A falência do livro didático

Marisa Midori Deaecto

“A família Ribeiro vive em um sítio, onde planta cana-de-açúcar. Toda a produção de cana-de-açúcar do sítio dessa família é vendida para uma fábrica da cidade. Na fábrica, a cana-de-açúcar é transformada em açúcar. O açúcar consumido na casa da família Ribeiro é fabricado, na cidade, com a cana-de-açúcar plantada no próprio sítio da família Ribeiro.” (Buriti – Geografia, Organizadora: Editora Moderna. Obra coletiva, concebida, desenvolvida e produzida pela Editora Moderna. São Paulo: Editora Moderna, 2013, p. 105.)

Daqui a alguns anos com um pouco mais de sorte e se o livro didático assim o permitir, a mesma criança que passou por esse capítulo será introduzida em uma outra realidade socioeconômica: a da grande propriedade agroexportadora. Sabemos que o plantio da cana e a produção de açúcar constituem, desde suas origens no Brasil colonial, um complexo fundado na casa grande, na senzala, no latifúndio e no engenho.

A chegada da usina e, hoje, da grande indústria açucareira não alterou estruturalmente essa unidade. Leitores de José Lins do Rego, particularmente do “ciclo da cana-de-açúcar”, vão se lembrar de que os romances se iniciam no engenho e terminam quando este se encontra de “fogo morto”. O autor retrata a decadência do Nordeste açucareiro, nos anos de 1930, mas não a mudança da estrutura fundiária dessa região.

E-book: Saúde e segurança no trabalho (SST): legislação, as NBR e a ISO 45001

Autor: Hayrton Rodrigues do Prado Filho

SUMÁRIO

PREFÁCIO

A falta de prevenção de lesões no trabalho pode ocasionar degenerações e até incapacitações, nos casos mais graves

Capítulo I – O contexto do acidente na SST

Capítulo II – Os requisitos da ISO 45001

Capítulo III – Os conceitos de perigo e de risco na SST

Capítulo IV – Os termos e as definições existentes na ISO 45001

Capítulo V – A consulta e a participação dos trabalhadores nos programas de SST

Capítulo VI – A informação documentada na SST

Capítulo VII – A importância dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) na SST

Capítulo VIII – Avaliando os perigos dos locais de trabalho

Capítulo IX – O planejamento e o controle operacional na SST

Capítulo X – A terceirização na SST

Capítulo XI – A avaliação de desempenho em SST

Capítulo XII – A melhoria contínua em SST

Capítulo XIII – As responsabilidade dos gestores em SST

Anexo – A ISO 45001 traduzida

Para comprar o e-book, envie um e-mail para hayrton@uol.com.br e receberá as instruções para receber o livro. Preço: R$ 150,00.

Hoje o estado de São Paulo desponta como a grande potência brasileira na produção de açúcar e álcool. No entanto, as tecnologias não romperam com um sistema de produção fundado na tríade: monocultura em larga extensão – ou seja, baseada no latifúndio, usina transformadora de matéria-prima em produto industrializado e mão de obra assalariada.

Nessa triste paisagem, o sítio da família Ribeiro, tal como descrito, não passaria de uma quimera. Se inserido em um debate mais amplo sobre a estrutura fundiária e a exploração do trabalhador rural, esse modelo bem se apresentaria como uma solução para o problema da desigualdade no Brasil.

Sabemos que o plantio da cana e a produção de açúcar constituem, desde suas origens no Brasil colonial, um complexo fundado na casa grande, na senzala, no latifúndio e no engenho. A chegada da usina e, hoje, da grande indústria açucareira não alterou estruturalmente essa unidade.

No entanto, o capítulo trata da relação entre campo e cidade! Para quem visita Ribeirão Preto, a paisagem diz mais do que palavras. Nessa região, estradas simples são tomadas por caminhões pesados, abarrotados de cana-de-açúcar. O tráfego é lento, pois esses veículos devem suportar duas ou até três carrocerias, donde os nomes “Romeu e Julieta” e “treminhão”.

Ora, seria inimaginável pensar que esses caminhões pudessem adentrar nas rodovias para levar a cana à indústria situada na cidade. Não, eles trafegam em estradas vicinais, pois o transporte consiste em levar a cana da lavoura, a qual ocupa quilômetros a perder de vista, até a usina. Não é o só o fator logístico que justifica essa composição. Mas não é esse ponto.

Mercado editorial x escola

Livros didáticos movimentam a porção mais expressiva da indústria editorial brasileira, em exemplares produzidos e em capital gerado. Segundo os dados apurados pela Fipe, em 2016 o subsetor de didáticos foi responsável pela impressão ou reimpressão de 12.065 títulos, ou o equivalente a 220.458.397 exemplares.

Em títulos, ele fica abaixo dos livros científicos, técnicos e profissionais (13.719) e de obras gerais (19.370), que abarcam um universo muito abrangente, excetuando apenas os religiosos (6.665). Porém, se considerarmos as tiragens, ou seja, os exemplares impressos, concluímos que a produção anotada no subsetor de didáticos supera a soma dos outros três subsetores (obras gerais + religiosos + CTP = 206.729.696).

É preciso considerar, ainda, seu potencial de mercado, pois as vendas se destinam às escolas públicas (governo) e ao ensino privado. Diante dessas cifras, não é difícil concluir sobre sua força mobilizadora na indústria editorial e gráfica do Brasil.

Isso não se dá sem consequências. Cumpre ressaltar que os livros didáticos criaram sua própria rotina no mercado e no universo escolar.

As relações contratuais que demarcam a figura do autor e a do editor, seguindo um modelo multissecular de garantia do copyright, foram simplesmente abolidas em função da ideia de um novo projeto coletivo. Tal perspectiva podou a formação de novas gerações de autores surgidas na sala de aula ou nos quadros universitários.

