ISO Survey 2013

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A ISO publicou os resultados do ISO Survey 2013, um estudo anual que mostra o número de certificados emitidos para as normas dos sistemas de gestão. Um resumo dos dados estatísticos é mostrado na tabela abaixo.

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Mais uma vez, a edição de 2013 demonstra o crescimento global para todas as sete normas de sistemas de gestão ISO abrangidas pela pesquisa, com um aumento de 4% no número de certificados emitidos em todo o mundo. Na tendência do ano passado, três setores apresentaram crescimento constante, nomeadamente a gestão da segurança da informação (ISO/IEC 27001) e de gestão de alimentos (ISO 22001), respectivamente ostentando um 14% e 15% de aumento na certificação, enquanto o setor dos dispositivos médicos (ISO 13485) apresentou, igualmente, um incremento de 15%. Surpreendentemente, os EUA ficou no topo das certificações de dispositivos médicos, que era dominado pela Europa, conseguindo uma parte substancial de 60% do mercado.

Algumas normas emblemáticas da ISO estão indo bem, embora estes mercados, que decolou no início da década de 1990, estejam a atingir gradualmente a maturidade. A ISO 9001, a norma líder em gestão da qualidade, continuou a apresentar um crescimento muito respeitável (3%), enquanto a ISO 14001 para gestão ambiental registrou 6%, uma queda de 3% no ano passado. Apesar dos progressos modestos, no entanto, a ISO 9001 continua a ser popular com o aumento da área de influência em 187 países.

Em ascensão, a ISO 16949 para o setor automotivo registrou um aumento estável de 7%, enquanto norma de gestão de energia ISO 50001 ainda está em grande demanda após seu impressionante crescimento em 2012, com uma progressão sólida de 116%. Tal como no passado, o mercado para este setor é amplamente dominado pela Europa, principalmente na Alemanha.

Pode-se afirmar que o mercado asiático ainda lidera este ano, dominado pela China e, em menor escala, pelo Japão, enquanto a Europa vem em segundo lugar, liderado principalmente pela Itália e Alemanha. Como a maior economia da Ásia, a China mantém-se fiel às normas de sistema de gestão estabelecidas, para os números de certificados emitidos em ISO 9001, ISO 14001, ISO 22000 e ISO/TS 16949.

As certificações para a indústria automobilística ISO/TS 16949 foi muito bem representada pela Ásia, como mais de 60% dos certificados emitidos, refletindo um mercado saudável da região para as peças automotivas. Da mesma forma, as gestão da segurança da informação, a norma ISO/IEC 27001, teve um bom desempenho no Japão e na Índia, a nova potência tecnológica.

Ressaltando as preocupações ambientais mundiais, a ISO 14001 de gestão ambiental registrou um aumento de 20% em várias regiões – com a China assumindo a liderança para o número de certificados emitidos – o que sugere um potencial duradouro para o crescimento nos próximos anos. Igualmente promissora, a ISO 22000 para a gestão de alimentos mostrou bom desempenho em todas as regiões, com uma taxa de crescimento notável de 17% na Europa.

Finalmente, como a falta de energia surgiu no horizonte global, houve um aumento muito grande na certificação ISO 50001, um crescimento pelo segundo ano consecutivo. A Europa ficou na frente com uma quota de mercado de 82%, liderada pela Alemanha ainda fortemente influenciada pelos regulamentos nacionais de energia.

A Pesquisa da ISO deste ano refletiu um status quo em tendências econômicas globais, confirmando o dinamismo dos mercados asiáticos em relação a uma Europa mais estável. Mas os números também indicaram um crescente entusiasmo entre os mercados de trabalho de baixo custo, mais uma vez, liderados pela Índia. Com 1.564.448 certificados emitidos em todo o mundo, um pequeno aumento em 2012, a pesquisa confirmou que as normas de sistemas de gestão ISO continuam a preencher uma necessidade que o mercado mais precisa. Abaixo segue um resumo dos principais resultados.

ISO 9001: 2008

Apresenta os requisitos para sistemas de gestão da qualidade. Essa certificação é utilizada nas cadeias de abastecimento globais para fornecer garantias sobre a capacidade de os fornecedores satisfazer os requisitos de qualidade e aumentar a satisfação do cliente em relação ao fornecedor cliente.

Até o final de dezembro de 2013, pelo menos, 1.129.446 certificados foram emitidos em 187 países e economias, três a mais do que no ano anterior. O total de 2013 representou um aumento de 3% (32.459) em comparação ao ano de 2012. Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram China, Itália e Alemanha, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram a Itália, Índia e EUA.

ISO 14001: 2004

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão ambiental e manteve a sua relevância global para as organizações que desejam operar de forma ambientalmente sustentável. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 301.647 certificados foram emitidos em 171 países, um crescimento de 6% (16.993). Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram China, Itália e Japão, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram China, Itália e Índia.

ISO/TS 16949: 2009

Essa norma apresenta os requisitos para a aplicação da ISO 9001: 2008 para os fornecedores do setor automotivo. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 53.723 foram emitidos em 84 países e economias, um crescimento de 7% (3.652). Os três melhores países para o número total de certificados foram a China, a Coreia do Sul e a Índia, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram China, Índia e a República da Coreia.

ISO 13485: 2003

Essa norma apresenta os requisitos de gestão da qualidade para o setor dos dispositivos médicos para fins regulatórios. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 25.666 foram emitidos em 95 países e economias, um crescimento de 15% (3.349). Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram os EUA, Alemanha e Itália, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram os EUA, China e Grécia.

ISO/IEC 27001: 2005

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão de segurança da informação. No final de dezembro de 2013, pelo menos 22.293 certificados foram emitidos em 105 países e economias, um crescimento de 14% (2.673). Os três melhores países para o número total de certificados emitidos foram o Japão, Índia e Reino Unido, enquanto os três primeiros para o crescimento do número de certificados em 2013 foram a Itália, Índia e Reino Unido.

ISO 22000: 2005

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão da segurança alimentar. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 26.847 certificados foram emitidos em 142 países e economias, um crescimento de 15% (3.569). Os três melhores países para o número total de certificados e crescimento do número de certificados em 2013 foram China, Grécia e Índia.

ISO 50001: 2011

Essa norma apresenta os requisitos para sistemas de gestão de energia. Até o final de dezembro de 2013, pelo menos 4.826 certificados foram emitidos em 78 países e economias, um crescimento de 116% (2.590). Os três melhores países para o número total de certificados e crescimento do número de certificados em 2013 foram a Alemanha, Reino Unido e Itália.

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Componentes de direção automotiva têm que cumprir as normas técnicas

terminalOs fabricantes e importadores de componentes de direção automotiva precisam ficar atento para o final do prazo da Portaria Inmetro 268, de 28 de maio de 2013, que determina a certificação compulsória de terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e terminais axiais comercializados no mercado de reposição. “Quem ainda não iniciou o processo de certificação precisa ficar atento, pois o prazo final é em novembro deste ano e, apesar de ainda haver quatro meses, é preciso iniciar o quanto antes, pois existe a necessidade de efetuar testes e avaliações laboratoriais que demandam tempo, e nem sempre os resultados satisfatórios são atingidos na primeira tentativa”, alerta Alexandre Xavier, gerente do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA).

