A classificação do isolamento acústico em edificações

A NBR ISO 717-1 de 11/2021 – Acústica — Classificação de isolamento acústico em edificações e elementos de edificações – Parte 1: Isolamento a ruído aéreo estabelece as classificações de valor único para isolamento a ruído aéreo nas edificações e nos elementos de edificações, como paredes, pisos, portas e janelas; leva em consideração os diferentes espectros de nível sonoro para várias fontes de ruído, como fontes de ruído internas a uma edificação e fontes de ruído de tráfego externas à edificação, e fornece regras para determinar essas classificações a partir dos resultados das medições realizadas em, por exemplo, bandas de terço oitava ou em bandas de oitava, de acordo com as ISO 10140-2 e NBR ISO 16283-1. As classificações de valor único, de acordo com este Documento, têm por objetivo à classificação do isolamento a ruído aéreo e à simplificação da formulação dos requisitos acústicos nos códigos de edificações.

Uma avaliação adicional de um valor único, em passos de 0,1 dB, é indicada para a expressão da incerteza (exceto para termos de adaptação de espectro). Os valores numéricos exigidos das classificações de valor único são especificados de acordo com necessidades variadas.

As classificações de valor único são baseadas em resultados de medições em bandas de terço de oitava ou em bandas de oitava. Para medições laboratoriais feitas de acordo com a ISO 10140-2, as classificações de valor único são calculadas apenas utilizando bandas de terço de oitava. A classificação dos resultados das medições realizadas por meio de uma faixa de frequências ampliada é tratada no Anexo B.

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Como deve ser feito o cálculo dos termos de adaptação de espectro?

Como fazer a declaração de desempenho dos elementos da edificação?

Como é definido o termo de adaptação de espectro, C?

Qual é o termo de adaptação de espectro pertinente para diferentes tipos de fonte de ruído?

Os métodos de medição de isolamento a ruído aéreo nos elementos de edificações e nas edificações foram padronizados, por exemplo, nas ISO 10140-2 e NBR ISO 16283-1. O objetivo deste documento é padronizar um método pelo qual os valores dependentes das frequências do isolamento a ruído aéreo possam ser convertidos em um valor único, caracterizando o desempenho acústico.

As referências a normas que fornecem dados para avaliação dos valores únicos são exemplos e, portanto, não estão completas. Os valores obtidos de acordo com, por exemplo, as ISO 10140-2 e NBR ISO 16283-1 são comparados com os valores de referência nas frequências de medição dentro da faixa de 100 Hz a 3.150 Hz para bandas de terço de oitava e 125 Hz a 2 000 Hz para bandas de oitava.

A comparação deve ser realizada conforme especificado nessa norma. Além disso, dois termos de adaptação de espectro devem ser calculados com base em dois espectros típicos dentro da faixa de frequências citada acima. Esses dois termos podem, opcionalmente, ser complementados por termos adicionais de adaptação de espectro (se necessário e se dados medidos estiverem disponíveis) em uma faixa de frequências mais ampla, entre 50 Hz e 5.000 Hz. <para classificação de isolamento a ruído aéreo> valor, em decibéis, da curva de referência a 500 Hz depois de ajustada de acordo com o método especificado neste documento,

Os termos e símbolos da classificação de valor único utilizados dependem do tipo de medição. Exemplos para propriedades de isolamento a ruído aéreo de elementos de edificações estão listados nas tabelas abaixo, para isolamento a ruído aéreo em edificações. Em geral, novas classificações de valor único são derivadas de forma semelhante.

Um desvio desfavorável em uma determinada frequência ocorre quando o resultado das medições é menor que o valor de referência. Somente os desvios desfavoráveis devem ser levados em conta. O valor, em decibéis (ou 1/10 dB para a expressão da incerteza), da curva de referência a 500 Hz, após o ajuste de acordo com este procedimento, é o valor do Rw, R′w, Dn,w ou DnT,w, etc. (ver tabelas acima). Somente os valores de referência nas bandas de oitava devem ser utilizados para a comparação com os resultados das medições em bandas de oitava no campo.

Os termos de adaptação de espectro C e Ctr foram introduzidos na ISO 717-1:1996 (que também incorporou a ISO 717-2:1982) para levar em conta diferentes espectros de fontes de ruído (como ruído rosa e ruído de tráfego rodoviário) e avaliar curvas de isolamento acústico com valores muito baixos em uma única faixa de frequências. (A validade da classificação obtida apenas com a curva de referência é limitada para esses casos).

O termo de adaptação de espectro neste sentido substitui a regra de 8 dB utilizada na ISO 717-1:1982. C e Ctr não foram incluídos como uma classificação de valor único, mas foram incluídos como números separados. Isto foi feito para garantir a continuidade com o sistema de curva de referência e evitar o perigo de confusão de classificações de valor único de mesma magnitude. Além disso, os ensaios interlaboratoriais mostraram que a reprodutibilidade da classificação de valor único com base na curva de referência é um pouco melhor.

ASME B31Q: a qualificação dos operadores dos sistemas de dutos

A ASME B31Q:2021 – Pipeline Personnel Qualification estabelece os requisitos para desenvolver e implementar um programa de qualificação de pessoal de dutos eficaz. Ela especifica os requisitos para identificar as tarefas cobertas que afetam a segurança ou integridade dos sistemas de dutos, para qualificar os operadores para executar essas tarefas e para gerenciar as qualificações do pessoal que trabalha nos oleodutos.

Estabelece os requisitos para o desenvolvimento e implementação de um programa eficaz de qualificação de pessoal de dutos, utilizando uma combinação de dados com base técnica, práticas aceitas da indústria e decisões baseadas em consenso. Essa norma também oferece a orientação e os exemplos de uma variedade de métodos que podem ser usados para atender aos requisitos selecionados.

Com as exceções de tarefas que se destinam principalmente a garantir a segurança do pessoal ou tarefas de projeto ou engenharia, esta norma se aplica a tarefas que afetam a segurança ou integridade doa dutos. A aplicação cuidadosa dos códigos B31 ajudará os usuários a cumprir os regulamentos aplicáveis em suas jurisdições, a fim de alcançar os benefícios operacionais, de custo e de segurança a serem obtidos com as muitas práticas recomendadas da indústria petroquímica detalhadas nesses volumes. Destina-se a indústrias de gasodutos e líquidos, empreiteiros, prestadores de serviços e reguladores federais e estaduais.

