V Seminário ABQ Qualidade Século XXI

6 de novembro de 2018

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Com o título A era da transformação, no dia 06 de novembro de 2018, será realizado o V Seminário da Academia Brasileira da Qualidade, na Federação das Indústrias do Estado São Paulo (Fiesp). Neste ano as palestras abordarão a digitalização e a competitividade, a inteligência artificial, as ferramentas digitais para implementar a normalização e conformidade para a melhoria contínua, a digitalização e a Qualidade de Vida no Terceiro Milênio. O evento será transmitido ao vivo pela Web, permitindo que internautas individuais e em salas de recepção em empresas, universidades, órgãos públicos e outras instituições em todo o país e nos países da comunidade de países de língua portuguesa possam assisti-lo e fazer perguntas.

V SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI

A ERA DA TRANSFORMAÇÃO  – 6/11/2018

SALÃO NOBRE – FIESP

 

RECEPÇÃO (8:30 – 08:55)

ABERTURA (9:00 – 9:15)

Saudação do diretor presidente da ABQ – Basilio Dagnino*

PALESTRA MAGNA (9:20 – 9:40)– Como a digitalização afetará a competitividade brasileira? –  Jorge Gerdau Johannpeter*

PAINEL I-DIGITALIZAÇÃO: PRESENTE E FUTURO (9:45 – 10:30)

Blockchain e big data: aplicações à realidade brasileira – Claudio Miceli – UFRJ (15 min)

Inteligência Artificial: Importância e  Ameaças – Paulo Eduardo Santos – FEI (15 min)

Debates – Mod. Francisco Uras* (15 min)

INTERVALO – NETWORKING  (10:35 – 11:05)

PALESTRA I – FERRAMENTA E REVISTA DIGITAIS (11:10 – 11:25)

Fomentando a normalização técnica, a qualidade, a avaliação de conformidade e a competitividade brasileira – Cristiano Ferraz  – Target

PAINEL II – NOVAS NA ERA DA TRANSFORMAÇÃO (11:30 – 12:15)

Digitalização em serviços – Kleber Nóbrega* (15 min)

Um olhar sobre a gestão das organizações millenials – Carlos Schauff* (15 min)

Debates – Mod. Fabio Braga* (15 min)

PALESTRA II – QUALIDADE DE VIDA NA ERA DIGITAL (12:20 – 12:35)

Qualidade de Vida no terceiro milênio: fatores críticos de gestão em ambientes presenciais, remotos e virtuais – Ana Cristina Limongi*

PRÊMIO ABQ PERSONALIDADE DA QUALIDADE

Entrega – Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto* (12:40 – 12:50)

SUMÁRIO/ ENCERRAMENTO Dorothea Werneck*/Basilio Dagnino* (12:55 – 13:10)

BRUNCH  – CONFRATERNIZAÇÃO (13:15 – 14:00)

* Membro da Academia Brasileira da Qualidade – ABQ

Programa sujeito a alterações. O conteúdo das apresentações reflete a posição dos palestrantes.

Para reservar o seu lugar presencial ou pela internet, envie um e-mail para Natascha: natascha@n8eventos.com.br

Seminário ABQ Qualidade Século XXI – Qualidade no Brasil: Lições a aprender

seminario

O evento, que aconteceu na Fiesp, em São Paulo, contou com a participação de mais de 160 pessoas ao vivo e mais de 1.000 pela web.

A Academia Brasileira de Qualidade (ABQ) promoveu pela terceira vez o Seminário ABQ Qualidade Século XXI – Qualidade no Brasil: Lições a aprender, no Salão Nobre da Fiesp, ontem, dia 10 de novembro, em celebração ao dia mundial da Qualidade. Com participação de Evandro Lorentz, Dorothea Werneck, Ozires Silva, Nigel Croft, Reinaldo Figueiredo, Getulio Ferreira, Ana Maria Malik, Reynaldo Goto, Cristiano Paiva, Matheus Valente e Jorge Gerdau Johannpeter, o evento conseguiu discutir temas relevantes da gestão de qualidade no Brasil e no mundo.

Na apresentação de Evandro Lorenz, o público presente pôde saber mais sobre a prática de liderança tridimensional, com foco no mundo particular, no mundo profissional e no mundo público “Hoje, o profissional tem que estar habilitado a navegar nesses três universos, sempre em transparência e conformidade com a verdade”.

Durante a palestra de Dorothea Werneck, foi explanado sobre a importância e a necessidade da melhoria do atendimento público, onde ela afirmou “É possível essa melhoria, é necessário que usemos as ferramentas de gestão disponíveis, assim como é de suma importância que, para as coisas darem certo, o líder de cada pasta não apareça. Defendo também que exista a desburocratização e a desregulamentação”.

Para Basilio Dagnino, vice-presidente da ABQ e um dos organizadores do seminário, essa terceira edição do evento teve maior repercussão não só por causa dos temas relevantes quanto pelo próprio interesse do brasileiro em se engajar mais sobre os temas de qualidade. “Além disso, tivemos um apoio internacional muito importante dos países da CPLP, Unido e World Quality Month”, complementa Dagnino.

Com outros temas como: A Qualidade e o Futuro das Organizações; Qualidade no Serviço Público: Desafios; Benchmarking: Qualidade no Brasil e no Mundo; Qualidade na Educação e na Saúde: como melhorar; Gestão de compliance e anticorrupção nas organizações, o seminário cumpriu sua missão de trazer luz à necessidade de se ampliar a gestão da qualidade em todos os setores da economia nacional.

Segundo Ozires Silva, a educação deve ser considerada como o pilar mais importante para o desenvolvimento de uma nação. “Num país onde não se tem educação e nem liberdade, fica difícil construir um futuro brilhante e de desenvolvimento”, afirmou.

Duas palestras trataram do compliance, pois o mundo está experimentando um movimento sem precedente na luta contra a corrupção. Nas últimas décadas, a sociedade começou a organizar-se. Surgiram ONGs de abrangência global, houve assinaturas de acordos internacionais e elaboração de legislações específicas coibindo práticas, algumas delas aceitas até então.

Também os Programas de Compliance tomaram um caráter crucial para as empresas que desejam a sustentabilidade e perenidade no mercado. Com a Lei n.º 12.846/13, essa tendência foi enfatizada no Brasil e as organizações passaram a perceber a necessidade de se prepararem para essa nova realidade.

Uma empresa, ao optar por seguir o caminho da integridade, compromete-se perante seus funcionários e a sociedade, a engajar-se apenas e tão somente em negócios limpos. Esse princípio inviolável não sucumbe a nenhum tipo de tentação, mesmo em condições muito vantajosas do ponto de vista financeiro.

Uma vez iniciado o Programa de Compliance, não há mais volta. Haverá um controle social, vindo de dentro e fora da organização, que impõe um autocontrole e assegura a aplicação prática dos princípios preconizados pelo Programa.

Portanto, mais do que a proteção frente aos riscos existentes, os Programas de Compliance impulsionam as empresas a assumirem assim, um papel central na mudança da cultura do país. Os seus princípios vão permeando a força de trabalho. Criam um orgulho natural nas pessoas, que os disseminam nos seus círculos privados, familiares, amigos, vizinhos e conhecidos. Outras empresas adotam a mesma referência e, paulatinamente, as lacunas para os desvios vão se fechando.

Matheus Valente, da Compliance Total, descreveu os sete elementos para um programa de compliance: comprometimento da Alta Direção; criação de políticas, procedimentos e controles de referência para o compliance; aplicação de um programa efetivo de comunicação, treinamento e sensibilização; avaliação, monitoramento e auditoria para assegurar a efetividade do programa; aplicação adequada das medidas disciplinares e ações corretivas pertinentes; adequação na delegação das responsabilidades; e melhoria contínua.

Reynaldo Goto, diretor de compliance da Siemens, defendeu a transparência em todos os setores da empresa, assim como da economia, para que a gestão da qualidade seja efetiva. “Em nossa empresa, treinamos 100% os funcionários e os parceiros, sobre termos de compliance, pois assim entendemos que é a maneira mais eficaz de evoluir com transparência”.

Depois, os participantes puderam constatar os resultados da II Pesquisa ABQ/Target. O vice presidente da Target, Cristiano Paiva, explicou que foi utilizada a ferramenta de pesquisa SurveyMonkey e o link da pesquisa foi disponibilizado para o mundo técnico de diversas maneiras. O perfil dos respondentes correspondeu a 66% de pessoas de empresas industriais, o que corresponde a uma fatia considerável do PIB industrial do país. Ao se obter 1.168 participantes, o nível de disponibilizar o link diminuiu e as respostas e seus resultados se estabilizaram.

