Sistemas de dosagem industrial

CURSOS TÉCNICOS DISPONÍVEIS NA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target. Para mais informações, acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Cristiano Bertulucci Silveira

Um sistema de dosagem industrial pode ser definido como sendo um conjunto de equipamentos com a finalidade de manipular matérias-primas (líquidos e sólidos) para produzir produtos químicos tais como como bebidas, derivados químicos, mistura de nutrientes para ração animal (premix, sal mineral), aditivos e líquidos para indústria alimentícia em geral. Devido a grande quantidade de variações de processos e grandezas tais como temperaturas, tipo de matérias-primas, aquecimento, mistura e clima, não existe um projeto único que possa ser utilizado como padrão em todas as indústrias. No entanto, diferentes alternativas podem ser combinadas para produzir melhores soluções visando segmentos industriais específicos. Neste artigo apresentaremos como funciona um sistema de dosagem industrial e faremos um comparativo dos sistemas manuais com os sistemas automatizados ressaltando as diferenças e ganhos produtivos que cada tipo de sistema pode oferecer.

Os sistemas de dosagem são utilizados nas mais diversas indústrias: exploração e refinamento de óleo e gás natural; ferro e aço; indústrias de processamento químico; indústrias de papel e celulose; tratamento de água e efluentes; indústrias alimentícias e farmacêuticas; indústrias de ração animal; e indústrias de bebidas. Novas tecnologias de mistura química e dosagem sempre estão em desenvolvimento, porém, de forma geral, os princípios químicos básicos de líquidos permanecem constantes. Por este motivo, a utilização de alguns componentes no sistema de dosagem acabam sendo um padrão tais como: válvulas, bombas, etc. Outrossim, a complexidade do sistema necessário para uma indústria em particular varia com a capacidade de produção, tipo de produto, topografia do local e as regras regionais e regulamentos de agências reguladoras.

O projeto e a engenharia detalhada de um sistema de dosagem devem ser pré requisitos para o projeto individual de cada componente deste sistema, sendo que a integração de todos os componentes deve resultar em um sistema compacto e eficiente. Um sistema de dosagem bem projetado deve ser: compacto; economizar espaço na instalação predial; ser amigável operacionalmente; e ter instrumentações avançadas como sensores ultrassom e medidores de vazão com tecnologia de ponta podem ser incorporadas no sistema para o completo controle e registro de informações. Na Figura 1 abaixo, é possível visualizar um sistema completo de dosagem industrial.

sistema dosagem quimica industrial liquidos automacao Sistemas de Dosagem Industrial: O que são e como funcionam?

Na Figura 1, podem ser destacados alguns subsistemas de um sistema de dosagem industrial:

  1. Tanques de mistura ou reatores: São responsáveis por receber a matéria-prima, misturar os ingredientes, aquecer ou resfriar em alguns casos e criar o produto final com as especificações desejadas. É nos tanques ou reatores onde a produção ocorre de fato;
  2. Tanques de matéria-prima: São os tanques que armazenam a matéria prima utilizada na composição do produto. Aguns exemplos destas matérias primas são: óleo vegetal, formol, ácido acético, ácido propiônico, propileno glicol, ácido fórmico, leite, xarope, água, etc.
  3. Recebimento e armazenamento de matéria-prima: tanques para o armazenamento;
  4. Sistema de envase: O envase é a parte onde o produto será colocado na embalagem primária (bombona, galão, frasco, sachê, isocontainer, etc) de acordo com o pedido do cliente.  O sistema de envase pode ser tanto manual quanto automatizado.

Os subsistemas possuem ainda alguns componentes auxiliares responsáveis por coletar informação e permitir a conexão entre eles. São eles:

  • Agitadores;
  • Medidores de nível (Ultrassom);
  • Tubulação interconectada;
  • Acessórios para tubulação;
  • Válvulas;
  • Instrumentação (medidores de fluxo ou vazão, medidores de pressão ou phmetros, células de carga);
  • Painéis de controle ou sistemas de controle;

componentes sistema dosagem industrial Sistemas de Dosagem Industrial: O que são e como funcionam?

Componentes de um sistema de dosagem industrial

Dentre os citados acima, o principal componente de um sistema de dosagem é a bomba hidráulica. Em um sistema de dosagem de líquidos, a bomba hidráulica tem a funcionalidade de fornecer o líquido ou solução a um fluxo ou vazão desejado. Trata-se de um dispositivo de deslocamento positivo que possui a funcionalidade de variar sua capacidade de bombeamento manualmente ou automaticamente, o tanto quanto o processo demandar. A bomba deve apresentar um elevado nível de repetição e acurácia e deve ser capaz de bombear uma variedade de produtos químicos, incluindo ácidos, bases, líquidos viscosos ou corrosivos.

As bombas hidráulicas podem ser equipamentos destinados ao bombeamento controlado, ou seja, equipamentos que possuem controle de vazão para os processos de tratamento de água ou efluentes e para processos industriais nas áreas químicas, petroquímicas, beneficiamento, usinas de açúcar e álcool, farmacêuticas, dentre varias outras aplicações que necessitam de controle. O controle de vazão pode ser manual ou automático por sinal de 4 a 20 mA ou por pulso.

Dentre vários tipos de bombas podemos citar 2 tipos mais utilizados:

  • Bomba de pistão: Este tipo de bomba possui seu princípio de funcionamento baseado em um pistão que se movimenta alternadamente em contato direto com o fluido. Assim, o seu deslocamento gera uma pressão que permite a movimentação do fluido  de um lugar para outro;
  • Bomba de diafragma:  Esta bomba também possui um pistão, porém ele é blindado do fluído por um diafragma. Trata-se uma bomba de deslocamento positivo, na qual um pistão corretamente dimensionado, funcionando em movimento alternado e com um curso determinado desloca um volume exato de óleo. Por meio deste óleo, o pistão move hidraulicamente e alternativamente um diafragma, cujo deslocamento, por sua vez, força o movimento do líquido a ser bombeado através do sistema de válvulas de retenção na aspiração e no recalque.
Imagine na Figura1 que todo o sistema dependa de pessoas para funcionar. Poderíamos até elaborar um procedimento operacional para isto, Vamos lá: Primeiramente é importante que os operadores sejam treinados para realizar os seguintes procedimentos:
  1. Abastecer os tanques de matérias-primas;
  2. Abrir a válvula de um tanque de matéria-prima desejado;
  3. Ligar a bomba de dosagem para que ela alimente o reator de matéria-prima;
  4. Acompanhar a dosagem de matéria-prima até que o reator possua a quantidade desejada de matéria prima;
  5. Repetir os passos 3 e 4 para a adição de outras matérias-primas;
  6. Ligar o agitador do reator;
  7. Esperar o tempo de agito;
  8. Ligar o banco de resistência para aquecer o líquido (se for necessário na receita);
  9. Esperar o tempo de aquecimento;
  10. Realizar o envase manualmente.

