Manutenção dos sistemas de climatização: já era obrigatório o cumprimento das normas técnicas, agora lei federal reforça essa imposição

A falta de uma manutenção correta e constante dos sistemas de climatização ou ar condicionado não apenas diminui a renovação do ar, mas provoca um acúmulo de sujeira. Também, durante o processo de refrigeração ocorre a condensação de água que, líquida, acaba por se acumular no interior do sistema, favorecendo o surgimento de muitos fungos e bactérias. Esses fatores costumam agravar os quadros de moléstias respiratórias como asma, rinite, sinusite e doença pulmonar obstrutiva crônica dos ocupantes das edificações.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

O governo sancionou a Lei nº 13.589, de 4 de janeiro de 2018, que dispõe sobre a manutenção de instalações e equipamentos de sistemas de climatização de ambientes. Se antes já era obrigatório o cumprimento das normas técnicas pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC – Lei 8.078 de 1990), agora uma lei federal específica vem reforçar essa obrigatoriedade. Assim, todos os edifícios de uso público e coletivo que possuem ambientes de ar interior climatizado artificialmente devem dispor de um Plano de Manutenção, Operação e Controle (PMOC) dos respectivos sistemas de climatização, visando à eliminação ou minimização de riscos potenciais à saúde dos ocupantes.

A lei traz algumas definições importantes. Por exemplo, os ambientes climatizados artificialmente são os espaços fisicamente delimitados, com dimensões e instalações próprias, submetidos ao processo de climatização por meio de equipamentos.

Os sistemas de climatização são o conjunto de instalações e processos empregados para se obter, por meio de equipamentos em recintos fechados, condições específicas de conforto e boa qualidade do ar, adequadas ao bem-estar dos ocupantes.

Já a manutenção inclui as atividades de natureza técnica ou administrativa destinadas a preservar as características do desempenho técnico dos componentes dos sistemas de climatização, garantindo as condições de boa qualidade do ar interior.

Fundamental na lei é a especificação de que os padrões, valores, parâmetros, normas e procedimentos necessários à garantia da boa qualidade do ar interior, inclusive de temperatura, umidade, velocidade, taxa de renovação e grau de pureza, são os regulamentados pela Resolução n  9, de 16 de janeiro de 2003, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e posteriores alterações, assim como as normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Ou seja, a ABNT, dentro do contexto do Estado, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, que exerce uma função delegada pelo Estado brasileiro como organismo de normalização no Brasil. Nasceu como associação civil sem fins lucrativos, todavia, posteriormente foi declarada de utilidade pública por exercer função delegada do Estado, por meio do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).

Igualmente, o Código de Defesa do Consumidor define como prática abusiva e explicitamente vedada colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas da ABNT. A própria administração pública, por força de dispositivo expresso na Lei de Licitações Públicas, se obriga à obediência da norma brasileira (NBR). Assim, se ela é vinculante e se sua homologação está afeta à ABNT, fica evidente que essa instituição age como agente público que é.

Ou seja, sujeitam seus gestores ao arcabouço de deveres dos demais agentes públicos. Reconhecendo o inteiro teor de um texto de norma brasileira como um documento normativo, uma vez que se trata de norma de padronização brasileira, caberia aos administradores da entidade zelar para que seu conteúdo não contivesse declaração falsa de reserva de direitos autorais no intuito de prejudicar o direito do consumidor em dispor livremente do conteúdo, criar obrigação ilegal e ao mesmo tempo alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante – a inexistência de direitos autorais.

As normas técnicas brasileiras, que alcançam todo o território nacional e se impõem aos órgãos públicos e privados por expressa disposição legal ou regulamentar, podem impor comportamentos – imperativas em seu cumprimento e acarretam, também por expressa determinação legal ou regulamentar, em caso de descumprimento, a aplicação de penalidades administrativas – e eventualmente até de natureza criminal.

Assim, as NBR são regras de conduta impositivas para os setores produtivos em geral, tendo em vista que, além de seu fundamento em lei ou atos regulamentares, tem em vista o cumprimento da função estatal de disciplinar o mercado com vistas ao desenvolvimento nacional e à proteção de direitos fundamentais tais como os direitos relativos à vida, à saúde, à segurança, ao meio ambiente.

