O desempenho eletroacústico dos sonômetros

A NBR IEC 61672-1 de 10/2021 – Eletroacústica — Sonômetros – Parte 1: Especificações fornece especificações para desempenho eletroacústico de três tipos de instrumentos de medição sonora: um sonômetro convencional que mede níveis sonoros com ponderação exponencial no tempo e ponderação em frequência; um sonômetro de nível equivalente que integra e obtém a média temporal do nível sonoro ponderado em frequência; e um sonômetro integrador que mede níveis de exposição sonora ponderados em frequência. Os sonômetros em conformidade com os requisitos desta norma têm uma resposta em frequência específica para o som incidente no microfone, a partir de uma direção principal em campo livre ou em um campo de incidência aleatória.

Os sonômetros especificados nesta norma são geralmente destinados a medir sons na faixa da audição humana. A ponderação em frequência AU, especificada na IEC 61012, pode ser aplicada para a medição de níveis sonoros audíveis ponderados em A, na presença de uma fonte que contenha componentes espectrais em frequências maiores que 20 kHz 1.

Duas categorias de desempenho, Classes 1 e 2, são especificadas nesta norma. Geralmente, as especificações para Classes 1 e 2 de sonômetros têm a mesma meta de projeto e diferem principalmente nos limites de aceitação e nas faixas operacionais de temperatura. Os limites de aceitação para especificações de Classe 2 são maiores ou iguais àqueles especificados para a Classe 1.

Esta norma é aplicável a uma variedade de projetos de sonômetros. Um sonômetro pode ser um instrumento portátil com um microfone acoplado e um indicador embutido. Um sonômetro pode ser constituído por um ou mais componentes separados em uma ou mais carcaças e pode ser capaz de mostrar uma variedade de níveis de sinais acústicos.

Os sonômetros podem incluir um processador de sinais digital ou analógico, combinados ou em separado, com múltiplos sinais de saída, analógicos e digitais. Os sonômetros podem incluir computadores, gravadores, impressoras e outros dispositivos que formam uma parte necessária do instrumento completo.

Eles podem ser projetados para uso com um operador presente ou para medição automática e contínua do nível sonoro sem a presença do operador. As especificações nesta norma para resposta às ondas sonoras se aplicam sem a presença do operador no campo sonoro.

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Quais devem ser as correções para uso durante os testes periódicos?

Quais são os limites de aceitação para desvio de resposta direcional a partir da meta de projeto?

Quais são as ponderações em frequência e limites de aceitação?

O que se deve fazer em relação ao ruído autogerado?

As condições ambientais de referência para especificação do desempenho eletroacústico de um sonômetro são: temperatura do ar 23 °C; pressão estática 101,325 kPa; umidade relativa 50%. Geralmente, um sonômetro é uma combinação de um microfone, um pré-amplificador, um processador de sinais e um dispositivo mostrador. As especificações de desempenho desta norma se aplicam a qualquer projeto de microfone e pré-amplificador que seja apropriado para um sonômetro.

O processador de sinais inclui as funções combinadas de um amplificador com uma resposta em frequência especificada e controlada, um dispositivo para obter o quadrado do sinal da pressão sonora variante no tempo e ponderada em frequência, e capaz de integrar ou obter a média no tempo. O processamento de sinais que é necessário para a conformidade com as especificações desta norma é uma parte integrante de um sonômetro.

Nesta norma, um dispositivo mostrador fornece uma leitura física e visível, ou armazenamento, de resultados de medição. Qualquer resultado de medição armazenado deve estar disponível para exibição por meio de um dispositivo especificado pelo fabricante, por exemplo, um computador com um programa associado.

Para especificar a emissão máxima permitida de, e imunidade aos efeitos de exposição a, campos de radiofrequência, os sonômetros são classificados em três grupos, como a seguir: sonômetros do Grupo X: instrumentos independentes que incluem aparatos para a medição do nível sonoro de acordo com esta norma e para os quais é especificada a energização interna por bateria para o modo de operação normal, não requerendo conexões externas a outros aparatos para medição do nível sonoro; sonômetros do Grupo Y: instrumentos independentes que incluem aparatos para a medição do nível sonoro de acordo com esta norma e para os quais é especificada a conexão a uma fonte pública de energia elétrica para o modo de operação normal, não requerendo conexões externas a outros aparatos para medir níveis sonoros; e os sonômetros do Grupo Z: instrumentos que incluem aparatos para a medição do nível sonoro de acordo com esta norma e que requerem dois ou mais itens de equipamento, que são partes constituintes essenciais do sonômetro, para serem conectados juntos por algum meio para modo de operação normal.

Os itens separados podem ser operados a partir de baterias internas ou a partir de um fornecedor público de energia elétrica. A configuração do sonômetro independente e o seu modo de operação normal devem ser declarados no Manual de Instruções. Se apropriado, a configuração completa do sonômetro inclui um protetor de vento e outros dispositivos que são instalados próximo ao microfone, como componentes integrantes para o modo de operação normal. A diferença entre a correção de um protetor de vento medida de acordo com a IEC 61672-2 e a correção do protetor de vento correspondente fornecida no Manual de Instruções não pode exceder os limites de aceitação aplicáveis dados na tabela abaixo.

Um sonômetro que é declarado no Manual de Instruções como sonômetro Classe 1 ou Classe 2 deve estar em conformidade com todas as especificações aplicáveis para Classe 1 ou Classe 2, respectivamente, que são fornecidas nesta norma. Um sonômetro Classe 2 pode prover algumas funções de Classe 1, mas, se qualquer função estiver em conformidade apenas com as especificações para Classe 2, o instrumento é um sonômetro Classe 2.

Um sonômetro pode ser especificado como um instrumento Classe 1 para uma configuração e como um instrumento Classe 2 para outra configuração (por exemplo, com um microfone ou um pré-amplificador diferente). O Manual de Instruções deve declarar os modelos de microfones com os quais o sonômetro completo está em conformidade com as especificações de desempenho para Classe 1 ou Classe 2, para ondas sonoras incidentes no microfone na direção de referência em campo livre, ou com incidência aleatória, como apropriado.

O Manual de Instruções deve descrever procedimentos apropriados para uso do sonômetro. Ele deve declarar como o microfone e o pré-amplificador devem ser montados, se aplicável, para que estejam em conformidade com as especificações para resposta direcional e ponderações em frequência. Pode ser requerido que um dispositivo extensor ou cabo esteja em conformidade com as especificações.

Neste caso, o sonômetro deve ser declarado no Manual de Instruções em conformidade com as especificações aplicáveis para resposta direcional e ponderação em frequência, somente quando os dispositivos especificados forem instalados. Um programa de computador pode ser uma parte integrante de um sonômetro. O Manual de Instruções deve descrever os meios pelos quais um usuário pode identificar a versão do programa que está instalado para operar as funções do sonômetro.

Um sonômetro deve ter a ponderação A em frequência. No mínimo, um sonômetro convencional deve prover um meio para indicar o nível sonoro ponderado em frequência pela curva A e ponderado no tempo em F. No mínimo, um sonômetro de nível equivalente deve prover um meio para indicar o nível sonoro médio no tempo ponderado em A. No mínimo um sonômetro integrador deve prover um ou todas as características de projeto para as quais as especificações de desempenho são dadas nesta norma.

Um sonômetro deve estar em conformidade com as especificações de desempenho aplicáveis para aquelas características de projeto que são fornecidas. Se o sonômetro apenas indicar o nível de exposição sonora, o nível sonoro médio no tempo deve ser determinado aplicando-se a Equação (6) para o tempo de obtenção da média. Os sonômetros em conformidade com os limites de aceitação da Classe 1 também devem possuir a ponderação C em frequência.

Os sonômetros que medem nível sonoro de pico ponderado em C também devem ser capazes de medir níveis sonoros médios no tempo ponderados em C. A ponderação em frequência Z é opcional. O Manual de Instruções deve descrever todas as ponderações em frequência que são fornecidas. Um sonômetro pode ter mais que um dispositivo mostrador. Uma conexão de saída analógica ou digital, por si só, não é um dispositivo mostrador.

Um sonômetro pode ter mais de uma faixa de nível com um controle apropriado de faixa de nível. O Manual de Instruções deve identificar a (s) faixa (s) de nível pelos limites inferior e superior do nível sonoro ponderado em A nominal em 1 kHz e fornecer instruções para a operação do controle de faixa de nível. O Manual de Instruções também deve fornecer as recomendações para selecionar a faixa de nível ideal para exibir os resultados de uma medição de nível sonoro ou nível de exposição sonora.

O nível de pressão sonora de referência, a faixa de nível de referência e a orientação de referência devem ser declarados no Manual de Instruções. Convém que o nível de pressão sonora de referência seja preferencialmente de 94 dB. O Manual de Instruções deve declarar a direção de referência para cada modelo de microfone que se deseja usar com o sonômetro. A posição do ponto de referência do microfone também deve ser declarada.

Um nível de pressão sonora de 94 dB corresponde aproximadamente ao nível de pressão sonora médio quadrático (no tempo) de 1 Pa2 ou a uma pressão sonora raiz média quadrática de 1 Pa. Uma função de retenção deve ser fornecida, para medições de nível sonoro máximo ponderado no tempo e nível sonoro de pico, se o sonômetro for capaz de medir estas grandezas. O Manual de Instruções deve descrever a operação do dispositivo de retenção e os meios para remover a indicação que estiver retida.

Os sinais elétricos são utilizados para avaliar a conformidade a várias especificações desta norma. Os sinais elétricos são equivalentes aos sinais de saída do microfone. Como apropriado para cada modelo de microfone especificado, a meta de projeto e os limites de aceitação aplicáveis devem ser declarados no Manual de Instruções tanto para as características elétricas do dispositivo quanto para os meios utilizados para inserir sinais na entrada elétrica do pré-amplificador.

As características elétricas incluem os componentes resistivos e reativos da impedância elétrica na saída do dispositivo. A meta de projeto para a impedância deve ser especificada para a frequência de 1 kHz. O microfone deve ser removível para permitir a inserção de sinais elétricos de testes na entrada do pré-amplificador.

O Manual de Instruções deve declarar o mais alto nível de pressão sonora no microfone e a maior tensão pico a pico que pode ser aplicada na entrada elétrica do pré-amplificador sem causar danos ao sonômetro. As especificações de desempenho desta norma se aplicam, como apropriado, a qualquer ponderação no tempo ou em frequência operados em paralelo e para cada canal independente de um sonômetro multicanal.

Um sonômetro multicanal pode ter duas ou mais entradas para microfone. O Manual de Instruções deve descrever as características e a operação de cada canal independente. As especificações para a resposta eletroacústica de um sonômetro se aplicam após um intervalo de tempo inicial, quando o equipamento for ligado.

O intervalo de tempo inicial, declarado no Manual de Instruções, não pode exceder 2 min. Deve ser permitido que o sonômetro atinja o equilíbrio com as condições ambientais predominantes antes que seja ligado o fornecimento de energia. Nas subseções subsequentes, os limites de aceitação são fornecidos para valores permitidos dos desvios medidos a partir das metas de projeto.

O Anexo A descreve a relação entre o intervalo de tolerância, o intervalo de aceitação correspondente e a incerteza de medição máxima permitida. A conformidade com uma especificação de desempenho é demonstrada quando os seguintes critérios forem satisfeitos: desvios medidos a partir das metas de projeto não excederem os limites de aceitação aplicáveis e a incerteza de medição correspondente não exceder a incerteza de medição máxima permitida correspondente fornecida no Anexo B para uma probabilidade de abrangência de 95%.

