Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA): o que há de comum entre essas duas entidades

A única diferença que existe entre essas duas entidades é que até agora a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) ainda não foram investigar a atuação da atual diretoria da ABNT, formada por Pedro Buzatto Costa (muito conhecido pelo poder judiciário), presidente do Conselho Deliberativo, seu genro, Ricardo Fragoso, e Carlos Santos Amorim.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

Na CBDA, que também é uma organização sem fins lucrativos, e recebe verbas do governo federal, as investigações querem apurar o destino de cerca de R$ 40 milhões, havendo indícios, segundo a PF, de um esquema de desvios de recursos públicos captados por meio de convênios e leis de fomento ao esporte, sem a devida aplicação – conforme previsto em lei e nos contratos assinados. Segundo o inquérito policial, ao invés dos valores recebidos serem aplicados corretamente (em incentivos aos esportes aquáticos e na viabilização de práticas esportivas aquáticas), os recursos eram mal geridos ou desviados para proveito pessoal dos investigados.

O presidente da CBDA, Coaracy Nunes, está à frente da entidade desde 1988. Já o coronel Buzatto está à frente da ABNT desde 2003. “Há indícios de um esquema de desvios de recursos públicos captados por meio de convênios e leis de fomento ao esporte, sem a devida aplicação – conforme previsto em lei e nos contratos assinados. Segundo o inquérito policial, ao invés dos valores recebidos serem aplicados corretamente (em incentivos aos esportes aquáticos e na viabilização de práticas esportivas aquáticas), os recursos eram mal geridos ou desviados para proveito pessoal dos investigados”, de acordo com nota da PF.

Também é objeto da Operação Águas Claras, a contratação com suspeitas de irregularidade de agência de turismo, que venderia passagens aéreas e hospedagens para os atletas com preços superfaturados. Essas contratações irregulares eram realizadas com verbas federais obtidas através de convênios com o Ministério dos Esportes”, diz nota do MPF.

No caso da ABNT, existem os convênios, e a prestação de contas de todos eles estão sob análise dos órgãos do governo: Financiadora de Estudos e Projeto (Finep), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e Ministério do Turismo (MTur). Por algum motivo os convênios minguaram. Vai ver que estão preocupados com os mandos e desmandos da atual diretoria da ABNT. Apesar de se tratar de entidades privadas, o fórum nacional de normalização e uma confederação desportiva recebem recursos públicos federais por meio de convênios com as entidades governamentais. No caso investigado, a CBDA recebe patrocínio dos Correios, que também é uma empresa pública. Assim, seus agentes são considerados funcionários públicos para efeitos penais, conforme o Código Penal (artigo 327).

Soma-se a isso que atual diretoria da ABNT incluiu duas empresas em uma só: a ABNT Normalizadora e a ABNT Certificadora. A maioria das pessoas só conheciam uma das duas ABNT: a ABNT boa, ética e fundamental dos normalizadores da sociedade, composta por mais de 15.000 pessoas ou profissionais que prestam um trabalho gratuito aos Comitês Técnicos, correspondendo aos membros das comissões de estudo, coordenadores e secretários de reuniões, etc. Eles elaboram, com o seu trabalho voluntário, as normas técnicas brasileiras (NBR); e a ABNT mercenária, que se aproveita do trabalho incontestavelmente ético, democrático e voluntário da ABNT boa, para desvirtuar os reais interesses públicos da entidade criando obstáculos ao acesso aos procedimentos normativos elaborados pela ABNT boa para atender os interesses pessoais da diretoria, incluído aí interesses pessoais do presidente Buzatto. A atuação da ABNT certificadora é uma incógnita que deveria ser apurada por meio de investigações policiais.

Essa diretoria atual da ABNT se eternizou no poder, cometeu o crime de pirataria de software (veja acórdão), expôs a entidade a uma situação que abala a sua reputação nacional e internacional, e coloca em jogo a sua própria sobrevivência. A atuação deles se baseia no tripé: não prestam conta para ninguém do dinheiro público recebido por meio de convênios, fazem o diabo para ganhar dinheiro através de uma entidade de utilidade pública que ganha dinheiro através do trabalho gratuito de normalizadores da sociedade e não cansam de desvirtuar os reais objetivos que a ABNT deve ter: fomentar a observância e o uso das normas técnicas brasileiras, dar publicidade às referidas normas, etc.