Fazem parte desta portaria terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e terminais axiais utilizados em automóveis, camionetas, caminhonetes, veículos comerciais leves, caminhões, caminhões-tratores, ônibus e micro-ônibus, das categorias M e N e categorias G e O (quando aplicável), conforme descritos na norma ABNT NBR 13776. Estão isentos de certificação os componentes dos veículos da categoria “L” (veículo automotor com menos de quatro rodas), conforme descrito na norma ABNT NBR 13776, máquinas, implementos e equipamentos agrícolas. Diante da obrigatoriedade da certificação, os fabricantes e importadores ficam sujeitos à fiscalização, realizada pela Rede Brasileira de Metrologia e Qualidade, que promove ações de verificação da conformidade durante o ano.

Existem duas normas que os fabricantes precisam conhecer. A NBR16130 de 11/2012 – Veículos rodoviários automotores – Terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e conjuntos de barras axiais – Requisitos e métodos de ensaio aplicados a veículoscategorias M e N e categorias G e O (quando aplicável) estabelece os padrões mínimos de desempenho para conjuntos de barras e terminais de direção para veículos rodoviários automotores, seus rebocados e combinados, aplicaçõesagrícolas e industriais (conforme NBR 6067 e NBR 13776), para fins de responsabilidadedo projeto e a NBR 16131 de 11/2012 – Veículos rodoviários automotores – Terminais de direção, barras de direção, barras de ligação e conjuntos de barras axiais – Terminologia que propõe terminologias padronizadas para as partes integrantes dos sistemas de direção, bem como seus componentes de transmissão e demais juntas, comumente utilizadas em projetos automotivos, utilizando-se de ilustrações e descrições com termos técnicos ligados ao assunto.

Os conjuntos e componentes ensaiados conforme esta norma devem atender aos requisitos e especificações para as condições de ensaios individuais. Os ensaios descritos em 6.3 a 6.3.8 devem contemplar um período de repouso inicial mínimo de 24 h e máximo de 240 h. Para o produto que não é conhecido o período de repouso, devem ser aplicados 12 ciclos de movimentação angular do pino esférico, retornando à posição central e aguardando período mínimo de repouso inicial de 24 h e máximo de 240 h para início dos ensaios.

Os torques de montagem das porcas e parafusos devem estar em conformidade com a classe de resistência dos elementos de fixação ou conforme especificação da montadora ou do fabricante do sistema de direção. As famílias de aplicação para terminais de direção e /ou barras de direção e/ou barras de ligação devem ser conforme diâmetro nominal da esfera do pino esférico (O).

Quando não especificado diretamente no ensaio de laboratório e/ou como critérios de aprovação complementares, seguir os seguintes critérios: trincas: não são permitidas antes nem após a realização dos ensaios; exceto micro trincas superficiais detectadas na camada do tratamento superficial e/ou termoquímico após a realização dos ensaios; marcas de batidas: não são permitidas marcas e batidas na peça antes do ensaio. A norma também inclui os ensaios que devem ser realizados nos componentes.

O termo usado em inglês é shimming, significando vibrações no guidão das motos, mas também é usado para descrever uma trepidação no volante dos carros. Geralmente aparece quando há defeitos nos terminais de direção, também chamados de ponteiras.

Os terminais de direção são pequenas peças que ligam o sistema de direção dos carros às rodas. Quando estão gastos, ficam com folga e provocam a trepidação da direção. Muitas pessoas confundem o treme-treme com balanceamento das rodas, já que a sensação para quem dirige é muito parecida.

Por isso, se você sentir uma trepidação no volante com o carro acelerado, o melhor é fazer uma revisão completa na suspensão antes de fazer o balanceamento nas rodas. Se houver folga nos terminais, a checagem irá apontar. Neste caso, as peças precisam ser trocadas imediatamente.

Além do incômodo para quem dirige, folgas nos terminais de direção trazem risco ao motorista e danos ao carro. Outras peças da suspensão podem ser danificadas, como buchas de balança e coxins. Mas o maior perigo é o rompimento do pino mestre do terminal (em casos graves de folga). Se isso ocorre, o motorista perderá o controle da direção.

NBR ISO 50001: a certificação da gestão de energia na empresa

Nos últimos dez anos, o consumidor brasileiro desembolsou quase R$ 5 bilhões na conta de luz para bancar projetos de eficiência energética e de soluções para melhorar a operação do sistema elétrico nacional. Até agora, no entanto, os resultados são questionáveis. O país continua desperdiçando cerca de R$ 16 bilhões por ano de energia elétrica, equivalente ao investimento total para a construção da Hidrelétrica de Belo Monte (PA). Além disso, nos últimos anos, a qualidade da energia entregue aos consumidores tem piorado consideravelmente em algumas distribuidoras.

Dos R$ 16 bilhões de eletricidade desperdiçada, R$ 7,3 bilhões referem-se a furtos, fraudes e erros de medição. Só nesse caso, a quantidade de energia perdida, de 23 mil MWh, poderia abastecer por um ano 19 milhões de residências com consumo médio de 100 kWh/mês. Os outros R$ 8,7 bilhões referem-se a perdas ocorridas durante a transmissão da energia, da usina até o consumidor final. A redução desses prejuízos, que também oneram o bolso dos brasileiros, foi um dos principais motivos da lei criada pelo governo federal, em 2000, que tornou obrigatório o investimento de 1% da receita líquida em P&D e eficiência energética. Parte desse dinheiro vai para o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), do Ministério de Ciências e Tecnologia. Outra parcela fica no Ministério de Minas e Energia e banca, entre outras coisas, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que produz os estudos de novas usinas para o país. O restante fica nas empresas (distribuidoras, geradoras ou transmissoras), para a elaboração de projetos de pesquisa e inovação. Só em P&D, as companhias desenvolveram 4.521 projetos até o ano passado.

O grande problema é que todo esse volume de projetos não tem se traduzido, na maioria dos casos, em melhoria para a população que usa o serviço público. Segundo especialistas, o dinheiro tem sido mal usado em muitas companhias por falta de uma política adequada. Prova disso é que as empresas não conseguem gastar todo o dinheiro destinado à pesquisa. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), do total reservado para investimentos em P&D e eficiência energética, entre 2000 e outubro deste ano, R$ 1,92 bilhão (sem correção dos juros) ainda não havia sido gasto pelas empresas. Isso representa 42% do volume total “recolhido” desde 1998.

Em resumo, pode-se dizer que o consumo de energia é a chave para vencer a escassez de energia e o aumento de custos. Para muitos a resposta é um Sistema de Gestão de Energia (SGE), uma estrutura de trabalho para o gerenciamento sistemático do consumo de energia. Assim como a redução de custos e emissões de gases do efeito estufa, uma certificação de terceira parte de um SGE pode aprimorar sua reputação ao demonstrar o comprometimento de seu negócio com a sustentabilidade ambiental. A NBR ISO 50001 representa as melhores práticas atuais de nível internacional em gestão de energia, desenvolvida a partir de normas e iniciativas nacionais / regionais existentes. A norma foi desenvolvida em vários anos com a participação de especialistas em gestão de energia, representantes de mais de 60 países de todo mundo, que contribuíram para sua elaboração. Ela ajudará sua organização a implementar os processos necessários para entender a linha básica de consumo de energia, colocar em prática planos de ação, metas e indicadores de desempenho para reduzir o consumo e identificar, priorizar e registrar oportunidades para melhorar o desempenho energético.

