Mentir no currículo é um tiro no pé

Ter um currículo forte é importante, mas, mais importante do que isso, é ele ser verídico.

A mentira tem perna curta. Simples assim. Uma frase tão curta e tão antiga não seria tão famosa – e faria tanto sentido – se não fosse real. Mas, ainda assim, parece que existem pessoas que não aprendem com o ditado, apenas quando algo errado acontece em suas vidas e, desta forma, são obrigadas a enfrentar as consequencias de suas mentiras. Mas, por que mentir?

Segundo Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, quando se trata do mundo profissional, muitos trabalhadores mentem no currículo ou em entrevistas a fim de conquistar o seu futuro chefe, mas, ao fazerem isso, muitas vezes não percebem que estão dando um tiro no pé. “É comum o profissional já possuir um bom currículo e saber como se comportar durante a entrevista, porém, basta que haja uma contradição entre aquilo que ele diz ou faz com aquilo que está escrito para que comecem a existir desconfianças sobre sua honestidade – e é óbvio: ninguém quer uma pessoa mentirosa em sua empresa”, comenta.

Uma das mentiras mais comuns é a que envolve idiomas, quando o candidato diz que possui nível fluente em outra língua ou certificado em alguma escola e nem sempre isso é verdade. “Mas os entrevistadores já sabem desse ‘truque’, então não preciso nem lembrar de que essa é uma mentira super fácil de ser desmascarada, não é? Então, porque correr o risco de passar vergonha e queimar o seu filme frente à empresa ou a algum cliente?”, questiona Madalena.

Não importa, pode ser que seja com a melhor das intenções, mas a mentira nunca é perdoada, seja no ambiente pessoal ou principalmente no profissional. “A pessoa que está concorrendo à vaga deve estar ciente de que o recrutador é especialista nisso. Ele sabe o que está fazendo e pesquisa muito bem o histórico profissional do candidato antes da entrevista. Se ele perceber algo estranho, irá investigar melhor a vida do profissional para saber o que está errado,” exalta Madalena.

Por isso, para evitar contratempos e problemas na hora de montar um currículo e de comparecer a uma entrevista de emprego, a profissional oferece algumas dicas: “seja objetivo, claro, direto e, obviamente, verdadeiro. O currículo é sim muito importante na hora de conquistar uma boa vaga de emprego, porém, a maneira que você se comporta pessoalmente quando há uma entrevista conta muitos pontos”, comenta.

Assim como o recrutador faz a parte dele, o candidato também deve fazer a sua, que envolve fazer um currículo simples, porém completo e verídico, estudar sobre a empresa, saber as roupas que deve usar na entrevista, pesquisar sobre a linguagem e a cultura do local e se mostrar interessado no emprego de forma genuína. “Sem exageros: apenas mostre quem você é e como você pode ser uma boa peça para a empresa crescer”, conclui Madalena.

Livro sobre Israel Vargas

de95c7ec74023142233b1de636792bd83a9a4537a9a3b46dc453aba3ed123997Pesquisador, professor, ministro da Ciência e Tecnologia, gestor, embaixador. Essas foram algumas das posições ocupadas por José Israel Vargas ao longo de sua extensa e profícua vida.

Por isso, sua trajetória recebeu uma justa homenagem: o livro Desafiando fronteiras – trajetória de vida do cientista José Israel Vargas. A missão de organizar as passagens mais marcantes da vida de Vargas foi dada à historiadora Lígia Maria Leite Pereira, que desenvolveu o trabalho em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). “Ao final de cada trabalho, sempre temos aquele sentimento de que poderíamos ter feito melhor, mas no caso desse livro, essa sensação foi particularmente forte”, descreveu a autora.

No lançamento, em Belo Horizonte (MG), muito emocionado, Vargas se disse satisfeito com o trabalho, mas recusou-se a receber os méritos sozinho. Para ele, o lançamento dessa biografia é uma homenagem a todos os personagens que trabalharam pelo desenvolvimento da ciência e tecnologia. “Não há desenvolvimento sem energia, não há energia sem engenharia e não há engenharia sem ciência. Eu agradeço por ter recebido, no decorrer dessa longa vida, quase tudo que eu não merecia.”, disse o homenageado.

A Fapemig foi representada pelo atual presidente da Fundação, Evaldo Vilela, e pelo presidente no período de 2009-2014, Mario Neto Borges, que deu início ao processo de produção do livro ainda durante sua gestão. Para Evaldo Vilela, lançar livros como esse é uma obrigação da instituição. “É uma alegria e um privilégio poder contribuir com o registro de histórias de vidas tão importantes para a ciência como a de Israel Vargas. Pretendemos lançar outras biografias de personalidades que contribuíram com o crescimento da ciência, tecnologia e inovação do país”, defende Vilela.

A negociação do fator preço

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Carlos Eduardo Dalto, do Instituto MVC

E se a questão for preço? Essa, sem dúvida, é uma das questões recorrentes de toda negociação comercial, convenção de vendas ou mesmo de uma simples conversa telefônica entre o gerente comercial e seu vendedor. E a afirmativa é sempre a mesma: o concorrente está com preços mais competitivos que os nossos!

Aí pergunto: É preciso equiparar meu preço ao da concorrência para vender? Claro que não! Um importante posicionamento na atuação comercial é mudar o foco do argumento “preço” para o argumento “não-preço” no momento da negociação.

