Como motivar colaboradores

TRAGÉDIAS, CRIMES E PRÁTICAS INFRATIVAS DECORRENTES DA NÃO OBSERVÂNCIA DE NORMAS TÉCNICAS BRASILEIRAS – NBR

R$ 63,90

Capa da publicação E1324

Essa publicação aborda, através da apresentação de casos reais, como o cumprimento das normas técnicas NBR – ABNT está diretamente ligada à segurança, à saúde e à qualidade de vida em nosso dia a dia.  O autor explica de forma prática, e infelizmente mostrando tragédias, como as normas técnicas estão presentes no nosso cotidiano. Elas devem ser levadas a sério quanto à sua observância obrigatória e o poder público precisa fazer gestão para fomentar esse cumprimento por parte da sociedade produtiva e de serviço.

Eduardo Moura

Permitam-me discorrer brevemente sobre um fator crítico de sucesso para qualquer tipo de organização humana: a motivação das pessoas.  Podemos investir na mais avançada tecnologia, definir processos de trabalho altamente eficazes, contratar os profissionais mais competentes do mercado, mas se essa gente não estiver motivada, o que acontece? Acontece o cenário típico: um desempenho geral nada além de ordinário, muito longe do que se poderia qualificar como excelente.

Reconhecendo que motivar as pessoas é vital, muitas empresas investem pesado em pesquisas de clima laboral, técnicas de avaliação do desempenho individual, plano de carreira, sofisticados esquemas de participação nos resultados, bônus para cumprimento de metas, prêmios para os “funcionários do mês” etc. Algumas dessas práticas são válidas, mas a maioria é perniciosa. Hein? Perniciosas?! Sim, por dois motivos. Primeiro, porque estão fundamentadas na premissa inválida (mais detalhes adiante) de que “as pessoas são, por natureza, apáticas em relação ao trabalho, e precisam de um estímulo externo”. Segundo, porque a medio e longo prazo aquelas práticas tendem a formar um bando de mercenários que só se mobilizam pelo vil metal que possam receber. E tem mais: mesmo as práticas que são válidas, ainda assim são insuficientes.

Onde, então, está o elemento faltante para motivar colaboradores? Na verdade não há elemento faltante! Há, sim, elementos já existentes, porém não reconhecidos, e portanto não explorados. Esta frase do Dr. Deming traz à tona dois elementos vitais para a motivação humana: “As pessoas nascem com uma inclinação natural para aprender e inovar. Existe um direito inato de sentir prazer pelo trabalho. Existe uma necessidade inata de auto-estima e respeito. Os administradores que negam a seus funcionários dignidade e auto-estima, abafarão a motivação intrínseca.”

Aí está: o primeiro elemento vital se chama motivação intrínseca. Se tão somente “descobrirmos” (ou aceitarmos como válido) que as pessoas já nascem com a motivação dentro de si, a questão de motivá-las deixa de ser “que mais devemos dar aos colaboradores?” e passa a ser “que barreiras hoje estão impedindo que a motivação intrínseca das pessoas possa aflorar?”.

O segundo elemento vital é o próprio trabalho. E os dois se complementam belissimamente bem! De fato, o trabalho é o canal ideal para que a motivação intrínseca se manifeste, pois ele traz dentro de si três fatores que, se bem entendidos e trabalhados, podem “turbinar” a motivação intrínseca: a criatividade (a alegria de pensar), a atividade (a alegria de agir) e a sociabilidade (a alegria de compartilhar), conforme concluiu Nishibori em 1971. Além disso, todo trabalho deveria incluir um quarto fator importantíssimo: um sentido de “propósito mais elevado”, pois em sua essência universal, “trabalhar é produzir algo de valor para outras pessoas” (O’Toole, 1973). Não há (e nem deveria haver) nada que possa pagar o sentimento de orgulho e satisfação pessoal pelo trabalho bem realizado. E quando o trabalho é realizado em equipe, todas estas coisas acontecem naturalmente! Basta que a empresa crie estruturas para explorar este verdadeiro tesouro.

