Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

ABQ

 

Na noite do dia 28 de novembro, no Salão Nobre da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ocorreu a cerimônia de posse de 20 dos 31 membros da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ). Foram empossados 18 Acadêmicos ativos e dois Acadêmicos In Memoriam, que foram representados por seus familiares. Os onze Acadêmicos que não puderam comparecer ao evento serão empossados em cerimônias futuras. O evento contou com a presença das principais autoridades em Qualidade do Brasil, que, ao longo das últimas décadas, revolucionaram os processos produtivos brasileiros sempre em busca da perfeição. Entre os acadêmicos que tomaram posse, estão personalidades como o ex-ministro da Infraestrutura, Ozires Silva, o presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau Johannpeter, e o presidente do Conselho do Movimento Brasil Competitivo, Elcio Anibal de Lucca.

A ABQ (www.abqualidade.org.br) é a instituição de referência sobre qualidade e excelência na gestão. Ela congrega especialistas e conhecedores da área da qualidade dos mais diversos setores econômicos nos âmbitos público e privado, e também professores universitários. Trata-se de uma organização não governamental, sem fins lucrativos, cuja missão é contribuir para o desenvolvimento do conhecimento da engenharia da qualidade, da gestão da qualidade e da excelência da gestão, em benefício das organizações e da sociedade brasileira. A Cerimônia de Posse dos Acadêmicos encerra a etapa de formação da ABQ, constituída há quase dois anos e que, a partir de agora, inicia o planejamento estratégico para se atingir os objetivos da Academia. A ABQ conta com o apoio do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), que tem se responsabilizado pelo suporte logístico da ABQ e cedido suas instalações para as reuniões ordinárias da Academia, da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, que administra o site da Academia, da Editora Banas, responsável pela divulgação institucional, e da Fiesp, que cedeu o espaço para a realização do evento.

 

Conheça os 31 Acadêmicos

Ariosto Farias Junior

Engenheiro Civil. Instrutor e Examinador Sênior do Prêmio Nacional da Qualidade, deste 1992 até 2010. Consultor em Gestão da Qualidade e Segurança da Informação. Membro do comitê ABNT/CB 25. Líder da Delegação do Brasil em Comitês da ISO em diversas oportunidades. Instrutor da ISO.

Basilio V. Dagnino

ASQ Fellow. CQP & Fellow, CQI (Londres). Co-fundador do 1º curso de pós-graduação em Qualidade (UCP). Primeiro Gerente Técnico da FNQ (1991 a 1997). Juiz, examinador, instrutor e consultor de modelos de excelência do PNQ e outros prêmios.

Carlos de Mathias Martins (in memoriam)

Engenheiro Eletricista formado pela Escola Politécnica da USP. Primeiro Superintendente da Fundação Prêmio Nacional da Qualidade (1991/97), hoje Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Participou ativamente de instituições voltadas à Gestão e à Qualidade tais como ASQ, ABNT e PQGF.

Dorothea Fonseca Furquim Werneck

Economista (Mestrado e Curso de Doutorado/Boston College-USA). Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais. Ministra de Estado (duas pastas). Sec. Nacional de Economia. Diretora da FPNQ (duas vezes). Prof. da UFRJ e do Curso de Formação de Diplomatas do Itamaraty.

Edson Pacheco Paladini

Professor Titular do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas/Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Engenharia de Produção. Consultor, instrutor e professor de cursos de graduação e pós-graduação na área de Gestão da Qualidade. Autor de 11 livros nesta área.

Eduardo Vieira da Costa Guaragna

Engenheiro Mecânico e Mestre em Administração pela UFRGS. ASQ Senior, CQE, CQM-OE, CRE, CQA. Juiz do PNQ e PGQP. Diretor do PGQP. Consultor, Professor de MBA e Especialização. Autor do livro Desmistificando o Aprendizado Organizacional, Qualitymark.

Elcio Anibal de Lucca

Adm. Público e de Empresas pela EAESP-FGV, graduado e mestrado. Pres. Cons.Curador da FNQ por duas vezes. Pres. Serasa por 20 anos, tricampeã do PNQ e do Ibero-americano. Atualmente Pres. do Cons. do MBC, Cons. Indep. de Empresas e Entidades. Autor do livro Gestão para um Mundo Melhor.

Eliezer Arantes da Costa

Engenheiro em Eletrônica pelo ITA e Doutor pela UNICAMP. Trabalhou na VALE (ex-CVRD), em pesquisa operacional, e na Promon em sistemas da qualidade e em planejamento estratégico. Hoje atua como consultor de empresas em planejamento estratégico e na implantação de sistemas da qualidade.

Ettore Bresciani Filho

Engenheiro (ITA), Doutor (Escola Politécnica – USP). Professor Titular Aposentado (UNICAMP). Professor Responsável pelo Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP). Membro do CLE-UNICAMP. Membro da ASQ (desde 1974).

Evandro G. Lorentz

Engenheiro e Matemático (UFJF), Mestre (UFMG). ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e Primeiro Chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e Professor de Pós-Graduação em Cursos de Especialização. Autor de livros sobre qualidade.

Fabio E. P. Braga

Engenheiro (Escola Politécnica – USP). Ex-vice-presidente de Engenharia e Qualidade da TRW do Brasil. Ex-Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP). Gerente de Relações Institucionais da SAE BRASIL. Membro da ASQ.

Francisco Paulo Uras

Engenheiro (Escola Politécnica – USP). ASQ Fellow, ASQ/CQE, CQA e CMQ-OE. Palestrante do PEC-FGV-SP (2001 – 2009). Membro do Comitê Critérios de Excelência e Instrutor dos Cursos da FNQ. Consultor para implantação do Modelo de Excelência da FNQ.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Jornalista profissional, estudou geologia na Universidade de São Paulo, jornalismo na Faculdade Casper Libero, palestrante, cursos de especialização, jurado de prêmios de qualidade e meio ambiente, autor de quatro e-books e atua em comunicação interna e externa. Blog: https://qualidadeonline.wordpress.com

Heitor Augusto de Moura Estevão

Engenheiro Civil (UFRJ) extensão universitária no Brasil e na França, Ex -Chefe do Serviço de Engenharia e Ex-Chefe do Escritório de Londres da Petrobras, Ex-Dir. Superintendente e de Operações da BRASNOR – Noruega, Conselheiro da Transportadora Brasileira de Gás, Sec. Técnico do ABNT/CB-25.

