Os requisitos para a acreditação na NBR ISO 10012:2004 (Parte 3 – final)

metrologia37.2.3 Realização do processo de medição

O processo de medição deve ser realizado sob condições controladas projetadas para atender aos requisitos metrológicos. As condições a serem controladas devem incluir: a) o uso de equipamento comprovado, b) aplicação de procedimentos de medição validados, c) a disponibilidade das fontes de informações requeridas, d) manutenção das condições ambientais requeridas, e) o uso de pessoal competente, f) o relato adequado dos resultados, g) a implementação de monitoramento como especificado.

7.2.4 Registros de processos de medição

A função metrológica deve manter registros para demonstrar conformidade com os requisitos do processo de medição, incluindo: a) uma descrição completa dos processos de medição implementados, incluindo todos os elementos (por exemplo, operadores, qualquer equipamento de medição ou padrões de verificação) usados e as condições de operação pertinentes; b) os dados pertinentes obtidos dos controles do processo de medição, incluindo qualquer informação pertinente à incerteza de medição; c) quaisquer ações tomadas como um resultado de dados do controle do processo de medição; d) a (s) data(s) na(s) qual(is) foi conduzida cada atividade de controle do processo de medição; e) a identificação de quaisquer documentos de verificação pertinente; f) a identificação da pessoa responsável por prover a informação para os registros; g) as habilidades (requeridas e alcançadas) do pessoal.

Orientação

Para os propósitos de registro, identificações por lote podem ser adequadas para itens de consumo usados em controle de processo de medição. A função metrológica deve assegurar que somente a pessoas autorizadas é permitido gerar, emendar, emitir ou apagar registros.

7.3 Incerteza de medição e rastreabilidade

7.3.1 Incerteza de medição

A incerteza de medição deve ser estimada para cada processo de medição abrangido pelo sistema de gestão de medição (ver 5.1).

Estimativas da incerteza devem ser registradas. A análise das incertezas de medição deve ser completada antes da comprovação metrológica do equipamento de medição e da validação do processo de medição. Todas as fontes conhecidas da variabilidade de medição devem ser documentadas.

Orientação

Os conceitos envolvidos e os métodos que podem ser usados na combinação dos componentes de incerteza e a apresentação dos resultados são apresentados no “Guia para a expressão de incerteza em medição” (GUM). Outros métodos documentados e aceitos podem ser usados. É possível que alguns componentes de incerteza sejam pequenos comparados com outros componentes, o que poderia tornar injustificável sua determinação detalhada sob aspectos técnicos ou econômicos. Desta forma, recomenda-se que a decisão e a justificativa sejam registradas. Em todos os casos, recomenda-se que o esforço dedicado na determinação e registro de incerteza de medições seja compatível com a importância dos resultados de medição para a qualidade do produto da organização. O registro de determinações de incerteza pode tomar a forma de “declarações genéricas” para tipos similares de equipamento de medição, com contribuições sendo adicionadas para processos de medição individuais. Recomenda-se que a incerteza de um resultado de medição leve em conta, entre outras contribuições, a incerteza da calibração do equipamento de medição. O uso apropriado de técnicas estatísticas para análise dos resultados de calibrações prévias e para a avaliação dos resultados de calibrações de vários itens similares de equipamento de medição pode auxiliar na estimativa de incertezas.

7.3.2 Rastreabilidade

A gestão da função metrológica deve assegurar que todos resultados de medição sejam rastreáveis às unidades padrões do Sistema Internacional (SI). Rastreabilidade de medições às unidades do SI deve ser alcançada por referência a um padrão primário apropriado ou por referência a uma constante natural, cujo valor em termos de unidades SI pertinentes é conhecido e recomendado pela Conferência Geral de Pesos e Medidas e pelo Comitê Internacional de Pesos e Medidas. Onde acordado, padrões de consenso usados em situações contratuais devem ser somente usados quando não existem unidades do SI ou constantes naturais reconhecidas.

Orientação

Rastreabilidade é usualmente alcançada através de laboratórios de calibração confiáveis tendo sua própria rastreabilidade aos padrões nacionais de medição. Por exemplo, um laboratório que atenda aos requisitos da NBR ISO IEC 17025 poderia ser considerado confiável. Institutos Nacionais de Metrologia são responsáveis por padrões nacionais de medição e sua rastreabilidade, incluindo aqueles casos onde o padrão nacional de medição é mantido por Instituições outras que não sejam os Institutos Nacionais de Metrologia. Resultados de medição podem ser rastreáveis através de um Instituto Nacional de Metrologia externo ao país onde a medição é feita. Materiais de referência certificados podem ser considerados como padrões de referência. Os registros de rastreabilidade de resultados de medições devem ser mantidos por tanto tempo quanto requerido pelo sistema de gestão de medição, pelo cliente ou por requisitos estatutários e regulamentares.

8 – Análise e melhoria do sistema de gestão de medição

8.1 Generalidades

A função metrológica deve planejar e implementar o monitoramento, análise e melhorias necessários para:

a) assegurar conformidade do sistema de gestão de medição com esta Norma, e b) melhorar continuamente o sistema de gestão de medição.

8.2 Auditoria e monitoramento

8.2.1 Generalidades

A função metrológica deve usar auditoria, monitoramento e outras técnicas, como apropriado, para determinar a adequação e a eficácia do sistema de gestão de medição.

8.2.2 Satisfação do cliente

A função metrológica deve monitorar informações relativas à satisfação do cliente para verificar se as necessidades metrológicas do cliente foram satisfeitas. Os métodos para obter e usar esta informação devem ser especificados.

8.2.3 Auditoria do sistema de gestão de medição

A função metrológica deve planejar e conduzir auditorias do sistema de gestão de medição para assegurar sua implementação eficaz contínua e atendimento aos requisitos especificados. Resultados das auditorias devem ser relatados para as partes envolvidas na gestão da organização. Os resultados de todas as auditorias do sistema de gestão de medição e todas as mudanças do sistema devem ser registrados. A organização deve assegurar que ações são tomadas sem atrasos indevidos para eliminar não-conformidades detectadas e suas causas.

Orientação

Auditorias do sistema de gestão de medição podem ser conduzidas como uma parte das auditorias do sistema de gestão da organização. A NBR ISO 19011 fornece orientações sobre sistemas de auditoria. Auditorias do sistema de gestão de medição podem ser conduzidas pela função metrológica da organização, ou por pessoal contratado ou de terceira parte. Recomenda-se que auditores não auditem suas próprias áreas de responsabilidade.

8.2.4 Monitoramento do sistema de gestão de medição

Nos processos contidos no sistema de gestão de medição, devem ser monitorados a comprovação metrológica e os processos de medição. O monitoramento deve ser realizado de acordo com procedimentos documentados e a intervalos estabelecidos. Ele deve incluir a determinação de métodos aplicáveis, incluindo técnicas estatísticas, e a extensão do seu uso. O monitoramento do sistema de gestão de medição deve prevenir desvios dos requisitos, assegurando a pronta detecção de deficiências e tomando, em tempo oportuno, ações para sua correção. Este monitoramento deve ser na proporção correta ao risco de falha para atender os requisitos especificados. Os resultados do monitoramento dos processos de medição e comprovação e quaisquer ações corretivas resultantes devem ser documentados para demonstrar que a medição e os processos de comprovação vêm atendendo continuamente com os requisitos documentados.

8.3 Controle de não conformidades

8.3.1 Sistemas de gestão de medição não conformes

A função metrológica deve assegurar a detecção de quaisquer não conformidades e adotar ação imediata.

Orientação

Convém que elementos não-conformes sejam identificados para prevenir uso inadvertido. Neste interim, ações (por exemplo, planos imediatos) podem ser tomadas até que as ações corretivas sejam implementadas.

8.3.2 Processos de medição não conformes

Qualquer processo de medição conhecido que produza, ou seja, suspeito de produzir, resultados de medição incorretos, deve ser adequadamente identificado e não deve ser usado até que ações apropriadas tenham sido tomadas. Se um processo de medição não conforme for identificado, o usuário do processo deve determinar as conseqüências potenciais, fazer as correções necessárias e tomar as ações corretivas necessárias. Um processo de medição, modificado devido a uma não-conformidade, deve ser validado antes do seu uso. A falha de um processo de medição devida, por exemplo, à deterioração de um padrão de verificação ou mudanças na competência do operador, pode ser revelada pelos indicadores pós-processo tais como: análise de gráficos de controle, análise de gráficos de tendência, inspeções subseqüentes, comparações interlaboratoriais, auditorias internas e retroalimentação de cliente.