Quando líderes empresariais despertam para tais fatos e agem de maneira sábia e coerente, algo maravilhoso acontece! Pessoas que considerávamos “irrecuperáveis” passam a contribuir, os que tínhamos como “rebeldes” passam a ser companheiros de batalha, os “passivos” e “apagados” passam a brilhar, os que pensávamos não ter imaginação de repente nos surpreendem com idéias brilhantes. É claro que pode haver um 0,1% de renitentes que por fenômenos psicológicos raros se recusam a colaborar, mas estes a própria equipe acaba “expurgando” como se fosse um corpo estranho. Sei que tudo isto soa poético e utópico, mas tenho constatado tais verdades em inúmeras ocasiões. E desafio o leitor a fazer o mesmo com sua equipe.

Está tudo aí. Não é preciso inventar nada mais; não é preciso complicar. Há porém, um grande inconveniente: para que o exposto acima funcione, é necessário mudar nossa maneira de pensar sobre as pessoas, nossa forma de encarar a natureza humana. É preciso ver em cada trabalhador a chama quase extinta da dignidade, o diamante bruto da semelhança divina. E isto é difícil e doloroso, quase herético, para quem está acostumado a ver as pessoas como insumos de produção, como “mão-de-obra” que deve responder passivamente ao que foi ordenado, como vassalos que devem ser controlados pelo medo.

Para finalizar, um fato tragicômico: o que salva muitas empresas da extinção é que seus competidores também não sabem lidar com a motivação intrínseca! Mas aqueles que sabem mobilizá-la em direção aos objetivos estratégicos do negócio passam a contar com um poderoso exército de pessoas altamente dedicadas.

Eduardo Moura é diretor da Qualiplus Excelência Empresarial – emoura@qualiplus.com.br

Motivação e seus impactos nas organizações e nas pessoas (Parte 1)

NORMAS TÉCNICAS INTERNACIONAIS

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A questão motivacional, no âmbito empresarial, tem relativa importância no momento atual, a fim de manter um colaborador motivado a exercer suas atividades dentro do âmbito da organização

Priscila Ferreira da Silva de Souza

Ao longo de nossas vidas evoluímos através de estágios de motivação, “os chamados ciclos motivacionais”, à medida que vamos crescendo e amadurecendo vamos ultrapassando esses ciclos motivacionais e assim desenvolvendo novas necessidades mais elevadas. A motivação nos leva a ação, a conquistar objetivos a criar situações para alcançarmos nosso êxito, através das necessidades se gera motivação para assim encontrar a satisfação do individuo. As pessoas e ou grupos estão em equilíbrio logo são estimulados ou incentivados a criarem uma necessidade fazendo com que se crie uma tensão, através dessa tensão gera comportamento, através deste comportamento gera a ação fazendo com que exista a satisfação ou frustração.

Muitas vezes as pessoas encontram-se desmotivadas por vários critérios: falta de ferramentas de trabalho, falta de reconhecimento, ausência de benefícios e ou benefícios inadequados aos níveis da empresa e, principalmente, ao ambiente de trabalho, partindo desse foco trataremos a seguir os princípios da motivação, o que leva os colaboradores a se tornarem motivados, quais os fatores que influenciam nessa questão tão importante hoje em dia que é a satisfação do profissional perante sua linha de serviço.

Segundo Bergamini, a palavra latina movere, significa mover […] o caráter motivacional do psiquismo humano abrange, portanto, os diferentes aspectos que são inerentes ao processo, por meio do qual o comportamento das pessoas pode ser ativadas. […] é importante que se leve em consideração a existência das diferenças individuais e culturais entre as pessoas quando se fala em motivação. Motivação significa motivo para ação, como o próprio termo sugere, as palavras motivo e emoção compartilham a mesma raiz do latim: movere, isto é, mover. As emoções impulsionam as pessoas em direção a suas metas e que também influenciam a sua maneira de perceber os fatos.

Acredita-se que um colaborador motivado gera mais lucros para empresa de modo a tornar um empreendimento de sucesso, percebe-se a necessidade de investir no bem estar e qualificação dos colaboradores tornando-os comprometidos com seu trabalho. Segundo Chiavenato, a motivação quando começou na concepção de Maslow, este formulou uma teoria da motivação com base no conceito hierarquia de necessidades que influenciam o comportamento humano. Maslow concebeu essa hierarquia pelo fato de o homem ser uma criatura que expande suas necessidades no decorrer de sua vida.

Motivação é uma força que nos leva em busca de objetivos, e a satisfação, atende nossas necessidades nos impulsionando para a ação. Deste modo, entende-se que quando uma pessoa ou um grupo está motivado, consegue alcançar seus objetivos mais facilmente, gerando boa criatividade e produtividade.

