Por que o Brasil ainda não tem mestrado e doutorado a distância?

CEP – Controle Estatístico de Processo – A partir de 3 x R$ 165,00 (56% de desconto)

Curtos-Circuitos e Seletividade em Instalações Elétricas Industriais – Conheça as Técnicas e Corretas Especificações – A partir de 3 x R$ 257,81 (56% de desconto)

Inspetor de Conformidade das Instalações Elétricas de Baixa Tensão de acordo com a NBR 5410 – A partir de 3 x R$ 320,57 (56% de desconto)

NR 10 – Atendendo às exigências do Ministério do Trabalho – Reciclagem Obrigatória – A partir de 3 x R$ 264,00 (56% de desconto)

Dolores Affonso

Muitas pessoas me perguntam se eu tenho mestrado e doutorado. Não, não tenho. Sou professora de graduação e pós-graduação, coach, consultora e, profissionalmente, preciso de um mestrado, além de pessoalmente sonhar com isso há alguns anos! É um grande objetivo pessoal e profissional! O meu problema, e de muitas outras pessoas, não é achar um programa de mestrado que me agrade ou me candidatar, mas as inúmeras dificuldades em cursar um mestrado presencial.

Uma pessoa com deficiência encontra muitas barreiras e é necessário vencê-las diariamente para alcançar seus objetivos e sonhos. Muitas delas poderiam ser facilitadas, derrubadas com políticas e ações simples.

A exclusão é um problema grave no Brasil. É possível contar nos programas de mestrado a quantidade de pessoas com deficiência que, com muitas dificuldades e se superando todos os dias, conseguem cursá-los.

Um mestrado a distância resolveria grande parte deste problema. Mas, por mais incrível que possa parecer para nossa sociedade, o Brasil não tem um programa de mestrado a distância como já ocorre em diversos países. A UAB (Universidade Aberta do Brasil) até lançou alguns programas de mestrado semipresenciais para professores da educação básica, em artes, história, física, matemática etc., mas que não atendem à demanda nem supre as necessidades profissionais e acadêmicas de quem busca um mestrado ou um doutorado fora do escopo oferecido.

Atualmente, estudo a possibilidade de cursar mestrado a distância em Portugal, Espanha ou Estados Unidos, mas adoraria poder cursar no meu país. A educação aberta e em rede é uma realidade no mundo e o Brasil ainda tem muito que caminhar neste sentido. Temos no país diversas instituições de renome internacional, públicas e privadas que poderiam oferecer este nível de formação acadêmica e profissional na modalidade a distância, não apenas para brasileiros, como também para estrangeiros interessados em investir em seus estudos em nossas universidades. Ouço diversas alegações sobre a possível má qualidade de um programa nestes moldes, mas não entendo de onde surgiu este pensamento.

No Brasil, temos centenas de instituições que oferecem graduação e pós-graduação na modalidade EaD com altíssima qualidade e reconhecimento internacional, como a Fundação Getúlio Vargas, IBMEC, PUC, USP e tantas outras, inclusive públicas. Além disso, diversas instituições pelo mundo já oferecem mestrados a distância e com alta qualidade! Então, por que no Brasil deveria ser diferente?

Podemos citar diversos motivos para que tal medida seja implementada. O que me vem primeiro à mente são as barreiras que enfrento diariamente como uma pessoa com deficiência visual. Não apenas eu, mas 45,6 milhões de pessoas com deficiência em todo o país enfrentam inúmeras barreiras no seu dia a dia, inclusive na sua vida acadêmica, profissional e social, como a falta de acessibilidade das cidades, dos transportes públicos, que dificultam nosso deslocamento. Se pararmos para observar, veremos as enormes dificuldades dos cadeirantes e deficientes visuais em se deslocar de um ponto a outro, inclusive a vulnerabilidade.

Claro que todos são vulneráveis à violência, mas, se enxergando já fica difícil perceber uma situação de risco, imagine sem enxergar? É difícil fugir de uma situação de perigo, imagine sem andar, preso numa cadeira de rodas? Como pedir socorro, ligar para a emergência sendo surdo, mudo ou com alguma dificuldade de fala? Além dos problemas de locomoção, comunicação e segurança, ainda enfrentamos as dificuldades internas das instituições que não estão prontas para atender as necessidades de tais alunos. Mas não é só nas pessoas com deficiência que devemos pensar!

