O MASP não é técnica de apresentação!

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Claudemir Oribe

Muitas organizações brasileiras usam o MASP como o método dedicado a resolução de problemas complexos de produtos e processos. Algumas delas o fazem de forma mais estruturada, promovendo a formação de equipes e fomentando o aprendizado e reconhecimento por meio de apresentações de trabalhos em convenções internas de Círculos de Controle da Qualidade – os CCQs – ou de grupos de melhoria. As equipes são, portanto, convidadas a compartilhar de suas experiências no projeto, para colegas de trabalho e líderes da empresa. Os convidados – empregados e outros profissionais – são reunidos num salão para assistir, equipe por equipe, um relato sobre a evolução do trabalho de melhoria, bem como seus resultados e experiências.

Dessa forma, é natural que ninguém queira fazer feio diante dos olhos de todos. No entanto, o que parece ser uma preocupação natural pode se reverter em ansiedade, correria e manipulação do método, fazendo com que a necessidade de satisfação do ego se sobreponha à necessidade de aprendizado e de resultados concretos de longo prazo. Isso acontece quando a equipe ignora o método e procura diretamente a solução sem analisar causas, encurtando o caminho por meio de busca de ideias prontas. Isso não é ruim apenas para o método, que se banaliza ao parecer apenas uma ordenação de tópicos numa apresentação de trabalhos. Como evitar isso?

Inicialmente, é preciso reconhecer que o QC-Story – como o MASP é denominado no Japão – foi criado para propósitos descritivos. O objetivo foi fornecer uma estruturação para relato de resultados. No entanto, isso foi rapidamente abandonado. O QC-Story passou a ser um método prescritivo rapidamente quando perceberam que o problema poderia ser tratado, seguindo suas etapas, desde o princípio.

Evidentemente, bons resultados são sempre bem vindos, desde que foram atingidos de forma honesta e alcançados da forma mais rápida e barata possível. E as empresas possuem muitos meios para obtê-los, pelo uso da gerência, por pessoas especializadas, em visitas, consultas a fornecedores, ou mesmo pela organização de sessões de brainstorming. Enfim, várias iniciativas podem ser empreendidas para a obtenção de soluções rápidas e baratas para problemas medianamente complexos. Vários erros acontecem quando alguém consegue uma solução assim e tenta defender que o MASP foi usado.

Em primeiro lugar, isso pode influenciar na escolha do problema. Se a equipe tem medo de enfrentar problemas complexos, poderá escolher um com grandes chances de resolução ou, pior, um que a solução já esteja pronta, antes mesmo do trabalho iniciar. O que seria para ser um projeto de melhoria se transforma numa simples ação, sem análise ou plano, e a apresentação do projeto com o MASP, apenas um teatro devidamente ensaiado. Se um problema pode ser resolvido dessa forma, então que seja. A equipe pode relatar como teve o insight e como a implementou a solução. Pode receber os louvores do mérito pelo resultado, mas jamais racionalizar a posteriori, afirmando que uma abordagem metódica e estruturada foi usada, como se pudesse reproduzir esse processo em outros projetos.

Para que o MASP seja utilizado, o problema deve ter causas e soluções desconhecidas. Isso acontece com problemas crônicos, complexos, sistêmicos. Problemas cujas causas ou soluções são conhecidas podem ser resolvidos de maneira mais fácil. Esses problemas definitivamente não merecem o MASP, pois seu processo de resolução não pode ser sistematicamente reproduzido em outros problemas.

Mas o pior não é desperdiçar um método poderoso para tratar um problema simples. O efeito mais perverso acontece nas pessoas, confundindo-as sobre o que o método efetivamente é. Quando se percebe que, embora tenha sido relatado que o problema foi resolvido com MASP, foi aplicada uma solução predefinida, ou idealizada de forma intuitiva, a mensagem que fica, é que o método não é necessário para resolver problemas. Isso joga no lixo todo o esforço de convencimento de seu uso contínuo, prejudicando o processo de aprendizado que ele incorpora ao ser aplicado.

Por isso, o MASP deve ser respeitado como método, pois sua cientificidade garante reprodutibilidade, sistematização e aprendizado. Desenvolver essa cultura é papel de cada um: autores, consultores, profissionais da Qualidade, praticantes experientes e, sobretudo, lideranças.

Claudemir Oribe é mestre em administração, consultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

Referências

HOSOTANI, Katsuya. The QC problem solving approach: solving workspace problems the japanese way. Tokio: 3A Corporation, 1992.

