ISO Survey 2013

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A ISO publicou os resultados do ISO Survey 2013, um estudo anual que mostra o número de certificados emitidos para as normas dos sistemas de gestão. Um resumo dos dados estatísticos é mostrado na tabela abaixo.

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Mais uma vez, a edição de 2013 demonstra o crescimento global para todas as sete normas de sistemas de gestão ISO abrangidas pela pesquisa, com um aumento de 4% no número de certificados emitidos em todo o mundo. Na tendência do ano passado, três setores apresentaram crescimento constante, nomeadamente a gestão da segurança da informação (ISO/IEC 27001) e de gestão de alimentos (ISO 22001), respectivamente ostentando um 14% e 15% de aumento na certificação, enquanto o setor dos dispositivos médicos (ISO 13485) apresentou, igualmente, um incremento de 15%. Surpreendentemente, os EUA ficou no topo das certificações de dispositivos médicos, que era dominado pela Europa, conseguindo uma parte substancial de 60% do mercado.

Algumas normas emblemáticas da ISO estão indo bem, embora estes mercados, que decolou no início da década de 1990, estejam a atingir gradualmente a maturidade. A ISO 9001, a norma líder em gestão da qualidade, continuou a apresentar um crescimento muito respeitável (3%), enquanto a ISO 14001 para gestão ambiental registrou 6%, uma queda de 3% no ano passado. Apesar dos progressos modestos, no entanto, a ISO 9001 continua a ser popular com o aumento da área de influência em 187 países.

Em ascensão, a ISO 16949 para o setor automotivo registrou um aumento estável de 7%, enquanto norma de gestão de energia ISO 50001 ainda está em grande demanda após seu impressionante crescimento em 2012, com uma progressão sólida de 116%. Tal como no passado, o mercado para este setor é amplamente dominado pela Europa, principalmente na Alemanha.

Pode-se afirmar que o mercado asiático ainda lidera este ano, dominado pela China e, em menor escala, pelo Japão, enquanto a Europa vem em segundo lugar, liderado principalmente pela Itália e Alemanha. Como a maior economia da Ásia, a China mantém-se fiel às normas de sistema de gestão estabelecidas, para os números de certificados emitidos em ISO 9001, ISO 14001, ISO 22000 e ISO/TS 16949.

As certificações para a indústria automobilística ISO/TS 16949 foi muito bem representada pela Ásia, como mais de 60% dos certificados emitidos, refletindo um mercado saudável da região para as peças automotivas. Da mesma forma, as gestão da segurança da informação, a norma ISO/IEC 27001, teve um bom desempenho no Japão e na Índia, a nova potência tecnológica.

Ressaltando as preocupações ambientais mundiais, a ISO 14001 de gestão ambiental registrou um aumento de 20% em várias regiões – com a China assumindo a liderança para o número de certificados emitidos – o que sugere um potencial duradouro para o crescimento nos próximos anos. Igualmente promissora, a ISO 22000 para a gestão de alimentos mostrou bom desempenho em todas as regiões, com uma taxa de crescimento notável de 17% na Europa.

Finalmente, como a falta de energia surgiu no horizonte global, houve um aumento muito grande na certificação ISO 50001, um crescimento pelo segundo ano consecutivo. A Europa ficou na frente com uma quota de mercado de 82%, liderada pela Alemanha ainda fortemente influenciada pelos regulamentos nacionais de energia.

A Pesquisa da ISO deste ano refletiu um status quo em tendências econômicas globais, confirmando o dinamismo dos mercados asiáticos em relação a uma Europa mais estável. Mas os números também indicaram um crescente entusiasmo entre os mercados de trabalho de baixo custo, mais uma vez, liderados pela Índia. Com 1.564.448 certificados emitidos em todo o mundo, um pequeno aumento em 2012, a pesquisa confirmou que as normas de sistemas de gestão ISO continuam a preencher uma necessidade que o mercado mais precisa. Abaixo segue um resumo dos principais resultados.

ISO 9001: 2008

Apresenta os requisitos para sistemas de gestão da qualidade. Essa certificação é utilizada nas cadeias de abastecimento globais para fornecer garantias sobre a capacidade de os fornecedores satisfazer os requisitos de qualidade e aumentar a satisfação do cliente em relação ao fornecedor cliente.

Até o final de dezembro de 2013, pelo menos, 1.129.446 certificados foram emitidos em 187 países e economias, três a mais do que no ano anterior. O total de 2013 representou um aumento de 3% (32.459) em comparação ao ano de 2012. Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram China, Itália e Alemanha, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram a Itália, Índia e EUA.

ISO 14001: 2004

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão ambiental e manteve a sua relevância global para as organizações que desejam operar de forma ambientalmente sustentável. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 301.647 certificados foram emitidos em 171 países, um crescimento de 6% (16.993). Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram China, Itália e Japão, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram China, Itália e Índia.

