NBR ISO 19011:2012

auditoriaJá está pronta para ser publicada a nova norma NBR ISO 19011:2012 – Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão. Essa norma foi publicada pela ISO em novembro de 2011, ou seja, a a nova versão da ISO 19011- Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão. A nova norma teve como origem as normas ISO 10011-1/2/3 do Comitê da qualidade e as normas ISO 14010/ISO 14011/ISO 14012 do Comitê do meio ambiente. A norma auxiliará as organizações a otimizar a integração de seus sistemas de gestão, permitindo uma auditoria única dos seus sistemas, otimizando custos, reduzindo a duplicação de esforços e minimizando os impactos nas atividades das áreas e processos que estão sendo auditadas.

Segundo o coordenador do ABNT/CB 25 no projeto da ISO 19011, Leonam Reis, o escopo da nova NBR ISO 19011:2012 expandiu a sua aplicação para refletir a situação atual das múltiplas normas de sistemas de gestão existentes nas organizações. “O anexo A, informativo, apresenta diretrizes e exemplos ilustrativos de conhecimentos e habilidades de auditores de disciplinas específicas em gestão na segurança do transporte,em gestão do meio ambiente, em gestão da qualidade,em gestão de registros, em gestão da segurança da informação e em gestão da segurança e saúde ocupacional. O anexo B apresenta diretrizes adicionais para o planejamento e realização de auditorias”, explica ele.

Para o gerente da Petrobras e superintendente do ABNT/CB 25, Renato Pedroso Lee, foram muitas as melhorias implementadas. “Entre elas, posso destacar: o escopo foi ampliado de auditoria de sistemas de gestão da qualidade e meio ambiente para auditoria de sistemas de gestão de qualquer natureza; -a relação entre a ISO 19011 e a ISO/IEC 17021 foi esclarecida; foi introduzido o conceito de risco para auditar sistemas de gestão, tanto o risco do processo de auditoria em não atingir os seus objetivos, como a possibilidade da auditoria interferir nos processos e atividades da organização auditada; as Cláusulas 5,6 e 7 da versão de 2002, foram reorganizadas; as informações adicionais foram incluídas em um novo anexo B, resultando na remoção das caixas de textos; o processo de avaliação e de determinação de competência da equipe de auditoria tornou-se mais rígido; o uso de tecnologia para realizar auditoria remota é permitido, como por exemplo, conduzir entrevistas remotamente e analisar criticamente os registros de forma remota”.

Terceirizando as auditorias internas

Consultoria e serviços associados em normas técnicas
A globalização está exigindo das empresas a busca de informações de normas técnicas de várias nações e/ou blocos que, agora, fazem parte do comércio mundial, como por exemplo, a China. Dessa forma, a Target sabe onde buscar, importar, disponibilizar um acesso seguro e monitorar as atualizações de normas técnicas. Por meio de pesquisas realizadas por uma equipe de profissionais qualificados, juntamente com principais organismos normativos do mundo, com rapidez e eficiência nos resultados que o mercado exige. Também é feito um gerenciamento com a informação sobre o status das normas de seu acervo e sobre qualquer alteração, revisão ou publicação de novas normas de seu interesse por meio de emissão de relatórios. A partir daí, você decide se vai ou não atualizar suas normas. No caso da solicitação de uma tradução, é feita também a formatação de normas técnicas internacionais e estrangeiras, realizadas por especialistas de cada setor envolvido. Clique para mais informações.

Andreia Gonçalves

O papel das auditorias internas é a promoção da melhoria continua do sistema de gestão de uma Organização. Se fossem enxergadas sob esta ótica estas se tornariam uma poderosa ferramenta de gestão empresarial, porém a realidade é bem diferente! Poucas empresas têm conseguido tirar o proveito adequado das auditorias internas. Por que isso ocorre? Há mais de uma década estive à frente de Sistemas de Gestão e exponho aqui alguns fatores que gostaria de compartilhar com você, leitor.

  1. Despreparo dos auditores: quando uma pessoa é indicada a compor o grupo de auditor, logo após o treinamento já passa atuar como tal, pois a empresa precisa realizar as auditorias, a fim de atender uma exigência da norma.
  2. As organizações estão cada vez mais enxutas: as empresas estão focadas a cortarem os excessos. Isso leva-nos às seguintes situações: dificuldade em disponibilizar pessoas para realizarem as auditorias internas já que durante o tempo em que esta pessoa atuará como auditor não haverá quem possa cobri-la em suas atividades rotineiras; dificuldade em assegurar a imparcialidade dos auditores, uma vez que a quantidade de pessoas com o título de auditor é pequena. Auditores não podem auditar seu próprio trabalho conforme prevê a norma; e perda do sentido da auditoria já que ela é conduzida sempre pelas mesmas pessoas, o que acaba gerando um sentimento, tanto pelo lado do auditor como do auditado, de incapacidade de agregar valor.
  3. Familiaridade excessiva com os processos, o que fará com que o auditor se concentre apenas nas falhas que já lhe são comuns, em vez de adotar uma visão macro do sistema com o fim de contribuir para um melhor desempenho da Organização e não somente corrigir erros individuais.
  4. Amostragem inadequada. Em função das atividades atribuídas por sua ocupação principal, a pessoa com o título de auditor interno terá dificuldade de cumprir a carga horária de um cronograma de auditoria elaborado adequadamente. Um cronograma de auditoria com carga horária insuficiente também será uma realidade, pois quem o elaborou levou em consideração a disponibilidade das pessoas que atuarão como auditoras.

