Como a etiqueta profissional pode influenciar na sua imagem

O Portal Target disponibiliza aos seus clientes e usuáriostodas as Normas Regulamentadoras, estabelecidas pelo MINISTÉRIO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, que têm como objetivo disciplinar as condições gerais relacionadas à saúde e segurança do trabalhador em cada atividade ou posto de trabalho. Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Normas Regulamentadoras” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/nr/nr.aspx

Coach explica como a postura dentro do ambiente profissional pode auxiliar ou deteriorar sua imagem frente ao mercado de trabalho.

Em cada grupo ou ambiente social, é esperado que o indivíduo se comporte de determinada maneira. Na igreja, é preciso que as pessoas se vistam de modo adequado, falem baixo e sejam respeitosos da maneira que o ambiente exige.

Em uma sala de aula, é preciso manter o silêncio, prestar atenção e demonstrar respeito aos professores e colegas. Já em uma empresa ou outro ambiente de trabalho qualquer, a etiqueta também é muito importante, incluindo diversas atitudes que influenciam na maneira com que as pessoas o enxergam.

Segundo Camilly Gabry, que atua como coach de políticos, carreira e desenvolvimento de competências, a etiqueta profissional é a prática de boas maneiras e costumes dentro do ambiente de trabalho. “Apesar de determinados ambientes de trabalho exigirem alguns padrões comportamentais específicos (um hospital necessita impor algumas regras de higiene aos seus funcionários, por exemplo), algumas regras gerais são facilmente aplicadas para diversos ambientes diferentes. De maneira geral, cuidar com sua postura, vestuário, comportamento e modo de se comunicar auxilia no convívio com colegas, superiores, subordinados e clientes”, afirma.

A coach também lembra que é a boa postura no ambiente de trabalho também inclui o que é falado com tom de brincadeira. “Apesar de um maior grau de informalidade no ambiente de trabalho estar se tornando tendência atualmente, é preciso cuidar com apelidos e brincadeiras. Recomendo se ater a chamar uma pessoa pelo modo como ela se apresenta, pois, provavelmente, ela se sente mais confortável assim”, observa.

Camilly diz que as relações com chefes também devem ser cuidadas. “Não existem muitas regras para seguir neste tipo de relação, mas é importante ressaltar que sempre é preciso respeitar as regras de hierarquia. Por mais que você tenha uma amizade com seu chefe, isso não é desculpa para começar a chegar atrasado, sair mais cedo e esperar regalias, e, claro, a qualidade de seu trabalho não pode ser comprometida por causa disso”, esclarece.

A profissional finaliza, pontuando que suas atitudes refletem o tipo de profissional que você é, e, por isso, é preciso estar pronto para realizar uma autocrítica a todo momento. “Fofocas, atrasos e até mesmo o mau uso das redes sociais podem comprometer sua imagem no mundo profissional. Saber avaliar se sua postura é adequada, e estar pronto para conserta-la, caso for preciso, é necessário”, conclui.

Anúncios

As emissões veiculares em São Paulo


II Seminário ABQ Qualidade Século XXI

A Target, cumprindo o seu papel de apoiar e incentivar a qualidade, a normalização e a competitividade…

Leia mais…

emissõesA Cetesb publicou o relatório Emissões Veiculares no Estado de São Paulo trazendo as estimativas de emissão de poluentes por veículos rodoviários no período de 2006 a 2014. Os seguintes compostos foram inventariados: monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx), hidrocarbonetos não metano (NMHC), dióxido de enxofre (SO2), aldeídos (RCHO) e material particulado (MP).

Em 2014, a estimativa da frota circulante no estado foi de 15,3 milhões de veículos, um aumento na ordem de 3% em relação a 2013. Desses, 10 milhões são automóveis, 2 milhões são comerciais leves, 600 mil ônibus e caminhões e 2,7 milhões de motocicletas.

O documento revelou, entre outros dados, que as emissões totais no estado, em 2014, foram de 417 mil toneladas de monóxido de carbono/CO (35% a menos que a emissão de CO em 2006), 85 mil toneladas de hidrocarbonetos não metano/NMHC (28% menos que em 2006) – já incluída a estimativa de emissão de abastecimento – , 1,8 mil toneladas de aldeídos/RCHO (35% menos que há 9 anos), 171 mil toneladas de óxidos de nitrogênio/NOx (21% a menos), 4,8 mil toneladas de material particulado/(MP (43% a menos) e 5,6 mil toneladas de óxidos de enxofre/SOx (53% a menos). Como nas edições anteriores, as estimativas de emissões das regiões metropolitanas demonstram que a RMSP é a mais impactada pela circulação e comporta aproximadamente metade da frota do estado.

