A volta da inflação

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Tom Coelho

Inflação é a única forma de taxação que pode ser imposta sem legislação.” (Milton Friedman)

No ano em que o Plano Real comemora seu aniversário de duas décadas, constatamos que a inflação inercial, infelizmente, está de volta ao Brasil. A série histórica recente comprova que não temos conseguido ficar no centro da meta. Em verdade, os últimos dados indicam que possivelmente iremos superar o teto estabelecido de 6,5% ao ano ainda em 2014. Isso poderá ser evitado mediante a amarga elevação da taxa de juros, com impactos sobre o já pífio crescimento do PIB (além de atrair capital estrangeiro meramente especulativo). Ou o uso de subterfúgios, como por exemplo, postergar para janeiro o reajuste de tarifas públicas e do preço dos combustíveis.

Talvez você não saiba, mas a inflação brasileira entre 1965 e 1994, ou seja, no período compreendido entre o Golpe Militar e o Plano Real, atingiu a impressionante marca de 1,1 quatrilhão por cento! Os jovens das gerações Y e Z não vivenciaram os impactos da superinflação brasileira. Assim, sequer conseguem imaginar o que significa, na prática, inflação diária de quase 3%. Tempos de “overnight”, aplicação financeira automática oferecida pelos bancos para amenizar a depreciação do capital. Tempos de “gatilho salarial”, reajuste aplicado aos salários quando a inflação acumulada atingia o patamar de 20%. Tempos de sucessivos e mal sucedidos “pacotes econômicos”.

A inflação é um mal sinistro e de braços longos. Ela atinge a todos, mas é particularmente perversa com os mais pobres, que têm seu poder aquisitivo reduzido e dispõem de poucos recursos para autodefesa. No longo prazo, ela mina a capacidade de gerenciamento e planejamento, pois passa a ser primordial aproveitar o momento: ou você compra hoje, ou pagará mais caro amanhã. Assim, restringe o horizonte de pessoas, empresas e toda uma nação.

Neste momento, preocupa-me o tratamento que tem sido dado à questão inflacionária. A persistir a inépcia das autoridades, corremos o risco de recrudescer nas conquistas proporcionadas pela estabilidade econômica dos últimos vinte anos. E o grande fantasma atende pelo nome de indexação – o reajuste automático de preços com base na inflação passada, gerando a inflação inercial a que me referi no início do texto. Neste estágio, os índices passam a ser persistentemente crescentes e o final desta história, lamentavelmente, nós já conhecemos.

Tom Coelho é educador, conferencista e escritor com artigos publicados em 17 países. É autor de “Somos Maus Amantes – Reflexões sobre carreira, liderança e comportamento” (Flor de Liz, 2011), “Sete Vidas – Lições para construir seu equilíbrio pessoal e profissional” (Saraiva, 2008) e coautor de outras cinco obras – tomcoelho@tomcoelho.com.br

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Brasil: 52 milhões de consumidores inadimplentes

O número de consumidores inadimplentes voltou a crescer em fevereiro (5,54%) e o volume de vendas a prazo avançaram 0,69%, resultado mais fraco para o mês desde 2012

O número de pessoas físicas inadimplentes na base de registros do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) aumentou 5,54% em fevereiro de 2014 na comparação com o mesmo mês de2013. A alta foi maior do que a verificada em fevereiro de 2013 (5,34%), masmenor do que a registrada em igual período de 2012 (7,74%). A partir dessedado, o SPC Brasil e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) estimam que, ao fim de fevereiro deste ano, havia no Brasil 52 milhões de consumidores que deixaram de pagar pelo menos uma dívida nos últimos cinco anos.

Na avaliação da economista do SPC Brasil, Luiza Rodrigues, após a inadimplência ter fechado o ano de 2013 em trajetória de desaceleração – principalmente por conta da menor disponibilidade de crédito ao consumidor – o indicador tem apresentado comportamento de alta neste início de ano. Para a economista, o resultado era aguardado e reflete as compras não planejadas e contraídas em forma de parcelas no Natal do ano passado, assim como nas liquidações de janeiro — tradicional período de reaquecimento do comércio. Além disso, deve-se provavelmente ao comprometimento do orçamento familiar com pagamentos de despesas típicas de início de ano, como IPTU, IPVA e gastos escolares.