Assim, obteve-se mais de 30.000 respostas, o que é bastante participativo no mundo técnico. Enfim, constatou-se que a competitividade brasileira não está nada bem, a péssima prestação de serviço público e baixa participação da sociedade no consenso da normalização nacional.

No final, foi assinado o acordo de cooperação entre o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Academia Brasileira de Qualidade, para melhoria e disseminação dos processos de gestão de qualidade no Brasil.

Para ver as apresentações, acesse o site do evento (a partir do dia 17/11): www.abqualidade.org.br/Eventos/

Qualidade poderia estar mais presente na Rio 2016

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Na Rio 2016 houve pontos altos e baixos, nada que a gestão da qualidade não pudesse aprimorar ainda mais ou evitar que problemas tenham ocorrido. Cada vez mais, Qualidade significa não apenas fazer certo da primeira vez, mas fazer o que é certo e melhorar sempre.

Na verdade, esse é um aspecto que acaba sendo negligenciado e comprometido: a qualidade. Com a crise e a forma de se fazer a gestão pública no país, esqueceu-se desse tema tão desacreditado atualmente, mas que já foi responsável por um salto de melhoria da competitividade do país. Não seria a hora de se reeditar um Programa de Qualidade e Produtividade II?

Tudo começou com a euforia da escolha do Rio. Uma candidatura muito bem preparada venceu adversários poderosos como Chicago. Qualidade nota 10. Aí o país dormiu sobre os louros da vitória: a primeira oportunidade de melhoria para futuros eventos é já ter um planejamento estratégico, tático e operacional pronto antecipadamente. Isso também seria Qualidade nota 10.

A pontualidade dos eventos de dezenas de modalidades esportivas em múltiplas instalações e locais foi elogiada, apesar da complexidade logística: Qualidade nota 10. Em compensação, arenas vazias e longas filas nas bilheterias, mobilidade com restrições, comida escassa e piscinas com água esverdeada poderiam ter sido evitadas com uma boa gestão de risco, outra ferramenta importante para a Qualidade nota 10.

Felizmente foi feito previamente benchmarking com Londres e Barcelona, para aprender com as cidades que já realizaram Olimpíadas bem avaliadas. Este é mais um instrumento da Qualidade que será abordado no III Seminário Qualidade Século XXI, da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) que será realizado no Dia Mundial da Qualidade, 10 de novembro de 2016, no auditório do Salão Nobre da FIESP.

No evento um painel abordará o que se faz diferente na Europa, nos EUA e no Japão, o que poderá fazer com que o brasileiro pense o quanto se tem que avançar para melhorar a Qualidade dos produtos e serviços no Brasil. Qualidade no Serviço Público será um tema tratado no evento em palestra magna, com propostas que possam promover seu aprimoramento.

Um assunto atualíssimo será o compliance, que será objeto de painel que enfocará tanto os aspectos conceituais como práticos. Na abertura será feito um exercício de antecipar tendências, expondo o que será o futuro da Qualidade.

O programa evidencia a importância do evento pela relevância dos assuntos abrangidos e o currículo dos palestrantes. Para que os meios de comunicação participem ativamente desse esforço, a Academia coloca à disposição dos jornalistas entrevistas ao vivo ou virtuais com os palestrantes, antes, durante ou após e evento e material de divulgação.

Local: FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – São Paulo, SP (mapa de acesso)

Credenciamento: Andar Térreo|Auditório: Salão Nobre do 15º andar.

www.abqualidade.org.br/Eventos

Faça a sua inscrição gratuita no link http://www.abqualidade.org.br/Eventos/cadastro_abq_eventos.php

III SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI

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III SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI

Qualidade no Brasil: Lições a Aprender

10/11/2016 – FIESP – São Paulo, SP

Dia Mundial da Qualidade

O tema Qualidade é de tal relevância que a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Qualidade, que em 2016, será no dia 10 de novembro. Por isso, a Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), organização não governamental, sem fins lucrativos e referência nacional sobre Qualidade e Excelência na Gestão, que congrega os principais expoentes da Qualidade dos mais diversos setores econômicos nos âmbitos público, privado e acadêmico, irá realizar no dia 10 de novembro o III SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI – Qualidade no Brasil: Lições a Aprender, na Fiesp, em São Paulo, na Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – Salão Nobre – 15º andar.

PROGRAMA

08h30 – 09h00 Credenciamento
09h00 – 09h30

 

Abertura

Saudação

Acad. Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto – Presidente, ABQ

A Qualidade e o Futuro das Organizações

Acad. Evandro G. Lorentz

09h30 – 10h00 Palestra Magna

Qualidade no Serviço Público: Desafios

Acad. Dorothea Werneck

10h00 – 10h30 Benchmarking: Qualidade no Brasil e no Mundo

Acad. Nigel Croft – o que se faz diferente na Europa

Acad. Reinaldo Figueiredo – o que se faz diferente nos EUA

Acad. Getulio Ferreira – o que se faz diferente no Japão

Moderador: Acad. B. V. Dagnino

10h30 – 10h55 Debates
10h55 – 11h25 Intervalo
11h25 – 11h55 Qualidade na Educação e na Saúde: como melhorar

Acad. Ana Maria Malik

Acad. Ozires Silva

Moderadores: Acads. Eduardo Guaragna e João Mario Csillag

11h55 – 12h20 Debates
12h20 – 12h50 Gestão de compliance e anticorrupção nas organizações

Wagner Giovanini

Reynaldo Goto

Moderador: Acad. Ariosto Farias Jr.

12h50 – 13h20 Debates
13h20 – 13h30 Encerramento

Acad. Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto – Presidente, ABQ

13h30 – 14h30 Confraternização

Programa sujeito a alterações

O evento será exclusivo para convidados, porém, terá transmissão ao vivo pela internet. Inscrições e informações: Natascha Vieira – N8 Eventos – 999264441 ou pelo e-mail: n8eventos@abqualidade.org.br

Clique Aqui e acesse o site do evento

Saudação

pedro

Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto (Acadêmico) – Presidente da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), é engenheiro (ITA), MSc. (Stanford, CA), doutor (POLI/USP), professor aposentado da Poli/USP – Engenharia de Produção, presidente da Fundação Vanzolini (1982-1987), ex-juiz do PNQ e juiz do PPQG, Prêmio Qualidade Banas 1999 e professor de pós-graduação da Unip. Autor de vários livros.

Palestrantes

evandro

Evandro G. Lorentz (Acadêmico) irá abordar o tema A Qualidade e o Futuro das Organizações onde abordará algumas questões: Como será o futuro? Estamos nos preparando para o futuro ou estamos ajudando a construí-lo? Como agirão as organizações em um mundo onde todos terão um smartphone conectado a uma rede wifi gratuita de alta velocidade? As organizações brasileiras estão se preparando para o futuro? E nosso relacionamento com os sistemas cognitivos, como o IBM Watson? Quais os impactos na educação, na saúde, em tudo? O que poderemos fabricar em casa utilizando impressoras 3D? São muitas indagações, algumas respostas e apenas uma certeza: será ótimo estar lá para vivenciá-las.

dothea

Dorothea Werneck (Acadêmica), com sua vasta experiência na área pública em funções de relevo, abordará ações que respondam aos desafios para melhorar a qualidade dos serviços prestados pelas organizações governamentais. A necessidade de melhoria da qualidade nos serviços públicos é um consenso. Porque ainda temos tantas reclamações? Todos sabem o que gostariam: menor custo, menor tempo, melhor atendimento (informações e simpatia), menos burocracia.