Clique na figura para uma melhor visualização

emissões2

Entre 2006 e 2014, os dados estaduais mostraram que o decréscimo na emissão de poluentes foi motivada pela incorporação de veículos com novas tecnologias em substituição aos veículos antigos, mais poluidores. O relatório apontou que a frota paulista cresceu 3% em 2014, confirmando uma tendência da taxa de crescimento, em queda desde 2012, após período de alta das vendas de veículos novos. A idade média da frota é de aproximadamente nove anos.

A parcela dos mais antigos, correspondente a 10% do total, é responsável por mais ou menos 40% da emissão de alguns dos principais poluentes que afetam a qualidade do ar. Ao contrário, a parcela mais nova da frota – carros fabricados a partir de 2014 –  corresponde a 7% do conjunto de veículos leves e é responsável por apenas 2% da emissão total de poluentes da categoria. Projeções de especialistas dão conta de que essa frota mais antiga demorará ainda cerca de 10 anos para ser totalmente substituída.

Complementarmente, a análise da evolução tecnológica da frota no período entre 2006 e 2014, para automóveis, permite verificar no ano passado uma situação excepcional contrária à tendência geral de redução das emissões que havia até 2013, fato que se deve justamente à diminuição da taxa de crescimento de vendas de veículos leves novos.

Com relação aos caminhões, no mesmo período, a tendência de redução da emissão é bastante visível para todos os poluentes – provavelmente, por causa da evolução da frota para fases mais recentes do Proconve, como a Fase P7 (última fase dos veículos pesados), iniciada em 2012. E com relação às motos, notou-se que, com exceção do NOx – cuja emissão estabilizou – , decresceu para outros gases, sendo que com a nova fase M4 do Promot, a partir deste ano, novos ganhos deverão ser registrados.

Segundo a Cetesb, as ações fiscalizatórias, como a da fumaça preta emitida em excesso (acima do permitido pela legislação) pelos veículos diesel, atividade essa exercida rotineiramente ou em megacomandos durante a Operação Inverno, resultaram em cerca de 21 mil multas em 2014 e, certamente, também contribuíram para a redução da emissão de fumaça para a atmosfera. Destacou-se no relatório, ainda, a diminuição drástica da emissão de compostos de enxofre em 2014,  em função da redução desse contaminante na gasolina, desde o ano passado, e no diesel, a partir de 2013.

A exceção é a emissão de vapor de combustível durante o abastecimento, que cresce na mesma proporção do consumo. Esse tipo de emissão ainda não é controlado no Brasil e na maior parte do mundo, porém os dados mostram que ele é significativo.

Esta edição trouxe uma estimativa da emissão de gases de efeito estufa (GEE) provenientes dos veículos automotores, que totalizou 39 milhões de toneladas, mostrando uma pequena diminuição em relação a 2013. Essa redução ocorreu em função da queda no consumo de diesel (combustível fóssil) e do aumento do uso do etanol (combustível renovável), em substituição à gasolina.

Como conclusão, a Cetesb observou que o impacto das emissões veiculares é mais sentido nas regiões em que a qualidade do ar apresenta elevados níveis de concentração de ozônio e de MP. Ainda que os fatores de emissão dos veículos novos estejam decrescendo, o aumento da frota, os congestionamentos das vias e a emissão de abastecimento comprometem os ganhos obtidos com os avanços tecnológicos.

O que levar em conta ao trocar de emprego ou carreira

O Target Genius Respostas Diretas é o mais avançado e inovador sistema de perguntas e respostas sobre requisitos de normas técnicas. É, basicamente, um conjunto de perguntas mais comuns sobre determinados assuntos das normas técnicas, acompanhadas das respectivas respostas. Definitivamente, a solução para as dúvidas sobre normas técnicas. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar. Ou, se preferir, você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Genius Respostas Diretas” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/genius/default.aspx

A insatisfação com o emprego ou mesmo a profissão faz com que, muitas vezes, desperte a vontade jogar tudo para o alto. Mas será que vale a pena tomar uma atitude radical, em meio ao emocional abalado, ou é preciso ser mais racional e promover as mudanças gradativamente?

