Sete passos para planejar 2014

CURSOS TARGET PELA INTERNET

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico – Disponível pela Internet – Ministrado em 28/10/2013

A nova norma apresenta mudanças significativas em relação aos requisitos da versão anterior.

Segurança na Operação e Manutenção de Subestações e Cabines Primárias – Disponível pela Internet – Ministrado em 13/11/2013

Os grandes blocos de energia, tanto para o segmento comercial quanto para o segmento industrial, são supridos por média tensão. Essa condição gera a necessidade de equipamentos, matérias, pessoal de operação e manutenção de perfil direcionado.

Sistema de Gestão da Qualidade conforme a Norma NBR ISO 9001:2008 – Requisitos e Certificação – Disponível pela Internet – Ministrado em 13/10/2009

Tem sido verificado em todo o mundo, nos últimos anos, um significativo aumento no interesse pelo desenvolvimento de Sistemas de Gestão “integrados”

TPM para Operadores – Disponível pela Internet – Ministrado em 04/10/2013

Como Conscientizar e Habilitar o operador a entender a praticar o TPM

Renato Maggieri

O ano de 2013 está chegando ao fim! Para muitos empresários o mês de dezembro é melhor em vendas no ano, mas independente disso e seja como for o resultado, é tempo de planejar 2014.

Planejar é um dos mais importantes comportamentos empreendedores e, ao mesmo tempo, um dos comportamentos mais negligenciados pelos empresários.  Nós, os latino-americanos não fomos educados e treinados para planejar, por isso, preferimos executar sem planejamento, assumindo um alto risco de não ser bem sucedidos.

Já os orientais, por sua cultura e educação, usam a maior parte do tempo disponível para uma tarefa, planejando resultados e atividades, e uma porcentagem menor do tempo as executando. Eles ainda reservam uma parte do tempo para checar se tudo ocorreu de acordo com o planejado, antes do prazo final.

Na contramão deste comportamento, aqueles que não planejam, planejam pouco ou mal, gastam a maior parte do tempo executando tarefas, atrasam o prazo de entrega e depois perdem uma quantidade significativa de tempo, dinheiro e retrabalho, reparando os erros na execução. E o que queremos para 2014?

Hoje temos a oportunidade de decidir se vamos planejar o ano com metas, objetivos e resultados ou se ficaremos o tempo todo apagando os incêndios – que a falta de planejamento certamente acarretará. Mas, como não fomos adequadamente treinados para planejar, muitas vezes não sabemos como fazer. Diante disso, descrevo um passo a passo simples e objetivo, para fazermos um bom planejamento para 2014.

1º Passo – Definir onde queremos chegar

Escrever o objetivo da seguinte forma: verbo no tempo futuro + objetivos desafiadores + até quando.

Exemplos: vamos faturar R$ 960 mil, 25% mais que 2013, até 31/12/2014. Atender 25% do nosso mercado até 30/09/2014.

Se não definirmos onde queremos chegar, qualquer lugar que chegarmos estará bom.

2º Passo – Analisar o ambiente interno

Reconhecer quais são nossos pontos fortes e fracos, o que precisamos melhorar e definir como agir em relação a eles.  Nesta análise também é muito importante identificar as oportunidades e ameaças que o ano de 2014 trará. Com isso, estaremos prontos para enfrentá-las. 

3º Passo – Analisar o ambiente externo

Estudar o mercado, os clientes, os concorrentes, os preços, os impostos, os fornecedores, enfim, tudo o que se refere ao seu negócio, seja nas linhas de receitas ou despesas. Um planejamento bem feito não apresenta um negócio como se não houvesse concorrentes, terceiros, parceiros e outros jogadores.

4º Passo – Definir metas

A partir das análises dos ambientes interno e externo e do grande objetivo que mostra aonde chegar, definir metas de grupo e individuais e também para períodos menores.

Exemplos: meta de faturamento do mês de janeiro/14 – R$ 80 mil; meta de prospecção de novos clientes em março/14 – 8 novos clientes; meta de faturamento de cada vendedor do setor – R$ 20 mil.

5º Passo – Planejar como atingir metas

Após as metas estarem definidas, basta determinar quais passos são necessários para o seu atingimento. Mais uma vez será preciso dividir os objetivos em unidades de tempo ainda menores e de forma mais individualizada. Exemplos: meta de venda do Henrique em cada semana de janeiro/14 – R$ 5 mil; meta de prospecção de clientes na cidade de Indaiatuba – 2 clientes.

6º Passo – Monitorar a performance sistematicamente

Estabelecidas as metas – bem como os responsáveis por atingi-las – é de suma importância monitorar e encorajar a equipe. Creio que monitorar seja até mais importante do que estabelecê-la, pois uma meta que não é acompanhada bem de perto, cai no descrédito tanto daquele que a estabelece, quanto do responsável pelo seu atingimento.

De forma prática o empresário, ao final de cada período, deve ter uma breve reunião com aquele que recebeu a meta. O objetivo é apurar o quanto já foi alcançado e o quanto ainda falta para o atingimento.

7º Passo – Bonificar a equipe e celebrar os resultados

Quanto mais gente está envolvida em um objetivo mais fácil é atingi-lo. Portanto, envolver a equipe é um dos grandes segredos do sucesso. E qual é a melhor forma de envolver a equipe? Dividindo os resultados positivos, por meio de uma política de bônus e da prática de elogiar, reconhecer e celebrar com aqueles que contribuíram com o atingimento das metas e resultados.