O Anexo C fornece exemplos de avaliação da conformidade com as especificações desta norma. Pelo menos um modelo de calibrador de nível sonoro deve ser declarado no Manual de Instruções para verificar ou ajustar a sensibilidade global do sonômetro, de modo a otimizar o desempenho eletroacústico sobre a faixa de frequência completa.

Para os sonômetros de Classe 1, o calibrador de nível sonoro deve estar conforme as especificações de Classe 1 da NBR IEC 60942. Para os sonômetros de Classe 2, o calibrador de nível sonoro deve estar conforme as especificações para Classe 1 ou 2 da NBR IEC 60942. Os calibradores de nível sonoro padrão laboratorial não são apropriados para aplicações de campo gerais com um sonômetro, pois as suas características de desempenho são especificadas na NBR IEC 60942 apenas para uma faixa limitada de condições ambientais.

Para o nível de pressão sonora de referência na faixa de nível de referência e para a frequência de verificação da calibração na faixa de 160 Hz a 1 250 Hz, um procedimento e dados devem ser fornecidos no Manual de Instruções, para que um ajuste aplicado ao nível sonoro indicado em resposta à utilização do calibrador de nível sonoro resulte na indicação requerida na frequência de verificação da calibração. Os dados de ajuste devem ser determinados de acordo com a IEC 62585 e devem ser aplicados para condições ambientais ao menos dentro das faixas de 80 kPa a 105 kPa para pressão estática, 20 °C a 26 °C para temperatura do ar e 25 % a 70 % para umidade relativa.

Os dados de ajuste devem ser aplicados aos microfones de todos os modelos declarados no Manual de Instruções para uso com o sonômetro e a qualquer dispositivo associado fornecido pelo fabricante do sonômetro para montar o microfone com o instrumento. As variações nos valores dos dados de ajuste dentro destas faixas de condições ambientais devem ser incluídas na incerteza associada para os dados de ajuste. A diferença entre os dados de ajuste medidos de acordo com a IEC 61672-2 e os dados de ajuste do Manual de Instruções não pode exceder ± 0,3 dB.

A performance dos equipamentos de controle e de detecção de incêndio

Um equipamento de controle e indicação de detecção de incêndio (ECIDI) deve possuir uma condição funcional caracterizada por sua indicação e as condições funcionais reconhecidas são as seguintes: condição de alarme de incêndio, quando um alarme de incêndio é indicado; condição de sinal de supervisão, quando um sinal de supervisão é indicado; condição de aviso de falha, quando uma falha é indicada; condição de desabilitação, quando a desabilitação das funções é indicada; condição de ensaio, quando o ensaio de funções é indicado; e condição normal, quando o equipamento de controle e indicação de detecção de incêndio é alimentado por uma fonte de alimentação e nenhuma outra condição funcional é indicada.

Algumas funções associadas podem ser integradas ao projeto de um ECIDI, sendo que essa integração pode incluir o processamento de sinais a partir dos detectores ao ponto no qual é tomada uma decisão de alarme de incêndio. A documentação do projeto precisa mostrar onde e como essa decisão é tomada, de modo que estes retardos possam ser avaliados. Isso geralmente pode ser apenas o caso em um ECIDI controlado por software.

O processamento dos sinais de incêndio para o ponto não é considerado uma função do ECIDI, mas sim da norma apropriada do detector (por exemplo, NBR ISO 7240-7, no caso de detectores de fumaça). As funções que são parte do ECIDI incluem a varredura e aquisição de sinais pelo ECIDI a partir de pontos, o controle ou programação de qualquer processamento de sinais a partir de pontos, onde isso é contido dentro da estrutura de software geral do ECIDI e qualquer outro procedimento necessário para indicações e/ou ativação de saídas, subsequentes à decisão de alarme de incêndio.

Os tempos associados às funções do ECIDI não devem acrescentar um retardo de mais de 10 s ao processamento do sinal do detector aprovado, seja para indicar a condição de alarme de incêndio ou uma nova zona de detecção de incêndio em alarme. A avaliação da conformidade pode ser obtida pela inspeção da documentação do projeto ou por ensaios com meios apropriados, como um detector simulado, ou ambos. Para os ensaios ambientais podem ser fornecidos um, dois ou três corpos de prova. Esses ensaios a serem aplicados constam na tabela abaixo.

Pode-se acrescentar que uma zona de detecção de incêndio irá conter um ou mais detectores de incêndio ou acionadores manuais, instalados em uma área localizada nas propriedades protegidas. Em geral, uma propriedade protegida é dividida em zonas de detecção de incêndio, a fim de auxiliar a: localização rápida da fonte de um alarme de incêndio, avaliação das dimensões do incêndio e monitoramento de sua taxa de crescimento e subdivisão do sistema instalado, para as finalidades de organização de alarme e medidas de proteção contra incêndio.

O número de detectores de incêndio ou acionadores manuais ou ambos em uma zona de detecção de incêndio pode variar, dependendo das circunstâncias. Não é previsto configurar mais de uma zona de detecção de incêndio em um volume único, a não ser que esse seja muito grande. Presume-se que uma zona de detecção de incêndio não contenha mais de 32 detectores de incêndio e/ou acionadores manuais, uma vez que isso pode corresponder a uma área inaceitavelmente grande.

Pode-se destacar que as zonas de detecção de incêndio são as unidades mandatórias para a indicação individual do alarme de incêndio. A finalidade é proporcionar as indicações exclusivas para as zonas de detecção de incêndio nas quais são originados alarmes de incêndio, de modo que uma multiplicidade de sinais de alarme dos detectores de incêndio em um mesmo volume não desordene um visor alfanumérico e não coloque em risco o rápido reconhecimento de novas zonas de detecção de incêndio em alarme.

As zonas de detecção de incêndio podem ser subdivididas, de modo que sinais de pontos individuais, ou grupos de pontos também possam ser identificados no ECIDI, fornecendo assim informações mais detalhadas sobre a localidade de um evento, além da indicação da zona de detecção de incêndio afetada. Um ECIDI pode incorporar os componentes controlados por software que são necessários para cumprir os requisitos normativos que são fornecidos para o fabricante.

Um bom exemplo é um módulo de visor alfanumérico, porém existem muitas possibilidades, inclusive os dois módulos físicos e software integrado, como, por exemplo, os sistemas operacionais. Tais elementos podem ser comercializados mundialmente como itens de mercado, e documentação de software detalhada e, para esse assunto, os detalhes do projeto de hardware pode não estar disponível ao fabricante do ECIDI.

A normalização não deve proibir o uso de tecnologia apropriada e em tais casos os requisitos detalhados para documentação e projeto podem ser dispensados, a critério da autoridade dos ensaios. No entanto, é previsto que produtos de terceiros que são projetados e produzidos exclusivamente para um ECIDI sejam totalmente documentados e cumpram os requisitos.

O fabricante deve assegurar que o componente é de confiabilidade comprovada e é apropriado para a aplicação. A confiabilidade comprovada pode ser assumida se os componentes em questão estiverem livremente disponíveis no mercado e se houver experiência de campo suficiente (por exemplo, ≥ 1 ano).

A interface com a aplicação principal deve ser clara e especificada de forma compreensiva, e essa documentação deve estar disponível para a autoridade de ensaios. O programa é o software necessário para o ECIDI executar funções mandatórias, inclusive quaisquer opções declaradas com os requisitos. A execução do programa inteiro deve ser monitorada e isso pode incluir software que processa em mais de um processador e software em componentes fornecidos pelo fabricante.

Assim, depende do fabricante e do laboratório de ensaio concordarem quão compreensivo o grau de monitoramento precisa ser, porém, no caso de um módulo de visor alfanumérico, considera-se ser suficiente verificar rotineiramente se os dados escritos no módulo podem ser lidos a partir desse visor. Fundamental, que o ECIDI entre em estado seguro no caso de uma falha de execução do programa. O estado seguro é determinado pelo fabricante, porém é previsto que não resulte na ativação falsa de saídas obrigatórias, nem forneça a falsa impressão a um usuário de que o ECIDI permanece operacional, caso não esteja operacional.

Na prática, pode ser aceitável parar ou reiniciar automaticamente a execução do programa. Caso exista uma possibilidade de que a memória esteja corrompida, o procedimento de reinício deve verificar o conteúdo dessa memória e, caso necessário, reinicialize dados de processamento para assegurar que o ECIDI entre em estado operacional seguro. Por este motivo, pode ser vantajoso para o ECIDI ser capaz de registrar automaticamente os detalhes do evento de reinício. Em qualquer caso, a indicação de falha do sistema deve ficar mantida até uma intervenção manual.

A NBR ISO 7240-2 de 10/2021 – Sistemas de detecção e alarme de incêndio – Parte 2: Equipamentos de controle e de indicação de detecção de incêndio especifica os requisitos, métodos de ensaio e critérios de desempenho para o equipamento de controle e indicação de detecção de incêndio para uso em sistemas de detecção de incêndio e de alarme de incêndio instalados em edificações. Para o ensaio de outros tipos de equipamento de controle e indicação de detecção de incêndio, esse documento destina-se a ser usado somente para orientação. O ECIDI com características especiais, desenvolvido para riscos específicos, não é coberto por este documento.

O equipamento de controle e indicação de detecção de incêndio processa sinais recebidos e pode indicar informações no equipamento de controle e indicação de detecção de incêndio e/ou enviar sinais para outras funções dentro do sistema de detecção e alarme de incêndio. Os sinais são utilizados para notificar os ocupantes da edificação e outras partes responsáveis pela segurança da edificação, de acordo com os objetivos de projeto para o sistema de detecção e alarme de incêndio (ver também a ISO 7240-14).

Este documento foi elaborado com base em funções mandatórias, as quais são fornecidas em todos os equipamentos de controle e indicação de detecção de incêndio e funções opcionais (com requisitos) que podem ser fornecidas. É desejado que as opções sejam usadas para aplicações específicas e para atender aos objetivos de projeto do sistema de detecção e alarme de incêndio.

Cada função opcional está incluída como uma entidade separada, com seu próprio conjunto de requisitos associados, de modo a permitir que equipamentos de controle e indicação de detecção de incêndio com muitas combinações diferentes de funções cumpram com este documento. Outras funções associadas à detecção de incêndio e alarme de incêndio podem também ser fornecidas, mesmo que não estejam especificadas neste documento.

O ECIDI deve ter provisão para agrupamento dos sinais a partir de pontos para fornecer indicações de zonas. O processamento de sinais deve dar a máxima prioridade à indicação de alarmes de incêndio. O ECIDI deve ser capaz de indicar inequivocamente as seguintes condições funcionais, de acordo com o descrito nessa norma: condição normal; condição de alarme de incêndio; condição de aviso de falha; condição de desabilitação, onde houver a condição; condição de teste, onde houver a condição; e condição de sinal de supervisão, onde houver a condição.

O ECIDI deve ser capaz de estar simultaneamente em qualquer combinação das seguintes condições funcionais: condição de alarme de incêndio; condição de aviso de falha; condição de desabilitação, onde houver a condição; condição de teste, onde houver a condição; condição de sinal de supervisão, onde houver a condição. Para cumprir com este documento, o ECIDI deve atender aos requisitos descritos a seguir. A Seção 4, a qual deve ser verificada por inspeção visual ou avaliação de engenharia, deve ser ensaiada de acordo com a Seção 5 e deve atender aos requisitos dos ensaios. As Seções 7 e 8, as quais devem ser verificadas por inspeção visual.

