NBR ISO 19011:2012 – a verdade sobre uma auditoria de gestão bem feita

O que é TPM

TPM – Total Productive Maintenance (Manutenção Produtiva Total), significa a falha zero e quebra zero das máquinas, ao lado do defeito zero nos produtos e perda zero no processo. O TPM é o resultado do esforço de empresas japonesas em aprimorar a manutenção preventiva que nasceu nos Estados Unidos. Este trabalho iniciou-se por volta de 1950. Dez anos depois o Japão evoluiu para o sistema de manutenção da produção. Por volta de 1971, o TPM foi formatada no estilo japonês através da cristalização de técnicas de manutenção preventiva, manutenção do sistema de produção, Prevenção da Manutenção e engenharia de confiabilidade. Após a criação do prêmio PM pelo JIPM – Japanese Institute of Plant Maintenance, órgão responsável pela veiculação e implementação das atividades no Japão, o TPM ganhou grande importância nas empresas como uma técnica para busca de melhor eficácia no relacionamento homem-máquina. O primeiro prêmio foi concedido justamente em 1971 à uma empresa integrante do grupo Toyota (Nippon Denso Co. Ltd.).
Há várias traduções para o TPM, sendo as mais freqüentes:

  • Manutenção Produtiva Total;
  • Manutenção Total da Produção;
  • Melhoria da Produtividade Total;
  • Manutenção da Produtividade Total.

Leia mais no link http://www.pdca.com.br/site/portal-tpm.html

  • Livro: Desmistificando o TPM

Imagem 1

Preço: R$ 40.00

Esse texto tem muito a haver com o de cima, sobre a revisão da ISO 9001, já que a ideia da organização ISO é aumentar a credibilidade da cadeia de certificação. Atualmente, no Brasil, alguns organismos de certificação simplesmente não auditam e sim entregam o certificado em troca do pagamento. Muitos deles chegam na empresa e não sabem nem muito bem qual é o seu negócio. Simplesmente estão ali para uma avaliação sem compromisso. Esta segunda edição cancela e substitui a edição anterior da NBR ISO 19011:2002, a qual foi tecnicamente revisada. As principais diferenças comparadas com a primeira edição são as seguintes: o escopo foi ampliado de auditoria de sistemas de gestão da qualidade e meio ambiente para auditoria de sistemas de gestão de qualquer natureza; a relação entre a NBR ISO 19011 e a NBR ISO/IEC 17021 foi esclarecida; os métodos de auditoria remota e o conceito de risco foram introduzidos; a confidencialidade foi acrescentada como um novo princípio de auditoria; as Seções 5, 6 e 7 foram reorganizadas; as informações adicionais foram incluídas em um novo Anexo B, resultando na remoção das caixas de textos; o processo de avaliação e de determinação de competência tornou-se mais rígido; exemplos ilustrativos de habilidades e conhecimentos de disciplina específicos foram incluídos em um novo Anexo A; diretrizes adicionais estão disponíveis no site da ISO: www.iso.org

Desde que a primeira edição dessa norma foi publicada, em 2002, um número de novas normas de sistemas de gestão foi publicado. Como resultado, há, agora, a necessidade de se considerar um escopo mais abrangente de auditoria de sistema de gestão, como também fornecer diretrizes que sejam mais genéricas. Em 2006, o comitê ISO para avaliação da conformidade (CASCO) desenvolveu a ISO/IEC 17021 (NBR ISO 17021), que estabelece requisitos para sistemas de gestão de certificação de terceira parte e que se baseou parcialmente nas diretrizes contidas na primeira edição da norma. A segunda edição da ISO/IEC 17021 (NBR ISO 17021), publicada em 2011, foi ampliada para transformar as diretrizes em requisitos para auditorias de certificação de sistemas de gestão. É, nesse contexto, que a segunda edição fornece as diretrizes para todos os usuários, incluindo micro, pequenas e médias organizações, e se concentra naquilo que é comumente denominado de auditorias internas (primeira parte) e auditorias conduzidas por clientes em seus fornecedores (segunda parte).

Enquanto os envolvidos nas auditorias de certificação de sistemas de gestão seguem os requisitos da ISO/IEC 17021:2011 (NBR ISO 17021), eles podem também considerar úteis as diretrizes contidas nessa norma. Ela não estabelece requisitos, mas fornece diretrizes sobre a gestão de um programa de auditoria, sobre o planejamento e a realização de uma auditoria de sistema de gestão, bem como sobre a competência e a avaliação de um auditor e de uma equipe de auditoria. As organizações podem operar mais de um sistema de gestão formal. Para simplificar a sua leitura, o termo “sistema de gestão” é o preferido, porém o leitor pode adaptar a implementação das diretrizes para sua própria situação em particular. Isto também se aplica ao uso de “pessoa” e “pessoas”, “auditor” e “auditores”.

Pretende-se que ela seja aplicada a uma ampla gama de potenciais usuários, incluindo auditores, organizações que implementam sistemas de gestão e organizações que necessitam realizar auditorias de sistemas de gestão por razões contratuais ou regulamentares. Seus usuários podem, entretanto, utilizar estas diretrizes no desenvolvimento dos seus próprios requisitos relacionados à auditoria. As sua diretrizes podem também ser usadas com a finalidade de autodeclaração e podem ser úteis às organizações envolvidas no treinamento de auditor ou certificação pessoal.

Suas diretrizes procuram ser flexíveis. Conforme indicado em vários pontos no texto, o uso destas diretrizes pode variar dependendo do tamanho e do nível de maturidade do sistema de gestão de uma organização e da natureza e complexidade da organização a ser auditada, como também com os objetivos e escopo das auditorias a serem executadas. Ela introduz o conceito de risco para auditoria de sistemas de gestão. O enfoque adotado se relaciona com o risco do processo de auditoria em não atingir seus objetivos e com a possibilidade de a auditoria interferir com os processos e atividades da organização auditada. A norma não fornece diretrizes específicas sobre o processo de gestão de risco da organização, mas reconhece que as organizações podem focar o esforço de auditoria em assuntos de importância para o sistema de gestão. Adota o enfoque de que quando dois ou mais sistemas de gestão de diferentes disciplinas são auditados em conjunto, isto é chamado de “auditoria combinada”. Quando esses sistemas são integrados em um sistema de gestão único, os princípios e processos de auditoria são os mesmos que para uma auditoria combinada.