Para citar alguns nomes que marcaram época, pensemos em Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Massaud Moisés, José Jobson Arruda, Carlos Guilherme Mota, Leo Huberman, Melhem Adas, José Dantas –, sem contar autores não menos clássicos nas áreas de Matemática, Biologia, Física e Química – foram substituídos por inscrições aparentemente democráticas, a exemplo do livro em questão: “Obra coletiva concebida, desenvolvida e produzida pela editora Moderna”. Um único nome impera, soberano e onisciente na folha de rosto: o da “editora executiva”. Ora, publishers não escrevem livros. Editores também não os escrevem.

As relações contratuais que demarcam a figura do autor e a do editor, seguindo um modelo multissecular de garantia do copyright, foram simplesmente abolidas em função da ideia de um novo projeto coletivo. Por trás dessa aparente democratização que dilui a figura do autor em nome de uma coletividade, senão, de um projeto pedagógico, todo o sistema educacional é colocado em xeque.

Afinal de contas, são as escolas que desenvolvem projetos pedagógicos, não as editoras. Da mesma forma que são os autores que propõem metodologias de ensino, expressam suas visões de mundo, elaboram sistemas interpretativos. E, finalmente, cabe ao professor desenvolver seu próprio senso crítico e decidir, pela razão, sobre o melhor livro a ser adotado.

A culpa é de quem?

Ao engajar a comunidade escolar com pacotes completos de ensino, professores e alunos se tornam títeres de um sistema educacional fadado ao malogro. Coordenadores pedagógicos, sobretudo no sistema privado, desempenham o papel de gestores.

Professores são engessados em métodos e cursos de complementação profissional que se resumem a lhes ensinar como empregar o livro didático em sala de aula. Alunos são conduzidos a deglutir conteúdos lúdicos, coloridos, mas cujos equívocos podem comprometer, no presente e no futuro, suas formas de entendimento do mundo e da ciência.

Enquanto isso, a formação docente é acachapada por cursos rápidos de licenciatura que mais se assemelham ao imenso moedor de carne evocado nos anos 80 por Pink Floyd. Mas a culpa, nesse caso, não é dos professores!

A culpa é de uma máquina de produzir informações que não honra o valor do conhecimento gerado e reproduzido nas universidades brasileiras. Não falemos sobre o desrespeito ao profissional formado nas universidades, em suas diferentes áreas.

A culpa é de um sistema de ensino articulado com o mercado editorial que não deixa margens para a expressão e a interação de professores e alunos na sala de aula. A culpa é dos pais que não dispõem de tempo para refletir sobre os conteúdos que são passados aos seus filhos.

Diante de uma paisagem triste e de difícil solução, apenas a mobilização de setores educacionais, mas, sobretudo, da comunidade escolar como um todo (pais, alunos, professores, coordenadores pedagógicos) será capaz de decretar a falência desse modelo de livro didático que desconsidera o direito de propriedade e o dever de responsabilidade intelectual.

A falência moral de um projeto que apresenta impunemente conteúdos duvidosos e que coloca em segundo plano a capacidade de reflexão de professores e alunos, esta certamente já foi decretada.

Marisa Midori Deaecto é historiadora, professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e doutora Honoris Causa da Universidade Eger, Hungria.

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Uma autobiografia emocionante

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Hayrton Rodrigues do Prado Filho, jornalista profissional registrado no Ministério do Trabalho e Previdência Social sob o nº 12.113 e no Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo sob o nº 6.008

Missão: Qualidade – Uma autobiografia profissional, de Claudius D’Artagnan C. Barros é um livro muito fácil e gostoso de ler. D’Artagnan sempre foi o “Sir da Qualidade”, um profissional íntegro e sempre preocupado com os seus clientes, em oferecer a eles o melhor atendimento e serviço.

Conheci D’Artagnan mais profundamente quando ele começou a escrever para a Revista Banas Qualidade, da qual sou editor, e sua preocupação era tão grande em não atrasar a entrega de seus textos que ele me enviava dois, garantindo dois meses. Isso está citado no livro.

Depois disso, sempre mantivemos contatos, não constantes, mas quando o mundo da Qualidade nos ajuntava. Até que nos encontramos na Academia Brasileira da Qualidade (ABQ) que também está descrito no livro.

Em suas palavras, o livro deve ser lido porque “a quarta capa do livro tem depoimentos de pessoas ilustres, como: Ozires Silva, Dorothéa Werneck, jornalista Carlos Abranches e Vicente Falconi. O conteúdo da obra apresenta uma narrativa de cinquenta anos de vida profissional do autor, dedicados à causa da Qualidade. O texto é recheado de histórias vivenciadas, casos de êxitos e fracassos em programas da qualidade e saborosos causos ocorridos durante a realização de projetos e viagens do D’Artagnan pelo Brasil e no exterior. Trata-se de um livro destinado a públicos ecléticos, como: jovens em início de carreira, consultores de organização, profissionais da Qualidade, líderes, empreendedores, educadores e leitores que apreciam historias de vida contadas de forma simples e descontraídas.”

