Protegendo sua marca nas mídias sociais

Márcio Mello Chaves

Orkut, Facebook, MySpace, Twitter. Amplamente popularizadas com o advento da Web 2.0, as mídias sociais têm sido bombardeadas com perfis de empresas de todo porte, que têm cada vez mais recorrido a esses espaços virtuais para, através de um contato direto e a baixíssimo custo com os consumidores, promoverem e divulgarem seus respectivos produtos e serviços. Porém, mencionados espaços cibernéticos nem sempre são utilizados a favor das marcas que representam essas empresas: inúmeros são os perfis falsos (ou fakes, como são popularmente conhecidos) – muitos deles com o único intuito de minar, por meio de postagens negativas, a credibilidade de marcas que se firmaram no mercado ao longo de anos.

A Lei de Propriedade Industrial brasileira define a exclusividade de uso de marca em todo o território nacional como direito adquirido pelo registro desta. Assim, em que pesem os posicionamentos contrários, entendemos que a lei brasileira se aplica também ao território virtual e às mídias sociais, o que garante o uso exclusivo pelo titular do direito de marca também nesses domínios. Ao perceber a existência de um perfil falso ou conteúdo que degrade a reputação da marca no ambiente virtual, seu titular possui várias ferramentas a auxiliá-lo, cada qual com aspectos positivos e negativos a serem sopesados na tomada de decisão.

Não existe, dentre as várias formas de se abordar o problema apresentado, uma que seja mais indicada, vez que cada situação é única e deve receber tratamento individualizado. O contato direto com os administradores do site responsável pela hospedagem do conteúdo é o primeiro passo normalmente tomado por aqueles que se sentem prejudicados por informações falsas ou não autorizadas postadas online. Outra solução comumente utilizada é o envio de Notificações Extrajudiciais para todo o território nacional, observado quanto às marcas coletivas e de certificação o disposto nos artigos 147 e 148.”

Contudo, embora amplamente utilizadas nos casos de violação ao direito marcário no mundo real, as Notificações Extrajudiciais embasadas em ofensas ao direito de marca ocorridas no meio virtual esbarram na enorme dificuldade de obtenção dos dados pessoais e do endereço dos autores das violações; afinal, as informações disponíveis nos perfis por vezes são escassas, e não raramente falsas. Por esse motivo, antes de fazer a Notificação Extrajudicial do violador, muitas vezes se faz necessário interpelar o próprio provedor para obter maiores (e quiçá verdadeiras) informações. O provedor pode ainda se recusar a oferecê-las, caso em que só poderá ser compelido a fazê-lo judicialmente.

Nesta hipótese, as Ações Cautelares situam-se entre as medidas judiciais mais usadas, já que podem se mostrar úteis para obter, em espaço de tempo relativamente curto, informações pretendidas nos sites provedores de conteúdo, ou ainda, conseguir a retirada do ar de conteúdo prejudicial quando estes se recusarem a fazê-lo amigavelmente. Contudo, há de se alertar que as pretensões do detentor do direito de marca podem ser negadas ou frustradas, seja em função da morosidade epidêmica que assola o Judiciário brasileiro; seja em razão do ainda frequente despreparo de inúmeros magistrados, que muitas vezes desconhecem o funcionamento das novas tecnologias virtuais de interação social, e não raro baseiam suas decisões em esclarecimentos de peritos igualmente despreparados para lidar com a vanguarda tecnológica.

Ainda, para possibilitar o aforamento de medidas judiciais, é fundamental que os fatos e documentos a serem utilizados como provas da violação marcária sejam preservados. A forma mais tradicional para tanto é a lavratura de atas em cartórios de notas, que atestam a existência daquele conteúdo antes que ele seja retirado do ar. Não obstante, a preservação de provas também pode ocorrer por outros métodos que, apesar de não possuírem a oficialidade das atas notariais, servem como indício para a formação do convencimento do juiz na concessão da medida, tais como cópias das telas e comprovantes de envios de e-mails para os administradores de sites e para os responsáveis pelas violações.

