Problemas com fornecedores? MASP neles!

Fornecedores não costumam se empenhar na resolução de problemas. O MASP pode reverter essa indisposição.

Claudemir Oribe

Problemas são inevitáveis nas relações entre clientes e fornecedores. De fato, a ampliação da cadeia de suprimentos é um caminho para a redução de custos devido à especialização e ao ganho de escala. A terceirização veio para ficar. No entanto, esse fenômeno pode acarretar problemas que, invariavelmente, adentram nos processos e se manifestam nos produtos e serviços, deixando os clientes insatisfeitos. Quando isso ocorre, a primeira reação é culpar o fornecedor, exigir solução imediata e ressarcimento de todos os prejuízos. A coisa não é assim tão simples.

Os fornecedores têm todos os motivos do mundo para evitar qualquer responsabilidade. E não se trata apenas dos custos envolvidos. Trata-se de proteger sua marca para não macular sua reputação, o que seria muito pior em longo prazo. Além disso, o processo de aquisição e qualificação daquilo que é adquirido possui mais furos do que um queijo suíço. Pronto! Estão reunidos todos os ingredientes para um interminável jogo de empurra-empurra.

Quando um problema complexo e grave precisa ser resolvido, nem todos vão ajudar, ao contrário, alguns podem até tentar sabotar a tentativa. E nem é preciso ir muito longe para ver sinais disso: objeções, resistência, medo, inveja e disputas de poder podem ser encontradas na própria empresa. Assim, o ideal seria que o fornecedor participe dos processos de análise e solução dos problemas e, para neutralizar receios, é preciso estruturar um raciocínio que proporcione confiança e poder de convencimento, coisa que o MASP possui de sobra.

Em primeiro lugar é preciso abandonar a ideia de que alguém precisa ser culpado. A questão fundamental que precisa ser respondida é como o problema aconteceu: quais as causas e como elas atuaram para que o problema ocorresse. O fornecedor envolvido deve ser chamado a contribuir para elucidar os fatos, fornecendo informações que ajudem a compreender e comprovar a sequencia de eventos. Essa explicação causal só pode ser respondida por meio de dados comprobatórios, analisando aqueles colhidos das causas e do problema para determinar a correlação.

Opiniões divergem. Fatos e dados convergem. As opiniões servem apenas como ponto de partida e devem ser abandonadas á medida em que o projeto avança. Dessa forma, o convencimento da origem da causa raiz precisa ser, não apenas descoberta, mas resistir a todas as hipóteses de refutação. Ou seja, é preciso provar não apenas que a causa raiz é aquela, mas também que não é outra.

Não há como cumprir essa condição sem analisar o problema em profundidade, com um olhar numa escala de ampliação que permita ver o invisível, ouvir o inaudível e sentir o que é insensível para descobrir causas imperceptíveis e que talvez nem ele mesmo tenha conhecimento.

Outra maneira de convencer fornecedores é por meio de experimentos controlados que provocam o problema quando a causa é inserida no sistema. O “ver para crer” funciona se uma simulação fiel da realidade funcionar exatamente como o problema real e diante dos próprios olhos.

Agindo dessa forma, acusações, falácias e atribuição de culpa, que só provocam atritos e perdas de tempo, cedem espaço para a confiança, o profissionalismo e a objetividade, que reforçam as relações de parceria e pavimentam os laços do futuro. Diante disso, resolver o problema parece ser o menor dos benefícios. Então, quando tiver um problema com fornecedores, MASP neles!

Claudemir Oribe é mestre em administração, onsultor e instrutor de MASP, ferramentas da qualidade e gestão de T&D – claudemir@qualypro.com.br

Referências

ELLEGAARD, Chris . Joint Problem Solving in Buyer-Supplier Relationships – Motivational and Perceptual Challenges. Copenhagen Business School, Centre for Applied Market Science.

ORIBE, Claudemir Y. Quem Resolve Problemas Aprende? A contribuição do método de análise e solução de problemas para a aprendizagem organizacional. Belo Horizonte, 2008. Dissertação (Mestre em Administração). Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

ORIBE, Claudemir Y. O elefante, o cachorro e a formiga. Revista Banas Qualidade. São Paulo: Editora EPSE, n. 286/75, abril 2016. p. 64.

Crise de confiança: como buscar fornecedores idôneos?

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

Coletânea Série Trabalhos Acadêmicos

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Trabalhos Acadêmicos!
Saiba Mais…

Coletânea Série Transformadores de Potência

Coletânea Digital Target com as Normas Técnicas, Regulamentos, etc, relacionadas à Transformadores de Potência
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Eduardo Rocha

Sem dúvida, vivemos hoje uma crise e um dos tópicos mais importantes que se deve ressaltar é a falta de confiança gerada por um mercado cada vez mais competitivo e a formação profissional ficando mais duvidosa. Quanto mais acirrados os negócios se tornam no Brasil, mais difícil é alcançar as pessoas com o poder de decisão nas mãos.

