Os riscos associados à operação de caldeiras

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 com base na última revisão da NR 13 aprovada pela Portaria 594 de 28 de Abril de 2014 do M.T.E. – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Entendimento da Norma BRC Food – A partir de 3 x R$ 110,00 (56% de desconto)

Legislação de Alimentos – A partir de 3 x R$ 91,67 (56% de desconto)

Global GAP – Visão Geral – A partir de 3 x R$ 71,87 (56% de desconto)

Arno Rothbarth

No Brasil não há disponível estatística oficial sobre acidentes com vasos pressurizados, sejam estes, pequenos aquecedores de água instalados em hotéis, compressores de ar, gases armazenados sob pressão ou ainda, caldeiras de média e alta pressão. Nosso artigo trata dos riscos associados à operação de caldeiras de média e alta pressão sob o ponto de vista legal da Norma Brasileira (NR 13), do Ministério do Trabalho e Emprego. O sistema geralmente é composto de um gerador de vapor (caldeira), um sistema de preaquecimento da água de alimentação (desaerador) e um sistema de alimentação de combustível, seja este biomassa, óleo ou gás.

As caldeiras são definidas, pela NR 13, como “ equipamentos destinados a produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica, utilizando qualquer fonte de energia, excetuando-se os refervedores e equipamentos similares utilizados em unidades de processo ”. Estas caldeiras são construídas sob normalização de diversos órgãos técnicos e devem ser adequadas às condições operacionais considerando o tipo de combustível e ao condicionamento da água que será transformada em energia através do vapor.

Ainda de acordo com a norma, as caldeiras não devem ultrapassar suas limitações técnicas em relação às condições operacionais; vazão de vapor, pressão e temperatura. A energia transferida dos combustíveis para a água é calculada de tal forma a evitar desperdícios e tampouco, danos à estrutura da caldeira. O poder calorífico do combustível (PCI) e a massa de combustível devem estar compatíveis com a massa de água que irá absorver a energia liberada.

A relação termodinâmica é bem conhecida: Qc = Qr ; onde Qc = calor cedido e Qr é o calor recebido. O “Q” significa quantidade de calor e pode ser expresso da seguinte forma : Q = m.cp. Δt
Onde:
m = massa
Cp = calor específico
Δt = diferencial de temperaturas
Os combustíveis, muitas vezes, são responsáveis por explosão de caldeiras devido à acumulação do mesmo na fornalha ou por combustão incompleta. As caldeiras devem estar providas de sistemas de intertravamento envolvendo a presença de gases na fornalha e promovendo a purga do sistema antes da ignição.

A energia contida no combustível é liberada e transferida para a água da caldeira por condução, convecção e radiação. Quando se trata de caldeira aquatubular, a água estará no interior dos tubos e por diferença de densidade entre a água fria e a água quente, a água circula naturalmente nas paredes de água, nos tubos geradores e nos coletores inferiores até o balão de vapor. O calor sensível transferido para a água da caldeira e a área de confinamento da água faz a pressão interna subir até o limite estabelecido pelo projeto do gerador de vapor. A pressão máxima de trabalho admissível do vapor ou PMTA, é o maior valor de pressão compatível com o código de projeto, a resistência dos materiais utilizados, as dimensões do equipamento e seus parâmetros operacionais.

Como forma de garantir a segurança e integridade do gerador de vapor, nas caldeiras devem ter instalados dispositivos de segurança a fim de evitar incidentes e acidentes graves que, além de por em risco a integridade física das pessoas, causariam enormes prejuízos ao proprietário do estabelecimento pela indisponibilidade do gerador de vapor. Os riscos associados ao gerador de vapor estão na manutenção e operação do equipamento. A norma NR-13 por si só não determina todos os procedimentos seguros na condução do processo de geração de vapor.

A NR 13 estabelece parâmetros preventivos para a administração do sistema, sem se aprofundar numa análise de risco ao longo da vida de um gerador de vapor. Prevê a norma uma inspeção anual ou bianual dependendo da categoria da caldeira, determina a regulamentação da mesma junto ao Ministério do Trabalho, e também determina o “lay out” da instalação do prédio da caldeira e seus periféricos. Os riscos associados à vida da caldeira em função da manutenção e operação da mesma, não está contemplado na NR-13 de forma específica e clara.

O American Petroleum Institute (API) sugere uma análise de risco associada às inspeções realizadas periodicamente. Um gerador de vapor pode operar por mais de 50 anos e os riscos associados ao longo período de operação vão se acumulando, até que há a necessidade de uma reforma completa da caldeira a fim de garantir a integridade da estrutura da mesma.

A probabilidade de falhas do equipamento é função do tempo em serviço e das ações corretivas realizadas. Uma caldeira deve ser avaliada pelo seu comportamento ao logo do tempo e enquadrada em duas categorias: condições variáveis e condições fixas. As condições fixas têm a ver com a estrutura da caldeira considerando seu projeto original e as condições variáveis são aquelas que dependem da forma como a caldeira foi operada e mantida ao longo do tempo.