Assim, uma empresa preocupada com a sustentabilidade tem necessariament que gerenciar os seus custos com energia usada em seus processo produtivos. A implementação de um sistema de gestão da energia especificado pela NBR ISO 50001 tem a intenção de obter melhorias de desempenho energético. Portanto, é baseada na premissa de que a organização analisará criticamente e avaliará periodicamente seu sistema de gestão da energia (SGE) para identificar oportunidades de melhoria e a implementação destas. A organização tem flexibilidade sobre como implementar o SGE. Por exemplo, o ritmo, extensão e duração dos processos de melhoria contínua são determinados pela organização.

A organização pode levar em conta considerações econômicas e outras para determinar o ritmo, extensão e cronograma dos processos de melhoria contínua. Os conceitos de escopo e fronteiras permitem flexibilidade à organização para definir o que está incluso no SGE. O conceito de desempenho energético inclui uso e consumo de energia e eficiência energética. Assim, a organização pode escolher dentre uma ampla gama de atividades de desempenho energético. Por exemplo, a organização poderia reduzir demanda de pico, utilizar excedente de energia ou resíduo energético, ou melhorar as operações de seus sistemas, processos ou equipamentos.

A alta direção ou seu representante, ao comunicar àqueles da organização, pode sustentar a importância da gestão da energia através de atividades de envolvimento de funcionários, como delegação de autoridade, motivação, reconhecimento, treinamento, participação e recompensa. As organizações que conduzem planejamento de longo prazo podem incluir considerações de gestão da energia como: fonte de energia, desempenho energético e melhorias de desempenho energético nas atividades de planejamento.

O representante da direção pode ser um funcionário atual, novo ou contratado da organização. As responsabilidades do representante da direção podem abranger a totalidade ou parte de sua descrição de cargo. Habilidades e competências podem ser determinadas em relação ao tamanho da organização, cultura e complexidade, ou a requisitos legais ou outros requisitos. A equipe de gestão da energia assegura a realização das melhorias de desempenho energético. O tamanho da equipe é determinado pela complexidade da organização: para pequenas organizações, pode ser uma pessoa tal como o representante da direção; para organizações maiores, uma equipe multifuncional provê um mecanismo efetivo para engajar diferentes partes da organização no planejamento e implementação do SGE.

A política energética é a direcionadora da implementação e das melhorias do SGE e do desempenho energético da organização no contexto de seu escopo e fronteiras. A política pode ser uma breve declaração que os membros da organização possam compreender prontamente e aplicar às suas atividades de trabalho. A disseminação da política energética pode ser usada como meio de orientar o comportamento organizacional. Onde sistemas de transportes são adquiridos ou utilizados pela organização, o uso e consumo de energia em transporte pode ser incluído no escopo e fronteiras do SGE. Convém que o processo de identificação e avaliação do uso de energia leve a organização a definir áreas de uso significativo de energia e identificar oportunidades de melhoria de desempenho energético. Exemplos de pessoal que trabalha em nome da organização incluem serviços contratados, pessoal em tempo parcial e equipes temporárias.

Fontes potenciais de energia podem incluir fontes convencionais que não foram previamente usadas por uma organização. Fontes alternativas de energia podem incluir combustíveis fósseis ou não fósseis. Atualizar a revisão energética significa atualizar as informações relacionadas à análise, determinação de significância e determinação de oportunidades de melhoria de desempenho energético.

Uma auditoria ou avaliação energética abrange uma análise crítica detalhada do desempenho energético de uma organização, de um processo ou ambos. Baseia-se tipicamente em medição e observação apropriadas de desempenho energético real. Os resultados de auditoria incluem tipicamente informações sobre consumo e desempenho atuais e podem ser acompanhados de uma lista de recomendações priorizadas para melhoria em termos de desempenho energético. As auditorias energéticas são planejadas e conduzidas como partes da identificação e priorização de oportunidades de melhoria do desempenho energético.

Na verdade, a NBR ISO 50001 é aplicável a todos os tipos e tamanhos de organizações, independentemente de condições geográficas, culturais ou sociais. Sua implementação bem sucedida depende do compromisso de todos os níveis e funções da organização, especialmente da alta direção. Essa norma especifica os requisitos de um SGE, sobre os quais uma organização pode desenvolver e implementar uma política energética, estabelecer objetivos, metas e planos de ação que considerem requisitos legais e informações relativas ao uso significativo de energia.

Assim, um SGE habilita uma organização a atender aos comprometimentos de sua política, tomar as devidas ações de melhoria de seu desempenho energético e demonstrar conformidade do sistema aos requisitos dessa norma que se aplica às atividades sob o controle da organização e a sua aplicação pode se ajustar a requisitos específicos da organização – incluindo complexidade do sistema, grau de documentação e recursos. A norma tem uma abordagem PDCA que pode ser descrita como segue:

Plan (Planejar): executar a revisão energética e estabelecer a linha de base, indicadores de desempenho energético (IDEs), objetivos, metas e planos de ação necessários para obter resultados que levarão à melhoria de desempenho energético em conformidade com a política energética da organização.

Do (Fazer): implementar os planos de ação da gestão da energia.

Check (Verificar): monitorar e medir processos e características principais de operações que determinam o desempenho energético em relação à política e objetivos energéticos, e divulgar os resultados.

Act (Agir): tomar ações para melhorar continuamente o desempenho energético e o SGE. A aplicação global dessa norma contribui para o uso mais eficiente das fontes de energia disponíveis, para a melhoria da competitividade e para a redução de emissões de gases de efeito estufa e de outros impactos ambientais relacionados.

Dessa forma, a norma é aplicável independentemente dos tipos de energia utilizados e pode ser utilizada para certificação, registro ou autodeclaração do SGE de uma organização. Ela não estabelece requisitos absolutos para o desempenho energético além daqueles estabelecidos na política energética da organização e de sua obrigação de conformidade a requisitos legais aplicáveis ou outros requisitos. Assim, duas organizações realizando operações semelhantes, mas com desempenhos energéticos distintos, podem ambas estar em conformidade com seus requisitos.

Ela se baseia em elementos comuns às normas NBR ISO de sistemas de gestão, assegurando elevado nível de compatibilidade particularmente com a NBR ISO 9001 e a NBR ISO 14001. O Anexo B apresenta a relação entre as normas. Uma organização pode decidir integrar essa norma a outros sistemas de gestão, incluindo aqueles relacionados à qualidade, ao meio ambiente e à segurança e saúde ocupacional.

O texto adicional fornecido neste Anexo é estritamente informativo e visa impedir falhas de interpretação dos requisitos contidos na sua Seção 4. Embora estas informações abordem e sejam consistentes com os requisitos da Seção 4, elas não têm a intenção de adicionar, subtrair ou de qualquer modo alterar esses requisitos. A implementação de um sistema de gestão da energia especificado por essa norma tem a intenção de obter melhorias de desempenho energético. Portanto, ela é baseada na premissa de que a organização analisará criticamente e avaliará periodicamente seu sistema de gestão da energia para identificar as oportunidades de melhoria e a implementação delas.