“Os dados confirmam as nossas expectativas de retomada do aumento da inadimplência. Os gastos de começo de ano pesaram no bolso do brasileiro, que passou a enfrentar mais dificuldades para cumprir seus compromissos financeiros, incluindo contas básicas, como água e luz”, explica a economista. Já na comparação com o mês imediatamente anterior (janeiro de 2014), o número de consumidores inadimplentes cresceu +1,95%, o crescimento mais elevado desde fevereiro de 2010, início da série histórica.

O número de dívidas em atraso registradas na base de dados do SPC Brasil cresceu +3,02% em fevereiro de 2014 na comparação com igual período do ano passado. O crescimento foi menor que o observado em janeiro de 2014 frente ao mesmo mês de 2013 (3,15%), mas mesmo assim foi a terceira maior taxa registrada nos últimos 12 meses. Já na variação mensal — fevereiro de 2014 sobre janeiro último — o número de dívidas em atraso avançou 0,80%. O crescimento verificado foi o menor dos últimos três anos.

De acordo com o indicador SPC Brasil, no mês de fevereiro de 2014, cada consumidor inadimplente tinha emmédia 2,044 dívidas em atraso. O resultado é um pouco menor do que o verificado em janeiro de 2014 (2,067 dívidas atrasadas por pessoa física) e também o menor resultado registrado desde o início da série histórica, em janeiro de 2010.

Apesar do menor número médio de dívidas por consumidor inadimplente, a economista Luiza Rodrigues explica que o resultado não reflete somente a quitação de dívidas, mas também o aperto na concessão de crédito.“O que ocorre é que o número de pessoas inadimplentes está crescendo em um ritmo maior do que o número de novas dívidas. É provável que o aumento das inclusões de CPFs nas bases restritivas do SPC Brasil e a ampliação das consultas a essas bases tenham levado, principalmente nos últimos seis meses, à menor concessão de crédito a pessoas que já tinham restrição. Esse processo diminui o número médio de dívidas por pessoa inadimplente”, explica a economista.

As consultas ao banco de dados do SPC Brasil, que refletem o nível de atividade no varejo para as compras parceladas, apresentou avanço de 0,69% em fevereiro de 2014 na comparação com igual período de 2013. Essa variação, ainda que positiva, representou uma forte desaceleração do indicador, que havia registrado um aumento de 11,23% em fevereiro de 2013. O avanço de fevereiro, na base anual de comparação, foi o resultado mais fraco observado nos últimos seis meses e o mais baixo para os meses de fevereiro em toda série histórica, iniciada em 2012.

Na avaliação de Luiza Rodrigues, o resultado reforça o cenário de desaceleração da atividade econômica observada ao longo de 2013 e neste início de ano, período marcado por alta dos juros, queda da confiança do consumidor, crescimento moderado do crédito e desaceleração da massa salarial. Nesse sentido, o SPC Brasil e a CNDL entendem que os lojistas e os bancos estão mais criteriosos para conceder crédito.

“Estamos observando uma tendência de maior rigor no processo de concessão de crédito. O momento é menos favorável ao consumo das famílias, uma vez que o custo para o consumidor comprar a prazo aumentou”, explica Luiza Rodrigues.
No acumulado do bimestre, frente ao mesmo período de 2013, as vendas a prazo registraram um avanço de 2,83%. Na comparação com janeiro de 2014, as vendas apresentaram queda de 0,27%. O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Junior, explica que o resultado negativo na base de comparação mensal é típico do período, até porque o consumidor está com renda mais comprometida nesta época.

Apesar da sazonalidade desfavorável, a queda das consultas em fevereiro de 2014 frente a janeiro de 2014 foi menos acentuada do que a verificada no mesmo período do ano passado (-4,07%), devido ao feriado de carnaval. “Se neste ano o Carnaval tivesse coincidido com fevereiro, como aconteceu nos anos anteriores, a queda no volume de vendas a prazo poderia ter sido ainda maior”, explica Pellizzaro Junior.

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2014: mais um ano para andar de lado

NORMAS COMENTADAS

NBR 14039 – COMENTADA
de 05/2005

Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV a 36,2 kV. Possui 140 páginas de comentários…

Nr. de Páginas: 87

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NBR 5410 – COMENTADA
de 09/2004

Instalações elétricas de baixa tensão – Versão comentada.