Mudança de combustíveis, o tratamento de água, ou até mesmo a forma de partir e parar uma caldeira poderá determinar as condições variáveis da mesma. Não é incomum empresas não seguirem a curva de aquecimento e de resfriamento de uma caldeira, provocando danos à estrutura da mesma. É bem conhecido o fenômeno de “craking por stress” quando a estrutura da caldeira sofre dilatações bruscas.

Este craking produz micro fissuras nas tubulações tornando-as frágeis e são pontos onde poderá haver rompimento futuro provocando a parada do equipamento. Súbitas variações de carga da caldeira também provocam o mesmo problema. O tratamento de água inadequado compromete a caldeira provocando corrosão interna, superaquecimento de tubulações (overheating), depósitos, etc.

Baseados nestas observações podemos disser que a NR 13 trata mais da caldeira de uma forma fixa ou estática, apenas recomendando as inspeções sem determinar as ações preventivas e preditivas no gerenciamento de um gerador de vapor. Na matriz de risco sugerida pela API é feita uma análise de probabilidades em função do tempo de serviço da caldeira considerando quatro fatores: universal: avalia os riscos inerentes das condições ambientais; técnico: avalia os riscos através das taxas de acúmulo de danos; mecânico: que leva em conta os riscos associados às características do projeto da caldeira; e operacional ou de processo: é um dos mais significativos, pois leva em consideração a forma como a caldeira é operada.

Portanto, pela metodologia da API os riscos associados à caldeira variam em função do tempo de serviço e principalmente da campanha operacional do equipamento. A acumulação de danos e a eficácia das inspeções são fatores decisivos para a evolução ou não dos riscos associados ao equipamento. Assim, pode-se relacionar as principais causas de acidentes com geradores de vapor, baseado nos quatro fatores de risco citados, em ordem de ocorrência: falta de manutenção; falhas de instrumentação (supervisório); procedimentos operacionais (falha do operador); e tratamento de água inadequado.

Certamente a melhor forma de reduzir os riscos associados à operação de geradores de vapor é seguir as recomendações do fabricante. Portanto, antes de iniciar a operação de uma caldeira pela primeira vez, deve-se treinar as equipes de manutenção e de operação tal qual é recomendado pelo Anexo I – A da NR 13 (Currículo Mínimo para o Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras).

Em muitas empresas apenas o pessoal de operação realiza o curso, mas a participação da equipe de manutenção é recomendada para que conheçam detalhes da operação que estão relacionados diretamente à manutenção e vice-versa. Neste treinamento já é possível obter uma descrição dos parâmetros operacionais da caldeira através do manual do fabricante. No manual do fabricante deverá estar especificado o tipo de tratamento de água da caldeira com recomendações das dosagens de produtos químicos e os respectivos residuais de controle.

Atualmente com o desenvolvimento de sistemas de controles computadorizados, há uma certa confiabilidade nos sistemas, sem, entretanto, garantir os resultados operacionais. É muito comum a equipe de instrumentação postergar ações corretivas por achar que não há criticidade em elementos de controle fora de operação ou fora de calibração e ajuste. As formas remotas de controle são e sempre serão confiáveis desde que haja uma rotina de manutenção preventiva e preditiva de todos os sistemas supervisórios.

Estatística do escritório dos inspetores de caldeiras e vasos pressurizados dos Estados Unidos – National Board of Boiler and Pressure Vessel Inspectors – a principal causa de acidentes em caldeiras nos Estados Unidos é a falta de manutenção, seguida da falhas de operação e falha no controle de condicionamento da água da caldeira. Estas três causas respondem por 67% dos acidentes. Isto é muito significativo numa análise de risco de um gerador de vapor.

Enfim, ao longo de mais de 30 anos trabalhando na área de energia e utilidades de diversas empresas nacionais e estrangeiras, nos deparamos com algumas situações de alta criticidade, principalmente em relação ao desconhecimento dos riscos associados aos geradores de vapor, sejam estes de qualquer pressão. Uma caldeira de baixa pressão pode ser tão perigosa quanto uma caldeira de alta pressão, considerando o risco à vida e ao empreendimento industrial.

A manutenção destes equipamentos (mecânica, elétrica e instrumentação) deve ser prioridade sempre. Testes de intertravamento, inspeções internas e externas, manutenção preditiva dos periféricos da caldeira e os ensaios não destrutivos devem fazer parte da rotina nas paradas da caldeira. O treinamento da mão de obra que é responsável pela operação deve ser periódica.

Temos nos deparado com situações inusitadas quando visitamos os setores de utilidades de algumas empresas onde operadores até mesmo “experientes” desconhecem as noções mais primárias sobre segurança operacional. Um operador há tempo na função não significa experiente, se não tiver o mínimo conhecimento dos parâmetros operacionais de um gerador de vapor e sem entender porque as coisas ocorrem.

Os riscos se tornam maiores quando várias caldeiras operam em paralelo sob a supervisão de um operador mal preparado. A NR 13 nos parágrafos 13.3.4 e 13.3.5 determina a obrigatoriedade de treinamento teórico de 40 horas mais um estágio prático de 80 horas para a formação de um operador de caldeira. Além deste treinamento inicial, a norma recomenda a reciclagem anual dos operadores.