Conteúdo da norma

Prefácio . . . . . . . . . . . .. V

Lista do Comitê.  . . . . . . . . . . . . VII

Correspondência com o Comitê B31. . .  . . . . . . . IX

Sumário das mudanças . . .. . . . . . . . …. XI

1. Introdução . . .. . . . . . . . . . . .. 1

2 Definições. . . . . . . . . . . . . . . 1

3 Referências. . . . . . . . . . . . . . .. 2

4 Programa de qualificação.  . . . . . . . . . 3

5 Determinando as tarefas cobertas. . .. . . . . . . . . 4

6 Condições operacionais anormais (abnormal operating conditions – AOC) ………8

7 Treinamento. . . . . . . . . . . .. 8

8 Avaliação. . ..  . . . . . . . . . . . . . . 9

9 Qualificações. . . . . . . . . . . .. 11

10 Portabilidade. . . . . . . . . . . . . . . 15

11 Eficácia do programa. . . . . . . . . 16

12 Comunicando o programa de qualificação e gerenciando as mudanças no programa. . .. 17

13 Requisitos de documentação. . . . . .. 18

14 Bibliografia. . . . . . . . . . . . . . .. 19

Apêndices não obrigatórios

Uma lista de tarefas integradas.  . . . . . . . . . . 21

B Tarefas cobertas e histórico de status por categorias. …….88

C Processo de desenvolvimento da lista de tarefas. . .. . . 93

D Exemplo de critérios de avaliação… . . . . . . 94

E Condições operacionais anormais (AOC).  . . . . . . 95

F Seleção do método de avaliação. . . . . . . . .. 96

G Análise para intervalos de qualificação subsequentes.  . . . . 98

H Implementação da norma ASME B31Q. . . . . . .. 104

I Avaliações de implementação e eficácia do programa. . .. 122

Figuras

5.4-1 Árvore de falhas para corrosão externa. . . . . . . . …. 6

G-5.1-1 Árvore de decisão da análise DIF.. . . . . . . . . 102

H-3-1 Criação de uma lista de tarefas compatível de acordo com ASME B31Q. . . . . . . . . .. 117

H-3-2 Implementação de uma lista de tarefas compatível de acordo com ASME B31Q.  . . . . . . . 118

O objetivo dessa norma é estabelecer os requisitos para a qualificação e o gerenciamento de qualificações para pessoal de dutos. O seu objetivo é minimizar o impacto na segurança e integridade do duto devido a erro humano que pode resultar da falta de conhecimento, habilidades ou habilidades de um indivíduo durante o desempenho de certas atividades. As pessoas que executam as tarefas cobertas e os indivíduos responsáveis por garantir uma força de trabalho qualificada devem atender aos requisitos aplicáveis desta norma.

Essa norma declara valores em unidades do sistema comum dos EUA (USC) e do sistema internacional (SI, também conhecido como métrico). Qualquer conjunto de unidades pode ser usado. As unidades locais habituais também podem ser usadas para demonstrar a conformidade com essa norma.

No corpo do texto, as unidades SI são mostradas entre parênteses ou em tabelas separadas. Os valores indicados em cada sistema não são equivalentes exatos e, portanto, cada sistema de unidades deve ser usado independentemente um do outro.

É responsabilidade da organização realizar os cálculos para garantir que um sistema consistente de unidades seja usado. Quando necessário para converter de um sistema de unidades para outro, a conversão deve ser feita arredondando os valores para o número de dígitos significativos de precisão implícita no valor inicial.

A determinação dos hidrocarbonetos, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, dióxido de carbono e material particulado no gás de escapamento

A NBR 6601 de 05/2021 – Veículos rodoviários automotores leves – Determinação de hidrocarbonetos, monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio, dióxido de carbono e material particulado no gás de escapamento especifica um método para a determinação de hidrocarbonetos totais (THC), não metano (NMHC), gases orgânicos não metano (NMOG), monóxido de carbono (CO), óxido de nitrogênio (NOx), dióxido de carbono (CO2) e material particulado emitidos pelo motor de veículos rodoviários automotores leves, funcionando sobre um dinamômetro de chassi que simule uma condição de uso em vias urbanas. Aplica-se aos veículos rodoviários automotores leves.

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Como deve ser um sistema de amostragem de material particulado?

Qual seria um esquema de um sistema analítico para gás de escapamento?

Qual é a configuração opcional do heated flame ionization detector ou detector por ionização de chama, aquecido (HFID) com esquema de sobrefluxo?

Quais são as especificações dos filtros para o material particulado?

Como aparelhagem, usa-se um dinamômetro de chassi O dinamômetro deve possuir uma unidade de absorção de potência (PAU) do tipo elétrica ou hidráulica, para simular as condições de carga do veículo em pista, conforme a NBR 10312. No caso de se utilizar um dinamômetro hidráulico, pode-se determinar a potência resistiva conforme o Anexo A.

O dinamômetro deve possuir também um conjunto de volantes de inércia e/ou outros meios para simular a inércia equivalente do veículo. Os dinamômetros de chassi de rolos duplos devem possuir diâmetro nominal dos rolos maior ou igual a 219 mm, e os dinamômetros de chassi de rolos simples devem possuir diâmetro nominal do rolo maior ou igual a 1 200 mm.

O sistema de amostragem para ensaio de veículo deve ser do tipo amostrador de volume constante (CVS) e deve permitir a medição das massas reais das substâncias emitidas pelo motor, pelo escapamento do veículo. Para tal, é necessário que se possa: medir o volume total da mistura de gás de escapamento e ar de diluição; coletar continuamente, para análise, uma alíquota dessa mistura, proporcional àquele volume.

O sistema deve ter capacidade suficiente para evitar a condensação de água. A pressão estática no (s) tubo (s) de descarga do veículo conectado (s) ao CVS, durante o ciclo de condução, deve apresentar variação dentro de ± 1,2 kPa, quando comparado (s) ao (s) tubo (s) de descarga em exaustão livre, nas mesmas condições. As conexões utilizadas não podem permitir vazamento.

O sistema deve ser provido de balões de coleta de amostras para o ar de diluição e para o gás de escapamento diluído, com capacidade volumétrica suficiente para não restringir o fluxo de amostra que estiver sendo coletado. Os balões devem ser de material especial que impeça alterações quantitativa e qualitativa da composição das amostras armazenadas.

O sistema de amostragem pode ser de venturi crítico, chamado de sistema de amostragem CVS. O sistema de amostragem CVS funciona conforme os princípios da dinâmica dos fluidos associados ao escoamento crítico. Neste tipo de sistema, o fluxo total de gás diluído é mantido em velocidade sônica, a qual é proporcional à raiz quadrada da temperatura absoluta do gás, computada continuamente.

A amostragem proporcional é feita por outro sistema de volume crítico, instalado no mesmo fluxo de gás. Como a pressão e a temperatura são as mesmas para as entradas dos respectivos venturis, o volume da amostra é proporcional ao volume total da mistura.

