As orientações de como se fazer um contrato

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Realizar o sonho de abrir uma empresa está cada dia mais fácil. No entanto, manter uma sociedade de sucesso depende de regras claras e bem estabelecidas.

Abrir um negócio com um amigo é um sonho comum no país. Além do incontestável espírito empreendedor, o brasileiro possui duas características essenciais para o sucesso profissional: criatividade e persistência.

No entanto, para se tornar um empresário é preciso estar em dia com as obrigações fiscais e investir em um contrato claro, objetivo e consistente. “O contrato é a base de uma empresa, além de ser o documento que vai estabelecer as normas e regras entre os sócios. É necessário compreender a importância desse papel e a melhor forma de criá-lo”, revela Cristiano Xavier, sócio do Xavier Advogados.

Muitas pessoas acreditam que abrir uma empresa com um familiar, por exemplo, significa segurança e sucesso. Porém, na prática não funciona bem assim. “Não estamos falando de honestidade, mas de objetivos que podem se tornar diferentes ao longo da trajetória do negócio. Se isso não estiver claro e documentado, as discussões em defesa de cada um poderão acabar prejudicando os planos empresariais e a relação pessoal entre os envolvidos”, completa.

Outro ponto fundamental é o tipo de contrato estabelecido. Atualmente, as empresas de pequeno porte utilizam a sociedade limitada. “Nesse caso, a responsabilidade dos envolvidos fica limitada à participação no capital social”, diz. O Código Civil diz que nele devem constar as cláusulas que especifiquem a qualificação de cada sócio, além o capital social, o percentual de cada um, a sede, o prazo da união, entre outros.

“Os empresários podem incluir assuntos importantes como o que ocorrerá se um sócio falecer ou mesmo abandonar a sociedade. Além disso, também podem constar regras sobre os métodos de resolução de problemas”, acrescenta. Para Xavier, um contrato social é muito mais do que a constituição legal de uma empresa. “Quando duas ou mais pessoas decidem abrir um negócio juntos, precisam estar cientes de que a amizade não sustenta o desgaste natural que o mercado e a competitividade provocam”, finaliza.

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Reprojetando a empresa

COLETÂNEAS

Reprojetando_Capa

Essa publicação, de autoria de Floriano do Amaral Gurgel, engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli USP), tem como objetivo demonstrar aos gestores de uma empresa em dificuldades financeiras os caminhos a seguir para salvá-la e remodelá-la para tornar-se rentável no futuro. A obra é dirigida a empresários e também a profissionais contratados para estes objetivos específicos, além de servir de ferramenta para cursos de especialização, mestrado e doutorado.

O autor foi professor do Departamento de Engenharia de Produção (DEP) da Poli e da Fundação Vanzolini e teve uma experiência profissional adquirida como executivo de empresas do ramo de moldagem de material plástico, na área de produtos de consumo e peças técnicas para o abastecimento de montadoras. O livro foi escrito em uma linguagem bem coloquial e no seu início Gurgel trata das providências imediatas que devem ser tomadas para se resolver uma crise financeira empresarial e atingir a normalidade. Mostra que, depois dessa etapa, é preciso visar a consolidação do caixa da empresa, incrementando outras atividades gerenciais para que esta torne-se saudável e possa gerar um caixa substancial.

Passada a parte inicial, o texto de Reprojetando a Empresa trata de ferramentas de administração e também do estabelecimento de uma nova cultura, que têm como objetivo contribuir com o amadurecimento organizacional, além de abordar aspectos que podem tornar a empresa mais robusta e rentável em um futuro próximo. Segundo o autor, ­o livro é indicado para uma administração especializada na gestão de empresas que venham apresentando dificuldades. Depois de tomadas as medidas essenciais para a normalização de suas finanças, são necessárias medidas de outro teor, que visam a consolidar a relativa estabilidade de caixa, incrementando outras atividades gerenciais para que a empresa fique inteiramente saudável e gere um caixa substancioso.

