofundada, que será apresentada na seção seguinte. A tabela abaixo mostra o perfil das empresas que utilizam cursos pela internet.

A amostra representa uma população de cerca de 340 mil empresas. As estatísticas descritivas indicam maior adoção de treinamento on-line por parte das empresas de maior porte, e menor adoção nos setores de alojamento e alimentação e outros serviços. Mais da metade das firmas com 250 ou mais pessoas ocupadas fazem uso de treinamento on-line. No que diz respeito ao aspecto regional, aparentemente não há diferenças marcantes.

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NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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Educação no Brasil: um dos entraves para aumentar a qualificação de sua mão de obra

LIVROS SOBRE EDUCAÇÃO ESTRATÉGICA E CORPORATIVA NAS ORGAIZAÇÕES

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Um relatório da United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization (Unesco) identificou os seguintes desafios educacionais para o país construir suas estratégias para alcançar seu objetivo de desenvolvimento: distância observada entre os preceitos e as metas definidos na legislação educacional nacional e nos compromissos internacionais e a realidade nacional mostrada pelos indicadores educacionais; a participação limitada da sociedade civil em defesa do direito à educação; desigualdades nas condições de acesso à educação e nos resultados educacionais das crianças, jovens e adultos brasileiros, penalizando especialmente alguns estratos étnico-raciais, a população mais pobre e do campo e os jovens e adultos que não concluíram a educação compulsória na idade adequada; e a insuficiência na qualidade educacional, incluindo gestão dos sistemas e das escolas, currículos e propostas pedagógicas, valorização, formação e condições de trabalho dos profissionais da educação.

A educação, tendo como uma de suas formas de atuação mais importantes para a escolarização, é um fator capaz de desenvolver nos indivíduos suas potencialidades ao permitir o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, como previsto na Constituição de 1988. Quando disseminada de forma universal e com boa qualidade, é um dos mais importantes mecanismos para a promoção de oportunidades entre membros de um país. É também um fator fundamental para o progresso de uma coletividade e fator preponderante no desenvolvimento econômico e social.

É ainda mais importante em situações de alta desigualdade, quando ganham maior relevo as responsabilidades do poder público. No Brasil, assim como nos países mais desenvolvidos, a educação é parte integrante das políticas sociais e parte do núcleo do sistema de promoção social por sua capacidade de ampliar as oportunidades e resultados para os indivíduos e famílias, além de ser elemento estratégico para o desenvolvimento econômico. Por isso, absorve grande quantidade de recursos públicos.

Mais recentemente, ocorreram no país alguns avanços importantes na ampliação do acesso a todos os níveis e modalidades educacionais, chegando à universalização do acesso ao ensino fundamental. A baixa escolaridade média da população e a desigualdade reinante ainda são, no entanto, graves problemas, o que mantém na pauta das discussões políticas e econômicas a necessidade de universalização da educação básica e de melhoria da qualidade da educação, bem como a eliminação do analfabetismo, com inevitáveis impactos de longo prazo para a área.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que os dados e informações apresentados sobre o acúmulo de escolarização mostraram uma ampliação do número médio de anos de estudo da população de 15 anos ou mais. Persistem, no entanto, os fortes diferenciais regionais, que também são expressivos quando se observa esse indicador levando em consideração os quesitos renda, localização e raça/cor. O hiato educacional mostrou-se muito elevado, o que, em grande medida, expõe as dificuldades dos alunos para concluir, no período adequado, seu período de estudo, o que remete aos problemas da repetência e evasão escolar.

No que diz respeito ao analfabetismo, mostrou-se que ele é bem mais acentuado na população negra, nas regiões menos desenvolvidas e as nas zonas rurais. Está fortemente concentrado na população de baixa renda e o percentual e a quantidade de analfabetos se ampliou conforme aumenta a faixa etária da população. Além disso, constatou-se que a taxa de analfabetismo dentro de uma mesma geração é pouco sensível a mudanças com o passar dos anos. A queda do analfabetismo está ocorrendo pela escolarização da população mais nova e pela própria dinâmica populacional.