8.3.3 Equipamentos de medição não conformes

Qualquer equipamento de medição comprovado que é suspeito ou conhecido: a) ter sido danificado, b) ter sido sobrecarregado, c) ter mau funcionamento de forma que possa invalidar seu uso pretendido, d) produzir resultados de medição incorretos, e) estar além do seu intervalo de comprovação metroló, gica especificado, f) ter sido manuseado erroneamente, g) ter um selo ou proteção danificado ou quebrado, h) ter sido exposto à influência de grandezas que possam afetar adversamente seu uso pretendido (campo eletromagnético e poeira, por exemplo).

Deve ser removido do serviço por segregação ou identificado por marcação ou etiquetagem facilmente visível, a não-conformidade deve ser verificada e um relatório de não conformidade deve ser preparado. Tal equipamento não deve retornar ao serviço até que as razões para sua não conformidade tenham sido eliminadas e ele seja comprovado novamente. O equipamento de medição não conforme, que não retornou às suas características metrológicas pretendidas, deve ser claramente marcado ou identificado de outra maneira. A comprovação metrológica de tal equipamento para outros usos deve assegurar que a situação de alteração está claramente aparente e inclui identificação de qualquer limitação de uso.

Orientação

Se for impraticável ajustar, reparar ou revisar com o propósito de ser reparado o equipamento considerado não adequado para seu uso pretendido, uma opção é rebaixamento de função ou uma mudança em seu uso pretendido. Convém que reclassificação seja somente usada com muito cuidado, pois pode causar confusão entre os usos permitidos de partes de equipamentos aparentemente idênticas. Isto inclui comprovações metrológicas limitadas de somente algumas faixas ou funções de equipamentos multifaixas. Se o resultado de uma verificação metrológica antes de qualquer ajuste ou reparo indicar que o equipamento de medição não atendeu aos requisitos metrológicos de tal forma que a correção dos resultados de medição pode ter sido comprometido, o usuário do equipamento deve determinar as conseqüências potenciais e tomar qualquer ação necessária. Isto pode envolver reexame do produto produzido, usando medições realizadas com o equipamento de medição não conforme.

8.4 Melhoria

8.4.1 Generalidades

A função metrológica deve planejar e gerenciar a melhoria contínua do sistema de gestão de medição com base nos resultados das auditorias, análise crítica pela administração e outros fatores pertinentes, tais como, retroalimentação dos clientes. A função metrológica deve analisar criticamente e identificar oportunidades potenciais para a melhoria do sistema de gestão de medição e modificá-lo se necessário.

8.4.2 Ação corretiva

Quando um elemento importante do sistema de gestão de medição não atende aos requisitos especificados, ou quando dados pertinentes mostram um comportamento inaceitável, ações devem ser tomadas para identificar a causa e eliminar a discrepância. Correções e soluções de ação corretiva devem ser verificadas antes de retornar o processo de medição ao uso. O critério para a adoção de ação corretiva deve ser documentado.

8.4.3 Ação preventiva

A função metrológica deve determinar ação (ões) para eliminar as causas potenciais de não-conformidade de medição ou comprovação, no sentido de prevenir suas ocorrências. Ações preventivas devem ser apropriadas para o efeito do problema potencial. Um procedimento documentado deve ser estabelecido para definir requisitos para: a) determinação de não-conformidades potenciais e suas causas, b) avaliação da necessidade de ações para prevenir ocorrência de não-conformidades, c) determinação e implementação de ações necessárias, d) registro de resultados de ação tomada, e e) análise crítica de ação preventiva adotada.

figura_metrologia

Qualidade de vida com autocrítica

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Ernesto Haberkorn

Qualidade de vida e autocrítica são assuntos em discussão pela sociedade, principalmente, no mundo corporativo. A cobrança da sociedade para que as pessoas sejam bem-sucedidas, ricas e, se possível, donas do próprio negócio, é constante. Claro que, na vida, todos nós queremos ser bem sucedidos, está aí uma questão cultural, pois a maioria das pessoas está sempre em busca da perfeição. Mas com tanta exigência, onde entra a qualidade de vida? É possível fazer da autocrítica uma aliada no cotidiano de cada um?

Se pudéssemos, seríamos donos do nosso destino, autônomos e independentes nas nossas escolhas e decisões, possuiríamos poder e tornaríamos real tudo aquilo que desejamos atingir. Mas, infelizmente, isso nem sempre é possível. Para isso, a autocrítica pode ser utilizada de forma saudável e positiva. O indivíduo, de tempos em tempos, deve fazer uma autoavaliação e analisar as próprias atitudes, a reação das pessoas, conforme o relacionamento social, as opiniões e a própria satisfação em relação ao trabalho.

Acredito que, para conquistar qualidade de vida, se o indivíduo estiver em equilíbrio, a autocrítica, na medida certa, pode tornar a pessoa mais produtiva, competente e melhor. Mas sabemos que por conta do cotidiano tão estressante e da constante pressão em busca de bons resultados, problemas de autoestima, insatisfação pessoal e baixa produtividade fazem com que esse sentimento, para muitas pessoas, se torne prejudicial e nocivo à saúde.

Sabemos que cada pessoa tem capacidade de avaliar seu comportamento e, de certa forma, estabelecer limites. Mas, a partir do momento em que o resultado dessas autoavaliações se tornam sempre negativo e se voltam contra nós mesmos, sabotando e flagelando nossos sonhos e vontade de viver, é hora de ficar alerta e estabelecer limites de até onde a autocrítica deve chegar.

A autocrítica, quando excessivamente negativa, pode estar relacionada a problemas emocionais e de autoestima que, em excesso, podem gerar uma situação de conflito interno. Em muitos casos, o profissional se cobra mesmo sem possuir experiência suficiente para desempenhar alguns papeis. Na maioria das vezes, quem é muito crítico está sempre se comparando com pessoas que desempenham cargos mais altos ou que são bem sucedidos. Precisamos entender e administrar que, na vida, tudo tem seu tempo e hora para acontecer e que existem “degraus” a serem escalado, um de cada vez.

Por isso, vale ressaltar os cuidados que devemos ter com nossa qualidade de vida. O indivíduo que vive em um processo contínuo de autocrítica deixa de acreditar em si mesmo e entender do que é capaz, além de passar uma imagem negativa e se tornar menos produtivo. É preciso saber qual a sua exigência, seu potencial, sua capacidade e características para entender quais resultados pode atingir e até onde você pode chegar. Cada ser humano possui uma maneira de raciocinar e querer, cada mente reflete uma determinada forma de pensar.

Colocar o senso crítico em prática e estabelecer prioridades também auxilia na busca por melhores relações no trabalho e na vida. Quando o profissional busca por oportunidades melhores, um pouco de autocrítica, para entender onde ele está errando em determinada situação, ajuda a torná-lo mais qualificado e preparado para alcançar determinados objetivos e metas. Vale ressaltar que é necessário estar atento às metas. Não adianta deixar o foco muito aberto e ver tudo que as outras pessoas fazem bem para obterem sucesso, senão o individuo vai acreditar que não consegue fazer nada.

Se o trabalho de um profissional pede algo em que ele não seja tão bom, é preciso buscar uma maneira de se aperfeiçoar, mas sem se torturar por isso. Às vezes, se a autocrítica é muito dura e pesada, o indivíduo diminui sua capacidade de se desenvolver e crescer na vida profissional e pessoal, pois perde a autoconfiança.

Saber colocar na balança e dosar esse sentimento pode fazer do ser humano, uma pessoa mais completa, melhor e feliz. É possível ter uma carreira bem sucedida atrelada a qualidade de vida e desfrutar de uma carreira promissora e se tornar um ser humano pró-ativo e saudável. Estas são atitudes fáceis de entender, mas difíceis de serem colocadas em prática. O mais importante é que a pessoa dê foco aos seus objetivos e não exceda em nenhum dos campos, caso contrário, a balança vai pender sempre para um lado apenas.

Ernesto Haberkorn criou o Circuito NETAS (acrônimo de Natureza, Esporte, Trabalho, Amor e saúde), treinamento diferenciado, criado com o intuito de apresentar uma rotina mais saudável e com qualidade de vida aos executivos; e diretor da TI Educacional.

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Os requisitos para a acreditação na NBR ISO 10012:2004 (Parte 2)

metrologia25.4 Análise Crítica da Direção

A Alta Direção da organização deve assegurar a análise crítica sistemática do sistema de gestão de medição em intervalos planejados, para assegurar sua contínua pertinência, adequação e eficácia. A Alta Direção deve assegurar que os recursos necessários estejam disponíveis para analisar criticamente o sistema de gestão de medição. Os resultados da análise crítica pela direção devem ser usados pela gestão da função metrológica para modificar o sistema quando necessário, incluindo melhorias nos processos de medição (ver seção 8) e analisando criticamente os objetivos da qualidade. Os resultados de todas as análises críticas e as ações tomadas devem ser registrados.

6 – Gestão de recursos

6.1.1 Responsabilidade do pessoal

A gestão da função metrológica deve definir e documentar as responsabilidades de todo o pessoal designado para o sistema de gestão de medição.

