Exame toxicológico para motoristas profissionais

caminhoneiroA partir do dia 30 de abril, os motoristas que irão adicionar ou renovar a Carteira Nacional de Habilitação para as categorias C, D ou E terão que se submeter a exame toxicológico. O prazo foi novamente adiado por meio da resolução 517/2015 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada no Diário Oficial da União.

Antes da nova decisão, o prazo limite era 1º de março de 2015. De acordo com a resolução, o Departamento Nacional de Trânsito deverá credenciar os laboratórios que estejam aptos para realizar as análises laboratoriais toxicológicas. O exame tem o objetivo de identificar o uso de substâncias psicoativas no organismo do motorista e oferecer mais segurança no trânsito em relação ao transporte de cargas e vidas. O custo varia de R$ 270 a R$ 290.

A análise clínica poderá ser realizada pelo fio de cabelo ou pelas unhas para detectar diversos tipos de drogas e seus derivados, como a cocaína, maconha, morfina, heroína, ecstasy, ópio, codeína, anfetamina e metanfetamina (rebite). O exame é capaz de detectar substâncias usadas em um período de tempo de três meses.

O Contran destaca que a constatação da substância psicoativa não significa, necessariamente, o uso ilícito ou dependência química por parte do condutor, já que existem medicamentos que têm, na composição, substâncias que são detectadas pelo exame. Por esta razão, a quantidade e a duração do uso identificadas no exame deverão ser submetidas à avaliação médica em clínica credenciada, que emitirá um laudo final de aptidão do candidato a condutor. Na realização do exame, é garantido ao motorista o anonimato, o conhecimento antecipado do resultado e sua decisão sobre a continuidade ou não dos procedimentos de habilitação profissional.

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Verão: estresse térmico pode reduzir produtividade do trabalhador

Versões de normas técnicas em outros idiomas

A Target, com uma ampla experiência na área de normalização, oferece aos seus clientes o serviço de tradução e formatação de normas técnicas. Profissionais especializados fazem uma tradução eficiente e segura das normas internacionais e estrangeiras para o padrão brasileiro de normas e, de acordo com a necessidade do cliente,  também traduzem as normas brasileiras para outras línguas, facilitando o acesso à informação crítica da norma, com toda segurança e garantia de qualidade Target.

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Empresas devem garantir manutenção de temperatura prevista na NR 15

Com a chegada do verão, aumenta a preocupação dos gestores empresariais em manter um ambiente termicamente confortável para os seus colaboradores. Segundo informações do Instituto Climatempo, 2015 registrará temperaturas mais altas do que o ano anterior. Desmaios, desidratação, sudorese intensa e exaustão são alguns dos reflexos que o estresse térmico pode ocasionar em situações ocupacionais.

De acordo com a legislação trabalhista vigente, nos escritórios e setores administrativos, a temperatura efetiva deve permanecer entre 20º C e 23ºC. “Recomendamos que as empresas monitorem a temperatura do ambiente. Isso garante o conforto térmico no local de trabalho, proporciona o bem estar aos funcionários e mantém a produtividade”, explica a engenheira do trabalho do Imtep, Carolina Arsie Cardoso. Nas indústrias, onde ocorre exposição ao calor em função de fontes artificiais, o cuidado deve ser o mesmo, sempre respeitando o tempo de descanso, o qual deve ocorrer em local com temperatura amena, definido em função do tipo de atividade realizada.

Segundo Carolina, por meio de uma análise quantitativa do calor, é possível verificar se os índices aos quais os trabalhadores estão expostos são adequados para as atividades exercidas. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o colaborador, à altura da região do corpo mais atingida. Após a análise dos resultados, devem ser definidos, seguindo as instruções da Norma Regulamentadora n° 15 anexo 3, os períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.

Algumas medidas contribuem para tornar o ambiente de trabalho mais confortável, como a execução de tarefas mais pesadas durante o período da manhã, ventilação adequada com renovação do ar, adoção de uniformes mais leves e utilização de barreiras nas fontes de calor. O Imtep, um dos maiores grupos de saúde ocupacional do país, oferece todo o suporte para diagnosticar e auxiliar as organizações na promoção de um ambiente de trabalho seguro, confortável e que garanta a qualidade de vida do capital humano. Abaixo, algumas dicas de como amenizar o calor e assegurar um local de trabalho termicamente correto.

– Execute tarefas mais pesadas no período da manhã, quando as temperaturas estão mais amenas;

– As pausas devem ser realizadas conforme legislação vigente, em função da atividade realizada (leve, moderada e pesada);

– Realize rodízios dos trabalhadores;

– Promova a renovação do ar. Ventiladores são indicados apenas para locais com temperaturas inferiores a 29ºC;

– Controle a umidade relativa do ar;

– Adote uniformes mais leves no verão;

– Hidrate-se! Para os trabalhadores é necessária a reposição de sódio para atividades com carga solar ou realizadas com exposição a fontes artificiais de calor.