Arno Rothbarth é sócio-diretor  da RTH – Consultoria Técnica, é engenheiro de processos há mais de 30 anos no setor de utilidades e cogeração de energia, palestrante, articulista de revistas técnicas e professor de cursos profissionalizantes.

As empresas de química e petroquímica mais valiosas para os seus públicos

Foi feito um levantamento das empresas de química e petroquímica que mais produzem valor para seus clientes, consumidores, acionistas, funcionários e sociedade. Criado pela DOM Strategy Partners o ranking MVP (Mais Valor Produzido), contém as cinco companhias dos setores que mais produzem valor a partir da percepção, avaliação e recomendação de seus stakeholders.

Basf, Braskem, Petrobras, DOW e Raízen figuram na lista com as companhias que mais geraram valor a partir da interação com os seus diferentes públicos. Foram pesquisados e monitorados diferentes públicos das principais companhias de química e petroquímica do País, recortadas pela DOM através das mil maiores empresas. O que direcionou a pesquisa foi uma metodologia própria da consultoria que defende a tese de que o valor produzido pelas empresas é agregado – ou destruído – e quantificado em função da percepção que os públicos dessas companhias tem ao interagir com elas, seja em processos de comunicação, relacionamento ou transações.

Uma questão bem interessante a salientar sobre o ranking é a Petrobras, que enfrenta uma das piores crises da sua história, e com a pesquisa foi constatado quais são os seus ativos e os indicadores que reverberam em credibilidade, imagem positiva e eficácia de seu motor competitivo, fatores que fazem parte de todo o legado da empresa e que mostra luz no fim do túnel se souberem realinhar e reverter o cenário atual. Dentre os ativos analisados para as empresas terem destaque na lista, estão: Eficácia da Estratégia Corporativa, Resultados Gerados, Crescimento Evolutivo, Valor das Marcas, Qualidade de Relacionamento com Clientes, Governança Corporativa, Sustentabilidade, Gestão de Talentos, Cultura Corporativa, Inovação, Conhecimento Corporativo, Tecnologia da Informação, Grau de Transformação e Uso das Tecnologias Digitais.

Para o relatório, os maiores nomes da indústria química e petroquímica foram ouvidas pela DOM Strategy Partners, consultoria 100% nacional focada em estratégia corporativa, para compor o ranking MVP (Mais Valor Produzido). O levantamento avalia a capacidade das companhias em gerar e proteger valor não apenas para si, mas também para seus clientes, consumidores, acionistas, funcionários e sociedade, conhecidos como stakeholders.

Basf, Braskem, Petrobras, DOW e Raízen assumem o top 5 da lista que avaliou ativos como Eficácia da Estratégia Corporativa, Resultados Gerados, Crescimento Evolutivo, Valor das Marcas, Qualidade de Relacionamento com Clientes, Governança Corporativa, Sustentabilidade, Gestão de Talentos, Cultura Corporativa, Inovação, Conhecimento, Grau de Transformação e Uso das Tecnologias Digitais, dentre outros. O CEO da DOM Strategy Partners, Daniel Domeneghetti, explica que o conceito do estudo foi entender como a industria petroquímica se comunica com os seus principais públicos diante da crescente queda que vive nos últimos anos. “Há uma convergência de fatores que nos aguçou para saber por quais caminhos apontam os setores para construirem e manterem a sua capacidade em gerar valor. Por exemplo, a Petrobras enfrenta uma das piores crises da sua história, Com a pesquisa entendemos quais são os seus ativos e os indicadores que reverberam em credibilidade, imagem positiva e eficácia de seu motor competitivo, fatores que fazem parte de todo o legado da empresa e que mostra luz no fim do túnel se souberem realinhar e reverter o cenário atual”, explica o executivo.

Para viabilizar a pesquisa, a consultoria se apoiou na metodologia EVM (Enterprise Value Management), tática que defende a tese de que o valor produzido pelas empresas, tanto gerado, como protegido, seja este tangível ou intangível, é agregado (ou destruído) e materializado (quantificado) em função da percepção de valor apreendida e tangibilizado pelos stakeholders. A partir da premissa do conceito EVM, os principais nomes do setor passaram por uma avaliação em relação às suas performances nos ativos tangíveis e intangíveis, selecionados como direcionadores de geração e/ou proteção de valor pelas empresas.

O levantamento e o resultado analítico também uniram uma série de interações, pesquisas e monitorias feitas pela DOM com os diferentes públicos das empresas mais relevantes dos setores. A resposta sobre capacidade de cada empresa gerar e proteger valor para si e para esses públicos foi feita a partir da quantificação das quatro dimensões que definem o Valor Corporativo de uma companhia: Resultados, Reputação (definida como Credibilidade/Imagem), Competitividade e Riscos.

quadro

A qualidade nos projetos de estruturas de concreto

A maior parte dos defeitos verificados nas construções decorre de erros de projeto, sendo essencial que sejam direcionados maiores esforços no sentido de melhorar a qualidade dos projetos, em especial, o projeto estrutural, dada a sua significativa importância. Quem contrata projetos, muitas vezes, parte do enfoque custo ou preço, deixando a qualidade em segundo plano. Outras vezes, o fator condicionante é o prazo, que acaba sendo o objetivo primordial, resultando em sérios prejuízos para a eficiência das estruturas, pois impossibilita os projetistas de buscarem a melhor solução.