Ilcon Miranda Costa

Engenheiro Mecânico (UFRJ), atuante na área da qualidade automotiva desde 1965. Ex-membro das comissões da Qualidade (ANFAVEA, COBEI, MERCOSUL), Reguladora-SBC e CBC. Fundador da ABCQ e do IQA. Professor dos cursos ABCQ (CQE, CRE, CQA e Auditor do SGQ). Auditor e consultor.

Iris Bento da Silva

Engenheiro (EESC-USP). Doutor (UNICAMP). Professor Doutor (UNICAMP), Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP), Professor da Pós-graduação em Gestão (UNIMEP). Ex-Diretor Técnico do Sindiforja (ligado ao Sindipeças).

João Mário Csillag

Engenheiro (ITA), Mestre e Doutor em Administração de Empresas (EAESP-FGV), Professor Titular e Ex- Chefe do Depto. de Produção, Logística e Operações Empresariais da EAESP-FGV. Juiz do PNQ. Autor do livro “Análise do Valor” – Editora Atlas. Prêmio Qualidade Banas 2000.

Jorge Gerdau Johannpeter

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais (UFRS). Presidente do Conselho de Administração da Gerdau, da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do Governo Federal, do Movimento Todos pela Educação e do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade (PGQP).

José Ephim Mindlin (in memoriam)

Bibliófilo, advogado (USP), empresário. Sócio fundador da Metal Leve, mobilizou a empresa e a indústria para o desenvolvimento de tecnologia própria, alta qualidade e design original. Foi secretário do Estado de SP. Formou a maior e mais significativa biblioteca particular de livros sobre o Brasil, doada à USP.

José Israel Vargas

PhD e Professor Catedrático. Membro da Acad. Bras. de Ciências, dos Países em Desenvolvimento e da Europeia de Ciências, Letras e Artes. Ex-Sec. Tecnologia Industrial, implantou o Inmetro, o IBQN, a Fundação Teófilo Ottoni, etc. Ex-Ministro de Estado de Ciência e Tecnologia e de Minas e Energia.

José Joaquim do Amaral Ferreira

Engenheiro (Escola Politécnica USP), M.Sc. (Stanford University), Mestre e Doutor (EPUSP), Professor Eng.Produção POLI/USP, Diretor de Certificação e Vice-Presidente Fundação Vanzolini, Vice-Presidente IQNet International Certification Network, Membro do Board da SBAlliance, Conselheiro CONSIC/FIESP.

José Paulo Silveira

Engenheiro Industrial Metalúrgico (UFF). No Governo Federal, participou da formulação e gestão do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade. Coordenou a criação do Comitê Brasileiro da Qualidade CB 25 da ABNT. Atualmente é Diretor Associado da Macroplan Prospectiva e Gestão.

José Ribeiro da Costa (in memoriam)

Engenheiro Nuclear. Prof. da COPPE-USP (Mestrado em Engenharia Nuclear). Prof. Visitante na UCLA/USA (Nuclear Engineering, 1969). Lecturer e Perito da IAEA dos Cursos Internacionais Regionais da IAEA (1978/81). Organizador do IBQN (1977/78) e do COBREN (1980/96, sendo também Presidente).

Juarez Távora Veado (in memoriam)

Ex-presidente do Inmetro, Ex-Diretor da Escola de Engenharia da UFMG e do CNPq. Seu maior reconhecimento público refere-se ao Programa de Tecnologia Industrial Básica (TIB), criado em 1984. Condecorado, pela Presidência da República, com a Ordem Nacional do Mérito Científico.

Marcio F. Migues

Engenheiro, Pós-graduado pela FGV e FDC. Coordenou por 13 anos cursos de pós-graduação em qualidade, atuando como professor no Brasil e no exterior. Examinador do PNQ. Executivo da área automotiva, com 38 anos de experiência. Atual Presidente eleito do Instituto da Qualidade Automotiva.

Ozires Silva

Engenheiro Aeronáutico. Empresário e atualmente Reitor do Centro Universitário Monte Serrat de Santos, SP. Trabalha com o Grupo ÂNIMA Educação, onde estamos nos esforçando para se tentar criar um novo sistema educacional para o país, buscando transformá-lo pela Educação.

Paulo Afonso Lopes da Silva

Estatístico (ENCE/IBGE) e Engenheiro (IME), PhD. (Florida Tech/EUA). ASQ Fellow, ASQ/CQE, CQA e CRE. Professor do Instituto Militar de Engenharia. Professor de Qualidade na Univ. de Wisconsin (2002) e no FIT (2002-2007), EUA. Autor do livro “Probabilidades e Estatística”, também em espanhol.

Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto

Engenheiro (ITA), Master of Science (Stanford, CA), Doutor (POLI/USP). Prof. Aposentado da POLI/USP – Engenharia de Produção, Presidente da Fundação Vanzolini (1982-1987), Juiz do PNQ e PPQG, Prêmio Qualidade Banas 1999, Prof. de Mestrado e Doutorado da UNIP. Autor de vários livros.

Reinaldo Dias Ferraz de Souza

Arquiteto (UnB), com especialização em Gestão da Qualidade pela FCO (UFMG) e pela Union of Japanese Scientists and Engineers (JUSE). Chefe da Assessoria de Captação de Recursos da Secretaria Executiva do MCTI. Representante do MCTI em diversos grupos executivos, no Brasil e no exterior.