A organização tem flexibilidade sobre como implementar o SGE. Por exemplo, o ritmo, extensão e duração dos processos de melhoria contínua são determinados pela organização. Pode levar em conta considerações econômicas e outras para determinar o ritmo, extensão e cronograma dos processos de melhoria contínua.

Os conceitos de escopo e fronteiras permitem flexibilidade à organização para definir o que está incluso no SGE. O conceito de desempenho energético inclui uso e consumo de energia e eficiência energética. Assim, a organização pode escolher dentre uma ampla gama de atividades de desempenho energético. Por exemplo, a organização poderia reduzir demanda de pico, utilizar excedente de energia ou resíduo energético, ou melhorar as operações de seus sistemas, processos ou equipamentos.

Especificamente em seu item 4.3 Política energética: deve declarar o comprometimento da organização para atingir a melhoria do desempenho energético. A alta direção deve definir a política energética e garantir que esta: seja apropriada à natureza e escala do uso e consumo de energia da organização; inclua um comprometimento para melhoria contínua de desempenho energético; inclua um comprometimento para garantir a disponibilidade de informações e de recursos necessários para atingir objetivos e metas; inclua um comprometimento para cumprir com os requisitos legais aplicáveis e outros requisitos aos quais a organização subscreve em relação à eficiência, uso e consumo de energia; forneça uma estrutura para estabelecer e revisar objetivos e metas energéticas; apoie a aquisição de produtos energeticamente eficientes, assim como de serviços e projetos para melhoria do desempenho energético; seja documentada e comunicada em todos os níveis da organização; e seja regularmente revisada e atualizada se necessário.

4.4 Planejamento energético

4.4.1 Geral

A organização deve conduzir e documentar o processo de planejamento energético. O planejamento energético deve ser consistente com a política energética e deve levar a atividades que melhorem continuamente o desempenho energético. O planejamento energético deve envolver uma revisão das atividades da organização que possam afetar o desempenho energético.

4.4.2 Requisitos legais e outros

A organização deve identificar, implementar e ter acesso aos requisitos legais aplicáveis e outros requisitos aos quais a organização subscreve, relacionados ao seu uso e consumo de energia e eficiência energética. A organização deve determinar como estes requisitos se aplicam ao uso e consumo de energia e eficiência energética e deve assegurar que estes requisitos legais e outros requisitos aos quais a organização subscreve são considerados no estabelecimento, implementação e manutenção do SGE. Requisitos legais e outros requisitos devem ser revisados a intervalos definidos.

4.4.3 Revisão energética

A organização deve desenvolver registrar e manter uma revisão energética. A metodologia e os critérios utilizados para desenvolver a revisão energética devem ser documentados. Para desenvolver a revisão energética a organização deve:

a) Analisar uso e consumo de energia com base em medições e outros dados:

1. Identificar fontes de energia atuais;

2. Avaliar o uso e consumo de energia atual e passado.

b) Com base no uso e consumo de energia, identificar as áreas de uso significativo de energia:

4. Identificar as instalações, equipamentos, sistemas, processos e pessoal trabalhando para a organização ou em seu nome que afetam significativamente o uso e consumo de energia;

5. Identificar outras variáveis relevantes que afetam significativamente o uso de energia;

6. Determinar o desempenho energético atual de instalações, equipamentos, sistemas e processos relacionados aos usos significativos de energia identificados; e

7. Estimar o uso e consumo de energia futuros.

c) Identificar, priorizar e registrar oportunidades de melhoria de desempenho energético.

A revisão energética deve ser atualizada a intervalos definidos e em resposta a mudanças expressivas em instalações, equipamentos, sistemas ou processos. Em seu anexo A, a norma detalha que a implementação de um sistema de gestão da energia especificado tem a intenção de obter melhorias de desempenho energético. Portanto, esta Norma é baseada na premissa de que a organização revisará e avaliará periodicamente seu sistema de gestão da energia para identificar oportunidades de melhoria e a implementação. A organização tem flexibilidade sobre como implementar seu SGE. Por exemplo: o ritmo, extensão e duração dos processos de melhoria contínua são determinados pela organização.

Auditoria energética

A ISO disponibilizou a ISO 50002:2014 , que ajuda em uma auditoria energética, ou seja, colabora com a empresa a tomar as decisões sobre como é usada a energia consumida. “As auditorias energéticas são uma ferramenta para reduzir o consumo de energia e encontrar uma solução de longo prazo”, explica Kit Oung, o líder do projeto que desenvolveu a ISO 50002. “Elas ajudam a identificar e priorizar oportunidades de melhoria de desempenho energético, reduzir o desperdício de energia e obter benefícios ambientais”.

As conclusões dessas auditoria incluem informações essenciais sobre o uso de energia atual, o desempenho e as recomendações de melhorias em uma ampla gama de áreas, incluindo os controles operacionais, controles de manutenção, modificações e projetos de capital. Agora, as empresas podem melhorar o seu desempenho energético, bem como a condução de benefícios financeiros. A norma estabelece os princípios e as regras para a realização de auditorias energéticas e harmonizar os processos comuns de auditoria. Além disso, esta abordagem comum permite que as organizações comparem resultados em sites semelhantes.

O objetivo da norma é definir o conjunto mínimo de requisitos que levaram à identificação de oportunidades para a melhoria do desempenho energético. Especifica os requisitos do processo para a realização de uma auditoria energética em relação ao desempenho energético. É aplicável a todos os tipos de estabelecimentos e organizações, e todas as formas de energia e utilização de energia.

Além disso, especifica os princípios da realização de auditorias energéticas, os requisitos para os processos comuns durante auditorias energéticas, e os resultados de auditorias energéticas. Não trata dos requisitos para seleção e avaliação de competência dos organismos que prestam serviços de auditoria energética, e não abrange a auditoria do sistema de gestão de energia de uma organização, uma vez que estes são descritos na norma ISO 50003. Também fornece diretrizes informativas sobre o seu uso (ver Anexo A).

Uma auditoria energética compreende uma análise detalhada do desempenho energético de uma organização, equipamento, sistema (s) ou processo (s). Baseia-se na observação de medição e da utilização de energia, a eficiência e consumo de energia apropriado. As auditorias energéticas são planejadas e realizadas como parte da identificação e priorização de oportunidades de melhoria de desempenho energético, reduzir o desperdício de energia e obter benefícios ambientais relacionados.

Conclusões de auditoria incluem informações sobre o uso e desempenho atual e fornecem recomendações classificados para a melhoria em termos de desempenho energético e benefícios financeiros. Uma auditoria energética pode apoiar uma revisão energia e pode facilitar o monitoramento, medição e análise, como descrito na norma ISO 50001, ou ele pode ser usado de forma independente.

Somada a esta norma, a ISO já estuda projetos para complementar a ISO 50001 , que se concentra no desenvolvimento de um sistema de gestão de energia. Devem ser incluídas a ISO 50003 que estabelece requisitos aplicáveis ​​aos organismos que prestam auditoria e certificação de sistemas de gestão de energia; a ISO 50004 relativa a orientações para a implementação, manutenção e melhoria de um sistema de gestão de energia; a ISO 50006 para a medição do desempenho energético utilizando linhas de base de energia (energy baselines- EnB) e indicadores de desempenho energético (energy performance indicators – EnPI);e a ISO 50015 para a medição e verificação do desempenho energético nas organizações.