Uma das formas encontradas para conseguir a melhoria da qualidade dos projetos estruturais é através da implantação de um sistema de garantia da qualidade, atuando paralelamente ao desenvolvimento dos projetos, sempre cumprindo a norma técnica específica e suas correlatas. Na verdade, para ser eficiente, o sistema de garantia da qualidade deve atuar em todas as fases do processo construtivo − planejamento, projeto, produção de materiais e componentes, execução, utilização e manutenção.

Dessa forma, um projeto bem elaborado deve conferir segurança às estruturas e garantir um desempenho satisfatório em serviço, além de aparência aceitável. Assim, devem ser observadas as exigências com relação à capacidade resistente, bem como às condições em uso normal e, principalmente, às especificações referentes à durabilidade.

Muitas vezes, os requisitos de segurança são satisfatoriamente atendidos, ao passo que as exigências de bom desempenho em serviço e durabilidade são deixadas em segundo plano. Em relação à durabilidade, essa questão está intimamente relacionada à qualidade das estruturas, ressaltando-se a necessidade de adotar critérios apropriados ainda na fase de projeto, de modo a garantir, com grau apropriado de confiabilidade, que as estruturas apresentem desempenho satisfatório em serviço e resistam adequadamente aos agentes externos sem mostrar sinais precoces de deterioração.

Percebe-se que há uma nítida relação entre os seguintes aspectos: agressividade ambiental, durabilidade e qualidade das estruturas. O estudo da agressividade ambiental visa conhecer o comportamento das estruturas e dos seus materiais componentes (concreto e aço) em face dos ataques por agentes externos agressivos presentes no meio ambiente, de modo que possam ser tomadas as respectivas medidas preventivas de proteção, com o intuito de assegurar que as estruturas apresentem durabilidade. A garantia da durabilidade, por sua vez, contribui de forma considerável para garantir a qualidade das estruturas, visto que ambos os parâmetros estão intimamente relacionados.

Durante muito tempo, o concreto foi considerado um material extremamente durável, opinião esta baseada em obras muito antigas ainda em bom estado de conservação. Entretanto, a deterioração relativamente precoce de estruturas recentes remete aos porquês das patologias do concreto, resultantes de uma somatória de fatores, dentre os quais, citam-se: erros de projeto e de execução, inadequação dos materiais, má utilização da obra, agressividade do meio ambiente, falta de manutenção e ineficiência ou ausência de controle da qualidade na construção civil.

A NBR 6118 de 04/2014 – Projeto de estruturas de concreto – Procedimento estabelece os requisitos básicos exigíveis para o projeto de estruturas de concreto simples, armado e protendido, excluídas aquelas em que se empregam concreto leve, pesado ou outros especiais. Para a elaboração desta norma, foi mantida a filosofia da edição anterior da NBR 6118 (historicamente conhecida como NB-1) e das ABNT NBR 7197, ABNT NBR 6119 e NB-49, de modo que a esta norma cabe definir os critérios gerais que regem o projeto das estruturas de concreto, sejam elas de edifícios, pontes, obras hidráulicas, portos ou aeroportos etc. Assim, ela deve ser complementada por outras normas que estabeleçam critérios para estruturas específicas.

Esta norma aplica-se às estruturas de concretos normais, identificados por massa específica seca maior do que 2 000 kg/m³, não excedendo 2 800 kg/m³, do grupo I de resistência (C20 a C50) e do grupo II de resistência (C55 a C90), conforme classificação da NBR 8953. Entre os concretos especiais excluídos desta Norma estão o concreto massa e o concreto sem finos.

Ela estabelece os requisitos gerais a serem atendidos pelo projeto como um todo, bem como os requisitos específicos relativos a cada uma de suas etapas. Não inclui requisitos exigíveis para evitar os estados limites gerados por certos tipos de ação, como sismos, impactos, explosões e fogo. Para ações sísmicas, consultar a NBR 15421; para ações em situação de incêndio, consultar a NBR 15200.

No caso de estruturas especiais, como de elementos pré-moldados, pontes e viadutos, obras hidráulicas, arcos, silos, chaminés, torres, estruturas off-shore, ou estruturas que utilizam técnicas construtivas não convencionais, como formas deslizantes, balanços sucessivos, lançamentos progressivos e concreto projetado, as condições desta norma ainda são aplicáveis, devendo, no entanto, ser complementadas e eventualmente ajustadas em pontos localizados por Normas Brasileiras específicas.

A simbologia adotada nesta norma, no que se refere às estruturas de concreto, é constituída por símbolos base (mesmo tamanho e no mesmo nível do texto corrente) e símbolos subscritos. Os símbolos base, utilizados com mais frequência nesta norma, encontram-se estabelecidos em 4.2 e os símbolos subscritos, em 4.3. A simbologia geral encontra-se estabelecida nesta seção e a simbologia mais específica de algumas partes desta norma é apresentada nas seções pertinentes, de forma a simplificar a compreensão e, portanto, a aplicação dos conceitos estabelecidos. As grandezas representadas pelos símbolos constantes desta norma devem sempre ser expressas em unidades do Sistema Internacional (SI).