Veja pelo procedimento acima que são várias as etapas envolvidas na fabricação de um determinado produto. Elas podem ainda ser mais detalhadas (um ou mais procedimentos para cada etapa) e geralmente exigem mais pessoas envolvidas na operação. Por exemplo, existem os operadores que são responsáveis pela mistura e os operadores responsáveis pelo agito do líquido. Analisando superficialmente o procedimento acima, percebemos que existe o risco iminente de falha humana logo no passo 2. Neste item, visualizamos que se o operador por exemplo esquecer de abrir a válvula e ir direto para a etapa 3, a bomba vai inserir uma pressão no sistema podendo fazer com que as válvulas ou a própria tubulação do sistema se danifiquem, causando um acidente de trabalho. O acidente pode ser ainda mais grave se for líquido for corrosivo e, portanto, danoso ao ser humano.

Outro risco que podemos verificar é com relação à última etapa, a de envase. Se o operador tiver que manusear líquidos com temperaturas elevadas, há também o risco de queimaduras. Analisando os fatores acima, percebe-se facilmente que os sistemas autocontrolados tornam-se uma alternativa bem interessante não somente pelo ganho de produtividade mas também pela redução de falhas e riscos de acidentes do trabalho. A desvantagem por sua vez, aparentemente é com relação ao custo. Digo aparentemente devido ao motivo de que com os avanços tecnológicos, a carência de mão-de-obra e a diminuição do custo dos componentes de automação, está ficando cada vez viável sistemas automatizados e mais difícil encontrarmos sistemas de dosagem completamente manuais.

Os sistemas de dosagem autocontrolados exigem a aplicação de controladores lógicos programáveis (CLPs). Estes controladores são capazes de aquisitar sinais de sensores de acordo com valores pré-determinados e realizar o monitoramento e controle automático da dosagem. Eles possuem ainda um baixo tempo de resposta  e são responsáveis por alterar condições do processo que exigem mudanças frequentes nas condições de dosagem. Podemos citar dois tipos mais aplicados de sistemas de dosagem autocontrolados:

Método de vazão proporcional:

  • Utiliza sinal de instrumentos para ajustar a taxa de dosagem, baseada na vazão atual;
  • Um sinal elétrico é gerado dos medidores de vazão que alimentam um controlador (CLP);

Método de medição de parâmetros:

  • Mede vários parâmetros coletados do processo (densidade, Ph, etc);
  • Os parâmetros são analisados para tomar decisões de dosagem;
  • As decisões são tomadas por um processador central, baseado na comparação de leituras e controles pré-programados.
Tratando-se de sistemas de dosagem autocontrolados, é fundamental que haja uma interface humana com o sistema, ou seja, o operador precisa informar o quanto e o que vai ser produzido e quando isto vai acontecer. Para realizar esta operação, podem ser utilizadas IHMs (Interface Homem Máquina) ou softwares instalados em plataforma PC capazes de serem operados pelo ser humano. Aqui falaremos um pouco mais dos softwares, os chamados sistemas supervisórios.

Os softwares supervisórios são sistemas desenvolvidos com a funcionalidade de comunicar com um CLP e aquisitar toda a informação de sensores e atuadores em campo, projetando então estas informações em uma tela de computador. Para realizar a comunicação com CLPs eles precisam “falar” uma linguagem comum (denominado de protocolo de comunicação). Alguns protocolos de mercado mais conhecidos são: Modbus, Canopen, Devicenet, Profibus. É importante reforçar aqui que com a evolução dos softwares supervisórios, foi possível agregar uma série de recursos que antes dificilmente seria possível com a utilização somente de IHMs. São recursos interface com banco de dados, controle avançado, registro em banco de dados de histórico de grandezas de processo, equipamentos, produção, consumo e geração automática de indicadores de performance. Abaixo, na Figura 3, é possível visualizarmos as telas de um software supervisório para um sistema de dosagem.

software sistema dosagem quimica automacao Sistemas de Dosagem Industrial: O que são e como funcionam?

Software para sistemas de dosagem.

Com relação aos recursos, os softwares podem ainda fornecer funcionalidades importantes como:

  • Supervisão assistida e remota;
  • Cadastro de receituário e histórico de produção;
  • Cálculo de eficiência operacional, OEE (Produtividade x Eficiência x Qualidade);
  • Geração de histórico de equipamentos e grandezas;
  • Monitoramento de status do sistema: em falha, em produção, ociosiade;
  • Baixa automática de matéria-prima;
  • Cadastro de produtos e matéria-prima;
  • Alimentação automática das ordens de produção;
  • Informações precisas de falhas no sistema para análise crítica;
  • Integração com sistemas ERPs.

Fica evidente que para o software coletar as informações de campo, ele deve se comunicar com o CLP. O CLP por sua vez, busca as informações de campo através de interfaces analógicas e digitais que fazem a aquisição do sinal de sensores instalados em campo. Para os sistemas de dosagem industrial, os sensores mais utilizados são:

  • PT-100: Sensor utilizado para medir a temperatura da solução;
  • Células de carga: São sensores de peso capazes de coletar o peso de líquido contido em um tanque. São muito utilizadas nos reatores;
  • Phmetro: Sensores utilizados para medir o ph dos líquidos;
  • Sensores de nível Ultrassom: Sensores capazes de informar a altura em coluna de água de líquido contido em um tanque;
  • Sensor de temperatura e umidade do ar: Utilizado para coletar a temperatura ambiente.

Da mesma forma que o software busca informações no CLP, ele também envia comandos ditados pelo operador. Uma vez este comando recebido, ele dispara o acionamento de bombas e válvulas ou outros dispositivos acionados em campo. Veja que  o CLP faz toda a gestão da lógica de controle e o software a interface e gestão das informações.

Como é possível concluir, os benefícios proporcionados pela automação industrial em sistemas de dosagem são imensos. No entanto, é preciso analisar a fundo cada projeto para saber o que se aplica e o que não se aplica de forma a evitar custos desnecessários. Deve-se levar em conta também o retorno sobre o investimento que cada componente adicionado poderá trazer. Como por exemplo, instalar um sensor ultrassom em cada tanque de matéria-prima pode parecer onerar o projeto em um primeiro momento, porém quando é realizada uma análise mais detalhada poderia-se contatar o contrário.