KUME, Hitoshi. The QC Story. In: KUME, Hitoshi. Statistical methods for quality improvement. Tokyo: 3A Corporation, 1992. p. 191-206.

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

ORIBE, Claudemir Y. PDCA – origem, conceitos e variantes dessa ideia de 70 anos. Revista Banas Qualidade, São Paulo: Editora EPSE, ano XVIII. n. 209, outubro 2009, p. 20-25.

ORIBE, Claudemir Y. Muita Gente usa, mas Poucos Conhecem a História do mais Popular e Consagrado Método de Solução de Problemas de Qualidade – o MASP. Revista Banas Qualidade. São Paulo: Editora EPSE, n. 231, agosto 2011. p. 50.

Feedback vale ouro? Saiba como os clientes podem ajudar a sua empresa

Implementando o Design For Six Sigma (DFSS)

Saiba mais…

Allan Pakes

Tenho certeza que alguém já lhe pediu recomendação sobre uma loja ou produto, da mesma forma que você também já fez isso. Querer saber se uma loja é confiável e de qualidade é algo normal, principalmente na internet, já que muitas pessoas têm medo de golpistas que atuam online. Os depoimentos, que atuam como uma espécie de avaliação da sua empresa, produto ou serviço, são apenas um dos exemplos de feedback que você pode aproveitar de maneira positiva. A seguir, veja por que você deve prestar mais atenção ao que os seus clientes falam e como você pode estimulá-los a dar um feedback.

A função do feedback

Talvez você não saiba, mas grandes empreendedores criam ou modificam um produto de acordo com a necessidade do seu público. Muitos deles possuem um processo que consiste na criação de uma audiência, construção de uma lista de email, envio de pesquisas e análise das respostas. É assim que eles fazem adaptações e criam um produto feito especialmente para o público-alvo, e você também pode fazer isso.

Conduzindo pesquisas

Após saber como funciona a opção de pesquisas da sua ferramenta de email marketing, você precisa levar em consideração dois pontos:

1) Dados quantitativos

Qual é o índice de aprovação do seu produto, quantas pessoas comprariam o produto X pelo preço Y, e qualquer pergunta direta que possa lhe dar uma ideia de quantidade.

Perguntar se as pessoas recomendariam a sua empresa para alguém é uma boa opção e que pode ser usada como prova de autoridade.

2) Dados subjetivos

Essas informações são muito importantes, mas, mesmo assim, são ignoradas por muitas pessoas. É aqui que você descobre os motivos que fizeram o cliente comprar o seu produto e como ele foi útil para a pessoa.

As respostas podem ser bem diferentes, ou não, mas é aqui que você terá dados preciosos sobre a experiência do cliente com o seu produto.

A grande diferença das respostas livres em relação às de múltipla escolha é que o público não fica preso às suas suposições, que estão inseridas nos itens de escolha. O que levou você a comprar o produto? Como ele resolveu o seu problema?

Transformando os dados do feedback em ouro

Você se hospedaria em um hotel com nenhum comentário dos hóspedes sobre a estadia ou em um com vários comentários positivos sobre os quartos, atendimento e experiência no local? A opinião de outras pessoas é muito importante para um possível comprador. É exatamente por isso que livros e filmes contam com comentários de críticos em suas traseiras e trailers.

Veja como transformar o feedback em ouro:

1) Extraia a mensagem que está nas entrelinhas

Se mais de 90% dos seus clientes recomendaria os seus serviços para outras pessoas, o que isso significa?

Significa que eles ficaram contentes com o seu trabalho, e você pode expressar isso ao público de diferentes formas, como dizendo que quase ninguém sai insatisfeito depois de ter feito o seu curso. Há várias mensagens nas entrelinhas, você precisa prestar atenção e captá-las.

2) Use o storytelling

Entre em contato com um cliente e faça com que ele conte uma história que envolva a sua empresa.

Já vi uma história de um casal que estava comemorando um aniversário de casamento e decidiu se hospedar no mesmo hotel da lua de mel. O hotel ficou sabendo disso e preparou uma surpresa para o casal, fazendo a reserva no mesmo quarto e enviando um jantar especial. Ter um depoimento desses conta ou não ao seu favor? Se você oferecer uma ótima experiência, as pessoas farão questão de dar um depoimento contando o que aconteceu e porque elas ficaram felizes.