Ruy de C. B. Lourenço Filho

Engenheiro (UFRJ), Tese de Livre Docência (UFMG). Consultor da Eletrobras. Professor aposentado do Instituto de Economia (CCJE/UFRJ) e da Ence/IBGE, tendo dirigido ambas as organizações. Autor de vários livros, entre os quais “Controle Estatístico da Qualidade”, pela LTC Editora, em 17ª tiragem.

Vivaldo A. Russo

Engenheiro (UNICAMP). Ex-Presidente de Hydraulics Business da América do Sul da EATON. Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade (UNICAMP). Membro e ex-Diretor da SAE BRASIL.

 

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Por que uma Academia Brasileira da Qualidade?

logotipoEvandro Lorentz

Ao visitar, certa vez, o site da Academia Brasileira de Letras em busca de uma informação oportuna, perguntei-me “por que não uma Academia Brasileira da Qualidade?”. “Por que não unirmos pessoas que, cada um a seu modo, objetivam a construção de um país melhor através da busca contínua pela excelência na gestão?”. Idealizada a instituição, partimos para a ação. Hoje, confesso a vocês que não esperava que uma ideia assim frutificasse tão rapidamente e, ao olhar nos olhos de vocês, percebo o bem que, juntos, temos condições de fazer. E o que temos condições de fazer? Lembro-me de uma charge recentemente publicada, da qual não guardei o nome do autor. Queria agora poder lhe dar o devido mérito. Nesta charge, um egípcio gritava “eu quero liberdade”, em outro quadro, um francês clamava “eu quero uma vida melhor”, em um terceiro quadro, um libanês exigia “eu quero paz”. O chargista finalizava sua obra com um brasileiro gritando “eu quero tchu”…

Essa alegria, essa maneira ímpar de ver a vida que é tão própria do povo brasileiro, caracteriza nossa alma e contagia a todos aqueles de outras culturas que nos conhecem. Diante desta alegria, abrem-se ao povo brasileiro dois caminhos bem distintos: a alegria indolente e a alegria com seriedade e trabalho. Na primeira, faz-se uma apologia ao não trabalho, onde o pouco que se recebe de algum programa social, implantado por este ou aquele governo, é considerado suficiente para não se fazer mais nada. Neste ponto, bem nos ensina o imortal cantor nordestino Luiz Gonzaga que, quando se dá “uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. E a escolha pelo vício aumenta, a cada dia, diante do olhar de todos nós.

É importante esclarecer que, como cidadão brasileiro, apoio todos os bons programas de distribuição de renda, independentemente do governo que o implante. Esses programas devem atingir a todos que deles precisam, pois, como bem disse o sociólogo Betinho, “quem tem fome, tem pressa”. Entretanto, preocupa-me a perenização desses programas. Todos nós aprendemos com nossos pais e ensinamos a nossos filhos que “dar o peixe é necessário, mas o mais importante é ensinar a pescar”. Não aprender a pescar leva à eternização da dependência, o que leva à abdicação da cidadania. Oxalá, possamos, em um futuro não muito distante, atestar que os brasileiros já não mais precisam de programas como esses.

Por outro lado, temos a alegria com seriedade e trabalho. Não se pode esperar um futuro promissor e alvissareiro, sem conjugarmos a experiência enriquecedora do passado com o trabalho profícuo no presente. Nenhuma nação foi construída sem o trabalho de todos os seus cidadãos. Assim, apenas como um exemplo, se vejo com uma satisfação cristã a existência do seguro desemprego, não entendo como nos tornaremos uma nação com pessoas trocando o emprego por este seguro, simplesmente para ficar sem trabalhar.

A base da transformação da indolência viciante em trabalho gratificante é a educação. Uma educação para todos, de qualidade, que instigue o livre pensar e prepare cada um para o exercício da cidadania consciente. E é aí que se insere nossa Academia, com a força coletiva que estamos construindo e com a já conhecida força de cada um de seus membros. Ao termos por Missão contribuir para o desenvolvimento do conhecimento, devemos ser partícipes ativos nessa transformação pela educação. Mais ainda do que participar, é nosso dever lutar por esta transformação. Temos que trabalhar em prol desta nobre causa. Precisamos ensinar a pescar. Assim procedendo, marcharemos céleres para a formação de uma nação brasileira, onde todos serão pescadores, senhores plenos de uma cidadania plena. Por fim, bem disse o grande estadista Churchill que “na vida de todo homem chega aquele momento único em que se oferece a oportunidade de se realizar algo muito especial e ajustado ao seu talento”. Eu tenho fé de que essas oportunidades surgirão, para cada um de nós, nos projetos de nossa Academia.

Evandro Lorentz é membro da ABQ, engenheiro e matemático pela Universidade Federal de Juiz de Fora, mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e primeiro chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e professor de pós-graduação em cursos de especialização. Autor de livro sobre qualidade.

Projetos de Norma Brasileiras e Mercosul, disponíveis para Consulta Nacional

ABNT/CB-164 – Tintas [1]

ABNT/CB-189 – Placas Cerâmicas para Revestimento [5]

ABNT/CEE-114 – Zincagem a Quente [1]

ABNT/CEE-155 – Materiais Isolantes Térmicos Acústicos [4]

ABNT/CEE-182 – Fertilizantes e Corretivos de Solo [4]

ABNT/CEE-63 – Gestão de Riscos [1]

ABNT/CEE-65 – Recursos Hídricos [1]

ABNT/CEE-68 – Avaliação da Qualidade do Solo e Água p/ LevantamentodePassivoAmbientaleAnálisedeRisco [3]

ABNT/CEE-70 – Qualificação e Certificação de Profissional de Acesso por Corda [1]

ABNT/CEE-74 – Qualificação e Certificação de Operadores de Aciarias [1]

ABNT/CEE-75 – Qualificação e Certificação de Operadores de Alto-fornos [1]

ABNT/CEE-76 – Qualificação e Certificação de Operadores de Ponte Rolante e Pórtico na Área Minero-Me [1]

