Catálogo de Madeiras Brasileiras para a Construção Civil

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A exaustão de florestas nativas das Regiões Sul e Sudeste do Brasil provocou uma transferência para a Região Amazônica das fontes de suprimentos à construção civil de madeiras tropicais, muitas delas desconhecidas pelos consumidores e inadequadas ao uso pretendido. Para ampliar as alternativas de escolha e colaborar para o uso sustentável da madeira, vinte espécies de volumes conhecidos, disponíveis no mercado e provenientes de operações florestais sustentáveis estão relacionadas no Catálogo de Madeiras Brasileiras para a Construção Civil.

A publicação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foi elaborada sob a coordenação do engenheiro florestal Márcio Nahuz, do Centro de Tecnologia de Recursos Florestais do IPT, com o patrocínio do WWF-Brasil e o apoio do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP). “A demanda da madeira cresce nos usos tradicionais e também está se expandindo em direção a nichos mais sofisticados, como pórticos, guias laminadas e painéis engenheirados”, afirma Nahuz. “Vários fatores negativos incidem nas fontes tradicionais de matérias-primas, como baixa disponibilidade e sazonalidade de estoque, o que resulta em altos preços; novas áreas de suprimento ou a substituição de madeiras tradicionais por outras menos conhecidas são necessários para a expansão do uso, e essa é a proposta do catálogo”.

Segundo o pesquisador do IPT, um dos mais aspectos mais importantes a considerar na substituição de madeiras tradicionais por espécies menos conhecidas é compatibilizar os recursos técnicos que o uso apresenta com as propriedades presentes na madeira, especialmente o nível de desempenho: “Pisos requerem madeiras de alta dureza e com baixa contração, por exemplo, e esse conjunto de propriedades deve estar também presente na madeira que será escolhida como alternativa”, completa Nahuz.

Para a elaboração do catálogo, uma equipe multidisciplinar do IPT fez a alocação de madeiras em grupos de uso pela identificação das propriedades físicas e mecânicas necessárias para o bom desempenho de cada espécie no uso especificado. Para cada propriedade identificada foram fixados valores mínimos e máximos, tendo como base os valores de madeiras tradicionalmente empregadas nos usos considerados.

A compatibilização das propriedades das madeiras em níveis apropriados de desempenho com os requisitos técnicos dos componentes de construção foi feita em seguida, levando-se em consideração também as dimensões, as formas e os defeitos aceitáveis ou proibidos. Madeiras como angelim-amargoso, jatobá e pau-roxo, em um total de vinte espécies, foram classificadas para emprego em construção civil pesada externa; pesada interna; leve externa e uso temporário; leve interna decorativa; leve interna de utilidade geral; leve para esquadrias e assoalhos domésticos. “Estas madeiras podem substituir, por similaridade de propriedade e usos, uma série de outras difundidas no mercado, como andiroba, cedro, ipê e peroba-rosa”, afirma Nahuz.

Quem quiser acessar a publicação, clique no link http://www.ipt.br/download.php?filename=980-Catalogo_de_Madeiras_Brasileiras_para_a_Construcao_Civil.PDF

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Anestesia garante segurança e tranquilidade no procedimento cirúrgico

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A Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul (SARGS) explica que o procedimento é extremamente seguro e o medo da anestesia ocorre por falta de conhecimento

A anestesia é primordial para que um paciente não sinta dor durante uma intervenção cirúrgica. Segundo a Organização Mundial da Saúde, são realizadas, aproximadamente, 234 milhões de cirurgias extensas – procedimentos de grande intervenção no corpo, todas atendidas por um anestesiologista.

Além de aplicar a medicação, ele controla todas as funções vitais do paciente durante a operação. “Monitoramos a pressão arterial, a respiração, a temperatura, a hidratação, o pulso e o ritmo cardíaco de quem está na mesa de cirurgia. Nossa missão, além de tirar a dor, é garantir a segurança das pessoas”, revela o presidente da Sociedade de Anestesiologia do Rio Grande do Sul (SARGS), Charles Pan.

É comum a anestesia gerar apreensão e tensão antes de uma cirurgia, mas o pânico é causado por falta de conhecimento, pois os procedimentos são extremamente seguros, conforme explica o Pan. “Atualmente é muito raro acidentes ou complicações decorrentes da anestesia. O profissional tem ao seu dispor técnicas, conhecimentos e medicamentos modernos que reduzem ao máximo possíveis acidentes anestésicos”, afirma. É assim que o anestesiologista garante que o organismo do paciente reaja com sucesso e faz o intermédio ou interrompa com segurança caso alguma alteração ocorra. 

Mas do que as pessoas mais têm medo? O presidente conta que o temor dos pacientes é não voltar da anestesia e garante que esse risco é o menor de todos. “Todo e qualquer procedimento oferece risco, mas é preciso mudar essa cultura do medo e do negativismo. Um evento grave em um processo cirúrgico tem mais ligação com a situação do paciente do que com o procedimento anestésico”, revela.

Após a cirurgia, o anestesiologista inicia o processo de recuperação e toma as medidas necessárias para amenizar a dor que uma intervenção provoca. “Nosso trabalho é garantir tranquilidade antes, durante e depois da cirurgia”, completa.

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Uma nova era geólogica: Antropoceno

Curso Básico de 5S – Disponível pela Internet – Ministrado em 27/09/2013

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Mas os humildes herdarão a terra, e se deleitarão na abundância de paz. (Salmos 37:11)

Bem-aventurados os humildes, porque eles herdarão a terra; (Mateus 5:5)

antropocenoJá existe a ideia de uma nova era geológica, pois está havendo uma mudança radical no Planeta em um curto espaço de tempo, acelerada pela ação humana. Uma enorme pressão sobre a Terra. Assim, o termo Antropoceno foi criado no início do segundo milênio pelo prêmio Nobel de Quimica, Paul Crutzen.

