O projeto de estação de bombeamento ou elevatória de água

Saiba quais são os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água.

A NBR 12214 de 07/2020 – Projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água — Requisitos especifica os requisitos para a elaboração de projeto de estação de bombeamento ou de estação elevatória de água.

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Como estabelecer a vazão para dimensionamento?

Como calcular o dimensionamento do volume útil da câmara de sucção ou do poço de sucção?

Como projetar a câmara de sucção para bomba tipo submersível?

Como executar o dimensionamento dos barriletes de sucção e de recalque?

Os elementos necessários para o desenvolvimento do projeto são os seguintes: a caracterização da estação de bombeamento ou estação elevatória, pontos de sucção e de recalque/descarga, vazão de dimensionamento, características físico-químicas e biológicas da água a ser bombeada ou elevada, níveis de enchente ou inundação no local; o levantamento planialtimétrico cadastral da área da estação de bombeamento ou elevatória com detalhes da vegetação, tipo de pavimento, acesso, obras especiais, indicação das interferências; o cadastro de unidade (s) operacional (is) relacionada (s) à estação de bombeamento ou elevatória e de interferências; as informações ou levantamentos socioambientais, geotécnicos, geológicos e arqueológicos, vazão de outorga, se aplicável; os dados físicos e operacionais do sistema de abastecimento de água existente; a disponibilidade de energia elétrica; os estudos, planejamentos e projetos existentes correlacionados; o estudo de concepção do sistema de abastecimento, elaborado conforme a NBR 12211; os planos diretores do sistema de abastecimento de água e demais planos diretores; o plano de urbanização, legislação relativa ao uso e ocupação do solo; restrição ambiental que interfira na área de influência do projeto; plano de saneamento básico; as condições mínimas de segurança e medicina do trabalho, conforme legislação e normas vigentes; os critérios, procedimentos e diretrizes da prestadora de serviço ou da contratante do sistema de abastecimento de água.

As atividades necessárias para o desenvolvimento do projeto são as seguintes: validar o estudo de concepção e/ou realizar estudo técnico, econômico, social, financeiro e ambiental; analisar as instalações do sistema de bombeamento ou elevatória existente, objetivando seu aproveitamento, quando for o caso; avaliar e considerar na solução técnica a restrição ambiental incidente, quando existir; avaliar o acesso da estação de bombeamento ou elevatória; complementar os levantamentos topográficos, as interferências, os estudos geológicos, geotécnicos e arqueológicos, quando necessário; determinar as vazões de projeto do sistema de bombeamento, levando em conta as condições operacionais do sistema de abastecimento; determinar a altura manométrica; determinar o tipo e o arranjo físico da elevatória; dimensionar a casa de bombas; selecionar os equipamentos de movimentação de carga e serviços auxiliares; determinar os sistemas de acionamento, medição e controle; determinar o traçado das tubulações de sucção e recalque; dimensionar e selecionar o material das tubulações de sucção e recalque; avaliar os diferentes materiais aplicados (conjunto motor-bomba, componentes, equipamentos, tubulações), de modo a compatibilizar as melhores soluções técnicas e econômicas com tempo de vida útil requerido no estudo e/ou projeto; dimensionar a câmara de sucção, quando necessário; elaborar as especificações dos equipamentos, das conexões e das tubulações; estudar os efeitos dos transitórios hidráulicos e selecionar o(s) dispositivo(s) de proteção do sistema; avaliar a resistência mecânica das partes componentes do sistema de bombeamento ou elevatória às ações internas e externas atuantes; detalhar as etapas de implantação; detalhar a interdependência das atividades e o plano de execução das obras, otimizando o tempo de paralisação do sistema, quando necessário; prever a implantação de dispositivos que permitam os procedimentos de limpeza, esgotamento, drenagem, desinfecção, estanqueidade, da estação de bombeamento ou elevatória; compatibilizar o projeto da estação de bombeamento ou elevatória com os demais projetos complementares [arquitetônico, estruturais, hidrossanitários, elétricos (inclusive iluminação), eletromecânicos, automação, monitoramento, instrumentação, ventilação, acústica, combate a incêndio, inspeção, urbanização, acessos, segurança].

Os elementos que devem compor o projeto são os seguintes: o memorial descritivo e justificativo, contendo os estudos, cálculos realizados, simulações hidráulicas; as peças gráficas do projeto, em escalas adequadas, atendendo às normas técnicas aplicáveis e às recomendações e padronizações da prestadora de serviço ou da contratante; o orçamento detalhado das obras, conforme etapas determinadas para a implantação; as diretrizes operacionais contendo o plano de operação e controle previsto para o sistema de bombeamento ou elevatória, detalhamento das vazões máximas e mínimas operacionais, quando aplicável; as diretrizes para pré-operação, comissionamento e/ou operação assistida, quando aplicável.

Para a determinação do local adequado para a implantação da estação de bombeamento ou elevatória, devem ser levados em consideração os seguintes fatores, de importância ponderada em função das condições técnicas e econômicas de cada projeto: desnível geométrico; características morfológicas; traçado da adutora, conforme a NBR 12215-1; desapropriação, legalização de áreas; acessos permanentes e que permitam a movimentação do transporte para a manutenção; proteções contra enchentes, inundações e enxurradas; estabilidade contra erosão; disponibilidade de energia elétrica; remanejamento de interferências; segurança contra assoreamento no ponto de tomada ou da captação d´água e na região próxima a estes pontos; Net Positive Succion Head (NPSH) disponível, sendo determinado considerando o nível mínimo operacional na câmara de sucção (positivo ou negativo), a temperatura ambiente média e a altitude do local onde será implantada a estação de bombeamento ou elevatória; disponibilidade de área para ampliações futuras, quando necessário.

A determinação dos levantamentos a serem efetuados deve ser precedida de inspeção de campo. Para a locação da estação de bombeamento ou elevatória, os levantamentos topográficos devem ser planialtimétricos cadastrais em extensão, detalhamento e precisão, permitindo no mínimo: mostrar os limites de propriedades e benfeitorias existentes, com indicação dos proprietários; os níveis máximos observados em corpos de água superficiais; os tipos de vegetação, os usos do solo e a exploração do subsolo; os tipos de pavimento, indicação e mapeamento das interferências superficiais e do subsolo.

Deve-se justificar a posição adotada; as obras especiais. Indicar as vias de acesso para a implantação, operação e manutenção da estação de bombeamento ou elevatória. As sondagens devem ser em número, tipo e profundidade que permitam determinar a fundação da estação de bombeamento ou elevatória, determinar o nível atual do lençol freático e elaborar o projeto das obras especiais, permitindo estabelecer o processo de escavação, a fundação e demais elementos estruturais.

As interferências não visíveis devem ser levantadas a partir das informações existentes nos projetos e cadastros, pelo acesso à câmara e/ou à caixa de inspeção existente, por meio de levantamento topográfico, da realização de furos de sondagem de prospecção eletromagnética. Deve-se avaliar as instalações do sistema de bombeamento existente e seu ciclo operacional, elaborando diagnóstico que permita a sua otimização e adequação técnica.

Na elaboração de novos estudos e projetos, as partes com aproveitamento total e/ou parcial existentes devem satisfazer as condições desta norma ou adaptar-se a ela, mediante alterações ou complementações. Deve ser analisado o impacto do sistema projetado sobre as instalações existentes. Devem ser levantadas as características hidráulicas e morfológicas das instalações existentes e a serem projetadas das unidades construtivas.

Por exemplo, da captação à margem de mananciais, compreendendo: número, forma, dimensões e material dos canais ou tubulações; cota do fundo dos canais ou tubulações na entrada da câmara de sucção; níveis máximo (cota de enchente e/ou nível de inundação) e mínimo da água nos canais à entrada da câmara de sucção; características da água, condicionantes ou necessárias para a seleção dos equipamentos; velocidade de entrada na câmara de sucção, que não pode ser superior a 0,60 m/s. Da captação direta no manancial, compreendendo: os perfis de fundo do manancial no local da captação, por meio de no mínimo três seções batimétricas, distanciadas em no máximo 20 m entre si ou conforme necessidade local determinada pela prestadora de serviço ou contratante; os níveis máximo (cota de enchente e nível de inundação) e mínimo da água; a velocidade da água no local da captação; as obras complementares projetadas; as características da água, condicionantes ou necessárias para a seleção dos equipamentos. Da sucção em reservatório, compreendendo as características gerais do reservatório: tipo, material, forma, dimensões e número de câmaras; as cotas geométricas e operacionais do reservatório, e cotas do terreno; as características da água, condicionantes ou necessárias à seleção do equipamento.

A conformidade dos tubos de aço carbono sem solda para altas temperaturas

Conheça os requisitos para fabricação e fornecimento de tubos de aço carbono sem solda para serviços em altas temperaturas, com diâmetros nominais de 6 a 1.200 (DN 6 a 1200) (NPS 1/8 a 48) inclusive, e paredes nominais médias conforme ANSI/ASME B36.10M, aplicados para dobramento, flangeamento, operações similares de conformação e soldagem.