Quando caímos nas armadilhas dos compradores e negociamos “preço”, deixamos de focar a atenção nos atributos de nossos produtos e empresas (qualidade, garantia, assistência técnica, etc.). Como consequência, os esforços desenvolvidos para agregar valor vão pelo ralo e deixam de surtir o efeito desejado. Nesse momento, cria-se um círculo vicioso, pois ao reduzir preços, reduz-se, na sequência, o valor percebido pelos clientes, o valor agregado em produtos e serviços e as margens das empresas.

Segundo o renomado consultor e conferencista em preços, o neozelandês Ian Brooks, “a arte de fazer dinheiro é persuadir os clientes a pagarem mais pelos seus produtos e serviços”. É o truque de levar os clientes a darem preferência ao que você oferece, em detrimento de seus concorrentes.

A lógica é: ao reduzir as margens, vamos precisar vender cada vez mais por menos e, consequentemente, rentabilizar menos as empresas. O gerente de vendas deve incutir esses conceitos em sua equipe comercial para fazer frente à batalha de preços travada em vendas.

É uma mudança na forma de pensar e agir sob o prisma de:

  • A empresa desenvolve os elos estratégicos com seus clientes? 
  • A equipe está focada nos critérios de vantagem competitiva a serem reforçados nas negociações?

Para responder adequadamente às pressões de mercado sobre preços, as empresas precisam transformar seus vendedores em verdadeiros especialistas, capazes de solucionar problemas de seus clientes. A criação e a manutenção de relacionamentos duradouros com clientes e uma equipe capacitada em argumentar benefícios nas negociações ainda continuam como o melhor caminho para aumentar as vendas e diminuir a pressão de abordagens equivocadas sobre os preços.

Qualidade da água em 111 rios do país

poluicaoUm levantamento com a medição da qualidade da água em 111 rios, córregos e lagos de cinco estados brasileiros e o Distrito Federal – o mais amplo até hoje coordenado pela Fundação SOS Mata Atlântica – revelou que 23,3% apresentam qualidade ruim ou péssima. Os dados foram coletados entre março de 2014 e fevereiro de 2015, em 301 pontos de coleta distribuídos em 45 municípios.

A análise inclui o monitoramento realizado em 25 rios da cidade de São Paulo e 12 da cidade do Rio de Janeiro. A situação é preocupante, visto que a poluição diminui ainda mais a oferta de água para consumo da população.

A lista completa de rios e pontos avaliados está disponível no link http://bit.ly/Agua2015. Dos resultados medidos, 186 pontos (61,8%) apresentaram qualidade da água considerada regular, 65 (21,6%) foram classificados como ruins e 5 (1,7%) apresentaram situação péssima.

Apenas 45 (15%) dos rios e mananciais mostraram boa qualidade – aqueles localizados em áreas protegidas e que contam com matas ciliares preservadas. Nenhum dos pontos analisados foi avaliado como ótimo.

No Estado de São Paulo, dos 117 pontos monitorados, 5 (4,3%) registraram qualidade de água boa; 61 (52,1%) foram avaliados com qualidade regular, enquanto que 46 (39,3%) estão em situação ruim e 5 (4,3%) péssima. Já entre os 175 pontos analisados nos municípios do Rio de Janeiro, 39 apresentaram água boa (22,3%), a maioria (120 pontos) está em situação regular (68,6%), e 16 tiveram índice ruim (9,1%).

Na cidade do Rio de Janeiro, os indicadores aferidos revelam uma piora na qualidade da água. Dos 15 pontos em que a coleta foi realizada na área urbana, somente 5 (33,3%) apresentaram qualidade regular e os outros 10 pontos (66,7%) registraram qualidade ruim. Em 2014, 9 pontos tinham qualidade regular (60%) e 6 ruim (40%). Nenhum dos pontos analisados apresentou qualidade boa ou ótima.

“Esses indicadores revelam a precária condição ambiental dos rios urbanos monitorados e, somados aos impactos da seca, reforçam a necessidade urgente de investimentos em saneamento básico. A falta da água na região sudeste é agravada pela indisponibilidade decorrente da poluição e não apenas da falta de chuvas. Rios enquadrados nos índices ruim e péssimo não podem ser utilizados para abastecimento humano e produção de alimentos, diminuindo bastante a oferta de água”, alerta Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das Águas da Fundação SOS Mata Atlântica.

Outros quatros estados tiveram rios e córregos analisados neste levantamento. Em Minas Gerais, o rio Jequitinhonha, na altura do município de Almenara, apresentou situação regular. Já o rio Mutum, na cidade de Mutum, e o córrego São José, em Bicas, estão em situação ruim.

No Rio Grande do Sul, foram analisados a Lagoa do Peixe (qualidade boa), Rio Tramandaí (regular) e Lago Guaíba, na altura da Barra do Ribeiro (ruim). Em Brasília, a análise de dois pontos do Córrego do Urubu apresentou qualidade regular. Já em Santa Catarina, o Rio Mãe Luiza, na cidade de Forquilhinha, está em situação regular.