Na CBDA houve a contratação com suspeitas de irregularidade de agência de turismo, que venderia passagens aéreas e hospedagens para os atletas com preços superfaturados. Essas contratações irregulares eram realizadas com verbas federais obtidas através de convênios com o Ministério dos Esportes. Na ABNT, há a necessidade de se investigar os contratos com escritórios de advocacia todos de São Paulo, vantagens indevidas a dirigentes, etc.

A falta de probidade de gestores de entidade de utilidade pública, reconhecida pelo Estado brasileiro por Lei, deve ser investigada pelo poder executivo e, caso comprovado desvio de conduta ou de finalidade, deve ser punida na forma das Leis que regem sobre entidades de utilidade pública pelo poder judiciário. Com a palavra, a Polícia Federal, a Receita Federal, o Ministério Público Federal, o Estado e a sociedade em geral. Deve-se, igualmente, ser incluídos os membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal da ABNT e os associados da ABNT.

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade e editor do blog Qualidade Onlinehayrton@hayrtonprado.jor.br

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Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 87

NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas:209

Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE

No meio da intensa cobertura da mídia à crise da carne, duas notícias sobre um mesmo tema passaram quase despercebidas, mas que, pela tendência positiva que sinalizam, merecem ser ressaltadas. Num cenário marcado por turbulências políticas, economia em início de recuperação e sem oferta dos tradicionais financiamentos subsidiados pelos cofres públicos, vale comemorar o interesse que o leilão de quatro aeroportos – Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador – despertou entre investidores internacionais de boa imagem no mercado: com ágio, a contribuição fixa inicial rendeu R$ 1,4 bilhão aos cofres federais e, ao longo do contrato, serão carreados mais R$ 3,4 bilhões.

Outro sinal animador: o leilão das concessões dos 570 km da Rodovia do Centro-Oeste, que corta o Estado de São Paulo ligando as divisas de Minas Gerais e do Paraná, foi vencido com a oferta de R$ 917,2 milhões, um valor 30% acima do mínimo estabelecido no edital. Tudo somado, analistas consideram que foram testes bem-sucedidos para dar velocidade aos Programas de Parcerias de Investimentos (PPI), que prevê colocar em oferta outros empreendimentos nas áreas de saneamento, energia e transportes.

Além do dinheiro novo que injeta nas contas públicas, o interesse nas privatizações e concessões dá esperança aos setores que há muito esperam investimentos em infraestrutura para assegurar a sustentabilidade do desenvolvimento. Além do que, os grupos vencedores deverão investir mais recursos na modernização dos empreendimentos que arremataram.

Com isso, serão gerados empregos, aumentará a arrecadação de impostos, ocorrerá a revitalização de economias regionais combalidas. Melhor de tudo: o cidadão será mais bem servido por serviços públicos que não precisam, inevitavelmente, pertencer aos governos. Estes, claro, não estarão ausentes dos empreendimentos, pois farão bem sua parte ao fiscalizar com rigor o cumprimento das cláusulas dos contratos de privatização e de concessões.

Segurança pública: um problema conhecido e reconhecido – há solução?

B. V. Dagnino

A segurança pública nos últimos anos tem sido o centro das discussões em diversos setores da sociedade, sobretudo devido à grave crise pela qual passa o Estado brasileiro em razão, não somente do aumento da criminalidade, em especial o crime organizado, mas da falta de políticas públicas efetivas nesta área tão sensível.

Com efeito, a ausência de políticas públicas por parte dos governos federal, estaduais e municipais permitiu a ascensão das organizações criminosas, chegando ao ponto em que líderes de facções criminosas, mesmo presos em presídios tidos como de segurança máxima, atacam os agentes públicos responsáveis pela segurança da população.