Se por algum motivo acontecer um problema recorrente de que ao abastecer os tanques, o fornecedor deixe de completar os mesmos no nível desejado (é possível que isto ocorra justamento pelo fato de não ter como medir a quantidade abastecida) e houver perda de matéria-prima (paga-se mais do que é recebido), com o passar do tempo isto acabará ficando mais oneroso do que se fosse instalado os sensores no sistema de forma a garantir o abascecimento correto. Lembre-se de que atuar na causa raiz é sempre mais importante do que atuar no problema.

Apesar do sistema automatizado fornecer a melhor alternativa, não deve-se lançar mão desta excelente alternativa sem antes recorer a um bom projeto de engenharia. Com o projeto em mãos e todas as necessidades e requisitos delineados, os sistemas automatizados de dosagem industrial com certeza proporcionam um excelente retorno para a empresa com ganhos de produtividade, performance e capacidade analítica das informações.

Cristiano Bertulucci Silveira é engenheiro eletricista pela Unesp com MBA em Gestão de Projetos pela FVG e certificado pelo PMI. Atuou em gestão de ativos e gestão de projetos em grandes empresas como CBA-Votorantim Metais, Siemens e Votorantim Cimentos. Atualmente é diretor de projetos da Citisystems – cristiano@citisystems.com.br – Skype: cristianociti

Anúncios

A produtividade em processos industriais

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 554,02 (56% de desconto)

Aterramento: Fatos e Mitos na Proteção de Instalações e de Equipamentos Sensíveis contra Descargas Atmosféricas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Gestão de Energia – Implantação da Nova Norma NBR ISO 50001 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

slide2A I. System é uma empresa fundada por quatro estudantes graduados em engenharia da computação e em matemática pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi escolhida para receber o primeiro aporte de investimento do fundo Pitanga de capital de risco, criado por fundadores da Natura e do Itaú Unibanco e administrado pelo biólogo Fernando Reinach, ex-diretor da Votorantim Novos Negócios. Após a análise de quase 700 projetos ao longo de um ano e meio, os administradores do fundo decidiram fazer seu primeiro investimento na empresa de desenvolvimento de softwares de automoção industrial.

“Eles desenvolveram um tecnologia que nos parece ser muito inovadora e promissora”, disse Reinach. A tecnologia a que se refere são softwares de controle de sistemas para aumentar a eficiência de linhas de produção em grandes indústrias baseados na lógica Fuzzy (“difusa”). O desenvolvimento contou com apoio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequena Empresa (PIPE). Uma expansão da teoria matemática dos conjuntos, a lógica Fuzzy permite controlar um número maior de variáveis de uma linha de produção, por exemplo, em uma escala entre 0 e 1, do que a lógica clássica binária, que só possibilita controlar as variáveis 0 e 1. Por conta disso, é utilizada em sistemas de reconhecimento de imagem, aparelhos de ar condicionado, freios ABS ou câmeras fotográficas – para ajustar automaticamente o foco de acordo com a distância do objeto ou luminosidade no ambiente. “Essa expansão da teoria matemática dos conjuntos gerou um grande benefício na área de modelagem matemática”, disse Igor Bittencourt Santiago, presidente da I.Systems.

De acordo com Santiago, uma das limitações que havia para aplicar a lógica Fuzzy em controle de sistemas era realizar a modelagem matemática do conjunto de regras de funcionamento de um sistema e sincronizá-las manualmente – o que é moroso e caro – ou treinar uma rede neural artificial (técnica computacional que apresenta um modelo matemático inspirado na estrutural neural de organismos inteligentes) para absorver as características do processo. A realização da modelagem matemática de um sistema, contudo, é muito complexa porque é preciso conhecer o comportamento de todas as variáveis e a relação entre elas. E o modelo matemático, ao ser simplificado, não desempenha todo o seu potencial e requer a presença de um operário para intervir no processo.

Um dos obstáculos para treinar uma rede neural artificial a aprender as características de um processo é não se ter certeza do que exatamente o sistema está aprendendo. “Se houver algum ponto fora da zona de treinamento de uma rede neural artificial, ela pode apresentar comportamentos bem instáveis para o processo”, explicou Santiago. De modo a superar esses obstáculos técnicos para ampliar a aplicação da lógica Fuzzy em sistemas de controle, Santiago e seus sócios na I.Systems – Leonardo Freitas, Ronaldo Silva e Danilo Halla – começaram a desenvolver algoritmos para gerar automaticamente as regras de funcionamento de um processo.

Os quatro produziram um software que roda no sistema operacional Windows, coleta informações muito simples de um processo industrial – classificadas em três níveis: mínimo, médio e máximo – e gera instantaneamente todas as correlações entre essas variáveis. Denominado de Leaf, o software aumenta a estabilidade, diminui os custos e melhora a produtividade de processos automatizados. “Tornamos o controle de sistemas baseado em lógica Fuzzy muito mais barato e possível de ser utilizado por pessoas que não têm nenhum conhecimento sobre ela ou até mesmo pouco conhecimento do próprio processo industrial que pretende automatizar”, disse Santiago.

Para realizar o teste, Santiago procurou um gerente industrial da fábrica da Coca-Cola Femsa, em Jundiaí – maior engarrafadora da marca na América Latina em volume de produção –, que lhe contou que havia um desafio tecnológico nas linhas de envase da bebida. Ali, pequenas variações na pressão com a qual as garrafas são preenchidas com refrigerante podem afetar a velocidade de enchimento e provocar a perda da bebida por borbulhamento e variações de nível do líquido injetado.

O sistema implementado pela PBM na fábrica possibilitou controlar simultaneamente as válvulas de pressão e de vazão da linha engarrafadora e gerar uma economia de 500 mil litros de Coca-Cola e de 100 mil garrafas PET por ano. Além da fábrica da Cola-Cola, o sistema é utilizado, no momento, por grandes empresas como Rhodia, Ajinomoto, Lanxess e nas usinas de produção de açúcar e de bioenergia Tonon, São Martinho e Pederneiras.

“Para que a nossa solução seja economicamente viável, é preciso haver uma determinada escala de produção. Em unidades de produção menores, o retorno do investimento se torna muito longo”, disse Santiago. Mas ele destaca que não está descartada a possibilidade de se desenvolver uma solução para empresas de menor porte. Nas usinas de produção de açúcar e de bioenergia, o sistema é utilizado para estabilizar melhor a geração de vapor das caldeiras.