Na comparação com os pontos coletados no levantamento anterior, realizado pela SOS Mata Atlântica no período de março de 2013 a fevereiro de 2014, a cidade do Rio de Janeiro, que teve 15 pontos analisados no último levantamento, apresentou aumento de amostras com qualidade ruim, de 40% para 66,7%. São Paulo, por outro lado, reduziu de 74,9% para 44,3% o número de pontos de coleta com qualidade ruim ou péssima, apresentando alta de 25% para 55,4% as amostras com qualidade regular ou boa.

 

Resultados – Cidade do RJ

IQA 2014

IQA 2015

ÓTIMA

0

0,0%

0

0,0%

BOA

0

0,0%

0

0,0%

REGULAR

9

60,0%

5

33,3%

RUIM

6

40,0%

10

66,7%

PÉSSIMA

0

0,0%

0

0,0%

TOTAL

15

100%

15

100%

 

Resultados – Cidade de SP

IQA 2014

IQA 2015

ÓTIMA

0

0,0%

0

0,0%

BOA

0

0,0%

1

2,7%

REGULAR

9

25,0%

19

52,7%

RUIM

23

63,8%

15

41,6%

PÉSSIMA

4

11,1%

1

2,7%

TOTAL

36

100%

36

100%

 

Segundo Malu Ribeiro, a seca em São Paulo diminui o escoamento de poluentes para os rios, refletindo na redução de pontos de coleta com qualidade ruim ou péssima: “A falta de chuvas na capital paulista teve um impacto positivo na qualidade da água dos córregos e rios urbanos que não receberam a chamada poluição difusa, responsável por cerca de 40% dos poluentes que contaminam os corpos hídricos após as chuvas que lavam as cidades. Com a seca, os pontos monitorados deixaram de receber resíduos sólidos ou lixo, sedimentos com solos contaminados, foligem de veículos e materiais particulados. Embora o volume de água tenha diminuído nesses rios durante os meses prolongados de seca, a coleta e o tratamento de esgotos nessas microbacias de São Paulo contribuíram para que a condição de qualidade da água passasse a ser melhor”, explicou.

Nos rios da capital carioca ocorreu o processo inverso, “devido à falta de investimentos em saneamento básico e ao aumento de resíduos sólidos descartados nas margens de rios e de esgotos, que se concentraram nos pontos de coleta dos rios com baixa vazão”, assinalou Malu. Segundo a coordenadora, as altas temperaturas na região também favoreceram a formação de algas que consomem o oxigênio da água, provocando aumento no odor e a rápida perda da qualidade, com agravamento da poluição.

Os municípios do Estado de São Paulo também tiveram melhora na qualidade dos rios analisados. Entre os 53 pontos de coleta em rios paulistas que foram analisados nos dois estudos, o percentual de amostras com qualidade regular subiu de 30,2% para 50,9%.

Malu Ribeiro esclareceu que, dependendo da qualidade da água, os rios podem ser melhor aproveitados pela população. “Os rios em São Paulo que registraram indicadores na faixa regular poderão ter o seu enquadramento, com base na legislação que trata da qualidade da água, fixado em rios de classe 3 e 2, cujas águas podem ser utilizadas para usos múltiplos. É isso que a sociedade espera conseguir conquistar para os rios urbanos: águas saudáveis. Isso ocorreu onde as populações se engajaram na conservação de pequenas faixas ciliares ou áreas verdes, no cuidado com a destinação correta de resíduos sólidos e na cobrança sistemática da coleta e tratamento de esgotos”.

A Fundação SOS Mata Atlântica acredita que, para enfrentar a crise da água e melhorar a qualidade de vida nas cidades, é essencial recuperar os rios urbanos com investimentos e avanços nos índices de tratamento de esgoto, gestão dos resíduos sólidos e recuperação das áreas de preservação permanente. “Um exemplo foi encontrado no monitoramento realizado: o indicador mais surpreendente foi registrado junto a uma nascente no bairro da Pompéia, em São Paulo, que melhorou a qualidade da água para boa após a comunidade ter promovido a recuperação do seu entorno”, finalizou Malu.

A coleta para o levantamento, que têm como base a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), é realizada por meio de um kit desenvolvido pelo programa Rede das Águas, da SOS Mata Atlântica, que possibilita uma metodologia para avaliação dos rios a partir de um total de 16 parâmetros, que incluem níveis de oxigênio, fósforo, o PH e aspecto visual. O kit classifica a qualidade das águas em cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 26 pontos), regular (de 27 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).

Prepare a pipoca! Aprenda MASP vendo um filme

CURSO TÉCNICO PELA INTERNET

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Disponível pela Internet

O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis.

A estória de Lorenzo Odone, contada no filme O Óleo de Lorenzo, é um recurso extremamente rico para aprender a resolver problemas complexos e aparentemente sem solução.

Claudemir Oribe

Estudar e aprender a resolver um problema complexo pode ser mais divertido do que possa aparentar. O filme O Óleo de Lorenzo é um recurso riquíssimo, pois nele é possível ver um processo de resolução sob vários pontos de vista. Depois de aprender o método, o interessado pode assistir ao filme e nele há muito que observar e aprender.