Este fato não é de se estranhar, pois o assedio é tão intenso que são necessárias barreiras ou filtros para preservar a sanidade de qualquer um que esteja nesta posição. Isso pode dificultar o acesso a novas tecnologias e oportunidades de negócio. O volume de informação é, no mínimo, assustador.

Outro ponto é que nem todos os profissionais ou empresas que disponibilizam seus serviços seguem um código de ética digno de confiança. Por vezes, até acreditam estar capacitados, mas a qualidade entregue deixa muito a desejar e as consequências podem ser bem prejudiciais. Portanto, desenvolver fornecedores dignos se torna, a cada dia, uma necessidade premente de nossa indústria.

Quando falo de fornecedores, não estou focando somente nos de matéria prima, mas nos de serviços também. Cada vez mais se fundamenta a importância de se ter uma boa estratégia, formas adequadas de implantação, uma boa comunicação e muitas outras necessidades que o cenário atual nos impõe e que antes passavam despercebidas ou eram tratadas como irrelevantes. Hoje é, sem dúvida, uma questão de sobrevivência.

A entrada de produtos estrangeiros a preços impensáveis até a pouco tempo aponta, de forma definitiva, a nossa vulnerabilidade. Em minhas visitas a organizações pude perceber que o empreendedor brasileiro é, normalmente, um excelente técnico em sua área de atuação, mas “por vezes” deixa a desejar quando se fala de planejamento e capacitação. Foi-se o tempo em que só isso era necessário para uma empresa progredir. Uma boa visão de mercado, avaliação da necessidade de importar matéria prima, buscar formas de produção mais competitivas são questões de máxima relevância. A expressão, “faço isso há 30 anos e agora querem me ensinar como fazer…” não tem mais espaço em nosso contexto atual. Mudar significa sobreviver.

Outra característica de nossa cultura é o valor que se dá a uma indicação. O marketing boca a boca funciona muito bem pelas nossas bandas. Diria mais, um serviço bem feito tem repercussão em qualquer lugar. Esse fato se torna bem visível com o advento das redes sociais e o impacto que tem no desempenho das organizações. Tanto isso é verdade que hoje existem equipes especializadas que fazem este tipo de acompanhamento com o objetivo de salvaguardar o desempenho comercial dos produtos disponibilizados. O boca a boca não é um fato novo, mas a magnitude que alcança com as redes sociais é sim e se deve ter um cuidado bem especial com elas, além de ter custos bem interessantes para o pequeno e médio empresário como forma de divulgação.

Com vistas a esta situação, começamos no CIESP Sul um trabalho bastante interessante que vale aqui ressaltar. Formamos um grupo de prestadores de serviços, cuja idoneidade e capacidade técnica são reguladas internamente pelo próprio grupo para ajudar a indústria paulista nesse momento crítico. Sem dúvida, é um novo jeito de se fazer negócio. Funciona da seguinte forma: o NAE (Núcleo de Apoio Empresarial) é constituído por consultores especializados, cujo objetivo é diagnosticar as principais necessidades da indústria consultante. Gosto da seguinte analogia: é como se o paciente fosse ao clinico geral para gerar um diagnóstico e receber indicação de um profissional especialista.

O NAE é respaldado pelo GRAI (Grupo de Relacionamento e Apoio à Indústria), constituído por profissionais de alto nível. A empresa quando recebe o diagnostico também recebe a indicação de um dos participantes desse grupo que atua na área requerida. Em momento algum o consultante deve se sentir obrigado a fechar negocio por força da indicação. Isso fica a critério do contratante, mas, como em um clínico geral, a pessoa sai dali com uma orientação profissional para resolver o seu problema.

Desejo aqui cumprimentar o CIESP Sul pela oportunidade de levar este serviço gratuitamente aos seus associados. Pois este oferece as suas instalações para que sejam feitos os diagnósticos e o local para as reuniões dos integrantes do GRAI. Definitivamente, está apoiando mais uma vez o desenvolvimento da indústria neste país.

Eduardo Rocha é engenheiro mecânico, sócio diretor da Academia MasterSapiens e associado ao CIESP Distrital Sul.

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Como lucrar com o inventário consignado

NORMAS REGULAMENTADORAS

O Portal Target disponibiliza aos seus clientes e usuários, todas as Normas Regulamentadoras, estabelecidas pelo MINISTÉRIO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, que têm como objetivo disciplinar as condições gerais relacionadas à saúde e segurança do trabalhador em cada atividade ou posto de trabalho.

Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Normas Regulamentadoras” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Clique no link https://www.target.com.br/produtossolucoes/nr/nr.aspx

Wagner Jesus

Em tempos de compressão das margens de vendas uma boa gestão dos estoques passou a ser indispensável na luta para manter a rentabilidade dos varejistas de diversos portes. Em especial para aqueles produtos que a loja somente irá pagar após a venda ou devolvê-los a qualquer momento para o fornecedor, as chamadas operações com inventário em consignação.