A NBR 6321 de 06/2020 – Tubos de aço-carbono sem solda, para serviços em altas temperaturas — Requisitos estabelece os requisitos para fabricação e fornecimento de tubos de aço carbono sem solda para serviços em altas temperaturas, com diâmetros nominais de 6 a 1.200 (DN 6 a 1200) (NPS 1/8 a 48) inclusive, e paredes nominais médias conforme ANSI/ASME B36.10M, aplicados para dobramento, flangeamento, operações similares de conformação e soldagem. É permitido fornecer tubos com outras dimensões, desde que estes atendam a todos os outros requisitos desta norma. Quando o aço for soldado, pressupõe-se que o procedimento de soldagem seja apropriado para o grau do aço e uso pretendido ou serviço a ser utilizado. Não abrange problemas de segurança associados a seu uso. É de responsabilidade do usuário desta norma estabelecer segurança apropriada e práticas de saúde, bem como determinar a aplicabilidade de limitações regulatórias. Requisitos complementares de natureza opcional são fornecidos para aplicação somente são realizados quando especificados na ordem de compra (ver Anexo A).

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Qual deve ser a composição química desses produtos?

Quais são os requisitos de tração?

Qual deve ser o diâmetro do furo passante?

Como deve ser executado o ensaio adicional de achatamento?

O aço deve ser acalmado e feito por um dos seguintes processos: forno elétrico ou oxigênio básico. O aço pode ser fundido em lingotes ou pode ser de lingotamento contínuo. Quando aço de diferentes graus são lingotados sequencialmente, a identificação do material resultante de transição é requerida. O produtor deve remover o material de transição por algum procedimento estabelecido que separe os graus positivamente.

Os tubos de bitolas nominais DN 40 (NPS 1 ½) e abaixo podem ser laminados a quente ou trefilados a frio. Salvo se especificado de outra forma, tubos de diâmetro nominais de DN 50 (NPS2) e acima devem ser fornecidos laminados a quente. Quando acordado entre fabricante e comprador, tubos trefilados a frio podem ser fornecidos. Tubos laminados a quente não precisam ser tratados termicamente, mas, quando forem, devem ser tratados a uma temperatura acima de 650 °C. Tubos trefilados a frio devem ser tratados termicamente após o passe final de trefilação à temperatura de 650 °C ou mais alta.

O material fornecido de acordo com esta norma deve ser conforme os requisitos da NBR NM 151, salvo se especificado de outra forma nesta norma. A ordem de compra deve conter as seguintes informações: número desta norma; quantidade solicitada (massa, metros ou número de tubos); grau do aço; fabricação (laminado a quente ou trefilado a frio); diâmetro nominal do tubo DN, classe ou número do schedule, ou o diâmetro externo e a espessura nominal de parede, expressos em milímetros, ou diâmetro interno e espessura nominal de parede, expressos em milímetros; comprimento individual, em metros; declaração de qualidade do produto, se requerido; uso final do material; requisitos suplementares, quando aplicável.

As dimensões dos tubos devem ser conforme a ANSI/ASME B36.10M. Por acordo prévio, outras dimensões são admitidas. A massa nominal teórica pode ser calculada pela seguinte equação: m = 0,02466  e (D − e), onde m é a massa teórica, expressa em quilogramas por metro (kg/m); e é a espessura nominal, expressa em milímetros (mm); D é o diâmetro externo, expresso em milímetros (mm). Diferenças entre as massas real e nominal são admitidas.

Entretanto, não podem exceder + 10 % e – 3,5 %. Essas variações se aplicam individualmente a cada tubo de diâmetro nominal superior a DN 100 (NPS 4). Nos tubos de diâmetro nominal igual ou inferior a DN 100 (NPS 4), a variação é aplicável à massa dos amarrados, com comprimentos conhecidos. As tolerâncias dos diâmetros externos devem estar de acordo com a tabela abaixo. Para tubos com espessura de parede ≤ 3 % do diâmetro externo, as tolerâncias devem atender ao descrito na NBR NM 151:2000, 6.1.3.2.

Para tubos com diâmetro externo acima de 250 mm, pedidos com tolerância especial, o diâmetro externo não pode variar mais que ± 1 % do diâmetro externo especificado. Para tubos com diâmetro interno acima de 250 mm, pedidos com tolerância especial, o diâmetro interno não pode variar mais que ± 1 % do diâmetro interno especificado. A espessura de parede mínima não pode estar, em qualquer ponto do tubo, mais que 12,5 % abaixo da espessura nominal especificada.

Os comprimentos devem ser de acordo com a seguinte prática regular: tubos podem ser fornecidos em comprimentos simples (SRL – single random lengths) de 4,8 m a 6,7 m, com até 5 % de 3,7 m a 4,8 m, ou em comprimento duplo (DRL – double random lengths), com média mínima de 10,7 m e comprimento mínimo de 6,7 m, com até 5% de 4,8 m a 6,7 m; outros comprimentos, especificados na ordem de compra, podem ser acordados entre o fabricante e o comprador; jointers não são permitidos, a menos que especificado de outra forma. O fabricante deve explorar um número suficiente de imperfeições superficiais visíveis para assegurar que elas tenham sido adequadamente avaliadas com respeito à sua profundidade.

A verificação de todas imperfeições superficiais não é requerida, mas pode ser necessária para assegurar a conformidade com o descrito a seguir. As imperfeições superficiais que penetrem mais que 12,5% da espessura de parede nominal ou que ultrapassem a espessura mínima de parede devem ser consideradas defeitos. Estes defeitos podem ser reparados por: esmerilhamento, desde que a espessura de parede remanescente esteja dentro dos limites especificados; solda, desde que de acordo com o estabelecido; corte das partes dos tubos contendo os defeitos, desde que o comprimento remanescente atenda aos comprimentos especificados. Para que o tubo tenha um acabamento adequado e base para avaliação, o fabricante deve remover por esmerilhamento as seguintes imperfeições não prejudiciais: marcas mecânicas, abrasões, buracos e quaisquer imperfeições que sejam mais profundas que 1,6 mm. As marcas e abrasões são especificadas como marcas de cabos, pancadas, marcas de guias, marcas de rolos, riscos, marcas de estampagem e outras.

Deve-se eliminar as imperfeições visuais, como cascas, soldas, dobras, rasgos ou lascas, encontradas por verificação, com profundidade maior que 5% da espessura de parede nominal. A critério do comprador, os tubos devem ser rejeitados se as imperfeições superficiais reparadas não forem dispersas, mas aparecerem em excesso sobre uma grande área para a qual é sugerido um acabamento adequado. Disposição destes tubos deve ser objeto de acordo entre o fabricante e o comprador.

Quando os defeitos e imperfeições superficiais forem removidos por esmerilhamento, a zona de reparo deve manter o raio de curvatura na superfície do tubo e a espessura de parede não pode ser menor que o mínimo admissível. O diâmetro externo no ponto de reparo pode estar fora do mínimo admissível, sempre que se atender ao requisito de espessura mínima. A medição da espessura de parede deve ser feita com um calibre mecânico ou com algum método não destrutivo de calibração e exatidão adequada. No caso de discordância, a medição feita com o calibre mecânico deve prevalecer.

São permitidos reparos por solda somente mediante a aprovação do comprador e de acordo com a NBR NM 151:2000, Seção 5.5. Os tubos acabados devem ser razoavelmente retos. Os tubos podem ser fornecidos com os acabamentos das extremidades descritos a seguir, a menos que especificado de outro modo: tubos com diâmetro nominal DN 40 (NPS 1 ½) e menor, com todas as espessuras de parede, devem ter pontas lisas cortadas no esquadro ou pontas chanfradas, à opção do fabricante; tubos com diâmetro nominal DN 50 (NPS 2) e maior, com as espessuras de parede, até a classe reforçada, (R) devem ser fornecidos com pontas chanfradas; tubos com diâmetro nominal 50 2 e maior, com as espessuras de parede, acima da classe reforçada (R), devem ser fornecidos com pontas lisas cortadas no esquadro.

Os tubos com pontas chanfradas devem ter ângulos de chanfro de 30°, + 5° – 0°, medidos da linha perpendicular ao eixo do tubo com a raiz da face de (1,6 ± 0,80) mm. Outros ângulos de chanfro podem ser especificados por acordo entre comprador e fabricante. Exceto para o especificado, cada tubo deve ser marcado de forma legível e indelével, por pintura ou estencilhamento. Esta marcação deve começar a aproximadamente 300 mm de uma das pontas do tubo, e conter os dados a seguir: nome ou símbolo do fabricante; número desta norma; dimensões conforme uma das seguintes opções: diâmetro nominal do tubo (DN) e classe; ou diâmetro nominal do tubo (DN) e número do schedule; ou diâmetro nominal do tubo (DN) e espessura de parede; ou diâmetro externo e espessura de parede; grau do aço (A, B ou C); número da corrida do aço; comprimento, em metros, com duas decimais; informação conforme a tabela abaixo; símbolo S, se um ou mais dos requisitos suplementares se aplicar; DE 1 %, se for pedida tolerância especial para o diâmetro externo; DI 1 %, se for pedida tolerância especial para o diâmetro interno; massa do tubo para diâmetro nominal maior que DN 100 (NPS 4); RS para os tubos que tiverem reparo por solda.

Para tubos de diâmetro nominal igual ou inferior a DN 40 (NPS 1 ½) ou comprimento abaixo de 1 m, as características indicadas em 4.8.1 podem ser marcadas em etiqueta firmemente fixada ao amarrado dos tubos. Porém, nos tubos de diâmetros nominais de DN 40 (NPS 1 ½), DN 32 (NPS 1 ¼), DN 25 (NPS 1) e DN 20 (NPS 3/4), cada tubo deve ser marcado com o nome ou símbolo do fabricante, número desta norma, grau do aço, diâmetro externo e espessura de parede. Estas bitolas devem ser amarradas de acordo com a prática normal do fabricante. O total da metragem do amarrado deve constar na etiqueta.