E nada melhor do que a própria definição do autor sobre ele mesmo que eu assinaria embaixo: “Como consultor, preocupo-me não apenas em orientar meus clientes sobre como agir, mas, frequentemente, também em lhes dizer como não agir. Fiz, em minha trajetória profissional, umas tantas quantas escolhas que não creio terem sido as mais inadequadas, embora sinta que, felizmente, nunca fiz algo que considerasse desastroso e minha taxa de acertos tenha sido, segundo penso, bastante boa. Entretanto, aprendi com vários momentos de hesitação e engano, que estão na base de um autêntico portfólio de sugestões que hoje possuo sobre o que é e o que não é adequado fazer no trabalhar. Tenho sido, aliás, uma espécie de conselheiro informal dos meus clientes. Considero-me um bom contador de histórias e faço isso com simplicidade, de forma direta, sem afetação. Frequentemente me vejo em conversações com gestores das empresas que me contratam, lhes apresentando ideias e dicas baseadas em minha experiência prática; e sinto que eles me ouvem e valorizam o que digo. Muitas vezes, ouço deles a resposta que melhor denota que é assim: Não tinha pensado nisso. Não afasto a ideia de vir a incorporar ao meu rol de atividades, dentro de poucos anos, a de prestar aconselhamento profissional a gestores. Conto aos milhares a quantidade de profissionais que já treinei e orientei; e, ao longo dos anos, essas pessoas têm feito progressos em suas carreiras, muitas delas tornando-se gerentes de nível estratégico, diretores ou empresários. Não é fora de propósito, portanto, eu achar que esses profissionais poderão continuar valorizando minhas recomendações, como fizeram enquanto participantes dos meus programas de treinamento. Talvez esse seja um novo nicho de mercado que eu esteja identificando para um futuro próximo. Tenho satisfação em afirmar que sempre fui muito disponível para meus clientes. Assumo inteiramente a responsabilidade pelo trabalho que contratam comigo e faço questão de que o combinado seja cabalmente entregue. Quando não sou eu, pessoalmente, quem faz a entrega, e sim um consultor da PROPAR, acompanho detidamente o trabalho e fico atento para que tudo saia a contento. E faço isso sem me preocupar com os custos dessas minhas horas extras — isso é o de menos. Por vezes o cliente até me vê no local do seminário que o consultor da PROPAR está conduzindo e faz cara de preocupação: Não tínhamos previsto dois instrutores… não pensávamos que haveria acompanhamento… O orçamento previsto não contempla…! E ele se surpreende ao me ouvir dizer que estou ali por minha própria escolha, apenas porque quero ver se tudo está saindo como combinamos! E sinto que essa minha atitude é bem vista, acrescentando muito à credibilidade que a Propar mantém junto aos seus clientes. Tenho tido demonstrações claras disso! Também não sou pressuroso nos negócios, nem meus olhos brilham quando vislumbro uma boa oportunidade, que poderá, talvez, dar-me um bom dinheiro em curto espaço de tempo. Não é isso que me move, nada tenho de ganancioso. Nunca liguei o taxímetro em minhas atividades, como fazem alguns profissionais liberais ansiosos por cobrar por cada parcela mínima de seu tempo alocada ao cliente. Tampouco me preocupo em guardar ciosamente os meus conhecimentos, para somente oferecê-los quando há chance de vendê-los! Ao contrário, penso que por vezes é bem mais produtivo e encantador oferecer gratuitamente algo que temos e que o cliente deseje, precise e considere valioso, a fim de tê-lo ao nosso lado, sempre interessado, confiante e amigo.”

Esse é o D’Artagnan que conheço.

Já estão programados três lançamentos do livro: em Lorena (SP) dia 25 de junho, patrocinado pela Academia de Letras de Lorena; em São José dos Campos dia 14 de julho na APVE – Associação dos Pioneiros e Veteranos da Embraer; e no Rio de Janeiro dia 21 de julho, dentro da programação do evento RH-Debates.

Para comprar o livro, clique em um dos links:

http://qualitymark.com.br/miss-o-qualidade

http://www.livrariacultura.com.br/p/missao-qualidade-46329046

Hayrton Rodrigues do Prado Filho é jornalista profissional, editor da revista digital Banas Qualidade, editor do blog https://qualidadeonline.wordpress.com/ e membro da Academia Brasileira da Qualidade (ABQ)hayrton@hayrtonprado.jor.br– (11) 99105-5304.

III Seminário ABQ Qualidade Século XXI

Gestão anticorrupção e de compliance, qualidade no serviço público, saúde e educação e lições mundiais serão os temas do evento.

semnário_2016

O Dia Mundial da Qualidade será mais uma vez comemorado em 2016 pela Academia Brasileira da Qualidade – ABQ. No dia 10 de novembro, no Salão Nobre da FIESP, será realizado o III Seminário ABQ Qualidade Século XXI.

Sempre procurando enfocar temas atuais, neste ano o tema da aplicação de sistemas de gestão da qualidade em compliance e anticorrupção terá destaque especial.

Outro assunto a ser abordado é de que forma podemos melhorar a qualidade no serviço público utilizando, com as devidas adaptações, as práticas adotadas pela empresa privada.

As experiências dos EUA, da Europa e do Japão serão abordadas por Acadêmicos que vivenciam ou vivenciaram pessoalmente o que esses países podem ensinar ao Brasil para melhorar a qualidade, produtividade e competitividade dos produtos e serviços nacionais.

Reserve, pois, essa data em sua agenda. O evento será transmitido pela Internet para salas de recepção e internautas, esperando-se superar os mais de 1.000 interessados que o assistiram em 2015.

O evento será gratuito, e mais informações podem ser obtidas no site http://www.abqualidade.org.br/Eventos/home.php?carta_do_presidente

As inscrições deverão ser iniciadas brevemente e se quiser reservar uma vaga presencial ou online envie um e-mail para natascha@n8eventos.com.br

 

Livro: Um messias alucinado, de Valterlins Herculano dos Santos

capa_livro_ValtãoCerta vez, houve um homem comum, igual à maioria dos que conhecemos. Um cidadão aparentemente nor­mal, levando uma vida cotidiana, rotineira e sem grandes pretensões mundanas ou futuristas, como a maior parte dos mortais terrenos que conhecemos. Contando o tem­po com o tempo, vivendo sem compromisso algum com as coisas do mundo e simplesmente esperando a morte chegar, como dizia o Raul, ocupando-se com coisas ba­nais, fúteis e passageiras, e essas coisas pouco acrescenta­vam e contribuíam com suas expectativas futuras, em um universo de contraversões e controvérsias que rondam nossa imaginação. Mas, desde sua infância, esse homem despertou e foi invadido por pensamentos e motivações que rondavam seu mundo imaginário. Começou a experimentar emo­ções e sensações precoces, que a cada dia cresciam e lhe direcionavam a um destino e caminhos tortuosos, para entender-se como individuo e se tornar ser completo.” Isso é o que escreve Valterlins Herculano dos Santos no seu livro Um messias alucinado, ou a história de Lucimay que, como ele mesmo diz, fala sobre fatos reais, mentiras verdadeiras e imaginações.