3) Utilize prêmios ao seu favor

O feedback não vem só do público, ele também vem da crítica especializada. As pessoas buscam uma prova de confiança, e prêmios podem ser essa prova.

Escute os seus clientes e pense em uma solução

Não existe nada perfeito, e é por isso que você sempre pode melhorar. Se algum cliente apontar um ponto que pode ser melhorado, principalmente quando ele diz por que este ponto não está tão bom, faço o possível para mudá-lo.

Às vezes pode ser algo bem simples. Quem usa um curso de emagrecimento online, por exemplo, pode ter sentido falta de uma forma de registrar o progresso diário.

Um simples App de celular pode resolver isso, ou até mesmo uma tabela que pode ser preenchida no painel de acesso do curso. O foco é a experiência do usuário.

– Peça opinião

Se a crítica voluntária não chegar até você, peça opinião. Isso é algo que sempre deve ser feito quando você quiser fazer algum upgrade no seu produto.

Saber o que os seus clientes gostariam de ver na nova versão pode fazer com que você economize tempo e dinheiro com adições desnecessárias.

Resumindo: ter um canal de atendimento e recebimento de críticas é fundamental para todo negócio que deseja crescer.

Além da resolução de problemas, foque na experiência do público. Ninguém gosta de tomar um remédio amargo para ficar bom, então que tal melhorar o gosto do remédio?

Alan Pakes é engenheiro de computação, formado pela USP em 2002 e expert em empreendedorismo e marketing digital. Já fundou três companhias: a agência de intercâmbio Invista em Você, a empresa de tecnologia Atrians e a de marketing digital, Digital Summit.

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Desenvolvimento de estratégia de testes para placas de circuito impresso

CURSO PELA INTERNET

Controle Integrado de Pragas – Disponível pela Internet – Ministrado em 10/07/2014

Compreender as principais pragas, cuidados e medidas de controle para um controle efetivo dentro de empresas alimentícias.

Ricardo Serafini Volpato, engenheiro de testes, e Renato Scavone, coordenador da Garantia da Qualidade, da Fundação Certi –  rca@certi.org.br

A demanda do mercado por produtos cada vez menores e com mais funcionalidades, levou à miniaturização dos componentes eletrônicos e aumentou a complexidade das placas de circuito impresso (PCB). Este cenário criou vários desafios para os engenheiros de testes, que passaram a ter que testar mais funcionalidades em uma placa cada vez mais susceptível a defeitos. Seguindo essa tendência do mercado, os fabricantes de equipamentos de teste e inspeção aperfeiçoaram seus produtos e, hoje, um leque de soluções de teste é oferecido para a indústria eletrônica e cabe à engenharia de teste avaliar quais soluções disponíveis são as mais indicadas para o teste da sua PCB [1].

ESTRATÉGIA DE TESTE E INSPEÇÃO
No processo de montagem de uma PCB, uma infinidade de defeitos é gerada por fatores diversos (máquina, material, mão de obra, processo, etc). A maneira como esses defeitos serão verificados depende da estratégia de teste e de inspeção adotadas pela engenharia de testes.

Há várias filosofias que norteiam uma estratégia de testes. Alguns engenheiros preferem executar uma bateria exaustiva de testes funcionais para chegar em 100% dos defeitos cobertos, outros se concentram mais no emprego de técnicas de teste e inspeção na linha de montagem (inspeção ótica automática, testador in-circuit, etc). Existe ainda um terceiro grupo que prefere investir em procedimentos de controle de processo no lugar de equipamentos de testes. Mas, independente da filosofia, em qualquer estratégia de teste deve-se ter atenção sobre dois aspectos importantes: as oportunidades de defeito da PCB e o histórico de defeitos do processo produtivo.

ANÁLISE DAS OPORTUNIDADES DE DEFEITO DA PCB
Durante sua montagem, a PCB está sujeita a ocorrência de uma série de defeitos como ausência, deslocamento, curtos, abertos, part_number incorreto, etc. Conhecer todos os potenciais defeitos da PCB é fundamental para se ter êxito na escolha das técnicas de teste. Por conta disso, a análise das oportunidades de defeito é o passo inicial na elaboração de uma estratégia de teste. Ela visa identificar cada potencial defeito da PCB e calcular sua quantidade.