As estruturas de concreto devem atender aos requisitos mínimos de qualidade classificados em 5.1.2, durante sua construção e serviço, e aos requisitos adicionais estabelecidos em conjunto entre o autor do projeto estrutural e o contratante. Os requisitos de qualidade de uma estrutura de concreto são classificados, para os efeitos desta norma, em três grupos distintos, relacionados em 5.1.2.1 a 5.1.2.3. A capacidade resistente consiste basicamente na segurança à ruptura. O desempenho em serviço consiste na capacidade da estrutura manter-se em condições plenas de utilização durante sua vida útil, não podendo apresentar danos que comprometam em parte ou totalmente o uso para o qual foi projetada.

A durabilidade consiste na capacidade de a estrutura resistir às influências ambientais previstas e definidas em conjunto pelo autor do projeto estrutural e pelo contratante, no início dos trabalhos de elaboração do projeto. A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos requisitos de qualidade estabelecidos nas normas técnicas, relativos à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à durabilidade da estrutura.

A qualidade da solução adotada deve ainda considerar as condições arquitetônicas, funcionais, construtivas (ver NBR 14931), estruturais e de integração com os demais projetos (elétrico, hidráulico, ar-condicionado e outros), explicitadas pelos responsáveis técnicos de cada especialidade, com a anuência do contratante. Todas as condições impostas ao projeto, descritas em 5.2.2.2 a 5.2.2.6, devem ser estabelecidas previamente e em comum acordo entre o autor do projeto estrutural e o contratante.

Para atender aos requisitos de qualidade impostos às estruturas de concreto, o projeto deve atender a todos os requisitos estabelecidos nesta norma e em outras complementares e específicas, conforme o caso. As exigências relativas à capacidade resistente e ao desempenho em serviço deixam de ser satisfeitas, quando são ultrapassados os respectivos estados limites (ver Seções 3 e 10).

As exigências de durabilidade deixam de ser atendidas quando não são observados os critérios de projeto definidos na Seção 7. Para tipos especiais de estruturas, devem ser atendidas as exigências particulares estabelecidas em normas brasileiras específicas.

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A Copa dos russos

REGULAMENTOS TÉCNICOS

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis aqui no Portal Target. Estes regulamentos, em geral, visam assegurar aspectos relativos à saúde, à segurança, ao meio ambiente, ou à proteção do consumidor e da concorrência justa, além de, por vezes, estabelecer os requisitos técnicos para um produto, processo ou serviço, podendo assim também estabelecer procedimentos para a avaliação da conformidade ao regulamento, inclusive a certificação compulsória. Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Regulamentos Técnicos” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/regulamentos/regulamentos.aspx

Outra vez? Essa foi a reação de um amigo quando eu disse que pretendia, em maio passado, voltar à Rússia, pois estivera no país do presidente Putin no ano passado. Desta vez fui para assistir à chamada Parada da Vitória, que ocorre todo dia 9 de maio, em comemoração à vitória do Exército Vermelho contra os nazistas. Aliás, se Hitler não ganhou a guerra, isso se deveu aos russos que liquidaram e detiveram o avanço das tropas do exército alemão já em território russo. Soube que morreram por volta de oito milhões de russos.

O Dia da Vitória é comemorado com desfiles militares e povo nas ruas levando flores, numa grande festa, como se a guerra tivesse terminado ontem. Para mim foi uma experiência fascinante ver as pessoas bradarem o nacionalismo histórico, muitas delas com os olhos cheios de lágrimas, pois quase todos perderam parentes nesse conflito. Já de volta ao Brasil após 20 dias de Rússia, encontro um clima estranho no nosso país, sinto certa quietude, um silêncio incomum (afinal, estamos em época de Copa do Mundo), uma espécie de desânimo, alguns protestos, inconformismo com os gastos públicos, muito embora a imprensa tente, desesperadamente e de todas as formas, estimular uma alegria que vem aos pingos. Parece que pouco surte efeito, longe do contágio alegre das Copas de outrora.

Interessante que, por falar em Copa, ainda em Moscou, estive na casa de amigos russos, onde, por costume, a cozinha ou a “copa” são o lugar onde se celebram as grandes discussões políticas, familiares e diárias, muitas vezes simultaneamente ao preparo do jantar e sempre aos goles de vodca. Foi exatamente durante um desses jantares que pensei – talvez por influência da vodca e não da imprensa – sobre o Brasil nesta Copa, que não é russa nem de aspecto culinário, mas que provavelmente poderá nos levar a uma grande festa como a de comemoração ao Dia da Vitória russa, como também poderá nos conduzir a uma grande depressão, pois as obras foram objeto de muitas discussões sobre o esbanjamento do dinheiro público de forma irresponsável. Teremos assim uma bebedeira de tristeza ao depararmos com uma derrota brasileira e nos darmos conta da imensidão do que é perder dinheiro irresponsável e nos atordoar de humilhação perante nós mesmos ao calor da indignação.