Orientação

Estas responsabilidades podem ser definidas em organogramas, descrição de atribuições e instruções de trabalho ou procedimentos. Esta norma não exclui o uso de pessoal especialista externo para a função metrológica.

6.1.2 Competência e treinamento

A gestão da função metrológica deve assegurar que o pessoal envolvido no sistema de gestão de medição tenha demonstrado ter habilidade para desempenhar as tarefas designadas. Qualquer habilidade especializada requerida deve ser especificada. A gestão da função metrológica deve assegurar que seja fornecido treinamento focado nas necessidades identificadas, sejam mantidos registros das atividades de treinamento, e que a eficácia do treinamento seja avaliada e registrada. O pessoal deve ser conscientizado sobre a extensão de suas responsabilidades e do impacto de suas atividades sobre a eficácia do sistema de gestão de medição e na qualidade do produto.

Orientação

A competência pode ser obtida através da educação, treinamento e experiência, e demonstrada por testes ou desempenho observado. Quando pessoal que está em treinamento é usado, deve ser fornecida supervisão adequada.

6.2.1 Procedimentos

Os procedimentos do sistema de gestão de medição devem ser documentados na extensão necessária e validados para assegurar a implementação adequada, sua consistência de aplicação e a validade dos resultados de medição. Novos procedimentos ou alterações em procedimentos documentados devem ser autorizados e controlados. Procedimentos devem estar atualizados, disponíveis e fornecidos quando requeridos.

Orientação

Procedimentos técnicos podem ser baseados em práticas de medição, padrão publicados ou em instruções escritas de clientes ou de fabricantes de equipamento.

6.2.2 Programa de computador (software)

Os programas de computador usados nos procedimentos de medição e cálculos de resultados devem ser documentados, identificados e controlados para assegurar sua adequabilidade para o uso continuado. O programa de computador e qualquer revisão dele devem ser testados e/ou validados antes do uso inicial, aprovados para uso e arquivados. Testes devem ser realizados na extensão necessária para assegurar resultados válidos das medições.

Orientação

Programas de computadores podem estar em diversas formas, tais como embutidos, programáveis, ou prontos para aquisição. Programas de computadores prontos para aquisição podem não requerer testes. Testes podem incluir verificação de vírus, verificação dos algoritmos programados do usuário, ou uma combinação deles, sempre que necessário para encontrar o resultado de medição requerido. Controle da configuração de programas de computador pode ajudar a manter a integridade e validade dos processos de medição que utilizam programas de computador. O arquivamento pode ser pela criação de cópias-reserva, armazenagem em locais diferentes, ou qualquer outro meio de salvaguardar a programação,assegurar acessibilidade e fornecer o nível de rastreabilidade necessário.

6.2.3 Registros

Devem ser mantidos registros contendo informações requeridas para a operação do sistema de gestão de medição. Procedimentos documentados devem assegurar a identificação, armazenagem, proteção, recuperação, tempo de retenção e disposição dos registros.

Orientação

Exemplos de registros são: resultados de comprovação, resultado de medição, aquisição, dados operacionais, dados de não-conformidades, reclamações de clientes, treinamento, qualificação ou qualquer outro dado histórico que suporte os processos de medição.

6.2.4 Identificação

Equipamentos de medição e procedimentos técnicos usados no sistema de gestão de medição devem ser claramente identificados, individual ou coletivamente. Deve haver uma identificação da situação da comprovação metrológica do equipamento. Equipamento comprovado para ser utilizado unicamente em um processo ou processos de medição específicos deve ser claramente identificado ou controlado de outra forma para evitar o uso não autorizado. Equipamento usado no sistema de gestão de medição deve ser distinguível de outro equipamento.

6.3.1 Equipamento de medição

Todo equipamento de medição necessário para satisfazer requisitos metrológicos especificados deve estar disponível e identificado no sistema de gestão de medição. O equipamento de medição deve ter uma situação de calibração válida antes de ser comprovado. Equipamentos de medição devem ser usados em um ambiente que é conhecido ou controlado na extensão necessária para assegurar resultados de medição válidos. Equipamentos de medição usados para monitorar e registrar as grandezas que influenciam devem ser incluídos no sistema de gestão de medição.

6.3.1 Equipamento de medição

Todo equipamento de medição necessário para satisfazer requisitos metrológicos especificados deve estar disponível e identificado no sistema de gestão de medição. O equipamento de medição deve ter uma situação de calibração válida antes de ser comprovado. Equipamentos de medição devem ser usados em um ambiente que é conhecido ou controlado na extensão necessária para assegurar resultados de medição válidos. Equipamentos de medição usados para monitorar e registrar as grandezas que influenciam devem ser incluídos no sistema de gestão de medição.

Orientação

Equipamento de medição pode ser comprovado para uso em processos específicos de medição e não comprovado para uso em outros processos de medição por causa de diferentes requisitos metrológicos. Requisitos metrológicos para o equipamento de medição são derivados de requisitos especificados para o produto ou dos equipamentos a serem calibrados, verificados e comprovados. O erro máximo permissível pode ser definido pela referência às especificações publicadas do fabricante do equipamento de medição ou pela função metrológica.

Equipamentos de medição podem ser calibrados por uma organização distinta daquela que desempenha a função metrológica na comprovação metrológica.

A caracterização de materiais de referência pode satisfazer o requisito para a calibração. A gestão da função metrológica deve estabelecer, manter e usar procedimentos documentados para receber, manusear, transportar, armazenar e expedir equipamentos de medição, no sentido de prevenir abusos, mau uso, danos e mudanças nas suas características metrológicas. Deve haver procedimento para processar a retirada ou introdução de equipamentos de medição do sistema de gestão de medição.

6.4 Fornecedores externos

A gestão da função metrológica deve definir e documentar os requisitos para produtos e serviços a serem fornecidos por fornecedores externos para o sistema de gestão de medição. Fornecedores externos devem ser avaliados e selecionados com base na sua habilidade em atender aos requisitos documentados. Os critérios de seleção, monitoramento e avaliação devem ser definidos e documentados, e os resultados da avaliação devem ser registrados. Devem ser mantidos registros dos produtos e serviços fornecidos pelos fornecedores externos.

Orientação

Se um fornecedor externo for usado para testes ou calibração, o fornecedor deve ser capaz de demonstrar competência técnica com uma norma de laboratório tal como a NBR ISO/IEC 17025. Produtos e serviços fornecidos por fornecedores externos podem requerer verificações dos requisitos especificados.

7 – Comprovação metrológica e realização do processo de medição

7.1.1 Generalidades

A comprovação metrológica (ver figura 2 e anexo A na norma) deve ser projetada e implementada para assegurar que características metrológicas do equipamento de medição satisfaçam os requisitos metrológicos do processo de medição. A comprovação metrológica compreende a calibração e a verificação do equipamento de medição.

Orientação

Recalibração de um equipamento de medição não é necessária se o equipamento já estiver em uma situação de calibração válida. Procedimento de comprovação metrológica pode incluir métodos para verificar que as incertezas de medição e/os erros de equipamento de medição estão dentro dos limites permissíveis especificados nos requisitos metrológicos. Informação pertinente à comprovação metrológica da situação do equipamento de medição deve estar prontamente disponível para o operador, incluindo quaisquer limitações ou requisitos especiais. As características metrológicas do equipamento de medição devem ser adequadas para seu uso pretendido. Exemplos de características para equipamentos de medição incluem: faixa, tendência, repetibilidade, estabilidade, histerese, variações, efeitos de grandezas que influenciam, resolução, discriminação (limite), erro e faixa morta. As características metrológicas de equipamento de medição são fatores que contribuem para a incerteza de medição (ver 7.3.1), os quais possibilitam comparação direta com os requisitos metrológicos no estabelecimento da comprovação metrológica. Recomenda-se que sejam evitadas sentenças qualitativas das características metrológicas em termos de, por exemplo, “exatidão requerida do equipamento de medição”.

7.1.2 Intervalos de comprovação metrológica

Os métodos usados para a determinação ou mudança dos intervalos entre comprovações metrológicas devem ser descritos em procedimentos documentados. Esses intervalos devem ser analisados criticamente e ajustados quando necessário para assegurar a contínua conformidade com os requisitos metrológicos especificados.

Orientação

Os dados obtidos de histórias de calibração e comprovação metrológica, e avanços de tecnologia e de conhecimento podem ser usados para determinação dos intervalos entre comprovações metrológicas. Os registros obtidos usando técnicas de controle estatístico de processo para medições podem ser úteis na determinação da necessidade ou não de alterar os intervalos de comprovação metrológica. O intervalo de calibração pode ser igual ao intervalo de comprovação metrológica. (ver OIML D10). Cada vez que um equipamento de medição não conforme é reparado, ajustado ou modificado o intervalo para sua comprovação metrológica deve ser analisado criticamente.