Essa análise leva em conta os encapsulamentos montados e os processos de montagem envolvidos (printer, forno, solda onda, etc.). O histórico de defeitos do processo também é considerado, para enfatizar os defeitos mais frequentes frente aos de baixa incidência. Com o resultado da análise é possível saber quantos defeitos estão associados às juntas de solda, quais componentes possuem polaridade, quais estão sujeitos à tombstone, quais não possuem serigrafia de identificação, etc. Essas informações servirão para justificar o emprego de uma técnica de teste em relação à outra e, assim, guiar o desenvolvimento da estratégia.

ESCOLHA DAS TÉCNICAS DE TESTE E INSPEÇÃO
Definir técnicas adequadas para compor a solução de teste compartilhado é uma atividade que exige experiência do time de testes. Cada técnica tem suas vantagens e limitações, portanto, o correto é reunir diferentes técnicas para criar um filtro impermeável a defeitos [2].


Figura 1 – Uso várias técnicas

As técnicas de inspeção (AOI, raio-X, inspeção visual) verificam se a montagem dos componentes está conforme, mas nada garantem sobre seu funcionamento. Já as técnicas de teste (ICT, MDA, Boundary-scan, teste funcional) verificam o funcionamento dos componentes e da placa, mas são insensíveis a defeitos de deslocamento e insuficiência de solda. Portanto, toda estratégia de teste deve reunir pelo menos uma técnica de cada tipo.

Outro aspecto importante no desenvolvimento da estratégia de testes é a redução de custos. Na tentativa de maximizar a cobertura de defeitos, a engenharia de teste também deve se preocupar em minimizar a sobreposição da cobertura entre as diferentes técnicas. Aquelas que possuem a operação mais onerosa (ex. teste funcional) devem ser minimizadas, visto que muitos defeitos já estão cobertos pelas demais técnicas utilizadas na linha de montagem (SPI, AOI, ICT, etc.).
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Figura 2 – Cobertura de teste compartilhada

ANÁLISE DA COBERTURA DE DEFEITOS
Atualmente é comum encontrar cálculos equivocados para expressar a cobertura de defeitos de uma solução de teste. Alguns fabricantes de equipamentos de teste costumam usar a relação (%) de componentes testados por componentes totais como forma de apresentar a eficácia da sua solução. Outros, principalmente de ICTs, assumem que a cobertura do teste é a relação entre nós acessíveis por nós totais da placa [3]. Ambas as abordagens são falhas por não levarem em conta todos os possíveis defeitos da PCB e trazem percentuais de cobertura sempre acima do que efetivamente está coberto. Além disso, essa abordagem não é clara em relação aos defeitos não cobertos, dificultando a definição de técnicas de teste/inspeção complementares.

Algumas métricas surgiram para tornar o cálculo da cobertura de defeitos mais assertivo, dentre elas se destaca a PCOLA-SOQ da Agilent. Essa métrica considera que todo componente está sujeito aos defeitos de presença (P), valor incorreto (C), polaridade (O), funcionamento inadequado (L), deslocamento (A), curtos (S), abertos (O) e insuficiência de solda (Q).

Naturalmente, alguns dos defeitos acima não se aplicam para determinados tipos de componente (ex. resistores não possuem defeitos de polaridade) e essas particularidades são levadas em consideração no cálculo das oportunidades de defeito da PCB (tabela 1). A cobertura de cada técnica é avaliada separadamente. A tabela 2 representa a cobertura de defeitos dada por uma AOI. O percentual de cobertura é dado pela relação do número de defeitos cobertos (DC) pelo número de defeitos totais da PCB (DT), conforme a equação CAOI = (DC/DT)*100%

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Tabela 1 – Tabela de oportunidades de           Tabela 2 – Defeitos coberto AOI (1-coberto, 0 não coberto)
defeitos (1-aplicável, N-não aplicável)

DFT – DESIGN FOR TEST
As regras de DFT compreendem um conjunto de regras que visam facilitar e maximizar a cobertura de defeitos da PCB [4]. Elas devem ser seguidas no início do projeto da placa, mesmo que as técnicas de teste/inspeção de produção ainda não tenham sido definidas. Placas que tenham seguido regras de DFT são mais flexíveis e podem ser testadas em diferentes cenários, não deixando a solução de teste compartilhado muito dependente de uma única técnica. Além disso, a adoção de regras DFT tem um forte impacto no custo da solução de teste, principalmente na montagem de fixtures para ICT/MDA.