Para o governo, também é óbvio: menor número de “agências” e gastos com salários e manutenção. E certamente, melhor avaliação da gestão governamental com redução das reclamações e das ações judiciais. O que fazer? As ferramentas de gestão estão aí disponíveis. Porque é tão difícil? Quais são os desafios aparentemente intransponíveis?

nigel

Nigel Croft (Acadêmico) vai falar com a visão de quem foi criado e educado no Reino Unido e saiu de sua terra nativa em 1981 para morar (na sequência) nos EUA, Noruega e Brasil, onde ficou durante quase 20 anos, adquirindo a cidadania brasileira em 1999. Atualmente, mora novamente no Reino Unido, com atuações profissionais e pessoais em países europeus como Alemanha, Áustria, Suíça (ISO), Portugal e Bulgária. Nigel vai apresentar suas percepções e experiências, compartilhando as coisas boas e não tão boas de cada país e os aspectos que considera benchmarking para os demais.

reinaldo

Reinaldo Balbino Figueiredo (Acadêmico) vai abordar tópicos relacionados à função qualidade nos USA, envolvendo os setores de serviços, manufatura e agricultura. Em sua palestra, serão apresentados os atores que colaboram para a melhoria da qualidade nos respectivos setores e, também discutirá como o Prêmio Malcolm Baldrige National Quality Award vem apoiando o desenvolvimento de novas metodologias para a Qualidade. A exposição representa sua perspectiva como residente nos EUA há mais de 15 anos, com atuação na área de normalização e avaliação de conformidade, acreditação de organismos de certificação de produtos e laboratórios e, também, decorrente de sua participação nos trabalhos da ISO nestas áreas.

getulio

Getulio Ferreira (Acadêmico) identificará, com base em observações feitas por ocasião de treinamento realizado no Japão e trabalho em subsidiária japonesa no Brasil, lições apreendidas na vivência comparativa entre as práticas dos dois países. As diferenças em relação aos métodos de gestão com foco na Qualidade como base para o sucesso das organizações serão abordadas.

Transformando pessoas com base na cultura do envolvimento e o comprometimento, a criatividade e inovação desafiando paradigmas comportamentais com produtos, serviços e processos diferenciados com alto valor agregado, aquele povo liderou o mundo na busca do que foi denominado Qualidade Total. Os desafios futuros para o caminho do Brasil em um mundo cada vez mais competitivo e imprevisível serão abordados com base nessa experiência vivida.

malik

Ana Maria Malik (Acadêmica) evidenciará sua vivência e pesquisa na área da saúde, enfatizando que todos querem saúde e qualidade de vida. No entanto, buscam os serviços de assistência quando ficam doentes e compram planos de saúde para se proteger quando precisam usar esses serviços. Nesses serviços de saúde, hoje se fala muito em melhoria, que é bastante necessária. Mas no Brasil, mesmos requisitos obrigatórios não são sempre cumpridos, mesmo sem considerar a heterogeneidade existente no país.

Além de tudo, no século XXI, já se diz há anos que, embora a medicina ou assistência esteja avançada, o modelo é do século XX e a gestão, do século XIX. Na segunda década do século XXI, ignorar os avanços das tecnologias de informação é ser muito pouco eficiente. Assim, para melhorar a eficiência e a eficácia na gestão da saúde é preciso conhecer a realidade e olhar para o futuro.

ozires

Ozires Silva (Acadêmico) discorrerá inicialmente sobre o quadro que se vê para o ensino e a educação no país, como fruto de décadas de desacertos e mesmo incompetência, constatados pela realidade de uma população com uma maioria de compatriotas semialfabetizados, que nada ou mal estão habilitados a ler e compreender o mais simples dos textos.

Em contrapartida, há um mundo inteligente produzindo produtos, criados por mentes avançadas de equipes especializadas e bem graduadas, vindos de escolas de reputação consagrada. São técnicos e especialistas que, desde o ensino fundamental, aprenderam o que deveria ser aprendido e muitos se transformaram em sábios admirados, cujas lições são exemplos para cada um de nós, hoje cidadãos de um mundo global.

A pergunta seria: o que fazer? Pode-se não saber como respondê-la, mas não se podem calar sem chamar a atenção da sociedade que se não for alteradas as rotas políticas que caracterizam as leis, normas e regras da educação no Brasil, estará sendo pavimentada uma estrada para a pobreza nacional, diante da grandeza do mundo que não se poderá enfrentar.

giovanini

Wagner Giovanini (palestrante convidado) falará sobre o significado do compliance e sua aplicação prática nas empresas. Outro ponto a ser abordado é o fato de a Lei 12.846/2013 – a chamada Lei Anticorrupção impor um risco adicional às organizações, mesmo para aquelas que já possuem sistemas robustos alinhados às legislações internacionais. Assim, Wagner pretende não só alertar os participantes sobre essa questão, mas, também, contribuir com a solução para as medidas mitigadoras. Giovanini tem quase dez anos de experiência no assunto, dos quais oito como diretor da Siemens para o Brasil e depois para a América Latina.

Goto

Reynaldo Goto (palestrante convidado), diretor de compliance da Siemens, irá apresentar a importância da governança corporativa para as empresas que estão no processo de implementação de um sistema de compliance. Durante sua palestra, também irá abordar sua experiência na Siemens durante seus quase 20 anos na empresa, incluindo o período mais crítico que a empresa passou durante as investigações iniciadas em 2006 na Alemanha. Como principal tópico a ser abordado, apresentará boas práticas internacionais relacionadas à análise de riscos de compliance, incluindo um manual elaborado pelo Pacto Global da ONU.

apoios

II Seminário ABQ Qualidade Século XXI

A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), em comemoração ao Dia Mundial da Qualidade, realizará o II Seminário ABQ Qualidade Século XXI – A Qualidade e a Realidade Brasileira (www.abqualidade.org.br/Eventos), no dia 12 de novembro próximo, na FIESP, em São Paulo, SP. O objetivo é enfatizar a importância da Qualidade para a produtividade e a competitividade das organizações e das nações, e consequente bem-estar da sociedade, o que, no caso brasileiro, é certamente oportuno neste momento.

O II Seminário ABQ Qualidade Século XXI reunirá temas muito relevantes a serem relevantes a serem abordados por alguns de seus Acadêmicos que dedicaram muito de suas vidas à Qualidade: Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto, Jorge Gerdau Johannpeter, Jairo Martins da Silva, Luiz Carlos do Nascimento, José Joaquim do Amaral Ferreira e Vicente Falconi.

Pedro Luiz

PEDRO LUIZ

Pedro Luiz, como presidente da ABQ, apresentará uma visão mundial da Qualidade, procurando explorar as prioridades para as organizações brasileiras que propiciem a retomada do desenvolvimento do país, num cenário global em que a competitividade entre as empresas e as nações é cada vez mais acirrada. “Na verdade, diversas conceituações podem ser encontradas para a competitividade mas, em essência, uma empresa é competitiva se tem, conserva ou amplia a fatia de mercado para seus produtos ou serviços, estando apta a enfrentar a atuação dos seus concorrentes. A competitividade de uma empresa está diretamente relacionada com a qualidade do que oferece ao público e com a produtividade das suas operações, que também só se consegue mediante a qualidade interna com que executa suas atividades. Para tanto, conhecimento, criatividade, inovação, flexibilidade e muitos outros aspectos também certamente contribuem”, diz o presidente.

Jorge Gerdau

JORGE GERDAU

Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, acha que o primeiro requisito exigido hoje para qualquer empresa ou indivíduo é mentalizar que ele vive em um cenário de muitas mudanças, imposto pelo mercado. “A tendência conservadora que existe dentro de cada pessoa ou das instituições é querer se acomodar. Mas quem não se capacitar vai ficar para trás. A primeira consciência que o indivíduo ou as empresas devem ter é reconhecer que o processo de mudanças está acelerado. E, nesse conceito, a recapacitação permanente do indivíduo é o único caminho para ele assegurar o seu espaço no mercado”.

Para Gerdau, existem técnicas e indicadores para verificar se o seu processo realmente está funcionando e em que prazo, eficiência, perdas e rendimentos. “Essa tecnologia está amplamente difundida. O segundo ponto neste sentido é que a pessoa também procure se atualizar. Uma questão é a atitude profissional que as pessoas têm, e a palavra profissional deve ser usada com letra maiúscula. Todos precisam ser profissionais nas atividades que exercem. Isso também exige estudo. Quem não fizer isso, não tem chance de sustentar a sua responsabilidade profissional. Eu acredito profundamente na ideia e tenho a convicção de que o movimento pela Qualidade pode alavancar o desenvolvimento do país, ajudar as empresas, as pessoas, os hospitais. Quando vejo outras pessoas que, como eu, criam a consciência de que isso é realmente um processo que pode ajudar o desenvolvimento em benefício de todos nós, vendo essa ideia com muito entusiasmo. Eu acredito nos resultados positivos que este processo pode dar. É preciso acreditar para vender uma ideia”.