Nr. de Páginas: 209

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NBR ISO 9001 – COMENTADA
de 11/2008
(EM VÍDEO)

Sistemas de gestão da qualidade – Requisitos. Versão comentada.

Nr. de Páginas: 28

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Telmo Schoeler

Como estamos no limiar de um novo ano, empresas e gestores estão todos com os periscópios levantados no esforço de enxergar o que vem pela frente, o que fazer e como se posicionar. No meu entender, salvo para algumas empresas e setores pontualmente beneficiados, 2014 será um ano para andar de lado, o que, diante das nossas potencialidades desperdiçadas e de oportunidades pelo mundo, significará mais um ano perdido.

Para entender porque, precisamos olhar para dentro e para fora do país. Internamente, pelo menos quatro fatores continuarão deixando a desejar: a inflação crônica, a assimetria entre as políticas monetária e fiscal, o aumento do déficit público e a deterioração das contas externas, sem perspectivas de mudança por serem atreladas ao modelo político-econômico vigente. No cenário internacional, estamos diante da recuperação e melhoria dos Estados Unidos, dos principais países europeus e da própria China.

E, dentro dessa mesma perspectiva, em decorrência do somatório dessas realidades interna e externa, estamos diante da piora na percepção da economia brasileira. Fatos e percepções estarão contra nós, o que não se reverte apenas com discursos ou promessas, razão pela qual são visíveis no horizonte, a) o rebaixamento do rating de risco brasileiro, b) a apreciação do dólar e c) a diminuição do fluxo de investimento direto e não especulativo.

Importações perderão a conveniência e as exportações tenderão a ser favorecidas, o que parece positivo, embora se imponha uma análise mais profunda. A desindustrialização e falta de investimentos dos últimos anos aumentaram em muito a dependência de insumos importados, o que fará com que a subida do dólar tenha um impacto direto nos custos, por decorrência, nos preços e, portanto, na inflação. Esta, sendo crescente, obrigará o governo a elevar a taxa de juro, com reflexos de aumento nos custos financeiros das empresas e de diminuição na capacidade de consumo da população, pois, mesmo que continue a política de concessão de reajustes do salário mínimo acima da inflação, os preços reais subirão mais do que isso. Em síntese, a balança comercial e de pagamentos tenderá a ser pouco favorecida pelo comportamento do dólar em alta, embora, evidentemente, o agronegócio, as commodities e os minérios deverão ser beneficiados.

Pode ser esperada a continuidade da política de fomento ao consumo via subsídios, benefícios, bolsas ou mesmo desonerações tributárias pontuais para produtos ou setores específicos, mas seu uso retroalimentará negativamente os fatores internos e externos que nos afligem. A obrigatória subida dos juros terá como efeitos: 1) retração do consumo pelo encarecimento do crédito; 2) aceleração do esgotamento da capacidade de endividamento das pessoas físicas; 3) aumento das taxas de inadimplência; 4) maior dificuldade de tomada de crédito, por óbvios critérios de maior seletividade por parte dos bancos.

O clássico efeito tesoura fará com que empresas tenham uma tendência a margens e resultados decrescentes. Por decorrência, a Bolsa de Valores deverá, na melhor das hipóteses, andar de lado. Quem depender de investimentos governamentais não poderá esperar reversão da lentidão ou atraso de obras, pois não haverá recursos suficientes para cumprir cronogramas.

Toda essa realidade aponta para uma performance pouco satisfatória do comércio, em decorrência do endividamento das famílias ter atingido seu limite. Se somarmos essas duas constatações, que já são um fato, veremos que consumidores que compraram além da conta estão recorrendo ao crédito pessoal – com tradicionais taxas altas – para liquidar suas dívidas, o que faz antever um aumento da inadimplência. O esgotamento da capacidade popular de tomada de crédito está também já demonstrado no decrescente uso de recursos do próprio programa “Nossa Casa Melhor”.

Para aquela parcela de brasileiros eternamente otimistas que acham que a Copa da FIFA trará uma injeção de ânimo nos negócios, um alerta: ela poderá favorecer, pontual e limitadamente, hotéis, companhias de aviação e restaurantes, além de impulsionar cervejas e televisores. Mas não será boa para o varejo em geral, pelo fechamento de lojas, feriados, dispersão de atenção, gastos com ingressos e correlatos etc. Como disse um empresário do ramo: “ninguém compra um tênis novo para assistir um jogo”. Sem falar que o término das obras que forem terminadas para a Copa jogará no mercado uma substancial força de trabalho que não necessariamente encontrará novas oportunidades.