Atualmente, muitas empresas preocupam-se com o nível de motivação de seus colaboradores, não simplesmente pelo fato de que desejam sua felicidade, mas sim, pelo que isto representa em termos de resultados financeiros para a empresa. Pesquisa de clima organizacional, cursos motivacionais, dinâmicas de grupo, palestras, enfim, todo investimento não é suficiente para atingir os verdadeiros motivos que levará a ação cada ser humano, objetivando que se encontre simultaneamente a realização pessoal e profissional, podendo, desta forma, extrair a essência de cada colaborador.

Muitos cientistas e especialistas no comportamento humano pesquisaram e ainda pesquisam sobre a motivação, tema que sempre despertou muito interesse, dada a sua relação com o comprometimento, reconhecimento e recompensas nas mais diversas modalidades. Assim, descrevem-se as principais teorias do comportamento das pessoas que diz respeito à priorização das necessidades internas como fatores capazes de alavancar o processo motivacional. As mais conhecidas são: teoria da hierarquia das necessidades, teoria dos motivos humanos, teoria dos dois fatores e o ciclo motivacional.

A Teoria da Hierarquia das Necessidades, considerada como uma referencia, explica que a motivação nasce da busca da satisfação de necessidades. Abraham Maslow desenvolve a teoria que diz que a motivação é um estado de ânimo e tem como objetivo a satisfação das necessidades humanas. Com base em estudos de outros filósofos, psicólogos e psicanalistas, Maslow desenvolve na década de 50 uma teoria que designa o holístico-dinâmica das motivações, a mesma ficou conhecida como “Hierarquia das Necessidades de Maslow”.

Esta teoria parte do princípio de que o comportamento de um indivíduo em determinado momento é acionado a fim de buscar satisfação de uma necessidade que, ainda que coexistam com diversas outras, está naquele momento se manifestando com mais intensidade. Maslow pressupõe que uma necessidade surge após a satisfação das outras mais prementes. Considera ainda que as necessidades tenham valor ou caráter de emergência com dois princípios básicos:

– Dominância: se uma necessidade mais básica não está satisfeita as outras não tem força para organizar o comportamento.

– Emergência: quando uma necessidade está satisfeita, emerge uma outra em direção ao topo da hierarquia.

Maslow classifica essas necessidades em forma de pirâmide “A pirâmide hierárquica das necessidades”, e tem poder comportamental diferente ao longo do desenvolvimento individual de cada nível:

(1) Necessidades fisiológicas ou primárias: são as mais elementares, correspondendo à necessidade de alimentação, sono, abrigo e sexo. Enquanto não satisfeitas monopolizam a atenção das pessoas que são dessa forma pouco motivadas por outras necessidades. À medida que estas necessidades vão atingindo certo grau de satisfação, vão perdendo o seu poder, dando lugar ao nível imediatamente superior.

(2) Necessidades de segurança física e emocional. Em termos organizacionais podem significar os dispositivos e sistemas de proteção para garantir a estabilidade e proteção contra a arbitrariedade e criar laços entre trabalhadores e organização.

(3) Necessidades sociais: a participação das pessoas em grupos e da sua aceitação por estes.

(4) Necessidades de estima: reconhecimento e respeito dos outros. A satisfação destas necessidades provoca sentimentos de autoconfiança, prestígio, poder e controle. As pessoas sentem-se úteis e passa a exercer influência no ambiente social a que pertencem.

(5) Necessidade de auto-realização: implica a vontade de realizar, desenvolver e concretizar o seu potencial. Numa sociedade desenvolvida quase todas as necessidades se encontram parcialmente satisfeitas e as necessidades básicas e de segurança encontram-se num nível mais próximo de satisfação.

figura 1

Figura 1: Pirâmide de Maslow

Fonte: Produzida pela autora, 2010

Ano Novo, vida nova no trabalho

NORMAS COMENTADAS
NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBR ISO 9001 – COMENTADA (EM VÍDEO)
de 11/2008

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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Com a chegada do novo ano, é comum refletir sobre o que vai bem e o que precisa ser modificado, inclusive na vida profissional. De acordo com o especialista em gestão do conhecimento nas organizações, escritor e professor Marcus Garcia, se existe uma desmotivação no trabalho, é hora de verificar o que pode melhorar ou buscar uma nova oportunidade. “Quando um profissional está desmotivado, é importante que ele perceba a causa e depois converse com o gestor para mostrar o seu descontentamento”, assegura ele.