O controle da quantidade de itens por número de nota fiscal, se bem executado, assegura um retorno adequado ao fornecedor quando a mercadoria já não atende as necessidades de negócio do varejista. No caso em que toma inventário em consignação – além deste controle apurado para a devolução de mercadoria não paga – ainda é necessário previsão de notas fiscais simbólicas de devolução para situação em que a mercadoria foi efetivamente consumida/vendida e será paga dentro dos moldes do contrato entre companhia e fornecedor.

Falhas sempre acontecem, como na situação final em que a mercadoria foi supostamente consumida/vendida, sua devolução simbólica ocorre e o pagamento é efetuado. Isto ocorre quando a mercadoria se perde dentro do depósito e é encontrada posteriormente, ou ainda quando a mercadoria é vendida para terceiros e uma devolução de campo ocorre posterior ao período de pagamento.

Nestes casos, uma ordem de crédito entre companhia e fornecedor é o método mais difundido e permite que organizações façam os ajustes de inventário e pagamento numa próxima campanha ou pedido. Uma vez que o estoque esteja nas dependências da empresa, mesmo em consignação, deve ser valorizado e reportado dentro das obrigações fiscais adequadamente.

Um dos aspectos chaves para o gerenciamento do estoque em consignação é o que conhecemos como “change of ownership”, o que significa o momento em que o estoque troca de responsável. Modelos como “order to order” , “pay as sold” e “owernship changes over period of times” são alguns dos encontrados, por exemplo, em industrias farmacêuticas, bens de consumo e manufatura.

Para companhias que possuem inventário em consignação e inventário próprio alguns aspectos adicionais precisam ser observados:

  1. Informar claramente aos colaboradores quando estão trabalhando com itens em consignação ou itens próprios.
  2. Definição de tempos limite para compra, retorno e pagamento de mercadoria precisam estar acordados entre companhia e fornecedor.
  3. Ciclos de contagem e ajustes de inventários devem ser conhecidos pela companhia e fornecedor de forma a gerar transparência e senso de parceria na operação.
  4. Para demandas razoavelmente conhecidas existe uma grande oportunidade de se avaliar a opção de inventário próprio, no qual o custo de operação é similar porém com margens superiores.

Detalhe: existem maneiras bastante inovadoras e sofisticadas, através da tecnologia da informação, para se estudar dados históricos , efetuar projeções  e obter  um planejamento  de demanda adequado para cada companhia. Isto permite melhor decisão na escolha dos produtos e modelos de inventário para  o maior retorno do capital investido.

Wagner Jesus é gerente de bens de consumo e manufatura do Grupo ASSA.

Você considera o seu fornecedor um parceiro?

Normas NBR/NMNR/ MTE/RT/Portarias INMETRO/Matérias Técnicas/Projetos de NBR/Cursos/Gênius FAQ/e-Books ASQ/Resoluções ANEEL/Procedimentos ONS

Target Engenharia e Consultoria

Portal Target/GEDWeb/CENWin

Erick Pedretti Nobre

Nos anos 80, o Japão criou o conceito “Just in Time”, que na tradução livre é “Na Hora Certa”. Trata-se de um sistema de administração da produção que determina que nada deve ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata, isto é, o produto ou matéria prima chega ao local de utilização somente no momento exato em que for necessário, ou seja, os produtos somente são fabricados ou entregues a tempo de serem vendidos ou montados. Não existe estoque parado.

Nos últimos 15 anos, a demanda cada vez maior pela busca da qualidade, além de preços cada vez mais competitivos fez com que a distância entre o cliente e o fornecedor diminuísse cada vez mais, tornando o diálogo entre os dois mais efetivo e dinâmico. Atualmente não há como uma empresa isolada ser competitiva em um mundo cada vez mais globalizado. O empreendimento faz parte de uma cadeia de compradores e fornecedores, cujo objetivo é a satisfação dos consumidores. É frequente a criação cada vez mais de processos para melhorar esse laço entre cliente e fornecedor.

Os fornecedores são partes fundamentais em todo o processo, pois são eles que fornecem os insumos necessários para que a empresa venda seus produtos e serviços. Portanto, se faz necessário selecionar e avaliar muito bem os abastecedores para que se possa garantir a qualidade das matérias-primas fornecidas por eles.

A abertura do comércio para as empresas estrangeiras gerou aumento da competitividade internacional. Por isso, ter um excelente fornecedor não é mais suficiente para que se tenha uma operação com qualidade e baixo custo de forma competitiva. Neste contexto, estamos falando do “fornecedor-parceiro”, que é o provedor que não enxerga somente a venda de curto prazo, mas sim ajuda a entender as necessidades dos seus clientes e ajuda a criar demandas que talvez você não enxergue.

O fornecedor, além de parceiro, é parte da sua empresa onde tem profissionais trabalhando para fornecer serviços e produtos de qualidade que posteriormente serão comprados por seus clientes finais, tendo que gerar lucros para ambas as empresas. Um dos maiores desafios de um gestor é conseguir estabelecer uma relação de parceria com profissionais e empresas envolvidos direta ou indiretamente nos projetos.