Como já apontado, antes da adoção de qualquer das medidas anteriormente abordadas, é extremamente importante estudar cada situação e suas possíveis implicações com a devida cautela, procurando auxílio jurídico experiente e especializado sempre que houver dúvidas sobre como e qual atitude deva ser tomada. Embora a criação, por terceiros, de perfil com o nome da empresa na mídia social possa a princípio parecer violar o direito de marca, algumas vezes isso pode ser usado em favor da empresa – a exemplo de comunidades virtuais e perfis criados e conduzidos por fãs para enaltecer a marca; comunidades e perfis esses que podem ser facilmente cedidos ao verdadeiro titular na condição de coproprietário ou moderador.

Caso a alternativa adotada seja a adoção de medida judicial, além dos demais alertas já feitos, deve também ser observado o alvo da ação por parte do proprietário da marca: na grande maioria dos casos, os administradores dos sites não são responsáveis pelos conteúdos nele disponibilizados, porquanto postados por terceiros sem qualquer tipo de aprovação prévia. Por último, destacamos a importância do conhecimento das ferramentas disponibilizadas nos sites das mídias sociais para o combate às violações aos direitos oriundos das marcas. Sua utilização, precedida dos devidos cuidados, não só pode auxiliar na prevenção de violações, como também na retirada do conteúdo ofensivo de forma ágil e sem qualquer custo.

Márcio Mello Chaves é da equipe Almeida Advogados – chaves@almeidalaw.com.br

Indústria de ferramentas

Durante a realização de uma feira em São Paulo, o presidente do Sindicato das Indústrias de Ferramentas (Sinafer), Milton Rezende, fez algumas reivindicações de ordem técnica e econômica ao governo, aproveitando a oportunidade para apresentar dados do setor, já que, segundo ele, os números com os quais o setor trabalha hoje têm levado o Brasil a uma condição de colônia. “Hoje, o grande problema enfrentado pelo nosso setor é o que chamamos de ‘desindustrialização do Brasil’, já que as fábricas brasileiras têm importado a maior parte de seus componentes, peças e moldes, colocando em desuso as nossas ferramentas”, diz.

Mesmo com o mercado aquecido e números que apontam um crescimento na produção da indústria brasileira, Rezende destaca que as empresas do setor estão deixando de fabricar ferramentas, alegando que em decorrência do ‘custo Brasil’ (dólar barato, carga tributária, juros altos e o custo da mão de obra) as mesmas deixaram de ser competitivas com as importadas. “As empresas, principalmente as multinacionais, estão substituindo suas fábricas por grandes Centros de Distribuição”, completa.

Rezende afirma que, ao contrário do que se imagina, o maior concorrente do Brasil para este mercado não é somente a China. “Nossos maiores problemas são a Europa, Japão e os Estados Unidos. Uma ferramenta produzida no Brasil custa cerca de 25% a 30% mais que a mesma produzida nos mercados acima citados. Somente a reforma tributária poderia melhorar essa situação”, defendeu o novo presidente do Sinafer.

“Com o encolhimento do mercado interno após a crise da Europa, Estados Unidos e Japão, os fabricantes de ferramentas desses países têm exportado para o Brasil com preços que talvez estejam muito próximos de seus custos de produção. Só assim eles garantirão volume e, consequentemente, o emprego de seus cidadãos. Mas estão, em contrapartida, desempregando os brasileiros”, O setor, que em 2008 empregava no Brasil 282 mil trabalhadores, encerrou 2010 com 265 mil vagas. completou Rezende.

O segmento de ferramentas apresentou queda de 8,4% no ritmo de produção no primeiro trimestre de 2011 quando comparado com igual período de 2010. Quando comparado o primeiro trimestre de 2011 com o mesmo período de 2007 nota-se uma defasagem de 23%. Esta perda no crescimento da produção de ferramentas no Brasil está associada ao aumento das importações.