Quanto às normas técnicas referenciadas e obrigatórias na lei, a NBR 15848 de 06/2010 – Sistemas de ar condicionado e ventilação – Procedimentos e requisitos relativos às atividades de construção, reformas, operação e manutenção das instalações que afetam a qualidade do ar interior (QAI) estipula procedimentos e requisitos relativos às atividades de operação e manutenção, para melhoria dos padrões higiênicos das instalações de ar-condicionado e ventilação, contribuindo desta forma para a qualidade do ar (QAI).

A NBR 16401-3 de 08/2008 – Instalações de ar-condicionado – Sistemas centrais e unitários – Parte 3: Qualidade do ar interior especifica os parâmetros básicos e os requisitos mínimos para sistemas de ar-condicionado, visando à obtenção de qualidade aceitável de ar interior para conforto.

A NBR 14679 de 06/2012 – Sistemas de condicionamento de ar e ventilação — Execução de serviços de higienização estabelece os procedimentos e diretrizes mínimas para execução dos serviços de higienização corretiva de sistemas de tratamento e distribuição de ar caracterizados como contaminados por agentes microbiológicos, físicos ou químicos.

Enfim, a norma técnica brasileira tem uma natureza jurídica, de caráter secundário, impositiva de condutas porque fundada em atribuição estatal, sempre que sinalizada para a limitação ou restrição de atividades para o fim de proteção de direitos fundamentais e do desenvolvimento nacional, que são funções do Estado. Pode ser equiparada, por força do documento que embasa sua expedição, à lei em sentido material, vez que obriga o seu cumprimento. Mesmo que muitas instituições e especialistas afirmem o contrário. Mas, a Justiça brasileira vem reconhecendo isso como uma verdade fundamentada.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade e editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/hayrton@hayrtonprado.jor.br 

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Verão: estresse térmico pode reduzir produtividade do trabalhador

Versões de normas técnicas em outros idiomas

A Target, com uma ampla experiência na área de normalização, oferece aos seus clientes o serviço de tradução e formatação de normas técnicas. Profissionais especializados fazem uma tradução eficiente e segura das normas internacionais e estrangeiras para o padrão brasileiro de normas e, de acordo com a necessidade do cliente,  também traduzem as normas brasileiras para outras línguas, facilitando o acesso à informação crítica da norma, com toda segurança e garantia de qualidade Target.

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Empresas devem garantir manutenção de temperatura prevista na NR 15

Com a chegada do verão, aumenta a preocupação dos gestores empresariais em manter um ambiente termicamente confortável para os seus colaboradores. Segundo informações do Instituto Climatempo, 2015 registrará temperaturas mais altas do que o ano anterior. Desmaios, desidratação, sudorese intensa e exaustão são alguns dos reflexos que o estresse térmico pode ocasionar em situações ocupacionais.

De acordo com a legislação trabalhista vigente, nos escritórios e setores administrativos, a temperatura efetiva deve permanecer entre 20º C e 23ºC. “Recomendamos que as empresas monitorem a temperatura do ambiente. Isso garante o conforto térmico no local de trabalho, proporciona o bem estar aos funcionários e mantém a produtividade”, explica a engenheira do trabalho do Imtep, Carolina Arsie Cardoso. Nas indústrias, onde ocorre exposição ao calor em função de fontes artificiais, o cuidado deve ser o mesmo, sempre respeitando o tempo de descanso, o qual deve ocorrer em local com temperatura amena, definido em função do tipo de atividade realizada.

Segundo Carolina, por meio de uma análise quantitativa do calor, é possível verificar se os índices aos quais os trabalhadores estão expostos são adequados para as atividades exercidas. As medições devem ser efetuadas no local onde permanece o colaborador, à altura da região do corpo mais atingida. Após a análise dos resultados, devem ser definidos, seguindo as instruções da Norma Regulamentadora n° 15 anexo 3, os períodos de descanso no próprio local de prestação de serviço.