7.1.3 Controle de ajustes de equipamento

Acessos aos meios de ajustes e dispositivos sobre equipamento de medição comprovado, cuja posição afeta o desempenho, devem ser selados ou de alguma outra forma protegidos para prevenir mudanças não autorizadas. Selos ou proteções devem ser projetados e implementados de tal forma que mudanças não autorizadas sejam detectadas. Procedimentos do processo de comprovação metrológica devem incluir ações a serem tomadas quando selos ou proteção são encontrados quebrados, danificados, contornados ou faltando.

Orientação

O requisito para selagem não se aplica a meios ou dispositivos de ajuste que são intencionalmente posicionados pelo usuário sem a necessidade de referências externas; por exemplo, ajustes de zero. Recomenda-se que seja dada atenção especial para técnicas de proteção de escrita, para prevenir alterações não autorizadas em programas de computadores e nos procedimentos da organização. Recomenda-se que as decisões sobre que equipamento de medição deveria ser selado, os controles ou ajustes que serão selados e o material de selagem, tais como etiquetas, soldas, fios, tintas, sejam normalmente deixadas para a função metrológica. Recomenda-se que a implementação de um programa de selagem pela função metrológica seja documentada. Nem todos os equipamentos de medição têm a possibilidade de serem selados.

7.1.4 Registros do processo de comprovação metrológica

Registros do processo de comprovação metrológica devem ser datados e aprovados por uma pessoa autorizada para atestar a correção dos resultados, como apropriado. Esses registros devem ser mantidos e estar disponíveis.

Orientação

O tempo mínimo para a retenção de registros depende de muitos fatores, incluindo os requisitos do cliente, os requisitos estatutários ou regulamentares e responsabilidade civil do fabricante. Os registros relacionados com padrões de medição podem precisar ser mantidos indefinidamente.

7.1.4 Registros do processo de comprovação metrológica

Registros do processo de comprovação metrológica devem demonstrar se cada item do equipamento de medição satisfaz os requisitos metrológicos especificados. Os registros devem incluir, quando necessário: a) descrição e identificação única do fabricante do equipamento, tipo, número de série, etc.; b) data na qual a comprovação metrológica foi completada; c) resultado da comprovação metrológica; d) intervalo fixado para comprovação metrológica; e) identificação do procedimento de comprovação metrológica (ver 6.2.1); f) erro(s) máximo(s) permissível(eis) definido(s); g) condições ambientais pertinentes e declaração sobre quaisquer correções necessárias; h) incertezas envolvidas na calibração do equipamento; i) detalhes de qualquer manutenção, tais como ajustes, reparos ou modificações realizadas; j) quaisquer limitações de uso; k) identificação da (s) pessoa(s) que realiza(m) a comprovação metrológica; l) identificação da (s) pessoa (s) responsável(eis) pela correção da informação registrada; m) identificação única (como números de série) de qualquer relatório ou certificado de calibração e outros documentos pertinentes; n) evidência da rastreabilidade dos resultados da calibração; o) requisitos metrológicos para o uso pretendido; p) resultados da calibração obtidos após, e onde requerido, antes de qualquer ajuste, modificação ou reparo.

7.2 Processo de medição

7.2.1 Generalidades

Processos de medição que são partes do sistema de gestão de medição devem ser planejados, validados, implementados, documentados e controlados. Grandezas de influências que afetem os processos de medição devem ser identificadas e consideradas. A especificação completa de cada processo de medição deve incluir a identificação de todo o equipamento pertinente, procedimentos de medição, programas de computador para medição, condições de uso, habilidades do operador e todos os outros fatores que afetam a confiabilidade do resultado de medição. O controle dos processos de medição deve ser conduzido de acordo com procedimentos documentados.

Orientação

Um processo de medição pode ser limitado ao uso de um único equipamento de medição. Um processo de medição pode requerer correção de dados, por exemplo, devido às condições ambientais.

7.2.2 Projeto do processo de medição

Os requisitos metrológicos devem ser determinados com base nos requisitos do cliente, da organização, estatutários e regulamentares. Os processos de medição projetados para satisfazer esses requisitos especificados devem ser documentados, validados como apropriado e, se necessário, acordados com o cliente. Para cada processo de medição, os elementos e os controles do processo pertinente devem ser identificados. A escolha de elementos e limites de controle deve ser compatível com o risco de falha na conformidade com os requisitos especificados. Esses elementos e controles do processo devem incluir os efeitos de operadores, equipamento, condições ambientais, grandezas de influência e métodos de aplicação.

Orientação

Ao especificar os processos de medição, pode ser necessário determinar: quais as edições são necessárias para assegurar a qualidade do produto; os métodos de medição; o equipamento requerido para executar a medição e defini-lo; e a qualificação e habilidade requeridas do pessoal que executa a medição. Os processos de medição podem ser validados por comparação com resultados de outros processos validados, pela comparação de resultados por outros métodos de medição ou por análise contínua de características de processo de medição.

7.2.2 Projeto do processo de medição

O processo de medição deve ser projetado para prevenir resultados de medições errôneos e deve assegurar a pronta detecção de deficiências e ações corretivas em tempo oportuno.

Orientação

Recomenda-se que o esforço dedicado ao controle do processo de medição seja compatível com a importância das medições para a qualidade do produto final da organização. Exemplos de onde um alto grau de controle do processo de medição é apropriado incluem sistemas de medição críticos ou complexos, as medições que assegurem segurança do produto ou medições que resultem em alto custo subseqüente, se forem incorreta. Os controles mínimos de processo podem ser adequados para medições simples de partes não críticas. Procedimentos para controle do processo podem ser genéricos para tipos similares de equipamentos de medição e aplicações, tais como o uso de ferramentas de mão para medir partes usinadas. Recomenda-se que o impacto das grandezas de influência sobre o processo de medição seja quantificado. Pode ser necessário projetar e realizar experimentos ou investigações específicos para este fim. Quando isto não é possível, recomenda-se que sejam usados os dados, especificações e advertências fornecidas por um fabricante de equipamento. As características de desempenho requeridas para o uso pretendido do processo de medição devem ser identificadas e quantificadas. Exemplos de características incluem: incerteza de medição, estabilidade, erro máximo permissível, repetibilidade, reprodutibilidade e nível de habilidade do operador. Outras características podem ser importantes para alguns processos de medição.

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A Cetesb publicou os relatórios de qualidade ambiental, com os dados coletados ao longo de 2013 pelas suas 51 estações automáticas de medição da concentração atmosférica de poluentes, 166 pontos de monitoramento das condições de balneabilidade das praias e 451 pontos de amostragem de água doce, além dos 59 de águas salinas e salobras.

Qualidade do ar

Os dados contidos no relatório “Qualidade do Ar no Estado de São Paulo 2013” já atendem ao que determina o Decreto Estadual nº 59.113, de 23 de abril de 2013, que estabelece novos padrões de qualidade do ar com base nas diretrizes preconizadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2005, por meio de um conjunto de metas gradativas e progressivas, para que a poluição atmosférica seja reduzida a níveis desejáveis ao longo do tempo.

O decreto estabelece ainda padrões de qualidade do ar para novos parâmetros, como as partículas inaláveis finas, além de medidas para o aprimoramento da política de controle das emissões atmosféricas. Desta maneira, todos os dados coletados ao longo do ano de 2013 foram processados de acordo com o que prescreve o decreto, inclusive a classificação da qualidade do ar.

O relatório revela que as concentrações de dióxido de enxofre (SO2), monóxido de carbono (CO) e partículas inaláveis (MP10) são menores do que as observadas no final de década de 90 e início dos anos 2000, em função dos diversos programas de controle adotados. Os níveis de dióxido de enxofre e de monóxido de carbono registrados na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), em 2013, estão entre os mais baixos da década, apesar da expansão da frota automotiva.

No caso das partículas inaláveis (MP10), o estudo mostra que, nos últimos anos, as concentrações médias anuais na RMSP tendem à estabilidade, indicando que o aumento da frota veicular e o comprometimento das condições de tráfego, que contribuiriam para a elevação dos índices, estão sendo compensados com as emissões veiculares cada vez mais baixas, resultantes das novas tecnologias adotadas pelas montadoras. Em 2013, a concentração média foi de 33 microgramas/m3, sendo ligeiramente menor do que a observada no ano anterior. Não foi registrada nenhuma ultrapassagem do padrão diário de qualidade do ar para esse poluente, em nenhum ponto de monitoramento da região, observando-se, porém, que o padrão anual foi excedido em Osasco.

Quanto às partículas finas (MP2,5), foram registradas ultrapassagens do padrão diário nas estações de Congonhas, Marginal Tietê-Ponte dos Remédios e Parelheiros. O padrão anual foi atingido na medição realizada em Congonhas, mas não foi registrada nenhuma ultrapassagem desse índice em nenhuma das 26 estações localizadas na RMSP, que monitoram este poluente. Em 2013, em relação ao dióxido de nitrogênio (NO2), precursor do ozônio, houve uma única ultrapassagem do padrão horário na estação Cerqueira César e do padrão anual na estação Marginal Tietê-Ponte dos Remédios.