ISO/TS 16949: 2009

Essa norma apresenta os requisitos para a aplicação da ISO 9001: 2008 para os fornecedores do setor automotivo. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 53.723 foram emitidos em 84 países e economias, um crescimento de 7% (3.652). Os três melhores países para o número total de certificados foram a China, a Coreia do Sul e a Índia, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram China, Índia e a República da Coreia.

ISO 13485: 2003

Essa norma apresenta os requisitos de gestão da qualidade para o setor dos dispositivos médicos para fins regulatórios. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 25.666 foram emitidos em 95 países e economias, um crescimento de 15% (3.349). Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram os EUA, Alemanha e Itália, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram os EUA, China e Grécia.

ISO/IEC 27001: 2005

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão de segurança da informação. No final de dezembro de 2013, pelo menos 22.293 certificados foram emitidos em 105 países e economias, um crescimento de 14% (2.673). Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram o Japão, Índia e Reino Unido, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram a Itália, Índia e Reino Unido.

ISO 22000: 2005

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão da segurança alimentar. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 26.847 certificados foram emitidos em 142 países e economias, um crescimento de 15% (3.569). Os três melhores países para o número total de certificados e crescimento do número de certificados em 2013 foram China, Grécia e Índia.

ISO 50001: 2011

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão de energia. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 4.826 certificados foram emitidos em 78 países e economias, um crescimento de 116% (2.590). Os três melhores países para o número total de certificados e crescimento do número de certificados em 2013 foram a Alemanha, Reino Unido e Itália.

Aprenda a proteger dados sensíveis e aplicações web

CURSO TÉCNICO DISPONÍVEL PELA INTERNET

A Manutenção Autônoma – Disponível pela Internet – Ministrado em 11/10/2013

Como conscientizar e habilitar o operador a cuidar adequadamente do equipamento.

Leandro Alencar

Segundo o Gartner, os gastos globais com segurança da informação chegarão a US$ 71,1 bilhões em 2014, um aumento de 7,9% em relação a 2013. Em 2015, esse mercado movimentará US$ 76,9 bilhões, principalmente em serviços que terão o uso crescente de dispositivos móveis, cloud e mídias sociais. Como dá para notar, o segmento será um dos impulsionadores da área de TI no próximo ano e perguntas recorrentes como “Estamos realmente seguros?” “Nossos investimentos foram corretos?” e “Onde mais posso investir?” permearão a vida do profissional de TI.

Antes de mais nada, segurança da informação é um conjunto de dados relacionado ao sentido de preservar o valor que possuem para um indivíduo ou uma instituição. As características primordiais desta modalidade são atributos de confidencialidade, disponibilidade, integridade e autenticidade, abrangendo sistemas computacionais, informações eletrônicas ou sistemas de armazenamento.

É sempre bom ressaltar que as empresas fazem, ou já fizeram, investimentos em soluções como Firewalls, Sistemas de Detecção de Intrusão (IPS), filtro de conteúdo web e de e-mail, porém essas mesmas companhias investidoras negligenciam  outras proteções a camada de aplicação. Por exemplo, sistemas ERP, SharePoint, sistemas de RH, sites de e-commerce, web sites, entre outros tipos de aplicações web.

Geralmente estes sistemas são baseados em uma aplicação e suas informações são armazenadas em um banco de dados e/ou servidores de arquivos. Para proteger esses dados, e como forma de impedir consultas não autorizadas, como ataques por vulnerabilidades de plataforma de banco de dados e/ou execução de códigos SQL (SQL Injection), é necessário realizar auditoria de todo acesso ou modificação nestas informações sigilosas.

Em cenários como estes é recomendável o uso de soluções de DataBase Security, que audita todo o acesso por usuários privilegiados e aplicações, alerta ou bloqueia ataques de banco de dados e pedidos de acesso irregulares, em tempo real, detecta as vulnerabilidades de banco de dados reduzindo a janela de exposição, identificar os direitos de usuário excessivos para dados sensíveis, além de acelerar a resposta à incidentes e investigação forense.

Para os aplicações web é necessária uma camada extra de segurança, por isso é recomendado o uso de Web Application Firewall (WAF), que é capaz de interagir e entender melhor o funcionamento das aplicações, podendo assim proteger contra ataques mais avançados e sofisticados, nos quais o “invasor” pode se aproveitar, por exemplo, de identidades válidas e se passar por um usuário legítimo, tendo assim, a partir da aplicação, o acesso a base de dados. Soluções tradicionais de segurança de rede como firewalls, next generation firewalls e IPS não conseguem prover visibilidade e a granularidade necessária a proteger ataques avançados contra aplicações web.

Dessa maneira, vale investir em soluções de WAF e DBSecurity que entre os seus benefícios estão o de alertar ou bloquear solicitações de acessos baseado no comportamento da aplicação, a tentativa de explorar oportunidades conhecidas e desconhecidas, violar as políticas corporativas, pesquisar sobre as ameaças atuais, proteger vulnerabilidades das aplicações web através da integração com scanners de vulnerabilidades, reduzindo a janela de exposição e impacto até que sejam feitas as devidas correções, auditar todo o acesso por usuários privilegiados e aplicações, alertar ou bloquear ataques de banco de dados e pedidos de acesso irregulares (em tempo real), detectar as vulnerabilidades de data centers, identificar os direitos do usuário excessivos para dados sensíveis, e por último, acelerar a resposta à incidentes e investigação forense.