A dificuldade financeira é apenas um efeito ou um sintoma de um processo de gestão empresarial sem planejamento estratégico e, normalmente, tem origem na área comercial devido a um método inadequado de captação de pedidos e na área de marketing de desenvolvimento em virtude de uma captação errada das necessidades das pessoas que compõem um segmento de mercado.

Igualmente, para o autor, as dificuldades são geradas na área de formação de preços, devido a uma visão equivocada do valor econômico e mercadológico associada à necessidade de absorção de despesas e dos custos fixos, em montante muito elevado para o negócio. As dificuldades também são encontradas na engenharia do produto, devido à falta de consciência de que o custo se projeta, assim como na área de produção permissiva, pela aceitação da geração imprudente de desperdício.

Depois da parte inicial, o texto trata de várias ferramentas interessantes de administração e do estabelecimento de uma nova cultura que possibilitem um amadurecimento organizacional e de visão dos negócios que tornem a empresa bem robusta e rentável em um futuro próximo. Alguns capítulos tratam resumidamente de certos temas acerca de atividades gerenciais com o intuito de informar o leitor da existência de algumas ferramentas que poderão ser úteis na administração da empresa, proporcionando, com essas leituras, uma melhor visão do muito que se pode fazer objetivando a futura consolidação saudável da empresa. Para mais informações e compra do livro, acesse o link http://reprojetandoaempresa.com.br/

Passivo tributário: fechar a empresa é uma boa saída?

PRÓXIMOS CURSOS

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 Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

 Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Vagner Miranda

A existência de dívidas tributárias pela falta de pagamento ou decorrentes de auto de infração é um problema comum em muitas empresas. A forma de tratá-lo é que muda conforme as particularidades de cada negócio. No mercado são encontradas variadas formas para resolvê-lo, oferecidas por escritórios e profissionais liberais especializados no assunto.

Existem propostas arrojadas que prescrevem até a suspensão dos pagamentos com a empresa, entrando em rota de colisão com a Fazenda Pública discutindo judicialmente os tributos a que está sujeita sob vários aspectos. Têm propostas moderadas que sugerem o pagamento via parcelamentos com aproveitamento de benefícios que reduzem o valor da dívida, levantamento e utilização de créditos tributários não aproveitados na época correta, etc. Arrojadas ou moderadas são soluções propostas com base nos instrumentos administrativos e jurídicos legais.

Além dessas possibilidades, alguns empresários adotam um procedimento diferente. Encerram as atividades da empresa com passivo tributário e passam a operar a partir de uma nova empresa aberta em nome de terceiros. Muitos adotam o procedimento sob orientação de assessoria profissional, mas outros apenas se baseiam nas experiências de empresários que vislumbraram na atitude a única saída para continuar no mercado.

O fato é que o mesmo procedimento pode ser adotado por muitos, porém o nível de risco que se incorre é particular e diferente para cada empresário e é isso que deve ser avaliado antes de se tomar a decisão de encerrar as atividades da empresa nessa situação. O que pode ser indício de início de sucesso para um, pode ser o oposto para outro.

Encerrar as atividades da empresa de forma abrupta, sem cumprir com os devidos tramites legais e ignorar a necessidade de gerenciar o pagamento do passivo tributário junto à Fazenda Pública, pode criar grandes problemas inclusive na pessoa física do empresário. A demora em cobrar da Fazenda cria uma falsa ilusão de que está tudo certo.

O dono da empresa encerrada irregularmente passa a incorrer no risco de futuramente ter seu patrimônio particular bloqueado visando o pagamento da dívida. Dependendo da situação, até mesmo o bem de família fica sob risco. Para quem não possui patrimônio a situação não incomoda tanto, mas quem tem deve temer.