Além dos programas de controle das emissões atmosféricas, também contribuíram para os níveis favoráveis de concentração dos poluentes citados, a incidência de chuvas acima da média climatológica nos meses de junho e julho de 2013, em decorrência da atuação de sistemas frontais que, em alguns casos, permaneceram semiestacionários por vários dias sobre a região. Esse quadro fez com que o inverno do ano passado se situasse entre os mais favoráveis à dispersão dos poluentes, desde 2004, na RMSP. Essa avaliação pode ser também estendida para as demais regiões do estado.

As condições meteorológicas, em 2013, com muitos dias de nebulosidade e chuvas, notadamente no primeiro e quarto trimestres, diminuíram a radiação solar incidente inibindo, consequentemente, a formação de ozônio em concentrações elevadas. Houve, por esse motivo, uma redução significativa do número de dias de eventos relacionados a este poluente no ano passado, em comparação com o ano de 2012.Na RMSP, o padrão estadual de 8 horas para ozônio (140 microgramas/m3) foi ultrapassado em 13 dias. Caso este mesmo padrão estivesse em vigor em 2012, teria sido ultrapassado em 49 dias. Dessa forma, 2013 se situa entre os anos com menor número de dias de ultrapassagens dos últimos dez anos.

Esta região apresenta um alto potencial de formação de ozônio por causa da grande emissão de compostos químicos precursores, principalmente de origem veicular. Em função das complexas interações químicas, meteorológicas e topográficas envolvidas nas reações atmosféricas que conduzem à formação e transporte do ozônio, não é possível desenhar uma tendência no comportamento desse poluente na RMSP, nos últimos anos.

No litoral, o padrão diário de MP10 foi excedido nas estações Santos-Ponta da Praia e Vila Parisi e Vale do Mogi, na área industrial de Cubatão; e no interior, na estação Paulínia-Sul, e também nas medições realizadas em Santa Gertrudes e Rio Claro. O padrão anual foi atingido na estação de Paulínia, tendo sido registradas ultrapassagens em Santa Gertrudes e Rio Claro e área industrial de Cubatão. Para as partículas inaláveis finas, não houve ultrapassagens nem do padrão diário e nem do padrão anual nas estações do interior e litoral.

De maneira geral, na maioria das estações, as concentrações de material particulado, em 2013, foram similares às do ano anterior. Este resultado pode ser associado tanto à evolução do controle das emissões quanto ao fato das condições de dispersão dos poluentes primários terem sido similares no último ano. Em 2013, foram registradas ultrapassagens do padrão de 8 horas para ozônio nas estações de Cubatão-Vale do Mogi, Jundiaí, Paulínia e Piracicaba.

Balneabilidade das praias

O documento “Qualidade das Praias Litorâneas no Estado de São Paulo 2013” revela que, embora tenha havido aumento na coleta e no tratamento dos esgotos domésticos nos municípios litorâneos ao longo dos últimos anos, as condições de balneabilidade, em 2013, mostraram piora, com a porcentagem média de propriedade das praias caindo de 82% para 76%. Mas, em termos médios, as praias paulistas apresentaram condições Próprias para banho na maioria do tempo durante o ano passado.

Considerando o indicador da classificação anual, que mede a porcentagem em que cada praia permaneceu Própria ao longo de todo o ano, a piora foi de 20%, passando de 35% para 15%, com redução de praias Ótimas de 11% para 5% e aumento das praias Péssimas de 7% para 15%. Ressalta-se que ocorreu o inverso do observado no ano anterior, quando foi registrada melhora, o que demonstra a grande variabilidade dos índices de balneabilidade.

No caso do Litoral Norte, a piora foi observada nos quatro municípios – São Sebastião, Ilhabela, Caraguatatuba e Ubatuba. A porcentagem de praias Próprias ao longo de todo o ano recuou de 54% para 22% com redução das praias Ótimas de 18% para 7%. Também houve aumento das praias Ruins e Péssimas de 9% para 25%. São Sebastião foi um dos mais afetados com alterações bastante significativas nos indicadores de balneabilidade.

Em relação à Baixada Santista, também foi constatada piora da qualidade das praias com aumento das praias Péssimas de 13% para 30%. Nessa região, houve piora em todos os municípios, com exceção de São Vicente, onde as condições de balneabilidade permaneceram inalteradas.

Aumentos significativos do número de praias Impróprias foram registrados em meses com chuvas muito intensas, o que mostra a grande influência das condições meteorológicas nos índices de balneabilidade. Os piores índices registrados em 2013 se devem, principalmente, à ocorrência de chuvas concentradas em determinadas semanas do ano, cujos efeitos se sobrepuseram às melhorias esperadas em função dos investimentos nos programas de saneamento desenvolvidos no litoral.

Qualidade das águas superficiais

A Cetesb avaliou a qualidade das águas superficiais do estado de São Paulo por meio de duas redes de monitoramento: a de água doce, iniciada em 1974, e a de água salina e salobra, a partir de 2010. O programa de monitoramento de água doce se estende pelas 22 Unidades de Gerenciamento de Recursos Hídricos (UGRHIs) do Estado. Já a rede costeira está distribuída em 19 áreas, sendo oito no Litoral Norte, nove na Baixada Santista e duas no Litoral Sul.

O programa de monitoramento da CETESB, cuja finalidade é a busca contínua de ummelhor e mais eficiente diagnóstico da qualidade dos recursos hídricos, vem ampliando a sua rede de amostragem contando atualmente com um total de 451 pontos de água doce e de 59 pontos de água salina e salobra. De acordo com o relatório “Qualidade das Águas Superficiais no Estado de São Paulo 2013”, é possível concluir que as áreas costeiras que apresentam as maiores alterações na qualidade das águas são os canais de Santos e São Vicente, e os bolsões de influência dos emissários de esgoto de Santos e Praia Grande. As principais alterações referem-se às concentrações de clorofila a, carbono orgânico total, oxigênio dissolvido, fósforo e indicadores microbiológicos.

De uma forma geral, em 2013, foi observada uma melhora na qualidade das águas salobras e salinas, com aumento das áreas classificadas como Ótimas e Boas, principalmente, no Litoral Norte. Para a água doce, 84% dos pontos monitorados mantiveram, em 2013, classificações como Ótima, Boa e Regular para o Índice de Qualidade de Água (IQA). Dos 260 pontos de amostragem, onde foi possível estabelecer uma série de 2008 a 2013, 32 apresentaram uma tendência de melhora, relacionada principalmente a melhorias no sistema de saneamento básico e na gestão de descargas de reservatórios. Na UGRHI 5 (Piracicaba, Capivari e Jundiaí), a qual responde por 11% da carga orgânica lançada nos corpos hídricos no Estado, a qualidade dos rios Atibaia, Jaguari, Jundiaí e Piracicaba vem melhorando em função da redução da carga orgânica lançada de 150 t DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio) por dia, em 2011, para 126 t DBO por dia, em 2013.

Com relação ao Rio Tietê, no trecho compreendido entre as UGRHIs 6 e 10 (Alto e Médio Tietê) não se constatou uma melhora na qualidade de suas águas, embora tenham sido realizados investimentos em saneamento ao longo dos últimos anos. Salienta-se, contudo, que na UGRHI 6, que representa aproximadamente 50% carga orgânica lançada no Estado, observou-se uma redução na carga orgânica lançada de 644 para 633 t DBO por dia, de 2012 para 2013, respectivamente. Quanto à qualidade da água para o abastecimento público, o Índice de Qualidade das Águas para Fins de Abastecimento Público (IAP) apontou uma piora em 2013, com 17% dos 76 pontos monitorados distribuídos entre as categorias Péssima e Ruim, principalmente devido ao aumento no potencial de formação de trihalometanos, que é um dos parâmetros pesquisados.

Considerando o Índice de Proteção da Vida Aquática (IVA), a situação de qualidade também se mostrou semelhante aos anos anteriores, com uma porcentagem em torno de 82% dos pontos classificados nas categorias Ótima, Boa e Regular. Embora tenha havido um aumento no número de corpos d’água eutrofizados, principalmente nas UGRHIs 6 (Alto Tietê), 9 (Mogi-Guaçu) e 10 (Sorocaba/Médio Tietê), a avaliação ecotoxicológica mostrou leve melhora, não alterando o IVA.