Na atualidade, as pessoas têm cada vez menos tempo, o que limita sua disponibilidade para cursar um mestrado presencial. Isso é comprovado pela quantidade de pessoas cursando a modalidade a distância. Segundo a ABED (Associação brasileira de Educação a Distância), são quase 6 milhões de alunos no ensino superior a distância no Brasil. Dados do censo EADBR de 2012.

Além da flexibilidade de horários, de poder estudar de qualquer lugar, ainda há o avanço acelerado das tecnologias que facilitam, tornando a EaD muito mais acessível, oferecendo maior possibilidade de uma educação inclusiva, para todos. Com a EaD, é possível, mesmo fora dos grandes centros, no interior, áreas rurais, urbanas, etc. cursar uma formação acadêmica e profissional.

Ainda sobre a qualidade, muitas pessoas me perguntam como foram meus estudos pela modalidade EaD e falo com muito orgulho: fiz graduação em Administração de empresas e três pós-graduações a distância em Marketing, Design Instrucional e Educação Especial e as instituições foram ótimas e os cursos de alta qualidade.

Proponho uma consulta pública para que o MEC identifique o contingente imenso de interessados em mestrados e doutorados a distância e os implantem no país. Afinal, essas pessoas acabam, atualmente, optando por cursar em universidades fora do Brasil, quando poderiam cursar aqui! E me pergunto: Por que o Brasil não tem mestrado e doutorado a distância? Nós (pessoas com deficiência) queremos fazer mestrado e doutorado também! E queremos oportunidades iguais!

Mas não é por falta de políticas públicas neste sentido que deixaremos de sonhar com o crescimento acadêmico e profissional e com uma vida melhor. Vamos à luta!

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade – www.congressodeacessibilidade.com

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Cinco passos para superar a deficiência e alcançar uma vida plena

CURSOS PELA INTERNET PARA O SETOR DE ALIMENTOS

Contaminantes químicos e suas medidas de controle – Disponível pela Internet – Ministrado em 01/08/2014

Avaliar criticamente, compreender e controlar contaminantes químicos em alimentos.

Controle Integrado de Pragas – Disponível pela Internet – Ministrado em 10/07/2014

Compreender as principais pragas, cuidados e medidas de controle para um controle efetivo dentro de empresas alimentícias.

Dolores Affonso

Durante séculos, as pessoas com deficiência foram consideradas incapazes, sofreram preconceito e foram excluídas da sociedade. Atualmente, muitas pessoas, estudiosos, educadores, instituições e governos em todo o mundo buscam formas de incluir as pessoas com deficiência através de políticas públicas para a educação, o trabalho, etc. Entretanto, é preciso preparar também o deficiente para conviver com as diferenças e criar um mundo melhor.

Muitas são as dificuldades vivenciadas por uma pessoa com deficiência, seja na escola, no trabalho, na vida social, no acesso aos bens e serviços públicos etc. No mercado de trabalho, por exemplo, em 2011, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, pouco mais de 300 mil deficientes tinham emprego com carteira assinada no país. O número de deficientes em subempregos e desempregados é muito grande.

A falta de respeito com os deficientes é enorme, desde carros estacionados na vaga de deficientes até a falta de legendas, audiodescrição, língua de sinais, rampas de acesso e outros recursos de acessibilidade que poderiam tornar a vida das pessoas com deficiência muito mais fácil. Esses e outros problemas de acessibilidade poderiam ser resolvidos facilmente por governos e empresas com ações simples. As novas tecnologias assistivas, de informação e comunicação e outros recursos ainda têm muito que evoluir, mas já há diversos dispositivos e ferramentas que podem ser usados para facilitar a vida.

No entanto, a maioria das empresas privadas e instituições públicas não as utilizam, seja por falta de informação, interesse ou recursos financeiros. Além disso, os próprios deficientes não sabem usá-las, bem como não têm acesso ou recursos financeiros para adquiri-las. E ainda tem o medo!

Sabemos que esse medo dos deficientes não se restringe ao uso das tecnologias, mas ao mundo opressor que cobra o sucesso, mas não dá as mesmas condições e oportunidades na vida, levando ao medo, à reclusão em busca de proteção contra o preconceito e à exclusão, como resultado da submissão às regras da sociedade sem lutar pelos seus direitos. Para vencer esses medos e, consequentemente, a deficiência, é preciso abrir a mente para o novo, para o conhecimento e para a informação.