Se uma função opcional com requisitos for incluída no ECIDI, todos os requisitos correspondentes devem ser atendidos (ver Anexo A para uma lista de funções opcionais). Se outras funções, além daquelas especificadas neste documento, forem fornecidas, elas não podem comprometer o cumprimento de qualquer requisito deste documento. Qualquer tipo de informação do sistema pode ser visualizado durante a condição normal.

No entanto, não pode ser dada qualquer indicação que possa ser confundida com indicações usadas na: condição de alarme de incêndio, condição de aviso de falha, condição de desabilitado, condição de teste, ou condição de sinal de supervisão. O ECIDI deve entrar em condição de alarme de incêndio quando são recebidos sinais que, após qualquer processamento necessário (ver Anexo B), são interpretados como um alarme de incêndio.

O ECIDI deve ser capaz de receber, processar e indicar sinais das zonas de detecção de incêndio. O sinal de uma zona de detecção de incêndio não pode corromper o processo de armazenamento e/ou a indicação de sinais de outras zonas de detecção de incêndio. Exceto onde há retardos para saídas. função opcional é aplicável, o tempo tomado pela varredura ou outro processamento de sinais provenientes dos detectores de incêndio, além daquele necessário para tomada de decisão do alarme de incêndio, não pode atrasar a indicação da condição de alarme de incêndio ou de uma nova zona de detecção de incêndio em alarme por mais de 10 s.

O ECIDI deve entrar na condição de alarme de incêndio dentro de 10 s a partir da ativação de qualquer acionador manual. As indicações mandatórias e/ou as saídas não podem ser corrompidas por múltiplos sinais de incêndio recebidos de um ou mais circuitos de detecção, como resultado da operação simultânea de dois pontos ou da operação de pontos adicionais.

A condição de alarme de incêndio deve ser indicada sem intervenção manual. A indicação é estabelecida quando estiverem presentes todas as seguintes condições: uma indicação visual, por meio de um indicador emissor de luz vermelha dedicado (o indicador de alarme geral de incêndio); uma indicação visual das zonas de detecção de incêndio em alarme que pode ser omitida para um ECIDI capaz de receber sinais a partir de uma única zona de detecção de incêndio; uma indicação audível. As zonas de detecção de incêndio em alarme devem ser indicadas visualmente por meio de um indicador emissor de luz vermelha dedicado para cada zona de detecção de incêndio ou um visor alfanumérico ou ambos (ver também Anexo C).

Caso as indicações de zona de detecção de incêndio estejam em um visor alfanumérico que, devido à sua capacidade limitada, não possa indicar simultaneamente todas as zonas de detecção de incêndio em alarme, deve ser exibido o seguinte: a primeira zona de detecção de incêndio em alarme, em um campo na parte superior do visor; as zonas de detecção de incêndio adicionais em alarme, em outro campo; o número total de zonas de detecção de incêndio em alarme; zonas de detecção de incêndio em alarme não indicadas no presente momento, no nível de acesso 1 ou 2. Uma única ação manual deve ser requerida para exibir cada informação de zona de detecção de incêndio.

Os campos ou a janela de alarme podem ser temporariamente suprimidos para permitir a exibição de zonas adicionais de detecção de incêndio em alarme; entretanto, se não houver mais intervenção manual, a exibição deve atender aos requisitos dessa norma dentro de 30 s da supressão momentaneamente. A indicação sonora deve poder ser silenciada no nível de acesso 1 ou 2, por meio de um controle manual dedicado.

Esse controle deve ser usado somente para silenciar a indicação audível e pode ser o mesmo usado para silenciar a condição de aviso de falha. O nível de acesso para o controle de silenciar pode ser configurável. Esse nível apropriado é determinado pelos requisitos locais para gerenciamento do SDAI. A indicação audível não pode ser silenciada automaticamente.

O silenciamento da indicação sonora pode ser acompanhado de alterações nas indicações visuais de alarme de incêndio (por exemplo, a sinalização de indicadores emissores de luz pode mudar de intermitente para contínua ou as informações fornecidas no visor alfanumérico podem ser atualizadas), desde que as condições ainda sejam indicadas conforme requerido neste documento. A indicação sonora deve ressoar para cada nova zona de detecção de incêndio em alarme.

Se a opção de reabilitar automaticamente em um alarme da mesma zona de detecção de incêndio for fornecida, então um novo alarme na mesma zona de detecção também deve ressoar a indicação sonora. Caso sejam indicadas falhas, desabilitações ou ensaios por meio de indicadores emissores de luz dedicados, e tais indicações sejam ocultadas na condição de alarme de incêndio, deve ser possível exibir estas indicações por meio de uma operação manual em nível de acesso 1 ou 2.

Caso as indicações de alarme de incêndio estejam em um visor alfanumérico, as seguintes condições descritas a seguir devem ser aplicadas para exibir outras informações no visor alfanumérico. As informações não relacionadas à condição de alarme de incêndio devem ser ocultadas, a menos que o visor tenha mais do que uma tela, sendo uma delas reservada exclusivamente para indicações de alarme de incêndio.

As indicações suprimidas de falhas, desabilitações e, opcionalmente, modos de ensaio ou de supervisão, devem, cada uma, poder ser exibida a qualquer momento, por meio de operações manuais em nível de acesso 1 ou 2. Essas operações devem ser diferentes daquela, ou adicionais àquela especificada para as zonas de detecção de incêndio em alarme não indicadas no presente momento, no nível de acesso para a exibição de zonas de detecção de incêndio em alarme e devem exibir as indicações suprimidas independentemente uma da outra.

Os campos ou a janela de alarme podem ser temporariamente suprimidos para permitir a exibição de falhas, desabilitações e, opcionalmente, modos de ensaio ou de supervisão, entretanto, a exibição deve atender aos requisitos das zonas de detecção de incêndio em alarme não indicadas no presente momento, no nível de acesso 1 ou 2 dentro de 30 s da supressão. Após uma operação de reset, a indicação das condições funcionais corretas, correspondentes a quaisquer sinais recebidos, deve permanecer ou ser restabelecida dentro de 60 s.

O reset deve ser completado dentro de 20 s após a operação manual ou, onde um reset não puder ser completado em 20 s, deve ser indicado dentro de 20 s que o processo de reset está em execução. Deve ser fornecida pelo menos uma saída que sinalize a condição de alarme de incêndio, a qual pode ser uma saída de acordo com o descrito nessa norma nos itens 4.4.8, 4.4.9 ou 4.4.10.

O ECIDI deve ativar todas as saídas mandatórias dentro de 3 s da indicação de uma condição de alarme de incêndio. Deve ativar todas as saídas mandatórias dentro de 10 s da ativação de qualquer acionador manual. O ECIDI deve ter provisão para a transmissão automática de sinais de alarme de incêndio para dispositivos de sinalização de alarme de incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item C).

Neste caso deve ser aplicado o descrito a seguir. Deve ser possível silenciar os dispositivos de sinalização de alarme de incêndio no nível de acesso 2. Após silenciá-los, deve ser possível soar novamente os dispositivos de sinalização de alarme de incêndio no nível de acesso 2. Os dispositivos de sinalização de alarme de incêndio não podem ser silenciados automaticamente. Deve ser possível configurar a reabilitação automática de dispositivos de sinalização de alarme de incêndio para pelo menos os seguintes modos: sem reabilitação automática; reabilitar automaticamente em um alarme de outra zona de detecção de incêndio; reabilitar automaticamente em um alarme da mesma zona de detecção de incêndio.

A habilitação da saída para C deve ser indicada por meio de um indicador emissor de luz dedicado, um visor alfanumérico ou ambos. A indicação deve ser pelo menos comum para todos estes controles e não pode ser suprimida durante a condição de alarme de incêndio. Quando a função de sinalização de alarme de incêndio não é controlada diretamente a partir do ECIDI, os sinais podem ser transferidos para a função de controle e indicação de alarme de incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item M).

O ECIDI pode ter provisão para a transmissão automática de sinais de alarme de incêndio para a função de transmissão de alarme de incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item E). A transmissão do sinal deve ser indicada por meio de um indicador emissor de luz vermelha dedicado ou um campo no visor alfanumérico ou ambos. Neste caso, a indicação deve permanecer até que seja feito o reset da condição de alarme de incêndio.

Onde a saída especificada em 4.4.9.1 é fornecida, o ECIDI pode ter uma entrada capaz de receber sinais da função de transmissão de alarme de incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017). Neste caso, a recepção dos sinais deve ser indicada por meio de um indicador emissor de luz vermelha dedicado ou um campo no visor alfanumérico ou ambos. O indicador emissor de luz pode ser utilizado em vez do indicador especificado em 4.4.9.1.

A indicação deve permanecer até que seja feito o restabelecimento da condição de alarme de incêndio. Para a saída para a função de proteção contra incêndio, uma função opcional, a do tipo A, o ECIDI pode ter provisão para a transmissão de sinais de alarme de incêndio para a função de controle de proteção contra incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item G). Para a saída tipo B, o ECIDI pode ter provisão para a transmissão de sinais de alarme de incêndio para controlar a função de controle de proteção contra incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item G).

Neste caso, a transmissão do sinal deve ser indicada por meio de um indicador emissor de luz vermelha dedicado ou um campo no visor alfanumérico ou ambos. A indicação deve ser no mínimo comum a todas as funções desse tipo e não pode ser omitida durante a condição de alarme de incêndio. Para a saída tipo C, o ECIDI pode ter provisão para a transmissão de sinais de alarme para controlar a função de controle de proteção contra incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item G).

Neste caso, a recepção de um sinal de confirmação de tal equipamento deve ser indicada por meio de um indicador emissor de luz vermelha dedicado ou um campo no visor alfanumérico ou ambos. A indicação deve ser no mínimo comum para todos os equipamentos deste tipo e não pode ser omitida durante a condição de alarme de incêndio.

O indicador para o tipo C pode ser o mesmo indicador usado para o tipo B, desde que o estado da indicação seja claramente discernível (por exemplo, o uso de uma indicação intermitente para o tipo B e uma indicação de estado contínuo para o tipo C). Em relação aos retardos para saídas, uma função opcional, o ECIDI pode ter provisão para retardar a ativação de saídas para função de sinalização de alarme de incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item C) ou para função de transmissão de alarme de incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item E) ou para função de controle de proteção contra incêndio (ver NBR ISO 7240-1:2017, Figura 1, item G), ou todas estas (ver Anexo D).

Nesses casos, deve ser aplicado no mínimo o descrito a seguir. A operação de retardos para saídas para dispositivos de sinalização de alarme de incêndio ou saídas para equipamento automático de proteção contra incêndio deve ser selecionável em nível de acesso 3, para ser aplicada a: detectores de incêndio, e/ou acionadores manuais, e/ou sinais a partir de zonas de detecção de incêndio individuais.

A operação de retardos para sinais para função de transmissão de alarme de incêndio deve ser selecionável no nível de acesso 3, para ser aplicada a: detectores de incêndio, e/ou sinais a partir de zonas de detecção de incêndio individuais. Os tempos de retardo devem ser configuráveis em nível de acesso 3, em incrementos que não excedam 1 min, até um máximo de 10 min.