Consumidor: só compre berços infantis com a marca do Inmetro e que cumpram as normas técnicas

berçoSegundo o Inmetro, desde dezembro de 2012, os berços infantis devem ser fabricados e importados somente em conformidade com os requisitos aprovados pela Portaria 269/2011 e devidamente registrados no Inmetro. Para o comércio, o prazo terminou no dia 21 junho de 2014, quando somente os berços certificados deverão estar disponíveis para venda ao consumidor. Fabricantes, importadores e comerciantes que apresentarem produtos não conformes e sem o selo de identificação da conformidade estarão sujeitos às penalidades previstas na Lei.

No final de 2007, um teste realizado reprovou todos os berços disponíveis no mercado brasileiro. “Foram 11 marcas analisadas e 100% das amostras apresentaram algum tipo de problema. Por isso, incluímos o berço na lista de produtos que precisam de certificação compulsória”, cita Leonardo Rocha, chefe da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro.

Para o Inmetro, há alguns cuidados que os pais devem ter ao escolher um berço: observar a presença do Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro, que deve estar exposto no berço e na embalagem do produto após o prazo de adaptação ao regulamento; verificar se as bordas e partes salientes são arredondadas ou chanfradas e isentas de quaisquer rebarbas e arestas; rótulos e decalques colados não podem ser utilizados nas superfícies internas das laterais e extremidades do berço; uma vez dentro do berço, a criança não pode conseguir levantar a base do colchão ou a base do berço; as laterais móveis devem ser equipadas com um sistema de travamento; as instruções de uso devem estar em língua portuguesa; todos os berços devem ser permanentemente marcados com informações sobre a razão social, nome ou marca comercial registrada do fabricante, distribuidor ou varejista, juntamente com meios adicionais de identificação do produto; caso o colchão não seja uma parte integrante do berço, deverá existir uma marcação, na base do berço, recomendando o uso de colchões com espessura máxima permitida de 120mm conforme a NBR 13579-1.

Além disso, os produtos precisam cumprir obrigatoriamente duas normas. A NBR 15860-1 de 07/2010 – Móveis – Berços e berços dobráveis infantis tipo doméstico – Parte 1: Requisitos de segurança que especifica os requisitos de segurança de berços infantis para uso domestico com um comprimento interno superior a 900 mm, porém não superior a 1 400 mm. Os requisitos aplicam-se a um berço que é totalmente montado e pronto para uso. Convém que os berços que possam ser convertidos em outros itens, por exemplo, minicamas, cômodas, cercados, quando convertidos, atendam à Norma Brasileira relevante para esse item.Não se aplica a berços portáteis com alças para o qual existem normas específicas e não aplica a berços utilizados para fins hospitalares.

E a NBR 15860-2 de 07/2010 – Móveis – Berços e berços dobráveis infantis tipo doméstico – Parte 2: Métodos de ensaio que especifica os métodos de ensaio para avaliação da segurança de berços e berços dobráveis infantis para uso doméstico. Aplica-se a berços e berços dobráveis infantis com um comprimento interno superior a 960 mm, porém não superior a 1 488 mm. Não se aplica a berços portáteis com alças para os quais existem normas especificas; e não se aplica a berços utilizados para fins hospitalares.

De maneira geral, recomenda-se que o comprimento interno do berço seja entre 90 cm e 1,40 m. A altura mínima das grades laterais deve ser 60 cm. A distância entre as traves das grades deve ser entre 4 e 6 cm, e essas traves devem ser arredondadas. As grades precisam ficar permanentemente elevadas. A segunda parte do berço ideal é o que diz respeito ao uso do berço, isto é, os complementos que são instalados nele. Conforme recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria, o estrado deve ser de madeira e o colchão deve ser duro, plano, não deformável, feito de espuma, não plastificado, com densidade ideal D18.

São contraindicados todos os tipos de travesseiros, protetores laterais, almofadas, brinquedos, babá eletrônica e quaisquer outros objetos que fiquem soltos dentro do berço, uma vez que eles podem causam sufocação e estrangulamento. Os cobertores só devem ser usados quando estritamente necessários e, nesses casos, somente se deve cobrir o bebê do peito para baixo, prendendo firmemente a coberta nas laterais e nos pés do colchão, para evitar sufocação. Se possível, substituir as cobertas por macacões e pijamas inteiros com pezinhos.

Os brinquedos pendurados sobre o berço, como móbiles, precisam estar bem fixados na sua base a fim de evitar possíveis quedas sobre a criança. Além disso, é muito importante que a altura não permita que o bebê alcance os objetos, o que poderia trazer riscos de contusões e ferimentos sérios.

Por fim, outro aspecto fundamental é a posição do bebê, que deve ser sempre deitado de barriga para cima. Já existem diversos estudos científicos que puderam comprovar com muita clareza a redução do risco de morte súbita em crianças que dormem de barriga para cima. Por isso, a menos que haja alguma recomendação médica específica (no caso de algumas doenças gastrointestinais ou neurológicas, por exemplo), todo bebê deve dormir nessa posição.

É claro que são muitos detalhes. Mas todos eles são muito pequenos se comparados à gravidade dos acidentes que eles podem facilmente evitar. Por isso, é muito importante seguir as recomendações do pediatra, pois o conhecimento é a única forma de se garantir o melhor sono possível para os bebês.

A determinação é que os berços infantis devem ser certificados conforme diretrizes do Inmetro e receberão um selo de qualidade. A regulamentação tem como objetivo principal a prevenção de acidentes com crianças e bebês. A proposta de regulamentação dos produtos passou por uma consulta pública. As normas foram publicadas na portaria número 269 do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

O regulamento da certificação estabelece dois modelos distintos para obtenção e manutenção da autorização para o uso do selo de identificação da conformidade, cabendo ao fornecedor optar por um deles: modelo de certificação 5 que prevê ensaio de tipo, avaliação e aprovação do Sistema de Gestão da Qualidade do processo produtivo, acompanhamento através de auditorias no fabricante e ensaio em amostras retiradas alternadamente no comércio e no fabricante; e o modelo de certificação 7 que prevê ensaio de lote de produtos.

Os novos princípios da gestão da qualidade

Baseado no Draft International Standard (DIS) da ISO 9001 – Quality Management Systems escrevi um texto sobre o assunto https://qualidadeonline.wordpress.com/2014/05/26/iso-90012015/ Nesse mesmo draft há uma nova abordagem dos princípios da gestão da qualidade.

princpios.jpgNo documento são apresentados os sete princípios de gestão da qualidade em que as normas da ISO se baseiam. Os princípios foram desenvolvidos e atualizados por especialistas internacionais do ISO/TC 176. O Anexo A fornece, então, uma “declaração”, descrevendo cada um dos princípios, e uma “justificativa”, explicando porque uma organização deve adotar o princípio.

1) Foco no Cliente

Declaração – O foco principal da gestão da qualidade é atender as necessidades dos clientes e se esforçar para ultrapassar as suas expectativas.

Justificativa – O sucesso sustentado é alcançado quando uma organização atrai e retém a confiança dos clientes e de outras partes interessadas, de quem depende . Cada aspecto da interação com o cliente fornece uma oportunidade de criar mais valor para ele. Compreender as necessidades atuais e futuras dos clientes e outras partes interessadas contribui para o sucesso sustentado de uma organização.