Em adição aos requisitos descritos, o código de barras é aceitável como um método de identificação suplementar. O comprador pode especificar no pedido um sistema de código de barras para ser usado. Quando seções de tubos são cortadas em comprimentos menores por um subsequente processador para revenda, o processador deve transferir a informação completa da identificação, incluindo o nome ou marca do fabricante em cada peça de tubo não marcada ou em uma etiqueta seguramente atada a cada amarrado dos tubos, no caso de diâmetros menores que não tiveram marcação na sua superfície. A mesma designação de material deve ser transferida e o nome do processador, seu logotipo ou marca devem ser incluídos.

A prevenção de legionelose em água de edificações

Conheça os métodos para gerenciamento de risco e práticas para a prevenção de legionelose associada aos sistemas prediais coletivos de água de edificações industriais, comerciais, de serviços, públicos e residenciais. É aplicável à incorporação, projeto, construção, instalação, gerenciamento, operação e manutenção de edificações.

A NBR 16824 de 06/2020 – Sistemas de distribuição de água em edificações — Prevenção de legionelose — Princípios gerais e orientações especifica os métodos para gerenciamento de risco e práticas para a prevenção de legionelose associada aos sistemas prediais coletivos de água de edificações industriais, comerciais, de serviços, públicos e residenciais. É aplicável à incorporação, projeto, construção, instalação, gerenciamento, operação e manutenção de edificações. A Legionella é um gênero de bactérias patogênicas que podem causar doenças respiratórias conhecidas como legionelose. Foi identificada pela primeira vez após um surto de grande repercussão entre membros da Legião Americana na Filadélfia (EUA) em 1976. Essas bactérias são encontradas em sistemas de água naturais e artificiais, bem como, ocasionalmente, em alguns solos. Mais de 50 espécies de Legionella já foram identificadas.

A espécie Legionella pneumophila está associada à grande maioria dos casos de legionelose (cerca de 90%). A legionelose é um termo genérico usado para descrever qualquer infecção causada por bactéria do gênero Legionella. A doença do legionário (LD) e a Febre Pontiac são os dois tipos mais comuns de legionelose. Ambas são infecções no sistema respiratório, sendo a doença dos legionários a mais grave preocupação para a saúde pública por ser uma pneumonia atípica que pode ser fatal. A Febre Pontiac não tem fatalidades associadas e pessoas saudáveis se recuperam em no máximo cinco dias.

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Quais os procedimentos de partida e parada no plano APPCC?

Como manter a qualidade da água e desinfecção?

Como proceder no caso das fontes decorativas e outros dispositivos?

O que fazer em resfriadores de ar diretos e indiretos, pulverizadores, umidificadores e lavadores de ar?

O levantamento de risco na edificação deve ser realizado por pessoa (s) ou entidade responsável (eis). Convém que a periodicidade máxima para este levantamento seja de dois anos. Para edificações com riscos identificados, convém que os levantamentos de risco sejam repetidos ao menos uma vez ao ano. Se as características da edificação forem alteradas durante este período, a edificação deve ser submetida a medidas preventivas de um novo levantamento de risco.

O levantamento de risco da edificação deve levar em conta um ou mais fatores de risco relacionados à legionelose que possam estar presentes nos sistemas listados a seguir: sistemas de água fria e água quente; sistemas de água para irrigação; sistemas de água para recreação (como piscinas, spas etc.); sistemas de água para uso decorativo (como fontes e chafarizes); todos os sistemas de água não potável; todos os outros sistemas de água que gerem aerossol e dispersão de água no ambiente (lavador de ar, umidificador, nebulizador, lava a jato, etc.); todos os sistemas de água que tenham presença residual de cloro menor que 0,2 ppm; sistemas de água para uso em serviços de saúde. O levantamento de risco da edificação deve determinar se há sistema que possua torre de resfriamento ou condensador evaporativo, independentemente do tamanho ou frequência de uso.

A abordagem de APPCC (análise de perigos e pontos críticos de controle que é um método de gerenciamento de riscos com base científica que impede que os riscos possam prejudicar as pessoas) deve considerar os seguintes princípios: condução da avaliação de risco; determinação dos pontos críticos de controle; estabelecimento dos limites críticos para cada ponto crítico de controle; estabelecimento de um sistema para monitorar os controles dos pontos críticos de controle; estabelecimento de ação corretiva a ser realizada quando o monitoramento de um PCC não estiver sob controle; estabelecimento de procedimentos de verificação para confirmar se o sistema de APPCC está funcionando efetivamente; estabelecimento de documentação relativa a todos os procedimentos e registros apropriados a estes princípios e a suas aplicações.

Uma equipe de APPCC deve ser estabelecida, incluindo um profissional habilitado e que possua conhecimento no processo de APPCC de água para edificações e os riscos associados a bactérias do gênero Legionella. Os membros da equipe de APPCC podem ser funcionários, fornecedores, consultores ou a combinação destes. A avaliação de risco deve ser conduzida por um profissional com conhecimento de avaliação de risco para Legionella em sistemas de água com conhecimento do processo de APPCC.

A equipe de APPCC deve ser responsável pelo gerenciamento rotineiro das ações e deve ter acesso às instalações hidráulicas, ao que for necessário para implementar o gerenciamento de risco. Devem ser consideradas as seguintes ações específicas no desenvolvimento do plano de APPCC: identificar os finais de linha de água potável ou outro sistema avaliado na edificação; desenvolver um fluxograma de todos os sistemas de água avaliados que mostre como a água é recebida, processada, armazenada e distribuída aos pontos de consumo e uso na edificação; confirmar a adequação do fluxograma por meio de inspeção in loco; utilizar o fluxograma para identificar os pontos de controle necessários; determinar quais são os pontos críticos de controle (PCC) e indicá-los nos diagramas de fluxo de processo; estabelecer os limites críticos de controle para cada PCC; estabelecer um processo de monitoramento para cada limite crítico em cada PCC; estabelecer as ações corretivas para cada limite crítico, quando houver desvios dos limites críticos; validar a seleção dos PCC, limites críticos e ações corretivas; estabelecer os procedimentos de verificação; estabelecer a documentação e manter os registros dos procedimentos requeridos.

Um único documento deve ser produzido para um plano de APPCC completo, que deve incluir no mínimo os seguintes elementos: lista com os membros da equipe de APPCC e outras pessoas envolvidas (consultores externos, empresas de apoio, etc.), incluindo seus respectivos títulos, funções e informações de contato; diagramas de fluxo de processos para o sistema de água potável e para o sistema de água de utilidade, por meio de esquemas e desenhos de como a água potável e a água de utilidade são processadas na instalação, com os processamentos das etapas nomeados e codificados; resumo da análise de risco com o nome e o código de cada parte do sistema de água e os perigos potenciais. O julgamento do risco de cada perigo identificado cabe à equipe de APPCC, explicitando o critério para avaliação do risco e apontando os PCC estabelecidos.

Incluir um plano de monitoramento descrito para cada controle determinado, com um limite crítico e as ações corretivas necessárias em caso de desvio; planos de manutenção para os equipamentos e partes dos sistemas incorporadas ou anexadas ao plano; um resumo de validação com a justificativa e, quando disponível, a evidência científica usada para validar a seleção de cada PCC e cada limite crítico selecionado pela equipe de APPCC. A seleção dos limites críticos deve cumprir regulamentação local e o cronograma de verificação de todas as atividades de verificação e a frequência em que elas serão realizadas. Levar em consideração as respostas planejadas a interrupções de fornecimento de água, que podem ser associadas a surtos de legionelose.

Convém que o projeto dos sistemas prediais de água fria e água quente leve em conta o seguinte: considerar mecanismos que permitam esvaziamento completo dos reservatórios para limpeza. Recomenda-se que os reservatórios de água quente possibilitem a harmonização de temperatura no seu interior. Onde aplicável, considerar o sistema de recirculação de água quente com isolamento térmico como um recurso de projeto e assegurar que os trechos de distribuição sejam os mais curtos possíveis.

Convém que as operações de armazenamento e distribuição dos sistemas de água fria e água quente atendam ao seguinte: em instalações de cuidados de saúde, lares de idosos e outras semelhantes, recomenda-se que a água fria seja armazenada e distribuída a temperaturas inferiores a 25 °C. Convém que a água quente seja armazenada acima de 60°C e recirculada a uma temperatura mínima de retorno de 51°C. Recomenda-se avaliar a possibilidade de instalação de equipamentos antiescaldamento nos pontos de utilização que forneçam água quente acima de 45 °C.

Em instalações prediais que não sejam de saúde, recomenda-se que a temperatura da água quente seja armazenada à temperatura mínima de 50 °C ou superior. Recomenda-se avaliar a possibilidade de estender os níveis de temperatura a toda extensão do sistema (aquecedores, reservatórios, distribuição e recirculação). Recomenda-se a realização dos seguintes procedimentos de manutenção e inspeção dos sistemas de água fria e água quente, cuidando para evitar riscos de queimaduras: inspeção anual dos sistemas, para garantir que os termostatos estejam funcionando adequadamente.

Também deve ser realizada a drenagem semestral dos reservatórios de água quente, para remoção de calcário e sedimentos; inspeção e/ou limpeza semestral dos reservatórios dos sistemas de água quente ou fria; inspeção visual trimestral do reservatório de água fria, verificando se a tampa está instalada conforme as instruções do fabricante;- a tela para inseto no tubo de saída está instalada; o isolamento térmico do reservatório (se instalado) está conforme as instruções do fabricante; a superfície da água está limpa, brilhante e livre de espuma e mancha de óleo; a superfície acima do nível máximo de água do reservatório está limpa e não apresenta sinais de corrosão, deposição, incrustações ou crescimento biológico; a água não contém quaisquer detritos.