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A saúde e a segurança nos canteiros de obras

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canteiro

Um canteiro de obras pode ser definido como uma área de trabalho fixa e temporária, onde se desenvolvem as operações de apoio e execução de uma obra. Também, pode ser um conjunto de áreas destinadas à execução e apoio dos trabalhos da indústria da construção, dividindo-se em: áreas operacionais e áreas de vivência. Um projeto bem feito das instalações de um canteiro de obra para a construção de edificações depende do tamanho da obra, do volume de material a ser armazenado, do número de funcionários, equipes técnicas, dos períodos em que tanto a mão de obra quanto material deverão estar na obra. Segundo a definição normativa, canteiros de obras são áreas destinadas à execução e apoio dos trabalhos da indústria da construção, dividindo-se em áreas operacionais e de vivência.

Deve-se levar em conta que ele vai sendo modificado ao longo da execução da obra, de acordo com os serviços a serem executados. A adaptação contínua do canteiro para alocar materiais, equipamentos e mão de obra. Embora muitas das deficiências localizadas nos canteiros de obras teem origem em etapas anteriores do empreendimento, como por exemplo, na elaboração do projeto arquitetônico, em que a falta de compatibilização e de procedimentos de execução de serviços desse projeto pode induzir erros e custos adicionais às obras, já que se apresentam geralmente durante a etapa de execução da obra, torna-se imprescindível o seu gerenciamento com objetivo de detectar e minimizar as possíveis falhas antes da etapa de execução do empreendimento, tendo em vista à otimização e utilização de tempo, materiais, equipamentos, instrumentos e mão de obra.

Assim, os bons projetos de canteiro podem oferecer significativas melhorias nos processos produtivos das obras. Eles buscam, principalmente, favorecer a realização de operações seguras e preservar a boa moral dos operários, além de reduzir distâncias e tempo para movimentação de trabalhadores e materiais, minimizando o tempo de movimentação de material, aumentar o tempo produtivo, evitando obstruções nas vias de movimentação dos materiais, equipamentos, instrumentos e pessoas.

Uma norma que necessita ser cumprida é a NBR 12284 de 09/1991 – Áreas de vivência em canteiros de obras que fixa critérios mínimos para permanência de trabalhadores nos canteiros de obras (alojados ou não). Segundo a norma, a implantação de área de vivência deve atender a algumas seguintes especificações, excetuando-se as que fizerem uso de contêineres.

As instalações sanitárias, por exemplo, são os locais destinados ao asseio corporal e/ou atendimento das necessidades fisiológicas de excreção, sendo proibida a sua utilização para outros fins. A norma especifica uma série de requisitos para os vestiários, alojamentos, refeitório, cozinha, lavanderia e áreas de lazer que, se cumprida, pode tornar esses locais um pouco mais agradáveis para os seus usuários.

Importante ressaltar que os canteiros de obras devem ser devidamente sinalizados para organizar o trabalho, evitar acidentes e melhorar o trânsito de pessoas em situações de emergência. Nesses espaços, são necessários cartazes e placas avisando quais trechos podem ter perigo de queda de materiais e identificação de locais com substâncias tóxicas. Informativos indicando vias de acesso para a circulação de veículos e equipamentos são essenciais.

É de extrema importância e necessidade a utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI) durante as obras. Capacetes, botas, óculos, luvas, respiradores e outros equipamentos pessoais devem ser utilizados para evitar ao máximo os danos causados por um possível acidente. A necessidade de cada utensílio depende do tipo de obra que está sendo realizada. É de obrigação da empresa responsável pelas obras ceder tais equipamentos, além de trocá-los por novos quando estiverem desgastados.

Esses locais bem organizados propiciam a otimização das atividades, redução de tempo na logística de entrega e recebimento de materiais, além da diminuição da possibilidade de acidentes. É recomendável fazer um planejamento para saber onde cada material vai estar no final de cada dia de trabalho. Outra dica é ter um almoxarifado eficiente, com identificações nos diferentes tipos de materiais que serão usados durante a obra.

Outra norma que precisa ser cumprida nesses locais é a NBR 16200 de 04/2013 – Elevadores de canteiros de obras para pessoas e materiais com cabina guiada verticalmente – Requisitos de segurança para construção e instalação que aborda os elevadores elétricos novos instalados e operados temporariamente (designados como elevadores nessa norma), utilizados por pessoas autorizadas a entrar em locais de engenharia e construção, atendendo níveis de pavimentos de serviços, contendo uma cabina, projetada para o transporte de pessoas ou materiais; guiadas; que se deslocam verticalmente ou em uma inclinação de no máximo de 15° com a vertical; suportada ou suspensa por meio de cabos de aço acionados por tambor, pinhão e cremalheira, pistão hidráulico (direto ou indireto), ou por um mecanismo articulado expansível; na qual torres, após montadas, podem ou não necessitar de apoio de estruturas separadas.