Algumas situações que levam à falta de motivação, segundo o professor, são: falta de desafios no trabalho, insatisfação com o salário e quando o profissional não gosta da empresa, dos colegas, dos gestores ou do que faz. “A perda da motivação pode gerar desinteresse, cujas causas podem ser a falta de recursos básicos para exercer uma atividade, a rotina, a escolha errada pela profissão ou o pouco aproveitamento do potencial para uma atividade”, esclarece.

Para Marcus Garcia, o profissional precisa, primeiramente, saber se quer mudar e buscar soluções para o seu descontentamento. “Há aqueles que se motivam quando ocupam um posto de trabalho desejado ou fazem o que gostam, do jeito que gostam”, comenta. “Uma alternativa é se aperfeiçoar com treinamentos, cursos ou palestras. Ler sobre o trabalho que exerce para aprimorá-lo ou lançar desafios e metas também ajuda a se sentir motivado”, acrescenta.

O gestor pode ajudar um funcionário e evitar uma demissão. “Um dirigente precisa entender o real causa da desmotivação e, com isso, pode solucionar um conflito na empresa, verificar a possibilidade de um aumento de salário ou benefícios, reconhecer um bom trabalho e fazer o feedback, para melhorar as relações na empresa, a comunicação e o desempenho”, explica.

De acordo com o professor, ao conversar com o gestor é necessário agir com honestidade e ser objetivo. “Evite dar desculpas ou fazer ‘rodeios’ para dizer o que pretende. As razões para a falta de motivação devem ser apresentadas de forma clara, para que a resposta também seja honesta e objetiva. Se o retorno não for o esperado, recomendo rever o posicionamento no mercado”, sugere. “Nesta procura, a disponibilidade de emprego pode ser negativa por algum tempo, por isso, é preciso agir com cautela e pedir demissão quando uma nova colocação já estiver garantida”, aconselha.

Segundo Marcus Garcia, conflitos com o gestor devem ser evitados, mesmo que a conversa seja insatisfatória. “Profissionais com valores equivocados como aqueles que procuram motivos desonestos para processar a empresa, que criam situações para alcançar cargos melhores a qualquer preço e agem de má fé com colegas para obter ganhos, devem lembrar que na busca por uma nova oportunidade precisarão de referências”, alerta.

Qualidade de vida dos motoristas de caminhão

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caminhoneiroUma pesquisa de opinião realizada com motoristas profissionais apontou que, se tivessem a oportunidade, 55% dos caminhoneiros deixariam a profissão e que 86% não gostariam que o filho seguisse o mesmo caminho. Ao todo, foram ouvidos 1.512 motoristas profissionais que frequentam a Casa do Cliente das empresas Randon.

“A partir deste resultado a pergunta que fica é: teremos motoristas profissionais amanhã?”, afirma Nereide Tolentino, coordenadora da pesquisa, consultora do Programa Volvo de Segurança no Trânsito (PVST) e especialista em comportamento do motorista. “Considerando que a continuidade de pai para filho está em declínio, que a profissão oferece riscos e baixa qualidade de vida, e que a característica de liberdade e aventura não existe mais, já que hoje tudo é controlado, corremos o risco de ter um apagão de mão de obra especializada”.

Atualmente, o Brasil vive a realidade da falta de motoristas profissionais. Estimativas apontam que 10% da frota de caminhões estaria parada por falta de condutores qualificados. Este número corresponde a mais de 100 mil veículos. Além da baixa qualidade de vida e dos riscos que envolvem a profissão, outra dificuldade enfrentada pelo setor é a necessidade de uma melhor qualificação, devido à maior sofisticação e alto grau de tecnologia embarcada nos caminhões. “Durante as entrevistas, ficou claro que o que levou os caminhoneiros mais velhos a optarem pela profissão foi uma remuneração razoável, apesar da pouca escolaridade. Porém, os jovens com maior escolaridade têm muitas outras oportunidades”, diz Nereide.

Do total de entrevistados, 70% revelaram que tinham um sonho de ser caminhoneiro desde a infância e 53% que iniciaram na profissão por influência familiar. O que mais os atrai na profissão é a oportunidade de conhecer lugares (31%), a possibilidade de conhecer novas pessoas (19%) e o sentimento de liberdade (11%). A pesquisa revela também que 76% dos caminhoneiros informam que a maioria dos colegas de profissão usa rebite; que 59% alegam que têm algum problema de saúde, como dor nas costas, pressão alta, estresse e obesidade; e que 93% considera a profissão arriscada devido ao alto número de acidentes, roubos e assaltos.

