Seminário ABQ Qualidade Século XXI – Qualidade no Brasil: Lições a aprender

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O evento, que aconteceu na Fiesp, em São Paulo, contou com a participação de mais de 160 pessoas ao vivo e mais de 1.000 pela web.

A Academia Brasileira de Qualidade (ABQ) promoveu pela terceira vez o Seminário ABQ Qualidade Século XXI – Qualidade no Brasil: Lições a aprender, no Salão Nobre da Fiesp, ontem, dia 10 de novembro, em celebração ao dia mundial da Qualidade. Com participação de Evandro Lorentz, Dorothea Werneck, Ozires Silva, Nigel Croft, Reinaldo Figueiredo, Getulio Ferreira, Ana Maria Malik, Reynaldo Goto, Cristiano Paiva, Matheus Valente e Jorge Gerdau Johannpeter, o evento conseguiu discutir temas relevantes da gestão de qualidade no Brasil e no mundo.

Na apresentação de Evandro Lorenz, o público presente pôde saber mais sobre a prática de liderança tridimensional, com foco no mundo particular, no mundo profissional e no mundo público “Hoje, o profissional tem que estar habilitado a navegar nesses três universos, sempre em transparência e conformidade com a verdade”.

Durante a palestra de Dorothea Werneck, foi explanado sobre a importância e a necessidade da melhoria do atendimento público, onde ela afirmou “É possível essa melhoria, é necessário que usemos as ferramentas de gestão disponíveis, assim como é de suma importância que, para as coisas darem certo, o líder de cada pasta não apareça. Defendo também que exista a desburocratização e a desregulamentação”.

Para Basilio Dagnino, vice-presidente da ABQ e um dos organizadores do seminário, essa terceira edição do evento teve maior repercussão não só por causa dos temas relevantes quanto pelo próprio interesse do brasileiro em se engajar mais sobre os temas de qualidade. “Além disso, tivemos um apoio internacional muito importante dos países da CPLP, Unido e World Quality Month”, complementa Dagnino.

Com outros temas como: A Qualidade e o Futuro das Organizações; Qualidade no Serviço Público: Desafios; Benchmarking: Qualidade no Brasil e no Mundo; Qualidade na Educação e na Saúde: como melhorar; Gestão de compliance e anticorrupção nas organizações, o seminário cumpriu sua missão de trazer luz à necessidade de se ampliar a gestão da qualidade em todos os setores da economia nacional.

Segundo Ozires Silva, a educação deve ser considerada como o pilar mais importante para o desenvolvimento de uma nação. “Num país onde não se tem educação e nem liberdade, fica difícil construir um futuro brilhante e de desenvolvimento”, afirmou.

Duas palestras trataram do compliance, pois o mundo está experimentando um movimento sem precedente na luta contra a corrupção. Nas últimas décadas, a sociedade começou a organizar-se. Surgiram ONGs de abrangência global, houve assinaturas de acordos internacionais e elaboração de legislações específicas coibindo práticas, algumas delas aceitas até então.

Também os Programas de Compliance tomaram um caráter crucial para as empresas que desejam a sustentabilidade e perenidade no mercado. Com a Lei n.º 12.846/13, essa tendência foi enfatizada no Brasil e as organizações passaram a perceber a necessidade de se prepararem para essa nova realidade.

Uma empresa, ao optar por seguir o caminho da integridade, compromete-se perante seus funcionários e a sociedade, a engajar-se apenas e tão somente em negócios limpos. Esse princípio inviolável não sucumbe a nenhum tipo de tentação, mesmo em condições muito vantajosas do ponto de vista financeiro.

Uma vez iniciado o Programa de Compliance, não há mais volta. Haverá um controle social, vindo de dentro e fora da organização, que impõe um autocontrole e assegura a aplicação prática dos princípios preconizados pelo Programa.

Portanto, mais do que a proteção frente aos riscos existentes, os Programas de Compliance impulsionam as empresas a assumirem assim, um papel central na mudança da cultura do país. Os seus princípios vão permeando a força de trabalho. Criam um orgulho natural nas pessoas, que os disseminam nos seus círculos privados, familiares, amigos, vizinhos e conhecidos. Outras empresas adotam a mesma referência e, paulatinamente, as lacunas para os desvios vão se fechando.

Matheus Valente, da Compliance Total, descreveu os sete elementos para um programa de compliance: comprometimento da Alta Direção; criação de políticas, procedimentos e controles de referência para o compliance; aplicação de um programa efetivo de comunicação, treinamento e sensibilização; avaliação, monitoramento e auditoria para assegurar a efetividade do programa; aplicação adequada das medidas disciplinares e ações corretivas pertinentes; adequação na delegação das responsabilidades; e melhoria contínua.

Reynaldo Goto, diretor de compliance da Siemens, defendeu a transparência em todos os setores da empresa, assim como da economia, para que a gestão da qualidade seja efetiva. “Em nossa empresa, treinamos 100% os funcionários e os parceiros, sobre termos de compliance, pois assim entendemos que é a maneira mais eficaz de evoluir com transparência”.

Depois, os participantes puderam constatar os resultados da II Pesquisa ABQ/Target. O vice presidente da Target, Cristiano Paiva, explicou que foi utilizada a ferramenta de pesquisa SurveyMonkey e o link da pesquisa foi disponibilizado para o mundo técnico de diversas maneiras. O perfil dos respondentes correspondeu a 66% de pessoas de empresas industriais, o que corresponde a uma fatia considerável do PIB industrial do país. Ao se obter 1.168 participantes, o nível de disponibilizar o link diminuiu e as respostas e seus resultados se estabilizaram.

Assim, obteve-se mais de 30.000 respostas, o que é bastante participativo no mundo técnico. Enfim, constatou-se que a competitividade brasileira não está nada bem, a péssima prestação de serviço público e baixa participação da sociedade no consenso da normalização nacional.

No final, foi assinado o acordo de cooperação entre o Movimento Brasil Competitivo (MBC) e a Academia Brasileira de Qualidade, para melhoria e disseminação dos processos de gestão de qualidade no Brasil.

Para ver as apresentações, acesse o site do evento (a partir do dia 17/11): www.abqualidade.org.br/Eventos/

Qualidade poderia estar mais presente na Rio 2016

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Na Rio 2016 houve pontos altos e baixos, nada que a gestão da qualidade não pudesse aprimorar ainda mais ou evitar que problemas tenham ocorrido. Cada vez mais, Qualidade significa não apenas fazer certo da primeira vez, mas fazer o que é certo e melhorar sempre.