Portanto, é preciso que as empresas tenham ciência que não estão e nunca estarão 100% seguras. Devemos pensar em um conceito de  segurança em camadas, protegendo desde a parte física até a parte a aplicação para assim tentar ficar um passo a frente do cyber crime.

Leandro Alencar é gerente de Solution Center da Divisão de Plataformas da Sonda IT.

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MASP: solucionando os problemas de natureza administrativa

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Resíduos Sólidos

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Resíduos Sólidos!
Saiba Mais…

Coletânea Série Segurança Contra Incêndios

Claudemir Oribe

Imagine a seguinte situação: você precisa de um documento em algum órgão público, uma certidão por exemplo. Lá você é informado que o documento será entregue em duas semanas. Na verdade você precisa dele imediatamente, mas mesmo assim, acaba aceitando o prazo. Passado o prazo, você volta ao local e, ao retirar a certidão, percebe que um dado está errado!

Problemas desse tipo são relativos a processos administrativos. E não são exclusivos a organizações públicas. Empresas privadas possuem uma infinidade de processos administrativos demorados e apinhados de problemas de toda ordem, nas áreas de Comercial, Compras, RH, Serviços Gerais, Comunicação, Jurídica, Financeira, Portaria etc, incluindo, evidentemente, na própria gestão, como ocorre em processos de aprovação.

Diferentemente dos processos industriais, os processos administrativos são muito mais susceptíveis a erros, pois dependem muito mais da precisão humana. Pessoas não são máquinas. A atenção, a memória, a motivação, a fadiga e outros fatores variam enormemente durante um dia de trabalho, ao longo da semana, do mês, do ano e até ao longo da nossa vida profissional.

A tolerância ao erro varia dependendo do trabalho e de quem solicita, devido a um mecanismo comportamental que limita o potencial humano, às vezes de forma inconsciente. Enfim, problemas acontecem a todo o momento e em vários níveis de gravidade e frequência, pois o trabalho não é realizado com a racionalidade imaginada.

A questão essencial  é que todo trabalho é um processo e, como todo processo, é composto por alguns componentes sempre presentes. No início existem as Entradas, que são os insumos e que alimentam o processo. Em processos administrativos, as entradas são basicamente documentos e informações que, se não estiverem conforme necessário, comprometem o resultado final.

No Processo propriamente dito, estão presentes: os recursos, como móveis, instrumentos, software e equipamentos de informática; as pessoas com suas aptidões e competências; os métodos, que são as maneiras com que as coisas são feitas; os padrões de desempenho, na forma de objetivos, metas e referenciais de resultado; e a gestão, que trata do monitoramento das atividades. Todos esses elementos, se não forem definidos, estruturados e executados de forma a produzir o resultado desejado, minam a capacidade do processo de cumprir seu propósito final.

Finalmente, temos as Saídas que consiste naquilo que se esperava obter, bem como os atributos intrínsecos em termos de qualidade, custo, prazo e satisfação das partes envolvidas. Um problema de processo administrativo é aquele que não cumpre algum desses atributos e, portanto, não consegue satisfazer alguma das partes interessadas.

Como todo processo, os administrativos também têm seus problemas e causas típicas, como: transposição de dados de documentos manuscritos; longo prazo ou fila de espera; indefinição de métodos, meios e critérios; sistemas informáticos, que podem conter erros de programação que, via de regra, são difíceis de serem descobertos. Além da qualidade, a produtividade pode ser um grande alvo de ações de melhoria, haja visto que problemas se alimentam da estrutura, consumindo tempo e recursos, sem necessariamente agregar nada.

O MASP pode ser empregado para a resolução de problemas administrativos se algumas poucas adaptações forem feitas em suas etapas e nas ferramentas. Na etapa de Identificação do Problema é importante que o problema seja reconhecido e escolhido com cuidado e em consenso, pois é muito fácil associar o problema a pessoa, o que pode gerar constrangimentos. Durante a investigação de causas, essas pessoas se sentirão expostas e vulneráveis.

O temor de serem punidos pode acarretar uma enxurrada de desculpas, esquivos e enquistamento, o que não contribui em nada para o processo de análise. Por isso, a coordenação do trabalho deve reforçar constantemente o objetivo, o foco no processo e não sobre pessoas e a impessoalidade da análise, evitando talvez citar nomes e pessoas.

Durante a etapa de Análise as entrevistas cumprirão um papel relevante como técnica de coleta de informações para compreender o que funciona e o que não funciona no processo. Por isso, a composição do grupo deve ser variável, incluindo pessoas a medida que a própria análise exigir. Não se deve discutir a atividade de alguém ausente.