APLICAÇÕES
A metodologia para desenvolvimento de uma estratégia de teste descrita nos tópicos anteriores foi aplicada em uma placa-mãe de um computador tipo Desktop. A etapa inicial de análise apontou que existiam 18116 oportunidades de defeitos, distribuídas em 1141 componentes e 5588 juntas de solda. A ocorrência de alguns defeitos foi descartada devido à baixíssima incidência no histórico de montagem. Foram eles:
• Curtos em componentes discretos (resistores, capacitores, diodos, SOT23, etc);
• Defeito de funcionamento inade-quado em resistores, capacitores e indutores SMT (esses componentes são mais robustos à ESD e provem de fornecedores de qualidade);
A tabela 3 apresenta as oportunidades de defeito calculadas para a PCB em estudo, classificadas de acordo com a métrica PCOLA-SOQ. A maioria dos defeitos (80%) está associada às juntas de solda, por se tratar de uma placa com vários CI’s e BGA’s.

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Tabela 3 – Tabela de oportunidades de defeito

A solução de teste desenvolvida combinou as técnicas AOI e MDA. Essas duas técnicas foram escolhidas porque são complementares entre si. A AOI possui bom desempenho na inspeção do corpo dos componentes (P-C-Orient-A-Q), e o MDA é eficaz no teste do seu funcionamento (L), e detecção de curtos nas juntas de solda. Combinadas, as técnicas promoveram cobertura de 75,3% dos defeitos. O percentual não foi maior devido à falta de acesso em alguns nós elétricos da placa (pontos de teste). Além disso, como o MDA não faz teste com a placa energizada, componentes ativos (analógicos e digitais) não puderam ser completamente testados. A tabela 4 apresenta em detalhes a cobertura das técnicas para cada tipo de defeito.

Uma lista contendo os defeitos não cobertos foi gerada, e serviu de referência para que a equipe de teste adicionasse procedimentos de inspeção dedicados a esses defeitos (inspeção visual). O teste funcional da PCB também foi revisado, buscando estender a cobertura sobre os componentes não cobertos.

O desenvolvimento de estratégias de testes com o rigor de análise apresentado neste artigo ainda é raridade na indústria eletrônica. A maioria das empresas sequer conhece métricas para cálculo da testabilidade de placa, como a PCOLA-SOQ, e ainda continuam se equivocando no cálculo da cobertura de defeitos. Alguns softwares de análise de testabilidade foram lançados no mercado para dar suporte à equipe de engenharia, mas ainda não possuem preços atrativos. Enquanto isso, as empresas continuam a utilizar um conjunto padronizado de equipamentos de teste e inspeção para todas as placas montadas, deixando de economizar recursos se praticassem uma abordagem mais dedicada.

Referências
[1] Stig Oresjo, “New thoughts on test strategies”
[2] Stig Oresjo, “A new test Strategy for complex printed circuit board assemblies”
[3] Kathy Hird, “Test Coverage: What Does It Mean when a Board Test Passes?”
[4] SMTA TMAG Testability Guidelines

A melhor dieta para emagrecer rápido

E-BOOK ASQ/TARGET

Implementando o Design For Six Sigma (DFSS)
Esse e-book ASQ/Target descreve a metodologia DFSS que foi criada e aplicada para processos produtivos e de serviços…

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Vinícius Possebon

Você gostaria de descobrir qual é o segredo para emagrecer rápido? Se sim, continue lendo este artigo, porque vou revelar algo que vai deixar você bastante surpreso. Quero contar qual é a melhor dieta para emagrecer rápido. Isso, é claro, é algo que eu descobri através de muito estudo, da leitura de diversos artigos científicos e de alguns testes.

O sistema de alimentação que eu uso é um dos melhores para um emagrecimento rápido e vou mostrar para você que é possível emagrecer rapidamente e, ainda assim, comer as coisas que você gosta, como brigadeiro, pizza e aquela cervejinha do fim de semana.

Esqueça a palavra dieta

Em primeiro lugar, preciso dizer que esses hábitos alimentares que vou ensinar agora não devem ser algo para você fazer por alguns meses, mas para levar para a vida inteira. Costumo dividir essa dieta em três partes:

– Alimentos permitidos: são aqueles que você pode comer sem precisar contar calorias, sem precisar pesar. Como exemplo, podemos citar as proteínas, frango, carne vermelha, peixes, entre outros. Esses alimentos possuem um alto índice termogênico (isto é, consomem mais calorias só pelo fato de serem digeridas e absorvidas) cerca de 30%, e promovem, ainda, um aumento da saciedade. Você pode consumir esses alimentos “sem se preocupar”, pois eles serão a base da alimentação de resultados.

