Cenários para 2014: os desafios para a gestão das empresas

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Estevão Anselmo

Saber o que vai acontecer com a economia e os negócios no próximo ano e – se possível também nos anos seguintes – é o sonho de todos nós, empresários e executivos dos diferentes setores da economia. Afinal, de posse dessa informação poderíamos tomar antecipadamente as melhores decisões para nossos negócios.

Como ainda não conseguimos inventar a “bola de cristal”, o mais comum é traçarmos cenários sobre o comportamento mais provável das principais variáveis do ambiente que poderão afetar nossos negócios. O objetivo deste artigo é justamente apresentar as principais tendências para a economia mundial e brasileira. Além disso, vamos discutir os principais desafios do ambiente de negócio no Brasil e como enfrentá-los por meio da gestão.

Com relação à economia mundial, que apresentou forte retração econômica em função da crise de 2008, as tendências apontam para uma lenta retomada do crescimento a partir de 2014. Tal retomada já pode ser observada pelo fim do longo período de recessão da Europa, pela melhoria do quadro econômico dos Estados Unidos e pela manutenção do crescimento da China em patamares de 7% ao ano.

A recuperação da economia mundial, apesar de lenta, deve favorecer os países melhor posicionados para aproveitar essa oportunidade. Na América Latina, o Chile e os países do Pacto Andino, principalmente Colômbia e Peru, podem se beneficiar desse cenário. Tais países adotaram políticas fiscais e econômicas consistentes, além de acordos de livre comércio, que têm sustentado seu forte crescimento econômico.

Quanto ao Brasil, as tendências sinalizam uma baixa taxa de crescimento do PIB nos próximos anos. Tal cenário pode ser explicado em função do esgotamento do modelo de crescimento passado, baseado nos programas de distribuição de renda, no crédito abundante e nas políticas de isenção tributária.

No cenário futuro, a capacidade de poupança e investimento do setor público deverá ser a mola propulsora do desenvolvimento. Entretanto, os níveis atuais dos gastos públicos e, principalmente, a ineficiência em sua aplicação, têm sido fatores restritivos de nosso crescimento.

Em termos setoriais, o desempenho negativo se concentra na indústria, cuja participação no PIB foi reduzida a patamares de 17%, menor valor percentual dos últimos cinquenta anos. A construção civil vem sustentando seu crescimento em função do crédito, mas o cenário é nebuloso após a Copa do Mundo de 2014.

Quanto ao setor agrícola, após um ano excelente em 2013, as perspectivas são menos promissoras. Resta o setor de serviços, cujos preços internos encontram-se em patamares muito elevados, o que pode restringir seu crescimento futuro.

Além dos fatores acima citados, o ambiente de negócios no Brasil impõe dificuldades e restrições ao crescimento das empresas. Dentre os diversos fatores dificultadores podem-se destacar a elevada carga tribut ária, os altos encargos trabalhistas que oneram o custo do trabalho, a burocracia governamental, a infraestrutura precária e a falta de mão de obra qualificada. Tudo isso contribui para a redução de nossa competitividade internacional.

Entretanto, não se pode utilizar o argumento dos fatores externos, ou do “custo Brasil”, para explicar o mau desempenho de algumas empresas brasileiras. Um estudo publicado pela Harvard Business Review, em 2008, indicou que os fatores externos representam apenas 13% das causas do mau desempenho das empresas.

Esse mesmo estudo apontou que os fatores internos, principalmente os ligados a erros estratégicos e déficit de talentos, são os responsáveis por 87% das causas de fracasso. Isso explica porque dentro de um mesmo setor econômico, cujas empresas enfrentam o mesmo conjunto de fatores externos, é comum se observar empresas de alto desempenho ao lado de outras menos favorecidas.

Que lições podemos tirar desses fatos? Investir nos talentos de forma consistente e gerenciar estratégias de negócios alinhadas às tendências do mercado. Essa é a fórmula do sucesso, pois oportunidades existem para todos. Basta saber explorá-las.

Estevão Anselmo é mestre e doutor em administração pela FEA-USP, professor associado da Fundação Dom Cabral e sócio diretor da Nexus.

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Parque de diversões são obrigados a cumprir as normas técnicas

parqueMuito assustadora a afirmação do Inmetro publicada em seu site. “O Inmetro esclarece que não há no Brasil regulamentação para equipamentos utilizados em parques de diversões, tais como roda gigante, carrossel, montanha russa, entre outros. Portanto, não existe ainda a possibilidade de fiscalizar a fabricação, instalação e manutenção desses equipamentos. Com base em estudos de práticas adotadas em países da União Europeia e nos Estados Unidos, o Instituto comprovou que o principal risco de acidentes relacionado a estes equipamentos está associado à instalação, operação e manutenção inadequadas. A regulamentação destas atividades é de competência de cada município. O Inmetro acaba de criar uma Comissão Técnica, por meio da Portaria número 592 de 05/12/2013, que ao longo dos próximos meses debaterá sobre a regulamentação da fabricação destes equipamentos. Importante também esclarecer que os Institutos de Pesos e Medidas (Ipem) são órgãos delegados do Inmetro e portanto não têm competência legal para regulamentar produtos, atividade esta exercida pelo Instituto. Por fim, há uma impropriedade na legislação estadual: o Inmetro, como autarquia federal, está vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.”

Isso é totalmente contrário às leis do país, pois os parâmetros da relação jurídica de consumo é pressuposto de aplicação do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90). Ou seja, pouco importa a espécie contratual entabulada entre as partes, tendo em vista a legislação de defesa do consumidor se aplicar em razão da existência da relação de consumo, e não graças ao tipo de negócio jurídico celebrado. Se houver um acidente em um parque de diversões em que seu proprietário não cumpra as normas técnicas ele deverá sofrer um processo criminal e cível por sua ação contra o consumidor.

O Código tratou de definir, em seus artigos 2º e 3º, os elementos necessários à configuração de uma relação jurídica de consumo, ao definir consumidor, fornecedor, produto e serviço. O Código fala que produto é qualquer bem móvel ou imóvel, material ou imaterial. Acrescente-se também os produtos duráveis ou não duráveis, pois o legislador estabelece a distinção para o fim de contagem do prazo decadencial para reclamação pelo vício do produto.