É provável que ao decidir por abandonar a empresa pelo elevado passivo tributário existente, o empresário que acabou por desconsiderar que se trata de uma pessoa jurídica e que é dela a responsabilidade pela liquidação das obrigações que contraiu, salvo se o administrador atuar de maneira inidônea. Ao decidir por abandonar a empresa pelo elevado passivo tributário existente, é provável que o empresário  acabou por desconsiderar que se trata de uma pessoa jurídica e que a responsabilidade pela liquidação das obrigações que contraiu é dela e não sua, salvo se o administrador atuar de maneira inidônea.

A justiça considera ato ilegal o encerramento das atividades da empresa sem quitação dos débitos tributários e sem deixar bens suficientes pra esse fim e quando o empresário procede de tal maneira cria oportunidades para a Fazenda Pública pleitear a quitação do passivo tributário com o patrimônio particular do dono da empresa. O empresário precisa estar ciente que a simples inadimplência da obrigação tributária na pessoa jurídica, constituída como limitada, não o levará a responder com seus bens pessoais, salvo se comprovado que agiu em desacordo com a lei.

É verdade que é possível o passivo tributário atingir um valor exorbitante e os mecanismos para sua administração tornarem-se tão complexos que o bom desenvolvimento dos negócios da empresa fique comprometido, mas simplesmente fechar as portas do estabelecimento nessas condições é um procedimento que no longo prazo pode criar problemas cujas soluções serão mais complexas, limitadas e caras que aquelas existentes com a empresa aberta. Definitivamente, essa não é a saída.

Vagner Miranda Rocha é administrador de empresas e sócio da VSW Soluções Empresariais.

Quando e como transferir a administração a outra pessoa

SOLUÇÕES PARA A GESTÃO DE ACERVOS

Controlar e manter o seu acervo de normas técnicas e de documentos internos e externos sempre atualizados e disponíveis para compartilhamento entre todos os usuários é hoje um grande desafio em diversas organizações por envolver a dedicação e o esforço de vários profissionais.

As Normas de Sistemas da Qualidade – série ISO 9000, são rigorosas quanto aos critérios de controle, atualização e disponibilização de documentos corporativos aos seus usuários. Tanto os documentos de origem interna como externa, devem ser controlados para evitar a utilização de informações não-válidas e/ou obsoletas, cujo uso pode trazer sérios problemas aos sistemas, produtos e negócios da empresa.

É por isso que a Target Engenharia e Consultoria desenvolveu Sistemas que gerenciam e controlam estes documentos de forma rápida, ágil e segura, facilitando o acesso à informação e ajudando os seus clientes a garantirem suas certificações.

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O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos…

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Vagner Miranda

Os desafios que o administrador de uma empresa enfrenta são muitos e alguns são específicos e comuns em empreendimentos de pequeno e até de médio porte. Nelas, é normal que o próprio dono atue como o principal administrador, já que foi ele quem criou, desenvolveu os processos e conhece melhor o negócio – o que acaba provocando seu envolvimento com o planejamento, estruturação, organização, avaliação da performance e até execução das atividades.

Por muitas vezes as circunstâncias existentes criam a necessidade do dono do negócio manter-se como o administrador da empresa, mesmo que esse não seja seu forte, que ele não goste de desempenhar a função e não seja o mais interessante para o negócio. Para poder se dedicar ao que tem vocação e que normalmente é a maior causa do sucesso da empresa, é preciso muita perspicácia do proprietário para que desde cedo se preocupe em criar as condições que permitirão que ele transfira a administração da empresa para um terceiro, tendo a certeza que terá como manter o controle das ações.

Tomar a decisão de transferir o comando da empresa é um passo muito importante e existe a forma certa e o momento ideal para ser praticada. A transmissão do comando deve ser feita de forma plena, o que corresponde a delegar não apenas responsabilidade, mas também autoridade ao novo administrador que irá passar a gerir a empresa à sua maneira, porém perseguindo os objetivos traçados com o dono do negócio.