Planejando agora e seguindo os sete passos, certamente teremos um 2014 mais tranquilo, pelo fato de se trabalhar preventivamente de forma a evitar os sobressaltos.

Renato Maggieri é palestrante, consultor de negócios e apaixonado por empreendedorismo e decidiu aplicar seus conhecimentos em comportamento voltados para resultados em benefício dos empreendedores, ajudando-os a potencializarem seus lucros.

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Dependentes químicos afetam a vida da família

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

Preço

R$ 63,90

Capa da publicação E1324

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT estão diretamente ligadas à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia.
O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço.

Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

dependenciaFoi divulgado um estudo mundial do perfil de família de dependente de drogas do Brasil e as dimensões dos transtornos psicológicos e físicos causados aos parentes mais próximos ao usuário. O estudo contou com o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI).

O Levantamento Nacional de Famílias dos Dependentes Químicos (Lenad Família) entrevistou 3.153 famílias de todas regiões do país, de junho de 2012 a julho de 2013. Coordenado pelo pesquisador Ronaldo Laranjeira, do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (INPAD) – apoiado pelo CNPq -, o Lenad Família traz informações sobre as características sociodemográficas, percepção do problema e tempo para a busca por ajuda, impacto financeiro e psicológico da família e impressões sobre os tratamentos utilizados.

De acordo com Ronaldo Laranjeira, o conhecimento destas informações é de fundamental importância para o planejamento de tratamentos mais amplos e eficientes e de políticas de saúde pública com foco no amparo desta população. A habilidade de trabalhar ou estudar foi afetada na metade das famílias que tem dependentes de substâncias em casa, mas também ter um parente nestas condições incomoda e atrapalha a vida social. Há também o relato de quase um terço que menciona rouba de pertences e empréstimos de objetos sem devolução e ameaças por parte dos parentes dependentes.

O Lenad Família identificou também que a família do dependente se apresenta em situação de vulnerabilidade e de riscos para o desenvolvimento de problemas de saúde. “O estudo mostrou que familiares de dependentes químicos apresentam significativamente mais sintomas físicos e psicológicos que a média da população. Observou-se também que as mães sofrem mais sintomas físicos e psicológicos decorrentes do uso de seus filhos que outros familiares, independente da substância que levou ao tratamento”, destaca o estudo.

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O perfil dos pacientes em tratamento

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Segundo o relatório sobre a “Carga Global das Doenças” (Global Burden of Disease–‐GBD) da Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso abusivo de álcool e drogas está entre os maiores responsáveis pela morte prematura e pela perda de vida saudável e produtiva nas Américas, causando um grande impacto social, econômico e de saúde pública dessas nações. Entretanto, estes dados são mensurações estatísticas que não capturam todas as dimensões do transtorno do uso de substâncias como, por exemplo, o sofrimento dos familiares.

Embora muito pouco estudadas, sabe-se que as experiências cotidianas vividas pela família com parente usuário de drogas são devastadoras nos aspectos físico, financeiro, de relações interpessoais e sociais. O impacto também se dá na perspectiva subjetiva, causando sentimentos negativos como tensão, estresse, preocupação, estigma, raiva e culpa.

Os poucos estudos que avaliam as famílias dos dependentes de álcool e/ou substâncias ilícitas demonstram evidências consistentes do impacto causado particularmente aos familiares mais próximos, tais como cônjuges, pais e filhos. Determinados processos familiares, tais como rituais, funções, rotinas, estruturas de comunicação, vida social e finanças da família são geralmente afetados.

Da mesma maneira, os problemas que incluem violência doméstica, abuso infantil, roubo de bens familiares, condução de veículos em estado de embriaguez e ausências prolongadas são comportamentos tipicamente descritos pelos familiares. A exposição a estas experiências muitas vezes se manifesta na forma de sintomas físicos e psicológicos nos familiares mais próximos, tornando-os uma população vulnerável e com necessidades de atenção e cuidados específicos. O conhecimento do perfil dos cuidadores do dependente químico, bem como do impacto que esta condição traz para toda a família é de fundamental importância para o planejamento de tratamentos mais amplos e eficientes e de políticas de saúde pública visando o amparo desta população.

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Telecomunicação: menos propaganda e mais transparência

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

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Dane Avanzi

Infraestrutura de telecomunicações é o nome dado ao conjunto de equipamentos, composto por torres de transmissão, cabeamento de fibra ótica, entre outros, que o usuário de telefonia móvel não vê. Nesse contexto, a qualidade do serviço de uma operadora depende diretamente do correto dimensionamento, planejamento e manutenção dessa infraestrutura.

O natural desconhecimento do consumidor final de produtos e serviços de telecomunicações, bombardeado pela indústria de aparelhos celulares, o leva a pensar que adquirindo um dispositivo com mais recursos lhe dará maior garantia de acesso proporcionado uma gama de serviços diferenciados. Ledo engano. O que efetivamente garante acesso aos aplicativos instalados em um smartphone ou tablet é a rede da operadora.

Nesse contexto, faz-se necessário o investimento maciço em torres e equipamentos de transmissão de sinais em número proporcional aos serviços e linhas comercializados pelas operadoras de telefonia móvel. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), responsável por regularizar o serviço em território nacional, é a gestora dos contratos de concessões com as operadoras que estão sendo obrigadas a compartilhar pelo menos 50% das torres entre si. Tal compartilhamento irá gerar economia substancial para as operadoras, haja vista o alto custo de implantação dessas estruturas.