Ao integrar essa função com a geração de energia, é possível que a usina passe a gerar mais energia com a mesma quantidade de biomassa que utilizava anteriormente. “Como o software executa o controle multivariável do processo, ele consegue ter uma informação mais global do estado da caldeira, por exemplo, e controlar a geração de energia”, explicou Santiago. No site da empresa, http://www.is-brasil.com/, o leitor poderá conferir mais informações sobre o produto e alguns cases interessantes de empresas que o estão utilizando.

Código de barras completa 30 anos no Brasil

BS 8437+A1: a proteção pessoal contra quedas

A BS 8437:2005+A1:2012 – Code of practice for selection, use and maintenance of personal fall protection systems and equipment for use in the workplace é um código de prática que fornece os requisitos para a na seleção, utilização e manutenção de sistemas de proteção contra quedas e no uso de equipamentos em locais de trabalho. As quedas de altura são uma das maiores causas de morte e lesões no local de trabalho. Assim, é fundamental que as medidas corretas sejam postas em prática para evitar que isso aconteça. Essas podem incluir precauções tomadas na fase de concepção. Por exemplo, no projeto de um novo edifício, de proteção contra queda coletiva medidas como barreiras, balaustradas e do uso de sistemas de proteção contra quedas podem ser aplicadas. Para ler mais clique no link http://www.target.com.br/portal_new/Home.aspx?pp=27&c=3044

João Carlos de Oliveira, presidente da Associação Brasileira de Automação

Algumas tecnologias fazem parte do nosso cotidiano há tanto tempo que não paramos para pensar em como seria difícil a vida sem elas. Mas quem viveu a era do consumo até o início dos anos 1980 certamente irá lembrar que, naquela época, filas gigantescas se formavam nos supermercados. No caixa, a operadora precisava digitar os preços manualmente, um a um. Isso porque não havia código de barras. A experiência chegou ao Brasil em 1983 e estabeleceu um novo patamar de consumo. Ajudou a reduzir os custos das empresas, aumentou a eficiência dos preços e de estocagem dos produtos.

A GS1, responsável pelos padrões do código de barras, colocou os ganhos na ponta do lápis em alguns países. Na Espanha, a indústria economizou mais de € 107 milhões nos últimos dois anos com a utilização do código de barras. O benefício também chega ao consumidor. Na Nova Zelândia, por exemplo, a redução de gastos soma US$ 280,00 para cada habitante por ano.

Não é à toa que, por dia, seis bilhões de “bips” da leitura do código de barras são ouvidos ao redor do mundo. E esta evolução é permanente. Atinge desde produtos de consumo até os segmentos mais específicos, como a área da saúde e a da segurança dos alimentos. O GS1 DataBar acompanha todo o caminho do alimento até ele chegar à mesa do consumidor, com dados sobre origem, lote e validade de hortigranjeiros, enquanto o GS1 DataMatrix informa a trajetória de um medicamento, do laboratório farmacêutico à administração ao paciente.

O próximo passo, embora pareça futurista, está próximo de se realizar. O celular já lê códigos de barras e navega na internet, o que permite armazenar listas de compras, obter informações adicionais sobre determinados produtos ou verificar promoções. O projeto está em fase inicial no Brasil, mas logo deverá ganhar escala. O consumidor deve se preparar, pois vem aí uma nova experiência de compra.

Decisão obriga Unimed a atender paciente descartando carência e restrições

Dados de uma pesquisa realizada em 2012 pela Datafolha, encomendada pela Associação Paulista de Medicina, revelam uma triste realidade. Cerca de oito, em cada dez usuários de planos de saúde (ou 77% deles), sofreram algum problema com o atendimento nos últimos dois anos. Adriano Dias, advogado especialista em direito do consumidor, afirma que as operadoras de saúde devem agir em conformidade com as necessidades de seus consumidores, oferecendo ampla abrangência. Mas, infelizmente não foi o que aconteceu com uma paciente portadora de carcinoma metastático em fígado, compatível com sítio primário em mama (câncer de mama). Ela pertencia à Unimed Nacional e teve que migrar para a unidade Santos. A operadora alegou que a usuária teria que passar por um período de carência porque o plano não atende de forma unificada. “Não há como considerar o cumprimento de qualquer carência, quando se verifica que ocorreu a alteração de plano entre as cooperativas de um mesmo grupo. A forma em que a Unimed é estruturada por todo o país, implica considerá-las como empresas coligadas pertencentes de um mesmo grupo econômico”, explica Adriano.

Como a paciente apresentava risco de vida evidenciado, e urgência no atendimento, a Unimed foi obrigada a permitir o tratamento completo, sem restrições, dando continuidade através dos meios técnicos possíveis para pronto restabelecimento da saúde. “A cooperativa cumpriu a determinação da decisão liminar, mas quando a sentença final foi publicada, a autora já tinha falecido. O importante desta decisão foi a obrigação da operadora em atender sem carências o caso que é considerado urgente”, destaca o advogado.

Outro ponto importante e inédito conquistado pelo advogado Adriano Dias foi o reconhecimento, pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (Apelação nº 0041387-12.2010.8.26.0562), de que todas as cooperativas da Unimed espalhadas pelo país devem ser consideradas com um único grupo econômico, não podendo impor-se carência quando o usuário muda de cooperativa, ou seja, por exemplo, da Unimed Nacional para a Unimed Santos, não sendo isto considerado uma substituição de plano, possuindo, portanto, o Sistema Cooperativo Unimed responsabilidade solidária quanto à prestação de atendimento médico-hospitalar.

Gerenciamento de riscos contribui para prevenir perdas no transporte rodoviário brasileiro

carga2A perda de mercadorias na etapa do transporte é um dos grandes fatores de elevação dos custos de produção, sejam por problemas relacionados com o manuseio, roubo, furto ou acidentes. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimam que a cada safra de grãos no Brasil, cerca de R$ 2,7 bilhões são perdidos após a colheita. Muito disso em função de rodovias e caminhões mal conservados, que acarretam na perda dos grãos por trepidação, acidentes rodoviários, gargalos nos portos e problemas no armazenamento.