A norma identifica perigos relacionados na Seção 4 que surgem durante as diversas fases na vida do equipamento e descreve os métodos para a eliminação ou redução desses perigos quando utilizado conforme pretendido pelo fabricante. Não especifica requisitos adicionais para: operação sob condições severas (por exemplo, climas extremos, campos magnéticos fortes); proteção contra descargas atmosféricas; operação sujeita a regras especiais (por exemplo, atmosferas potencialmente explosivas); compatibilidade eletromagnética (emissão, imunidade); manuseio de cargas que poderiam levar a situações perigosas (por exemplo, metal derretido, ácidos/bases, materiais radioativos, cargas frágeis); utilização de motores à combustão; utilização de controles remotos; perigos que ocorrem durante a fabricação; perigos que ocorrem devido à mobilização; perigos que ocorrem devido à montagem sobre via pública; terremotos.

Também não se aplica a: elevadores para o transporte somente de materiais; elevadores abrangidos pelas NBR NM 207, NBR NM 267 e NBR 14712; cabinas de trabalho suspensas por aparelhos de içamento; plataformas de trabalho suspensas por empilhadeira manual ou empilhadeira motorizada; plataformas de trabalho cobertas pela EN 1495:1997; funiculares; elevadores especialmente projetados para finalidades militares; elevadores de minas; elevadores de palco; elevadores para finalidades especiais. Contudo, aborda a instalação do elevador.

Ela inclui a armação da base e o fechamento da base, mas não inclui o leiaute da fundação de concreto, com estacas, com madeira ou qualquer outro. Inclui o projeto das amarrações da torre, mas não inclui o projeto de parafusos de fixação à estrutura de suporte. Ela inclui as portas de pavimentos e seus batentes, mas não inclui o projeto de quaisquer parafusos de fixação à estrutura de suporte.

As listas de perigos apresentadas nas Tabelas 1 a 3 (disponíveis na norma) são baseadas nas NBR NM ISO 213-1 e NBR NM ISO 213-2. As Tabelas 1, 2 e 3 mostram os perigos que foram identificados e onde os requisitos correspondentes foram formulados nessa norma, de modo que o risco seja limitado ou que situações perigosas sejam reduzidas em cada caso. Perigos não aplicáveis ou não significativos para os quais não há requisitos formulados são mostrados na coluna de subseções pertinentes como n.a. (não aplicável).

Aumentou o número de acidentes com energia elétrica

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico

Esse curso é destinado a todos os profissionais que interagem com baixa tensão (até 1.000 volts em corrente alternada). Abrange temas fundamentais exigidos na nova norma e garante um treinamento multiplicador, que capacita o participante a aplicá-lo em sua equipe para que todos os envolvidos atendam aos requisitos da norma. A nova norma apresenta mudanças significativas em relação aos requisitos da versão anterior. Entre as mudanças existentes, destaca-se a obrigatoriedade do treinamento específico de todo empregado que trabalhe em instalações elétricas, energizadas com baixa tensão ou em suas proximidades, para garantir sua segurança durante a execução dos serviços. Esse treinamento e a autorização para que os trabalhos sejam realizados serão de responsabilidade da empresa empregadora. Informações, clique no link https://www.target.com.br/home.aspx?pp=1&c=639&cm=1

accidentConforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), o número de acidentes com energia elétrica aumentou em 2013. Nesse ano, a base de dados foi ampliada passando a computar informações transmitidas por meio de blogs e redes sociais, além dos portais de notícias. O resultado foi assustador: de uma média de 270 mortes por choque elétrico entre 2007 e 2012, chegou-se a 592 mortes em 2013 – quase duas mortes por choque elétrico por dia.

Os choques elétricos que não resultaram em morte, mas que geraram sérias sequelas somaram 173. Assim, o total de acidentes envolvendo choque elétrico foi de 765 ocorrências. As ocorrências de curto-circuito somaram 234, sendo que destes, 200 evoluíram para incêndios de diferentes proporções. No total, ocorreram 1.038 acidentes envolvendo eletricidade.

O número de acidentes na rede aérea ainda é grande, apesar das intensas campanhas que as concessionárias de energia elétrica têm feito visando não somente seus funcionários, terceirizados, mas também a população em geral, sendo que foram 170 ocorrências no total. Porém, o que se constata na pesquisa é que mais de 70% dos acidentes desta natureza são causados por imprudência de profissionais da construção civil, que fazem suas obras sem os cuidados necessários, ou mesmo com “eletricistas autônomos” que interferem na rede ou próximo dela sem nenhum critério de segurança ou sem autorização da distribuidora de energia elétrica, muitas vezes como produto de roubo.

Entretanto, o número que chama mais a atenção é do segundo colocado: 156 acidentes fatais envolvendo eletricidade dentro de casa. Este dado mostra claramente que as instalações elétricas residenciais precisam ser revisadas com urgência, e que ações são de extrema importância para esta redução. Outro dado que assusta ficou em terceiro lugar na divisão por localidade dos acidentes, que são os acidentes na área rural, onde a cerca elétrica feita através de gambiarra aparece em várias ocorrências. Como se pode ver, a maioria dos acidentes poderia ser evitada com pequenos cuidados e conhecimento mínimo, o que fazemos diariamente com nossas ações.