Toda essa realidade mostra que o ano entrante terá mais um pibinho com evolução pífia rondando os 2%, como tem sido os últimos, muito longe de uma evolução mínima de 4% a 5% que seria necessária para manter esta nave pelo menos estabilizada, ainda que não pujante.

O cenário será difícil para as empresas endividadas e com estruturas de capital desbalanceadas. Episódios como os do desmoronamento do Grupo X (Eike), mesmo que decorrentes de menor pirotecnia, poderão se repetir. Os erros de governança, planejamento, gestão e falta de realismo econômico, mais do que nunca mostrarão sua cara. Por isso, podemos esperar crescente número de recuperações judiciais e falências, com todos os efeitos daí decorrentes.

Diante disso, e em síntese, cabem as seguintes recomendações às empresas:

ð  Seja mais conservador do que nunca e preserve sua liquidez;

ð  Postergue investimentos e decisões não essenciais;

ð  Fique atento para boas oportunidades de aquisições, pois muitas empresas terão problemas, oportunizando ativos a baixos preços;

ð  Evite e reduza o endividamento;

ð  Se mesmo assim precisar de crédito, os bancos oficiais tenderão a ser melhores alternativas;

ð  Caso recursos de longo prazo forem necessários, debêntures tenderão a ser uma boa alternativa, inclusive porque investidores internacionais serão atraídos por taxas crescentes no Brasil;

ð  Não conte com investidores de capital de risco: será difícil achá-los, salvo em condições desinteressantes de deságio influenciadas pelo cenário brasileiro.

Telmo Schoeler é sócio fundador e Leading Partner da Strategos – Strategy & Management, fundador e coordenador da Orchestra – Soluções Empresariais.

A corda bamba do lucro e do caixa

NORMAS REGULAMENTADORAS

O Portal Target disponibiliza aos seus clientes e usuários, todas as Normas Regulamentadoras, estabelecidas pelo MINISTÉRIO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, que têm como objetivo disciplinar as condições gerais relacionadas à saúde e segurança do trabalhador em cada atividade ou posto de trabalho.

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Paulo Sérgio de Moraes Sarmento

Perseguimos o lucro como razão principal da existência e sobrevivência de uma empresa. No entanto, considerar o fluxo de caixa positivo é tão essencial quanto. Uma posição não substitui a outra, mas podemos admitir que uma empresa possa ficar um tempo sem lucro ou até mesmo no prejuízo. Um tempo apenas. Agora, quanto ao seu caixa não há o que se discutir: uma empresa sem caixa está em apuros. Pior se não tiver crédito também.

Certos projetos e empreendimentos bem intencionados que apresentam viabilidade no longo prazo, podem não chegar lá exatamente porque há falha no importante detalhe de formação de caixa no tempo adequado. Ou seja,  no planejamento o longo prazo está bem, mas no curto a empresa não tem caixa, não tem fôlego. Que adianta mostrar lucro se não tem caixa positivo?

O caixa garante a oxigenação da empresa. É o sangue que circula garantindo o funcionamento de todo o seu organismo. Com ele se pode investir, financiar, prover e manter a operação funcionando. Se ela funcionar bem, aí sim vai gerar o lucro. Tendo lucro terá um caixa mais robusto.

Geração de caixa deve ser um ponto de observação constante e motivo de aperfeiçoamento das estratégias. Sem o fluxo positivo do caixa os problemas ficam sem solução, ou melhor, passa-se a conviver com a emergência, faltando com as suas obrigações e com a manutenção dos recursos produtivos.

É preciso entender a complexidade da administração e perceber que tanto o lucro como a formação de caixa são extremamente necessários e geralmente estão em compassos diferentes. Quando não se gera lucro, há problemas de caixa levando a tomar empréstimos ou venda de ativos. Só que o problema continua porque não há lucro.É possível que o planejamento considere um período inicial de caixa negativo com suprimento de empréstimos, contando com o amadurecimento das atividades e um retorno econômico lá na frente.

