Os riscos de roubo nas operações logísticas

Curso pela internet: Manutenção Produtiva Total (Total Productive Maintenance – TPM)

Os cursos sobre TPM tem o objetivo principal de aumentar a rentabilidade dos negócios por meio da eliminação das falhas por quebras de equipamentos, reduzindo o tempo gasto para preparação dos equipamentos, mantendo a velocidade do maquinário, eliminando pequenas paradas e melhorando a qualidade final dos produtos. O TPM é muito mais uma mudança de comportamento do que introdução de novas tecnologias. São três os cursos disponibilizados pela Target na internet e no GEDWEB sobre manutenção e apresentados pelo especialista no assunto Haroldo Ribeiro. Para mais informações e compra dos cursos, clique nos links:

A Manutenção Autônoma – Disponível pela Internet – Ministrado em 11/10/2013

Como conscientizar e habilitar o operador a cuidar adequadamente do equipamento.

A Manutenção Produtiva Total – Disponível pela Internet – Ministrado em 02/10/2013

Como maximizar a produtividade na empresa.

TPM para Operadores – Disponível pela Internet – Ministrado em 04/10/2013

Como Conscientizar e Habilitar operador a entender a praticar o TPM.

Eliel Fernandes

A definição de roubo no Código Penal é: ato de subtrair coisa móvel alheia para si ou para outro, mediante grave ameaça ou violência a pessoa (ou não), ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido a impossibilidade de resistência. As penas previstas para Roubo (artigo 157, caput do Código Penal) são inicialmente a reclusão de quatro a sete anos, e pode chegar até 30 anos, dependendo da gravidade da violência empregada no ato do roubo.

A frequência das ocorrências incrementam os números de roubos registrados no país e denotam que as penalidades previstas na lei não assustam os gatunos. O cenário é critico, pois estas ocorrências, que já são elevadas durante o ano, crescem exponencialmente nos meses de outubro, novembro e dezembro em razão do abastecimento do comércio para as festas natalinas e Réveillon.

O aumento da circulação de pessoas, dinheiro, veículos particulares e de cargas agravam os fatores de riscos e criam uma série de oportunidades para ações marginais. Os orgãos de segurança pública adotam medidas com o intuito de coibir o aumento da criminalidade neste período, porém mantém o mesmo efetivo, que já é notoriamente insuficiente para os demais meses do ano.

Apesar dos esforços, a cada dia são registrados aumentos frequentes da criminalidade principalmente neste período sazonal. As indústrias descarregam no mercado um volume extraordinário de mercadorias, que induzem as transportadoras a adotarem medidas descontroladas para atenderem esta demanda. Buscam motoristas que não possuem vínculo ou histórico com a empresa, trazendo para as suas operações não só os profissionais de bem com perfil adequado, como também oportunistas e membros  de quadrilhas especializadas no roubo de cargas.

As seguradoras por sua vez somam indenizações que, muitas vezes, podem comprometer o resultado de um ano inteiro da sua carteira de seguros de transportes. Em regra geral, as estatísticas mostram um quadro pessimista sem melhorias a curto prazo, porém as empresas que têm inserido programas de gerenciamento de riscos em suas operações desafiam os números conquistando melhores resultados.

Ações básicas de gerenciamento de riscos como pesquisa e adequação  do perfil do motorista contratado, serviços de inteligência e tecnologias embarcadas que direcionam os órgãos de segurança publica ao local exato do delito, otimiza a estrutura policial disponível e contribui para a prisão de meliantes e recuperação das cargas. A soma de pequenos fatores de riscos conduzem às perdas; identificá-los e gerenciá-los é a melhor forma de garantir bons resultados.

Eliel Fernandes é sócio e diretor comercial da Buonny Projetos e Serviços de Riscos Securitários

Florestas urbanas: uma norma que estabelece os procedimentos para a poda de árvores

urbanasAs florestas urbanas são as árvores e outras formas de vegetação de pequeno, médio e grande portes que crescem, de forma espontânea ou cultivada, em ambientes urbanos. Um estudo do U.S. Forest Service e do Davey Institute revelou que as as árvores podem salvar uma vida por cada ano e reduzir a poluição nas cidades. O estudo foi realizado com amostras de dez cidades dos EUA: Atlanta; Baltimore; Boston; Chicago; Los Angeles; Minneapolis; Nova York; Filadélfia; San Francisco e Syracuse. A conclusão dos cientistas é que as árvores ajudam no controle de pequenas partículas de poluição, que geram doenças graves no pulmão, aterosclerose acelerado (formação de placas nos vasos sanguíneos), problemas cardíacos, inflamações e morte prematura.