“É necessário muito cuidado nesse momento, pois nem sempre estamos preparados para mudanças bruscas. Mas, se a decisão de largar tudo imediatamente já está tomada, é bom que as contas estejam organizadas. O ideal é ter uma reserva suficiente para sobreviver por dois anos”, afirma o coach Maurício Sampaio.

De acordo com o especialista, promover as mudanças gradativamente, ainda empregado, fará com que haja uma espécie de dois planos: um que já está funcionando e outro que está se construindo. “É importante que se estabeleça uma data para o início da nova etapa. Assim você já cria um compromisso com você mesmo”.

Sampaio também ressalta nessa transição mais racional a importância do lado financeiro. “Equilibrar as receitas e despesas é fundamental para realizar o seu sonho. Você precisa estar motivado e organizado para poupar recursos para começar sua nova carreira ou profissão”, diz.

O coach lembra que, assim como em nossos projetos pessoais, o planejamento é fundamental para o sucesso na carreira. “Se você vai a praia com sua família, pesquisa sobre tempo, hotéis, distância, o que levar, etc., e se programa para passar tantos dias fora. Para sua vida profissional, você deve fazer o mesmo. Assim as chances de êxito aumentarão muito”.

Entendendo as etiquetas de produtos têxteis

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – Em 3 x R$ 585,93

Proteção contra Descargas Atmosféricas de acordo com a Nova NBR 5419 de 2015 – Em 3 x R$ 600,00

têxtilAs informações contidas nas etiquetas de quaisquer produtos têxteis são tão importantes quanto os rótulos dos alimentos. Elas informam sobre a composição, a origem e os cuidados de conservação dos produtos. Além disso, são fundamentais para os consumidores que precisam fazer prevenção de reações alérgicas a determinadas fibras e/ou filamentos têxteis. Mas, para que o concumidor possa usufruir dos benefícios das etiquetas têxteis é preciso conhecê-las melhor.

O Inmetro desenvolveu uma cartilha para orientar os consumidores sobre a importância de verificar as informações contidas na etiqueta têxtil, que vem afixada em todas as peças de roupa, de cama e banho. De forma didática e de fácil entendimento, o guia demonstra que o consumidor deve estar atento ao comprar os produtos têxteis, especialmente no que diz respeito à origem e à composição (visando prevenir reações alérgicas causadas por determinadas fibras ou filamentos); aos cuidados com a sua conservação, e principalmente, a um alerta importante quanto à segurança infantil. Cordões, botões, zíper e até pedrinhas, lantejoulas e outros enfeites, apesar de tornar o produto esteticamente mais atraente, podem representar um perigo às crianças, em particular àquelas com até três anos, com riscos de sufocamento e até de morte.

Por lei, as informações contidas na etiqueta de roupas, travesseiros, colchões, almofadas e toalhas de mesa são obrigatórias e devem estar sempre à vista do consumidor. O entendimento, porém, nem sempre é dos mais fáceis, principalmente por conta dos símbolos. “A cartilha ajuda o consumidor a entender melhor a simbologia relacionada aos modos de conservação do produto e a fazer escolhas mais adequadas, preservando sua roupa, sua saúde e o seu bolso, pois evita que ele leve ‘gato por lebre’. O mesmo raciocínio é aplicável ao setor produtivo. Com a presença da etiqueta e a confiança nas informações nela contidas, monitorada por ações rotineiras de fiscalização, o risco de fraude diminui, preservando o ambiente de concorrência justa entre as empresas. A etiqueta também é a garantia do produto, caso precise trocá-lo por defeito ou por apresentar falhas após a lavagem, como encolhimento ou manchas”, destacou Adelgicio Leite, especialista na área têxtil da Divisão de Fiscalização e Verificação da Conformidade, do Inmetro.

Todas as etiquetas devem apresentar o nome ou razão social ou marca registrada do fabricante, a identificação fiscal do fabricante nacional ou do importador (CNPJ), país de origem, nome das fibras ou filamentos têxteis e seu conteúdo expresso em porcentagem, uma indicação de tamanho e, pelo menos, os cinco principais tratamentos de conservação do produto têxtil, por meio de símbolos e/ou texto. Entre as principais dicas da cartilha está o alerta para os perigos que algumas peças oferecem às crianças. Nos Estados Unidos, segundo a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo (Consumer Produtc Safety Commission – CPSC) foram registrados, entre os anos de 1985 e 2011, 110 acidentes envolvendo vestuário infantil, sendo que oito levaram à morte.