O Planeta em seus 4,5 milhões de anos de existência já passou por vários ciclos na escala geológica, com devastações, sendo que a última ocorreu há 67 milhões de anos. Há uma teoria de que um asteróide atingiu o México há 65 milhões de anos, formando a cratera Chicxulub, e que provocou a alteração do clima e a extinção de espécies como os dinossauros. A era Mesozóica, dominada pelos répteis, foi seguida pela era Cenozóica – dos mamíferos – o que incluiu o aparecimento dos primatas.

Nessa nova era, uma tese polêmica defendida por vários cientistas, as atividades dos seres humanos estariam influenciando as transformações no mundo, num ritmo acelerado. O modo de vida relacionado com a produção e o consumo, alertam os especialistas, estão mexendo com o clima. E podem aumentar o risco de aquecimento do planeta.

Um ser vivo, o ser humano, impactar com intensidade a natureza é um fato inédito.Esse ponto de vista é atribuído à revolução industrial.com o uso intensivo de máquinas e de combustíveis fósseis. Para Wagner Costa Ribeiro, professor titular do departamento de Geografia da USP, um indicador seria exatamente o uso do solo se for olhadas as áreas naturais que havia no passado e as que se tem hoje, elas estão cada vez em menor escala.

“Toda essa movimentação de Terra a transferência para um área agrícola ou mesmo uma área urbana. Alguns estudos já apontam que nós estamos movimentando mais terra do que ocorreu na última glaciação.As condições do clima atual tem realação direta com as vegetações presentes nesses lugares. A alteração rápida do clima pode trazer consequencias,por ex mais ou menos chuva. Isso afeta toda a dinâmica da produção agrícola,”, diz.

Os recursos naturais do planeta têm limites e a taxa de extinção de espécies produzida pela atividades dos homens é 50 vezes maior do que o ritmo anterior da natureza. E destrói a biodiversidade de espécies animais e vegetais. Como mudar essa realidade quanto a tendência é de crescimento econômico dos países?

O professor acrescenta que a economia está baseada num sistema insustentável que é o consumismo. “Essa maneira de organizar a vida, não é inteligente. Porque faz com que objetos em plenas condições de uso sejam abandonadas. Deveria passar pela recuperação de áreas degradadas .Por um padrão de agricultura menos intensivo do solo. Por exemplo, a produção é voltada para o mercado, mas não com o descarte, e isso ocorre atualmente de forma exagerada sem nenhuma lógica. A não ser a lógica de quem quer ganhar dinheiro”.

O pesquisador Paulo Sérgio Oliveira, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, um dos autores de uma nota publicada, no início de setembro, pela revista Science, informa que a perda de biodiversidade causada pela ação humana, principalmente entre aves, mamíferos e anfíbios, está abrindo espaço para uma grande expansão do papel ecológico desempenhado pelas formigas. “Muitas das espécies de vertebrados que têm sido extirpadas localmente ou se encontram em declínio são herbívoras, dispersoras de sementes ou granívoras. Portanto, à medida que o Antropoceno avança, invertebrados – e, notavelmente, as formigas – serão os herdeiros prospectivos dessas interações entre plantas e animais”. “Granívoras” são espécies que consomem grãos e sementes.

A nota dos brasileiros foi escrita em comentário ao artigo Defaunation in the Antropocene (Defaunação no Antropoceno), de autoria de uma equipe internacional de pesquisadores. Publicado em edição especial da Science sobre a extinção em massa de animais, o trabalho constata que “vivemos em meio a uma onda global de perda de biodiversidade impulsionada pelo homem (…) impactos humanos na biodiversidade animal são uma forma pouco reconhecida de mudança ambiental global”.

Entre os vertebrados terrestres, 322 espécies se extinguiram desde 1500, e as populações das espécies sobreviventes encontram-se em declínio. “Esses declínios terão um efeito cascata no funcionamento dos ecossistemas e no bem-estar humano”, adverte o artigo, que tem como principal autor Rodolfo Dirzo, da Universidade Stanford.

O comentário dos brasileiros lembra que as formigas, em geral, sofrem menos com as perturbações causadas pela atividade humana, são extremamente abundantes e interagem com várias outras espécies de insetos, plantas e vertebrados. “Vamos imaginar, se a gente entrasse na Amazônia, e eu falasse: qual a bicharada mais comum que vem na cabeça da gente quando a gente entra numa floresta tropical? Se você for perguntar a qualquer pessoa na rua, elas vão ter a tendência, como qualquer um de nós, de pensar em macaco, onça, bicho-preguiça, cobra, tucano, porque é isso que chama a atenção de qualquer pessoa quando pensa na floresta, porque são os bichos grandes”, diz Oliveira.

“Mas, ao contrário do que a nossa intuição visual nos diz, se a gente pegasse todos os bichos que a gente encontra na floresta Amazônica e colocasse numa bolsa, pegasse essa bolsa e colocasse numa balança, a maior parte do peso da bolsa é de bichinho pequeno, que não é vertebrado. Então, isso significa o quê? Que grande parte da energia da floresta que não está sob a forma de planta, está sob a forma de bichinho pequeno, e não sob a forma de bichos grandes que a gente tende a valorizar. As formigas e cupins, por exemplo, são insetos sociais (vivem em colônias de dezenas a milhões de indivíduos) e representam conjuntamente cerca de 30% da biomassa animal da floresta Amazônica”.