Nova York apresentou os melhores resultados entre florestas urbanas e grandes cidades. A vegetação da cidade salva até oito pessoas por ano. Outro dado da pesquisa mostra que as árvores plantadas na cidade, a partir de 2011, reduziram mais de dois mil casos de asma e doenças pulmonares, além de maior assiduidade dos funcionários em seus empregos. O que gerou uma economia financeira de U$ 9,7 milhões aos cofres públicos.

A NBR 16246-1 de 11/2013 – Florestas urbanas – Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas – Parte 1: Poda estabelece os procedimentos para a poda de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas em áreas urbanas, em conformidade com a legislação aplicável. Esta parte 1 pode ser utilizada como orientação para que profissionais da administração pública municipal, estadual e federal, assim como prestadores de serviço particulares, proprietários de imóveis, concessionárias de serviços públicos e outros, elaborem suas especificações de trabalho. Os procedimentos previstos nesta parte 1 não se aplicam a podas em frutíferas, para as quais podem ser utilizadas as técnicas de poda empregadas na fruticultura.

Essa norma, sob o título geral “Florestas urbanas – Manejo de árvores, arbustos e outras plantas lenhosas”, tem previsão de conter as seguintes partes: Parte 1: Poda; Parte 2: Segurança na arboricultura; Parte 3: Análise de risco; e Parte 4: Plantio e transplantio. Os objetivos da poda, bem como a destinação de seus resíduos, devem ser estabelecidos antes do início de qualquer operação de poda.

A fim de se alcançar os objetivos da poda, convém: considerar o ciclo de crescimento, a estrutura individual das espécies e o tipo de poda a ser executada; que não se retire mais que 25 % da copa, já que o percentual e a distribuição da folhagem a ser removida devem ser definidos de acordo com a espécie arbórea, idade, estado sanitário e localização, pois podas de maior intensidade devem ser justifi cadas tecnicamente; que não se retire mais que 25 % da folhagem de um galho, quando este é cortado junto a outro galho lateral, sendo conveniente que o galho lateral tenha dimensões suficientes para assumir a dominância apical.

O destopo e a poda tipo poodle devem ser considerados práticas de poda inaceitáveis para árvores, exceto nos casos em que tal prática for necessária para posterior supressão. O arborista deve realizar uma inspeção visual, para avaliar todos os aspectos físicos e fi tossanitários de cada árvore-alvo do trabalho e realizar o planejamento prévio das atividades. O arborista em treinamento também pode realizar este tipo de inspeção, desde que esteja sob supervisão direta de um arborista profissional.

Caso se constate a existência de alguma condição ou fator que requeira atenção além do escopo original do trabalho, é conveniente que esta condição ou fator seja reportado a um supervisor imediato, ao proprietário da árvore ou à pessoa responsável por autorizar a realização do trabalho. Devem ser utilizados equipamentos e práticas de trabalho que não danifiquem o tecido vivo e a casca além das especificações de trabalho. Ferramentas de impacto não podem ser usadas no corte final.

As ferramentas usadas para fazer os cortes de poda devem estar sempre afiadas e em perfeitas condições de uso.Esporas de escalada não podem ser usadas para poda de árvores, exceto quando: os galhos estiverem separados à distância maior que a linhada de arremesso e não houver alternativa de escalada da árvore; ou a casca for de espessura suficiente para prevenir danos ao câmbio.

A limpeza consiste em poda seletiva para remover galhos mortos, doentes ou quebrados. A localização e a variação de tamanho dos galhos a serem removidos devem ser especificadas. A desrama ou raleamento consiste em poda seletiva para reduzir a densidade de galhos vivos. Convém que a desrama ou raleamento resulte em distribuição equilibrada de ramos em galhos individuais, não comprometendo a estrutura da árvore.

Não é recomendado que se retire mais que 25 % do volume da copa que cresceu após a última poda. A localização e a variação de tamanho dos galhos, bem como o percentual de folhagem a serem removidos devem ser especificados. A elevação da copa consiste em poda seletiva para fornecer espaços verticais. Convém que a necessidade de espaço vertical, a localização e a variação de tamanho dos galhos a serem removidos sejam especificadas.