Valtão era motoqueiro de uma editora que a gente trabalhava e fizemos uma amizade bastante alucinada ou baseada em conversas de todos os tipos. Uma figura muito legal. Muitas coisas escritas no livro ele já comentava com a gente, em conversas pelos cantos da editora. Hoje, ele mora em Boiçucanga, perto de São Sebastião (SP), com a família: sua mulher, Sheisa Samira, cachorro, filho e muita coisa na cabeça que ninguém é de ferro.

Segundo o que ele conta no livro é uma história extraordinária, curiosa intensa­mente alucinada e fantasiosa, porém “verdadeiramente” existente. Verdadeira, porque vi, presenciei sua parte principal, em que o personagem teve sua maior e mais intensa expe­riência em sua busca existencial. E por ter participado do teor e do furor da história, fui testemunha ocular no epi­centro dos fatos. E me servindo de veículo narrador da saga, transcrita por minha mente, transformei-a em um conto, logo assim se passando então a uma grande “mentira”, a minha mentira verdadeira, que contarei a partir de agora. Começarei narrando a história de um personagem princi­pal, o Messias Alucinado. Embarcaremos em um mundo imaginário cheio de aventuras, torturas mentais e loucu­ras espirituais alucinantes, proporcionada pelo desbrava­dor de mentes Lucimay, que, em sua busca incessante por conhecimentos transcendentais ou “simplesmente” co­nhecimentos reais, físicos, palpáveis e lógicos, aqueles que estão ao alcance das nossas limitadas mãos, para chegar até outros que vão além da imaginação e do nosso campo de visão periférica territorial.

E por ai vai a alucinação do Valtão. Passa por Gênesis, Apocalipse, etc. e tal e chega na formação do Universo através do sexo. O todo é sexo e a sua existência se deve a um grande e gigantesco orgasmo cósmico, o Big Bang cômico cósmico. Dessa forma, o Divino, em seu estado de êxtase e esplendor, ejaculou, e toda vida que conhecemos se ori­ginou. Mas como Deus não tem sexo, toda matéria se formou. Os planetas e corpos celestes são os óvulos, e os cometas e meteoros são espermatozoides polarizado­res, “gametas”, que têm a função de fecundar o cosmos ao colidirem com os astros, estrelas e corpos físicos ce­lestiais, dando origem a tudo e todos que conhecemos… Vendo desse dessa forma, as coisas fazem um grande sen­tido, porque aqui na Terra tudo e todos transam, sem ex­ceção. É um verdadeiro bacanal, e, por mais incrível que pareça, o sexo é a única energia que conhecemos que não tem a finalidade de alimentar nada, exceto a sacanagem e a reprodução.

O que a gente sente no final do livro: Valtão é Lucimay e diz muito bem: no final de tudo isso, se você quiser conhecer o real e verdadeiro sentido da vida, olhe-se diante de um espe­lho, reflita-se em Deus, analise-se, conheça-se, aceite-se e participe do espetáculo da vida que não para, no traslado infinito que corre pela biodiversidade do planeta Terra. Você não está aqui sozinho. Aceite-se e ame-se do jeito que você é. Divida sua existência com aqueles que são “iguais” a você, e o resto do mundo vai te aceitar, te respeitar e te amar, por tudo de bom e melhor que você venha aproveitar e acrescentar da vida compartilhada e, no final da jornada, siga em frente ao encontro do infini­to, deixando para trás este corpo causador de realizações existenciais, “o hospedeiro da sagrada mente”. Viva intensa e positivamente. Faça sua existência ser completa e valer a pena.

Quem quiser comprar ou obter mais informações sobre o livro, acesse o link http://www.editoraschoba.com.br/livraria/um-messias-alucinado.html

Sucesso com produtividade e qualidade – como fazer melhor com menos

e-bookEssa publicação ASQ/Target é o resultado de comparações feitas pelo autor de mais de 4.000 empresas em mais de 100 diferentes indústrias. Essas análises e comparações de produtividade mostraram que praticamente todas as organizações, mesmo as melhores, podem aprender com os seus concorrentes e parceiros. O e-book Succeed with Productivity and Quality – How to Do Better with Less, de autoria de Imre Bernolak, é é o resultado de comparações feitas pelo autor de mais de 4.000 empresas em mais de 100 diferentes indústrias. Estas análises e comparações de produtividade mostraram que praticamente todas as organizações, mesmo as melhores, podem aprender com os seus concorrentes e parceiros, bem como com uma autoanálise sobre como conseguir mais por meio de uma melhor organização e utilização dos seus recursos.

A Parte I explica o que é a produtividade é porque é tão importante. A Parte II descreve como problemas de produtividade e as oportunidades podem ser identificadas por meio de medição e análise sistemática. Enquanto esse não é um livro de estatística, ele explica através de soluções simples e práticas como se pode beneficiar da medição relevante.

A Parte III descreve o modo como cada pessoa pode melhorar a sua produtividade e tornar-se significativamente mais eficiente e eficaz. A Parte IV analisa como a produtividade pode ser melhorada através de um melhor planejamento, organização, uso do tempo, conhecimento, tecnologia e recursos.