O Brasil é um país pobre, a grande massa trabalhadora pouco tempo tem para discutir, ler jornal, ouvir críticas sobre o governo, a percepção é apenas o dinheiro que sobra no bolso, mas saberá celebrar uma vitória anestésica esportiva. Já uma derrota será perigosa do ponto de vista social, pois a conta dos gastos e dos atos pródigos arrebatará no bolso eleitoral e servirá de combustível oposicionista, em que os articuladores dessa oposição destilarão seu furor nesse momento de perda da Copa do Mundo.

É o Brasil, da corrupção, do pouco sentido da cidadania, que irá esbravejar se o script traçado por Lula não der certo. Poderemos assim voltar à moda russa e nos embebedar de vodca por não termos momentos históricos a celebrar, mas momentos históricos a lamentar, como a Copa de 1950. Ou como a parte do país sem cultura que se expande em estádios imensos onde o silêncio do destino com certeza se arrependerá, em meio a tanto que deveríamos ter feito com o erário público – em vez disso, sobrará somente a lembrança de um mero jogo político eleitoral. Portanto, vamos sentar na Copa ou na sala, ligar a televisão, e nos controlar para não beber para esquecer…. e, sim, torcer para não sofrer….

Fernando Rizzolo é advogado, jornalista, mestre em Direito Cosntitucional, ex articulista colaborador da Agência Estado – rizzolot@gmail.com

Os requisitos para a bandeira brasileira

bandeiraA bandeira do Brasil foi instituída em 19 de novembro de 1889, pelo decreto número 4, após a Proclamação da República. Os Estados da Federação são representados por estrelas. Foi projetada por Raimundo Teixeira Mendes e Miguel Lemos, com desenho de Décio Vilares. Inspirada na antiga Bandeira do Império que foi desenhada pelo pintor francês Jean Baptiste Debret, sendo que a esfera azul-celeste e a divisa com a inscrição “Ordem e Progresso” está no lugar da Coroa Imperial. Dentro da esfera, está representado o céu do Rio de Janeiro, com a constelação do Cruzeiro do Sul, às 8h30 de 15 de novembro de 1889, dia da Proclamação da República.

O dia 19 de Novembro é comemorado como o Dia da Bandeira. Em cumprimento ao Artigo 12 da Lei Nº 5.700, de 1 de setembro e 1971, “a Bandeira Nacional estará permanentemente no topo de um mastro especial plantado na Praça dos Três Poderes de Brasília, no Distrito Federal, como símbolo perene da Pátria e sob a guarda do povo brasileiro”.

Hino à Bandeira

Letra de Olavo Bilac (1865-1918)

Música de Francisco Braga (1868-1945)

Salve, lindo pendão da esperança,

Salve, símbolo augusto da paz.

Tua nobre presença à lembrança

A grandeza da Pátria nos traz.

Recebe o afeto que se encerra

Em nosso peito juvenil

Querido símbolo da terra,

Da amada terra do Brasil!

Em teu seio formoso retratas

Este céu de puríssimo azul,

A verdura sem par destas matas

E o esplendor do Cruzeiro do Sul.

Contemplando o teu vulto sagrado

Compreendemos o nosso dever,

E o Brasil por seus filhos amado,

Poderoso e feliz há de ser.

Sobre a imensa Nação brasileira

Nos momentos de festa ou de dor,

Paira sempre, sagrada bandeira

Pavilhão da justiça e do amor.

Existe uma norma técnica, a NBR 16287 de 05/2014 – Bandeiras – Confecção – Requisitos e métodos de ensaio que estabelece os requisitos de construção e os métodos de ensaio para confecção de bandeiras de uso interno e externo. Esta norma considera a importância das bandeiras que representam a identidade visual de entidades civis e militares, em especial, a bandeira nacional símbolo cívico que deve ser fabricado com características que ofereçam qualidade e durabilidade.

As bandeiras especificadas nesta norma devem ser apresentadas em duas classes, de acordo com o tipo de acabamento, que são: classe 1 – totalmente costurada (sem ilustrações); e classe 2 – parte costurada e parte estampada e/ou aplicada. As bandeiras oficiais para uso em repartições públicas, em geral, federais, estaduais e municipais, para quartéis e escolas públicas e particulares, são executadas em um dos tipos descritos na Tabela 2, definidas pelas dimensões. Para as dimensões estabelecidas nesta norma, tolera-se uma variação de ± 5,0%.

tabela2_bandeira

Podem ser fabricados tipos extraordinários de dimensões maiores, menores ou intermediárias, conforme as condições de uso, mantidas, entretanto, as proporções previstas em lei. Sob tais condições, as costuras, as emendas e os ilhoses devem ser devidamente reforçados. O ciclo de trabalho da confecção deve respeitar as operações de risco, enfesto, etiquetagem, corte, costura e embalagem, que são descritas a seguir com os respectivos requisitos de qualidade para oferecer durabilidade e manutenção do aspecto.