A redução consiste em poda seletiva para reduzir a altura e/ou a largura da copa e, por consequência, a área e o volume da copa, sempre obedecendo à arquitetura típica da espécie, buscando uma distribuição equilibrada de ramos. O galho deve ser podado junto a outro que tenha no mínimo 1/3 do seu diâmetro. Deve-se considerar a tolerância da espécie a esse tipo de poda.

Convém que sejam especificadas a localização e a variação de tamanho dos galhos a serem podados, bem como o espaço (desobstrução) a ser obtido com a poda. É recomendada a realização de poda de palmeiras quando fronde, infl orescências, frutos e pecíolos puderem criar uma condição de risco.

Não podem ser removidas frondes vivas e saudáveis que se iniciem em ângulo maior ou igual a 45° com o plano horizontal na base das frontes (ver Figura 1), exceto no caso de frondes em conflito com redes aéreas de serviços. Recomenda-se a retirada de folhas junto à base do pecíolo sem causar danos aos tecidos vivos do estipe. Recomenda-se que a descamação da palmeira (barba) seja feita pela remoção apenas das bases de frondes mortas no ponto onde elas entram em contato com o estipe, sem causar danos aos tecidos vivos (ver Figura 2).

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Ano Novo, vida nova no trabalho

NORMAS COMENTADAS
NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBR ISO 9001 – COMENTADA (EM VÍDEO)
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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Com a chegada do novo ano, é comum refletir sobre o que vai bem e o que precisa ser modificado, inclusive na vida profissional. De acordo com o especialista em gestão do conhecimento nas organizações, escritor e professor Marcus Garcia, se existe uma desmotivação no trabalho, é hora de verificar o que pode melhorar ou buscar uma nova oportunidade. “Quando um profissional está desmotivado, é importante que ele perceba a causa e depois converse com o gestor para mostrar o seu descontentamento”, assegura ele.

Algumas situações que levam à falta de motivação, segundo o professor, são: falta de desafios no trabalho, insatisfação com o salário e quando o profissional não gosta da empresa, dos colegas, dos gestores ou do que faz. “A perda da motivação pode gerar desinteresse, cujas causas podem ser a falta de recursos básicos para exercer uma atividade, a rotina, a escolha errada pela profissão ou o pouco aproveitamento do potencial para uma atividade”, esclarece.

Para Marcus Garcia, o profissional precisa, primeiramente, saber se quer mudar e buscar soluções para o seu descontentamento. “Há aqueles que se motivam quando ocupam um posto de trabalho desejado ou fazem o que gostam, do jeito que gostam”, comenta. “Uma alternativa é se aperfeiçoar com treinamentos, cursos ou palestras. Ler sobre o trabalho que exerce para aprimorá-lo ou lançar desafios e metas também ajuda a se sentir motivado”, acrescenta.

O gestor pode ajudar um funcionário e evitar uma demissão. “Um dirigente precisa entender o real causa da desmotivação e, com isso, pode solucionar um conflito na empresa, verificar a possibilidade de um aumento de salário ou benefícios, reconhecer um bom trabalho e fazer o feedback, para melhorar as relações na empresa, a comunicação e o desempenho”, explica.

De acordo com o professor, ao conversar com o gestor é necessário agir com honestidade e ser objetivo. “Evite dar desculpas ou fazer ‘rodeios’ para dizer o que pretende. As razões para a falta de motivação devem ser apresentadas de forma clara, para que a resposta também seja honesta e objetiva. Se o retorno não for o esperado, recomendo rever o posicionamento no mercado”, sugere. “Nesta procura, a disponibilidade de emprego pode ser negativa por algum tempo, por isso, é preciso agir com cautela e pedir demissão quando uma nova colocação já estiver garantida”, aconselha.

Segundo Marcus Garcia, conflitos com o gestor devem ser evitados, mesmo que a conversa seja insatisfatória. “Profissionais com valores equivocados como aqueles que procuram motivos desonestos para processar a empresa, que criam situações para alcançar cargos melhores a qualquer preço e agem de má fé com colegas para obter ganhos, devem lembrar que na busca por uma nova oportunidade precisarão de referências”, alerta.

Planejamento sucessório

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

Preço

R$ 63,90

Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT estão diretamente ligadas à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço.

Mais informações e para comprar, acesse o link https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

Família e amigos, negócios à parte? A preocupação entre resguardar o patrimônio construído durante anos e gerações é tão igual quanto ao crescimento e longevidade de pequenas, médias e grandes companhias espalhadas pelo mundo. Na dúvida, nada melhor do que contratar um especialista para poder gerenciar, planejar, prever riscos e alcançar os resultados esperados: vida eterna – ou duradoura – à trajetória de sucesso.