Quando pensar em criar uma parceria, é importante estabelecer um ponto único de contato, pois quando se tem diversos parceiros para resolver um determinado problema podem acontecer coisas embaraçosas. A clareza nas responsabilidades é fundamental para evitar o famoso jogo de empurra, que poderão ser perdidas horas para solucionar o problema. Um parceiro que possa lhe ajudar em várias camadas é sempre uma decisão inteligente.

Qualquer parceria de longo prazo requer que cliente e parceiro se conheçam muito bem, inclusive as limitações de cada um. Entender o negócio de cada parte é fundamental para que possíveis ajustes sejam realizados a tempo, evitando constrangimentos futuros no cliente final. É importante estarem intimamente alinhados nos projetos para que no final de cada operação, o sucesso seja comemorado por todos. Os fornecedores muitas vezes trabalham para cumprir um acordo ao pé da letra. Já os parceiros de negócios estão dispostos a fazer o que for preciso para a parceria dar certo.

Voltando ao mercado de tecnologia, ainda vejo muitos clientes comprarem a solução mais barata, sem levar em consideração o pós venda, isto é, todo o suporte necessário para a correta implementação, possíveis suportes técnicos caso haja algum problema, incluindo trabalhos nas madrugadas para que seus clientes não sejam prejudicados com a ausência de seus serviços.

A ideia do “Bom Bonito Barato” nem sempre se traduz em sucesso quando falamos em serviços críticos do negócio da empresa. Imagine uma empresa financeira, por exemplo, uma corretora de valores, onde os clientes compram e vendem milhares de ações a cada milésimo de segundos. E se a rede da corretora fica fora do ar por 5 minutos? Ainda há quem pense: “cinco minutinhos não tem problema”. Fale isso para um CIO de uma corretora de valores.

Segundo o Financial Times, foram necessários apenas 45 minutos para que um defeito na rede de serviços, responsável por automatizar as transações na Bolsa da Knight Capital, gerasse um prejuízo de U$ 440 milhões. A Knight Capital é uma das principais empresas do segmento de transações eletrônicas de alta frequência, que se utilizam de supercomputadores e de algoritmos matemáticos para lucrar com possibilidades mínimas de ganho em casas decimais, que surgem em fração de segundos na Bolsa. O prejuízo é quase duas vezes a receita gerada pela empresa no segundo trimestre de 2012 e eliminou 75% de seu valor de mercado em 24 horas.

O banco suíço UBS teve prejuízo superior a US$ 350 milhões com problemas semelhantes durante a oferta pública de ações do Facebook, em maio de 2012. A Bolsa Bats, especializada em transação de grandes lotes de ações, viu-se forçada a cancelar sua abertura de capital em março, depois de passar por problemas técnicos em sua infraestrutura de comunicação de dados.

Executivos de salários elevados estão sendo demitidos, e as companhias financeiras têm investido quantias cada vez maiores em sistemas sofisticados de tecnologia da informação. O seu sucesso é consequência do sucesso de todos os parceiros envolvidos em um projeto. Por isso, cultive o bom relacionamento entre as duas partes.

Dessa forma, compartilhe informações com seus principais fornecedores, para que eles também obtenham melhorias em seus negócios e repassem essas melhorias para a sua empresa. Isso garante a competitividade de ambas as empresas no médio e longo prazo. Lembrem-se: a qualidade de seu produto começa no seu fornecedor. Comprador: tenha parceiro de negócios e não apenas um fornecedor de produtos ou serviços.

Erick Pedretti Nobre é especialista em segurança da informação, gerenciamento, wireless, e Account Manager da empresa CYLK.

A rastreablidade na cadeia produtiva dos alimentos

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar:

http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADA – Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos

Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link http://www.target.com.br/portal_new/ProdutosSolucoes/GlossarioTecnico.aspx?ingles=0&indice=A&exibeOrientacao=true&palavra=

alimentosA estimativa da Food and Agriculture Organization (FAO) é que há na América Latina mais de 55 milhões de famintos. Ao mesmo tempo, os países da região desperdiçam grandes volumes de alimentos, que seriam suficientes para alimentar toda a população carente. Para a FAO, a redução das perdas é uma solução para o aumento da oferta de comida. As causas primordiais desse prejuízo são maus hábitos de alimentação e o gerenciamento inadequado, desde o plantio até a chegada do produto à mesa do consumidor. O Brasil está entre os 10 países que mais desperdiçam comida no mundo. Cerca de 35% de toda a produção agrícola vão para o lixo. Isso significa que mais de 10 milhões de toneladas de alimentos poderiam estar na mesa dos 54 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Segundo dados do Serviço Social do Comércio (Sesc), R$ 12 bilhões em alimentos são jogados fora diariamente, uma quantidade suficiente para garantir café da manhã, almoço e jantar para 39 milhões de pessoas.