2) Liderança

Declaração – Os líderes em todos os níveis devem estabelecer a unidade de propósito e direção, e criar as condições para que as pessoas estejam engajadas na realização dos objetivos da qualidade na organização.

Justificativa – A criação de uma unidade de propósito, a direção e o engajamento permitem a uma organização alinhar suas estratégias, políticas, processos e recursos para alcançar seus objetivos.

3) Envolvimento das Pessoas

Declaração – É essencial para a organização que todas as pessoas sejam competentes, capacitadas e engajadas na entrega de valor. Pessoas competentes, habilitadas e engajadas em toda a organização aumentam a sua capacidade de criar valor.

Justificativa – Para gerenciar uma organização eficaz e eficiente, é importante envolver todas as pessoas em todos os níveis e respeitá-las como indivíduos. O reconhecimento, a capacitação e o aprimoramento de habilidades e conhecimento facilitam o engajamento das pessoas na realização dos objetivos da organização.

4) Abordagem por Processo

Declaração – Os resultados consistentes e previsíveis são alcançados de forma mais eficaz e eficiente quando as atividades são compreendidas por uma gestão por processos inter-relacionados e que funcionem como um sistema coerente.

Justificativa – O sistema de gestão da qualidade é composto de processos inter-relacionados. Compreender como os resultados são produzidos por este sistema, incluindo todos os seus processos, recursos, controles e interações, permite à organização otimizar o seu desempenho.

5) Melhoria

Declaração – As organizações de sucesso têm um foco contínuo na melhoria.

Justificativa – A melhoria é essencial para uma organização manter os níveis atuais de desempenho, para reagir às alterações em suas condições internas e externas e para criar novas oportunidades.

6) Tomada de Decisão baseada em evidências

Declaração – As decisões com base na análise e na avaliação de dados e informações são mais propensas a produzir os resultados desejados.

Justificativa – A tomada de decisão pode ser um processo complexo, e ele sempre envolve alguma incerteza. Muitas vezes, envolve vários tipos e fontes de entradas, bem como a sua interpretação, que pode ser subjetiva. É importante compreender as relações de causa e efeito e possíveis consequências não intencionais. Fatos, evidências e análise de dados levam a uma maior objetividade e confiança nas decisões tomadas.

7) Gestão de Relacionamento

Declaração – Para o sucesso sustentado, as organizações devem gerenciar seus relacionamentos com as partes interessadas, tais como os seus fornecedores.

Justificativa – As partes interessadas ​​influenciam o desempenho de uma organização. O sucesso sustentado é mais provável que seja alcançado quando uma organização gerencia os relacionamentos com suas partes interessadas para otimizar o impacto sobre seu desempenho. A gestão de relacionamento com sua rede de fornecedores e parceiros é muitas vezes de importância vital.

ISO 9001:2015

draftA ISO publicou o Draft International Standard (DIS) da ISO 9001 – Quality Management Systems, em um processo de que todas as normas da instituição são revisadas a cada cinco anos. O que me deixou mais impressionado foi que a instituição está vendendo o Draft por 58 francos suíços, ou seja, está comercializando um norma em consulta pública. Isso é verdadeiramente um absurdo e uma insensatez. Um desrespeito aos princípios normativos de que uma norma é consensual e de participação voluntária. Isso pode ser considerado como uma elitização da participação popular. De qualquer forma, em carta à ISO sobre isso e dizendo ser jornalista, houve o envio gratuito para mim do PDF do projeto.

As principais alterações no novo projeto, principalmente em relacionar a importância crescente da gestão de risco, incluem: a mesma estrutura de alto nível usado por outras normas de sistemas de gestão que irá ajudar as empresas na execução de mais de um padrão, a identificação de riscos e controle de risco como requisitos da norma; a exigência da alta administração em assumir um papel mais ativo no alinhamento das políticas de qualidade com as necessidades do negócio; e uma série de mudanças na terminologia. Às organizações certificadas com a norma atual, ISO 9001:2008, será dado um período de transição de três anos após a nova versão ser publicada a fim de migrar para a nova edição. O projeto está sendo vendido no link http://www.iso.org/iso/catalogue_detail?csnumber=62085

Segundo o Draft, a adoção de um sistema de gestão da qualidade deve ser uma decisão estratégica para uma organização. Um eficiente sistema de gestão da qualidade pode ajudar uma organização a melhorar o seu desempenho global e é uma componente integrante de iniciativas de desenvolvimento sustentável. A concepção e a implementação de um sistema de gestão da qualidade de uma organização são influenciadas pelo contexto da organização e as mudanças nesse contexto, especialmente com respeito a: seus objetivos específicos; os riscos associados com o seu contexto e os objetivos; as necessidades e as expectativas de seus clientes e outras partes interessadas; os produtos e os serviços que presta; a complexidade dos processos que emprega e suas interações; a competência das pessoas no seu interior ou que trabalham em nome da organização; e seu tamanho e estrutura organizacional.

O contexto de uma organização pode incluir fatores internos, como a cultura organizacional, e externos., como as condições socioeconômicas em que atua; consequentemente, todo o requisitos desta norma são genéricos, mas as maneiras pelas quais eles são aplicados pode diferir de uma organização para outra. Assim, não é a intenção desta norma haver a necessidade de uniformidade na estrutura dos diferentes sistemas de gestão da qualidade ou uniformidade da documentação para alinhar à estrutura das cláusulas desta norma, ou impor terminologia específica a ser utilizada dentro da organização.

Os requisitos do sistema de gestão da qualidade especificados nesta norma são complementares aos requisitos para produtos e serviços. As informações identificadas como “NOTA” se destinam a orientar o entendimento ou esclarecer o requisito associado. Esta norma pode ser utilizada por partes internas e externas, para avaliar a organização em sua capacidade de atender de forma consistente o cliente, os requisitos estatutários e regulamentares aplicáveis ​​aos produtos e dos serviços que presta, requisitos da própria organização e seu objetivo para melhorar a satisfação do cliente.

Esta norma é uma das três normas fundamentais da ISO para a gestão da qualidade:

– ISO 9000 – sistemas de gestão de qualidade – Fundamentos e vocabulário que fornece um elemento essencial para a compreensão e aplicação desta norma de forma adequada. Os princípios de gestão de qualidade descritos em detalhe na ISO 9000 foram desenvolvidos pelo ISO/TC 176 e foram levados em consideração durante o desenvolvimento desta norma. Estes princípios não são requisitos em si mesmos, mas eles formam a base dos requisitos especificados por esta norma. Um esboço da gestão da qualidade e os princípios estão incluídos no anexo B desta norma.

– ISO 9001 – Sistemas de gestão de qualidade que especifica os requisitos destinados principalmente para dar confiança nos produtos e serviços prestados por uma organização e melhorando assim a satisfação do cliente (ver cláusula 1 do escopo). A sua correta aplicação também pode ser esperada para trazer outros benefícios organizacionais, tais como a melhoria da comunicação interna, uma melhor compreensão e controle dos processos da organização e a redução de defeitos e desperdícios.

– ISO 9004 – Gestão para o sucesso sustentado de uma organização – que é uma para fornecer uma orientação para as organizações que optam por progredir além das exigências desta norma e tratar uma ampla gama de tópicos que podem levar à melhoria contínua do desempenho global da organização. A ISO 9004 inclui orientação sobre uma metodologia de avaliação para uma organização ser capaz de avaliar o nível de maturidade de se sistema de gestão de qualidade.