Adam Smith já no final do século XVIII reconheceu que a vida das pessoas só poderia ser melhor e menos cansativa quando for aumentada a sua produtividade, isto é, através da produção de mais e com menos esforço e recursos. Este conhecimento não se tornou difundido até há pouco tempo. Embora nos Estados Unidos começou-se a medir a produtividade antes da virada do século XIX, a importância da produtividade só se tinha tornado mais amplamente conhecida no meio do século XX. Isto é, quando as pessoas começaram a analisar a economia que a produtividade causa e que pode ser utilizada para tornar a vida melhor e mais fácil.

O autor deste livro esteve entre os primeiros e mais eficazes contribuintes para a análise da produtividade e melhoria na América do Norte, Europa e Ásia. Ele construiu um meio século de experiência na área de análise de produtividade e melhoria. Foi um dos primeiros na América do Norte a analisar e compreender como a produtividade pode ser melhorada. Colaborou com Productivity and Technology Division of the United States Bureau of Labor Statistics, the American Productivity and Quality Center, em particular na sua formação, no U.S. Network of Productivity and Quality Centers, bem como em organizações de produtividade na América do Sul e Central. Na Europa, a serviu por mais de uma década como diretor da Canada of the European Association of National Productivity Centres.

Em cooperação com estas organizações, dirigiu o desenvolvimento de produtividade do trabalho e as comparações entre empresas no Canadá e nos Estados Unidos e Europa. Até o momento da redação deste livro, essas comparações abrangeram mais de 4.000 empresas em mais de 100 diferentes indústrias. Também dirigiu essas comparações de produtividade entre empresas em toda a Ásia como perito chefe e editor para a produtividade da Asian Productivity Organization e, na década de 1990, serviu em uma equipe do World Bank para melhorar a produtividade em Barbados.

Foi autor muitos artigos sobre produtividade em publicações na América, Europa e Ásia, incluindo muitos relatórios, livros, capítulos e artigos sobre métodos de análise e melhoria de produtividade, publicado pela Organisation for Economic Co-Operation and Development (OECD), do National Bureau of Economic Research, American Productivity Center, British Council of Productivity Associations, American Institute of Industrial Engineers,9 the Asian Productivity Organization,10,11 the Canadian Bureau of Management Consulting,the Washington-based International Productivity Service,13 and the European Association of National Productivity Centres.

As análises de produtividade e comparações mostraram que qualquer organização, mesmo as melhores, pode aprender com os seus concorrentes, bem como a partir de autoanálise conhecer melhor a forma de alcançar mais através de uma melhor organização e utilização do seus recursos. Este livro descreve e compartilha as lições aprendidas por décadas de análise de produtividade e melhoria no trabalho.

Este livro básico e abrangente é destinado a empresários, gerentes de filiais locais de grandes corporações, como bancos ou empresas correntes, bem como gestores ou gerentes de aspirantes em outro organizações privadas ou públicas. É uma leitura essencial para estudantes de administração de empresas e de economia, bem como práticas gerenciais, e preenche um buraco na formação de alunos em todos os campos onde eles irão gerenciar pessoas e recursos. Profissionais, outros trabalhadores do conhecimento, e técnicos também se beneficiarão porque sua formação profissional geralmente se concentra em sua específica experiência e não na melhoria da produtividade.

Ao longo dos anos tornou-se claro que os gestores até mesmo das melhores organizações podem se beneficiar aprendendo a partir da experiência dos outros. O livro contém quatro partes. Em resumo, ele vai lhe mostrar como você pode fazer mais e melhor com menos esforço e recursos.

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ISO 9001:2008 para pequenas e médias empresas

CAPA_e-book_Target.jpgA Target está lançando a tradução para o português do e-book da American Society Quality (ASQ) denominado ISO 9001:2008 for small and medium-sized businesses que busca ajudar às pequenas e médias empresas a entenderem a ISO 9001:2008, facilitando a sua implementação e o seu desenvolvimento. O estabelecimento, a implantação e a manutenção da ISO 9001 permitem que essas organizações obtenham os múltiplos benefícios ao alcançar a certificação.

No Brasil, as pequenas e médias empresas (MPEs) são fundamentais para promover o crescimento econômico, criar empregos e renda e melhorar as condições de vida da população. Os indicadores desse segmento empresarial demonstram sua importância na economia, não só no Brasil, mas em todo o mundo.

A contribuição das MPEs é reconhecida principalmente na capilaridade que estes negócios propiciam e na absorção de mão de obra, inclusive aquela com maior dificuldade de inserção no mercado, como jovens em busca pelo primeiro emprego e as pessoas com mais de 40 anos. As pequenas empresas também são capazes de dinamizar a economia dos municípios e bairros das grandes metrópoles.

Segundo dados do IBGE, as MPEs representam 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, são responsáveis por 60% dos 94 milhões de empregos no país e constituem 99% dos 6 milhões de estabelecimentos formais existentes no país. A maior parte dos negócios estão localizados na região Sudeste (com quase 3 milhões de empresas) e o setor preferencial é o comércio, seguido de serviços, indústria e construção civil.

Desde 2000, a participação das MPEs no total de empreendimentos produtivos brasileiros aumento bastante. Enquanto a taxa de crescimento anual foi de 4% para o total de empresas, independente do porte, para as pequenas empresas foi de 6,2%, e 3,8% para as micro, entre 2000 e 2008. Nesse mesmo período, as MPEs foram responsáveis por aproximadamente metade dos postos e trabalho formais criados, ou seja, 4,5 milhões de empregos.

O faturamento das MPEs também cresceu consideravelmente nos últimos anos. No primeiro semestre de 2010, a receita real registrou aumento de 10,7% comparado ao mesmo período de 2009. Este indicador aponta que as pequenas empresas superam o ritmo de crescimento da economia brasileira. Essa é a maior taxa de crescimento de faturamento desde que o Sebrae iniciou a pesquisa, em 1998.