Com relação às ferramentas, algumas são bem adequadas a problemas administrativos. O fluxograma é uma das ferramentas da qualidade e que tem um potencial especial pois permite visualizar o roteiro de execução do processo com muita facilidade.

É comum elaborar um fluxo antes da melhoria e confrontar com o de depois da melhoria devendo, este último, ser mais simples, mais rápido, com menos tarefas, menos interações funcionais e, evidentemente, menos erros. A coleta de dados pode ser feita com folhas de registros/listas de verificação, em que as pessoas anotam a ocorrência de fenômenos ou resultados parciais para servir como elemento de comparação e evidência de fatos relevantes.

Finalmente, não se pode esquecer que um processo administrativo ocorre num ambiente social, o que requer uma boa dose de delicadeza para ser corrigido. O potencial de reações adversas e indesejáveis não deve ser, de forma alguma, negligenciado. Uma intervenção mal feita pode facilmente piorar o estado das coisas.

A adoção de conceitos de gestão da mudança (change management) é fortemente recomendada, haja visto que, ao contrário de máquinas, as pessoas precisam ser convencidas das mudanças. Afinal, é sempre preferível ter as pessoas como parte da solução do que parte do problema.

Referências

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

MEIRELES. Manuel. Ferramentas Administrativas para Identificar, Observar e Analisar Problemas. São Paulo: Arte & Ciencia, 2001.

Claudemir Oribe é mestre em administração, consultor e Instrutor de MASP, Ferramentas da Qualidade e Gestão de T&D –  claudemir@qualypro.com.br

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Higiene bucal: brasileiros ainda têm dificuldades para passar o fio dental

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Marcelo Sarra Falsi

Apesar do grande número de informações acessíveis nos dias de hoje, ainda é possível se notar o quanto o uso do fio dental é “lembrado”, mas ainda abandonado nos hábitos de higiene oral dos brasileiros. Para a população, escovar os dentes é primordial, porém, se esquecem de que o fio dental na verdade é o maior aliado das cerdas das escovas – que neste caso, dificilmente atingem os diversos espaços localizados entre os dentes. É aí também onde menos enxergamos que se acumulam as placas, responsáveis pela enorme presença bacteriana causadora de cáries, gengivite, entre outros problemas bucais e no restante do corpo.

Em um estudo realizado em 2013, no Instituto CIOB – um centro de desenvolvimento de pesquisa aplicada – pudemos avaliar que a informação sobre o uso praticamente exclusivo da escova dental surgia automaticamente nas perguntas realizadas (anamnese), durante o processo de triagem de pacientes das classes C e D. Todos eram pacientes que procuraram a instituição para a reabilitação com implantes dentários. O tema nos direcionou também a fazer os mesmos questionamentos para pacientes em consultórios particulares, no entanto, estes pertencentes às classes A e B.

O resultado da pesquisa mostrou que, impressionantemente, o problema da desinformação sobre a necessidade do uso de fio dental, junto ao processo de higienização, aliado à escova de dente, atinge todos os níveis sociais cuja a separação dá-se por características bem diferentes. Em universo de 150 pacientes que pertencem às classes C e D, 60% não apresentavam condições financeiras de comprar o fio dental. Ainda, 38% deste público tinha o hábito de palitar os dentes; e 15% desconhecia o fio dental. Apenas 25% responderam que faziam uso diário, sendo que na grande maioria casos de forma incorreta.

Em clínica particular, num ambiente de 50 pacientes pertencentes às classes A e B, 60% relataram não possuir o hábito do uso diário do fio dental, além de utilizarem de forma inadequada o dispositivo de higiene bucal. O restante dos 40%, apesar do uso diário, pode-se observar na pesquisa que apenas 15% dos usuários sabiam utilizar o fio dental de forma correta – 80% procuram o atendimento clínico por questões preventivas e apenas 20% para reabilitações sobre implantes.

Apesar das boas condições financeiras alegaram que a falta de tempo, esquecimento e até o stress colaboraram para a queda do hábito. Por isso é importante salientar que além da escovação, o fio dental é um importante aliado na diminuição do acúmulo de placa bacteriana, esta inclusive altamente nociva para o organismo.

Estudos científicos apontam que a inexistência do hábito ou a queda dele faz com que o indivíduo deixe de realizar até 40% da sua escovação diária, permitindo um crescimento bacteriano silencioso. De forma cumulativa e crônica, não usar fio dental promove degenerações dos tecidos gengivais, resultando também em grandes perdas ósseas – estas, na maioria das vezes irreversíveis.

A conclusão é que tais evidências reacendem um importante alerta para a população menos favorecida, que acha normal perder um ou mais dentes e ainda, sobre como utilizar métodos preventivos de saúde bucal – tema este exaustivamente discutido e divulgado dentro da comunidade científica. Porém faltam ainda muitas informações, originária da grande falta da cultura preventiva que certamente poderá ser melhorada, também, através de programas comunitários. São eles que precisam gerar estas informações e acessibilidade aos produtos de higiene básicos, como é o caso do fio dental.