Uma das saídas apontadas pela coordenadora da pesquisa é uma mudança radical na condição de trabalho do motorista profissional, que não pode se resumir apenas a uma diminuição da carga horária de direção. “Só reduzir a carga horária não vai resolver o problema. Carga horária e remuneração, apesar de importantes, não são as principais queixas dos caminhoneiros. Ele sente falta de laços afetivos e de passar mais tempo com a família. Qualquer coisa que prolongue o tempo dele fora de casa, ele acha ruim”, argumentou Nereide.

Uma das soluções apontadas pela especialista é o rodízio de motoristas, como já acontece no transporte rodoviário de passageiros. Outra é investir na valorização e no desenvolvimento, oferecendo treinamentos e um acolhimento de melhor qualidade nos pontos de carga e descarga.  “Com um número maior de profissionais satisfeitos, teremos mais gente interessada neste tipo de trabalho, pois viajar e dirigir uma máquina possante é algo que fascina jovens e adultos”, destaca Nereide. Um dos exemplos de bom acolhimento são as Casas do Cliente que oferecem aos motoristas um ambiente que proporciona qualidade de vida. Além de uma boa estrutura para descanso e higiene, ele recebem uma boa refeição, podem assistir filmes, conversar com os colegas de profissão, jogar e ler livros e revistas deixados à disposição.

Perfil dos entrevistados

Idade

17% têm até 30 anos

65% têm de 31 a 50 anos

18% têm acima de 60 anos

Estado Civil

14% são solteiros

86% são casados

98% têm filhos

Escolaridade

31% cursaram até a 5º série

31% cursaram até 8º série

29% possuem ensino médio

3% possuem graduação

Origem da profissão

70% tinham a expectativa de ser motorista de caminhão desde a infância.

53% iniciou na profissão por influência familiar.

29% trabalhavam em atividades agrícolas antes de serem caminhoneiros

Tempo de viagem

42% das viagens têm mais de 6 dias

42% têm entre 2 e 6 dias

14% têm apenas um dia

Após dois dias de debates sobre as atuais condições de trabalho dos motoristas de caminhão e os avanços nos setores de transporte rodoviário de cargas e de logística do país, o 1º Congresso Regional de Trabalho Seguro no Transporte Rodoviário, que aconteceu de 21 a 22 de novembro, no Vitória Hotel, em Campinas, foi encerrado com a apresentação e aprovação unânime por parte de 371 congressistas de uma carta com as principais resoluções do evento. A carta é um manifesto do Ministério Público do Trabalho, Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região/Escola de Magistratura, Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de São Paulo, Polícia Rodoviária Federal e Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de São Paulo e traz em seu conteúdo dados estatísticos que comprovam a importância da manutenção da lei 12.619/12. Informações oficiais, como número de acidentes envolvendo caminhões, aumento do uso de drogas psicoativas, excesso de horas trabalhadas e suas consequências para a saúde do trabalhador e o risco para a sociedade, foram apresentadas e amplamente debatidas durante os dois dias do Congresso.

Os participantes destacaram que estudos e ações de fiscalização comprovaram a existência de jornadas de trabalho excessivas e desumanas no transporte rodoviário de cargas, não sendo incomuns jornadas de 14, 18 ou mesmo mais de 24 horas de trabalho. A fadiga dos motoristas conduz a uma enorme quantidade de acidentes envolvendo veículos de transporte de carga, tendo ocorrido em 2012, em estradas estaduais e federais no estado de São Paulo, 37.774 acidentes com caminhões.

Embora os veículos de carga correspondam a apenas 3,2% da frota total de veículos terrestres, eles estão envolvidos em 28,6% das mortes, 18,9% dos acidentes com feridos e 25% do total de acidentes ocorridos em estradas federais, e 36% dos acidentes em rodovias estaduais paulistas. No estado de São Paulo, considerando todos os acidentes fatais reconhecidos por Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), a categoria profissional que lidera a lista de mortes é a de “motoristas de caminhão” (253 mortos nos anos de 2006 a 2008), figurando em quarto lugar o “ajudante de motorista” (61 mortos).