Poderiam ser citados aqui muitos outros fatores que contribuem para que as auditorias internas não cumpram o papel para o qual elas foram criadas tornando-se apenas um evento obrigatório, com a finalidade exclusiva de ser apresentado durante as auditorias externas. Porém, o objetivo deste artigo é fazer com que as empresas realmente consigam tirar todo o proveito que uma auditoria interna deveria proporcionar. Qual a fórmula, então, para que as auditorias internas passem a ser vistas como um evento importante a ponto de fazer com que os gestores, em vez de repudiarem-na passem a solicitá-la voluntariamente e com frequência mais adequada? Bem, isto só será uma realidade a partir do momento em que este tipo de auditoria alicerçar o trabalho dos gestores, fornecendo-lhes informações que contribuirão, não só para o aumento da qualidade, mas também da produtividade do processo que está sob sua supervisão.

Durante todos esses anos na coordenação de Sistemas de Gestão, eu fazia como a grande maioria e realizava as auditorias internas utilizando um grupo de colaboradores da própria empresa, mas a partir do momento em que optei por terceirizar este serviço, tudo mudou e eu comecei a ver o quanto as auditorias somavam nos processos. Percebi, também o quanto eu, como responsável pelo sistema de gestão sentia-me mais tranquila durante as auditorias realizadas, tanto por clientes, quanto pela certificadora contratada pela empresa onde eu trabalhava. Caro leitor, eu não estou desmerecendo o trabalho dos auditores internos, mas estou te dizendo que a grande jogada é a terceirização. Terceirize este serviço!

Auditores com sólida experiência conseguem detectar erros que realmente estão inseridos no contexto do sistema e que, portanto são relevantes e merecem tratamento, além de poderem contribuir de modo mais eficaz para que a Organização utilize os resultados das auditorias na introdução de melhorias. Quando se terceiriza uma auditoria interna, repassando-a para um profissional que além de capacitado tem vasta experiência, as chances de surpresas desagradáveis durante as auditorias da certificadora, sejam elas de certificação ou de manutenção, diminuem consideravelmente. E mais, não é preciso deixar seus auditores internos de lado. Selecione aqueles que realmente gostam do exercício de auditar (você vai descobrir que muitos não estão ali de forma voluntária) e os coloque para realizar as auditorias juntamente com o auditor terceirizado. Você só tem a ganhar!

Andreia Gonçalves, é atuante na área de gestão da qualidade desde o ano 2000. Possui formação superior em normalização e qualidade industrial pelo CEFET-MG – imprensa@tecerlideranca.com.br

O que diz a norma ISO 9001 sobre o assunto?

No item 8.2.2 Auditoria interna, está escrito que a organização deve executar auditorias internas a intervalos planejados para determinar se o sistema de gestão da qualidade

a) está conforme com as disposições planejadas (ver 7.11, com os requisitos desta Norma e com os requisitos do sistema de gestão da qualidade estabelecidos pela organização, e
b) esta mantido e implementado eficazmente.

Um programa de auditoria deve ser planejado, levando em consideração a situação e a importância dos processose áreas a serem auditadas, bem como os resultados de auditorias anteriores. Os critérios da auditoria, escopo, frequencia e métodos devem ser definidos. A seleção dos auditores e a execução das auditorias devem assegurar objetividade e imparcialidade do processo de auditoria. 0s auditores não devem auditar o seu próprio trabalho. Um procedimento documentado deve ser estabelecido para definir as responsabilidades e os requisitos para planejamento e execução de auditorias, estabelecimento de registros e relato de resultados. Registros das auditorias e seus resultados devem ser mantidos (ver 4.2.4).

A administração responsável pela área que está sendo auditada deve assegurar que quaisquer correções e ações corretivas necessárias sejarn executadas, em tempo hábil, para eliminar não-conformidades detectadas e suas causas. As atividades de acompanhamento devem incluir a verificação das ações executadas e o relato dos resultados de verificação (ver 8.5.2).
NOTA Ver ABNT NBR ISO 1901 1 para orientação

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Dez tópicos que foram alterados na norma VDA 6.3

Coletânea de normas para transportes
No Brasil o modal rodoviário enfrenta diversos problemas estruturais, dos quais destacamos: excessivo número de empresas no setor, o que provoca acirramento da competição e perda no poder de barganha junto aos clientes; comoditização do produto transporte; má conservação das estradas; roubo de cargas; idade da frota dos caminhões; carga tributária alta; pouca carga de retorno; altos tempos de espera para carga e descarga. Assim, partir de amplo e profundo estudo realizado com instituições que discutem os aspectos técnicos e jurídicos da regulamentação do setor de transporte, foram identificadas e selecionadas, entre mais de 15.000 informações tecnológicas, cerca de 700 documentos normativos críticos, obrigatórios e indispensáveis para o dia a dia desse setor. Clique para mais informações.