Este sistema, conforme a figura abaixo, é constituído pelos seguintes componentes: câmara de mistura com filtro na entrada do ar de diluição; coletor de material particulado do tipo ciclone; venturi crítico para estabelecimento da vazão total; venturi crítico de amostragem; sistema de amostragem; válvulas e sensores de temperatura e pressão; medidor da temperatura do gás diluído na entrada do venturi crítico, com resolução menor ou igual a 1 °C; circuito eletrônico integrador para determinação do volume total amostrado; medidores de pressão com resolução menor ou igual a 0,40 kPa. Outros sistemas de amostragem podem ser utilizados, desde que seja demonstrada e comprovada a equivalência dos resultados.

O túnel de diluição deve ser: dimensionado de forma a permitir um fluxo turbulento e a mistura completa do gás de exaustão com o ar de diluição antes do ponto de coleta de amostra; construído com um diâmetro mínimo de 203 mm; construído com material condutor de eletricidade, não reagente aos componentes dos gases de exaustão do veículo. Em caso de utilização de misturador em T remoto, utilizar material com as mesmas características para a ligação deste ao túnel. Ele deve ser aterrado.

A sonda de coleta da amostra de material particulado deve: ser instalada frontalmente ao fluxo, no ponto em que o gás de exaustão e o ar de diluição estejam homogeneizados (próximo à linha de centro do túnel e a uma distância de pelo menos dez vezes o diâmetro do túnel, a partir do ponto em que o gás entra no túnel de diluição); estar suficientemente distante, radialmente, da tomada de amostra para o HFID, se aplicável, de forma a ficar livre de influências como vácuos produzidos pela sonda; ter diâmetro interno mínimo de 12,7 mm; ser configurada de forma que possa ser selecionado pelo menos um filtro de material particulado para cada fase de medição.

A vazão pela sonda de material particulado deve ser mantida em um valor constante, dentro de ± 5%. A bomba de amostragem e os medidores de volume devem estar localizados distantes o suficiente do túnel de diluição, de forma a manter a temperatura do gás constante dentro de ± 2,8 °C. O equipamento para análise de gases deve consistir, basicamente, em um sistema analítico e a conformidade exata com este esquema não é necessária, desde que seja possível obter resultados satisfatórios com a exatidão da medição especificada.

Para a obtenção de informações adicionais ou coordenação das funções de alguns subsistemas, podem-se adicionar outros componentes, como instrumentos, válvulas, solenoides, bombas, etc., desde que não interfiram nos resultados. O equipamento para análise de gases é composto por um detector por ionização de chama, equipado com um conversor catalítico seletivo (cutter), ou por uma coluna cromatográfica em fase gasosa, para a determinação de metano, bem como por analisadores por absorção de raios infravermelhos não dispersivos (NDIR) para as determinações de monóxido e dióxido de carbono e por um analisador por luminescência química (CLD) para as determinações de óxidos de nitrogênio.

Todos os analisadores devem ser sempre operados de acordo com as instruções do fabricante. O equipamento para análise de hidrocarbonetos totais é composto por um detector por ionização de chama (FID), operado de acordo com as instruções do fabricante. Para motor de ignição por compressão, são necessárias a amostragem e a medição contínua do THC através do HFID, utilizando-se um conjunto aquecido com analisador, linha, filtro e bomba.

O tempo de resposta deste instrumento deve ser menor que 1,5 s para uma resposta de 90% do fundo de escala. O conjunto de coleta contínua de THC pode ter um sistema de sobrefluxo para o gás zero e para o gás de fundo de escala (span).

Nesse caso, os gases para o sobrefluxo devem entrar na linha aquecida o mais próximo possível da face externa do túnel de diluição. O ponto de amostragem para o HFID deve ser: instalado frontalmente ao fluxo, a uma distância de pelo menos dez vezes o diâmetro do túnel a partir de sua entrada; instalado suficientemente distante, radialmente, da sonda de material particulado, de forma a ficar livre de influências como vácuos produzidos pela sonda; feito por meio de uma linha aquecida, equipada com filtro e isolada em todo o seu comprimento, de forma a manter 191 °C ± 11°C de temperatura na sua parede.

Nenhum outro sistema de amostragem pode ser conectado à linha de coleta contínua de THC. Outros equipamentos e analisadores podem ser utilizados, desde que seja demonstrado que produzem resultados equivalentes. O filtro para a coleta de material particulado deve ter diâmetro maior ou igual a 47 mm e no mínimo 37 mm de diâmetro na área de retenção e deposição. A capacidade de carga (material particulado) recomendada no filtro com 47 mm de diâmetro é de pelo menos 0,05 g.

Cargas equivalentes (ou seja, massa e diâmetro de deposição) são recomendadas no dimensionamento para filtros maiores. Os filtros para a coleta do material particulado devem ser de fibra de vidro recoberta com fluorcarbono ou membrana de fluorcarbono. Quanto às especificações do recinto (câmara ou sala) de pesagem e balança de material particulado, a temperatura e a umidade relativa do recinto onde os filtros de material particulado são condicionados e pesados devem ser mantidas e registradas, respectivamente, entre 20°C e 30°C e entre 30% e 70%, durante todo o trabalho de condicionamento e pesagem.

O ambiente deve ser livre de qualquer contaminante, como poeira, durante todo o período de trabalho. É necessário que dois filtros de referência permaneçam no recinto de pesagem, e que estes filtros sejam pesados a cada 24 h, no mínimo, quando em regime de ensaios.

Os dispositivos de medição e de monitoramento de redes elétricas

A NBR IEC 61557-12 de 03/2021 – Segurança elétrica em sistemas de distribuição de baixa tensão até 1.000 V ca e até 1.500 V cc – Dispositivos para teste, medição ou de monitoramento de medição de proteção – Parte 12: Dispositivos de medição e de monitoramento de redes elétricas (PMD) especifica os requisitos relativos aos dispositivos de medição e de monitoramento da rede elétrica (PMD), que medem e monitoram as grandezas elétricas nas redes de distribuição elétrica e, opcionalmente, outros sinais externos. Estes requisitos definem também os desempenhos nas redes alternadas ou contínuas monofásicas e trifásicas, com tensões nominais inferiores ou iguais a 1.000 V em corrente alternada, ou inferiores ou iguais a 1.500 V em corrente contínua.

Estes dispositivos são fixos ou portáteis. Eles são destinados a serem utilizados em ambientes abrigados e/ou ao tempo. Os dispositivos de medição e de monitoração da rede elétrica (PMD), conforme definidos neste documento, fornecem as informações adicionais de segurança, o que facilita a verificação da instalação e aumenta o desempenho das redes de distribuição.