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou o compartilhamento de torrres entre OI e Tim. Tal acordo permitirá milhões em economia para ambas as empresas. Como isso melhorará a qualidade do serviço prestado ao consumidor? Será que a conta diminuirá?

Como consumidores esperamos que essa economia reverta em tarifas mais módicas e melhor qualidade do serviço. Em tempos de ficha limpa e cadastro positivo, que tal a Anatel publicar regularmente o ranking de quais as operadoras tem melhor atendido seu cliente?

Seria ainda melhor se a Anatel divulgasse qual delas investiu mais em infraestrutura para que o consumidor tenha indicadores seguros para decidir qual operadora contratar. Certamente, a transparência dessas informações criaria um ambiente de maior competição, pois teriam que lidar com consumidores bem informados.

A má qualidade dos serviços de telefonia móvel no Brasil é um desdobramento da falta de prestação jurisdicional do Estado brasileiro. Comumente ouvimos notícias acerca de punições aplicadas pela justiça às operadoras, que se beneficiam do excesso de recursos garantidos pela lei, permitindo que processos judiciais se arrastem por décadas. Enquanto não houver uma reforma ampla e irrestrita no Poder Judiciário, o mercado de telefonia móvel brasileiro continuará sendo o paraíso dos conglomerados mundiais de telecomunicações, em vista da fragilidade de nossas instituições.

Dane Avanzi é advogado, empresário do setor de engenharia civil, elétrica e de telecomunicações, e diretor superintendente do Instituto Avanzi.

Qualidade de vida dos motoristas de caminhão

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caminhoneiroUma pesquisa de opinião realizada com motoristas profissionais apontou que, se tivessem a oportunidade, 55% dos caminhoneiros deixariam a profissão e que 86% não gostariam que o filho seguisse o mesmo caminho. Ao todo, foram ouvidos 1.512 motoristas profissionais que frequentam a Casa do Cliente das empresas Randon.

“A partir deste resultado a pergunta que fica é: teremos motoristas profissionais amanhã?”, afirma Nereide Tolentino, coordenadora da pesquisa, consultora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) e especialista em comportamento do motorista. “Considerando que a continuidade de pai para filho está em declínio, que a profissão oferece riscos e baixa qualidade de vida, e que a característica de liberdade e aventura não existe mais, já que hoje tudo é controlado, corremos o risco de ter um apagão de mão de obra especializada”.

Atualmente, o Brasil vive a realidade da falta de motoristas profissionais. Estimativas apontam que 10% da frota de caminhões estaria parada por falta de condutores qualificados. Este número corresponde a mais de 100 mil veículos. Além da baixa qualidade de vida e dos riscos que envolvem a profissão, outra dificuldade enfrentada pelo setor é a necessidade de uma melhor qualificação, devido à maior sofisticação e alto grau de tecnologia embarcada nos caminhões. “Durante as entrevistas, ficou claro que o que levou os caminhoneiros mais velhos a optarem pela profissão foi uma remuneração razoável, apesar da pouca escolaridade. Porém, os jovens com maior escolaridade têm muitas outras oportunidades”, diz Nereide.

Do total de entrevistados, 70% revelaram que tinham um sonho de ser caminhoneiro desde a infância e 53% que iniciaram na profissão por influência familiar. O que mais os atrai na profissão é a oportunidade de conhecer lugares (31%), a possibilidade de conhecer novas pessoas (19%) e o sentimento de liberdade (11%). A pesquisa revela também que 76% dos caminhoneiros informam que a maioria dos colegas de profissão usa rebite; que 59% alegam que têm algum problema de saúde, como dor nas costas, pressão alta, estresse e obesidade; e que 93% considera a profissão arriscada devido ao alto número de acidentes, roubos e assaltos.

Uma das saídas apontadas pela coordenadora da pesquisa é uma mudança radical na condição de trabalho do motorista profissional, que não pode se resumir apenas a uma diminuição da carga horária de direção. “Só reduzir a carga horária não vai resolver o problema. Carga horária e remuneração, apesar de importantes, não são as principais queixas dos caminhoneiros. Ele sente falta de laços afetivos e de passar mais tempo com a família. Qualquer coisa que prolongue o tempo dele fora de casa, ele acha ruim”, argumentou Nereide.

Uma das soluções apontadas pela especialista é o rodízio de motoristas, como já acontece no transporte rodoviário de passageiros. Outra é investir na valorização e no desenvolvimento, oferecendo treinamentos e um acolhimento de melhor qualidade nos pontos de carga e descarga.  “Com um número maior de profissionais satisfeitos, teremos mais gente interessada neste tipo de trabalho, pois viajar e dirigir uma máquina possante é algo que fascina jovens e adultos”, destaca Nereide. Um dos exemplos de bom acolhimento são as Casas do Cliente que oferecem aos motoristas um ambiente que proporciona qualidade de vida. Além de uma boa estrutura para descanso e higiene, ele recebem uma boa refeição, podem assistir filmes, conversar com os colegas de profissão, jogar e ler livros e revistas deixados à disposição.

Perfil dos entrevistados

Idade

17% têm até 30 anos

65% têm de 31 a 50 anos

18% têm acima de 60 anos

Estado Civil

14% são solteiros

86% são casados

98% têm filhos

Escolaridade

31% cursaram até a 5º série

31% cursaram até 8º série

29% possuem ensino médio

3% possuem graduação

Origem da profissão

70% tinham a expectativa de ser motorista de caminhão desde a infância.

53% iniciou na profissão por influência familiar.