Algumas medidas contribuem para tornar o ambiente de trabalho mais confortável, como a execução de tarefas mais pesadas durante o período da manhã, ventilação adequada com renovação do ar, adoção de uniformes mais leves e utilização de barreiras nas fontes de calor. O Imtep, um dos maiores grupos de saúde ocupacional do país, oferece todo o suporte para diagnosticar e auxiliar as organizações na promoção de um ambiente de trabalho seguro, confortável e que garanta a qualidade de vida do capital humano. Abaixo, algumas dicas de como amenizar o calor e assegurar um local de trabalho termicamente correto.

– Execute tarefas mais pesadas no período da manhã, quando as temperaturas estão mais amenas;

– As pausas devem ser realizadas conforme legislação vigente, em função da atividade realizada (leve, moderada e pesada);

– Realize rodízios dos trabalhadores;

– Promova a renovação do ar. Ventiladores são indicados apenas para locais com temperaturas inferiores a 29ºC;

– Controle a umidade relativa do ar;

– Adote uniformes mais leves no verão;

– Hidrate-se! Para os trabalhadores é necessária a reposição de sódio para atividades com carga solar ou realizadas com exposição a fontes artificiais de calor.

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A instalação correta de chuveiro elétrico e aquecedor

CURSOS DISPONÍVEIS PELA INTERNET

A Target preparou um programa especial de cursos pela Internet, contemplando as últimas tendências do mercado. Com o objetivo de facilitar a participação daqueles que possuem uma agenda de compromissos complexa, a Target criou a opção para que o cliente possa assistir aos cursos através da transmissão pela Internet. Fique atento aos cursos que estão disponíveis. Clique aqui e veja um exemplo de como funciona o recurso. Garanta a seu desenvolvimento profissional adquirindo os cursos pela Internet da Target: https://www.target.com.br/produtossolucoes/cursos/gravados.aspx

Quando o frio chega, a vontade de tomar um banho mais quente e demorado ou ligar o aquecedor de ambientes é uma tentação. O conforto, no entanto, tem um preço, observado no aumento das contas de energia elétrica e de água, neste ano, acompanhado do risco de racionamento de água e energia, devido à estiagem vivida em algumas regiões do país. Para aliar economia, calor e segurança, a SIL, fabricante de fios e cabos elétricos de baixa tensão, dá algumas dicas para a correta escolha e utilização de chuveiros elétricos e aquecedores de ar.

O mercado dispõe de diversos modelos, com vazões, potências e capacidades para as mais variadas necessidades. Quanto maior a potência, maior a capacidade de gerar calor e, também, o gasto de energia elétrica; e quanto mais elevada a vazão,  maior o consumo de água. Em tempos de estiagem, os banhos rápidos são ainda mais recomendáveis tanto no que se refere aos recursos hídricos, como energéticos.

A escolha do aparelho, no entanto, precisa estar compatível com a instalação elétrica do imóvel. Todas as informações necessárias para a instalação e a correta utilização dos produtos são apresentadas nas embalagens ou manuais dos produtos e devem ser seguidas por uma questão de segurança e de economia.

O gerente da SIL, Nelson Volyk, explica que uma das principais características a serem verificadas é a compatibilidade entre os condutores elétricos (fio ou cabo) do circuito que será utilizado e a potência do aparelho. “É preciso verificar a seção nominal mínima do fio ou cabo a ser utilizado, do contrário pode ocorrer sobrecarga no circuito elétrico, degradando os condutores e elevando o consumo de energia”, afirma. Lembrando que, hoje em dia, um chuveiro chega a ter até 7.500W de potência, valor bem superior quando comparado ao passado.

Para a instalação de chuveiros, o engenheiro da SIL recomenda que sejam seguidas as indicações da NBR 5410 – Instalações Elétricas de Baixa Tensão, que determina o uso de disjuntor e de dispositivo diferencial residual (DR) nos circuitos onde haja utilização de água, como chuveiros, torneiras elétricas e banheiras. São itens de segurança que evitam riscos de choques e incêndios. Atualmente, os aquecedores de ambiente residenciais são comercializados com plugues de 10 e 20 ampères. A tomada de uso geral é a de 10 A e aceita o plugue de 10 A, mas existe a tomada de uso exclusivo de 20 A, que aceita o plugue de 20 A e também o de 10 A.