Os dispositivos de medição e monitoramento da rede elétrica (PMD) relativos aos parâmetros elétricos descritos neste documento são utilizados em aplicações industriais e comerciais gerais. Este documento não trata dos aspectos relacionados à segurança funcional e à segurança cibernética. Não é aplicável: aos equipamentos de medição de eletricidade de acordo com as IEC 62053-21, IEC 62053-22, IEC 62053-23 e IEC 62053-24, no entanto, as incertezas definidas neste documento para a medição de energia ativa e reativa são derivadas daquelas definidas na IEC 62053 (todas as partes); à medição e ao monitoramento dos parâmetros elétricos definidos nas IEC 61557-2, IEC 61557-9 e IEC 61557-13, ou na IEC 62020; aos instrumentos de qualidade de energia (PQI – power quality instrument) conforme a IEC 62586 (todas as partes); aos dispositivos relevantes dos escopos da IEC 60051 (todas as partes) (instrumentos de medição elétrico-analógicos de ação direta).

Esses tipos de dispositivos são geralmente utilizados nas seguintes aplicações ou para os seguintes objetivos gerais: gerenciamento energético nas instalações, incluindo a facilitação da implementação de documentos como as NBR ISO 50001 e IEC 60364-8-1; monitoramento e/ou medição dos parâmetros elétricos; medição e/ou monitoramento da qualidade da energia nas instalações comerciais ou industriais. Um dispositivo de medição e de monitoramento dos parâmetros elétricos geralmente consiste em vários módulos funcionais.

Todos os módulos funcionais ou uma parte destes módulos são combinados em um dispositivo. Exemplos de módulos funcionais: medição e monitoramento de vários parâmetros elétricos simultaneamente; medição e/ou monitoramento de energia e, às vezes, em conformidade com os regulamentos de construção; funções de alarmes; qualidade no lado do consumo de energia (harmônicas de corrente e de tensão, sobretensões/subtensões, quedas de tensão e sobretensões temporárias etc.).

Os PMD são tradicionalmente conhecidos como wattímetros, controladores da potência, dispositivos de controle de potência, dispositivos de monitoramento de energia elétrica, analisadores de potência, medidores multifuncionais, equipamentos de medição multifuncionais e medidores de energia. As aplicações de medidor, de medição e de monitoramento são explicadas no Anexo A.

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Qual seria a descrição dos diferentes tipos de dispositivos de medição e de monitoramento da rede elétrica (PMD)?

Quais são as condições de referência para os ensaios dos dispositivos?

Quais são as condições nominais de funcionamento em umidade e altitude dos dispositivos?

Quais são os limites de variação devido às grandezas de influência?

As redes de distribuição de energia precisam garantir a eficiência energética, a disponibilidade de energia e o desempenho da rede para atender aos seguintes desafios: os requisitos de desenvolvimento sustentável para os quais a medição de energia, por exemplo, é reconhecida como um elemento essencial da gestão energética, fazendo parte do esforço global para reduzir as emissões de carbono e para melhorar o desempenho comercial das organizações de fabricação, das organizações comerciais e dos serviços públicos; evoluções tecnológicas (cargas eletrônicas, métodos de medição eletrônicos, etc.); as necessidades dos usuários finais (redução de custos, conformidade com os aspectos da regulamentação das construções, etc.) em relação ao gerenciamento de energia elétrica, bem como de outras energias ou fluidos.

Outras funcionalidades que envolvem vários parâmetros não elétricos são frequentemente necessárias em paralelo; segurança e continuidade de serviço; evolução das normas de instalação, por exemplo, a detecção das sobrecorrentes é agora um novo requisito para o condutor de neutro, devido ao conteúdo harmônico. O monitoramento das grandezas elétricas nas redes internas permite enfrentar estes desafios.

Os dispositivos no mercado atual possuem diferentes características, que necessitam de um sistema de referência comum. Portanto, a elaboração deste documento é necessária para facilitar as escolhas dos usuários finais em termos de desempenho, segurança, interpretação das indicações, etc. Esse documento fornece uma base para especificar e descrever estes dispositivos, assim como para avaliar o seu desempenho.

Para atender aos requisitos do projeto de eficiência energética, um bom número de dispositivos de medição e monitoramento da rede elétrica (power metering and monitoring device – PMD) responsáveis pela medição dos parâmetros elétricos pode também coletar dados (água, ar, gás, temperatura) a partir de outros sensores ou medidores localizados no interior das edificações ou das áreas de implantação de fábricas. É necessário equipar os PMD com um barramento de comunicação, para que eles sejam capazes de transmitir o conjunto destes dados para um software de monitoramento.

O software de monitoramento processa todos os dados coletados para monitorar e gerar os relatórios úteis para analisar a utilização e o consumo de energia. A arquitetura da cadeia de medição: a grandeza elétrica a ser medida pode ser diretamente acessível, como é normal no caso de redes de baixa tensão, ou acessível por meio de um sensor de medição, por exemplo, sensores de tensão (VS) ou sensores de corrente (CS).

A figura abaixo representa a arquitetura comum de um PMD. Em certos casos, quando um PMD não inclui os sensores, suas incertezas associadas não são consideradas. Quando um PMD inclui os sensores, suas incertezas associadas são consideradas.

Já os PMD são classificados de acordo com as aplicações. Os PMD podem incluir os sensores internos, ou necessitar dos sensores externos. Dependendo destas características, os PMD podem ser classificados em quatro categorias. Os requisitos relativos aos desempenhos de um PMD associado a um sensor externo dedicado são os mesmos que para um PMD de conexão direta.

Cada combinação de um PMD associado a um sensor externo dedicado deve ser considerada PMD DD, que necessita atender aos requisitos de desempenho deste documento. Exemplo: se um fabricante fornecer três diferentes tipos de sensores dedicados [por exemplo, um TC (transformador de corrente) dedicado de 100 A, um TC dedicado de 500 A e um TC dedicado de 1.000 A], este fabricante fornecerá três diferentes relatórios de ensaios de tipo de desempenho (um para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 100 A; um para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 500 A; e outro para os ensaios relacionados ao PMD, associados ao sensor dedicado de 1.000 A).

O fabricante deve fornecer uma justificativa apropriada (por exemplo, dos resultados de simulação, resultados de ensaios existentes, notas de cálculo, esquemas) para a extrapolação dos desempenhos, se determinados ensaios físicos não forem realizados. As leituras de medição devem estar disponíveis por meio de uma interface de comunicação ou de uma interface de usuário local, 15 s após a aplicação de alimentação.