A faixa etária com maior incidência de morte por choque elétrico (recorrente em todas as regiões) se mantém entre os 21-30 anos com 171 mortes registradas. Mas, infelizmente, muitas crianças e adolescentes morrem devido a acidentes com eletricidade, na faixa etária entre 0-10 anos, tendo 45 mortes, e na faixa etária entre 11-15 anos foram 37 mortes. Se for estendida um pouco mais, entre os 16-20 anos, serão mais 44 mortes, ou seja, crianças e adolescentes somam 126 mortes em 2013. Um número absurdo que poderia ser reduzido à zero por simples cuidados, por um pouco mais de informação.

Dezembro é o mês com maior incidência de acidentes com morte, seguido do mês de março. Entretanto há uma distribuição equânime de acidentes entre os meses (cerca de 50 mortes por mês), sendo o mês de agosto o que apresenta média de menor incidência na maioria dos estados.

As mortes por choque elétrico apresentam destaque entre os profissionais do setor elétrico e da construção civil: foram 65 pedreiros/pintores, 71 eletricistas autônomos e 29 eletricistas profissionais/empresa, totalizando 165 profissionais que perderam a vida devido a um choque elétrico. Outro número de destaque fica para a categoria estudantes, que somaram 107 ocorrências, neste número está incluída a maioria das mortes de crianças e adolescentes em idade escolar.

Mas o número que mais se destaca é o da categoria outros, com um total de 230 ocorrências, neste número estão incluídos a maioria dos acidentes ocorridos dentro de casa com pessoas de profissões diversas como manicure, costureira, aposentados etc., o que reforça, novamente, a importância de se revisar as instalações elétricas dentro de casa e nos ambientes comerciais de pequeno porte.

Mesmo com dados tão assustadores, estes números representam ainda uma parcela do total de acidentes ocorridos com origem na eletricidade. O cenário real é muito mais complicado e, infelizmente, muito pouco divulgado pela mídia. Só um exemplo: inúmeras pessoas vêm a óbito devido a uma parada cardíaca causada por um choque elétrico, porém a causa da morte será oficializada como parada cardíaca e não choque elétrico. Somente neste exemplo já teríamos um aumento expressivo no número de mortes.

O choque elétrico é a reação do organismo à passagem da corrente elétrica. Eletricidade, por sua vez é o fluxo de elétrons de um átomo, através de um condutor, que vem a ser qualquer material que deixe a corrente elétrica passar facilmente (cobre, alumínio, água, etc.). Por outro lado, isolante é o material que não permite que a eletricidade passe através dele: vidro, plástico, borracha, etc.

Os riscos de acidentes dos empregados que trabalham com eletricidade, em qualquer das etapas de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, constam da Norma Regulamentadora 10 – Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade (NR 10) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Na verfdade, pode-se dizer que o progresso, no campo, está sempre associado à energia elétrica, que pode ser usada na casa (lâmpadas, geladeira, TV, chuveiro, etc.), no galpão (ordenhadeira mecânica, incubadora, picadeira, etc.), na conservação e transformação de alimentos (resfriadora de leite, estufa, freezer, etc.), no acionamento de máquinas e motores (para bombear água, na irrigação por aspersão, etc.) e em várias outras aplicações.

As fontes de eletricidade, na zona rural, se manifestam através dos seguintes equipamentos ou fenômenos: descargas atmosféricas (raios); ferramentas elétricas manuais; peixe-elétrico (o Poraquê da Amazônia); atrito (eletricidade estática); cerca elétrica (para animais); fios energizados (de postes ou no lar); baterias (alimentadas por cataventos); painéis fotovoltáicos (energia solar); turbinas (energia hidráulica); motores estacionários (geradores); e motores elétricos. A energia elétrica, apesar de útil, é muito perigosa e pode provocar graves acidentes, tais como: queimaduras (até de terceiro grau), coagulação do sangue, lesão nos nervos, contração muscular e uma reação nervosa de estremecimento (a sensação de choque) que pode ser perigosa, se ela provocar a queda do indivíduo (de uma escada, árvore, muro, etc.) ou o seu contato com equipamentos perigosos.

Os efeitos estimados da corrente elétrica contínua de 60 Hz, no organismo humano, podem ser resumidos na tabela abaixo:

CORRENTE

CONSEQUÊNCIA

1 mA

Apenas perceptível

10 mA

“Agarra” a mão

16 mA

Máxima tolerável

20 mA

Parada respiratória

100 mA

Ataque cardíaco

2 A

Parada cardíaca

3 A

Valor mortal

As lesões provocadas pelo choque elétrico podem ser de quatro naturezas: eletrocução (fatal); choque elétrico; queimaduras; e as quedas provocadas pelo choque. A eletrocução é a morte provocada pela exposição do corpo à uma dose letal de energia elétrica. Os raios e os fios de alta tensão (voltagem superior a 600 volts), costumam provocar esse tipo de acidente. Também pode ocorrer a eletrocução com baixa voltragem (V<600 volts), se houver a presença de: poças d’água, roupas molhadas, umidade elevada ou suor.