Para sistemas prediais de água fria e água quente, convém que seja instalado um sistema de desinfecção secundária. Quando for necessário implementar a desinfecção secundária em sistemas de água fria e água quente, utilizar produtos e/ou dispositivos desinfetantes para a água, conforme a NBR 15784 e a legislação vigente. A desinfecção secundária é a adição de desinfetante suplementar à água potável além do que já foi aplicado para a desinfecção primária. Seu objetivo é manter a qualidade da água, minimizando micro-organismos patogênicos.

Convém que medidas preventivas para abertura de sistemas para reparos e manutenção sejam descritas e documentadas para evitar a contaminação da água. Recomenda-se que atividades como limpeza e desinfecção de reservatórios, manutenção e reparos do sistema tenham medidas para evitar a entrada de contaminantes externos. Recomendações de medidas e de procedimentos para desinfecção de emergência são apresentadas no Anexo A.

Recomendações e orientações sobre o projeto, manutenção e operação de torres de resfriamento e evaporação de condensadores evaporativos são fornecidas nos ASHRAE Guideline 12 e NSF P453. Outras fontes de referência são a Associated Water Technology (AWT) e Cooling Technology Institute. Para nova construção ou modificações significativas em um sistema de resfriamento, incluindo torres de resfriamento e/ou condensadores evaporativos, recomenda-se que os projetos sejam revisados para minimizar os problemas de contaminação no local, prioritariamente antes do início da construção.

Além disso, recomenda-se que o plano de APPCC identifique e solucione: as condições locais que possam permitir a contaminação do (s) equipamento (s) por agentes externos; as condições que possam permitir a infiltração de contaminação da torre de resfriamento ou condensadores evaporativos nos edifícios ou áreas públicas; as condições que possam reduzir ou impedir o acesso ao(s) equipamento(s) e que possam inibir ou dificultar as atividades de manutenção e inspeções. Recomenda-se que o plano de APPCC inclua um plano de comissionamento que: inclua as etapas de limpeza que fazem parte do comissionamento do sistema de resfriamento e identifique-se os responsáveis; inclua um meio de garantir que um programa de tratamento de água em curso será iniciado imediatamente, uma vez que o sistema esteja carregado com água.

Recomenda-se que o plano de APPCC inclua um programa de manutenção que: especifique cronograma de inspeções para avaliar a limpeza geral do sistema, incluindo a limpeza e condições dos eliminadores de gotas e dos enchimentos, assim como a distribuição de água no interior do equipamento; especifique requisitos e cronograma para limpeza de reservatórios remotos, bacias e inclua purga de tubulações com água estagnada ou zonas de baixo fluxo de água; identifique os responsáveis e inclua um meio de registro das atividades de manutenção e notas de inspeção. Para manutenções prediais ver a NBR 5674. Recomenda-se que o plano de APPCC possua um plano de tratamento de água para controle de incrustação, microbiologia, deposição e corrosão, incluindo: especificação de todos os equipamentos e produtos químicos utilizados no tratamento do sistema de recirculação. Os contaminantes da água do sistema de resfriamento (sólidos em suspensão e em precipitação) facilitam o crescimento das bactérias e dos biofilmes que podem impactar o potencial para Legionella.

Cumprir com o requisito para que o controle de sólidos na água da torre de resfriamento seja realizado por meio de filtragem, lavagem física ou outros meios, como o tratamento químico da água. Fazer a identificação dos responsáveis pela manutenção do sistema de tratamento de água e a inclusão de uma inspeção e cronograma de manutenção para o equipamento de tratamento de água e um cronograma para qualquer ensaio requerido como parte do plano de tratamento de água.

Convém que o plano de APPCC tenha uma descrição dos procedimentos a serem seguidos no caso de indícios de contaminação grave (por exemplo, fezes, vômito, etc.). A política para lidar com tais incidentes pode incluir desinfecção de emergência de todo o sistema. Recomendações de medidas e procedimentos para desinfecção de emergência são apresentadas no Anexo A. Quando houver suspeita de Legionella, recomenda-se que o plano de APPCC tenha uma descrição dos procedimentos a serem seguidos, se houver suspeita de problemas de saúde associados à Legionella.

Convém que estes procedimentos incluam critérios para quando se ensaiar a Legionella nas águas de piscinas ou banheiras de uso coletivo. A política para lidar com tais incidentes pode incluir desinfecção de emergência de todo o sistema. As recomendações de medidas e procedimentos para desinfecção de emergência são apresentadas no Anexo A. Recomenda-se que o plano de APPCC inclua uma política para atualizar regularmente todos os manuais de operação para filtros, bombas e equipamentos de halogenação, e para mantê-los em um local seguro e acessível aos responsáveis pela manutenção.

Os tubos de PVC para o transporte de água ou de esgoto sob pressão

A NBR 7665 de 03/2020 – Sistemas de transporte de água ou de esgoto sob pressão — Tubos de PVC-M DEFOFO com junta elástica — Requisitos especifica os requisitos para tubos de poli (cloreto de vinila) (PVC), com tensão circunferencial admissível de 12 MPa, com diâmetros externos equivalentes aos dos tubos de ferro fundido, DEFOFO, com junta elástica, para execução de adutoras e redes de distribuição em sistemas enterrados de abastecimento de água e sistemas pressurizados de esgoto, com pressões máximas de serviço (incluindo sobrepressões provenientes de variações dinâmicas, inclusive transitórios hidráulicos) de 1,0 MPa, 1,25 MPa ou 1,60 MPa, à temperatura de 25 °C. Nas aplicações específicas em sistemas enterrados de esgotamento pressurizado, recomenda-se a utilização de um dispositivo que minimize a ocorrência de oscilações da pressurização, o que não elimina a ocorrência de transientes hidráulicos.

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Qual é a resistência à pressão hidrostática interna de longa duração?

Quais são as dimensões dos tubos de PVC-M DEFOFO?

Quais as dimensões da bolsa dos tubos de PVC-M DEFOFO?

Quais as dimensões da bolsa de tubos de junta elástica com anel removível alojado na bolsa?

Para temperaturas de fluidos até 25 °C, a pressão de serviço permissível (PFA) equivale à pressão nominal (PN). Para temperaturas de fluidos acima de 25 °C e até 45 °C, deve ser aplicado à pressão nominal um fator de correção, fT, como indicado a seguir: PFA = fT × PN. Este fator é apresentado no gráfico da figura abaixo.

É responsabilidade do usuário aplicar os produtos conforme os requisitos desta norma e recomendações dos fabricantes. Os tubos objetos desta norma devem ser armazenados e instalados conforme os procedimentos especificados na NBR 9822. A resina de PVC utilizada na produção do composto de PVC-M deve ser do tipo suspensão e apresentar valor K maior ou igual a 65, quando determinado de acordo com a NBR 13610.

O composto de PVC-M deve estar aditivado somente com produtos necessários à sua transformação e à utilização dos tubos de acordo com esta norma. Os pigmentos devem estar total e adequadamente dispersos no composto a ser empregado na fabricação dos tubos. Os pigmentos e o sistema de aditivação devem minimizar as alterações de cor e das propriedades dos tubos durante a sua exposição às intempéries, no manuseio e na estocagem em obra.

Não é permitido o uso de material reprocessado e/ou reciclado. Não é permitida a utilização de compostos de chumbo como estabilizantes térmicos na fabricação de tubos de PVC. O composto de PVC-M empregado na fabricação dos tubos deve ser de cor azul para transporte de água, e de cor ocre para transporte de esgoto pressurizado, permitindo-se nuances devido às diferenças naturais de cor das matérias primas.

O composto utilizado na fabricação dos tubos deve estar de acordo com os requisitos especificados na norma. Estes requisitos devem ser reavaliados sempre que houver uma alteração do produto (projeto, matérias-primas e/ou escopo de aplicação). A substituição de um fornecedor de matéria prima ou do tipo de estabilizante não constitui uma alteração do produto.

Uma alteração na natureza química do estabilizante constitui uma alteração do produto. As seguintes características são relevantes na alteração do projeto do produto: dimensões, geometria e sistema de junta. Para definir a condição de reavaliação destes requisitos, é especificada na tabela abaixo uma tolerância quanto ao valor K da resina e em relação ao teor de estabilizante térmico e de cinzas do composto. Os valores “X” devem ser definidos pelo fabricante em seu controle de qualidade. Se qualquer um destes níveis exceder a tolerância, os requisitos especificados na norma devem ser reavaliados.

O composto de PVC-M empregado na fabricação dos tubos deve preservar o padrão de potabilidade da água no interior da tubulação, sem transmitir sabor, odor e não provocar turvamento ou coloração à água. O composto, bem como as concentrações máximas dos seus aditivos, devem estar em conformidade com a legislação em vigor, de maneira a não transmitir para a água potável qualquer elemento que possa alterar suas características, tornando-a imprópria para consumo humano.

Os tubos e conexões de PVC-M, para adução e distribuição de água, devem ter sua inocuidade avaliada conforme a NBR 8219 e os limites aplicados a todas as extrações devem estar em conformidade com a legislação vigente. Caso ocorra uma alteração de natureza química de um dos componentes do composto, deve ser realizado um novo ensaio de efeito sobre a água. Este ensaio não tem como objetivo avaliar a potabilidade da água para consumo humano, sendo utilizado para atender a regulamentações específicas.