Com relação à eutrofização em 2013, apesar da diminuição do percentual de corpos d’água com condição média anual considerada de baixa trofia, a maioria (56,5%) ainda se mantém nessa classificação refletindo, de um modo geral, uma boa condição da qualidade das águas no estado de São Paulo. Os dados do monitoramento indicam que os esgotos domésticos continuam sendo uma das principais fontes poluidoras, pois as variáveis E.coli, Fósforo Total e DBO apresentaram as maiores porcentagens de desconformidades, violando os padrões de qualidade estabelecidos pela Resolução Conama 357.

Salienta-se que a carga difusa também contribuiu para a degradação da qualidade das águas dos corpos hídricos. Os metais Alumínio, Ferro e Manganês, naturalmente presentes no solo, também se apresentaram com porcentagens elevadas de desconformidade, indicando que a recomposição e proteção da mata ciliar são medidas essenciais para reduzir o aporte de partículas devido aos processos erosivos. Metais tóxicos como cádmio, mercúrio e chumbo, que estão associados aos lançamentos de efluentes industriais, apresentaram porcentagem de resultados desconformes inferior à média histórica, o que indica a ação positiva de controle das fontes industriais no estado.

Para ler os relatórios completos, clique nos links:

Águas Litorâneas: http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/praias/25-publicacoes-/-relatorios
Águas Superficiais: http://www.cetesb.sp.gov.br/agua/aguas-superficiais/35-publicacoes-/-relatorios
Qualidade do Ar: http://www.cetesb.sp.gov.br/ar/qualidade-do-ar/31-publicacoes-e-relatorios

Os requisitos para a acreditação na NBR ISO 10012:2004 (Parte 1)

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Em complemento ao texto publicado no link https://qualidadeonline.wordpress.com/2009/12/09/nbr-iso-100122004-%e2%80%93-gestao-metrologica/, pode-se dizer que a atividade de calibração evidência a importância do padrão como elemento essencial à garantia da rastreabilidade. Já a gestão dos padrões industriais constitui atividade imprescindível para o sucesso de qualquer programa eficiente de gestão da metrologia industrial. Assim, o modelo de gestão de padrões metrológicos não se restringe à necessidade de calibração dos padrões previamente ao seu uso, pois cuidados especiais nem sempre triviais devem ser dispensados para que um determinado instrumento possa, de fato, ser utilizado como padrão metrológico na indústria.

A NBR ISO 10012 de 04/2004 – Sistemas de gestão de medição – Requisitos para os processos de medição e equipamento de medição especifica os requisitos genéricos e fornece orientação para a gestão de processos de medição e comprovação metrológica de equipamento de medição usado para dar suporte e demonstrar conformidade com requisitos metrológicos. Especifica os requisitos de gestão da qualidade de um sistema de gestão de mediçãmedição que pode ser usado por uma organização que executa medições como parte de um sistema de gestão global, e para assegurar que os requisitos metrológicos são atendidos. Não tem a intenção de ser usada como um requisito para demonstrar a conformidade com a NBR ISO 9001, NBR ISO 14001 ou qualquer outra norma. Partes interessadas podem concordar em usar esta norma como uma entrada para satisfazer os requisitos do sistema de gestão de medição nas atividades de certificação.

Um sistema de gestão de medição eficaz assegura que o equipamento de medição e os processos de medição são adequados para seu uso pretendido e é importante para atingir os objetivos da qualidade do produto e gerenciar o risco de resultado de medição incorreta. O objetivo de um sistema de gestão de medição é gerenciar o risco de que o equipamento de medição e os processos de medição possam produzirresultados incorretos afetando a qualidade dos produtos de uma organização.

Os métodos usados para o sistema de gestão de medição variam da verificação básica do equipamento à aplicação de técnicas estatísticas no controle do processo de medição. O termo processo de medição aplica-se às atividades físicas de medição (por exemplo, em projeto, teste, produção, inspeção). As referências a esta norma podem ser feitas: por um cliente ao especificar os produtos requeridos, por um fornecedor ao especificar produtos ofertados; por organismos legisladores ou regulamentadores; e em avaliação e auditoria de sistemas de gestão de medição.

Um dos princípios de gestão estabelecidos na NBR ISO 9001 trata da abordagem orientada ao processo. Recomenda-se que os processos de medição sejam considerados como processos específicos que objetivem dar suporte à qualidade dos produtos produzidos pela organização. O modelo de sistema de gestão de medição aplicável, utilizado nesta norma é apresentado na figura 1.

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

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Modelo de sistema de gestão de medição

Esta norma inclui tanto requisitos como orientação para implementação de sistemas de gestão de medição e pode ser útil na melhoria de atividades de medição e da qualidade de produtos. Os requisitos aparecem no texto em caracteres normais. A orientação aparece em caracteres itálicos dentro de uma caixa de texto, após o parágrafo apropriado de requisitos. A orientação é somente para informação e não constitui adição, limitação ou modificação de qualquer requisito.

As organizações têm a responsabilidade de determinar o nível dos controles necessários e especificar os requisitos do sistema de gestão de medição a ser aplicado como parte do seu sistema de gestão global. Exceto por acordo, esta norma não tem a intenção de adicionar, subtrair nem substituir qualquer requisito de outras normas. Seguir os requisitos estabelecidos nesta norma facilitará o cumprimento dos requisitos para medições e controle do processo de medição especificado em outras normas, por exemplo, as NBR ISO 9001:2008, subseção 7.6, e NBR ISO 14001:1996, subseção 4.5.1.

No seu item 6.2.1 está definido que “os procedimentos do sistema de gestão de medição devem ser documentados na extensão necessária e validados para assegurar a implementação adequada, sua consistência de aplicação e a validade dos resultados de medição”. Entende-se que este requisito vai muito além da prática da simples calibração e arquivo dos certificados de calibração dos padrões, sendo necessária a inclusão de práticas que visem o atendimento de questões vitais para a manutenção da rastreabilidade e conformidade dos produtos e processos. Neste contexto, dois outros parâmetros relevantes em qualquer certificado de calibração de padrões merecem atenção e destaque: a tendência e a incerteza associada à calibração.

Nenhum padrão, ainda que recém-calibrado, deve ser liberado para uso em uma linha de manufatura, ou seja, ser liberado como referência metrológica, sem antes ter seu certificado de calibração criteriosamente analisado. Esta prática preventiva visa evitar que indesejáveis propagações das incertezas de medição não controladas possam interferir no processo interno de calibração dos instrumentos de processo.

Dessa forma, a comprovação metrológica é um conjunto de operações necessárias para assegurar-se de que um dado instrumento de medição encontra-se em condições de conformidade com os requisitos para o uso pretendido. Ela normalmente inclui, entre outras atividades, calibração, qualquer ajuste e/ou reparo necessário e as recalibrações subseqüentes, assim como qualquer selagem ou rotulagem necessária. A calibração, de acordo com a norma NBR ISO 10012:2004, é uma operação que tem por objetivo levar o instrumento de medição a uma condição de desempenho e ausência de erros sistemáticos, adequados ao seu uso. Isso não implica necessariamente no ajuste do sistema de medição, mas sim que esses erros sistemáticos (tendências) serão conhecidos e considerados na medição. Qualquer sistema de medição tem seu comportamento sujeito à mudanças em função de desgaste, acidentes ou mesmo com o passar do tempo (deriva). Assim, o sistema de medição afeta os resultados das medidas e perde sua confiabilidade. Por isso os sistemas de medição podem ser agora acreditados pela norma NBR ISO 10012, reconhecidos pelo Inmetro.

Um sistema de gestão de medição eficaz assegura que o equipamento de medição e os processos de medição são adequados para seu uso pretendido e é importante para atingir os objetivos da qualidade do produto e gerenciar o risco de resultado de medição incorreta. O objetivo de um sistema de gestão de medição é gerenciar o risco de que o equipamento de medição e os processos de medição possam produzir resultados incorretos afetando a qualidade dos produtos de uma organização. Os métodos usados para o sistema de gestão de medição variam da verificação básica do equipamento à aplicação de técnicas estatísticas no controle do processo de medição.

Nesta norma, o termo processo de medição aplica-se às atividades físicas de medição (por exemplo, em projeto, teste, produção, inspeção). As referências a esta norma podem ser feitas por um cliente ao especificar os produtos requeridos, por um fornecedor ao especificar produtos ofertados, por organismos legisladores ou regulamentadores e em avaliação e auditoria de sistemas de gestão de medição. Um dos princípios de gestão estabelecidos na NBR ISO 9001 trata da abordagem orientada ao processo. Recomenda-se que os processos de medição sejam considerados como processos específicos que objetivem dar suporte à qualidade dos produtos produzidos pela organização. O modelo de sistema de gestão de medição aplicável, utilizado na norma é apresentado na figura 1.