Sergio Canossa, palestrante e consultor da Sercan Treinamento e Consultoria – sercan@sercan-consultoria.com.brhttp://br.linkedin.com/in/canossa

A norma de auditoria de processos VDA 6.3 foi publicada em 1998 em sua primeira edição. Passados 12 anos, em 2010, foi amplamente revisada e futuramente deverá ser integrada aos requisitos específicos de diversas empresas alemãs. Com a repercussão da publicação na Alemanha começa agora a chegar ao Brasil informações das alterações. Em função de questionamentos que temos recebido adquirimos uma cópia oficial para estudo e, assim poder compreender as mudanças que se efetivaram. Você irá conhecer, neste artigo, dentre as várias alterações que identificamos, dez (10) tópicos que resumem o que é a nova versão desta norma, amplamente utilizada para atender ao requisito de auditoria de processos – 8.2.2.2 da ISO TS 16949:2009. Você poderá comparar estas informações com o seu conhecimento da revisão anterior da VDA 6.3 e associar a sua experiência com a aplicação da ISO TS 16949:2009 e, observar o quanto a linguagem se aproximou do dia-a-dia das organizações que fazem uso deste importante instrumento de avaliação. Vejamos:

1- Revisada a pontuação na tabela de classificação

A tabela de pontuação anteriormente classificava as avaliações em A, AB, B e C. Na revisão 2010 passa a ser classificado em A, B e C. Uma empresa avaliada com nota inferior a 80% é classificada como “Não capaz”; aquela que obtêm nota entre 80 e 90% passa a ser classificada como “Capaz condicional” e, nota superior a 90% é classificada como “Capaz”. Esta classificação difere ligeiramente daquela adotada pela VW, por exemplo, no manual Fórmula Concreta, cuja nota A é para avaliação superior a 92%. O relevante é que o critério de classificação passou por uma padronização, o que permite comparação entre as inúmeras companhias que adaptaram o modelo de avaliação. Assim, o resultado de uma avaliação por uma empresa poderia ser aceito por outra, sem maiores dificuldades.

Por outro lado, as notas atribuídas a cada questão se mantêm inalteradas. Os valores continuam 10 (para requisitos cumpridos na íntegra), 8, 6, 4 e 0 (para requisitos não atendidos). Muitos profissionais têm certa dificuldade em definir as notas em cada situação e, explicitamente não há alteração neste quesito. O que difere, como verá adiante, são os critérios propostos para avaliar cada uma das questões.

2- O check-list agora compreende todo o ciclo de desenvolvimento do produto / processo

Na revisão de 1998 o questionário era dividido em Parte A – que compreendia o planejamento e realização do produto e processo e, Parte B – produção em série. As partes A e B tinham 6 grupos e 4 sub-grupos de requisitos. Na revisão 2010 há 7 grupos que passam por todo o ciclo de desenvolvimento do produto / processo. Estes grupos transitam pela análise de potencial, planejamento do produto e processo e, análise do processo / produção. A etapa P6 – Análise de Processo / Produção foi dividida em 6 elementos cujos requisitos abrangem a idéia do Diagrama de Tartaruga. Um 7º elemento – Transporte / manuseio – é obtido a partir de questões dos 6 outros elementos.

3 . Incluída a Análise de Potencial

Uma novidade na revisão 2010. Não existia este tipo de avaliação na revisão anterior, ainda que algumas montadoras tivessem estabelecido seus respectivos modelos. Considerando o ciclo de desenvolvimento do produto / processo citado no tópico 2, a Análise de Potencial é o P1 – o primeiro grupo de requisitos que compreende questões extraídas dos elementos P2 a P7. A classificação adota o princípio do farol – verde, amarelo e vermelho. Empresas são aprovadas se nenhuma questão for avaliada com vermelho e, no máximo 7 forem avaliadas com amarelo. Se houver ao menos uma (1) questão com vermelho, e mínimo de 15 questões com amarelo, a empresa será reprovada. A classificação amarela será dada na condição máxima de 14 questões em amarelo e nenhuma em vermelho. O questionário traz indicação de quais são as perguntas para a análise de potencial.

4. Auditoria na fase de desenvolvimento do produto / processo e na fase de produção em série

Mantendo similaridade com as partes A e B da revisão 1998, a nova revisão adota nos requisitos P2 a P7 desde o planejamento até a produção regular. O requisito P2 – Gerenciamento do Projeto – traz requisitos novos cuja orientação é a gestão das atividades, recursos e o plano de qualidade. Os requisitos de P2 não existiam na parte A da revisão 1998. O requisito P3 – Planejamento do Desenvolvimento do Produto / Processo envolve os antigos requisitos M1 e M3 da parte A. A estes requisitos foram acrescidas informações sobre terceirização de peças e serviços, uma prática freqüente nos dias atuais. As questões podem ser aplicadas de forma combinada ou separada considerando o porte da empresa.

O requisito P4 – Realização do desenvolvimento do produto / processo envolve os antigos requisitos M2 e M4. Também podem ser aplicados de forma combinada ou separada conforme o porte da empresa. Ao tópico P4 foram acrescidas questões que envolvem infra-estrutura, plano de controle, terceirização e, a transferência do projeto para a produção em série.

O requisito P5 – Gerenciamento de Fornecedores equivale ao M5 da revisão 1998. No entanto, agora há somente 7 perguntas ao invés de 9. Foram excluídas informações de produtos fornecidos pelos clientes e o armazenamento de sobras do processo que retornam ao estoque. Por outro lado são também tratadas as metas acordadas com os fornecedores, aprovação e liberação de peças e serviços terceirizados e o armazenamento das peças recebidas no estoque.

O requisito P6 – Análise do Processo /Produção está dividido em 6 elementos e na versão 1998 eram 4 sub-elementos no grupo M6. Agora são 26 perguntas, antes eram 23. As perguntas são estruturadas com base no conceito do Diagrama de Tartaruga. As perguntas de M6 foram distribuídas nesta forma de avaliar. As perguntas referentes ao transporte / manuseio são avaliadas com base nos outros elementos – o questionário indica quais são estas perguntas.