A Seção 3 estabelece os termos-chave e definições usados na norma. Todo um esforço foi feito para assegurar que estas definições não conflitem com as definições usadas em outras normas. A Seção 4 descreve os princípios nos quais a auditoria está baseada. Estes princípios ajudam o usuário a entender a natureza essencial de auditoria e são importantes no entendimento das diretrizes estabelecidas nas Seções 5 a 7. A Seção 5 fornece orientação sobre como estabelecer e gerenciar um programa de auditoria, estabelecer os objetivos do programa de auditoria e coordenar as atividades de auditoria. A Seção 6 fornece orientação sobre como planejar e realizar uma auditoria de um sistema de gestão. A Seção 7 fornece orientação relacionada com a competência e a avaliação de auditores de sistemas de gestão e das equipes de auditoria. O Anexo A ilustra a aplicação das diretrizes na Seção 7 para diferentes disciplinas. O Anexo B fornece orientação adicional para auditores sobre o planejamento e a realização de auditorias.

Em linhas gerais, pode-se dizer que a auditoria é caracterizada pela confiança em alguns princípios. Convém que estes princípios ajudem a tornar a auditoria uma ferramenta eficaz e confiável em apoio às políticas de gestão e controles, fornecendo informações sobre as quais uma organização pode agir para melhorar seu desempenho. A aderência a estes princípios é um pré-requisito para se fornecerem conclusões de auditoria que sejam pertinentes e suficientes, e para permitir que auditores que trabalhem independentemente entre si cheguem a conclusões semelhantes em circunstâncias semelhantes. Os seis princípios de uma auditoria:

– Integridade: o fundamento do profissionalismo. Convém que os auditores e a pessoa que gerencia um programa de auditoria: realizem o seu trabalho com honestidade, diligência e responsabilidade; observem e estejam em conformidade com quaisquer requisitos legais aplicáveis; demonstrem sua competência enquanto realizam o seu trabalho; desempenhem o seu trabalho de forma imparcial, isto é, mantendo-se justos e sem tendenciosidade em todas as situações; estejam sensíveis a quaisquer influências que possam ser exercidas sobre seu julgamento enquanto realizando uma auditoria.

– Apresentação justa: a obrigação de reportar com veracidade e exatidão. Convém que as constatações de auditoria, conclusões de auditoria e relatórios de auditoria reflitam com veracidade e precisão as atividades de auditoria. Convém que os problemas significativos encontrados durante a auditoria e não resolvidos por divergência de opiniões entre a equipe de auditoria e o auditado sejam relatados. Convém que a comunicação seja verdadeira, precisa, objetiva, em tempo hábil, clara e completa.

– Devido cuidado profissional: a aplicação de diligência e julgamento na auditoria. Convém que os auditores exerçam o devido cuidado de acordo com a importância da tarefa que eles executam e a confiança neles depositada pelo cliente de auditoria e por outras partes interessadas. Um fator importante na realização do seu trabalho com o devido cuidado profissional, é ter a capacidade de fazer julgamentos ponderados em todas as situações de auditoria.

– Confidencialidade: segurança da informação. Convém que os auditores tenham discrição no uso e proteção das informações obtidas no curso das suas obrigações. Convém que as informações de auditoria não sejam usadas de forma inapropriada para ganhos pessoais pelo auditor ou pelo cliente de auditoria, ou de maneira prejudicial para o legítimo interesse do auditado. Este conceito inclui o manuseio apropriado de informações confidenciais ou sensíveis.

– Independência: a base para imparcialidade de auditoria e objetividade das conclusões de auditoria. Convém que os auditores sejam independentes da atividade que está sendo auditada, quando for possível, e convém que ajam em todas as situações de tal modo que estejam livres de tendenciosidade e conflitos de interesse. Para auditorias internas, convém que os auditores sejam independentes das operações gerenciais da função que está sendo auditada. Convém que os auditores mantenham objetividade ao longo de todo o processo de auditoria para assegurar que as conclusões e constatações de auditoria estejam baseadas somente nas evidências de auditoria. Para pequenas organizações, pode não ser possível que os auditores internos tenham total independência da atividade que está sendo auditada, porém convém que seja feito todo o esforçopara remover a tendenciosidade e encorajar a objetividade.

– Abordagem baseada em evidência: o método racional para alcançar conclusões de auditoria confiáveis e reproduzíveis em um processo sistemático de auditoria. Convém que a evidência de auditoria seja verificável. Ela geralmente é baseada em amostras das informações disponíveis, uma vez que uma auditoria é realizada durante um período de tempo finito e com recursos limitados. Convém que o uso apropriado de amostras seja aplicado, uma vez que esta situação está intimamente relacionada com a confiança que pode ser depositada nas conclusões de auditoria.

Enfim, uma auditoria pode ser realizada usando uma variedade de métodos de auditoria. Uma explicação dos métodos mais comuns usados em auditoria pode ser encontrada no anexo B da norma. Os métodos de auditoria escolhidos para uma auditoria dependem dos objetivos de auditoria definidos, do escopo e critérios, bem como da duração e localização. Convém que a disponibilidade de auditor com competência e qualquer incerteza que surja da aplicação dos métodos de auditoria sejam consideradas. Aplicando uma variedade e combinação de diferentes métodos de auditoria, pode-se otimizar a eficiência e eficácia do processo de auditoria e do seu resultado. O desempenho de uma auditoria envolve uma interação entre indivíduos com o sistema de gestão que está sendo auditado e a tecnologia usada para realizar a auditoria.Exite uma tabela no anexo que fornece exemplos de métodos de auditoria que podem ser usados, de maneira única ou combinados, para atingir os objetivos de auditoria. Se uma auditoria envolver o uso de uma equipe de auditoria com múltiplos membros, métodos no local e remotos podem ser usados simultaneamente.