O filme conta a estória verídica de Lorenzo, um menino de pai Italiano e mãe americana que, depois de voltar aos EUA após uma temporada morando na África, ele foi diagnosticado com uma doença degenerativa do cérebro, chamada ALD ou Adrenoleucodistrofia[i]. Na época em que se passa a estória, na década de 80, não havia cura e nem tratamento desenvolvidos e a morte, em até 24 meses, era inevitável para toda criança diagnosticada com a doença.

Ao assistir a estória, narrada com perfeição pelo diretor e com atuação magnífica dos intérpretes, é possível observar a aplicação de um método científico, a questão do rigor científico, às barreiras enfrentadas e superadas durante a análise do problema e o comportamento das protagonistas.

O método científico de resolução de problemas é muito bem ilustrado. Pode-se observar claramente a identificação do problema pela observação dos sintomas[ii]. Os pais desconfiaram de várias coisas e procuraram vários médicos até que um deles identificou o mal corretamente. Se isso não acontecesse, o menino poderia ter morrido, tentando terapias que certamente seriam mal sucedidas. Na etapa de Análise, os pais foram procuram informações para compreender o mecanismo da doença por meio da formulação de hipóteses sobre como ela agia no cérebro do seu filho. As explicações custaram a aparecer e só foram reveladas depois de muitas seções de estudo e discussões com médicos e especialistas. Duas hipóteses foram formuladas e testadas, sendo que apenas a segunda possibilitou um efeito mais eficaz.

Do ponto de vista metodológico é possível assistir a formulação de uma solução, a confirmação da eficácia da solução por meio de um experimento controlado, a implementação da solução, a verificação dos resultados, a padronização e o planejamento de ações remanescentes para outras crianças que portavam a doença e, também para dar continuidade às pesquisas e melhorar a solução encontrada[iii].

Embora o método científico tenha sido aplicado, isso não aconteceu de forma harmônica. Muitos embates metodológicos aconteceram entre os pais e o médico – Dr. Nikolay interpretado por Peter Ustinov – pois o pesquisador era obrigado a seguir o método com rigor devido aos riscos humanos que sua ausência implicaria. No entanto, os experimentos demandariam anos, talvez décadas, tempo que Lorenzo definitivamente não possuía. Os pais tinham que recorrer a riscos maiores, pois o tempo (sim sempre ele…) estava se esgotando e a saída era se valer de uma abordagem experimental[iv] mais ousada, sobre o próprio filho. É possível observar como o tempo acaba determinando a abordagem e como o método pode ser flexibilizado desde que utilizado dentro de premissas e hipóteses plausíveis.

Quanto às barreiras, o solucionador de problemas encontrará no filme a referência de que precisa para constatar que não basta boas intenções e disposição, mesmo que extrema. As dificuldades estão por todo o lado, mesmo naqueles que, em princípio deveriam colaborar. O maior problema é a falta de informação, pois tratava-se de algo novo e o pouco que existia estava fragmentado entre poucos especialistas ao redor do mundo. Tiveram que recorrer à biblioteca e, mesmo sendo leigos, estudar bioquímica[v]. O estresse da situação provoca conflitos. O casal Odone briga com a tia do menino, com o médico, com enfermeiras, com a associação de pais de portadores da doença e até entre si. O óleo que precisam, e que pode salvar seu filho, nunca tinha sido produzido antes. Depois de procurar por mais de uma centena de laboratórios, acabam encontrando um na Inglaterra que se dispõe a sintetizá-lo. Tudo é dificílimo e extremamente trabalhoso. Eles correm o risco de experimentar o óleo no filho, e talvez até antecipar sua morte, mesmo diante da recusa do médico de continuar colaborando[vi].

Finalmente e talvez uma das maiores lições a tirar, é o comportamento obstinado do casal Odone. Movidos por um amor singular pelo filho e dispostos a qualquer coisa para salvá-lo, eles vencem barreiras cognitivas e perseguem a compreensão do processo que desencadeia a doença e a busca de uma solução inovadora[vii], como se fossem salvar a própria vida. A motivação necessária à resolução de um problema complexo é ilustrada ao extremo nessa estória real, emocionante e educativa que, não apenas ensina, mas nos enche de entusiasmo para tentar protagonizar uma experiência de vida ao menos em parte semelhante. A estória é tão rica que vale a pena assistir várias vezes para extrair a lição contida em cada cena. É diversão e aprendizado garantido. E com pipoca fica melhor ainda!

Claudemir Oribe é mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

Referências

O ÓLEO DE LORENZO. Direção: George Miller. Produção: Doug Mitchel e George Miller. Intérpretes: Nick Nolte; Susan Saradon; Peter Ustinov; Zack O’Malley Greenburg e outros. Roteiro: George Miller e Nick Enright. Los Angeles: Universal Studios, 1992. 1 DVD (129 min.), Color.

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

ORIBE, Claudemir Y. Como Resolver Problemas de Forma mais Prática: o MASP experimental. Revista Banas Qualidade, São Paulo: Editora EPSE, n. 256/64, outubro de 2013. p. 78.

MAGALHÃES, Helvécio Patrocínio de. O Método Científico Ilustrado no Filme O Óleo de Lorenzo. In. MAGALHÃES, Helvécio Patrocínio de. Uma investigação sobre métodos para solução de problemas na ótica da engenharia: análise da teoria e da prática. Belo Horizonte, 2005. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Produção) – Escola de Engenharia, UFMG. Cap. 2.3. p. 30-34. Disponível em: http://www.dep.ufmg.br/pos/defesas/diss133.pdf. Acesso em: 23/02/2007.