Jairo Martins

JAIRO MARTINS

Jairo Martins da Silva, superintendente geral da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), explica que, qualquer organização ou instituição, seja governamental, pública, privada ou do terceiro setor, é responsável por um processo de transformação de recursos em valor para a sociedade. “Para que ela cumpra este propósito é imprescindível que adote princípios e ferramentas para que tenham uma gestão sistêmica, buscando constantemente a eficácia e a eficiência das suas operações. Os fundamentos e os critérios da excelência da gestão expressam a compreensão dos países desenvolvidos e das organizações de classe mundial para alcançar elevados níveis de produtividade e competitividade em um contexto complexo e imprevisível de mudanças globais. Nos desafiadores cenário internacional e momento atual do Brasil, caracterizados pela volatilidade da economia e pela imprevisibilidade política, a sobrevivência e a perenidade das organizações e das instituições dependem da qualidade da interação com o seu ecossistema, e da velocidade com que aprendem e agem em ambientes mutáveis, imprevistos e incontroláveis. A excelência em gestão passa a ser imperativo na agenda dos governos e das organizações públicas e privadas”, explica.

Luiz Carlos do Nascimento, líder da delegação brasileira na revisão da norma ISO 9001, e José Joaquim do Amaral Ferreira, diretor de certificação da Fundação Vanzolini, procurarão atender às milhares de organizações em todo o mundo que aguardam ansiosas a publicação da versão 2015 da norma internacional ISO 9001, para se prepararem para a certificação ou recertificação de seus sistemas de gestão da qualidade. O Comitê Brasileiro da Qualidade (CB 25) da ABNT está se preparando para lançar a versão brasileira da norma NBR ISO 9001:2015.

A apresentação se desenvolverá sob forma de diálogo entre Nascimento e José Joaquim. Ambos enfocarão os aspectos estratégicos da adoção dos requisitos da norma e da certificação. Enquanto Nascimento se concentrará nas alterações introduzidas e na sua importância, José Joaquim enfatizará a forma pela qual as organizações deverão se preparar para o seu cumprimento, abordando ainda o período de transição definido pelas entidades internacionais e brasileira. Os participantes presenciais e virtuais via Internet poderão, no ato da inscrição, formular perguntas a serem respondidas pelos dois especialistas.

Vicente Falconi

VICENTE FALCONI

Tanto os participantes presenciais ou virtuais do seminário poderão, no ato da inscrição, formular perguntas a serem respondidas por Vicente Falconi, presidente do Conselho da Falconi Consultores de Resultados. Quem quiser pode perguntar para ele sobre as dificuldades de implementar no Brasil as práticas que ele trouxe do Japão, ou sobre os casos de sucesso que sua equipe conquistou. Enfim, a pauta é livre, pergunte o que desejar sobre Qualidade no Brasil e no Mundo, produtividade, competitividade do Brasil, Qualidade no serviço público e na área privada, enfim, tudo aquilo que gostaria de saber e nunca teve oportunidade de perguntar.

Clique aqui para fazer a inscrição gratuita para transmissão via WEB do evento!

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Clique para responder as questões

SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI

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A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), organização não governamental e sem fins lucrativos, realizou, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, no dia 13 de novembro o SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI – Os desafios para a Competitividade Brasileira. Na abertura do evento, João Mário Csillag, presidente da ABQ, discorreu sobre o O Dia Mundial da Qualidade e a ABQ.

Fez uma pergunta para os seus avós: o que você acha se lhe disser que seus netos, que somos nós, teremos celulares quando na época havia apenas telégrafo e correio? E que viveríamos mais de 75 anos quando eles viviam 55? Que faríamos viagens para o espaço e que pousaríamos num cometa quanto na época havia apenas voos de curta distância?

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João Mário Csillag

“Nós também ficaríamos incrédulos se nos dissessem que teríamos óculos que nos permitiriam trazer arquivos por meio de piscadas à nossa frente; que teríamos lentes com realidade aumentada, permitindo sobrepor imagens virtuais à realidade que nos facilitariam prospectar petróleo e outros minerais, que estas lentes com GPS nos permitiriam prospectar minerais, petróleo tesouros arqueológicos, tradução simultânea de uma língua que não conheço, reconhecer pessoas e disponibilizar suas biografias instantaneamente? Que o carro do futuro não teria motorista, que o câncer vai desaparecer, pois microprocessadores de DNA poderiam detectar proteínas de câncer se formando instantaneamente com material colhido nos vasos sanitários; que nanopartículas poderiam identificar e destruir células cancerígenas na sua formação? Que o mapeamento de genes poderá ser feito para cada um a preços acessíveis e teremos um manual das pessoas. Que o envelhecimento será retardado, dando oportunidade de viver mais? E assim por diante”.

Como conclusão, Csillag afirmou que tais inventos, que são rupturas, são descobertas apenas em países de vanguarda. “Esses os países de vanguarda têm IDH alto, que os diferencia dos demais. Para tais rupturas ocorrerem é necessário haver centros de pesquisa, hospitais de referência e repositórios, como também empreendedorismo em nível alto. E eu pergunto: enquanto todos os países trabalham duro para fazer novas rupturas, o que nós vamos oferecer aos nossos netos quando eles estiverem se formando? Pode-se montar uma árvore de causa efeito procurando a causa raiz disto tudo. Ou seja, IDH alto implica em PIB per capita alto assim como educação e expectativa de vida com segurança em bons níveis. O que implica em ter também boa balança comercial e bons resultados em serviços, em indústria, em comércio e em construções, além de infraestrutura. O que nos falta é qualidade na educação, na expectativa de vida e no aspecto renda per capita, ou seja, Qualidade em tudo que fazemos. E que nosso sonho será recomeçar pela qualidade e voltar em direção aos efeitos subindo até chegarmos a fazer parte dos países de vanguarda onde as rupturas ocorrem, que é o que poderemos oferecer aos nossos netos.

Já Claudius D´Artagnan Cunha Barros, diretor da Propar Gestão Empresarial, falou sobre A Liderança Estratégica no Contexto da Gestão da Qualidade. Para ele, em qualquer empresa, existem as pessoas dos níveis estratégicos que falam a linguagem dos resultados, os níveis táticos que são bilíngues, devem interagir com todos os níveis, já que precisam se comunicar com os níveis operacionais, que falam a linguagem das coisas. A gestão da qualidade em uma Company Wide necessita ter ações institucionais, comportamentais e sistêmicas com equilíbrio para atender bem o cliente.

“Educar é fazer as pessoas entenderem os princípios, os conceitos, os fundamentos, a responsabilidade e a importância do seu trabalho. Treinar é desenvolver as habilidades! E qual o maior e mais eficaz instrumento de educação que se conhece? Exemplo. As pessoas se orientam pelos líderes não pelo que eles dizem, mas sim pelo que eles fazem”.

Segundo D´Artagnan, há uma convergência dos gurus da qualidade: invista na prevenção e no planejamento; qualidade é responsabilidade de todos; e a importância das pessoas e do trabalho em equipe. “Como mensagem final, gostaria de dizer uma frase de um autor desconhecido: “Os grandes resultados e as grandes conquistas jamais serão atingidos através de grandes esforços de poucas pessoas. Os grandes resultados e as grandes conquistas somente serão atingidos através de pequeno esforços de todas as pessoas.”

Nigel Croft, Chairman, ISO/TC 176/SC 2 – Quality Systems, palestrou sobre Qualidade e Sustentabilidade – O importante papel da ISO”. Ele destacou que a ISO desenvolve normas voluntárias internacionais de alta qualidade que facilitam o intercâmbio internacional de bens e serviços, apoiam o crescimento econômico sustentável e equitativo, promovem a inovação e protegem a saúde, a segurança e o meio ambiente. “Os conceitos principais são: identificar os processos necessários para alcançar os resultados desejados; monitorar continuamente os riscos (causa/efeito); pensamento baseado em risco; e gerenciar os processos e o sistema usando o ciclo PDCA. A tendência atualmente é o alinhamento das normas de sistemas de gestão. O Grupo Coordenação Técnica da ISO (“JTCG”) vem buscando uma visão conjunta para as normas de sistemas de gestão; uma estrutura de alto nível para todas as normas ISO de sistemas de gestão; títulos idênticos dos itens sob a estrutura de alto nível; e um vocabulário núcleo genérico para as normas de sistemas de gestão”.

Nigel afirmou que o objetivo é facilitar a vida das organizações que optem por um sistema de gestão único. As Diretivas ISO Parte 1:2012 ou o Anexo SL incorpora as recomendações do trabalho do JTCG; define a estrutura e o formato comum para todas as novas normas ISO de sistemas de gestão e revisões das normas existentes; um texto comum (aproximadamente 30% de cada norma terá texto idêntico); e isso está tendo um profundo impacto na revisão das normas ISO 9001 e ISO 14001. Anexo SL tem uma estrutura de alto nível e inclui: 1. Escopo, 2. Referências normativas, 3. Termos e definições, 4. Contexto da organização, 5. Liderança, 6. Planejamento, 7. Suporte, 8. Operação, 9. Avaliação de desempenho e 10. Melhoria.