– Alimentos “maybe”: são os alimentos que você deve comer apenas uma determinada porção por dia. Com relação a esta base da alimentação, incluímos aqui os carboidratos e as gorduras, só que de maneira estratégica. Um exemplo são os carboidratos complexos que não favorecem o pico de insulina (o pico de insulina é um dos grandes responsáveis pelo acúmulo de gordura), tais como: batata doce, aipim, tapioca, arroz integral e fontes de gorduras boas (nata, manteiga, óleo de oliva).

– Refeição da esbórnia: esta é a refeição que você pode comer e beber o que quiser, como brigadeiro, churrasco e cerveja. Existem até mesmo alguns estudos mostrando que quando fazemos refeições da esbórnia, isso é, comemos besteira, os hormônios da tireoide tendem a se manter estáveis, mantendo o metabolismo de repouso acelerado. Mas por que isto é importante? Quando mudamos nossa alimentação, o corpo tende a criar um mecanismo de supercompensação diminuindo o gasto calórico de repouso. Desta forma, a refeição da esbórnia tem um papel estratégico e funciona mais ou menos assim: 80% do tempo você se alimenta com a base dos alimentos permitidos e maybe e, nos outros 20%, com a refeição da esbórnia. Assim, você dá adeus a regimes de escravidão que o levam a passar fome e comer que nem passarinho.

Esse é o segredo para uma alimentação balanceada, que traz resultados o mais rápido possível. As dietas de 1.200 kcal que as pessoas costumam divulgar não são nem perto a melhor forma de emagrecer. Posso provar isso para você através de vários estudos. Você pode emagrecer de 2 a 3 vezes mais rápido comendo 3.000 kcal por dia.

Você não precisa abrir mão do que gosta de comer para emagrecer

Imagine comer sem precisar sair contando calorias, sem precisar se preocupar em pesar o prato. Eu, particularmente, acredito que isso é o que deixa as pessoas felizes, porque elas não precisam ficar contando porções. Você está preparado para mudar seus hábitos alimentares, emagrecer de duas a três vezes mais rápido e não precisar contar calorias?

Além de seguir uma boa dieta e consultar um nutricionista especializado, a prática de atividade física é sempre recomendada. É importante realizar um treinamento de qualidade e adequado para você. Seguindo estas dicas, tenho certeza que você aprenderá a conquistar o corpo dos seus sonhos.

Vinícius Possebon é personal trainer, palestrante e criador do Sistema de Emagrecimento Queima de 48 Horas – https://www.facebook.com/queimade48horas

Cumprimento da Norma Regulamentadora n° 36 (NR 36)

A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) continua em sua luta para exigir o cumprimento da Norma Regulamentadora n° 36 a partir das mudanças previstas desde sua publicação, em abril de 2013. Entre as novas regras de segurança e saúde no trabalho em frigoríficos estão a adoção de rodízios de trabalho, adaptações estruturais que possibilitem a alternância de atividades em pé e sentado, e concessão de pausas térmicas e ergonômicas.

“O cumprimento da NR 36 ainda está muito aquém daquilo que nós esperávamos por parte da maioria das empresas. No geral, eles (empresários) não têm cumprido seu papel no sentido de aplicar a norma de forma eficaz. Para rebater essa dificuldade nacional, principalmente, nas maiores empresas e grupos do setor no país (JBS/Friboi e BR Foods), passamos a fiscalizar fábricas no Rio Grande do Sul em uma força-tarefa que conta com a participação do Ministério Público do Trabalho (MPT), MTE e uma fisioterapeuta financiada pela CNTA, para combater definitivamente as irregularidades. A ideia é que isto seja estendido para os demais Estados.”, comenta o representante da CNTA Afins, Artur Bueno de Camargo, que lançou em 2013, a Cartilha dos Trabalhadores do Setor Frigorífico.

Atualmente, São Paulo ocupa o primeiro lugar no Brasil com o maior número de trabalhadores em frigoríficos, somando mais de 63 mil; seguido pelos Estados do Paraná, com 57 mil, e Rio Grande do Sul, com 52 mil. De acordo com dados do Ministério da Previdência Social (MPAS), entre 2010 e 2012, foram registrados 61.966 acidentes no setor, com 111 mortes no mesmo período. Já o número de auxílios-doença acidentários concedidos entre 2010 e 2012 foi de 8.138. Só em 2013, entre janeiro e outubro, cerca de 2 mil trabalhadores do setor receberam o benefício.