Marcelo Sarra Falsi é dentista e especialista em implantodontia. Pesquisador, é professor-coordenador do curso de implantodontia do Instituto CIOB.

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Desmatamento na Amazônia em 2013

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluiu o mapeamento e o cálculo da taxa de desmatamento na Amazônia Legal para o período agosto/2012 a julho/2013, atividades realizadas no âmbito do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal (Prodes). O resultado final do estudo computou uma taxa de 5.891 km2/ano.

Este valor representa a segunda menor taxa de desmatamento registrado na Amazônia Legal desde que o Inpe começou a medi-la, em 1988. O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal – o corte raso.

O valor da taxa consolidada, obtida após o mapeamento de 216 cenas do satélite americano Landsat 8/OLI, é aproximadamente 1% acima do estimado pelo Inpe em dezembro de 2013, que foi de 5.843 km2, cálculo gerado com base em 86 imagens do mesmo satélite e que cobriram a área em que foram registrados mais de 90% do desmatamento no período anterior (agosto/2011 a julho/2012) e também os 43 municípios referidos no Decreto Federal 6.321/2007 e atualizado em 2009.

O resultado corrente aponta existir eficácia no combate ao desmatamento, particularmente a partir da criação, em 2004, do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal (PPCDAm), coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela Casa Civil da Presidência da República, com uma redução de 79% desde 2004, conforme indica a série histórica apresentada a seguir.

A tabela abaixo apresenta a distribuição da taxa de desmatamento nos estados que compõem a Amazônia Legal:

ESTADO DESMATAMENTO (km2)
ACRE 221
AMAZONAS 583
AMAPÁ 23
MARANHÃO 403
MATO GROSSO 1.139
PARÁ 2.346
RONDÔNIA 932
RORAIMA 170
TOCANTINS 74
AMAZÔNIA LEGAL 5.891

Confira abaixo a evolução da taxa desde 2004 por estado e para toda Amazônia Legal:

desmatamento2

(Clique na imagem para visualizar a tabela em tamanho maior)

O gráfico abaixo mostra a evolução da série do Prodes para a Amazônia Legal desde 1988, quando iniciou a medição:

desmatamento

(a) Média entre 1977 e 1988, (b) Média entre 1993 e 1994

Não há nada para comemorar!

desmatamento

Desde que os portugueses aportaram na Amazônia, em 1550, e até 1970 o desmatamento não passava de 1% de toda a floresta. De lá para cá, em apenas 40 anos, foram desmatados cerca de 18% da Amazônia brasileira  – uma área equivalente aos territórios do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

A governança e a fiscalização deram alguns passos. Mas em boa parte da Amazônia, os limites das propriedades e seus respectivos donos ainda são uma incógnita. Isso pode mudar com a consolidação do Cadastro Ambiental Rural, ferramenta de regularização ambiental prevista no Código Florestal, mas que ainda está em processo de implementação. Os órgãos ambientais correm atrás de recursos para enquadrar os que ignoram a lei, mas o orçamento para a pasta não costuma ser generoso. O resultado, visto do alto, do solo ou das águas, é impactante, principalmente por meio dos satélites do Inpe.

O Greenpeace tem ideias interessantes sobre o problema:

– Desmatamento zero: Ao zerar o desmatamento na Amazônia até 2020, o Brasil estará fazendo sua parte para diminuir o ritmo do aquecimento global, assegurar a biodiversidade e o uso responsável deste patrimônio para beneficiar a população local. Atualmente, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular pelo Desmatamento Zero no Brasil já conquistou o apoio de 1 milhão de brasileiros. Não é preciso derrubar mais florestas para que o país continue produzindo. Ações contra o desmatamento e alternativas econômicas que estimulem os habitantes da floresta a mantê-la de pé devem caminhar juntas.

– Áreas protegidas: Uma parte do bioma é protegida legalmente por unidades de conservação, terras indígenas ou áreas militares. Mas a falta de implementação das leis faz com que mesmo essas áreas continuem à mercê dos criminosos.

– Regularização fundiária: É a definição, pelo Estado, de quem tem direito à posse de terra. O primeiro passo é o mapeamento das propriedades privadas para possibilitar o monitoramento de novos desmatamentos e a responsabilização de toda a cadeia produtiva pelos crimes ambientais ocorridos.

– Governança: Para todas essas medidas se tornarem efetivas, o governo precisa estar na Amazônia, com recursos e infraestrutura para fazer valer as leis de preservação. A proteção da Amazônia e a criação de um modelo de desenvolvimento sustentável e justo para a região pode gerar oportunidades para os povos que dependem da floresta.

A arte de influenciar pessoas

CURSOS PELA INTERNET: 5 S

5 Sensos para multiplicadores – Disponível pela Internet – Ministrado em 11/07/2014

Permitir e compreender os 5 sensos trazendo os conceitos e exercícios práticos para as empresas alimentícias.