Na verdade, esse é um aspecto que acaba sendo negligenciado e comprometido: a qualidade. Com a crise e a forma de se fazer a gestão pública no país, esqueceu-se desse tema tão desacreditado atualmente, mas que já foi responsável por um salto de melhoria da competitividade do país. Não seria a hora de se reeditar um Programa de Qualidade e Produtividade II?

Tudo começou com a euforia da escolha do Rio. Uma candidatura muito bem preparada venceu adversários poderosos como Chicago. Qualidade nota 10. Aí o país dormiu sobre os louros da vitória: a primeira oportunidade de melhoria para futuros eventos é já ter um planejamento estratégico, tático e operacional pronto antecipadamente. Isso também seria Qualidade nota 10.

A pontualidade dos eventos de dezenas de modalidades esportivas em múltiplas instalações e locais foi elogiada, apesar da complexidade logística: Qualidade nota 10. Em compensação, arenas vazias e longas filas nas bilheterias, mobilidade com restrições, comida escassa e piscinas com água esverdeada poderiam ter sido evitadas com uma boa gestão de risco, outra ferramenta importante para a Qualidade nota 10.

Felizmente foi feito previamente benchmarking com Londres e Barcelona, para aprender com as cidades que já realizaram Olimpíadas bem avaliadas. Este é mais um instrumento da Qualidade que será abordado no III Seminário Qualidade Século XXI, da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) que será realizado no Dia Mundial da Qualidade, 10 de novembro de 2016, no auditório do Salão Nobre da FIESP.

No evento um painel abordará o que se faz diferente na Europa, nos EUA e no Japão, o que poderá fazer com que o brasileiro pense o quanto se tem que avançar para melhorar a Qualidade dos produtos e serviços no Brasil. Qualidade no Serviço Público será um tema tratado no evento em palestra magna, com propostas que possam promover seu aprimoramento.

Um assunto atualíssimo será o compliance, que será objeto de painel que enfocará tanto os aspectos conceituais como práticos. Na abertura será feito um exercício de antecipar tendências, expondo o que será o futuro da Qualidade.

O programa evidencia a importância do evento pela relevância dos assuntos abrangidos e o currículo dos palestrantes. Para que os meios de comunicação participem ativamente desse esforço, a Academia coloca à disposição dos jornalistas entrevistas ao vivo ou virtuais com os palestrantes, antes, durante ou após e evento e material de divulgação.

Local: FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – São Paulo, SP (mapa de acesso)

Credenciamento: Andar Térreo|Auditório: Salão Nobre do 15º andar.

www.abqualidade.org.br/Eventos

Faça a sua inscrição gratuita no link http://www.abqualidade.org.br/Eventos/cadastro_abq_eventos.php

FNQ convida a todos para evento sobre economia colaborativa

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Este ano, o CEG promove debate sobre as novas relações sociais e de consumo

A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) direciona sua atenção e seus esforços a aspectos relacionados às mudanças que impactam organizações no Brasil e no mundo, com o objetivo de apoiar a melhoria da gestão do País. Para isso, realiza, anualmente, o Congresso FNQ de Excelência em Gestão (CEG), pautado em tendências de relevância para a sustentabilidade dos negócios e do planeta.

Em 2010, mostrou-se a importância do comportamento ético no mercado. No ano seguinte, falou-se sobre a importância da inovação para a sustentabilidade. 2012 foi o ano de tratar a educação e as formas de como se preparar para os novos desafios no futuro. Em 2013, abordou-se a gestão de risco, retomando o tema sobre o impacto da demografia e a crise mundial. Em 2014, falou-se de um novo modelo mental, no qual foi debatido o “ser” ao invés do “ter” e a necessidade de se ouvir mais. No ano passado, debateu-se o Novo Capitalismo, quando foram trazidos exemplos de empresas que conseguem competir no mercado, repensando sua forma de consumir e produzir.

Em 2016, a FNQ não poderia fazer diferente e, seguindo com temáticas relevantes para o cenário organizacional, abordará o tema Economia colaborativa: um caminho para transformações nas relações sociais e de consumo. “Entendemos que iniciamos uma nova era social e econômica, em que as percepções de ganhos e perdas assumem novos significados e tudo é possível quando há interesse e esforço coletivos”, explica Jairo Martins, presidente executivo da FNQ.

Com esse tema, pretende-se debater a importância dessa nova forma de consumo e seus impactos econômicos, além de repensar a produção em escala mundial, entendendo que novos modelos de negócios surgirão para atender à demanda do planeta. “A economia colaborativa torna-se um caminho para a estimulação econômica e para a preservação dos recursos da natureza”, completa Jairo.

O evento acontece no dia 22 de junho, no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e traz profissionais de renome, já confirmados, como Dora Kaufman e a jornalista Míriam Leitão, além de apresentação de empresas como o Uber, OLX, Airbnb, Itaú, Google, Natura, Fiat, entre outros.

Deve-se ser ressaltado que a economia colaborativa é um novo movimento que, a partir das tecnologias digitais de informação e comunicação, deu origem a uma outra forma de pensamento, a qual visa à redução do desperdício, ao aumento da eficiência no uso dos recursos naturais e ao combate ao consumismo desenfreado. De acordo com Dora Kaufman, uma das características da economia colaborativa é a formação de plataformas digitais (ou redes digitais) abertas e coletivas em que todos podem participar.

Essa arquitetura colaborativa está sustentada em três pilares principais: pessoas, tecnologia e sustentabilidade. Assim, os eixos fundamentais dessa tendência podem ser definidos.

Vive-se em um momento de mudança cultural, em que todos têm a oportunidade de participar de tudo como nunca. “As pesquisas mostram que existe uma predisposição das pessoas à colaboração e, se o ambiente é propício, elas tendem a colaborar. As redes digitais deram uma nova dimensão para a colaboração ao viabilizar as conexões independentes de tempo e local”, lembra Dora.

Ao conectar pessoas com interesses e necessidades em comum, a internet e os novos aplicativos facilitam o compartilhamento e a troca de serviços e objetos em uma escala inédita. Nesse cenário, o ambiente digital promove a colaboração, desconstrói as noções de tempo e de espaço, aproximando as pessoas e fortalecendo essa nova cultura.

Ao facilitar as novas práticas de consumo, a economia colaborativa preza pela sustentabilidade em todas as suas instâncias e prevê a redução dos desperdícios de recursos naturais e da desigualdade social. Diante de pessoas mais conscientes no ato da compra, as atitudes sustentáveis têm determinado a relevância das organizações no mercado e na sociedade de uma maneira inédita.