Segundo a Rais 2012, o Brasil possui 388.386 trabalhadores no abate e produção de carne. A remuneração média dos trabalhadores em frigoríficos é de R$ 1.286,29, conforme a Tabela 1.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

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Segundo os dados de 2012, o estado onde há maior número de trabalhadores em frigoríficos é São Paulo. São 63.796 trabalhadores no estado (16,5% do total de trabalhadores em frigoríficos no Brasil), com remuneração média de R$ 1.543,05. O segundo estado com maior número de trabalhadores no setor é o Paraná, com 57.413 trabalhadores (14,7% do total) e remuneração média de R$ 1.155,92. Em seguida encontramos Rio Grande do Sul, com 52.531 trabalhadores e remuneração média de R$ 1.285,82.

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Cinco passos para superar a deficiência e alcançar uma vida plena

CURSOS PELA INTERNET PARA O SETOR DE ALIMENTOS

Contaminantes químicos e suas medidas de controle – Disponível pela Internet – Ministrado em 01/08/2014

Avaliar criticamente, compreender e controlar contaminantes químicos em alimentos.

Controle Integrado de Pragas – Disponível pela Internet – Ministrado em 10/07/2014

Compreender as principais pragas, cuidados e medidas de controle para um controle efetivo dentro de empresas alimentícias.

Dolores Affonso

Durante séculos, as pessoas com deficiência foram consideradas incapazes, sofreram preconceito e foram excluídas da sociedade. Atualmente, muitas pessoas, estudiosos, educadores, instituições e governos em todo o mundo buscam formas de incluir as pessoas com deficiência através de políticas públicas para a educação, o trabalho, etc. Entretanto, é preciso preparar também o deficiente para conviver com as diferenças e criar um mundo melhor.

Muitas são as dificuldades vivenciadas por uma pessoa com deficiência, seja na escola, no trabalho, na vida social, no acesso aos bens e serviços públicos etc. No mercado de trabalho, por exemplo, em 2011, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, pouco mais de 300 mil deficientes tinham emprego com carteira assinada no país. O número de deficientes em subempregos e desempregados é muito grande.

A falta de respeito com os deficientes é enorme, desde carros estacionados na vaga de deficientes até a falta de legendas, audiodescrição, língua de sinais, rampas de acesso e outros recursos de acessibilidade que poderiam tornar a vida das pessoas com deficiência muito mais fácil. Esses e outros problemas de acessibilidade poderiam ser resolvidos facilmente por governos e empresas com ações simples. As novas tecnologias assistivas, de informação e comunicação e outros recursos ainda têm muito que evoluir, mas já há diversos dispositivos e ferramentas que podem ser usados para facilitar a vida.

No entanto, a maioria das empresas privadas e instituições públicas não as utilizam, seja por falta de informação, interesse ou recursos financeiros. Além disso, os próprios deficientes não sabem usá-las, bem como não têm acesso ou recursos financeiros para adquiri-las. E ainda tem o medo!

Sabemos que esse medo dos deficientes não se restringe ao uso das tecnologias, mas ao mundo opressor que cobra o sucesso, mas não dá as mesmas condições e oportunidades na vida, levando ao medo, à reclusão em busca de proteção contra o preconceito e à exclusão, como resultado da submissão às regras da sociedade sem lutar pelos seus direitos. Para vencer esses medos e, consequentemente, a deficiência, é preciso abrir a mente para o novo, para o conhecimento e para a informação.

Muitas pessoas me perguntam o que podem fazer para desenvolver sua autonomia, superar limitações, aprimorar habilidades e realizar o seu potencial pessoal, profissional emocional etc. para alcançar a vida plena que querem, atingindo seus objetivos, realizando seus sonhos e ajudando outras pessoas. Assim como eu, diversas pessoas com deficiência e necessidades especiais se superam a cada dia e, para isso, tiveram que buscar uma forma, um método, ferramentas.

Mas como superar? Como eu superei e tantas outras pessoas também? São somente cinco passos para alcançar uma vida plena!

O primeiro passo é o autoconhecimento. Conheça a si mesmo! Um dos grandes problemas da pessoa com deficiência é não conhecer a si mesmo, sua deficiência, limitações e, principalmente, seu potencial. Se aceite como você é!

O segundo passo é a informação. Mantenha-se informado! Conhecer seus direitos, deveres e tudo aquilo que pode auxiliar na sua vida, como as ferramentas e tecnologias disponíveis, onde encontrar e como adquirir, tornarão você muito mais independente e produtivo.