Depois, ele comentou sobre a revisão da ISO 9001, já que o Draft International Standard (DIS) foi colocado em votação de acordo com os procedimentos da ISO e recebeu cerca de 90% de aprovação, o que é suficiente para que se possa avançar para a próxima fase: Final Draft International Standard (FDIS). Esse documento agora vai passar por todos os comentários recebidos durante a votação do DIS, a fim de produzir uma versão final que será então apresentada para votação. Uma vez aprovada, a norma poderá ser publicada.

“Estamos no caminho certo, e estamos dentro do cronograma para a publicação”, disse Croft. “A nova versão é fortemente baseada em três conceitos básicos fundamentais: a abordagem de processo que foi muito bem sucedida na versão de 2008 será sobreposta pelos sistema de processos; a metodologia plan-do-check-act e um terceiro conceito central que será novo na versão de 2015 que é o pensamento baseada no risco, visando a prevenir resultados indesejados”.

A ISO 9001 é um das normas mais conhecidas da ISO, com mais de 1,1 milhões de certificados em todo o mundo. Fornece requisitos para ajudar as empresas a demonstrar que podem oferecer consistência aos seus clientes , além de produtos e serviços de boa qualidade.

Também fornece uma forma para ajudar as empresas em otimizar seus processos e tornar mais eficientes no que fazem. A ISO 9001 pode ser utilizada por organizações de todos os tipos e tamanhos. A norma tem inspirado uma série de documentos para aplicações específicas em setores industriais e de serviços, inclusive para o automotivo, médico, para os governos locais e muito mais.

Nigel comentou que o projeto da ISO é fazer o alinhamento das normas de sistemas de gestão, pois o Grupo de Coordenação Técnica da ISO está propondo uma visão conjunta para as normas de sistemas de gestão, uma estrutura de alto nível para todas as normas ISO de sistemas de gestão, títulos idênticos dos itens sob a estrutura de alto nível e um vocabulário núcleo genérico para as normas de sistemas de gestão. “O objetivo é facilitar a vida das organizações que optem por um sistema de gestão único”, acrescentou.

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Jorge Gerdau Johannpeter e a gestão pública

Por fim, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter abordou o tema Qualidade no Serviço Público Brasileiro: Importância da Governança. Para ele, o avanço nessa área foi bastante interessante. “O problema é que o tema em si, os resultados e as repercussões tanto no setor privado como o público, são lentos porque se deve fazer toda uma análise, têm correções, melhorias. Então, os frutos, normalmente, levam 12, 18 meses. Mas isso não quer dizer que já não tenhamos atingido algumas coisas extremamente importantes”.

Ele explicou que o primeiro trabalho foi na Casa Civil. “E aí, nós trabalhamos. Como o PAC, que era uma estrutura que trabalhava dentro da Casa Civil, foi para o Ministério do Planejamento, foi necessário fazer uma, de certo modo, reorganização na Casa Civil para dar condições de administração para que a presidenta possa acompanhar todos os projetos que ela entende mais importantes. Então, utilizou-se a tecnologia já consagrada em outros países, que a McKinsey utilizou em mais de dez países desenvolvidos, bem desenvolvidos. E se fez toda uma estrutura de informática. Isso teve um avanço muito bom, que dá essas condições. Maior ou o menor em utilização e como são normalmente os processos da própria Casa Civil são temas muito internos.

Gerdau disse que o Movimento Brasil Competitivo, que cuida dos temas de programas de qualidade do setor privado e das pequenas empresas, um programa para pesquisar mais de 30 mil pequenas empresas anualmente para fazer a sua avaliação, etc. “No setor público, nós fizemos um trabalho de atendimento, vamos dizer, de uns 12 estados e alguns municípios grandes. Eu diria que, dentro disso, tem um percentual aí de 30% a 40% que houve realmente mudança cultural no modo de gerir as coisas. Agora, esse rompimento cultural que o Brasil absorveu da área empresarial de forma importante é praticamente todos os grupos maiores empresariais entrarem nessa metodologia, que é essencialmente estruturada na experiência do professor Falconi. Metodologia vinda do Japão, que dos Estados Unidos foi para o Japão. O conceito é dominar e gerenciar os processos em todas as suas etapas. Que o domínio do processo e das pessoas que atuam no processo faz que cresça uma eficiência de 20%, 30%”.

Para o empresário, alguns temas, no seu entender, são importantes. Um é a educação. A educação é um fator decisivo na busca por produtividade. Segundo ponto é logística. “Os Estados Unidos tem um custo sobre o PIB de 6,5% a 8% sobre o PIB, o custo da logística. No Brasil, nós vamos a um número ao redor de 15%. Então, nós temos um custo adicional de 7%, 8% sobre tudo o que o Brasil produz. Por isso que, saiu esses dias ainda, produtor de soja no Brasil, para colocar a soja na China, paga US$ 200. O produtor americano paga US$ 105 para colocar. Tem US$ 95 dólares que são tirados do produtor brasileiro para conseguir colocar esse produto lá”.

Ele garante que a opção da gestão pública é a transparência e acesso à informação de forma simplificada; uma visão integrada e integral dos gastos; a governabilidade através de estrutura decisória ágil; o respeito a instituições e contratos; e a responsabilização de gestores (accountability). “Em minha opinião, não temos o direito de sermos omissos, no potencial que a gestão pode representar na melhoria da qualidade de vida da população”, finalizou.

No final do evento, foi lido um manifesto da ABQ pelo acadêmico Evandro G. Lorentz. Quem quiser ler o documento, acesse o link https://qualidadeonline.files.wordpress.com/2014/11/manifesto-abq-2014.pdf Depois disso, houve no salão social da Fiesp um concorrido brunch.

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Todos os interessados em assistir às palestras completas podem acessar o link http://www.transmitirnaweb.com.br/ABQEVENTOS/

Seminário Qualidade Século XXI

Assinatura_ABQ_Pantone288Seminário Qualidade Século XXI

dia 13 de novembro de 2014 – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Comemoração do Dia Mundial da Qualidade

Reserve em sua agenda

A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) irá comemorar o Dia Mundial da Qualidade no dia 13 de novembro, na Fiesp, realizando o Seminário Qualidade Século XXI. O programa inclui palestras dos Acadêmicos Jorge Gerdau Johannpeter, José Israel Vargas e Ozires Silva, que abordarão temas de alta relevância para o desenvolvimento da Qualidade no Brasil.

13/11/2014 – Dia Mundial da Qualidade

PROGRAMA

08:30 – 09:00 – Inscrições – distribuição de material

09:00 – 09:30 – Abertura – Hino Nacional

João Mário Csillag – Presidente da ABQ

Paulo Skaf – Presidente da FIESP

09:30 – 10:00 – Qualidade na nova economia – Ozires Silva

10:00 – 10:15 – Debates

10:15 – 10:45 – Intervalo

10:45 – 11:15 – Inovação científica, tecnológica e gerencial: pré-requisitos para a qualidade – José Israel Vargas

11:15 – 11:30 – Debates

11:30 – 12:00 – Qualidade no serviço público brasileiro: implementação de programas da qualidade – Jorge Gerdau Johannpeter

12:00 – 12:15 – Debates

Cerimônia de posse dos novos Acadêmicos e da nova Diretoria da ABQ

Coquetel de confraternização

Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

ABQ

 

Na noite do dia 28 de novembro, no Salão Nobre da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ocorreu a cerimônia de posse de 20 dos 31 membros da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ). Foram empossados 18 Acadêmicos ativos e dois Acadêmicos In Memoriam, que foram representados por seus familiares. Os onze Acadêmicos que não puderam comparecer ao evento serão empossados em cerimônias futuras. O evento contou com a presença das principais autoridades em Qualidade do Brasil, que, ao longo das últimas décadas, revolucionaram os processos produtivos brasileiros sempre em busca da perfeição. Entre os acadêmicos que tomaram posse, estão personalidades como o ex-ministro da Infraestrutura, Ozires Silva, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, e o presidente do Conselho do Movimento Brasil Competitivo, Elcio Anibal de Lucca.