Deve ser possível anular os retardos e ativar imediatamente saídas retardadas por meio de uma operação manual em nível de acesso 1 ou por meio de um sinal de um acionador manual. O retardo para um sinal de saída não pode afetar a ativação de outras saídas. A ativação do retardo deve ser indicada por um indicador emissor de luz amarela dedicado ou por um campo no visor alfanumérico, ou ambos.

Para o controle de retardo, se a configuração estiver de acordo com 4.4.11.1, o ECIDI pode ter provisão para ligar e desligar a operação retardada de saídas. Neste caso, é aplicado o descrito a seguir. A provisão pode ser feita para ligar e desligar os retardos por meio de uma operação manual em nível de acesso 2. A provisão pode ser feita para ligar e/ou desligar automaticamente os retardos por meio de um temporizador programável, que deve ser configurado em nível de acesso 3.

Um indicador emissor de luz dedicado ou um campo no visor alfanumérico ou ambos deve estar visível quando a operação retardada de saídas estiver ligada. A indicação não pode ser omitida durante a condição de alarme de incêndio. A dependência de mais de um sinal de alarme, uma função opcional, a do Tipo A, após o recebimento de um sinal de alarme inicial de um detector de incêndio, a entrada para a condição de alarme de incêndio pode ser inibida até o recebimento de um sinal de alarme subsequente do mesmo detector de incêndio ou de um detector de incêndio na mesma zona de detecção de incêndio.

Neste caso deve ser aplicado o descrito a seguir. O modo de operação deve ser configurável em nível de acesso 3 para zonas individuais de detecção de incêndio ou detectores individuais. O estado de alarme inicial não precisa ser indicado. Deve ser possível receber um sinal de alarme subsequente dentro de 60 s do recebimento do sinal de alarme inicial.

O estado de alarme inicial deve ser cancelado automaticamente dentro de 30 min do recebimento do sinal do primeiro alarme. A informação sobre os valores dos tempos de atraso configurados deve ser acessível no nível de acesso 2 ou 3. Na dependência Tipo B, após o recebimento de um sinal de alarme inicial, a entrada na condição de alarme de incêndio pode ser inibida até o recebimento de um sinal de confirmação de alarme a partir de outro detector de incêndio, que pode estar na mesma zona ou em zona de detecção de incêndio diferente.

Neste caso deve ser aplicado o descrito a seguir. O modo de operação deve ser configurável em nível de acesso 3 para zonas individuais de detecção de incêndio ou detectores individuais. O estado do alarme inicial deve ser indicado por meio de: uma indicação audível, que pode ser a mesma que aquela na condição de alarme de incêndio ou condição de aviso de falha, ou uma indicação visível da zona afetada, que pode ser a mesma que aquela para indicação da zona de detecção de incêndio em alarme de acordo com 4.4.3; o indicador geral de alarme de incêndio não pode ser iluminado.

Deve ser possível cancelar manualmente o estado de alarme inicial. Isso pode ser feito com o mesmo controle utilizado para o reset da condição de alarme de incêndio ou da condição de aviso de falha. O ECIDI pode ter provisão para cancelar automaticamente o estado de alarme inicial após um intervalo de tempo, o qual não pode ser inferior a 5 min. Se configurado para aceitar um sinal de alarme subsequente do mesmo detector de incêndio, o sinal não pode ser inibido por mais que 4 min após o recebimento do sinal de alarme inicial.

Na dependência Tipo C, após o recebimento do sinal de alarme inicial a partir de um detector de incêndio ou um acionador manual, e até que um sinal subsequente seja recebido de outro detector de incêndio ou acionador manual na mesma ou em outra zona de detecção de incêndio, o ECIDI deve entrar na condição de alarme de incêndio, porém pode ter provisão para inibir a operação de saídas.

As vestimentas de proteção contra calor e chama provenientes do fogo repentino

A NBR 16623 de 10/2021 – Vestimentas de proteção contra calor e chama provenientes do fogo repentino – Requisitos estabelece os requisitos de aceitabilidade para a avaliação de desempenho, das vestimentas de proteção, quando são submetidas a ensaios, sob condições controladas, contra os perigos térmicos do calor e das chamas provenientes do fogo repentino, que podem ocorrer de forma fortuita e inesperada em ambientes suscetíveis a atmosferas potencialmente explosivas oriundas de atividades industriais em plantas químicas, petroquímicas, de prospecção de hidrocarbonetos ou de poeiras inflamáveis. Não se aplica à proteção contra chamas oriundas de fogo estrutural, incêndios florestais, resgates técnicos, riscos térmicos de arcos elétricos, respingos de metais fundidos e calor convectivo e irradiado.

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Como deve ser o pré-tratamento e a lavagem do material têxtil?

Qual a condição de ensaio de manequim instrumentado?

O que constar no manual de instruções fornecido pelo fabricante?

Os fabricantes ou os importadores devem assegurar e comprovar que a vestimenta de proteção contra o fogo repentino possui capacidade de isolamento térmico em conformidade com os requisitos dessa norma. Os requisitos gerais de vestimentas de proteção devem estar conforme ao estabelecido na NBR ISO 13688.

Caso as vestimentas de proteção possuam dispositivos de regulagem, estes devem oferecer mecanismos de fixação que impeçam a sua alteração involuntária, após ajustados pelo usuário, desde que observadas as condições previsíveis de utilização, conforme avaliação qualitativa a ser executada pelo laboratório de ensaio. Essas vestimentas de proteção não protegem do risco, mas agem como uma das barreiras para reduzir ou eliminar a lesão ou agravo decorrente de um acidente ou exposição que o trabalhador possa sofrer, em razão dos riscos presentes no ambiente laboral.

As dimensões corporais para o dimensionamento da vestimenta de proteção para o usuário final devem atender à NBR ISO 7250. O usuário pode solicitar demandas específicas, em função da sua utilização e atividades laborais. Os aviamentos adicionados às vestimentas de proteção devem ser avaliados quanto aos requisitos térmicos e devem estar de acordo com a ISO 17493, quando estes forem aplicados externamente ou quando transpassados do interior para o exterior.

Os aviamentos não podem comprometer o desempenho de proteção das vestimentas de proteção. Os corpos de prova devem ser retirados de peças de vestimentas prontas ou montadas em painéis têxteis de mesma composição e gramatura dos tecidos utilizados nas vestimentas, de forma a representar as costuras e os aviamentos aplicados nas peças de vestimentas de proteção prontas.

Os aviamentos como velcro e zíper não podem fundir ou gotejar comprometendo a remoção da vestimenta após o ensaio de manequim instrumentado conforme as ISO 13506-1 e ISO 13506-2. As linhas de costura utilizadas na construção das vestimentas de proteção, resistentes ao calor e à chama, devem ser de fibra inerentemente resistente à chama, e devem atender ao seguinte: ser ensaiadas a uma temperatura de 260 °C, de acordo com a ISO 17493; ser ensaiadas conforme a ISO 15025 e ser aplicadas aos corpos de prova, de forma representativa às peças de vestimenta; posicionadas na vertical, na região onde ocorrerá a incidência da chama.

As faixas retrorrefletivas das vestimentas de proteção devem estar conforme a NBR 15292 e devem ser ensaiadas a 260 °C, conforme a ISO 17493. As vestimentas de proteção devem passar por uma lavagem do material têxtil para a realização dos ensaios mecânicos e químicos, conforme a ISO 6330, Método 6N, com temperatura de secagem de (60 ± 3) °C.

Para a realização desse ensaio, os corpos de prova devem ser lavados com cinco ciclos de lavagem. O usuário pode solicitar demandas específicas, em função da sua utilização e atividades laborais. A lavagem dos corpos de prova para os ensaios conforme a ISO 15025 deve ser realizada em conjuntos de corpos de prova, com cinco e 100 ciclos de lavagem, conforme a ISO 6330, Método 6N, com temperatura de secagem de (60 ± 3) °C.

Os corpos de prova de vestimentas de proteção prontas para ensaio de manequim instrumentado devem ser lavados com cinco ciclos de lavagem, conforme a ISO 6330, Método 6N, com temperatura de secagem de (60 ± 3) °C. Para o condicionamento dos corpos de prova, devem ser observadas as condições indicadas nas

A gramatura do tecido da vestimenta de proteção deve ser avaliada conforme a NBR 10591. A composição do tecido da vestimenta de proteção deve ser avaliada conforme as NBR 11914 e NBR 13538. Na impossibilidade técnica de determinação da composição quantitativa do tecido pelos ensaios citados e comprovados por laudo de laboratório de terceira parte, pode ser aceita uma declaração de primeira parte.

A medida da alteração dimensional deve ser avaliada conforme a ISO 13688. A alteração nas dimensões em virtude das lavagens do tecido da vestimenta de proteção não pode exceder ± 3% para o tecido plano, nos sentidos da trama e urdume. Para outros tecidos, o resultado do ensaio deve ser informado.

Os ensaios de resistência à tração, resistência a rasgos, resistência ao estouro para materiais em malha e costuras, calor convectivo, calor radiante e calor de contato devem ser conforme a tabela abaixo e atender aos requisitos mínimos estabelecidos. Os ensaios dos tecidos ou malhas devem atender aos requisitos estabelecidos nas tabelas abaixo.

O fabricante do EPI deve realizar o ensaio de manequim instrumentado para avaliação têxtil (maior insumo da vestimenta) e da vestimenta completa, pronta no modelo final e que identifique ser mais representativa de seu processo produtivo. Se materiais metálicos forem utilizados, estes não podem entrar em contato com a pele devido à grande probabilidade de que a condução de calor venha a provocar leões.

De acordo com a necessidade do usuário, a avaliação de modelos adicionais ou mesmo a avaliação sem a utilização de roupas sob a peça de vestuário, ou sob a vestimenta-padrão, podem ser solicitadas. Os ensaios de manequim devem ser realizados atendendo aos tamanhos fornecidos pela grade de medidas indicada pelo laboratório.

A vestimenta-padrão consiste em um macacão de mangas longas com fechamento frontal (fecho de contato, zíper ou fechamento por botões), sem bolsos, sem elástico nas costas e sem fechamento nos tornozelos. Para comprovação da proteção contra fogo repentino, os ensaios devem ser realizados na peça de vestuário completa no (s) modelo (s) escolhido (s) pelo fabricante confeccionista.

Para os ensaios em conjuntos de calça e camisa, ou de calça e jaqueta, com o objetivo de avaliar as peças da composição do vestuário (calça, camisa ou calça e jaqueta), o material e a confecção das peças de vestuário devem ser equivalentes, com mesma composição e gramatura; para mais de uma camada, a mesma ordem das camadas na composição da peça de vestuário deve ser seguida.

Os corpos de prova devem receber pré-tratamento e lavagem do material têxtil. Os ensaios devem ser realizados com camiseta interna, tipo t-shirt, 100 % algodão, com gola careca, manga curta e gramatura de (150 ± 10%) g/m², e cueca curta, no mínimo 90% algodão, tipo boxer, e com gramatura de (200 ± 10%) g/m², quando aplicável, para o tipo de vestimenta sob ensaio.

A capacitação dos trabalhadores para as atividades com produtos perigosos

A NBR 16173 de 09/2021 – Transporte terrestre de produtos perigosos – Carregamento, descarregamento e transbordo a granel e embalados (fracionados) – Requisitos para capacitação de trabalhadores estabelece os requisitos para a capacitação de trabalhadores para realização das atividades de carregamento, descarregamento e transbordo de produtos classificados como perigosos para transporte a granel e embalados (fracionados). Estabelece os requisitos para trabalhadores que atuam no carregamento, descarregamento e transbordo de veículos de carga, como caminhões-tanque, contêiner-tanque ou vagões-tanque, e de embalagens, por exemplo, tambores, IBC, tanque portátil, recipientes etc., a fim de desenvolver e implementar procedimentos de operação segura com base em análise de risco.