“No Brasil, ainda não há registro específico sobre acidentes com vestuário, mas dados do Datasus de 2011 mostram que mais de 500 crianças foram hospitalizadas, vítimas de acidentes em parquinhos. A principal causa de morte de bebês de até um ano de idade é sufocamento. Segundo especialistas, parte dos acidentes foi causada por acessórios em camisas, por exemplo, como os cordões”, explicou André dos Santos, chefe da Divisão de Orientação e Incentivo à Qualidade, do Inmetro. O Inmetro diz que fará uma campanha nacional de conscientização destes perigos junto a escolas do ensino infantil, ONGs e entidades de defesa do consumidor. A cartilha está disponível para download no link http://www.inmetro.gov.br/inovacao/publicacoes/cartilhas/textil/textil.pdf

Sete passos para gerar resultados e ser promovido

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Arley Ribeiro

É senso comum concluir que todos nós buscamos o caminho para o sucesso. Dessa forma, é muito frequente ouvirmos executivos bem sucedidos falando sobre “como chegaram lá”. Alguns declaram que trabalham 20 horas por dia, outros que tomam decisões que envolvem milhões de reais em pouco tempo e acertam sempre. Mas, em minha opinião, a vida executiva tem pouco espaço para estes seres com superpoderes, que são mais interessantes nas telas de cinema do que em escritórios.

Não creio que exista um manual de instruções para o sucesso profissional, até porque cada segmento da economia requer perfis de pessoas completamente diferentes. Mas, algumas características são comuns em todos os executivos de sucesso que eu conheci, em diferentes ramos de negócio. Vamos a elas:

1- São resilientes: possuem a capacidade de absorver impactos e voltar à forma original. Expostos a todo tipo de pressão (tempo, resultados, mudanças rápidas e cobrança), os executivos precisam digerir insucessos passageiros e continuar focando seus objetivos sem desânimo;

2- São adaptáveis: a teoria darwiniana se adapta perfeitamente à vida profissional. Em um mundo que muda à velocidade da luz, adaptar-se a novas situações rapidamente é um diferencial fundamental.

3- Trabalham duro: trabalhar duro não é trabalhar 24 horas por dia, mas sim, focar em resultados, sempre tendo compreensão das metas e da necessidade de cumpri-las no menor prazo possível;

4- Sabem trabalhar em grupo e individualmente: o trabalho em grupo é muito valorizado, pois grupos de pessoas com diferentes visões e experiências geram mais dados para se chegar a uma conclusão acertada. Mas, existem horas que o executivo precisa decidir sozinho quando está, por exemplo, na frente do cliente fechando um negócio, ou diante de uma oferta excelente de um fornecedor. Neste momento, ele precisa ter a autoconfiança para tomar a decisão e seguir em frente, sem despender tempo com consultas improdutivas;

5- Sabem escutar: quem sabe escutar consegue obter mais informações e aumenta as chances de obter bons resultados. É importante também aprender a hora de perguntar, pois os questionamentos fazem com que o outro lado fale mais e exponha seus pontos de vista, facilitando a elaboração de estratégias para um acordo;

6- Sabem lidar com pessoas: para atingir as metas, dependemos de gente. Pessoas são fundamentais para o nosso sucesso. A escolha de indivíduos certos para desempenhar cada função é também responsabilidade do líder, que deve contar com a percepção apurada para lidar com equipes dia após dia;

7- Possuem permanente insatisfação interna: o executivo TOP não está apenas preocupado com suas metas de hoje, mas como fará para atingir as metas do ano que vem, ou daqui a dois anos. O que é preciso fazer hoje para nos manter na trilha do sucesso amanhã? Se hoje o mercado está excelente e o bônus será “gordo”, este ambiente pode mudar e apenas os internamente insatisfeitos irão continuar atingindo os resultados. Isto não significa que o bom executivo nunca encontra realização, mas que está sempre se preparando para tempos futuros que podem não ser tão favoráveis.