Nos termos do artigo 26 do CDC, caso o produto ou serviço apresentem algum vício aparente ou de fácil constatação, o consumidor terá o prazo de 30 e de 90 dias, respectivamente, para reclamar se o bem ou serviço forem não durável ou durável. O Código de Defesa do Consumidor brasileiro sistematizou a responsabilidade civil do fornecedor lato senso em duas grandes categorias, as quais apresentam regulamentação um pouco distinta uma da outra, quais sejam: a responsabilidade civil pelo fato do produto e do serviço, a qual tem como fundamento a ofensa a um direito extrapatrimonial, estando prevista nos artigos 12 a 17 do CDC; e a responsabilidade civil pelo vício do produto e do serviço, a qual tem como fundamento a ofensa a um direito patrimonial, estando prevista nos artigos 18 a 25 do CDC.

Dessa forma, sempre que o vício ou defeito ultrapassar a própria matéria do objeto (produto ou serviço) e atingir o consumidor, isto é, provocando um dano extrapatrimonial ao consumidor, estaremos diante de um fato do produto ou serviço. Os produtos e serviços considerados defeituosos são os que não apresentam a segurança legitimamente esperada, causando dano à vida, saúde ou segurança ocasionado por produto ou serviço. Também é considerado defeito as situações das quais decorrem prejuízo lateral.

Para que se possa caracterizar esta ausência de segurança, distinguem-se dois tipos de periculosidade: a inerente e a adquirida. A periculosidade inerente ou latente (unavoidably unsafe product or service) diz respeito ao risco intrínseco do produto ou serviço, ligado à sua própria qualidade ou modo de funcionamento. Ainda que a regra geral em relação aos produtos ou serviços com periculosidade inerente seja o afastamento do dever de indenizar, o fornecedor poderá responder se não informar adequadamente sobre sua utilização e riscos.

É o que determina o art. 8º do CDC: os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto.

Já os produtos ou serviços de periculosidade adquirida são aqueles que se tornam perigosos em razão de um defeito com origem na fabricação, concepção ou comercialização. Como exemplo, pode-se citar os danos causados por em razão dos efeitos colaterais de um remédio, como aconteceu no caso da talidomida. A periculosidade adquirida gera responsabilização objetiva, ou seja, independentemente de culpa.

Além disso, os fornecedores são proibidos de introduzir no mercado tais produtos e serviços. Em caso de impossibilidade de prevenir o risco antes de sua inserção no mercado, o fornecedor deverá informar as autoridades, os consumidores e proceder ao recall. Segundo o art. 12, §1°, do CDC: O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I – sua apresentação; II – o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III – a época em que foi colocado em circulação.

Para o presidente da Associação das Empresas de Parque de Diversões do Brasil (Adibra), Francisco Donatiello Neto, a segurança é imprescindível e é um assunto que deve andar junto com a diversão. “Em vários eventos, palestras e cursos de que a associação participa ou realiza, esse é um tema levado muito a sério, bastante debatido e discutido. Uma das responsabilidades da Adibra é instruir seus associados sobre a importância de se investir nessa área e os retornos positivos advindos com o investimento”.

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Donatiello: “as normas técnicas precisam ser cumpridas para oferecer segurança aos usuários dos parques de diversões”

Segundo ele, visando estabelecer um padrão de segurança nos parques de diversões do Brasil, adequado de acordo com as normas internacionais, é que a Adibra desenvolveu, em parceria com a ABNT, as normas brasileiras para parques de diversões, em março de 2011. “As normas foram elaboradas com a colaboração de empresários e executivos dos maiores parques de diversões do Brasil, que compartilharam suas experiências em operar com altos padrões de qualidade. Não havia, até então, um documento que estabelecesse, em âmbito nacional, por exemplo, os requisitos de segurança para parques de diversão. Restava aos empreendimentos usar regras próprias ou basear-se em normas desenvolvidas nos países de origem dos brinquedos. Foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Parques de Diversão (ABNT/CEE-117), constituída no final de 2008 e coordenada por Francisco Donatiello Neto. Em janeiro de 2009 começaram os trabalhos que resultaram em um conjunto de documentos que totalizam cerca de 250 páginas. A Comissão de Estudo utilizou como base de seu trabalho a norma europeia EN 13814:2004 – Fairground and amusement park machinery and structures-Safety, publicada pela organização British Standards Institution, do Reino Unido”.

A NBR 15926, sob o título geral Equipamentos de parques de diversão, contém as seguintes partes: Parte 1 : Terminologia; Parte 2: Requisitos de segurança do projeto e de instalação; Parte 3: Inspeção e manutenção; Parte 4: Operação; e Parte 5: Parques aquáticos. A parte 2 especifica os requisitos de segurança do projeto e de instalação de equipamentos de parques de diversão. Os documentos de projeto incluem todos os documentos requeridos para a avaliação da estabilidade e da segurança operacional de um equipamento de diversão. Eles devem ser fornecidos para qualquer aprovação subsequente pelos órgãos de inspeção.

Esses documentos devem traçar todas as condições de projeto pertinentes à operação dos equipamentos de diversão ou estruturas. Uma descrição da construção, operação e segurança operacional, desenhos de projeto e uma análise de estresse, fadiga e estabilidade, como especificado no item 3.1.4, são requeridos para este propósito.

O equipamento de diversão, particularmente seu projeto, modo de utilização e sua estrutura devem ser explicados nesta descrição. Detalhes adequados de mecânica (hidráulica e pneumática) do equipamento elétrico e eletrônico, incluindo sistemas de controle, devem ser listados. A descrição deve incluir detalhes das características particulares do equipamento de diversão e de qualquer modo alternativo de instalação que possa existir. Também devem ser descritos detalhes da dimensão e dos espaços para movimentação que possam se estender além dessas dimensões, limitações, projetos particulares e materiais, sistemas motores, tipos de direção, velocidades, acelerações, equipamento elétrico, ciclo de trabalho e sequência de operação e qualquer restrição de usuários que possam existir.