A ABQ (www.abqualidade.org.br) é a instituição de referência sobre qualidade e excelência na gestão. Ela congrega especialistas e conhecedores da área da qualidade dos mais diversos setores econômicos nos âmbitos público e privado, e também professores universitários. Trata-se de uma organização não governamental, sem fins lucrativos, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento do conhecimento da engenharia da qualidade, da gestão da qualidade e da excelência da gestão, em benefício das organizações e da sociedade brasileira. A Cerimônia de Posse dos Acadêmicos encerra a etapa de formação da ABQ, constituída há quase dois anos e que, a partir de agora, inicia o planejamento estratégico para se atingir os objetivos da Academia. A ABQ conta com o apoio do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), que tem se responsabilizado pelo suporte logístico da ABQ e cedido suas instalações para as reuniões ordinárias da Academia, da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, que administra o site da Academia, da Editora Banas, responsável pela divulgação institucional, e da Fiesp, que cedeu o espaço para a realização do evento.

 

Conheça os 31 Acadêmicos

Ariosto Farias Junior

Engenheiro Civil. Instrutor e Examinador Sênior do Prêmio Nacional da Qualidade, deste 1992 até 2010. Consultor em Gestão da Qualidade e Segurança da Informação. Membro do comitê ABNT/CB 25. Líder da Delegação do Brasil em Comitês da ISO em diversas oportunidades. Instrutor da ISO.

Basilio V. Dagnino

ASQ Fellow. CQP & Fellow, CQI (Londres). Co-fundador do 1º curso de pós-graduação em Qualidade (UCP). Primeiro Gerente Técnico da FNQ (1991 a 1997). Juiz, examinador, instrutor e consultor de modelos de excelência do PNQ e outros prêmios.

Carlos de Mathias Martins (in memoriam)

Engenheiro Eletricista formado pela Escola Politécnica da USP. Primeiro Superintendente da Fundação Prêmio Nacional da Qualidade (1991/97), hoje Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Participou ativamente de instituições voltadas à Gestão e à Qualidade tais como ASQ, ABNT e PQGF.

Dorothea Fonseca Furquim Werneck

Economista (Mestrado e Curso de Doutorado/Boston College-USA). Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais. Ministra de Estado (duas pastas). Sec. Nacional de Economia. Diretora da FPNQ (duas vezes). Prof. da UFRJ e do Curso de Formação de Diplomatas do Itamaraty.

Edson Pacheco Paladini

Professor Titular do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas/Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Engenharia de Produção. Consultor, instrutor e professor de cursos de graduação e pós-graduação na área de Gestão da Qualidade. Autor de 11 livros nesta área.

Eduardo Vieira da Costa Guaragna

Engenheiro Mecânico e Mestre em Administração pela UFRGS. ASQ Senior, CQE, CQM-OE, CRE, CQA. Juiz do PNQ e PGQP. Diretor do PGQP. Consultor, Professor de MBA e Especialização. Autor do livro Desmistificando o Aprendizado Organizacional, Qualitymark.

Elcio Anibal de Lucca

Adm. Público e de Empresas pela EAESP-FGV, graduado e mestrado. Pres. Cons.Curador da FNQ por duas vezes. Pres. Serasa por 20 anos, tricampeã do PNQ e do Ibero-americano. Atualmente Pres. do Cons. do MBC, Cons. Indep. de Empresas e Entidades. Autor do livro Gestão para um Mundo Melhor.

Eliezer Arantes da Costa

Engenheiro em Eletrônica pelo ITA e Doutor pela UNICAMP. Trabalhou na VALE (ex-CVRD), em pesquisa operacional, e na Promon em sistemas da qualidade e em planejamento estratégico. Hoje atua como consultor de empresas em planejamento estratégico e na implantação de sistemas da qualidade.

Ettore Bresciani Filho

Engenheiro (ITA), Doutor (Escola Politécnica – USP). Professor Titular Aposentado (UNICAMP). Professor Responsável pelo Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP). Membro do CLE-UNICAMP. Membro da ASQ (desde 1974).

Evandro G. Lorentz

Engenheiro e Matemático (UFJF), Mestre (UFMG). ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e Primeiro Chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e Professor de Pós-Graduação em Cursos de Especialização. Autor de livros sobre qualidade.

Fabio E. P. Braga

Engenheiro (Escola Politécnica – USP). Ex-vice-presidente de Engenharia e Qualidade da TRW do Brasil. Ex-Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP). Gerente de Relações Institucionais da SAE BRASIL. Membro da ASQ.

Francisco Paulo Uras

Engenheiro (Escola Politécnica – USP). ASQ Fellow, ASQ/CQE, CQA e CMQ-OE. Palestrante do PEC-FGV-SP (2001 – 2009). Membro do Comitê Critérios de Excelência e Instrutor dos Cursos da FNQ. Consultor para implantação do Modelo de Excelência da FNQ.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Jornalista profissional, estudou geologia na Universidade de São Paulo, jornalismo na Faculdade Casper Libero, palestrante, cursos de especialização, jurado de prêmios de qualidade e meio ambiente, autor de quatro e-books e atua em comunicação interna e externa. Blog: https://qualidadeonline.wordpress.com

Heitor Augusto de Moura Estevão

Engenheiro Civil (UFRJ) extensão universitária no Brasil e na França, Ex -Chefe do Serviço de Engenharia e Ex-Chefe do Escritório de Londres da Petrobras, Ex-Dir. Superintendente e de Operações da BRASNOR – Noruega, Conselheiro da Transportadora Brasileira de Gás, Sec. Técnico do ABNT/CB-25.

Ilcon Miranda Costa

Engenheiro Mecânico (UFRJ), atuante na área da qualidade automotiva desde 1965. Ex-membro das comissões da Qualidade (ANFAVEA, COBEI, MERCOSUL), Reguladora-SBC e CBC. Fundador da ABCQ e do IQA. Professor dos cursos ABCQ (CQE, CRE, CQA e Auditor do SGQ). Auditor e consultor.

Iris Bento da Silva

Engenheiro (EESC-USP). Doutor (UNICAMP). Professor Doutor (UNICAMP), Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP), Professor da Pós-graduação em Gestão (UNIMEP). Ex-Diretor Técnico do Sindiforja (ligado ao Sindipeças).

João Mário Csillag

Engenheiro (ITA), Mestre e Doutor em Administração de Empresas (EAESP-FGV), Professor Titular e Ex- Chefe do Depto. de Produção, Logística e Operações Empresariais da EAESP-FGV. Juiz do PNQ. Autor do livro “Análise do Valor” – Editora Atlas. Prêmio Qualidade Banas 2000.

Jorge Gerdau Johannpeter

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais (UFRS). Presidente do Conselho de Administração da Gerdau, da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do Governo Federal, do Movimento Todos pela Educação e do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP).

José Ephim Mindlin (in memoriam)

Bibliófilo, advogado (USP), empresário. Sócio fundador da Metal Leve, mobilizou a empresa e a indústria para o desenvolvimento de tecnologia própria, alta qualidade e design original. Foi secretário do Estado de SP. Formou a maior e mais significativa biblioteca particular de livros sobre o Brasil, doada à USP.

José Israel Vargas

PhD e Professor Catedrático. Membro da Acad. Bras. de Ciências, dos Países em Desenvolvimento e da Europeia de Ciências, Letras e Artes. Ex-Sec. Tecnologia Industrial, implantou o Inmetro, o IBQN, a Fundação Teófilo Ottoni, etc. Ex-Ministro de Estado de Ciência e Tecnologia e de Minas e Energia.

José Joaquim do Amaral Ferreira

Engenheiro (Escola Politécnica USP), M.Sc. (Stanford University), Mestre e Doutor (EPUSP), Professor Eng.Produção POLI/USP, Diretor de Certificação e Vice-Presidente Fundação Vanzolini, Vice-Presidente IQNet International Certification Network, Membro do Board da SBAlliance, Conselheiro CONSIC/FIESP.

José Paulo Silveira

Engenheiro Industrial Metalúrgico (UFF). No Governo Federal, participou da formulação e gestão do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Coordenou a criação do Comitê Brasileiro da Qualidade CB 25 da ABNT. Atualmente é Diretor Associado da Macroplan Prospectiva e Gestão.

José Ribeiro da Costa (in memoriam)

Engenheiro Nuclear. Prof. da COPPE-USP (Mestrado em Engenharia Nuclear). Prof. Visitante na UCLA/USA (Nuclear Engineering, 1969). Lecturer e Perito da IAEA dos Cursos Internacionais Regionais da IAEA (1978/81). Organizador do IBQN (1977/78) e do COBREN (1980/96, sendo também Presidente).

Juarez Távora Veado (in memoriam)

Ex-presidente do Inmetro, Ex-Diretor da Escola de Engenharia da UFMG e do CNPq. Seu maior reconhecimento público refere-se ao Programa de Tecnologia Industrial Básica (TIB), criado em 1984. Condecorado, pela Presidência da República, com a Ordem Nacional do Mérito Científico.