Os procedimentos operacionais incluem os requisitos relativos aos diversos aspectos das operações de carregamento, descarregamento e transbordo incluindo provisões das instalações envolvendo manutenção, programas de ensaios nos equipamentos de transferência utilizados no carregamento (por exemplo, programas de manutenção de mangueiras), descarregamento e transbordo de veículos de carga, misto ou especial. No caso de carga a granel, quando da manipulação do produto do veículo para outro veículo ou do veículo para a embalagem ou vice-versa, observar as regulamentações e normas de segurança específicas.

Essa norma estabelece treinamento, avaliação e reciclagem da capacitação de trabalhadores que atuam nas operações de carregamento, descarregamento e transbordo, para desenvolver tais operações. Visa reduzir os riscos dessas operações com produtos perigosos e pode ser aplicada à capacitação de trabalhadores para outros produtos. Não se aplica à capacitação de operadores de transvasamento no sistema de abastecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) a granel (ver NBR 15863).

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Qual deve ser o conteúdo programático do treinamento?

Qual deve ser o módulo básico para produtos perigosos – duração de 2h (treinamento teórico)?

Qual deve ser o módulo 2 – veículo de transporte – duração de 1h (treinamento teórico)?

Qual deve ser o módulo 5 de treinamento – situações de emergência?

O pré-requisito mínimo para participação neste treinamento é ser alfabetizado e conhecer o idioma oficial do Brasil. Para executar as operações de transbordo em situações de emergência, o trabalhador deve ter concluído todos os módulos de treinamento (básico e 1 a 6), conforme os Anexos A e B.

O treinamento funcional específico para os trabalhadores que atuam com produtos perigosos e que executam atividades relacionadas ao carregamento, descarregamento e transbordo de produtos perigosos a granel ou embalados (fracionados) deve ser desenvolvido de forma que assegure que eles entendam e implementem o treinamento e que sejam capazes de desenvolver as atividades necessárias para cumprir as tarefas de forma segura. Recomenda-se que o supervisor da instalação faça uma avaliação de desempenho dos trabalhadores no mínimo anualmente.

Os mecanismos para avaliar os trabalhadores que atuam com produtos perigosos incluem, mas não se limitam ao desenvolvimento de rotinas regulares cobertas pelas atividades ou seções práticas específicas e exercícios simulados para verificar o seu desempenho. Um programa mínimo de capacitação deve incluir o seguinte: identificação das atividades e dos trabalhadores cobertos pelo programa; observação e avaliação do desempenho de cada trabalhador envolvido na execução das tarefas cobertas; fornecimento do resultado da avaliação quanto ao desempenho dos trabalhadores em relação às tarefas; estabelecimento de um programa de melhorias do processo para os trabalhadores; certificação com a data em que o trabalhador foi qualificado para desenvolver as operações de carregamento, descarregamento e transbordo, de acordo com o programa de capacitação desenvolvido para a instalação.

Estes treinamentos devem ser aplicados para todos os trabalhadores que tenham como atividade o carregamento, descarregamento e transbordo de produtos perigosos. Os procedimentos operacionais devem conter no mínimo o seguinte: uma análise sistemática para identificar, avaliar e controlar os riscos associados com as operações de carregamento, descarregamento e transbordo de produtos perigosos, e para desenvolver um guia passo a passo da operação (com as ações sequenciais que devem ser realizadas durante essas operações), para ser aplicado de forma concisa e apropriada ao nível de treinamento, considerando a escolaridade e o conhecimento prévio dos trabalhadores; identificação e implementação dos procedimentos de emergência, incluindo treinamento e simulados, manutenção, ensaio dos equipamentos e treinamento nos procedimentos operacionais; as características e riscos dos produtos a serem manuseados (embalados) e manipulados (granel) durante essas atividades; as medidas necessárias para assegurar o manuseio e a manipulação seguros de produtos perigosos; as condições que afetam a segurança da operação, incluindo controle de acesso, iluminação, fontes de ignição, obstruções físicas e condições climáticas.

Os procedimentos devem ser desenvolvidos com base na avaliação dos riscos associados com os produtos perigosos específicos ou com o transporte, as circunstâncias operacionais e o meio ambiente. Existem tipos de procedimentos a serem desenvolvidos para carregamento, descarregamento e transbordo: verificar a operação antes do carregamento, descarregamento e transbordo; monitorar a operação de carregamento, descarregamento e transbordo; atender às emergências durante todas essas operações; verificar a operação de pós-carregamento, pós-descarregamento e transbordo. Os tipos de procedimentos podem estar agrupados ou separados, de acordo com a necessidade da empresa (expedidor, transportador ou destinatário).

Para assegurar a qualidade e a segurança das operações (carregamento, descarregamento e transbordo), recomenda-se supervisão por pessoal da instalação, quando essas operações forem realizadas por condutores ou pessoal terceirizado. Os procedimentos devem ser revistos com frequência (quando necessário ou no máximo, a cada cinco anos) para assegurar que correspondam às práticas atuais, aos produtos, à tecnologia, à responsabilidade do pessoal e aos equipamentos.

Os procedimentos atualizados devem ser mantidos nos pontos principais da instalação a fim de estarem acessíveis aos trabalhadores (por exemplo, nas instalações onde as operações de carregamento, descarregamento e transbordo sejam executadas). É responsabilidade dos expedidores ou destinatários de produtos perigosos treinar e emitir certificado com validade, constando as informações mínimas, indicadas no Anexo A.

O treinamento pode ser realizado por entidade pública ou privada com anuência do expedidor ou destinatário. O transportador pode ministrar parte do treinamento (módulos 1 e 2), com anuência do expedidor ou destinatário.

Cada trabalhador que atua com produtos perigosos deve receber: o treinamento funcional específico e de segurança concernente com os requisitos aplicáveis; a orientação sobre medidas de proteção quanto aos riscos associados aos produtos perigosos aos quais eles podem ficar expostos em seu local de trabalho, incluindo medidas específicas que o expedidor tenha implementado para proteger seus trabalhadores da exposição; a orientação sobre métodos e procedimentos para evitar acidentes, como um procedimento apropriado para manuseio de embalagens contendo produtos perigosos. A empresa responsável pela operação das instalações de carregamento, descarregamento e transbordo deve contratar somente trabalhadores que tenham sido capacitados e aprovados de acordo com essa norma.

Um trabalhador que manuseie produtos perigosos, para assumir ou mudar de função, deve ter sido treinado, no mínimo, nos módulos básicos 1 a 5 (Anexo A) para poder desenvolver tais atividades antes de ter sido aprovado no treinamento, desde que o desempenho nas funções de carregamento, descarregamento e transbordo esteja sob supervisão direta de outro trabalhador apropriadamente capacitado e aprovado para tal; e o treinamento seja completado nos demais módulos e aprovado após assumir ou mudar de função.

Um treinamento similar recebido anteriormente em uma outra instalação ou de outra fonte pode ser utilizado para satisfazer os requisitos deste novo treinamento, desde que um registro adequado do treinamento anterior possa ser obtido e esteja válido. O treinamento deve ser avaliado e complementado de acordo com as características da nova instalação. O treinamento teórico deve ter no máximo a participação de 20 pessoas.

A simulação prática de operação e de situações de emergência deve ser feita em equipes com duas pessoas, sendo a avaliação de desempenho realizada individualmente, considerando as características das instalações. Independentemente do prazo para a atualização obrigatória, o treinamento deve ser reaplicado quando ocorrerem mudanças em: produtos manuseados; equipamentos de transferência; controles; e procedimentos e responsabilidades operacionais (plano de ação de emergência).

As características de desempenho de transformadores de potencial indutivos (TPI)

A NBR 6855 de 09/2021 – Transformador de potencial indutivo com isolação sólida para tensão máxima igual ou inferior a 52 kV – Especificação e ensaios especifica as características de desempenho de transformadores de potencial indutivos (TPI) destinados aos serviços de medição, controle e proteção, com tensões máximas iguais ou inferiores a 52 kV, com isolamento sólido. Os requisitos específicos para os transformadores de potencial indutivo para uso em laboratórios e transdutores ópticos não estão incluídos nesta norma. Ela não se aplica a: TPI trifásicos; TPI isolados a gás; TPI com isolamento imerso em óleo; transformadores de potencial capacitivos; e  outros dispositivos destinados a obter tensões reduzidas de um circuito primário, mas que não se enquadrem nas definições de TPI, que é aquele constituído apenas por uma ou mais unidades eletromagnéticas, cuja relação de transformação seja determinada primordialmente pela relação de espiras de seus enrolamentos.

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Qual a influência da altitude na elevação de temperatura dos TPI?

Quais são os valores das tensões primárias e secundárias nominais?

Quais são os valores padronizados para o fator de tensão nominal?

Quais são os limites de elevação de temperatura?

As condições de serviço devem ser consideradas as normais de serviço, transporte e instalação. Devem ser consideradas condições especiais as que podem exigir construção especial e/ou revisão de algum valor nominal e/ou cuidados especiais no transporte, instalação ou funcionamento do TPI, e que devem ser levadas ao conhecimento do fabricante. Os transformadores de potencial devem ser projetados para operar nas condições de temperatura indicadas na tabela abaixo.

Recomenda-se que as condições de transporte e armazenagem também sejam consideradas. Para casos em que a temperatura ambiente exceder os limites estabelecidos, recomenda-se que o comprador especifique claramente.

A altitude não pode exceder 1.000 m acima do nível do mar (manm). São consideradas condições normais de serviço para transformadores de potencial indutivo de uso interno: a influência de radiação solar desprezível; o ar ambiente não significativamente poluído com poeira, fuligem, gases corrosivos, vapores ou sal; as condições de umidade, como o descrito a seguir. O valor médio da umidade relativa, medido durante um período de 24 h, não pode exceder 95%; o valor médio da pressão de vapor de água, para um período de 24 h, não pode exceder 2,2 kPa.

O valor médio da umidade relativa, para um período de um mês, não pode exceder 90 % e o valor médio da pressão de vapor d’água, para um período de um mês, não pode exceder 1,8 kPa. Para estas condições, ocasionalmente pode ocorrer condensação. A condensação pode ocorrer quando houver mudanças súbitas de temperatura em períodos de alta umidade.

Para a prevenção dos efeitos de alta umidade e condensação, como descargas pelo isolamento ou corrosão das partes metálicas, o transformador de potencial é projetado de modo a suportar estes tipos de problemas. A condensação pode ser prevenida por projeto especial do invólucro, por meio de ventilação satisfatória, aquecimento ou uso de equipamento de desumidificação.

São consideradas condições normais de serviço para transformadores de potencial indutivo de uso externo: o valor médio da temperatura de ar ambiente, lido em um período de 24 h, que não exceda 35 °C; radiação solar de até 1.000 W/m²; ar ambiente poluído com poeira, fuligem, gases corrosivos, vapores ou sal. Os níveis de poluição devem ser especificados de acordo com essa norma.

A pressão de vento não pode ser superior a 700 Pa (correspondendo a uma velocidade do vento de 34 m/s). Leva-se em consideração a ocorrência de condensação e precipitação. O valor da frequência nominal é de 60 Hz. Quando os transformadores de potencial indutivo forem utilizados em condições diferentes das especificadas para as condições normais de serviço, as especificações dos compradores devem ser baseadas nessa norma.