O requisito P7 – Suporte e Satisfação do Cliente – reúne as questões que eram de M7 com conteúdo adaptado e acrescido questão sobre a análise de peças defeituosas. Este requisito traz o foco no cliente – na ISO TS 16949:2009 referenciado no requisito 5.2. Lembrando que foco no cliente é a principal trilha na auditoria da ISO TS e, um dos motivos para se realizar uma auditoria de processos.

5. Revisado o critério de qualificação dos auditores

As exigências de qualificação dos auditores tiveram significativa revisão. Traz agora a qualificação de auditores internos e a de auditores externos (avaliação de fornecedores). Nos dois grupos de requisitos são exigidos conhecimentos de requisitos técnicos e experiência profissional. Essencialmente espera-se bons conhecimentos de gestão da qualidade, conhecimentos de requisitos de produtos e processos e, treinamento em VDA 6.3. Para avaliadores de fornecedores é exigido certificação em sistemas da qualidade. Quanto a experiência profissional, para auditores internos é requerido 3 anos de experiência em indústria – especialmente industria automotiva – e, auditores externos, a exigência é de 5 anos. Deste período, 1 ano para auditores internos e 2 anos para auditores externos na gestão de qualidade e/ou processos.

6. Adicionado novas questões

Com o conceito do ciclo de desenvolvimento do produto / processo, aliado aos conceitos da ISO TS 16949:2009 (lembre-se: em 1998 não existia a ISO TS e a ISO 9001 estava na versão 1994) algumas questões foram adaptadas e outras acrescidas dentro do conceito atual de trabalho da indústria automotiva. Alguns temas adicionados foram indicados no tópico 4.

7. Estrutura das questões utilizadas

Uma nova concepção de apresentação das questões foi introduzida. As questões são apresentadas em tabelas obedecendo à seguinte estrutura:

  1. Divisão por elementos do processo ou grupos de acordo com a seqüência de P1 até P7.
  2. Indicação das questões – descrição do assunto a ser tratado. Nas questões de P6 – são divididas através dos elementos com base no Diagrama de Tartaruga.
  3. Descrição em 3 colunas contendo: requisitos mínimos e relevantes; exemplos possíveis dos requisitos para atender; referência com a documentação aplicável (diretamente com as publicações da VDA)

8. Interpretação das questões

Todas as questões utilizadas de P2 a P7 passaram por atualização. O texto proposto como requisito mínimo e os possíveis exemplos de atendimento estão compatíveis com a prática adotada nas empresas e seus processos. A linguagem adotada é compatível com a ISO TS e, embora não referencie os manuais das Core Tools há indicação das metodologias. E, quando há publicação equivalente da VDA ela é indicada.

9. Fatores de Processo como critérios de avaliação

O capítulo que traz uma visão geral das questões da nova VDA 6.3 estabelece uma interessante tabela em que as questões são apresentadas por grupos (P2 a P7), indicadas quais são elegíveis para a análise de potencial (P1), as questões de P6 que são elegíveis ao elemento 7 (transporte e manuseio). No entanto, a maior novidade é a indicação de quatro fatores de processo aplicáveis a cada uma das questões. São eles: PR – Responsáveis pelo Processo – a identificação de uma pessoa responsável pelo processo que está sendo avaliado; TO – Objetivos e Metas – o processo deve ser orientado para objetivos considerando requisitos dos clientes; CO – Comunicação – documentação e inter-relações estabelecidas. Tais informações devem ser comunicadas imediatamente e de forma abrangente às pessoas necessárias; RI – Análise de Riscos – riscos identificados e ações que devem ser tomadas. Entende-se que o processo deve ser monitorado, analisado e melhorado. As siglas destes quatro fatores são do manual em inglês.

10. Abordagem pelo Diagrama de Tartaruga

Amplamente adotado na definição dos processos do sistema da qualidade na ISO TS 16949:2009, a abordagem utilizando o Diagrama de Tartaruga é a proposta para avaliar os processos produtivos. Mantendo a mesma linha de raciocínio é identificado o processo (exemplo, P5 – Gerenciamento de Fornecedores), suas entradas e saídas considerando o ciclo de desenvolvimento do processo e produto. Assim as entradas são saídas dos processos anteriores. Questões para avaliar recursos de material, recursos de pessoal, monitoramento da efetividade do processo e documentação de trabalho são requeridas. A visão do processo sob este paradigma é incentivada na preparação da auditoria.

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Apostila :: Ferramentas da Qualidade

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Auditor interno sem prática

Coletânea de normas

Em formato digital, facilitam a consulta e o controle das normas técnicas sobre gestão da qualidade e gestão ambiental nas organizações.  

 
Normas para a gestão da qualidade

 

Normas para a gestão ambiental

 

Já assisti a alguns cursos de formação de auditor interno de qualidade como convidado. Alguns deles foram bom tanto na parte teórica como na prática. Mas em outros a coisa ficou complicada. As  pessoas saíram como entraram no curso: sem noção do que faz um auditor interno da qualidade. Também participei de algumas auditorias da qualidade tanto como acompanhante como auditado.