Total de importações de ferramentas

janeiro/março 2010              janeiro/março 2011            variação

US$ 225,5 milhões                US$ 353,8 milhões               + 57%

Normas comentadas

Confira quais as normas comentadas disponíveis. Elas oferecem mais facilidade para o entendimento e são muito mais fáceis de usar: http://www.target.com.br/portal_new/produtossolucoes/NBR/Comentadas.aspx

NBR 14039Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários

NBR 5410Instalações elétricas de baixa tensão – Comentada – para windows, versão 2004

NBR ISO 9001 – COMENTADASistemas de gestão da qualidade – Requisitos

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O diferencial está no design

Eduardo Przybylski, designer de informação da dBrain – eduardo@dbrain.com.br

Em datas especiais é comum vermos centenas de produtos em embalagens extremamente elaboradas e bem feitas. Tudo para valorizar o produto, aumentando seu valor agregado e possibilitando um destaque maior no ponto de venda. Logicamente, aumentando cada vez mais a percepção do consumidor.

Com o crescimento econômico do país, é possível observar um aumento significativo das empresas que investem mais nesse setor. Segundo a Associação Brasileira de Embalagens, o setor cresceu 10% em 2010. Isso é uma clara demonstração de que as empresas descobriram que para ganhar o consumidor, não adianta somente um produto de qualidade, mas também é necessário investir em boas embalagens.

Sabemos que a maior parte da decisão de compra acontece no ponto de venda. E essa é a hora mais importante em todo o processo. Por isso, é necessário avaliar alguns aspectos sobre a embalagem dos seus produtos:

• A marca – Deve estar sempre em destaque, identificando qual é o produto e a quem pertence. Dessa forma, o consumidor assimila todas as informações contidas na embalagem com a marca do produto.

• Avalie formatos – Eles podem ser decisivos para a decisão da compra. Embalagens bem pensadas, possibilitam melhor acondicionamento em armários e também tem fácil manuseio;

• Cores – Elas devem estar dentro do conceito do produto. Higiene e limpeza devem sempre buscar tons claros, sóbrios que remetam a sua função. Alimentos devem despertar a fome utilizando combinação de cores quentes.

• Materiais – Embalagens recicláveis e que agridam menos o meio ambiente tendem a levar vantagem. Como o apelo ecológico ganha força a cada dia, é importante desenvolver também produtos dentro desta nova tendência.

No mundo atual, de alta competitividade entre as empresas, qualquer fator que determine um diferencial deve ser avaliado com muita atenção. Fabricar um produto e fazer com que ele chegue à mesa do consumidor é um processo dominado pelas empresas.

Portanto o diferencial está na “cara” que seu produto tem e como ele se apresenta para seus clientes. O design é uma peça fundamental dentro da estratégia de venda e que precisa sempre ser levada em consideração, pois é ele que tem a capacidade de fazer com que um produto bem feito se mostre de forma correta para o mercado.

As marcas mais valiosas do mundo

Depois de quatro anos como a marca mais valiosa do mundo, o Google foi desbancado pela Apple, de acordo com a sexta edição do ranking BrandZ das 100 Marcas Mais Valiosas do Mundo, divulgado hoje pela Millward Brown, empresa especializada em pesquisas de comunicação, propaganda, mídia e brand equity. O ranking identifica o valor financeiro das 100 marcas mais valiosas do mundo. É a única avaliação que leva em consideração a opinião dos consumidores com relação às marcas e demonstra seus resultados associados ao valor financeiro. Em um ano, o valor das cem marcas subiu 17%, chegando a US$ 2,4 trilhões.
No topo do ranking, a Apple está avaliada em US$ 153,285 bilhões, representando um crescimento de 84% na cifra registrada no ano anterior.
Em relação a 2006, a marca acumula uma valorização de 859%. Já o Google passou a valer US$ 111,498 bilhões, 2% menos que no ano passado.
“No ano passado, a economia mundial passava da recuperação para o crescimento real e, por isso, o valor combinado de todas as marcas no ranking Top 100 subiu 64% desde 2006, quando o índice começou a ser feito”, diz David Roth, da Millward Brown. “Marcas fortes, embora não imune às vicissitudes do mercado, estão mais protegidas e são mais resistentes”.
Das 100 marcas, 19 são de companhias de mercados emergentes, contra apenas duas em 2006. O destaque para o Brasil é a entrada de mais uma empresa brasileira no ranking, o Itaú, na 90ª posição, valendo US$ 9,600 bilhões ou 29% mais do que anteriormente. A Petrobras ainda é a marca brasileira mais bem colocada, em 61º lugar (US$ 13,421 bilhões), com uma valorização de 39%. O Bradesco ocupa a 98ª posição (US$ 8,600 bilhões), valorizando-se 15%.
“O crescente número de marcas brasileiras no ranking global mostra o poder da economia local. Além disso, temos que destacar a preocupação dos executivos brasileiros com gerenciamento de marcas. Cada vez mais, fica claro que esta é uma competência importante para gerar valor a longo prazo e as empresas têm colocado o branding na pauta do dia”, diz Valkiria Garré, diretora executiva da Millward Brown Brasil.
A executiva também ressalta a força de outras marcas brasileiras além de Petrobras, Bradesco e Itaú, bem posicionadas embora não tenham figurado entre as 100 mais valiosas. “Além de Petrobrás, Itaú e Bradesco que figuram dentre as 100 maiores, há outras marcas brasileiras de forte destaque dentro das suas categorias. Dentre as 10 marcas de cerveja mais valiosas do mundo temos Skoll e Brahma, com acentuado crescimento de valor no último ano. Já a Natura figura entre as dez marcas de produtos para cuidado pessoal mais valiosas do mundo”.
Outros destaques da pesquisa:

  • Poder de consumo dos BRICs: Uma em cada cinco marcas são dos BRICs. Este ano, 19 marcas são representantes de mercados emergentes, ante dois em 2006 e 13 em 2010. A crescente presença das marcas de BRICs neste ranking global destaca o maior poder de compra desses países. Embora muitas dessas marcas sejam mais conhecidas em seus países de origem, agora, com a internacionalização, passaram a valer mais, como é o caso da Petrobras (61ª no ranking, com um valor de marca de US$ 13,4 bilhões) e ICICI Bank da Índia (posição 53, com valor de US$ 14,9 bilhões). Apesar desses su cessos, os consumidores nas regiões dos BRICs continuam a privilegiar as marcas ocidentais. Louis Vuitton, por exemplo (para quem o Brasil é seu segundo maior mercado), se beneficiou bastante com a euforia nestes países. O crescimento de 23% em valor de marca, avaliada em US$ de 24,3 bilhões, ajudou-a a atingir a 26ª colocação, três posições acima da que ocupava em 2010.
  • Marcas fortes continuam no topo, apesar da era da tecnologia: Coca-Cola (6ª), GE (10ª), IBM (3ª) e McDonald’s (4ª), destacam-se no estudo como marcas que sobrevivem por mais de 50 anos.
  • Tecnologia continua em alta: As marcas de tecnologia dominam o topo do ranking. Na terceira colocação, com valor de US$ 100,9 bilhões, a IBM completa o pódium ao lado das já citadas Apple e Google. O Facebook faz sua estréia no ranking este ano, na 35ª posição, como a marca que mais se valorizou entre todas da lista, ao registrar um aumento de 246% (US$ 19,1 bilhões). A varejista online Amazon se valorizou 37% (US$ 37,6 bilhões), ultrapassando o Walmart.
  • Marca de carro mais valiosa: A Toyota retoma posição como a marca de carros mais valiosa, o que demonstra, novamente, o poder de marcas consagradas para se recuperar mais rapidamente da crise financeira. Avaliada pelos consumidores como “grande valor”, a Toyota subiu 11% e chegou a US$ 24,1 bilhões.

As marcas mais valiosas de 2011

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As estratégias para um correto marketing empresarial

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Atualmente, as estratégias do marketing empresarial abrangem as relacionadas com o marketing tradicional ou de massa, na qual o uso tático da propaganda e promoção se sobressai para atingir clientes e prospects; e as estratégias de marketing dirigido composto por táticas direcionadas e customizadas de comunicação e vendas para clientes específicos. Quando se analisa o cenário competitivo atual, pode-se perceber que o sucesso das organizações está ligado à capacidade de gestão de marketing que as empresas têm para se organizar, se destacar e se diferenciar na mente do mercado, portanto, a importância do marketing para as empresas é crucial para que estas consigam alcançar os objetivos e as metas estabelecidas em seus planejamentos estratégicos, principalmente, no que tange ao atingir as vendas e o lucro.