Outras normas que foram desenvolvidas para apoiar a implementação da gestão de qualidade incluem as da faixa de número ISO 10000. Incluem orientações sobre a satisfação do cliente, planos de qualidade, gestão da qualidade em projetos , gerenciamento de configuração , medição de processos e equipamentos de medição, documentação, benefícios financeiros e econômicos da gestão da qualidade, treinamento, técnicas estatísticas, o envolvimento e a competência das pessoas, a seleção de consultores de sistema de gestão da qualidade e de auditoria de sistemas de gestão. Estes padrões são descritos no Anexo C desta norma.

Abordagem por processos

Os resultados consistentes e previsíveis são alcançados de forma mais eficaz e eficientemente quando as atividades são compreendidas e a gestão de processos é inter-relacionada, funcionando como um sistema coerente. Esta norma internacional promove a adoção de uma abordagem por processos para o desenvolvimento, a implementação e para melhorar a eficácia do sistema de gestão da qualidade e aumentar a satisfação do cliente. A cláusula 4.4 desta norma específica os requisitos considerados essenciais para a adoção de uma abordagem por processos.

A abordagem por processos aplica uma definição sistemática e a gestão por processos e suas interações de modo a alcançar os resultados pretendidos, de acordo com a política de qualidade e os objetivos estratégicos da alta administração da organização. A gestão dos processos e do sistema como um todo pode ser conseguido através da metodologia “Plan-Do-Check-Act” (PDCA (ver 0.4), com um enfoque global sobre o riscos, destinado a evitar resultados indesejáveis (ver 0.5).

Quando usado dentro de um sistema de gestão da qualidade, a abordagem por processo deve garantir: a compreensão consistente em atender aos requisitos da norma; a consideração dos processos em termos de valor agregado; a realização de um desempenho eficaz do processo; a melhoria dos processos com base na avaliação de dados e informações. A figura 1 ilustra as ligações dos processos entre as cláusulas 4 a 10 desta norma. Isso mostra que os clientes desempenham um papel significativo na definição dos requisitos de entrada que a organização precisa atender em todas as fases do seu sistema de gestão da qualidade.

Além disso, as necessidades e as expectativas de outras partes interessadas também podem desempenhar um papel na definição desses requisitos. O monitoramento da ​​satisfação dos clientes requer a avaliação de informações relativas à percepção do cliente quanto a organização atendeu a esses requisitos. O modelo esquemático mostrado na Figura 1 abrange todos os requisitos desta norma, mas não mostra os processos individuais em um nível detalhado. Cada um destes processos, e o sistema de gestão como um todo, pode ser gerenciado usando a metodologia PDCA descrito na cláusula 0.4 desta norma.

CLIQUE NAS FIGURAS PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

figura 1

Figura 1 – Modelo de um sistema de gestão da qualidade baseado em processo, mostrando as ligações às cláusulas desta norma

A metodologia conhecida como “Plan-Do-Check-Act” (PDCA) pode ser aplicada a todos os processos e para o sistema de gestão de qualidade como um todo. As cláusulas desta norma seguem o ciclo PDCA que pode ser descrito como segue:

– Plan: estabelecer os objetivos do sistema e seus processos e os recursos necessários para fornecer resultados de acordo com as exigências dos clientes e das políticas da organização.

– Do: implementar o que foi planejado.

– Check: monitorar (quando aplicável) os processos de medição e os produtos e serviços resultantes em relação às políticas, objetivos e requisitos, e relatar os resultados.

– Act: executar as ações para melhorar o desempenho do processo, se necessário.

A Figura 2 mostra esquematicamente como um único processo dentro do sistema de gestão de qualidade pode ser gerenciado usando o ciclo PDCA.

figura 2

Figura 2 – Representação esquemática de um único processo dentro do sistema

O pensamento baseado no risco

O risco é o efeito da incerteza sobre um resultado esperado e o conceito do pensamento baseado no risco sempre foi implícito na norma ISO 9001. Esta nova norma faz o pensamento com base no risco ser mais explícito e incorpora os requisitos para o estabelecimento, a implementação, a manutenção e a melhoria contínua do sistema de gestão da qualidade. As organizações podem optar por desenvolver uma forma mais profunda para essa abordagem baseada no risco do que é exigido por esta norma, e a ISO 31000 fornece as orientações sobre a gestão de risco que pode ser apropriada em certos contextos organizacionais.

Nem todos os processos do sistema de gestão da qualidade representam o mesmo nível de risco em termos de capacidade da organização para atingir seus objetivos, e as consequências das não conformidades do processo, do produto, do serviço ou do sistema não são os mesmos para todas as organizações. Para algumas organizações, as consequências do fornecimento de produtos e serviços não conformes podem resultar em menor inconveniente para o cliente; para outros, elas podem ser de grande alcance e fatal. O pensamento baseado em risco significa, portanto, considerar o risco qualitativamente (e, dependendo do contexto da organização, quantitativamente) ao definir o rigor e o grau de formalidade necessária para planejar e controlar a qualidade do sistema de gestão, bem como os seus processos e as atividades existentes.

Compatibilidade com outras normas de sistemas de gestão

Esta norma adotou a “estrutura de alto nível (high-level structure)”, (ou seja, a sequência de cláusulas, o texto e a terminologia comum), desenvolvida pela ISO para melhorar o alinhamento entre as suas normas internacionais para os sistemas de gestão. Uma explicação de alguns dos elemento-chave dessa estrutura de alto nível e algumas das principais alterações introduzidas nesta norma são fornecidas no Anexo A.

Esta norma define os requisitos em uma ordem que é consistente com o planejamento e a gestão de processos da organização, ou seja: entender o contexto da organização, o seu sistema de gestão da qualidade e os processos (cláusula 4); a política e as responsabilidades da Liderança(Cláusula 5); os processos de planejamento e a consideração dos riscos e oportunidades (Cláusula 6); os processos para apoio, incluindo recursos, pessoas e informações (Cláusula 7); os processos operacionais relacionados a clientes, produtos e serviços (Cláusula 8); os processos para a avaliação do desempenho (Cláusula 9); os processos para melhoria contínua (Cláusula 10).