29% trabalhavam em atividades agrícolas antes de serem caminhoneiros

Tempo de viagem

42% das viagens têm mais de 6 dias

42% têm entre 2 e 6 dias

14% têm apenas um dia

Após dois dias de debates sobre as atuais condições de trabalho dos motoristas de caminhão e os avanços nos setores de transporte rodoviário de cargas e de logística do país, o 1º Congresso Regional de Trabalho Seguro no Transporte Rodoviário, que aconteceu de 21 a 22 de novembro, no Vitória Hotel, em Campinas, foi encerrado com a apresentação e aprovação unânime por parte de 371 congressistas de uma carta com as principais resoluções do evento. A carta é um manifesto do Ministério Público do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região/Escola de Magistratura, Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo, Polícia Rodoviária Federal e Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo e traz em seu conteúdo dados estatísticos que comprovam a importância da manutenção da lei 12.619/12. Informações oficiais, como número de acidentes envolvendo caminhões, aumento do uso de drogas psicoativas, excesso de horas trabalhadas e suas consequências para a saúde do trabalhador e o risco para a sociedade, foram apresentadas e amplamente debatidas durante os dois dias do Congresso.

Os participantes destacaram que estudos e ações de fiscalização comprovaram a existência de jornadas de trabalho excessivas e desumanas no transporte rodoviário de cargas, não sendo incomuns jornadas de 14, 18 ou mesmo mais de 24 horas de trabalho. A fadiga dos motoristas conduz a uma enorme quantidade de acidentes envolvendo veículos de transporte de carga, tendo ocorrido em 2012, em estradas estaduais e federais no estado de São Paulo, 37.774 acidentes com caminhões.

Embora os veículos de carga correspondam a apenas 3,2% da frota total de veículos terrestres, eles estão envolvidos em 28,6% das mortes, 18,9% dos acidentes com feridos e 25% do total de acidentes ocorridos em estradas federais, e 36% dos acidentes em rodovias estaduais paulistas. No estado de São Paulo, considerando todos os acidentes fatais reconhecidos por Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), a categoria profissional que lidera a lista de mortes é a de “motoristas de caminhão” (253 mortos nos anos de 2006 a 2008), figurando em quarto lugar o “ajudante de motorista” (61 mortos).

Segundo os participantes, há uma enorme preocupação que para suportar jornadas desumanas muitos motoristas estão recorrendo ao uso de drogas, inclusive anfetaminas e cocaína, havendo estudos apontando positividade clínica para uso de tais substâncias em 22% dos motoristas. O excesso de jornada e a insuficiência de descanso conduzem, de acordo com a ciência médica, a elevado número de adoecimentos, inclusive doenças cardiovasculares, transtornos digestivos, alterações do sono, depressão e dependência química, aumentando o número de licenças previdenciárias e aposentadorias por invalidez.

Dessa forma, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) vai obrigar os motoristas de caminhões, carretas e ônibus a realizarem exames para detectar uso de drogas antes de renovarem ou tirarem a carteira de habilitação. A resolução passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2014. De acordo com o texto, laboratórios credenciados junto ao governo farão os testes. Os exames, que serão feitos no ato de tirar ou renovar a carteira, deverão identificar o uso de drogas nos últimos 90 dias. Entre as substâncias que podem ser detectadas estão maconha, cocaína, crack ou anfetamina. Se o resultado acusar o uso de algum tipo de droga, o motorista pode fazer uma contraprova, até 90 dias depois do exame.

Outra coisa discutida no congresso foi que os acidentes nas estradas acarretam enorme prejuízo econômico às empresas, ao estado e a toda sociedade, estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em 30 bilhões de reais ao ano. As jornadas excessivas e desumanas fazem com que a qualidade e a produtividade do transporte rodoviário sejam mantidas no patamar mais baixo possível, impedindo que o setor abandone práticas antieconômicas e ganhe maior eficiência

Assim, a implementação do desenvolvimento sustentável exige a superação da antiga mentalidade, que atribuía à questão trabalhista a condição pejorativa de “custo a ser evitado”, para que seja considerada “investimento a ser realizado”. Para corrigir parte desses problemas foi editada a Lei n. 12.619/2012, resultado de intensa negociação entre governo, patrões e empregados do setor de transportes, com o propósito de implantar melhorias nas condições de trabalho e maior qualidade ao serviço, em proveito dos trabalhadores, das empresas e do país como um todo.

Apesar da urgência na abolição das jornadas desumanas, há setores, capitaneados pelo agronegócio, que se mobilizam para tentar impedir as desejadas melhorias, para a defesa de seus interesses econômicos. A aprovação de projetos de lei em tramitação que, a pretexto de alterar ou revogar a Lei 12.619/2012, buscam a implantação de enorme retrocesso social, pretendendo aumentar a jornada de trabalho de motoristas, diminuir seus períodos de descanso e excluir a fiscalização pela polícia rodoviária, contrariamente aos objetivos da Década de Ação Pelo Trânsito Seguro convocada pela ONU

Atualmente, todos devem condenar a situação de que os motoristas continuem sendo submetidos a jornadas desumanas, apenas para que caminhões possam ser usados para o depósito da produção agrícola, com a deturpação da própria natureza do serviço de transporte, transferindo aos trabalhadores o ônus pela falta de silos e condições de armazenamento na época da safra. A sociedade brasileira deve se empenhar na eliminação das jornadas desumanas no transporte de cargas, em nome da segurança de todos nas estradas, da prevenção de acidentes de trânsito, da eficiência no setor de transportes e da dignidade dos trabalhadores.

Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizada com caminhoneiros revela um alto consumo de carboidratos nas refeições que antecedem o início do turno irregular (que fazem longas viagens interestaduais), em comparação aos motoristas do turno diurno. Outra constatação é o fato de 70% dos entrevistados estarem acima do peso. O estudo constatou padrões de sonolência distintos entre motoristas dos turnos. “Esses resultados podem ser explicados tanto por hábitos alimentares inadequados quanto pela privação do sono, comum entre motoristas de caminhão, o que potencializa o aumento do apetite por alimentos mais calóricos e com alto teor de gordura”, explica a autora do estudo, a nutricionista Andressa Juliane Martins.

A pesquisadora observou um alto consumo de carboidratos como raízes e turbérculos, pães, biscoitos, massas em geral, farinhas, arroz, etc. “Recomendamos a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis, com maior consumo de frutas, verduras e fibras, bem como evitar carboidratos simples, como açúcares em geral, refrigerantes, doces, chocolates, alimentos muito gordurosos, snacks, salgadinhos”, sugere.

“Longos períodos em jejum são prejudiciais. O ideal é o fracionamento das refeições ao longo do dia. Refeições mais leves no período da noite são mais adequadas, uma vez que, à noite, a digestão é mais difícil, pois originalmente somos programados para dormir nesses horários. A prática de atividade física também é importante para o auxílio na manutenção do peso, que tende a aumentar consideravelmente em função da privação do sono”, completa. A pesquisa foi realizada em 2012 em uma transportadora de São Paulo. A princípio foi uma demanda da própria empresa, que buscava realizar um trabalho voltado para a melhoria de qualidade de vida dos motoristas.

A primeira fase consistiu na aplicação de questionário estruturado com questões sociodemográficas, hábitos de vida e consumo alimentar em 71 motoristas. Na segunda fase, realizada com 49 caminhoneiros, foi feita uma avaliação do consumo alimentar mais detalhada, por meio da aplicação de um recordatório alimentar de 24 horas durante 3 dias; avaliação da sonolência e do ciclo vigília-sono e protocolos de atividades diárias durante 10 dias.

Os resultados mostraram padrões de sonolência muito distintos entre motoristas dos turnos diurno e irregular.  Os do turno irregular dormem em, média, 3 horas durante os dias de trabalho; enquanto motoristas do turno diurno dormem, em média, 6 horas. O turno diurno apresentou um padrão de sonolência em forma de U, mais fisiológico ao longo dos dias de análise, indicando um ciclo de vigília-sono mais equilibrado. “Por outro lado, entre os motoristas de turno irregular, existe uma tendência à redução dos níveis de sonolência, como se esses motoristas mantivessem um padrão de alerta constante apesar de estarem privados de sono, o que é um paradoxo”, diz.

“Levantamos duas hipóteses para esse comportamento: consumo de substâncias estimulantes para manutenção do estado de alerta durante a viagem; ou outra forma de dessincronização circadiana não relatada pela literatura anteriormente, de forma que esses motoristas se mantenham em alerta durante o trabalho e depois tenham dificuldades para adormecer porque há uma pressão maior para a vigília”, explica.

A dessincronização circadiana ocorre quando o “relógio biológico” — responsável pela sincronização dos nossos horários de sono e de alerta e outros ritmos biológicos — fica alterado devido à troca do dia pela noite (como no caso dos motoristas do turno irregular) e a privação de sono. “Outro resultado interessante é que esse padrão de sonolência tende a se acentuar em pessoas que estão em sobrepeso e obesidade”, completa.

O objetivo principal da pesquisa era avaliar a existência de uma relação entre a quantidade de carboidrato consumido e possíveis alterações nos níveis de sonolência dos motoristas de caminhão. Entretanto isso não foi verificado.

“O efeito da ingestão de carboidratos sobre o humor e o alerta tem sido estudado desde a década de 1980”, comenta. Segundo a nutricionista, há estudos realizados em laboratório que mostram associação entre o consumo de carboidratos e o aumento dos níveis de sonolência. Outros indicam uma associação entre os níveis de sonolência e consumo de carboidratos entre motoristas obesos. Há ainda os que relacionam o efeito da ingestão dos carboidratos no aumento da sonolência em função do aumento da serotonina.

Bring Your Own Device (BYOD) – tendência consolidada mundialmente

CURSOS TÉCNICOS PRESENCIAIS OU AO VIVO PELA INTERNET 2014

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Engenheiros e Projetistas têm a constante preocupação de saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos que são submetidos à corrente de curto-circuito.

de 17/03/2014 até 18/03/2014

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Segundo leis nacionais como: CDC – Código de Defesa do Consumidor e NR 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade

de 24/03/2014 até 27/03/2014

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis.

de 07/04/2014 até 08/04/2014

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Este curso tem por objetivo proporcionar aos participantes os conhecimentos e habilidades necessárias para uma adequada interpretação e aplicação da NR 13.

de 20/05/2014 até 21/05/2014

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

O curso de Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas faz parte da sequência do curso de NR-10 – Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade.

 de 26/05/2014 até 27/05/2014

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – Presencial ou Ao Vivo pela Internet  – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

 de 04/08/2014 até 05/08/2014

Armando Camargo

Smartphones e tablets pessoais são cada vez mais populares em ambientes de trabalho, cruzando limites entre o que é particular e o cotidiano corporativo. Parece uma realidade sem retorno e se torna ainda mais irreversível quando gurus tecnológicos de mercado já profetizam que estes dispositivos serão parte, quase que intrínseca, de todo ser humano.