Seja duro com o seu organismo de certificação no cumprimento dessas diretrizes. Se ele não estiver atendendo às expectativas de sua empresa, mude de organismo de certificação, escolhendo um que cumpra com os requisitos especificados. Eles são prestadores de serviço e a sua empresa é a consumidora. Quando o prestador de serviço não corresponde às expectativas do cliente, muda-se de fornecedor. Seus certificados de gestão não podem ser apenas suportados pelos pregos que os seguram na parede de sua empresa. Busque a melhoria contínua para aumentar a competitividade.

Mais informações sobre a NBR ISO 19011 de 04/2012 – Diretrizes para auditoria de sistemas de gestão

Código de prática para locais potencialmente contaminados
A BS 10175 fornece recomendações e orientações sobre inspeção terras com níveis naturalmente elevados de substâncias potencialmente nocivas. A norma permite a obtenção de dados cientificamente robustos através de uma abordagem baseada no risco. Ela não inclui orientações sobre os requisitos legais, tais como obtenção de licenças ou autorizações, ou sobre como lidar com sites que apresentem indícios de contaminação radioativa. A norma fornece orientações essenciais sobre todas as fases da sua investigação sobre locais contaminados, desde o planejamento até a entrega e relatórios. A norma descreve as melhores práticas ao definir seus objetivos e desenhar as fases de investigação diferentes. Clique para mais informações.

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Anúncios

ABNT ISO/TR 10013: o desconhecimento das normas técnicas no Brasil

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Interpretação e Aplicações da Norma Regulamentadora Nº 13 (NR-13) do MTE (Inspeção de Segurança de Caldeiras e Vasos de Pressão) – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Instalações Elétricas em Atmosferas Explosivas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

normaEsses dias eu estava em um evento debatendo sobre qualidade e normalização, quando perguntei à plateia (mais ou menos umas 100 pessoas), quantos ali já tinham lido uma norma técnica? Muitas mãos ficaram levantadas. Perguntei quantas pessoas já tinham lido duas normas técnicas. O número de mão diminuiu consideravalmente. Perguntei quantas já tinham lido três normas. Nenhuma mão se levantou. Essa é a realidade: o mercado nacional desconhece as normas técnicas, com raríssimas, e põe raríssimas bem em caixa alta, exceções. É o caso da ABNT ISO/TR 10013, editada em 2002, que fornece diretrizes para o desenvolvimento e a manutenção da documentação necessária para assegurar um efetivo sistema de gestão da qualidade, adaptado às necessidades específicas da organização. O uso dessas diretrizes auxilia no estabelecimento de um sistema documentado como requerido pelas normas de sistema de gestão da qualidade aplicáveis.

No fundo, esse relatório técnico pode ser usado para documentar sistemas de gestão da qualidade diferentes daqueles da família ISO 9000, como, por exemplo, sistemas de gestão do meio ambiente e sistemas de gestão da segurança. Para uma organização funcionar eficientemente, ela deve identificar e gerenciar várias atividades inter-relacionadas. Uma atividade que utiliza recursos, gerenciada de modo a permitir a transformação de entradas em saídas, pode ser considerada um processo. A saída de um dos processos freqüentemente torna-se a entrada de um outro. A aplicação de um sistema de processos em uma organização juntamente com a identificação e interação destes processos e a sua gestão pode ser referenciada como abordagem de processo. Uma das vantagens da abordagem de processo é permitir controle atualizado sobre a relação entre os processos individuais em um sistema de processos, assim como sobre sua combinação e interação.Uma organização tem flexibilidade na escolha da forma de documentar seu sistema de gestão da qualidade.

Cada organização desenvolve individualmente a quantidade de documentação necessária para demonstrar o efetivo planejamento, operação, controle e melhoria contínua de seus sistemas de gestão da qualidade e seus processos. A documentação do sistema de gestão da qualidade pode estar relacionada às atividades gerais de uma organização, ou a uma parte selecionada dessas atividades; por exemplo, requisitos específicos que dependem da natureza dos produtos, processos, requisitos estatutários e regulamentares, ou da própria organização. É importante que os requisitos e o conteúdo da documentação do sistema de gestão da qualidade sejam direcionados às normas da qualidade que estes pretendam seguir. Assim, as diretrizes desse relatório técnico pretendem auxiliar a organização na documentação de seu sistema de gestão da qualidade. Não se pretende que elas sejam usadas como requisitos para fins contratuais, regulamentares ou de certificação/registro. Um dos aspectos do sistema de gestão da qualidade é o planejamento da qualidade. A documentação do planejamento da qualidade pode incluir planejamento gerencial e operacional, preparação para a implementação do sistema de gestão da qualidade, incluindo organização e programação de atividades, e um enfoque através do qual os objetivos da qualidade sejam alcançados.

A organização da documentação do sistema de gestão da qualidade segue tipicamente os processos da organização ou a estrutura da norma da qualidade aplicável, ou uma combinação de ambos. Quaisquer outros arranjos que satisfaçam as necessidades da organização também podem ser utilizados. A estrutura da documentação utilizada no sistema de gestão da qualidade pode ser descrita de uma forma hierárquica. Essa estrutura facilita a distribuição, manutenção e entendimento da documentação. O quadro abaixo ilustra uma hierarquia típica de documentação do sistema de gestão da qualidade. O desenvolvimento desta hierarquia depende das circunstâncias da organização. A extensão da documentação do sistema de gestão da qualidade pode diferir de uma organização para outra, devido ao tamanho da organização e tipo de suas atividades, à complexidade dos processos e suas interações e à competência do pessoal.