Uma pesquisa, feita pela Target e pela Academia Brasileira da Qualidade (ABQ), a II Pesquisa sobre Qualidade, Normalização e Metrologia ABQ/Target, já evidenciava a crise no setor com números. Esse estudo abrangeu 37 questões, gerando grande número de comentários. A pergunta Q6, respondida por mais de 1.000 pessoas, foi: “Como você percebe a qualidade dos serviços públicos no Brasil na área da segurança pública?”. Mais de 74% a avaliaram como ruim ou péssima, conforme gráfico abaixo.

seguranca

Especialistas em direito, sociologia e estatística acreditam que há vários motivos para que o país viva nessa situação. Eles citam a desigualdade social e desemprego; a morosidade da Justiça e da administração penitenciária, inclusive mantendo detidos indivíduos sem culpa formada ou protelando a libertação dos que já cumpriram pena ou que não foram condenados; a baixíssima utilização de penas alternativas para crimes e contravenções leves praticadas por indivíduos de menor grau de periculosidade, gerando superlotação dos presídios; o baixíssimo nível de recuperação dos infratores, pois os estabelecimentos prisionais, com raríssimas exceções, não oferecem condições de estudo e trabalho que a favoreça; o contato de réus primários autores de crimes comuns com criminosos de altíssima periculosidade e consequente transferência de know-how para o mal; a falta de uma comunicação integrada e ágil, utilizando a informática, entre os órgãos do Judiciário e os policiais, que propicie uma tramitação mais fácil dos processos penais, evitando devoluções e exigências de correções ou complementação de informações; a falta de um cadastro nacional integrado de identificação de pessoas físicas e de contraventores, o que não impede que condenado em um estado circule livremente em outro; a falta de recursos de polícia técnica que permitam aumentar o grau de elucidação dos crimes; a falta de fiscalização das fronteiras e do mar territorial, que evite o tráfico de drogas, armas e pessoas; o excesso de concessão de redução de pena, prisão domiciliar, indulto, saída temporária, liberdade condicional etc., sem que uma detalhada avaliação individual do apenado seja executada para avaliar os riscos envolvidos; o excesso de procrastinação dos processos pela possibilidade de advogados impetrarem uma série de medidas protelatórias, face ao que prevê a legislação; a falta no Judiciário de um empenho para analisar notórios casos que comprovam a necessidade de aprimoramento da legislação, repetindo-se os mesmos erros do passado indefinidamente ao invés de ser praticada a melhoria contínua – a Justiça brasileira não é, positivamente, uma learning organization, conceito criado por Peter Senge, pois não aprende com os próprios erros, o que, aliás, pode ser dito também sobre o Brasil; e a falta de estudos profundos que identifiquem bons exemplos de práticas de outros países e as adaptem ao Brasil (benchmarking).

A esses fatores diretos podem ser acrescentados outros indiretos, como, por exemplo, a corrupção nos altos escalões envolvendo organizações e pessoas na área privada e pública, a flagrante disparidade salarial nos órgãos governamentais com o recebimento de vantagens indevidas, que desmotivam os cidadãos de bem para cumprir seus deveres funcionais e cívicos. Uma vez reconhecidos esses problemas e adotadas soluções para corrigi-los, pode ser que, dentro de alguns anos, não sendo possível um milagre ao curto prazo, certamente uma futura pesquisa mostrará resultados muito mais animadores.

Por fim, pode-se explicar que, pela Constituição, a segurança pública é assunto de responsabilidade dos governos federal e estaduais. O Ministério da Justiça, que agora inclui a Segurança Pública em seu nome, é o órgão máximo responsável pela elaboração e implantação de estratégias de combate à violência e à criminalidade. Responde a esse ministério, por exemplo, a Polícia Federal, que investiga crimes nacionais, como o tráfico de drogas, a corrupção e o contrabando. Aos estados e ao Distrito Federal cabe a execução das ações de segurança, no comando das polícias Militar (repressão e prevenção) e Civil (investigação). As prefeituras não têm, pela Constituição, responsabilidade pela segurança pública, mas algumas cidades instituíram a Guarda Civil Municipal para auxiliar as demais polícias na manutenção da ordem pública.

Trata-se, pois, de priorizar um esforço concentrado dos três Poderes nos três níveis de governo, adotando práticas da boa gestão para reverter o quadro atual, em que a sociedade como um todo só tem a perder.