5S A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

As dicas para o sucesso do 5S em sua empresa.

Auditorias de 5S – Disponível pela Internet – Ministrado em 03/10/2013

Conheça o método eficaz para fazer auditorias de 5S em sua empresa.

Curso Básico de 5S – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

Conheça o método para a mudança cultural em uma empresa.

Claiton Fernandez

A literatura corporativa está repleta de livros que prometem revelar as “técnicas ocultas” utilizadas pelos grandes líderes para influenciar e mobilizar pessoas. O psicólogo norte-americano Howard Gardner, um dos renomados pesquisadores da Universidade de Harvard, elaborou, ao longo de uma década, uma espécie de raio-x dos cérebros mais influentes da história. Focalizando da primeira ministra britânica Margaret Thatcher ao superCEO Jack Welch, ele analisou como essas personalidades “mudaram a cabeça” de outros indivíduos.

O resultado da pesquisa deu origem ao livro Changing Minds – The Art and Science of Changing Our Own and Other People’s Minds (na tradução literal, Mudando Ideias – A Arte e Ciência de Mudar as Ideias Próprias e de Outras Pessoas). A obra comprova que, ao contrário do que se imaginava, a ciência da persuasão vai muito além dos exercícios de oratória ou das nuances da linguagem corporal.

Acreditava-se até então que influenciar pessoas era uma habilidade comportamental e não intelectual. Uma pesquisa bastante conhecida na área de Programação Neurolinguística, por exemplo, pregava que apenas 7% da comunicação interpessoal ocorre através das palavras. A entonação da voz responderia por 38% da mensagem, enquanto a postura corporal e as expressões do rosto transmitiriam nada menos do que 55% das informações captadas pelo cérebro humano.

Diziam que o cantor é mais importante do que a canção. Da mesma forma, quem fala é mais importante do que aquilo que está sendo falado. No entanto, descobriu-se que os líderes mais influentes do mundo expõem suas ideias de uma forma racional e sistemática – e com uma estrutura de argumentação envolvente. Resumindo, as palavras têm muito mais importância no discurso persuasivo do que se pensava.

Na verdade, a mente processa e arquiva informações de diversas formas. Cada ideia que temos é representada ou por uma imagem, ou por um som ou por outros tipos de signos mentais. Para mudar uma pessoa, ou suas opiniões, é necessário, portanto, remodelar essas roupagens que a mente dá a cada ideia. E isso pode ser feito de várias maneiras, inclusive conversando.

Não que a neurolinguística esteja ultrapassada, mas a pesquisa ajudou a desvendar, de quebra, por que algumas pessoas conseguem mover multidões com o dom da palavra. Hoje, provocar mudanças é uma habilidade obrigatória para qualquer líder. Na atual dinâmica da economia global, as empresas são obrigadas a estarem sempre em compasso de transição.

O problema é que raramente as pessoas estão preparadas para mudar na velocidade que o mundo dos negócios exige. Pelo contrário, por natureza, a mente humana prefere as mordomias da estabilidade às incertezas da mudança. Os indivíduos geralmente criam uma fixação pelos hábitos e comportamentos que se mostraram eficazes no passado.

A tendência à acomodação é uma verdadeira dor de cabeça para os gestores que tentam implantar novos paradigmas em suas empresas. Sem a devida preparação, dificilmente eles conseguem contornar as resistências e levar seus projetos adiante. Influenciar pessoas está cada vez mais difícil.

Claiton Fernandez é palestrante, consultor e educador. Autor dos livros “Caminhos de um Vencedor” e “Da Costela de Adão à Administradora Eficaz”. Site: www.claitonfernandez.com.br

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Cabos de aço oferecem riscos quando não cumprem as normas técnicas

O cabo de aço, na forma como é conhecido hoje, surgiu há 150 anos na Alemanha, sendo um cabo 3×4, ou seja, três pernas sem alma, denominado atualmente como compacto e quatro arames de 3,50 mm em cada perna. Era torcido lang, ou seja, os arames para o mesmo lado da perna. Era torcido à mão, em lances de 17 a 38 metros e foi usado como substituto para os cabos de cânhamo e correntes, principalmente no setor da mineração.

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Cabo de aço de três pernas a quatro arames cada

Hoje, os produtos são fabricados com arames de aço provenientes de fornos elétricos, sendo que o teor de carbono não é escolhido pelo comprador do cabo, mas sim pelo fabricante que, de acordo com suas instalações escolherá o mais apropriado. Outros componentes são o manganês, silício, fósforo, enxofre e em raros casos cobre como proteção adicional contra corrosão. Em caso de cabos de aço inoxidável as ligas mais usadas são as AISI 304 e 316.

Os arames normalmente são redondos e os diâmetros dos mesmos variam de 0,10 mm a 4,0 mm. São trefilados a seco ou via úmida e adquirem durante o processo de trefilação (o arame é esticado quando passa em matrizes chamadas fieiras) maior resistência à tração assim como boas propriedades de flexão (dobramento) e torção (enrolamento). O produto final é um fio com precisão de centésimos de milímetro perfeitamente capaz de ser transformado em cabo e este mais tarde ser tracionado, dobrado, empurrado, enfim submetido aos esforços normais.