O descuido percebido no processo produtivo se repete na casa das pessoas. De acordo com o Instituto Akatu, uma família brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra no período de uma semana. Em valores, isso representa US$ 1 bilhão, dinheiro suficiente para alimentar 500 mil famílias. Além das pessoas que poderiam ser alimentadas com o que vai para o lixo, desperdiçar significa prejuízo financeiro. Levantamento da Secretaria de Abastecimento e Agricultura de São Paulo mostra que todos os alimentos não aproveitados ao longo da cadeia produtiva representam 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, um rombo de R$ 17,25 bilhões de reais no faturamento do setor agropecuário.

Uma pesquida do Instituto Brasilleiro de Geografia e Estatística (IBGE) que avaliou as perdas agrícolas apontou para a falta de qualificação e tecnificação no campo. Segundo o estudo, o prejuízo começa muito antes da perda física, relacionada ao produto que fica pelo caminho antes da comercialização. No plantio, por exemplo, foi verificado que o uso de sementes de baixa qualidade ou a escolha de variedades não recomendadas para as condições de clima da região e a falta de preparo correto do solo podem representar perdas nas lavouras antes e depois do momento de colher os produtos. O estudo concluiu que é na fase de colheita que ocorrem as maiores perdas e os motivos são diversos. Um exemplo é a falta de regulação, operação e manutenção adequadas das colheitadeiras ou equívocos na identificação do grau de maturação do produto. A partir dessa pesquisa, é possível observar que questões colocadas como desafios à mitigação desse desperdício ainda hoje são citadas como entraves a serem resolvidos.

As dificuldades se repetem na pós-colheita. Falta infraestrutura na rede de armazenagem e no transporte da produção brasileira. Nessa fase, os estragos podem ocorrer tanto do ponto de vista físico, como da qualidade do produto. Os pesquisadores do IBGE identificaram que os danos mais expressivos se dão nas commodities, com perdas ao longo do transporte até a chegada aos portos. Em vista de todos esses problemas, seria importante a implementação de uma rastreabilidade na cadeia produtiva dos alimentos. Um sistema de rastreabilidade é uma ferramenta útil para ajudar uma organização que atua na cadeia produtiva de alimentos e rações a atingir objetivos definidos em um sistema de gestão. A escolha de um sistema de rastreabilidade é influenciada por regulamentos, características do produto e expectativas do cliente. A complexidade do sistema de rastreabilidade pode variar dependendo das características do produto e dos objetivos a serem atingidos. A implementação de um sistema de rastreabilidade por uma organização depende de limites técnicos inerentes a organização e aos produtos (isto é, natureza das matérias-primas, tamanho dos lotes, procedimentos de colheita e transporte, métodos de processamento e embalagem), e benefícios quanto ao custo de aplicar o sistema. Porém, um sistema de rastreabilidade, por si só, é insuficiente para alcançar a segurança do alimento.

Existe uma norma, a NBR ISO 22005 de 11/2008 – Rastreabilidade na cadeia produtiva de alimentos e rações – Princípios gerais e requisitos básicos para planejamento e implementação do sistema (clique no link para mais informações), editada em 2008, que apresenta os princípios e especifica os requisitos básicos para o planejamento e implementação de um sistema de rastreabilidade de alimentos e rações. Este pode ser aplicado por uma organização atuando em qualquer etapa da cadeia produtiva de alimentos e rações. Pretende-se ser flexível o suficiente para permitir que as organizações que produzem rações e organizações que produzem alimentos consigam atingir os objetivos identificados. O sistema de rastreabilidade é uma ferramenta técnica para auxiliar uma organização a tornar-se conforme com seus objetivos definidos, e é aplicável quando necessário para determinar o histórico ou a localização de um produto ou de seus componentes relevantes.

Normalmente, os sistemas de rastreabilidade devem ser capazes de documentar o histórico do produto elou localizar um produto na cadeia produtiva de alimentos e rações. Devem contribuir para a busca da causa de não conformidades e para a habilidade de retirar elou recolher produtos, se necessário. Podem melhorar o uso apropriado e a confiabilidade da informação, eficácia e produtividade da organização. Eles necessitam ser capazes de atingir os objetivos (ver o item 4.3 da norma) sob o ponto de vista técnico e econômico. O deslocamento pode ser relacionado a origem dos materiais, histórico de processo ou a distribuição do alimento ou ração, e convém considerar pelo menos uma etapa anterior e uma etapa posterior para cada organização na cadeia produtiva. Por meio de acordos entre as organizações envolvidas, o sistema pode aplicar-se a mais de uma parte da cadeia. Precisam ser verificáveis, aplicados de forma consistente e imparcial, orientados para resultados, eficazes em custos, de fácil aplicação, de acordo com qualquer regulamento ou política aplicáveis e de acordo com os requisitos de exatidão estabelecidos. No desenvolvimento de sistemas de rastreabilidade para a cadeia produtiva de alimentos e rações, é necessário identificar os objetivos específicos a serem atingidos. Convém que estes objetivos levem em consideração os princípios identificados em 4.2, sendo exemplos de objetivos: dar suporte aos objetivos de segurança de alimentos ou de qualidade; atender as especificações dos clientes; estabelecer o histórico ou origem do produto; facilitar a retirada e/ou recolhimento do produto; identificar as organizações responsáveis na cadeia produtiva de alimentos e rações; facilitar a verificação de informação específica sobre o produto; comunicar informações para as partes interessadas pertinentes e consumidores; atender a quaisquer regulamentos ou políticas, locais, regionais ou internacionais, se aplicáveis; e melhorar a eficácia, produtividade e rentabilidade da organização.