O pesquisador explica que cerca de 90% dos arbustos e das árvores em ecossistemas tropicais dependem da interação com animais para dispersar suas sementes. “Essas árvores têm frutos atrativos, de polpa carnosa, gostosa, nutritiva e visualmente chamativa”, que atraem animais como aves e macacos. Esses animais removem o fruto da copa e, de alguma forma, fazem com que cheguem ao chão, dispersando as sementes. “Com esses bichos desaparecendo, a dispersão de sementes fica comprometida. Porque, quem vai arrancar os frutos da copa das árvores? Aí entram os bichinhos pequenos”.

Estudos realizados pelo grupo de Oliveira na Unicamp mostram que, uma vez no solo, as sementes passam por um processo de dispersão secundária, realizado pelas formigas. “O que a formiga está interessada é na parte carnosa do fruto, que ela utilizar para alimentar as irmãs que ainda estão sob a forma de larvas, lá dentro do formigueiro”. Ao remover os restos de polpa, as formigas deixam a semente limpa, protegendo-a da infestação por fungos no chão úmido da mata e facilitando a germinação.

Mesmo formigas carnívoras, explicou o pesquisador, cumprem uma função na dispersão de sementes. “Essas formigas gostam de trazer para casa proteína e gordura. Saem para caçar cupim, lagarta, outras formigas”, disse ele. “Só que muitos frutos, que são dispersos por macacos, passarinhos, têm a polpa rica em gordura e proteína. Isso faz com que as formigas carnívoras se interessem por eles, porque é muito melhor pegar um fruto que não vai brigar com você na hora de ser capturado”.

“A gente descobriu que essa interação de formigas carnívoras com frutos ricos em proteína e gordura é muito comum no cerrado e na mata atlântica”, afirmou. “Enfim, acontece que uma quantidade muito grande de frutos chega ao chão da floresta, e uma quantidade muito grande de espécies de formigas interage, no chão da floresta, com essa grande quantidade de frutos”.

Outra descoberta do grupo de Oliveira foi de que, ao levar a semente para a vizinhança do formigueiro, os insetos aumentam a chance de germinação e de crescimento da planta jovem, visto que o solo próximo ao ninho é uma “ilha de nutrientes”. “Quando um passarinho pega um fruto e leva para longe, você não sabe onde ele vai largar a semente. Ela pode cair num lugar onde a planta não vai para a frente. É muito imprevisível o destino dessa semente”, disse o pesquisador.

“Acontece que sempre que uma formiga acha um alimento, ela o leva para um destino certo, que é o ninho. Então, se o passarinho ou macaco pode levar a semente para mais longe, o que é muito bom para a planta, porque ela pode colonizar outros lugares, a formiga oferece outra vantagem: embora leve a semente para perto, ela leva para um lugar onde o solo é mais rico, uma ilha de nutrientes, onde a planta jovem tem mais chance de crescer”.

Com o progressivo desaparecimento dos animais que fazem a dispersão primária das sementes, o papel das formigas na ecologia das árvores tende a ganhar mais importância, afirma a nota na Science. “Se os frutos deixam de ser coletados na copa e carregados para longe, mais deles cairão no chão junto à árvore e ficarão disponíveis para as formigas”, disse Oliveira. “Com esses bichos maiores ficando cada vez mais raros, a quantidade de fruto que é removida da copa para algum lugar por aves ou mamíferos vai ficando progressivamente menor. Assim, a proporção do que chega ao chão vai ficando progressivamente maior. É esse o nosso ponto da nota”.

“Em um hectare de Floresta Amazônica, você vai contar 8 milhões de formigas no solo. Então, imagina 8 milhões de bichinhos num quadrado de um hectare (100 m x 100 m), saindo de casa para trazer comida para casa”, ressaltou. Esse novo protagonismo das formigas trará consequências. “Acho que o impacto disso afeta muito mais a gente do que imaginamos”, disse o pesquisador. “Sumindo a bicharada grande, vamos começar a notar, no nosso dia a dia, coisas que a gente não percebia. Sem a bicharada grande, as sementes não vão poder mais ser levadas para longe. Então, a capacidade de regeneração das florestas começa a ser reduzida, porque os frutos vão ter uma distância de dispersão muito menor”.

Além disso, lembra ele, muitos dos animais que comem frutos e dispersam sementes também comem insetos. Com o desaparecimento desses vertebrados, infestações de insetos, como mosquitos, podem se tornar mais comuns. “E a bicharada grande também poliniza plantas. Sumir com beija-flores, por exemplo, significa reduzir frutos. Flores que não são polinizadas não produzem frutos”.

As formigas também são mais resistentes às agressões humanas ao meio ambiente que outros insetos, como abelhas e borboletas. Em alguns casos, elas até mesmo prosperam após a intervenção do homem, com consequências para os ecossistemas.

“A saúva, por exemplo, é uma formiga que corta folhas para levar para o formigueiro, onde cultiva um fungo como alimento. Mas o bicho-preguiça também come folha, alguns macacos também comem folha, a anta come folha”, explicou Oliveira. “Então, vários desses vertebrados, além de comerem frutos na copa das árvores, também comem folhas. Com eles desaparecendo, quem que tende a ser o principal herbívoro das florestas? A saúva”.

“O papel delas como herbívoras, então, vai ficando progressivamente maior. E qual a importância disso? Se as saúvas vão ficando cada vez mais importantes nos lugares de onde os vertebrados vão sumindo, elas podem afetar quais plantas vão prosperar, ou não, na floresta. Se a saúva ficar muito importante, as plantas de que elas mais gostam vão começar a desaparecer, com o risco de alterar a composição da floresta”, conclui.