Outro aspecto relevante e ao mesmo tempo contraditório em certas gestões é quando temos uma empresa lucrativa, boa de caixa e, exatamente por isso, acaba investindo em novos negócios pouco rentáveis e fracos de geração de caixa, acabando por comprometer a galinha dos ovos de ouro. A rentabilidade é o principal objetivo de uma empresa e só ela garante a sua longevidade.

A administração do caixa, do seu fluxo positivo é o segredo da saúde financeira e do crescimento. O caixa precisa ser gerado a tempo e no montante ideal e isso deve ser articulado em sintonia com as atividades primárias da cadeia de valores, como vendas, marketing, logística, operações e pós-vendas.

O banco que empresta analisa se o caixa é suficiente para haver pagamentos no prazo contratado. Ele, na prática, não se importa com o lucro da empresa. Essa é uma preocupação dos acionistas dela. Se a geração de caixa não for suficiente e não tiver provisões para contingências e reservas para a reposição de ativos, o patrimônio líquido vai diminuindo e lá se vão as garantias.

O EBTIDA (cuja tradução do inglês é “antes dos juros, impostos, depreciação e amortizações”) é a análise preferida e está na moda exatamente porque dá a medida da geração de caixa que gera capacidade de pagar dividendos, reinvestimentos e caixa para o investidor.  Mas, é uma análise que esconde as oscilações no capital de giro em decorrência de inadimplência, dos prazos menores de fornecedores e estoques mal balanceados. Se a empresa faz empréstimos para cobrir falta de capital ou prejuízos, os juros que terá que pagar não aparecem no EBITDA.

Perversamente, o lucro paga imposto. Numa sociedade, pagar impostos significa uma diminuição dos meios de pagamentos e menor capacidade de pagar dividendos e até mesmo limitações para novos investimentos. Os dois: lucro e caixa têm que funcionar em harmonia e são inseparáveis. São eles que criam o valor da empresa. Tem a ver com o que se compreende por uma empresa saudável, geração de caixa depois de pagar o custo do capital de terceiros, depreciação e o resto. Planejamento é bom para o caixa e para o lucro.

Paulo Sérgio de Moraes Sarmento é economista e sócio da VSW Soluções Empresariais.

Como prevenir a inadimplência

Sistemas de Informações Tecnológicas Target Gedweb

Instalações Elétricas de Média Tensão – Principais soluções para evitar riscos, prejuízos e atender a legislação em vigor – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

Aterramento e a Proteção de Instalações e Equipamentos Sensíveis contra Raios: Fatos e Mitos – Presencial ou Ao Vivo pela Internet – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

inadimplenciaUm levantamento exclusivo da Boa Vista Serviços mostrou que mais da metade dos consumidores (56,4%) que saíram do banco de dados voltaram a se tornar inadimplentes após o prazo de um ano. O levantamento é de âmbito nacional e foram analisadas as exclusões e inclusões no Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), desde setembro de 2011 até maio de 2013.

Observando-se o período dos três primeiros meses após a saída do banco de dados, três em cada dez consumidores que limpam o seu nome voltaram à condição de inadimplência. Para a Boa Vista Serviços, mais de um fator poderia explicar esse comportamento, mas a falta de planejamento financeiro mais rigoroso está na origem de todos eles. Se a reincidência ocorreu porque o consumidor fez uma renegociação que não coube no seu orçamento, ou decorreu de compras por impulso ou ainda por algum imprevisto no trabalho, ou por motivo de saúde, por exemplo, em qualquer uma dessas circunstâncias, lidar com crédito e consumo de uma forma mais planejada é a melhor maneira para prevenir a inadimplência.

Manter o equilíbrio do orçamento doméstico vai muito além de cortar gastos e economizar. Requer entender a relação entre a sua renda, o seu comportamento de consumo e as condições de crédito que lhe serão oferecidas. Pensando nisso como um “ecossistema de crédito sustentável”, a Boa Vista Serviços criou dez passos que ajudam a lidar melhor com o dinheiro:

1- Reúna a família e some todas as “receitas”, como salário líquido, trabalhos extras, bicos, pensões, recebimentos de aluguéis e outras rendas.

2- Relacione todos os gastos e despesas ao longo do mês, desde contas de aluguel, água, luz, cartão de crédito, presentes, refeições e até passeios no final de semana.