B. V. Dagnino é presidente da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ).

O preço da irresponsabilidade

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

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NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

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Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE

Um quarto da população brasileira, ou 50 milhões de pessoas, sentirá o impacto do ajuste das contas públicas que deverá ser realizado pelos governos do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e, possivelmente, também de Minas Gerais. O ajuste é a contrapartida a ser oferecida na negociação – até agora envolvendo apenas os dois primeiros estados – para que a União abra os cofres federais em socorro da situação crítica em que mergulharam essas unidades da federação, a ponto de não contarem com recursos sequer para pagar salários de seus servidores.

É bom lembrar que a reorganização financeira, em que pesem suas consequências para os cidadãos, objetiva consertar danos que distorções, abusos, omissões e negligências na gestão governamental provocaram, entre outras, nas áreas de educação, saúde e segurança, quase todas marcadas pela precariedade e maus atendimento, resultantes da má administração e da falta de investimentos.

Além da ineficiência de gestão, outro fator contribuiu para que se chegasse ao ponto crítico: a facilidade com que as leis são desrespeitadas. Há 17 anos, a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) entrou em vigor, saudada com um avanço modernizante na busca do equilíbrio das finanças públicas – um dos fundamentos do desenvolvimento sustentável. Pois é, só que apenas alguns poucos entes federativos, entre municípios, estados e federação, seguiram as normas estabelecidas. Na grande maioria, a LRF foi jogada no cesto das tais leis que não pegam, esse vício até agora insanável da cultura nacional, com consequências sentidas por todos, em maior ou menor grau.

A crise – que provavelmente se manifestará em mais estados – deverá levar não só os políticos e gestores públicos, mas toda a sociedade a eleger como prioridade o respeito à responsabilidade fiscal, como missão indispensável de todos as esferas do governo. Acontece, como está se vendo na negociação dos gaúchos e fluminenses, que a conta acaba caindo sobre todos os brasileiros. Culpados ou inocentes. Só isso bastaria para transformar cada um de nós em fiscal da LRF.

Brasil não avança nos indicadores de competitividade

Mais da metade dos 45 indicadores acompanhados pela CNI ficaram distantes das metas estabelecidas pela indústria para o país alcançar o crescimento sustentado em 2022

Os resultados dos indicadores do Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022 confirmam a deterioração da economia brasileira. Elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Mapa aponta os caminhos que o país e a indústria devem seguir para alcançar o crescimento sustentado até 2022. O balanço de 2016 do Mapa mostra que dificilmente o Brasil alcançará as metas traçadas para os próximos seis anos.

“O país precisa superar a mais longa e grave recessão da sua história, que reduziu a produção e fechou  milhares de empregos. Para isso, precisamos restabelecer o equilíbrio das contas públicas, acelerar as reformas, como a da Previdência e da legislação trabalhista”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade. Para ele, as mudanças  estruturais são importantes para estabilizar a economia, restabelecer a confiança de empresários e consumidores e abrir caminho para o país crescer de forma sustentada.

O Mapa Estratégico da Indústria identifica os dez fatores-chave da competitividade brasileira, que são educação, eficiência do estado, ambiente macroeconômico, segurança jurídica e burocracia, desenvolvimento de mercados, infraestrutura, tributação, relações do trabalho, financiamento e inovação e produtividade. Para  acompanhar o desempenho do país em cada um dos fatores-chave, a CNI estabeleceu metas para 45 indicadores, cuja evolução mostra se a economia brasileira está na trajetória desejada pela indústria.

De acordo com o último balanço do Mapa, entre esses 45 indicadores acompanhados pela CNI, 26 estão distantes das metas, 15 convergem para as metas em ritmo menor que o desejado e apenas quatro mantêm uma trajetória compatível com os objetivos traçados para 2022. “Em 2016, aumenta o número de indicadores com trajetória incompatível com o cumprimento das metas”, avalia a CNI.

Clique nas figuras para uma melhor visualização

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Conforme o último balanço do Mapa, os três indicadores do fator-chave ambiente macroeconômico –  investimento,  inflação e dívida bruta do país – se afastaram das metas estabelecidas pela indústria. Em 2015, a taxa de investimento caiu para 18,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e está muito distante da meta de 21% do PIB prevista para 2017. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou 2015 em 10,7%, muito acima dos 3,5% fixados para 2017. A dívida pública bruta subiu pra 62,1% do PIB, também muito acima dos 55% do PIB estabelecidos para o próximo ano.