Segundo os participantes, há uma enorme preocupação que para suportar jornadas desumanas muitos motoristas estão recorrendo ao uso de drogas, inclusive anfetaminas e cocaína, havendo estudos apontando positividade clínica para uso de tais substâncias em 22% dos motoristas. O excesso de jornada e a insuficiência de descanso conduzem, de acordo com a ciência médica, a elevado número de adoecimentos, inclusive doenças cardiovasculares, transtornos digestivos, alterações do sono, depressão e dependência química, aumentando o número de licenças previdenciárias e aposentadorias por invalidez.

Dessa forma, uma resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) vai obrigar os motoristas de caminhões, carretas e ônibus a realizarem exames para detectar uso de drogas antes de renovarem ou tirarem a carteira de habilitação. A resolução passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2014. De acordo com o texto, laboratórios credenciados junto ao governo farão os testes. Os exames, que serão feitos no ato de tirar ou renovar a carteira, deverão identificar o uso de drogas nos últimos 90 dias. Entre as substâncias que podem ser detectadas estão maconha, cocaína, crack ou anfetamina. Se o resultado acusar o uso de algum tipo de droga, o motorista pode fazer uma contraprova, até 90 dias depois do exame.

Outra coisa discutida no congresso foi que os acidentes nas estradas acarretam enorme prejuízo econômico às empresas, ao estado e a toda sociedade, estimado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada em 30 bilhões de reais ao ano. As jornadas excessivas e desumanas fazem com que a qualidade e a produtividade do transporte rodoviário sejam mantidas no patamar mais baixo possível, impedindo que o setor abandone práticas antieconômicas e ganhe maior eficiência

Assim, a implementação do desenvolvimento sustentável exige a superação da antiga mentalidade, que atribuía à questão trabalhista a condição pejorativa de “custo a ser evitado”, para que seja considerada “investimento a ser realizado”. Para corrigir parte desses problemas foi editada a Lei n. 12.619/2012, resultado de intensa negociação entre governo, patrões e empregados do setor de transportes, com o propósito de implantar melhorias nas condições de trabalho e maior qualidade ao serviço, em proveito dos trabalhadores, das empresas e do país como um todo.

Apesar da urgência na abolição das jornadas desumanas, há setores, capitaneados pelo agronegócio, que se mobilizam para tentar impedir as desejadas melhorias, para a defesa de seus interesses econômicos. A aprovação de projetos de lei em tramitação que, a pretexto de alterar ou revogar a Lei 12.619/2012, buscam a implantação de enorme retrocesso social, pretendendo aumentar a jornada de trabalho de motoristas, diminuir seus períodos de descanso e excluir a fiscalização pela polícia rodoviária, contrariamente aos objetivos da Década de Ação Pelo Trânsito Seguro convocada pela ONU

Atualmente, todos devem condenar a situação de que os motoristas continuem sendo submetidos a jornadas desumanas, apenas para que caminhões possam ser usados para o depósito da produção agrícola, com a deturpação da própria natureza do serviço de transporte, transferindo aos trabalhadores o ônus pela falta de silos e condições de armazenamento na época da safra. A sociedade brasileira deve se empenhar na eliminação das jornadas desumanas no transporte de cargas, em nome da segurança de todos nas estradas, da prevenção de acidentes de trânsito, da eficiência no setor de transportes e da dignidade dos trabalhadores.

Pesquisa da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP realizada com caminhoneiros revela um alto consumo de carboidratos nas refeições que antecedem o início do turno irregular (que fazem longas viagens interestaduais), em comparação aos motoristas do turno diurno. Outra constatação é o fato de 70% dos entrevistados estarem acima do peso. O estudo constatou padrões de sonolência distintos entre motoristas dos turnos. “Esses resultados podem ser explicados tanto por hábitos alimentares inadequados quanto pela privação do sono, comum entre motoristas de caminhão, o que potencializa o aumento do apetite por alimentos mais calóricos e com alto teor de gordura”, explica a autora do estudo, a nutricionista Andressa Juliane Martins.

A pesquisadora observou um alto consumo de carboidratos como raízes e turbérculos, pães, biscoitos, massas em geral, farinhas, arroz, etc. “Recomendamos a adoção de hábitos alimentares mais saudáveis, com maior consumo de frutas, verduras e fibras, bem como evitar carboidratos simples, como açúcares em geral, refrigerantes, doces, chocolates, alimentos muito gordurosos, snacks, salgadinhos”, sugere.