A taxa de escolarização bruta teve incremento para a faixas etária de zero a 17 anos. Já nas faixas etárias de 18 a 24 anos e de 25 a 29 anos, começaram a ocorrer decréscimos a partir de 2007. As taxas de frequência líquida, no entanto, foram crescentes em todos os níveis de ensino. A análise na perspectiva dos níveis de ensino mostrou que, na educação infantil, a equidade permanece um alvo ainda distante quando se trata do direito das crianças pequenas à educação. No ensino fundamental, o maior desafio é a melhoria da qualidade do ensino, que vale para os demais níveis e modalidades da educação básica. Além disso, salientou-se que o outro grande desafio é a regularização do fluxo escolar, ou seja, é preciso atingir a universalização na conclusão do ensino fundamental e não apenas no seu acesso.

Os dados mostraram que o país ainda não universalizou o ensino médio. Além disso, a capacidade instalada atual para oferta de ensino médio pode ser insuficiente para incorporar, imediatamente, o contingente de jovens de 15 e 17 anos que deveriam freqüentar esse nível de ensino, se houver a correção de fluxo do ensino fundamental. É necessário que haja, portanto, melhorias e expansão de capacidade física instalada para garantir acesso e permanência. Na educação superior, os desafios são ainda maiores, principalmente devido à baixa frequência e às disparidades e desigualdades existentes.

Os desafios para as políticas de alfabetização são o de repensar os atuais programas de alfabetização de adultos para torná-los mais efetivos e, em seguida, realizar a ampliação de sua cobertura. Outro desafio é acelerar o acúmulo de escolarização da população, o que implica ampliação do acesso e da permanência da população nas escolas em todos os níveis e modalidades. Na educação infantil e no ensino médio, os dados mostraram que o país está longe da universalização. Por último, um dos maiores desafios é a melhoria da qualidade do ensino para todos os níveis e modalidades da educação brasileira, prestando atenção redobrada às novas necessidades de conhecimentos e habilidades requeridas no atual processo de desenvolvimento econômico e social.

Enfim, o que se percebe são as grandes transformações do mercado de trabalho que estão associadas e/ou determinam mudanças no perfil da mão de obra, o que, consequentemente, interfere na educação e na formação profissional e suas relações com o desenvolvimento do país. A educação profissional deve possibilitar que uma pessoa empregada consiga manter-se no trabalho e caso desempregada tenha condições de pleitear um novo emprego. A qualificação profissional aumenta as chances do trabalhador, pois o torna mais competente e amplia as oportunidades de geração de renda. Contudo, sem qualidade na sua educação em todos os níveis o país  poderá ficar de fora do processo de desenvolvimento econômico e social mundial, pois nesses casos é imprescindível que haja mão de obra qualificada. Com a revolução técnica e científica não há desenvolvimento sem que uma ampla e eficiente rede de educação seja formada. E esse não é o caso do Brasil.

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O ensino ou o treinamento a distância nas organizações

Será que uma empresa poderá no futuro montar uma agenda de treinamento a distância em sua própria sede? Acredito que sim. Na educação ou treinamento a distância há atualmente inúmeras possibilidades de combinar soluções pedagógicas adaptadas a cada tipo de aluno, às peculiaridades da organização e às necessidades de cada momento. Existem possibilidades centradas nas tecnologias on-line no modo texto, hipertextual e no multimídia. As aulas podem ser ao vivo a distância por tele ou videoconferência, com interação via internet. Os cursos podem ter apoio no texto impresso ou com alguma interação via internet. Os treinamentos podem ser em pacotes prontos, complementados com atividades colaborativas, ou podem ser feitos por uma proposta onde o próprio grupo escolhe o que vai aprender.

Dessa forma, o treinamento ou a educação a distância vem se tornando um recurso importante, pois poderá atender a grandes contingentes de alunos de forma mais efetiva que outras modalidades e sem riscos de reduzir a qualidade dos serviços oferecidos em decorrência da ampliação da clientela atendida. Assim, a convergência de mídias como a televisão, internet multimídia, celulares de terceira geração, acesso wireless (sem fio), etc. poderá ajudar na disseminação desse tipo de curso. A internet ainda predomina no modo texto e os programas de comunicação são bastante incompletos do ponto de vista de gestão e de recursos audiovisuais. Quanto à televisão interativa ainda não há um modelo implementado, os celulares de terceira geração ainda são caros e não têm ainda softwares que facilitem o desenvolvimento de soluções adaptadas para a educação online.