Os projetos e desenhos de manufatura são requeridos para todos os conjuntos, subconjuntos e componentes individuais, os quais fraturados ou com falhas podem colocar em perigo a estabilidade ou operação segura do equipamento. Os desenhos devem mostrar todas as dimensões e valores requeridos para ensaio e aprovação, incluindo detalhes de materiais, componentes estruturais, prendedores, conectores e também velocidades relevantes. Os desenhos devem no mínimo incluir: desenhos gerais em vista planificada, elevações e seções, em uma escala legível, independentemente do tamanho do equipamento de diversão; indicação do espaço para movimentação do equipamento necessário ao redor das partes móveis; desenhos detalhados mostrando todos os subconjuntos estruturais que não estejam claramente discerníveis no desenho geral, assim como desenhos detalhados das conexões e itens individuais de uma natureza mecânica ou elétrica, os quais poderiam afetar a segurança do equipamento de diversão e sua operação, devendo, portanto, ser desenhados em maior escala; ilustrações dos seguintes itens podem ser necessárias para este propósito: equipamento de controle de direção, mecanismos de elevação e guindastes, incluindo seus suportes, motores e controles e áreas para o erguimento; carros, gôndolas e similares ilustrados em todas as vistas necessárias e seus cortes laterais, com detalhes de suas dimensões completas e dimensões internas de importância para os usuários (assentos, apoios para braços e costas, espaço disponível para pés e pernas), apoios para mão e pés e dispositivos de segurança e travas; equipamento de movimentação com detalhes de carga, guia e rodas de parada, eixos, vãos e seus anexos, liberdade de movimento em relação ao veículo, direção e controle, dispositivos antirretorno (anti roll back), dispositivos de segurança contra descarrilamento e capotagem, dispositivos de proteção, trilhos, motores e breques e fundação de ancoragem; circuitos pneumáticos, hidráulicos e diagramas de fiação elétrica e eletrônica.

“O setor tem uma preocupação com patologias e fobias que impeçam a utilização de equipamentos por determinadas pessoas portadoras de necessidades ou deficiências especiais. Também temos uma preocupação com a legislação. Quem dá o alvará para o parque se instalar? É sempre a municipalidade. E os municípios em sua grande maioria estão despreparados. Então, temos um código preparado para que os gestores municipais saibam o que tem que exigir para que os parques possam ser instalados na cidade”. Algumas prefeituras, posso citar a de São Paulo, que adotou as normas. Então, para um parque se instalar na cidade de São Paulo precisa cumprir a norma NBR 15926, diz Donatiello. “Mas, existe um grande problema,”, acrescenta. “A maioria das prefeituras desconhece as normas e por isso a divulgação delas seria fundamental para uma melhor qualidade da segurança dos parques de diversões no Brasil. Também, fomos convidados pelo Inmetro para o desenvolvimento de uma certificação de equipamentos de parques de diversões”.

A parte 3 da norma especifica os requisitos de inspeção e manutenção dos equipamentos de parques de diversão. Terceirizado ou não, todo o trabalho de manutenção em um equipamento de diversão deve ser realizado por ou sob direta supervisão de pessoas treinadas e experientes nos procedimentos de manutenção adequados ao equipamento. Os procedimentos devem incluir manutenção preventiva e monitoramento dos componentes, considerando-se as instruções recebidas ou consultas feitas com o fabricante do equipamento de diversão e grupo independente de inspeção. Todas as proteções, cercas, coberturas de equipamentos e portas de acesso removidas para manutenção devem ser recolocadas e fixadas antes que o equipamento seja reiniciado.

Os intervalos de manutenção recomendados pelo fabricante não podem ser ultrapassados, a menos que uma extensão do período tenha sido aprovada por escrito pelo fabricante ou aprovada pelo grupo independente de inspeção. As frequências de manutenção devem estar de acordo com as recomendações do fabricante. As recomendações de manutenção devem englobar todos os componentes que devam ser checados, ensaiados, lubrificados, ajustados ou substituídos em intervalos especificados.

Onde necessário, estas recomendações devem englobar: diagramas dos sistemas mecânicos, elétricos, hidráulicos, pneumáticos e de segurança; instruções para a checagem, ensaios, lubrificação, ajustes ou substituição e desmontagem ou montagem dos componentes; especificações das condições exigidas das peças em questão e desvios permitidos; especificações dos materiais dos componentes; especificações dos lubrificantes a serem utilizados; intervalos nos quais os serviços de verificação e manutenção devem ser realizados.

O responsável técnico do equipamento deve se assegurar de que as partes substituídas durante os serviços de manutenção sejam as de especificação correta. Se for necessário o uso de peças diferentes das especificadas pelo fabricante, o responsável técnico deve tratar estas mudanças como uma modificação e seguir as orientações da NBR 15926-2. O reparo de peças defeituosas deve ser feito com cuidado, pois isto pode causar um desvio do projeto original aprovado. Por exemplo, o endurecimento ou um componente mais apertado pode produzir um estresse maior em componentes adjacentes, que, por sua vez, podem falhar. As soldas devem seguir as normas brasileiras existentes ou, na sua ausência, normas internacionalmente aceitas.

A solda pode ser uma modificação crítica relacionada a segurança e pode necessitar da aprovação do fabricante e do responsável técnico. O soldador deve seguir as normas brasileiras existentes ou, na sua ausência, normas internacionalmente aceitas, e ser capacitado e usar técnicas e materiais corretos. Mudanças deste tipo devem ser entendidas como modificações e seguir a maneira especificada no item 3.1.4. Quaisquer modificações a partes estruturais e mecânicas, componentes críticos relacionados à segurança, equipamentos de emergência, desempenho só devem ser realizadas após consulta ao fabricante e responsável técnico. Qualquer trabalho relativo a compartimento de usuários deve ser considerado crítico em relação à segurança.

Se for decidido, após consulta, que tal modificação é aceitável, a proposta para a modificação deve ser acordada por escrito pelo responsável técnico e uma supervisão adequada deve garantir que tal modificação seja realizada de acordo com a proposta aprovada. Após a modificação, as partes do equipamento devem passar por uma completa avaliação pelo responsável técnico, antes que o equipamento volte a ser usado (ver 4.3). A documentação aprovada deve ser incluída no livro de registros.

Mesmo modificações aparentemente insignificantes podem levar a falhas aceleradas nos componentes de um dispositivo. O uso de um dispositivo fora das especificações do fabricante ou do ambiente para o qual foi desenhado é uma modificação critica a segurança. O relatório de verificação relativo à modificação deve ser incluído no livro de registro.

A parte 4 da norma especifica os requisitos para operação dos equipamentos de parques de diversão. Os documentos obrigatórios que devem ser preparados para os equipamentos de diversão são os seguintes: manual de operação; livro de registro (ver NBR 15926-2); e todos documentos devem estar disponíveis para todos os equipamentos de segurança.