O livro ISO 9001:2008 para pequenas e médias empresas, de autoria de Denise E. Robitaille, as pequenas e médias empresas podem entender a ISO 9001:2008. Ele pretende facilitar sua implementação e desenvolvimento. O estabelecimento, a implantação e a manutenção da ISO 9001, em conformidade com o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), devem permitir que a organização obtenha os múltiplos benefícios ao alcançar a certificação. As organizações devem também alcançar melhorias na qualidade dos produtos, satisfação dos clientes e um processo efetivo – o que terá um impacto positivo ao final da implantação.

A aplicação da ISO 9001 cresceu e diversificou. Houve uma explosão no número de organizações que produzem itens que precisam estar de acordo com as normas internacionais de SGQ. Neste livro fez-se um esforço para tornar geral o uso da palavra “produto” a fim de abranger todas as organizações. Entretanto, embora esta palavra possa dar muita clareza, a palavra “serviço”, é ocasionalmente usada.

A outra palavra que necessita uma consideração especial é “organização”. A diversificação na ISO 9001 resultou em uma proliferação de certificações entre entidades não-lucrativas, educacionais e governamentais. Disto resultou que o uso genérico de “organização” é universalmente utilizado. Exceto naqueles casos em que fica muito mais claro e faz mais sentido, usar a palavra “negócios”.

Finalmente, uma das grandes características das organizações é a sua variedade. Produtos, processos, mercados, culturas internas, tamanho, patrimônio,e limitações, tudo contribui para dizer que sua organização é única. Seu SGQ deve refletir sua organização. Deve, também, ser reflexo de sua relação com seus clientes e de seu comprometimento para atender seus requisitos. Não há atalho para o SGQ.

A ISO 9001:2008 define os requisitos, mas não dita os modos de aplicação. Utilizando este livro você terá condição de desenvolver ou renovar seu SGQ , Deste modo ele será muito útil para você e seus clientes. A ISO 9001 é uma norma internacional que define os requisitos para estabelecer um sistema para gerenciar sua organização e processos para melhor servir seus clientes. Essa norma não reinventa sua companhia, nem é um processo para dificultar a implantação de seu sistema.

Assim, é uma metodologia lógica baseada em como dirigir seus negócios. Ela traz consistência e controle para as práticas de todos os dias. A filosofia básica é:”Faça o que você diz e diga o que você faz”. Mais ainda, ela aumenta a efetividade do processo ao fornecer requisitos que ajudam você a monitorar e analisar a performance dos indicadores principais para a manutenção e desenvolvimento.

Mais de um milhão de organizações em todo o mundo são certificadas pela ISO 9001. A norma já foi estabelecida em pelo menos 20 países. As companhias que utilizam esta norma internacional pertencem aos mais variados campos e industrias. Mesmo companhias muito pequenas, como aquelas que têm apenas um funcionário, têm sido certificadas.

Pode-se dizer que a ISO 9001 melhora a execução dos negócios em sua companhia e essa é a mais simples e melhor razão para “implementar a ISO”. Ela ajudará você a aperfeiçoar sua organização. Ela ajudará a trazer consistência e definição para os processos, o que resultará em poucos defeitos e práticas mais eficientes. Pense nisto como um investimento. O retorno do investimento (ROI) liberará, ao longo do tempo, dividendos para a sua empresa. Melhor controle significa diminuição de erros e poucos recursos perdidos em refazer, retrabalhar e reparar. Isto significa melhorar a eficiência e ter menos contratempos. Tudo aquilo custa dinheiro e aumentará o gasto no orçamento. A implantação de um SGQ é um investimento em seu negócio, do mesmo modo que uma despesa para aquisição de um novo equipamento ou software.

Indústria e negócio sustentáveis – concepção e operação para a responsabilidade social e ambiental

e-bookO e-book ASQ/Target Sustainable business and industry – designing and operating for social and environmental responsibility, de autoria de Joseph J. Jacobsen, é uma introdução ao desenvolvimento e implementação de um programa com sucesso de sustentabilidade e de responsabilidade social. O leitor é exposto aos objetivos financeiros, ambientais e socialmente responsáveis ​​que são suportados por estratégias e táticas e que têm resultados mensuráveis​​. O leitor é apresentado aos métodos de tecnologias e práticas de execução e também vai aprender a medir o consequente desempenho social e ambiental para os relatórios escritos e apresentações convincentes.

Este livro também revela porque devemos ser sustentáveis, explicando temas aparentemente complexos na ciência de um modo que requer muito pouco de matemática ou formação científica. O panorama também captura como a sustentabilidade e a responsabilidade social podem ser a fonte de inovação de processos e produtos.

Os negócios e a indústria sustentáveis ​ são áreas novas e emergentes de estudo. Faculdades, universidades e líderes empresariais estão interessados em como se tornar mais ambientalmente e socialmente responsável. Com o recente aumento do interesse em ecoprodutos, inovação, responsáveis operações comerciais, fabricação verde, normas internacionais, responsáveis gestão de investimentos, engenharia financeira ética, sustentabilidade, responsabilidade social, práticas de trabalho justas, as alterações climáticas, a segurança energética, a economia verde, empregos de colarinho verde, esgotamento de recursos, energia renovável, a poluição, a expansão populacional e padrões de migração, a equidade demográfica, as cadeias de fornecimento holísticas, abastecimento e qualidade da água e a sua disponibilidade, prédios verdes e sistemas de transporte, conservação de energia, e assim por diante, um guia geral, sob a forma de um manual de síntese sobre a prática de negócio responsável nunca foi feito.

Esse livro é uma introdução ao desenvolvimento e implementação de um bem sucedida programa de responsabilidade ambiental e social. O leitor estará exposto aos objetivos financeiros, ambientais e socialmente responsáveis que são apoiados por estratégias e táticas alcançado por aqueles que têm medidos esses resultados. Este livro explica como construir valor ao negócio através de métodos tradicionais, tais como o Six Sigma, a pesquisa operacional Lean para melhorar os resultados ambientais e sociais ao mesmo tempo, e melhorar as margens de lucro. O leitor será apresentado aos métodos de tecnologias e práticas de execução e também vai aprender como medir a consequência do desempenho social e ambiental para relatórios escritos e apresentações convincentes. Este livro também revela porque devemos ser sustentável, explicando temas aparentemente complexos na ciência, mas de um modo que requer muito pouco de matemática ou formação científica.