Eventual teor de chumbo encontrado nos tubos de PVC-M não pode ser superior a 0,1%. O ensaio deve ser realizado por espectrometria de fluorescência de raios X, conforme EN 62321, ou por outra metodologia validada. O composto empregado na fabricação dos tubos de PVC-M deve ter ponto de amolecimento Vicat maior ou igual a 80 °C. O ensaio deve ser realizado em corpos de prova obtidos a partir de tubos, de acordo com a NBR NM 82.

O composto empregado na fabricação dos tubos de PVC-M deve ter densidade na faixa de 1,35 g/cm³ a 1,50 g/cm³, medida à temperatura de 20 -2+3 °C. O valor especificado pelo fabricante do composto, em relação ao resultado do ensaio, pode ter variação máxima de 0,05 g/cm³. O ensaio deve ser realizado em corpos de prova obtidos a partir de tubos, de acordo com a NBR NM 83.

O teor de cinzas dos tubos de PVC-M não pode ser superior a 5%. O ensaio deve ser realizado em corpos de prova obtidos a partir de tubos, de acordo com a NBR NM 84, Método A, à temperatura de (1 050 ± 50) °C. O composto do tubo deve ter σLPL (lower prediction limit of the predicted hydrostatic strenght) de no mínimo 24 MPa. O composto do tubo deve ser analisado conforme o método II da ISO 9080, com o LPL (lower prediction limit) obtido no ensaio de pressão hidrostática interna conforme as ISO 1167-1 e ISO 1167-2, utilizando caps do tipo B. O valor de σLPL deve ser obtido a partir do LPL de 97,5% e o composto deve ser classificado conforme a ISO 12162.

No caso de alterações de uma determinada formulação já classificada para além dos limites especificados na tabela acima, o fabricante deve apresentar comprovação da realização do ensaio de pressão hidrostática interna de cinco corpos de prova a 20 °C durante 1.000 h a 5.000 h e cinco corpos de prova a 60 °C durante 1.000 h a 5.000 h. Os tubos devem ser fabricados com composto de poli (cloreto de vinila) PVC-M, que assegure a obtenção de um produto que satisfaça os requisitos desta norma, avaliado por meio de ensaios permanentes durante a fabricação e ensaios de desempenho.

Cada tubo deve ter cor uniforme e ser livre de corpos estranhos, bolhas, rachaduras ou outros defeitos visuais que indiquem descontinuidade do material e/ou do processo de extrusão. As conexões para execução de adutoras e redes de distribuição em sistemas enterrados de abastecimento de água ou esgotamento pressurizado de esgoto devem ser de ferro fundido dúctil, do tipo “bolsa – bolsa”, fabricadas de acordo com as NBR 7675 e NBR 15420.

Para avaliação de lotes de tubos coletados fora das dependências dos fabricantes, desde que as condições de estocagem estejam de acordo com a NBR 9822, devem ser realizados todos os ensaios de desempenho e de fabricação prescritos nesta norma, com exceção do ensaio de verificação da resistência ao impacto, que deve ser realizado obrigatoriamente no controle do processo de fabricação e na inspeção de recebimento em fábrica. Se não for comprovada a realização do ensaio de verificação da resistência ao impacto no controle do processo de fabricação e na inspeção de recebimento em fábrica, o lote deve ser rejeitado.

A inspeção de recebimento do produto acabado deve ser feita em fábrica ou por acordo prévio entre comprador e fabricante, em laboratórios acreditados. O comprador deve ser avisado com antecedência mínima acordada com o fabricante da data na qual deve ter início a inspeção de recebimento. Caso o comprador não compareça na data estipulada para acompanhar os ensaios de recebimento e não apresente justificativa para este fato, o fabricante deve proceder à realização dos ensaios previstos nesta norma e tomar as providências para a entrega do produto com o correspondente laudo de inspeção emitido pelo controle da qualidade da fábrica.

Nas inspeções realizadas em fábrica, o fabricante deve colocar à disposição do comprador os equipamentos e pessoal especializado para a execução dos ensaios de recebimento. Todo fornecimento deve ser dividido pelo fabricante em lotes de mesmo diâmetro nominal (DN) e cujas quantidades estejam de acordo com as tabelas 14 e 15, disponíveis na norma. De cada lote formado devem ser retiradas as amostras, de forma representativa, sendo a escolha aleatória e não intencional.

A inspeção de recebimento de lotes com tamanho inferior a 16 unidades deve ser objeto de acordo prévio entre fornecedor e comprador. Os ensaios de recebimento devem ser feitos conforme estabelece esta norma e limitam-se aos lotes de produto acabado apresentados pelo fabricante. Os tubos constituintes das amostras devem ser submetidos aos seguintes ensaios não destrutivos: visual (4.3.3.2 e Seção 7) e dimensional (4.4.1.1, 4.4.1.3, 4.4.1.4 e 4.6.1); e aos seguintes ensaios destrutivos: estabilidade dimensional (4.6.2), resistência ao impacto (4.6.3), compressão diametral (4.6.4), resistência à pressão hidrostática interna de curta duração (4.6.5), resistência ao cloreto de metileno (4.6.6), resistência à pressão hidrostática interna de tubo com entalhe longitudinal (4.9.1), estanqueidade da junta elástica (4.7.2) e resistência do anel C (4.8.1).

O comprador ou seu representante pode solicitar ao fabricante a execução do ensaio para verificação do índice de refração do cloreto de metileno em sua presença, antes da realização do ensaio de resistência ao cloreto de metileno. Para cada lote entregue, o relatório de inspeção deve conter no mínimo o seguinte: identificação do produto; código de rastreabilidade do produto; tamanho do lote inspecionado; resultados dos ensaios de recebimento; resultados dos ensaios de caracterização e de desempenho apresentados pelo fabricante; declaração de que o lote atende ou não às especificações desta norma.

A elaboração de planos de intervenção para reabilitação de áreas contaminadas

Entenda os procedimentos para a elaboração de planos de intervenção para reabilitação de áreas contaminadas, contemplando a definição de medidas de intervenção, a apresentação do modelo conceitual de intervenção e o relatório técnico do plano de intervenção.

A NBR 16784-1 de 04/2020 – Reabilitação de áreas contaminadas — Plano de intervenção – Parte 1: Procedimento de elaboração estabelece o procedimento para a elaboração de planos de intervenção para reabilitação de áreas contaminadas, contemplando a definição de medidas de intervenção, a apresentação do modelo conceitual de intervenção e o relatório técnico do plano de intervenção.

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Como executar a caracterização do meio físico e mapeamento espacial da contaminação?

Como fazer a definição das medidas de intervenção?

Como realizar a análise das incertezas e limitações do plano de intervenção?

O que deve apresentar a síntese das etapas de investigação e avaliação de risco?

Pode-se definir uma área contaminada como aquela área, terreno, local, instalação, edificação ou benfeitoria que contenha quantidades ou concentrações de matéria em condições que causem ou possam causar danos à saúde humana, ao meio ambiente ou a outro bem a proteger. A área contaminada com risco confirmado (ACRi) é a aquela onde foi constatada contaminação, por meio de investigação detalhada e avaliação de risco, no solo ou em águas subterrâneas, a existência de risco à saúde ou à vida humana, risco ecológico (quando aplicável), ou onde foram ultrapassados os requisitos legais aplicáveis.

A área contaminada em processo de remediação (ACRe) é a área onde estão sendo aplicadas medidas de remediação visando à eliminação da massa de contaminantes ou, na impossibilidade técnica ou econômica, sua redução ou a execução de medidas de contenção e/ou isolamento. A área contaminada em processo de reutilização (ACRu) é aquela área contaminada onde se pretende estabelecer um uso do solo diferente daquele que originou a contaminação, com a eliminação, ou a redução a níveis aceitáveis, dos riscos aos bens a proteger, decorrentes da contaminação com a implementação das medidas de intervenção propostas.

A área em processo de monitoramento para encerramento (AME) é a área na qual não foi constatado risco acima dos níveis aceitáveis, ou a área nas quais as concentrações máximas aceitáveis (CMA) não foram superadas após implantadas as medidas de intervenção, encontrando-se em processo de monitoramento para verificação da manutenção das concentrações em níveis aceitáveis. A área reabilitada para o uso pretendido declarado (AR) é a área, terreno, local, instalação, edificação ou benfeitoria anteriormente contaminada que, depois de submetida às medidas de intervenção, ainda que não tenha sido totalmente eliminada a massa de contaminação, mas tenha restabelecido o nível de risco aceitável à saúde humana, ao meio ambiente e a outros bens a proteger.

Assim, a elaboração de um plano de intervenção deve ser realizada de forma clara e concisa, dentro de uma abordagem sistemática de avaliação das melhores alternativas de intervenção visando à reabilitação da área contaminada para uso pretendido, considerando a mitigação dos riscos à saúde humana e ao meio ambiente a níveis aceitáveis de risco bem como, quando possível, a extinção da exposição. As medidas de intervenção propostas no plano de intervenção devem ser definidas em função da natureza dos contaminantes, das características do meio, dos cenários de exposição, do nível de risco existente, das metas para reabilitação, do uso pretendido para o local, da proteção dos bens a proteger e da sustentabilidade a elas associadas.

Caso necessário, medidas emergenciais também podem ser previstas no plano de intervenção. A elaboração do plano de intervenção deve ter como base, mas não se limitar a, as informações e dados gerados e disponibilizados a partir das etapas relacionadas ao gerenciamento de áreas contaminadas, anteriormente executadas. O plano de intervenção deve ser desenvolvido considerando as seguintes etapas: definição dos objetivos do plano de intervenção; definição das medidas de intervenção a serem adotadas; seleção das técnicas a serem adotadas; desenvolvimento do modelo conceitual de intervenção; e a análise das incertezas e limitações do plano de intervenção.