O momento de se fazer isso é quando tudo o que for impactado de alguma forma pela mudança estiver devidamente preparado e adequado para a nova situação. As pessoas, incluindo o novo e o antigo administrador, são os que mais precisam estar preparados para essa mudança, sob vários aspectos. O principal deles está relacionado com a necessidade de respeito às regras de conduta que vão garantir a legitimidade a todas as decisões tomadas na empresa nesse novo cenário.

Deixando preparadas as pessoas diretamente envolvidas na transição, o mais importante passa a ser a criação dos mecanismos de controle interno que darão ao dono da empresa a convicção que ele continuará tendo o domínio da situação. A implantação e utilização de bons controles internos é um dos meios que pode contribuir significativamente para que a transferência do comando da empresa ocorra dentro de um ambiente seguro.

Ter bons controles internos funcionando é importante para empresas de todos os tamanhos e em todas as fases de sua existência. Entretanto, quando se fale em controle, logo se pensa na existência de variados tipos de mecanismos voltados para garantir que as metas sejam atingidas, que o patrimônio fique protegido e que o custo e a dificuldade de implementação, manutenção e respeito a eles são fatores impeditivos. Nem tanto.

O administrador de qualquer tipo e tamanho de empresa precisa compreender que os relatórios produzidos a partir do sistema de contabilidade, que legalmente deve ser mantida funcionando pela empresa, podem funcionar bem como instrumentos de controles interno. Os relatórios gerados pela contabilidade permitem controlar as contas bancárias, acompanhando a entrada e saída de dinheiro e os estoques, permitindo saber se o valor investido está adequado. Tem-se também um controle das contas pagar e a receber, analisando os prazos e datas de pagamentos e recebimentos. Além disso, a contabilidade acompanha o pagamento de salários, impostos, empréstimos, receitas e despesas, dentre outras funções.

Uma vez percebida a utilidade da contabilidade como instrumento de controle interno há mais um motivo para os donos e administradores das empresas insistirem e investirem na manutenção de um sistema de contabilidade que funcione e disponibilize informações em tempo hábil. Delegar a administração a outra pessoa pode significar também mais tempo para fazer a empresa crescer e prosperar. Vale a pena investir.

Vagner Miranda Rocha é administrador de empresas e sócio da VSW Soluções Empresariais.

Qual o lucro necessário para sua empresa ?

COLETÂNEA DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Segurança Contra Incêndios

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Segurança Contra Incêndios!
Saiba Mais…

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

Adriano Gomes

Saber qual o lucro necessário para uma empresa é uma questão de, no mínimo, bom senso empresarial. Embora já tenhamos insistido no ponto da empresa sempre investir num sistema financeiro para tomar decisões com segurança, o que se vê, na prática, é um amontoado de bobagens por aí. No máximo, as empresas têm um sistema de “juntar dados”. Tecnicamente, chamamos esses sistemas de “sistemas de informação”. O que as empresas necessitam é de um sistema de decisão. Somente com um sistema voltado totalmente para a decisão é que uma empresa pode:

ð Medir o tamanho de seu problema;

ð Identificar as verdadeiras causas;

ð Formar uma equipe para resolver e aprender com o problema;

ð Resolver de uma vez por todos os problemas.

Para solucionar esse espaço na vida das empresas brasileiras, existe uma metodologia capaz de conduzir as empresas rumo ao conhecimento real de sua vida financeira. É fundamental incorporar tal pensamento na sua empresa porque é simplesmente impossível caminhar rumo ao crescimento e desenvolvimento do negócio utilizando-se somente de um “contas a pagar”, “contas a receber”, “fluxo de caixa”, etc. Pior ainda são os empresários que teimam em controlar os números da empresa no maldito caderninho.

Não por acaso, as empresas estão sentindo mais problemas financeiros que antes. As margens de lucro, por exemplo, estão literalmente despencando. Num recente estudo preparado para uma empresa, verificaram-se os seguintes resultados. De 1994 a 1996 (eram os dados disponíveis) as vendas aumentaram 2,79% (de R$ 272,70 bilhões para R$ 280,30 bilhões) contra uma queda assustadora da margem de lucro de 46,03%.