Desenvolvidos em ambientes digitais, que propiciam a colaboração entre as pessoas, os novos negócios revolucionam os padrões de consumo, de relacionamento e de compartilhamento de experiências. De maneiras diferentes, esses modelos passaram a ser inseridos na rotina das pessoas e têm gerado discussões que colocam em xeque alguns conceitos estabelecidos anteriormente.

Nesse contexto, destacam-se algumas iniciativas inovadoras de consumo colaborativo, que preveem o compartilhamento de bens e de serviços entre as pessoas e o consumo consciente. Maior plataforma de comércio eletrônico local do mundo, o Groupon, por exemplo, disponibiliza aos seus clientes as melhores ofertas em produtos, serviços e viagens.

Mais do que oferecer descontos, a empresa proporciona experiências de excelência e estimula os internautas a conhecerem o melhor de sua região. Dessa forma, é possível alavancar os negócios locais e satisfazer as necessidades dos clientes. Dentre a ampla gama de opções proporcionada pelo consumo colaborativo, podem ser destacadas várias iniciativas.

Por exemplo, os serviços colaborativos, pois não é apenas a troca de produtos que tem crescido nos últimos anos, pelo contrário, uma série de serviços colaborativos ganhou força no mercado brasileiro e já se destaca como solução para alguns problemas das grandes cidades. Serviços de aprendizagem, de advocacia, de compartilhamento de carros e bikes já fazem parte do dia a dia das pessoas.

A Carona Solidária, por exemplo, é um projeto que traz benefícios sociais, ambientais e econômicos, uma vez que coloca pessoas em rede, diminui a quantidade de veículos nas ruas – melhorando o trânsito e a qualidade do ar – e reduz as despesas com combustível, pedágios e demais custos que podem surgir durante o trajeto. “As empresas que estão surgindo no contexto atual têm parte de seu modelo de negócio na colaboração”, afirma Dora Kaufman.

Isso se deve ao fato de elas serem criadas no contexto de tecnologias disruptivas e inovadoras. Essa lógica promoveu mudanças sociais e a criação de algumas organizações, como o Airbnb – serviço de colaboração on-line para as pessoas anunciarem, descobrirem e reservarem acomodações em todo o mundo – e o Uber – empresa multinacional de locomoção privada.

Também surgiu o conceito de crowdsourcing que se refere à combinação de esforços coletivos no ambiente digital para a produção de conteúdo, a descoberta de soluções para diferentes causas, o desenvolvimento de tecnologias, entre outros. Além disso, o conceito promove a disseminação de informação em uma rede de pessoas conectadas.

Outro conceito muito utilizado nos últimos anos, o crowdfunding é o financiamento coletivo para iniciativas privadas voltadas, de alguma maneira, para os interesses e o desenvolvimento da sociedade, seja de forma ideológica ou prática. Com metas pré-estabelecidas e prazos determinados, cada projeto adapta-se a um segmento dentro do modelo de financiamento coletivo, podendo ser filantrópico e de projetos sociais, de produtos e serviços, de equity crowdfunding (voltado para startups) ou de lending crowdfunding (empréstimos para pessoas e empresas).

Esses são apenas alguns modelos adotados por empresas e pessoas atualmente. Porém, outras formas e novos negócios podem surgir com o advento e a evolução das tecnologias digitais. “Tudo muda muito rápido”, lembra a professora Dora Kaufman. Em plena expansão, as plataformas são redefinidas constantemente e tornam-se obsoletas e antigas, de tempos em tempos. Por isso, é preciso estar atento às tendências e às novidades do mercado.

Para mais informações sobre o evento, Clique aqui

Conferência de Gestão de Qualidade em Portugal

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Depois do sucesso da primeira edição da International Conference on Quality Engineering and Management, em 2014, a segunda edição ocorrerá entre os dias 13 e 15 de julho de 2016, na Universidade do Minho, em Guimarães, Portugal, na qual se pretende assumir como uma das mais importantes conferências científicas mundiais na área da Qualidade.

A Target (www.target.com.br) e a revista digital Banas Qualidade (www.banasqualidade.com.br) estão apoiando a conferência que incluirá palestras, sessões técnicas paralelas, uma série de eventos sociais e de networking, incluindo um jantar oficial da conferência. Os palestrantes da segunda edição:

– Eric Rebentisch, Massachusetts Institute of Technology (MIT), USA;

– Jiju Antony, Heriot Watt University, UK;

– Lars Sörqvist, Sandholm Associates AB, Sweden;

– Marco Reis, University of Coimbra, Portugal.

Segundo Paulo Sampaio, conference chair, da Escola de Engenharia, Departamento de Produção e Sistemas, Campus Gualtar, em Braga, Portugal (icqem@dps.uminho.pt), este evento combina duas áreas que normalmente não são reunidas: a Engenharia da Qualidade e a Gestão da Qualidade. “Esperamos que os resultados de nosso esforço se traduzam em um evento de sucesso, tornando-se gradualmente esta conferência em um evento científico importante no campo da Qualidade”, explica.

Ele acrescenta que a ideia é, mais uma vez, aproveitar essa grande oportunidade e fazer com as contribuições dos que quiserem participar de um evento com qualidade, compartilhado e construído por um grupo de alto nível. Assim, o Scientific Committee of the International Conference on Quality Engineering and Management convida a todos a apresentar um trabalho técnico, com aplicações teóricas e/ou práticas.

Os tópicos relevantes incluem, mas não limitados a: Modelos de Excelência Empresarial; Satisfação do Cliente; Sistemas de Gestão; Excelência Operacional; Melhoria Organizacional; Engenharia da Qualidade; Gestão da Qualidade e Inovação; Gestão da Qualidade em diferentes setores de atividade (saúde, ensino superior, serviços, etc.); Ferramentas da Qualidade; Confiabilidade e Manutenção; Six Sigma/Lean Six Sigma; Normalização; Gestão de Qualidade de Fornecedores; Metodologia Taguchi/Projeto de Experimentos; e Gestão de Qualidade Total.

Datas importantes

– Notificação de aceitação dos resumos enviados: 31 de janeiro de 2016;

– Submissão de artigos completos: 31 de março de 2016.

Língua oficial da Conferência: inglês.