No Brasil, de acordo com publicação da Agência Sebrae de Notícias, mais de 90% das empresas nacionais são familiares. “Herança, inventário, testamentos são complicações que acabam surgindo na hora cuidar do patrimônio familiar. E esta não é uma tarefa fácil”, alerta o advogado Adriano Dias, em alusão ao planejamento sucessório. Para controlar as aflições e encontrar soluções, existem, sim, alternativas.

“Uma das alternativas possíveis é a constituição de uma holding familiar, que passou a apresentar grande utilidade na concentração patrimonial e facilitar a sucessão hereditária e a administração dos bens, garantindo a continuidade sucessória”, explica o especialista. O mecanismo pode ser considerado uma prevenção com relação ao futuro. Para isso, é constituída como organização societária que pode ser dividida em Sociedade Limitada ou Sociedade Anônima.

Além disso, estabelecer um plano de metas para a capacitação dos herdeiros, constituir estruturas jurídicas sólidas e profissionalizar a gestão utilizando os preceitos da governança corporativa para a perpetuação da empresa familiar, são algumas alternativas para que as empresas evitem problemas e reduzam o quadro de riscos. E nessa reestruturação da gestão patrimonial, o grande desafio colocado aos consultores é o de apresentar soluções seguras e que não firam a legislação vigente.

Quem possui patrimônio deve se preocupar como seus bens serão transmitidos aos herdeiros. O planejamento sucessório deve ser feito por qualquer pessoas que tenha bens a deixar para os herdeiros, independentemente do tamanho e do valor desse patrimônio. “É possível, ainda, fazer a doação direta dos bens em vida, ou então se valer de uma série de medidas jurídicas, em conjunto com certas estruturas financeiras, que irão possibilitar a transmissão dos bens com maior facilidade na hora da partilha. Quando bens são doados em vida na forma de quotas sociais de uma estrutura constituída para tanto, eles não entram necessariamente em inventário, o que facilita e diminui o custo da partilha”, ressalta Dias.

Ainda segundo advogado, é importante ressaltar que o planejamento sucessório, quando utilizado para transmissão da herança “em vida” por parte do empreendedor, tem como um dos seus principais atrativos a eliminação da carga tributária que normalmente incide quando da abertura da sucessão por morte.

Acidente de trabalho com morte e a responsabilidade do empregador

COLETÃNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Transportes

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Qualidade

Priscila Moreira

É a vida o bem maior do Estado Democrático de Direito, cumprindo também às empresas a responsabilidade constitucionalmente estabelecida de assegurar a sua proteção por meio de um ambiente de trabalho íntegro e seguro. Ao empregador, portanto, recai a responsabilidade de assegurar a incolumidade física de seus empregados.

Cumpre observar que os empregadores são obrigados a reduzir os riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança, nos termos do inciso XXII, do artigo 7º, da Constituição Federal. Conforme previsto no artigo 166, da CLT, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados. Além do fornecimento do equipamento de proteção individual adequado, o empregador deve se preocupar em conscientizar todos os funcionários sobre a importância da utilização do mesmo.

No mesmo sentido, determina o artigo 157, incisos I e II que compete ao empregador cumprir e fazer cumprir normas de segurança e medicina do trabalho. Todo dano é indenizável e deve ser reparado por aquele a quem está ligado por um nexo de causalidade. Em havendo acidente de trabalho que resulta em morte do trabalhador, comprovando-se a conduta comissiva ou omissiva da empresa, esta será responsabilizada pelos danos materiais e morais resultantes à família da vítima.

É de se ressaltar, com base no Código Civil, artigo 927, parágrafo único, que se o empregador exerce alguma atividade que cria risco de dano para terceiros (o seu empregado, por exemplo), obriga-se a reparar lesões, ainda que isento de culpa. O dano material a que responde o empregador resulta de que a morte do trabalhador trouxe prejuízos para os seus familiares, em razão de serem dependentes economicamente da vítima. Esse dano material pode ser arbitrado em forma de pensão ou em parcela única.

Além do dano material, a empresa também é responsável por indenizar os familiares pelo dano moral que sofreram. A caracterização desse dano decorre de fato grave que perturbe consideravelmente os sentimentos íntimos do ser humano. Assim, a indenização visa minimizar tais dissabores, de modo a compensar ou consolar o indivíduo prejudicado em virtude de seu sofrimento. Tal montante não visa reparar o ato em si, já que a dor da perda não pode ser quantificada, mas sim ressarcir os familiares dos danos decorrentes do ato lesivo e, principalmente, coibir a reiteração da conduta por parte do empregador.