O que notei é que algumas  pessoas usam o poder da auditoria interna como uma forma de exercer poder sobre alguns chefes de departamento de que não gostam. Isso não é uma auditoria, mas sim uma forma de distribuir não conformidades nos departamentos dos chefes detestáveis. Em resumo, um auditor deve adotar algumas posturas: insistir com os auditados que respondam por si próprios; deixar os outros falarem, falando o mínimo possível; não permitir que o auditado imponha o ritmo da auditoria; reformular perguntas confusas, até que sejam claramente entendidas; e saber dizer obrigado. Uma auditoria interna deve evitar surpresas; buscar objetividade; conseguir dados reais; operar com bases éticas e de confiança; atacar os problemas e não as pessoas; motivar as pessoas das áreas auditadas para a melhoria; vetar o uso do resultado das auditorias como base para ações punitivas; e avaliar a adequação conforme as normas do programa da qualidade.

Igualmente, um auditor interno não deve fazer perguntas que possam ser respondidas com um sim ou não, usar as palavras: como, onde, quando, por que, quem. Se houver recusa do auditado, ele pode estar sendo obstrutivo ou tentando testá-lo. O auditor deve persisistir, permanecendo com uma postura educada, pois fica mais difícil para as pessoas serem obstrutivas. É importante manter a pessoa falando quando ela está passando as informações. O auditor precisa ter atenção, mantendo o contato olho no olho, demonstrando interesse. Deve escrever as suas após a pessoa ter terminado de falar. Não deve confiar na memória, pois ela pode deixar o auditor na  na mão, principalmente em relação aos detalhes. O auditor necessita ter cuidado para não se envolver em discussões. Se a pessoa que está sendo auditada se alterar, controle-se mude de assunto e mais tarde volte ao problema.

Quando se adotam os princípios da qualidade na auditoria interna, busca-se uma mudança na filosofia de trabalho e consequentemente uma alteração na metodologia aplicada. Como resultado disso surge uma maior transparência perante os clientes. Dessa forma, a empresa pode mostrar que a auditoria interna tem um foco na gestão, baseado na parceria com os seus clientes, além de apresentar o modelo de gerenciamento de desenvolvimento de recursos humanos, da rotina e das oportunidades de melhorias, contribuindo para a consecução das metas da empresa.

O propósito de uma auditoria interna é avaliart as operações da empresa, com uma visão sistêmica e integradora das diversas funções, de forma a garantir a qualidade e confiabilidade do sistema de gestão. Seu enfoque é estar em conformidade entre as ações de nível estratégico, tático e operacional; consecução dos objetivos, metas e planos da empresa; eficiência na obtenção e uso dos recursos financeiros, materiais e humanos; organização interna e procedimentos; adequação e cumprimento das normas; cumprimento da legislação; e prevenção de erros, desperdícios e fraudes. Na verdade, a ideia central é transformar a auditoria interna em consultoria permanente, fomentando a produção de utilidades requeridas pelos gerentes, sendo um importante núcleo de formação de talentos, habilitando os auditores para novos desafios e missões na empresa.

A metodologia de trabalho inclui: um plano de atividades; trabalho de campo e seu resultado através do relatório de auditoria; acompanhamento das regularizações dos pontos levantados; após toda esta metodologia de trabalho com o estabelecimento de metas e acompanhamento, passa a contribuir de forma efetiva na sistematização dos processos através das ferramentas da qualidade. Assim, a estruturação de uma equipe multidisciplinar e devidamente capacitada é condição para a eficiência e eficácia dos trabalhos, uma vez que as avaliações dependem da correta decodificação de percepções sobre diferentes assuntos, no que se refere as pessoas, a logística, aos controles, ao processo de gestão administrativa, entre outros.

Muitas vezes, as empresas enviam para os cursos de formação de auditores internos pessoas que não possuem um conhecimento mínimo de sistemas de gestão e até mesmo dos seus requisitos. Isso dificulta a absorção dos conhecimentos pela pessoas durante o curso. Poucas empresas têm investido corretamente na formação de seus auditores e, posteriormente, reclamam de sua atuação.

Um bom auditor interno passa a conhecer os diversos processos e suas interações, melhorando com isto sua interação e desempenho no próprio ambiente de trabalho. Outro fator relevante é a abordagem dada pelas áreas auditadas aos resultados das auditorias internas. Quando uma área (ou processo) sofre uma não conformidades durante as auditorias, é provável que nela comece a ser gerado medo. Assim, as oportunidades de melhoria detectadas são tratadas com rejeição e suas causas fundamentais não são corretamente identificadas.

Importante é entender melhor o papel das auditorias internas como uma ferramenta de medição dos processos da organização e, consequentemente, de apoio à gestão empresarial. Quando isto ocorrer, os gestores passarão a solicitar auditorias com frequência mais adequada, a requisitar auditores mais experientes e a utilizar os resultados das auditorias na introdução de melhorias. Poucas empresas e gestores têm compreendido este desafio e tirado o proveito adequado das auditorias internas.

Enfim, um bom auditor interno deve demonstrar algumas competências, como conhecer bem os conceitos e a terminologia da ISO 9000:2005; conhcer os oito Princípios de Gestão da Qualidade; ter um entendimento geral da ISO 9004:2010; familiaridade com a ISO 19011; conhecimento dos requisitos da ISO 9001:2008; habilidade na comunicação; habilidade na análise de informações; habilidade na organização do tempo; maturidade e profissionalismo em sua conduta; habilidade no relacionamento com os outros.