A documentação do sistema de gestão da qualidade pode incluir definições. Convém que o vocabulário utilizado esteja de acordo com as definições e termos padronizados referidos na NBR ISO 9000, ou em dicionário de uso geral. A documentação do sistema de gestão da qualidade normalmente inclui o seguinte:

a) política da qualidade e seus objetivos;

b) manual da qualidade;

c) procedimentos documentados;

d) instruções de trabalho;

e) formulários;

f) planos da qualidade;

g) especificações;

h) documentos externos;

i) registros.

A documentação do sistema de gestão da qualidade pode ser apresentada em qualquer forma de mídia, tal como em papel ou em mídia eletrônica. O item 4.2 Propósitos e benefícios diz que se possuir documentação de sistema de gestão da qualidade para uma organização, incluem, mas não estão limitados aos seguintes:

a) descrever o sistema de gestão da qualidade da organização;

b) prover informações a grupos com funções inter-relacionadas, para que possam melhor compreender as inter-relações;

c) comunicar aos funcionários o comprometimento da gerência com a qualidade;

d) auxiliar os funcionários no entendimento de seu papel na organização, dando a eles um aumento no entendimento do

propósito e importância do seu trabalho;

e) prover compreensão mútua entre os funcionários e a gerência;

f) prover uma base de expectativas do desempenho do trabalho;

g) estabelecer como as coisas devem ser feitas para alcançar requisitos especificados;

h) prover evidências objetivas de que os requisitos especificados foram alcançados;

i) prover uma estrutura operacional clara e eficiente;

j) prover uma base para o treinamento de novos funcionários e retreinamento periódico de funcionários atuais;

k) prover uma base de ordem e equilíbrio dentro da organização;

l) prover consistência em operações baseadas em processos documentados;

m) prover base para melhoria contínua;

n) prover confiança ao cliente, baseada em sistemas documentados;

o) demonstrar às partes interessadas as capacidades da organização;

p) prover uma estrutura clara de requisitos para fornecedores;

q) prover uma base para a auditoria do sistema de gestão da qualidade;

r) prover uma base para avaliar a eficácia e adequação contínua do sistema de gestão da qualidade.

O manual da qualidade é único para cada organização. Esse relatório técnico permite flexibilidade na definição de sua estrutura, formato, conteúdo ou método de apresentação, para a documentação do sistema de gestão da qualidade para todos os tipos de organizações. Uma pequena organização pode julgar apropriado incluir a descrição de todo seu sistema de gestão da qualidade em um único manual, incluindo todos os procedimentos documentados requeridos pela NBR ISO 9001. Grandes organizações ou multinacionais normalmente precisam de vários manuais, nos níveis globais, regionais ou nacionais, e uma hierarquia de documentação mais complexa.

Convém que o manual da qualidade inclua o escopo do sistema de gestão da qualidade, detalhes e justificativas para quaisquer exclusões, procedimentos documentados ou referência a estes, e descrições dos processos do sistema de gestão da qualidade e suas interações. Convém que informações sobre a organização, tais como nome, local e meios de comunicação, sejam incluídas no manual da qualidade. Outras informações, tais como a linha de negócios, uma breve descrição de sua experiência, sua história, e tamanho, também podem ser incluídas. O manual da qualidade deve conter os elementos descritos em 4.4.2 a 4.4.9, mas não necessariamente na mesma ordem.

Documentação do sistema de gestão da qualidade e conteúdo dos documentos

Manual da Qualidade (Nível A)

Descreve o sistema de gestão da qualidade de acordo com a declaração da política e os objetivos da qualidade estabelecidos (ver 4.3 e 4.4).

Procedimentos do sistema de gestão da qualidade (Nível B)

Descreve os processos inter-relacionados e atividades necessárias para implementar o sistema de gestão da qualidade.

Instruções de trabalho e outros documentos do sistema de gestão da qualidade (Nível C)

Consiste em documentos de trabalho detalhados.

Mais informações sobre a ABNT ISO/TR 10013:2002

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Facebook: http://www.facebook.com/#!/hayrton.prado

Os 25 anos da ISO 9001

A norma ISO 9001, que estabelece os requisitos para os sistemas de gestão da qualidade, está completando 25 anos no auxílio às organizações de todos os setores que buscam a excelência. Lançada pela ISO em 19 de março de 1987, a norma foi publicada no Brasil em 1994, depois de ter sido submetida à primeira revisão pelo organismo internacional. Ocorreram ainda novas versões em 2000 e em 2008, que procuraram um maior detalhamento de seus requisitos e melhorar a compatibilidade com a ISO 14001 e outras normas de gestão. O ponto central da norma é que qualquer organização pode melhorar a forma na qual opera, quer isto signifique melhorar a sua participação no mercado, reduzir os custos, gerenciar o risco mais eficazmente ou melhorar a satisfação dos clientes. Um sistema de gestão lhe dá a estrutura necessária para monitorar e melhorar o desempenho em qualquer área de seu interesse. A ISO 9001 é de longe a estrutura de qualidade melhor estabelecida, sendo utilizada atualmente por mais de 750 mil organizações em 161 países, e define o padrão não só para sistemas de gestão da qualidade, mas para sistemas de gestão em geral. Ela ajuda todos os tipos de organizações a obter sucesso através de uma melhora na satisfação dos seus clientes, da motivação dos colaboradores e da melhoria contínua.

A ISO 9001 é uma dentre as normas da série de sistemas de gestão da qualidade. Ela pode ajudar a alavancar o melhor de sua organização ao lhe permitir entender seus processos de entrega de seus produtos/serviços a seus clientes. A série ISO 9001 de normas consiste de: ISO 9000 – Fundamentos e Vocabulário: esta norma introduz o usuário aos conceitos de sistemas de gestão e especifica a terminologia usada; ISO 9001 – Requisitos: esta norma define os critérios que você terá que cumprir caso deseje operar de acordo com a norma e obter a certificação; e a ISO 9004 – que fornece orientação para apoiar qualquer organização que esteja operando dentro de um ambiente complexo e exigente, e sempre em mudança, a alcançar o sucesso sustentado, através de uma abordagem de gestão da qualidade.