Muitas pessoas me perguntam o que podem fazer para desenvolver sua autonomia, superar limitações, aprimorar habilidades e realizar o seu potencial pessoal, profissional emocional etc. para alcançar a vida plena que querem, atingindo seus objetivos, realizando seus sonhos e ajudando outras pessoas. Assim como eu, diversas pessoas com deficiência e necessidades especiais se superam a cada dia e, para isso, tiveram que buscar uma forma, um método, ferramentas.

Mas como superar? Como eu superei e tantas outras pessoas também? São somente cinco passos para alcançar uma vida plena!

O primeiro passo é o autoconhecimento. Conheça a si mesmo! Um dos grandes problemas da pessoa com deficiência é não conhecer a si mesmo, sua deficiência, limitações e, principalmente, seu potencial. Se aceite como você é!

O segundo passo é a informação. Mantenha-se informado! Conhecer seus direitos, deveres e tudo aquilo que pode auxiliar na sua vida, como as ferramentas e tecnologias disponíveis, onde encontrar e como adquirir, tornarão você muito mais independente e produtivo.

O terceiro passo é a organização e o planejamento. Planeje sua vida e seu futuro! Retomar os sonhos, definir objetivos e metas, bem como as formas, estratégias e ações para alcançá-los, ou seja, construir a vida que você sempre quis e o futuro com que sempre sonhou.

O quarto passo é a motivação e superação. Seja auto motivado e supere a deficiência! Manter-se motivado só depende de você.

O quinto e último passo é a disseminação, ou seja, ajude outras pessoas, passe para frente o que aprendeu e ajude o mundo a se tornar um lugar melhor para todos!

Seguir esses passos fará toda a diferença na sua vida, pois, assim como eu pude lutar e sair vencedora, apesar de todas as adversidades, você também pode! Só depende de você vencer esta batalha!

Dolores Affonso é coach, palestrante, consultora, designer instrucional, professora e idealizadora do Congresso de Acessibilidade www.congressodeacessibilidade.com

Como o país deve se preparar para a acessibilidade em 2014?

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acessibilidadeA Fédération Internationale de Football Association (FIFA) tem uma preocupação quanto à acessiblidade nas reformas e construção de estádios para as copas do mundo. Em um documento intilulado Football Stadiums: Technical recommendations and requirements, o Título 6.4 trata dos Torcedores com Necessidades Especiais, a quem deve ser dada atenção apropriada para acomodar com segurança e conforto, incluindo locais de visão bons e desobstruídos, rampas para cadeiras de rodas, instalações sanitárias especiais e serviços de apoio. recomenda que os espaços para cadeirantes e assentos sejam distribuídos por todo o estádio, de modo que, ao comprarem os ingressos, todos, deficientes ou não, tenham as opções num estádio (ibidem)5. Aos cadeirantes, deve ser possível acessar o estádio por qualquer das entradas – inclusive pelas entradas para os setores VIP e VVIP, para os centros de mídia e de radiodifusão, e para as instalações dos jogadores – podendo seguir para seus assentos sem inconvenientes, quer para si quer para outros torcedores (ibidem)6. Para os espaços reservados aos cadeirantes, devem existir portas de entrada específicas, pois não devem ser acomodados em locais no estádio onde a sua incapacidade de mover-se rapidamente possa representar perigo para si ou para outros torcedores em emergências. Outra sugestão é a de que sejam reservados entre 0,5 % e 1% de todos os assentos para deficientes.

No Brasil, existe a Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências, seu decreto regulamentador (Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004). Também, existem várias normas técnicas da ABNT, das quais se destaca a NBR 9050 sobre acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. acessibilidade. Para a norma, trata-se da possibilidade e condição de alcance, percepção e entendimento para a utilização com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos. Esse é um conceito que não abrange especificamente categorias de pessoas, mas todos. Para ser acessível, segundo a norma, o espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento que possa ser alcançado, acionado, utilizado e vivenciado por qualquer pessoa, inclusive aquelas com mobilidade reduzida. O termo acessível implica tanto acessibilidade física como de comunicação.