Se você possui um smartphone ou tablet pessoal e o carrega para dentro da sua corporação, usando-os para acessar, no mínimo que seja, o seu email corporativo, você já entrou para os números estatísticos daqueles que impulsionam o fenômeno do BYOD. A crescente venda de notebooks, smartphones e tablets muda a média de números de dispositivos por pessoa e, naturalmente, impulsiona este fenômeno. Hoje, a razão de dispositivo por pessoa já aponta uma proporção de três por um, ou seja, três dispositivos por pessoa.

O BYOD é um fenômeno global, com projeções crescentes de adoção pelo mercado. No mundo todo, 89% dos líderes de TI de grande e médio porte apoiam o BYOD de alguma forma. O fator atrativo que reluz e motiva o profissional a usar seus dispositivos próprios para acessar os recursos corporativos é a facilidade de atingir a produtividade independente do device, de qualquer lugar que est eja (mobilidade), com inovação e uma experiência intuitiva própria.

Se, por um lado o BYOD favorece a produtividade móvel, por outro, ele abre uma frente de desafios e preocupações que recaem sob a responsabilidade da área de TI no que tange, especificamente, ao gerenciamento do dispositivo e à segurança da informação corporativa. O dilema da TI é: produtividade móvel versus a exposição das informações corporativas que são acessadas e manipuladas através de dispositivos de uso pessoal e que podem, em grande chance, estar vulneráveis.

Para enfrentar este impasse, a área de TI busca soluções de gerenciamento de dispositivos móveis mais completas e robustas para, assim, reduzir riscos. Outros desafios estão em endereçar a diversidade e a complexidade de plataformas, a escalabilidade e, ao mesmo tempo, assegurar a transparência de uso para a experiência do usuário.

Existem várias soluções de mercado que endereçam o BYOD e muitas delas implementam camadas de segurança em vários níveis, tornando o dispositivo móvel apto a manipular as informações corporativas com menor risco possível. As soluções primam por um resguardo fim-a-fim do dispositivo. Tratam da segurança e do gerenciamento do dispositivo em diversas instâncias e sob diferentes aspectos de segurança, gerenciando, por exemplo, situações de perda ou roubo do dispositivo e, automaticamente, bloqueando ou acionando a função reset do aparelho.

Todas essas ações permitem a criação de políticas de admissão aos recursos corporativos baseadas em plataformas (ex: admitir apenas plataforma iOS Apple e Android, excluindo Blackberry). Além de disponibilizar aplicações mediante à autenticação forte multifatores e ao transporte criptografado da aplicação, ainda há algumas medidas de segurança que permitem apenas o acesso aos recursos corporativos quando condicionado ao atendimento das políticas de conformidade do dispositivo ou, ainda, através de políticas condicionais mais abrangentes, que analisam diversas variáveis, incluindo o tipo de dispositivo, o usuário, a sua locali zação, tipo de acesso, horário de acesso e conformidade de estado do dispositivo para conceder acesso ao mundo corporativo.

Outras soluções de mercado oferecem o conceito de “container”, que pode ser traduzido como um “workspace corporativo virtual” criado, exclusivamente, para hospedar as aplicações corporativas de forma totalmente isolada do ambiente pessoal. São várias ofertas de soluções que tratam o BYOD e o que se pode esperar é que o leque de soluções seja cada vez mais rico e com recursos sofisticados para endereçar o uso de dispositivos pessoais para o acesso a recursos corporativos.

Estas expectativas de crescimento do BYOD e suas soluções de segurança são endossadas pelos números de pesquisas de mercado, que atestam o BYOD como um fenômeno global com grande adesão por parte dos funcionários e com considerável porcentagem (89%) de aceitação pela TI. No Brasil, os estudos concluem que os líderes de TI também apoiam fortemente o fenômeno do BYOD seguro e gerenciado.

Armando Camargo é diretor geral de vendas da Sonda IT.

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Os requisitos de segurança para o transporte rodoviário de produtos perigosos

acidenteOs acidentes no transporte rodoviário de produtos perigosos adquirem uma importância especial, uma vez que a intensidade de risco está associada à periculosidade do produto transportado. Considera-se produto perigoso aquele que representa risco para as pessoas, para a segurança pública ou para o meio ambiente, ou seja, produtos inflamáveis, explosivos, corrosivos, tóxicos, radioativos e outros produtos químicos que, embora não apresentem risco iminente, podem, em caso de acidentes, representar uma grave ameaça à população e ao meio ambiente.

Os acidentes no transporte desses produtos podem ter conseqüências catastróficas, sobretudo diante da proximidade de cidades e de populações lindeiras às principais rodovias. Além das perdas humanas de valor social incalculável, os custos decorrentes da contaminação ambiental atingem cifras muito elevadas.

Os riscos de acidentes no transporte rodoviário de produtos perigosos adquirem importância vital para as populações que moram perto das rodovias. Considerando que muitas aglomerações se desenvolveram às margens das estradas e, de certa forma, tiveram seu crescimento demográfico influenciado pelo movimento das rodovias, é muito significativo o risco dos acidentes para as populações expostas nas proximidades das estradas. Existem muitos casos em que a rodovia principal corta a cidade e a ocorrência de acidente envolvendo o transporte de produtos perigosos pode ter conseqüências calamitosas para a população pode ter conseqüências calamitosas para a população muitos desses acidentes ocorreram em trechos rodoviários que cortam as principais manchas urbanas

As principais causas de acidentes com produtos perigosos foram atribuídas pela Polícia Rodoviária Estadual a erros do condutor (44,3% do total dos acidentes), vindo em seguida a categoria outros (23,61%), falhas com o veículo (21,83%) e condições da via (3,71%). A Polícia Rodoviária Federal também dá mais ênfase aos erros do condutor, sendo falta de atenção, excesso de velocidade e desobediência à sinalização os principais fatores envolvidos.