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Nutrição esportiva

Curso: Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410
O objetivo principal desse treinamento é a atualização tecnológica de seus participantes,…

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Marcelo Bella

O mercado brasileiro de nutrição esportiva é um dos que mais crescem no mundo, acumulando incríveis 28% ao ano, nos últimos cinco anos, enquanto os EUA, principal mercado, crescem apenas 5%. Porém, no segundo semestre de 2013, a indústria brasileira de nutrição esportiva foi alvo de denncias que mudou a atitude dos consumidores brasileiros. A Anvisa e o Inmetro testaram marcas de suplementos alimentares e constataram irregularidades envolvendo tradicionais empresas do mercado brasileiro de nutrição esportiva.

Devido a velocidade de circulação de informação no mundo atual com as pessoas conectadas online o tempo todo, instantaneamente as empresas e seus produtos envolvidos foram compartilhados entre os consumidores. Como resultado, as vendas destes produtos estagnaram-se e os lojistas rapidamente estão substituindo os produtos com problemas, por outros, dando ênfase aos produtos importados.

Antes de analisarmos mais profundamente o que realmente aconteceu, temos que responder perguntas importantes como: Qual a origem destas denúncia? Ha quem interessou estas denúncias? Quais os problemas encontrados? Quais as conseqüências das denuncias para o mercado brasileiro de nutrição esportiva?

A origem das denuncias que supostamente foram deflagradas por lojistas e consumidores da região sul do pais, na realidade baseou-se em uma estratégia de um pequeno grupo de empresas de nutrição esportiva que visava prejudicar outras empresas do setor, que vinham até então ganhando espaço no mercado. Porém o que este grupo não imaginava é que estas denúncias ganhariam destaque na mídia e nos órgãos do governo, provocando uma análise mais criteriosa e abrangendo um número maior de marcas, incluindo as marcas do próprio grupo denunciante, que também apresentaram irregularidades em suas formulações de seus produtos.

As principais irregularidades cometidas por estas empresas, segundo os resultados de testes, foram declarar quantidades de proteínas maiores em seus rótulos, do que na realidade apresentavam em seus produtos. Como consequência, muitos consumidores passaram a descredibilizar os suplementos alimentares de origem brasileira e buscaram alternativas em produtos de origem norte americana.

Para entendermos melhor este panorama e o mercado de nutrição esportiva, devemos primeiro enxergar o tamanho deste e o compararmos entre o Brasil e os EUA. No Brasil, este mercado fatura cerca de U$ 320 mi por ano, entre as mais de 250 marcas presentes no Brasil, sendo revendidas através de cinco mil pontos de vendas entre lojas especializadas e farmácias, e sendo adquiridas por três milhões de consumidores. Atualmente consumimos 60% de produtos nacionais e 40% de origem internacional.

Nos EUA, este mercado fatura cerca de U$ 4 bi por ano, entre mais de 2.000 marcas e seus produtos revendidos dentre mais de 100 mil pontos de vendas, sendo adquiridos por 50 milhões de consumidores. Alem da diferença de consumo abissal entre os mercados brasileiro e norte americano, nos EUA apenas 20% das marcas possuem indústrias próprias e as demais empresas terceirizam estes serviços industriais para fabricação de seus suplementos alimentares.

Nos EUA é comum encontrarmos 20, 30 ate 40 diferentes marcas de nutrição esportiva, sendo fabricadas em uma única indústria de terceirização, o que garante um maior padrão de controle de qualidade por parte do mercado. No Brasil, a grande maioria das marcas é produzida em fábricas próprias, conferindo uma customização por parte de cada uma delas.

Por que existem fraudes de formulação e como evitá-las? A principal matéria prima para a fabricação de Wim protege é a proteína do soro de leite, de onde se extrai as proteínas concentradas e isoladas. Estas proteínas do leite apresentam coloração, odor e sabor similar ao leite desnatado em pó e levemente salgado e não são produzidas no Brasil.

O soro de leite concentrado tem diferentes níveis protéicos, podendo ser variados entre 35% de concentração protéica ate 80%. Os de concentração abaixo de 80% são utilizadas para enriquecer alimentos como iogurtes e massas para pães, bolos e macarrão, sendo menos adequados para dietas de nutrição esportiva e conseqüentemente mais baratos. Empresas mal intencionada fazem um mix entre estas proteínas mais pobres e vendem aos consumidores como proteínas puras. Assim conseguem custos menores de produção e margens maiores de lucros.

No Brasil, a legislação de controle para pesos e medidas permite variações de até 20%, o que facilitam as fraudes por parte destas empresas. O que estas empresas esquecem é que os consumidores não compram produtos apenas, mas sim buscam resultados.

Independente da marca e da origem de seu produto, quando for consumir Wim, fique atento aos seguintes pontos. Inicie o consumo fazendo um pequeno teste, misturando o produto com uma colher e pouca água e tente perceber se há pequenas manchas de gordura na superfície. As Wheys instantâneas utilizam lecitina de soja para o processo de solubilização, que em demasia diminui o teor protéico do produto e aumenta o seu teor calórico. Wheys com muita oferta de sabor, muitas vezes podem ser produtos produzidos com soro de leite de baixa concentração protéica, por exemplo, 35% de proteína e 65% de carboidrato, o que confere um sabor mais agradável ao produto, porém um teor protéico pobre. Produtos com alto teor de carboidrato, quando misturados em pequenas quantidades de água, tornam-se mais cremosos, tipo massa de bolo.