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Os dois indicadores do fator-chave eficiência do estado – participação do investimento da despesa primária do governo federal e percentual dos investimentos executados em relação ao orçado – também se distanciaram das metas. Em 2015, a participação dos investimentos nas despesas primária do governo federal caiu para 3,5% e ficou ainda mais distante da meta de 7% fixada para 2017. O valor dos investimentos executados em relação ao orçado recuou para 16,1% e continua abaixo da meta de 40% prevista para 2017.

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O único indicador que atingiu a meta foi o do percentual de indústrias que utilizaram instrumentos públicos de financiamento  para atividades inovadoras em relação ao número total de empresas que inovaram. O indicador atingiu 34,2% em 2011, conforme o último dado disponível da Pintec-IBGE.  Esse indicador é um dos cinco que mostram a rota de evolução do fator-chave inovação e produtividade. Os outros quatro indicadores deste fator-chave se afastaram das metas estabelecidas pela indústria.

Para acessar o estudo completo, clique no link: http://www.sistemaindustria.org.br/publicacao/mapa_estrategico/index.html

Nem estudo e nem trabalho

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Uma cena que deixa as pessoas embasbacadas: na frente do Terminal Capelinha, às 5 horas da manhã de um sábado, meninos e meninas embriagados, drogados, giram de um lado para o outro na Estrada de Itapecerica, em São Paulo, procurando um rumo? Desesperados? Aflitos? Uma geração sem rumo?

Isso parece lembrar a pesquisa do IBGE: em 2015, 27,4% dos jovens de 18 a 24 anos não trabalhavam nem estudavam. Cerca de um em cada quatro (22,5%) jovens de 15 a 29 anos não frequentava escola nem trabalhava na semana de referência em 2015, os chamados nem-nem, sendo que essa proporção cresceu 2,8 pontos percentuais frente a 2005 (19,7%). O grupo de 18 a 24 anos apresentou o maior percentual de nem-nem em 2015, com 27,4%.

Mesmo com o crescimento no percentual de homens que não estudavam nem trabalhavam, de 11,1% em 2005 para 15,4% em 2015, o percentual de mulheres nessa condição ainda é muito superior (29,8%). Isso pode estar relacionado às barreiras para a entrada de mulheres no mercado de trabalho e dedicação aos afazeres domésticos.

O percentual de mulheres jovens que não estudavam, nem trabalhavam, nem procuraram trabalho na semana de referência (inativas) é de 21,1%, enquanto o das que não estudavam, nem trabalhavam, mas procuraram trabalho (desocupadas) é de 8,7%, e que 91,6% de todas as mulheres nem-nem cuidavam de afazeres domésticos, dedicando-lhes em média 26,3 horas semanais.

Já o percentual de homens jovens não estudantes inativos é quase o mesmo que o de não estudantes desocupados (7,6% e 7,8%, respectivamente) e 47,4% de todos os homens nem-nem cuidavam de afazeres domésticos por, em média, 10,9 horas semanais.

Gestão pública também é o compromisso do cidadão

O Target Genius Respostas Diretas é o mais avançado e inovador sistema de perguntas e respostas sobre requisitos de normas técnicas. É, basicamente, um conjunto de perguntas mais comuns sobre determinados assuntos das normas técnicas, acompanhadas das respectivas respostas. Definitivamente, a solução para as dúvidas sobre normas técnicas. Selecione o Comitê Técnico desejado e clique sobre o código ou título para consultar. Acesse o link https://www.target.com.br/produtos/genius-respostas-diretas

Jairo Martins, presidente executivo da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ)

No ranking de competitividade apresentado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil ocupa a 81ª posição, pior desempenho desde 1998. Em 2013 estávamos na 48ª posição. No relatório, entre os principais fatores para a queda brasileira está a atual conjuntura política e a questões estruturais do país. Entramos na recessão econômica por conta da má gestão dos recursos públicos e o que mais presenciamos nos noticiários é a crise política instaurada.