Os objetivos do plano de intervenção devem ser definidos considerando a conclusão acerca da necessidade de adoção de medidas de intervenção, definidas na etapa de avaliação de riscos à saúde humana que deve ser realizada conforme a NBR 16209 ou risco ecológico, quando em ecossistemas naturais ou a possibilidade de ocorrência de efeitos adversos aos organismos presentes em ecossistemas naturais, entendido como fragmento de vegetação legalmente protegida, localizado dentro de Unidade de Conservação de Proteção Integral, em decorrência de substancias presentes em uma área contaminada.

Os seguintes objetivos devem ser considerados na elaboração do plano de intervenção, quando aplicáveis: controlar as fontes de contaminação identificadas; atingir os níveis aceitáveis de risco aos receptores humanos ou ecológicos expostos à área contaminada; evitar que outros bens a proteger sejam afetados. A definição dos objetivos do plano de intervenção deve estar alinhada à classificação da área, conforme a seguir: área contaminada com risco confirmado; área contaminada em processo de remediação; área contaminada em processo de reutilização; área em processo de monitoramento para encerramento.

A decisão sobre as medidas de intervenção a serem propostas deve ter como base: a redução das concentrações das substâncias químicas de interesse nos compartimentos do meio físico contaminados que oferecem risco à saúde humana ou risco ecológico, considerando a sua distribuição espacial mapeada anteriormente na etapa de investigação detalhada, a qual deve ser realizada conforme a NBR 15515-3; o controle e, se possível, a eliminação da exposição de receptores localizados em regiões nas quais foi quantificado algum risco acima de níveis aceitáveis; a contenção e o controle da expansão das plumas de contaminação mapeadas na investigação detalhada.

A definição das medidas de intervenção deve ser realizada com base nas seguintes etapas: a definição das premissas; a compilação e análise de dados existentes; a definição das medidas de intervenção; e a discussão técnica com as partes interessadas. Para o atingimento dos objetivos propostos, o plano de intervenção pode também estabelecer medidas de remediação (técnicas de tratamento e contenção), medidas de engenharia e medidas de controle institucional, que podem ser adotadas em conjunto ou isoladamente.

A principal premissa para a elaboração do plano de intervenção é garantir por meio de medidas de remediação, de engenharia, e/ou institucionais que seja possível a reabilitação do imóvel para o uso pretendido. As premissas a serem consideradas incluem: não ampliação das unidades de exposição definidas nos mapas de risco; controlar, eliminar ou interromper a exposição dos receptores; considerar a viabilidade técnica e os aspectos econômicos e ambientais; considerar a capacitação técnica das partes envolvidas na elaboração do plano de intervenção. As etapas do gerenciamento de áreas contaminadas, realizadas antes do plano de intervenção, devem atender o disposto nas NBR 15515-1, NBR 15515-2, NBR 15515-3 e NBR 16209.

Com base nos dados e informações gerados nestas etapas do gerenciamento de áreas contaminadas, realizar a compilação e análise de dados existentes, considerando: a caracterização dos compartimentos do meio físico de interesse, bem como mapeamento espacial da contaminação, desenvolvidos na etapa de investigação detalhada; o modelo conceitual de exposição (MCE) definido na etapa de avaliação de risco à saúde humana ou risco ecológico; as metas para reabilitação da área para o uso pretendido declarado na etapa da avaliação de risco à saúde humana ou risco ecológico, quando em ecossistemas naturais. Os dados analisados nesta etapa devem ser suficientes e representar a realidade atual da área de interesse, de modo a possibilitar a elaboração do plano de intervenção, caso contrário, estes devem ser atualizados e/ou complementados.

A fabricação e a aceitação de tubos de concreto de seção circular

A escolha dos materiais para a preparação do concreto destinado à fabricação dos tubos deve considerar a agressividade do meio interno e externo onde serão instalados os tubos, conforme especificação da NBR 6118.

A NBR 8890 de 03/2020 – Tubo de concreto de seção circular para água pluvial e esgoto sanitário – Requisitos e métodos de ensaios especifica os requisitos para fabricação e aceitação de tubos de concreto de seção circular simples, armados e armados com reforço secundário de fibras, e respectivos acessórios destinados à condução de água pluvial, esgoto sanitário e efluente industrial. estabelece ainda as características dos materiais, parâmetros de dosagem, características do acabamento, método de cura, dimensões e tolerâncias, tipos de junta, instruções para estocagem, identificação e manuseio do produto final, bem como os critérios para inspeção, ensaios e parâmetros para aceitação de lotes de fornecimento de tubos. Não se aplica aos tubos destinados à cravação (pipe jacking), que são especificados na NBR 15319. Para os efeitos desta norma, aplicam-se aos mesmos requisitos aos tubos pré-moldados e aos tubos pré-fabricados de concreto.

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Como deve ser feita a formação de lotes e amostras de tubos e de anéis de borracha?

Quais os requisitos dos ensaios para a aceitação dos tubos?

Quais são as dimensões dos tubos para água pluvial com encaixe ponta e bolsa?

Quais são as dimensões dos tubos destinados a esgoto sanitário e água pluvial com junta elástica?

A escolha dos materiais para a preparação do concreto destinado à fabricação dos tubos deve considerar a agressividade do meio interno e externo onde serão instalados os tubos, conforme especificação da NBR 6118. Para o traço do concreto, a relação água/cimento, expressa em litros de água por quilograma de cimento, deve ser no máximo de 0,50 para tubos destinados a água pluvial e no máximo de 0,45 para tubos destinados a esgoto sanitário, com consumos de cimento de acordo com a NBR 12655.

Na produção do tubo para água pluvial pode ser utilizado qualquer tipo de cimento Portland, de acordo com a NBR 16697. No caso de comprovada agressividade do meio externo ao concreto, deve ser feita uma avaliação conforme as NBR 6118 e NBR 12655, para definição dos parâmetros de preparação do concreto e seleção do cimento. Na produção do tubo para esgoto sanitário, efluente industrial ou drenagem pluvial, nos casos em que seja comprovada a contaminação por esgoto, deve ser usado cimento resistente a sulfatos, conforme NBR 16697.

Deve ser rejeitado, independentemente de ensaios de laboratório, todo e qualquer cimento que indicar sinais de hidratação, ou que esteja acondicionado em sacos que se apresentem manchados, úmidos ou avariados. Os agregados devem atender aos requisitos da NBR 7211, sendo sua dimensão máxima característica limitada ao menor valor entre um terço da espessura da parede do tubo e o cobrimento mínimo da armadura.

No caso de tubos reforçados exclusivamente com fibras de aço, os agregados devem ter sua dimensão máxima característica limitada a um terço da espessura de parede do tubo. Os agregados devem ser estocados de forma a evitar contaminação e mistura de diferentes materiais e atender aos requisitos estabelecidos na NBR 15577-1 com relação ao seu potencial de reatividade com álcalis do concreto. Deve-se proceder às medidas preventivas específicas para cada caso.

A água deve ser límpida, isenta de teores prejudiciais de sais, óleos, ácidos, álcalis e substâncias orgânicas, e não alterar a reologia do concreto, atendendo aos requisitos da NBR 15900-1. Os aditivos utilizados no concreto devem atender ao disposto na NBR 11768 e o teor de íon cloro no concreto não pode ser maior que 0,15%, determinado conforme a NBR 10908. Os aditivos devem ser armazenados em local abrigado de intempéries, umidade e calor, respeitando-se seu prazo de validade.

A armadura principal do tubo deve ser posicionada de forma a garantir o atendimento aos requisitos mínimos de cobrimentos conforme descrito em cobrimento mínimo da armadura. As barras transversais da armadura (barras ou telas) não podem afastar-se entre si ou das extremidades do tubo mais de 150 mm, sendo que na bolsa este afastamento não pode ser maior que 50 mm e na ponta 70 mm, tendo pelo menos duas espiras em sua extremidade. As emendas de barras podem ser feitas por transpasse ou solda, de forma a garantir a continuidade da capacidade estrutural do conjunto, conforme a NBR 6118.

O aço deve atender aos requisitos da NBR 7480, conforme processo de montagem da armadura. A tela de aço soldada deve atender aos requisitos da NBR 7481. Deve ser garantido o posicionamento geométrico das armaduras de maneira uniforme, respeitando o cobrimento interno, que deve ser no mínimo de 20 mm, e o cobrimento externo, que deve ser no mínimo de 15 mm, para os tubos de diâmetro nominal até 600 mm. Para os tubos com diâmetros nominais maiores que 600 mm, o cobrimento interno das armaduras deve ser no mínimo de 30 mm e o cobrimento externo no mínimo de 20 mm.

As fibras de aço devem atender aos requisitos estabelecidos para a Classe A-I da NBR 15530. O tubo deve apresentar arestas bem definidas e ser feito por processo industrial adequado às características do produto final quanto à resistência mecânica, permeabilidade, estanqueidade, absorção, dimensões e acabamento. Após a moldagem, os tubos devem ser curados por método e tempo adequados, de modo a evitar a ocorrência de fissuras e garantir sua capacidade resistente. O Anexo G apresenta recomendações básicas para esse procedimento.

O manuseio dos tubos deve ser feito por procedimentos que não alterem suas características aprovadas na inspeção, em respeito ao projeto. Todos os tubos devem trazer, em caracteres legíveis, gravados em baixo-relevo no concreto ainda fresco, o nome ou marca do fabricante, o diâmetro nominal, a classe a que pertencem ou a resistência do tubo, a data de fabricação e um número para rastreamento de todas as suas características de fabricação.