O mundo globalizado e competitivo atual não deixará que a incompetência de gerir as finanças seja, novamente, a mamata que o Brasil atravessou até muito recentemente. Estes programas de qualidade e de normatização da qualidade não passam de quimeras e de “enfeites de árvore de natal”, quando na verdade as empresas estão precisando de um choque profundo de conhecimento para enfrentarem, com pé de igualdade, seus concorrentes mundiais.

Hoje, mais que nunca, a frase “pensar globalmente, agir localmente” possui um significado ímpar. Neste sentido, pense globalmente. Os concorrentes do resto do mundo têm sistemas fortes de decisão financeira. E você? Se não tiver, aja localmente; isto é, implante um em sua empresa. O lucro necessário é formado baseado numa série de informações de decisão financeira. O custo da não-implantação de um sistema poderá ser fatal: a eliminação da empresa!

A maior de todas as dificuldades do empresário em responder a esta pergunta reside nos seguintes pontos:

ð Incerteza na formação do preço de venda de seus produtos — em geral as empresas aplicam um mesmo mark-up para todos os produtos. Isto é, no mínimo, uma insensatez, posto que cada produto possui um valor esperado pelo cliente, custos diferentes, pesos diferentes, tributação diferente. Enfim, quer-se aplicar uma mesma regra (igual) para coisas diferentes. Se a empresa pratica esta pobre política de preços, já é um mau caminho trilhado;

ð Não existe memória dos números da empresa. Pior ainda é que os números à disposição para possíveis estudos não têm uma metodologia confiável. Na maioria dos casos cada empresa “cria” sua própria metodologia. De uma vez por todas: Finanças é uma ciência e deve ser respeitada como tal. Não se faz necessário ficar quebrando a cabeça, as principais dúvidas em finanças já foram resolvidas. Não reinvente a roda ! Faça a coisa certa (e rápido);

ð Não se conhece o verdadeiro problema do financiamento das operações de uma empresa

As empresas podem atravessar tempos de bonança ou de tormentas com mais ou menos “Sorte dos Deuses”. A  alternativa é partir para uma verdadeira revolução em suas estruturas internas. Remova todas as traças e percevejos do passado que só estão corroendo, dia a dia, as finanças do negócio. Cada dia perdido é um custo formidável que as empresas não podem mais se dar o luxo de conviver com ele. Sabemos que o lucro provém de duas abordagens: uma interna e outra externa.

Conhecendo-se os conceitos de lucro, do ponto-de-vista interno e externo da empresa, pode-se concluir que a grande parte das empresas brasileiras está totalmente perdida. Perdida porque as grandes conclusões que se escuta por aí é:

· As coisas estão ruins. Então, é melhor cortar despesas antes que algo de pior ocorra;

· Minhas vendas até estão se mantendo, mas eu não vejo a cor do dinheiro;

· Vou colocar um sistema de computador que poderei eliminar 3 pessoas;

Todas estas tentativas de economizar algo para perceber algum resultado concreto, só tem levado as empresas à ruína mais cedo. Felizmente, finanças não são para amador. Ocorre que tem muito amador, demais até, comandando os números das empresas. De uma vez por todas, finanças não são contas a pagar, contas a receber, faturamento, contato com bancos, contabilidade.

Evidentemente, isto não é uma tarefa fácil. A maior barreira é a da crença que toda esta conversa é muito importante para o crescimento da empresa no cenário competitivo. A conquista da liderança de seu mercado pelo seu conhecimento, e com planejamento, ou a eterna crença que sem planejar e com golpe de sorte tudo dará certo. Os dados estão lançados. E você é o jogador. Caberá decidir se confia na sorte da roleta ou na sua capacidade de planejar.