Competência dos auditores internos

  Auditor Auditor Líder
Educação Nível médio Nível médio
Experiência 5 anos 5 anos
Experiência de trabalho na área da qualidade 2 anos 2 anos
Treinamento em auditoria 40 horas de treinamento 40 horas de treinamento
Experiência de auditoria 4 auditorias completas e 20 dias como auditor em treinamento 3 auditorias completas e 15 dias sob a supervisão de um auditor líder

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Corrigir ou prevenir? Uma dúvida cruel na gestão empresarial

Coletânea de normas de qualidade e de meio ambiente

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Na própria definição das duas ações, podem ser distinguidas as diferenças. Uma ação corretiva é a atitude tomada para corrigir não conformidades identificadas e evitar que ocorram novamente. Já uma ação preventiva é uma atitude tomada para prevenir a ocorrência de possíveis não conformidades. Num outro texto em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/08/02/acoes-corretivas-e-preventivas-mais-eficazes/ mostrei que a incidência de ações corretivas e ações preventivas podem não funcionar. Uma correta metodologia passa pela identificação do problema, determinação da causa raiz, o estabelecimento das ações corretivas e preventivas e a verificação de sua eficácia, devendo-se documentar e divulgar os resultados.

Alguns especialistas defendem o uso do controle interno, que é um instrumento essencial ao processo de gestão, e pode fornecer aos gestores informações precisas, com a finalidade de alocar recursos físicos, financeiros e humanos nas diversas divisões do ambiente de trabalho, para que sejam controlados na execução das operações. A qualidade das informações geradas, no decorrer das atividades, depende da eficácia e da estrutura do sistema de controle interno desenvolvido. Um sistema de controle interno pode ser descrito como o conjunto de processos, funções, procedimentos e atribuições relacionados com a estrutura material e de recursos humanos, que é concebido para o alcance dos objetivos traçados pela organização, e serve de apoio estratégico para a avaliação contínua das atividades desenvolvidas, evidenciando a mitigação dos possíveis riscos inerentes e desvios que se apresentam no ambiente organizacional.

Para Sinval Daffre, membro do Comitê de Manufatura da SAE Brasil, o contexto da concorrência global torna urgente e imprescindível à indústria assegurar o desempenho funcional consistente de seus produtos, componentes e peças. “A isso chamamos robustez, um conceito básico a qualquer atividade manufatureira, que se torna um desafio olímpico e de alta complexidade considerando-se o universo de milhares de peças, componentes e sistemas utilizados, além dos milhões de clientes em todo o mundo, indivíduos que usam seus carros por até dez anos nas mais variadas condições dirigibilidade e de fatores de ruído. Que o diga o volume crescente de recalls de que se tem notícia não apenas no Brasil, onde a indústria automotiva cresce em ritmo acelerado e vem batendo sucessivos recordes de produção, mas em mercados desenvolvidos em estagnação e marcas de reconhecida qualidade em todo o mundo. Nós aqui passamos do 12º lugar em produção de veículos em 2007 para o 5º lugar em 2009, e a expectativa é que esse ritmo seja mantido em 2010. Esse cenário conduz naturalmente à adoção das inevitáveis e necessárias ações corretivas (recalls), que estão sendo tomadas, mas aponta para a necessidade de ações preventivas”.

Ele cita que, em uma indústria verticalizada, como a automobilística, a prevenção deve começar na relação montadora/fornecedor, com estabelecimento de padrões e requisitos claros para uma manufatura robusta, imprescindível ao desenvolvimento de capacidades que evitem falhas na produção em ambos os segmentos. São muitas e variadas as estratégias para a excelência operacional no setor da mobilidade, que iniciou uma verdadeira revolução qualitativa e quantitativa desde os anos 1980. Cada uma delas desenvolvida e adaptada a situações específicas, mas conceitual e universalmente aplicáveis a quaisquer processos produtivos.

“Algumas dessas estratégias passam por ferramentas, como Engenharia Estatística Aplicada à Resolução de Problemas, adotada pela General Motors do Brasil, que é voltada para a análise e detecção de causas raízes de interferências que causam impacto negativo nos resultados da empresa, partindo do efeito para a causa. Também trabalham na redução do número de tentativas e erros que ocorrem durante a fase de concepção dos projetos arquitetônicos, como as Metodologias de Projeto de Manufatura Axiomático, implantadas pela Bosch, que dispensam soluções inferiores e contribuem para a verificação das interdependências entre as diversas partes do projeto e a sua consistência. A aplicação sistemática e abrangente do Design for Manucfaturing and Assembly (DFMA) pela Embraer no projeto de manufatura e montagem de suas aeronaves, que se apóia em ferramentas de computação e seleção de novas tecnologias, já produz a redução significativa dos ciclos de fabricação e montagem de seus produtos, com significativas melhorias de produtividade e qualidade”.

Ele argumenta que os métodos preventivos para uma manufatura robusta enfocam problemas potenciais decorrentes de variabilidade funcional. A idéia central da engenharia robusta não é outra senão a de minimizar essa a variabilidade por meio de uma função robusta, para que os sintomas de mau-funcionamento não se manifestem mais tarde. “É bom que se diga que, como quase toda experimentação, ainda que baseada em técnicas e conceitos universalmente aceitos, a taxa de sucesso da engenharia robusta depende de vários fatores, como o conceito inicial do projeto, o critério escolhido para as medições, quantos e quais serão os fatores de controle selecionados, em quais condições são variados esses tais fatores, quais as condições de ruído usadas no experimento, entre outros. Assim mesmo, os saltos qualitativos têm sido consideráveis. E todo mundo sabe: qualidade final jamais se alcança, mas sempre se persegue”, complementa.