Evite consumir sua Wim com outros alimentos e tente perceber se até 3 horas após o seu consumo, você sente uma formação de gases, inchaço do baixo ventre, flatulência e até mesmo um pouco de diarréia. Produtos produzidos com proteínas mais pobres tipo soro de leite de 35% de concentração proteica, ou misturados com gorduras, causam estes inconvenientes, alem de engordar. Evite consumir Wheys que custem no mercado brasileiro abaixo de R$ 100,00 por quilo, pois apenas se considerarmos o preço da matéria prima importada, adicionado de custos de impostos de importação, frete, mão de obra e margem de lucro das empresas produtoras e revendedoras, este produto deveria custar sempre acima dos R$ 200,00 ao consumidor.

Por fim, fique atento e saiba que consumir suplementos alimentares é um forte aliado para quem pratica atividades físicas na busca do corpo ideal. Quanto ao mercado e lembrando os ensinamentos do mestre do marketing, Philip Kotler, nós os consumidores somos os reis e as empresas, que não ofertarem as melhores alternativas em qualidade e relação custo x beneficio, não se estabelecerão e darão lugares para outras melhores.

Marcelo Bella é profissional de educação física e nutrição esportiva, especializado em marketing esportivo e graduado em strategic marketing pela La Verne University, California, USA, executivo com experiência de 32 anos no setor fitness e de nutrição esportiva em 34 países, CEO da Grow Dietary Supplements USA Labs. e ex-atleta de musculação, finalista no Mundial de Duplas Mistas de Musculação 1989.

Especialistas respondem dúvidas sobre sete temas

Curso: Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais
Esse treinamento visa mostrar aos engenheiros e projetistas como saber especificar adequadamente os equipamentos elétricos…

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Texto: Isabel Gardenal

Imagens: Antoninho Perri e Antonio Scarpinetti

O mundo na ciência é movido pelo grandioso, pelo belo, pelo espetacular, pelo monumental, pelas descobertas… As informações chegam facilmente ao leitor que, muitas vezes, deixa passar despercebidos fatos do dia a dia. Muitos deles têm dificuldade de perguntar, por achar suas dúvidas sem importância, deixando de lado fatos que poderiam ser inclusive de interesse público. São questões que as pessoas até gostariam de saber: a mulher pode engravidar depois da menopausa?, a cor do céu é azul?, os batons são prejudiciais à saúde? O Portal Unicamp ouviu sete especialistas da própria instituição, de diferentes áreas, acerca de algumas perguntas simples, porém que escondem o saber ao qual as pessoas comuns nem sempre têm acesso. As respostas podem até colaborar para que sejam mais curiosas e reflitam como e por que as coisas acontecem. Leia as respostas dos especialistas:

É possível uma mulher engravidar já tendo passado pela menopausa?
A menopausa é a última menstruação fisiológica da vida da mulher. Uma mulher é considerada menopausada quando permanece sem menstruações por pelo menos 12 meses. A última menstruação normalmente ocorre por volta dos 50 anos mas é considerada normal quando ocorre entre os 40 e 55 anos. A mulher deixa de menstruar porque há um esgotamento dos folículos (células germinativas ovarianas) e, dessa maneira, perde a capacidade de ter filhos. Entretanto, nos últimos anos, com o avanço das técnicas de fertilização in vitro, algumas mulheres na pós-menopausa têm engravidado através da utilização de óvulos de doadoras. Porém, é necessário cautela nesses casos, pois não é toda mulher que pode engravidar na pós-menopausa: se for portadora de alguma doença, os riscos podem superar o benefício.
Aarão Mendes Pinto Neto é ginecologista e chefe do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM).

O céu é de fato azul?
A radiação solar, que atinge a Terra, é composta por uma luz branca, que é uma mistura de cores visíveis (que observamos no arco-íris), e as do infravermelho e ultravioleta, que estão além da nossa capacidade visual. Cada radiação tem um comprimento de onda específico, ou seja, uma frequência com que a luz incide sobre a terra. A luz solar, ao encontrar com moléculas gasosas, bem como partículas de poeira em suspensão da atmosfera, espalha luz em diversas direções. Moléculas gasosas e partículas em suspensão são muito pequenas e, por isso, irão espalhar radiação de maior frequência, que corresponde à cor com comprimento de onda azul. O céu não é de fato azul. Apenas o enxergamos azul porque, se não houvesse atmosfera, o céu nos pareceria preto.
Vanessa Guersoni é pesquisadora do Centro de Estudos do Petróleo (Cepetro).