Quanto aos funcionários, os operadores dos seguintes tipos de equipamentos de diversão devem ter no mínimo 18 anos de idade: qualquer equipamento que carregue usuários, além daqueles de movimento lento, desenhados para crianças; quiosque de tiros onde projéteis perigosos forem utilizados; uma estrutura fechada que, sendo um equipamento de diversão, possa acomodar mais de 30 pessoas ou que seu uso primário seja para crianças. Em todos os outros casos, o operador do equipamento ou um funcionário realizando alguma função crítica relacionada à segurança deve ter mais de 18 anos de idade. Nenhum funcionário pode ter menos que a idade mínima de trabalho, estipulada em legislação vigente.

O proprietário ou responsável legal deve: assegurar que a documentação acompanhe o equipamento de diversão quando este for comprado ou vendido, devendo ser seguidos os procedimentos de acordo com a legislação vigente; selecionar e treinar operadores e funcionários; realizar a montagem e desmontagem com segurança; assegurar uma operação segura de acordo com legislação vigente e recomendações emitidas por autoridades locais e nacionais; realizar serviços, reparos e modificações com segurança (ver NBR 15926-3); assegurar que apenas os equipamentos de diversão com licença operacional valida, ensaiados e inspecionados por profissionais capacitados possam operar (ver NBR 15926-2); ter sempre disponíveis e atualizados o manual de operações e o livro de registros, bem como emitir os relatórios necessários.

O proprietário deve fornecer todas as instruções ao sistema de controle ou comunicações, além de exibir placas ou sinais usados nas posições apropriadas. O proprietário ou responsável legal pelo equipamento pode delegar qualquer parte de seus deveres, mas será o responsável perante a lei. O proprietário ou responsável legal que importar diretamente equipamentos de diversão pode, de acordo com a legislação vigente, assumir ou compartilhar os deveres legais do projetista, fabricante e/ou fornecedor. O equipamento deve obedecer a todos os requisitos legais. Antes de iniciar a operação de qualquer equipamento de diversão, o proprietário ou responsável legal deve solicitar todas as licenças operacionais exigidas pela lei e iniciar as inspeções, que devem ser realizadas por um grupo de inspeção.

Uma equipe adequada e competente requer seleção, treinamento, monitoração, auditoria, padrões e registros. O proprietário ou responsável legal deve selecionar pessoas que coloquem a segurança do público em primeiro lugar, que sigam os procedimentos de modo consciente e que tenham maturidade e autoridade para transmitir segurança ao público. Os métodos de treinamento devem ser adequados à capacidade dos indivíduos treinados.

Enfim, em um acidente de consumo o consumidor deve fazer valer seu direito. Tente um acordo: entre em contato com a empresa, fabricante ou fornecedor. Exponha o caso com clareza e busque uma solução negociada. Mas fique atento, dê prazo para resposta. Se a empresa não atender, demonstrando má-fé, busque atendimento em entidades de defesa do consumidor.

Proteja seus direitos: em qualquer situação, junte provas. Se precisar entregar um produto para perícia da empresa, por exemplo, fotografe-o. Junte documentos de comprovação, como prospectos e folhetos de publicidade, rótulos, embalagens, ordens de serviço, orçamentos, notas fiscais de medicamentos, consultas, internações, exames etc.

Entre em contato com as autoridades públicas para que sejam tomadas as providências cabíveis. Registre Boletim de Ocorrência (BO). Formalize sua reclamação: faça a reclamação por escrito. Uma carta com exposição clara do pedido, e com justificativa legal que lhe dê sustentação, é uma arma eficaz para a negociação a seu favor.

Caso a negociação direta com o fornecedor não dê resultados, reclame nos órgãos de defesa do consumidor e, se for o caso, entre na Justiça. Recorra ao Judiciário: pode ser necessário ir à Justiça para solicitar reparação de danos morais e patrimoniais. Em algumas situações, isso pode ser feito por meio do Juizado Especial Cível (JEC), antigo Juizado de Pequenas Causas. Se a causa tiver valor inferior a 20 salários mínimos, não será obrigatória a presença do advogado. Caso o valor seja acima de 20 e até 40 salários mínimos, ainda será possível recorrer ao JEC, mas com a assistência de um advogado. Outra opção é procurar a Justiça comum.

Em conclusão, quando se trata de segurança, saúde e meio ambiente, quem não cumpre as normas técnicas comete um crime. a norma técnica brasileira tem a natureza de norma jurídica, de caráter secundário, impositiva de condutas porque fundada em atribuição estatal, sempre que sinalizada para a limitação ou restrição de atividades para o fim de proteção de direitos fundamentais e do desenvolvimento nacional, funções, como já se afirmou, eminentemente estatais. Pode ser equiparada, por força do documento que embasa sua expedição, à lei em sentido material, vez que obriga o seu cumprimento. As normas técnicas brasileiras, que alcançam todo o território nacional e se impõem aos órgãos públicos e privados por expressa disposição legal ou regulamentar, são, como todas as normas jurídicas – únicas que podem impor comportamentos – imperativas em seu cumprimento e acarretam, também por expressa determinação legal ou regulamentar, em caso de descumprimento, a aplicação de penalidades administrativas – e eventualmente até de natureza criminal.

Assim, as NBR são regras de conduta impositivas para os setores produtivos em geral, tendo em vista que, além de seu fundamento em lei ou atos regulamentares, tem em vista cumprimento da função estatal de disciplinar o mercado com vistas ao desenvolvimento nacional e à proteção de direitos fundamentais tais como os direitos relativos à vida, à saúde, à segurança, ao meio ambiente, etc. O descumprimento das NBR legitimadas no ordenamento jurídico brasileiro em leis gerais (Lei 5.966/73, 9933/99 e em atos regulamentares transcritos) e em legislação especial (Código de Defesa do Consumidor – Lei 7078/1990 – e respectivo regulamentar Decreto 2.181/97), além de outras como a Lei 8.666/93 (Lei das Licitações), Leis Ambientais, (Leis de saúde pública e atos regulamentares), sujeita o infrator às penalidades administrativas impostas em leis e regulamentos, sem prejuízo de sanções de natureza civil e criminal também previstas em leis.

As normas técnicas, por imporem condutas restritivas de liberdades fundamentais (liberdade de iniciativa, de indústria, de comércio, etc.) e destinarem-se a proteger o exercício de direitos fundamentais (direito à vida, à saúde, à segurança, ao meio ambiente, etc.), expressam atividade normativa material secundária do poder público, ou seja, podem ser qualificadas de atos normativos equiparados à lei em sentido material, por retirarem sua força e validade de norma impositiva de conduta de atos legislativos e regulamentares do ordenamento jurídico brasileiro.