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Como se tornar um auditor de sistemas de gestão certificado

Livros sobre auditoria

As auditorias são importantes ferramentas de gestão para monitorar e verificar a eficácia da implementação da política da qualidade, ambiental, saúde e segurança ocupacional e responsabilidade corporativa de uma organização. Auditorias também são uma parte essencial das atividades de avaliação da conformidade, tais como certificação/registro externo e avaliação e acompanhamento da cadeia de fornecedores. Clique para mais informações

Nesse site já foi publicado um texto sobre o assunto em https://qualidadeonline.wordpress.com/2010/02/25/registro-de-auditores-certificados-rac/    O Registro de Auditores Certificados está sendo coordenado pela Associação Brasileira de Ensaios Não Destrutivos e Inspeção (Abendi). Em primeiro lugar, a pessoa interessada deverá fazer um curso de formação de auditor reconhecidos pela ABENDI/RAC. Esses são avaliados para que possam treinar os profissionais adequadamente a fim de buscar a certificação e o desenvolvimento profissional e o reconhecimento do curso visa a garantir a qualidade da informação fornecida, uma vez que a estrutura, o material e os instrutores são avaliados por profissionais independentes e de competência reconhecida. Para saber quais os cursos reconhecidos clique no link http://www.rac.org.br/cursos.html

Um candidato que tenha interesse em se certificar, ou um auditor certificado que tenha interesse em manter sua certificação ou promover o seu nível de certificação, solicita ao RAC o envio do material necessário, que consiste de uma Instrução Técnica e do Dossiê do Candidato à Certificação como Auditor de Sistema de Gestão, disponível no link http://www.e-erp.com.br/Ftp/EMPRESA_238%2f902231569FM-126%20Rev3.doc  Após preencher o FM-126, e anexar as comprovações necessárias, o candidato, ou auditor certificado, formaliza a sua solicitação, enviando os documentos ao RAC. Será, então, realizada uma avaliação preliminar para verificar o conteúdo e a veracidade das informações fornecidas pelo candidato, ou auditor certificado. Depois de concluída a avaliação preliminar, o candidato deve pagar o valor para certificação no nível desejado conforme especificado no link http://www.e-erp.com.br/Ftp/EMPRESA_238%2f504872073FMP-048.pdf

Após a confirmação do pagamento, toda a documentação será submetida a uma avaliação técnica, que será conduzida por dois avaliadores técnicos com larga experiência na área da qualidade e em auditorias. O avaliador técnico, de posse dos documentos relativos à solicitação, recomenda a certificação inicial, recertificação ou promoção de nível de auditor. A avaliação técnica é conduzida de forma independente por cada um dos avaliadores. Baseado na avaliação técnica e em toda documentação envolvida, é emitido o parecer ao Bureau de Certificação. Esse, de posse dos documentos relativos à solicitação e da recomendação dos dois avaliadores técnicos, aprova a certificação inicial, recertificação ou promoção de nível de auditor. Essa aprovação deve ser realizada por, no mínimo, dois membros do Bureau de Certificação.

E quais os benefícios desse tipo de certificação. Segundo a Abendi, reconhecimento como profissional que tem formação e atua como auditor de sistema de gestão; o auditor certificado pelo RAC terá seus dados inseridos em um Banco de Dados e na Home Page do Abendi/RAC; o auditor certificado pelo RAC será informado sobre as modificações nos critérios pertinentes à certificação, por correio eletrônico ou outro meio.

A certificação conferida ao auditor é uma ratificação da sua capacidade para realizar auditorias, de acordo com o seu nível de certificação. Os níveis de auditores certificados pelo RAC são os seguintes: auditor líder, auditor, auditor aspirante e auditor interno. Para o escopo de auditor ambiental, não se aplicam as solicitações de auditor interno e aspirante. A qualquer tempo, um auditor certificado pode solicitar sua promoção de nível ao RAC, desde que possa comprovar o atendimento aos requisitos para a certificação inicial no nível almejado.

A sequência natural de níveis de auditor certificado pelo RAC segue a seguinte regra: o auditor que tenha feito o Curso de Formação de Auditor Interno somente poderá ser certificado como auditor interno; o auditor que tenha feito o Curso de Formação de Auditor Líder credenciado pelo Abendi/RAC poderá solicitar a sua promoção de nível para auditor ou auditor líder, caso seja certificado como auditor aspirante, e para auditor líder, caso seja certificado como auditor. Mais informações no link http://www.e-erp.com.br/Ftp/EMPRESA_238%2f612860400IT-162%20a.pdf

As normas de sistema de gestão da qualidade aceitas pelo RAC para a comprovação da experiência em auditorias:

– NBR ISO 9001:2000 e 2008;

– NBR 15100:2004;

– NBR ISO/IEC 17025:2005;

– NBR ISO/IEC 17020:2006;

– NBR ISO/IEC 17021:2007;

– NBR ISO/IEC 17024:2004;

– ABNT ISO/IEC Guia 65, de 1997;

– QS 9000, 3ª Edição (até 15/12/2003);

– ABNT ISO/TS 16949:2004;

– Norma do PBQP-H Itens e Requisitos do Sistema de Qualificação de Empresas de Serviços e Obras – Construtoras SIQ – Construtoras – Subsetor de Edifícios, aprovada pela Comissão Nacional em 23 de março de 2001: para os níveis A e B;

– Critérios de Excelência de Prêmios Oficiais (PNQ e prêmios estaduais);

– Instrução Normativa No. 51 do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento, de agosto de 2002;

– ABNT ISO TS 29001:2005 e 2008;

– API Q1 7th ou 8th Edition;

– ABNT NBR 14919:2002;

– ABNT NBR 15075:2004;

– ABNT NBR 15419:2006;

– ISO 13485:2003.