Mais informações em: http://icqem.dps.uminho.pt/

II Seminário ABQ Qualidade Século XXI

A Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), em comemoração ao Dia Mundial da Qualidade, realizará o II Seminário ABQ Qualidade Século XXI – A Qualidade e a Realidade Brasileira (www.abqualidade.org.br/Eventos), no dia 12 de novembro próximo, na FIESP, em São Paulo, SP. O objetivo é enfatizar a importância da Qualidade para a produtividade e a competitividade das organizações e das nações, e consequente bem-estar da sociedade, o que, no caso brasileiro, é certamente oportuno neste momento.

O II Seminário ABQ Qualidade Século XXI reunirá temas muito relevantes a serem relevantes a serem abordados por alguns de seus Acadêmicos que dedicaram muito de suas vidas à Qualidade: Pedro Luiz de Oliveira Costa Neto, Jorge Gerdau Johannpeter, Jairo Martins da Silva, Luiz Carlos do Nascimento, José Joaquim do Amaral Ferreira e Vicente Falconi.

Pedro Luiz

PEDRO LUIZ

Pedro Luiz, como presidente da ABQ, apresentará uma visão mundial da Qualidade, procurando explorar as prioridades para as organizações brasileiras que propiciem a retomada do desenvolvimento do país, num cenário global em que a competitividade entre as empresas e as nações é cada vez mais acirrada. “Na verdade, diversas conceituações podem ser encontradas para a competitividade mas, em essência, uma empresa é competitiva se tem, conserva ou amplia a fatia de mercado para seus produtos ou serviços, estando apta a enfrentar a atuação dos seus concorrentes. A competitividade de uma empresa está diretamente relacionada com a qualidade do que oferece ao público e com a produtividade das suas operações, que também só se consegue mediante a qualidade interna com que executa suas atividades. Para tanto, conhecimento, criatividade, inovação, flexibilidade e muitos outros aspectos também certamente contribuem”, diz o presidente.

Jorge Gerdau

JORGE GERDAU

Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho de Administração do Grupo Gerdau, acha que o primeiro requisito exigido hoje para qualquer empresa ou indivíduo é mentalizar que ele vive em um cenário de muitas mudanças, imposto pelo mercado. “A tendência conservadora que existe dentro de cada pessoa ou das instituições é querer se acomodar. Mas quem não se capacitar vai ficar para trás. A primeira consciência que o indivíduo ou as empresas devem ter é reconhecer que o processo de mudanças está acelerado. E, nesse conceito, a recapacitação permanente do indivíduo é o único caminho para ele assegurar o seu espaço no mercado”.

Para Gerdau, existem técnicas e indicadores para verificar se o seu processo realmente está funcionando e em que prazo, eficiência, perdas e rendimentos. “Essa tecnologia está amplamente difundida. O segundo ponto neste sentido é que a pessoa também procure se atualizar. Uma questão é a atitude profissional que as pessoas têm, e a palavra profissional deve ser usada com letra maiúscula. Todos precisam ser profissionais nas atividades que exercem. Isso também exige estudo. Quem não fizer isso, não tem chance de sustentar a sua responsabilidade profissional. Eu acredito profundamente na ideia e tenho a convicção de que o movimento pela Qualidade pode alavancar o desenvolvimento do país, ajudar as empresas, as pessoas, os hospitais. Quando vejo outras pessoas que, como eu, criam a consciência de que isso é realmente um processo que pode ajudar o desenvolvimento em benefício de todos nós, vendo essa ideia com muito entusiasmo. Eu acredito nos resultados positivos que este processo pode dar. É preciso acreditar para vender uma ideia”.

Jairo Martins

JAIRO MARTINS

Jairo Martins da Silva, superintendente geral da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), explica que, qualquer organização ou instituição, seja governamental, pública, privada ou do terceiro setor, é responsável por um processo de transformação de recursos em valor para a sociedade. “Para que ela cumpra este propósito é imprescindível que adote princípios e ferramentas para que tenham uma gestão sistêmica, buscando constantemente a eficácia e a eficiência das suas operações. Os fundamentos e os critérios da excelência da gestão expressam a compreensão dos países desenvolvidos e das organizações de classe mundial para alcançar elevados níveis de produtividade e competitividade em um contexto complexo e imprevisível de mudanças globais. Nos desafiadores cenário internacional e momento atual do Brasil, caracterizados pela volatilidade da economia e pela imprevisibilidade política, a sobrevivência e a perenidade das organizações e das instituições dependem da qualidade da interação com o seu ecossistema, e da velocidade com que aprendem e agem em ambientes mutáveis, imprevistos e incontroláveis. A excelência em gestão passa a ser imperativo na agenda dos governos e das organizações públicas e privadas”, explica.

Luiz Carlos do Nascimento, líder da delegação brasileira na revisão da norma ISO 9001, e José Joaquim do Amaral Ferreira, diretor de certificação da Fundação Vanzolini, procurarão atender às milhares de organizações em todo o mundo que aguardam ansiosas a publicação da versão 2015 da norma internacional ISO 9001, para se prepararem para a certificação ou recertificação de seus sistemas de gestão da qualidade. O Comitê Brasileiro da Qualidade (CB 25) da ABNT está se preparando para lançar a versão brasileira da norma NBR ISO 9001:2015.

A apresentação se desenvolverá sob forma de diálogo entre Nascimento e José Joaquim. Ambos enfocarão os aspectos estratégicos da adoção dos requisitos da norma e da certificação. Enquanto Nascimento se concentrará nas alterações introduzidas e na sua importância, José Joaquim enfatizará a forma pela qual as organizações deverão se preparar para o seu cumprimento, abordando ainda o período de transição definido pelas entidades internacionais e brasileira. Os participantes presenciais e virtuais via Internet poderão, no ato da inscrição, formular perguntas a serem respondidas pelos dois especialistas.

Vicente Falconi

VICENTE FALCONI

Tanto os participantes presenciais ou virtuais do seminário poderão, no ato da inscrição, formular perguntas a serem respondidas por Vicente Falconi, presidente do Conselho da Falconi Consultores de Resultados. Quem quiser pode perguntar para ele sobre as dificuldades de implementar no Brasil as práticas que ele trouxe do Japão, ou sobre os casos de sucesso que sua equipe conquistou. Enfim, a pauta é livre, pergunte o que desejar sobre Qualidade no Brasil e no Mundo, produtividade, competitividade do Brasil, Qualidade no serviço público e na área privada, enfim, tudo aquilo que gostaria de saber e nunca teve oportunidade de perguntar.

Clique aqui para fazer a inscrição gratuita para transmissão via WEB do evento!