ABNT/CEE-77 – Aproveitamento de Água de Chuva [1]

ABNT/ONS-58 – Ensaios Não Destrutivos [1]

Aeronáutica e Espaço [3]

Alumínio [4]

Automotivo [8]

Carne e do Leite [2]

CE 90 04 – COMISSÃO ESPECIAL DE TÊXTEIS [1]

CEE-106 – ANÁLISES ECOTOXICOLÓGICAS [1]

CEE-78 – INFORMÁTICA EM SAÚDE [1]

CEE-85 – TELEVISÃO DIGITAL [8]

Celulose e Papel [10]

Cimento, Concreto e Agregados [4]

Cobre [1]

Comissão de Estudos [2]

Computadores e Processamento de Dados [1]

Corrosão [4]

Couro e Calçados [27]

Eletricidade [11]

Embalagem e Acondicionamento [3]

Equipamentos de Proteção Individual [1]

Ferramentas Manuais e Usinagem [4]

Gases Combustíveis [7]

Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos [2]

Implementos Rodoviários [1]

Joalheria, Gemas, Metais Preciosos e Bijouter [1]

Máquinas e Equipamentos Mecânicos [3]

Minérios de Ferro [1]

Mobiliário [1]

Navios, Embarcações e Tecnologia Marítima (Re [15]

Odonto-Medico-Hospitalar [6]

Petróleo (Organismo de Normalizacão Setorial) [24]

Pneus e Aros [3]

Siderurgia [12]

Têxteis e do Vestuário [4]

Transportes e Tráfego [1]

Posse na Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

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João Mário Csillag, presidente da ABQ

Tomaram posse em uma cerimônia realizada na Fiesp no dia 28 de novembro os acadêmicos que fazem parte da ABQ. Não compareceram ao evento os acadêmicos José Paulo Silveira, Iris Bento da Silva, José Israel Vargas, Dorothea Fonseca Furquim Werneck e Reinaldo Dias Ferraz de Souza e, por motivo de saúde de sua esposa, Heitor Augusto de Moura Estevão. Também por motivo de saúde não pode comparecer Sérgio Ephim Mindlin, que representaria o seu pai, o acadêmico in memoriam José Ephim Mindlin. Conheça abaixo o perfil resumido dos acadêmicos que receberam um diploma e as homenagens dos convidados:

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Evandro Lorentz

Engenheiro e Matemático pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais. ASQ Fellow, ASQ/CQE e CQA. Fundador e Primeiro Chair da International Member Unit (ASQ/IMU) brasileira. Consultor e Professor de Pós-Graduação em Cursos de Especialização. Autor de livro sobre qualidade.

Basilio Dagnino

ASQ Fellow. CQP & Fellow, CQI (Londres). Co-fundador do 1º curso de pós-graduação em Qualidade na Universidade Católica de Petrópolis. Primeiro Gerente Técnico da Fundação Nacional da Qualidade, de 1991 a 1997. Juiz, examinador, instrutor e consultor de modelos de excelência do Prêmio Nacional da Qualidade e outros prêmios.

Francisco Paulo Uras

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. ASQ Fellow, ASQ/CQE, CQA e CMQ-OE. Palestrante do Programa de Educação Continuada da Fundação Getúlio Vargas – SP, de 2001 a 2009. Membro do Comitê Critérios de Excelência e Instrutor dos Cursos da Fundação Nacional da Qualidade. Consultor para implantação do Modelo de Excelência da Fundação Nacional da Qualidade.

Fábio Braga

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Ex-vice-presidente de Engenharia e Qualidade da TRW do Brasil. Ex-Professor do Curso de Especialização em Engenharia da Qualidade da Universidade Estadual de Campinas. Gerente de Relações Institucionais da SAE BRASIL. Membro da ASQ.

Ariosto Farias Junior

Engenheiro Civil. Instrutor, Examinador e Examinador Sênior do Prêmio Nacional da Qualidade, desde 1992 até 2010. Consultor em Gestão da Qualidade e Segurança da Informação. Membro do comitê ABNT/CB 25. Líder da Delegação do Brasil em Comitês da ISO em diversas oportunidades. Instrutor da ISO.

João Mário Csillag

Engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, Mestre e Doutor em Administração de Empresas pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, Professor Titular e Ex-Chefe do Departamento de Produção, Logística e Operações Empresariais da mencionada Escola de Administração de Empresas. Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade. Autor do livro “Análise do Valor”. Prêmio Qualidade Banas 2000. É o atual presidente da ABQ.

Marcio Migues

Engenheiro, Pós-graduado pela FGV e FDC. Coordenou por 13 anos cursos de pós-graduação em qualidade, atuando como professor no Brasil e no exterior. Examinador do Prêmio Nacional da Qualidade. Executivo da área automotiva, com 38 anos de experiência. Atual Presidente eleito do Instituto da Qualidade Automotiva.

Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto

Engenheiro pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, Master of Science pela Universidade Stanford, Califórnia, Doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde é professor aposentado. Presidente da Fundação Carlos Alberto Vanzolini de 1982 a 1987, Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade e do Prêmio Paulista de Qualidade da Gestão, Prêmio Qualidade Banas 1999, Professor de Mestrado e Doutorado da Universidade Paulista. Autor de vários livros.

Eduardo Vieira da Costa Guaragna

Engenheiro Mecânico e Mestre em Administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ASQ Senior, CQE, CQM-OE, CRE, CQA. Ex-presidente do Conselho das Partes Interessadas do Movimento Brasil Competitivo. Juiz do Prêmio Nacional da Qualidade e Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade, do qual também é diretor. Consultor, Professor de MBA e Especialização. Autor do livro Desmistificando o Aprendizado Organizacional, Qualitymark.