O consumo de shakes emagrecedores são saudáveis em longo prazo?
Diante da atual epidemia de sobrepeso e obesidade e o aumento da prevalência de doenças secundárias à obesidade, como o diabetes tipo2, o gerenciamento de peso torna-se imperativo. A obesidade deve ser entendida como uma condição neuroquímica, crônica e recidivante. Ela é neuroquímica, pois existe um desbalanço involuntário em sinais hormonais provindos do tecido adiposo e do tubo digestivo que alcançam os centros de controle da fome e da saciedade no cérebro. Além disso, na obesidade de longo prazo a região cerebral que controla o peso, o hipotálamo, pode estar com o funcionamento alterado em definitivo. A doença é crônica e recidivante, pois a obesidade não aparece de forma repentina e, quando instalada, mantém-se por longo prazo e tem uma tendência natural e incontestável de reaparecer após perdas voluntárias de peso (=recidivante). Diante deste cenário, todos os tratamentos devem respeitar este princípio. Dietas radicais que produzem perda de peso são quase sempre fadadas ao fracasso, por não poderem ser mantidas por toda a vida, ou seja, não se adequam ao caráter crônico e recidivante da obesidade. Os suplementos alimentares como substitutos de refeições, dentre os quais os shakes emagrecedores, são uma alternativa para o início de um programa de manejo crônico e contínuo do peso. Estes substitutos de refeição, em geral, buscam uma adequação balanceada de nutrientes e podem ser eficazes no curto prazo, para dar uma dose de empolgação às pessoas que terão como desafio: mudar a forma de comer e de gastar energias para toda a vida. No longo prazo, meses e anos, a questão se transforma. A manutenção de longo prazo dos substitutos de refeição tem sido demonstrada como ineficaz. Os resultados de perda sustentada de peso são inconsistentes nos estudos bem-conduzidos, variando muito em seus resultados na dependência da implementação de medidas complementares como a reeducação alimentar e a prática de exercícios. Em última instância, substituir refeições somente será eficaz na condição de coadjuvante a uma mudança dietética-comportamental mais ampla e duradoura, e bem-feita. Sob o ponto de vista econômico, estudos científicos com substitutos de refeição em longo prazo falharam em demonstrar uma relação de custo-efetividade que justifiquem a sua preconização ampla para a população obesa. Não há evidências de redução dos elevados custos decorrentes da obesidade com o uso, em larga escala, dos substitutos industrializados de refeições. Neste caso, o lucro fica apenas para as empresas produtoras e seus comerciantes. Por fim, lembremos que os substitutos de refeição raramente irão atender aos anseios hedônicos da alimentação. Sentir prazer de comer em companhia de outras pessoas e degustar sabores são condições humanas avançadas e continuamente almejadas. Saúde depende de ausência ou controle de doenças, acompanhada do prazer de bem viver.
Bruno Geloneze, endocrinologista e coordenador do Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes do Gastrocentro.
Como o feto respira intra-útero?
O feto não respira intra-útero da forma como nós conhecemos, ou seja, encher os pulmões com ar. Os pulmões iniciam o seu desenvolvimento na terceira semana de gravidez e são completamente preenchidos por um líquido produzido pelo próprio pulmão, que é eliminado pela via aérea e boca para constituir o líquido amniótico – líquido que preenche a bolsa que reveste o bebê. Muito embora se saiba que existem movimentações do tórax fetal na vida intra-uterina, em especial em situações de redução do oxigenação ou da circulação, essas movimentações não tem função respiratória. Desta forma, o feto recebe pela placenta o oxigênio e os nutrientes de que precisa para crescer. Da placenta, o sangue oxigenado flui pela veia umbilical, que faz parte do cordão umbilical e atinge a circulação sanguínea do feto. Em seguida, chega ao coração e, a partir daí, é distribuído para todo o corpo do bebê. Existem situações nas quais o fluxo sanguíneo placentário pode estar comprometido, como nas doenças maternas, hipertensão, diabetes ou o uso de cigarro. Nessas circunstâncias, o feto poderá receber menor quantidade de sangue da placenta, e portanto menor teor de oxigênio, o que pode acarretar défices de crescimento e desenvolvimento.
Maria Aparecida Mezzacappa – Neonatologista e membro efetivo da Comissão de Pesquisa do Departamento de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM).
Produtos de beleza como os batons podem ser cancerígenos?
Certos produtos de beleza podem apresentar potencial de risco à saúde, por ficar em contato direto e prolongado com a pele e mucosas. No caso dos batons, uma pequena quantidade do produto ainda pode ser ingerida e absorvida pelo trato gastrointestinal. No entanto, para expor o organismo a risco, os cosméticos devem conter compostos ou elementos prejudiciais em sua composição. Um caso clássico é a presença de chumbo em batons, que motivou uma crença sobre a possibilidade de induzir o câncer. A exposição prolongada ao metal pesado, que existe naturalmente no meio ambiente, pode causar a doença. Porém, as concentrações do metal nos batons são muito pequenas, sendo insuficientes para gerar um dano ao indivíduo. Isso é garantido em produtos com boa procedência e, nessas situações, batons não são considerados prováveis cancerígenos.
José Augusto da Col é pós-doutorando do Departamento de Química Analítica do Instituto de Química (IQ).
Por que café mancha os dentes?
Bebidas e alimentos como o vinho, o chá preto, a coca-cola e o açaí podem causar manchas nos dentes, pelo acúmulo de pigmentações que os mesmos possuem, e assim caracterizam manchas extrínsecas, ou seja, alteram a coloração dos dentes apenas por fora, na superfície dentária. O café e os chás (pretos principalmente) têm um alto potencial de colorir os dentes porque têm pigmentação escura e pH mais ácido. Além das propriedades dos alimentos, de bebidas, também conta, no processo de manchamento, as proteínas que estão na nossa saliva para permitir a adesão do pigmento ou não. Uma dica para evitar este manchamento pelo café, mesmo para os amantes dessa bebida, é reduzir o consumo às principais refeições, quando geralmente fazemos as escovações dentárias diárias. Alguns estudos demonstraram que o leite adicionado ao café ou chá pode reduzir a potencialidade de causar manchas extrínsecas por causa da caseína. Para remover as manchas já existentes, aconselhamos uma profilaxia profissional.
Marília Batista é dentista e doutora pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP).