O choque elétrico é causado por uma corrente elétrica que passa através do corpo humano ou de um animal qualquer. O pior choque é aquele que se origina quando uma corrente elétrica entra pela mão da pessoa e sai pela outra. Nesse caso, atravessando o tórax, ela tem grande chance de afetar o coração e a respiração. Se fizerem parte do circuito elétrico o dedo polegar e o dedo indicador de uma mão, ou uma mão e um pé, o risco é menor. O valor mínimo de corrente que uma pessoa pode perceber é 1 mA. Com uma corrente de 10 mA, a pessoa perde o controle dos músculos, sendo difícil abrir as mãos para se livrar do contato. O valor mortal está compreendido entre 10 mA e 3 A.

Quanto às queimaduras, pode-se afirmar que a pele humana é um bom isolante e apresenta, quando seca, uma resistência à passagem da corrente elétrica de 100.000 ohms. Quando molhada, porém, essa resistência cai para apenas 1.000 ohms. A energia elétrica de alta tensão rapidamente rompe a pele, reduzindo a resistência do corpo para apenas 500 ohms: corpo seco: 120 volts/100000 ohms = 0,0012 A = 1,2 mA (o indivíduo leva apenas um leve choque); corpo molhado: 120 volts/1000 ohms = 0,12 A = 120 mA (suficiente para provocar um ataque cardíaco); e pele rompida: 1.000 volts/500 ohms = 2 A (parada cardíaca e sérios danos aos órgãos internos). Além da intensidade da corrente elétrica, o caminho percorrido pela eletricidade ao longo do corpo (do ponto onde entra até o ponto onde ela sai) e a duração do choque, são os responsáveis pela extensão e gravidade das lesões.

Os acidentes com eletricidade ocorrem de várias maneiras. Os riscos resultam de danos causados aos isolantes dos fios elétricos devido a roedores, envelhecimento, fiação imprópria, diâmetro ou material do fio inadequados, corrosão dos contatos, rompimento da linha por queda de galhos, falta de aterramento do equipamento elétrico, etc. As benfeitorias agrícolas estão sujeitas à poeira, umidade e ambientes corrosivos, tornando-as especialmente problemáticas ao uso da eletricidade.

O trabalho no setor de frigoríficos

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Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Em vigor desde abril de 2013, a Norma Regulamentadora n.º 36 (NR 36) – Segurança e Saúde no Trabalho em Empresas de Abate e Processamento de Carnes e Derivados específica as diretrizes para a segurança do trabalhador do setor de frigoríficos e ela não está sendo plenamente aplicada por todas as empresas do setor. Essa denúncia foi feita por representantes dos trabalhadores no Senado Federal. Entre as determinações da norma regulamentadora estão o uso obrigatório de equipamentos de segurança, concessão de pausas de 10 minutos a cada 50 minutos trabalhados e alterações na estrutura dos locais de trabalho. Além de sugerirem a aplicação de multas mais altas às empresas que descumprirem as determinações, debatedores também cobraram maior fiscalização dos frigoríficos e defenderam um boicote aos produtos das empresas que continuarem a desrespeitarem as regras.

“Os frigoríficos menores estão procurando cumprir, mas os maiores estão buscando subterfúgios para fugir da aplicação da norma. Eles não querem nem participar da discussão para dizer as dificuldades que estão tendo para aplicar a norma. Temos que ir para a ofensiva. O diálogo, a busca do entendimento, tudo isso temos feito”, explica o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins), Artur Bueno de Camargo.

Para as empresas, pagar as multas aplicadas pelos fiscais do Ministério do Trabalho (MTE) é muitas vezes menos oneroso do que readequar as estruturas dos frigoríficos, observou o representante da pasta, Leoclides Milton Arruda. “O empregador procura se proteger, criar anteparos à lei, naquilo que possa trazer prejuízo ao seu capital. Isso é natural, mas entendo que todos os nossos esforços devem ser direcionados para garantir condições mais dignas de trabalho”, revela.

De acordo com a CNTA Afins, que lançou a Cartilha dos Trabalhadores do Setor Frigorífico, foram registrados 61.966 acidentes envolvendo trabalhadores em unidades de abate entre 2010 e 2012, com 111 mortes. Mais de 8 mil auxílios-doença foram concedidos para trabalhadores do setor no mesmo período. Conforme descreve a cartilha, os trabalhadores das indústrias frigoríficas, que somam mais de 500 mil no Brasil, segundo dados do Dieese referentes a março de 2013, são: todos os trabalhadores que exercem atividades dentro de frigoríficos (seja avícola, bovino, suíno e outros animais para consumo humano) com o fim de fabricar produtos de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano. Como exemplos, podem ser citados a criação e abate de animais para consumo humano (aves, suínos, bovinos e reses em geral); manuseio, corte, embalagem de produtos e processamento de carne e derivados; e a preparação do animal para o abate.

As razões mais comuns apontadas pela CNTA Afins para o elevado índice de acidentes são a exposição a alterações bruscas de temperatura; a realização de movimentos repetitivos; e as jornadas exaustivas. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), os números podem ser ainda maiores em razão da baixa notificação de acidentes e a falta de denúncias por parte dos próprios trabalhadores, que muitas vezes temem a perda do emprego.