No segmento de commodities, itens com maior valor agregado como café, algodão e produtos siderúrgicos como o níquel, além dos problemas estruturais que envolvem toda a cadeia logística, a perda é agravada com os eventos de roubo das mercadorias em trânsito, principalmente na linha dos produtos acabados como os eletrônicos, os farmacêuticos e os de gêneros alimentícios. O modal rodoviário, responsável por 60% dos produtos transportados, é o mais problemático. Dados da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), a idade média dos veículos de caminhoneiros autônomos é de 19 anos e dos veículos das empresas de transporte é de oito anos, 32% da frota atual de veículos circulando em rodovias brasileiras têm mais de 20 anos, ou seja, além dos problemas estruturais de rodovias mal conservadas, quase um terço da frota trafega em condições de conservação duvidosas. Além disso, o roubo em rodovias é alarmante e o policiamento é pequeno diante da extensa malha rodoviária.

De acordo com Cyro Buonavoglia, presidente da Buonny Projetos e Serviços de Riscos securitários, a falta de investimento público é um ponto importante. “Se conseguirmos modernizar nossa infraestrutura, minimizaremos muito as perdas no setor. Comecemos pelo rodoviário, implementando políticas adequadas de financiamento e desoneração, assim podemos facilitar o acesso dos motoristas autônomos e das empresas às linhas de crédito para substituição dos equipamentos obsoletos e sucateados por novos e modernos equipamentos mais seguros e econômicos”, avalia Cyro. “Mas só isso não basta. Deve haver uma política de modernização das nossas rodovias para trazer maior segurança ao setor, investir em políticas de segurança pública para repressão ao crime de roubo e furto de mercadorias, leis mais duras para quem rouba e ainda mais duras para quem recepta”, completa.

Tem ainda os problemas relacionados à jornada de trabalho dos motoristas, que para melhorar seus ganhos ou cumprir metas tendem a efetuar o transporte de forma mais rápida, descansando pouco e expondo a si próprio, veículo, mercadoria e terceiros a riscos adicionais. O modal aéreo também é preocupante. Por ele geralmente são transportados produtos de alto valor agregado como os importados e de grifes renomadas mundialmente, aparelhos eletrônicos, celulares e medicamentos. As perdas estão concentradas dentro dos aeroportos seja por roubo ou extravio. A precária estrutura portuária também possibilita perdas importantes no segmento de transportes, tanto marítimo quanto fluvial.

Produtos com maior valor agregado e com maior facilidade de colocação no mercado são os mais visados pelos ladrões de carga como produtos eletrônicos (computadores, notebooks, televisores de LCD e aparelhos celulares), produtos farmacêuticos (medicamentos), gêneros alimentícios e cigarros. Fazer uma boa gestão de riscos é fundamental para a prevenção e minimização de perdas. “Toda empresa, qualquer que seja seu tamanho, deve ter uma área voltada para a gestão de seus riscos, que irá identifica-los, analisar os impactos, identificar as ferramentas e métodos de contenção, redução, transferência e financiamento desses riscos, aplicar as medidas preventivas e avaliar a eficácia dessas medidas. O processo de gestão de riscos tem que ser permanente em uma organização”, destaca Cyro. “Além disso, prevenir é muito mais barato do que consertar o processo pós-perda e a gestão de riscos é uma ferramenta muito eficaz para a garantia de cumprimento desse objetivo”, diz.

Recursos de segurança eletrônica também são usados para coibir o roubo de cargas, pois fornecem informações logísticas e aprimoram o controle de entrega dos produtos. Esses mesmos recursos são utilizados para ajudar a controlar a jornada de trabalho do motorista, reduzindo a exposição a acidentes. Muitos desses equipamentos dispõem de recursos de telemetria, que visam aprimorar a forma de condução dos veículos, buscando melhor rendimento com menor perda, seja no desgaste de peças, seja no consumo de combustível. Existem vários níveis de equipamentos para esta finalidade. “Temos rastreadores com comunicação por satélite, com comunicação por celular e os híbridos, que utilizam os dois meios. Eles são dotados de dispositivos como sensores de abertura de portas tanto para veículo, como para baú, sensores de desengate da carreta, sensores de violação do painel, dispositivos de sirene e pisca, bloqueadores de ignição do motor, travas de quinta roda e botão de emergência para ser acionado pelo motorista. E existem também equipamentos de rastreamento instalados no veículo como redundância ao principal, rastreadores instalados na carreta e até mesmo rastreadores miniaturizados instalados no interior da carga”, finaliza Cyro.

Código de barras: um sucesso no mundo todo

NBR ISO/IEC 17025: os requisitos gerais para competência de laboratórios de ensaio e calibração

A norma NBR ISO/IEC 17025 estabelece requisitos gerenciais e técnicos para a competência de laboratórios em fornecer resultados de ensaio e/ou calibração tecnicamente válidos. A norma NBR ISO/IEC 17025 é para o uso de laboratórios de calibração e ensaio no desenvolvimento de seu sistema de gestão da qualidade. Clientes de laboratórios, autoridades regulamentadoras e organismos de acreditação também podem usar a norma para confirmar ou reconhecer a competência de laboratórios. O atendimento a esta norma significa que o laboratório opera um sistema de gestão da qualidade segundo os princípios da NBR ISO 9001. Esta norma cobre a competência técnica requerida que não é coberta pela NBR ISO 9001.

barrasEle nada mais é que a representação de um pequeno conjunto de números e/ou letras, impressos de uma forma que o leitor óptico possa interpretar: o preto retém a luz e o branco a reflete, de forma que o leitor capture os sinais e interprete qual a seqüência de números (ou letras) representada pelas barras. Mesmo sendo um sistema conceitualmente simples, é a base da tecnologia de automação comercial. O desenho das barras não é sempre igual, há diferentes tipos (simbologias), ou seja, diferentes critérios para combinar barras claras e escuras. A seqüência “123”, por exemplo, pode ter diversas representações, dependendo do tipo de código utilizado. Um leitor óptico não é capaz de ler qualquer código de barras, ele deve estar devidamente habilitado ou configurado para cada tipo que lhe for apresentado, a fim de conseguir interpretar o código. Os leitores a laser (muito usados no comércio) geralmente são configurados por comandos de programação impressos em menus ou cartões de códigos de barras, ou então por envio de comandos pela porta serial do micro. A grande maioria das lojas de varejo tem seus equipamentos configurados para ler os padrões EAN e UPC, mas geralmente também lêem o código 3 de 9.