Paulo Afonso Lopes da Silva

Estatístico pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e Engenheiro pelo Instituto Militar de Engenharia. É também PhD pela Florida Tech/USA. Atua na ASQ, CQE CQA, CRE como e Senior Member. Autor do livro “Probabilidades e Estatística”, também em espanhol. Professor de Qualidade na Universidade de Wisconsin (2002) e no FIT (2002-2007), EUA.

Jorge Gerdau Johannpeter

Graduado em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade do Governo Federal, do Movimento Todos pela Educação e do Programa Gaúcho da Qualidade e Produtividade.

Carlos de Mathias Martins (in memoriam)

Foi Engenheiro Eletricista formado pela Escola Politécnica da USP. Primeiro Superintendente da Fundação Prêmio Nacional da Qualidade (1991/97), hoje Fundação Nacional da Qualidade (FNQ). Participou ativamente de instituições voltadas à Gestão e à Qualidade tais como American Society for Quality, Associação Brasileira de Normas Técnicas e Prêmio de Qualidade do Governo Federal.

Eliezer Arantes da Costa

Engenheiro em Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA e Doutor pela Universidade l de Campinas UNICAMP. Trabalhou na Companhia Vale do Rio Doce, em pesquisa operacional, e na Promon em sistemas da qualidade e em planejamento estratégico. Hoje atua como consultor de empresas em planejamento estratégico e na implantação de sistemas da qualidade. É autor do livro “Gestão Estratégica – Da empresa que temos para a empresa que queremos”, já na sua segunda edição.

Edson Pacheco Paladini

Professor Titular do Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina. Doutorado em Engenharia de Produção. Consultor, instrutor e professor de cursos de graduação e pós-graduação na área de Gestão da Qualidade. Autor de 11 livros nesta área.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Jornalista profissional, estudou geologia na Universidade de São Paulo, jornalismo na Faculdade Casper Libero, palestrante com cursos de especialização, jurado de prêmios da qualidade e meio ambiente, autor de quatro e-books e atua em comunicação interna e externa.

José Joaquim do Amaral Ferreira

Engenheiro pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Master of Science pela Stanford University, Mestre e Doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, onde é Professor em Engenharia de Produção. Diretor de Certificação e Vice-Presidente da Fundação Carlos Alberto Vanzolini, Vice-Presidente da IQNet International Certification Network, Membro do Board da SB Alliance, Conselheiro do CONSIC da FIESP.

Ozires Silva

Engenheiro Aeronáutico pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA. Foi idealizador e primeiro Presidente da Embraer, Presidente da Petrobrás e de várias outras empresas, Ministro da Infraestrutura e é atualmente Reitor do Centro Universitário Monte Serrat de Santos, São Paulo. Trabalha com o Grupo ÂNIMA Educação, que se esforça para criar um novo sistema educacional para o país, buscando transformá-lo pela Educação.

José Ribeiro da Costa (in memoriam)

Foi Engenheiro Nuclear. Professor da COPPE na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Mestrado em Engenharia Nuclear. Professor Visitante na Univesity of California Los Angeles/USA, do curso Nuclear Engineering, em 1969. Lecturer e Perito dos Cursos Internacionais Regionais da IAEA (1978/81). Organizador do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear (1977/78) e do Conselho Brasileiro de Energia Nuclear (1980/96, sendo também seu Presidente).

Ilcon Miranda Costa

Engenheiro Mecânico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, atuante na área da qualidade automotiva desde 1965. Ex-membro de comissões da Qualidade nas entidades ANFAVEA, COBEI e MERCOSUL, da Reguladora-SBC e do CBC. Fundador da Associação Brasileira de Controle da Qualidade e do Instituto da Qualidade Automotiva. Professor dos cursos ABCQ (CQE, CRE, CQA e Auditor do SGQ). Auditor e consultor.

Élcio Anibal de Lucca

Administrador Público e de Empresas pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas, graduado e mestrado. Presidente do Conselho Curador da Fundação Nacional da Qualidade por duas vezes. Presidente da Serasa por 20 anos, empresa tricampeã do PNQ e do Prêmio Ibero-Americano. Atualmente é Presidente do Conselho do Movimento Brasil Competitivo, Presidente da SHIFT – Lideres Empresarias e Consultor Independente de Empresas e Entidades. Autor do livro Gestão para um Mundo Melhor.

Revista Digital

Com o objetivo de atender os clientes e usuários, a Target elaborou uma pauta de treinamentos estruturados que oferecem aos participantes os subsídios técnicos necessários para que todos possam estar seguros das melhores práticas existentes no âmbito da engenharia, saúde, segurança no trabalho e gestão empresarial atendendo a legislação vigente. Um corpo docente formado por especialistas reconhecidos em seus setores, garante aos alunos uma formação altamente eficaz e qualificada. O número reduzido de participantes por turma é outro fator que confere eficiência aos Cursos Target. Dessa maneira, cada aluno tem mais oportunidades de interagir pessoalmente com os professores e colegas de sala, potencializando a troca de informações e experiências.
Para aqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target transmite os cursos ao vivo pela Internet, utilizando-se de ferramentas de interação de última geração.

Confira abaixo o catálogo de cursos Target

Revista Digital

Solenidade de Posse da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

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A ABQ irá realizar a sua solenidade de posse no dia 28 de novembro de 2012, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, 1313, no Espaço do Nobre do 15° andar, às 19 horas e 30 minutos. Na ocasião irão tomar posse os acadêmicos:

Ariosto Farias Junior

Basilio V. Dagnino

Carlos de Mathias Martins (in memoriam)

Dorothea Fonseca Furquim Werneck

Edson Pacheco Paladini

Eduardo Vieira da Costa Guaragna

Elcio Anibal de Lucca

Eliezer Arantes da Costa

Ettore Bresciani Filho

Evandro G. Lorentz

Fabio E. P. Braga

Francisco Paulo Uras

Hayrton Rodrigues do Prado Filho

Heitor Augusto de Moura Estevão

Ilcon Costa

Iris Bento da Silva

João Mário Csillag

Jorge Gerdau Johannpeter

José Ephim Mindlin (in memoriam)

José Israel Vargas

José Joaquim do Amaral Ferreira

José Paulo Silveira

José Ribeiro da Costa (in memoriam)

Juarez távora Veado (in memoriam)

Marcio F. Migues

Ozires Silva

Paulo Afonso Lopes da Silva

Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto

Reinaldo Dias Ferraz de Souza

Ruy de Carvalho Bergstrom Lourenço Filho

Vivaldo A. Russo

Também já foram aprovadas pelos acadêmicos a Visão, a Missão e os Valores da ABQ:

Visão da ABQ

A ABQ é a instituição de referência sobre qualidade e excelência na gestão.