“Se os trabalhadores não denunciarem, se não chegar ao conhecimento do Ministério Publico do Trabalho ou ao sindicato, vocês vão morrer em cima dessas máquinas”, assegura o procurador do Trabalho Valdir Pereira da Silva. Para Artur Bueno de Camargo, a obrigação exigida pela NR 36 significa uma ferramenta a mais de combate à precarização do trabalho. No entanto, é preciso fiscalização permanente.

Em 2011, a entidade chegou a realizar uma manifestação nacional em frente à sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI) para reivindicar melhores condições de trabalho e salários para os trabalhadores do setor. “O objetivo de toda essa movimentaçãoi é cobrar um empenho maior das empresas e dos órgãos competentes de fiscalização para que possamos averiguar a aplicabilidade da NR 36 (realizada de forma tripartite, com a participação de representantes do governo, trabalhadores e empregadores), sendo que itens importantes já estão em vigor desde abril, como a concessão de pausas e instalações de assentos nas fábricas. Também faremos uma discussão mais aprofundada nas ações preventivas, independente da NR, pois temos percebido a incidência de acidentes fatais por falta de sistemas de segurança mínima”, comenta Bueno.

O setor frigorífico, que possui alta rotatividade de emprego e baixa escolaridade de trabalhadores, segundo pesquisa do Dieese, é responsável por alto número de acidentes e doenças ocupacionais no país, ocasionados, principalmente, por extensas jornadas de trabalho, movimentos repetitivos e exposição à umidade e variações bruscas de temperatura. De acordo com dados do Ministério da Previdência Social (MPAS), entre 2010 e 2012, foram registrados 61.966 acidentes no setor, com 111 mortes no mesmo período. Já o número de auxílios-doença acidentários concedidos entre 2010 e 2012 foi de 8.138. Só em 2013, entre janeiro e outubro, cerca de 2 mil trabalhadores do setor receberam o benefício.

Acidentes registrados:

2010: 21.781;

2011: 20.785;

2012: 19.400.

Óbitos:

2010: 42;

2011: 31;

2012: 38.

Benefícios concedidos:

2010: 3.047;

2011: 2.681;

2012: 2.410.

Árvore de causas: uma metodologia de análise

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

R$ 63,90

Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento de normas técnicas NBR – ABNT estão diretamente ligadas à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia. O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço. Mais informações: https://www.target.com.br/livros/target/livro_2013.aspx

A árvore de causas é um método de análise baseado na teoria de sistemas utilizado para a análise de acidentes por se tratar de um evento que pode resultar de situações complexas e que, quase sempre, tem várias causas. Se for bem aplicada, deve apontar todas a falhas que antecederam ao evento final (lesão ou não). O conceito básico aplicado é o de variação ou desvio, que pode ser entendido como uma “fuga” dos padrões e que tem relação direta com o acidente.

Os componentes de uma Árvore das Causas são quatro:

Indivíduo (I)

  • Em seus aspectos físicos e psico-fisiológicos;

Tarefa (T)

  • É a sequência de operações executadas pelo indivíduo e passível de observação;

Material (M)

  • Representado equipamentos, máquinas, instrumentos, ferramentas, matérias-primas e insumos necessários à atividade;

Meio de trabalho (MT)

  • São os aspectos físicos e em suas relações sociais.

Partindo desses princípios a árvore vai se formando com base nas informações levantandas em campo e também por brainstorming. O que ocorre é a ligação lógica entre os itens acima citados e que vão sendo tratados de forma retroativa ao evento a partir da lesão. A árvore só termina quando os fatos começam a se distanciar do evento ou então quando o grupo (é importante que a árvore seja feita por um grupo preparado para tal) decide que todas as causas foram levantadas, não restando mais nada a relatar.

É interessante lembrar que após o término da árvore das causas, muitas situações iguais ou parecidas podem ser identificadas na empresa. É necessário fazer-se a abrangência das soluções e assim evitar que o mesmo fato ocorra em outras áreas da fábrica. Essas situações são chamadas de Fatores Potenciais de Acidentes e que, se não forem tratadas de forma adequada, fatalmente levarão a uma ocorrência com ou sem lesão.

Porém, deve-se deixar um dica para se fazer uma árvore de causas: Nunca faça a pergunta “Por quê”, mas use sempre essas duas perguntas “Isso foi necessário? Foi suficiente? Exemplo: um funcionário pisou em uma tábua com um prego e perfurou o pé direito. Lesão = Perfuração no pé direito. A pergunta normal seria: Por quê ele pisou na tábua? Mas, a pergunta correta é: foi necessário ele pisar na tábua para perfurar o pé? Sim. Pois se não tivesse pisado, não teria perfurado. Foi suficiente ter pisado na tábua ou tem algo mais que levou ao acidente? Dessa forma, deve-se fazer as perguntas em busca de novos fatos que podem ter contribuído para a ocorrência.