Dessa forma, a ISO 9001 é adequada para qualquer organização que busca melhorar a forma como trabalha e como é gerenciada, independentemente de tamanho ou setor. Entretanto, os melhores retornos sobre o investimento são obtidos pelas companhias que estão preparadas para implementá-la em toda a organização, ao invés de fazê-lo em localidades específicas, departamentos ou divisões. Adicionalmente, foi desenvolvida para ser compatível com outras normas e especificações de sistemas de gestão. Elas podem ser integradas perfeitamente através de gestão integrada entre qualidade, meio ambiente, saúde e segurança no trabalho, e responsabilidade social. Estas normas compartilham muitos princípios comuns, portanto a escolha de um sistema de gestão integrada pode agregar um excelente valor pelo investimento.

E, afinal, o que é a ISO 9001? Ela estabelece os requisitos para o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) de uma organização, não significando, necessariamente, conformidade do produto às suas respectivas especificações. O seu objetivo é prover confiança de que o seu fornecedor poderá fornecer, de forma consistente e repetitiva, bens e serviços de acordo com o que você especificou. A ISO 9001 não especifica requisitos para bens ou serviços os quais você está comprando. Isto cabe a você definir, tornando claras as suas próprias necessidades e expectativas para o produto. Sua especificação pode se dar através da referência a uma norma ou regulamento, ou mesmo a um catálogo, bem como a anexação de um projeto, folha de dados, etc. O que significa o termo conformidade com a ISO 9001? Significa que seu fornecedor estabeleceu uma abordagem sistêmica para a gestão da qualidade e que está gerenciando seu negócio de tal forma que assegura que as suas necessidades estejam compreendidas, aceitas e atendidas. A evidência de conformidade à ISO 9001 não deve, entretanto, ser considerada como um substituto para o compromisso com a conformidade do produto, que é inerente ao fornecedor.

Como a ISO 9001 se aplica ao comprador? É claro que você tem um papel importante a desempenhar. Se não o desempenhar, pode acontecer que você venha a receber um produto que não atende a todos os requisitos especificados por você, bem como os requisitos regulamentares aplicáveis, mas que está, entretanto, absolutamente errado para a aplicação que você pretende dar a ele. Desta forma, antes de tudo, é importante que você comunique corretamente as suas necessidades com relação ao uso pretendido do produto. Na subseção 7.4 da ISO 9001 são fornecidos alguns requisitos para o processo de compra que são aplicáveis a você.

O crescimento da norma em número de certificações (ISO Survey e CB 25)

CLIQUE NA FIGURA PARA UMA MELHOR VISUALIZAÇÃO

Brasil – Histórico dos certificados emitidos por mês e ano
Descrição do relatório: Histórico do número de certificados emitidos, segundo a(s) norma(s) 9001:2000 , 9001:2008 , agrupados por mês e ano dentro do SBAC para empresas nacionais e estrangeiras.
Ano Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Total
2001 30 10 18 33 36 43 21 41 27 47 74 77 457
2002 93 51 107 112 106 115 149 151 155 148 178 351 1716
2003 227 183 201 288 343 313 376 373 350 483 559 818 4514
2004 487 247 291 280 250 208 241 218 258 248 295 446 3469
2005 378 203 221 232 216 162 181 229 207 265 339 432 3065
2006 375 227 338 270 377 220 315 393 320 387 374 542 4138
2007 380 291 366 319 170 317 309 324 224 311 267 330 3608
2008 340 243 274 250 222 245 305 288 316 332 255 385 3455
2009 338 239 324 261 168 154 241 220 331 457 303 578 3614
2010 311 262 435 294 234 254 176 306 200 208 344 254 3278
2011 177 124 184 119 153 94 78 80 69 112 76 112 1378
* 2012 117 37 15 0 0 0 0 0 0 0 0 0 169
*2012 – Até a presente data
Relatório emitido em: 22/03/2012

NBR ISO 19011:2012

auditoriaJá está pronta para ser publicada a nova norma NBR ISO 19011:2012 – Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão. Essa norma foi publicada pela ISO em novembro de 2011, ou seja, a a nova versão da ISO 19011- Diretrizes para Auditoria de Sistemas de Gestão. A nova norma teve como origem as normas ISO 10011-1/2/3 do Comitê da qualidade e as normas ISO 14010/ISO 14011/ISO 14012 do Comitê do meio ambiente. A norma auxiliará as organizações a otimizar a integração de seus sistemas de gestão, permitindo uma auditoria única dos seus sistemas, otimizando custos, reduzindo a duplicação de esforços e minimizando os impactos nas atividades das áreas e processos que estão sendo auditadas.

Segundo o coordenador do ABNT/CB 25 no projeto da ISO 19011, Leonam Reis, o escopo da nova NBR ISO 19011:2012 expandiu a sua aplicação para refletir a situação atual das múltiplas normas de sistemas de gestão existentes nas organizações. “O anexo A, informativo, apresenta diretrizes e exemplos ilustrativos de conhecimentos e habilidades de auditores de disciplinas específicas em gestão na segurança do transporte,em gestão do meio ambiente, em gestão da qualidade,em gestão de registros, em gestão da segurança da informação e em gestão da segurança e saúde ocupacional. O anexo B apresenta diretrizes adicionais para o planejamento e realização de auditorias”, explica ele.

Para o gerente da Petrobras e superintendente do ABNT/CB 25, Renato Pedroso Lee, foram muitas as melhorias implementadas. “Entre elas, posso destacar: o escopo foi ampliado de auditoria de sistemas de gestão da qualidade e meio ambiente para auditoria de sistemas de gestão de qualquer natureza; -a relação entre a ISO 19011 e a ISO/IEC 17021 foi esclarecida; foi introduzido o conceito de risco para auditar sistemas de gestão, tanto o risco do processo de auditoria em não atingir os seus objetivos, como a possibilidade da auditoria interferir nos processos e atividades da organização auditada; as Cláusulas 5,6 e 7 da versão de 2002, foram reorganizadas; as informações adicionais foram incluídas em um novo anexo B, resultando na remoção das caixas de textos; o processo de avaliação e de determinação de competência da equipe de auditoria tornou-se mais rígido; o uso de tecnologia para realizar auditoria remota é permitido, como por exemplo, conduzir entrevistas remotamente e analisar criticamente os registros de forma remota”.