Marcio F. Migues

Engenheiro, Pós-graduado pela FGV e FDC. Coordenou por 13 anos cursos de pós-graduação em qualidade, atuando como professor no Brasil e no exterior. Examinador do PNQ. Executivo da área automotiva, com 38 anos de experiência. Atual Presidente eleito do Instituto da Qualidade Automotiva.

Ozires Silva

Engenheiro Aeronáutico. Empresário e atualmente Reitor do Centro Universitário Monte Serrat de Santos, SP. Trabalha com o Grupo ÂNIMA Educação, onde estamos nos esforçando para se tentar criar um novo sistema educacional para o país, buscando transformá-lo pela Educação.

Paulo Afonso Lopes da Silva

Estatístico (ENCE/IBGE) e Engenheiro (IME), PhD. (Florida Tech/EUA). ASQ Fellow, ASQ/CQE, CQA e CRE. Professor do Instituto Militar de Engenharia. Professor de Qualidade na Univ. de Wisconsin (2002) e no FIT (2002-2007), EUA. Autor do livro “Probabilidades e Estatística”, também em espanhol.

Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto

Engenheiro (ITA), Master of Science (Stanford, CA), Doutor (POLI/USP). Prof. Aposentado da POLI/USP – Engenharia de Produção, Presidente da Fundação Vanzolini (1982-1987), Juiz do PNQ e PPQG, Prêmio Qualidade Banas 1999, Prof. de Mestrado e Doutorado da UNIP. Autor de vários livros.

Reinaldo Dias Ferraz de Souza

Arquiteto (UnB), com especialização em Gestão da Qualidade pela FCO (UFMG) e pela Union of Japanese Scientists and Engineers (JUSE). Chefe da Assessoria de Captação de Recursos da Secretaria Executiva do MCTI. Representante do MCTI em diversos grupos executivos, no Brasil e no exterior.

Ruy de C. B. Lourenço Filho

Engenheiro (UFRJ), Tese de Livre Docência (UFMG). Consultor da Eletrobras. Professor aposentado do Instituto de Economia (CCJE/UFRJ) e da Ence/IBGE, tendo dirigido ambas as organizações. Autor de vários livros, entre os quais “Controle Estatístico da Qualidade”, pela LTC Editora, em 17ª tiragem.

Vivaldo A. Russo

Engenheiro (UNICAMP). Ex-Presidente de Hydraulics Business da América do Sul da EATON. Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP). Membro e ex-Diretor da SAE BRASIL.

 

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Por que uma Academia Brasileira da Qualidade?

logotipoEvandro Lorentz

Ao visitar, certa vez, o site da Academia Brasileira de Letras em busca de uma informação oportuna, perguntei-me “por que não uma Academia Brasileira da Qualidade?”. “Por que não unirmos pessoas que, cada um a seu modo, objetivam a construção de um país melhor através da busca contínua pela excelência na gestão?”. Idealizada a instituição, partimos para a ação. Hoje, confesso a vocês que não esperava que uma ideia assim frutificasse tão rapidamente e, ao olhar nos olhos de vocês, percebo o bem que, juntos, temos condições de fazer. E o que temos condições de fazer? Lembro-me de uma charge recentemente publicada, da qual não guardei o nome do autor. Queria agora poder lhe dar o devido mérito. Nesta charge, um egípcio gritava “eu quero liberdade”, em outro quadro, um francês clamava “eu quero uma vida melhor”, em um terceiro quadro, um libanês exigia “eu quero paz”. O chargista finalizava sua obra com um brasileiro gritando “eu quero tchu”…

Essa alegria, essa maneira ímpar de ver a vida que é tão própria do povo brasileiro, caracteriza nossa alma e contagia a todos aqueles de outras culturas que nos conhecem. Diante desta alegria, abrem-se ao povo brasileiro dois caminhos bem distintos: a alegria indolente e a alegria com seriedade e trabalho. Na primeira, faz-se uma apologia ao não trabalho, onde o pouco que se recebe de algum programa social, implantado por este ou aquele governo, é considerado suficiente para não se fazer mais nada. Neste ponto, bem nos ensina o imortal cantor nordestino Luiz Gonzaga que, quando se dá “uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. E a escolha pelo vício aumenta, a cada dia, diante do olhar de todos nós.

É importante esclarecer que, como cidadão brasileiro, apoio todos os bons programas de distribuição de renda, independentemente do governo que o implante. Esses programas devem atingir a todos que deles precisam, pois, como bem disse o sociólogo Betinho, “quem tem fome, tem pressa”. Entretanto, preocupa-me a perenização desses programas. Todos nós aprendemos com nossos pais e ensinamos a nossos filhos que “dar o peixe é necessário, mas o mais importante é ensinar a pescar”. Não aprender a pescar leva à eternização da dependência, o que leva à abdicação da cidadania. Oxalá, possamos, em um futuro não muito distante, atestar que os brasileiros já não mais precisam de programas como esses.

Por outro lado, temos a alegria com seriedade e trabalho. Não se pode esperar um futuro promissor e alvissareiro, sem conjugarmos a experiência enriquecedora do passado com o trabalho profícuo no presente. Nenhuma nação foi construída sem o trabalho de todos os seus cidadãos. Assim, apenas como um exemplo, se vejo com uma satisfação cristã a existência do seguro desemprego, não entendo como nos tornaremos uma nação com pessoas trocando o emprego por este seguro, simplesmente para ficar sem trabalhar.

A base da transformação da indolência viciante em trabalho gratificante é a educação. Uma educação para todos, de qualidade, que instigue o livre pensar e prepare cada um para o exercício da cidadania consciente. E é aí que se insere nossa Academia, com a força coletiva que estamos construindo e com a já conhecida força de cada um de seus membros. Ao termos por Missão contribuir para o desenvolvimento do conhecimento, devemos ser partícipes ativos nessa transformação pela educação. Mais ainda do que participar, é nosso dever lutar por esta transformação. Temos que trabalhar em prol desta nobre causa. Precisamos ensinar a pescar. Assim procedendo, marcharemos céleres para a formação de uma nação brasileira, onde todos serão pescadores, senhores plenos de uma cidadania plena. Por fim, bem disse o grande estadista Churchill que “na vida de todo homem chega aquele momento único em que se oferece a oportunidade de se realizar algo muito especial e ajustado ao seu talento”. Eu tenho fé de que essas oportunidades surgirão, para cada um de nós, nos projetos de nossa Academia.

Evandro Lorentz é membro da ABQ, engenheiro e matemático pela Universidade Federal de Juiz de Fora, mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e primeiro chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e professor de pós-graduação em cursos de especialização. Autor de livro sobre qualidade.

Projetos de Norma Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional

ABNT/CB-164 – Tintas [1]

ABNT/CB-189 – Placas Cerâmicas para Revestimento [5]

ABNT/CEE-114 – Zincagem a Quente [1]

ABNT/CEE-155 – Materiais Isolantes Térmicos Acústicos [4]

ABNT/CEE-182 – Fertilizantes e Corretivos de Solo [4]

ABNT/CEE-63 – Gestão de Riscos [1]

ABNT/CEE-65 – Recursos Hídricos [1]

ABNT/CEE-68 – Avaliação da Qualidade do Solo e Água p/ LevantamentodePassivoAmbientaleAnálisedeRisco [3]

ABNT/CEE-70 – Qualificação e Certificação de Profissional de Acesso por Corda [1]

ABNT/CEE-74 – Qualificação e Certificação de Operadores de Aciarias [1]

ABNT/CEE-75 – Qualificação e Certificação de Operadores de Alto-fornos [1]

ABNT/CEE-76 – Qualificação e Certificação de Operadores de Ponte Rolante e Pórtico na Área Minero-Me [1]

ABNT/CEE-77 – Aproveitamento de Água de Chuva [1]

ABNT/ONS-58 – Ensaios Não Destrutivos [1]

Aeronáutica e Espaço [3]

Alumínio [4]

Automotivo [8]

Carne e do Leite [2]

CE 90 04 – COMISSÃO ESPECIAL DE TÊXTEIS [1]

CEE-106 – ANÁLISES ECOTOXICOLÓGICAS [1]

CEE-78 – INFORMÁTICA EM SAÚDE [1]

CEE-85 – TELEVISÃO DIGITAL [8]

Celulose e Papel [10]

Cimento, Concreto e Agregados [4]

Cobre [1]

Comissão de Estudos [2]

Computadores e Processamento de Dados [1]

Corrosão [4]