Importante saber o que é resistência à tração. Um produto com 180/205 kg/mm²significa que cada milímetro quadrado de arame tem, no mínimo 180 e no máximo 205 kg de ruptura. Atualmente, a forma mais moderna de definir essa resistência é em Newtons por milímetro quadrado (N/mm²).

Os fabricantes são obrigados a cumprir as normas técnicas para evitar riscos de acidentes aos usuários, sob pena de ser processados. A NBR ISO 2408 de 01/2008 – Cabos de aço para uso geral – Requisitos mínimos que especifica os requisitos mínimos para a fabricação e ensaios de cabos de aço para uso geral, incluindo operações com equipamentos de elevação de carga, tais como guindastes e guinchos. Também são abrangidos cabos de aço para laços e apresentadas tabelas fornecendo as cargas de ruptura mínimas para os diâmetros, categorias de resistência e construções mais comuns de cabos de aço.

Se aplica a cabos de aço de camada simples, resistente a rotação e com pernas fechadas em paralelo feitos de arames sem acabamento (polidos), galvanizados e revestidos com liga de zinco em cabos de aço com diâmetros de até 60 mm, fornecidos a granel. Não se aplica a cabos de aço para mineração, comandos de aeronave, indústrias de petróleo e gás natural, teleféricos, funiculares, elevadores de passageiros, elevadores de pesca.

Já a NBR ISO 3108 de 08/1998 – Cabos de aço para uso geral – Determinação da carga de ruptura real especifica um método de ensaio de resistência à tração até a ruptura, para se determinar a carga de ruptura real de cabos de aço para uso geral e grande diâmetro, conforme a NBR ISO 2408. A primeira norma foi desenvolvida originariamente pela ISO em resposta a uma demanda mundial por uma especificação fornecendo os requisitos mfnimos para cabos de aço para uso geral. Como nas edições anteriores da ISO 2408, a edição atual especifica diâmetro e categorias de resistências de cabos de aço em medidas métricas para as classes de cabos de aço mais comuns.

Além disso, e para efeitos de comparação, nesta edição são fornecidas informações sobre diâmetros e categorias de resistências de cabos de aço em medidas imperiais, a fim de auxiliar no processo de seleção de cabos da aço e ajudar a assegurar que os níveis existentes de segurança sejam mantidos nos equipamentos orlginalmente projetados para operar com tais cabo s de aço. Nesses casos. recomenda-se que o projetista desses equipamentos ou o fabricante do cabo de aço (ou outra pessoa competente) seja consultado antes de se encomendar um cabo de aço substituto.

A norma não se restringe às classes abrangidas nas tabela s: outros tipos , tais como cabos de aço com pernas compactadas e cabos de aço compactados (martelados), podem também estar de acordo com esta norma. Ela é complementada pela ISO 17893, que contém definições, designações e classificações.

Antes da fabricação do cabo de aço, os arames devem atender aos requisitos especificados no Anexo A relativos ao diãmeíro, torção a, onde aplicável, revestimento. O Anexo A baseia-se na ISO 2232, mas com uma maior faixa de diâmetros e de categoria s de resistência à tração de arames. Para um determinado diâmetro e categoria de resistência à tração de arame, as propriedades de torção dos arames em A.2 da ISO 10425:2003 atendem ou excedem os valores apresentados no Anexo A desta norma. Para os cabos de aço em que uma categoria de resistência é aplicável, as categorias de resistência à tração dos arames estão sujeitas aos limites estabelecidos na Tabela 1.

tabela 1

Os valores de carga de ruptura mínima dos cabos de aço nas categorias 1 570, 1 770, 1 960 e 2 160, conforme definido nas Tabelas C.1 a C.14 (disponíveis na norma), são calculados com base na categoria de resistêncía dos cabos de aço e não nas categorias individuais de resistencia à tração dos arames. Todos os arames com o mesmo diâmetro nominal na mesma camada de arame devem pertencer à mesma categoria de resistência à tração. Os métodos de ensaio devem ser conforme a ISO 2232.

As almas de cabos de aço de camada simples devem ser normalmente de aço ou fibra, embora outras como as do tipo composto (por exemplo, aço com fibra ou aço com pollmero) ou de polímeros sólidos também possam ser fornecidas. Recomenda-se que o comprador especifique quaisquer requisitos específicosquanto ao tipo de alma. As almas de fibras para cabos de aço de camada simples devem atender à ISO 4345 e para cabos de aço de diâmetro igual ou superior a 8 mm, elas devem ser duplamente fechadas (isto é, com fio formando a perna e com perna formando a alma).