Terceirizando as auditorias internas

Consultoria e serviços associados em normas técnicas
A globalização está exigindo das empresas a busca de informações de normas técnicas de várias nações e/ou blocos que, agora, fazem parte do comércio mundial, como por exemplo, a China. Dessa forma, a Target sabe onde buscar, importar, disponibilizar um acesso seguro e monitorar as atualizações de normas técnicas. Por meio de pesquisas realizadas por uma equipe de profissionais qualificados, juntamente com principais organismos normativos do mundo, com rapidez e eficiência nos resultados que o mercado exige. Também é feito um gerenciamento com a informação sobre o status das normas de seu acervo e sobre qualquer alteração, revisão ou publicação de novas normas de seu interesse por meio de emissão de relatórios. A partir daí, você decide se vai ou não atualizar suas normas. No caso da solicitação de uma tradução, é feita também a formatação de normas técnicas internacionais e estrangeiras, realizadas por especialistas de cada setor envolvido. Clique para mais informações.

Andreia Gonçalves

O papel das auditorias internas é a promoção da melhoria continua do sistema de gestão de uma Organização. Se fossem enxergadas sob esta ótica estas se tornariam uma poderosa ferramenta de gestão empresarial, porém a realidade é bem diferente! Poucas empresas têm conseguido tirar o proveito adequado das auditorias internas. Por que isso ocorre? Há mais de uma década estive à frente de Sistemas de Gestão e exponho aqui alguns fatores que gostaria de compartilhar com você, leitor.

  1. Despreparo dos auditores: quando uma pessoa é indicada a compor o grupo de auditor, logo após o treinamento já passa atuar como tal, pois a empresa precisa realizar as auditorias, a fim de atender uma exigência da norma.
  2. As organizações estão cada vez mais enxutas: as empresas estão focadas a cortarem os excessos. Isso leva-nos às seguintes situações: dificuldade em disponibilizar pessoas para realizarem as auditorias internas já que durante o tempo em que esta pessoa atuará como auditor não haverá quem possa cobri-la em suas atividades rotineiras; dificuldade em assegurar a imparcialidade dos auditores, uma vez que a quantidade de pessoas com o título de auditor é pequena. Auditores não podem auditar seu próprio trabalho conforme prevê a norma; e perda do sentido da auditoria já que ela é conduzida sempre pelas mesmas pessoas, o que acaba gerando um sentimento, tanto pelo lado do auditor como do auditado, de incapacidade de agregar valor.
  3. Familiaridade excessiva com os processos, o que fará com que o auditor se concentre apenas nas falhas que já lhe são comuns, em vez de adotar uma visão macro do sistema com o fim de contribuir para um melhor desempenho da Organização e não somente corrigir erros individuais.
  4. Amostragem inadequada. Em função das atividades atribuídas por sua ocupação principal, a pessoa com o título de auditor interno terá dificuldade de cumprir a carga horária de um cronograma de auditoria elaborado adequadamente. Um cronograma de auditoria com carga horária insuficiente também será uma realidade, pois quem o elaborou levou em consideração a disponibilidade das pessoas que atuarão como auditoras.

Poderiam ser citados aqui muitos outros fatores que contribuem para que as auditorias internas não cumpram o papel para o qual elas foram criadas tornando-se apenas um evento obrigatório, com a finalidade exclusiva de ser apresentado durante as auditorias externas. Porém, o objetivo deste artigo é fazer com que as empresas realmente consigam tirar todo o proveito que uma auditoria interna deveria proporcionar. Qual a fórmula, então, para que as auditorias internas passem a ser vistas como um evento importante a ponto de fazer com que os gestores, em vez de repudiarem-na passem a solicitá-la voluntariamente e com frequência mais adequada? Bem, isto só será uma realidade a partir do momento em que este tipo de auditoria alicerçar o trabalho dos gestores, fornecendo-lhes informações que contribuirão, não só para o aumento da qualidade, mas também da produtividade do processo que está sob sua supervisão.

Durante todos esses anos na coordenação de Sistemas de Gestão, eu fazia como a grande maioria e realizava as auditorias internas utilizando um grupo de colaboradores da própria empresa, mas a partir do momento em que optei por terceirizar este serviço, tudo mudou e eu comecei a ver o quanto as auditorias somavam nos processos. Percebi, também o quanto eu, como responsável pelo sistema de gestão sentia-me mais tranquila durante as auditorias realizadas, tanto por clientes, quanto pela certificadora contratada pela empresa onde eu trabalhava. Caro leitor, eu não estou desmerecendo o trabalho dos auditores internos, mas estou te dizendo que a grande jogada é a terceirização. Terceirize este serviço!

Auditores com sólida experiência conseguem detectar erros que realmente estão inseridos no contexto do sistema e que, portanto são relevantes e merecem tratamento, além de poderem contribuir de modo mais eficaz para que a Organização utilize os resultados das auditorias na introdução de melhorias. Quando se terceiriza uma auditoria interna, repassando-a para um profissional que além de capacitado tem vasta experiência, as chances de surpresas desagradáveis durante as auditorias da certificadora, sejam elas de certificação ou de manutenção, diminuem consideravelmente. E mais, não é preciso deixar seus auditores internos de lado. Selecione aqueles que realmente gostam do exercício de auditar (você vai descobrir que muitos não estão ali de forma voluntária) e os coloque para realizar as auditorias juntamente com o auditor terceirizado. Você só tem a ganhar!