Para a instalação a uma altitude maior que 1.000 m, a distância de arco externo sob condições atmosféricas normalizadas deve ser determinada multiplicando as tensões suportáveis requeridas no local de serviço por um fator k. Para o isolamento interno, a rigidez dielétrica não é afetada pela altitude. Recomenda-se que o método para verificar o isolamento externo seja acordado entre o fabricante e o comprador.

São consideradas condições especiais relacionadas a vibrações: as vibrações devido a operações de manobra ou curto-circuito para subestações blindadas; a sujeição a vibrações devido a tremores de terra, cujo nível de severidade deve ser especificado pelo comprador em conformidade com as normas pertinentes. Todas as condições não previstas nesta norma devem ser consideradas condições especiais de serviço e devem ser objeto de acordo entre o fabricante e o comprador.

Isso envolve a exposição a ar excessivamente salino, vapores, gases ou fumaças prejudiciais; a exposição a poeira excessiva; a exposição a materiais explosivos em forma de gases ou pó; a sujeição a condições precárias de transporte e instalação; a limitação de espaço na sua instalação; a instalação em locais excessivamente úmidos e possibilidade de submersão em água; aos requisitos especiais de isolamento; aos requisitos especiais de segurança pessoal contra contatos acidentais em partes vivas do TPI; a dificuldade na manutenção; o funcionamento em condições não usuais, como regime ou frequência incomuns ou forma de onda distorcida.

Os sistemas de aterramento considerados são: o sistema com neutro isolado; o sistema de aterramento ressonante; o sistema com neutro aterrado que inclui o com neutro solidamente aterrado; e o com neutro aterrado por meio de impedância. Pode-se acrescentar que a tolerância para os valores de resistência, reatância e impedância é de + 5 %, sem tolerância para os valores inferiores ao nominal.

As características da carga a 60 Hz e 120 V são válidas para as tensões secundárias nominais entre 100 V e 130 V, e as características da carga a 60 Hz e 69,3 V são válidas para as tensões secundárias nominais entre 58 V e 75 V. Nessas condições, as potências aparentes reais são diferentes dos valores estabelecidos nessa norma.

As cargas com fator de potência unitário são indicadas para os casos em que o enrolamento é conectado a instrumentos eletrônicos. As cargas com fator de potência diferente da unidade são indicadas para os casos em que o enrolamento é conectado a instrumentos de procedimento eletromecânico ou eletromagnético. O nível de isolamento nominal de um enrolamento primário de um TPI deve ser baseado na tensão máxima do equipamento Um.

Para os enrolamentos com Um = 0,60 kV, o nível de isolamento nominal é determinado pela tensão suportável nominal à frequência industrial. Para os enrolamentos com 1,2 kV ≤ Um ≤ 52 kV, o nível de isolamento nominal é determinado pela tensão suportável nominal de impulso atmosférico e tensão suportável nominal à frequência industrial, e deve ser especificado de acordo com essa norma.

Para a escolha entre os níveis alternativos para os mesmos valores de Um, deve ser consultada a NBR 6939. Quando o terminal do enrolamento primário destinado a ser aterrado estiver isolado do tanque ou da carcaça, ele deve suportar o valor de tensão suportável à frequência industrial de 19 kV, durante 1 min, para terminais exteriores à caixa secundária ou de 3 kV, durante 1 min, para terminais internos à caixa secundária.

Este ensaio não se aplica ao TPI com terminal de neutro eletricamente conectado à carcaça, cujos enrolamentos primários não necessitam ser submetidos a este ensaio. As classes de exatidão padronizadas para os transformadores de potencial indutivos monofásicos para medição são: 0,3 – 0,6 – 1,2. Considera-se que um TPI está dentro de sua classe de exatidão quando, para as condições especificadas a seguir, os pontos determinados pelos fatores de correção de relação (FCR) e pelas defasagens angulares (∆ϕ) estão dentro do paralelogramo de exatidão, para: as tensões compreendidas na faixa de 90% a 110% da tensão nominal, com frequência nominal; todos os valores de cargas nominais, desde vazio até a carga nominal especificada, salvo se houver acordo entre o fabricante e o comprador; TPI com dois ou mais enrolamentos secundários, devendo cada enrolamento estar dentro de sua classe de exatidão, nas condições mencionadas anteriormente, com o (s) outro (s) secundário (s) alimentando cargas padronizadas, desde que a soma das cargas não ultrapasse a carga simultânea especificada.

Pode-se incluir, ainda, o TPI com enrolamento provido de derivações, com as classes de exatidão especificadas separadamente para cada derivação, caso sejam diferentes. Caso contrário, as derivações devem estar dentro da classe de exatidão do enrolamento total.

Para qualquer fator de correção da relação (FCR) conhecido de um TPI, o valor-limite, positivo ou negativo da defasagem angular (∆ϕ), expresso em min, é ∆ϕ = 2.600 (FCT-FCR), onde o fator de correção de transformação (FCT) deste TPI assume os seus valores máximos e mínimos.

O FCT é o fator da relação da potência ativa primária pela potência secundária, dividido pela relação nominal de transformação. Os valores de classes de exatidão especificados, diferentes daqueles padronizados, são objeto de acordo entre o fabricante e o comprador.

A compatibilidade de materiais em equipamentos elétricos com o óleo mineral isolante

A NBR 14274 de 04/2021 – Óleo mineral isolante – Determinação da compatibilidade de materiais empregados em equipamentos elétricos especifica um método de ensaio para a determinação da compatibilidade de materiais empregados em equipamentos elétricos com óleo mineral isolante, com ou sem adição de inibidor, de base parafínica ou naftênica, que, quando novos, atendam à especificação de óleo mineral isolante da Agência Nacional do Petróleo, Gases e Biocombustíveis (ANP).

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Como pode ser definido o óleo mineral isolante?

Quais são os ensaios após o condicionamento no óleo?

Quais são os valores de referência para a prova em branco após o ensaio?

Quais são os valores de referência para os gases dissolvidos?

As propriedades físicas e químicas do óleo mineral isolante, como cor, índice de neutralização, tensão interfacial, fator de perdas dielétricas, entre outras, podem ser alteradas, quando em contato com materiais usados na fabricação de equipamentos elétricos. As alterações físicas do corpo de prova, como dureza, inchaço e descoloração, mostram o efeito do óleo na amostra e são usadas para determinar a adequação do material para uso em óleo isolante.

Estes métodos de ensaio não se aplicam às avaliações de classe térmica e tempo de vida do material. A variação das propriedades elétricas do óleo mineral isolante é importante na determinação da contaminação do óleo pelo material ensaiado.

As mudanças físicas e químicas no óleo, como cor, tensão interfacial e índice de neutralização, são indicativas de solubilidade ou outros efeitos adversos do material ensaiado no óleo. As mudanças físicas no material ensaiado, como dureza, fissura, perda de resistência mecânica, inchamento ou descoloração, indicam o efeito do óleo no material e são usadas para determinar a utilização do material em presença do óleo mineral isolante.

Um material que atenda a todos os critérios recomendados pode não ser necessariamente indicado para utilização em equipamentos elétricos, portanto outras propriedades também devem ser consideradas. A diferença entre os resultados dos ensaios físico-químicos do óleo da prova em branco e do óleo do material pode ser discutida em um momento anterior à realização do ensaio de compatibilidade entre o fornecedor e o cliente (usuário) do material.

Para realização do ensaio de compatibilidade, a seguinte aparelhagem deve ser utilizada: estufa com circulação forçada de ar; aparelho para medir a tensão interfacial; aparelho para medir o fator de potência; colorímetro; aparelho para medir o teor de água por Karl Fischer; aparelho para medir a rigidez dielétrica. Os materiais utilizados no ensaio são os seguintes: frascos de Erlenmeyer ou similar, com capacidade de 1 L, com diâmetro da boca ≥ 40 mm, com tampa em vidro esmerilhado. Na falta da tampa de vidro, pode ser usada uma folha de alumínio.

Incluir ainda uma bureta para o ensaio de índice de neutralização; pinça; proveta graduada de 1.000 mL; dessecador. Para o preparo da amostra, em comum acordo entre o fornecedor e o cliente, recomenda-se utilizar uma razão entre a área superficial e o volume de óleo de quatro vezes a relação real empregada no equipamento elétrico em estudo.

Se a relação real calculada exceder o estabelecido a seguir, deve ser adotada a situação mais crítica para a preparação da amostra. As relações entre área e volume são sugeridas. Se a amostra puder ser medida (papel, papelão, fita de fibra de vidro, fenolite, etc.), utilizar 52 cm² de área superficial para cada 800 mL de óleo.

Para os materiais utilizados na fabricação de lençóis, membranas, bolsas de borracha e gaxetas (cordões, anéis de vedação, perfis ovais, redondos, etc.), utilizar 52 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. O material deve atender aos requisitos da NBR 16126:2012, Tabela 2. Tintas, vernizes e materiais utilizados em revestimentos internos em contato com o óleo devem ser curados em papel para uso elétrico, chapas de aço-carbono ou folha de alumínio previamente limpos e livres de contaminações superficiais.

Utilizar 1.300 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. O Anexo A descreve o procedimento sugerido para homologar novos revestimentos e/ou fornecedores por meio da geração de gases. Valores de geração de gases, diferentes dos valores de referência do Anexo A, podem ser acordados entre o fornecedor e o cliente.

Para chapa de aço silício e seus revestimentos, utilizar 1.300 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. Para fios esmaltados, utilizar 740 cm² de área superficial para 800 mL de óleo. Na coleta e no preparo das amostras, deve ser assegurado que as amostras sejam representativas do material como fornecido pelo fabricante. O contato direto do material com as mãos deve ser evitado.

Os materiais que precisam ser curados (revestimentos internos, vernizes, resinas, etc.) devem seguir as instruções de tempo e temperatura do fabricante do material. Existem certos materiais usados em equipamentos elétricos em que as proporções sugeridas de material para óleo são impraticáveis. Neste caso, anotar a proporção a ser efetivamente utilizada no equipamento elétrico.

Para o procedimento, secar previamente todos os materiais sólidos por 16 h, em estufa a 100 °C ± 5 °C. Retirar as amostras da estufa e colocá-las nos frascos contendo 800 mL de óleo mineral isolante que atenda às características mínimas descritas na tabela abaixo. Na impossibilidade de colocar as amostras nos frascos logo após a secagem, acondicionar as amostras em um dessecador.

Borbulhar nitrogênio superseco (N2 SS – 99,9 % de pureza) por 10 min, a uma vazão ≥ 1 L/min. Tampar os frascos. Preparar uma prova em branco (sem material) com o mesmo óleo a ser utilizado para cada grupo de amostras a ser ensaiado. Sempre que possível, executar o ensaio da amostra e da prova em branco em duplicata.

Condicionar as amostras e a prova em branco em estufa com circulação de ar a 100 °C ± 1 °C, por um período de 164 h. Após este período, quando for atingida a temperatura ambiente, retirar a amostra do frasco utilizando pinças adequadas e realizar os ensaios no óleo. A avaliação das mudanças físicas do material deve ser considerada com base nas necessidades específicas da aplicação.