Se a duração da inicialização for superior a 15 s, os fabricantes devem especificar o tempo máximo a partir do qual as grandezas de medição estarão disponíveis por meio de uma interface de comunicação ou de uma interface de usuário local, após a aplicação da alimentação. Quando nenhuma interface de usuário local ou de comunicação estiver disponível, este requisito deve ser verificado de acordo com o procedimento de ensaio.

Salvo especificação em contrário, a janela de medição de uma grandeza medida não pode exceder 3 s ou 150/180 ciclos à frequência nominal. Este requisito pode não ser satisfeito para a THD e as harmônicas. Neste caso, a janela de medição do THD e das harmônicas deve ser declarada pelo fabricante.

Este requisito não se aplica às energias, assim como às grandezas avançadas, que são obtidas pela integração ou pela média das grandezas básicas medidas na janela de medição. Salvo especificação em contrário, as funções de tensão fase neutro devem atender aos mesmos requisitos das funções de tensão fase-fase, se as funções de tensão fase neutro forem implementadas.

Por razões práticas, se o limite de variação calculado necessário for inferior a 0,02%, o requisito deve ser de 0,02%. Quando o PMD for colocado em funcionamento com um ou mais transformadores de corrente, deve ser dada atenção para a necessidade de adaptar a faixa de corrente do PMD à faixa do secundário ou dos transformadores de corrente.

As distâncias seguras para os membros superiores e inferiores em máquinas

Deve-se entender os valores para distâncias de segurança em ambientes industriais e não industriais, com o objetivo de prevenir que zonas perigosas sejam alcançadas. As distâncias de segurança são apropriadas para estruturas de proteção.

A NBR ISO 13857 de 03/2021 – Segurança de máquinas – Distâncias de segurança para impedir o acesso a zonas de perigo pelos membros superiores e inferiores estabelece valores para distâncias de segurança em ambientes industriais e não industriais, com o objetivo de prevenir que zonas perigosas sejam alcançadas. As distâncias de segurança são apropriadas para estruturas de proteção. Ele também fornece informações sobre distâncias, para impedir o livre acesso de membros inferiores (ver Anexo B).

Abrange pessoas de 14 anos ou mais (a estatura de 20% das pessoas com o 5° percentil de 14 anos é aproximadamente 1.400 mm). Além disso, apenas para membros superiores, é fornecida informação para crianças maiores que 3 anos (a estatura de 20% das pessoas com o 5° percentil de 3 anos é aproximadamente 900 mm), onde o acesso através de aberturas precisa ser abordado. Não é praticável especificar as distâncias de segurança para todas as pessoas. Portanto, os valores apresentados destinam-se a cobrir o 95° percentil da população.

Os dados para impedir o acesso de membros inferiores de crianças não são considerados. As distâncias se aplicam quando a redução suficiente do risco pode ser atingida somente pelo distanciamento. Como as distâncias de segurança dependem da medida, algumas pessoas de dimensões extremas ainda serão capazes de alcançar zonas de perigo mesmo quando os requisitos deste documento forem respeitados.

A conformidade com os requisitos deste documento impedirá o acesso à zona de risco. No entanto, o usuário deste documento é ciente de que a redução de risco requerida para todos os perigos não é obtida (por exemplo, perigos relacionados às emissões da máquina, como radiação ionizante, fontes de calor, ruído, poeira).

As seções que tratam de membros inferiores são aplicadas por si só quando o acesso pelos membros superiores à mesma zona de perigo não é previsível, de acordo com a avaliação de riscos. As distâncias de segurança são destinadas a proteger aquelas pessoas que tentam alcançar zonas de perigo sob as condições especificadas.

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Qual é o alcance ao redor com limitação de movimento?

Qual é o alcance através de aberturas regulares – pessoas de 14 anos ou mais?

Qual é o alcance através de aberturas regulares – pessoas de 3 anos de idade ou mais?

Quais os passos que devem ser executados em aberturas com forma irregular?

A estrutura das normas de segurança no campo de máquinas está descrita a seguir. As normas do tipo A (normas fundamentais de segurança) definem com rigor os conceitos fundamentais, os princípios de concepção e os aspectos gerais válidos para todos os tipos de máquinas. As normas do tipo B (normas de segurança relativas a um grupo) tratam de um aspecto ou de um tipo de dispositivo condicionador de segurança, aplicáveis a uma gama extensa de máquinas

Elas pode ser normas do tipo B1 – sobre aspectos particulares de segurança (por exemplo, distância de segurança, temperatura de superfície, ruído), e normas do tipo B2 – sobre dispositivos condicionadores de segurança (por exemplo, comandos bimanuais, dispositivos de intertravamento, dispositivos sensíveis a pressão, proteções); as normas do tipo C (normas de segurança por categoria de máquinas) que fornecem prescrições detalhadas de segurança aplicáveis a uma máquina em particular ou a um grupo de máquinas.

Este documento é considerado do tipo B1, como indicado na NBR ISO 12100:2013. Ele é relevância, em particular, para os grupos de interesse que representam o mercado, no que diz respeito à segurança de máquinas: fabricantes de máquinas (pequenas, médias e grandes empresas); saúde e segurança (agências reguladoras, organizações de prevenção de acidentes, vigilâncias do mercado etc.).

Outros podem ser afetados pelo nível de segurança alcançado pelas máquinas por este documento pelos grupos acima mencionados: usuários de máquina/empregadores (pequenas, médias e grandes empresas); usuários de máquina/empregadores (por exemplo, sindicatos, organizações para pessoas com necessidades especiais); prestadores de serviço, por exemplo para manutenção (pequenas, médias e grandes empresas); consumidores (no caso de máquinas destinadas ao uso de consumidores de máquinas).

Os grupos mencionados anteriormente tiveram a possibilidade de participar do processo de elaboração deste documento. Adicionalmente, este documento é destinado aos organismos de normalização que elaboram normas tipo C. Os requisitos deste documento podem ser suplementados ou modificados por uma norma tipo C. Para máquinas cobertas pelo escopo de uma norma tipo C e que foram projetadas ou construídas de acordo com os requisitos deste documento, os requisitos da norma tipo C prevalecem. Quando as disposições de uma norma do tipo C forem diferentes das que são declaradas nas normas do tipo A ou tipo B, as disposições da norma do tipo C prevalecem sobre as disposições das outras normas para máquinas que foram projetadas e construídas de acordo com as disposições da norma do tipo C.