“Um grande erro é comprar um aquecedor de 1500 W que utiliza plugue de 20 A e ligar em uma tomada de 10 A utilizando um adaptador ou simplesmente forçando o plugue na tomada”, alerta Volyk. “Isso faz com que se sobrecarregue o circuito elétrico podendo gerar curto-circuito. A solução para este caso não é apenas a troca da tomada, para se ter uma tomada de 20 A. O correto é fazer um outro circuito elétrico ligado em outro disjuntor”.

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Aproveitando a luz natural para a iluminar ambientes conforme as normas técnicas

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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luzA luz natural em edificações tem papel importante para atender a uma série de requisitos funcionais, ambientais e econômicos. Portanto, incorporar a luz natural de forma coerente, otimizando seus benefícios e minimizando impactos negativos, torna-se crucial. O uso adequado da iluminação natural no ambiente interno promove o conforto psicológico, tornando o ambiente agradável e produtivo, proporcionando melhores condições de saúde humana, pois exerce influência importante no ciclo biológico das pessoas. Por outro lado, o consumo de energia nas edificações vem crescendo, especialmente em edificações residenciais. O consumo de energia neste setor aumentou 6,5% no último biênio, enquanto no setor industrial caiu 5,5% no mesmo período. O crescimento do consumo no setor residencial ocorreu principalmente devido às políticas de redução de impostos para alguns bens de consumo durante a crise econômica, além do aumento da renda per capita no país.

Apesar da importância da luz natural em edificações para o conforto do usuário e a necessidade de tornar as edificações mais eficientes, o Brasil ainda está em processo de desenvolvimento de estudos que indiquem efetivamente o que projetistas devem considerar para se beneficiar da luz natural. Há uma carência de conhecimento em relação às variáveis arquitetônicas que influenciam no desempenho da luz natural no espaço construído: qual a profundidade máxima do ambiente para que ele seja iluminado adequadamente com luz natural?; e qual o impacto das proteções solares na profundidade alcançada pela luz natural? A NBR 15215-1 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 1: Conceitos básicos e definições estabelece os conceitos e define os termos relacionados com a iluminação natural e o ambiente construído, agrupando-os em três linhas: termos gerais; componentes de iluminação natural; e elementos de controle. Na verdade, essa norma, sob o título geral “Iluminação natural”, contém as seguintes partes: Parte 1: Conceitos básicos e definições; Parte 2: Procedimentos de cálculo para a estimativa da disponibilidade de luz natural; Parte 3: Procedimento de cálculo para a determinação da iluminação natural em ambientes internos; e Parte 4: Verificação experimental das condições de iluminação interna de edificações – Método de medição.

Nos últimos anos, tem renascido o interesse na promoção das boas práticas de projeto de iluminação natural, por razões de eficiência energética e conforto visual. O uso otimizado da luz natural em edificações usadas principalmente de dia pode, pela substituição da luz artificial, produzir uma contribuição significativa para a redução do consumo de energia elétrica, melhoria do conforto visual e bem-estar dos ocupantes. A luz natural possui uma variabilidade e qualidades mais agradáveis e apreciadas que o ambiente proporcionado pela iluminação artificial. Aberturas, em geral, proporcionam aos ocupantes o contato visual com o mundo exterior e permitem também o relaxamento do sistema visual pela mudança das distâncias focais. A presença da luz natural pode garantir uma sensação de bem-estar e um relacionamento com o ambiente maior no qual os ocupantes estão inseridos.

Desta forma, o objetivo maior da NBR 15215-1, e de outras normas que virão para atender aspectos não tratados, é o de apresentar dados, técnicas e informações básicas num formato conveniente para ajudar aqueles profissionais envolvidos no projeto de edificações a lidar com questões relacionadas à iluminação natural destas. Para tanto, disponibilizam-se métodos de cálculo e verificação dos níveis de iluminação natural no interior das edificações, simples, porém com precisão adequada. A luz natural que incide no ambiente construído é composta basicamente pela luz direta do sol e luz difundida na atmosfera (abóbada celeste). O primeiro passo no desenvolvimento do projeto de sistemas de iluminação natural consiste no conhecimento da disponibilidade de luz proporcionada por estas fontes.