No Brasil, as células-troncos de fato já estão sendo testadas em humanos?
O tratamento com células-tronco inclui até transplante de células tronco-hematopoéticas. O transplante destas células, utilizando a medula óssea como fonte, é realizado há mais de 40 anos. Podemos dividir as indicações de uso das células-tronco como terapêutica de reconstituição da linhagem hematopoética (transplante de medula óssea, de células progenitoras periféricas, onde as células-tronco da medula óssea são mobilizadas por GCSf para a periferia, transplante de sangue de cordão umbilical humano) e medicina regenerativa, ainda experimental, onde se empregam células-tronco de várias fontes, para se diferenciarem em outros tipos celulares, com o intuito de regenerar tecido ou órgãos. Ela é multidisciplinar, interagindo com a engenharia e a física. Como disse, há vários estudos em andamento na fase visita, pré-clínica em animais e alguns estudos clínicos. Estão evoluindo rapidamente, mas ainda deve ir uns dez anos no mínimo para virar terapia.
Ângela Luzo é hematologista e diretora médica do Serviço de Transfusão e do Banco de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário do Hemocentro.

Desmatamento na Amazônia

Nos meses de junho e julho, 1.264 km² de áreas de alerta de desmatamento e degradação na Amazônia foram identificados pelo DETER, o sistema de detecção em tempo real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) baseado em satélites e destinado a orientar a fiscalização em campo.  Em junho foram verificados 535 km2, enquanto em julho houve o registro de 729 km2. A distribuição das áreas nos Estados em cada mês e a respectiva cobertura de nuvens são apresentadas na tabela a seguir.

Os resultados do DETER devem ser analisados em conjunto com as informações sobre a cobertura de nuvens, que afeta a observação por satélites. As áreas em rosa dos mapas a seguir correspondem aos locais que estiveram encobertos no período. Nos mesmos mapas, os pontos amarelos mostram a localização dos alertas emitidos pelo DETER.

Mapa de alertas de junho, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 27% da Amazônia

Mapa de alertas de julho, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 15% da Amazônia

Como manter a saúde dos pés dos diabéticos

COLETÂNEAS DE NORMAS TÉCNICAS

imageIdosos portadores da doença merecem o máximo de cuidado

Cuidar da saúde dos pés há muito tempo deixou de ser apenas um assunto de estética. Para quem tem diabetes, então, é uma indicação rotineira. Em conseqüência da doença, um machucado no pé de uma pessoa com diabetes pode se tornar um problema muito grave. As altas taxas de açúcar no sangue afetam a capacidade do organismo em combater uma infecção ou cicatrizar um ferimento.

Em se tratando dos idosos, os pés exigem maior atenção. De acordo com a enfermeira Magda Tiemi Yamamoto, do Hospital Albert Einstein e educadora em diabetes, é necessário que o portador da doença avalie seus pés diariamente, apalpando-os para observar se eles apresentam pontos avermelhados, bolhas, descamações ou rachaduras. “Caso os pés já apresentem ferimentos ou se note a iminência de surgimento, recomenda-se que sejam lavados com soro fisiológico, uma vez que a água pode introduzir patógenos indesejáveis no organismo”, alerta.

Os pés dos diabéticos, em especial os idosos, vêm ganhando maior espaço na podologia. Ao tratar de uma pessoa portadora da doença, o profissional não pode fazer nenhum corte, nem retirar a cutícula, evitando ferimentos que demorem a cicatrizar. A educadora adverte que tantos os portadores da doença, quanto os idosos, devem rotineiramente procurar o tratamento junto a um podiatra. “A podiatria clínica atua na prevenção, detecção precoce, tratamento e reabilitação dos pacientes com diversas doenças desse tipo”, enfatiza.

Outro alerta é com relação aos sapatos, a dica é evitar usar o mesmo sapato por vários dias para prevenir o aparecimento de micoses. O calçado não pode estar apertado, nem machucando os pés. “Deve-se dar preferência em comprar os sapatos no período da tarde, quando os pés já estarão inchados, possibilitando uma melhor adequação nestas condições; ao usar um sapato pela primeira vez, não permaneça mais que 2 horas continuamente e ao retirá-los avalie se há formação de bolhas, áreas demasiadamente avermelhadas ou feridas; antes de calçar os sapatos, vire-os para garantir que não tenha nenhum objeto dentro e não ande descalço”, são as recomendações da educadora.

A educadora salienta, ainda, que cuidados ao comprar as meias também são importantes. “Dê preferência para o uso de meias claras, pois, no caso de surgimento de algum ferimento indolor será mais fácil identificá-lo através de uma possível mancha.  Use meias anti-bolhas ou, se usar as normais, use-as ao avesso deixando a costura para fora”.

A preocupação com o cuidado dos pés, ainda vai mais além. Para Aline Lopes, psicóloga da Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados, Pensionistas e Servidores Públicos, muitos idosos que têm diabetes estão ativos, levando suas vidas com saúde e um sorriso no rosto. No entanto, é importante entender que mesmo com essa leveza, o envelhecimento chega acompanhado de certas mudanças que, na maioria das vezes, são deixadas de lado.

“Muitas idosos se preocupam com o declínio cognitivo e ossos mais fracos, mas há outras preocupações menos conhecidas que merecem atenção, como é o caso do tratamento dos pés com diabetes. Alguns segurados da associação, que passam por essa situação vêm conversar comigo a respeito, contam seus casos e dilemas, mas eu sempre os estímulo. É importante estarmos cientes dessas mudanças para poder encontrar as melhores formas de contorná-las ou preveni-las, incentivando sempre o envelhecimento saudável” conta.

A enfermeira Magda Yamoto, enfatiza a importância dos portadores de diabetes ou pessoas com maior risco de contrair a doença passarem em consultas periódicas com médicos especialistas. “A prevenção é o melhor caminho. Devemos lembrar que a diabetes não atinge somente aos idosos. Em razão de maus hábitos alimentares e falta de atividade física, vem se constatando o contínuo crescimento estatístico do número de crianças e adultos obesos; na mesma proporção, o risco de se contrair a doença também. Histórico desta doença na família também é considerado dentre os fatores de risco. O melhor é sempre passar em consulta com seu médico de confiança, principalmente, em se tratando de diabetes, com o endocrinologista, geriatra, pediatra e nutrólogo”, finaliza.