As almas de fibra natural devem ser tratadas com um composto impregnante para inibir o empodrecímento e decomposição. As almas de aço devem ser constituídas de um cabo de aço independente (MCI) ou de uma perna composta de arames (AA). As almas de aço para cabos de aço de camada simples com diâmetro maior que 12 mm devem ser um cabo de aço independente(AACI), a menos que especifiquem o contrário.

Todos os arames em uma perna devem ter o mesmo sentido de torção. A alma, com a exceção de cabos de aço compactados (martelados), deve ser projetada (aço) ou selecionada (fibra ) de maneira que em um cabo de aço novo sob tensão, na máquina de fechamento, haja uma folga entre as pernas externas. O cabo de aço pronto deve estar torcido de maneira uniforme e livre de arames frouxos, pernas distorcidas e outras irregularidades.

Quando desenrolado e sob nenhuma carga, o cabo de aço não deve apresentar ondulações. As pontas de cabos de aço sem acessórios devem, quando necessário, ser amarradas de maneira a manter a integridade do cabo de aço e impedir que ele se abra.

Enfim, um cabo de aço é um tipo de corda feita de vários arames de aço enrolados em forma de hélice. Quando foi inventado, era comum a utilização de ferro forjado na fabricação destes arames, porém nos dias de hoje o aço é o material utilizado para a fabricação deste produto.

Historicamente, o cabo de aço evoluiu das correntes de aço, uma vez que as mesmas apresentaram falhas para diversas utilizações. A flexibilidade do cabo de aço faz com que ele se torne peça essencial para a funcionalidade de guindates e elevadores, assim como seu uso em gruas, e principalmente em sistemas de elevação de cargas.

A torção do cabo de aço nada mais é do que o modo de dizer para qual lado os arames foram torcidos na fabricação do cabo de aço. Esquerda ou direita. Para determinar a torção do cabo de aço, basta olhar o cabo de uma certa distância e notar se os arames parecem estar sendo torcidos na direção que um relógio flui, e verá que é um cabo com torção à direita. Em caso contrário, será um cabo de aço com torção à esquerda.

Existe ainda as formas de torções: regular e lang. No cabo de aço de torção regular os arames que formam as pernas são torcidos em sentido oposto à torção das pernas. Por consequência se tornam mais manuseáveis e com boa resistência ao desgaste pela fricção das pernas internas. Já o cabo de aço de torção lang os arames que formam as pernas são torcidos no mesmo sentido da torção das pernas. Por consequência são mais flexíveis e resistentes à abrasão. Porém o cabo de aço de torção lang estão mais sujeitos à amassamentos

Além das pernas do cabo de aço, que são formadas por arames torcidos, existe a alma do cabo de aço, que é a parte central do cabo. Esta alma pode ser de fibra (natural ou sintética) chamada de AF quando de fibra natural e de AFA para alma de fibra sintética, ou de aço (formada também por arames) chamada de AA (alma de aço constituída por uma perna) ou AACI (alma constituída por um outro cabo independente). A alma de fibra dá uma maior flexibilidade ao cabo de aço, porém menor resistência à tração, enquanto a alma de aço dá uma maior resistência à tração, porém menor flexibilidade.

A especificação de um determinado tipo de cabo de aço – incluindo o número de arames por perna, o número de pernas, e a torção – possui um padrão normatizado. Este padrão foi criado para que seja possível a identificação de um cabo de aço.

Atualmente, existem oito tipos de construção das pernas de um cabo de aço (além de cordoalhas): 6×7, 6×19, 6×25, 6×36, 6×37, 6×41, 8×19 e 19×7. O primeiro número indica a quantidade de pernas, e o segundo a quantidade de arames que formam as pernas. Cada tipo é indicado para um trabalho em específico, pois cada um deles possui vantagens e disvantagens comparando-os uns contra os outros.

Os cabos de elevação devem ter uma construção adequada para seu uso. A carga total (carga máxima a ser levantada pelo equipamento mais o peso do moitão), dividida pelo número de linhas que suportam a carga, não deve ultrapassar 20% da carga de ruptura mínima efetiva do cabo de aço;

Quando o cabo estiver exposto a temperaturas que excedam 82C (180F), deve ser usado cabo com alma de aço independente (AACI), ou alma de aço formada por uma perna (AA). Para a substituição de um cabo de aço, deve ser usado o mesmo diâmetro, resistência e construção do cabo original fornecido pelo fabricante do equipamento, ou de um profissional qualificado.

Se a carga for suportada por mais de uma linha de cabo, a tensão entre as linhas deve estar equalizada. Os ganchos e manilhas devem atender às especificações do fabricante e não podem ser sobrecarregados. Se os ganchos forem do tipo giratório, eles devem girar livremente. Os ganchos devem possuir travas de segurança, a não ser em alguns usos específicos, onde a trava se torna impraticável ou desnecessária.

A trava deverá ser usada para evitar que os laços, correntes e outros acessórios escapem do gancho quando fora de trabalho. Quando, em condições normais de trabalho houver possibilidade que o cabo de elevação sofra batida ou atritos contra o equipamento, devem ser instalados protetores para se minimizar os danos ao cabo.

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