E com tragédias e acidentes de consumo a sociedade brasileira vai buscar cada vez mais nos tribunais o direito de ter produtos e serviços seguros, a fim de que os culpados sejam punidos. O descumprimento da norma implica em: sanção, punição, perda e gravame. As consequências do descumprimento vão desde indenização, no código civil, até processo por homicídio culposo ou doloso. Quando se descumpre uma norma, assume-se, de imediato, um risco. Isso significa dizer que o risco foi assumido, ou seja, significa que se está consciente do resultado lesivo. A consciência do resultado lesivo implica em uma conduta criminosa, passível de punição pelo código penal.

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Passivo tributário: fechar a empresa é uma boa saída?

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Vagner Miranda

A existência de dívidas tributárias pela falta de pagamento ou decorrentes de auto de infração é um problema comum em muitas empresas. A forma de tratá-lo é que muda conforme as particularidades de cada negócio. No mercado são encontradas variadas formas para resolvê-lo, oferecidas por escritórios e profissionais liberais especializados no assunto.

Existem propostas arrojadas que prescrevem até a suspensão dos pagamentos com a empresa, entrando em rota de colisão com a Fazenda Pública discutindo judicialmente os tributos a que está sujeita sob vários aspectos. Têm propostas moderadas que sugerem o pagamento via parcelamentos com aproveitamento de benefícios que reduzem o valor da dívida, levantamento e utilização de créditos tributários não aproveitados na época correta, etc. Arrojadas ou moderadas são soluções propostas com base nos instrumentos administrativos e jurídicos legais.

Além dessas possibilidades, alguns empresários adotam um procedimento diferente. Encerram as atividades da empresa com passivo tributário e passam a operar a partir de uma nova empresa aberta em nome de terceiros. Muitos adotam o procedimento sob orientação de assessoria profissional, mas outros apenas se baseiam nas experiências de empresários que vislumbraram na atitude a única saída para continuar no mercado.

O fato é que o mesmo procedimento pode ser adotado por muitos, porém o nível de risco que se incorre é particular e diferente para cada empresário e é isso que deve ser avaliado antes de se tomar a decisão de encerrar as atividades da empresa nessa situação. O que pode ser indício de início de sucesso para um, pode ser o oposto para outro.

Encerrar as atividades da empresa de forma abrupta, sem cumprir com os devidos tramites legais e ignorar a necessidade de gerenciar o pagamento do passivo tributário junto à Fazenda Pública, pode criar grandes problemas inclusive na pessoa física do empresário. A demora em cobrar da Fazenda cria uma falsa ilusão de que está tudo certo.

O dono da empresa encerrada irregularmente passa a incorrer no risco de futuramente ter seu patrimônio particular bloqueado visando o pagamento da dívida. Dependendo da situação, até mesmo o bem de família fica sob risco. Para quem não possui patrimônio a situação não incomoda tanto, mas quem tem deve temer.

É provável que ao decidir por abandonar a empresa pelo elevado passivo tributário existente, o empresário que acabou por desconsiderar que se trata de uma pessoa jurídica e que é dela a responsabilidade pela liquidação das obrigações que contraiu, salvo se o administrador atuar de maneira inidônea. Ao decidir por abandonar a empresa pelo elevado passivo tributário existente, é provável que o empresário  acabou por desconsiderar que se trata de uma pessoa jurídica e que a responsabilidade pela liquidação das obrigações que contraiu é dela e não sua, salvo se o administrador atuar de maneira inidônea.

A justiça considera ato ilegal o encerramento das atividades da empresa sem quitação dos débitos tributários e sem deixar bens suficientes pra esse fim e quando o empresário procede de tal maneira cria oportunidades para a Fazenda Pública pleitear a quitação do passivo tributário com o patrimônio particular do dono da empresa. O empresário precisa estar ciente que a simples inadimplência da obrigação tributária na pessoa jurídica, constituída como limitada, não o levará a responder com seus bens pessoais, salvo se comprovado que agiu em desacordo com a lei.

É verdade que é possível o passivo tributário atingir um valor exorbitante e os mecanismos para sua administração tornarem-se tão complexos que o bom desenvolvimento dos negócios da empresa fique comprometido, mas simplesmente fechar as portas do estabelecimento nessas condições é um procedimento que no longo prazo pode criar problemas cujas soluções serão mais complexas, limitadas e caras que aquelas existentes com a empresa aberta. Definitivamente, essa não é a saída.

Vagner Miranda Rocha é administrador de empresas e sócio da VSW Soluções Empresariais.

Preocupação com descarte correto de resíduos sólidos aumenta no Brasil

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Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

ambienteO compromisso com o meio ambiente ainda é tímido por parte da população, como aponta o relatório do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente. Os dados mostram que 2/3 da população não usam o verso da folha de papel (65%) e não compram produtos com material reciclável (71%). Mas, pessoas e empresas estão começando a entender melhor a importância de práticas mais sustentáveis. A Bioagri, empresa que integra a Mérieux NutriSciences e que oferece um escopo de análises de alta complexidade para registro e controle de qualidade de produtos, inclusive no segmento ambiental, orienta que os resíduos sólidos despejados no meio ambiente apresentam risco potencial e efetivo à saúde pública.

Os resíduos sólidos mais comuns nas empresas envolvem embalagens, pilhas e baterias, papelão, restos orgânicos e inorgânicos de materiais, dentre outros. O gerenciamento desses resíduos é um processo sustentável e essencial para lidar com todos os lixos produzidos, incluindo a coleta, acondicionamento, processamento, armazenamento, reciclagem, transporte, tratamento e disposição final. Considerando que os resíduos sólidos podem veicular microorganismos causadores de doenças, o seu gerenciamento deve contemplar as boas práticas sanitárias em todas as etapas, visando à proteção da saúde pública e do meio ambiente como um todo.

De acordo com o diretor técnico Marcos Ceccatto, as medidas tomadas para a solução adequada do problema ambiental causado pela disposição inadequada de resíduos sólidos têm, sob aspecto ambiental, objetivo de reduzir o impacto ao meio ambiente, de forma a evitar a contaminação do solo, dos recursos hídricos e do ar. “Essas medidas também promovem a reciclagem e, mais do que isso, diminuem a pressão sobre o uso dos recursos naturais do meio ambiente”, afirma Ceccatto. Além disso, o diretor técnico ressalta que os laboratórios de análises devem se atentar a estas práticas, sendo que muitas já fazem parte da realidade da Bioagri.