Esses indicadores remetem à questão da educação para o trânsito e à importância do treinamento e capacitação para conduzir veículos transportando produtos perigosos. Embora esse último represente uma exigência legal para transportar tal tipo de produto, chama a atenção o fato de existirem casos de condutores de veículos acidentados com certificados de capacitação vencidos ou, até mesmo, sem portar nenhum certificado.

Da mesma forma, as estatísticas também revelam ocorrências com veículos sem equipamento de proteção individual, sem conjunto de emergência e sem extintor, significando que existe um número ainda maior de condutores de veículos operando em condições irregulares. Embora reduzidas em termos percentuais, essas situações irregulares podem ser a parte visível de uma problemática maior associada às condições reais de trabalho e ao padrão de educação e capacitação técnica dos condutores.

Assim, a NBR 15481 de 05/2008 – Transporte rodoviário de produtos perigosos – Requisitos mínimos de segurança estabelece os requisitos operacionais mínimos para o transporte rodoviário de produtos perigosos referentes à saúde, segurança, meio ambiente e qualidade, sem prejuízo da obrigatoriedade de cumprimento da legislação e normas vigentes. O objetivo dessa norma é atender ao Regulamento de Transporte de Produtos Perigosos, garantindo as condições mínimas de segurança. Pode ser aplicada a produtos não perigosos para o transporte, excluindo-se os itens obrigatórios específicos, sendo aplicada ao expedidor e ao transportador, inclusive no caso de redespacho.

Os itens mínimos a serem verificados estão listados nos Anexos A e B (radioativos), porém o modelo da lista de verificação é opcional. As informações constantes no Anexo A podem ser escritas de maneira resumida de modo a facilitar a impressão. Os produtos que não podem ser expostos a intempéries devem estar em veículos com a carga protegida, como lonados, sider, contêiner ou baú.

Os produtos classificados como perigosos para o transporte não podem ser transportados junto com alimentos, medicamentos ou objetos destinados ao uso/consumo humano ou animal, nem com embalagens destinadas a esses fins ou com produtos incompatíveis, conforme a NBR 14619, salvo quando transportados em pequenos cofres de carga, conforme regulamentação. É proibido o transporte de produtos para uso/consumo humano ou animal em tanques de carga destinados ao transporte de produtos perigosos a granel.

O transporte de produto perigoso não pode ser realizado em veículos que tenham publicidade, propaganda, marca, inscrição de produtos para uso/consumo humano ou animal, para não induzir ao erro quando da operação de emergência. Quando houver troca de veículo em qualquer que seja a situação (como transbordo, redespacho etc.), o transportador redespachante da carga é o responsável pelas condições de segurança do veículo, equipamento e da carga, devendo atender a todos os requisitos da regulamentação e dessa norma.

Dependendo das características específicas do produto, fica a critério da empresa que realizou a verificação a adoção de outros requisitos de segurança, como a proibição de uso de máquinas fotográficas, filmadoras, celular ou outros aparelhos/equipamentos capazes de provocar a ignição dos produtos ou de seus gases ou vapores. Não é permitido conduzir passageiros em veículos que transportam produtos classificados como perigosos, exceto no caso de quantidade limitada por veículo conforme regulamentação em vigor.

Antes da mobilização do veículo e/ou equipamento de transporte, a carga deve estar estivada e fixada para prevenir e evitar queda e/ou movimentação. Qualquer veículo/equipamento, se carregado com produtos perigosos, deve atender à legislação pertinente e às Normas Brasileiras. Caso seja detectado algum risco de acidente com a carga transportada, os envolvidos na operação devem tomar as providências cabíveis, não deixando que a carga continue sendo transportada até sanar o problema.

A lista de verificação deve ficar à disposição do expedidor, do contratante, do destinatário, do transportador e das autoridades, durante três meses, salvo em caso de acidente, hipótese em que deve ser conservada por um ano. O transportador e o expedidor devem preencher a sua respectiva lista de verificação (podendo ser lista de verificação única, acordada entre as partes) e guardá-la durante o período citado em 4.11. No caso de transporte de radioativos (classe 7), deve ser preenchida também a lista de verificação citada no Anexo B.

Ir pela escada é bom para a saúde

Cursos Target on-line no GEDWEB e no Portal Target: 5 S – a mudança cultural em sua empresa

28/11/2013 – Equipe Target

Curso online sobre o 5S no GEDWEB e no Portal Target

São três cursos disponíveis para os clientes da Target sobre o 5S do renomado consultor Haroldo Ribeiro:

5S – A Base para a Qualidade Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013 As dicas para o sucesso do 5S em sua Empresa

Auditorias de 5S – Disponível pela Internet – Ministrado em 03/10/2013 Conheça o método eficaz para fazer auditorias de 5S em sua empresa

Curso Básico de 5S – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013 Conheça o método para a mudança Cultural em uma empresa.

Fabio Ravaglia

Fazer atividade física é sabidamente necessário e, talvez nem fosse necessário falar sobre isto se todos tivessem o hábito de praticar atividades físicas. Pessoas fisicamente inativas, infelizmente, ficam com as portas abertas para certas doenças. O difícil é mudar o hábito da falta de atividade física e do sedentarismo.