No caso de tubos reforçados exclusivamente com fibras de aço, eles devem ser identificados com a sigla “RF” gravada em caracteres legíveis em baixo-relevo no concreto ainda fresco e, no caso de armados com reforço secundário de fibra, devem ser identificados com a sigla “RSF”. Os tubos devem ser estocados na fábrica ou na obra de acordo com as instruções do fabricante e protegidos de contaminação. O Anexo G apresenta recomendações básicas para esse procedimento.

As juntas dos tubos para aplicação em esgoto sanitário devem ser do tipo elástica. Para os tubos destinados a água pluvial, as juntas podem ser rígidas ou elásticas. As amostras de um lote de tubos ou acessórios, formadas conforme a formação de lotes e amostras de tubos e de anéis de borracha, devem atender aos requisitos de 5.2 e 5.3, respeitadas suas especificidades.

As superfícies internas e externas dos tubos devem ser regulares, homogêneas e uniformes, compatíveis com o processo de fabricação, não podendo apresentar defeitos visíveis a olho nu ou detectáveis por meio de percussão, e que sejam prejudiciais à qualidade do tubo quanto à resistência, permeabilidade, durabilidade e rugosidade. Fibras salientes na superfície interna e na ponta do tubo provido de junta elástica não são admitidas. Fibras aparentes na superfície externa do tubo não caracterizam problema.

Não são permitidos retoques com nata de cimento ou com outros materiais, visando esconder defeitos. Após o fim de pega do concreto e mediante aprovação do comprador, podem ser executados reparos de defeitos de dimensões inferiores ao estabelecido ou não podem ser aceitos tubos com defeitos como bolhas ou furos superficiais com diâmetro superior a 10 mm e profundidade superior a 5 mm e fissuras com abertura maior que 0,15 mm, bem como fissuras superficiais, com materiais e procedimentos adequados e fiscalizados pelo comprador.

Não podem ser retiradas as fibras salientes na superfície dos tubos com o concreto fresco. Não podem ser aceitos tubos com defeitos como bolhas ou furos superficiais com diâmetro superior a 10 mm e profundidade superior a 5 mm e fissuras com abertura maior que 0,15 mm. O acabamento da superfície interna do tubo deve ser avaliado com o gabarito da figura abaixo, que deve ser rolado sobre esta superfície em movimentos circulares com o eixo paralelo ao eixo do tubo. Devem ser aprovados os tubos cuja parede não é tocada pela parte central do gabarito.

O Anexo A fornece as dimensões e resistências dos tubos objeto desta norma. As dimensões dos tubos estão apresentadas nas Tabelas A.1, A.2 e A.3 (disponíveis na norma). Os tubos devem ter eixo retilíneo e perpendicular aos planos das extremidades. A superfície interna deve ser cilíndrica e as seções transversais devem ter a forma de coroa circular.

O diâmetro interno médio não pode diferir mais de 1 % do diâmetro nominal. Para a espessura de parede não são admitidas diferenças para menos de 5 % da espessura declarada ou 5 mm, adotando-se sempre o menor valor. O comprimento útil não pode diferir da dimensão declarada em mais de 20 mm para menos, nem mais de 50 mm para mais.

A força mínima isenta de fissuras deve ser determinada conforme ensaio estabelecido no Anexo B, no caso de tubos de concreto armados e armados com reforço secundário de fibras, ou conforme o Anexo F, no caso de tubos de concreto reforçados exclusivamente com fibras de aço. As forças mínimas isentas de fissura, para cada diâmetro nominal e classe, devem obedecer aos requisitos estabelecidos na Tabela A.5 (disponível na norma).

A força mínima de ruptura deve ser determinada conforme ensaio estabelecido no Anexo B no caso de tubos de concreto simples, armados e armados com reforço secundário de fibras, ou conforme o Anexo F no caso de tubos de concreto reforçados exclusivamente com fibras de aço. As forças de ruptura, para cada diâmetro nominal e classe, devem ser no mínimo as apresentadas nas Tabelas A.4 e A.5 (disponíveis na norma).

Os tubos com junta elástica para esgoto sanitário devem ter suas permeabilidade e estanqueidade determinadas conforme ensaio descrito no Anexo C, não podendo apresentar vazamento, quando submetidos à pressão de 0,1 MPa durante 30 min. Manchas de umidade, bem como gotas aderentes, não podem ser consideradas como vazamentos.

Pode-se acrescentar que até a entrega na obra, os tubos de concreto passam por algumas etapas importantes, como o processo de cura, manuseio, armazenagem, transporte e instalação, as quais requerem cuidados específicos, pois a estanqueidade, a durabilidade e a resistência dos tubos estão também ligadas à sua integridade. Recomenda-se que a aquisição dos tubos de concreto seja baseada nas especificações de projeto e que a verificação do atendimento aos requisitos desta Norma seja realizada preferencialmente antes do transporte dos tubos ao local de aplicação.

No momento da aquisição, é importante que o comprador forneça ao fabricante a classe de resistência mecânica do tubo ou os seguintes critérios, especificações e informações para a definição dos tubos a serem fornecidos: nome e local da obra; utilização prevista (água pluvial ou esgoto sanitário ou outro); diâmetro nominal interno (DN); tipo de junta (rígida no caso de água pluvial e elástica no caso de água pluvial ou esgoto sanitário, podendo ser integrada ou como acessório); tipo de encaixe (ponta e bolsa ou macho e fêmea); desenhos de locação em planta e perfil; grau de agressividade do meio interno e externo da peça; método executivo (base de assentamento, equipamento de compactação do aterro, outros); carga móvel ou acidental; cargas especiais; outras exigências consideradas importantes pelo comprador.

Em contrapartida, é de responsabilidade do fabricante de tubos: seguir o projeto especificado de acordo com a classe de resistência mecânica solicitada; fornecer ao comprador instruções para manuseio, transporte e estocagem das peças; disponibilizar os resultados dos ensaios, conforme esta norma; fornecer os tubos para a obra em condições de utilização. Fica a critério de entendimento entre comprador e fabricante o estabelecimento dos custos decorrentes da realização de todos os ensaios previstos nesta norma e de seu acompanhamento.

A cura adequada do concreto é de fundamental importância no desenvolvimento de sua resistência mecânica e respectiva durabilidade. O processo de cura tem o objetivo de manter um adequado teor de umidade a uma temperatura favorável no interior da massa de concreto, durante o processo de hidratação dos materiais aglomerantes, de modo a propiciar o adequado desenvolvimento de suas propriedades. Nos tubos armados o processo de cura é de fundamental importância na prevenção do aparecimento de fissuras.

A padronização dos medidores de água potável

Os medidores de água devem apresentar uma numeração própria na forma de um código alfanumérico, localizada no máximo em duas das partes definidas a seguir: carcaça; flange; mostrador; porca superior ou anel de fechamento.

A NBR 8194 de 12/2019 – Medidores de água potável — Padronização padroniza o formato do número de série, conexões e dimensões de medidores de água potável destinados à instalação em unidades consumidoras, em complemento às NBR 16043-1, NBR 16043-2 e NBR 16043-3.

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Como deve ser os medidores com extremidades roscadas?

Quais as dimensões de porcas plásticas?

Como devem ser os medidores com extremidades flangeadas?

Quais as dimensões de medidores de água, flange roscada com ressalto e flange integrado para PN 16?

Os medidores de água devem apresentar uma numeração própria na forma de um código alfanumérico, localizada no máximo em duas das partes definidas a seguir: carcaça; flange; mostrador; porca superior ou anel de fechamento. Para medidores com diâmetros a partir de DN 40, podem ser aceitas numerações gravadas em plaquetas metálicas, desde que estas sejam adequadamente fixadas em partes não removíveis do equipamento e permitam a fácil visualização de suas informações.

Para medidor combinado, com transdutor de medição e dispositivo calculador separáveis, a numeração definida nesta norma deve estar presente no mínimo no elemento primário. Como características, a numeração deve assegurar perfeita legibilidade, ser indelével e atender às seguintes condições: quando for na lateral, deve ser gravada em ambos os lados da carcaça, paralelamente ao plano horizontal do medidor; quando for na parte superior, a numeração deve ser linear ou radial, e estar localizada na porca superior ou anel de fechamento, mostrador ou flange. As dimensões mínimas dos caracteres, de acordo com a modalidade da superfície, encontram-se descritas na tabela abaixo.

A numeração dos medidores de água deve ser única e estar de acordo com um sistema de 12 caracteres alfanuméricos, descritos como a seguir: primeiro caractere: uma letra correspondente à designação dos medidores de água; segundo e terceiro caracteres: dois algarismos, que correspondem ao ano de fabricação; quarto e quinto caracteres: duas letras exclusivas, correspondentes à identificação do fabricante, sendo vedado o uso das letras “i” e “o”; sexto ao décimo segundo caracteres: número de série sequencial com início em 0000001 para cada vazão permanente ou nominal e para cada ano de fabricação.

Questão de saneamento

NBR ISO 50004 de 03/2016 e NBR ISO 50006 de 03/2016: os princípios para um sistema de gestão de energia Publicada em 20/04/2016

Quais são os requisitos gerais de um sistema de gestão da energia? Quais considerações devem…

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Luiz Gonzaga Bertelli

A eclosão da zika surpreendeu o Brasil e uma de suas graves consequências  graves, a microcefalia em bebês, talvez seja a que mais sensibilize a sociedade. Mas há um aspecto que, embora ainda cause indignação, não chega a surpreender: a fragilidade do sistema público de saúde, que se mostra mais precário em casos de surtos inesperados de doenças que se disseminam rapidamente.