Missão da ABQ

Contribuir para o desenvolvimento do conhecimento da engenharia da qualidade, da gestão da qualidade e da excelência da gestão, em benefício das organizações e da sociedade brasileira.

PRINCÍPIOS E VALORES DO ACADÊMICO

  • Ter uma conduta honesta e digna, em conformidade com as leis e os padrões éticos da sociedade.
  • Atuar para o aumento do conhecimento, da competência e do valor da sua atividade profissional e da qualidade, buscando o desenvolvimento sustentável.
  • Zelar por sua reputação pessoal e profissional, atuando com lealdade, honestidade, decoro, veracidade, dignidade e boa-fé.
  • Pautar as suas relações pela cordialidade no trato, pela confiança e pelo respeito, independente de qualquer posição hierárquica, cargo ou função exercida interna ou externamente à Academia.
  • Zelar para que suas ações não conflitem com os interesses da ABQ, nem causem dano à imagem e reputação da Academia.
  • Agir sempre em caráter pessoal e não em nome da Academia, nas suas atividades político-partidárias.

Entrevista: Evandro Lorentz

O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos de normas técnicas, documentos técnicos e internos das organizações, e os disponibiliza de forma totalmente customizável, de acordo com as características e necessidades de seus usuários, seguindo todos os padrões visuais e de comunicação da empresa que o implanta.

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evandroDurante a Jornada Infinity Excelência Operacional, realizada em São Paulo em março de 2012, Evandro G. Lorentz, membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) e presidente do SBQEG, deu a seguinte entrevista:

O tema “onde estamos, o que estamos fazendo e para onde vamos?”. Qual a sua opinião sobre o tema?

Evandro: Observo com satisfação que pessoas e organizações compreendem suas necessidades e, a cada dia, têm adotado iniciativas de excelência operacional visando seu aprimoramento, tornando-se assim mais competitivas e mais sustentáveis. Só me preocupa um pouco o “para onde vamos”.

Qual o motivo de sua preocupação?

Evandro: Algumas pessoas, seja por desconhecimento ou visando proteger seu “nicho de conhecimento”, adotam uma iniciativa de excelência de forma estanque, sem contato com outras, quase que competindo entre si. Isso só gera desgaste. É importante que todas as iniciativas façam parte efetiva da gestão, atuando de forma complementar para o benefício da organização.

Por que isso acontece?

Evandro: De uma forma geral, por desconhecimento da liderança sobre o assunto. Um diretor ou gerente da organização ouve falar que uma iniciativa trouxe resultados em outro lugar e a implanta com o objetivo de tornar-se o “pai da iniciativa”. Outro faz a mesma coisa com outra iniciativa e está instalada a competição. É importante que o CEO, ou alguém por ele designado, tenha conhecimento do assunto e, como já comentamos, faça as iniciativas trabalharem de forma sinérgica. Evidentemente, é muito difícil que um profissional domine todo o conhecimento de todas as iniciativas. Podem ser necessários especialistas nesta ou naquela iniciativa, mas a liderança não pode deixar que eles trabalhem isoladamente, “atropelando-se” mutuamente. Precisamos reforçar o conceito de que todos devem trabalhar juntos e, para tanto, precisam ter conhecimento das demais iniciativas.

Como fazer isso?

Evandro: Buscando o conhecimento existente em outras iniciativas e, principalmente, interessando-se pelos benefícios que todas trazem às organizações. Para consolidar isso, já estamos estruturando uma pós-graduação lato sensu em gestão pela excelência. Nela serão apresentados os conceitos e como eles interagem em benefício da organização. O curso está sendo estruturado em sete vetores: (1) Liderança, (2) Estratégia, (3) Gestão, (4) Ferramentas para a gestão, (5) Clientes, (6) Fornecedores e (7) Pessoas.

Observa-se que os vetores desenvolvem as partes interessadas. Onde se situaria a sociedade?

Evandro: No vetor Liderança. Nele estudaremos também a sustentabilidade e a eco-eficiência.

O que é excelência?

Evandro: Em minha opinião, a melhor forma de compreender o que é excelência é conhecer os 11 fundamentos da excelência tão bem delineados pela Fundação Nacional da Qualidade, que são: (1) Pensamento Sistêmico, (2) Aprendizado Organizacional, (3) Cultura de Inovação, (4) Liderança e Constância de Propósitos, (5) Orientação por Processos e Informações, (6) Visão de Futuro, (7) Geração de Valor, (8) Valorização das Pessoas, (9) Conhecimento sobre o Cliente e o Mercado, (10) Desenvolvimento de Parcerias e (11) Responsabilidade Social. Gostaria de salientar que muitos pensam que o desenvolvimento dos fundamentos e a implantação do modelo de excelência de gestão da Fundação devem ser realizados apenas nas organizações que desejam concorrer ao Prêmio Nacional da Qualidade. Isso não é verdade. Todas as organizações que buscam a excelência devem estar voltadas para a excelência, “inserindo em seu DNA” esses fundamentos e utilizando um modelo de gestão que a permita atingir a excelência. Isso é quase imperioso no cenário competitivo e globalizado que vivemos. Concorrer ao prêmio representa, no bom sentido e em minha opinião, apenas mais uma decisão estratégica.