Há muitas possibilidades de atividades físicas, mas nem sempre as pessoas encontram o gosto e determinam uma rotina para praticá-las. Tenho optado pelas soluções mais fáceis para incentivar pessoas a sair do marasmo e a promover mudanças de hábitos. Uma delas é ir pela escada: uma forma simples de combater a inatividade. Percebo que incorporar a atividade ao cotidiano é um desafio, por isso a ideia de incentivar o que é mais fácil para a maioria.

Elevadores, esteiras e escadas rolantes estão aí para facilitar a vida, mas pense em evitar o uso em prol da saúde. O bom da escada é que, diferente da academia, não depende de nenhum ritual, troca de roupa ou dinheiro para fazer. Basta mudar a maneira de pensar para preferir subir ou descer pela escada, uma atividade física vigorosa e de baixo impacto que faz muito bem para a saúde.

Além disso, em prédios com cinco andares ou menos, costuma ser mais rápido pegar a escada do que esperar o elevador. Descer ou subir escadas não requer a compra de qualquer equipamento caro e pode ser feito em diversos lugares. Tanto faz onde se pratique: em lugares públicos, em casa, em prédio residencial ou em edifício empresarial. Lembro que, em escadas muito movimentadas, como as de estações de trem ou metrô, convém manter-se à direita e, sempre, utilizar o corrimão.

São muitos os benefícios de subir e descer escadas regularmente: deixa o sistema musculoesquelético mais forte, melhora a aptidão cardiovascular e reduz o risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral, câncer, diabetes tipo 2 e obesidade. Por promover a perda de peso e a tonificação dos músculos, o uso de escadas é visto como uma ferramenta fundamental, assim como a caminhada, na luta contra a obesidade. Descer escadas é um bom exercício de equilíbrio e coordenação; muito útil para pessoas na terceira idade.

Uma pesquisa feita na Inglaterra mostra que subir escadas durante sete minutos por dia pode reduzir pela metade o risco de sofrer um ataque cardíaco em dez anos. Portanto, é bom para o coração. A rotina diária de subir escadas é excelente para controlar o peso e, também, para reduzir o risco de doenças crônicas, o que inclui osteoporose, diabetes, doenças cardiovasculares, câncer de mama e de cólon.

Uma outra pesquisa canadense, feita com pessoas com mais de 64 anos, revelou que subir escadas consome mais energia do que a musculação. E uma outra diz que subir escada é bom para a musculatura, chegando a ajudar a modelar pernas e bumbum.

Adotar a atividade física é muito importante para reduzir o risco de doenças evitáveis e levar uma vida mais saudável por muito mais tempo. Se a opção for subir e descer escadas, para ficar bem, bastaria subir, no mínimo, dois andares por dia.

Quem ainda não está acostumado pode sentir-se cansado já nos primeiros degraus. A recomendação é ir aos poucos e não forçar demais. Aumente gradativamente a quantidade de degraus. Comece subindo um ou dois andares apenas e tome o elevador até o andar que deseja chegar e, dia a dia, vá aumentando a quantidade de degraus superados. Para subir apenas um andar ou descer dois, utilizar a escada pode ser mais rápido do que esperar o elevador, além de que é uma maneira eficaz e acessível para promover a saúde e o bem-estar.

A atividade física é uma maneira comprovada de prevenir diversas doenças. Antes de iniciar a prática de qualquer atividade física é recomendável consultar um médico. Não é aconselhável que quem tenha problemas de joelhos suba e desça escadas sem a liberação e a devida orientação médica. Quem tem artrose pode ir pela escada? Nem sempre.

Uma opção para quem tem problema no joelho é subir de costas, mas com muito muito cuidado para não cair. A regra para quem tem alguma doença ortopédica vem da frase em inglês: “up with the good, down with the bad”, que quer dizer subir com o lado bom e descer com o ruim, uma boa paródia para o ditado de sabedoria popular que diz que os bons irão para o céu e os maus descerão.

A atividade física é uma ferramenta eficaz para manter a saúde e em casos de reabilitação também. Há escadas especiais para fazer fisioterapia, com degraus com alturas reguláveis. Movimentar-se em escadas é cansativo e extenuante, mas cada um pode fazer de acordo com o seu ritmo. Como todas as atividades físicas, somente pratique se estiver apto fisica e emocionalmente. Exercícios físicos mais vigorosos requerem um bom condicionamento físico para serem praticados.

A atividade física é tão fundamental que, à frente do Instituto Ortopedia & Saúde (IOS), idealizei a campanha Projeto Cidadania – Desafio Degraus, uma novidade exclusiva do IOS, com o objetivo de incentivar as pessoas a ir pelas escadas e de desencorajar o uso de elevadores e escadas rolantes. Trata-se de uma campanha de conscientização para a necessidade de atividade física, que se desdobra em dois eventos principais: Projeto Cidadania – Caminhadas com Degraus e o Projeto Cidadania – Maratona Degraus.

O primeiro, ao ar livre, é voltado para incentivar as pessoas a descer e subir escadas a fim de incorporar a atividade física ao cotidiano. O segundo é a promoção de uma competição a ser realizada em arranha-céus, dedicada a atletas e pessoas com excelente preparo físico.

Fabio Ferraz do Amaral Ravaglia (CRM-SP 54.294 e RQE 11.990/89) é cirurgião ortopedista e traumatologista.

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