Requisitos gerais

O sistema de gestão de medição deve assegurar que os requisitos metrológicos especificados são satisfeitos. A orientação é que os requisitos metrológicos especificados são derivados de requisitos para o produto. Estes requisitos são necessários tanto para o equipamento de medição quanto para os processos de medição. Os requisitos podem ser expressos como erro máximo permissível, incerteza permissível, faixa, estabilidade, resolução, condições ambientais ou habilidades do operador. A organização deve especificar os processos de medição e o equipamento de medição que estão sujeitos às provisões desta norma. Ao decidir o escopo e a extensão do sistema de gestão de medição, devem ser levados em consideração os riscos e as conseqüências de falhas no cumprimento dos requisitos metrológicos.

O sistema de gestão de medição consiste no controle de processos de medição indicados e em comprovação metrológica de equipamento de medição (ver figura 2), e dos processos de suporte necessários. Os processos de medição contidos no sistema de gestão de medição devem ser controlados (item 7.2). Todo equipamento de medição que faz parte do sistema de gestão de medição deve ser comprovado (7.1). Mudanças no sistema de gestão de medição devem estar em concordância com os procedimentos da organização.

Os itens da norma estão descritos a seguir. Além disso, quanto às orientações normativas (está norma define as orientações em seu corpo), estão descritas também as transcrições dos itens normativos.

5 – Responsabilidade da direção

5.1 Função metrológica

A função metrológica deve ser definida pela organização. A Alta Direção da organização deve assegurar a disponibilidade dos recursos necessários para estabelecer e manter a função metrológica.

Orientação

A função metrológica pode ser um departamento único ou estar distribuída em toda a organização.

5.2 Foco no cliente

A gestão da função metrológica deve assegurar que:

a) os requisitos de medição do cliente estão definidos e convertidos em requisitos metrológicos,

b) o sistema de gestão de medição atende aos requisitos metrológicos do cliente,

c) a conformidade aos requisitos especificados pelo cliente pode ser demonstrada.

5.3 Objetivos da qualidade

A gestão da função metrológica deve definir e estabelecer objetivos mensuráveis da qualidade para o sistema de gestão de medição. Critérios de objetivos de desempenho e procedimentos para os processos de medição e seu controle devem ser definidos.

5.3 Objetivos da qualidade

Orientação

Exemplos de tais objetivos da qualidade em diferentes níveis da organização: nenhum produto não-conforme, nem produto conforme rejeitado devido a medições incorretas, deve ser aceito; nenhum processo de medição pode estar fora de controle por mais de um dia sem ser detectado; todas as comprovações metrológicas devem ser completadas dentro dos prazos acordados; não pode haver registro algum ilegível de comprovações metrológicas; todos os programas de treinamento dos técnicos devem ser completados dentro do cronograma estabelecido; o tempo em que o equipamento de medição ficar fora de operação deve ser reduzido por uma percentagem definida.

Sete complexos femininos inspirados nos contos de fadas

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Você já viu a Chapeuzinho Vermelho pelos corredores da empresa? Ou quem sabe já precisou ir até a sala da bruxa má? Estariam as organizações virando um mundo da fantasia?

Gisele Meter

Uma pesquisa realizada pelo International Business Report (IBR) aponta que as mulheres ainda são minoria nos cargos de liderança no Brasil. Segundo o levantamento, 47% das empresas brasileiras não possuem mulheres em cargos de liderança, índice que está acima da média global, que é de 33%. Ainda segundo esta pesquisa, apenas 7% das empresas brasileiras têm planos para contratar ou promover mulheres nos próximos 12 meses, índice que representa metade da média global de 14%.

É fato que, quando falamos em promoção de mulheres em cargos de liderança, muitos fatores devem ser considerados, tais como o estabelecimento de políticas adequadas, que possam suprir a demanda feminina, porém, existe outro fator que pode estar contribuindo para que elas não cheguem ao topo: o comportamento feminino no ambiente de trabalho. O Institute of Leadership & Management (ILM) entrevistou três mil gerentes graduados – homens e mulheres – e publicou suas conclusões em fevereiro de 2011: apenas metade das gestoras se descreveu como confiante ou muito confiante, em comparação a 70% dos homens.

Metade das administradoras admitiu ter sentimentos de insegurança em relação ao seu trabalho, comparado a 31% dos homens. E 20% da parcela masculina afirmaram que se candidatariam a um cargo, mesmo atendendo parcialmente seus requisitos, contra 14% das entrevistadas. Não me impressionam os resultados dessa pesquisa. Mulheres no ambiente de trabalho, além de serem mais autocríticas que os homens, em sua maioria ainda se sentem menos confiantes no mundo corporativo.

E isto vai contra a dinâmica atual brasileira. Basta que olhemos para o percentual de mulheres chefes de família no Brasil para que isso seja comprovado. Atualmente, segundo dados do IBGE (2013), 38% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres, o que confirma que grande parcela da força de trabalho em nosso país hoje é feminina.

O que percebo, no entanto, é que se por um lado as mulheres estão avançando no mercado de trabalho, por outro existem alguns comportamentos femininos que fazem com que elas recuem. O que ocorre é que muitas ainda são totalmente inseguras acerca daquilo que realizam e por vezes acabam deixando de se destacar e crescer profissionalmente, fazendo aquilo em que são realmente boas, agindo assim através de complexos.

Na psicologia, o complexo é definido como uma série de pensamentos e ideias que se relacionam entre si e levam a pessoa a se comportar, sentir ou pensar de acordo com aquilo que acredita, nem sempre sendo isso uma realidade concreta. Um exemplo disso é aquela mulher que acredita não saber negociar e assim acaba por encontrar indícios (muitas vezes imaginários) de que realmente não seja boa e por fim acaba levantando barreiras mentais que a impedem de progredir e a fazem tomar, mesmo que de maneira inconsciente, decisões equivocadas.

Para que isso não ocorra, o primeiro passo é se conscientizar de que algo não vai bem. Mas, para que essa analise seja feita de forma assertiva, é preciso pensar racionalmente. Procure avaliar seus resultados e também como tem aplicado o que sabe para contribuir com a organização em que trabalha. Analisando esses dois fatores, os comportamentos de insegurança tendem a ser reduzidos, pois o foco está orientado para ações observáveis.

Outro segredo que funciona muito e trago da época da infância é aquilo que chamo de “agir como se”. Quando somos crianças usamos muito essa forma de se comportar. À medida que nos tornamos adultos, deixamos essa habilidade criativa de lado e assim perdemos boa parte de nossa segurança e espontaneidade.

A diferença do “agir como se” da infância para o “agir como se” do ambiente de trabalho é que se antes tudo não passava de uma brincadeira, agora é o que pode trazer segurança para acreditar em si mesma. Pense no que você gostaria de ser, espelhe-se naquelas pessoas que admira à sua volta e “aja como se”, comporte-se como elas, acredite que é capaz.

Quando uma mulher se comporta baseada em complexos no ambiente em que trabalha, deixa de atuar, mostrando o que tem de melhor, e pode acabar comprometendo sua imagem profissional na empresa, dificultando assim as chances de chegar ao topo e progredir na carreira. Pode-se elencar o que considero os principais complexos femininos no ambiente de trabalho:

Complexo de Cinderela – É a mulher que prefere se acomodar, inutilizando assim seu potencial criativo e intelectual, deixando de competir no mercado de trabalho, assumindo uma postura passiva e resignada, sempre à espera de que algo bom aconteça, mas sem fazer nada para que isso ocorra. No ambiente de trabalho, é aquela que fica sempre à espera de algum milagre ou “uma fada madrinha” que venha modificar sua vida profissional.

Complexo de Rapunzel – É o tipo de mulher que se acostuma com o ambiente em que vive e com a rotina, não buscando novos desafios por medo de arriscar sua carreira. Assim como a Cinderela, espera por um “milagre”. A diferença é que a Rapunzel não convive com os outros e não tem a perspicácia de enxergar além do óbvio. Acredita em tudo o que lhe dizem e não procura confirmar se as informações são de fato verdadeiras.

Complexo da Bruxa Má – Complexo de Bruxa Má representa aquela mulher que vive se comparando com as colegas de trabalho, que acredita ser a melhor em todos os sentidos e não aceita crítica. É a mulher que quando sente que sua competência pode ser ameaçada, trata logo de tirar a “rival” do caminho, usando para isso fofocas, exclusão social, desmerecimento, desdém da outra pessoa ou até mesmo o bullying no ambiente de trabalho.

Complexo da Rainha de Copas – A Rainha de Copas é uma personagem que aparece nos capítulos finais do livro Alice no País das Maravilhas. Tem um pavio curto, é autoritária, tendo somente um modo de resolver todas as dificuldades, grandes ou pequenas: “cortem sua cabeça!” sem pensar duas vezes e sem mesmo olhar em volta. No ambiente de trabalho, é aquela mulher autoritária, que resolve tudo com demissão ou pelo menos ameaça de que isso aconteça. No fundo, é insegura e se sente a todo momento ameaçada, precisando provar poder, não utiliza o pensamento estratégico nem faz uma analise da situação, apenas ameaças como forma de persuadir as pessoas.