Para a educação corporativa, as empresas necessitam organizar os processos de ensino ou aprendizagem adaptados a cada tipo de curso, a cada tipo de aluno. Muitos alunos têm dificuldade de trabalhar sozinhos só com o computador, sem interação. Quanto mais adulto e avançado no nível de aprendizagem, mais o aluno está pronto ou para a aprendizagem individualizada ou para a colaborativa. Existem pessoas que gostam de seguir seu próprio caminho, de sentirem-se livres para escolher o que lhes parece melhor. Outros alunos são extremamente dependentes, precisam de monitoramento constante, de sentir um orientador por perto. Outros aprendem melhor juntos, física e virtualmente.

A videoconferência tem se mostrado uma boa alternativa para empresas com presença em mais de uma cidade. Com ela, executivos entram em reunião via internet e tomam decisões sem as despesas e o risco de uma viagem com ganho de tempo e de produtividade. Já a Web TV vem sendo usada por grandes empresas, com vários canais de televisão transmitidos para o micro do usuário, que acessa com login e senha.

O grande problema dos cursos corporativos é a crença de que um bom conteúdo ou um profissional de renome resolvem. Um bom conteúdo ajuda, um nome é um chamariz, mas estudar sozinho requer muito mais do que isso. Há cursos que são vídeos sonolentos, palestras ilustradas com PowerPoint. Há outros que são produzidos nos Estados Unidos ou em outros países. São traduzidos, mas não adaptados. Para muitos profissionais, se os cursos são longos, se tornam insuportáveis e desistem com freqüência.

Muitas empresas pensam no treinamento a distância como uma forma de cortar custos, mas o de qualidade é caro, como qualquer processo de ensino sério. Os bons profissionais são escassos, principalmente nas questões pedagógicas, em como ajudar os alunos a aprender. Muitos educadores não têm a prática e a flexibilidade para trabalhar com novas metodologias, com muitos alunos simultaneamente, com tecnologias integradas e os investimentos iniciais são grandes. Mas, no futuro será encontrar um grupo só estude dentro de uma sala de aula.

É fundamental para a empresa manter a motivação no presencial e muito mais no virtual, incluindo os alunos em processos participativos. Os cursos que se limitam à transmissão de informação, de conteúdo correm o risco da desmotivação a longo prazo e, principalmente, de que a aprendizagem seja só teórica, insuficiente para dar conta da relação teoria/prática. Na sala de aula, se o aluno se mantiver atento, pode-se obter o feedback dos problemas que acontecem e procurar dialogar ou encontrar novas estratégias pedagógicas. No virtual, o aluno está mais distante, só acessível por e-mail ou por um telefonema eventual.

Enfim, a empresa precisa levar em conta, nessa modalidade de treinamento, a redução de seus custos e que os seus funcionários serão treinados sem se ausentarem dos seus postos de trabalho. Entretanto, apesar de se especular sobre as reduções dos custos de treinamento quando realizados na modalidade a distância, poucos são os trabalhos de mensuração de casos reais, que comprovem esta redução. Diante desta realidade, a empresa deverá pesquisar mais detalhadamente as estruturas de custos envolvidos nos modelos de treinamento corporativo presencial e a distância, levando em conta os investimentos iniciais.

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Dicas Qualidade Online – Cozinha cabocla

Afogado caboclo – Frite em uma panela um quilograma de acém cortado em cubos, acrescente 100 gramas de toucinho cortado em cubos, dois dentes de alho amassados, sal a gosto, uma pimenta vermelha picada sem as sementes, duas folhas de louro, uma cebola grande picada e uma pitada de colorau. Coloque água quente até cobrir a mistura e deixe cozinhar em fogo alto por 1h30 ou até a carne ficar bem macia, desfiando. Se necessário, junte mais água. Quando estiver no ponto, prove o sal, adicione alfavaca, cebolinha verde, folhas de hortelã e salsa. Mexa e sirva com arroz branco e uma verdura refogada.