Abaixo, há um quadro comparativo entre os dois tipos antagônicos de empresas. Verifique em que lado a sua está e tome as providências.

quadro

Após ler o quadro comparativo, o empresário deve notar quais características têm mais de semelhante com a sua empresa. Seria uma satisfação enorme encontrar a esmagadora maioria na coluna esquerda. Porém, a experiência mostra que encontraremos um número excessivo de empresas na coluna direita. Para estas, tenho a dizer:

1. Não deixe a ignorância ganhar mais espaço do que já tem atualmente na organização;

2. Não deixe a arrogância perante o mercado fazer com que você perca mais terreno à concorrência;

3. Não permita trocar pessoas qualificadas e com um salário adequado por pessoas a fim de ganharem menos, somente;

4. Não exceda os seus gastos pessoais neste momento. Talvez o cliente já esteja insatisfeito por pagar este luxo;

5. Não seja arrogante pensando que o seu método seja eficiente. A ciência já avançou bastante para provar que, na grande parte dos casos, tudo o que se sabe como administrar uma empresa está errado. Então, renda-se a esta ciência maravilhosa chamada Finanças com seus métodos e conhecimentos;

6. Não pense que a mudança é somente uma palavra morta. Ela a cada dia se mostra mais viva e mais corada; disposta mesmo a retirar do mercado os incompetentes em conhecê-la e conviver em eterno processo de modernização, sobretudo de pensamento;

7. Não veja no seu funcionário um inimigo. Pelo contrário, veja-o como um aliado. Proponha uma nova forma remunerá-lo e esqueça os sindicatos e o governo;

8. Não seja copiador, inove!

9. Não se iluda com estes modismos furados de ISO 9.000, QS, 5 S. A qualidade começa e termina no cliente; pois é feita para ele e, de preferência, com o cliente. Não será um bando de engenheiros loucos para enfiar, goela abaixo, uma centena de normas que fará a diferença;

10. Finalmente, não apenas leia este artigo e depois o atire a sua mesa. Coloque em prática tudo que se falou. A leitura é importante, mas a prática de tudo o que foi escrito é melhor ainda!

Finalizo dizendo que o lucro necessário para sua empresa virá da conjugação dos esforços de dentro para fora da empresa e vice-versa. Agora, arregace as mangas e mãos à obra!

Adriano Gomes é administrador de empresas (ESAN-SP), pós-graduação em finanças (ESAN-SP), mestre em controladoria e finanças (PUC-SP), e doutor em ciências sociais (PUC-SP).

Liberdade e mudança

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) - Presencial ou Ao Vivo pela Internet

Curso: Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão)

Modalidade: Presencial ou Ao Vivo pela Internet *

Dias: 10 e 11 de dezembro

Horário: 09:00 às 17:00 horas

Carga Horária: 14h

Professor: José Antonio Pereira Chainho

Preço: A partir de 3 x R$ 257,81

(*) O curso permanecerá gravado e habilitado para acesso pelo prazo de 30 dias a partir da data da sua realização.

A norma regulamentadora NR 13 do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE, estabelece requisitos compulsórios relativos a projeto, operação, manutenção e inspeção de caldeiras e vasos de pressão. Devido à enorme diversidade e complexidade destes tipos de equipamentos, a interpretação destas exigências e o seu enquadramento na referida norma podem ser muito complicados. Interpretações indevidas podem gerar, desnecessariamente, elevados custos, interrupções da produção, sanções de orgãos fiscalizadores e até mesmo riscos de acidentes e agressões ao meio ambiente.
Este curso tem por objetivo proporcionar aos participantes os conhecimentos e habilidades necessárias para uma adequada interpretação e aplicação da NR 13. Para atender à demanda daqueles que não podem se locomover até as instalações da Target, tornamos disponível este curso Ao Vivo através da Internet. Recursos de última geração permitem total aproveitamento mesmo à distância. Os cursos oferecidos pela Target são considerados por seus participantes uma “consultoria em sala”, ou seja, o participante tem a possibilidade de interagir com renomados professores, a fim de buscar a melhor solução para problemas técnicos específicos e particulares.