Outro aspecto muito importante é que o processo de reciclagem gera diversas vantagens econômicas. É possível reduzir custos de produção, utilizar os recursos naturais de forma mais racional e fazer uma reposição dos materiais que são passíveis de reaproveitamento. No âmbito social, a reciclagem também ganha destaque. Ela não só proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas, como também tem gerado muitos postos de trabalho e rendimento para pessoas que vivem dessa atividade e para empresas que também são especializadas nessa prática.

Portanto, a iniciativa dos 3Rs nunca esteve tanto em evidência como nos dias de hoje. Reduzir quer dizer economizar, de todas as formas possíveis. Todas as pessoas e empresas devem aprender a reduzir a quantidade dos resíduos sólidos que geram ao meio ambiente.

Devem entender que redução não implica padrão de vida menos agradável. É simplesmente uma questão de reordenar os materiais utilizados no dia-a-dia de cada um. Reutilizar é uma forma de evitar que vá para o lixo aquilo que não é lixo. Já Reciclar envolve processos industriais, ou não, que permitem transformar os materiais recicláveis, componentes dos resíduos sólidos urbanos, em produto útil.

Por isso, o gerenciamento dos resíduos sólidos no meio ambiente é essencial para a qualidade vida das pessoas. “Esta preocupação vem aumentando cada vez mais no País e isso é muito positivo, já que a consciência de boas e efetivas práticas está ganhando espaço na casa das pessoas e nas estratégias de negócios das empresas”, finaliza Ceccatto.

Normas técnicas

A Coletânea Série Resíduos Sólidos inclui dez normas técnicas que procuram classificar e apontar as soluções para resolver esse grave problema na sociedade atual. Segundo o critério de origem e produção, o lixo pode ser classificado em doméstico, gerado basicamente em residências; comercial, gerado pelo setor comercial e de serviços; industrial, gerado por indústrias (classe I, II e III); hospitalares, gerado por hospitais, farmácias, clínicas, etc.; e especial, originário das podas de jardins, entulhos de construções e animais mortos. De acordo com a composição química, o lixo pode ser classificado em duas categorias: orgânico e inorgânico. Caso o lixo não tenha um tratamento adequado, ele acarretará sérios danos ao meio ambiente:

– poluição do solo: alterando suas características físico-químicas, representará uma séria ameaça à saúde pública tornando-se ambiente propício ao desenvolvimento de transmissores de doenças, além do visual degradante associado aos montes de lixo.

– poluição da água: alterando as características do ambiente aquático, através da percolação do líquido gerado pela decomposição da matéria orgânica presente no lixo, associado com as águas pluviais e nascentes existentes nos locais de descarga dos resíduos.

– poluição do ar: provocando formação de gases naturais na massa de lixo, pela decomposição dos resíduos com e sem a presença de oxigênio no meio, originando riscos de migração de gás, explosões e até de doenças respiratórias, se em contato direto.

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Sua empresa está doente? A importância do check-up corporativo

NORMAS REGULAMENTADORAS

O Portal Target disponibiliza aos seus clientes e usuários, todas as Normas Regulamentadoras, estabelecidas pelo MINISTÉRIO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, que têm como objetivo disciplinar as condições gerais relacionadas à saúde e segurança do trabalhador em cada atividade ou posto de trabalho. Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Normas Regulamentadoras” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Clique no link https://www.target.com.br/produtossolucoes/nr/nr.aspx

Adriano Gama

Você que é empresário, provavelmente conhece a importância em se ter um bom plano de saúde. Sendo assim, acredita que sua saúde e a de seus funcionários estará garantida com médicos e exames dos mais modernos, ou seja, estará seguro quanto a todos os procedimentos necessários para a manutenção das condições de sobrevivência.

Por outro lado, devido ao nosso dia a dia, alguns de nós deixamos de pensar nas atividades que nos propiciem cuidar do nosso corpo e mente. Quantas vezes sentimos uma dor aqui e outra ali e não damos tanta importância? Depois de um tempo, corremos o risco de perceber o quão grave pode ser a problema…

As doenças podem evoluir a qualquer momento, por isso quando conscientes da necessidade em preservar nossa saúde, fazemos check-ups buscando investigar nosso organismo, tratar as eventualidades e nos prevenir contra outros males. Corpos sadios vivem mais.

Agora pense na sua empresa. Você adota essa mesma postura? Se não, quais seriam as consequências disso? Quantas vezes você já procurou um “médico” para sua empresa? Quantos “exames” já foram feitos por especialistas? Quais são estes resultados? Era o que você esperava?

Pois bem, o que proponho é ratificar que qualquer organização, independente do tamanho (pequena, média ou grande empresa) precisa de um especialista para avaliar as condições em que se encontra. Não é prudente descobrir tardiamente que se está em fase terminal. Aí a vaca já foi para o brejo!

Vivemos em um mundo extremamente dinâmico, com mudanças a todo tempo, tornando impossível ao gestor de uma empresa conseguir diagnosticar todos os sintomas que impactam em seu negócio. Os mercados estão em constante mudança, os ciclos de vida de produtos estão cada vez menores e a exigência dos consumidores cada vez maior. Inflação, crise, baixa produtividade, inclusive de vendas, indústrias obsoletas, resultados cada vez menores e, se não bastasse tudo isso, temos os tigres asiáticos a nos devorar. Com certeza, um pesadelo para cada um de nós.

Neste momento, a importância de um bom diagnóstico é crucial para detectar os reais problemas existentes na organização, assim como, determinar o plano de ação a ser executado pela empresa. Entendendo este complexo cenário, o CIESP Sul desenvolveu o NAE – Núcleo de Apoio Empresarial – constituído por consultores especializados, que tem o objetivo de diagnosticar as principais necessidades da indústria.

As empresas são divididas em vários órgãos, assim como nosso corpo. Logo, para se obter um diagnóstico efetivo, tem-se que examinar cada orgão e assim saber como cada um afeta o todo.

O diagnóstico empresarial, como o de um clínico geral, tem a finalidade identificar as intervenções necessárias nos pontos mais sensíveis que trarão resultado, tornando-o uma questão de sobrevivência de médio à longo prazo. Um bom diagnóstico deve verificar aspectos relativos à competitividade, portfólio de serviços ou produtos, flexibilidade em relação às mudanças, à sua capacitação para construir as transformações necessárias (estratégias bem definidas), os recursos estratégicos que serão utilizados, o processo de projetar e construir o futuro da organização.