Além de haver diferentes combinações de barras, alguns códigos possuem um conteúdo de dados padronizado, ou seja, a seqüência de números representados é organizada de uma determinada forma (cada posição tem um significado). Isto ocorre, por exemplo, com o EAN13, UPC12 e demais padrões de codificação estabelecidos e controlados internacionalmente. Outros códigos, como o 39, são livres, ou seja, quem for usá-lo tem a liberdade de posicionar os números e letras livremente. A principal vantagem de se trabalhar com um padrão internacional rígido é que cada produto terá seu código exclusivo, aplicável no mundo inteiro, sem repetição, o que possibilita a integração e a troca de informações entre os vários elos da cadeia produtiva: do fabricante ao consumidor final, o código acompanha o produto. A contrapartida é a burocracia: a empresa deve se cadastrar no órgão responsável (EAN – European Article Numbering – responsável pelos códigos no mundo inteiro, exceto Estados Unidos e Canadá, em que o responsável é o UCC – Uniform Code Council), a fim de receber um ID que a identificará exclusivamente dentro do código de barras. É evidente que sem tal burocracia seria impossível existir este sistema organizado de codificação em escala global.

Já os códigos livres (não padronizados) têm a vantagem de permitir sua personalização, criando uma lógica para incluir todas as informações que precisa. É possível, por exemplo, criar um código que contenha a sigla do fornecedor, o código da categoria, o código da linha, o código da cor, e qualquer informação que permita à empresa descrever um produto apenas olhando seu código. É possível, até mesmo, incluir neste código o número de série do produto, para acompanhá-lo individualmente, fornecendo uma informação valiosa à empresa. Por outro lado, a abrangência do código não padronizado se limita à própria empresa (ou a um determinado grupo que compartilhe a mesma lógica em seu sistema). Os mais comuns são:

EAN13: é o código mais usado na identificação de itens comerciais. É composto de 13 dígitos: os 3 primeiros representam o país (o Brasil é 789), os 4 seguintes representam o código da empresa filiada à EAN, os próximos 5 representam o código do item comercial dentro da empresa, e o 13º dígito é o verificador, obtido por meio de cálculo algoritmo (ver edição 23 da Fórum Access para mais informações sobre o cálculo). De acordo com a grade de itens da empresa (quantidade), a composição pode ser mudada para que o item comercial tenha de 3 a 6 dígitos, e a empresa tenha 6 a 3. Ou seja, a combinação de código da empresa + código do item deve ter 9 dígitos.

EAN8: é a versão reduzida do EAN13, para embalagens pequenas. Ele não inclui o código da empresa, apenas o do país (3 dígitos), do produto (4 dígitos) e dígito verificador. Como não há o código da empresa, o licenciamento de numerações é integralmente controlado pela EAN, mediante comprovação técnica de necessidade, taxa de licenciamento e anuidade de manutenção, pois há poucos códigos disponíveis por país.

UPC-A: tem a mesma aplicação do EAN13, mas é usado para itens comercializados nos Estados Unidos e Canadá. Tem 1 dígito que representa a categoria do produto, 5 dígitos para a identificação do fabricante, 5 dígitos para a identificação do produto e 1 dígito verificador (totalizando 12). Não há identificação do país, pois o cadastro de filiados é único para EUA e Canadá.

UPC-E: é a versão UPC de 8 dígitos, obtida suprimindo 4 zeros do UPC-E (entre número da empresa e número do item).

3 de 9: é um código simples de ser gerado, aceita letras e números e é livre. Sua simbologia não é densa, dispensando o uso de dígito verificador (que é usado nos outros padrões para garantir que a leitura foi feita corretamente). Costuma ser usado para codificações internas de empresas que necessitam de caracteres alfa-numéricos (indústrias, companhias aéreas, etc.), mas também é usado em aplicações comerciais.

Atualmente, são mais de 6 bilhões de leituras por dia do código de barras de identificação de produtos mais usado no mundo. O alto índice de adoção do código de barras é resultado da padronização global, responsável por tornar muito mais eficientes os processos logísticos das cadeias de abastecimento e suprimentos em todo o mundo. O Sistema de Identificação único e global é aplicado em mais de 20 segmentos do mercado, desde produtos de consumo, logística e transporte até os segmentos mais específicos como, por exem plo, saúde e defesa. Com objetivo de proporcionar uma linguagem comum entre parceiros comerciais, o código traz incontáveis benefícios aos consumidores e à gestão das empresas. Cada produto tem seu código único, que o acompanha em qualquer lugar. “Sem código de barras, identificação eficiente e processos logísticos adequados, fabricantes, distribuidores e varejistas perdem eficiência e os produtos ficam sem identidade”, afirma João Carlos Oliveira, presidente da GS1 Brasil.

No Sistema GS1, o Global Trade Item Number (GTIN) é o código global de oito a treze dígitos atribuído a produtos. Ele tem papel relevante para a eficiência da logística. O código de barras impresso nas embalagens carrega o GTIN e pode conter outras informações. A relevância do GTIN e do código de barras é tanta, que até o Ministério da Fazenda determinou que a Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) tenha um campo destinado ao preenchimento do código. Nos 28 anos de trabalho da GS1 no Brasil, mais de 55 mil empresas adotaram o Sistema GS1 como padrão e também aprovam medidas da entidade para facilitar o relacionamento comercial. Entre eles, o Programa de Certificação de Código de Barras. Fruto de uma parceria entre a GS1 Brasil e Comitê Abras de Inovação Tecnologia, o programa visa corrigir possíveis erros na impressão dos códigos de barras de produtos. Com isso, os códigos dos produtos terão leitura garantida, rápida e correta, para oferecer ao consumidor a melhor experiência de compra no check-out do varejo.

Profissionais da GS1 Brasil verificam e atestam, no Laboratório de Verificação da entidade, a qualidade dos códigos aplicados a itens comerciais e unidades logísticas, com base em requisitos de negócios e especificações técnicas internacionais (normas ISO e GS1), garantindo melhor desempenho na captura de dados. Com o objetivo de agilizar ainda mais o relacionamento da cadeia de abastecimento, a GS1 criou em 2004 a Rede de Sincronização de Dados Global (GDSN na sigla em inglês). É uma rede baseada em padrões que permitem a sincronização de dados automatizada, segura e contínua. Ao fornecer um ponto único e confiável para parceiros de negócios trocarem informações sobre produtos, a GDSN proporciona precisão nos pedidos, reduz preenchimentos de formulários e duplicação de processos. É uma forma comprovada de reduzir os custos da cadeia de suprimentos.

Hoje são mais de sete milhões de itens registrados na GDSN. Originalmente adotada pelos fornecedores do varejo, principalmente de bens de consumo e rede de lojas varejistas, a GDSN beneficiará um amplo leque de segmentos de mercado como saúde, eletroeletrônicos, m-commerce, business-to-consumer e comércio de material de construção. O índice de adoção desse padrão prova que a troca de dados globalmente já beneficia dezenas de milhares de empresas com eficiência e redução de custos. No Brasil, a GDSN está em operação no Carrefour, em um projeto realizado em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) e a GS1 Brasil.