Um método de eliminação ou redução de riscos causados por máquinas é fazer uso das distâncias para impedir que as zonas de perigo sejam alcançadas pelos membros superiores e inferiores. Nas distâncias de segurança especificadas, alguns aspectos devem ser levados em consideração, como as situações de alcance que ocorrem quando a máquina está em uso, as pesquisas confiáveis de dados antropométricos, levando em consideração os grupos de população como os encontrados nos países considerados, os fatores biomecânicos, como compressão e tracionamento de partes do corpo e limites de rotação das articulações, os aspectos técnicos e práticos, e as medidas adicionais para grupos particulares de pessoas (por exemplo, pessoas com necessidades especiais), as quais podem ser exigidas devido aos desvios das dimensões corporais especificadas.

As distâncias de segurança deste documento derivam das seguintes suposições: as estruturas de proteção e quaisquer aberturas nelas mantêm a sua forma e posição; as distâncias de segurança são medidas a partir da superfície que restringe o corpo ou a parte relevante do corpo; o corpo é forçado sobre estruturas de proteção ou através de aberturas, na tentativa de alcançar a zona de perigo; há contato com o plano de referência enquanto houver a utilização de sapatos (não está incluído o uso de sapatos de sola alta, escalada e salto); nenhuma ajuda, como cadeiras ou escadas, é usada para mudar o plano de referência; nenhuma ajuda, como hastes ou ferramentas, é usada para estender o alcance natural dos membros superiores.

As distâncias de segurança são determinadas, se o perigo a ser considerado tiver sido identificado como significativo (ver NBR ISO 12100:2013, 3.8). Todos os meios de acesso razoavelmente previsíveis devem ser levados em conta. Quando a possibilidade de acesso ou a variedade de zonas de risco exigir a aplicação de mais de uma tabela, todas as distâncias de segurança devem ser levadas em consideração.

Quando mais de uma distância de segurança é determinada para o mesmo meio de acesso, deve ser aplicada a maior distância de segurança. Algumas distâncias de segurança se aplicam-se às pessoas que tentam alcançar uma zona de perigo com os membros inferiores através de aberturas.

Antes de selecionar uma distância de segurança adequada em caso de alcance superior ou alcance sobre estruturas de proteção, é necessário considerar a gravidade do dano e a probabilidade de ocorrência deste dano causado pelo perigo. No caso de alcance superior, o valor mais alto deve ser aplicado. Em caso de alcance sobre estruturas de proteção, os valores da tabela abaixo devem ser aplicados.

O valor mais baixo, conforme a tabela abaixo, pode ser aplicado onde a gravidade do dano e a probabilidade de ocorrência do dano causado pelo perigo são baixas (ver NBR ISO 12100: 2013, 5.5.2.3). A probabilidade de ocorrência do dano pode ser assumida como baixa com, por exemplo, movimentos lentos que permitam que a pessoa escape do movimento perigoso.

A gravidade do dano pode ser considerada baixa nas seguintes situações: quando a temperatura e a duração do contato com superfícies quentes estiverem abaixo do valor necessário para causar uma queimadura (para valores de limiar de queimadura, ver ISO 13732-1); para perigos que não causem danos permanentes ou danos irreversíveis ao corpo, como, por exemplo, hematomas, contusões leves ou quebra de partes do corpo que crescem novamente, como unhas.

Mais orientações sobre estimativa de risco são dadas na ISO/TR 14121-2:2018, Seção 6. A Figura 1 na norma mostra a distância de segurança para alcance superior vertical. A altura da zona de perigo, h, deve ser de 2.700 mm ou maior. A altura da zona de perigo, h, deve ser de 2.500 mm ou maior, onde a severidade do dano e a probabilidade de ocorrência do dano causado pelo perigo são baixas. A Figura 2 na norma mostra o alcance sobre uma estrutura de proteção.

Os valores indicados nas tabelas abaixo devem ser utilizados para determinar a (s) dimensão (ões) correspondente (s) da altura da zona de perigo, a altura das estruturas de proteção e a distância de segurança horizontal à zona de perigo. Quando valores conhecidos de hh, hps ou sh estiverem entre dois valores, a maior distância de segurança ou estrutura de proteção mais alta ou a mudança na altura (maior ou menor) da zona de perigo deve ser usada. Consequentemente, não pode haver interpolação dos valores dados.

A tabela abaixo pode ser usada quando a gravidade da lesão for leve e houver uma baixa probabilidade de ocorrência de lesão. A tabela abaixo fornece a relação entre a altura da zona de risco, a altura da estrutura de proteção e a distância de segurança horizontal. A tabela abaixo deve ser usada quando a tabela acima 1 não for aplicável. A tabela abaixo fornece a relação entre a altura da zona de perigo, a altura da estrutura da proteção e a distância de segurança horizontal.

Em alguns casos (por exemplo, máquinas agrícolas móveis, projetadas para se moverem em terreno irregular), as distâncias de segurança fornecidas neste documento não podem ser aplicadas. Em tais casos, recomenda-se que exista, pelo menos, estruturas de proteção para restringir a livre movimentação dos membros inferiores. Para este método, os valores dados no Anexo B podem ser usados.

As estruturas de proteção em forma de fendas com aberturas de e > 180 mm e aberturas quadradas ou circulares com e > 240 mm (ver 4.2.4.1) não podem ser utilizadas sem medidas de segurança adicionais, uma vez que permitirão o acesso de todo o corpo. As estruturas de proteção menores que 1.400 mm de altura, de acordo com a tabela acima, não podem ser usadas sem medidas de segurança adicionais.

A consideração do acesso de corpo inteiro, seja ao escalar ou ao agachar-se sob estruturas de proteção, é indispensável para a aplicação deste documento. Exemplos também podem ser encontrados na ISO/TR 20218-2. Em alguns casos (por exemplo, máquinas agrícolas móveis, projetadas para se moverem em terreno irregular), as distâncias de segurança fornecidas neste documento podem não ser aplicadas.

Nesses casos, convém que pelo menos estruturas de proteção para restringir a livre movimentação dos membros inferiores sejam usadas. Para este método, os valores indicados neste Anexo podem ser utilizados. Uma estrutura de proteção adicional pode ser usada para restringir o movimento livre dos membros inferiores sob estruturas de proteção existentes.

Para este método, as distâncias dadas no Anexo B se referem à altura do solo ou plano de referência à estrutura de proteção. Este método fornece proteção limitada. Em muitos casos, outros métodos serão mais apropriados. Não convém que a distância, h, do plano de referência às estruturas de proteção exceda 180 mm.

REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 147 | Ano 3 | 25 de Fevereiro 2021

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Edição 147 | Ano 3 | 25 de Fevereiro 2021
ISSN: 2595-3362
 

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REVISTA DIGITAL ADNORMAS – Edição 135 | Ano 3| 03 DEZEMBRO 2020

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Pesquisa de Mercado Jovem Aprendiz

Participe de uma pesquisa com foco na melhoria da oferta de cursos e treinamentos destinados aos Jovens Aprendizes. Como forma de enriquecer os resultados da pesquisa, buscamos a participação de profissionais que trabalhem ou já trabalharam em empresas que contratam jovens aprendizes. Ao final da tabulação dos dados, os resultados poderão ser compartilhados com todos os participantes interessados. Sinta-se à vontade para compartilhar este formulário de pesquisa com outros profissionais. Sua participação é muito importante. Acesse e compartilhe o https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdwgSMmWsOX73RaRRuuNIMyWCHV1XbevcAWHRxpA4wdagz08Q/viewform

As dimensões, a massa e o espaço de manobra das cadeiras de rodas

Saiba quais os valores típicos e limites recomendados das dimensões importantes da cadeira de rodas (pronta para ocupação e dobrada ou desmontada), espaço para giro e reversão entre paredes limitantes e algumas dimensões que valem para estimar a usabilidade da cadeira de rodas, assim como determinar a massa da cadeira de rodas.

A ABNT ISO/TR 13570-2 de 08/2019 – Cadeiras de rodas – Parte 2: Valores típicos e limites recomendados para dimensões, massa e espaço de manobra como determinado na NBR ISO 7176-5 lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões obtidas a partir de medições feitas de acordo com a NBR ISO 7176-5. Esta parte do ABNT ISO/TR 13570 lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões importantes da cadeira de rodas (pronta para ocupação e dobrada ou desmontada), espaço para giro e reversão entre paredes limitantes e algumas dimensões que valem para estimar a usabilidade da cadeira de rodas, assim como determinar a massa da cadeira de rodas. Esta parte é destinada ao uso de quem indica, de clínicos, ocupantes de cadeira de rodas ou fabricantes. Lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões quando a cadeira de rodas está ocupada e algumas áreas de operação na execução de tarefas especiais encontradas na vida diária. Esta parte lista os valores típicos e limites recomendados das dimensões técnicas críticas para o desempenho da cadeira de rodas. Esta parte é aplicável a cadeiras de rodas manuais e motorizadas (incluindo scooters).

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Quais os limites máximos recomendados de largura de reversão?

Quais os limites máximos recomendados de diâmetro de giro?

Qual a inclinação anteroposterior típica do caster e diferença máxima entre esquerda e direita?

Quais os limites máximos recomendados do raio de giro do caster e diferença entre esquerda e direita?

O objetivo desta parte é apresentar os valores típicos (onde evidências suficientes tenham sido coletadas) e os limites recomendados de dimensões importantes e massas de cadeiras de rodas manuais e cadeiras de rodas motorizadas, incluindo scooters. Os valores típicos são baseados em evidências que eram atuais no fim de 2011. Os itens são agrupados a fim de refletir sua importância e utilidade para os diferentes grupos de usuários da norma. Os valores típicos são reportados onde houve amostragem suficiente para fornecer dados confiáveis e busca-se contribuições para possibilitar a publicação futura de valores atualmente marcados como Dados Insuficientes (+).

Estes grupos de usuários são: ocupantes de cadeira de rodas – para itens que são de importância para a estimativa do espaço necessário e manobrabilidade geral; arquitetos e autoridades públicas – para itens relacionados à acessibilidade de, por exemplo: residências, elevadores, equipamentos de cozinha e banheiro, hospedaria e edifícios públicos, e áreas etc.; fabricantes, fornecedores de cadeira de rodas, clínicos, e laboratórios de ensaio – para itens que necessitam ser considerados na fabricação, montagem, ajuste, reparo, ou ensaio de cadeiras de rodas.

A informação principal desta parte do está contida em duas Seções: a Seção 5 apresenta os valores típicos e limites recomendados de dimensões e massas de uma cadeira de rodas que são de maior importância para o ocupante da cadeira de rodas (como definido e submetido a ensaio na NBR ISO 7176-5, Seção 8, Medições requeridas). Estas dimensões esclarecem o ocupante da cadeira de rodas antes da compra se a cadeira de rodas atenderá aos requisitos e necessidades específicas do ocupante.

Também fornecem orientação ao fabricante da cadeira de rodas para novos desenvolvimentos. Esclarecem o ocupante da cadeira de rodas sobre o espaço que a cadeira de rodas irá necessitar. Também auxiliam arquitetos no planejamento de edifícios e ambientes acessíveis.

A Seção 6 apresenta os valores típicos e limites recomendados de dimensões adicionais (como definido e submetido a ensaio na NBR ISO 7176-5, Anexo A, dimensões técnicas), que exercem maior influência no bom desempenho da cadeira de rodas (condução, direção, tração etc.). É importante que estas seções sejam de conhecimento do pessoal técnico durante projeto, criação, ensaio, reparo, montagem ou mesmo ajuste da cadeira de rodas.

Chamada para Contribuição: muito trabalho e esforço foram colocados neste projeto para coletar dados para as tabelas deste documento. No entanto, ainda existem valores para os quais há dados insuficientes (+) nestas tabelas. Portanto, cada fabricante, instituição ou especialista que possa contribuir com dados adicionais, preferencialmente para os campos em branco, são convidados a enviar qualquer informação utilizável para o ISO/TC 173, SC 1, em project@tech4life.com.au.

Sempre que possível, convém que o material enviado contenha as seguintes informações auxiliares: dados coletados; tipo de cadeira de rodas (com ou sem aros de propulsão); se os procedimentos da NBR ISO 7176-5 não forem utilizados para as medições, o método real de medição; os grupos I, II, ou III de massa do ocupante requerida para a(s) cadeira(s) de rodas; a classe da cadeira de rodas A, B, ou C (para cadeiras de rodas motorizadas); largura efetiva do assento da cadeira de rodas de ensaio; número de amostras das quais estes dados são derivados; se a seleção de cadeiras de rodas está de acordo com a NBR ISO 7176-5, Seção 6, e a preparação para as medidas está de acordo com a NBR ISO 7176-5, Seção 7.

As cadeiras de rodas existem em uma grande variedade de projetos, tipos, modelos e tamanhos. Lidar com estas circunstâncias, todos os modelos de cadeiras de rodas estão listados em um dos quatro grupos principais. Cadeiras de rodas com aros de propulsão: este grupo principal compreende cadeiras de rodas com condução manual da roda traseira por uso de aros de propulsão e cadeiras de rodas eletroassistidas ativadas por aro de propulsão (HAPAW).

Cadeiras de rodas motorizadas de classe A: este grupo principal compreende cadeiras de rodas elétricas que geralmente têm tração na roda traseira, são compactas e manobráveis, mas não necessariamente capazes de ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso interno.