Verifica-se, portanto, que deixando a empresa de adotar as medidas necessárias para o desenvolvimento seguro e saudável das atividades laborais, fica configurada a sua culpa e a sua obrigação de indenizar aqueles que se prejudicaram pela sua conduta. Para fixação da indenização os juízes levam em consideração a capacidade econômica da empresa, a remuneração do trabalhador, a gravidade da culpa e a extensão do dano (morte da vítima). Não há, contudo, uma regra ou parâmetro, sendo cada caso analisado de forma distinta.

Importante ressaltar que o valor do benefício previdenciário recebido pelos dependentes (pensão por morte), embora útil e indispensável, distingue-se da obrigação do empregador indenizar não o isentando de tal condenação, conforme artigo 7º, inciso XXVIII da Constituição Federal e artigo 212 da Lei 8.213/1991. Por fim, além dos efeitos pecuniários de uma reclamação trabalhista, a empresa ainda poderá sofrer os efeitos de procedimentos instaurados por parte do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho.

Priscila Moreira é mestre e especialista em Direito do Trabalho, possui experiência na área trabalhista e atua em contencioso judicial e administrativo no escritório Abe Advogados.

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Planeje antes de empreender

GLOSSÁRIO TÉCNICO GRATUITO

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Para iniciar um novo negócio e entrar para os time das startups brasileiras, não basta ter uma boa ideia. A intuição do empreendedor é importante, mas ela deve estar aliada a um planejamento minimamente estruturado. A premissa é de Maximiliano Tozzini Bavaresco, sócio-fundador da Sonne Branding, que dá dicas essenciais para quem deseja empreender:

- Organize as ideias e comece a estruturar um plano de negócios. Colocar as ideias no papel, mesmo que seja em uma página do Word, com base em uma estrutura que pode seguir modelos já disponibilizados na Internet por fontes seguras, como Sebrae e universidades, é a primeira etapa de um novo negócio. Além de ser a base de um planejamento minimamente estruturado, esta tarefa ajudará o empreendedor a controlar a ansiedade e o ímpeto de colocar um negócio em prática. Em linhas gerais, o planejamento deve definir o modelo do negócio, seu propósito, além do que e como o produto e/ou serviço vai ser oferecido ao mercado.

- Contemple o orçamento. Ao pensar no novo negócio e no planejamento para colocá-lo em prática, uma pergunta que não pode faltar é: “quanto vou investir?”. Segundo Bavaresco, em geral, os negócios começam a dar resultados em uma velocidade menor do que a prevista pelo empreendedor. Em decorrência do fluxo de caixa, apesar de ser, de fato, inovador, diferente e de atender uma demanda de mercado, o negócio pode não conseguir se manter. “Ou seja, sem dinheiro em caixa, o empreendedor não tem fôlego para levar o negócio adiante e persistir até que ele atinja o ponto em que passa a ser lucrativo”, destaca.

- Estabeleça grandes objetivos. Faz parte deste processo estabelecer objetivos com foco no curto, médio e longo prazos. Estes objetivos devem incluir desde o break even do negócio até questões mais ambiciosas para o período de três a cinco anos de operação. Para cada objetivo, é importante que o empreendedor detalhe um conjunto de metas, que serão os indicativos de que o negócio está evoluindo. As metas podem incluir dados quantitativos, como faturamento, lucratividade, número de unidades vendidas, percentual de custos proporcionais com pessoal, ocupação etc, e qualitativos, como a satisfação dos clientes. “As metas são indicadores de performance do negócio que também auxiliam no desenvolvimento da cultura organizacional e na percepção que os clientes internos e externos têm ou terão da marca”, afirma.

Segundo Bavaresco, para definir quais serão esses indicadores de performance, o empreendedor pode buscar referências em fontes de informações confiáveis no mercado e também nas empresas concorrentes e consolidadas. “O importante é ter claro que todo planejamento e seus objetivos devem ser acompanhados e ajustados periodicamente. Não são informações ou previsões estáticas. O empreendedor precisa avaliar sempre o que superdimensionou ou superestimou em suas premissas iniciais”, ressalta. 