3- Separe as despesas fixas (aluguel, financiamentos), as variáveis (água, luz, telefone, cartão de crédito) e as imprevistas (consertos, reformas, remédios).

4- Some todos os ganhos e subtraia todas as despesas. Veja o saldo e busque todos os meses gerar um resultado positivo, ou ao menos equilibrar os ganhos e os gastos.

5- Aprenda a poupar. Tenha isso como determinação e torne um hábito.

6- Planeje a poupança de emergência, que consiste em prevenir problemas causados por perda de emprego, doença em família ou outros imprevistos. O ideal é ter uma reserva de 6 vezes o valor de seu ganho mensal para esse fim.

7- Faça uma lista das despesas que a família poderia cortar de seu orçamento mensal, buscando alternativas de controle de gasto.

8- Planeje seus sonhos. Você pode estabelecer quais são esses sonhos, definir quanto custa e em quanto tempo pretende realizá-lo, além de definir o valor mensal para poupar.

9- Seu nome é seu maior patrimônio. Em caso de uma dívida vencida e não paga, procure renegociar. Faça uma consulta grátis do seu CPF (www.consumidorpositivo.com.br) e entre em contato com o credor para negociar o débito.

10- Mantenha uma relação sustentável de crédito, assumindo apenas aquilo que cabe em seu orçamento.

golfinho

Procon-SP responde às dúvidas sobre os consórcios

NORMAS BRASILEIRAS E MERCOSUL

As Normas Técnicas em Formato Digital no Portal de Normas ou no GEDWeb podem ser adquiridas por meio da internet e oferecem inúmeras vantagens para sua empresa:

Redução de custos — uma única cópia do documento pode ser utilizada por toda a empresa e, em se tratando de arquivos digitais, a conservação e o controle são absolutos.

Facilidade — acesso pela intranet, via internet, pelo servidor da empresa, garantindo segurança e rapidez.

Agilidade — as informações desejadas são localizadas com rapidez, por meio das ferramentas de busca no sistema. Pode-se imprimir trechos ou o texto integral da norma desejada.

Praticidade — para simplificar o processo de compra e possibilitar o acesso rápido à informação necessária, as Normas Técnicas em Formato Digital podem ser adquiridas e acessadas por meio da internet ou via download por meio de e-commerce.

Além de todas essas vantagens, a Norma Digital traz a segurança de um documento válido para auditorias de Sistemas da Qualidade, conforme requisitos encontrados nas normas da série NBR ISO 9000 e do Meio Ambiente NBR ISO 14001, quanto ao controle e gerenciamento de Normas Técnicas. Por isso é o meio mais adequado e eficaz para que as organizações possam utilizar e manter atualizadas suas normas.

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consorcioUm consórcio é a aquisição de cotas feita por um grupo de pessoas que desejam comprar um bem em comum (um imóvel ou um carro, por exemplo). O consumidor determina, na hora de assinar o contrato, quais as características do bem que deseja adquirir, paga um valor mensal e recebe o produto quando for sorteado ou por meio de lance.

Quais são as diferenças entre consórcio e financiamento? Consórcio é uma boa opção para quem não tem pressa de adquirir o produto, pois existe a possibilidade de ser contemplado somente no final das parcelas. Já no financiamento o consumidor recebe o bem imediatamente. Veja mais no post “Consórcio é opção de investimento para consumidor que não tem pressa”.

Quais cuidados devo ter antes de assinar o contrato? O consumidor deve ler atentamente o contrato na íntegra, questionar eventuais dúvidas e em hipótese alguma assinar caso discorde de alguma cláusula. É importante guardar uma cópia para futuras consultas ou reclamações. Procure se informar, junto ao Banco Central, se a administradora do consórcio possui autorização para atuar no ramo. Também deve-se verificar como se dará os pagamentos, e em caso de contemplação a, necessidade de apresentação de garantias (como avalista, por exemplo).

Possuo restrições no meu CPF, haverá algum problema na hora de pegar a carta de crédito? Pode se tornar um impedimento dependendo das condições assinaladas no contrato. Portanto é importante verificar no contrato e questionar junto a administradora para não haver empecilhos.

O que deve ser pago no momento em que eu aderir ao grupo? Não há cobrança de taxa de adesão, porém é possível que a administradora requeira o pagamento antecipado da primeira mensalidade, assim como taxas de administração.