Cadeiras de rodas motorizadas de classe B: este grupo principal compreende cadeiras de rodas motorizadas que geralmente têm tração na roda traseira, são suficientemente compactas e manobráveis para alguns ambientes internos e capazes de ultrapassar alguns obstáculos externos e, portanto, são destinadas a uma combinação de uso interno e externo.

Cadeiras de rodas motorizadas de classe C: este grupo principal compreende cadeiras de rodas motorizadas que geralmente têm tração na roda dianteira, são geralmente grandes no tamanho, não necessariamente destinadas para uso interno, mas capazes de percorrer distâncias mais longas e ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso externo.

Cadeiras de rodas motorizadas (tipo scooter): estas são cadeiras de rodas elétricas com direção por guidão. São geralmente grandes em tamanho, não necessariamente destinadas para uso interno, mas capazes de percorrer distâncias mais longas e ultrapassar obstáculos externos e, portanto, são primariamente destinadas para uso externo.

Os resultados dos ensaios realizados com cadeiras de rodas típicas e como estipulado na NBR ISO 7176-5, Anexo A (Dimensões técnicas), estão listados para dar um entendimento do estado da arte e apresentar seus limites recomendados. Todas as dimensões de comprimento são dadas em milímetros, todas as dimensões de ângulos são dadas em graus.

Os riscos de cargas fora das tolerâncias em movimentação de carga

A NBR 8400-5 de 06/2019 – Equipamentos de elevação e movimentação de carga – Regras para projeto – Parte 5: Cargas para ensaio e tolerâncias de fabricação estabelece as cargas de ensaio e as tolerâncias de fabricação para equipamentos de elevação de carga. As tolerâncias especificadas são válidas para equipamentos, como pontes rolantes, pórticos rolantes e guindastes. A NBR 8400, sob o título geral Equipamentos de elevação e movimentação de carga – Regras para projeto, tem previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Classificação e cargas sobre estruturas e mecanismos; Parte 2: Verificação das estruturas ao escoamento, fadiga e estabilidade; Parte 3: Verificação à fadiga e seleção de componentes dos mecanismos; Parte 4: Equipamento elétrico; Parte 5: Cargas para ensaio e tolerâncias de fabricação. Esta parte não é aplicável aos seguintes equipamentos: guindastes móveis com lança sobre pneus de borracha sólida ou pneumáticos, esteiras de lagartas, caminhões e reboques; equipamentos de elevação produzidos em série; talhas elétricas; talhas pneumáticas; acessórios para içamento; talhas manuais; plataformas de elevação, plataformas de trabalho; guinchos; macacos, tripés, aparelhos combinados para tração e içamento; empilhadeiras; equipamentos de manuseio de materiais a granel.

Antes de estarem em serviço, os equipamentos devem ser ensaiados dinamicamente sob condições de sobrecarga, utilizando a velocidade nominal máxima para cada movimento de acionamento e com sobrecarga que não seja menor do que a obtida pela multiplicação da carga de trabalho SL pelo coeficiente ρ fornecido na tabela abaixo.

Aplicando este ensaio dinâmico nas velocidades nominais, não é necessário realizar o ensaio estático. O procedimento detalhado dos ensaios a serem aplicados aos equipamentos de elevação e movimentação de cargas, antes da colocação em marcha, está estabelecido na NBR 16147. O uso das normas de projeto pressupõe que as tolerâncias especificadas para os equipamentos nos itens 4.2.1.1 ao 4.2.1.13 devem ser mantidas. Estas tolerâncias são aplicáveis exceto se outras condições tiverem sido acordadas com o usuário, sem levar em consideração as deformações elásticas durante a operação.

As deformações elásticas devem ser levadas em consideração se requerido. As tolerâncias especificadas são válidas para equipamentos como pontes rolantes, pórticos rolantes e guindastes. Quando forem utilizadas trenas, elas devem ser metálicas e calibradas. As leituras obtidas devem ser corrigidas levando-se em consideração a catenária da trena, bem como a divergência da temperatura ambiente em relação à temperatura-padrão de calibração. Todas as medições em um e no mesmo equipamento devem ser efetuadas com a mesma trena e a mesma força de tração.

A maior variação do vão do equipamento a partir da dimensão de projeto não pode exceder os seguintes valores: para s ≤ 15 m: Δs = ± 2 mm; para s > 15 m: Δs = ± [2 + 0,15 × (s – 15)] mm (máx. ± 15 mm). (s deve ser expresso em metros). As vigas do equipamento, suportadas livremente em suas extremidades, não podem ter flecha, mesmo se o projeto não prescrever uma contraflechas.

Isso significa que o caminho de rolamento do carro com o equipamento descarregado (sem carro) não pode ter qualquer desvio abaixo da horizontal. Este requisito somente é aplicável aos equipamentos com vão maior que 20 m. Para equipamentos com vão maior que 20 m, as vigas principais devem ser projetadas com uma contraflecha cujo valor deve ser igual à deflexão ocasionada pelo próprio peso das vigas mais 50% da soma do próprio peso do carro e da carga máxima.

Fica a critério do fabricante a aplicação da contraflecha nos seguintes casos: quando o valor calculado for inferior a 5 mm ou 1/2000 do vão (o que for maior); para vigas fabricadas de perfis simples. O equipamento de elevação é qualquer equipamento de trabalho para elevar e baixar cargas, e inclui todos os acessórios utilizados para o fazer (como acessórios para apoiar, fixar ou fixar o equipamento). Exemplos de equipamentos de elevação incluem: pontes rolantes e suas pistas de apoio; gruas de pacientes; elevadores de veículos; elevadores de cauda de veículos e guindastes montados em veículos; um berço de limpeza de edifícios e seu equipamento de suspensão; elevadores de mercadorias e passageiros; empilhadeiras; e acessórios de elevação.

Acessórios de levantamento são peças de equipamento que são usadas para prender a carga ao equipamento de elevação, fornecendo uma ligação entre as duas. Qualquer acessório de içamento usado entre o equipamento de içamento e a carga pode precisar ser levado em conta na determinação do peso total da carga. Exemplos de acessórios de elevação incluem: estilingues de fibra ou corda; cadeias (perna única ou múltipla); ganchos; olhais; vigas espalhadoras; dispositivos magnéticos e de vácuo.

A carga inclui qualquer material, pessoas ou animais (ou qualquer combinação destes) que seja levantada pelo equipamento de elevação. As cargas geralmente são fornecidas com pontos fixos ou fixos permanentes ou semipermanentes para elevação. Na maioria dos casos, esses são considerados parte da carga. Exemplos de cargas incluem: materiais a granel soltos; sacos, malas, paletes, etc.; itens como um grande bloco de concreto, máquinas e quaisquer olhais de elevação fixados permanentemente.