Na Lei 10.098/2000, apresenta-se o conceito reduzido por questões de objeto da própria norma legal, que é o de estabelecer normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação‖ (art. 1º, grifo nosso). Assim, em seu art. 2º, I, define acessibilidade como a possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida‖. Essa definição é ligeiramente estendida no Decreto 5.296/2004 para a condição para utilização, com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação, por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.

Dessa forma, as edificações, no que tange a acessibilidade, podem ser caracterizadas de três formas: adaptável, adaptada ou adequada. É adaptável, quando as características do espaço, edificação, mobiliário, equipamento urbano ou elemento podem ser alteradas para que se torne acessível; adaptada, quando as características originais foram alteradas posteriormente para serem acessíveis; e adequada, quando características foram originalmente planejadas para serem acessíveis. Para as obras da copa do mundo de 2014, essa norma técnica importa não somente ao interior dos estádios, mas também a seus entornos, por definir, entre outras, especificações quanto aos acessos de calçadas e às vagas de estacionamentos. O nível de detalhamento da norma, em suas 97 páginas, permite o esclarecimento da maioria das dúvidas na hora da elaboração dos projetos. Um exemplo, comparativo é o de definição de número de espaços para cadeirantes e de assentos para pessoas com mobilidade reduzida e pessoas obesas, expresso no quadro abaixo.

Espaços para cadeirantes e assentos para pessoas com mobilidade reduzida e pessoas obesas

Fonte: NBR 9050:2004

Assim, um estádio que tenha a capacidade total de 50.000 pessoas na arquibancada deverá ter 64 espaços para cadeirantes (15 + 49), 59 (10 + 49) assentos para pessoas com mobilidade reduzida e mesmo número de assentos para pessoas obesas. Uma área VVIP com capacidade total de 100 pessoas, deverá ter 3 espaços para cadeirantes, um assento para deficiente e um para pessoa obesa. Se uma área VIP tiver 600 lugares, serão 16 (10+6) espaços para cadeirantes, 6 assentos para deficientes e 6 para pessoas obesas. Toda essa preocupação se faz necessária já que segundo os novos dados do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no Brasil 6.585.308 pessoas com deficiência visual. Deste total, 582.624 pessoas possuem cegueira e 6.056.684 possuem baixa visão. O número representa 3,5% dos brasileiros, ou seja, a deficiência com maior incidência na população do país. A pesquisa revela ainda que 23,91% da população brasileira tem algum tipo de deficiência.

A deficiência visual é definida como a perda total ou parcial, congênita ou adquirida, da visão. O nível de acuidade visual pode variar, o que determina dois grupos de deficiência: cegueira ou baixa visão. A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que retinopatia diabética, glaucoma e degeneração macular relacionada à idade (DMRI), são as principais causas da cegueira na população adulta. Entre as crianças as principais causas são retinopatia da prematuridade e glaucoma congênito. Eliminar a cegueira evitável é um desafio. Para a gerente da Fundação Dorina Nowill para Cegos, Eliana Cunha Lima, a prevenção parte de uma melhoria nas condições de vida da população, que resulta em melhoria da saúde em geral, inclusive a ocular. Para evitar a cegueira na infância é importante ainda a vacinação de mulheres adultas, fundamental na prevenção da rubéola, do sarampo, da toxoplasmose, que podem levar a doenças congênitas às crianças cujas mães a possuem. Já o adulto deve fazer o acompanhamento regular de doenças metabólicas e pré-existentes como pressão alta e diabetes, que também podem causar cegueira.

A OMS aponta que se houvesse um número maior de ações efetivas de prevenção e/ou tratamento, 80% dos casos de cegueira poderiam ser evitados. Eliana observa que a perda visual altera a forma das pessoas perceberem-se, de relacionar-se com os outros, de perceber o ambiente e relacionar-se com ele. Porém com tratamento precoce, atendimento educacional adequado, programas e serviços especializados, a perda da visão não significa o fim de uma vida independente e produtiva. “Os dados apresentados pelo IBGE são importantes para guiar nosso trabalho e compreender o tamanho do desafio para facilitar a inclusão social de pessoas com deficiência visual” comenta Adermir Ramos da Silva Filho, diretor-presidente voluntário da fundação.