A Fundação é da Qualidade e o Prêmio também. Qual a relação entre qualidade e excelência?

Evandro: Para explicar melhor isso, precisamos de uma rápida “visita” à história da qualidade, onde se começou com o controle da qualidade do produto e depois do processo. Em seguida, observou-se que com planejamento seria mais fácil obter um bom produto e garantir ao cliente que bons produtos seriam entregues. Além disso, tudo deveria ser continuamente melhorado, como forma de manter viva a organização e o cliente satisfeito. Esses quatro conceitos, planejamento, controle, garantia e melhoria, consolidaram-se na gestão da qualidade e foram estendidos também a serviços. Com o decorrer dos anos, aumentaram compreensivelmente as exigências de outras partes não diretamente interessadas em adquirir o produto ou serviço da organização. A organização teve então que abandonar sua visão voltada apenas para o cliente e a consequente qualidade voltada apenas ao produto e ao serviço, o que não deixava de ser uma visão fragmentada, cartesiana, e ver o mundo como um todo. A qualidade passou então a abranger todos os públicos e, tornou-e, em minha opinião, um processo holístico que objetiva o bem das pessoas. Assim, o conceito qualidade, em sua acepção mais ampla, tornou-se sinônimo de excelência na gestão. É por isso que temos também uma Academia Brasileira da Qualidade (ABQ – www.abqualidade.org.br) e não uma de Excelência na Gestão.

O que é a Academia e quais são seus objetivos?

Evandro: A ABQ é uma organização não-governamental que tem como membros pessoas experientes e reconhecidas por sua trajetória de vida e oriundas das mais diferentes organizações. Sua missão é contribuir para o desenvolvimento e difusão da excelência da gestão e do conhecimento teórico e prático da gestão e da engenharia da qualidade, acompanhando sua aplicação para trazer benefícios para todas as pessoas e organizações. Não há candidatura à Academia. As pessoas são indicadas pelos Acadêmicos e, para serem eleitos, devem receber voto favorável de pelo menos dois terços dos membros.

Você está estruturando a Sociedade Brasileira da Qualidade e Excelência na Gestão, a SBQEG. Quais são os objetivos desta Sociedade?

Evandro: A SBQEG foi criada para ser uma instituição aberta, voltada à disseminação do conhecimento de forma gratuita e ao fortalecimento do networking entres seus membros. Ela tem um cunho eminentemente social e não angariará fundos com a venda de consultorias, cursos e livros, até mesmo para não “concorrer” com seus associados. Uma observação importante é que em seu nome constam as palavras Qualidade e Excelência na Gestão para deixar claro ao grande público a proximidade existente entre esses conceitos. Optamos assim por um nome mais longo, mas muito mais didático.

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Por que ouvir os nossos fornecedores?

NBR 16046: os requisitos para as redes de proteção para edificações
A NBR 16046, publicada em abril de 2012, especifica os requisitos mínimos para fabricação de redes de proteção para edificações. Aplica-se a redes para proteção de janelas, sacadas, escadas, mezaninos, parapeitos, floreiras e outras aplicações semelhantes destinadas à segurança e proteção em edificações. Não se aplica a redes utilizadas em piscinas, quadras, aviários, canis, gatis e outras aplicações semelhantes. Não se aplica a redes instaladas na posição horizontal, onde ocorra esforço permanente ou temporário sobre a rede e não se aplica a produtos que contenham fios metálicos. Clique para mais informações.

dagninoB.V.Dagnino

Por muitas razões: a principal delas é que quem conhece melhor o produto ou serviço que nos vende é o fornecedor, senão muito provavelmente ele já teria fechado as portas. Por essa razão, ele tem condições de nos informar se estamos comprando bem ou mal. Ele pode dizer, por exemplo, se o que estamos especificando está atualizado ou ultrapassado. Pode nos oferecer alternativas melhores, seja por serem mais baratas, mais simples, mais eficientes e eficazes, e assim por diante. Sua inovação e criatividade é focada naquilo que ele vende, o que é também deve ser o nosso caso, o que significa que nossos esforços estão voltados para nossa área específica de atuação, não para a dele.

Ele também pode qualificar nosso grau de abertura ou intransigência, se perguntado se aceitamos ou não novas idéias, isto é, se somos ou não flexíveis ou abertos. Pode também opinar se somos uma organização lenta, burocrática, ou ágil. Pode ainda dizer como anda o relacionamento com o nosso pessoal, ou se está satisfeito com as condições de pagamento que oferecemos. Numa época em que parceria é palavra-chave, ter um fornecedor satisfeito é muito importante. Entre ganhos de curto prazo e um relacionamento leal de longo prazo, devemos preferir o segundo.

Ele também pode nos informar se nossa ordem ou requisição de compra é adequada, isto é, se fornece informações suficientes para que ele entenda exatamente o que queremos, ou é vaga a ponto de corrermos o risco de recebermos produto ou serviço muito diferente do que desejamos. Especialmente nos casos de produtos adquiridos sob encomenda ou complexos, quando o fornecedor precisa de tempo para preparar sua proposta, podemos perguntar a ele se o prazo que estabelecemos é satisfatório. Isso é ainda mais crítico quando o fornecedor tem que adquirir produtos ou serviços de terceiros, necessitando portanto de tempo para cotá-los.

O fornecedor também pode nos fornecer informações sobre nossos concorrentes, pois é possível que ele forneça também para eles. Com cuidado, pode ser que ele nos diga algo a respeito, o que é importante para nossas ações de inteligência competitiva. Como ele também pode ganhar com isso, ele pode nos apontar clientes potenciais para nossos produtos ou serviços, ou até nos indicar novos produtos que se enquadrem dentro do nosso negócio. É importante ainda lhe perguntar se ele conhece suficientemente nossa empresa e nossos produtos atuais e futuros. Pela nossa experiência ouvindo fornecedores de grande empresa estatal, a maioria deles gostaria de saber mais sobre ela e seu portfolio de produtos. Melhor ainda se os convocássemos para participar do nosso planejamento estratégico, evidenciando integração, lealdade, transparência de relacionamento. É evidente que precisamos apresentar adequadamente as razões de nossa pesquisa, para motivá-lo a contribuir. Uma carta de um diretor ou gerente deve esclarecê-las, agradecer a colaboração, e informá-lo de que ele será mantido informado sobre as ações decorrentes da análise dos resultados.