Como sobremesa: Doce de abóbora caboclo – Em um tacho, coloque três rapaduras picadas e leve ao fogo para derreter com um pouco de água. Cozinhe em fogo baixo por 20 minutos ou até o melado engrossar e atingir o ponto de fio fraco. Com uma escumadeira, retire a espuma que se formar. Corte um quilo e meio de abóbora em quadrados de 5 cm, mantendo a casca. Ponha os pedaços na panela com o melado. Cozinhe por 15 minutos em fogo médio. Retire a abóbora cuidadosamente e deixe a calda engrossar por mais 20 minutos. Ponha novamente a abóbora na calda, retire do fogo e sirva com queijo mineiro fresco.

Existe um pouco de qualidade educacional no Brasil?

LIVROS SOBRE EDUCAÇÃO

Acesse as concepções e as definições para auxiliar na formulação de planos e de ações educacionais.

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Os dicionários definem que educação significa desenvolver e orientar as aptidões do indivíduo, por isso não é uma questão isolada, mas um processo que está dividido em três áreas da aprendizagem: cognitiva, afetiva e psicomotora. A área cognitiva representa o conhecimento propriamente dito, a área afetiva está relacionada com os sentimentos e a área psicomotora está ligada aos movimentos corporais.

Segundo o professor Paulo Freire, educar é influenciar um aluno de tal maneira que ele não se deixe influenciar, e para isso deve-se quebrar o velho paradigma educacional onde o aluno torna-se um espectador passivo no processo ensino-aprendizagem. Educar é como uma máquina, todas as peças devem estar em perfeitas condições para o seu funcionamento.

O Sistema Educacional Brasileiro

Educação infantil – Destinada a crianças de zero a seis anos de idade. Compreende creche e pré-escola.

Ensino fundamental (1º Grau) – Abrange a faixa etária de sete a 14 anos e com duração de oito anos. É obrigação de o Estado garantir a universalidade da educação neste nível de ensino.

Ensino médio (2º Grau) e médio profissionalizante – Duração variável entre três e quatro anos.

Ensino superior – Compreende a graduação e a pós-graduação. Os cursos da graduação têm duração de quatro a seis anos. Na pós-graduação, a duração varia de dois a quatro anos, para os cursos de mestrado, e entre quatro a seis anos, para o doutorado.

Além desses níveis, o sistema educacional atende aos alunos portadores de necessidades específicas, preferencialmente, na rede regular de ensino. Esse atendimento ocorre desde a educação infantil até os níveis mais elevados de ensino. Atende, também, ao jovem e ao adulto que não tenham seguido ou concluído a escolarização regular, na idade própria, através dos cursos e exames supletivos.

 Na última década do século XX – 1991/2000, a taxa de analfabetismo de pessoas de 15 anos ou mais de idade caiu de 20,1% para 13,6 % . Confira na tabela abaixo.

Taxa de analfabetismo de pessoas
de 15 anos ou mais de idade Brasil
1970 33,60%
1980 25,50%
1991 20,10%
2000 13,60%
Fonte: Síntese de Indicadores Sociais 2000.

Essa queda continua sendo percebida ao longo dos primeiros anos do século XXI, chegando a 11,8% em 2002. No entanto, apesar dessa redução, o país ainda tem um total de 14,6 milhões de pessoas analfabetas. O analfabeto funcional é a pessoa que possui menos de quatro anos de estudos completos.

Na América Latina, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) ressalta que o processo de alfabetização só se consolida de fato para as pessoas que completaram a 4ª série. Entre aquelas que não concluíram esse ciclo de ensino, se tem verificado elevadas taxas de volta ao analfabetismo (Boletim: Projecto Principal de Educação en America Latina e el Caribe, 1993).

De acordo com essa definição, em 2002 o Brasil apresentava um total de 32,1 milhões de analfabetos funcionais, o que representava 26% da população de 15 anos ou mais de idade. Confira na tabela abaixo as diferenças das taxas de analfabetismo funcional entre as grandes regiões.

Taxa de analfabetismo funcional das pessoas de 15 anos ou mais de idade,
segundo as grandes regiões – 2002
  1992 2002
Brasil 36,9% 26%
Norte 33,2% 24,7%
Nordeste 55,2% 40,8%
Sudeste 29,4% 19,6%
Sul 28,9% 19,7%
Centro-Oeste 33,8% 23,8%

A média de anos de estudo é uma forma de medir a defasagem escolar. Quando uma pessoa não está cursando a série esperada para sua faixa etária, dizemos que ela está defasada. Por exemplo, uma criança com nove anos de idade deveria estar matriculada na terceira série do nível fundamental e não em uma série anterior. Em 2002, considerando-se as pessoas com 10 anos ou mais de idade, a população do país tinha uma média de 6,2 anos de estudo. Em comparação a 1992, houve um aumento de 1,3 anos de estudo na média nacional.