O panorama captura como responsabilidade ambiental e social pode ser a fonte de inovação de processos e produtos. Os nove capítulos são dedicados à prática ambiental e responsabilidade social de forma a alcançar a estabilidade financeira a longo prazo. Como resultado, esses capítulos ajudarão a não entender como e porque as empresas precisam ser mais responsável, mas como as empresas podem ser mais bem sucedidas em seus avanços em responsabilidade social e ambiental com as partes interessadas internas e externas. Esses nove capítulos darão ao leitor uma visão geral da integridade ambiental e da responsabilidade social, as respectivas medidas e métodos de melhoria, e as estratégias para a tomada de decisões informadas sobre interseção do desempenho financeiro, social e ambiental.

As normas internacionais serão tratadas de forma completa. A nova ISO 26000 (lançada em 2010) é dada uma atenção detalhada, um pouco mais do que a ISO 9000 ou ISO 14000. A ISO 26000 é uma mescla de orientação, tanto ambiental como de responsabilidade social em um conceito mais geral, um conceito adotado por esse autor. Desde o lançamento do livro ele segue de perto a ISO 26000 depois do seu lançamento, que vai servir de apoio para aqueles que estão preocupados e querem tomar medidas para melhorar as condições. Em grande parte, esse livro inteiro aborda aspectos da nova ISO 26000. Esse livro também especifica como a utilização de métodos tradicionais, tais como Six Sigma, o Lean e as operações de pesquisa podem melhorar os processos, reduzir o uso de recursos e e na geração de resíduos e tomar decisões mais sociais e ambientais que são baseadas em dados financeiros, sociais, e indicadores de desempenho ambiental.

As fontes de dados internos recebem tratamento completo, juntamente com os dados estatísticos básicos de gestão. Um tema recorrente ao longo do livro é a integração de métodos tradicionais de melhoria contínua aplicada ao social e ambiental. O Capítulo 1 faz com que o caso de responsabilidade ambiental e social seja tratado a partir de uma perspectiva global. A necessidade de bem estar humano é analisado, bem como uma breve análise do aquecimento global. O Capítulo 1 define também a sustentabilidade, a responsabilidade social e a ambiental. Identifica um conceito geral de responsabilidade social e ambiental através da análise de semelhanças e diferenças entre estes conceitos aparentemente separadas de um negócio a partir de um ponto de vista da operação. O Capítulo 1 pode ser usado para introduzir estes conceitos aos colegas de trabalho, líderes empresariais, a comunidade de interessados e ao público em geral.

O Capítulo 2 olha para o mais alto nível de comunicação de uma organização tem: a missão e visão da empresa. O capítulo contém exemplos de organizações que introduziram a parte ambiental e a responsabilidade social em sua visão e missão. Que emana da missão e visão, as formalidades associadas ao desenvolvimento de uma responsabilidade ambiental e social integrada a um sistema de comunicação. Missão, visão, objetivos, estratégias, táticas, e as medidas são aplicadas a responsabilidade social e ambiental. Princípios e valores orientadores da organização são considerados em conjunto com uma aplicação em responsabilidade ambiental e social interessante a partir de pessoas como W. Edwards Deming e Joseph M. Juran. É dada atenção à documentação de desempenho relativo para efeitos de reporte para os interessados.

O Capítulo 3 é uma aplicação de três das publicações ISO mais amplamente utilizados. Ele descreve aspectos importantes da ISO 9000, ISO 14000 e ISO 26000 para que o leitor possa facilmente imaginar como adotar estas normas gerencial, ambiental e as ideias sociais em suas operações comerciais. Também traz esses três padrões em linha com o conceito geral do triple bottom line, mais tarde expandindo-o para uma linha de fundo quádrupla, que inclui a segurança nacional.

O Capítulo 4 é o capítulo mais importante, porque se trata de meio ambiente e das medidas de desempenho social. Este capítulo contém um amplo panorama de indicadores de desempenho social e ambiental para informar sobre o estado e progresso das iniciativas, funcionários e gerentes. O conceito de pegada é definido, proporcionando a competência no desenvolvimento personalizado de pegadas e outros instrumentos de medição. É dado bastante atenção para pesquisas sociais com amostras enquanto referência a uma extensa instrumento de pesquisa no Apêndice B.

O Capítulo 5 mostra ao leitor como calcular o retorno sobre o investimento responsável (Rori) e como desenvolver um estudo de viabilidade para um projeto que satisfaça pelo menos dois elementos do triple bottom line. Também especifica fontes de financiamento e como trazer esses dólares em um projeto para beneficiar o negócio financeiramente, melhorando o desempenho ambiental.

O Capítulo 6 modifica vários métodos de melhoria contínua tradicionais pela incorporação de um, ambiental e social do projeto unidade financeira como uma aplicação de pesquisa de negócios e estatísticas. Este capítulo contém um guia passo a passo para a organização de um projeto de responsabilidade ambiental e social.

O Capítulo 7 é sobre as operações da planta comercial e industrial sustentável. Neste capítulo, juntamente com o Capítulo 8, é mais detalhado do que os outros, porque os edifícios e as cadeias de abastecimento são tão grandes usuários de energia, água e outros recursos.

O Capítulo 9 encerra este primeiro volume a um nível superior, uma vez que introduz diversos conceitos de economia ecológica. Ele analisa o recente e importante desenvolvimento em micro e macroeconomia. Alguns conceitos de engenharia financeira são definidos para efeitos da exposição de um interruptor explícito entre a engenharia financeira e sustentabilidade. O produto interno bruto é comparado em uma escala com a felicidade nacional bruta.