Os resultados obtidos no óleo contendo amostra de material devem ser comparados com os encontrados na prova em branco, para avaliar a variação existente. A ausência de variação entre a amostra do óleo contendo o material e a prova em branco indica que o óleo não foi afetado pelo material e que este é considerado apto para uso em contato com o óleo mineral isolante, contudo, outros ensaios no material, de acordo com a aplicação, podem ser necessários.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 158 | Ano 4 | 13 de Maio 2021

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Edição 158 | Ano 4 | 13 de Maio 2021
ISSN: 2595-3362 Acessar edição
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A amostragem dos líquidos isolantes

A NBR 8840 de 04/2021 – Amostragem de líquidos isolantes – Requisitos especifica os requisitos para amostragem de líquidos isolantes elétricos, estando estes em tambores, tanques, em bolsas flexíveis ou em equipamentos elétricos isolados a óleo.

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O que é um amostrador manual a vácuo?

Como podem ser os frascos de amostragem?

Como deve ser feita a limpeza dos dispositivos e recipientes de amostragem?

Quais são os recipientes de amostragem apropriados para ensaios em líquidos isolantes?

Os procedimentos de amostragem de líquidos isolantes são muito importantes para assegurar a confiabilidade dos ensaios e, por consequência, a emissão de laudos confiáveis. Uma retirada de amostra de líquido isolante realizada sem os devidos cuidados implica em retrabalhos, maiores custos, etc.

Esta norma abrange todas as etapas, desde a limpeza e esterilização dos materiais utilizados na retirada, até os tipos de frascos, seringas e outros dispositivos utilizados, bem como os procedimentos adequados para a garantia da confiabilidade das análises das amostras no laboratório. No caso em que o transporte de líquidos isolantes seja realizado por meio de tambores, tanques e carretas-tanque, as amostras de líquido isolante devem ser retiradas, preferencialmente, da parte inferior, onde há a possibilidade de haver contaminação, provavelmente mais concentrada. Na tabela abaixo estão representados os dispositivos de amostragem a serem utilizados em cada tipo de local de amostragem, bem como o tipo de amostragem que deve ser realizado em cada caso.

Inserir óleo2

Durante a retirada das amostras, todas as precauções possíveis devem ser tomadas para não contaminar os líquidos isolantes com umidade e materiais particulados. A amostragem de líquidos isolantes em locais com umidade relativa superior a 70% deve ser evitada.

Quando a amostragem for realizada ao ar livre, a retirada das amostras deve ser evitada em dias chuvosos. Em caso de ventania, deve ser utilizado um anteparo ou dispositivo similar para proteger a retirada da amostra de contaminações externas.

Para amostragem em locais que apresentem muita sujidade, os cuidados no momento da amostragem devem ser redobrados, com a finalidade de evitar o risco de contaminação por materiais particulados, podendo afetar os resultados finais no momento das análises do líquido isolante. Para evitar qualquer tipo de condensação, deve ser assegurado que os dispositivos de amostragem a serem utilizados para as retiradas das amostras estejam na temperatura ambiente ou superior.

Antes do início da amostragem, os dispositivos devem ser lavados com o próprio líquido isolante a ser amostrado. O operador não pode tocar a superfície dos dispositivos de amostragem sem o uso de luvas nitrílicas, bem como deve evitar o contato da pele com os líquidos isolantes a serem retirados.

As amostras de líquidos isolantes devem ser protegidas contra a exposição à luz durante o transporte e a armazenagem. O procedimento de limpeza do frasco com o líquido isolante pode ser desconsiderado caso os responsáveis pela amostragem garantam a integridade da limpeza do recipiente de retirada.

As amostras de gás do relé Buchholz, para realização de análise cromatográfica, devem ser coletadas com o equipamento desenergizado. Devido ao fato de que os resultados dos ensaios são afetados pelas impurezas contidas nas amostras, as seguintes precauções devem ser observadas: os dispositivos de amostragem utilizados para retirada de amostras devem ser destinados exclusivamente a cada tipo de líquido isolante; deve ser assegurado que as vedações e as mangueiras dos dispositivos de amostragem utilizados sejam compatíveis com os tipos de líquidos isolantes a serem retirados; os dispositivos de amostragem devem ser limpos e secos, conforme descrito na Seção 5.

Particular atenção deve ser dada para evitar a presença de impurezas sólidas nos dispositivos, como poeira, fibras, etc. Dois tipos de sondas para a retirada de amostras estão descritos e ilustrados nas Figuras 1 e 2 na norma. Aço inoxidável e alumínio são materiais adequados para estes dispositivos de amostragem.

O amostrador de profundidade, mostrado na Figura 1 da norma, é indicado para a retirada de amostras do fundo de um tanque distante 1 cm a 2 cm do fundo. Este dispositivo deve ser confeccionado com tubos e conexões de aço inoxidável ou de alumínio, usinados em toda a sua extensão. Deve também ser suficientemente pesado para afundar no líquido, suspenso por um cabo ou corrente de aço.

Não podem ser utilizados cordas ou outros materiais fibrosos. Este tipo de amostrador possui uma haste no eixo da válvula que abre automaticamente quando a haste atinge o fundo do tanque. A amostra entra no recipiente pela válvula de fundo e o ar é liberado simultaneamente pela abertura da válvula de topo. As válvulas se fecham quando o amostrador é removido. O amostrador de superfície é indicado para a retirada de amostras da parte superior de um tanque ou tambor.

Este dispositivo deve ser confeccionado com tubos e conexões de aço inoxidável ou de alumínio, usinados em toda a sua extensão. Não podem ser utilizados cordas ou outros materiais fibrosos. A amostragem de líquido isolante em equipamentos elétricos deve ter atenção particular, e devem ser seguidos os cuidados relacionados à segurança durante a retirada da amostra.

Recomenda-se que seja feita a leitura da ficha de informação de segurança de produto químico (FISPQ) antes da amostragem. No caso de equipamento elétrico energizado, verificar se o líquido isolante no interior deste equipamento não está sob pressão negativa, antes da retirada da amostra. Durante a amostragem, a pressão negativa pode introduzir bolhas de ar no líquido isolante, podendo provocar falha no equipamento elétrico, e colocar em perigo o profissional que está coletando a amostra.

Durante a retirada de amostra, cuidados devem ser tomados para assegurar a proteção contra a liberação súbita de líquido isolante, evitando acidentes e derramamentos. A retirada de amostra representativa é de fundamental importância para se obter uma avaliação confiável da condição operacional do equipamento elétrico. No caso de uma amostragem inadequada, até mesmo os métodos analíticos mais modernos não são capazes de fornecer resultados que indiquem com segurança a qualidade do líquido isolante do equipamento.

As retiradas de amostras devem ser sempre realizadas por profissionais devidamente capacitados. Todos os equipamentos de proteção individual (EPI) que constam na FISPQ do líquido isolante devem ser utilizados. Os métodos de retirada de amostras descritos nesta norma são indicados para os equipamentos com grandes volumes de líquido isolante, como transformadores de força.

Mesmo assim é sempre muito importante observar o nível de líquido isolante no equipamento antes de realizar a amostragem, pois em caso de nível abaixo do mínimo existe o risco de, entre outras coisas, atuação indevida do relé de proteção do equipamento. No caso de equipamentos com pequenos volumes de líquido isolante, é essencial assegurar que o volume de líquido isolante coletado não coloque em risco a operação do equipamento

No caso da amostragem do líquido isolante de buchas, transformadores de instrumentos, transformadores de corrente (TC), transformadores de potencial (TP) ou cabos, as instruções do fabricante do equipamento devem ser seguidas com cuidado. Caso contrário, sérios danos ou falhas podem ser provocados nos equipamentos.

A retirada de amostras de líquido isolante nestes equipamentos elétricos deve ser realizada somente com os equipamentos desenergizados. Durante a amostragem, cuidados devem ser tomados para evitar uma possível liberação súbita de líquido isolante. Para a determinação do teor de água no líquido isolante, a retirada da amostra deve ser realizada, preferencialmente, nos dias com umidade relativa do ar inferior a 70%, para evitar a condensação de umidade sobre a superfície dos dispositivos de amostragem e a possível contaminação da amostra.

O ruído emitido pelo ventilador do sistema de arrefecimento do motor em veículos

A NBR 16910 de 04/2021 – Veículos rodoviários automotores – Acústica – Método para determinação do ruído do ventilador do sistema de arrefecimento do motor com o veículo parado, para veículos da categoria M3 estabelece um método para determinação da influência do ruído emitido pelo ventilador do sistema de arrefecimento do motor em veículos da categoria M3 na condição parado, propulsados somente por motores de combustão interna.

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Para o ensaio, qual o posicionamento do veículo com um ventilador e motor dianteiros?

Qual o posicionamento do veículo com um ventilador e motor entre eixos localizados mais próximo ao eixo dianteiro?

Como deve ser a operação do ventilador?

O que deve constar no relatório de ensaio?

O local de ensaio deve ser constituído por uma área plana de concreto, asfalto ou similar, com raio mínimo de 10 m. Não pode haver obstáculo algum entre o veículo e os microfones, e não pode haver objetos refletores em um raio de 3 m dos microfones. Ver figura abaixo.

A superfície de ensaio é considerada conforme se construída: de acordo com o especificado na ISO 10844:1994 ou posterior; ou de maneira que quando uma pequena fonte de ruído omnidirecional colocada em sua superfície no ponto central do local de ensaio, conforme a figura abaixo, os desvios de divergência hemisférica não excedam ± 1 dB. Esta condição pode ser considerada satisfeita se os seguintes requisitos forem atendidos: dentro de um raio de 50 m em volta do centro do local de ensaio, o espaço deve ser plano e estar livre de grandes superfícies refletoras, como muros, vegetação, cercas, rochas, pontes ou prédios; a superfície do local de ensaio deve estar seca e livre de materiais absorventes, como neve ou detritos soltos; nas imediações do microfone não pode haver obstáculo algum que possa influenciar o campo acústico e nenhuma pessoa deve permanecer entre o microfone e a fonte de ruído. O observador do medidor deve estar posicionado de forma a não influenciar a leitura.

Inserir ruído2

A instrumentação meteorológica deve ser posicionada adjacentemente ao local de ensaio, a uma altura que represente as condições do local, conforme descrito a seguir. As medições devem ser feitas quando a temperatura do ar ambiente estiver dentro da faixa de 0 °C a 40 °C.

Os ensaios não podem ser executados se a velocidade do vento, incluindo as rajadas, na altura do microfone, exceder o valor de 5 m/s durante o intervalo de medição do veículo. As medições não podem ser efetuadas em condições de tempo adversas.

O nível do ruído de fundo, medido com o motor do veículo desligado, deve ser no mínimo 10 dB(A) menor do que os níveis medidos durante o ensaio. Para a aparelhagem para medição do ruído, o medidor de nível de som (MNS) ou o sistema de medição equivalente, incluindo o dispositivo de proteção contra o vento recomendado pelo fabricante, devem atender aos requisitos de instrumentos conforme a IEC 61672-1:2013, classe 1.

São aceitos também medidores (MNS) ou sistema de medição equivalentes que atendam no mínimo aos requisitos de instrumentos da IEC 60651:1979, tipo 1. As medições devem ser feitas utilizando-se a curva de ponderação “A”, com a característica dinâmica na condição de resposta “F” (rápida).

Se for utilizado um sistema que inclua um monitoramento periódico do nível de pressão sonora ponderado pela curva “A”, é recomendado que a captação de dados seja feita em intervalos de tempo não superiores a 30 ms. No início e no fim de cada conjunto de medições, a calibração do sistema de medição completo deve ser verificada por meio de um calibrador de som que atenda aos requisitos de calibradores, com precisão mínima conforme a IEC 60942:2017, classe 1.