A disponibilidade de luz natural é a quantidade de luz em um determinado local, em função de suas características geográficas e climáticas, que se pode dispor por um certo período de tempo. Dados e técnicas para a estimativa das condições de disponibilidade de luz natural são importantes para a avaliação do desempenho final de um projeto em termos de conforto visual e consumo de energia. Isto refere-se à maneira como varia a quantidade de luz durante o dia e épocas do ano, quanto dura essa iluminação ao longo do dia e os motivos pelos quais as localidades dispõem de mais ou menos luz, face aos parâmetros que influem no cálculo da disponibilidade da luz natural, tais como: os dados relativos à posição do sol; as épocas da determinação, como o dia e o mês do ano; latitude e longitude geográficas; e tipo do céu.

A NBR 15215-2 de 03/2005 – Iluminação natural – Parte 2 – Procedimentos de cálculo para a estimativa da disponibilidade de luz natural estabelece os procedimentos estimativos de cálculo da disponibilidade da luz natural em planos horizontais e verticais externos, para condições de céu claro, encoberto e parcialmente encoberto ou intermediário. Ela é uma referência básica para o desenvolvimento de ferramentas de projeto e trabalhos de pesquisa, uma vez que não é direcionada apenas para projetistas, mas também para qualquer pesquisador interessado na área. Os valores estimados da disponibilidade de luz natural para uma localidade qualquer, de acordo com os procedimentos apresentados nesta parte da ABNT NBR 15215, não devem ser entendidos como valores instantâneos, mas como referenciais para projeto. São dados obtidos por algoritmos universalmente aceitos que, por sua vez, derivam de valores medidos e de modelos estimativos desenvolvidos em diversos países ao longo de várias décadas. Os valores assim determinados apresentam boa confiabilidade, pois levam em conta aspectos da órbita solar relativa a cada latitude, dia e mês do ano, assim como distintas condições atmosféricas. Os algoritmos apresentados nesta parte da ABNT NBR 15215 podem ser utilizados no desenvolvimento de programas computacionais.

Para a caracterização das condições do céu, é utilizado o método da cobertura do céu preconizado pela NOAA (EUA), sendo que a cobertura é estimada visualmente pela observação do montante de cobertura de nuvens. Esta cobertura de nuvens é estimada em percentual e expressa numa escala de 0 a 100%. Assim sendo, apresentam-se as seguintes condições de céus: céu claro: 0% a 35%; céu parcial: 35% a 75%; e céu encoberto: 75% a 100%. A abóbada celeste é considerada como um hemisfério de raio infinito e unitário, tendo no centro o ponto de estudo considerado. A iluminância devida a esta abóbada pode ser determinada a partir da distribuição de luminâncias do céu. Ao integrar-se a contribuição de luz proveniente de cada porção da abóbada por todo o hemisfério, através da sua luminância, tem-se a iluminância total no plano horizontal. Para se determinar a distribuição de luminâncias do céu, a abóbada celeste deve ser subdividida em zonas, assumindo-se um valor de luminância único para cada zona. Há uma figura 5 na norma que apresenta uma subdivisão com 220 zonas com variações angulares de altura e azimute múltiplas de 10°; esta é a subdivisão empregada no método gráfico apresentado na ABNT NBR 15215-4. Observa-se que quanto maior a subdivisão maior a precisão atingida.

Enfim, a luz natural proporciona ao ambiente uma variabilidade que depende do percurso do sol, bem como uma qualidade visual mais agradável e apreciada comparado à iluminação artificial. A relação do usuário com um ambiente iluminado naturalmente é, sem dúvidas, mais estimulante e prazeroso que aquele iluminado artificialmente. Estudos já demonstraram que o ser humano e seu relógio biológico reagem favoravelmente aos estímulos naturais que recebem da luz do dia, proporcionando melhor adequabilidade as atividades diárias e boa sensação de bem estar. Para aproveitamento adequado da luz natural, é importante um estudo acertado no desenvolvimento do projeto arquitetônico para se evitar a incidência da luz solar direta sobre os ambientes. A radiação solar pode gerar um superaquecimento do ambiente interno, principalmente em países de clima quente como o Brasil. Nesse sentido, o estudo de orientação da edificação deve ser feito respeitando as características locais do terreno.