A tralha (extensão de tecido da própria bandeira que é reforçada com entretela para colocação de ilhoses) pode ser constituída pela extensão do próprio tecido da bandeira ou por outro tecido a ser costurado. No caso de bandeiras exclusivamente de uso interno, a tralha pode ser do tipo passante, isto é, costurada de modo a revestir o mastro. No entanto, nos casos em que a bandeira seja para fins de uso interno ou externo, ou exclusivamente externo, é indispensável o uso de entretelas de reforço para evitar rasgos ao redor de ilhoses, quando aplicáveis.

Importante saber que a lei que especifi ca as regras para bandeira nacional é a Lei n.º 5.700, de 1º de setembro de 1971, com modifi cações feitas pela Lei N.º 8421, de 11 de maio de 1992, e suas alterações. A bandeira nacional em tecido, para as repartições públicas em geral, federais, estaduais e municipais, para quartéis e escolas públicas e particulares, deve ser executada conforme esta norma.

As duas faces da bandeira nacional devem ser exatamente iguais, com a faixa branca inclinada da esquerda para a direita (do observador que olha a faixa de frente), sendo proibido fazer o globo utilizando o avesso do outro, independentemente do tipo ou da classe. Para o cálculo das dimensões, deve ser tomado por base o tipo desejado, dividindo-se a largura em 14 partes iguais. Cada uma das partes deve ser considerada uma medida ou módulo.

O centro dos arcos que determinam a faixa branca deve distar dois módulos (2,0 M) à esquerda do ponto de encontro do prolongamento do diâmetro vertical do círculo azul com a base do retângulo verde. O raio do arco inferior da faixa branca deve ser de oito módulos (8,0 M), o raio do arco superior deve ser de oito módulos e meio (8,5 M) e a largura da faixa branca deve ser de meio módulo (0,5 M). As duas faces da bandeira devem ser exatamente iguais, com a faixa branca inclinada da esquerda para a direita (do observador que olha a faixa de frente).

O posicionamento da legenda e das estrelas deve ser efetuado reticulando-se o círculo azul em quadrados com lados iguais a um terço de módulo (0,33 M), tomando-se por base as linhas de diâmetro vertical e horizontal. As letras da legenda “Ordem e Progresso” devem ser escritas na cor verde e aplicadas de forma centralizada na faixa branca, ficando, para cima e para baixo, um espaço igual em branco. A letra P deve estar alinhada sobre o diâmetro vertical do círculo azul e as demais letras.

As letras da palavra “Ordem” e da palavra “Progresso” devem ter um terço de módulo (0,33 M) de altura. A largura dessas letras deve ser de três décimos de módulo (0,30 M). A altura da letra da conjunção E deve ser de três décimos de módulo (0,30 M), a largura dessa letra deve ser de um quarto de módulo (0,25 M).

As constelações que figuram na bandeira nacional correspondem ao aspecto do céu, na cidade do Rio de Janeiro, às 20 horas e 30 minutos do dia 15 de novembro de 1889 (12 horas siderais), e devem ser consideradas como vistas por um observador situado fora da esfera celeste. Os novos Estados da Federação serão representados por estrelas que compõem o aspecto celeste acima referido, de modo a permitir-lhes a inclusão no círculo azul da bandeira nacional sem afetar a disposição estética original constante da ilustração abaixo. Serão suprimidas da bandeira nacional as estrelas correspondentes aos Estados extintos, permanecendo a designada para representar o novo Estado, resultante de fusão, observado, em qualquer caso, o respeito à disposição estética original.

estados

As estrelas são de cor branca e devem ser traçadas dentro de círculos cujos diâmetros devem ser de: a) três décimos de módulo (0,30 M), para as de primeira grandeza; b) um quarto de módulo (0,25 M), para as de segunda grandeza; c) um quinto de módulo (0,20 M), para as de terceira grandeza; d) um sétimo de módulo (0,14 M), para as de quarta grandeza; e e) um décimo de módulo (0,10 M), para a de quinta grandeza. A Figura abaixo ilustra o reticulado no círculo azul e aponta a disposição das estrelas que representam os estados da Federação. Os números entre parênteses indicam a ordem de grandeza das estrelas.

estrelas

Terceirização: gestão de terceiros e a prevenção de riscos

CURSOS TÉCNICOS DISPONÍVEIS NA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target: acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Adriano Dutra da Silveira

A terceirização de serviços é um fenômeno mundial que visa a melhoria e elevação do padrão de qualidade de processos. Por meio dela, sempre tendo como foco o resultado nos negócios, busca-se aumentar a competitividade das organizações com a redução estrutural de custos. Porém, apesar de ser uma prática já consolidada, os executivos brasileiros devem estar atentos ao fato de que, em nosso país, existe uma série de particularidades em termos de culturas regionais, modelos de negócios e, principalmente, normas jurídicas e limitações legais quanto à adoção da contratação de serviços.

Isso porque a realidade brasileira demonstra que, apesar do uso intensivo da terceirização, muitas corporações não se estruturaram de forma efetiva no que diz respeito à gestão da terceirização em seus diversos níveis (gestão de contratos, gestão operacional e gestão de terceiros). Referida realidade decorre do fato das organizações vislumbrarem a terceirização somente sob o ponto de vista operacional e com forte visão de custos (que em muitas oportunidades se confundem com preço), esquecendo a necessidade efetiva de gestão.