Inscreva-se Saiba Mais

Telmo Schoeler

O artigo de James Hagerty no Wall Street Journal que mostra a melhoria e eficiência de companhias americanas retrata um cenário que merece meditação. Sem paixão, nele vemos a vida se descortinando e inexoravelmente traçando o caminho dos que tem a capacidade de sobreviver e dos condenados à morte por inflexibilidade. É a lei de Darwin aplicada ao meio empresarial, onde na evolução das espécies, sobrevivem não os mais fortes, mas os que se adaptam como nos ensinam os dinossauros que se foram e as baratas que continuam por aí há milhões de anos. A crise financeira e econômica mundial de 2008/09 pegou a todos, indistintamente, sem poupar continentes, antiguidades ou estágios de desenvolvimento, ainda que alguns marketeiros espertos e de plantão por aqui a descrevessem como “marolinha”.

A partir dela alguns países e empresas encararam a crua realidade e mudaram, ajustando-se ao novo cenário. Outras comunidades e organizações continuam por aí, debatendo-se enquanto sangram, numa hemorragia que ainda levará muitos à morte. Esta realidade generalizada sugere a pergunta: por que os USA e as empresas americanas saíram menos chamuscadas, tiveram perdas menores e se recuperaram mais rápido? Mais que isso, por que a Europa continental – salvo raras exceções tipo Alemanha – continua mergulhada num atoleiro de onde não sabe (ou não quer?) sair? A explicação não está na ideológica e retrógrada visão que culpa a lógica “individualista, desumana, movida por organizações de objetivos excusos do regime capitalista”, nem em visões de fatalidade, destino ou falta de sorte, mas sim na presença e sustentação de dois grandes pilares conceituais: a Liberdade e a Mudança. Enquanto a Liberdade é um princípio, de respeito ao indivíduo, sem adjetivos, a Mudança é uma postura, uma atitude, um estado de espírito, uma visão de mundo, sendo a ligação entre ambas umbilical: a segunda não existe sem a primeira. E ambas não existem se estivermos focados no que passou, olhando pelo retrovisor.

Aqui reside uma fenda abissal e cultural: enquanto a Europa olha para trás, os USA o fazem para frente. Aquela usa leis, conceitos, hábitos e tradições do passado, enquanto a América analisa os fatos, aceita a inexorabilidade da vida e muda, para sobreviver. Não todos, pois a evolução das espécies produz sempre e apenas a sobrevivência da maioria. A renovação pela morte parcial é salutar em todas as instâncias da vida, o que pode soar duro, mas é realista e depurador. Esta diferença basilar de enfoque se reflete no dia a dia das empresas: enquanto a Europa – e o Brasil por ela colonizado – é especialmente focado num conceito patrimonialista do imóvel, da loja, das terras que se “tem”, o Novo Mundo segue a visão rentista, perguntando-se quanto “rendem” ou “produzem” o imóvel, a loja ou as terras. Se a resposta for “nada”, o que adianta tê-las. Para simplificar, é a  percepção de que a sobrevivência se dá pelo caixa e não pelo patrimônio.

Quando a Harley Davidson e a Caterpillar detectam mudanças necessárias de operações e gestão, observa-se que os sindicatos e os operários esmagadoramente entendem, acompanham e aderem à lógica, fazendo com que todos ganhem com isso, inclusive o país, por decorrência. Contrariamente, na Europa – e nos seus colonizados – fazem-se piquetes, greves, manifestações e passeatas para manter o status quo e direitos adquiridos, como se a vida fossa feita de passado e não de futuro. A história do passado é boa como reconhecimento do mérito do que foi, é válida como memória e respeito e merece ser preservada nos museus físicos ou espirituais. Sabemos que viver não é fácil, mas com Liberdade e Mudança, no frigir dos ovos, a América sofre menos e avança mais. Inexoravelmente. Teve razão Alvin Tofler quando sentenciou que “os analfabetos do século XXI não serão os que não souberem ler e escrever, mas os que não souberem aprender, desaprender e reaprender”.