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Clique para responder as questões

Talk show: tirando as suas dúvidas sobre a ISO 9001:2015 – In Company

Talk Show

Luiz Carlos

O ENTREVISTADO: LUIZ CARLOS NASCIMENTO

Engenheiro naval pela Escola Politécnica (USP), mestre em Administração de Empresas (FEA/USP), ex-Presidente do Instituto Paulista de Excelência da Gestão, coordenador técnico do Comitê Brasileiro da Qualidade – ABNT/CB25, membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) e líder brasileiro no Comitê de Sistemas de Gestão da Qualidade ISO/TC176. Participou ativamente do processo de revisão da ISO 9001:2015 e fez a revisão da norma do inglês para o português.

hayrtonO ENTREVISTADOR: HAYRTON RODRIGUES DO PRADO FILHO

Jornalista profissional, estudou geologia na Universidade de São Paulo, jornalismo na Faculdade Casper Libero, palestrante, cursos de especialização, jurado de prêmios de qualidade e meio ambiente, autor de quatro e-books e atua em comunicação interna e externa, editor da revista digital Banas Qualidade (www.banasqualidade.com.br) e diretor de divulgação e eventos da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

Por que muitas vezes a ISO 9001 não melhora os processos? Como diminuir a burocracia na implementação da ISO 9001? Quais as principais mudanças na futura ISO 9001:2015? Como diminuir a relação espúria entre cliente e fornecedor na certificação ISO 9001? O que há de peculiar com a ISO 9001 quando comparada com outras normas de gestão? Essas e as suas questões serão respondidas nesse evento que, na verdade, é um diálogo com a plateia.

Apesar de pouco significativas, as mudanças nos Princípios de Gestão da Qualidade implicaram mudanças importantes em vários requisitos da norma, como por exemplo: o reconhecimento de que a liderança não é exercida apenas pela Alta Direção criou requisitos para outros níveis de líderes; requisitos associados à participação das pessoas foram reforçados pela mudança do conceito de envolvimento para comprometimento; a generalização do conceito de melhoria contínua para melhoria, admitindo que existem outras formas de melhoria, como melhoria de ruptura, melhorias resultantes de inovação, etc.; a gestão de relacionamentos, que amplia o conceito da cadeia de valor para além dos fornecedores. Houve ainda a fusão dos princípios de abordagem de processos com a abordagem sistêmica da gestão em um único princípio sem consequências práticas para a revisão por serem princípios convergentes por natureza.

Enfim, a nova edição da ISO 9001 vem com uma série de mudanças que pretendem responder a alguns dos problemas que afligem seus usuários e, ao mesmo tempo, adequar-se às novas tendências e necessidades do mercado. A mudança mais evidente à primeira vista é a nova estrutura comum a todas as normas de gestão da ISO.

As necessidades na sala: internet para interagir com os participantes via celular ou notebooks, projetor para slides (são mais de 40 para ilustrar as respostas para os participantes), microfone e duas cadeiras. O ideal seria um auditório ou uma sala de reunião.

Para solicitar uma cotação do evento em sua empresa, instituição ou associação, ligue (11) 99105-5304 ou envie um e-mail para hayrton@uol.com.br

Instituto de Qualidade Automotiva (IQA): 20 anos de trabalho em prol da qualidade

iqaO IQA é um organismo de certificação sem fins lucrativos especializado no setor automotivo, criado e dirigido por Anfavea, Sindipeças e outras entidades. Representante de organismos internacionais e acreditado pelo Inmetro, atua em certificação de produtos, de serviços automotivos, de sistemas de gestão, ensaios laboratoriais, publicações e treinamentos, de onde provém suas receitas e sustentação financeira de sua estrutura e atividades.

A formação do IQA foi consequência do desenvolvimento natural de várias ações com o intuito de aprimorar a qualidade e produtividade da cadeia automotiva nacional. No contexto das Câmaras Setoriais e do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade (PBQP), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) promoveram a integração dos diversos agentes no processo, de modo a iniciar a implementação dos objetivos na área de tecnologia.

IQA 20 anosA realização de sua assembléia de constituição foi realizada em 14 de dezembro de 1994, sendo que as entidades representando a indústria, o governo e os trabalhadores, convocadas através de edital, aprovaram o Estatuto Social, constituindo assim o IQA, como entidade de direito privado, com atuação nacional, sem fins lucrativos. Atuando desde 18 de maio de 1995, a estruturação do IQA foi o resultado de um trabalho conjunto de uma parceria envolvendo a indústria, o governo e os trabalhadores, dentro de uma visão estratégica necessária para o progresso social e econômico, em uma economia global cada vez mais competitiva.

Para Ingo Pelikan, presidente do IQA, há mais de duas décadas o então presidente Fernando Collor de Mello protagonizou um episódio que marcou a história do setor automotivo brasileiro. “À época ele declarou que os nossos veículos, em comparação com os fabricados lá fora, pareciam carroças. Ao longo dos últimos 20 anos, como todos sabem, houve uma evolução substancial nos processos e produtos da indústria brasileira. De lá para cá, muitas montadoras se instalaram no Brasil assim como diversas autopeças nacionais foram adquiridas com capital estrangeiro e incorporaram diferentes tecnologias. Resultado: hoje são filiadas à Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) 31 empresas, que somam mais de 700 modelos de produtos atuantes em nosso mercado”, historia ele.

Pelikan afirma que o mercado OEM cresceu em diversidade de marcas e tecnologias, o que levou o Brasil a conseguir exportar produtos com qualidade e, por consequência, aumentar a sua participação no mercado global. Em parte essa evolução foi motivada pelas montadoras, alavanca da cadeia produtiva, via regulamentações, desenvolvimento de produtos e sistemas de qualidade.

“Ao longo de todo esse período os processos também evoluíram. A pintura automotiva, por exemplo, se tornou mais adequada ao meio ambiente; as estruturas ficaram mais robustas e intensificou-se a incorporação de itens de segurança aos veículos. Paralelamente a isso o Inmetro trabalhou na área de certificações compulsórias para o desenvolvimento de produtos homologados no padrão mundial”, acrescenta.

Observa, ainda, que é possível afirmar que as exigências do consumidor brasileiro pautaram toda essa evolução. Com mais oportunidades de se informar antes de comprar qualquer produto, o cliente se tornou mais criterioso. Se há alguns anos olhava apenas se o carro era bonito e possuía um motor potente, hoje se importa com aspectos de segurança, consumo de combustível e conforto, além de rede de concessionárias para o atendimento no pós-venda.