Assim, um plano de marketing é um planejamento para a marca e para as linhas de produtos visando atingir as metas da empresa. Por meio da análise dos pontos fortes e fracos da empresa e do mercado concorrente, das oportunidades e ameaças ambientais, é possível desenvolver a escolha de uma proposta de valor que vai orientar a direção estratégica de uma marca, através da escolha tanto de um posicionamento amplo (custo, diferenciação e enfoque) quanto de um posicionamento específico capazes de dar uma direção e robustez estratégica a uma empresa. Além disso, é preciso observar que a decisão deve ser uma escolha estratégica, que é fruto de uma orientação exclusiva e excludente, devendo ser seguida, continuada e não modificada, assumindo uma posição focalizadora e abrindo mão de outras proposições. Isto é, se uma empresa optou por um foco em custo, não pode querer também abordar um foco em diferenciação em sua estratégia.

Hoje, um dos aliados do marketing empresarial está seno a internet, já que 92% das organizações estão ligadas na web. Esse número por si só já mostra o seu potencial para o mercado B2B e para o marketing empresarial. No marketing empresarial a premissa é a de que as empresas não fazem negócios, elas estabelecem relacionamentos – e a internet é um meio natural para os relacionamentos. Isso fica claro à medida que possibilita que o comprador empresarial pesquise o quanto quiser sobre os produtos e sobre as empresas vendedoras para avaliar de maneira conclusiva a relação desempenho x custo relacionado à sua cadeia de valor.

Uma outra vertente, apontada pelo conferencista, consultor e diretor do Grupo Wiesel, Gilberto Wiesel, é o geomarketing, uma ferramenta promissora no sentido de definir, com parâmetros da geografia, os principais perfis dos clientes de acordo com o local em que vivem. “Na realidade, isso possibilita que você tenha indicadores mais assertivos para ações direcionadas. Em um país de proporções continentais como o Brasil, é importante ter no que se basear para definir suas ações por área de interesse. Na implantação de uma nova marca ainda não existente num certo local, por exemplo, é possível desvendar as necessidades dos consumidores de forma precisa”, explica.

Wisel acrescenta que, nesse sentido, uma das vantagens é poder estabelecer distinções comportamentais com base em dados sobre as práticas sócio-econômicas e culturais predominantes, como hábitos religiosos e influenciadores de compra. “Por exemplo, onde há foco na agropecuária, novos maquinários que facilitem o trabalho do agricultor terão mais expressividade do que em lugares em que a atividade econômica principal está ligada a elementos urbanos, como o turismo de negócios. Na conquista dos diferentes clientes é essencial conhecer o legado histórico do local onde se deseja investir. Assim, podemos aprender com empresas que deram certo para propor soluções inovadoras. Como referência, vamos analisar o caso do famoso Guaraná Jesus, ícone do Maranhão. Criado em 1920, o refrigerante rapidamente caiu no gosto dos habitantes e, por sua força e tradição, nem mesmo sendo adquirido pela gigante Coca-Cola, em 2001, teve suas características alteradas.

Ele complementa dizendo que outro bom exemplo para refletirmos sobre o papel do geomarketing é o segmento dos hipermercados. “É o caso do Pão de Açúcar, que busca satisfazer seus diferentes clientes por meio de medidas diversificadas, como portfólio customizado e disposição das gôndolas. As lojas dessa rede de varejo criam não só ofertas especiais para cada região, mas, também, identificam os hábitos de consumo mais fortes. Resultado: maior aproximação entre a empresa e seus públicos de interesse. É justamente o contato personalizado com seus clientes que vai diferenciar sua empresa das outras. Nesse sentido, na mesma linha do Geomarketing, o social commerce tem ganhado espaço. Mesmo sendo um conceito antigo, é capaz de lhe dar ideias para a criação de comunidades focadas em determinados produtos e serviços. Isso tem sido visto mais frequentemente nas redes sociais, que possibilitam aos grupos de discussão, formais ou não, opinar sobre o que as empresas oferecem ao mercado. Compreenda a imensa variedade de consumidores e como eles estão distribuídos no país e no mundo. O geomarketing é uma das melhores formas de fazer esse mapeamento, base para estratégias de criação/solidificação da sua imagem. Fique atento, pois mesmo estando em um mundo formado por bilhões de pessoas, cada cliente é único. Acredite nisso e seja indispensável na vida de todas elas”, conclui.