Normas como as descritas acima contribuem para maior segurança, agilidade e rastreabilidade nas entregas de produtos. Toda a sociedade ganha com isso. No caso de alimentos e remédios, o controle passa a ser mais rígido. “A possibilidade de fraude, desvio ou falsificação de remédios é reduzida consideravelmente, já que nossos padrões permitem rastreá-los na cadeia de suprimentos”, lembra João Carlos Oliveira, presidente da GS1 Brasil. Já no caso de alimentos, o novo código de barras GS1 DataBar tem dimensões reduzidas e maior capacidade de armazenar dados. Na operação de caixa pode-se ter o controle da data de validade de produtos perecíveis e evitar a venda ao consumidor caso ainda não tenham sido recolhidos da gôndola do supermercado.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

A novela sem fim do ponto eletrônico

Clique no curso para mais informações e fazer a sua inscrição

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 554,02 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

Mais uma vez o governo adiou a obrigatoriedade do uso do ponto eletrônico ou o Registrador Eletrônico de Ponto (REP). O Ministério do Trabalho e Emprego adiou pela quinta vez a data para obrigatoriedade do REP nas empresas com mais de dez funcionários. A obrigatoriedade estava prevista para setembro do ano de 2010; depois para março e setembro de 2011 e então 2 de janeiro de 2012. A Portaria no. 2.686 estabelece que a medida entra em vigor em datas diferentes, de acordo com os setores e tamanho das empresas. Para a indústria, comércio e setor de serviços, incluindo entre outros, os setores financeiro, de transporte, de construção, de comunicações, de energia, de saúde e de educação terão que se adequarem a partir de 2 de abril de 2012. Em 1 de junho, a medida irá valer para empresas que exploram atividade agroeconômica e, em 3 de setembro, para as microempresas.

A justificativa dada na Portaria para o adiamento é que “devido a dificuldades operacionais ainda não superadas em alguns segmentos da economia para implantação do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto. Com essas novas datas, as empresas ganham novamente mais tempo para acatar a nova regulamentação. Atualmente, 5% das companhias no Brasil utilizam o sistema, ou seja, das cerca de 7,5 milhões de empresas, cerca de 450 mil utilizam o REP. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto (Abrep), até o momento foram vendidos 300 mil equipamentos desde que a Portaria 1.510 foi lançada, em 2009. As empresas que optarem pelo registro eletrônico de presença dos funcionários deverão obedecer aos critérios fixados na Portaria, como a obrigatoriedade de certificação do equipamento e seu uso exclusivo para a marcação de ponto.

Segundo o governo, “vale lembrar que o objetivo das mudanças do novo relógio de ponto é evitar fraudes no registro de jornada de trabalho”. A principal alteração definida pela Portaria 1.510 está na comprovação do horário: as máquinas terão agora que emitir um comprovante de papel a cada marcação de ponto. O comprovante é similar a uma via emitida em uma compra com cartão de crédito e recomenda-se aos funcionários que não estão recebendo conforme as horas trabalhadas, guardar os comprovantes fornecidos durante toda a relação contratual, pois os mesmos serão as únicas provas dos horários que de fato trabalharam. Contando a entrada/saída para o almoço / volta do almoço / saída, serão quatro tíquetes por dia.

Para Carlos Eduardo Dantas Costa, advogado da área trabalhista do escritório Peixoto e Cury Advogados (carloseduardo.dantas@peixotoecury.com.br), a famigerada questão relativa a entrada em vigor do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto para as empresas brasileiras ganhou, recentemente, um novo capítulo. “A obrigatoriedade do ponto eletrônico deveria entrar em vigor no último dia 01 de janeiro, mas uma nova portaria (nº 2.686) do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada no Diário Oficial da União no dia 28 de dezembro do ano passado, prorrogou para abril de 2012. E a norma traz, ainda, mais uma novidade: um cronograma, no qual a atividade econômica desenvolvida pela empresa determinará a data inicial da obrigatoriedade do uso do SREP. Segundo o MTE, a prorrogação se justifica pela necessidade de identificar as dificuldades operacionais de algumas empresas”.

Pela nova portaria fica estabelecida a obrigatoriedade a partir de: 02 de abril de 2012, para as empresas que exploram atividades na indústria, no comércio em geral, no setor de serviços, incluindo, entre outros, os setores financeiro, de transportes, de construção, de comunicações, de energia, de saúde e educação; 01 de junho de 2012, para as que exploram atividade agro-econômica; e 03 de setembro de 2012, para as microempresas e empresas de pequeno-porte. “O ponto eletrônico foi inicialmente regulamento pela Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de 2009, como tentativa de minimizar desvios relativos à jornada de trabalho, praticados por meio de fraudes nos livros de registro ou cartões-ponto. Porém, as novas regras vêm cercadas de polêmicas – para dizer o mínimo – e não beneficiam em nada as empresas idôneas. Dentre as imposições determinadas pela Portaria, aquela que tem provocado maiores discussões diz respeito à obrigatoriedade de que a cada registro da jornada efetuado pelo trabalhador seja emitido um comprovante, semelhante aqueles gerados em compras efetuadas com cartões de crédito ou débito. Essa medida, além de não trazer, ao trabalhador, nenhuma garantia suplementar, está na contramão da preocupação com o meio ambiente, pois será gerado um excessivo volume de comprovantes em papel”.