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Edifícios e residências doentes

NBR 10787 – Concreto endurecido – Determinação da penetração de água sob pressão
A principal modificação em relação à edição anterior da norma é a possibilidade de realizar o ensaio de penetração de água sob pressão em testemunhos extraídos de estruturas de concreto, além de corpos de prova moldados, que já estavam previstos na edição de 1994. O conteúdo técnico realizado após minucioso trabalho de revisão, detalhando a aparelhagem utilizada no ensaio, novas figuras e esclarecimentos de alguns aspectos específicos. Tanto o procedimento do ensaio quanto as referências normativas e o conteúdo do relatório do ensaio foram também atualizados pela Comissão de Estudo. O fato de um concreto ter apresentado baixa penetração de água no ensaio não deve ser estendido automática e indiscriminadamente à estanqueidade das respectivas estruturas. Clique para mais informações.

edificios doentesNormalmente, o primeiro sintoma de edifícios e residências doentes é o cheiro de mofo que aparece ao ligar o aparelho de ar-copndicionado, que surge em decorrência dos fungos que crescem em seu interior. Se o ambiente é escuro e úmido, esse tipo de sistema favorece a proliferação de bactérias e fungos, provocando mau cheiro e queda na eficiência do equipamento. Os componentes onde micróbios tendem a se proliferar são as bobinas de refrigeração, tubos e controladores de calor e filtros de ar. Assim, uma das maiores preocupações nos edifícios e casas é a exposição a microorganismos tóxicos, criando uma grande necessidade de melhorar as condições higiênicas dos sistemas de ar-condicionado, já que as palhetas de alumínio nos sistemas de ar- condicionado, ventilação e calefação são uma fonte importante de populações microbianas). Por essas razões deve-se ter um grande cuidado também com a manutenção de limpeza de equipamento de ar condicionado. Mantê-lo adequadamente limpo já é um grande passo para preservar a sua saúde.

Dessa forma, um edifício ou residência doente apresenta um conjunto de sintomas agudos que se manifestam em prédios contaminados, por bactérias, fungos e ácaros, que podem ser evitados se os aparelhos de ar-condicionado forem devidamente limpos. Esse é um problema que pode se localizar num apartamento, em apenas uma sala ou então no edifício todo. Além disso, é preciso aumentar os cuidados com os aparelhos que ficam com uma parte para fora, pois pode haver transmissão de doenças por conta dos pombos. Mais um motivo para manter a manutenção do aparelho em dia. Os sintomas se mantêm por longos períodos, são diagnosticáveis, crônicos e diretamente relacionados ao ar contaminado, os mais comuns são dor de cabeça, irritação nos olhos, nariz ou garganta, náusea, fadiga mental e física.

Gerenciar os perigos para as pessoas que trabalham ou habitam em locais com sistemas climatizados é fundamental para a qualidade de vida de todos eles. Esses sistemas são projetados para fornecer ar com temperatura e umidade adequadas, livre de concentrações perigosas de poluentes do ar, sendo que o processo mais complexo envolvido na ventilação é o mais importante na determinação de uma boa qualidade do ar interno que pode deteriorar quando uma ou mais partes desse processo forem inadequadas. Em consequência, o controle dos poluentes é a maneira mais efetiva de manter o ar interno limpo. Entretanto, o controle de todas as fontes, ou pelo menos a mitigação de suas emissões, nem sempre é possível ou praticável. A ventilação, natural ou mecânica, é a segunda maneira mais efetiva de proporcionar condições aceitáveis de ar interno.