Andreia Gonçalves, é atuante na área de gestão da qualidade desde o ano 2000. Possui formação superior em normalização e qualidade industrial pelo CEFET-MG – imprensa@tecerlideranca.com.br

O que diz a norma ISO 9001 sobre o assunto?

No item 8.2.2 Auditoria interna, está escrito que a organização deve executar auditorias internas a intervalos planejados para determinar se o sistema de gestão da qualidade

a) está conforme com as disposições planejadas (ver 7.11, com os requisitos desta Norma e com os requisitos do sistema de gestão da qualidade estabelecidos pela organização, e
b) esta mantido e implementado eficazmente.

Um programa de auditoria deve ser planejado, levando em consideração a situação e a importância dos processose áreas a serem auditadas, bem como os resultados de auditorias anteriores. Os critérios da auditoria, escopo, frequencia e métodos devem ser definidos. A seleção dos auditores e a execução das auditorias devem assegurar objetividade e imparcialidade do processo de auditoria. 0s auditores não devem auditar o seu próprio trabalho. Um procedimento documentado deve ser estabelecido para definir as responsabilidades e os requisitos para planejamento e execução de auditorias, estabelecimento de registros e relato de resultados. Registros das auditorias e seus resultados devem ser mantidos (ver 4.2.4).

A administração responsável pela área que está sendo auditada deve assegurar que quaisquer correções e ações corretivas necessárias sejarn executadas, em tempo hábil, para eliminar não-conformidades detectadas e suas causas. As atividades de acompanhamento devem incluir a verificação das ações executadas e o relato dos resultados de verificação (ver 8.5.2).
NOTA Ver ABNT NBR ISO 1901 1 para orientação

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.

Linkedin: http://br.linkedin.com/pub/hayrton-prado/2/740/27a

Como gerenciar um sistema de documentação pela internet?

documentationEsse tipo de solução tem custo zero de implantação e garante para os consultores, gestores, administradores, RDs, certificadores, etc. que a organização tenha a segurança necessária para o desenvolvimento de projetos, produtos e serviços com base nas normas técnicas em vigor garantindo excelência em auditorias do sistema de gestão e sendo reconhecido por diversos órgãos como a fonte mais confiável de atualização para documentos de origem externa do Brasil. Para se realizar um bom controle da documentação em uma empresa, deve-se estabelecer um padrão e verificar seu cumprimento, para a boa gestão da informação. Esses padrões garantem que os documentos sejam analisados, emitidos, alterados, aprovados ou re(a)provados sob condições controladas, de forma a evitar o uso de documentos obsoletos ou não válidos.

Assim, um sistema de documentação que inclua as normas técnicas, manuais de qualidade, procedimentos, instruções de trabalho, etc. não deve gerar papeis ou mesmo arquivos de computador inúteis, já que ele deve se constituir na documentação dos processos formado pelo conjunto harmônico. Todas as atividades devem estar documentadas de acordo com padrões predefinidos, sendo que essa documentação retratará os procedimentos necessários à execução e à avaliação das tarefas, devendo ser redigidas com a estrita participação daqueles que serão seus usuários.

Essa participação é essencial para a geração de boas normas e procedimentos que certamente serão efetivamente cumpridas, pois refletirão a prática existente e terão a co participação do operador. A Target Engenharia desenvolveu o sistema Target GEDWeb (Gerenciador Eletrônico de Documentos em ambiente Web) que permite aos seus usuários pesquisar, visualizar, adquirir, imprimir e controlar o acervo de normas técnicas brasileiras, Mercosul, internacionais e estrangeiras através de uma base de dados sempre atualizada. Esse sistema garante que sua organização tenha acesso com descontos aos cursos essenciais do seu setor de atuação, aos arquivos das normas brasileiras (NBR) e do Mercosul (NM) mais utilizadas pela sua empresa, às NBR e NM mais em destaque, às NBR e NM indispensáveis, aos Regulamentos Técnicos setoriais, às Normas Regulamentadoras e aos projetos de normas em consulta nacional disponibilizados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para você votar e participar do projeto de normalização no link http://www.abntonline.com.br/consultanacional/

O melhor de tudo:

+ custo zero de implementação

+ você escolhe o seu pacote de normas e economiza nas compras individuais

+ atualização do acervo de forma automática

+ acesso de qualquer lugar, bastando ter um Web browser (internet explorer) conectado à internet

+ otimização do layout e das telas dentro dos padrões visuais utilizados pela sua empresa

+ implantação em até 36 horas

+ o sistema funciona como uma verdadeira rede social tecnológica, integrando todos os departamentos da empresa

Ligue para o Hayrton (11) 9105-5304 ou envie e-mail para hayrton@uol.com.br que iremos até à sua empresa para comparar o que você gasta hoje com o que vai gastar ao ter a sua documentação controlada pela internet. Você vai ficar surpreso!

Auditoria inicial de certificação

Transporte de Produtos e Resíduos Perigosos: Legislação, Riscos e Soluções – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410:2004 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Portal Target – Saiba como é fácil ter acesso às Informações Tecnológicas

Ferramentas MASP – Metodologia de Análise e Solução de Problemas – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Clique no curso para mais informações e fazer a sua inscrição

Uma leitora tem muitas dúvidas sobre como deve ser o procedimento da empresa e dos organismos de certificação na auditoria inicial e de certificação. Conforme especifica a norma NBR ISO/IEC 17021, de 2011, no item 9.2 Auditoria inicial e certificação, o organismo de certificação deve exigir que um representante autorizado da organização solicitante forneça as informações necessárias para lhe permitir estabelecer o seguinte:

a) o escopo desejado da certificação;

b) as características gerais da organização solicitante, incluindo seu nome e o endereço das suas instalações físicas, os aspectos significativos de seus processos e operações, e quaisquer obrigações legais pertinentes;

c) informações gerais, pertinentes à área de certificação solicitada, relativas à organização solicitante como suas atividades, recursos humanos e técnicos, funções e relacionamento em uma corporação maior, se houver;

d) informações referentes a todos os processos terceirizados usados pela organização que afetarão a conformidade com os requisitos;

e) as normas ou outros requisitos para os quais a organização solicitante busca certificação;

f) informações relacionadas com o uso de consultoria relativa ao sistema de gestão.