Site: http://www.rac.org.br/

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Auditoria ambiental: uma ferramenta para melhorar o desempenho ambiental das empresas

Selo para produtos da sociobiodiversidade

Está em andamento a elaboração de um selo para produtos da sociobiodiversidade, O selo, que vai garantir que os produtos seguiram critérios ambientais e sociais, tem o objetivo de aumentar o diálogo entre extrativistas e o setor empresarial e é parte das metas para 2010 do Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos da Sociobiodiversidade – PNPSB. Clique para ler mais e conheça as normas relacionadas com o assunto.
Considerada como uma ferramenta que permite às empresas atingir e manter a eficácia da gestão ambiental por meio de um plano de ação completo e abrangente, a auditoria ambiental consegue apontar tanto as deficiências existentes como as futuras, prevenindo gastos mais elevados no futuro. O importante é identificar o seu objeto, ou seja, detectar as vulnerabilidades ambientais, não só no âmbito da conformidade ambiental, mas considerando também riscos, imagem e sustentabilidade. Isso se dá através de observação qualitativa em campo, levantamento de documentos, reuniões com equipe e elaboração de diagnóstico conclusivo da auditoria ambiental baseado nestas informações.

A auditoria ambiental pode ser classificada em:

  • Dos impactos ambientais – permite que seja feita uma avaliação dos impactos ambientais no ar, água, solo e comunidade de uma determinada unidade industrial ou de um determinado processo com objetivo de fornecer subsídios para ações de controle da poluição, visando à minimização destes impactos.
  • Dos riscos ambientais – possibilita uma avaliação dos riscos ambientais reais ou potenciais de uma fábrica ou de um processo industrial especifico.
  • Da legislação ambiental – em que é feita uma avaliação da situação ambiental de uma determinada fábrica ou organização em relação ao cumprimento da legislação vigente.
  • De gestão ambiental – é uma avaliação sistemática para determinar se o sistema da gestão ambiental e o desempenho ambiental de uma empresa estão de acordo com sua política ambiental, e se o sistema está efetivamente implantado e adequado para atender aos objetivos ambientais da organização.

Uma correta auditoria ambiental melhora o controle da poluição nas empresas; verifica as condições da empresa em relação à legislação ambiental; permite uma substituição parcial do governo na fiscalização ambiental; avalia os riscos existentes e da vulnerabilidade da empresa, assim como identificação dos riscos antecipadamente; prioriza as atividades e os investimentos para o controle ambiental; verifica a condição ambiental de unidades a serem adquiridas e avaliação de alternativas de crescimento; reduz gastos desnecessários, favorecendo ações econômicas e eficazes, reduzindo desperdícios; melhora o relacionamento empresa-governo e vice-versa; atende à legislação de forma sistemática e consistente, com resposta imediata às novas exigências legais; fornece uma terceira visão do problema ambiental, ou seja, a visão do auditor; dá maior credibilidade e maior flexibilidade nas exigências da fiscalização; protege e melhora a imagem da empresa junto à comunidade.

E quais são as etapas para uma correta auditoria ambiental?

  • Fixação dos objetivos da auditoria – A alta direção deve definir o que espera da auditoria.
  • Formação da equipe auditora.
  • Planejamento dos trabalhos: atividades a serem executadas: áreas a serem verificadas; pessoas envolvidas; pessoas a serem ouvidas; e cronograma de execução.
  • Revisão da pré-inspeção: briefing para a equipe auditora; coleta e revisão de informações já existentes; e legislação aplicável.
  • Preparar o checklist para inspeção.
  • Visita as instalações.
  • Solicitação de informações adicionais.
  • Analise e conclusões preliminares.
  • Discussão.
  • Elaboração do relatório final.

Segundo a NBR ISO 19011 (2002), a auditoria é um processo sistemático, documentado e independente para obter evidências de auditoria e avaliá-las objetivamente para determinar a extensão na qual os critérios da auditoria são atendidos. Logo, pode-se conceituar a auditoria ambiental como um conjunto de atividades organizadas para verificação e avaliação da relação entre a produção e meio ambiente. É uma ferramenta que permite, a partir dos resultados de seus exames, a administração o uso de medidas corretivas para problemas ambientais eventualmente detectados. A grande vantagem das auditorias ambientais é que permitem que as empresas tenham maior cuidado com o processo de produção, identificando áreas de risco, apontando vantagens e desvantagens e encorajando melhorias continuas. Neste sentido as auditorias induzem ao uso de tecnologias limpas, a utilização prudente dos recursos disponíveis (matéria-prima), lixo industrial e a identificação de perigos e riscos potenciais, ou seja, buscar uma harmonização entre natureza e meio ambiente.

Importante dizer que a auditoria ambiental pauta-se no princípio da prevenção, pois tem o escopo de verificar a viabilidade e continuidade das atividades econômicas, bem como analisar se há passivos ambientais. Dessa forma, torna-se um instrumento indispensável à concretização do princípio da prevenção, pois oferece às companhias ambientalmente impactantes e à coletividade informações confiáveis para cessar, prevenir e corrigir de forma continua danos ambientais causados por suas atividades.

O que fica claro é que as organizações necessitam ter planejamento e metas a serem alcançadas, que devem ser buscadas de maneira racional para que o meio ambiente não acabe degradado. A auditoria além de verificar todos os aspectos legais, vai também checar se os planos estão sendo cumpridos, propondo medidas corretivas, quando necessário.

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