- Defina o público-alvo. A definição do perfil de cliente é fundamental para que o modelo de negócio seja aderente às demandas e expectativas daquele grupo de pessoas. “A partir da premissa de que as pessoas são diferentes e têm distintas formas de se comportar e se expressar, é fácil compreender que não será possível atender todos os bolsos e gostos”, afirma o executivo. Segundo ele, quanto mais alinhado o negócio estiver ao perfil do cliente, maiores as chances de um determinado grupo de consumidores perceber valor e passar a se relacionar com aquela determinada marca. É este alinhamento que impulsiona um dos principais – se não o maior – fator de sucesso de qualquer negócio: “o boca a boca”. 

- Pense na marca. Desde a fase de planejamento e concepção do negócio, a marca e seu posicionamento mercadológico devem ser motivo de atenção dos empreendedores. O papel da marca é expressar o propósito, os valores e a cultura da organização. Assim, cumprindo este papel, a marca é capaz de auxiliar e alavancar o potencial dos bons negócios. “É comum que alguns empreendedores não dêem a atenção devida às questões relacionadas à marca ou as coloquem num plano secundário, muitas vezes tratando-as de forma menos profissional. Muitos imaginam que este investimento só precisa ser feito em um estágio futuro da empresa. Porém, neste caso, perde-se a oportunidade de ter a marca justamente como um impulsionador do negócio”, ressalta Bavaresco.

- Estruture a comunicação. Pensar na comunicação não envolve apenas ações de propaganda e divulgação. Estruturar a comunicação significa considerar todos os pontos de contato que a empresa terá com os seus diferentes públicos. A comunicação acontece por meio de diversas mídias, veículos, canais, inclusive, fortemente, por meio do boca a boca. Segundo o especialista em Branding, um dos maiores equívocos cometidos por diversas empresas, de startups a multinacionais, é atribuir à comunicação a responsabilidade, quase que exclusiva, pelo sucesso ou insucesso de um negócio.

Em linhas gerais, de acordo com o executivo, muitas empresas e empreendedores dedicam energia e recursos em ações de comunicação que poderiam e deveriam estar canalizados no planejamento ou desenvolvimento do próprio negócio. “O alinhamento fundamental é ter o que comunicar de forma verdadeira, é garantir que os clientes vivenciem uma boa experiência de marca em todos os seus pontos de contato. Para criar uma marca de sucesso, é preciso criar uma organização de sucesso. Afinal, a marca é reflexo da organização”, reitera.

Produtividade e inovação

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Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

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Coletânea Série Tecnologia da Informação

Luiz Gonzaga Bertelli

Qual a maior diferença entre o Brasil e Coreia? Se a pergunta fosse feita há 40 anos, alguém mais bem humorado poderia dizer que aqui as pessoas não nascem com os olhos puxados. As duas nações ostentavam índices de produtividade e inovação muito parecidos. Ou seja, tanto aqui quanto lá um trabalhador apresentava mais ou menos a mesma produção, da mesma forma que os números de patentes se equivaliam. Hoje, o engraçadinho não teria tanto motivo para rir: o Brasil perde  – e feio – nos dois quesitos.

O concorrente asiático tem produção quatro vezes maior que a brasileira e está disparado no topo da lista de países mais inovadores, enquanto o Brasil amarga a 55ª posição. Os dados têm impactos diretos na economia brasileira cujo crescimento dá sinais de começar a perder vigor. Praticamente toda mão de obra qualificada está empregada e as organizações precisam descobrir novos meios para gerar mais divisas, continuando competitivas. 

Uma solução possível para curto prazo é estimular a criatividade e atenção concentrada nos jovens que chegam agora ao mercado de trabalho. A geração Y já se provou capaz de surpreender, dependendo apenas de treinamento e orientação de profissionais experientes. Nesse sentido, os programas de estágio e aprendizagem – bem como os vários cursos de educação à distância gratuitos que o CIEE oferece pelo site www.ciee.org.br – valem como um diferencial a toda modalidade de formação profissional.

A longo prazo há outras opções para a criação desses talentos. Na capital paulista, por exemplo, o Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec) – uma faculdade pioneira no país – está na reta final para receber e formar engenheiros focados no aumento de eficiência e na criação de novos produtos que possam garantir posições melhores para o Brasil no mercado internacional. Esse caminho, entretanto, ainda demorará a surtir efeito: os primeiros graduandos sairão dentro de quatro ou cinco anos.

A decisão de mudar a atual maneira de encarar a produtividade e a inovação não pode esperar tanto; assim é preciso adotar novas medidas nesse sentido para resultados também a curto prazo. A posição de liderança que o Brasil almeja no futuro depende dela.

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

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