O método de árvore de causas, desenvolvido na França em meados da década de 70, começou a ser conhecido e divulgado há poucos anos no Brasil, onde, provavelmente em decorrência da escassez de referências bibliográficas em português, tem-se constatado o abandono quase sistemático de seus princípios e regras em sua aplicação. Esta prática poderá ocasionar sérios desvios em seu uso, com prejuízo de suas potencialidades em termos de prevenção. Na França, a avaliação de sua utilização por algumas empresas revelou que, em virtude de falhas no ensino, emprego inadequado e falta de condições plenas para sua implantação, houve deturpações indesejáveis que poderiam ter sido evitadas ou minimizadas.

Baseia-se na teoria de sistema e parte do pressuposto de que o acidente de trabalho é um fenômeno complexo e pluricausal, além de constituir resultado indesejado do sistema em que ocorre. Recomenda-se que o acidente seja investigado o mais rapidamente possível, no próprio local, entrevistando-se o(s) acidentado(s) e demais envolvidos, assim como os detentores de informações acerca de fatos que, direta ou indiretamente, possam ter contribuído para seu desencadeamento. O método é constituído por quatro etapas:

  1. Coleta e organização dos dados;
  2. Elaboração do esquema do acidente ou árvore;
  3. Leitura e interpretação da árvore;
  4. Prevenção: identificação de medidas preventivas possíveis; escolha de medidas a serem implantadas; acompanhamento da implantação das medidas escolhidas; avaliação dos resultados das medidas implantadas.

Nas duas primeiras etapas – coleta de dados e construção da árvore – apenas fatos passíveis de constatação devem ser registrados, sendo vedadas emissões de juízos de valor, interpretações e conclusões que não devem, de forma alguma, constar da árvore. O conceito de variação, central no método, implica em que, para o acidente acontecer, é indispensável a ocorrência de pelo menos um fato inusitado, isto é, uma variação, posto que o habitual é que o sistema produza bens ou serviços, não acidentes. Na árvore, as variações são representadas graficamente por meio de círculos.

Os fatos habituais que, como o nome indica, estão presentes na situação cotidiana e rotineira de trabalho, são representados graficamente por quadrados. Não sendo possível identificar se determinado fato constitui variação ou fato habitual, esta dúvida é representada por um círculo no interior de um quadrado. Quando não se consegue avançar na investigação, seja porque a origem de determinados fatos já caiu no esquecimento, seja porque não se dispõe de informação, esta condição é representada por meio de uma interrogação. O exemplo abaixo mostra uma árvore de um acidente de trabalho.

árvore

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Os riscos do trabalho do enfermeiro de pronto socorro

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Assédio moralAssédio moral e sofrimento psíquico foram as principais queixas dos trabalhadores

Uma pesquisa conduzida pela psicóloga da Fundacentro, Tereza Luiza Ferreira dos Santos, alertou para uma doença silenciosa e subjetiva: o sofrimento psíquico no exercício da profissão. Em 2008, o Sindicato dos Enfermeiros do estado de SP firmou com a entidade, Protocolo de Intenções de Cooperação Técnica para levantar quais os problemas de saúde que afetavam enfermeiros de pronto socorro da rede pública e privada. Um dos principais pontos destacados pelo Sindicato eram as queixas constantes de seus associados, de assédio moral por parte de seus superiores e outras formas de violência ocupacional no desenvolvimento da atividade, além do assédio sexual de pacientes.

A metodologia utilizada por Tereza para avaliar esses trabalhadores foi uma abordagem qualitativa, caracterizada pela diversidade de técnicas que tinham como função proporcionar especialmente a compreensão de afetos, sentimentos, vivências, emoções no ambiente de trabalho, identificadas a partir da realização de entrevistas individuais e em grupo, e observação do enfermeiro durante o exercício da atividade realizada em unidades de pronto socorro da cidade de São Paulo. A pesquisa, finalizada em 2012, aponta que o ambiente de trabalho dos enfermeiros se caracteriza pela necessidade de rapidez, normalmente exercida sob pressão e ainda agilidade na tomada de decisões que muitas vezes requer raciocínio rápido.

Trabalhadores desse ramo de atividade também estão expostos a acidentes com instrumentos perfurocortantes, luxações, contaminação biológica, problemas de pele, respiratório, nervoso, neurológico, entre outros. Além da responsabilidade em lidar com o cotidiano agitado dos pronto-socorros, os trabalhadores da enfermagem enfrentam diferentes demandas associadas aos horários de pico que podem variar de acordo com os meses do ano. A checagem dos equipamentos e materiais usados por esses profissionais também faz parte da responsabilidade e necessitam de orientação e supervisão do enfermeiro.

O ritmo acelerado, a falta de gestão, humilhações, perseguições, agressões verbais e em muitas vezes até físicas, levam o profissional ao isolamento e ao sofrimento mental e físico, que por sua vez se desdobram em sintomas e distúrbios característicos da violência laboral. Para Tereza Ferreira falta na literatura estudos com este profissional – enfermeiros de pronto socorro – e sua relação com o tema burnout, termo que define o esgotamento físico e mental no trabalho. A psicóloga defende a implementação de políticas publicas para a atividade do enfermeiro, tais como, estrutura física adequada do pronto socorro, atentar para escalas de plantão, jornada e divisão de trabalho, entre outras.