The Mielin Project. Disponível em http://www.myelin.org/. Acessado em 05/03/2015.

i] A ALD, é uma doença genética rara, que é transmitida por mulheres portadoras e que afeta apenas os filhos homens. Na ALD provoca um acúmulo excessivo de ácidos graxos de cadeia muito longa (AGCML) constituídos de 24 ou 26 átomos de carbono em tecidos corporais, sobretudo no cérebro e nas glândulas adrenais. A consequência disso é a destruição da camada de mielina, o revestimento das células nervosas, o que afeta a transmissão de impulsos nervosos, levando o cérebro a perder suas funções.

[ii] A observação aconteceu antes da identificação do problema como parte deste. Diante do pouco tempo, nenhum cronograma foi feito, embora o prazo tenha sido monitorado constantemente. O casal Odone partiu e se dedicou com afinco à Análise depois da identificação do problema.

[iii] Depois de vencida a progressão da doença, Augusto Odone iniciou o projeto mielina, para fomentar pesquisas visando recuperar as células nervosas já destruídas. Ver The Mielin Project.

[iv] Ver Oribe, 2013.

[v] Esse trecho ilustra bem como os usuários de MASP precisam preencher as lacunas de conhecimento, aprendendo sobre o que já existe e desenvolvendo soluções novas, se for o caso. Isso faz do caso um exemplo de inovação.

[vi] Lorenzo Odone morreu de pneumonia com 30 anos, 26 anos após ser diagnosticado com a doença.

[vii] Por este feito, Augusto Odone, pai de Lorenzo recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Stirling.

Medidores eletrônicos de energia elétrica são obrigados a cumprir as normas técnicas

A TARGET ESTÁ NO FACEBOOK

Acesse https://www.facebook.com/target.normas

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A ideia central da Target em utilizar o Facebook é que os usuários e clientes possam interagir com a Equipe Target, criando-se, assim, um verdadeiro fórum para debater gestão da qualidade, meio ambiente, normalização, metrologia, etc. Todos os comentários serão respondidos ou solucionados quando houver problemas apontados. Também você pode receber o Boletim Target, semanalmente, bastando efetuar o cadastro na própria página da Target do Facebook.

A Target pretende criar vários eventos via Facebook para os seus seguidores, como, por exemplo, descontos em coleção de normas técnicas, sorteios de participação gratuita em cursos presenciais ou pela internet. Por isso, os amigos da Target terão várias vantagens. Não percam esta oportunidade.

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Definidos como um medidor de energia elétrica estático no qual a corrente e a tensão agem sobre elementos de estado sólido (componentes eletrônicos) para produzir uma informação de saída proporcional à quantidade de energia elétrica medida, esses equipamentos, também chamados de medidores inteligentes, segundo seus defensores, proporcionam uma série de benefícios para os consumidores de energia, como a criação de condições para difundir a microgeração distribuída, ou seja, a possibilidade de que consumidores também atuem como pequenos geradores de fontes alternativas de energia.

Conforme a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), isso permitirá, ainda, algumas facilidades ao consumidor, como o contato remoto do medidor com a central de controle da distribuidora, permitindo que problemas de qualidade ou de interrupção no fornecimento de energia sejam comunicados automaticamente à concessionária, ensejando medidas corretivas mais rápidas. Outro ponto positivo é o fim da leitura presencial do medidor, o que significa mais praticidade e segurança para o consumidor. Na esteira das medidas pelo uso mais consciente de energia, o medidor eletrônico permitirá ao consumidor, por exemplo, beneficiar-se de descontos e tarifas mais baratas em horários de menor demanda.

As distribuidoras deverão oferecer os medidores eletrônicos aos seus consumidores. Haverá dois tipos de equipamentos, sendo que o primeiro, a ser instalado sem ônus, permitirá ao consumidor aderir à tarifa branca (estrutura tarifária que varia de acordo com faixas horárias de consumo). O outro modelo de medidor, mais completo, oferecerá acesso a informações específicas individualizadas sobre o serviço prestado, sendo que a instalação poderá ser cobrada pela distribuidora.

Esses produtos precisam ser fabricados conforme as normas técnicas. A NBR 14521 de 11/2011 – Aceitação de lotes de medidores eletrônicos de energia elétrica – Procedimento especifica os requisitos para a aceitação de lotes de medidores eletrônicos de energia elétrica, monofásicos e polifásicos, de índices de Classe A, B, C e D e é aplicada a medidores novos e a medidores reparados. A NBR 14519 de 11/2011 – Medidores eletrônicos de energia elétrica – Especificação especifica os requisitos aplicáveis a medidores eletrônicos, monofásicos e polifásicos, de índices de Classe A, B, C e D, para a medição de energia elétrica em corrente alternada encerrados em um mesmo invólucro. E a NBR 14520 de 11/2011 – Medidores eletrônicos de energia elétrica – Método de ensaio especifica métodos de ensaio para medidores eletrônicos monofásicos e polifásicos de índices de Classes A, B, C e D de medição de energia elétrica, especificados na NBR 14519.