“Longos períodos em jejum são prejudiciais. O ideal é o fracionamento das refeições ao longo do dia. Refeições mais leves no período da noite são mais adequadas, uma vez que, à noite, a digestão é mais difícil, pois originalmente somos programados para dormir nesses horários. A prática de atividade física também é importante para o auxílio na manutenção do peso, que tende a aumentar consideravelmente em função da privação do sono”, completa. A pesquisa foi realizada em 2012 em uma transportadora de São Paulo. A princípio foi uma demanda da própria empresa, que buscava realizar um trabalho voltado para a melhoria de qualidade de vida dos motoristas.

A primeira fase consistiu na aplicação de questionário estruturado com questões sociodemográficas, hábitos de vida e consumo alimentar em 71 motoristas. Na segunda fase, realizada com 49 caminhoneiros, foi feita uma avaliação do consumo alimentar mais detalhada, por meio da aplicação de um recordatório alimentar de 24 horas durante 3 dias; avaliação da sonolência e do ciclo vigília-sono e protocolos de atividades diárias durante 10 dias.

Os resultados mostraram padrões de sonolência muito distintos entre motoristas dos turnos diurno e irregular.  Os do turno irregular dormem em, média, 3 horas durante os dias de trabalho; enquanto motoristas do turno diurno dormem, em média, 6 horas. O turno diurno apresentou um padrão de sonolência em forma de U, mais fisiológico ao longo dos dias de análise, indicando um ciclo de vigília-sono mais equilibrado. “Por outro lado, entre os motoristas de turno irregular, existe uma tendência à redução dos níveis de sonolência, como se esses motoristas mantivessem um padrão de alerta constante apesar de estarem privados de sono, o que é um paradoxo”, diz.

“Levantamos duas hipóteses para esse comportamento: consumo de substâncias estimulantes para manutenção do estado de alerta durante a viagem; ou outra forma de dessincronização circadiana não relatada pela literatura anteriormente, de forma que esses motoristas se mantenham em alerta durante o trabalho e depois tenham dificuldades para adormecer porque há uma pressão maior para a vigília”, explica.

A dessincronização circadiana ocorre quando o “relógio biológico” — responsável pela sincronização dos nossos horários de sono e de alerta e outros ritmos biológicos — fica alterado devido à troca do dia pela noite (como no caso dos motoristas do turno irregular) e a privação de sono. “Outro resultado interessante é que esse padrão de sonolência tende a se acentuar em pessoas que estão em sobrepeso e obesidade”, completa.

O objetivo principal da pesquisa era avaliar a existência de uma relação entre a quantidade de carboidrato consumido e possíveis alterações nos níveis de sonolência dos motoristas de caminhão. Entretanto isso não foi verificado.

“O efeito da ingestão de carboidratos sobre o humor e o alerta tem sido estudado desde a década de 1980”, comenta. Segundo a nutricionista, há estudos realizados em laboratório que mostram associação entre o consumo de carboidratos e o aumento dos níveis de sonolência. Outros indicam uma associação entre os níveis de sonolência e consumo de carboidratos entre motoristas obesos. Há ainda os que relacionam o efeito da ingestão dos carboidratos no aumento da sonolência em função do aumento da serotonina.

Desmotivação – saiba como reverter este quadro

NBR 13883: os requisitos de segurança de artigos para festas
A NBR 13883, editada em 2012, determina os critérios técnicos necessários para a realização de ensaios de artigos para festas, visando estabelecer requisitos mínimos de segurança para estes produtos de fabricação nacional ou importados, comercializados no país. Aplica-se a artigos para festas novos e no estado em que são comercializados, não cobrindo os critérios de desempenho e qualidade, exceto no que diz respeito à segurança. Esta norma objetiva identificar riscos que podem afetar a saúde e a integridade física dos usuários, principalmente crianças, quando do uso normal ou abuso razoavelmente previsível do produto. Clique para mais informações.

Ricardo Barbosa

Os motivos que levam a desmotivação dos colaboradores de uma empresa são conhecidos. Dentre estes os mais relevantes são falta de um plano de carreira, desafios impossíveis, falta de reconhecimento nos trabalhos desenvolvidos, falta de um plano de remuneração variável, clima organizacional ruim e problemas pessoais. Porém, o resultado destes problemas para empresas podem ser muito mais graves do que os empresários pensam, dentre os quais destaco baixa produtividade, atraso na entrega de tarefas, anta taxa de turnover, faltas constantes, falta de comprometimento e até mesmo sabotagens. Para se ter ideia a Universidade de Harvard tem estudos mostrando resultados interessantes nessa área.