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Belts Challenge

Belts Challenge

Um jogo de estratégia e conhecimento, onde o jogador que quiser sagrar-se vencedor deverá aliar suas habilidades estratégicas a uma boa dose de conhecimento sobre Seis Sigma. Neste jogo, cada jogador começa a disputa recebendo uma carta contendo objetivos e recursos para serem aplicados. Os objetivos são ligados à melhoria nos processos da empresa. No desenrolar do jogo, se os jogadores responderem corretamente as perguntas feitas, os recursos apostados em cada rodada são incorporados ao processo e a melhoria é, assim, efetuada. Eles ganham, com isso, mais recursos para serem novamente aplicados. Se, por outro lado, eles responderem de forma errada as perguntas, os recursos são desperdiçados (não ficam nos processos e eles não têm direito a ganhar novos). O vencedor será aquele que cumprir primeiro seus três objetivos propostos. Clique para mais informações.

O conceito de branding

Treinamentos em outubro BANAS QUALIDADE

Avaliação e Qualificação de Fornecedores – 25 de Outubro

Capacitar os participantes na sustentabilidade do negócio através do engajamento e gestão de seus fornecedores. Neste treinamento serão apresentados os conceitos de avaliação, qualificação, desenvolvimento e engajamento de fornecedores para uma gestão com benefícios mútuos.

Auditor Interno ISO 9000:2008 – 28 e 29 de Outubro

Capacitar os participantes para a condução de auditorias internas do sistema de gestão da qualidade, baseado nas normas ISO 19011:2002 e ISO 9001:2008.

Um leitor me mandou um e-mail querendo saber o que branding. Pode-se dizer que a marca é a união de recursos tangíveis e intangíveis, simbolizados num logotipo, gerenciados de forma adequada e que criam influência e geram valor. Conforme especifica o site da empresa Sebastiany em http://www.sebastiany.com.br/branding/index.htm, a marca representa o sistema integrado complexo de todos os recursos de uma organização, que promete e entrega soluções desejadas pelas pessoas. Já o branding é o conjunto de ações ligadas à administração das marcas. Tomadas com conhecimento e competência, essas ações levam as marcas além da sua natureza econômica, passando a fazer parte da cultura, influenciando e simplificando as nossas vidas, em um mundo de relações cada vez mais confusas, complexas e desconfiadas.

Assim, de acordo com o site do consultor e escritor José Roberto Martins, da Global Brands, http://www.brandingemarcas.com.br/branding/ torna-se importante fazer o branding porque tendo uma marca com uma atuação mundial ou apenas local, deve-se buscar a otimização do valor dela em relação ao faturamento gerado. Branding não é um trabalho fácil, e não se trata apenas de criar logotipos, desenhar embalagens e vender sacadinhas de propaganda que afaguem o ego dos envolvidos. Ao cuidar do branding, atua-se na criação, desenvolvimento, administração e comunicação das organizações.

O termo está sendo difundido em rodas de negócios e reuniões de executivos, pois a importância de investir no posicionamento e diferencial, assim como no visual e alinhamento da marca vem a cada dia ganhando mais espaço no mundo dos negócios. Antes pouco valorizados pelas pequenas e médias empresas, a identidade da marca e, consequentemente, a mensagem que quer transmitir dos seus produtos e serviços pode ser um diferencial na hora de fechar negócio. Porém, no que, afinal, contribuirá o branding para minha empresa?

Para Helio Moreira, diretor da NewGrowing Design & Branding, agência especializada em design de marcas, identidade visual e estratégias de branding, “essa termologia é nova, mas vem sendo aplicada há muito tempo por grandes companhias e aos poucos começa a fazer parte do cotidiano das pequenas e médias. Por isso, é importante entender, em primeiro lugar, o que significa, para depois colocá-la em prática”.