O sucesso não é simples de ser atingido e o topo da carreira executiva não pode ser conseguido por todos. Mas, aqueles que procuram integrar essas práticas, têm muito mais chances de sentar na cadeira mais confortável da empresa e também de permanecerem lá por muito tempo.

Arley Ribeiro é executivo e engenheiro químico,  com experiência no setor de adesivos de consumo e industrial em países da América do Sul, México, EUA, Europa e Índia.

Será possível gerenciar eficazmente sem um budget anual?

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – Em 3 x R$ 585,93

Proteção contra Descargas Atmosféricas de acordo com a Nova NBR 5419 de 2015 – Em 3 x R$ 600,00

Eduardo Moura

Antes de mais nada, a expressão budget anual refere-se ao ritual de numerologia que as empresas realizam uma vez por ano para especificar quanto vão vender em cada mês e quanto cada “centro de custo” poderá gastar. Nos vários departamentos, os executivos e gerentes passam alguns meses entretidos em prever como o mercado vai se comportar no próximo ano, apresentam seus números, obtêm aprovação e depois passam os demais meses do ano em acaloradas reuniões para explicar as divergências entre a intenção e a realidade. E ao longo de cada ciclo anual, todos sentem na prática um ou mais dos seguintes sintomas típicos: “Quase nunca temos informação confiável e a tempo.”; “O mercado se comporta de maneira imprevisível”;“Investimos uma parte substancial do nosso tempo só para preparar, fazer revisões e justificativas sobre os números do orçamento.”; “Estamos gerenciando com foco apenas nas metas financeiras de curto prazo. Importantes questões estratégicas de longo prazo vão sendo relegadas a segundo e terceiro plano.”; “Fizemos um excelente trabalho, mas não cumprimos as metas…” ou “Cumprimos as metas, mas continuamos perdendo para os concorrentes.”; e “Quando nos sobra verba no final do ano, temos que inventar alguma forma de gastá-la, para não correr o risco de que não nos aprovem mais verba em orçamentos futuros.”

Então, para evitar esses problemas no próximo ciclo, tratamos de desenvolver meios para fazer as previsões de forma mais precisa, impor um controle mais rigoroso e frequente, vincular os resultados a um sistema de remuneração variável, talvez investir em um novo software, um novo sistema de controle do cumprimento das metas e coisas do gênero. Mas essas são contramedidas pensadas dentro do paradigma do budget, sem nunca questioná-lo. E o decepcionante resultado é que aqueles sintomas não são eliminados, pelo contrário, tornam-se mais profundos.

Como já disse Einstein: “não podemos resolver nossos problemas com a mesma forma de pensamento que utilizamos para criá-los”. Portanto, ousemos questionar a prática da “gestão pelo budget”! Isso soa como uma heresia, já que a elaboração e revisão de cumprimento do orçamento anual é um ritual sagrado, religiosamente seguido por virtualmente toda organização de porte do planeta. Será que isto é possível? Haveria benefícios em matar essa vaca sagrada da administração?

image.png

CLIQUE PARA PARTICIPAR. OBRIGADO.

Bem, iniciemos por perguntar para quê fazemos o budget. A resposta seria “para assegurar bons resultados financeiros”. Cabe então outra pergunta: por que pensamos que a melhor forma de assegurar bons resultados é estabelecer metas numéricas “a priori” e cobrar seu cumprimento “a posteriori”? As prováveis respostas seriam: a) porque temos a habilidade inata de prever o futuro com espantosa precisão numérica; b) porque todo controle e redução de custos e gastos gera aumento do lucro; e c) porque as pessoas são acomodadas e não se esforçariam, a menos que lhes desafiemos com o cumprimento de quotas numéricas e vinculemos o atingimento de tais metas a uma parte substancial de sua remuneração. Reconhecendo que a premissa (a) é falsa, que a (b) é no mínimo perigosa e que a (c) é questionável, podemos constatar que as bases conceituais da prática de gestão por budget não são nada sólidas. Portanto, deve haver formas alternativas de assegurar bons resultados financeiros sem ser através do processo de budget anual, com sua consequente lista de sintomas negativos. Nesse sentido, uma possível alternativa poderia ser:

  1. Adote a filosofia de que as pessoas são intrinsecamente boas e auto-motivadas. Inicie o trabalho de criar o ambiente administrativo e cultural para que isso venha à tona e floresça (para isso, leia o que W. E. Deming diz sobre motivação intrínseca).
  2. Assegure-se de que as pessoas corretas estejam nos postos corretos (para isso, leia “Good to Great”, além de “Built to Last”, de Jim Collins).
  3. Defina um conjunto reduzido de indicadores financeiros globais. A Teoria das Restrições recomenda apenas três (Throughput ou Ganho, Gasto Operacional e Investimento), mas alguns outros podem ser acrescentados.
  4. Aposente a Contabilidade de Custos para análise e tomada de ações com impacto financeiro, e no lugar dela adote a Contabilidade de Ganhos (“Throughput Accounting”).
  5. Para aqueles indicadores, acumule dados suficientes para estabelecer uma referência estatisticamente válida, que permita identificar tendências, sazonalidades, faixas previsíveis de comportamento aleatório etc. Para isso, utilize conceitos e técnicas de Controle Estatístico de Processos.
  6. Engaje-se com sua equipe em um processo de pensamento sistêmico que permita identificar as melhores oportunidades de melhoria, estabelecer prioridades e definir projetos estratégicos de alto impacto, com foco na satisfação dos clientes. Para isso, utilize o Thinking Process (o processo de raciocínio lógico da Teoria das Restrições), enriquecido com as descobertas de Jim Collins sobre o “Conceito Ouriço” (em “Good to Great”), além do conceito de “Visão Viável” de Eli Goldratt.
  7. Assegure-se de estabelecer um processo de execução priorizada, disciplinada e eficaz dos projetos estratégicos vitais, e monitore periodicamente o impacto disso sobre aqueles indicadores vitais. Para isso, faça uso sábio de metodologias e ferramentas eficazes, tais como Lean, Seis Sigma, Teoria das Restrições e Gestão por Processos. A recente “Árvore de Estratégia e Tática” é uma excelente ferramenta para orquestrar uma execução eficaz, como já discutimos em alguns artigos recentes.

Os passos acima podem liberar precioso tempo gerencial hoje dedicado a tensas e enfadonhas reuniões “post-mortem”, colocando a atenção de executivos, gerentes e equipes onde realmente se asseguram os bons resultados: na análise, no exercício da criatividade e nas ações efetivamente levadas a cabo no “gemba” da operação e do mercado.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

Assessment: ferramenta aliada da gestão profissional

Saiba mais sobre a ferramenta que permite identificar as personalidades e qualidades de seus colaboradores, avaliando seus posicionamentos dentro da empresa e otimizando o processo produtivo.

Em inglês, o termo assessment significa avaliação. Entretanto, no ambiente corporativo, essa expressão é, normalmente, relacionada à gestão profissional, usada para avaliar competências, conhecer com mais eficiência e critério os profissionais, buscando, inclusive, o autoconhecimento.

Segundo Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers, esse processo consiste em uma avaliação aprofundada de uma só pessoa ou de um grupo de colaboradores, a partir da cultura, valores e ideais da empresa. “Por meio de ferramentas específicas, se torna possível oferecer soluções profissionais para avaliar o comportamento dos profissionais. Assim, é possível que a empresa desenvolva metas para selecionar, recrutar e avaliar as pessoas”, afirma.

A profissional, que também realiza processos de coaching através da Outliers Careers, pontua que as ferramentas também auxiliam a medir o clima organizacional da companhia. “Por meio do assessment, é possível perceber se a empresa está fazendo o que realmente é preciso para melhorar seu ambiente, a ponto de tornar seus colaboradores mais motivados e produtivos. No âmbito individual, esse método também auxilia a criar planos de carreira, ajudando os profissionais a percebem seus pontos fortes e as áreas que merecem mais sua atenção, para que ele possa crescer profissionalmente”, esclarece.

Madalena explica que essa metodologia também é utilizada com o propósito de melhorar os processo diários, além de aperfeiçoar os relacionamentos interpessoais entre chefes e colaboradores. “Outra vantagem em investir em assessment é a diminuição dos custos de contratação e demissão, já que se passa a conhecer melhor os colaboradores, seus desejos e metas”, explica.

Resumidamente, o assessment é o processo indicado para empresas que querem obter o melhor de seus funcionários. Quando conduzido por profissionais qualificados, o objetivo de descobrir o potencial dos profissionais e ajudá-los a desenvolver atitudes de alta performance é alcançado com êxito.