Couro e Calçados [27]

Eletricidade [11]

Embalagem e Acondicionamento [3]

Equipamentos de Proteção Individual [1]

Ferramentas Manuais e Usinagem [4]

Gases Combustíveis [7]

Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos [2]

Implementos Rodoviários [1]

Joalheria, Gemas, Metais Preciosos e Bijouter [1]

Máquinas e Equipamentos Mecânicos [3]

Minérios de Ferro [1]

Mobiliário [1]

Navios, Embarcações e Tecnologia Marítima (Re [15]

Odonto-Medico-Hospitalar [6]

Petróleo (Organismo de Normalizacão Setorial) [24]

Pneus e Aros [3]

Siderurgia [12]

Têxteis e do Vestuário [4]

Transportes e Tráfego [1]

Posse na Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

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João Mário Csillag, presidente da ABQ

Tomaram posse em uma cerimônia realizada na Fiesp no dia 28 de novembro os acadêmicos que fazem parte da ABQ. Não compareceram ao evento os acadêmicos José Paulo Silveira, Iris Bento da Silva, José Israel Vargas, Dorothea Fonseca Furquim Werneck e Reinaldo Dias Ferraz de Souza e, por motivo de saúde de sua esposa, Heitor Augusto de Moura Estevão. Também por motivo de saúde não pode comparecer Sérgio Ephim Mindlin, que representaria o seu pai, o acadêmico in memoriam José Ephim Mindlin. Conheça abaixo o perfil resumido dos acadêmicos que receberam um diploma e as homenagens dos convidados:

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Evandro Lorentz

Engenheiro e Matemático pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e Primeiro Chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e Professor de Pós-Graduação em Cursos de Especialização. Autor de livro sobre qualidade.

Basilio Dagnino

ASQ Fellow. CQP & Fellow, CQI (Londres). Co-fundador do 1º curso de pós-graduação em Qualidade na Universidade Católica de Petrópolis. Primeiro Gerente Técnico da Fundação Nacional da Qualidade, de 1991 a 1997. Juiz, examinador, instrutor e consultor de modelos de excelência do Prêmio Nacional da Qualidade e outros prêmios.

Francisco Paulo Uras

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. ASQ Fellow, ASQ/CQE, CQA e CMQ-OE. Palestrante do Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas – SP, de 2001 a 2009. Membro do Comitê Critérios de Excelência e Instrutor dos Cursos da Fundação Nacional da Qualidade. Consultor para implantação do Modelo de Excelência da Fundação Nacional da Qualidade.

Fábio Braga

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Ex-vice-presidente de Engenharia e Qualidade da TRW do Brasil. Ex-Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade da Universidade Estadual de Campinas. Gerente de Relações Institucionais da SAE BRASIL. Membro da ASQ.

Ariosto Farias Junior

Engenheiro Civil. Instrutor, Examinador e Examinador Sênior do Prêmio Nacional da Qualidade, desde 1992 até 2010. Consultor em Gestão da Qualidade e Segurança da Informação. Membro do comitê ABNT/CB 25. Líder da Delegação do Brasil em Comitês da ISO em diversas oportunidades. Instrutor da ISO.

João Mário Csillag

Engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, Mestre e Doutor em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, Professor Titular e Ex-Chefe do Departamento de Produção, Logística e Operações Empresariais da mencionada Escola de Administração de Empresas. Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade. Autor do livro “Análise do Valor”. Prêmio Qualidade Banas 2000. É o atual presidente da ABQ.

Marcio Migues

Engenheiro, Pós-graduado pela FGV e FDC. Coordenou por 13 anos cursos de pós-graduação em qualidade, atuando como professor no Brasil e no exterior. Examinador do Prêmio Nacional da Qualidade. Executivo da área automotiva, com 38 anos de experiência. Atual Presidente eleito do Instituto da Qualidade Automotiva.

Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto

Engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, Master of Science pela Universidade Stanford, Califórnia, Doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde é professor aposentado. Presidente da Fundação Carlos Alberto Vanzolini de 1982 a 1987, Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade e do Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão, Prêmio Qualidade Banas 1999, Professor de Mestrado e Doutorado da Universidade Paulista. Autor de vários livros.

Eduardo Vieira da Costa Guaragna

Engenheiro Mecânico e Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ASQ Senior, CQE, CQM-OE, CRE, CQA. Ex-presidente do Conselho das Partes Interessadas do Movimento Brasil Competitivo. Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade e Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, do qual também é diretor. Consultor, Professor de MBA e Especialização. Autor do livro Desmistificando o Aprendizado Organizacional, Qualitymark.

Paulo Afonso Lopes da Silva

Estatístico pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Engenheiro pelo Instituto Militar de Engenharia. É também PhD pela Florida Tech/USA. Atua na ASQ, CQE CQA, CRE como e Senior Member. Autor do livro “Probabilidades e Estatística”, também em espanhol. Professor de Qualidade na Universidade de Wisconsin (2002) e no FIT (2002-2007), EUA.

Jorge Gerdau Johannpeter

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do Governo Federal, do Movimento Todos pela Educação e do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade.

Carlos de Mathias Martins (in memoriam)

Foi Engenheiro Eletricista formado pela Escola Politécnica da USP. Primeiro Superintendente da Fundação Prêmio Nacional da Qualidade (1991/97), hoje Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Participou ativamente de instituições voltadas à Gestão e à Qualidade tais como American Society for Quality, Associação Brasileira de Normas Técnicas e Prêmio de Qualidade do Governo Federal.

Eliezer Arantes da Costa

Engenheiro em Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA e Doutor pela Universidade l de Campinas UNICAMP. Trabalhou na Companhia Vale do Rio Doce, em pesquisa operacional, e na Promon em sistemas da qualidade e em planejamento estratégico. Hoje atua como consultor de empresas em planejamento estratégico e na implantação de sistemas da qualidade. É autor do livro “Gestão Estratégica – Da empresa que temos para a empresa que queremos”, já na sua segunda edição.

Edson Pacheco Paladini

Professor Titular do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Engenharia de Produção. Consultor, instrutor e professor de cursos de graduação e pós-graduação na área de Gestão da Qualidade. Autor de 11 livros nesta área.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Jornalista profissional, estudou geologia na Universidade de São Paulo, jornalismo na Faculdade Casper Libero, palestrante com cursos de especialização, jurado de prêmios da qualidade e meio ambiente, autor de quatro e-books e atua em comunicação interna e externa.

José Joaquim do Amaral Ferreira

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Master of Science pela Stanford University, Mestre e Doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde é Professor em Engenharia de Produção. Diretor de Certificação e Vice-Presidente da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, Vice-Presidente da IQNet International Certification Network, Membro do Board da SB Alliance, Conselheiro do CONSIC da FIESP.

Ozires Silva

Engenheiro Aeronáutico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA. Foi idealizador e primeiro Presidente da Embraer, Presidente da Petrobrás e de várias outras empresas, Ministro da Infraestrutura e é atualmente Reitor do Centro Universitário Monte Serrat de Santos, São Paulo. Trabalha com o Grupo ÂNIMA Educação, que se esforça para criar um novo sistema educacional para o país, buscando transformá-lo pela Educação.

José Ribeiro da Costa (in memoriam)

Foi Engenheiro Nuclear. Professor da COPPE na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Mestrado em Engenharia Nuclear. Professor Visitante na Univesity of California Los Angeles/USA, do curso Nuclear Engineering, em 1969. Lecturer e Perito dos Cursos Internacionais Regionais da IAEA (1978/81). Organizador do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear (1977/78) e do Conselho Brasileiro de Energia Nuclear (1980/96, sendo também seu Presidente).

Ilcon Miranda Costa

Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atuante na área da qualidade automotiva desde 1965. Ex-membro de comissões da Qualidade nas entidades ANFAVEA, COBEI e MERCOSUL, da Reguladora-SBC e do CBC. Fundador da Associação Brasileira de Controle da Qualidade e do Instituto da Qualidade Automotiva. Professor dos cursos ABCQ (CQE, CRE, CQA e Auditor do SGQ). Auditor e consultor.

Élcio Anibal de Lucca

Administrador Público e de Empresas pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, graduado e mestrado. Presidente do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade por duas vezes. Presidente da Serasa por 20 anos, empresa tricampeã do PNQ e do Prêmio Ibero-Americano. Atualmente é Presidente do Conselho do Movimento Brasil Competitivo, Presidente da SHIFT – Lideres Empresarias e Consultor Independente de Empresas e Entidades. Autor do livro Gestão para um Mundo Melhor.

Revista Digital

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