Uma prova deste conceito mostra que hoje muitas organizações passaram a valorizar ainda mais os bens intangíveis da marca, que, por sua vez, passaram a ser somados ao calcular o valor da empresa. Moreira explica que “nos últimos anos a evolução das marcas mudou o comportamento de gestão de algumas companhias. Partindo da promessa à entrega, de dentro para fora, da teoria para a prática. Sendo assim, está cada vez mais claro que a marca deve ser mais bem gerenciada e tratada como um ativo estratégico e com uma gestão específica. Não mais apenas como uma simples ‘logomarca’ jogada no mercado”.

Como fazer para gerenciar minha marca? Por onde começar? Essas e outras questões ficam transitando sem direção nos pensamentos de muitos empreendedores, seja de pequeno, médio ou grande porte, em qualquer nicho de atuação. “Neste momento precisamos parar e repensar nossas atitudes. Dando mais atenção para esse bem tão precioso que ao longo do tempo queremos construir e conquistar. Por isso, é importante avaliar para qual caminho deseja seguir. Seja contratando um profissional (gestor de marcas) com conhecimento e uma metodologia eficiente, para orientá-lo, ou, então, arriscar-se sozinho, traçando uma direção”, completa o especialista em gestão de marca.

Propondo um exercício de auto-análise e fazendo algumas perguntas importantes em busca dessas respostas, é possível se chegar a um resultado satisfatório. Comece pela essência e pelos principais atributos, em seguida, pontue em uma só palavra o diferencial da empresa. Será difícil, mas procure se concentrar e não minta para si mesmo. Seja franco, direto e procure não cometer excessos de atributos. Ou seja, simplifique. “Sem clareza na informação no que deseja transmitir ficará difícil passar aos colaboradores, clientes e parceiros aonde quer chegar. É preciso ser claro porque eles vão carregar esta mensagem e ajudá-lo a construir sua própria marca”, conclui Moreira.

A estratégia da empresa necessita estar alinhada à proposta de valor e a visão de futuro. É preciso criar referências para as pessoas, utilizando uma linguagem comum e fácil de compreender. Se conseguir organizar parte dessas informações e priorizar as diretrizes estratégicas, ao menos, a direção estará certa.

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Dicas Qualidadeonline

Cozinha cabocla – A imagem da terra e do homem do Vale do Paraíba, deixada por Monteiro Lobato, acabou se consolidando no contexto da cultura regional. A terra era vista como empobrecida, decadente, melancólica, abandonada pelos seus antigos habitantes. O homem, identificado por atributos oriundos da fase anterior da história regional e do momento da decadência da economia cafeeira, era assim caracterizado: preguiçoso, hospitaleiro, místico, ingênuo, triste, ligado ao caráter rural e ao fatalismo. Destacam a tradição religiosa católica como elemento forte da cultura regional, manifestada no cotidiano da vida urbana e rural. Uma mistura de raças, português com índio, alguma coisa negra, e eles foram os antigos bandeirantes que saíram povoando o país. Sua cozinha mistura tudo e é isso que vamos fazer: as receitas dessa comida que até hoje está por aqui e acolá.

Bisteca de porco cabocla – Pegue uma xícara de canjiquinha (quirera de milho) e deixe de molho em água fria por uns 40 minutos. Enquanto isso, tempere seis bistecas de porco com alho, cebola e sal batidos no pilão e um pouco de vinho tinto (o que sobrar use para acompanhar o prato). Acrescente um pouco de azeite em uma panela e doure as bistecas, acrescente uma cebola picada, três xícaras de caldo de carne (pode-se usar três cubos de carne dissolvidos em água quente), e a canjiquinha. Deixe cozinhar por uns 40 minutos ou até que a canjiquinha fique bem macia. Rasgue quatro folhas de couve sobre o refogado, coloque ervas de sua preferência e, se gostar, pimenta vermelha picadinha. Deixe cozinhar por mais uns cinco minutos. Sirva com arroz branco. feijão e angu.