Segundo o estudo, os profissionais de enfermagem representam 49% da mão de obra da saúde no país, sendo que, no Brasil, existem 104.484 enfermeiros e na Região Sudeste encontra-se a grande concentração de 56.610, seguida pelas regiões Nordeste – 20.609, Sul – 16.343, Norte – 5.564 e Centro Oeste – 5.358. De acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), em 2005, havia 35.074 enfermeiros, sendo que 89,39% eram do sexo feminino e apenas 10,61% do sexo masculino.

Na elaboração do índice de adequação dos enfermeiros por 1.000 habitantes, ou seja, o quantitativo da população que teoricamente deveria ser mantido por um enfermeiro, amédia do Brasil é de 1,8 (mil) habitantes por enfermeiro e o índice para São Paulo é de 1,2 e quando comparado aos índices das outras regiões do Brasil, o de São Paulo é o menor, ou seja, o estado com maior contingente populacional do país, dotado do maior quadro de profissionais de enfermeiros do Brasil, tem, no entanto, o menor índice de adequação de enfermeiros diante dessa população.

Há altos índices de afastamentos por acidentes de trabalho do pessoal de enfermagem, sendo as maiores freqüências observadas com trabalhadores do sexo feminino, jovens, com menos de cinco anos de experiência e atendentes de enfermagem. Segundos alguns estudos, os acidentes mais freqüentes são com instrumentos perfurocortantes, além de luxações, cervicodorsolombalgia, contaminação biológica entre os auxiliares de enfermagem, grande exposição dos trabalhadores de enfermagem aos riscos biológicos e às doenças graves como AIDS e a hepatite B.

O sangue é uma importante fonte de risco para ocorrência de acidentes de trabalho com perfuro cortantes e as mãos são as partes do corpo mais atingidas, resistência ao uso de EPI, o descarte incorreto de materiais contaminados e os números inadequados de profissionais foram apontados como os principais motivos para ocorrência de acidentes. Problemas de pele, respiratório, nervoso, órgãos do sentido, circulatório, digestivo, imunológico, neoplasias, reprodutor e urinário foram detectados e associados à exposição a riscos químicos e sub-notificação das ocorrências de acidentes do trabalho por julgarem pequenas as lesões.

Há uma queixa geral, acerca das inúmeras tarefas e responsabilidades reais realizadas pelo enfermeiro, o que o leva a um distanciamento das suas atividades relacionadas mais a assistência do paciente. Assim, o “fazer de tudo”, denuncia uma falta de delimitação das ações da enfermagem, levando a se confundir com o assistente social, o administrador de conflitos, etc. Assume assim tarefas que poderiam ser delegadas ao pessoal administrativo ou às lideranças e chefias.

Estudos realizados apontam que este distanciamento do enfermeiro de suas tarefas para cumprir tarefas mais administrativas, ou o fazer de tudo, é uma maneira de se distanciar dos enfermos, e talvez da dor, do sofrimento de ter de lidar com a morte, com a impotência diante dela e com toda a tensão característica deste ambiente de trabalho. Contrariamente, o espaço físico do enfermeiro ou é pequeno demais ou não existe, levando a sentimentos de humilhação, baixa autoestima. É muito comum serem confundidos com os auxiliares e técnicos de enfermagem pelo público usuário. Com estes dividem o seu local de descanso, o posto de enfermagem, os locais de refeição sem condições higiênicas e de conforto satisfatórias.

Além disso, dormem ou almoçam ou ainda dividem a sua hora de lazer entre as duas alternativas. O ritmo acelerado, a falta de recursos humanos, a grande demanda leva-os por vezes a não se alimentar para não terem de sentir sonolência após a refeição. A questão dos riscos biológicos necessita de uma atenção maior, bem como o tema da produção e descarte de resíduos de serviços de saúde. A falta de informação e o não saber como lidar transforma o risco biológico em um fantasma que assusta a todos, levando a posturas tais como, “todos que trabalham no Pronto Socorro (PS) estão sujeitos à contaminação por agentes biológicos e todo o lixo deveria ser incinerado”.

Enfim, diversos aspectos devem ser levados em consideração se se pretende formular políticas públicas voltada para a atividade do enfermeiro: as questões da estrutura física do pronto socorro, as escalas de plantão e jornada de trabalho, a divisão de trabalho, etc. Outras questões devem ser refletidas para que seja realçada a nobreza dessa atividade, bem como seu objetivo. Deve haver uma discussão ampla sobre a formação do enfermeiro (o curso de enfermagem), sobre o seu papel nos espaços de trabalho, valorizando-o, dando visibilidade para que se confirme o que todos sabem: sem enfermagem não se faz saúde. Para ler o estudo completo, acesse o link http://www.fundacentro.gov.br/arquivos/link/noticias/Rel.técnicoCTN-Tereza-trabalho_enfermeiro_20130919140810.pdf