Telmo Schoeler é administrador (UFRGS), Master of Business Administration – MBA – (Michigan State University – USA) e sócio-fundador e leading partner da Strategos – Strategy & Management.

Administrador: o profissional que o Brasil mais precisa

Normas comentadas

NBR14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBR5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

NBRISO9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

Clique para visualizar a norma imediatamenteVisualizar já!

Leandro Vieira

O despertar para a necessidade de uma gestão realmente profissional tornou a administração o curso superior com o maior número de faculdades (mais de 2.600) e o maior número de alunos (mais de 800 mil). A piadinha é infame e batida e, com certeza, você já deve ter escutado: “quem não sabe o que quer, faz administração”. A anedota faz parte da habitual rivalidade entre os cursos superiores, e data de muito, muito tempo. A realidade é que o curso de administração e a profissão do administrador mudaram bastante. E nossa sociedade mudou também. Hoje já observamos uma crescente preocupação por parte de empresários e dirigentes de organizações públicas e privadas com relação ao gerenciamento das iniciativas pelas quais são responsáveis. No campo empresarial, ainda temos uma elevada taxa de mortalidade. Segundo o IBGE, praticamente a metade das empresas fecha as portas após o terceiro ano de atividade. Os motivos que explicam esse índice bizarro são diversos, afinal o Brasil amarga a 126ª posição entre 183 nações no ranking do Banco Mundial que elenca os países conforme a facilidade de se fazer negócios em seus territórios. Para se ter uma ideia, segundo esse estudo, é mais fácil abrir um negócio em Uganda do que por aqui.

Entretanto, a principal razão da mortalidade das empresas é sempre a mesma: falta de preparo de seus gestores. Diante de tantas dificuldades, a figura do administrador desponta como essencial para driblar os obstáculos impostos por esse ambiente hostil à atividade empresarial. Outro estudo com o mesmo número de nações, realizado pela ONG Transparência Internacional, coloca o Brasil na 73ª posição no ranking que mede a percepção de corrupção entre os países. Numa escala onde zero significa “muito corrupto” e dez “nada corrupto”, a nossa nota foi 3,8. Fomos reprovados. Além de prejuízos à moral, a corrupção empaca o desenvolvimento brasileiro: um estudo da Fiesp revelou que o prejuízo causado por essa praga chega a 85 bilhões de reais por ano!

A corrupção não é apenas fruto da falta de ética, mas também de falhas na administração pública e nos seus mecanismos de controle (para lembrar uma das funções clássicas da administração delineadas por Fayol). Que falta faz um administrador de fato por trás de nossas instituições, não é mesmo? O despertar para a necessidade de uma gestão realmente profissional tornou a Administração o curso superior com o maior número de faculdades (mais de 2.600) e o maior número de alunos (mais de 800 mil). Por ano, são formados mais de 114 mil administradores. Não só a oferta de profissionais da área ao mercado aumentou, como também a demanda por eles. O Conselho Federal de Administração, em parceria com a Fundação Instituto de Administração), realizou uma pesquisa que traça o raio-x da profissão no Brasil. Uma das questões era dirigida aos empregadores. Em 2006, apenas 23% deles consideravam importante um cargo gerencial ser ocupado por um administrador. Em 2011, esse número saltou para 63%. São números que refletem o amadurecimento da sociedade brasileira, e também a transformação da mentalidade dos nossos jovens, que têm optado por essa com muita determinação e com a consciência de que o administrador é o profissional que o Brasil mais precisa. Respondendo àqueles que ainda insistem em contar aquela piadinha surrada do início do artigo, quem opta por Administração tem a certeza exata do que quer fazer – muito diferente daqueles que escolhem outros caminhos profissionais e, lá pelas tantas, tentam atuar como administradores sem serem.

Leandro Vieira é mestre em administração pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, fundou o portal www.administradores.com e a revista Administradores.

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