E como estabelecer procedimentos para a rastreabilidade. Eles geralmente são relacionados a documentação do fluxo de materiais e informações relacionadas, incluindo manutenção de documentos e verificação. A organização deve estabelecer no mínimo procedimentos que incluam a definição de produto; a definição de lote e identificação; a documentação do fluxo de materiais e informações, incluindo mecanismos para a manutenção dos registros; a gestão de dados e protocolos de registro; e os protocolos de recuperação de informações. No desenvolvimento e implementação de um sistema de rastreabilidade, é necessário levar em conta a operação existente e sistemas de gestão presentes na organização. Os procedimentos para gerenciar informações sobre rastreabilidade devem incluir meios para ligar e registrar o fluxo de informações relacionadas a materiais e produtos, se necessário. Os procedimentos devem ser estabelecidos para lidar com não conformidades no sistema de rastreabilidade. Convém que esses procedimentos incluam correções e ações corretivas.

Enfim, em meio a tantas formas de desperdício, a alta conta gerada pelas perdas não fica diluída ao longo da cadeia. Segundo a Embrapa, agricultor e consumidor são os mais prejudicados. Isso acontece porque o investimento para produzir, manipular e transportar o alimento já foi feito. Antes do produto se perder, a rede varejista faz uma previsão de perdas e repassa tanto ao preço pago ao produtor, quanto ao que é cobrado do cliente. “O agricultor recebe menos e o consumidor paga mais. É preciso rever esse processo, porque o varejo dilui o prejuízo. Investir em produtividade tem significado também aumentar o volume do desperdício. Quanto mais produzimos, mais jogamos fora. É preciso pensar com mais seriedade em uma solução para as perdas”, lamenta o pesquisador. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento possui uma regulamentação que classifica os vegetais e estabelece regras para manter a qualidade, mas, na prática, as normas não são cumpridas.

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Inserindo o item Compras na próxima revisão da ISO 9001

T A R G E T  G E D W E B – G e s t ã o  d o  C o n h e c i m e n t o

O Target GEDWeb – Gerenciador Eletrônico de Documentos via Web da Target – é o único Portal Corporativo no mercado que possibilita o gerenciamento de grandes acervos de normas técnicas, documentos técnicos e internos das organizações, e os disponibiliza de forma totalmente customizável, de acordo com as características e necessidades de seus usuários, seguindo todos os padrões visuais e de comunicação da empresa que o implanta.

Clique aqui para conhecer melhor o Target GEDWeb

comprasNesse site já abordei a revisão da norma em ISO 9001:2015 – a verdade sobre a revisão da norma Contudo, deve ser acrescentado que Comitê Brasileiro da Qualidade (CB 25) da ABNT apresentou na última reunião do TC176 da ISO em Beijing proposta para um novo item de trabalho (NWIP) sobre compras, que detalhasse o item 7.4 da NBR ISO 9001. Na interação com outros delegados, em particular com os franceses, foi constatado que a AFNOR já possui diversos documentos sobre o assunto, abrangendo inclusive o tema compras sustentáveis. Posteriormente foi constatado que a BSI também publicou norma britânica, e existem ainda alguns documentos europeus a respeito.

O ABNT/CB 25 instalará Grupo de Trabalho do SC3 para elaborar uma norma brasileira sobre compras, utilizando as normas citadas como subsídios, e a própria experiência de empresas brasileiras nessa prática. Dessa forma, os interessados em participar deste Grupo de Trabalho (GT) devem manifestar o interesse enviando e-mail para catalogo@abntcb25.com.br, ou ligando para (21) 2220-6631 (Alexandre Santos). Esse GT será coordenado pelo consultor B.V. Dagnino.

O que se precisa entender é que o item 7.4 Aquisição da ISO 9001 fala emn seu subitem 7.4.1 Processo de aquisição que a organização deve assegurar que o produto adquirido está conforme com os requisitos especificados de aquisição. O tipo e a extensão do controle aplicados ao fornecedor e ao produto adquirido devem depender do efeito do produto adquirido na realização subseqüente do produto ou no produto final. A organização deve avaliar e selecionar fornecedores com base na sua capacidade de fornecer produto de acordo com os requisitos da organização. Critérios para seleção, avaliação e reavaliaç-o devem ser estabelecidos. Devem ser mantidos registros dos resultados das avaliações e de quaisquer ações necessárias, oriundas da avaliação (ver 4.2.4). No 7.4.2 Informações de aquisição está escrito que as informaçóes de aquisição devem descrever o produto a ser adquirido e incluir, onde apropriado,

a) requisitos para a aprovação de produto, procedimentos, processos e equipamento,

b) requisitos para a qualificação de pessoal, e

c) requisitos do sistema de gestão da qualidade.