Assim, não devemos esquecer: da mesma forma como devemos fazer com nossos clientes, precisamos realimentá-los sobre as ações decorrentes das pesquisas, de forma que eles se disponham a responder à próxima. Nada mais desestimulante para o fornecedor do que ele constatar que ele dedicou se tempo para cooperar conosco, e nada aconteceu. Como as pessoas da própria empresa, em particular o de compras ou de outros setores podem ter uma ligação até de amizade com o fornecedor, é desejável que a pesquisa seja feita por alguém independente. A entrevista pessoal, ou eventualmente por telefone, é o método mais eficaz, uma vez que permite ampliar a gama de informações coletadas. Questionários enviados pelo correio convencional ou eletrônico são restritivos quanto a esse aspecto.

Em qualquer caso, os questionários não devem ser muito longos, talvez com um máximo de 12 perguntas fechadas para atribuição de graus de 1 a 10 (preferível para aumentar a discriminação). Além disso, convém acrescer uma meia dúzia de perguntas abertas, com a última para comentários/ críticas/ sugestões do entrevistado. Conclusão: além de ouvirmos nossos clientes, é importante ouvir nossos fornecedores. Ou melhor, vale à pena ouvir todas as partes interessadas: nossos funcionários, órgãos públicos, formadores de opinião, a comunidade e a sociedade, enfim todas aquelas que podem, direta ou indiretamente, influenciar o sucesso do nosso negócio.

B.V.Dagnino é chartered Quality Professional, membro fundador e fellow, chartered Quality Institute (CQI – Londres), fellow, American Society for Quality (ASQ), membro fundador da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) e diretor técnico da Qualifactory Consultoria.

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Academia Brasileira da Qualidade (ABQ): aprovado o seu Código de Conduta

Mais uma reunião da ABQ e foi aprovado o seu Código de Conduta.

ACADEMIA BRASILEIRA DA QUALIDADE – ABQ

CÓDIGO DE CONDUTA

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO
2 CONDUTA DOS ACADÊMICOS
3 CONFLITO DE INTERESSES
4 ATIVIDADES POLÍTICAS
5 REPRESENTANTE DA ABQ
6 COMITÊ DE ÉTICA
7 CASOS OMISSOS
8 DISPOSIÇÕES GERAIS

1 INTRODUÇÃO
Este Código tem por objetivo estabelecer os princípios éticos e as normas de  conduta que devem ser seguidas pelos Acadêmicos para assegurar a reputação e a credibilidade da Academia, firmando-a como uma entidade sólida e confiável perante todas as partes interessadas.
Os Acadêmicos devem cumprir com as diretrizes deste Código e observar os seus termos em todas as circunstâncias.
O Acadêmico que violar os princípios definidos neste Código estará sujeito a uma ação disciplinar, desde advertência até o seu desligamento.

2 CONDUTA DOS ACADÊMICOS
Os Acadêmicos devem ter uma conduta honesta e digna, em conformidade com  as leis e os padrões éticos da sociedade.
As relações entre os Acadêmicos serão pautadas pela cordialidade no trato, pela confiança e pelo respeito, independente de qualquer posição hierárquica, cargo ou função exercida interna ou externamente pelo membro da Academia.
Os Acadêmicos devem zelar por sua reputação pessoal e profissional, atuando com lealdade, honestidade, decoro, veracidade, dignidade e boa-fé.
Os Acadêmicos devem atuar para o aumento do conhecimento, da competência e do valor da sua atividade profissional e da qualidade, buscando o desenvolvimento sustentável.
Recomenda-se aos Acadêmicos que insiram sua condição de membro da ABQ em seus currículos profissional e acadêmico e nos meios de comunicação, tradicionais e pela rede mundial, que utiliza para fins pessoais e profissionais e que favoreçam a benéfica divulgação da ABQ.

3 CONFLITO DE INTERESSES
Os Acadêmicos devem zelar para que suas ações não conflitem com os interesses da ABQ, nem causem dano à imagem e reputação da Academia.

4 ATIVIDADES POLÍTICAS
A ABQ não fará restrições às atividades político-partidárias dos Acadêmicos.  No entanto, seus membros deverão agir sempre em caráter pessoal e não em nome da Academia.

5 REPRESENTANTE DA ABQ
Apenas o Diretor-Presidente da ABQ está autorizado a falar em nome da
Academia à imprensa ou a grupos externos, de preferência por escrito, devendo  posteriormente comunicar a todos os Acadêmicos.

6 COMITÊ DE ÉTICA
Ao Comitê de Ética, não permanente, caberá julgar os casos de violações ao
Código de Conduta e impor as sanções disciplinares cabíveis, bem como deliberar sobre o esclarecimento de dúvidas com relação ao seu texto.
O Comitê de Ética será composto por 5 (cinco) Acadêmicos e convocado pela Diretoria ou por solicitação de 2/3 (dois terços) dos membros da Academia.

7 CASOS OMISSOS
Os casos omissos serão tratados pela Diretoria e, a depender da situação, pelo Comitê de Ética.

8 DISPOSIÇÕES GERAIS
O Código de Conduta deve estar disponível para conhecimento de toda a
sociedade. Nenhum Acadêmico poderá alegar o desconhecimento das diretrizes constantes do presente Código, em qualquer hipótese ou sob qualquer argumento.
O presente Código de Conduta vigorará por tempo indeterminado, devendo ser atualizado sempre que necessário por proposta de qualquer Acadêmico,
submetida a todos os membros da Academia.