No item 9.2.2 Análise da solicitação:

9.2.2.1 Antes de prosseguir para a auditoria, o organismo de certificação deve realizar uma análise crítica da solicitação e das informações suplementares de certificação para assegurar que

a) as informações sobre a organização solicitante e seu sistema de gestão sejam suficientes para a realização da auditoria;

b) os requisitos para certificação estejam claramente definidos e documentados, e tenham sido fornecidos para a organização solicitante;

c) qualquer diferença reconhecida de interpretação entre o organismo de certificação e a organização solicitante seja resolvida;

d) o organismo de certificação tenha competência e capacidade para executar a atividade de certificação;

e) o escopo solicitado para a certificação, a localização das operações da organização solicitante, o tempo necessário para completar as auditorias e quaisquer outros pontos que influenciem o serviço de certificação sejam levados em consideração (idioma, condições de segurança, ameaças à imparcialidade, etc.);

f) sejam mantidos registros da justificativa para a decisão de realizar a auditoria.

9.2.2.2 Após a análise crítica da solicitação, o organismo de certificação deve aceitar ou recusar a solicitação para certificação. Quando o organismo de certificação recusar uma solicitação para certificação como resultado da análise crítica, ele deve documentar os motivos para a recusa da solicitação e deixar claro para o cliente.

NOTA Ao recusar uma solicitação para certificação, convém que o organismo de certificação seja cauteloso para não agir em conflito com os princípios definidos na Seção 4.

9.2.2.3 Com base nessa análise crítica, o organismo de certificação deve determinar as competências que ele precisa incluir em sua equipe auditora e para a decisão de certificação.

9.2.2.4 A equipe auditora deve ser designada e composta de auditores (e especialistas técnicos, conforme necessário) que, entre eles, apresentem o total das competências identificadas pelo organismo de certificação, conforme estabelecido em 9.2.2.3, para a certificação da organização solicitante. A seleção da equipe deve ser realizada em função das competências de auditores e especialistas técnicos, conforme 7.2.5, e pode incluir o uso de recursos humanos internos e externos.

9.2.2.5 A(s) pessoa(s) que realizará(ão) a decisão de certificação deve(m) ser designada(s) de forma a assegurar que competência adequada está disponível (ver 7.2.9).

A auditoria inicial de certificação de um sistema de gestão deve ser realizada em duas fases: fase 1 e fase 2.

A auditoria fase 1 deve ser conduzida para

a) auditar a documentação do sistema de gestão do cliente;

b) avaliar a localização do cliente e as condições específicas do local, e discutir com o pessoal do cliente, a fim de determinar o grau de preparação para a auditoria fase 2;

c) analisar a situação e a compreensão do cliente quanto aos requisitos da norma, em especial com relação à identificação de aspectos chave ou significativos de desempenho, de processos, de objetivos e da operação do sistema de gestão;

d) coletar informações necessárias em relação ao escopo do sistema de gestão, processos e localizações do cliente, e aspectos estatutários e regulamentares relacionados e o respectivo cumprimento (por exemplo, aspectos de qualidade, ambientais e legais da operação do cliente, riscos associados, etc.);

e) analisar a alocação de recursos para a auditoria fase 2 e acordar com o cliente os detalhes da auditoria fase 2;

f) permitir o planejamento da auditoria fase 2, obtendo um entendimento suficiente do sistema de gestão do cliente e do seu funcionamento no local, no contexto dos possíveis aspectos significativos;

g) avaliar se as auditorias internas e a análise crítica pela direção estão sendo planejadas e realizadas, e se o nível de implementação do sistema de gestão comprova que o cliente está pronto para a auditoria fase 2.

Para a maioria dos sistemas de gestão, recomenda-se que ao menos parte da auditoria fase 1 seja realizada nas instalações do cliente, a fim de alcançar os objetivos estabelecidos anteriormente. As constatações da auditoria fase 1 devem ser documentadas e comunicadas ao cliente, incluindo a identificação de quaisquer áreas de preocupação que poderiam ser classificadas como não conformidade durante a auditoria fase 2. Na determinação do intervalo entre as fases 1 e 2, devem-se levar em consideração as necessidades do cliente em resolver as áreas de preocupação identificadas durante a auditoria fase 1. Também pode ser preciso que o organismo de certificação revise seus preparativos para a fase 2.

Auditoria fase 2. O objetivo da auditoria fase 2 é avaliar a implementação, incluindo eficácia, do sistema de gestão do cliente. A auditoria fase 2 deve ocorrer nos locais do cliente e deve incluir no mínimo o seguinte:

a) informações e evidências sobre conformidade com todos os requisitos da norma aplicável de sistema de gestão ou outro documento normativo;

b) monitoramento, medições, comunicação e análise do desempenho em relação aos principais objetivos e metas de desempenho (coerente com as expectativas na norma aplicável de sistema de gestão ou em outro documento normativo);

c) o sistema de gestão do cliente e seu desempenho quanto à conformidade legal;

d) controle operacional dos processos do cliente;

e) auditoria interna e análise crítica pela direção;

f) responsabilidade da direção pelas políticas do cliente;

g) ligações entre os requisitos normativos, política, objetivos e metas de desempenho (coerentes com as expectativas na norma aplicável de sistema de gestão ou em outro documento normativo), quaisquer requisitos legais aplicáveis, responsabilidades, competência do pessoal, operações, procedimentos, dados de desempenho e constatações e conclusões de auditoria interna.

Para comprar a norma, acesse o link http://www.target.com.br/portal_new/Pesquisa/Resultado.aspx#[CarregarDetalhesProdutoAjax]16_40347_1

Siga o blog no TWITTER

Mais notícias, artigos e informações sobre qualidade, meio ambiente, normalização e metrologia.