Como é feito o cálculo do valor das prestações? A prestação mensal é o resultado do valor do crédito (fundo comum) acrescido de taxas impostas no contrato, como seguro, fundo de reserva e taxas de administração.

Tenho parcelas em atraso, quais taxas a mais a empresa pode me cobrar? Multa, juros e demais encargos devem estar fixados em contrato, a multa por atraso não poderá exceder a 2%. Lembrando que o atraso de uma parcela pode impedir que o consumidor seja contemplado.

É possível antecipar o pagamento de parcelas? Verifique se esta possibilidade consta em contrato. O abatimento das mensalidades será feito de ordem inversa, a partir da última. Mas, não há descontos para antecipação de parcelas. O contrato só será considerado quitado no encerramento do grupo e não havendo valores a complementar por eventual variação do preço do bem. Lembre-se: consórcio não é financiamento.

Como pode ser feita a contemplação? Através de sorteios mensais ou lance vencedor (maior valor oferecido por um dos membros do grupo). Caso haja insuficiência de recursos, é possível que a administradora realize somente a contemplação por lance. Importante: as formas citadas acima são as únicas para a contemplação. Não acredite em ofertas que prometam facilitar tal processo.

Qual o prazo para adquirir o bem depois que receber minha carta de crédito? O prazo deve estar disposto em contrato ou regulamento. A carta pode ser usada até o encerramento do grupo.

Quero desistir do consórcio. Tenho direito a restituição do valor pago? Nesse caso, o consumidor deve esperar que seja feito um sorteio com os demais desistentes, ou o encerramento do grupo para receber o valor pago de volta.  É possível que haja cobrança de multa por rescisão do contrato.

Como se dá o encerramento do grupo? A partir da data de realização da última assembleia, a administradora tem o prazo de 60 dias para comunicar aos membros que os créditos não utilizados estão disponíveis. O grupo só pode ser encerrado com no mínimo 30 dias depois que os membros do grupo foram devidamente informados do encerramento.

O uso de de fibras naturais para recomposição de áreas degradadas

Por sua capacidade de recomposição do solo com maior eficiência e sem deixar resíduos, as biomantas e biorrolos de fibras naturais tem sido cada vez mais usadas pela indústria da mineração e do agronegócio, principalmente para recuperação de taludes e áreas degradadas. O material, uma espécie de tapete de tecido com fibras da casca do coco, evita erosões e ressecamento do solo, por reter a umidade, além de prevenir dispersão das sementes, criando um ambiente favorável para o desenvolvimento da planta.

Por ser totalmente orgânica, a manta é biodegradável. Com o crescimento da vegetação no local, ela se decompõe, transformando-se em adubo.

O processo inclui plantação de sementes, adubação e cobertura com o material, evitando deslizamentos em direção a cursos d´água ou nascentes, por exemplo. “O uso no Brasil é crescente, e o país ainda tem potencial para utilizar muito mais esse material”, explica Roberto Lessa, vice-presidente da Aurantiaca. A empresa, fundada na Bahia para fazer aproveitamento integral do coco, investe numa estrutura industrial para produzir em grande escala e com qualidade biorrolos e biomantas naturais.

Lessa explica que as biomantas antierosivas apresentam os melhores resultados no quesito custo, tempo de resposta e biodegrabilidade. As fibras são costuradas formando uma trama bem resistente e protegida por redes de polipropileno ou juta, o que permite uma vida útil suficiente para os vários ciclos de germinação, além de serem altamente sustentáveis.

As novas relações entre clientes e instituições financeiras

REGULAMENTOS TÉCNICOS

Os Regulamentos Técnicos, estabelecidos por órgãos oficiais nos níveis federal, estadual ou municipal, de acordo com as suas competências específicas, estabelecidas legalmente e que contém regras de observância obrigatórias às quais estabelecem requisitos técnicos, seja diretamente, seja pela referência a uma Norma Brasileira ou por incorporação do seu conteúdo, no todo ou em parte, também estão disponíveis aqui no Portal Target. Estes regulamentos, em geral, visam assegurar aspectos relativos à saúde, à segurança, ao meio ambiente, ou à proteção do consumidor e da concorrência justa, além de, por vezes, estabelecer os requisitos técnicos para um produto, processo ou serviço, podendo assim também estabelecer procedimentos para a avaliação da conformidade ao regulamento, inclusive a certificação compulsória. Você pode realizar pesquisas selecionando o produto “Regulamentos Técnicos” e informando a(s) palavra(s) desejada(s). Acesse o link https://www.target.com.br/produtossolucoes/regulamentos/regulamentos.aspx