Complexo de Chapeuzinho Vermelho – Sempre insistindo em fazer as coisas do seu jeito, sem analisar os riscos da situação, não escuta o que os outros têm a dizer e não analisa as consequências. A Chapeuzinho Vermelho do mundo corporativo sempre acaba caindo em enrascada e precisa que alguém a salve do Lobo Mau. Apesar de ter boa vontade, é teimosa e pode colocar em risco sua vida profissional.

Complexo de Branca de Neve – É aquela mulher de quem todos gostam, simpática e graciosa, mas muito ingênua. Faz tudo na empresa e não se importa de passar café, fazer a ata da reunião e organizar tudo sem que lhe peçam. Não sabe dizer não e por saberem disso é para ela que sempre pedirão ajuda. Na tentativa de agradar, faz tudo pelos outros e esquece de si mesma, virando assim a carregadora de pianos da empresa. Dificilmente chegará a um cargo de liderança.

Complexo de Mulan – No filme da Disney Mulan, se mostra uma corajosa jovem chinesa que se passa por um guerreiro no lugar de seu pai debilitado e ajuda o exército imperial chinês a expulsar os invasores hunos. No ambiente de trabalho é uma profissional excelente, mas que acaba por se masculinizar para conseguir o que quer. Assim como no filme, é preciso que a Mulan do universo corporativo vença como profissional, utilizando-se também de sua essência feminina.

Seja você mesma. Não existe nada mais promissor para a carreira de uma mulher do que ser ela mesma. Nem sempre é fácil, mas acredite, esse é o melhor caminho. Ninguém conhece melhor suas potencialidades do que você mesma, é preciso saber disso para se tornar a melhor versão de si mesma a cada dia.

Gisele Meter é psicóloga, empresária e diretora executiva de recursos humanos.

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Dez lições sobre feedback, KPIs e recompensas

rotulagem

Curso: Rotulagem de Alimentos

Em parceria com a Food Design, o curso Rotulagem de Alimentos busca ensinar aos participantes quais os requisitos legais básicos a serem cumpridos, sendo indicado a todos os profissionais responsáveis pela elaboração, aprovação ou avaliação de rotulagem nas empresas alimentícias. Inclui nas 8 horas de exposição o conhecimento em legislações básicas, como defesa do consumidor, saúde, agricultura, e metrologia para os alimentos; denominação; lista de ingredientes; tabela de valores nutricionais; informações nutricionais complementares; e porções.

A cultura latina dificulta a gestão do desempenho, porque muitos dos temas profissionais acabam tendo aqui no Brasil um viés excessivamente pessoal. Por exemplo, quem não conhece um gestor que tem dificuldade de dizer não, ou de dizer o que o outro tem a melhorar, ou até de elogiar?  A assertividade é muitas vezes julgada como agressão,  e o gestor começa a achar mais fácil se omitir, para não se indispor com o time, e aí  resolve ser conivente com a má performance.

Também é comum não aderir a métricas de desempenho propostas pelo RH, e optar por não subir na balança para não saber a realidade. Sem saber, a responsabilidade parece diminuir. Alguns até sobem: preenchem as avaliações porque o RH mandou – mas desde quando preencher formulário de forma automática ajuda alguém a melhorar?  A questão é: que sistemas de avaliação, de fato, contribuem para o melhor desempenho de nossas pessoas nas empresas?

Rosangela Souza, sócia-diretora da Companhia de Idiomas e da ProfCerto, tem experiência prática sobre os sistemas de remuneração e recompensas sustentáveis e resume de forma simples alguns aprendizados e reflexões sobre o assunto:

1. Você não pode medir o desempenho das pessoas se não declarar antes o que espera delas.

2. Se a avaliação anual tiver surpresas para algum funcionário, você não fez bem o seu papel de gestor – feedback tem de ser dado durante o ano, sempre que houver algum ponto relevante. A avaliação anual é apenas a formalização do que já foi conversado, com a oportunidade de se escrever um plano de ação para mudanças.

3. É fundamental que exista mais de um instrumento de análise de desempenho, de forma a equilibrar avaliações objetivas e subjetivas. Um eixo objetivo é o que conhecemos bem: as  Metas (desdobradas em KPIs = key performance indicators = indicadores-chave de desempenho). Sempre metas S.M.A.R.T. (específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e temporal, com prazo para ser obtida).  A análise de desempenho precisa ter um componente objetivo, com números que possam ser acompanhados por todos (por isso, os KPIs), durante todo o tempo.   Se este instrumento for atrelado a sistemas de remuneração variável, e quase sempre é, cuidado: não é raro observar metas fáceis ou impossíveis, medições frouxas e todo tipo de viés que o gestor bonzinho  pode encontrar para beneficiar seu time na hora do bônus.  Conclusão: embora seja um componente objetivo, o próprio indicador e o dimensionamento da meta podem carregar um desvio. Por exemplo:  quando há indícios de desperdício e este é diminuído, não é difícil bater a meta. Após resolver o desperdício, se a meta aumentou por conta do sucesso anterior, fica muito mais difícil. Novamente, é mais fácil uma pessoa de 120 quilos perder 5 quilos, que uma pessoa de 60 quilos perder 5 quilos.  Não dá para apertar indefinidamente.

4. As metas que você estabelecer e remunerar pela consecução, bem como os aspectos que você avaliar e orientar no feedback,  determinarão o que sua empresa é e para onde ela vai, pois o alvo das pessoas estará aonde você colocar a remuneração variável e sistemas de recompensas.  Por exemplo, se a meta for baixar o custo em 30%, então pode comprar produto pirata e bater a meta, sendo remunerado por isso?  Se a meta for “vender 20 apartamentos em um mês” com um super  bônus para quem conseguir, então pode roubar o prospect do colega?   O aspecto financeiro é um excelente instrumento de mobilização, por isso tem de haver extremo cuidado com as mensagens que você passa ao recompensar determinados resultados sem estabelecer regras para as atitudes, pois excelentes resultados podem encobrir péssimas atitudes.  Todos já vimos funcionários que batem metas serem demitidos  por atitudes inaceitáveis, certo? Ou merecerem ser demitidos mas não serem, porque… batem metas! 

5. Quando a ênfase da remuneração está nas Metas, você “embica” as pessoas para o Aqui e Agora.  Por isso tem de ter outros instrumentos para que elas também cuidem do futuro, longevidade, valor e sustentabilidade da empresa, se for isso que os acionistas buscam.

6. Metas são importantes porque é o eixo objetivo, então é necessário incluir a avaliação de Atitudes, que são subjetivas. Se optar pelo Feedback 360º, só convide avaliadores capazes de perceber os aspectos que estão sendo avaliados naquele funcionário – não convide todos da área, porque  nem todos são capazes de identificar no outro  determinados pontos, nem todos interagem ou são maduros para avaliar com isenção e boa-vontade, sem excesso de benevolência ou maldade.  Quanto às recompensas aqui, o modelo ideal é aquele que não atrela resultado de avaliação de Atitudes à remuneração. O objetivo tem de ser apenas autodesenvolvimento, ou seja, perceber as dificuldades e agir sobre elas, com a ajuda de um gestor, ou um mentor.  Importante notar que tudo tem dois ou mais lados: o 360°pode ser até um desserviço à transparência, porque implicitamente se passa a mensagem de que os relacionamentos não são maduros a ponto de se poder falar frente a frente.  Vale refletir.

7. Se Metas e Atitudes refletem o Hoje, fica faltando uma análise do Desenvolvimento do funcionário, que o posicione em sua carreira, avaliando o que tem a desenvolver para manter sua trajetória em movimento ascendente.  Se ele é um analista junior, o que se espera de um pleno? Como chegar lá? E se ele é pleno, o que se espera de um senior? Como chegar lá?

8. Algumas empresas compõem o sistema de avaliações com um quarto eixo: a Análise de Perfil. DISC, Quantum, MBTI e tantos outros.  O objetivo aqui é basicamente colocar as pessoas nos lugares certos, ou seja, na área e função que vão explorar seus talentos naturais. 

9. Todos precisam ter oportunidades-não só os rotulados de talentos.  Mas nem todos precisam ser reconhecidos com aumentos no fixo ou variável. Cuidado para não dar um jeito de possibilitar que todos tenham um pouquinho (o efeito Robin Hood), só para ser querido pelo seu time, “ser justo” (?) . Ou, pior, dizer que todos merecem, mas que o RH, ah, o RH… este vilão não deixa reconhecer!

10.  Após estabelecer e conduzir seus sistemas de avaliação, ao invés de se concentrar no feedback de tudo o que perceber, que tal priorizar o feedforward da próxima vez?  Pense em como você pode contribuir para que aquele profissional seja desenvolvido, para que tenha seus talentos identificados e os use em sua empresa, e construa uma trajetória que seja de sucesso para ele, e para a organização.

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