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Silicone é essencial para geração de energia renovável

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Produto é utilizado pelas suas características selantes e adesivas

A capacidade de vedação e aderência do silicone é essencial para a geração de energia solar e eólica. Nos painéis solares, o silicone é usado para fixar o módulo gerador de energia ao painel que capta os raios do sol. Nas turbinas geradoras de energia eólica o material está presente também na forma de adesivo, unindo as hélices ao suporte.

Como o silicone também serve para preencher grandes espaços vazios, ele funciona ainda como vedante, melhorando a eficiência, durabilidade e desempenho de dispositivos de geração de energia em geral. “Por ser um material bastante resistente, o silicone conserva suas características selantes e fixadoras nas condições ambientais mais extremas e adversas, como  nas turbinas eólicas instaladas à beira mar e o desgaste propiciado à exposição prolongada ao longo dos anos ao calor do sol”, afirma Lucas Freire, coordenador da Comissão Setorial de Silicones da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química).

A preferência pela utilização do silicone em equipamentos geradores de energia renovável se dá também devido a algumas de suas características particulares. Ele funciona, por exemplo, como um bom isolante elétrico, repele a água e é resistente a intempéries. Esse conjunto de características torna o silicone uma substância única, possibilitando uma grande variedade de uso.

Nas torres de distribuição e transmissão de energia elétrica, o silicone aparece na forma de isoladores, localizados entre a torre e o cabo de energia. “Ele é essencial para que a energia que está sendo transmitida não escape,  o que poderia causar até a morte das pessoas próximas a essas torres”, explica Freire.  Segundo o coordenador da Comissão de Silicones da Abiquim, outros materiais poderiam exercer essa função do silicone, mas, são mais pesados e têm durabilidade menor, além de serem mais suscetíveis a atos de vandalismo.

A área de energia é a principal consumidora do silicone em formato de elastômero – borrachas, que possuem capacidade de se deformar e rapidamente voltar ao seu estado inicial.  E a tendência é aumentar nos próximos anos o uso do silicone para fabricação de equipamentos de geração, transmissão e distribuição de energia.  “Conforme o governo investe em novas hidrelétricas, a demanda pelo produto deve continuar crescendo. Além disso, há espaço para investimentos maiores em energias alternativas”, afirma Freire.

A borracha de silicone

É uma especialidade dos elastômeros sintéticos que proporcionam um excelente balanço entre propriedades químicas, mecânicas e resistência a ampla gama de temperatura, características estas muito requeridas em diversas aplicações industriais e automotivas. Os primeiros desenvolvimentos que se tem notícia das borrachas de silicone remonta a década de 1940.

Apresentam singular performance em artefatos submetidos a altas e baixas temperaturas mantendo excepcional estabilidade, ainda oferece ótima flexibilidade, boa resistência química e a intempéries, excelentes propriedades de isolamento elétrico e superior força de vedação em anéis e retentores. Devido sua pureza e características químicas, oferece biocompatibilidade o que permite seu emprego em muitos artefatos médicos e farmacêuticos, alimentos, entre outros. Comparados com outros tipos de elastômeros orgânicos, apresentam grande facilidade de processamento o que resulta em alta produtividade e custo moderado, do artefato final.

Considerando-se a variedade de famílias e tipos de elastômeros especiais existentes à disposição das indústrias transformadoras, as borrachas de silicone reservam certa distinção, pois é originária de materiais inorgânicos, como a areia de praia. Basicamente sua estrutura química consiste de silício e oxigênio (Si – O), elementos que formam sua cadeia polimérica. Esta formação estrutural é que responde pelas propriedades de resistência a larga faixa de temperaturas, bem como as de resistir à oxidação e a degradação pelo ozônio. Basicamente, essas são as principais diferenças características das borrachas de silicone ou polisiloxanos) comparadas com os elastômeros hidrocarbônicos ou polímeros orgânicos.

Pela variação no tamanho da cadeia de sua formação, pode se manipular as características do material que podem variar desde uma consistência totalmente sólida até um líquido viscoso, quimicamente inertes, resistentes à decomposição pelo calor, água ou agentes oxidantes, além de serem bons isolantes elétricos. Por serem desprovidos de átomos de carbono em sua cadeia principal, esses polímeros não são considerados orgânicos, embora o sejam os radicais mais importantes ligados ao átomo de silício.

São eles o grupo metila (-CH3) nos metil-silicones e o fenila (-C6H5) nos fenil-silicones. Vários tipos de silicone são usados em óleos e lubrificantes, bem como na borracha de silicone. Ele é encontrado em diversos produtos comuns nas residências, como ceras para polimento, loções de bronzeamento e hidratantes, desodorantes, sabonetes, alimentos processados, revestimentos à prova d’água e chicletes.

Servem, ainda, como agentes de polimento, vedação e proteção. São também impermeabilizantes, lubrificantes e na medicina são empregados como material básico de próteses. Atualmente estima-se que os silicones são utilizados em mais de 5.000 produtos.

Suportando temperaturas que podem variar de -65ºC a 400 ºC, é usado em inúmeros segmentos industriais sem perder suas características de permeabilidade, elasticidade e brilho. Quando incinerado, não provoca reações químicas que possam gerar gases e poluir a atmosfera. Uma das características do silicone é sua longevidade e compatibilidade com os meios de aplicação. Por ser inerte, não traz malefícios para o meio ambiente, não contamina o solo, nem a água nem o ar.