Todos sabemos que a gestão pública tem vários entraves, mas cabe à liderança política escutar a sociedade e seus questionamentos. Da mesma forma, o cidadão deve participar da vida pública da cidade e mesmo que o seu candidato de preferência não seja eleito (ou tenha sido eleito), é preciso estar informado sobre planos de governo para cobrar reformas.

É preciso sermos críticos também em relação à implantação dos planos de Estado, que devem ter continuidade, independentemente da orientação partidária, como saúde, educação e segurança. O projeto “Adote um Vereador”, do jornalista Milton Jung, convida voluntários a fiscalizar, visitar o gabinete, além de publicar informações sobre o vereador escolhido.

É responsabilidade das prefeituras elaborar planos e estratégias orçamentárias nas áreas da saúde, educação, mobilidade urbana, segurança, meio ambiente e cultura. Por isso, é exigido transparência das contas públicas para que a sociedade tenha acesso às licitações e aos gastos de cada obra ou bens adquiridos.

Um ótimo exemplo de fiscalização pela sociedade civil é o trabalho dos Observatórios Sociais. Os grupos voluntários acompanham, da licitação até a entrega do produto ou serviço, de modo a agir preventivamente no controle social dos gastos públicos. Temos de resgatar os nossos valores éticos, que em parte se perderam nos últimos tempos.

Além da implementação de leis municipais e ações de melhoria da cidade, é necessário observar os resultados por meio de indicadores – acidentes, atendimentos, ocorrências. Só é possível avaliar se uma medida surtiu efeito por meio de medições.

Além disso, a cada ano, seria importante aplicar uma pesquisa de opinião para traçar novas estratégias para o ano seguinte. Sem processos estruturados, gestão eficiente e capacitação das secretarias da prefeitura não é possível tornar uma cidade competitiva. O trabalho é de todos, órgãos públicos e cidadãos. Afinal, o Brasil é a nossa tarefa.

O resgate das urnas

Normas comentadas

NBR 14039 – COMENTADA de 05/2005Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV – Versão comentada.

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NBR 5410 – COMENTADA de 09/2004Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

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Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE

Além de aumentar a preocupação dos brasileiros com o crescente desinteresse pelo poder das urnas, os resultados do segundo turno da eleição de 2016 não mais indicam apenas a importância de reflexões sobre o sistema político-eleitoral. Principalmente, o total de abstenções e votos nulos ou brancos aponta para a urgência da adoção de medidas efetivas que estimulem a participação dos cidadãos na escolha de seus representantes. Afinal, esse é um dos maiores fundamentos da democracia representativa.

Ficando apenas no segundo turno, 10,7 milhões decidiram não participar da escolha dos prefeitos de 55 das maiores cidades brasileiras. Isso significa praticamente um terço  dos quase 33 milhões de eleitores aptos a votar no último dia 30. Ao se debruçar sobre os números, analistas constataram que, no primeiro turno, em 10 capitais as abstenções, os nulos e brancos superaram o primeiro colocado e em outras 11 capitais venceriam a segunda rodada de votos.

Nas próximas semanas, certamente esse será o tema de infindáveis debates, análises, opiniões, artigos. Entre as causas do desencanto pela política, terão lugar cativo problemas recorrentes, como corrupção, lamentáveis cenas protagonizadas por tantos homens públicos, gestões ineficientes que se sucedem, falta de sintonia entre as demandas da população e a defesa  dos interesses corporativos, altas taxas de desemprego, precários serviços públicos e por aí iremos seguindo por uma longa trilha muito bem conhecida e palmilhada.

Entretanto, com o olhar voltado principalmente para os jovens, é dever dos brasileiros sérios e responsáveis resistir ao desencanto e recusar-se a engrossar as fileiras dos que desprezam o voto como o melhor canal para expressar a vontade da sociedade. Podemos até admitir os nulos e brancos como protesto. Mas nunca a abstenção. O bom combate agora é reforçar o poder das urnas e utilizar outros canais legítimos para fazer chegar a voz das ruas aos representantes legítimos da nação em defesa da limpeza e das mudanças modernizantes do sistema político.