O terceiro passo é a organização e o planejamento. Planeje sua vida e seu futuro! Retomar os sonhos, definir objetivos e metas, bem como as formas, estratégias e ações para alcançá-los, ou seja, construir a vida que você sempre quis e o futuro com que sempre sonhou.

O quarto passo é a motivação e superação. Seja auto motivado e supere a deficiência! Manter-se motivado só depende de você.

O quinto e último passo é a disseminação, ou seja, ajude outras pessoas, passe para frente o que aprendeu e ajude o mundo a se tornar um lugar melhor para todos!

Seguir esses passos fará toda a diferença na sua vida, pois, assim como eu pude lutar e sair vencedora, apesar de todas as adversidades, você também pode! Só depende de você vencer esta batalha!

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade www.congressodeacessibilidade.com

É possível ser um empreendedor de sucesso e preservar a qualidade de vida

Implementando o Design For Six Sigma (DFSS)
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Ernesto Haberkorn

Há um provérbio, atribuído à Dalai Lama, que diz: “os homens perdem saúde para ganhar dinheiro e perdem dinheiro para reaver a saúde”. Não sei se a autoria procede, mas o conteúdo da frase está mais que correto. O tema qualidade de vida vem sendo amplamente discutido na sociedade contemporânea, com inúmeras publicações, programas, dicas, novelas e receitas de como ser uma pessoa feliz, magra e com saúde. Por outro lado, também há uma cobrança da sociedade de que a pessoa seja bem-sucedida, rica e, se for possível, dona do próprio negócio.

A partir disso, ficam as perguntas: é possível ganhar dinheiro e saúde, sem perder um ou outro? É possível ser um profissional de sucesso e com qualidade de vida? A resposta depende muito do que a pessoa entende por “sucesso” e “felicidade”. Porém, posso afirmar que, se seguirmos alguns princípios fáceis de entender, mas não tão fáceis de adotar (e que também servem para a vida pessoal), conseguiremos nos equilibrar sobre estes dois pilares.

Como o tema aqui é o dia a dia de um profissional, vamos iniciar pelos princípios a serem colocados em prática neste campo. O primeiro, é fazer do trabalho um lazer, um prazer. É importante ter sempre o que fazer, acordar de manhã e lembrar que naquele dia você irá cumprir mais uma etapa do seu trabalho e, finalmente, que o seu trabalho traga algum benefício para você ou para os outros. Não estou falando aqui apenas de dinheiro.

Outro princípio é agir com ousadia, calma e persistência. Para ser proativo é preciso ser ousado, mas sempre com segurança. Nada de dar um passo maior que a perna. Porém, se ficar a dúvida, faça! As pessoas se arrependem muito mais daquilo que não fizeram. Por fim, outra dica importante é ter sempre metas. Quem não tem metas passa a vida matando o tempo. A vida sem metas é monótona. E tudo o que é monótono estagna-se.

Já os princípios a serem colocados em prática no campo pessoal, o primeiro que destaco é a prática de atividade física. Fazendo uma comparação com o computador, a prática esportiva “azeita” nosso hardware. Falando em azeite, ter uma alimentação orgânica e equilibrada, também ajuda na realização pessoal.

Outro princípio é dormir o suficiente para sentir-se descansado. Dormir não é perda de tempo, muito pelo contrário. Revigora-se para não dormir no trabalho ou volante. Além desses, destaco três outros pontos: estar sempre bem informado, viver a sua própria espiritualidade (não importa qual) e jamais ter inimigos.

Por último, deixei um princípio meio piegas, mas importantíssimo: Amar. Desde o amor paixão até o amor fraternal pela família ou amigos. Qualquer tipo de amor ajuda a encarar a vida de maneira mais agradável, mais bonita.

Como avisado anteriormente, estes são princípios fáceis de entender, mas difíceis de serem colocados em prática. O mais importante é que a pessoa saiba focar os seus objetivos e não cometa excessos em nenhum dos dois campos, caso contrário, a balança vai alçar um lado e rebaixar o outro.

Ernesto Haberkorn é criador do Circuito NETAS (acrônimo de Natureza, Esporte, Trabalho, Amor e saúde), treinamento diferenciado, criado com o intuito de apresentar uma rotina mais saudável e com qualidade de vida aos executivos; e diretor da TI Educacional .

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