Esse equipamento pode ser definido como um medidor de energia elétrica estático no qual a corrente e a tensão agem sobre elementos de estado sólido (componentes eletrônicos) para produzir uma informação de saída proporcional à quantidade de energia elétrica medida. O modelo do medidor de energia elétrica de tecnologia eletrônica é definido pelas seguintes propriedades metrológicas: grandezas medidas (energia ativa, reativa, demanda, etc.); tecnologia de elemento(s) sensores(es) de tensão; c) tecnologia de elemento(s) sensores(es) e de corrente; valor da corrente máxima; princípio de medição; e tecnologia de mostrador (eletrônico/eletromecânico).

Os medidores devem ser projetados e construídos de modo que evitem gerar perigo quando em uso, de modo a assegurar especialmente a segurança pessoal contra choques elétricos e os efeitos de temperaturas excessivas, a proteção contra a propagação de fogo, a proteção contra a penetração de objetos sólidos, poeira e água. Todas as partes sujeitas à corrosão devem ser devidamente protegidas. Qualquer revestimento protetor não pode ser passível de danos por manuseio normal nem de danos causados pela exposição ao ar ambiente.

Os medidores devem ter condições de suportar a radiação solar sem degradar significativamente os materiais. Os medidores de encaixe ou de embutir devem seguir esta norma no que se refere à especificação, exceto a: dimensões, características da base, terminais, elementos de fixação, tampa, pentes de calibração, dispositivos de selagem e outras características especiais.

Enfim, esses medidores, conforme ressaltam seus defensores, também chamados de smart meters, representam uma nítida evolução em relação aos medidores eletromecânicos e eletrônicos tradicionais, por possuir funcionalidades como registrar medições em faixas de horários com tarifas diferenciadas, permitindo ao consumidor programar a utilização de determinados eletrodomésticos ao longo do dia, o que resulta na racionalização do consumo de energia elétrica. As suas vantagens adicionais incluem uma maior proteção contra fraudes e a possibilidade de utilização de pré-pagamento.

Assim, os medidores eletrônicos tem capacidade de processamento, armazenamento e comunicação, que vão muito além da mensuração de consumo. Eles permitem a troca de informação em tempo real e de forma bidirecional entre a empresa de eletricidade e o usuário final, e ainda o monitoramento da qualidade da energia. Tecnicamente, esses equipamentos possuem precisão de 1%, possibilitada principalmente pelo fato de não existirem limitações mecânicas nos elementos envolvidos no processo de medição e registro, e pela possibilidade de empregar sensores de alta precisão.

A revisão da ISO 9001:2015

Segundo ­ Luiz Carlos Nascimento (lcdnascimento@uol.com.br), coordenador técnico do ABNT/CB 25, o ­processo de revisão da norma ISO 9001:2008 entra no seu estágio final. Na semana de 16 a 20 de fevereiro de 2015, o Grupo de Trabalho ISO/TC176/SC2/WG24, responsável pela revisão da principal norma de gestão da qualidade da ISO, reuniu-se em sessão plenária na cidade de Vilnius, Lituânia, para concluir a análise dos mais de 3.000 comentários apresentados à etapa DIS e incorporar as modificações consideradas adequadas pelos representantes dos países participantes.

Ele acrescenta que se reuniu, em paralelo ao WG24, o TC176/SC1 que trata da terminologia. A análise dos comentários relativos ao estágio DIS havia sido iniciada em novembro passado, quando o WG24 se reuniu em Galway, Irlanda.

O Brasil enviou em torno de 70 comentários ao DIS, resultado da consolidação de mais de 300 comentários elaborados no Brasil com a participação direta de mais de 150 pessoas que integraram grupos de trabalho regionais e setoriais ou que compareceram aos seminários que promovemos em vários estados. “Nesta reunião, além dos comentários relativos ao DIS, foram também analisados os inputs do processo de validação, concluído apenas após a reunião de Galway. Várias e significativas modificações foram promovidas na versão DIS e alguns ajustes ainda serão necessários para dar conta de questões editoriais relativas ao texto, à estrutura, aos desvios em relação ao anexo SL e eventuais ajustes em função de alterações na terminologia realizadas pelo SC1”, explica Nascimento.

Entre as alterações promovidas inclui-se a remoção das quase 14 páginas com as definições da cláusula 3 – Termos e definições. Em seu lugar foi incluída uma referência à norma ISO 9000 que trata desses termos. Também foi incorporada à definição uma referência aos Princípios de Gestão da Qualidade, sobre os quais se fundamenta a norma ISO 9001. Com isso, foi excluído o anexo B. Também foram modificados os anexos A e C. Houve também ajustes de estrutura com mudanças de cláusulas, além de mudanças no conteúdo de alguns requisitos.

Caso essas alterações possam ser feitas pelos editores sem implicação técnica, o documento deverá ser emitido para votação pelos países membros como FDIS, caso contrário volta para a coordenação do WG24 e, se necessário, à reconsideração por todo o Grupo de Trabalho. Na votação do FDIS não há mais possibilidade de se apresentar comentários. Caso o FDIS seja aprovado, segue-se a sua publicação imediata como Norma Internacional.