O atendimento especializado oferece ao deficiente visual, tratamento adequado às suas necessidades, proporcionando condições para um desenvolvimento pleno, de acordo com seu potencial individual e condições sociais, educacionais e econômicas, para sua inclusão social. Neste sentido, a Fundação Dorina oferece às pessoas com deficiência visual, de todas as faixas etárias, serviços especializados de clínica de baixa visão, reabilitação, educação especial e empregabilidade. O trabalho é desenvolvido com equipe interdisciplinar composta por profissionais das áreas de: Serviço Social, Psicologia, Pedagogia, Fisioterapia, Professores de Orientação e Mobilidade, Terapia Ocupacional, Ortóptica e Oftalmologia. Neste ano já foram atendidas cerca 1.500 pessoas.

Para Vandier Inácio Medeiros, engenheiro civil, 26 anos, cliente da Fundação Dorina há cinco meses, os serviços estão se mostrando fundamentais para a sua reabilitação desde que perdeu a visão há oito meses. “Eu cheguei à Fundação Dorina assustado. Com a ajuda dos profissionais, da psicóloga, estou compreendo melhor toda dimensão do que é ser uma pessoa com deficiência visual. Aqui tenho aulas de informática e de mobilidade, que já são bem importantes, mas também quero aprender braille, atividades da vida diária e fisioterapia. Tudo a seu tempo. Sei que ainda tenho muitas coisas para reaprender”. A deficiência visual severa foi a que apresentou maior incidência: 3,5% declararam possuir grande dificuldade ou nenhuma capacidade de enxergar, sendo 1,5% em 2000. A deficiência motora severa foi a segunda maior, apontada por 2,3% dos que declararam possuir alguma deficiência. Em 2000, o índice foi de 1,4%. O porcentual de pessoas com deficiência auditiva severa aumentou de 0,6% para 1,1%. A deficiência intelectual foi a única que apresentou redução, passando de 1,7% da população em 2000 para 1,4% em 2010.

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A mobilidade urbana no Brasil

Sistemas de Planejamento e Controle da Produção (ISBN 9788536306124)

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Antes de uma empresa definir qual software é o mais adequado, é preciso adquirir uma visão abrangente do planejamento e controle da produção, dos seus objetivos e de como alcançá-los. Acompanhando a evolução do conhecimento na área de planejamento e controle da produção (PCP), este livro aborda uma ampla gama de assuntos, aprofundando-se adequadamente em cada um deles. Clique para mais informações

Conforme um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), não se pode pensar em desenvolvimento econômico e social sem transporte. As pessoas precisam se deslocar para estudar, trabalhar, fazer compras, viajar e possuem cada vez mais a necessidade de estar em movimento. Verifica-se que as regiões mais desenvolvidas do Brasil possuem também os maiores indicadores de transportes, pois a evolução econômica traz consigo a necessidade de mais infraestrutura, em especial ligada à mobilidade urbana. Considerando os diversos tipos de transportes existentes no Brasil, como carro, moto, bicicleta, ônibus, a escolha depende de uma série de fatores como conforto, tempo de trajetória, segurança, custo e acessibilidade, entre outros.

Por essa razão, foram evidenciadas nesse estudo as diferentes concepções que a população brasileira tem sobre a mobilidade urbana, em seus diversos aspectos e sob uma gama de visões que incluem análises por região, etnia, nível de escolaridade, faixa salarial. A Tabela 1 mostra quanto, em porcentagem, cada meio de transporte é utilizado para a locomoção dentro da cidade, sendo os meios de transporte divididos em transporte público, de carro, de moto, a pé e de bicicleta. Os resultados são apresentados como média nacional e é feita a divisão entre as cinco regiões. Como mostrado na Tabela 1, o meio de transporte mais utilizado pelos brasileiros para locomoção dentro da cidade, com pouco mais de 44%, é o transporte público, sendo este, em geral, o ônibus, seguido pelo transporte por carro, 23,8%, e por moto e a pé com valores similares, 12,6% e 12,3%, respectivamente.

Quando se analisam as regiões separadamente, os resultados diferem da média nacional. Na região Nordeste, por exemplo, o uso de motos é próximo de 20%, assim como o transporte a pé, e apenas 13% usam o carro para locomoção na cidade. Já no Centro-Oeste, o uso de carro é o maior das cinco regiões, com 36,5% da população utilizando esse meio de transporte e apenas 6,5% utilizando moto.