Sem dúvida é necessário que o empresário tenha a coragem e arrojo para decidir em seguir as orientações provenientes do diagnóstico, pois muitas vezes paradigmas deverão ser quebrados. Para ter acesso a este serviço gratuito basta ser afiliado ao CIESP SUL. Entre em contato e venha conhecer melhor esse novo serviço.

Adriano Gama é engenheiro mecânico e de produção, sócio da M&G Technologies e associado ao CIESP Distrital Sul.

Captação da água da chuva

A captação da água de chuva é uma maneira rápida de se obter um grande volume de água em um período de tempo bastante reduzido, e de razoável qualidade. Existem duas maneiras conhecidas de se captar: a primeira é aproveitando o teto da casa, e o segundo é revestindo o subsolo de uma área de encosta com plástico e canalizando a água , pré-filtrada pelo solo, até uma caixa ou reservatório. A sua armazenagem poderá ser feita em uma caixa separada ou diretamente na cisterna , caixa central do seu estabelecimento (Lares na cidade, fazenda, sítios, chácaras etc.) ou ainda em cisternas secas e abandonadas, reaproveitando-as.

O dimensionamento da caixa de captação, vai depender de sua utilização. Se o objetivo for o abastecimento em água potável durante, por exemplo, o período de seca, o volume da caixa a ser construída deverá ser determinada em função de alguns fatores: o consumo necessário de água para abastecer uma família durante o ano ou num período curto (dias, semanas ou meses), na medida que podem existir no local, outras fontes de água (cisterna, mina ou nascente, etc.); a quantidade de água de chuva que a cisterna pode captar e armazenar, durante este mesmo período. A quantidade de água de chuva captada vai depender: da quantidade de chuva da região (regime pluviométrico); da área disponível para a captação, que por sua vez dependerá do tipo de material, se é telha ou plástico; e da superfície em que é captada, que pode ocorrer perdas. Pode-se usar este volume de água em potencial que se tem na região como fator limitante do dimensionamento da caixa de captação, ou não, tudo dependerá de seu objetivo em captar este tipo de água, e das condições financeiras disponíveis para realiza-lo.

Esquema geral da caixa ou reservatório para água de chuva com escada de acesso para limpeza em vergalhões , chumbada na parede interna. Detalhe do “suporte” para o balde, evitando o seu contato com o chão

A escolha do local para a construção da caixa ou reservatório de captação deverá atender aos alguns requisitos. A caixa deve ser montada no lugar mais baixo, podendo receber por gravidade á água escoada de todos os lados do telhado. No caso de se usar o plástico enterrado, a água que escorrera por toda a extensão do mesmo , também deverá estar acima da caixa; procure solos de preferência arenosos ou sem pedras grandes. O tipo do terreno estabelece a profundidade possível para a escavação, que pode levar a caixa a ter um volume reduzido. Por outro lado, a presença de material duro no fundo da caixa a ser construída, torna-a mais segura.

Deve-se procurar um local afastado de árvores ou arbustos cujas raízes possam provocar rachaduras e consequente vazamento na parede da caixa. Para prevenir o perigo de contaminação da água armazenada, a caixa deve ser implantada a  pelo menos, 10 a 15 metros de distância de fossas, latrinas, currais e depósitos de lixo. A caixa de captação ou armazenamento quando for usada como uma cisterna, ou seja  usando balde para retirar a água, ela poderá ser construída próxima da cozinha para facilitar o acesso à água pela dona de casa.

A água armazenada na caixa pode sofrer contaminação de duas maneiras: muito tempo armazenada sem cloração; a que entra no reservatório já com contaminação, proveniente da sua passagem pelo telhado da casa. É fato que o telhado recebe vários tipos de depósitos trazidos pelo vento, como folhas, papel, lixo etc, além da poeira. É também o lugar de passagem de animais como ratos, pássaros e insetos.

Assim sendo, para se conservar a água de boa qualidade, deve-se realizar uma limpeza , pelo menos, uma vez por ano dentro da caixa, nas tubulações ou bicas de condução, além de manter o balde sempre limpo e longe de chão. Uma inspeção interna e externa na caixa é sempre bom para verificar da existência de trincas ou rachaduras evitando a perda de água ou a infiltração de impurezas .

Para evitar a contaminação que vem do telhado é aconselhado evitar a entrada das primeiras águas escoadas do telhado na caixa, desviando a(s) bica(s) ou tubos de condução para fora do orifício de entrada do reservatório. O tempo de “lavagem” do telhado vai depender da intensidade da chuva; pode ser de 1 hora no caso de chuva forte, ou até um ou dois dias no caso de uma chuva fina e constante.

Mesmo realizando a “lavagem” antes de captar a água, os ventos costumam trazer folhas e sujeiras mais grossas para dentro da caixa, assim para se resolver este problema coloca-se um filtro ou coador na boca de entrada do reservatório, ou seja, entre a bica de condução da água e o reservatório. Um coador feito em chapa galvanizada com furos feitos com prego ou broca para ferro de 1/8”  funciona satisfatoriamente. O seu tamanho e a quantidade de furos ideais vão depender da vazão de entrada e do volume de impurezas retidas. É bom dimensionar o coador para receber a água de uma chuva forte e impurezas menores que 2 mm, considerando-se que tenha feito a pré-lavagem do telhado citado.

O tanque de decantação permite a separação daquelas impurezas residuais que tenham ficado no telhado mesmo depois da pré-lavagem, da água de entrada. Pode ser construído dentro do próprio reservatório ou fora deste, em volume ou capacidade de 50 a 200 litros, onde a água ficará um certo tempo, durante a qual os resíduos vegetais mais grossos poderão ser depositados. Esta caixa deverá ser limpa regularmente. Funciona bem, sobretudo quando as chuvas não são muito fortes, caso contrário, uma vazão alta na chegada da água dificultara a decantação.

Um outro dispositivo para purificação é o filtro de areia, que é composto por sucessivas camadas de brita, areia grossa, areia fina e carvão, dispostas em uma caixa simples de fibrocimento ou de alvenaria isolado, instalado numa posição acima da tampa de entrada da caixa de captação. Este sistema apresenta limitações, devido aos problemas frequentes de entupimento que reduzem bastante a eficiência desse tratamento, além de tornar difícil e complicado a sua manutenção. Para garantir uma água de qualidade para o consumo humano, evitando a contaminação pelo armazenamento é aconselhado a colocação de um clorador por difusão.