“Atualmente a percepção do consumidor é muito diferente também por causa da variedade cada vez maior de produtos no mercado, fator que permite a ele explorar melhor as alternativas e obriga a cadeia produtiva e o segmento de serviços a ficarem mais atentos se quiserem se manter competitivos”, diz. Os avanços da qualidade são inegáveis, mas, no âmbito desse tema, sabemos que o ponto ideal está sempre à frente – o que chamamos melhoria contínua. Mais ainda quando se sabe que qualidade é coisa global, e que grande parcela dos carros de alta tecnologia ainda não é fabricada no País. Assim, o desafio que o mercado OEM no Brasil tem pela frente é a incorporação de tecnologias avançadas na velocidade do mercado internacional, na necessidade do mercado local e, obviamente, sem abrir mão da qualidade”.

Por fim, prevê que para a indústria alcançar patamares mais elevados de tecnologia e qualidade não pode abrir mão da inovação de processos e da capacitação de pessoas. “Essa é a percepção do IQA, do alto de seus 20 anos de história no fomento da qualidade, cuja missão é também estimular a discussão sobre o desenvolvimento de produtos e o aprimoramento de processos no País, para que a qualidade seja consequência de um processo fabril e não obrigatoriamente de um controle”, conclui.

Coletânea Série Sistema de Gestão Ambiental

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Sistema de Gestão Ambiental.

Evento: Excelência em gestão

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A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) realizará no dia 23 de junho de 2015 o Congresso de Excelência em Gestão, que trará palestrantes de renome e conteúdo de vanguarda, além de ter seu formato atualizado. O evento acontecerá das 8h30 às 19h30 no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo, e contará com debates e networking, para discutir tendências inovadoras para construções de novas ideias e soluções. O evento é direcionado à alta e média gerência das áreas de governança, planejamento, qualidade, gestão e sustentabilidade, principalmente. E o público esperado é de 350 pessoas.

Com o tema “O Novo Capitalismo”, o congresso pretende debater como uma gestão sustentável, integrada e inteligente, formada por um mapeamento de cenários internos e externos, pode representar ganhos para a organização a partir do momento em que ela consegue preparar-se para o futuro e criar valor para todas as partes interessadas. O palestrante internacional do evento, o economista indiano Pavan Sukhdev, principal autor do relatório The Economics of Ecossystems and Biodiversity (TEEB), da ONU, falará a respeito da importância e do valor da biodiversidade para a sociedade e as organizações.

Autor do livro Planeta Sustentável: Corporação 2020 – Como transformar as empresas para o mundo de amanhã, ele chama a atenção para as características marcantes da “Corporação 1920” – que prioriza o crescimento a qualquer custo e a publicidade voltada, exclusivamente, para a ampliação dos mercados – e para a necessidade de fazer a transição para a “Corporação 2020”. O novo modelo corporativo proposto por Sukhdev é baseado em novos incentivos e regulamentações que permitam às organizações aumentar o bem estar humano e a igualdade social, diminuir os riscos ambientais e os prejuízos ecológicos, e continuar a gerar lucro.

Hoje o capitalismo clássico está sob o cerco da sociedade. As organizações, antes admiradas pelo seu papel no desenvolvimento social, agora são acusadas de serem as protagonistas de uma destruição de nosso ecossistema, e se veem obrigadas a gerar transformação para se adequarem às exigências do planeta e, consequentemente, de seus consumidores. Não basta mais somente tratar de algumas ações sustentáveis, é preciso repensar a forma de trabalhar, repensar o modelo de negócio e seus reais impactos a pequeno, médio e longo prazo.

Em 2012, a consultoria Generation Investment Management, fundada por Al Gore, publicou um manifesto cujo título é um sinal dos novos tempos: Capitalismo Sustentável. E um dos principais pontos do manifesto é a busca por um cenário que procure maximizar a criação de valor econômico de longo prazo, reformando os mercados para que respondam as reais necessidades, levando em conta todos os custos e todos os stakeholders.

A criação de valor econômico de longo prazo, a produção voltada a melhorar o bem estar das pessoas, das comunidades e de seus ecossistemas são importantes para juntar as empresas, o governo e sociedade no enfrentamento destes desafios. Algumas organizações já perceberam que ao buscarem alternativas sustentáveis para a gestão de suas operações, o lucro aumenta, seja pela redução dos custos ou pela maior adesão dos consumidores.

Fica então cada vez mais claro que as organizações que buscam agregar valor à sociedade encontram no campo da sustentabilidade espaços para a inovação e diferenciação em um mercado cada vez mais interessado no tema. Pensando em todo este cenário, vem a pergunta: como os empresários brasileiros estão lidando com esta nova realidade, em um país cuja riqueza ambiental é um de seus diferenciais e que muito vem sendo destruída em prol de uma economia focada no lucro a curto prazo, sem realmente estudar todos os stakeholders envolvidos no negócio?

AGENDA PRELIMINAR

8h30 – Credenciamento e welcome coffee.

8h45 – Abertura: Wilson Ferreira Junior – Presidente do Conselho Curador da FNQ.

9h – Palestra magna: O Novo Capitalismo – Como transformar as organizações para o mundo de amanhã: pPavan Sukhdev, economista indiano, principal autor do relatório The Economics of Ecossystems and Biodiversity (TEEB), da ONU e autor do livro Planeta Sustentável: Corporação 2020.

10h30 – Intervalo para relacionamento e coffee break.

11h – Painel de debate: Investimento de impacto – Como canalizar forças para fins mais inclusivos e sustentáveis: Painelistas convidados: BNDES; Sistema B; Artemísia; Plataforma Saúde; e Yunus.

12h30 – Almoço

14h30 – Painel de debate: Repensando o crescimento econômico – Como prosperar dentro de limites: Painelistas convidados: Unilever; Cargill; Vale; Carbocloro e Dupont.

16h30 – Conclusões e encerramento.

17h – Happy hour no Espaço para Negócios.

18h – Show de stand up.

19h – Palestra: Cachaça e Caipirinha – cultura e prazer do Brasil

Palestrante confirmado: Jairo Martins, autor do livro Cachaça: o mais brasileiro dos prazeres.

Mais informações e inscrições: http://www.fnq.org.br/CEG2015/index.php

Palestra gratuita sobre normalização na Universidade Paulista (UNIP)

IMG_20141110_134149A Target (www.target.com.br) patrocinou uma palestra gratuita na UNIP sobre normalização técnica para os alunos de pós-graduação. Com o aumento da competição internacional entre as empresas, houve a eliminação das tradicionais vantagens baseadas no uso de fatores abundantes e de baixo custo. Dessa forma, a normalização técnica passou a ser utilizada cada vez mais como um meio para se alcançar a redução de custo da produção e do produto final, mantendo ou melhorando sua qualidade.