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O que aconteceu depois de 125 anos do fim da abolição da escravatura no Brasil

correntes125 anos após a extinção da escravatura, o Brasil possui 97 milhões de negros e pardos e 91 milhões de brancos. No entanto, os brancos recebem quase o dobro do salário dos negros e pardos. O rendimento médio mensal dos brancos é de R$ 1.538,00, o dos negros R$ 834,00 e dos pardos R$ 845,00. No que diz respeito ao grau de instrução, a proporção de analfabetos na população negra e parda é de 13,3% e 13,4%, respectivamente. No caso dos brancos, o índice é de 5,9%. Todos esses dados – apresentados no Censo 2010 do IBGE – mostram que há muita disparidade racial no Brasil. No entanto, é lugar comum dizer que este é o país da mestiçagem e aqui não há preconceitos relacionados à cor da pele. Nada mais mentiroso, segundo a pesquisadora Nilda Jock.

“A liberdade dos negros foi construída passo a passo tendo como agentes principais os próprios negros, que pagaram caro por isso. Cada conquista custou capacidade de luta e um conjunto de argumentos sólidos”, explica. De acordo com a escritora, socióloga e psicanalista ainda há um enorme passivo de preconceito racial no país. “Toda questão que tem base na tradição que se estende pelo tempo, precisa de muito tempo para ser modificada. Os séculos que nos separam da abolição não são suficientes”, diz. Nilda Jock tem propriedade para falar do tema. Escreveu “Séculos de Espera”, romance que aborda o percurso de uma família negra na época da abolição da escravatura.

Tendo como fio condutor da narrativa a escrava recém liberta Jacinta, a autora discorre sobre como foi o dia a dia da abolição do ponto de vista daqueles que foram alforriados pelo estado em condições muito difíceis, jogados à própria sorte. “Poucos brasileiros conhecem passo a passo o processo que concedeu liberdade aos negros, e seus impactos no cotidiano das famílias”, diz. Assim, a partir de uma historia humana, com personagens comuns, vivendo na sociedade carioca pós-escravidão, o leitor toma contato desde o início com o período de transição para a igualdade que até hoje não se completou. A socióloga, confirma.

“A percepção da diferença está mudando de forma perceptível em vários lugares do mundo e no Brasil dos últimos anos. As políticas anti-segregação vão ganhando status institucional, incluindo punições para aqueles que reagem a uma sociedade igual”, explica. Nilda ressalta, no entanto, que ainda há muita relutância em aceitar essa diferenciação. “Embora o negro esteja em uma condição melhor, nós ainda encontramos resistência das elites e da população, em geral”, conta. A escritora afirma que não há como mensurar a inserção do negro na sociedade, mas que políticas afirmativas, como as cotas, são importantes formas de melhorar a condição desse contingente da população. “Tudo o que for uma tentativa de tornar mais equânime as oportunidades da sociedade é louvável”, avalia.

A Lei das Cotas, instituída em 2012, estabelece que instituições de ensino superior vinculadas ao Ministério da Educação e as instituições federais de ensino técnico de nível médio devem reservar 50% de suas vagas para as cotas. A lei não atinge instituições estaduais e privadas. A medida pode ser implantada pelas instituições no prazo de 4 anos. Após dez anos de implantação da lei, haverá avaliação para decidir a sua continuidade. A discussão sobre a efetividade das cotas vai longe, mas a pesquisadora alerta que é necessário que a sociedade adquira experiências para julgar a validade ou não dessas ações. “Elas já estão produzindo uma diferença na sociedade atual, isso já é perceptível, mas ainda levarão muitos anos para produzir resultado, como ocorreu nos países onde vigoram políticas semelhantes.”, afirma Nilda.

De acordo com levantamento divulgado pelo IBGE, em 2010, 62,6% dos estudantes brancos entre 18 e 24 anos estavam na universidade, contra 28,2% dos negros e 31,8% dos pardos. Na faixa etária das pessoas com mais de 25 anos, 4,7% dos negros e 5,3% dos pardos tinham diploma de ensino superior, contra 15% dos brancos.

Cotas à parte, Nilda Jock resgata conceitos de Gilberto Freire para demonstrar a importância do negro na construção da identidade nacional. “Na abertura do meu livro cito o autor. Justamente para mostrar o quanto o negro contribuiu para criar esse brasileiro afável, amoroso, aberto”. Segundo ela, essa faceta do negro explica um pouco da relação mais próxima e mais afetiva que existe no Brasil, em comparação ao jeito europeu de ser. “É uma das contribuições, ao lado da capacidade de trabalho, da alegria, da criatividade e toda a cultura que veio da África. O Brasil deve muito do que é por ser um país com contingente significativo de negros”, finaliza a autora, socióloga e psicanalista.

CAPA_M~1O livro

Esta é uma história que trata das esperanças não realizadas do brasileiro. Que fala da singularidade nacional, dessa nossa personalidade social constituída pela miscigenação, especialmente de negros e brancos. É a criação de um enredo que, além de buscar no passado as nossas origens, nossas influências, fala de histórias particulares, porque em última instância todos nós somos fruto de alguma. De como essa mistura biológica, religiosa e cultural criou e vem criando uma identidade nacional, que longe de ser democrática e orgulhosa de si mesma, vem ao longo do tempo sendo negada, escamoteada pelas nossas elites.

Trata-se de um romance, a saga de uma família que no desenvolver da história possibilita falar de relação entre classes, de preconceito racial, de exclusão social, da situação do negro dentro da sociedade. Fala também do catolicismo popular, milagreiro, da influência do Candomblé, do politeísmo africano se identificando com o culto aos santos católicos, das crendices, promessas, simpatias, feitiçarias, tabus, enfim, da simplicidade, da ingenuidade e malícia do povo brasileiro.