A organização deve assegurar a adequação dos requisitos de aquisição especificados antes da sua comunicação ao fornecedor.

7.4.3 Verificação do produto adquirido

A organização deve estabelecer e implementar a inspeção ou outras atividades necessarias para assegurar que o produto adquirido atenda aos requisitos de aquisição especificados. Quando a organização ou seu cliente pretender executar a verificação nas instalações do fornecedor, a organização deve declarar, nas informações de aquisição, as providências de verificação pretendidas e o método de liberação de produto. O termo compra pode ser definido como a aquisição onerosa de uma coisa ou de um direito, pelo qual se paga determinado preço.

Em linhas gerais, a gestão de compras é uma atividade fundamental para o bom gerenciamento das empresas e que influencia diretamente nos seus estoques e no relacionamento com os clientes, estando também relacionada à competitividade e ao sucesso da organização. Assim, a a função compras é responsável pelo estabelecimento do fluxo dos materiais na firma, pelo segmento junto ao fornecedor, e pela agilização da entrega. A aquisição de matérias primas, suprimentos e componentes representa um fator decisivo na atividade de uma empresa, pois dependendo de como é conduzida podem gerar redução nos custos e melhorias consideráveis nos lucros. A gestão da aquisição – a conhecida função de compras – assume papel verdadeiramente estratégico nos negócios de hoje em face do volume de recursos, principalmente financeiros, envolvidos, deixando cada vez mais para trás a visão preconceituosa de que era uma atividade burocrática e repetitiva, um centro de despesa e não um centro de lucros. Ao longo do tempo, a função compras passou a ser imprescindível para a administração de recursos materiais de uma empresa. Atualmente, saber comprar de forma a beneficiar a organização é determinante não somente para a competividade, como para a própria permanência da empresa no mercado. Há cálculos dizendo que o total gasto pelas empresas com compras varia de 50% a 80% da receita bruta. Portanto, pequenas reduções no custo das aquisições podem repercutir de maneira altamente positiva no lucro da empresa.

O BSI desenvolveu uma norma, a BS 8903, que é um guia para compras sustentáveis ou um forma de implementar um programa de compras sustentáveis na organização. Essa norma britânica fornece informações práticas para ajudar a implementação. Ele também inclui orientações sobre medida para ajudar as organizações a avaliar a extensão e eficácia da sua atividade de aquisições sustentáveis. Os princípios estabelecidos na norma BS 8903 são aplicáveis a ambas as organizações do sector público e privado. No entanto, os compradores do setor público devem cumprir directivas relativas aos contratos da UE (e os regulamentos que implementá-los no Reino Unido).

A UE tem requisitos em matéria de contratos públicos e que pode ser considerado em toda a qualificação do concurso e processo de contratação. É aconselhável que o parecer jurídico apropriado sempre seja procurado. Este guia fornece informações que podem ser úteis aos concursos públicos, mas que deveria ser lido em conjunto com as últimas diretivas, regulamentos e políticas governamentais. Fornece orientação detalhada em todas as fases do processo de aquisição e é aplicável: para pessoas físicas e pequenas e grandes organizações, responsáveis pela encomenda ou solicitação de qualquer forma de bens, obras ou serviços, independentemente do setor, para uso próprio, revenda ou para apoiar a prestação de serviços; em todo o setor público, setor privado e terceiro setor; em todo o ciclo de compras completo, incluindo as compras de uma só vez aos contratos em andamento com parceiros fornecedores de longo prazo.

Conteúdo da BS 8903:

  • Prefácio
  • Seção 1: General
  • Introdução
  • Âmbito
  • Termos e definições
  • O que é licitação sustentável?
  • Seção 2: Fundamentos
  • Política Organizacional
  • Política de compras sustentáveis e da estratégia
  • Seção 3: O processo de aquisição
  • Considerações relativas à sustentabilidade no processo de aquisições
  • Seção 4: Enablers
  • Liderança e governação
  • Pessoas
  • A avaliação dos riscos e oportunidades
  • Engajamento
  • Medição
  • Anexos
  • Anexo A (informativo) orientação dos contratos públicos
  • Anexo B (normativo) o planejamento engajamento das partes interessadas
  • Anexo C (informativo) Uma introdução aos rótulos ecológicos e nas declarações ambientais
  • Anexo D (informativo) Exemplo questionários de pré-qualificação
  • Anexo E (informativo) recursos adicionais
  • Bibliografia

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Por que ouvir os nossos fornecedores?