Para o apresentador da palestra, engenheiro Cristiano Ferraz de Paiva, as normas técnicas geram economia: reduzindo a crescente variedade de produtos e procedimentos; facilitam a comunicação: proporcionando meios mais eficientes na troca de informação entre o fabricante e o cliente e melhorando a confiabilidade das relações comerciais e de serviços; proporcionam segurança a partir da proteção da vida humana e da saúde; protegem o consumidor, provendo a sociedade de meios eficazes para aferir a qualidade dos produtos e serviços; eliminam as barreiras técnicas e comerciais, evitando a existência de regulamentos conflitantes sobre produtos e serviços em diferentes países facilitando, portanto, o intercâmbio comercial.

IMG_20141110_134902O palestrante também explicou como é elaborada uma norma. “As normas podem ser elaboradas em quatro níveis: internacional, as destinadas ao uso internacional, resultantes da ativa participação das nações com interesses comuns, como as normas da International Organization for Standardization (ISO) e International Eletrotechnical Comission (IEC); regional, as destinadas ao uso regional, elaboradas por um limitado grupo de países de um mesmo continente, como as do Comitê Europeu de Normalização (Europa), Comissão Pan-americana de Normas Técnicas (hemisfério americano), Associação Mercosul de Normalização (Mercosul); nacional, as destinadas ao uso nacional, elaboradas por consenso entre os interessados em uma organização nacional reconhecida como autoridade no respectivo país; e ao nível de empresa, as destinadas ao uso em empresas, com finalidade de reduzir custos, evitar acidentes, etc.”, explicou.

Cristiano argumentou que as normas existem na sociedade moderna, marcada pela impessoalidade, para garantir segurança, qualidade e alcance da finalidade de cada coisa. Não há sentido jurídico em norma sem poder de coerção. Norma tem a ver com civilidade e progresso; tratamento igualitário. Garantir significa prevenir; significa preservar. O descumprimento da norma implica em: sanção; punição; perda; e gravame. As consequências do descumprimento vão desde indenização, no código civil, até processo por homicídio culposo ou doloso.

“Quando se descumpre uma norma, assume-se, de imediato, um risco. Isso significa dizer que o risco foi assumido, ou seja, significa que se está consciente do resultado lesivo. A consciência do resultado lesivo implica uma conduta criminosa, passível de punição pelo código penal”, observou.

Para ele, todos os brasileiros precisam entender que os acidentes de consumo, desde que o produtos ou serviços não cumpram os princípios de fabricação de acordo com uma norma técnica, são de responsabilidade dos produtores, bastando o consumidor acionar os órgãos de defesa do consumidor ou diretamente o Ministério Público. “Quem não cumpre as normas técnicas está cometendo um ato ilegal, pode ser implicado em sanção, punição, perda e gravame. E as consequências desse descumprimento vão desde indenização, no Código Civil, até um processo por homicídio culposo ou doloso. Ou seja, quando se descumpre uma norma técnica, assume-se, de imediato, um risco, o que significa dizer que o risco foi assumido ou seja se está consciente do resultado lesivo. A consciência do resultado lesivo implica em uma conduta criminosa, passível de punição pelo Código Penal”.

Igualmente, o palestrante discutiu o sistema de normalização no Brasil, afirmando que a função de normalização, no quadro institucional brasileiro, foi positivada no ordenamento jurídico infraconstitucional pela criação do Sistema Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Sinmetro), instituído pela Lei nº 5.966, de 11/12/1973. A atividade normativa da ABNT constitui-se em norma secundária do Poder Executivo, pois importam as NBR em regulamentação das atividades por ela supervisionadas, tornando-se obrigatórias, na medida em que há a possibilidade de imposição pelo seu descumprimento, no exercício do poder de polícia patrocinado pela Inmetro, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio (MDIC).

“O ordenamento jurídico brasileiro considerou necessário, oportuno e certamente didático, pontualizar em legislação específica (leis, decretos, regulamentos, portarias, resoluções, regulamentos técnicos etc.) a exigência de observância, pelos mais variados setores da produção, industrialização e de serviços, das Normas Técnicas Brasileiras, elaboradas pela via do consenso nas várias Comissões Setoriais e homologadas e editadas pela ABNT”.

Quanto à observância das normas técnicas, citou o Código Brasileiro de Defesa do Consumidor, lei de caráter geral e nacional, editado com fundamento no artigo 5º, inciso XXXII, da Constituição brasileira, aprovado pela Lei nº 8.078, de 11-9-1990, ao disciplinar as vedações aos fornecedores de produtos ou serviços com o intuito de coibir práticas abusivas estabelece em seu artigo 39, VIII: É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: VIII – colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as Normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se Normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).

Soma-se a isso o Decreto nº 2.181, de 20 de março de 1997, que “dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC)”, que “estabelece as normas gerais de aplicação das sanções administrativas previstas na Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990…” regulamentando, pois, dispositivos do Código de Defesa do Consumidor, estabelece, na Seção II, “Das Práticas Infrativas” o artigo 12, e na Seção III “Das Penalidades Administrativas”, o art. 18, que dispõem o seguinte:

Art. 12. São consideradas práticas infrativas:

IX – colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço:

a) em desacordo com as Normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes, ou se Normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro).

Art. 18. A inobservância das normas contidas na Lei nº 8.078, de 1990, e das demais normas de defesa do consumidor constituirá prática infrativa e sujeitará o fornecedor às seguintes penalidades, que podem ser aplicadas isolada ou cumulativamente, inclusive de forma cautelar, antecedente ou incidente no processo administrativo, sem prejuízo das de natureza cível, penal e das definidas em normas específicas. Por fim, citou o aumento de jurisprudências dos tribunais sobre o descumprimento das normas técnicas no país.

Para agendar a palestra, entre em contato com Hayrton Rodrigues do Prado Filho, hayrton@uol.com.br ou (11) 9910-55304.

Requisitos para os interessados: auditório ou um local para a realização do evento, projetor ou data show.

SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI

O tema Qualidade é de tal relevância que a Organização das Nações Unidas criou o Dia Mundial da Qualidade, comemorado na segunda quinta-feira do Mês de Novembro, que em 2014, será no dia 13, e este tema é a razão da existência da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), organização não governamental, sem fins lucrativos e referência nacional sobre Qualidade e Excelência na Gestão, que congrega os principais expoentes da Qualidade dos mais diversos setores econômicos nos âmbitos público, privado e acadêmico.