Mas aqui cabem algumas perguntas. Será que todos os surtos são mesmo inesperados? Depois do susto com a dengue há poucos anos, ninguém pode alegar que o seu vetor, o Aedes egypti não seja bem conhecido dos brasileiros. Sem tirar o mérito das campanhas de erradicação do mosquito (fumacês, evitar acúmulo de água em pratinhos de vasos, pneus velhos ou garrafas pets; cobrir as caixas d’água, etc.), não seria hora (ainda que tardia) de se pensar em medidas tão ou mais eficazes de prevenção ou, pelo menos, de contenção da proliferação do Aedes?

Essa proposta remete para o persistente descaso com  o saneamento básico, hoje privilégio de apenas 50% dos brasileiros. A outra metade da população está vulnerável a doenças transmissíveis por vetores que proliferam em esgotos a céu aberto, enchentes, poças de água de chuva, etc. Ou, no caso do Aedes, até na água limpa que os moradores estocam para vencer a seca em centenas de municípios, como no Nordeste.

Se o terrível lado humano dessas tragédias não basta para sensibilizar o Poder Público, quem sabe as estimativas dos custos financeiros gerados pelo Aedes estimulem investimentos para valer em saneamento básico. Fiquemos em dois  exemplos, válidos só para 2015. Para tentar controlar a proliferação do Aedes e dos vírus que transmite, só o Ministério da Saúde gastará R$ 2,5 bilhões. E mais: a zika pode causar prejuízos de até R$ 8,6 bilhões com a redução da vinda de estrangeiros para as Olimpíadas.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE.

 

As perdas de água nos sistemas de distribuição

CURSO TÉCNICO PRESENCIAL

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

vazamentoNo mundo, cidades com padrão de excelência em perdas têm indicadores menores que 10%, no Brasil, atualmente esses índices são maiores que 35%

A água é uma necessidade básica da humanidade e a sua escassez e contaminação podem comprometer irreversivelmente a existência humana na Terra. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso a um abastecimento adequado de água. No Brasil, com a crise hídrica que vem afetando fortemente as regiões Sudeste e Nordeste, este assunto ganhou nos últimos meses uma enorme visibilidade na sociedade como um todo, e também entre autoridades e formadores de opinião.

Uma das questões mais relevantes para a gestão hídrica é a mensuração e o controle contínuo das perdas de água, principalmente na etapa de distribuição dos sistemas de abastecimento. Essas perdas podem ser provenientes de vazamentos, erros de medição e consumos não autorizados (ligações clandestinas). Isso traz impactos negativos para o meio ambiente e para a receita financeira da companhia, elevando os custos com tratamento da água, energia elétrica, entre outros. O Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados, apresentou em março deste ano o documento “Perdas de Água: Desafios ao Avanço do Saneamento Básico e à Escassez Hídrica”. Usaram como base os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), de 2013, do Ministério das Cidades.

O estudo apontou que cidades com padrão de excelência em perdas têm indicadores menores do que 15%. No Brasil, em 2013, o índice de perdas de faturamento total foi de 39,07% (6,53 bilhões de metros cúbicos ao ano) e o índice de perdas na distribuição foi de 36,95% (5,95 bilhões de metros cúbicos ao ano). Os dados apresentados pelo SNIS evidenciam uma urgência cada vez maior em acelerar o ritmo de gestão e investimentos em programas de controle e redução das perdas de água.

Tecnicamente pode-se encontrar diferentes procedimentos para avaliação das perdas de água. Uma das mais utilizadas é a proposta pela International Water Association (IWA), seguindo uma matriz de balanço hídrico, onde são detalhados os processos pelos quais a água pode passar, desde o momento que entra no sistema até a casa do consumidor. Evidente que para a elaboração dessa matriz de balanço hídrico, é necessário investir em macromedição para mapear esse “caminho” que a água percorre por toda a rede.

Segundo o mesmo estudo, no atual cenário hídrico brasileiro, uma rede sem perdas não é viável econômica e tecnicamente, pois é muito elevado o investimento para atingir essa situação. Porém, há um limite para a redução dos volumes de perdas. Em São Paulo, os índices de perdas de faturamento total e por distribuição são respectivamente 34,34% e 32,10%; no Rio de Janeiro 50,62% e 30,82%; no Rio Grande do Sul 48,85% e 37,23%; no Paraná 22,48% e 33,35% e em Santa Catarina 26,75% e 33,71%.  Já em Florianópolis, os números são 24,60% e 33,72%.

Para Guilherme Girol, um dos diretores da Sanova Inovação em Saneamento, são vários os desafios a serem enfrentados para mudanças nesse cenário. “Novas obras para melhoria e ampliação das redes atuais precisam ser executadas”, comenta Girol, destacando ainda que “o sistema de abastecimento necessita de uma visão mais sistêmica no qual não seja observada apenas a necessidade de reparar um vazamento, mas também de investir em tecnologias de monitoramento inteligente de dados aliado com ações de gestão e planejamento técnico. Dessa forma, gradativamente os índices podem ser reduzidos, gerando economia financeira, maior capacidade de investimento e, claro, sustentabilidade hídrica”.

Outro dado que impressiona é o potencial de economia gerado com base nas perdas totais dos sistemas brasileiros. “8 bilhões de reais, isto mesmo, 8 bilhões. Este recurso poderia estar sendo aplicado em melhorias, ampliações e novas obras em prol da universalização do saneamento básico no Brasil”, finaliza Guilherme.

Saneamento básico no Brasil pode reduzir até 6,8% do atraso escolar

Vídeo explicativo

Apresentando os novos requisitos e as alterações para a ISO 9001:2015 – Disponível pela Internet

Tem sido verificado em todo o mundo, nos últimos anos, um significativo aumento no interesse pelo desenvolvimento de Sistemas de Gestão “integrados”

Uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou, em julho de 2014, que a população brasileira atingiu 202,7 milhões de habitantes. Do total de crianças, com idade entre 7 e 14 anos, 97% estão na escola. Mas, de que forma a falta de saneamento básico no Brasil atinge diretamente o rendimento escolar, o aprendizado e a frequência escolar dessas crianças?

De acordo com dados do Instituto Trata Brasil, crianças com acesso a saneamento básico chegam a ter um aproveitamento de 20% no rendimento escolar. Um estudo do mesmo Instituto, de 2011, mostrou que 50% das internações por diarreias ocorreram em crianças com até cinco anos.

Exatamente na faixa etária quando a criança precisa ter a saúde mais preservada e, principalmente, a atividade cerebral está em desenvolvimento. Segundo vários pediatras, inclusive alguns deles embaixadores do instituto, as diarreias constantes desidratam as crianças, e com isso pode haver comprometimento da capacidade de aprendizado escolar para a vida toda.

Para o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, a falta de saneamento básico está ligada diretamente com a performance escolar da criança, uma vez que o aprendizado está totalmente conectado à saúde. “Todo cidadão tem direito a água limpa e esgoto tratado. São princípios básicos do desenvolvimento do ser humano. Quando deixamos de oferecer o saneamento básico (água e coleta e tratamento dos esgotos), as crianças são as primeiras a sentirem”, afirma Édison.

No ano passado, o Instituto apresentou outros estudos, que mostraram os benefícios da universalização do saneamento básico no país. Um capítulo inteiro, destinado a educação, apresentou que a universalização do acesso à coleta de esgoto e água tratada traria uma redução de 6,8% no atraso escolar dos alunos que vivem em regiões sem saneamento.

Para Guilherme Girol, um dos diretores da Sanova Inovação em Saneamento, são vários os desafios a serem enfrentados em várias regiões do Brasil. “Faltam políticas públicas por parte dos governantes e maior eficiência na elaboração e execução de projetos e obras, principalmente. Em relação aos projetos, é necessário que as empresas busquem ferramentas de otimização (softwares) para a elaboração dos mesmos. Estes, além de projetarem a infraestrutura necessária para atender as demandas de água e esgoto, conseguem simular condições futuras, como por exemplo, o crescimento populacional e o impacto que isso irá acarretar no projeto”.

Historicamente, as regiões do Nordeste e Norte ainda estão atrasadas no que se refere aos serviços de coleta e tratamento dos esgotos. A região Norte é a mais preocupante, onde grandes cidades não coletam e tão pouco, tratam o esgoto.

Essa realidade além de impactar no rendimento escolar, exerce impacto negativo em outras áreas como no turismo e até mesmo na valorização ambiental. O Sul é uma região que também apresenta indicadores alarmantes na coleta e tratamento de esgotos. Exceto o Paraná, que apresenta dados melhores, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda estão distantes do cenário ideal.

Já as regiões do Centro-Oeste e Sudeste apresentam os melhores índices, mas ainda têm desafios pela frente. Cidades aonde a universalização do saneamento já chegou, como é o caso de Limeira e Franca, ambas no estado de São Paulo, e Uberlândia em Minas Gerais, os índices de internações por doenças de veiculação hídrica são menores, a taxa de desempenho escolar é considerável e a valorização ambiental é assegurada.

É importante salientar que quando se fala em saneamento, logo costuma-se lembrar dos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Mas o conceito é formado também por drenagem urbana e os resíduos sólidos, compondo assim os quatro pilares do saneamento básico.

Atualmente, o setor no país está custeando uma conta onerosa, devido à ausência do investimento que o setor deixou de receber por cerca de 30 anos, com a extinção do Plano Nacional de Saneamento Básico (Planasa), criado na década de 1970 e extinto na década seguinte. Este atraso está sendo revertido, de forma lenta, com ações voltadas principalmente para a ampliação das redes de esgotamento sanitário.