Na verdade, aproximadamente 35% da população mundial não têm acesso à água tratada e 43% da população mundial não contam com serviços adequados de saneamento básico. Diante desses dados, constata-se que mais de dez milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais transmitidas pela água. Numa economia mundial cada vez mais integrada, a escassez de água cruza fronteiras, podendo ser citado com exemplo o comércio internacional de grãos, onde são necessárias 1.000 toneladas de água para produzir 1 tonelada de grãos, sendo a importação de grãos a maneira mais eficiente para os países com déficit hídrico importarem água. Enfim, além do crescimento populacional, a urbanização e a industrialização também ampliam a demanda pelo produto.

Já a população rural, tradicionalmente dependente do poço da aldeia, muda-se para prédios residenciais urbanos com água encanada, o consumo de água residencial pode facilmente triplicar. Além disso, a industrialização consome ainda mais água que a urbanização. A afluência (concentração populacional), também gera demanda adicional, à medida que as pessoas ascendem na cadeia alimentícia e passam a consumir mais carne bovina, suína, aves, ovos, laticínios e consomem mais grãos.

A NBR15527 – Água de chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis – Requisitos fornece os requisitos para o aproveitamento de água de chuva de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis, porém não se aplica a usos não potáveis em que as águas de chuva podem ser utilizadas após tratamento adequado como, por exemplo, descargas em bacias sanitárias, irrigação de gramados e plantas ornamentais, lavagem de veículos, limpeza de calçadas e ruas, limpeza de pátios, espelhos d’água e usos industriais. A concepção do projeto do sistema de coleta de água de chuva deve atender as NBR 5626 e NBR 10844. No caso da NBR 10844, não deve ser utilizada caixa de areia e sim caixa de inspeção. No estudo devem constar o alcance do projeto, a população vai utilizar a água de chuva e a determinação da demanda a ser definida pelo projetista do sistema.

Somam-se a isso que no projeto deve ser incluídos estudos das séries históricas e sintéticas das precipitações da região onde ele estará localizado e as calhas e condutores horizontais e verticais devem atender a NBR 10844, devendo ser observados o período de retorno escolhido, a vazão de projeto e a intensidade pluviométrica. Devem ser instalados dispositivos para remoção de detritos, que podem ser, por exemplo, grades e telas que atendam a NBR 1221 3. Também pode ser instalado no sistema de aproveitamento de água de chuva um dispositivo para o descarte da água de escoamento inicial, sendo recomendado que tal dispositivo seja automático. Por fim, devem ser considerados no projeto: extravasor, dispositivo de esgotamento, cobertura, inspeção, ventilação e segurança.

A norma descreve que o volume de água de chuva aproveitável depende do coeficiente de escoamento superficial da cobertura, bem como da eficiência do sistema de descarte do escoamento inicial, sendo calculado pela seguinte equação: V = P X A x C x qfator de captação, onde: V é o volume anual, mensal ou diário de água de chuva aproveitável; P é a precipitação media anual, mensal ou diária; A e a área de coleta; C é o coeficiente de escoamento superficial da cobertura; e qfator de captação é a eficiência do sistema de captação, levando em conta o dispositivo de descarte de sólidos e desvio de escoamento inicial, caso este último seja utilizado. No Anexo A (informativo), estão descritos os métodos de cálculos para dimensionamento dos reservatórios.

Cinco motivos para sua empresa aderir à neutralização de CO2

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Cecília Vick

Praticar atos sustentáveis é um dever de todos, sejam consumidores, fornecedores, donos de lojas físicas e, acredite, até mesmo de sites. Isso porque, uma pesquisa do Greenpeace aponta que existe mais de 30 milhões de data centers no mundo e o consumo de energia elétrica gerada para manter sites em funcionamento na nuvem já soma quase 700 bilhões de kWh. Nesse ritmo, em 2020 o número deve ultrapassar os índices da França, Alemanha, Canadá e Brasil juntos.

A preocupação por um mundo mais limpo e sustentável se faz necessária e norteia a criação de muitas iniciativas que buscam inibir ou até combater danos ambientais. Esse é o objetivo do Selo de Certificação GreenClick: abraçar uma tendência que cresce em todo o mundo e viabiliza-la de forma simples e efetiva.

O propósito do Selo é neutralizar o CO2 emitido pelos servidores que hospedam o site através do plantio de árvores. Diante disso, veja cinco motivos para sua empresa aderir ao projeto:

– Benefícios ambientais – a vantagem de plantar árvores vai além da diminuição do dióxido de carbono. A ação traz outros benefícios para o ambiente. Elas são, por exemplo, agentes importantes no controle de inundações. As mais altas conseguem reter até 70% da água da chuva na sua copa e as próprias folhas absorvem parte da chuva.

– Responsabilidade social – um estudo mundial da CDP Brasil 100, Programa Mudanças Climáticas 2013, mostra que as empresas ainda não se adequaram para reduzir a emissão de gás carbônico. O cenário nacional segue preocupante: segundo a WayCom, consultoria ambiental responsável pelo estudo no país, 76% das empresas aumentaram suas emissões diretas e indiretas de CO2, mesmo em uma época em que a sustentabilidade ganhou importância e reconhecimento.

– Engajamento – participar de ações pró meio ambiente mostra que a empresa se preocupa com demandas sociais. A situação permite atrair clientes e parceiros que estejam engajados na defesa ambiental. Mais do que analisar lucros, muitos consumidores valorizam empresas que reconhecem e praticam atos sustentáveis.

– Fortalecimento da marca – Além dos clientes tradicionais dentro do seu segmento, a empresa passa a ficar conhecida por outras pessoas que, no futuro, podem vir a tornar-se consumidores. Segundo pesquisa do Sebrae, 79% das empresas brasileiras com práticas sustentáveis atraem mais clientes.

– Retorno financeiro – adotar um modelo sustentável também garante retorno financeiro. Segundo estudo da Universidade de Harvard, EUA, em 18 anos uma empresa sustentável deu mais lucro do que uma não sustentável. Outro dado do mesmo estudo aponta que o patrimônio das empresas que investiram em sustentabilidade valorizou 33 vezes e o ROI (Return of Investiment) foi de sete vezes o valor investido, dentro deste período. O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da BM&F Bovespa apresenta valorização em relação ao Ibovespa, principal índice da Bolsa.

São vários os motivos para assumir um compromisso com a sustentabilidade, seja para reverter problemas ou para ser gratificado por isso. O importante é fazer parte de um movimento que pode, de alguma forma, transformar o mundo.

Cecília Vick é CEO da GreenClick

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