Um dos exemplos que podemos citar foi extraído de pesquisas sobre motivação individual e de grupos: um profissional pode passar a vida com um rendimento de 25% de sua capacidade de trabalho e ainda assim manter seu emprego. O mesmo indivíduo, motivado corretamente, cresce em seu desempenho, chegando a atingir 80% de sua capacidade. Assim é ponto fundamental para os lideres das empresas é detectar os colaboradores que podem estar se desmotivando e reverter este quadro. Um dos caminhos para isso é realizar uma pesquisa de clima organizacional e obter constantes feedbacks dos colaboradores, mas, não é só isso, o líder deve estar atento, porque um colaborador que está começando a se desmotivar pode ser facilmente detectado no cotidiano o que facilita muito a mudança da situação. Para facilitar a vida das lideranças a empresa pode implementar políticas que resultam em grandes resultados dentre as quais se destacam:

· Realizar uma pesquisa de clima organizacional com metodologia bem estruturada e análise aprofundada dos resultados;

· Implementar um plano de avaliação de desempenho com uma boa frequência e avaliação 360 graus;

· Elaborar um plano de cargos e salário baseado em competências e com regras bem definidas que devem ser muito bem divulgadas;

· Implementar um plano de carreira visando a retenção de talentos tão escassos atualmente;

· Avaliação das necessidades primordiais dos colaboradores e fornecer pacotes de benefícios que possam supri-las;

· Política de comunicação adequada, não deixando espaço para “rádio peão” e possibilitando que todos estejam de acordo com a missão da empresa.

Ricardo M. Barbosa é diretor executivo da Innovia Training & Consulting.

Aprenda a lavar corretamente as suas mãos

Umedecer as mãos com água, aplicar sabão suficiente para cobrir a superfície de ambas as mãos, esfregar as palmas das mãos entre si, esfregar a palma direita sobre o dorso da esquerda, entrelaçando os dedos e vice-versa; esfregar palma com palma, entrelaçando os dedos; esfregar o dorso dos dedos contra a palma da mão oposta, agarrando os dedos; esfregar com um movimento de rotação o polegar esquerdo, envolvendo-o com a palma da mão direita e vice-versa; esfregar a ponta dos dedos da mão direita contra a palma da mão esquerda, fazendo um movimento de rotação e vice-versa; enxaguar as mãos com água, secar com uma toalha de um só uso, utilizar a toalha para fechar a torneira e, pronto, as mãos estão limpas. Na ilustração mostra-se o passo a passo, que representa a forma correta de higienizar as mãos, que leva apenas de 40 a 60 segundos. De acordo com o diretor do departamento de Infectologia do Hospital A.C.Camargo, Ivan França, a proposta de levar orientações sobre como lavar as mãos é ajudar a formar uma nova geração consciente acerca dos cuidados com a saúde e prevenção de doenças transmissíveis. “Higienizar as mãos é fundamental para se evitar infecções gastrointestinais como diarreias e hepatite A, além de conjuntivite, verminoses, infecções respiratórias como gripe (influenza) e muitas outras doenças”, afirma o infectologista.

As pessoas precisam ser instruídas por meio de dicas simples relacionadas ao seu dia a dia, transmitidas em linguagem adequada para a todos. “Ensinaremos que é bom evitar dividir os lanchinhos com o colega, cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e já ir lavar as mãos, lavá-las sempre antes e depois de usar o banheiro, assim como antes das refeições, sempre após brincar com terra, giz de cera, tinta guache ou qualquer outra coisa que suje as mãos e também lavá-las ao chegar ao lar para eliminar a sujeira acumulada durante o dia”, destaca Ivan França.

Dicas
– Manter as unhas sempre bem cortadas e limpas
– Evitar compartilhar o lanche com outra pessoa
– Ingerir água tratada (clorada, filtrada ou fervida)

– Cobrir a boca e nariz ao tossir e espirrar e, na sequência, lavar as mãos
Lavar as mãos…
antes e depois de usar o banheiro
antes de manipular ou ingerir qualquer alimento
depois de espirrar ou tossir

sempre que as mãos estiver sujas
sempre que chegar em casa, para eliminar os possíveis agentes externos

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