Apesar do aumento no número de anos de estudo, ocorrido nos últimos dez anos, a defasagem escolar ainda é grande. As pessoas de 14 anos de idade deveriam ter em média 8 anos de estudo, ou seja, terem terminado o ensino fundamental (completado a 8ª série). Porém, é somente na faixa entre 19 e 24 anos de idade que a média da população alcança 8 anos de estudo.

Enfim, o Brasil chegou ao final do século XX com 96,9% das crianças de 7 a 14 anos de idade na escola. Entretanto, em 2002 apenas 36,5% das crianças de zero a seis anos de idade freqüentavam creche ou escola no país. O percentual ainda é menor se levarmos em conta as crianças de zero a 3 anos de idade. Destas, apenas 11,7% estão matriculadas em creche ou escola. Na tabela abaixo, podem ser encontradas as proporções de crianças e jovens que freqüentam escola, segundo as faixas etárias, para o Brasil e as cinco grandes regiões.

  Taxa de freqüência à escola ou creche da população residente
Total 0 a 6 anos 7 a 14 anos 15 a 17 anos
Brasil 31,7% 36,5% 96,9% 81,5%
Nordeste 35,5% 37,7% 95,8% 79,9%
Sudeste 29,2% 38,6% 97,8% 83,8%
Sul 29,3% 33,6% 97,9% 78,8%
Centro-Oeste 32,5% 30,7% 97,1% 80,3%
Fonte: Síntese de Indicadores Sociais 2003.

O Relatório de Monitoramento de Educação para Todos de 2010, da Unesco, a qualidade da educação no Brasil é baixa, principalmente no ensino básico O relatório aponta que, apesar da melhora apresentada entre 1999 e 2007, o índice de repetência no ensino fundamental brasileiro (18,7%) é o mais elevado na América Latina e fica expressivamente acima da média mundial (2,9%).

O alto índice de abandono nos primeiros anos de educação também alimenta a fragilidade do sistema educacional do Brasil. Cerca de 13,8% dos brasileiros largam os estudos já no primeiro ano no ensino básico. Neste quesito, o país só fica à frente da Nicarágua (26,2%) na América Latina e, mais uma vez, bem acima da média mundial (2,2%). Na avaliação da Unesco, o Brasil poderia se encontrar em uma situação melhor se não fosse a baixa qualidade do seu ensino. Das quatro metas quantificáveis usadas pela organização, o país registra altos índices em três (atendimento universal, igualdade de gênero e analfabetismo), mas um indicador muito baixo no porcentual de crianças que ultrapassa o 5º ano.

Já que as eleições se aproximam, o eleitor (leitor) precisará ficar atento para as propostas dos candidatos quanto à educação. Os países com altos índices de escolaridade têm demonstrado uma liderança na inovação de processos e facilidade na assimilação e manuseio de novas tecnologias. Já os deficitários na área educacional estão perdendo a competitividade ou aumentando sua dependência. A educação para competitividade tem um papel fundamental no desenvolvimento de uma nação e na melhoria de suas mazelas sociais. Em uma percepção econômica, quem está mais propenso a entender essa dimensão é justamente o setor empresarial que sente no seus dia a dia essas dificuldades, principalmente para contratar mão de obra qualificada.

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Qualidade da educação no Brasil

Depois que o Ministério da Educação (MEC) divulgou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), ficou claro que a educação no país precisa melhorar muito ainda. Apesar de uma relativa melhoria nos resultados, 24% dos municípios ficaram abaixo da meta estipulada para 2009. As notas se referem aos anos finais do ensino fundamental, que equivale à 5ª à 8ª série (6º ao 9º ano). Nos anos iniciais, da 1ª à 4ª (1º ao 5º ano) série, foram 15% das cidades.