NBR 16046: os requisitos para as redes de proteção para edificações
A NBR 16046, publicada em abril de 2012, especifica os requisitos mínimos para fabricação de redes de proteção para edificações. Aplica-se a redes para proteção de janelas, sacadas, escadas, mezaninos, parapeitos, floreiras e outras aplicações semelhantes destinadas à segurança e proteção em edificações. Não se aplica a redes utilizadas em piscinas, quadras, aviários, canis, gatis e outras aplicações semelhantes. Não se aplica a redes instaladas na posição horizontal, onde ocorra esforço permanente ou temporário sobre a rede e não se aplica a produtos que contenham fios metálicos. Clique para mais informações.

dagninoB.V.Dagnino

Por muitas razões: a principal delas é que quem conhece melhor o produto ou serviço que nos vende é o fornecedor, senão muito provavelmente ele já teria fechado as portas. Por essa razão, ele tem condições de nos informar se estamos comprando bem ou mal. Ele pode dizer, por exemplo, se o que estamos especificando está atualizado ou ultrapassado. Pode nos oferecer alternativas melhores, seja por serem mais baratas, mais simples, mais eficientes e eficazes, e assim por diante. Sua inovação e criatividade é focada naquilo que ele vende, o que é também deve ser o nosso caso, o que significa que nossos esforços estão voltados para nossa área específica de atuação, não para a dele.

Ele também pode qualificar nosso grau de abertura ou intransigência, se perguntado se aceitamos ou não novas idéias, isto é, se somos ou não flexíveis ou abertos. Pode também opinar se somos uma organização lenta, burocrática, ou ágil. Pode ainda dizer como anda o relacionamento com o nosso pessoal, ou se está satisfeito com as condições de pagamento que oferecemos. Numa época em que parceria é palavra-chave, ter um fornecedor satisfeito é muito importante. Entre ganhos de curto prazo e um relacionamento leal de longo prazo, devemos preferir o segundo.

Ele também pode nos informar se nossa ordem ou requisição de compra é adequada, isto é, se fornece informações suficientes para que ele entenda exatamente o que queremos, ou é vaga a ponto de corrermos o risco de recebermos produto ou serviço muito diferente do que desejamos. Especialmente nos casos de produtos adquiridos sob encomenda ou complexos, quando o fornecedor precisa de tempo para preparar sua proposta, podemos perguntar a ele se o prazo que estabelecemos é satisfatório. Isso é ainda mais crítico quando o fornecedor tem que adquirir produtos ou serviços de terceiros, necessitando portanto de tempo para cotá-los.

O fornecedor também pode nos fornecer informações sobre nossos concorrentes, pois é possível que ele forneça também para eles. Com cuidado, pode ser que ele nos diga algo a respeito, o que é importante para nossas ações de inteligência competitiva. Como ele também pode ganhar com isso, ele pode nos apontar clientes potenciais para nossos produtos ou serviços, ou até nos indicar novos produtos que se enquadrem dentro do nosso negócio. É importante ainda lhe perguntar se ele conhece suficientemente nossa empresa e nossos produtos atuais e futuros. Pela nossa experiência ouvindo fornecedores de grande empresa estatal, a maioria deles gostaria de saber mais sobre ela e seu portfolio de produtos. Melhor ainda se os convocássemos para participar do nosso planejamento estratégico, evidenciando integração, lealdade, transparência de relacionamento. É evidente que precisamos apresentar adequadamente as razões de nossa pesquisa, para motivá-lo a contribuir. Uma carta de um diretor ou gerente deve esclarecê-las, agradecer a colaboração, e informá-lo de que ele será mantido informado sobre as ações decorrentes da análise dos resultados.

Assim, não devemos esquecer: da mesma forma como devemos fazer com nossos clientes, precisamos realimentá-los sobre as ações decorrentes das pesquisas, de forma que eles se disponham a responder à próxima. Nada mais desestimulante para o fornecedor do que ele constatar que ele dedicou se tempo para cooperar conosco, e nada aconteceu. Como as pessoas da própria empresa, em particular o de compras ou de outros setores podem ter uma ligação até de amizade com o fornecedor, é desejável que a pesquisa seja feita por alguém independente. A entrevista pessoal, ou eventualmente por telefone, é o método mais eficaz, uma vez que permite ampliar a gama de informações coletadas. Questionários enviados pelo correio convencional ou eletrônico são restritivos quanto a esse aspecto.

Em qualquer caso, os questionários não devem ser muito longos, talvez com um máximo de 12 perguntas fechadas para atribuição de graus de 1 a 10 (preferível para aumentar a discriminação). Além disso, convém acrescer uma meia dúzia de perguntas abertas, com a última para comentários/ críticas/ sugestões do entrevistado. Conclusão: além de ouvirmos nossos clientes, é importante ouvir nossos fornecedores. Ou melhor, vale à pena ouvir todas as partes interessadas: nossos funcionários, órgãos públicos, formadores de opinião, a comunidade e a sociedade, enfim todas aquelas que podem, direta ou indiretamente, influenciar o sucesso do nosso negócio.

B.V.Dagnino é chartered Quality Professional, membro fundador e fellow, chartered Quality Institute (CQI – Londres), fellow, American Society for Quality (ASQ), membro fundador da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) e diretor técnico da Qualifactory Consultoria.

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