O advogado acha que a medida representa um investimento pesado para estabelecimentos de todos os portes, uma vez que o número de registradores será tanto maior quanto forem os empregados no local de trabalho e muitas empresas sequer realizaram os investimentos necessários para aquisição do novo sistema de ponto eletrônico. “Por outro lado, as empresas mal intencionadas, certamente encontrarão formas de burlar as restrições trazidas pela Portaria, valendo-se do famigerado jeitinho brasileiro. De toda forma, vale lembrar que o Ministério do Trabalho emitiu, também no ano passado, Portaria que autoriza, por meio de Acordo Coletivo de Trabalho, a flexibilização do uso do REP”, finaliza.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Virtualização segura como solução econômica nas PMEs

Produtos e Resíduos Perigosos: Classificação, Transporte, FISPQ, FDSR e Rotulagem – Legislação e Normas Brasileiras – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Segurança em Instalações e Serviços com Eletricidade de Acordo com a NR 10 – Básico – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 554,02 (56% de desconto)

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Ferramentas MASP – Metodologia de Análise e Solução de Problemas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

virtualizaçãoFabio Picoli

Orçamentos curtos, equipes enxutas, pouca mão de obra e faturamento limitado. Essa é a realidade da maioria das empresas de pequeno e médio porte, cujos departamentos financeiros precisam pensar em cada centavo gasto. Com tantos cortes, até em suprimentos básicos como telefone, além da manutenção, seria válido investirem em tecnologias mais complexas? Apesar dessa aparente contradição, a resposta é sim. Para as organizações da área de tecnologia da informação, esse raciocínio é mais fácil de ser compreendido, mas em outros segmentos e, principalmente, para os que contam com gestores mais tradicionais, há muitas barreiras a serem quebradas. A verdade é que, quando planejada, a redução de custos proporcionada pela virtualização pode ser bem mais interessante do que pequenas atitudes, como trocar a marca do café dos funcionários por outra mais em conta, por exemplo. Além disso, há um estudo, feito no Reino Unido pela consultoria The Butler Group, que mostra que cerca de 40% do consumo de energia pode ser diminuído com a virtualização.

Nesse novo cenário, um dos pontos mais discutidos são os novos desafios ocasionados pela jornada para a virtualização. Tendo isso como ponto de partida, podemos dizer que confiabilidade, integridade e disponibilidade são alguns dos ativos mais importantes para qualquer empresa hoje em dia. Por este motivo, as empresas de pequeno e médio porte precisam ter consciência de que precisam buscar ferramentas de segurança no mercado que sejam 100% aderentes a esta nova realidade. Hoje há soluções que funcionam na nuvem da internet e trazem inúmeras facilidades, como instalação rápida e intuitiva, simplicidade no uso e leveza. Isto é tudo que as empresas do século XXI precisam.

Que o digam as empresas que já adotaram as soluções de segurança em nuvem. De acordo com uma pesquisa do instituto Gartner, mais de 75% das PMEs que virtualizaram seus servidores esperam explorar esse recurso cada vez mais. Para as organizações dispostas a dar um passo à frente, a tendência pode ser ainda mais vantajosa quando associada ao homeoffice. E para quem duvida desse modelo, pesquisas de players de virtualização constataram que 77% dos colaboradores afirmam ser mais produtivos quando trabalham em casa. Isso pode ser um trunfo para colaboradores que constantemente precisam se ausentar do escritório. Quanto à questão técnica, a gestão das máquinas se torna muito mais simplificada, uma vez que a visibilidade de todas está concentrada em apenas um servidor, principalmente se este não é físico.

Há ainda outros aspectos positivos relacionados à segurança das informações confidenciais, e o fato de que se um dos computadores parar de funcionar, toda sua estrutura estará hospedada em outro local. Isso certamente ajuda aquelas empresas que sempre deixam o backup para depois! Com a virtualização, toda a inteligência de uma corporação pode ser gerida por um console em qualquer máquina com acesso à internet. O grande “pulo do gato” é garantir que o ambiente virtualizado esteja totalmente seguro. Atualmente, são múltiplas as formas de configurar uma solução de segurança em nuvem para atender às necessidades de uma empresa, independentemente de seu tamanho. A questão hoje é somente encontrar o modelo mais eficaz e acessível para cada uma delas.

Fabio Picoli é country manager da Trend Micro no Brasil.

CNBB e o Código Florestal

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou seu posicionamento sobre o Código Florestal na qual expressa sua preocupação pela possível aprovação do projeto com a falta de algumas correções necessárias. “O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção”, destaca um trecho. Ainda no texto, a Conferência sublinha que o projeto “não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana”. Abaixo, a íntegra da nota da CNBB sobre o Código Florestal:

“O Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da Conferência Nacional dos bispos do Brasil – CNBB, reunido nos dias 29 e 30 de novembro de 2011, vem manifestar sua preocupação com a possível aprovação, pelo Congresso Nacional, do projeto de reforma do Código Florestal brasileiro. Já aprovado nas devidas Comissões do Senado Federal, o novo Código Florestal, tão necessário ao Brasil, embora tenha obtido avanços pontuais na Comissão do Meio Ambiente, como um capítulo específico para a agricultura familiar, ainda carece de correções. O projeto, ao manter ocupações em áreas ilegalmente desmatadas (Artigos 68 e 69) e permitir a recuperação de apenas metade do mínimo necessário para proteger os rios e a biodiversidade (Artigos 61 e 62), condena regiões inteiras do país a conviver com rios agonizantes, nascentes sepultadas e espécies em extinção. Sob o pretexto de defender os interesses dos pequenos agricultores, esta proposta define regras que estenderão a anistia a quase todos os proprietários do país que desmataram ilegalmente.

O projeto fragiliza a proteção das florestas hoje conservadas, permitindo o aumento do desmatamento. Os manguezais estarão abertos à criação de camarão em larga escala, prejudicando os pescadores artesanais e os pequenos extrativistas. Os morros perderão sua proteção, sujeitados a novas ocupações agropecuárias que já se mostraram equivocadas. A floresta amazônica terá sua proteção diminuída, com suas imensas várzeas abertas a qualquer tipo de ocupação, prejudicando quem hoje as utiliza de forma sustentável. Permanecendo assim, privilegiará interesses de grupos específicos contrários ao bem comum. Diferentemente do que vem sendo divulgado, este projeto não representa equilíbrio entre conservação e produção, mas uma clara opção por um modelo de desenvolvimento que desrespeita limites da ação humana. A tão necessária proteção e a diferenciação mediante incentivos econômicos, que seriam direcionados a quem efetivamente protegeu as florestas, sobretudo aos agricultores familiares, entraram no texto como promessas vagas, sem indicativo concreto de que serão eficazes.

Insistimos que, no novo Código Florestal, haja equilíbrio entre justiça social, economia e ecologia, como uma forma de garantir e proteger as comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas e de defender os grupos que sabem produzir em interação e respeito com a natureza. O cuidado com a natureza significa o cuidado com o ser humano. É a atenção e o respeito com tudo aquilo que Deus fez e viu que era muito bom (cf. Gn 1,30). O novo Código Florestal, para ser ético, deve garantir o cuidado com os biomas e a sobrevivência dos diferentes povos, além de preservar o bom uso da água e permitir o futuro saudável à humanidade e ao ecossistema. Que o Senhor da vida nos ilumine para que as decisões a serem tomadas se voltem ao bem comum. Brasília-DF, 30 de novembro de 2011.”

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a