Daniel Ávila

O termo “alinhamento de interesses” tem ganhado cada vez mais relevância no ambiente corporativo e provavelmente deve ser o novo vetor para se fazer negócios no mercado financeiro. O nível geral de informação tem melhorado com a difusão pela internet e as pessoas hoje podem compreender melhor suas relações com fornecedores de produtos e serviços, bem como os interesses envolvidos. No mercado financeiro não é diferente.

Embora a maioria das operações sejam muito abstratas, a distância entre os bancos e o consumidor tem diminuído, seja pelo maior interesse dos investidores ou mesmo pelas iniciativas de educação financeira – muitas vezes promovidas pela própria imprensa através de cadernos especializados em finanças com linguagem simples e acessível. Paralelamente, observamos um fenômeno contemporâneo e de massa: cada vez mais o patrimônio financeiro tem se tornado relevante às famílias. E isto possui relação direta com o padrão de vida e a segurança patrimonial que todos buscam com o trabalho e os esforços de poupança. E em geral, o nível de renda e patrimônio, reflete o nível educacional, de forma diretamente proporcional.

Sendo o mercado financeiro um veículo que canaliza parte da poupança popular para empreendimentos da economia real, é certo que entre tomadores, financiadores e intermediários, haja um alinhamento de interesses para gerar o maior valor possível e reparti-lo de forma mais equilibrada. Este deveria ser o ideal de funcionamento. Mas a realidade é um pouco diferente. Hoje grande parte dos clientes tem dividido o lucro e arcado com os custos e riscos envolvidos nas operações.

Esta dinâmica tem aberto espaço para que novos concorrentes aproveitem esta oportunidade. Quem se posicionar ao lado dos clientes pode conquistar parte de um mercado crescente e ainda participar de um negócio construído com a identidade de uma geração que busca mais do que um emprego: busca propósitos.

O relato de Greg Smith, ex-diretor do banco americano Goldman Sachs, é bastante ilustrativo sobre o limite de deterioração das relações entre clientes e instituições financeiras. Antes uma empresa admirada, que atraía jovens motivados a seguir carreira em um setor aspiracional; hoje um ambiente descrito como de relações degradas e muito distante dos pilares que o fez prosperar por mais de um século de operação.

Em um artigo publicado em 2012 no NY Times, Smith retrata o depoimento de um antigo entusiasta do Goldman, que se desmotivou pelo ambiente de negócios criado para simplesmente gerar lucros e bônus em detrimento do patrimônio do cliente. Este é um problema moral da diretoria que se alastra para a instituição e requer permanente vigilância, pois é resultado de incentivos mal direcionados, focado apenas nos resultados de curto prazo, preterindo o cliente e deteriorando a relação que sustenta o negócio.

Esse desalinhamento de interesses pode ter sido um dos motivos que desencadeou a crise de 2008, e que o principal interesse da área comercial era distribuir ativos financeiros, preocupada com as comissões imediatas e sem o necessário comprometimento com a maturação ou risco do investimento para o cliente. Felizmente o investidor tem percebido esses acontecimentos e está cada vez mais crítico e cético em relação ao mercado financeiro. Como o patrimônio de muitos já passou a ser mais importante que a própria renda, o nível de preocupação e exigência mudou de patamar. Ele passou a ser a garantia da manutenção de um padrão de vida e precisa ser mantido durante os anos em que a força de trabalho tende a ser reduzida.

Um dos atributos da internet é inverter a lógica de poder, possibilitando mudar a forma de fazer negócio. Com o mercado financeiro não será diferente. Não há como projetar um negócio para os próximos 50 anos, ancorar-se nos modelos do passado e desejar ser bem sucedido.

Com o poder da informação nas mãos dos consumidores, teremos famílias cada vez mais interessadas em buscar empresas que consigam trabalhar de forma transparente e alinhada, proporcionando a geração de valores recíprocos e melhorando a forma de se fazer negócios. Ainda bem.

Daniel Ávila é diretor da Vérios Investimentos e do site www.comparacaodefundos.com