Sem qualquer ajuste adicional, a diferença entre as leituras de duas verificações consecutivas deve ser inferior ou igual a 0,5 dB. Se este valor for excedido, os resultados das medições obtidas depois da verificação satisfatória anterior devem ser descartados. O atendimento do calibrador de som aos requisitos deve ser verificado uma vez por ano e o atendimento do sistema de instrumentação deve ser verificado pelo menos a cada dois anos.

Quanto à instrumentação para medição de velocidade angular, a velocidade angular do motor durante o ensaio deve ser medida com instrumentos com precisão de ± 3 % ou menos. A instrumentação meteorológica utilizada para monitorar as condições ambientais deve incluir: dispositivo de medição de temperatura com precisão de pelo menos ± 1 °C; dispositivo medidor de velocidade do vento com precisão de pelo menos ± 1 m/s.

Para casos em que o preaquecimento do veículo não interfere no funcionamento do ventilador. O motor do veículo deve ser preaquecido para a temperatura de trabalho antes do ensaio. Caso necessário, forçar a entrada do ventilador pelo comando no software ou mantendo o motor em uma rotação intermediária entre a marcha lenta e a rotação de corte, até que o mecanismo de acionamento do ventilador seja ativado.

Deve haver comprovação efetiva do funcionamento pleno do ventilador, de acordo com uma das condições previstas nessa norma, por meio de leitura dos parâmetros da ECU do veículo ou por medição direta, comparando as rotações da polia de acionamento e do ventilador. No caso da impossibilidade da medição direta da rotação da polia de acionamento, é permitido medir a rotação do motor e aplicar a relação mecânica entre a rotação do motor e a polia de acionamento.

Para casos em que o preaquecimento do veículo interfere no funcionamento do ventilador. Não é necessário o preaquecimento exclusivamente para medição com o ventilador desligado. O (s) microfone (s) deve (m) estar localizado (s) a 1,20 m ± 0,02 m acima do nível do solo, sobre a linha PP’ e a uma distância do ponto central do eixo de medição de 7,50 m ± 0,05 m (ver figura acima), em ambos os lados do veículo. A linha PP’ deve estar perpendicular à linha que une os centros dos eixos do veículo.

Os requisitos de remanufatura de máquinas de movimentação de solo

A NBR ISO 10987-2 de 03/2021 – Máquinas de movimentação de solo – Sustentabilidade – Parte 2: Remanufatura provê requisitos para identificação e rotulagem, processos aplicáveis e informações relevantes para os componentes remanufaturados de máquinas de movimentação de solo. É aplicável à remanufatura para reuso de componentes em máquinas de movimentação de solo definidas na NBR ISO 6165. Este documento pode ser utilizado para todos os tipos de máquinas fora de estrada.

A NBR ISO 10987-3 de 03/2021 – Máquinas de movimentação de solo – Sustentabilidade – Parte 3: Máquinas usadas provê os requisitos e as informações aplicáveis para avaliar as máquinas de movimentação de solo usadas. Provê os meios para avaliar uma máquina usada, em relação às informações providas pelo fabricante no manual do operador, a fim de verificar se a máquina usada está funcionando conforme previsto pelo fabricante. Este documento é aplicável às máquinas de movimentação de solo definidas na NBR ISO 6165 que são usadas e estão planejadas para serem revendidas. A máquina usada pode não atender a todas as normas e regulamentos atuais (por exemplo, circulação em via pública e ambientes perigosos).

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Quais são os termos e definições adicionais?

Quais as etapas do processo de desmontagem?

Como deve ser a verificação dos requisitos da máquina usada?

Como poder ser um modelo de exemplo de formulário de inspeção?

A sustentabilidade tornou-se uma preocupação em relação às máquinas de movimentação de solo, assim como para muitos outros produtos. Os clientes que adquirem as máquinas estão solicitando informações que podem ser utilizadas para promover a sustentabilidade em seus projetos de trabalho. Com o interesse crescente pela sustentabilidade, muitas organizações estão preparando diretrizes sobre sustentabilidade, e os fabricantes estão provendo informações gerais sobre sustentabilidade.

A sustentabilidade abrange uma ampla faixa de áreas relacionadas às considerações sociais, ambientais e econômicas para o desenvolvimento, fabricação, vida útil e fases de fim de vida das máquinas de movimentação de solo. A remanufatura pode resultar no reuso dos produtos em fim de vida e reduzir o consumo de recursos e a poluição ambiental.

A remanufatura também pode resultar em economia de energia e redução das emissões de gases de efeito estufa e outras substâncias nocivas. A remanufatura tornou-se uma parte importante da reciclagem em uma economia de baixo carbono. Atualmente, ela é um dos principais aspectos de sustentabilidade e espera-se que continue assim no futuro.

A utilização de peças usadas de máquinas de movimentação de solo pode chegar a 80 % ou mais dos componentes. A remanufatura é realizada pelo fabricante de equipamento original ou por seus associados ou por uma entidade formalmente autorizada.

O desenvolvimento de normas brasileiras ou internacionais sobre remanufatura de máquinas de movimentação de solo pode auxiliar os remanufaturadores a estabelecer um entendimento comum sobre as especificações técnicas para remanufatura e, assim, melhorar a qualidade dos produtos remanufaturados. Os objetivos deste documento são prover orientações gerais e requisitos para remanufatura de componentes de máquinas de movimentação de solo, melhorar a qualidade de produtos remanufaturados, alcançar a aplicação sustentável de produtos remanufaturados, e promover a conservação de recursos sociais.

A figura abaixo mostra o processo de remanufatura de componente de máquinas de movimentação de solo. Mais informações sobre processos específicos são providas nos Anexos B a D.

O processo de remanufatura deve retornar o casco à sua condição “como nova” ou “melhor que nova” de ambas as perspectivas de qualidade e desempenho. A condição “como nova” ou “melhor que nova” pode incluir o projeto para melhorias de remanufatura que sejam compatíveis com o projeto original. A remanufatura é realizada somente pelo fabricante de equipamento original (OEM) ou seus associados, ou por uma entidade formalmente autorizada.

O remanufaturador deve verificar se todos os programas de melhoria de segurança foram concluídos. Convém que o remanufaturador determine se informações adicionais são requeridas para o serviço (por exemplo, um torque mais alto no parafuso), e deve prover um meio de obter as informações.

As informações originais do produto devem ser mantidas no produto remanufaturado ou na embalagem. Os componentes remanufaturados devem ser identificados como remanufaturados. As seguintes informações devem ser providas no produto remanufaturado ou na embalagem: nome e endereço do remanufaturador; nome do produto (por exemplo, nome, modelo ou estilo); número da peça do produto remanufaturado, se aplicável; número de série do produto remanufaturado, se aplicável; marcações regulatória (por exemplo, requisitos de rotulagem de emissão de exaustão), se aplicável; data da remanufatura, se uma data for requerida no mesmo produto novo; massa do produto remanufaturado, se aplicável.

Como informações adicionais de rotulagem, pode-se incluir os requisitos locais que podem requerer um símbolo, marcação ou rótulo específicos, indicando que um item foi remanufaturado. O Anexo E provê um exemplo de rótulo.

Para a avaliação de máquinas usadas, devem ser providos os requisitos para permitir que o proprietário, vendedor ou seu representante avalie as máquinas usadas em relação às informações providas pelo fabricante no manual do operador da máquina, para verificar se a máquina usada está funcionando conforme previsto pelo fabricante. Um formulário de inspeção para máquinas usadas em quatro seções (ver exemplo no Anexo A) pode ser utilizado para prover informações sobre a máquina sob inspeção.

A seção superior da primeira página provê a identificação específica da máquina usada. A seção intermediária da primeira página provê uma lista de verificação para documentar os resultados de uma inspeção da máquina usada. Uma marcação de checagem na caixa ao lado de cada item de inspeção indica que a máquina usada está funcionando apropriadamente conforme previsto pelo fabricante, conforme declarado no manual do operador.

A seção inferior da primeira página contém informações sobre a pessoa que realizou a inspeção. A seção na segunda página provê uma lista de inspeção detalhada, com base nos requisitos deste documento. O proprietário, vendedor ou seu representante deve avaliar a máquina usada e verificar os pontos descritos a seguir.

Os rótulos e símbolos da máquina estão de acordo com o manual do operador e são legíveis. Os rótulos incluem o diagrama de lubrificação, se o fabricante forneceu um na máquina, quando nova. Os dispositivos de controle funcionam conforme especificado nas informações de controle do manual do operador da máquina.

A máquina é capaz de dar partida corretamente. Os equipamentos e acessórios estão em condições aceitáveis e funcionam conforme especificado no manual do operador. Todos os cilindros hidráulicos e mecanismos rotativos operam corretamente quando o motor está funcionando em marcha lenta.

As peças móveis funcionam conforme previsto, sem ruído anormal. O sistema do trem de força funciona e troca as marchas suavemente, sem ruído anormal e fumaça anormal. O motor funciona sem vazamento dos sistemas de lubrificação, arrefecimento, admissão, exaustão e alimentação de combustível. Um pequeno vazamento é aceitável.

Os tanques não têm vazamento ou deformação permanente substancial. O sistema de transmissão entrega potência e troca as marchas suavemente, sem ruído anormal. Os sistemas hidráulicos (como bombas hidráulicas, válvulas multifuncionais, motores hidráulicos, etc.) funcionam sem vazamento ou ruído anormal. As mangueiras e tubos hidráulicos estão fixos corretamente, sem danos. Os cilindros hidráulicos não têm vazamento, dano ou empenamento.

O sistema de direção funciona corretamente, sem solavancos ou zona inativa excessiva. Os indicadores de nível de fluido para os tanques de combustível e hidráulico, se providos, funcionam corretamente. Os dispositivos de pressão nos tanques, como respiro ou válvula de segurança, funcionam corretamente.

Todas as funções do painel de instrumentos (por exemplo, horímetros, luzes e dispositivos de sinalização) funcionam conforme previsto. Os dispositivos de iluminação, sinalização, luzes de posicionamento e retrorrefletores estão instalados e funcionais.

O proprietário, vendedor ou seu representante deve avaliar a máquina usada e verificar os pontos descritos a seguir em relação aos requisitos de proteção ambiental. Os principais elementos da máquina que impactam na conformidade sonora (por exemplo, sistema de exaustão, material isolante para redução de ruído, janelas e capôs de motor) foram instalados e estão em condição de trabalho aceitável.

O rótulo de certificação de emissões de exaustão, se originalmente instalado no motor da máquina usada, está legível. Se a máquina for equipada com ar-condicionado, o rótulo do refrigerante está legível. Para os requisitos de segurança, o proprietário, vendedor ou seu representante deve avaliar os itens relativos à segurança da máquina usada e verificar se os requisitos descritos a seguir foram atendidos.

Os símbolos de segurança na máquina usada estão no local, conforme especificado no manual do operador, e estão legíveis. Para máquinas usadas equipadas com uma cabine do operador, as portas e janelas funcionam suavemente. A trava da porta funciona e é confiável. A cabine é hermética. O material envidraçado nas janelas é fabricado com vidro de segurança ou outro material que proporcione desempenho de segurança similar, com a rotulagem apropriada no vidro (por exemplo, ver ECE R43 e ANSI Z26.1).

As partes estruturais principais (por exemplo, equipamento, material rodante e plataforma rotativa) estão em condições aceitáveis. Identificar quaisquer trincas ou deformação evidente no relatório de inspeção da máquina usada.