Nos anos iniciais do ensino fundamental, o Ideb subiu para 4,6 em 2009. A nota proposta para o período era 4,2 – índice já registrado na aferição de 2007. Nos anos finais, o indicador foi para 4,0 pontos, superando a meta de 3,7 para o ano. O mesmo ocorreu no ensino médio, que obteve índice de 3,6. O objetivo era registrar pelo menos 3,5 nessa etapa de ensino no período.

O Ideb foi criado em 2005, como parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino. O índice utiliza escala de zero a dez pontos e é medido a cada dois anos. O objetivo é que o país, a partir do alcance das metas municipais e estaduais, chegue à nota seis em 2021 – correspondente à qualidade do ensino em países desenvolvidos.

“O fantasma da queda de qualidade está ficando para trás”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele considera normal que a melhora no índice seja proporcionalmente maior nos anos iniciais do ensino fundamental. “Vínhamos de um período de recessão educacional, de queda de proficiência. Quando a educação começa a melhorar, é como uma onda; a arrancada mais forte se dá nos anos iniciais e se propaga, ao longo do tempo, nos finais e no ensino médio. O Brasil está numa trajetória ascendente e consistente pelo quarto ano consecutivo. Ainda estamos distantes da meta de 2021, mas com a esperança renovada de que será alcançada”, afirmou Haddad. Entre os fatores que influenciam na melhoria da qualidade da educação, segundo o ministro, estão as ações que compõem o PDE – da creche à pós-graduação – e a mobilização natural das redes e escolas a favor do cumprimento das metas do Ideb estabelecidas para cada uma.

No indicador estão reunidos dois conceitos fundamentais para a qualidade da educação: o fluxo escolar (taxas de aprovação, reprovação e evasão obtidas no censo da educação básica) e as médias de desempenho nas avaliações Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A Prova Brasil é um teste de leitura e matemática para turmas de quarta e oitava séries (ou quinto e nono anos) do ensino fundamental. Os alunos do ensino médio fazem o Saeb, avaliação por amostra, que também avalia habilidades em língua portuguesa e matemática. No ano passado, as avaliações foram aplicadas a 2,5 milhões de alunos da quarta série (quinto ano), 2 milhões da oitava série (nono ano) e 56 mil do ensino médio.

Os dados divulgados mostram que o desempenho dos estudantes nas avaliações foi o que mais pesou na composição do Ideb de 2009. Nos anos iniciais, por exemplo, foi responsável por 71% da composição da nota. Já no ensino médio, embora o desempenho tenha sido responsável pela maior parte da nota, a taxa de rendimento subiu em relação a 2007; teve 42% de importância no índice, comparado aos 29% da medição anterior.

Entre os municípios com as piores notas no Ideb 2009 na 4ª série estão cinco cidades da Bahia, duas do Piauí, duas da Paraíba e uma do Pará. A pior nota foi de Apuarema, na Bahia, com 0,5. A meta da cidade era 2,6. Em 2005, o município teve 2,1 e em 2007 teve 2,7. O Ideb é calculado a cada dois anos. Na 8ª série, as piores notas foram registradas emcinco cidades da Bahia, três do Rio Grande do Norte, duas de Alagoas, uma da Paraíba, uma do Maranhão e uma de Sergipe. A nota mais baixa foi de Jardim de Angicos, no Rio Grande do Norte, que teve 1,6. A meta do governo federal para a cidade em 2021 é 4,6, enquanto a do Brasil é 5,5.

Rio Grande do Sul, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio de Janeiro concentram os 20 municípios com as melhores notas no ensino fundamental. A melhor nota da 4ª série é de Dois Lajeados, no Rio Grande do Sul, com 7,3, e na 8ª série é de Jeriquara, em São Paulo, com 6,6.

No ensino médio, o estudo aponta que Roraima, Piauí, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro tiveram resultado negativo com relação às metas estipuladas para 2009. Os outros estados atingiram a meta ou superaram a nota. A pior nota estadual é a do Piauí, que atingiu a nota 3, e cuja meta era 3,1. Em 2005 e 2007, o estado atingiu 2,9. A escala vai de 0 a 10.

Leia o estudo completo no link http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_download&gid=5691&Itemid=

ISO 9001:2008 – Pequenas Mudanças, Grandes Oportunidades

Um guia interpretativo da ISO 9001:2008

Dr. Nigel H. Croft

108 páginas

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Informações: (11) 5188-1511 – zinaura.costa@epse.com.br

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