Com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento do conhecimento da engenharia da Qualidade, da Gestão da Qualidade e da Excelência da Gestão, em benefício das organizações e de toda Sociedade Brasileira, a Academia Brasileira da Qualidade realizará nesta data emblemática o “SEMINÁRIO ABQ QUALIDADE SÉCULO XXI – Os desafios para a Competitividade Brasileira”, na FIESP, em São Paulo, SP.

O evento será exclusivo para convidados, porém, terá transmissão ao vivo pela internet.

Local: FIESP – Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
Av. Paulista, 1313 – Bela Vista – Salão Nobre – 15º andar – São Paulo, SP

Sobre a Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)

Organização não governamental e sem fins lucrativos, tendo como membros participantes pessoas experientes e de reconhecida competência profissional adquirida ao longo dos anos – nas universidades, nas empresas e em outras organizações privadas ou públicas – em atividades relacionadas à engenharia da qualidade, à gestão da qualidade e à excelência na gestão.

A administração da ABQ é realizada por um colegiado eleito entre os membros, de acordo com seu Estatuto. A condição de membro da Academia é obtida somente por meio de indicação de um ou mais dos Acadêmicos. Será considerado eleito o candidato que obtiver 2/3 (dois terços) de votos de aprovação de todos os Acadêmicos.

PROGRAMAÇÃO

08:15 – 09:00

Credenciamento e welcome coffee

09:00 – 09:30

Abertura Solene
João Mário Csillag, Presidente da ABQ
O Dia Mundial da Qualidade e a ABQ

09:30 – 10:00

Qualidade na Nova Economia
Palestrante: Ozires Silva

10:00 – 10:20

Sessão de Debates
Moderador: Marcio Migues

10:20 – 10:50

Intervalo para café

10:50 – 11:20

Qualidade e Sustentabilidade – O importante papel da ISO
Palestrante: Nigel Croft

11:20 – 11:40

Sessão de Debates.
Moderador: Basilio Vasconcellos Dagnino

11:40 – 12:10

Qualidade no Serviço Público Brasileiro: Importância da Governança
Palestrante: Jorge Gerdau Johannpeter

12:10 – 12:30

Sessão de Debates.
Moderador: Vicente Falconi

12:30 – 13:00

Conclusões do Seminário – o que Fazer?
Presidente João Mário Csillag

13:00 – 14:00

Confraternização

TEMAS COMENTADOS

Os temas foram selecionados para garantir atualização sobre os mais diversos cenários e previsões para o Brasil enfrentar os desafios da competitividade global, os quais serão apresentados por palestrantes convidados, Acadêmicos da ABQ e expoentes em suas áreas, tais como Ozires Silva, Nigel Croft e Jorge Gerdau Johannpeter, os quais poderão ser acompanhados presencialmente (convidados) ou via web, em tempo real.

Ozires Silva ressalta que o mundo mudou, e muito, todos sabem. “A globalização da produção e do consumo é hoje uma realidade. Produtos fabricados em todo o mundo são vendidos em todo o mundo. Por outro lado, numa quantidade de segmentos já se nota uma superprodução, isto é, há mais fabricantes do que consumidores. A entrada da China no mercado mundial, sob um patamar de produção amplo, alterou muito as condições da economia. As Nações Unidas indicam que mais da metade da população da Terra tenta sobreviver com menos de dois dólares por dia! Assim, o que se observa é que as políticas governamentais, em média – salvo algumas exceções – estão mantendo os níveis de pobreza ou até os aumentando. Se os sistemas políticos não se alterarem (e parece que não é essa tendência) a quantidade de consumidores não deverá crescer em prazos previsíveis”, diz.

Segundo ele, neste cenário, visto do ponto de vista da produção e das vendas dos produtos, os fabricantes têm de apelar a dois atributos para vencer no mercado mundial e fazerem seus empreendimentos florescerem. Ou seja, inovarem intensamente e produzir competitivamente com a melhor qualidade possível. Aqui a qualidade deve ser vista sob o ponto de vista global, via qualidade da manufatura e qualidade no desempenho (performance) ao longo da vida útil dos produtos.

Conforme ressalta Nigel Croft, para que uma organização possa buscar um verdadeiro desenvolvimento sustentável e leve em consideração questões econômicas, ambientais e sociais, é imprescindível que haja um método gerencial para disciplinar e aglutinar suas diversas iniciativas. Na sua experiência, um sistema de gestão implementado dentro dos parâmetros das diversas normas ISO fornece esta disciplina.

As normas de sistemas de gestão mais tradicionais da ISO (a série ISO 9000, para sistemas de gestão da qualidade), têm como objetivo principal gerar confiança na qualidade e na consistência dos produtos e serviços fornecidos pela organização. Sua implantação eficaz fornece uma vantagem competitiva para que as empresas demonstrem confiança aos seus clientes, clientes potenciais e outros, e também pode contribuir para a eficiência da empresa em alcançar seus resultados pretendidos, particularmente quando o sistema for implantado como parte de uma cultura e filosofia da qualidade, no sentido mais amplo. A mesma coisa se aplica à norma ISO 14001 (Gestão Ambiental), ISO 50001 (Gestão da Energia) a futura norma ISO 45001 (Gestão da Saúde e Segurança), e normas atualmente em vias de desenvolvimento como, por exemplo, a muito esperada ISO 37001 (para Gestão Anticorrupção ou Antipropina).

“Nos últimos anos, dentro da ISO e do International Accreditation Forum (IAF) tem existido a preocupação de evitar a percepção de que a ISO 9001 e as demais normas de sistemas de gestão só dizem respeito a documentos e burocracia. O objetivo deve ser implementar um sistema documentado (na medida certa para alcançar os objetivos) e não um sistema de documentos”.

Jorge Gerdau Johannpeter defende que as mudanças, que aconteceram na globalização, foram um processo muitas vezes não muito bem entendido. A real globalização provoca temor porque exige mudanças. Mas o mais interessante é que o grande fator de tecnologia fez a globalização acelerar. “No Brasil, não temos muitos centros de debates de ideias, a matéria não é muito trabalhada e tem outro tema que me preocupa mais: a distância entre o empresariado, mundo político e acadêmico. Quando a coisa é complicada, os três (empresariado, mundo político e acadêmico) têm de conversar. Tem preconceito de tudo que é lado. Nem sei quem tem mais, nem interessa. Solto minhas angústias pessoais e globais em relação ao país e ao Estado porque sinto a inteligência de ajustamento que as empresas têm de fazer com as mudanças.”