Antigamente, a maioria dos locais possuía janelas que podiam ser abertas. Deixar um ambiente mal ventilado ser arejado pela abertura de todas as janelas era uma prática comum. Hoje, a maioria dos locais são construídos sem janelas operáveis, isto é, que possam ser abertas pelos usuários (como por exemplo as fachadas de vidro). Assim, se a manutenção e a limpeza dos tubos e do sistema de refrigeração forem precárias, a probabilidade de criação de mofos e fungos é alta.

Existem espécies de fungos que possuem a habilidade de crescer e de se acumularem internamente ou em equipamentos de manipulação de ar são diferentes daqueles que crescem em plantas ou folhas. A condensação e a acumulação de água permitem o crescimento de muitos fungos que podem provocar ou induzir alergias ou outros problemas que não são rapidamente detectáveis por procedimentos médicos comuns. A principal estratégia para diminuir os problemas com microorganismos é evitar ou pelo menos manter o seu crescimento dentro de um nível mínimo. Isso pode ser alcançado de diversas maneiras: remover fontes de água que permitam o crescimento dos fungos; manter a umidade relativa do ar menor que 60%;remover materiais orgânicos porosos claramente infectados, como tapetes embolorados; umidificadores portáteis de ar devem ser evitados em escritórios porque raramente eles são mantidos em condições próprias de uso e acabam se tornando fontes; o uso de filtros eficientes no sistema de tomada de ar externo é importante, para controlar a entrada de esporos de fungos e outros contaminantes biológicos. Eles devem ser trocados periodicamente.

Uma norma que ajuda todo esse processo é a NBR 15848, editada em 2010, que estipula procedimentos e requisitos relativos às atividades de operação e manutenção, para melhoria dos padrões higiênicos das instalações de ar-condicionado e ventilação, contribuindo desta forma para a qualidade. Estabelece ainda procedimentos a serem observados nas construções, reformas e modernização das instalações para minimizar a propagação dos poluentes para as demais áreas da instalação. Os requisitos de projeto dos sistemas de ar-condicionado e ventilação, relativos à qualidade do ar interior, estão previstos na NBR 16401 -3. Importante é que durante a construção os materiais devem ser protegidos da chuva e outras fontes de umidade por procedimentos apropriados de transporte e armazenamento no local. Materiais porosos com sinais visíveis de contaminação microbiológica não devem ser instalados. Materiais não porosos com sinais visíveis de contaminação microbiológica devem ser descontaminados antes da sua utilização. Os materiais de construção dos dutos devem ser limpos antes de iniciar sua instalação, removendo todo o óleo, graxa ou material particulado da sua superfície. Os dutos devem ser construídos de acordo com a NBR 16401-1.

As frequências de limpeza, manutenção, substituição ou verificação das casas de maquinas e partes do sistema devem ser estabelecidas pela necessidade específica de cada sistema. O plano de manutenção deve conter no mínimo os seguintes controles: o procedimento de manutenção para cada casa de máquina e cada tipo de equipamento com as respectivas periodicidades de acordo com recomendações do fabricante; o mapa de programação das atividades para cada casa de maquina e cada equipamento; o conjunto de referências (temperaturas, pressões, tensão, corrente etc.) possibilitando a sua comparação com os dados nominais dos equipamentos, de modo a permitir a tomada de decisão quanto a correções e/ou ajustes necessários; para cada condicionador ou conjunto de condicionadores agrupados em sala de máquinas, o Plano de Manutenção, Operação e Controle deve explicitar a vazão de ar exterior a ser suprida em cada condicionador, conforme cálculo obtido de acordo com o estipulado na NBR 16401-3; a exigência de emissão de ordens de serviço especificas contendo as atividades para cada item de manutenção a realizar. Deve ser elaborado segundo a NBR 13971 e a Portaria MS 3523/98. A norma inclui ainda o Anexo A (normativo) com os parâmetros para a limpeza de dutos; o Anexo B (normativo) com a metodologia do ensaio para avaliar a necessidade de limpeza e a validação da limpeza de dutos; o Anexo C (informativo) com a lista recomendada de verificação da documentação da obra ou reforma; e o Anexo D (informativo) que descreve o controle e gerenciamento da qualidade do ar interior.

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