Conteúdo da norma (em inglês)

Foreword

Introduction

01 General

0.2 The ISO standards for quality management

0.4 Plan-Do-Check-Act cycle

0.5 “Risk-based thinking”

0.6 Compatibility with other management system standards

1 Scope

2 Normative references

3 Terms and definitions

4 Context of the organization

4.1 Understanding the organization and its context

4.2 Understanding the needs and expectations of interested parties

4.3 Determining the scope of the quality management system

4.4 Quality management system and its processes

5 Leadership

5.1 Leadership and commitment

5.2 Quality policy

5.3 Organizational roles, responsibilities and authorities

6 Planning for the quality management system

6.1 Actions to address risks and opportunities

6.2 Quality objectives and planning to achieve them

6.3 Planning of changes

7 Support

7.1 Resources

7.1.1 General

7.1.2 People

7.1.3 Infrastructure

7.1.4 Environment for the operation of processes

7.1.5 Monitoring and measuring resources

7.1.6 Organizational knowledge

7.2 Competence

7.3 Awareness

7.4 Communication

7.5 Documented information

7.5.1 General

7.5.2 Creating and updating

8 Operation

8.1 Operational planning and control

8.2 Determination of requirements for products and services

8.2.1 Customer communication

8.2.2 Determination of requirements related to products and services

8.2.3 Review of requirements related to products and services

8.3 Design and development of products and services

8.3.1 General

8.3.2 Design and development planning

8.3.3 Design and development Inputs

8.3.4 Design and development controls

8.3.5 Design and development outputs

8.3.6 Design and development changes

8.4 Control of externally provided products and services

8.4.1 General

8.4.2 Type and extent of control of external provision

8.4.3 Information for external providers

8.5 Production and service provision

8.5.1 Control of production and service provision

8.5.2 Identification and traceability

8.5.3 Property belonging to customers or external providers

8.5.4 Preservation

8.5.5 Post-delivery activities

8.5.6 Control of changes

8.6 Release of products and services

8.7 Control of nonconforming process outputs, products and services

9 Performance evaluation

9.1 Monitoring, measurement, analysis and evaluation

9.1.1 General

9.1.2 Customer satisfaction

9.1.3 Analysis and evaluation

9.2 Internal audit

9.3 Management review

10 Improvement

10.1 General

10.2 Nonconformity and corrective action

10.3 Continual improvement

Annex A (informative) Clarification of new structure, terminology and concepts

Annex B (informative) Quality management principles

Annex C (informative) The ISO 10000 portfolio of quality management standards

Bibliography

Componentes de motocicletas precisam cumprir as normas técnicas

Atualmente, o Brasil tem cerca de 25 milhões de motociclistas, segundo dados da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram). Isso advém dos preços mais acessíveis desse tipo de veículo, crédito fácil, maior agilidade e mobilidade no trânsito tornaram as motos uma alternativa bastante utilizada em qualquer cidade brasileira. Segundo o relatório de Evolução da Frota de Automóveis e Motos no Brasil, do Observatório das Metrópoles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, entre os anos de 2001 e o final de 2012, o uso desse tipo veículo teve um crescimento de 339,5%.

Entretanto, as motos são campeãs em acidentes de trânsito, por isso a preocupação com a segurança deste tipo de veículo é constante. Além de prudência ao guiar e a manutenção rotineira da motocicleta é necessário que os componentes tenham qualidade, evitando problemas mecânicos que coloquem em risco a segurança do usuário. De acordo com Leonardo Rocha, Gerente da Divisão de Regulamentação Técnica e Programas de Avaliação da Conformidade do Inmetro, “o objetivo da certificação compulsória é fazer com que as peças disponíveis no mercado brasileiro atendam a requisitos mínimos de segurança, minimizando os possíveis ricos à segurança dos motociclistas e coibindo a comercialização de peças de qualidade e segurança duvidosas.”

A regulamentação estabelece novas regras de produção para os seguintes equipamentos de motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos: escapamentos, correntes de transmissão, coroas e pinhões. Os fabricantes dessas peças deverão procurar um organismo de certificação para que seu produto esteja certificado até 19 de setembro de 2015. A partir dessa data, os fabricantes e comerciantes que apresentarem esses componentes – nacionais e importados – não conformes estarão sujeitos às penalidades previstas na  legislação.

O presidente da Abram, Lucas Pimentel, considera a certificação extremamente importante para a segurança dos motociclistas. Ele comentou que nas análises realizadas no contexto do Programa de Prevenção de Acidentes, coordenado pela Associação, a má qualidade das peças aparece de forma significativa como uma das causas de acidentes com motos. Assim, “peça de qualidade, que atenda requisitos de segurança, é vital para a segurança do motociclista”, afirma Pimentel.

Dessa forma, as peças de reposição para motocicletas, motonetas, ciclomotores, triciclos e quadriciclos – como escapamentos, correntes de transmissão, coroas e pinhões – serão certificadas compulsoriamente pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro). A portaria 123/2014 pretende garantir requisitos mínimos de segurança e coibir a venda de peças de baixa qualidade no mercado brasileiro.

Fabricantes e importadores deverão certificar seus produtos, em organismos acreditados pelo Inmetro, até 19 de setembro de 2015. Será aceita a comercialização de itens sem o selo pelos produtores ao comércio até 19 de março de 2016. No varejo, produtos enquadrados na nova regulamentação nas prateleiras só serão exigidos a partir de 2017.

O Inmetro ressalta a urgência da medida apoiado pelo relatório de “Evolução da Frota de Automóveis e Motos no Brasil”, do Observatório das Metrópoles do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, que mostra um avanço na frota de motocicletas de 339,5% no país entre 2001 e 2012, . Hoje são 18.114.464 circulando nas ruas, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

Os fabricantes também são obrigados a cumprir as normas técnicas em relação a esses equipamentos. A NBR 14180-1 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 1: Diretrizes básicas estabelece as diretrizes básicas para a inspeção de segurança veicular para motocicletas e assemelhados, abrangendo os princípios, as obrigações e os controles básicos, que se aplicam às pessoas jurídicas envolvidas nessa inspeção; a NBR 14180-10 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 10: Sistemas e componentes complementares especifica o método de inspeção visual para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 9 – Sistemas e componentes complementares; a NBR 14180-11 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 11: Estação de inspeção de segurança veicular estabelece os requisitos mínimos relativos aos equipamentos e instalações de uma estação de inspeção de segurança veicular, relacionados à avaliação de motocicletas e assemelhados; a NBR 14180-12 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 12: Habilitação de inspetores de segurança veicular estabelece os requisitos mínimos relativos à habilitação da qualificação de inspetores de segurança veicular, vinculados a uma estação de segurança veicular, relacionados à avaliação de motocicletas e assemelhados; a NBR 14180-2 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 2: Identificação especifica o método de inspeção visual para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 1 – Identificação; a NBR 14180-3 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 3: Equipamentos obrigatórios e proibidos especifica o método de inspeção visual para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 2 – Equipamentos obrigatórios e proibidos; a NBR 14180-4 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 4: Sinalização especifica o método de inspeção visual para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 3 – Sinalização; a NBR 14180-5 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 5: Iluminação especifica o método de inspeção visual e inspeção mecanizada para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 4 – Iluminação; a NBR 14180-6 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 6: Freios especifica o método de inspeção visual e inspeção mecanizada para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 5 – Freios; a NBR 14180-7 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 7: Direção especifica o método de inspeção visual para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 6 – Direção; a NBR 14180-8 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 8: Eixos e suspensão especifica o método de inspeção visual para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 7 – Eixos e suspensão; a NBR 14180-9 de 09/1998 – Inspeção de segurança veicular – Motocicletas e assemelhados – Parte 9: Pneus e rodas especifica o método de inspeção visual para motocicletas e assemelhados, pelo qual deve ser realizada a inspeção de segurança veicular, denominada nesta parte da norma de grupo 8 – Pneus e rodas; e a NBR 15689 de 03/2009 – Veículos de duas rodas – Motocicleta e ciclomotor – Resistência para aros de roda de aço raiados estabelece os ensaios e os resultados mínimos de resistência a serem atingidos por aros de aço raiados de motocicletas e ciclomotores, doravante referidos como “aros”. Entende-se por aros de aço raiados aqueles fabricados com perfis de chapa de aço e que são unidos ao cubo através de raios e niples.