A expectativa é que o FDIS seja aprovado e que a ISO 9001:2015 seja emitida ainda em 2015, por volta de setembro, como previsto no programa de trabalho. “Depois do grande envolvimento que tivemos na elaboração dos comentários nacionais, o ABNT/CB-25 já tem planejados seminários, workshops, cursos e outros eventos para a divulgação da nova edição da norma, além de artigos e notícias em nosso site, revistas especializadas e outros meios de divulgação”, conclui.

Fuja de dietas e receitas genéricas para emagrecer

Curso ambiental

Metodologia para Identificação e Classificação de Aspectos e Impactos Ambientais, Conforme NBR ISO 14001 – Disponível pela Internet

Possibilitar ao participante a identificação dos aspectos e impactos ambientais, e elaborar o LAIA – Levantamento de Aspectos e Impactos Ambientais de sua organização conforme a norma NBR ISO 14001.

Encontre o melhor método para você emagrecer trabalhando em conjunto o seu equilíbrio emocional para não se sabotar e desistir no meio do caminho.

“Quer emagrecer? Siga dieta ‘x’ que ‘x’ atriz fez e perdeu 10 kg em um mês!”. Quem nunca viu essas frases? É só ir à banquinha mais próxima ou abrir algum site feminino de variedades que palavras como essas estarão escritas. O problema é que nem sempre ressaltam que dietas malucas e genéricas não funcionam da mesma forma para todos.

Além disso, essas matérias tratam exclusivamente do físico, deixando de lado uma parte extremamente importante no emagrecimento saudável: as causas emocionais e psicológicas que te fazem engordar. “Muitas pessoas seguem dietas de forma correta e praticam exercícios regularmente, porém, ainda assim, quando sobem na balança não emagreceram o que queriam. Por que isso acontece? Porque elas não estão dando a devida atenção a algumas coisas que existem em sua cabeça (pensamentos, ideias, crenças) que podem estar, seguramente, bloqueando o emagrecimento definitivo.” É isso o que explica Cintia Seabra, Master Coach e Psicóloga Clínica que trabalha especialmente com o público que deseja emagrecer e já tentou de tudo mas que não obteve sucesso na empreitada.

Seabra lembra que as pessoas emagrecem de formas diferentes e que a maior parte dos serviços e produtos voltados para o emagrecimento não consideram a individualidade das pessoas, sua rotina, sua história de vida e sua personalidade. “Essa preocupação com o indivíduo só será encontrada quando a pessoa procura algum especialista no assunto, que poderá fazer as melhores perguntas para que a pessoa com sobrepeso/obesidade encontre as melhores respostas dentro dela.

“É alarmante o número de pessoas que investem ‘rios de dinheiro’ em nutricionistas, academias, remédios, programas estéticos e de emagrecimento dos mais variados e por fim, não conseguem levar adiante o objetivo de alcançar o peso desejado. Sabe por quê? Elas desistem no meio do caminho! Não é que elas fracassam, elas simplesmente desistem por não terem preparado a cabeça para o processo de emagrecimento”. comenta a coach.

A ansiedade e o nervosismo, por exemplo, são dois fatores altamente importantes que podem prejudicar o emagrecimento – e muitas vezes passam despercebidos por profissionais que só trabalham com a parte física ou pela própria pessoa que está infeliz com o seu peso e decide seguir alguma dieta “da moda”. “A pessoa não consegue emagrecer, fica nervosa/ansiosa e, para matar essa ansiedade, o que ela faz? Ela ataca a geladeira. Essa é uma história comum que vejo acontecer diariamente: pessoas que descontam seus problemas e insatisfações com a vida na comida. Dessa forma realmente fica mais difícil alcançar o objetivo traçado: ter o corpo desejado”, ressalta Seabra.

“Por isso, antes de tudo, é preciso estar mentalmente saudável e entender que o emagrecimento começa pela cabeça. “A partir do momento em que a pessoa toma consciência da importância daquilo que ela pensa, acredita e sente, este desafio de emagrecer de vez, fica bem mais facilitado. Na verdade, aquilo que ela via como barreira ou bloqueio para seguir adiante e driblar o ponteiro da balança, não vai mais existir. E o melhor: ela não irá mais desistir no meio do caminho, ela agora terá reprogramado sua mente para emagrecer de forma definitiva”, conclui a especialista.

As tendências da automatização industrial

CURSO TÉCNICO PELA INTERNET

Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis de acordo com a Revisão da Norma ABNT NBR 17505 – Disponível pela Internet

O curso visa a orientação de todo o pessoal envolvido no Projeto, na Construção, na Aprovação de Licenças e na Fiscalização de Instalações voltadas para o Armazenamento de Líquidos Inflamáveis e Combustíveis.

Alexandre Watanabe – awa@certi.org.br, engenheiro de desenvolvimento da Fundação Certi; Jefferson Luiz Ramos Melo jrl@certi.org.br, coordenador de sistemas fabris inteligentes da Fundação Certi; e Guilherme Valença da Silva Rodrigues – gro@certi.org.br, coordenador de novos negócios – CR da Fundação Certi

Mergulhados nos contextos históricos de (re)evoluções industriais transcorridos na era moderna, incluindo nesse breve período de tempo as inovações mais recentes em automação industrial, encontramo-nos hoje em um ponto crítico desta linha do tempo. Necessariamente, muitas perguntas surgem aos empresários, em uma janela de tempo cada vez menor para tomadas de decisões estratégicas fomentadas pela alta velocidade de acesso às informações.