O Gráfico 1 mostra uma diferença na opção de transporte entre os níveis de escolaridade, evidenciando uma tendência: quanto mais alto o nível de escolaridade, mais o meio de transporte carro é utilizado. Mais da metade das pessoas com nível superior completo ou incompleto e com pós graduação, 52,4%, utilizam esse transporte, e pouco menos de 30% utilizam o transporte público. Quase 50% das pessoas com até a quarta série do primeiro grau utilizam o transporte público e apenas 13,6% usam carro. Apesar disso, o grupo é, entre todos os níveis de escolaridade, o que mais utiliza a moto, com 20,7%. Conforme o nível educacional aumenta, a utilização da moto diminui, tendo como destaque o fato de as pessoas com a 5ª a 8ª séries do primeiro grau usarem 50% menos esse transporte que pessoas com até a 4ª série do mesmo nível de ensino.

Observa-se na tabela abaixo que todas as regiões enfrentam congestionamentos, O número de pessoas que enfrentam congestionamentos mais de 1 vez por dia na região Sudeste é de 21,6%, um pouco acima da média nacional, de 20,5%, mas abaixo da região Norte, com 26,2% dos casos. Na frequência de 1 vez por dia, novamente a região Norte se apresenta em primeiro, com 19,7% dos casos, as regiões Centro-Oeste e Nordeste pouco acima da média nacional de 16%, e a região Sudeste e Sul com menores índices, em 15,5% e 14%respectivamente.

Apesar da heterogeneidade física e cultural, as regiões apresentaram resultados comparáveis, com problemas comuns de infraestrutura e qualidade do transporte público. As diferenças, porém, foram mais sutis ao analisar os dados por renda ou escolaridade. O congestionamento, fator que compromete a ida e vinda dos cidadãos para o trabalho, é percebida com similaridades nas cinco regiões do País, revelando as consequências da qualidade precária dos meios de transportes públicos em conglomerados urbanos.

No âmbito das cidades, a integração de transporte público mais utilizada no dia a dia é ônibus/ônibus. Investimentos em metrô, VLT – veículo leve sobre trilhos – e trem, que integram e comportam mais pessoas, são mais rápidos e poluem menos, podem ser soluções de melhor qualidade, se não for possível reduzir o contingente e a concentração populacional das metrópoles aferida hoje. Essas alternativas, aliadas ao incentivo do governo para promover novas modalidades de transporte, em substituição aos automóveis e ônibus, diminuiriam o fluxo de veículos, os atrasos, o desconforto da população e a emissão de gases poluentes na atmosfera, beneficiando a saúde pública.

Considerando a situação nacional, as alternativas propostas para efetuar melhorias com maior relevância na hora de classificar um bom transporte público foram a disponibilidade e a rapidez. Cerca de 30% dos respondentes nas regiões avaliaram como regular o serviço de transporte público. Quando a pergunta foi dirigida àqueles com mais escolaridade, as respostas foram mais críticas. Entre aqueles que não utilizam o transporte público, a disponibilidade e a rapidez também foram os itens que apresentaram o maior número de respostas negativas em termos de avaliação, tornando algo consensual esse tipo de apreciação e apresentando um cenário claro para a ação das políticas de governo.

Norma para o transporte coletivo de passageiros

Para garantir a segurança, o conforto e a acessibilidade aos usuários de transporte coletivo, a ABNT publicou, em 06/01/2011, a norma ABNT NBR 15570:2011: Transporte — Especificações técnicas para fabricação de veículos de características urbanas para transporte coletivo de passageiros. Ela estabelece os requisitos mínimos para as características construtivas e os equipamentos auxiliares aplicáveis nos veículos fabricados para o uso de transporte coletivo urbano, atendendo melhor o passageiro, independentemente da idade, estatura e condição física ou sensorial. A Comissão de Estudo Especial de Fabricação de Veículo Acessível (ABNT/CEE-64) é o responsável pela norma, que entra em vigor a partir de 06/02/2011. Para mais informações sobre o processo de normalização do setor, contate o analista responsável, Rodrigo Canosa (rodrigo.canosa@abnt.org.br)

 

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Glossário Técnico Gratuito

Disponível em três línguas, a ferramenta permite procurar termos técnicos traduzidos do português para o inglês e para o espanhol. Acesse no link

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