Dentre os principais problemas, usualmente identificados nas organizações, podemos citar: 1) Falta de planejamento; 2) Inexistência de políticas e normas aderentes ao processo; 3) Carência de conhecimento de regras básicas da terceirização; 4) Deficiência de controle sobre o número de contratos e pessoas; 5) Ausência de processos e ferramenta de gestão; 6) Empresas terceirizadas com dependência econômica ou que deixam de operar; 7) Falta de monitoramento do cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias; e 8) Elevado volume de ações e provisões trabalhistas.
Com efeito, conforme referimos, em que pese a terceirização estar consolidada no mundo empresarial, há a necessidade das organizações, em maior ou menor grau, avaliarem constantemente seu modelo e política de contratação de prestadores de serviço e realizarem a fiscalização prévia (a chamada gestão de terceiros) dos riscos trabalhistas e previdenciários. Nesse sentido, é imprescindível que as empresas tomadoras de serviço implantem a efetiva gestão de terceiros, que é o processo de monitoramento constante pela empresa tomadora de serviços, do cumprimento das obrigações legais das empresas prestadoras de serviço visando a identificação e correção prévia de eventuais passivos ocultos.

A prática da gestão de terceiros, nas organizações tem apresentado as seguintes vantagens: a) Identificação prévia do não pagamento de obrigações trabalhistas por parte das empresas prestadoras de serviço; b) Regularização das pendências durante a vigência do contrato; c) Identificação prévia de empresas prestadoras com práticas inadequadas ou saúde financeira debilitada; d) Prevenção e redução do risco de geração de passivo trabalhista e previdenciário; e) Potencial redução futura dos valores de provisão trabalhista; f) Prevenção e redução de risco de multas administrativas do Ministério do Trabalho; g) Redução do risco de dano de imagem da empresa contratante; h) Preservação dos direitos dos trabalhadores. A terceirização para ser eficiente e efetivamente representar uma vantagem competitiva, deve ter foco não somente no aumento de qualidade e na redução estrutural de custo, mas também na escolha dos melhores parceiros, e no monitoramento do cumprimento das obrigações das empresas prestadoras com correção preventiva de eventuais irregularidades.

Adriano Dutra da Silveira é advogado e consultor de empresas, formado pela PUC-RS com especialização em Gestão Empresarial, pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos-RS. É consultor da Level Group.

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Previsão: para onde vai a TV

A intenção do estudo foi trazer um olhar aprofundado sobre as expectativas dos telespectadores em 2020, e a evolução que elas irão provocar na experiência do consumidor de TV

Com base em uma ampla pesquisa feita pela Ericsson (NASDAQ: ERIC), o Projeto Media Vision 2020 traçou a visão estratégica da empresa, mostrando como evoluirão a TV e o cenário da mídia. A Ericsson definiu os seis fatores mais influentes que impulsionam sua Media Vision 2020 com o Game Changers sendo elementos fundamentais de interconexão de negócios, consumidores e tecnologia.

“A Experiência em Constante Evolução” da Ericsson é o primeiro dos seis Game Changers. O relatório traça um retrato de como o consumo da geração de 2020 contará com experiências de TV, cinema e jogo integradas, acessíveis e adaptadas aos seus interesses, dispositivos e situações pessoais. Maior definição, várias telas e interatividade envolverão de maneira mais transparente o conteúdo premium, em um mundo em que o vídeo se funde com as mídias sociais. A Ericsson também explora como a definição de “experiência” está se expandindo, à medida que o setor de mídia perde sua exclusividade na formação desta experiência para fabricantes de dispositivos, redes sociais e aplicativos. A visão do Game Changer “A Experiência em Constante Evolução” da Ericsson pode ser conferida no quadro abaixo.

TV

* Mercados avançados de TV

Fonte : Relatório The Game Changer “A Experiência em Constante Evolução”, da Ericsson

“Os consumidores estão mudando, rapidamente, os seus valores e suposições sobre a descoberta, o acesso e a experiência de conteúdo de TV por assinatura. E o setor de mídia tem de se adaptar para atender a essas expectativas”, diz Adrian Gioia, diretor de desenvolvimento de soluções para TV e multimídia da Ericsson na América Latina.  “Os proprietários de conteúdo e emissoras devem mudar os formatos de programação, os direitos de distribuição e os modelos de publicidade. Os provedores de serviços de TV devem se tornar agregadores de valor definitivos e permitir que os telespectadores escolham e misturem o conteúdo de uma forma específica e encontrem tudo sobre qualquer coisa. Expomos a nossa visão da evolução da experiência de TV para dar aos nossos clientes o conhecimento necessário para atender os consumidores exigentes de 2020”.

À medida que os consumidores impulsionam a mudança e impõem exigências sobre a tecnologia e os modelos de negócios do setor de mídia, o Game Changer “A Experiência em Constante Evolução” da Ericsson destaca os impactos específicos que permitem aos proprietários de conteúdo, emissoras, provedores de serviços de TV, proprietários de redes e anunciantes ter sucesso no caminho para 2020. O relatório completo em inglês: Media Vision 2020

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