Para onde vai o mercado? Como se adaptar às velocidades crescentes e às novas tendências de mercado? Como as soluções em automação de processos industriais poderão permitir maior controle e eficiência em processos produtivos?

Algumas respostas a essas perguntas passam por resolver novas questões de tecnologia e inovação: necessita-se desenvolver capacidade de integrar diferentes sistemas, precisa-se resolver o acesso a grandes volumes de informação e dispositivos e equipamentos fabris precisam se comunicar. A lista de necessidades segue crescendo e a partir dessa informação é possível derivar as principais tendências e tecnologias que estão sendo incorporadas na automação industrial para atender esses requisitos. (Figura 1)

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

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O conceito de Manufatura Avançada ou Manufatura 4.0 vem sendo desenvolvido por iniciativas americanas e europeias, em especial na Alemanha. Esta nova visão de manufatura representa a chamada 4ª Revolução Industrial onde a Internet das Coisas, Big Data e Serviços de computação da nuvem ajudam a criar redes de objetos inteligentes que se comunicam e permitem ao gerenciamento de processo de uma maneira independente. A interação dos objetos reais com o mundo virtualizado é cada vez mais transparente e habilita a existência de sistemas de produção descentralizados. (Figura 2)

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Este novo conceito, em resumo, prega que os equipamentos de uma linha de produção não apenas “processam” um produto, mas sim, interagem com a produção para saber exatamente o que e como fazer. Em termos de pesquisa e inovação tecnológica, o conceito de Manufatura 4.0 ou Manufatura Avançada é sem dúvida o próximo ponto de parada da indústria.

A chamada 4ª Revolução Industrial tem o objetivo de criar fábricas inteligentes utilizando conceitos e tecnologias como: IoT, big data, sistemas cyberfísicos, entre outros. Altamente necessária para a implantação deste conceito fabril é a integração da informação através de sistemas inteligentes, onde as máquinas tem capacidade de se comunicar com as outras e a informação é disseminada de maneira completa. (Figura 3)

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A Fundação Certi, alinhada com as necessidades de resolver as questões pontuais que estes desafios já colocam ao mercado e visando a otimização dos processos fabris através da automação industrial, possui know-how e desenvolve aplicações nos temas citados: aplicações do RFID na indústria, aliado à IoT; gerenciamento de ativos através da utilização de sistemas de manutenção preditiva; e soluções que visam integrar os diversos setores de uma fábrica gerando indicadores em tempo real para auxílio nas tomadas de decisão.

A tecnologia RFID já é hoje amplamente utilizada em diversos setores e em múltiplas aplicações. Desde simples rastreabilidade onde os Chips são constantemente lidos durante a linha de produção para gerar indicadores de produtividade, como também em sensoriamento inteligente, onde os chips RFID mantém um constante monitoramento de alguma variável (temperatura, por exemplo) para garantir que um determinado produto nunca ultrapasse certa temperatura durante seu transporte.

De uma maneira geral, o Brasil já possui diversos fornecedores de tags RFID, bem como de seus leitores. Porém não há tecnologia nacional para fabricação dos mesmos. Nos últimos anos, através de projetos estruturantes, como o Brasil-ID, trabalha-se a proposta de desenvolvimento e fabricação de equipamentos leitores nacionais.

O conceito do IoT é conectar na rede todos os dispositivos industriais, permitindo o gerenciamento remoto. Os grandes fabricantes do mercado procuram cada vez mais explorar a tecnologia e desenvolver plataformas interoperáveis para incorporá-la em seus produtos.

Uma breve análise de dados secundários já impressionam quanto à grande abertura e viabilidade econômica que este crescente mercado pode fomentar. Estima-se hoje (2015) que 85% de todos os dispositivos eletroeletrônicos fabricados no mundo ainda não estão ligados à internet, correspondendo a um universo aproximado de 1,5 bilhões de dispositivos conectados.

A previsão é que até 2020 serão 50 bilhões, promovendo um cenário onde haverão mais dispositivos ligados à internet do que pessoas na terra. Todo o desenvolvimento da infra para a IoT deverá ser um mercado na casa dos trilhões de dólares sem o qual não será possível ter cidades smart, indústrias smart e equipamentos smart, estando todos, claro, ligados à nuvem.

As tecnologias de computação em nuvem estão sendo utilizadas na automação industrial para obter um melhor aproveitamento de espaço de armazenamento e poder de processamento dos recursos disponíveis. O uso dessa tecnologia já é uma realidade nas empresas e permite ganhos de eficiência, mobilidade, produtividade nos negócios. Junto com a IoT, será possível criar novos mercados e expandir novas tendências, entre as muitas ideias já em desenvolvimento, cita-se veículos conectados, diversos serviços de varejo, geração de energia, agricultura de precisão, etc.

Percebendo a tendência atual de demandas cada vez mais rápidas, customizadas e de todas as partes do mundo, faz-se necessário adequar os ambientes fabris para atender às expectativas dos clientes. A maioria das empresas no Brasil ainda não está em um patamar que permita uma resposta ágil a estas novas condições. Neste sentido, se não houver um grande investimento na busca de atualização tecnológica, o parque fabril brasileiro ficará exposto à competição externa e perderá o domínio que possui em determinados segmentos.

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